domingo, 15 de janeiro de 2012

Gente sem fronteira, sustentável!


15/01/2012 - 07h05

Gente sem fronteira


FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO

A professora Aíla Machado, 30, foi a Porto Príncipe, no Haiti, ensinar dança. A anestesista Liliana Andrade, 36, rumou para o Paquistão para atender doentes.
As duas fazem parte de um número crescente de profissionais que se engajam em organizações "sem fronteiras". Na ONG MSF (Médicos sem Fronteiras), por exemplo, 122 pessoas embarcaram para missões estrangeiras no ano passado. Em 2009, foram 48 -aumento de 154%.
O maior interesse da sociedade e do governo em assuntos internacionais é uma das hipóteses para justificar o crescimento, sugere o canadense Tyler Fainstat, diretor-executivo dos MSF no Brasil.
Marcos Michael/Folhapress
Aíla Machado, educadora de um projeto da Viva Rio no Haiti
Aíla Machado, educadora de um projeto da Viva Rio no Haiti
"Ampliaram-se as oportunidades pelo momento que o Brasil vive. [O país] está exercendo papel de levar e não de receber auxílio", diz Jean Carbonera, presidente da ONG Advogados sem Fronteiras.
A organização mandou sete advogados brasileiros para o exterior no ano passado, dois a mais do que em 2010. Os números, esclarece, são pequenos porque a instituição está no país desde 2009.

AMPLIAÇÃO
Mesmo entidades do terceiro setor sem ligações com classes profissionais começaram a enviar mais gente para fora do país -caso da Viva Rio, que atua no Haiti.
Ubiratan Angelo, coordenador de Segurança Humana da ONG naquele país, diz buscar mão de obra local, mas muitos são brasileiros.
É o caso da educadora Aíla Machado, 30, que coordena um programa de dança em Porto Príncipe desde 2010.
Por causa da falta de profissionais no Haiti, Machado desenvolveu habilidades. "Aprendi a fazer edição de vídeo e de música", conta.
A educadora continua na ONG. Ela e boa parte de quem participa de programas como esse -nos MSF, por exemplo, a retenção de profissionais é alta, diz Fainstat. "Precisamos de gente com compromisso de longo prazo."
15/01/2012 - 12h05

Ajuda de custo dá suporte a viajante

DE SÃO PAULO

http://classificados.folha.com.br/empregos/1034315-ajuda-de-custo-da-suporte-a-viajante.shtml


Durante os quatro meses em que a bióloga Leandra Gonçalves morou em um navio da ONG Greenpeace, que navegava perto da Antártida, ela recebeu o salário da instituição como se estivesse no Brasil -R$ 3.500-, além de passagens e alimentação.
É praxe de mercado: quem embarca em missões para ONGs costuma receber pelo menos ajuda de custo. Nos Médicos sem Fronteiras ela é de € 1.000 (R$ 2.263).
Apesar de não ser o que motiva boa parte dos "sem fronteiras", o salário ou o auxílio financeiro deve ser pago, opina o conselheiro da Abong (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) Valdir Mafra.
Mas há casos em que a participação em projetos no exterior não é remunerada.
O estudante de gestão ambiental Moreno Nunes, 28, foi duas vezes à Argentina para construir casas pela ONG Um Teto para Meu País -em nenhuma teve remuneração. Na última delas, neste mês, gastou R$ 2.100 com passagens de ida e volta para Bariloche e hospedou-se na casa de integrantes da organização.
O investimento retornou em aprendizado, explica o estudante. "Nos locais de moradia precária, observo como a população interage com rios e mananciais, como lida com resquícios de mata, onde joga o lixo e quais são os conflitos com o poder público", enumera Nunes.

EXPERIÊNCIA

A advogada Débora Pinter Moreira, 38, que participa dos Advogados sem Fronteiras, também julga a remuneração algo secundário.
Ao convidar um colega para participar da organização, ela afirma ficar "meio decepcionada" quando ele pergunta se a remuneração é boa.
"Se [o profissional] procura dinheiro, não é a coisa a ser feita", pondera.
Gonçalves, por exemplo, buscou conhecimento no trabalho feito em 2008 a bordo do barco do Greenpeace. A partir dele, pôde formar uma rede de pesquisadores que estudam baleias jubarte pelos diferentes oceanos.
"Ter participado da expedição me trouxe experiência. Hoje sou coordenadora de campanha do Greenpeace."

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): Sem sócio para brigar...




15/01/2012 - 07h23

Exigência de capital social adia inscrição

PATRÍCIA BASILIO
DE SÃO PAULO


Para abrir uma empresa de tradução há dois anos, a professora de letras Damiana de Oliveira, 28, teve de constituir sociedade limitada. Sócia majoritária, deixou cota de 10% a uma amiga para cumprir as exigências da legislação.
Com a vigência da Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), a empresária pensou em migrar para o modelo. A ideia, no entanto, dissipou-se quando soube da necessidade de ter capital social de cem salários mínimos (R$ 62,2 mil).
"É uma exigência ridícula. Pequenos negócios como o meu não têm condições de acumular esse montante."
A dificuldade encontrada por Oliveira para acabar com o sócio fictício é comum entre micro e pequenos empreendimentos, segundo especialistas e órgãos governamentais ouvidos pela Folha.
Alessandro Shinoda/Folhapress
Belmir Menegatti, que transformou empresa limitada em Eireli
Belmir Menegatti, que transformou empresa limitada em Eireli
Levantamento feito em setembro do ano passado com empresas registradas na Jucesp aponta que 15% delas dispõem de capital social para transformar-se em Eireli.
Com o reajuste do salário mínimo, que foi de R$ 535 para R$ 622 em 1º de janeiro deste ano, não passam de 14%.
"Apesar de o objetivo da lei ser acabar com os sócios-fantasmas, ela mesma traz limitações que inviabilizam o alcance da proposta", diz Leandro Cossalter, sócio da Macro Auditoria e Consultoria.
O alto valor do capital social existe para avalizar o pagamento de tributos, rebate Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
PESO FINANCEIRO
"O montante é pesado, mas acessível para o empresário que ter bom faturamento. Quem não tiver poderá aderir à sociedade limitada", sugere Santos.
Nas ligações recebidas pelo Sebrae (0800-5700800), questionamentos sobre o valor do capital social lideram o ranking, destaca.
"Se [o valor] não é exigido nos demais modelos, não há por que ser cobrado na Eireli, que é formada por um sócio e ideal para pequenas empresas", contesta Marcos Castro, sócio do escritório Castro e Hayashi Contabilidade.
Para aderir à Eireli, a A10TI, empresa de software para segurança virtual na qual Belmir Menegatti, 48, é diretor administrativo, contou com reserva financeira.
"O valor é alto, mas, como o dono tem outros negócios, não foi uma dificuldade", afirma ele, que constitui a Eireli em 9 de janeiro, dia em que a lei entrou em vigor.
INDEXAÇÃO
A indexação do valor do capital social ao salário mínimo é inconstitucional. Esse é o argumento utilizado pelo deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) para entrar com ação contra a exigência no Supremo Tribunal Federal (STF).
"A lei é clara e impede que qualquer indexação seja feita com o salário mínimo, até porque ele valoriza muito mais que índices inflacionários", explica o deputado.
Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve aumento médio de 35,31% no acumulado de 12 meses de 2006 a 2011, o salário mínimo aumentou 55,71% no mesmo período.
Para Freire, contudo, não importa o valor estipulado. "Se for para exigir o capital social na Eireli, o certo seria cobrar nos outros modelos também."
O ex-deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), que incluiu a indexação nas normas, foi procurado pela Folha, mas não respondeu até o fechamento desta edição. A ação não tem prazo para julgamento no STF.
GRATUIDADE
Os MEIs (Microempreendedores Individuais) estão isentos da cobrança de taxas para mudança de registro ou de endereço cobradas pelo Estado (R$ 24) e pelo governo federal (R$ 10). A medida, criada em dezembro, visa incentivar o empreendedor do Estado de São Paulo a expandir os negócios e migrar à Eireli.
Editoria de Arte/Folhapress
modelos de negócio Diferenças e características das classificações jurídicas de empresas
modelos de negócio Diferenças e características das classificações jurídicas de empresas



15/01/2012 - 07h05

Empresa de um sócio tem baixa adesão na 1ª semana

PATRÍCIA BASILIO
DE SÃO PAULO
Há quase uma semana em vigor, a Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) caminha a passos lentos. De segunda a sexta-feira, 41 empresas foram protocoladas -entre constituições e migrações de modelo- na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). No Rio de Janeiro, uma foi constituída.
Criado em 2011, o formato permite a empresários abrir negócio sem sócio e resguardar os bens pessoais ao separá-los do patrimônio social do empreendimento.
A adesão "inexpressiva" deve-se à demora na divulgação da regulamentação da lei -publicada em novembro de 2011- e à dificuldade para aplicá-la, pondera José Constantino de Bastos Júnior, presidente da Jucesp. "Faltou informação para o empresário. Esperamos para analisar as normas, mas elas só vieram no fim do ano", assinala.
Isadora Brant/Folhapress
Nilton Neres pretende transformar sociedade limitada em Eireli
Nilton Neres pretende transformar sua sociedade limitada em uma Eireli
O veto à abertura da Eireli por pessoas jurídicas, imposto pelo DNRC (Departamento Nacional de Registro do Comércio), resultou em "esvaziamento" de interessados, diz.
Na prática, uma empresa ou um grupo não podem abrir uma Eireli para expandir suas atividades -apenas o empresário, como pessoa física.
A decisão, segundo Romulo Rocha, coordenador-geral do DNRC, "reflete o entendimento prevalente no meio jurídico e entre procuradores das juntas comerciais".
Alguns pontos ainda estão em debate. O Supremo Tribunal Federal deve analisar tópicos como o valor do capital social exigido (R$ 62,2 mil) e sua indexação ao salário mínimo.
Com as indefinições, advogados e contadores aconselharam clientes a esperar a maturação do modelo. O advogado Rodrigo de Camargo foi um deles. "Só valerá a pena apostar na lei quando ela for definida."
AMADURECIMENTO
Esse também é o posicionamento do tributarista Miguel Silva. "Jogaram um balde de água fria vetando o que havia sido aprovado", diz ele, sobre a proibição de pessoa jurídica abrir Eireli.
Disposto a dar fim a uma sociedade de três anos em empresa de construção civil devido a desentendimentos com o sócio, Nilton Neres, 38, orientado por seu contador, decidiu esperar ao menos uma semana para migrar para a Eireli.
"Quero continuar meu trabalho sem pedir favor [para abrir sociedade] a ninguém."
Editoria de Arte/Folhapress



09/01/2012 - 10h37

Lei que cria empresa de apenas um sócio entra em vigor hoje



http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1031761-lei-que-cria-empresa-de-apenas-um-socio-entra-em-vigor-hoje.shtml

DE BRASÍLIA



Entra em vigor hoje a lei nº 12.441/2011, que criou a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), modalidade de pessoa jurídica que protege os bens pessoais do empreendedor.
A lei foi aprovada em junho de 2011 pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de julho.

Constituída por um só titular, a Eireli garante a distinção entre o patrimônio do empresário e o patrimônio social da empresa, o que reduz de forma significativa os riscos para o empreendedor.
Caso a empresa passe por algum tipo de problema, como processos trabalhistas, somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas, sem que os bens pessoais do empresário sejam afetados.
Para constituir uma Eireli, é preciso capital social de, no mínimo, cem salários mínimos -R$ 62,2 mil em valores atuais- e as regras são as mesmas aplicadas às sociedades limitadas.
Até a aprovação da lei, o Código Civil previa apenas a figura do microempreendedor individual (MEI) -que, ao contrário da empresa individual limitada, responde com seu patrimônio pessoal por eventuais compromissos decorrentes da atividade empresarial.
Durante a tramitação do projeto, o governo argumentou que a nova lei contribuirá para aumentar a formalização, especialmente de microempresários que são resistentes a constituir empresas.
Outra vantagem apontada foi o fato de a modalidade acabar com as figuras dos sócios "faz de conta", que se associam aos empreendedores de fato apenas para cumprir a norma de que as empresas tinham de ter pelo menos dois sócios.
O nome empresarial deverá, necessariamente, conter a expressão Eireli, do mesmo modo como hoje ocorre com as sociedades limitadas (Ltda.) e as anônimas (S.A.). É proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.

Editoria de Arte/Folhapress



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fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12441.htm




Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos

VigênciaMensagem de veto
Altera a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para permitir a constituição de empresa individual de responsabilidade limitada.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei acrescenta inciso VI ao art. 44, acrescenta art. 980-A ao Livro II da Parte Especial e altera o parágrafo único do art. 1.033, todos da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), de modo a instituir a empresa individual de responsabilidade limitada, nas condições que especifica.
Art. 2º A Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 44. ...................................................................................
..........................................................................................................
VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.
..............................................................................................." (NR)
"LIVRO II
..........................................................................................................
DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.
§ 1º O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.
§ 2º A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.
§ 3º A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.
§ 4º ( VETADO).
§ 5º Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.
§ 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.
........................................................................................................."
"Art. 1.033. ..............................................................................
..........................................................................................................
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV caso o sócio remanescente, inclusive na hipótese de concentração de todas as cotas da sociedade sob sua titularidade, requeira, no Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do registro da sociedade para empresário individual ou para empresa individual de responsabilidade limitada, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 deste Código." (NR)
Art. 3º Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação.
Brasília, 11 de julho de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Nelson Henrique Barbosa Filho
Paulo Roberto dos Santos Pinto
Luis Inácio Lucena Adams
Este texto não substitui o publicado no DOU de 12.7.2011

Ribeirão Preto ganha suas primeiras vias



São Paulo, domingo, 15 de janeiro de 2012Cotidiano

DE RIBEIRÃO PRETO


Maior do que Sorocaba e Santos em número de habitantes, Ribeirão Preto só agora começa a ganhar suas primeiras ciclovias.
A obra mais adiantada é a da via Norte, onde a a Prefeitura de Ribeirão Preto constrói uma ciclovia de 5,3 km de extensão que será integrada a um parque linear. Outro trecho com implantação é nos 2 km de duplicação da avenida Henry Nestlé.
As vias são amplamente utilizadas por ciclistas, assim como outros pontos da cidade que ainda não têm previsão para receber ciclovias, como a avenida Tomas Alberto Whatelley, próximo ao aeroporto Leite Lopes.
A prefeitura diz que tem planos para ampliar as ciclovias no futuro e que todas as novas avenidas serão projetadas com as faixas exclusivas para as bicicletas.
Antes das ciclovias, uma ciclofaixa voltada exclusivamente para o lazer funciona na cidade desde 2010, mas apenas uma vez por semana. O trecho de cerca de 6 km liga os parques Raya e Curupira, na zona sul.
A Federação Paulista de Ciclismo, parceira do projeto, estima que aproximadamente 5.000 pessoas utilizam a ciclofaixa nas manhãs dos domingo, quando os espaços são reservados apenas para as bicicletas.
Para os usuários, no entanto, a falta de ciclovias na cidade inviabiliza a proposta de tornar a bicicleta um meio de transporte efetivo.
"O projeto da ciclofaixa é muito bacana, mas, se tivesse [ciclovias], com certeza eu usaria no dia a dia", disse o gerente administrativo Juliano Fuzo Garcia, 29.

Sorocaba e Santos abrem mais espaço para ciclovias



Bikes chegam a ser 8% de todas as locomoções

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/20140-sorocaba-e-santos-abrem-mais-espaco-para-ciclovias.shtml

São Paulo, domingo, 15 de janeiro de 2012Cotidiano

LEANDRO MARTINS

ENVIADO ESPECIAL A SOROCABA E SANTOS


São 7h. Uma balsa que minutos antes havia partido do Guarujá atraca em Santos. Dela, em vez de carros, desembarcam multidões de ciclistas, em um vaivém que se repete várias vezes ao longo do início da manhã.
No fim de tarde, em Sorocaba, trabalhadores voltam para casa de bicicleta em vias exclusivas e bem sinalizadas que cortam a cidade ligando regiões sem distinção, de bairros ricos a periferias.
Os dois municípios passaram a ver nas bicicletas um meio de transporte de fato.
Isso colocou Sorocaba e Santos entre os principais modelos cicloviários do Estado, segundo especialistas.
Com um plano que prevê 100 km de ciclovias até o final deste ano, dos quais 75 km em operação, Sorocaba é apontada como uma das cidades que mais bem investiram no transporte por bikes.
Padronizadas com piso em vermelho e sinalização, as ciclovias são quase todas interligadas. Há bicicletários em terminais de ônibus, o que permite a integração, além de paraciclos (locais para deixar as bikes) pela cidade.
O projeto de criar uma malha cicloviária ampla começou em meados de 2006.
Novas avenidas passaram a ser projetadas com canteiros largos, com espaço reservado para ciclovias, e vias já existentes foram adaptadas.
A prefeitura implantou ações para atrair a população, como passeios e conscientização. Grupos independentes entraram na tarefa, como o Sorocaba Bikers, que tem cerca de 300 membros.
Santos é uma prova de que a consolidação do projeto cicloviário, aliada a uma boa infraestrutura, dá resultado.
As primeiras ciclovias começaram nos anos 1990 e a expansão foi contínua -hoje são quase 30 km e ainda há obras em alguns trechos.
A travessia da balsa entre a cidade e o Guarujá é a maior prova de que a bicicleta faz parte da vida de muita gente.
Segundo a Dersa, órgão estadual que administra a balsa, de 10 mil a 12 mil ciclistas usam a travessia por dia.
A imagem dos desembarques nas primeiras horas do dia impressiona e faz lembrar o que se vê em grandes cidades chinesas, onde multidões se locomovem de bicicletas.
O aspecto econômico é o que parece fazer mais diferença. "Se eu não usasse a bicicleta, teria de pagar dois ônibus, além da balsa, todos os dias", disse a secretária Maria José Soledade Silva, 37, que vai do Guarujá a Santos.
Quem cruza a balsa de bicicleta não paga nada -se estiver a pé, gasta R$ 2,20.
Segundo a Prefeitura de Santos, o uso da bicicleta já corresponde a 8% de todas as locomoções feitas na cidade, incluindo as de pedestres.
A administração atribui boa parte disso às ciclovias. A topografia da área urbana, quase toda plana, favorece.
A estrutura da rede cicloviária na cidade também é boa: há até semáforos exclusivos para bicicletas.
Também há problemas, como no trecho de ciclovia próximo ao cais, que acumula água quando chove e que aparenta não estar tão bem cuidado como o que fica na parte turística à beira-mar.

Veja vídeo das ciclovias do interior

Selos de eficiência ajudam a reduzir gastos com energia



http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5556553-EI10411,00-Selos+de+eficiencia+ajudam+a+reduzir+gastos+com+energia.html


13 de janeiro de 2012 • 09h39  

Sabrina Bevilacqua

Direto de São Paulo
O Sustentabilidade passa, a partir de hoje, a publicar informações para mostrar a você, internauta do Terra, como a adoção do conceito de sustentabilidade pode impactar no seu bolso, na saúde e na sua qualidade de vida. Hoje você vai saber o que observar e os cuidados na compra de equipamentos eletroeletrônicos. Quem dá as dicas é o engenheiro eletricista e professor da Unicamp Jim Naturesa.

Na hora da compra, comece procurando por certificados que atestem a eficiência do produto. Mas não confie em qualquer etiqueta. Muitas empresas enchem suas embalagens com selos "verdes" concedidos por elas mesmas, sem a mínima fiscalização de órgãos isentos. Naturesa alerta para a necessidade de buscar certificados reconhecidos nacional ou internacionalmente. Na dúvida, se você estiver procurando um equipamento que gaste menos energia, o seguro é pedir pelo Selo Procel.

O Selo Procel é um dos mais comuns no País. Ele é emitido pela Eletrobrás e pelo Inmetro e identifica os aparelhos com os melhores níveis de eficiência energética. Isto é, os que consomem menos energia. Outra opção é verificar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. Ela serve justamente para ajudar o consumidor no momento da compra, pois mostra de forma clara o nível de eficiência de cada produto na comparação com outros do mesmo setor. A classificação vai de A até E, sendo A o menor consumo da categoria. Sempre que possível, opte por produtos A (para se ter uma ideia, os aparelhos com selo Procel geralmente estão na categoria A). Produtos que consomem energia de forma mais racional agridem menos o meio ambiente e o seu bolso. Apesar de alguns equipamentos certificados serem um pouco mais caros, eles colaboram para a redução da sua conta de luz. Como utilizam tecnologias mais inovadoras e são submetidos a diversos testes, o preço deles acaba subindo. Valor que pode ser recuperado durante a vida útil do aparelho.

Naturesa explica que no caso de eletrodomésticos que são muito utilizados e ficam ligados o tempo todo, como as geladeiras, a economia na conta de luz é tanta que em cerca de 2 anos é possível obter retorno financeiro do que foi pago pela eficiência do produto. Para os eletrônicos, como televisões, esse prazo aumenta, pois depende do uso. Por isso, ao levar para a casa algum produto eletrônico, é bom ficar atento a outros aspectos além do preço e aparência. "É difícil o consumidor escolher uma televisão pela economia de energia. Geralmente pesa mais o design e as funções. Já em eletrodomésticos, como o consumo é maior e pesa mais no bolso, fica mais fácil", diz. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Barulho em hospitais perturba sono dos pacientes


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,barulho-em-hospitais-perturba-sono-dos-pacientes,821368,0.htm

Ruído quase sempre excede as recomendações;  incômodo pode retardar recuperação

11 de janeiro de 2012 | 9h 31

Reuters
 Em um estudo com 100 pacientes adultos internados em centro médico, os autores descobriram que os níveis de ruído em quartos durante a noite tendem a ser mais baixos do que durante o dia, mas quase sempre excedem as recomendações da média do máximo nível de barulho.

De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde, o barulho em hospitais não deveria passar dos 30 a 40 decibéis. Os autores descobriram que os níveis nos quartos estudados estavam próximos dos 50 decibéis, e muitas vezes próximos de 80 - quase tão altos quanto uma motosserra.

Grande parte do ruído durante a noite se deve às conversas entre médicos e enfermeiras, mas as interrupções mais altas eram por alarmes.

Níveis mais altos do que o máximo em quartos individuais foi relacionado a interrupções do sono, com pacientes dormindo cerca de uma hora a menos no hospital do que em suas casa. Eles frequentemente relataram má qualidade do sono e falta de descanso.

"Uma das queixas mais comuns era a dificuldade em dormir à noite", dizem os autores, o que pode retardar a recuperação, segundo eles. "É um ciclo: você está doente, você dorme mal e não consegue se recuperar rapidamente", notam.

Mas outros especialistas dizem que o ruído pode não ser o único culpado pela má qualidade de sono dos pacientes, notando que a própria doença pode ser responsável também.

O barulho também foi reflexo das entradas e saídas das enfermeiras, checando os pacientes e administrando medicamentos, indicando que esses pacientes poderiam estar mais doentes do que aqueles em quartos mais silenciosos.

"O barulho certamente é um fator", diz Sairam Parthasarathy, que estuda sono dos pacientes na Universidade do Arizona, mas que não participou do estudo. Para ter um sono melhor nos hospitais, ele sugere que os pacientes recebam luz natural durante o dia, usem fones se o som é muito perturbador e caminhem durante o dia se conseguirem.

"A questão da conscientização, neste início de programa, é mais importante do que a repressão"... E o cigarro?


Cresce 10% o número de veículos com inspeção ambiental


Fiscalização feita por radar e comandos da polícia multa 10% da frota sem selo verde

EDUARDO GERAQUE

DE SÃO PAULO


O número de veículos submetidos à inspeção veicular ambiental em 2011 cresceu 10% em relação a 2010, segundo a prefeitura.
Em 2011 foram cerca de 3,3 milhões de inspeções, contra 3 milhões em 2010.
Ainda faltam os dados de janeiro deste ano (que fazem parte do exercício 2011), mas a taxa não vai mudar.
O aumento ocorre mesmo com fiscalização fraca. Cerca de 10% de 1,5 milhão de veículos que faltaram à inspeção foram autuados.
"A questão da conscientização, neste início de programa, é mais importante do que a repressão", afirma Eduardo Jorge (PV), secretário do Verde e do Meio Ambiente.
Neste ano, motoristas sem a inspeção não vão conseguir licenciar seus veículos.
Além disso, eles podem ser autuados em R$ 550.
Os radares também registram a falta de inspeção, mas desde que o motorista seja flagrado em outra irregularidade, como furo ao rodízio.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) defendeu ontem o contrato com a Controlar, responsável pela inspeção.
A Promotoria pede na Justiça a anulação do contrato.
Na quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça decidiu manter o contrato e desbloquear os bens do prefeito, do secretário e de outras 16 pessoas e seis empresas.

Coleta seletiva falha e lixo se acumula em diversos pontos de SP

14/01/2012 - 08h50


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1034392-coleta-seletiva-falha-e-lixo-se-acumula-em-diversos-pontos-de-sp.shtml
 
NATÁLIA CANCIAN


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

EVANDRO SPINELLI

DE SÃO PAULO



Caminhões da coleta seletiva de lixo deixaram de passar em diversos pontos de São Paulo nas últimas semanas, o que tem causado transtornos para os moradores.




Na Aclimação, zona sul de São Paulo, edifícios já começam a levar as caçambas de lixo reciclável para dentro das garagens para tentar liberar as calçadas.



O sumiço dos caminhões preocupa. "Se ficar assim, vai tomar toda a garagem", diz o porteiro Alan Santos, 22. Segundo ele, a última coleta ocorreu antes do Natal. "Depois, não passou mais".



Moradores se assustam. "Ontem estava uma coisa de outro mundo", diz o aposentado Miguel Plácido, 93, sobre as caçambas cheias nas ruas após a data da coleta.



O problema se repete em outras regiões. Há relatos de atrasos na Vila Mariana, Jabaquara, Santo Amaro, Vila Prudente e Cidade Ademar. Nestes locais, muitos já deixam de separar o material reciclável ou entregam os sacos com o lixo comum.



Os constantes atrasos na coleta fizeram com que a psicóloga Salete Assis, 54, nem cogitasse esperar o dia de passagem dos caminhões.



"Eu mesma separo e levo em uma cooperativa. Acho mais confiável", afirma.



ARGUMENTOS



A coleta seletiva nas áreas citadas é de responsabilidade da Ecourbis, uma das duas empresas contratadas pela prefeitura para fazer o serviço. Cabe à prefeitura fiscalizar o trabalho.



O presidente da Ecourbis, Nelson Domingues, diz que o problema ocorre porque as centrais de triagem do lixo não têm mais espaço. "Os caminhões enchem e não tenho para onde levar. Não é falta de coleta. Estamos coletando demais."



A prefeitura disse que está notificando as empresas e que irá implantar quatro novas centrais de triagem "a curto prazo".



A falha acontece em plena negociação da revisão dos contratos das concessionárias, que está emperrada. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas calculou em 21% o aumento para as duas empresas (Ecourbis e Loga), R$ 10,8 milhões por mês para cada uma.



Com a renegociação, as empresas terão de fazer também coleta por contêineres e trabalhar aos domingos, além de construir 17 centrais de triagem. Sem o aumento, as empresas decidiram não dar início aos novos serviços.





Provador de cigarro recebe indenização da Souza Cruz


 Provador de cigarro recebe indenização da Souza Cruz

TRT-RJ


A empresa Souza Cruz S/A - líder no mercado nacional de cigarros, desde a produção e o processamento de fumo, até a fabricação e distribuição de cigarros - foi condenada a pagar indenização por danos moral e material a um empregado, que exercia a função de provador. A decisão é da Sexta Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ).

O trabalhador relatou que adoeceu ao longo dos 10 anos que trabalhou na empresa. Ele fazia parte da equipe do “painel de fumo”, atividade de provação de cigarros – em média, o empregado consumia 200 unidades por dia, quatro vezes por semana.

O juiz de primeiro grau, Antônio Carlos Amigo da Cunha, da 45ª Vara do Trabalho, entendeu que ficou provado que a doença desenvolvida pelo empregado foi decorrente do hábito de tabagismo.

A empresa interpôs recurso ordinário sustentando que não há prova nos autos de que a doença adquirida pelo trabalhador tenha tido qualquer relação com a atividade desenvolvida no trabalho. Também afirmou que o valor de indenização por dano moral, fixado na sentença em 288 vezes a última remuneração paga ao empregado foi excessivo, ultrapassando dois milhões de reais.

Para o relator do acórdão, o juiz convocado Leonardo Dias Borges, a documentação juntada no processo relativa aos procedimentos e tratamentos médicos, revelaram que a exposição a tal condição de trabalho gerou a grave lesão nos pulmões. “Diante do conhecimento e da consciência dos malefícios causados pelo cigarro à saúde, não há dúvida de que a reclamada criou, conscientemente o risco do resultado, assumindo a obrigação de ressarcir”.

No entendimento do magistrado, a fixação do valor da indenização por danos morais, foi considerada compatível com a extensão do dano e a capacidade econômica do ofensor, bem como forma de repressão em relação ao causador do dano.

Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho são admissíveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT.
Proc nº 0037500-26.2009.5.01.0263
(Monica Cazzola) 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Automóveis + televisores = risco maior de infarto


Estudo feito em 52 países com mais de 20 mil pessoas associa a posse de automóvel e TV e o sedentarismo com maior risco de desenvolver problemas cardíacos (Wikimedia)

12/01/2012
Agência FAPESP – Uma pesquisa internacional concluiu que a atividade física, seja durante o trabalho ou em momentos de lazer, reduz significativamente os riscos de infarto em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
Em países emergentes e nos mais pobres a posse tanto de automóvel e de aparelho de televisão se mostrou relacionada ao maior risco de desenvolver problemas cardíacos.
Os resultados são do estudo Interheart, que avaliou mais de 20 mil pessoas em 262 localidades em 52 países nas Américas, Ásia, Europa, Oriente Médio, África e Oceania. Na América do Sul participaram pessoas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala e México. As conclusões foram publicadas nesta quarta-feira (11/01) no European Heart Journal.
“Poucos estudos até agora focaram nos diferentes aspectos da atividade física tanto durante o trabalho como nos momentos de lazer em relação ao risco de ataques cardíacos”, disse Claes Held, do Hospital Universitário de Uppsala, na Suécia, um dos autores do estudo.
“Os resultados indicam que a atividade física leve ou moderada durante o trabalho ou em qualquer nível durante os períodos de lazer reduzem os riscos de infarto, independentemente de outros fatores de risco tradicionais, em homens e mulheres de todas as idades, na maior parte das regiões do mundo e em países com diferentes rendas per capita”, disse.
Os cientistas compararam os hábitos de 10.043 pessoas que tiveram infarto com os de 14.217 outros que não experimentaram o problema. Os resultados do estudo levaram em consideração diversos fatores que podem contribuir com aumento nos riscos de desenvolver problemas cardiovasculares, como idade, renda, consumo de álcool e de bebida alcoólica e dieta.
O estudo verificou que pessoas cujos trabalhos envolvem a realização de atividades físicas leves ou moderadas apresentaram risco de 11% a 22% menor de ter um infarto em comparação com aqueles cujas ocupações são eminentemente sedentárias. Entretanto, a atividade física pesada durante o trabalho não apresentou menor risco.
Durante os momentos de lazer, o risco de infarto se mostrou menor para todos os níveis de exercício quando comparados com o sedentarismo, reduzindo de 13% (para atividades físicas leves) a 24% (para atividades moderadas ou intensas).
De acordo com o estudo, qualquer atividade física é melhor do que sua ausência. Mesmo entre aqueles que se exercitavam nos momentos de lazer muito menos do que o indicado apresentaram menor risco de desenvolver infarto do que os totalmente sedentários.
Pessoas que tinham tanto automóvel como televisor em casa apresentaram um risco 27% maior de ter infarto do que aqueles que não possuíam nenhum dos bens.
O estudo observou que menos pessoas praticavam atividades físicas em momentos de lazer em países mais pobres do que nos mais ricos. “Isso pode ser explicado em parte por diferenças em educação e em outros fatores socioeconômicos ou culturais”, disseram os autores.
“Manter-se em forma durante a vida é uma das formas mais simples, baratas e eficientes de evitar problemas coronários”, concluíram.
O artigo Physical activity levels, ownership of goods promoting sedentary behaviour and risk of myocardial infarction: results of the Interheart study (doi:10.1093/eurheartj/ehr432), de Claes Held e outros, pode ser lido por assinantes da European Heart Journal em http://eurheartj.oxfordjournals.org




Energia suja...


Insetos ciborgues: Biocélula transforma barata em gerador de energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/01/2012

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Insetos ciborgues: Biocélula transforma barata em gerador de energia. 12/01/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=insetos-ciborgues-biocelula-barata-gerador-energia. Capturado em 13/01/2012. 

Inseto robô
Os compostos químicos do corpo de insetos podem ser convertidos em eletricidade, fornecendo energia para sensores, câmeras ou para controlar o próprio inseto.
A descoberta é mais uma na crescente lista de tentativas de criar insetos ciborgues - na verdade, de usar a "maquinaria" dos insetos para criar robôs autônomos.


Colocar equipamentos eletrônicos em insetos pode ser uma maneira simples e barata para observação da natureza, monitoramento do meio ambiente, vigilância ou mesmo em caso de acidentes naturais, funcionando como batedores para auxiliar o trabalho dos bombeiros e da defesa civil.
"É virtualmente impossível partir do zero e criar algo que funcione como um inseto. Usar um inseto é muito mais fácil," afirma Daniel Scherson, da Universidade Case Western, nos Estados Unidos.
Musas da robótica
O grande desafio é fornecer eletricidade para alimentar os equipamentos a serem instalados "a bordo" do inseto e transmitir os dados coletados.
As opções preferidas têm sido usar nanogeradores piezoelétricos para capturar energia do próprio movimento do inseto, além de células solares ou baterias.
Scherson acredita que drenar energia química do próprio inseto é uma fonte mais promissora de energia, já que o inseto tenderá normalmente a se alimentar quando "suas baterias" estiverem fracas.
O animal escolhido para testar o conceito foi uma barata - as baratas chamam a atenção dos roboticistas há tempos:

Biocélula
A chave para extrair a energia química do inseto é usar enzimas em série no anodo de uma biocélula de combustível.
A primeira enzima quebra o açúcar trehalose - que uma barata produz constantemente a partir de seu alimento - em açúcares mais simples, chamados monossacarídeos.
A segunda enzima oxida os monossacarídeos, liberando elétrons. A corrente elétrica é criada conforme esses elétrons são dirigidos para o catodo, onde o oxigênio do ar captura elétrons e é reduzido em água.
Depois de testar o sistema usando soluções de trehalose, os eletrodos foram inseridos no abdômen de uma barata viva, distante de seus órgãos vitais críticos.
"Os insetos têm um sistema circulatório aberto, de forma que o sangue não fica sob muita pressão," conta o Dr. Roy Ritzmann, membro da equipe.
Ou seja, ao contrário do que ocorreria em um vertebrado, no qual o sangue vai jorrar se você enfiar um eletrodo em uma veia ou artéria, o sangue do inseto não sai quando o eletrodo é colocado.
Os pesquisadores verificaram que a barata parece não sofrer nenhum dano de longo prazo, o que torna o "sistema adequado para uso a longo prazo" - isto parece bem menos traumático para os insetos do que outras propostas, onde eles são "comidos" para gerar energia para os robôs:

Energia de barata
A biocélula movida a barata produziu quase 100 microwatts de potência por centímetro quadrado, a 0,2 volt, decaindo apenas 5% após 2,5 horas de operação. A densidade de corrente máxima foi de 450 microamperes por centímetro quadrado.
Agora os cientistas estão começando a miniaturizar a biocélula, para que ela possa ser totalmente implantável, permitindo que o inseto ande ou voe depois do implante.
"É possível usar o sistema de forma intermitente," explica Scherson. "Um inseto equipado com um sensor poderá medir a quantidade de um gás tóxico em um ambiente, transmitir a informação, desligar e recarregar por uma hora, então fazer outra medição, transmitir, e assim por diante."
A equipe do Dr. Ritzmann, que faz parte desta pesquisa, tem planos também de implantar um cérebro de barata em um robô:

Bibliografia:

An Implantable Biofuel Cell for a Live Insect
Michelle Ann Rasmussen, Roy Ritzmann, Irene Lee, Alan J. Pollack, Daniel Alberto Scherson
Journal of the American Chemical Society
January 3, 2012
Vol.: Accepted Paper
DOI: 10.1021/ja210794c

Virada Sustentável em Sorocaba!


13/01/2012 | SOROCABA

60 jovens participam do 'Tranzoo Adolescentes' a partir de segunda-feira

Entre as atividades estão trekking da energia sustentável, passeio à represa de Itupararanga e a tão esperada Madrugada Ecológica no Zoo de Sorocaba
Chegou a vez dos adolescentes entre 13 e 17 anos aproveitarem as férias escolares. A partir de segunda-feira (16) tem início o "Tranzoo Adolescentes" no Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de Barros". Neste primeiro dia, 60 meninos e meninas vão participar, à noite, do Trekking da Energia Sustentável no Zoo, onde vão conhecer um pouco mais sobre as energias renováveis e não-renováveis.

Promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), toda a programação do curso é baseada no tema "Energia que sustenta", já que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2012 como o "Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos".

O objetivo é de sensibilizar e informar o público sobre a importância do uso da energia sustentável e seus benefícios dentro de casa. "Ao trabalhar a sustentabilidade energética nos cursos de férias podemos considerar vários aspectos, como o consumo consciente, alternativas no uso de recursos locais e estímulo de novas ideias para geração e gerenciamento de energia em nossa cidade", explica Welber Smith, diretor de Educação Ambiental da Sema.

O curso, ainda, envolve jogos, oficinas, visitas técnicas e uma série de atividades diferenciadas que, também, proporcionarão momentos de diversão e lazer aos participantes. Uma delas será na quinta-feira (19), às 9h30, quando os adolescentes farão uma visita às casas do bairro da Vila Hortência para conversar sobre consumo consciente com os moradores do entorno do Zoo. "A ideia é que eles questionem e reflitam como as nossas ações diárias refletem num consumo positivo ou negativo", explica a coordenadora do Tranzoo, Viviane Rachid.

Já na quarta-feira, às 13h, acontecerá uma plenária sobre a construção da Usina Hidrelétrica do Belo Monte. A ideia dessa atividade é abrir uma discussão entre os jovens sobre as vantagens e desvantagens desse novo empreendimento. "Queremos criar uma reflexão sobre os impactos da Usina de Belo Monte não apenas na questão da fauna e da flora, mas dos recursos hídricos, das comunidades ribeirinhas e da população do entorno e até para nós do Estado de São Paulo. Como isso refletirá positivamente ou negativamente em nossas vidas?", destaca Viviane Rachid.

O "Quinzinho de Barros" fica na Rua Teodoro Kaisel, 883, na Vila Hortência. Informações pelo telefone 3227.5454. Segue abaixo a programação completa:

Segunda-Feira (dia 16)
18h ¿ Chegada e apresentação da equipe/divisão dos grupos
18h30 ¿ Orientações para o trekking
18h50 - Lanche
19h10 ¿ Trekking da energia sustentável
21h40 - Orientações e entrega da tarefa "Detetive do consumo de energia em minha casa"
22h10 ¿ Encerramento/entrega de autorização e ficha médica/avisos

Terça-Feira (dia 17)
13h - Bate-papo com o grupo - Conteúdo do Quiz
14- Lanche
14h30 ¿ Quiz da Sustentabilidade
16h - Treinamento para visita nas casas ao entorno do zoo
17h - Avisos sobre saída à represa de Itupararanga/Encerramento
19h - Reunião de pais sem os adolescentes

Quarta-Feira (dia 18)
7h30 - Chegada no Zoo e preparação para saída à Represa de Itupararanga
8h ¿ Saída do Zoo e chegada na represa de Itupararanga
12h - Retorno da represa para o Zoo e almoço
13h ¿ Plenária ¿ Usina Hidrelétrica de Belo Monte
15h ¿ Lanche
15h20 ¿ Elaboração do Grito e Teatro
16h20 - Devolução da tarefa "Detetive do consumo de energia em minha casa"
16h40 ¿ Avisos para madrugada/Encerramento

Quinta-Feira (dia 19)
9h ¿ Chegada e preparação para a visita
9h30 ¿ Visita nas casa ao entorno do Zoo
11h30 ¿ Retorno ao Zoo e encerramento da parte da manhã
12h ¿ Descanso (Cada participante na sua casa!)
19h - Retorno ao Zoo e acomodação dos grupos nos alojamentos
19h30 - Discussão: "Detetives do consumo de energia em minha casa" e visita as casas
20h30 - Recados e combinados para a madrugada
21h - Lanche comunitário
21h30 ¿ Ensaio do Teatro e Grito
22h30 ¿ Apresentação dos teatros
0h - Preparação para o jogo noturno

Sexta-Feira (dia 20)
0h30 - Jogo Noturno - "Casa Sustentável"
2h30 ¿ Lanche comunitário
3h ¿ Descanso
6h - Alvorada/Organizar alojamentos/escovar os dentes/arrumar os pertences
6h30 - Café da Manhã
7h - Encerramento e premiação

Vamos contratar esta construtora para construir o Itaquerão?


11/Janeiro/2012

Construtora chinesa completa edifício de 30 andares em 15 dias



Prédio foi construído com estrutura metálica pré-fabricada e é resistente à terremotos de até 9 graus na escala Richter


Mauricio Lima




Após construir um edifício de 15 andares em apenas seis dias, a construtora chinesa Broad Group acabou de finalizar a construção de um prédio de 30 andares em apenas 360 horas. O Ark Hotel, localizado na cidade chinesa de Dongting Lake, na província de Hunan, foi executado em estrutura metálica pré-fabricada, sendo que todos os pavimentos já vieram prontos para o canteiro, inclusive com as instalações hidráulicas e elétricas, precisando somente ser montadas na obra.





Segundo a construtora, o edifício é cinco vezes mais resistente que prédios comuns, conseguindo suportar terremotos de até nove graus na escala Richter. A fundação foi feita com estacas cravadas. A estrutura metálica ainda conta com suportes diagonais para auxiliar no suporte.

Além disso, a empresa afirma que o prédio promove economia de energia por meio da utilização de janelas que protegem contra a insolação. O Ark Hotel ainda conta com um sistema de ventilação para liberar o ar quente de dentro dos apartamentos e com um sistema de filtração tripla do ar.