sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Programa Japonês de Pesquisa de Baleias na Antártida (Jarpa, sigla em inglês), que mata cerca de mil cetáceos por ano, alegando fins científicos...


Ativistas e baleeiros japoneses entram em confronto na Antártida

Atualizado em  18 de janeiro, 2012 - 10:28 (Brasília) 12:28 GMT

Tripulante de navio japonês usa canhão d'água contra ativistas (AP)
Ativistas dizem que tripulação de navio atacou com bambus, ganchos e jatos d'água (foto)
Três ativistas afirmam ter cortes e lesões pelo corpo depois de um confronto com a tripulação de um navio baleeiro japonês próximo à costa da Antártida. O incidente ocorreu nesta quarta-feira, cerca de 480 km ao norte da Península de Mawson, que fica no continente antártico.
Um comunicado no site do grupo Sea Shepherd, que combate a caça às baleias, disse que a tripulação do navio japonês Yushin Maru 2 usou ganchos e um bastão de bambu para atingir os ativistas, que estavam em dois pequenos botes.

Segundo o grupo, os ativistas tentavam reduzir a velocidade da embarcação japonesa, que estaria perseguindo seu barco, o Steve Irwin.
O Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR, sigla em inglês), com sede no Japão, disse em comunicado que os ativistas tentaram "sabotar" o Yushin Maru 2, jogando ganchos amarrados a cordas e garrafas de vidro cheias de tinta.
Além disso, segundo o ICR, os ativistas tentaram cortar cordas e enroscá-las nas hélices do navio.
"Quando os ativistas começaram a usar uma faca para cortar as cordas e redes do bote salva-vidas do YS2, a tripulação do navio japonês usou varas de bambu como um meio de empurrar o bote (do Sea Shepherd) de volta", afirma a nota do instituto.
Os japoneses também divulgaram um vídeo do incidente, mostrando um canhão d'água do Yushin Maru 2 sendo usado contra um pequeno bote de borracha, enquanto os ativistas arremessavam objetos contra o navio.
A frota japonesa navega todo ano, durante o outono, em direção ao sul, retornando na primavera seguinte. Essas viagens são sempre acompanhadas por embarcações do Sea Shepherd, que tentam interromper as atividades de caça às baleias.

Banimento à caça

Ativista se aproxima de navio baleeiro (Reuters)
Entidade baleeira afirma que grupo Sea Shepherd tentou sabotar embarcação
Depois que a Comissão Baleeira Internacional (CBI) proibiu a caça comercial às baleias, em 1986, o Japão criou o Programa Japonês de Pesquisa de Baleias na Antártida (Jarpa, sigla em inglês), que mata cerca de mil cetáceos por ano, alegando fins científicos.
O ICR afirma que o programa é legal e respeita as convenções internacionais. No entanto, grupos ambientalistas como o Sea Shepherd e o Greenpeace criticam a iniciativa, dizendo que ela é um meio para manter ativa a caça comercial das baleias, mas de forma acobertada.
Confrontos entre caçadores e ativistas já ocorreram anteriormente, bem como colisões entre embarcações do Sea Shepherd e navios baleeiros.
Na semana passada, o Japão deportou três ativistas de volta para a Austrália, depois que eles conseguiram embarcar em um navio de apoio a baleeiros.
Alguns países, como a Noruega, rejeitam e ignoram a moratória da CBI, enquanto outros - como o Japão - emitem "permissões científicas" unilaterais, algo que qualquer integrante da comissão pode fazer.
Apesar da proibição, a CBI concede permissões para a caça às baleias a grupos que têm os animais como forma de alimentação de subsistência - caso dos esquimós inupiat, que habitam o Alasca.

Tolerância zero na floresta amazônica?


19/01/2012 - 09h24

Amazônia está emitindo cada vez mais gás-estufa

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1036501-amazonia-esta-emitindo-cada-vez-mais-gas-estufa.shtml


A Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um "sorvedouro" de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.
"Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo", disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.
"A mudança talvez seja de um sorvedouro de carbono forte para um sorvedouro fraco ou de uma fonte pequena de carbono para uma um pouco maior, talvez até cruzando essa barreira. Ainda não temos como estimar o fluxo líquido de carbono para toda a bacia Amazônica."
Editoria de arte/Folhapress
O estudo liderado por Davidson, publicado da edição da revista "Nature" nesta quinta-feira, foi um balanço dos quase 20 anos de pesquisas do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o maior projeto de pesquisa em ecologia e geociências da região.
Mesmo sem uma resposta detalhada sobre essa questão estratégica, cientistas comemoram o fato de que os dados da iniciativa têm ajudado nas políticas de preservação da floresta.
"O LBA mostrou que em um período de forte estresse climático, como as secas de 2005 e 2010, a floresta se torna uma pequena fonte de carbono", diz Paulo Artaxo, geofísico da USP, também autor do estudo.
"Isso é importante porque a Amazônia tem em sua biomassa um reservatório de carbono equivalente a quase dez anos da queima mundial de combustíveis fósseis. Qualquer alteração nesse regime é significativa do ponto de vista da mudança climática."
Uma das conclusões que o LBA permitiu tirar é que, apesar de a Amazônia ser robusta o suficiente para suportar fatores individuais de estresse --secas, desmatamento e queimadas, entre outros--, a floresta pode não suportar todos ao mesmo tempo.
"Há sinais de uma transição para um regime dominado por perturbações", dizem Artaxo, Davidson e outros autores do trabalho.
MONITORAMENTO
Segundo o pesquisador brasileiro, um dos problemas em responder a questões complexas sobre o comportamento da floresta diante da mudança climática é que, apesar de ser o maior projeto de pesquisa na região, o LBA não é grande o suficiente.
"Temos 13 torres de fluxo [instrumentos para estudos atmosféricos] hoje em 5,5 milhões de km2. Seria um engano achar que 13 pontos de medida seriam capazes de representar uma área continental do tamanho da Amazônia", diz Artaxo.
"O país precisa ampliar esse sistema para monitorar não só a Amazônia, mas também outros biomas, como o cerrado e o Pantanal."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Reúso de águas cinzas é umas das dez melhores iniciativas ambientais


http://br.noticias.yahoo.com/re%C3%BAso-%C3%A1guas-cinzas-%C3%A9-das-dez-melhores-iniciativas-172652524.html

Em vigor na cidade desde julho do ano passado, o projeto de reúso de águas cinzas foi escolhido pelo prêmio Greenvana Greenbest 2012 como as dez melhores iniciativas públicas de 2011 voltadas para sustentabilidade no Brasil. A ideia, que já está valendo em pelo menos 15 edifícios construídos em Niterói, repercutiu em Brasília, onde o Congresso Nacional estuda torná-la obrigatória em todo país. A proposta determina que águas utilizadas nos chuveiros, banheiras, lavatórios de banheiros, tanques e máquinas de lavar sejam reaproveitadas para uso não nobres como descarga sanitária e lavagem de pisos .
- Vejo com extrema felicidade a escolha da lei do reúso de águas cinzas como um dos finalistas ao prêmio. Desde que ela foi sancionada, já recebemos mais de uma dezena de consultas de outras câmaras, querendo implantá-la em suas cidades e até do Congresso Nacional, desejando transformá-la numa lei para todo o país - afirmou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira (PPS), autor da proposta.
De acordo com a prefeitura, a nova lei só trata de novas edificações porque obras de adaptação para este tipo de sistema são caras e muito complicadas. Já moradores de novas construções terão a ganhar porque a diminuição na conta d'água em locais que contam com o método chega a 60%, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fernando Guida:
- A boa notícia é que muitas empresas tradicionais de Niterói decidiram aplicar os conceitos da lei mesmo tendo seus projetos previamente aprovados e naturalmente desobrigados de cumprir a legislação de reúso de águas cinzas. Vale lembrar que pelo menos 15 novos empreendimentos, dentre esses 50% já prontos, adotaram a tecnologia de reúso. Os outros 50% estão em construção. Além das edificações, uma garagem de empresa de ônibus utiliza o sistema desenvolvidos em Niterói.
Segundo a prefeitura, a maioria dos novos pedidos de licenciamentos já respeita a regra. Caso ainda não estejam adaptados, a empresa responsável pela obra é orientada a corrigi-la antes de dar entrada no pedido de licença.
- As empresas em geral já buscaram instruções e orientações e estão atendendo normalmente à nova legislação. Até porque os projetos de reúso barateiam inclusive as obras, que utilizam muita água - completou Guida.
Entre as medidas governamentais que concorrem ao prêmio estão a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, criada pelo Ministério do Meio Ambiente; o ICMS Ecológico, que começou no Paraná e já está em 14 estados brasileiros, e o sistema de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), da prefeitura de Extrema (MG).

Enquete Cracolândia

11/01/2012 - 11h42

Cracolândia



O Ministério Público abriu inquérito para investigar a operação da polícia na cracolândia, na região central de São Paulo, e o responsável por autorizar seu início antes da abertura de um centro de apoio para dependentes químicos. Você apoia a ação policial iniciada na área?

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Atenção: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores da Folha.com.

Mercado livre pode ter mais 15 mil consumidores de energia


MERCADO ABERTO


MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br

O Brasil tem mais de 15 mil empresas com um perfil de consumo de energia que pode levá-las ao mercado livre, segundo estudo da gestora e comercializadora Comerc.
Tais empresas entrariam como consumidores especiais, que são aqueles que podem atuar no mercado livre com 0,5 MW, desde que consumam de fontes de energia limpas incentivadas pelo governo. Já o consumidor livre tradicional necessita de uma demanda de 3 MW para que possa contratar energia de qualquer gerador.
O mercado livre, de energia convencional e incentivada, tem hoje uma carga de aproximadamente 12,5 mil MW médios, segundo Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc.
"Há um montante calculado pela EPE de empresas com demanda acima de 500 kW, de 24,5 mil MW médios de consumo. Existe, portanto, potencialmente, um montante adicional de 12 mil MW médios que poderiam estar no mercado livre, mas são cativos ainda", afirma Vlavianos.
Como a oferta de energia limpa incentivada está abundante e os preços satisfatórios, 2012 deve registrar um aumento da migração, segundo a empresa.
Os consumidores especiais costumam ser empresas como shoppings, supermercados, hospitais e hotéis.
O governo estuda a possibilidade de reduzir de 3MW para 1 MW o piso para o consumo de energias convencionais no país.

NÚMEROS
12.500 MW médios
é a carga do mercado livre
12.000 MW médios
poderiam estar no mercado livre, mas permanecem no cativo
0,5 MW
caracteriza os consumidores especiais
3 MW
é o piso que o governo determina para o consumo de energias convencionais no país
24.500 MW médios
é o montante de consumo de empresas com demanda acima de 500 kW

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ninguém questiona?


18/01/2012 - 05h52

Fragmentos de meteorito procedente de Marte são encontrados no Marrocos

DA EFE

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035899-fragmentos-de-meteorito-procedente-de-marte-sao-encontrados-no-marrocos.shtml


Uma equipe internacional de cientistas confirmou nesta terça-feira que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011.
A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint e o maior que já chegou à Terra.
Trata-se de sete quilos de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase um quilo, segundo explicou à Agência Efe Edward Scott, presidente da associação que agrupa 950 cientistas, incluindo vários funcionários da Nasa.
Os meteoritos são objetos compostos de rocha e metal que às vezes se desprendem dos diversos corpos do sistema solar e após viajarem pelo espaço caem nas superfícies da Terra, da Lua ou de qualquer outro corpo celeste.
A maioria dos meteoritos não é vista caindo, mas acaba encontrada algum tempo depois e é submetida então a uma série de testes para determinar sua procedência.
Daí a importância do Tissint, que caiu em julho e cujos restos começaram a ser recuperados em outubro, antes que o contato com a Terra começasse a afetá-lo.
Estes fragmentos rochosos são fundamentais para ajudar os cientistas em seu estudo para determinar a composição de Marte e saber se já houve vida no planeta, como explicou à Efe a professora Lydia Hallis, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí.
"Da química desses produtos podemos obter mais informações sobre o ambiente marciano ao longo do tempo, desvendando, por exemplo, se era comum que a água ficasse na superfície e, potencialmente, descobrir se em algum momento Marte foi apto a ter vida", indicou.

17/01/2012 - 11h41

Com 3.000 anos, tumba de cantora é descoberta no Egito

DA ASSOCIATED PRESS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035428-com-3000-anos-tumba-de-cantora-e-descoberta-no-egito.shtml


Arqueólogos egípcios e suíços encontraram uma tumba de mais ou menos 3.000 anos que pertencia a uma cantora. A descoberta foi feita no Vale dos Reis, no Egito.
Essa é a única tumba de uma mulher sem parentesco com as famílias reais achada na região, segundo Mansour Boraiq, do Ministério das Antiguidades.
France Presse
Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito
Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito
O Vale dos Reis, em Luxor, é uma importante atração turística. Foi lá que, em 1922, arqueólogos acharam a máscara funerária dourada de Tutancâmon, que governou a região até 1323 a.C.
Segundo Boraiq, o caixão da cantora está surpreendentemente intacto.
Quando ele for aberto, nesta semana, os cientistas devem achar uma múmia e uma máscara moldada sobre seu rosto, feita com camadas de tecido e gesso.
O nome da cantora, Nehmes Bastet, quer dizer que ela era "protegida" pela divindade felina Bastet.
A tumba foi achada por acaso, segundo Elena Pauline-Grothe, diretora de escavações no Vale dos Reis pela Universidade de Basileia. "Não estávamos procurando novas tumbas. Essa estava perto de outra descoberta há cem anos."
As inscrições achadas no local indicaram que a mulher era cantora no templo de Karnak, um dos mais famosos da era dos faraós.


17/01/2012 - 17h25

Dióxido de carbono afeta sistema nervoso dos peixes, diz estudo

FRANCE PRESSE

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1035602-dioxido-de-carbono-afeta-sistema-nervoso-dos-peixes-diz-estudo.shtml

As crescentes emissões de dióxido de carbono (CO2) podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16).
Segundo a pesquisa, as concentrações de CO2 estimadas para o fim deste século vão interferir na habilidade dos peixes de escapar de predadores.
O ARC (sigla de Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral) informou que testou o desempenho de peixes jovens em água do mar com altos níveis de CO2 dissolvido ao longo dos anos.
"Agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse o professor que divulgou as descobertas, Phillip Munday.
Em artigo publicado na revista "Nature Climate Change", Munday e colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de crias de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2.
Eles descobriram que, enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes apresentaram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou também a capacidade dos peixes de localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia, para ver se ela foi afetada.
"A resposta é sim. Eles ficaram confusos. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os pesquisadores.

O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.
"Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas, ao contrário, que níveis mais altos de CO2 estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 são dissolvidos anualmente nos oceanos do mundo, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.




Mr. Spock: US$10 milhões para quem inventar um tricorder


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. US$10 milhões para quem inventar um tricorder. 17/01/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=premio-inventar-tricorder. Capturado em 17/01/2012. 

Com informações da BBC - 17/01/2012
US$10 milhões de prêmio para quem inventar um tricorder
O primeiro tricorder antecipava, em 1966, os então ultramodernos gravadores de fita cassete. [Imagem: Cortesia CBS Studios Inc.]




Métricas da saúde
Um prêmio de US$ 10 milhões (R$ 18 milhões) está à espera de quem consiga criar um "tricorder" médico, um aparelho de diagnóstico similar ao usado pelo Dr. McCoy, da série Jornada nas Estrelas.
O Qualcomm Tricorder X Prize está desafiando cientistas e engenheiros a construir uma ferramenta capaz de capturar "as métricas-chave da saúde e diagnosticar um conjunto de 15 doenças".
Ele precisa ser leve o suficiente para que os candidatos a Dr. McCoy possam levá-lo a tiracolo - um peso máximo de 2,2 kg.
De acordo com o manual técnico oficial de Jornada nas Estrelas, um tricorder é um "aparelho portátil de sensoriamento, computação e comunicações de dados".
O aparelho capturou a imaginação de milhões de espectadores do filme quando foi usado pela primeira vez na primeira transmissão da série, em 1966.
No episódio, que ocorria no século 23, o médico da equipe usou o tricorder para diagnosticar uma doença simplesmente fazendo uma varredura do corpo de uma pessoa.

Fato científico
Os organizadores do prêmio esperam que o enorme quantia em dinheiro possa inspirar os engenheiros de hoje a descobrir o segredo do gadget sci-fi, e "fazer a ficção científica do século 23 virar uma realidade para os médicos do século 21".
"Eu provavelmente sou o primeiro cara que que ficaria feliz em perder US$ 10 milhões", brincou o presidente da X Prize Foundation, Peter Diamandis.
Enquanto o tricorder ainda é coisa de ficção científica, outros prêmios X Prizes já se tornaram fato científico.
Em 2004, o Ansari X Prize para uma espaçonave reutilizável privada foi concedido à equipe que construiu a nave SpaceShipOne.
Grande parte da tecnologia desenvolvida para ganhar o prêmio foi posteriormente utilizado pela Virgin Galactic, uma das parceiras da NASA na nova era de exploração espacial privada.

Saúde wireless
Ao comentar o prêmio, o professor Jeremy Nicholson, chefe do departamento de cirurgia e câncer no Imperial College de Londres, afirma não acreditar que alguém possa ganhar os US$10 milhões em um futuro próximo.
"Os desafios são: o que você vai detectar, quais são as amostras que você pode colher e como juntar tudo em um único aparelho?", afirmou.
Mesmo se o aparelho puder ser construído, continuou ele, os testes e a obtenção da aprovação para uso médico podem levar muito mais tempo.
Mas o Sr. Diamandis, aquele que ficaria feliz em pagar o prêmio, afirma que o simples fato de o prêmio existir poderia transformar o setor de saúde.
"Não é uma solução pontual. O que estamos procurando é o lançamento de uma nova indústria", disse ele.
"O tricorder que foi usada por Spock e Bones inspira uma visão de como a saúde será no futuro. Ela será sem fio, móvel e minimamente ou não-invasiva," prevê Diamandis.
Se serve como consolo para aqueles que pensam em ganhar o prêmio, pelo menos uma característica do tricorder de Jornada nas Estrelas não precisará estar presente.
"Nós não temos uma exigência de que o aparelhinho faça um zumbido," brincou Diamandis.

Agenda 21 Comperj





Em novembro de 2007, teve início o Projeto Piloto Agenda 21 do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) para desenvolver uma Agenda 21 Local em cada um dos 14 municípios de influência direta e indireta do empreendimento. São eles: Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Rio Bonito, São Gonçalo, Saquarema, Silva Jardim, Tanguá e Teresópolis. O projeto faz parte do plano de relacionamento elaborado pela Petrobras para esta região, que inclui também os Centros de Integração e o projeto Memória. Conheça mais sobre eles no site do Comperj.
Com a implantação do polo petroquímico em Itaboraí, a Petrobras escolheu utilizar a Agenda 21 como uma nova forma de relacionamento com a região, fomentando assim o desenvolvimento sustentável nesses municípios. Para tanto, foi formada uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com a Secretaria de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. Juntos, os três formam o Grupo Gestor da Agenda 21 Comperj.
Sabe-se que, com a instalação de um empreendimento desse porte na região, o crescimento é inevitável. E um dos principais objetivos da Agenda 21 Comperj é contribuir para que o desenvolvimento local ocorra de maneira planejada e, principalmente, sustentável. Isso significa que o desenvolvimento econômico deve vir acompanhado da inclusão social e preservar o meio ambiente. Significa que todos devem pensar e planejar juntos, sendo co-responsáveis por toda essa construção. Isto é Agenda 21.

Os Fóruns Locais


Além de resultar em um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS) para cada município, a Agenda 21 Comperj dá origem também a um Fórum de Agenda 21 Local para cada município. A Agenda 21 identifica problemas e potencialidades locais e aponta soluções e ações, dentro dos conceitos do desenvolvimento sustentável. E os Fóruns, regulamentados por decreto ou lei, são o principal instrumento de fomento desse planejamento, que acontece de forma ampla e participativa. 

A Agenda 21 Comperj é desenvolvida em cinco fases, sempre calcada nas premissas estabelecidas e na organização paritária da sociedade. Até o final de 2009, foram realizados 360 encontros setoriais, 30 oficinas municipais de dois dias ou mais e 30 oficinas locais. Tudo isso com a participação de cerca de 13 mil pessoas, empresas, órgãos e instituições.

Cada Fórum de Agenda 21 Local é composto por membros dos quatro setores da sociedade: Público, Privado com fins lucrativos, Privado sem fins lucrativos e Comunidade. Todos se unem para chegar a um consenso sobre a visão de futuro do município e sobre como desenvolver o município de maneira sustentável.
No âmbito regional, o projeto atua de diferentes formas: durante as fases iniciais, através do Fórum Regional da Agenda 21 Comperj, com o objetivo de mobilizar e monitorar o processo. A partir da fase municipal, através dos encontros regionais dos Fóruns Locais e das articulações com estruturas regionais já existentes, com o objetivo de fortalecimento dos Fóruns Locais e do planejamento de questões regionais.



Pesquisa Agenda 21 Local: Resultados selecionados

Estudo mostra fortalecimento da atuação das Agendas 21 Locais nos municípios brasileiros.

Cartilha Lei dos Crimes Ambientais

A cartilha fala sobre algumas abordagens e leituras da Lei de Crimes Ambientais e destina-se a despertar nas crianças o compromisso com a ética e o respeito ao meio ambiente.

Cartilha Código Florestal da WWF

A cartilha contém o contexto da polêmica sobre a reforma do Código Ambiental e apresenta cinco razões para rejeitar o projeto de Lei 1.876/99.

Manual Construindo Cidades Verdes

O manual destina-se a formuladores de políticas públicas nas áreas urbanística, de habitação e meio ambiente, que desejem conhecer ou levar às suas cidades o tema de construções sustentáveis

Cartilha O Olho do Consumidor - Produtos Orgânicos

Cartilha ilustrada, elaborada pelo Ziraldo, esclarece como o consumidor pode identificar produtos orgânicos. A publicação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Cartilha da Regularização Fundiária Urbana

Elaborado pelas Secretarias Nacionais de Habitação e de Programas Urbanos, o documento divulga as possibilidades de regularização fundiária proporcionadas pela Lei Federal nº 11.977/09.

Roteiro para criação de Unidades de Conservação Municipais

O roteiro oferece diretrizes para o processo de criação de unidades de conservação.

Guia do Vereador Empreendedor

Guia prático, desenvolvido pelo Sebrae-SP, com sugestões que possibilitem aos Vereadores defender um programa de apoio aos pequenos negócios durante o seu mandato.

Guia do Prefeito Empreendedor

O material desenvolvido pelo Sebrae-SP é um guia prático com sugestões de apoio às pequenas empresas, tendo como base o empreendedorismo.

Guia Prático de Fiscalização Ambiental

Guia com normas jurídicas e condutas de fiscalização, com a finalidade de multiplicar o conhecimento básico necessário para a aplicação correta da legislação ambiental.


Cartilha do Estatuto da Cidade

Cartilha que visa esclarecer ao público as diretrizes estabelecidas no Estatuto da Cidade.

Guia do Estatuto da Cidade

Guia para auxiliar na implementação do Estatuto da Cidade, capítulo da Constituição que trata de políticas urbanas, do cumprimento da sua função social e da democratização de sua gestão.

Política Nacional de Resíduos Sólidos - Regulamentação da Lei nº 12.305

Decreto do Ministério do Meio Ambiente sobre a regulamentação da Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Coleciona - Especial Agenda 21

Especial da revista eletrônica de educação ambiental Coleciona sobre Agenda 21.

Especial Fundo de Agenda 21

Confira a série de matérias publicadas pelo site Agenda 21 Comperj, explicando um pouco mais sobre cada etapa da criação de um Fundo.

Poços tubulares e outras captações de águas subterrâneas

Manual de orientação aos usuários.

Guia de Financiamento Florestal

Conheça as principais linhas de crédito para o financiamento de atividades florestais no país, suas taxas de juros, beneficiários, prazos e carências.

Reciclagem não é mágica

Essa cartilha da Recicloteca explica o que é o lixo urbano, quais os benefícios da reciclagem e para onde os resíduos são destinados.

Manual de Obras Públicas Sustentáveis

Manual criado pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais com o objetivo de incentivar o crescimento econômico, e melhorar a qualidade e eficiência de serviços e bens públicos.

Projeto Natura Carbono Neutro

Projeto de redução das emissões de gases de efeito estufa da empresa de cosméticos Natura.




Da Agência Ambiente Energia – Tramita na Câmara dos Deputados projeto que concede incentivos fiscais a quem utilizar energia solar em residências e empreendimentos. O projeto de lei 2562/11, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), prevê que os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido, até o ano de 2020, parte das despesas com a aquisição de bens e serviços necessários ao uso de energia solar.
O objetivo da proposta é aumentar a utilização da energia solar, reduzindo seu custo e estimulando aenergia renovável.  Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A dedução prevista, com base na tabela do imposto de renda para pessoa física, tem os seguintes limites: de 100% entre R$ 1.499,16 e 2.246,75; de 75% entre R$ 2.246,76 e 2.995,70; de 50% entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19; de 25% acima de R$ 3.743,19. Esses valores deverão ser reajustados conforme a atualização da tabela do imposto de renda.
No caso da pessoa jurídica, a dedução é de 100% para a empresa de pequeno porte; de 75% para a empresa regida pelo Supersimples; de 50% para a empresa regida pelo lucro presumido; e 25% pela regida pelo lucro real. As instalações que empreguem energia solar para aquecimento de água ou geração direta de energia deverão ser inspecionadas pelas distribuidoras de energia locais. Clique aqui para ver o projeto na íntegra.
(As informações são da Agência Câmara)

Sacolas plásticas: tecnologia X legislação


Plástico descartado é usado para fabricação de biocompósitos

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Plástico descartado é usado para fabricação de biocompósitos. 14/01/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plastico-descartado-fabricacao-biocompositos. Capturado em 17/01/2012. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/01/2012
Plástico descartado é usado para fabricação de biocompósitos
Além das sacolas plásticas, a técnica utiliza os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as utilizadas para biscoitos. [Imagem: Cibele Rosa Oliveira]




Biocompósito
Enquanto cientistas e ambientalistas procuram se entender sobre as sacolas plásticas, pesquisadores da USP criaram uma nova técnica para reaproveitá-las.
Cibele Rosa Oliveira e Adilson Gonçalves misturaram os plásticos descartados no lixo doméstico com bagaço de cana, produzindo um biocompósito que pode ser usado em divisórias, mobiliários ou em painéis automotivos.
Um biocompósito é um material híbrido, que mescla componentes naturais e sintéticos. A porção natural garante uma melhor degradação do material quando este retorna à natureza.

Plásticos de uso doméstico
Além das sacolas plásticas, a técnica utiliza os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as utilizadas para biscoitos.
"Decidimos misturar esse plástico com fibras naturais, especialmente bagaço de cana, para obter biocompósitos, que têm uma boa resistência mecânica e são mais biodegradáveis que painéis plásticos convencionais, uma vez que possuem as fibras naturais", conta Adilson.
Ele afirma que as folhas plásticas, embalagens de biscoitos e sacolas plásticas não são recolhidas pelos catadores:
"Ele corresponde de 5% a 6% da massa do resíduo sólido municipal e causa impactos negativos nos aterros, pois não é degradável e impermeabiliza o solo onde o lixo for depositado."

Interesse comercial
Agora que demonstraram a viabilidade técnica do processo, os pesquisadores pretendem partir para uma etapa piloto, com a coleta do resíduo em maior escala e a construção de painéis grandes, para testes reais de aplicação.
Para isso, afirmam, será necessário que alguma empresa se interesse pela tecnologia, com vistas a levá-la ao mercado.