sexta-feira, 1 de junho de 2012

Virada sustentável: Desta vez, vai!

Álcool ou gasolina?



Redução do IPI para carros sem contrapartidas sustentáveis: isso vai funcionar?
A poucas semanas do início da Rio+20, esse programa de incentivo do governo dá marcha à ré na posição brasileira sobre mudanças climáticas.
Por Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos
Com uma anunciada greve de metrô e com linhas de trem também paradas, São Paulo amanheceu congestionada nesta quarta-feira (23/5). Muito mais carros do que as ruas comportam estão circulando, tornando difícil a vida até de quem não tem carro. Com a greve, o sistema de ônibus ficou sobrecarregado, os veículos já deixam os pontos iniciais superlotados e demoram o dobro do tempo para percorrer o mesmo trajeto, revoltando o usuário. Muitos ônibus foram apedrejados, a polícia precisou intervir em alguns terminais da cidade e muita gente não chegou ao trabalho hoje. 

Esta é apenas uma breve descrição do trânsito da capital paulista, num dia mais conturbado. Para alguns, pode parecer “natural” que, sem metrô, o número de carros nas ruas aumente. Na verdade, não precisaria ser assim, se fosse dada prioridade ao transporte público. Não é o que ocorre. 

Não vamos entrar no mérito do movimento grevista. Mas é certo que a paralisação já vinha sendo anunciada pela própria categoria há vários dias. Depois de oficializada a decisão, a prefeitura anunciou algumas medidas para enfrentar o problema: cancelamento do rodízio de carros nos dias de greve, colocação de mais ônibus e extensão do trajeto de linhas. As medidas mostraram-se insuficientes para dar conta do problema. O número de carros nas ruas promoveu o maior congestionamento da história da cidade e os ônibus não deram conta da demanda dos usuários. 

Um dia como o desta quarta-feira poderia ter um efeito transformador entre os tomadores de decisão na iniciativa privada, nos governos e nas entidades da sociedade civil. Poderia fazer com esses três setores se reunissem para encontrar uma saída possível à alternativa caótica de hoje. 

A consultoria McKinsey lançou um relatório em abril passado, com o título de Construindo Cidades Globalmente Competitivas: a Chave para o Crescimento Latino-Americano. Nesse estudo, a consultoria mostra que São Paulo pode se tornar a cidade mais rica do continente em 2025 e a sexta do mundo, superando Paris. Mas, para chegar a tanto, precisará equacionar melhor problemas como falta de habitação decente para todos e os incansáveis congestionamentos. 

Na mesma pesquisa, a McKinsey revelou que, para o paulistano, a prioridade número um é o transporte coletivo. Ideias não faltam. Mas é preciso começar a pô-las em prática para que seja comprovada sua eficiência. 


Marcha à ré 


Mudar o modo como as pessoas se movimentam na cidade, transferindo o foco do transporte individual para o transporte público é tarefa complexa. O carro precisaria deixar de ser um ícone de bem-estar e de status, como é hoje. Andar de transporte público, muito diferente e de mais qualidade que o atual, precisaria virar algo “chique”. Valores da nossa civilização também teriam de ser revirados para dar suporte à decisão do cidadão. E a economia, repensada, pois a indústria automotiva teria menos peso na riqueza de um país do que tem hoje. 

Um programa do governo federal seria sempre um excelente início. Nos Estados Unidos, por exemplo, como condição para recuperar a GM e outras montadoras, o governo definiu como contrapartidas a mudança dos motores, de petróleo para eletricidade e que os novos modelos fossem “recicláveis”, ou seja, pudessem ser desmontados para que as peças sejam reaproveitadas na linha de produção. 

No Brasil, em 2008, também para combater a crise financeira, houve redução do IPI para carros, por um período determinado. Mas sem contrapartidas de nenhum tipo. 

Agora, novamente em razão da crise europeia, o governo federal lançou novo programa de incentivo a carros no Brasil, por tempo indeterminado e sem contrapartidas. A poucas semanas do início da Rio+20, este programa de incentivo dá marcha à ré na posição brasileira sobre mudanças climáticas. 

O elenco de medidas anunciado pelo governo esta semana beneficia tanto os carros flex como os movidos a gasolina, proporcionalmente. O carro elétrico, que vem sendo desonerado de impostos em todos os países do mundo, aqui no Brasil vai recolher a maior carga de impostos, por ser importado. (Não poderia haver incentivo para sua produção no país?) 

O governo também reduziu a taxa de juros para financiamento de carros e caminhões. No caso dos caminhões, os estoques subiram porque entrou em vigor a lei de redução dos poluentes para veículos a diesel. O custo da nova tecnologia elevou o preço do caminhão. Tomara que esse incentivo faça, então, as vendas aumentarem. 

No mais, nenhum incentivo à inovação, quer para reduzir emissões de carbono, quer para desenvolver novas soluções de mobilidade que não sejam o automóvel. 

Novamente, uma visão de curto prazo que atende interesses específicos conseguiu se sobrepor a uma visão de futuro, na qual a mobilidade dos cidadãos depende de um transporte coletivo que garanta o acesso a todos os lugares e seja a base de uma sociedade mais igualitária, calcada numa economia inclusiva, verde e responsável. 


23/5/2011

Economia verde pode gerar até 60 milhões de empregos


Economia verde pode gerar até 60 milhões de empregos na próxima década

Brasil já tem 3 milhões trabalhando no setor; 50% da mão-de-obra mundial será afetada por mudanças

31 de maio de 2012 | 14h 31


Jamil Chade, correspondente
GENEBRA - A economia verde já emprega 3 milhões de brasileiros e, na próxima década, poderá se transformar em um dos setores mais dinâmicos das economias emergentes. Um estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a Rio+20 releva que até 60 milhões de postos de trabalho pelo mundo poderão ser criados se governos incentivarem novas tecnologias ambientais e garantirem apoio a setores relacionados com a "economia verde".
Veja também:

Transição para economia verde deve afetar também países com grande população agrícola como o Vietã - Kham/Reuters
Kham/Reuters
Transição para economia verde deve afetar também países com grande população agrícola como o Vietã
A principal mensagem do levantamento é de que investir em um novo modelo econômico, baseado na sustentabilidade, não significa maiores custos apenas. Em muitos casos, representa a criação de postos de trabalho e a elevação da renda de milhares de pessoas.
Segundo o estudo, metade da mão-de-obra mundial - cerca de 1,5 bilhão de pessoas - será de alguma forma afetada pela transição do atual modelo econômico para um padrão ambientalmente sustentável. Trabalhadores no setor da agricultura, pesca, energia, construção e transporte serão alguns dos mais atingidos, sendo obrigados a buscar uma nova inserção.
Mas a transição já começa a dar seus frutos. Só no setor de energia renovável, 5 milhões de postos de trabalho foram criados no mundo entre 2006 e 2010. Nos Estados Unidos, 3 milhões de pessoas estão trabalhando diretamente no setor de bens e serviços ambientais. Na Espanha, são 500 mil. Na Europa, 14,6 milhões de pessoas já trabalham em cargos relacionados com a proteção da biodiversidade.
Um dos destaques é a situação do Brasil. Segundo a OIT, o Brasil criou quase 3 milhões de postos de trabalho no setor ambiental, o que já representa 7% da mão-de-obra nacional. Parte importante desses trabalhadores está no setor de energia renovável. Já em 2008, eram 2,6 milhões de brasileiros nessa posição.
Nos países emergentes, investimentos de US$ 30 bilhões para a preservação de florestas poderiam gerar 8 milhões de postos de trabalho. Na Alemanha, a renovação de edifícios para que sejam ambientalmente sustentáveis gera, por ano, 300 mil novos postos de trabalho.
No total, a esperança da OIT é de que entre 0,5% e 2% do total de pessoas empregadas no mundo estejam no setor ambiental - entre 15 milhões e 60 milhões.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Unicamp e Unesp são únicas brasileiras em lista de melhores universidades


31/05/2012 - 07h00

Unicamp e Unesp são únicas brasileiras em lista de melhores universidades


VAGUINALDO MARINHEIRO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 10h21.
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) são as duas únicas brasileiras a aparecer no ranking das 100 melhores universidades do mundo fundadas há menos de 50 anos.
A Unicamp, de 46 anos, é a 44ª melhor. A Unesp (Universidade Estadual Paulista), com 36, quase fica de fora. Está na 99ª posição.
O ranking foi elaborado pela primeira vez pelo THE (Times Higher Education), um dos mais importantes institutos de avaliação do ensino superior no mundo.
Segundo Phil Batty, responsável pelo estudo, a exclusão das universidades com mais de 50 anos permite conhecer as "futuras Harvards ou Oxfords", numa referência às centenárias escolas dos EUA e do Reino Unido que costumam liderar os rankings de melhores lugares para estudar no mundo.
O THE faz outros rankings. No mais conceituado e completo, que inclui todas as universidades do mundo e envolve 13 critérios de avaliação, a USP (Universidade de São Paulo) é a única brasileira. Na lista divulgada no ano passado, estava no 178º lugar entre 200.
Em outro, que mede a reputação de uma instituição entre professores e pesquisadores ao redor do mundo, também só a USP aparece, na faixa entre o 61º e o 70º lugar.
Esse novo ranking, das caçulas, usa os mesmos 13 critérios, que incluem número de alunos por professores, dinheiro investido em pesquisa, total de docentes e estudantes estrangeiros e publicação em revistas científicas.
A líder é a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang, que fica na Coreia do Sul. Foi criada em 1986 com dinheiro de uma companhia de ferro e aço que, à época, era parte estatal, parte privada.
A universidade é privada, cobra cerca de R$ 17 mil de anuidade dos alunos de graduação e tem 3.000 estudantes. É totalmente focada em pesquisa.
A Coreia ocupa ainda o 5º lugar, com o Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia.
O Brasil tem motivos para comemorar --é o único país da América Latina no índice, e outros emergentes como Índia e Rússia estão de fora-- e para se envergonhar: estamos longe do topo e atrás de países muito menores, como Cingapura (16º), ou também emergentes, como a Turquia (32º).
"É possível ter um otimismo cauteloso de que essas jovens universidades brasileiras irão, com o tempo, subir no ranking", disse Bates à Folha.
Segundo ele, o que esse novo ranking mostra é que universidades pequenas, que focam seus investimentos em determinadas áreas, acabam se saindo melhor.
Outra brasileira de renome, a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) ficou fora do ranking porque, segundo o THE, não repassou os dados objetivos usados para análise e classificação.
Na segunda-feira, outra instituição, a QS (Quacquarelli Symonds), também do Reino Unido, divulgou o seu ranking das 50 melhores universidade do mundo com menos de 50 anos.
A Unicamp é a única brasileira, em 22º lugar.
Os dois institutos adotam critérios diferentes. Enquanto no THE a pesquisa tem peso maior, no QS conta mais a reputação de uma universidade no meio acadêmico mundial.

Editoria de Arte/Folhapress

MP do Código Florestal


1/05/2012 - 13h45

Governo reúne líderes no Planalto para discutir MP do Código Florestal


KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu-se nesta quinta-feira com os líderes da base aliada para discutir a MP (Medida Provisória) enviada ao Congresso que recompõe o texto do novo Código Florestal.
O encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto, também contou com a presença dos ministros ligados ao tema: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário).
De acordo com o governo, durante a reunião, os ministros apresentaram a deputados e senadores a justificativa para os trechos vetados pela presidente Dilma Rousseff.
Na conversa, a ministra Ideli Salvatti defendeu as mudanças propostas e enfatizou a importância da "diferenciação" entre pequenos e grandes produtores, estabelecida no novo Código Florestal.
Na MP enviada ao Congresso, o governo estabeleceu a chamada "escadinha", ou seja, a determinação de que a recomposição das APPs (áreas de proteção ambiental) será proporcional à largura do rio e à área da propriedade.
A comissão mista que vai discutir a MP será instalada na próxima terça-feira (5) no Congresso. Os ministros também se colocaram à disposição para ir à Câmara e ao Senado para prestar esclarecimentos sobre o tema.

ESCADINHA
Conforme as informações do governo, a chamada "escadinha" foi enfatizada no encontro com a divulgação de dados sobre as propriedades rurais no país.
Os números apontam que as propriedades com até um módulo fiscal representam apenas 9% da área destinada à produção rural, mas contemplam 64% das propriedades no país-- somando mais de 3,5 milhões de proprietários.
Já os grandes produtores -- mais de 4 módulos fiscais -- representam apenas 10% das propriedades rurais do país. No entanto, ocupam 74% da área.

Ética e moral...

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RFlVgcl4A1M#!


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Enviado por  em 14/08/2010
Descubra o que é ética e moral de um modo simples, engraçado e dinâmico, por Mario Sergio Cortella

31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco


30
Mai
2012

http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=77113:31-de-maio-dia-mundial-sem-tabaco&catid=47:cat-saude&Itemid=328


Cardiologista alerta sobre as doenças do coração causadas pelo tabagismo
O 31 de maio é marcado como o Dia Mundial Sem Tabaco. Um estudo realizado pelo Banco Mundial estimou que o tabagismo resulta em uma perda global de US$ 200 bilhões por ano em função de mortes prematuras, incapacitação, adoecimento, aposentadorias precoces e de faltas ao trabalho, sendo que aproximadamente a metade deste montante ocorre em países em desenvolvimento. No Brasil, a arrecadação de impostos provenientes do tabaco é bastante significativa para a economia do país. No entanto, os gastos sociais determinados pelo consumo de cigarros superam, em muito, esta arrecadação.

Segundo Alexandre Cury, cardiologista do Bronstein Medicina Diagnóstica, o tabaco é o principal fator de risco evitável para as doenças cardiovasculares. O fumo aumenta em até 300% o risco de um ataque cardíaco, além de provocar inúmeras outras doenças, como o câncer. O Brasil tem 35 milhões de fumantes e 80 mil pessoas morrem precocemente todos os anos por causa do cigarro. Segundo estudos internacionais, o tabaco mata um em cada dois usuários. “A proibição total e abrangente, como a lei antifumo aprovada em 2010, pode contribuir na redução do consumo de tabaco e evitar também os efeitos do fumo passivo”, analisa o especialista.

Cury explica que o fumante passivo, ou seja, aquele que não fuma, mas está próximo de um fumante, tem contato direto com 30 substâncias cancerígenas, presentes na fumaça do cigarro. O fumo passivo é responsável por 40% dos infartos, matando seis pessoas por dia no Brasil e causando, ainda, 30% de cânceres de pulmão, entre outras doenças.

Segundo o cardiologista, alguns mitos sobre o cigarro devem ser debatidos. “O primeiro é que não há diferenças nos riscos à saúde entre as diferentes marcas de cigarro, nem entre os supostos cigarros com alto e baixo teor de nicotina”, revela. O médico também lembra que não existem níveis seguros para o consumo de alcatrão, monóxido de carbono e nicotina. Os cigarros são os únicos produtos de consumo no mercado que matam seus consumidores regulares ao serem consumidos.

Cury também alerta que os fumantes adultos, em grande parte, estão morrendo e/ou adoecendo devido a doenças causadas pelo cigarro ou estão parando de fumar. A indústria do tabaco, então, tenta captar novos fumantes entre os jovens através de propaganda enganosa, que serão seus futuros clientes nos próximos 25 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é uma doença pediátrica, pois quase 90% dos fumantes regulares começam a fumar antes dos 18 anos de idade.

Para o cardiologista, parar de fumar é uma decisão pessoal e intransferível. Por isso, o especialista alerta sobre o que o cigarro pode causar na vida do fumante:



- a fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias químicas nocivas, sendo que pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas ao pulmão;

- fumar causa impotência sexual;

- crianças que convivem com fumantes têm mais asma, pneumonia, sinusite e alergia;

- fumar causa doença vascular que pode levar à amputação de dedos e pernas;

- ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados como veneno de ratos e baratas;

- fumar causa câncer de laringe, câncer de pulmão, câncer de boca, entre outros;

- em gestantes fumar causa partos prematuros, aborto espontâneo e o nascimento de crianças de baixo peso;

- o uso de tabaco obstrui as artérias, dificulta a circulação do sangue, leva ao enfisema pulmonar, à perda dos dentes e causa morte por doenças do coração.



Para Cury, os principais benefícios ao parar de fumar são: após vinte minutos a pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal; após oito horas o nível de oxigênio se normaliza; após dois dias o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor os alimentos; após três semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora; após cinco a dez anos o risco de sofrer infarto será próximo ao de uma pessoa que nunca fumou.O médico também dá os seguintes aconselhamentos para quem quer parar de fumar:

- atentar para sintomas de abstinência e depressão, frequentes na primeira semana e que diminuem nas próximas três a quatro semanas;

- se houver ganho de peso, lembrar que o benefício de parar de fumar é maior que o ganho de peso e que a alimentação adequada e atividade física podem ajudar;

- tomar água no desejo de fumar, ingerindo dois copos;

- exercício físico é obrigatório, pois libera endorfinas, substâncias que aumentam a disposição e a sensação de bem-estar;

- eliminar cinzeiros e isqueiros de casa e local de trabalho.

- tente sempre trabalhar o seguinte pensamento: um cigarro só vai fazer mal, pois se fumar um cigarro você pode colocar tudo a perder.



Para mais informações: www.bronstein.com.br .

Descubra como o cigarro pode influenciar no seu fôlego


Escrito por Dr. Carlos Mosquera
Seg, 28 de Maio de 2012 11:40

Descubra como o cigarro pode influenciar no seu fôlego

Com o crescimento da campanha antitabagista no Brasil, tem aumentado o nível de informação da população em relação aos malefícios do cigarro. Além das propagandas que alertam sobre os problemas de saúde causados pelo hábito, o governo brasileiro também tem investido em medidas restritivas como a recente proibição da venda de cigarros aromatizados e o fumo em locais públicos fechados.
Apesar das políticas públicas para o combate do tabagismo, o número de fumantes no país ainda é alto e registra pouco menos de 15% do total da população, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), órgão ligado ao Ministério da Saúde.
Uma boa alternativa para complementar essas políticas, de acordo com alguns especialistas, é o incentivo ao hábito da prática de esportes, que pode auxiliar o indivíduo a ficar menos suscetível ao vício. Saiba mais sobre essa relação e como o hábito do tabagismo pode interferir no seu desempenho atlético.



O cigarro pode interferir no desempenho do indivíduo durante uma prática de atividade física? Em que sentido e por quê?

Os males do cigarro todos conhecem e não é diferente nos praticantes de atividades físicas. Entre tantos problemas que o cigarro ocasiona, podemos dizer que o estresse oxidativo, que nada mais é que um desequilíbrio no funcionamento das células, continua sendo um grande vilão para os fumantes. Na medida em que a nicotina provoca um desequilíbrio nos níveis de ATP (energia da célula), o rendimento atlético cai sensivelmente. Sem energia disponível, qualquer pessoa fica impossibilitada de executar qualquer movimento vigoroso.


É somente na respiração que o cigarro interfere ou ele também prejudica em outras funções?
O cigarro interfere em vários órgãos do corpo humano. O monóxido de carbono da fumaça do cigarro se liga rapidamente com a hemoglobina sanguínea (transporta oxigênio). Quando esse processo ocorre, denomina-se carboxiemoglobina (COHb), por isso mesmo, o sangue não é tão oxigenado, provocando assim uma diminuição no carreamento de nutrientes para todo o corpo, ou seja, todo o organismo sofre com isso. Para citarmos outros prejuízos do cigarro: os dentes perdem o clareamento, mau hálito (halitose), pode provocar aterosclerose, aumento da pressão arterial, entre outros fatores.

Existem registros de que alguns atletas de alto rendimento, como jogadores de futebol, fumavam e ainda fumam, mesmo em atividade. Para esse tipo de atleta, a influência do cigarro é maior ou menor?
Por serem humanos, muitos atletas fumam escondidos, na maioria das vezes. E não há uma estatística para afirmar qual o esporte nacional com maior número de fumantes. O que se observa no futebol, por ser o esporte mais praticado no Brasil, é a evidente queda de rendimento de alguns atletas. Pode-se presumir que o álcool e as noites mal dormidas também contribuem com isso, mas o cigarro em geral é o maior causador.



O hábito de praticar exercícios pode ajudar uma pessoa a parar de fumar?
Um achado interessante mostra que as pessoas que praticam atividades físicas regularmente estão menos suscetíveis ao vício do cigarro do que as pessoas que não têm esse costume. Não há evidências científicas de que o hábito de se exercitar pode ajudar uma pessoa a parar de fumar. O que acontece com os "viciados no cigarro" é o contrário, param com a atividade física porque "sentem falta de ar" quando estão em movimento.


Por outro lado, pessoas que fumam há muito tempo não podem ter um risco maior de um problema durante a prática de atividade física?
Os grandes prejuízos do cigarro são o aumento da pressão arterial (o corpo é induzido a liberar substâncias vasoconstritoras) e as alterações cardíacas devido ao excesso de trabalho em pressão arterial aumentada. Por isso, os fumantes que praticam atividades físicas que exigem esforços grandes correm sérios riscos.

Qual é a importância de procurar um médico antes da iniciação à prática de esportes?
A principal importância é a realização de um check-up e de uma anamnese (entrevista feita por um profissional de saúde) para determinar se o indivíduo está apto a iniciar a prática de uma atividade física.


Dr. Carlos Fernando França Mosquera é doutor em Fisiologia do Exercício pela Universidad Católica San Antonio de Murcia, título revalidado pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor da Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

São Paulo realiza mutirão contra o fumo no Dia Mundial de Sem Tabaco




Transporte de lixo gera custo alto em São Paulo: R$100,00/t


Bom Dia São Paulo

Transporte de lixo gera custo alto em São Paulo


31/05/201202:54
A maioria das cidades resolve o problema do lixo mandando tudo para o aterro. Mas imagine quanto dinheiro se perde quando enterramos materiais como plástico, vidro, papel e metal? Na capital, as grandes distâncias geram outro custo alto: transporte.

SP+Limpa

Programa ajuda fumantes a largarem o vício na região de Sorocaba, SP


31/05/2012 07h08- Atualizado em 31/05/2012 07h08

http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/05/programa-ajuda-fumantes-largarem-o-vicio-na-regiao-de-sorocaba-sp.html

Projeto contra tabagismo em Sorocaba, já ajudou 70% dos pacientes.
Em Jundiaí, programa já contribuiu com 65% dos fumantes.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Projeto ajuda pessoas a parar de fumar em Marília.  (Foto: globonews)
Projeto ajuda pessoas a parar de fumar
. (Foto: globonews)


Nesta quinta-feira (31) é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. A data foi criada há 25 anos para alertar a população sobre os riscos causados pelo consumo do cigarro.

Em Sorocaba (SP) diversas atividades serão realizadas, durante o dia, para ajudar no combate ao vício. Na cidade, um programa contra o tabagismo tem ajudado pessoas viciadas em cigarro a deixarem o vício.

O projeto do Ministério da Saúde capacita profissionais da saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer e funciona desde 2009. São realizadas reuniões em grupos, no Ambulatório de Saúde Mental. Cada grupo de 20 participantes tem orientações durante oito semanas.

A turma é coordenada por dois médicos, três psicólogos, dois enfermeiros, um assistente social e um farmacêutico. Durante as reuniões, além de palestras e troca de experiências, os participantes recebem medicamentos para tratamento e combate à dependência, como adesivos de nicotina, pastilhas, goma de mascar, entre outros.

Segundo a prefeitura, a média de pessoas que participam do Programa e abandonam o hábito de fumar gira em torno de 60% a 70%. Atualmente, três grupos participam do programa e, na próxima semana, têm início outros três.

Em 2011, cerca de 160 pessoas participaram do programa no Ambulatório e a maioria largou o vício. As pessoas interessadas em participar devem se inscrever no do Ambulatório de Saúde Mental, na Rua Rio Grande do Sul, 394, no bairro Vergueiro. Pode haver lista de espera. Assim que cada grupo finaliza as oito semanas de atendimento, outro tem início.


A cidade de Jundiaí (SP) também conta com um programa de assistência ao viciado em cigarro. De acordo com a Secretaria de Saúde, desde 2007, 65% dos pacientes já deixaram o vício. O Programa inclui sessões de terapias e palestras para um grupo de pessoas. Interessados em participar podem ligar na Secretaria de Saúde da cidade (11) 4589 8400


Brasil
Uma pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Energia nuclear: População avalia bem benefícios e riscos


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Energia nuclear: População avalia bem benefícios e riscos. 28/05/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-nuclear-voz-povo-sabia. Capturado em 29/05/2012. 

Paloma Rodrigues - Agência USP - 28/05/2012


Democracia acertada
A população brasileira tem uma predisposição a não gostar da ideia de o Brasil ter instalações nucleares.
Segundo o pesquisador Felipe de Moura Kipper, fatores emocionais são decisivos na hora das pessoas opinarem se são ou não favoráveis às instalações nucleares.
"Os fatores emocionais são baseados em experiências anteriores, como por exemplo o acidente nuclear em Chernobyl. Eles não são aleatórios e, portanto, podem motivar decisões acertadas", diz Kipper, que pesquisou o tema em seu mestrado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), instituição associada a USP.
O receio desses acontecimentos permanece vivo no subconsciente popular e o mantém distante da aceitação da energia nuclear. "A opinião pública precisa entender os benefícios trazidos por esta energia e só quando isso acontecer se deve investir em instalações nucleares no Brasil, porque a vontade democrática deve ser respeitada."
Percepção dos riscos e benefícios da energia nuclear
A pesquisa foi estruturada a partir da percepção de estudantes do ensino médio em relação às instalações nucleares no Brasil, com o objetivo de entender como a comunicação afetava o entendimento dessas pessoas sobre o tema.
Eles tinham de responder de 1 a 5, sendo 1 o menor entendimento e 5 o maior. Dentre as questões colocadas estavam "benefícios da energia nuclear", "riscos que ela oferece", etc.
Dentre os meios que o público mais tem acesso para se informar sobre o tema, a TV e o rádio são mais representativos.
O pesquisador destaca que a falta de um conhecimento técnico apurado dos profissionais da mídia atrapalha o entendimento das pessoas, pois informações corretas deixam de ser passadas e, muitas vezes, questões como desastres e acidentes são tratadas de maneira catastrófica.
A metodologia do trabalho se alterou com o acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, em março de 2011.
"O acidente aconteceu bem no meio do trabalho e não pudemos ficar alheios a isso. Era uma experiência muito rica envolvendo o assunto e tivemos que passar a considerar os efeitos que esse acidente teria sobre a percepção das pessoas", afirma Kipper.
Acidente de Fukushima
Estudando o acidente e os efeitos que ele traria - como os países repensando suas instalações e seus modelos de proteção contra acidentes nucleares, por exemplo -, Kipper e seu orientador, Antonio Carlos de Oliveira Barroso, também do IPEN, consideraram estudar o quanto as emoções eram decisivas na opinião das pessoas. "Com o mesmo questionário sendo aplicado, seria possível avaliar a mudança da percepção das pessoas depois do acidente", diz.
Novas questões foram propostas aos estudantes do ensino médio e, nessa segunda fase, o pesquisador incluiu especialistas e pesquisadores no assunto para também responderem ao questionário, dando um total de 463 respondidos.
As principais diferenças nas percepções estão relacionadas aos benefícios oferecidos. Eles estão muito mais claros para os especialistas, enquanto pra população em geral esse assunto ainda é nebuloso.
"No Brasil, utilizamos muito a energia hidrelétrica, o que gera a dúvida na população do porquê é necessário investir em uma energia considerada mais perigosa. Na Europa, por exemplo, a situação é diferente, pois há uma forte presença de combustíveis fósseis e carvão mineral, então elas levam mais em consideração os impactos ambientais, especialmente o problema da emissão de gases de efeito estufa, cuja emissão é quase inexistente para as centrais nucleares," explica.
Questão de entendimento
O papel do entendimento das pessoas passou a ser mais considerado nos últimos anos.
O pesquisador se baseou em trabalhos do neurologista Antonio Rosa Damásio, que diz que o entendimento das pessoas está pautado por um modelo formado de acordo com as experiências positivas e negativas vividas, de modo que esse entendimento não é tão irracional como se poderia imaginar.
"As pessoas definem um padrão que acaba sendo bom pra elas. Se neste momento a população brasileira acredita que instalações nucleares não são positivas é porque há fundamentos para dizer que não são," afirma o pesquisador.
Isso fica claro quando os especialistas, favoráveis às instalações nucleares, disseram que sentiriam medo se as instalações fossem construídas próximas às suas casas. "Nas respostas, os especialistas apontaram medo e receio de viver com uma instalação nuclear em seu entorno", coloca Kipper.
Desta maneira, fica claro que apesar de haver uma larga defesa para uma introdução mais abrangente da energia nuclear no Brasil, os próprios técnicos entendedores do assunto não se sentem confortáveis para viver sob os riscos que essa introdução representaria.

Juiz manda retirar lodo e aparelhos do rio Pinheiros, em SP


29/05/2012-09h20

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1097172-juiz-manda-retirar-lodo-e-aparelhos-do-rio-pinheiros-em-sp.shtml

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DE SÃO PAULO


A Justiça de São Paulo deu um prazo de 180 dias para que a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), estatal ligada ao governo paulista, retire o lodo acumulado no rio Pinheiros e os aparelhos utilizados no fracassado projeto de despoluição do rio por meio de flotação.
O governo investiu R$ 160 milhões em dez anos no plano de limpar o Pinheiros pelo método, que consiste em, por meio de produtos químicos, reunir a sujeira em flocos na superfície, para que possa ser recolhida.
Os últimos testes, concluídos em 2010, mostraram que a flotação não barrava o nitrogênio amoniacal, um indicador de esgoto na água, e gerava grande volume de lodo.
A decisão, do juiz Kenichi Koiama, da 13ª Vara da Fazenda Pública, atendeu a pedido do Ministério Público, que exige o cumprimento de acordo firmado em 2007 que previa que o governo, caso abandonasse o projeto, retirasse os equipamentos e o lodo do leito e das margens do rio.
Apu Gomes - 29.set.11/Folhapress
Estrutura sobre Pinheiros, que seria usada na despoluição do rio; empresa responsável por projeto não o cumpriu
Estrutura sobre Pinheiros, que seria usada na despoluição do rio; empresa responsável por projeto não o cumpriu
O acordo foi firmado em ação civil pública contra o projeto. A Promotoria aceitou que a flotação fosse aplicada em trecho menor do Pinheiros, para avaliar se ele seria estendido para todo o rio.
A decisão, provisória, pode ser cassada. A Folha não conseguiu ouvir ninguém da Emae ontem à noite. À Rede Globo a assessoria disse que a estatal não havia sido notificada e não se manifestaria.
O Ministério Público exige o pagamento de multa, que chega a R$ 32 milhões, pelo descumprimento do acordo.
A ideia do governo com a flotação era levar parte da água despoluída para a represa Billings. O sistema foi encampado por Geraldo Alckmin (PSDB) em 2001 e abandonado em 2011. Mantê-lo exigiria novos investimentos sem certeza de êxito, de acordo com o governo paulista.
Editoria de Arte/Folhapress

Bicicleta voadora elétrica dispensa pedaladas


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Bicicleta voadora elétrica dispensa pedaladas. 26/05/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bicicleta-voadora. Capturado em 29/05/2012. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/05/2012
Bicicleta voadora
O ocupante poderá até pedalar se quiser, mas a energia para fazer a bicicleta voar virá de baterias. [Imagem: Technodat]


Camicleta
Em uma série de grande audiência na TV brasileira nos anos 1970, os heróis Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio) percorriam o país em busca da realização do seu sonho: a construção de uma bicicleta voadora.
Eles nunca conseguiram voar em seu aparelho, mas os fãs da série agora podem se deleitar com um projeto com maiores possibilidades de realização.
Um consórcio formado por três empresas tchecas apresentou o conceito de uma bicicleta elétrica voadora, que a empresa planeja construir para entretenimento.
Segundo os projetistas, a bicicleta voadora será capaz de fazer voos curtos, a uma altura máxima de cinco metros.
A segurança será garantida desde que o voo seja feito "longe de cabos elétricos".
Bicicleta voadora
A bicicleta elétrica voadora terá uma potência de 47 kW. [Imagem: Technodat]
Bicicleta elétrica voadora
O projeto prevê uma potência de 47 kW, o que seria suficiente para levantar um ocupante de até 170 quilogramas.
Um ocupante que poderá até pedalar se quiser, mas a energia virá de baterias, que movimentarão os quatro rotores por um período entre 3 e 5 minutos, a uma velocidade de até 50 km/h.
A bicicleta mede 3,5 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 1,2 metros de altura, e deverá pesar algo próximo dos 85 quilogramas.
Bicicleta voadora
O primeiro protótipo deverá estar pronto até Setembro. [Imagem: Technodat]
Protótipo
O primeiro protótipo da bicicleta voadora, que ainda está em construção, deverá ser apresentado em setembro durante uma feira de equipamentos na República Tcheca.
O consórcio reúne as empresas Technodat, especializada em projetos e engenharia, Duratec, fabricante de bicicletas, e Evektor, especializada no projeto de aviões.

Para ambientalistas, novo Código Florestal mantém anistia a desmatador


Para ambientalistas, novo Código Florestal mantém anistia a desmatador

29 de maio de 2012 | 3h 02


EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA, GIOVANA GIRARDI - O Estado de S.Paulo

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne 163 entidades, classificou como "retrocesso ambiental" a sanção do novo Código Florestal, com 12 vetos e a edição de uma medida provisória. Para as entidades, a nova legislação assinada pela presidente Dilma Rousseff continua promovendo anistia a desmatadores - ao contrário do que diz o governo - e reduz a proteção ambiental.

Na visão dos ambientalistas, o texto não atende aos compromissos de campanha da presidente. Eles refutam o discurso de que foi buscado um meio-termo entre as posições de ambientalistas e ruralistas. "O caminho do meio entre não tomar veneno e tomar muito é veneno do mesmo jeito. Essa proposta é venenosa", afirmou Pedro Gontijo, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para o grupo, um dos principais problemas - que já existia desde o texto do Senado - é a possibilidade de fazer uma recomposição menor de Áreas de Preservação Permanente (APPs) para trechos desmatados até julho de 2008.
Dilma vetou o polêmico artigo 61, que no texto da Câmara estabelecia a recuperação de somente 15 metros de mata ciliar em rios de até 10 metros, excluindo rios maiores. A MP coloca que todo mundo agora é obrigado a recuperar e criou várias faixas de recomposição, de acordo com o tamanho da propriedade (mais informações neste página).
Mas essa obrigação agora vai de no mínimo 5 metros a no máximo 100 metros de margens de rios, contra uma faixa que variava de 30 a 500 metros no Código antigo. "Anistia não é só de multa, mas também fazer uma compensação menor", afirma André Lima, consultor jurídico da SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Para Márcio Astrini, do Greenpeace, a mudança "facilitou a vida dos pequenos produtores e de agricultura familiar por uma via torta, que é a métrica do módulo fiscal, e não por uma precedência social". Ele defende que melhor seria se tivessem sido previstos subsídios para a recuperação. "Se eles não têm dinheiro para recompor 15 metros, não vão ter também para 5 metros."
Ele questionou também que continua valendo, de acordo com o artigo 12, a possibilidade de diminuir o tamanho da Reserva Legal no Amapá de 80% para 50%, o que abriria a possibilidade de novos desmatamentos
Houve queixas, ainda, sobre a possibilidade de fazer recomposição de APPs com espécies exóticas. "É um desvirtuamento do conceito de APP. Basta plantar eucaliptos, parreiras, macieiras em todas as APPs", disse Lima. "Nem a bancada ruralista teve coragem de colocar isso no texto. Esse trecho é da lavra de Dilma", complementou Raul Valle, do Instituto Socioambiental.
O Estado apurou, porém, que deve ser publicada hoje uma errata definindo que a recomposição com exóticas deve ficar restrita a propriedades de até 4 módulos fiscais e a nascentes perenes.
Valle destacou que foram sancionados vários pontos de interesse da bancada ruralista e no Congresso esses parlamentares poderão ainda fazer alterações na medida provisória. Na visão das entidades, o fato de essa discussão só ocorrer depois da Rio+20, e em meio a eleições municipais, torna mais difícil obter avanços. Mas eles esperam que o evento sirva para pressionar o governo a promover uma mudança mais profunda.
Visão da ciência. Para cientistas que engrossaram as críticas às mudanças do Congresso e colaboraram com pesquisas para mostrar a importância da manutenção da vegetação, a proposta de Dilma, apesar de ficar aquém do defendido, traz avanços. "Ao menos se conseguir implementar, já será um grande ganho", diz Ricardo Rodrigues, da Esalq, em menção ao fato de que o Código antigo, apesar de proteger mais o ambiente, não era seguido.
Para Gerd Sparovek, também da Esalq, houve progressos no aumento da área de APPs ripárias que deve ser recuperada nas propriedades maiores, que representam 76% da área agrícola. "Mas algumas faixas de restauração ficaram muito pequenas (5m e 8m), o que torna questionável sua relevância ecológica. E ainda fica o custo, pelo menos parcial. Os topos de morro ficaram fora de critérios objetivos de necessidade de restauração, ficando possível a consolidação dos usos agrícolas existentes."

Teatro nos parques: Parque Rodrigo de Gasperi no dia 10/06/2011, às 15h

Parque Rodrigo de Gasperi


Av. Miguel de Castro nº321 - Vila Zatt - Pirituba -tel 11 3974-8600






Crédito da foto: Renata Flores Dutra