terça-feira, 27 de março de 2012

A recuperação dos mananciais



27 de março de 2012 | 6h 44


Os R$ 4,3 bilhões que o poder público está investindo para recuperar dois dos principais mananciais do sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo e para urbanizar as favelas que se formaram em suas margens nas últimas décadas sintetizam o custo, para os contribuintes, do descaso com que esse mesmo poder tolerou a ocupação ilegal dessas áreas. Com recursos de R$ 2,8 bilhões, a serem aplicados até 2016, o Programa Mananciais, de recuperação das Represas Billings e Guarapiranga, chega agora à sua terceira e última etapa (as duas anteriores custaram R$ 1,5 bilhão). Essa etapa beneficiará diretamente 46,5 mil famílias que vivem em seu entorno, mas indiretamente atingirá cerca de 5 milhões de pessoas abastecidas com água proveniente dessas represas.
 
A leniência das autoridades e a ganância de loteadores, que sistematicamente desrespeitaram as leis de proteção das áreas dos mananciais, estimularam a formação de conjuntos habitacionais e de favelas no entorno das duas represas. Pelo número de pessoas que lá vivem, é irrealista qualquer tentativa de fazer cumprir a legislação, por meio da remoção dessa população. Era indispensável e urgente, porém, conter o processo de degradação ambiental e de poluição cada vez maior das represas. Ao mesmo tempo, era necessário oferecer infraestrutura urbana mínima à população que vive nessas áreas e assegurar que sua presença não resulte em lançamento de mais material poluente nos mananciais.
 
O Programa Mananciais foi concebido no âmbito municipal na gestão de Luiza Erundina (1989-1993) e iniciado na gestão Paulo Maluf (1993-1997) para evitar a degradação ambiental contínua das regiões das Represas Billings e Guarapiranga.
 
Essas regiões, no entanto, se estendem por outros municípios da Grande São Paulo, razão pela qual o governo do Estado - por meio das Secretarias do Meio Ambiente e de Saneamento e Recursos Hídricos, além da CDHU - se associou ao empreendimento. Mais recentemente, as obras de recuperação dos mananciais da Grande São Paulo passaram a fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. A terceira etapa tem a participação dos três níveis de governo. Recursos do Banco Mundial - que apoiou outros programas da área ambiental no Estado de São Paulo - foram essenciais para a execução da primeira fase do programa.
 
Na busca do equilíbrio entre a ocupação urbana descontrolada e a preservação dos mananciais, o programa inclui urbanização de favelas e comunidades de baixa renda, construção de conjuntos habitacionais, implantação ou melhoria de sistemas de esgotos e de abastecimento de água e implantação de parques.
 
Na nova fase, como explicou ao Estado (13/3) o coordenador do programa, Ricardo Sampaio, serão removidas as famílias que vivem na faixa de 50 metros dos mananciais. Nessa faixa, incluída na Área de Proteção Permanente (e por isso não poderia ter habitações), é impossível instalar sistemas de coleta de esgoto. A área desocupada servirá para a criação de parques que contornarão as duas represas. O governo pretende estimular o turismo ecológico na região, "que tem enorme potencial", segundo Sampaio.
 
Estima-se que 13 mil famílias serão removidas de suas casas e transferidas para conjuntos habitacionais a serem construídos na mesma região. Enquanto as novas habitações não ficarem prontas, essas famílias receberão auxílio-aluguel.
 
Um exemplo de como ficará a região depois da desocupação, da reurbanização e da instalação dos parques é a comunidade Cantinho do Céu, localizada na margem da Represa Billings. Os esgotos captados pela rede ligada às residências são lançados no coletor-tronco e, dali, bombeados para a rede da Sabesp, que os conduzirá até a estação de tratamento. Não há mais lançamento de dejetos diretamente na represa e, por isso, sua água, límpida e sem cheiro, além de melhor para o abastecimento da Grande São Paulo, serve para o lazer das crianças da comunidade.

FEICON começa hoje!


27/03/2012 06h44 - Atualizado em 27/03/2012 07h07

Feira da Construção tem piso de pneus e tinta que reflete calor

Exposição começa nesta terça e vai até sábado em SP.
Entrada para pessoas de fora do setor custa R$ 50.

Do G1 SP
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Começa nesta terça-feira (27) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, a Feira da Construção. Destinada a profissionais do setor, o evento apresenta novidades para os visitantes, como um revestimento contra pichação e um piso de pneu reciclado.
A feira reúne mais de 20 mil produtos e 2 mil lançamentos em vários setores. Entre eles está uma tinta especial que reflete até 80% do calor transmitido e reduz a temperatura em até 40%, diminuindo o consumo de energia elétrica. Há também uma linha de pisos residenciais feitos com pneu reciclado – eles são antiderrapantes, têm amortecimento e propriedades acústicas.
Os visitantes também poderão ver uma torneira que possui um sistema de luz que identifica a temperatura da água – além do efeito visual, ela garante mais segurança.
Serviço
O Pavilhão de Exposições do Anhembi fica na Avenida Olavo Fontoura, 1.209, em Santana. A feira vai até sábado (31), e funciona das 10h às 19h. A entrada é exclusiva para profissionais do setor – entretanto, se o visitante comum quiser visitá-la deve fazer uma inscrição no local e pagar R$ 50.
Mais informações no site da feira.

Londres será o palco sustentável da festa olímpica neste ano


Durante as Olimpíadas, o Estádio Olímpico será de uso exclusivo do atletismo, além de servir de palco das cerimônias de Abertura (27 de julho) e de Encerramento (12 de agosto).

Londres - Organizar uma edição dos Jogos Olímpicos é motivo de orgulho para qualquer cidade por conta das transformações necessárias na infraestrutura, que vão muito além das construções de estádios e locais de competições. Trata-se de um privilégio raro, exceto para Londres. A partir de 27 de julho, a capital inglesa se tornará a primeira do mundo a ter sediado três vezes as Olimpíadas — depois das edições de 1908 e 1948. O palco maior da festa, o Estádio Olímpico, estará à altura, com números superlativos e a preocupação com a sustentabilidade.
O projeto do estádio foi lançado em 7 de novembro de 2007, para 80 mil lugares. Mas, depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, diminuirá para 25 mil, graças ao modelo de construção em módulos desmontáveis.
O uso de materiais ecologicamente sustentáveis foi planejado para o estádio, que tem um custo de aproximadamente 490 milhões de libras (R$ 1,47 bilhão) e ficou pronto ano passado. O design foi da empresa de arquitetura Populous, a mesma que projetou os estádios da Luz e Algarve, em Portugal; o Olímpico de Sydney, na Austrália; Wembley e Arsenal, ambos em Londres; e o das Olimpíadas de Inverno-2014, em Sochi, na Rússia.
A Populous também é a responsável pelo projeto da Arena das Dunas, em Natal, um dos estádios da Copa-2014.
— O desejo da nossa equipe era desenhar, em Londres, o mais sustentável estádio olímpico já construído e reduzir a quantidade de aço e concreto empregada — explicou Jeff Keas, o diretor da Populous.

Impacto no transporte
O uso do concreto foi planejado para a fabricação em uma área localizada no perímetro do Parque Olímpico, junto a um ramal ferroviário, minimizando o impacto com transporte e garantindo que metas ambientais não fossem afetadas. Isso possibilitou que todos os materiais fossem entregues e transportados a granel por trem, o que tirou milhares de caminhões do trânsito londrino e das rodovias, minimizando congestionamentos e os efeitos da poluição.
Ter espaço para material de construção permitiu também a redução no transporte de vários componentes importantes para a edificação.
— Está marcada nos parâmetros de design dos Jogos Olímpicos de Londres a necessidade de prevenir o futuro e de garantir o legado de um megaevento. Era um desafio enfrentar o conceito de permanência de construções. Londres terá um número expressivo de construções provisórias — explicou Keas.
O critério de sustentabilidade para redução, reutilização e reciclagem foi adotado para criar um design compacto, flexível e leve. A estrutura principal do estádio é claramente expressa pela articulação diagonal externa da cobertura em aço tubular branco e pela superfície delgada em aço escuro que dá suporte à arquibancada superior provisória.
A pista de atletismo também sobressai. Ficou pronta em 3 de outubro do ano passado e é feita de borracha sintética capaz de dar mais velocidade aos corredores.
Para iluminar o campo e a pista em padrões suficientes para as transmissões por TV em HD estão instaladas 532 lâmpadas especiais, organizadas em 14 torres. A preocupação com o modelo de instalação leva em conta que os espectadores não sintam desconforto com a luminosidade.

Teste em túnel de vento
Instaladas a 63 metros acima do campo, as torres são o principal elemento da cobertura do estádio. Cada uma pesa 35 toneladas, tem forma triangular tridimensional que reflete a geometria de outros elementos do design e foi feita em aço tubular pintado de branco.
A cobertura também foi pensada para favorecer a quebra de recordes mundiais do atletismo, um esporte particularmente sensível às condições do vento. No estágio inicial de construção, até teste em túnel de vento foi feito para se encontrar o melhor design de cobertura para as condições do Parque Olímpico, minimizando o impacto do vento contrário na pista.
A própria área do Parque Olímpico, em Stratford, no Leste de Londres, experimentou admirável transformação. Mais de 1,4 milhão de metros cúbicos de solo contaminado foi retirado, lavado e descontaminado. Oitenta por cento desse total pôde ser reutilizado na construção.
Mais de quatro mil árvores foram plantadas nas áreas do parque e da Vila Olímpica, para proporcionar um ambiente melhor para os torcedores e os 14 mil atletas que irão competir em 26 esportes olímpicos e 20 paralímpicos.
(*) O repórter viajou a convite da Agência de Promoção de Comércio e Investimentos do Reino Unido

segunda-feira, 26 de março de 2012

Parque Linear Engenheiro Werner Zuluaf - Tiquatira e a ciclofaixa


Futura PressHá sinalização delimitando a área destinada para a circulação das bicicletasHá sinalização delimitando a área destinada para a circulação das bicicletas


Começa a funcionar hoje a Ciclofaixa de Lazer da Zona Leste, com 14 quilômetros de extensão (7 km em cada sentido). Ela foi implantada ao longo da avenida Governador Carvalho Pinto onde está situado o Parque Linear Engenheiro Werner Zuluaf - Tiquatira, passando também pelas Avenidas Dom Hélder Câmara e Calim Eid. Ela será ativada sempre aos domingos e feriados nacionais, das 7h às 16h.
Essa é a segunda ciclofaixa inaugurada pela Prefeitura neste mês. A outra, com 6 quilômetros de extensão (3 Km em cada sentido), é a Ciclofaixa de Lazer da Zona Norte, que liga  a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira ao SESC Santana, permitindo acessar também o Parque da Juventude.
A Prefeitura também irá inaugurar em breve a Ciclovia Braz Leme, também na Zona Norte. Ela está sendo construída ao longo do canteiro central da Avenida Braz Leme, desde a Rua Marambaia até a Avenida Santos Dumont. O circuito totaliza 6 quilômetros de pistas próprias e vai preservar o espaço de caminhadas.
Para a Ciclofaixa inaugurada hoje, como nas demais, foi implantada sinalização delimitando a área destinada para a circulação das bicicletas. Nas vias que compõem o percurso da ciclofaixa a velocidade máxima veicular será regulamentada em 40  Km/h durante o horário de funcionamento da ciclofaixa. É proibida a utilização da ciclofaixa por pedestres, patinadores e skatistas.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) implantou, ao longo de 2011, 86,5 quilômetros de malha cicloviária em toda a Cidade. A malha cicloviária da Capital totaliza 133,5 quilômetros de extensão, divididos entre Rota de Bicicleta, Ciclovia, Ciclofaixa de Lazer, Ciclofaixa Definitiva.

Dia Mundial do Meio Ambiente



Por Pnuma Brasil


Dia Mundial do Meio Ambiente


Sábado, 24 de Março de 2012

PNUMA lança site oficial em português para o Dia Mundial do Meio Ambiente

Brasil sediará as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012. Material informativo e de divulgação já pode ser acessado online e em português. 


http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRVVONlUspFRT1GeWJFbKVVVB1TP









O Dia Mundial do Meio Ambiente, também conhecido como “WED”, é celebrado anualmente no dia 5 de junho. A cada ano, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) escolhe um país para receber as celebrações globais do WED. Este ano, o país-sede do WED será o Brasil, que também receberá, duas semanas depois, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Para incentivar a participação popular mundial em iniciativas em prol do planeta, o PNUMA lançou um site especial para o Dia Mundial do Meio Ambiente (www.unep.org/portuguese/WED), com conteúdo informativo sobre o tema deste ano (Economia Verde: Ela te inclui?), sobre o país-sede e suas iniciativas ambientais, os concursos promovidos pelo Pnuma e seus parceiros, eventos que acontecerão em todo o planeta em celebração ao WED e instruções de como participar. Também é no site do WED que o Pnuma lança, em primeira mão, vídeos e fotos dos nossos Embaixadores da Boa Vontade e de outras celebridades nacionais e internacionais que participam ativamente desse movimento global.

O site já está disponível em quatro dos seis idiomas oficiais da ONU (inglês, espanhol, francês, russo, árabe e chinês), além do Português. Por meio do site, é possível fazer o download da logo oficial do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012, de banners e de layouts para a produção de produtos de campanha. Além disso, ao acessar a seção “Celebrar o WED”, o visitante pode cadastrar suas iniciativas e atividades para a semana do meio ambiente na agenda internacional do WED. A nossa meta é registrar o maior número de atividades da história dessa celebração e conscientizar o maior número possível de pessoas de todo o mundo sobre a importância da economia verde e do desenvolvimento sustentável para as pessoas e o planeta.






Site do WED: www.unep.org/portuguese/WED
Site do PNUMA Brasil: www.pnuma.org.br
Twitter: www.twitter.com/PNUMABrasil
Facebook: www.facebook.com/PNUMABrasil
You Tube: www.youtube.com/PNUMABrasil




Pnuma Brasil/EcoAgência

Terra


Terra se formou por colisão de vários tipos de meteoritos, dizem cientistas

Descoberta contraria informação de que apenas uma espécie de rocha havia originado o planeta

23 de março de 2012 | 16h 32

Efe
PARIS - Uma equipe de cientistas franceses descobriu que a formação da Terra, contrariamente ao pensado até agora, não aconteceu pela colisão de um só tipo de meteorito, segundo informou nesta sexta-feira, 23, o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França.
Nova descoberta abre novos caminhos para a análise da origem do planeta - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Nova descoberta abre novos caminhos para a análise da origem do planeta
O grupo de especialistas analisou isótopos de silício terrestre e outros materiais procedentes de diferentes condritas de enstatita, o tipo de meteorito mais frequente dos caídos no planeta. Esta nova descoberta, segundo o CNRS, não resolve de maneira completa a questão sobre a origem da Terra, mas abre uma via interessante de análise.
A suposição inicial de que a Terra surgiu a partir de um só tipo de condritas tinha sido consequência da "surpreendente semelhança" entre a composição isotópica das mostras terrestres analisadas e a dessas condritas. Mas no estudo viu-se que se o núcleo terrestre procedesse da soma de um único tipo de condrita a temperatura de formação do magma no centro do planeta seria de 1,5 mil graus Kelvin, muito inferior aos 3 mil graus que indicam os modelos anteriores.
A pesquisa, cujos resultados foram publicados nesta sexta também na revista científica Science, revela igualmente que os isótopos de silício medidos em rochas terrestres e lunares eram similares. Isto sugere, segundo as conclusões, que o material que compõe o corpo da Lua fez parte do núcleo terrestre antes de ela se formar, o que reforça a teoria que o satélite originou-se devido à colisão de um protoplaneta contra a Terra.


domingo, 25 de março de 2012

Falta no Brasil, no entanto, um melhor monitoramento da epidemia do tabaco...


23/03/2012 - 10h31

Cigarro matou 6 milhões em 2010, mostra levantamento



O que as seis maiores empresas do ramo tabagista lucraram em 2010 equivale a US$ 6.000 por cada morte causada pelo fumo nesse ano.
Essa é a conclusão da quarta edição do Atlas do Tabaco, lançado pela Sociedade Americana do Câncer e pela Fundação Mundial do Pulmão, durante a 15ª Conferência Mundial Tabaco ou Saúde, em Cingapura.
Segundo o documento, as seis empresas líderes lucraram US$ 35,1 bilhões em 2010, concentrados na empresa estatal chinesa de tabaco (US$ 16 bilhões) e na Philip Morris (US$ 7,5 bilhões). Esse lucro é maior, diz o atlas, que o da Coca-Cola, da Microsoft e do McDonald's somados.
Já o número de mortes pelo fumo se aproximou de 6 milhões em 2010, 80% fora dos países desenvolvidos.
"Apesar do progresso feito desde que lançamos o primeiro documento [em 2002], 50 milhões de pessoas morreram como resultado do uso do tabaco, fumando mais de 43 trilhões de cigarros. É quase incompreensível", afirmou John Seffrin, da Sociedade Americana do Câncer.
Divulgado a cada três anos, o atlas traz dados específicos sobre cada país e região.
A principal informação ressaltada sobre o Brasil indica a consequência da aprovação, em 2011, da Medida Provisória que baniu os fumódromos. A medida, diz o texto, tornou o Brasil o maior país totalmente livre do fumo.
Rússia, China e Estados Unidos não adotaram medidas semelhantes; a Índia o fez parcialmente. Falta no Brasil, no entanto, um melhor monitoramento da epidemia do tabaco, aponta o novo documento.



23/03/2012 - 10h28

Brasil não deve ceder à indústria do fumo, pede chefe da OMS


JOHANNA NUBLAT
ENVIADA ESPECIAL A CINGAPURA 

O Brasil não deve recuar em suas políticas antitabagistas frente à pressão da indústria, declarou Margaret Chan, diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde).
"É importante que o governo como um todo esteja unido na mesma posição. O Brasil é um líder no controle do tabaco, deve manter o bom trabalho", disse Chan à Folha durante a 15ª Conferência Tabaco ou Saúde, que acontece em Cingapura.
Anja Niedringhaus/AP
A médica e economista Margaret Chan em discurso durante conferência da Organização Mundial da Saúde
A médica e economista Margaret Chan em discurso durante conferência da Organização Mundial da Saúde
A mais recente disputa envolvendo o setor tabagista no país está ligado à proibição pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do uso de aditivos no cigarro, adotada neste mês após forte lobby contra a medida.
Pressões conduzidas pela indústria tabagista sobre governos e políticas de restrição ao fumo são, justamente, o tema central da conferência.
"Só tenho uma posição: lutar contra a indústria do tabaco da forma mais vigorosa possível", declarou Chan anteontem. "Apoiamos todos os países desafiados judicialmente, sob ameaça ou intimidação", disse em discurso durante o evento.
LIGHT
Os casos mais discutidos são ações judiciais contra os governos do Uruguai e da Austrália. Ações adotadas pelo Uruguai, como o banimento da expressão "light", foram questionadas.
A Austrália, que adotou de forma inédita a padronização de maços de cigarro para 2012, com exclusão da marca, é contestada em instância internacional pela indústria.
Segundo Chan, é preciso fazer da padronização do maço "um grande sucesso, para que o êxito da Austrália seja o de outros países".
Na quinta-feira, depois de ouvir sobre a pressão da indústria contra a decisão australiana, Chan concluiu sua fala brincando. "Algo que aprendi é: frente a qualquer coisa que a indústria diga, caminhe para o outro lado."
Um dia antes, a diretora da OMS classificou de "surreal" a intimidação de governos soberanos pela "desprezível" indústria tabagista.
A repórter JOHANNA NUBLAT viajou a convite da ONG americana Campaign for Tobacco-Free Kids


Pré-sal e pós vazamentos...


25/03/2012 - 09h10

Exploração do pré-sal traz mais riscos



Com o advento do pré-sal, a produção de petróleo no Brasil vai crescer exponencialmente e, junto com ela, deve aumentar também a incidência de vazamentos de óleo e de outros acidentes, dizem especialistas no tema em reportagem de Pedro Soares, publicada na edição deste domingo da Folha.

O primeiro derrame de óleo da nova área de exploração, em fevereiro, deu mostras do desafio: desenvolver equipamentos resistentes às condições extremas da nova fronteira petrolífera para operar sob altíssima pressão e baixas temperaturas.
A camada do pré-sal está entre 5.000 e 8.000 metros de profundidade. Antes dela, a exploração de petróleo no fundo do mar era feita em profundidade média de 3.500 metros na bacia de Campos.
A Petrobras diz que, além das altas pressões e baixas temperaturas, as condições da exploração do pré-sal incluem fluidos de reservatório de composições diferentes.
"Em consequência, os equipamentos devem ser robustos e adequados aos fluidos do reservatório", afirma a estatal, citando o desenvolvimento de "material para uso em ambiente agressivo".
A companhia diz ter investido em prevenção e exigido o mesmo de seus fornecedores, além de ter ampliado os sistemas de segurança. "Foram empregados sistemas com menores tempos de resposta devido ao maior comprimento das tubulações."

Exploração do pré-sal traz mais riscos
Para analistas, 1º vazamento na nova área de produção de petróleo alerta para demanda por maquinário específico
Petrobras afirma ter ampliado sistemas de segurança e trabalhar para desenvolver material adequado

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/33260-exploracao-do-pre-sal-traz-mais-riscos.shtml

PEDRO SOARES
EM SÃO PAULo

Com o advento do pré-sal, a produção de petróleo no Brasil vai crescer exponencialmente e, junto com ela, deve aumentar também a incidência de vazamentos de óleo e de outros acidentes, dizem especialistas no tema.
O primeiro derrame de óleo da nova área de exploração, em fevereiro, deu mostras do desafio: desenvolver equipamentos resistentes às condições extremas da nova fronteira petrolífera para operar sob altíssima pressão e baixas temperaturas.
A camada do pré-sal está entre 5.000 e 8.000 metros de profundidade. Antes dela, a exploração de petróleo no fundo do mar era feita em profundidade média de 3.500 metros na bacia de Campos.
Não é à toa que vários centros de pesquisa voltados ao pré-sal já foram montados ou estão em fase de instalação na Ilha do Fundão, campus da UFRJ. Muitos se dedicam a formas de evitar a corrosão de materiais e estudam sistemas alternativos de produção.
"O pré-sal é ao mesmo tempo uma oportunidade e um problema. Já tivemos um vazamento. Com o aumento das perfurações de poços, aumenta muito o risco de acidentes", diz Ilson Pasqualino, professor de engenharia oceânica da Coppe/UFRJ.
Como exemplo, o especialista cita o campo de Lula, que receberá mais de dez plataformas e muitos poços ligados às unidades de produção. "Certamente teremos um número maior de vazamentos."

FALHA HUMANA
A Petrobras amplia sua rede de laboratórios conveniados, estimula fornecedores a instalar centros de pesquisa no país e tem um ambicioso projeto de levar para o fundo do mar sistemas de produção hoje instalados sobre as plataformas -o que reduz o risco de falha humana.
Para driblar o problema da corrosão e da pressão da água, a Usiminas investiu
R$ 400 milhões numa nova linha de produção de aços especiais destinados à indústria naval e aos equipamentos a serem usados no pré-sal.
Tal esforço se justifica. O navio-plataforma de produção e estocagem de óleo que realizava testes de longa duração em campos de pré-sal registrou ruptura no duto que liga a plataforma ao poço.
No primeiro acidente, no fim de 2011, não vazou óleo. No segundo, em fevereiro, foram derramados 160 barris que se encontravam no duto.
Para Pasqualino, os problemas indicam que o material era inadequado às condições do pré-sal. A Petrobras diz ter mobilizado seus melhores técnicos e acionado "empresas globais especializadas em teste de equipamentos submarinos" para investigar os acidentes.
"Somente depois de concluída a investigação a empresa poderá definir claramente quais foram as causas do acidente", diz a Petrobras, via assessoria de imprensa.

DO OUTRO MUNDO
Para David Zee, professor de oceanografia da Uerj, o risco do pré-sal é "sem dúvida, muito maior". O oceanógrafo diz que a profundidade total de até 8.000 metros deixa o ambiente com pressões e temperaturas "absurdas". "Isso é quase uma viagem interplanetária. É preciso ter equipamentos robustos."
O especialista não vê, por outro lado, comprometimento da Petrobras e do governo em investir mais em segurança. "Não há o mesmo empenho para investir em prevenção [de acidentes] do que há para investir na produção."
A Petrobras diz que, além das altas pressões e baixas temperaturas, as condições da exploração do pré-sal incluem fluidos de reservatório de composições diferentes.
"Em consequência, os equipamentos devem ser robustos e adequados aos fluidos do reservatório", afirma a estatal, citando o desenvolvimento de "material para uso em ambiente agressivo".
A companhia diz ter investido em prevenção e exigido o mesmo de seus fornecedores, além de ter ampliado os sistemas de segurança. "Foram empregados sistemas com menores tempos de resposta devido ao maior comprimento das tubulações."


sábado, 24 de março de 2012

PET SHOW- II Feira Internacional de Animais e Produtos Pet


PET SHOW-  II Feira Internacional de Animais e Produtos Pet
dias 24 e 25 das 10h00 às 19h00 
Aberto ao Público - Entrada Gratuita  

Transporte Gratuito!

Estação do Metrô Jabaquara
As " Vans" sairão da Rua Nelson Fernandes, nº 400
(Em frente ao Posto de Gasolina)
Horário: 08h00 às 21h30

24/03/2012 - 08h00

Feira sobre bichos de estimação tem shows e concurso de beleza

FILIPE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 


De um lado, gatos ostentam seus pedigrees e esperam um possível dono -que pague R$ 2.500 para levá-los para casa. Do outro, um rapaz ostenta uma camisa vermelha com o slogan "Não compre, adote" e mostra bichanos trazidos da rua.
A cena se passa na Feira Pet Show, eventou que será aberto ao público hoje e trará novidades e atrações para quem gosta de animais de estimação.
Entre as atrações estarão um concurso de beleza para gatos. A votação terá uma categoria aberta ao público e outra definida pelo voto de jurados.
Durante o dia, também será possível assistir a cachorros em demonstrações de "agillity", esporte canino em que o animal deve percorrer um circuito com obstáculos no menor tempo possível.
E, como ter animais é muito mais do que apenas dar ração e levar para passear, estarão à venda no evento vestidos com fru-fru e bijuterias, shampoos e condicionadores e até uma cama em formato de cupcake, onde o cachorro entra como se fosse uma cabana.
Para corajosos: um stand de animais exóticos tem jiboias para pegar e colocar no pescoço. Com direito a foto de recordação.

FEIRA PET SHOW
QUANDO: Hoje e amanhã, das 10h às 19h
ONDE: Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5)
QUANTO: Entrada gratuita

Ciclovia fechada para obras... Lamentamos o transtorno.


22/03/2012 - 18h26

Fechamento da ciclovia do rio Pinheiros causa revolta em ciclistas


O fechamento da linha 9-esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) por nove domingos também vai fechar a ciclovia do rio Pinheiros, paralela à linha. Mas, além dos domingos, a via para bicicletas ficará fechada às segundas-feiras.
De acordo com a empresa, o fechamento será necessário por segurança. Carros, caminhões e equipamentos usarão a ciclovia nos domingos para o trabalho de modernização da linha férrea. Nas segundas, haverá limpeza e manutenção.
Eduardo Knapp-8.out.10/Folhapress
Ciclovia da marginal Pinheiros, que ganhou mais 5 km de extensão e três novos acessos no dia 9 de fevereiro
Ciclovia da marginal Pinheiros, que ganhou mais 5 km de extensão e três novos acessos no dia 9 de fevereiro

O anúncio do fechamento causou revolta entre ciclistas nesta quinta-feira. Pelo Twitter, entusiastas da bicicleta reclamaram da medida.
"Aí o ciclista pega a marginal porque a ciclovia está fechada e ele que é imprudente", afirmou Ricardo Yasuda (@shadowmaru ).
"Definitivamente a 'ciclovia' da marginal é um parque ciclístico. Controle de acesso, horário de funcionamento e agora, fecha para obras", escreveu João Lacerda (@Lacerdices ).
É frequente entre cicloativistas a crítica de que a ciclovia do Pinheiros, por ter poucos acessos e horário de funcionamento, não pode ser usada por quem tem a bicicleta como meio de transporte, além do lazer.
Aline Cavalcante (@pedaline ) também criticou o fechamento aos domingos. "Ainda mais porque o fechamento vai ser num dos dias da semana que mais tem gente pedalando por lá", opinou
Pelo seu Twitter (@CPTM_oficial ), a CPTM respondeu aos ciclistas "lamentando o transtorno".
"Nos dias úteis, a linha 9 transporta 500 mil usuários, e, aos domingos 100 mil, enquanto a média de ciclistas aos domingos é de 2.000", afirmou a empresa.

Desmatamento zero!


22/03/2012 - 19h52

Greenpeace propõe lei para zerar desmatamento

CLAUDIO ANGELO
ENVIADO ESPECIAL A MANAUS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1065842-greenpeace-propoe-lei-para-zerar-desmatamento.shtml


A ONG ambientalista Greenpeace lançou nesta quinta-feira em Manaus um projeto de lei de iniciativa popular para zerar o desmatamento no Brasil.
A partir da semana que vem, o navio Rainbow Warrior-3, da organização, navegará de Manaus ao Rio de Janeiro para coletar 1,4 milhão de assinaturas de eleitores. Este é o número mínimo necessário para que uma lei popular seja apreciada pelo Congresso, como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa, sancionada neste ano.
Organizações sociais como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o MST também iniciarão a coleta de assinaturas em igrejas e assentamentos rurais.
A taxa de desmatamento na Amazônia hoje é de cerca de 7.000 km2 por ano. O Basil se comprometeu, durante a conferência do clima de Copenhague, a reduzir a velocidade da devastação em 80% até 2020 em relação à média histórica.
Isso significa que só na Amazônia, em 2020, o corte legal de floresta deverá ser de 3.000 km2 por ano, no máximo --o equivalente a "apenas" duas cidades de São Paulo. A meta para o cerrado, principal polo de expansão da agropecuária no país, é de 40% de redução até 2020.
O diretor do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adário, disse esperar que a lei seja submetida à Câmara dos Deputados em 2014, quando começa a próxima legislatura. "Nós estamos propondo uma iniciativa para os eleitores lutarem contra o desmatamento", afirmou.
"Nos debates do Código Florestal a gente viu um divórcio entre a população brasileira, já que pesquisas mostraram que 94% dos brasileiros são contra mudanças no código, e os tomadores de decisão no Congresso."
O projeto de lei tem cinco artigos: o primeiro institui o desmatamento zero, "com a proibição da supressão de florestas nativas em todo o território nacional". As exceções são desmates autorizados por razões de segurança nacional, utilidade pública, interesse social e de baixo impacto. As definições de cada exceção serão definidas por ato do Poder Executivo.
Também ficariam isentos da proibição, por um período de cinco anos, os agricultores familiares. O prazo está condicionado à implementação de programas de assistência técnica que permitam ao pequeno agricultor produzir mantendo suas florestas.
O último artigo revoga disposições em contrário --ou seja, altera o Código Florestal, que regula a supressão de vegetação em florestas nativas. O limite de 20% da área de uma propriedade na Amazônia que é passível de desmatamento legal, por exemplo, passa a ser zero.
"Os deputados e senadores fizeram uma lei para o desmatamento", disse Adário, em alusão à reforma no Código Florestal em fase final de tramitação no Congresso. "Nós estamos fazendo uma lei para as florestas."
O procurador da República do Pará Felício Pontes disse que a proposta é um "teste de maturidade" para o país. "Esta geração conseguiu a proeza de desmatar 20% da Amazônia. Mas o pior é que isso não se reveteu em desenvolvimento", disse, mencionando o fato de que o IDH amazônico é "o menor do país".

ARMA SECRETA
A campanha lançada em Manaus usará ainda um instrumento mais persuasivo do que hippies e padres estendendo petições: Camila Pitanga.
A beldade (e outras celebridades, como Marcos Palmeira) estrelará uma propaganda na internet (www.greenpeace.org.br) na qual, juntamente com outra Camila Pitanga, uma enfermeira do Rio, pede aos espectadores que assinem o pedido de criação da lei.
Os comerciais foram produzidos pela Conspiração Filmes, do cineasta Fernando Meirelles.