24/12/2011 - 17h54
Parques sustentáveis com enfoque na sustentabilidade; socioambiental; saúde; longividade; qualidade de vida; Feng Shui; terapia holística e afins.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Bombeiros resgatam cerca de 20 animais em incêndio na favela
23/12/2011 - 16h13
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1025528-bombeiros-resgatam-cerca-de-20-animais-em-incendio-na-favela.shtml
MARINA GAMA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
| Moacyr Lopes Júnior/Folhapress | |
| Gato teve o bigode queimado durante o incêndio que atingiu um terço da favela do Moinho, na região central de SP |
Cerca de 20 animais, entre cães e gatos, foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros durante o incêndio que atingiu a favela do Moinho, região central de São Paulo, na quinta-feira (22). Até a tarde desta sexta, os bombeiros haviam encontrado dez corpos de animais, que não conseguiram fugir e morreram queimados.
Moradores lamentavam a perda dos seus animais enquanto os bombeiros tentavam conter o fogo na tarde de ontem. Marina Aparecida Meneses, 56, disse que o fogo se alastrou muito rápido no prédio onde ela morava. Ela foi uma das 11 pessoas resgatadas pelo helicóptero da Polícia Milita.
"Eu não sabia se pegava o gatinho que estava dormindo na minha cama ou se pegava meus documentos. O gatinho ficou, acho que morreu. Um minuto que você vai salvar alguma coisa, você pode morrer", disse.
A auxiliar de limpeza Maria Aparecida Novais, 50, abandonou o trabalho após ver na televisão que o edifício onde morava estava em chamas. "Eu estava no meu trabalho e quando cheguei aqui tudo já estava tomado pelo fogo. Perdi tudo tudo tudo! Meus quatro gatinhos morreram também. Não pude socorrê-los", contou, chorando.
Dez viaturas e 34 bombeiros estavam esta manhã na favela e continuam o trabalho de rescaldo e inspeção hoje.
A Defesa Civil mantém a área da linha férrea interditada e seu entorno devido ao risco de desabamento do prédio atingido pelo incêndio.
INCÊNDIO
A favela do bairro Campos Elíseos fica próxima ao viaduto Engenheiro Orlando Murgel, que liga as avenidas Rudge e Rio Branco. O fogo começou antes das 10h e só foicontrolado pelos bombeiros cerca de três horas depois.
Uma grande quantidade de fumaça se espalhou pela região e pôde ser vista até do aeroporto de Congonhas, a 15 km de distância. Foram usados 40 veículos no combate às chamas, com cerca de 200 mil litros de água.
O vento forte e o material inflamável dos barracos espalharam o fogo, que atingiu área de 6.000 m2. A fumaça podia ser vista a 15 km de distância, de Congonhas.
Ao todo, 120 homens foram mobilizados. Helicópteros da Polícia Militar resgataram 11 pessoas ilhadas pelas chamas e as levaram até a quadra de uma escola próxima. Segundo os bombeiros, três pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais. Dois corpos foram encontrados no edifício atingido.
Um bombeiro também ficou ferido quando uma TV caiu em cima de sua cabeça, ao inspecionar um barraco que não era atingida pelo fogo. Ele foi levado para o Hospital da Clínicas.
A Defesa Civil municipal afirma que metade da favela foi consumida pelo fogo, mas o Corpo de Bombeiros diz que um terço dos barracos queimaram. Segundo o comandante Luiz Humberto Navarro, a área atingida pelo fogo foi de 6.000 m².
A favela do Moinho tem dois tipos de ocupação: uma, de barracos no chão; outra, de habitações precárias instaladas dentro do prédio abandonado do Moinho Matarazzo.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
As chamas chegaram próximas da linha férrea da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e provocaram a interrupção da circulação nas linhas 7-rubi e 8-diamante.
De acordo com dados do Censo, a favela possuía no ano passado cerca de 530 barracos, onde viviam 1.656 pessoas. Já o coordenador da Defesa Civil municipal, Jair Paca de Lima, diz que no local moravam 2.500 pessoas.
LINCHAMENTO
Uma mulher apontada pelos moradores da favela como responsável pelo incêndio teve que ser escoltada para fora da comunidade na noite de ontem.
Ela foi arrastada por cerca de 200 pessoas pelas vielas da favela, sob os gritos de "Lincha, lincha". Moradores dizem que ela botou fogo no barraco em que vivia, e as chamas se alastraram pela favela.
A associação de moradores local impediu o espancamento com um cordão de isolamento e a moça saiu de lá com a Guarda Civil.
Três ministros do governo federal que acompanhavam a presidente Dilma Rousseff em visita à São Paulo estiveram no local do incêndio: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
Terras raras podem ser novo filão brasileiro
24/12/2011 - 10h00
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1025752-terras-raras-podem-ser-novo-filao-brasileiro.shtml
FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE
DE PORTO ALEGRE
Uma crise no abastecimento de um conjunto de metais está levando empresas brasileiras e o governo a tentar iniciar um novo tipo de exploração mineral, voltada para o ramo de alta tecnologia.
Usados na fabricação de uma variada gama de produtos, de tablets a carros elétricos, os metais de terras raras --um conjunto de 17 elementos químicos-- são explorados praticamente em regime de monopólio pela China.
Os chineses, no entanto, vêm aumentando as restrições à exportação dessa matéria-prima, o que pôs em risco o abastecimento de diversos tipos de indústrias e gerou uma corrida mundial por alternativas.
O preço chegou a subir até 4.000% desde 2008. Naquele ano, a produção da China foi de 120 mil toneladas, em um mercado estimado em até US$ 3 bilhões.
O valor de venda pelos chineses costumava ser tão baixo que a exploração comercial das terras raras em outras partes do mundo não compensava. Agora, com a maior demanda pela matéria-prima e a escalada dos preços, a situação mudou.
O Brasil tem reservas inexploradas desse conjunto de minérios em Estados como Goiás e Amazonas.
O grupo canadense MBAC divulgou, no começo do mês, que uma área sua em Araxá (MG) tem um "dos mais altos níveis de óxidos de terras raras" no mundo.
Outras indústrias trabalham para obter esse conjunto de metais por meio do processamento de resíduos de outros minérios.
A Mineração São Francisco de Assis, que explora estanho em São Félix do Xingu (PA), tenta obter terras raras em seus próprios rejeitos. A empresa pretende começar uma unidade-piloto já no próximo ano. A CSN, por meio de uma subsidiária, também tem um projeto.
O governo federal tenta atrair a Vale e sua estrutura em mineração para o ramo das terras raras. Também cogita usar financiamentos do BNDES para estimular novos projetos desses minérios.
PROBLEMAS AMBIENTAIS
Durante a mineração, dois elementos radioativos, o tório e o urânio, costumam vir com as terras raras. É preciso separá-los dos outros minerais explorados.
Isso faz com que a indústria precise montar um esquema de alta proteção ambiental, encarecendo o trabalho.
Almir Clemente, dono da Resind, diz que gerir o tório e o urânio é "o maior obstáculo" para a produção. Ele pretende começar a produzir 50 toneladas por mês de terras raras a partir de fevereiro em São João del Rei (MG).
Com o aumento das restrições na China, EUA e Austrália também já anunciam investimentos no setor.
Companhias aéreas terão de pagar pelas emissões dos aviões na Europa
Todas as companhias aéreas, europeias ou estrangeiras, cujos voos têm partida ou chegada nos países do continente europeu terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE), com sede em Luxemburgo, que confirmou a validade da medida que inclui o setor aéreo no sistema de intercâmbio de cotas de emissão.
O objetivo da UE é aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, uma vez que as emissões do setor representam 3% dos gases de efeito estufa gerados pelo bloco formado por 27 países, e são as que mais crescem no continente, segundo argumentou à AFP a comissária para as mudanças climáticas da UE, Connie Hedegaard.
No entanto, a decisão promete causar muita polêmica, isso porque a medida contraria uma demanda dos Estados Unidos, país que discorda da obrigatoriedade de as companhias aéreas pagarem por cada tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida, uma exigência do Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trading System, ETS).
As principais companhias do setor nos Estados Unidos (American, Continental e United Airlines) denunciaram a legislação europeia na justiça britânica, que, por sua vez, consultou o Tribunal de Justiça da UE. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu à UE em uma carta enviada em 16 de dezembro, que o bloco europeu renunciasse ao plano, pois, caso contrário, os Estados Unidos adotariam “medidas apropriadas”. Igualmente insatisfeita, a China ameaçou com represálias contra a indústria aeronáutica europeia.
As companhias aéreas norte-americanas argumentam que impor o ETS às empresas fora da UE viola a lei internacional. Os Estados Unidos pedem, portanto, que se contabilize apenas a emissão de CO2 sobre o espaço aéreo comunitário, e não levando-se em conta todo o trajeto.
A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) concorda com esta opinião. O diretor geral da entidade, Tony Tyler, considerou que a medida extrapola as competências territoriais da UE ao afetar empresas não europeias.
Mas o tribunal europeu sustentou na quarta-feira, 21 de dezembro, que o plano não é discriminatório, pois será aplicado tanto às companhias do continente como às estrangeiras. O projeto foi aprovado em 2008 com o objetivo de reduzir em 20%, no mínimo, as emissões de gases que provocam o efeito estufa até 2020.
As empresas que voam entre continentes argumentam que a medida aumentará os custos para a indústria da aviação global que já enfrenta uma severa crise. Para 2012, a Iata, que representa 240 companhias aéreas e 84% do tráfego aéreo mundial, reduziu as estimativas de lucros a US$ 3,5 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões previstos anteriormente, e avaliou as perdas em US$ 8,3 bilhões se a Europa não conseguir superar a crise da dívida.
A nova medida poderá elevar os preços das passagens entre 1,8 e 9 euros em voos de ida e volta dentro da UE e em quase 12 euros em viagens entre continentes, caso as empresas repassem aos clientes os custos das novas restrições. Em um primeiro momento, as companhias aéreas estarão isentas de pagar por 85% das emissões. A Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) apoiou as reclamações das empresas norte-americanas.
Companhia francesa cria barco sustentável movido a água
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/companhia-francesa-cria-barco-sustentavel-movido-a-agua
Invenção, da empresa francesa Quimperié, ajuda a reduzir a emissão de poluentes e a acabar com a dependência do uso de combustíveis fósseis
Divulgação
MIG 675 tem sistema LED de navegação, câmeras e controle touch screen
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São Paulo - Imagine um barco em que a água seria o principal combustível. Uma tecnologia sustentável como esta já existe na França e deve chegar ao mercado em 2012. Trata-se do barco MIG 675 que ainda agrega sistema LED de navegação, câmeras e controle touch screen.
A invenção, da empresa francesa Quimperié, ajuda a reduzir a emissão de poluentes e a acabar com a dependência do uso de combustíveis fósseis. No barco, de 22 pés de comprimento, há um gerador de hidrogênio responsável por todo abastecimento elétrico.
Os criadores do barco se preocuparam em não deixar as comodidades de lado. No equipamento há GPS, câmeras, controle touch screen de dez polegadas, bar, mesa retrátil elétrica, entre outras tecnologias.
A mesma água utilizada para gerar o hidrogênio funciona como o combustível. Esta água abastece os compartimentos elétricos e o barco pode chegar a uma velocidade máxima de 113 km/h com um motor de 500 HP. Devido à atração direta da água para o motor do MIG 675 não há necessidade de tanques compressores como a maioria dos motores a hidrogênio.
Ao mesmo tempo em que o veículo consome a água, ele é abastecido. A única coisa que o barco MIG 675 emite é o próprio vapor produzido pela água. O barco de luxo tem capacidade para três pessoas.
Estima-se que o barco chegará ao mercado, no próximo ano, custando cerca de US$ 329.000, em torno de R$ 615.000.
Os 7 erros do jogo da sustentabilidade
http://www.adnews.com.br/pt/publicidade/os-7-erros-da-sustentabilidade-por-walter-longo.html
Por Marcelo Gripa
21 de dezembro de 2011 · 18h02
Ele não acredita que a reciclagem de lixo e banhos mais rápidos resolvam o problema do meio ambiente. Também acha distorcida a ideia de que o uso de sacolas plásticas seja a chave para a salvação do planeta. Em um livro futurista, Walter Longo, mentor de estratégia do Grupo Newcomm, critica muitos dos conceitos atuais sobre o tema e reúne argumentos em "Os 7 erros do jogo da sustentabilidade".
Disponível em português e inglês, a publicação adota o tom controverso desde a capa: "o que ninguém viu ainda e as visões alternativas que farão a diferença". Ele diz que as boas propostas devem surgir da criatividade, inovação e estrutura, e não de movimentos "leves" como os praticados atualmente. "Somente as inovações tecnológicas e comportamentais podem, efetivamente, proteger o planeta e todos nós", escreve em um trecho.
Entre outras afirmações, o autor propõe um "rodízio de pessoas", que também pode ser apropriado para o horário das refeições. Ele sugere menos concentração de pessoas para que as cidadades melhor aproveitem sua estrutura, ociosa em grande parte do dia. Mas Longo é totalmente contra a ideia de que as megalópoles são as vilãs desta história toda. "As grandes cidades possuem um acervo de informações que amplifica o raciocínio humano e aumenta as probabilidades de inovação", argumenta.
A publicação é uma síntese de um projeto transmídia maior que busca estimular uma nova visão sobre como a quebra de paragimas e a inovação ajudam neste sentido.
Leia abaixo os 7 erros apontados:
1 - Afirmar que a solução para o aquecimento global depende de reeducar pessoas e empresas para que limitem seu impacto ambiental.
2 - Convocar os habitantes do planeta a descentralizar-se e reorganizar-se em cidades menores, argumentando que as megalópoles são as maiores vilãs do clima.
3 - Partir do princípio de que as atuais edificações são responsáveis pelo problema e devem ser substituídas por novas estruturas mais adaptadas ao meio ambiente.
4 - Defender que temos de reduzir a produção e o consumo, ou seja, estabelecer um patamar de desempenho inferior para a economia e os negócios.
5 - Crer, acima de qualquer dúvida, que todas as inovações possíveis para resolver o problema climático já foram resolvidas.
6 - Pressupor que parar de desperdiçar e começar a reciclar tudo em larga escala bastará para resolver todo o problema.
7 - Confiar em que o diagnóstico atual é preciso e que os herois e vilões da sustentabilidade estão corretamente identificados.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Jogo criado por ambientalistas difunde valores da Carta da Terra
21/12/2011 - 08h05
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1023410-jogo-criado-por-ambientalistas-difunde-valores-da-carta-da-terra.shtml
MARCOS DÁVILA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Esqueça o que você aprendeu nas partidas de "War". Diferentemente do passatempo bélico da infância (lançado nos anos 1970), no Jogo da Carta da Terra a luta não é por territórios, mas pela preservação de ecossistemas e por um mundo mais justo.
| Fábio Braga/Folhapress |
| Tabuleiro do Jogo da Carta da Terra, durante uma partida que ocorreu no parque Ibirapuera, em São Paulo |
Lançado pelo Instituto Harmonia na Terra, o jogo tem como base os princípios da Carta da Terra, que completou dez anos em 2010. Para quem não sabe, é uma declaração de princípios éticos para uma sociedade sustentável e pacífica, que teve sua semente plantada na Eco 92, no Rio, e chegou à versão final em 2000, em conferência na França.
"A Carta é bonita no papel, mas está longe da realidade", diz Guilherme Blauth, um dos fundadores do instituto e criador do jogo ao lado de Patricia Abuhab, Cláudio Casaccia e Gisela Sartori Franco.
Para aproximar as pessoas do conteúdo da Carta, o grupo desenvolveu por sete anos um jogo que pode ser usado dentro e fora das escolas e propõe reflexão e interação entre participantes.
No começo, alguns têm dificuldade de entender o lado cooperativo do jogo, diz a bióloga Patrícia Abuhab. Não há vencedores: ou todos ganham ou todos perdem, e regras podem ser recriadas.
A reportagem participou de uma partida na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, no parque Ibirapuera, São Paulo.
O tabuleiro forma o desenho de uma mandala com o globo ao centro. Nas extremidades há desenhos de oito ecossistemas do planeta, como desertos e oceanos. Ao redor do globo, há um caminho circular onde os jogadores podem andar lançando um dado de oito lados.
| Fábio Braga/Folhapress |
| As cartas do jogo podem sugerir debates sobre formas de proteger os ecossistemas ou estimular ações |
Não há peças, cada um escolhe um objeto representativo: pode ser um anel, uma pedra, uma concha. Também é preciso arrumar sementes que simbolizem a energia. Cada jogador tem um número preestabelecido de sementes e no tabuleiro há uma reserva coletiva. Se a energia individual ou comum acabar, todos perdem.
Um objetivo final deve ser alcançado dentro de um tempo combinado. Em determinado momento, todas as peças devem se encontrar e caminhar até a Terra. Antes, é preciso realizar uma tarefa comum, sorteada no começo.
A cada passo, uma carta é retirada. Elas podem sugerir debates ou estimular ações que extrapolam os limites do tabuleiro, como achar um objeto que possa ser doado ou plantar uma semente.
No fim há uma celebração em que o grupo tem que apresentar um princípio da Carta da Terra de forma artística: mímica, música, teatro, desenho etc. "O importante é a alegria ao jogar e a troca de saberes. Compartilhando experiências, aprendemos melhor", diz Blauth.
No nosso jogo surgiram assuntos diversos, como a expansão das unidades de preservação para os ambientes marítimos e a introdução da educação ambiental entre agentes de saúde.
Também inventamos regras novas, criando mecanismos de empréstimo de energia. Em uma das negociações, uma participante sugeriu fazer massagem em todos em troca de energia.
Estávamos a cinco minutos de terminar o jogo, então boicotei a ideia e sugeri uma solução mais pragmática: pegar emprestado umas doações de energia que tínhamos feito para alguns ecossistemas.
Estávamos a cinco minutos de terminar o jogo, então boicotei a ideia e sugeri uma solução mais pragmática: pegar emprestado umas doações de energia que tínhamos feito para alguns ecossistemas.
Vencemos o jogo e perdemos a massagem. Conflitos dessa natureza são alguns entre tantos desdobramentos do Jogo da Carta da Terra.
ONDE COMPRAR À venda no site do Instituto Harmonia na Terra, por R$ 100
| Fábio Braga/Folhapress | ||
| Brinquedo trabalha princípios da Carta da Terra, que completou 10 anos em 2010 |
Uma em cada dez grávidas fuma, diz estudo feito em SP
22/12/2011 - 09h00
MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Elas podem estar carecas de saber dos males que o cigarro pode causar no bebê, mas não adianta. Segundo uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, uma em cada dez grávidas fuma.
Os dados foram obtidos a partir de entrevistas com cerca de 5.000 mulheres que deram à luz na maternidade estadual Interlagos, na zona sul da capital paulista.
Para Roberto Stirbulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o índice é considerado alto por causa da gravidade dos danos que o fumo na gravidez pode causar para a gestante e para o bebê.
Entre os riscos estão baixo peso, parto prematuro, aborto e menor desenvolvimento do sistema nervoso central, o que pode significar retardo psicomotor.
Hoje, no Brasil, 12,7% das mulheres fumam, segundo a pesquisa Vigitel 2010, do Ministério da Saúde.
Segundo o pneumologista, a prevalência média nacional de grávidas fumantes é semelhante à do levantamento feito em São Paulo, mas há diferenças regionais.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, esse índice chega a 23% em algumas cidades. No Canadá, a média é de 10%.
DEPENDÊNCIA
Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica da maternidade estadual Interlagos, diz que a conscientização sobre os malefícios do cigarro nem sempre é suficiente para o abandono do vício.
"Consciência todas têm, mas parar de fumar não é só força de vontade. Se a gestante recebe apoio dos médicos, sente-se mais forte para deixar o cigarro", diz Calabresi.
Stirbulov afirma que a intervenção, apesar de não ser fácil, deve ser proposta.
"Há medicamentos que podem ser usados, como o adesivo de nicotina. Não é que não faça mal, mas é melhor que o cigarro e combate a síndrome de abstinência."
Início precoce do fumo, baixa escolaridade, fumo pesado e exposição ao cigarro em casa ou no trabalho aumentam a chance de a mulher continuar a fumar durante a gravidez.
A empresária M. B., 29, de São Paulo, fuma desde os 15. Tem duas filhas, de três anos e outra de dez meses, e fumou durante as duas gestações.
"Quando engravidei, tentei diminuir, mas não pensei em parar. Tinha certeza de que não ia conseguir."
Ela disse que sabia dos riscos e conversou com a sua médica, que liberou até cinco cigarros por dia, caso não conseguisse parar.
"Eu fumava de sete a dez cigarros por dia. As pessoas olhavam estranho para mim. Eu até evitava fumar na rua, por vergonha", conta.
Stirbulov, porém, afirma que a redução do número de cigarros por dia não é uma boa estratégia, a não ser que faça parte de um plano de cessação completa do fumo.
"A pessoa pode ir reduzindo e marcar uma data para parar de vez. Quem simplesmente reduz logo volta para o número inicial de cigarros."
Os especialistas acreditam que as campanhas antifumo deveriam incluir as grávidas. "Tem gestante que não para de fumar por medo de engordar. Infelizmente, fala-se muito pouco dos prejuízos do fumo e do álcool na gravidez", diz o médico.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
2012: Ano Internacional da Energia Sustentável Para Todos
ONU declara 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável Para Todos
por Pão de Açúcar Sustentável às 15:58
Depois de voltar os olhos para as florestas, a ONU elegeu 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável Para Todos. Isso porque segundo dados da Rede de Conhecimento ONU-Energia, 1,4 bilhão de pessoas em todo o mundo não tem acesso à eletricidade, o que deixa a qualidade de vida precária. Além disso, 1 bilhão tem acesso parcial, fato que também prejudica outras instancias da vida, como acesso à educação, saúde, lazer, entre outros.
Ao mesmo tempo, está se consumindo cada vez mais combustíveis fósseis, como o petróleo, responsáveis pela emissão dos gases que causam o efeito estufa. A Agência Internacional de Energia divulgou que, se o consumo continuar neste ritmo, até 2017 a temperatura do planeta pode aumentar até 6 graus.
Para chamar atenção para este assunto e mudar esta realidade, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou três metas para serem alcançadas até 2030: assegurar o acesso de todos aos serviços modernos de energia, reduzir em 40% a intensidade energética global e aumentar em 30% a utilização de energias renováveis em todo o mundo.
Além do desenvolvimento de energias alternativas, para que tais metas sejam atingidas, cada um tem que fazer a sua parte em casa economizando energia. Atitudes simples, como não deixar luzes acesas em ambientes vazios, não demorar muito tempo no chuveiro, nem abrir a porta da geladeira sem necessidade são bons começos. Além disso, aproveite o horário de verão para deixar a luz do sol entrar em casa até mais tarde e também para fazer atividades ao ar livre.
Se cada um contribuir, a energia será de todos!
Brasil terá bioinseticida contra dengue em 2012
22/12/2011 - 07h48
Rio de Janeiro – O país contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser um divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos. Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d’água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.
“No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela”, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.
A pesquisadora garantiu que o bioinseticida não apresenta qualquer risco para o meio ambiente. “Nós fizemos todos os testes referentes a impacto ambiental e toxicologia da formulação em animais de sangue quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.
A Farmanguinhos concluiu o treinamento dos funcionários da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth. “A empresa acabou de ser treinada e está bem adiantada na implantação do projeto. Eu penso que no meio do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria tecnológica.”
Além do produto contra a dengue, a Farmanguinhos licenciou mais dois bioinseticidas: contra a malária e contra a elefantíase. A pesquisadora disse que produtos com ações semelhantes já são utilizados em outros países, como a China, mas não podem ser simplesmente importados para aplicação no Brasil: “o produto tem que ser desenvolvido com especificidade para o local de aplicação. Justamente para podermos ajustar a formulação para aquele ambiente”.
* Edição: Graça Adjuto.
** Publicado originalmente na Agência Brasil.
(Agência Brasil)
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Prefeitura entrega nova iluminação de túneis e do trecho final da Avenida Paulista
http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=47957
20 de Dezembro de 2011 - 10:44
O prefeito entregou na noite desta segunda-feira (19/12) a nova iluminação do trecho final da Av. Paulista e dos túneis Tribunal de Justiça, Fernando Vieira de Melo, Takeharu Akagawa e Noite Ilustrada. A remodelação gera uma economia de 85% de energia.
O prefeito de São Paulo entregou na noite desta segunda-feira (19/12) a nova
iluminação do trecho final da Avenida Paulista e dos túneis Tribunal de Justiça,
Fernando Vieira de Melo, Takeharu Akagawa (São Gabriel) e Noite Ilustrada. A
remodelação amplia a luminosidade e gera uma economia de 85% de energia, com a
utilização de luminárias de vapor metálico e LED (Light Emiting Diode).
A inauguração foi realizada na Praça Marechal Cordeiro de Faria, localizada
no trecho da Avenida Paulista contemplado pela segunda etapa de remodelação da
iluminação da via. Esta fase foi realizada entre as ruas da Consolação e Minas
Gerais e nas passagens que interligam a Paulista às avenidas Rebouças e Doutor
Arnaldo.
Para a nova iluminação foram instaladas lâmpadas de vapor metálico, que
aumentam o índice de reprodução de cores, preservando o aspecto natural do local
onde são utilizadas. Os trabalhos utilizaram cinco projetores, 49 novas unidades
com lâmpadas de vapor metálico em postes de 7,5 metros e 16 novas unidades em
postes de 12 metros. Nesta etapa da remodelação foi investido R$ 1,5 milhão.
Nesta segunda-feira também foi entregue a nova iluminação dos túneis Tribunal
de Justiça, Fernando Vieira de Melo, Takeharu Akagawa (São Gabriel), Noite
Ilustrada e das passagens subterrâneas Tom Jobim e Paulista. Foram instaladas
luminárias de LED, cuja longa vida útil reduz a necessidade de manutenções. A
tecnologia LED permite uma distribuição de luz mais uniforme e não possui em sua
composição produtos nocivos ao meio ambiente. Além disso, não emite luz
ultravioleta, contribuindo para evitar o aquecimento global.
Até o fim de dezembro, também estarão concluídos os trabalhos nos túneis Max
Feffer e João Paulo II (Anhangabaú). No Maria Maluf, a nova iluminação estará
pronta ao fim da primeira quinzena de janeiro.
Ao todo, na remodelação da iluminação dos seis túneis e das duas passagens
subterrâneas, serão instalados 3.900 projetores LED de 92W, substituindo 5.800
lâmpadas fluorescentes de 40 Wats e 2.370 lâmpadas de vapor de sódio de 400,
340, 250 e 150 Wats. As obras começaram em agosto deste ano e receberam o
investimento de R$ 18,5 milhões.
Todos os trabalhos de remodelação de iluminação pública foram realizados em
uma parceria da Secretaria Municipal de Serviços, por meio do Departamento de
Iluminação Pública (Ilume), com a concessionária AES Eletropaulo.
Sustentável: Bateria de papel da Sony pode ser a solução do futuro (ainda distante)
http://eco4planet.com/blog/2011/12/bateria-de-papel-da-sony-pode-ser-a-solucao-do-futuro-ainda-distante/

Baterias que envolvam papel não são uma ideia exatamente nova, mas a Sony, que pesquisa sobre isso desde 2007, finalmente anunciou um protótipo funcional. A energia é tirada diretamente da celulose, de forma “similar” ao que fazem os cupins.
A celulose é uma espécie de açúcar nas plantas. Através de enzimas é possível quebrar a sua cadeia em pequenos pedaços e então outro tipo de enzimas a quebra novamente. Isso gera íons de hidrogênio que ao se combinarem com o oxigênio do ar geram água, e de outro lado nosso almejado elétron, levado então por um circuito em forma de eletricidade.
Apesar do ótimo apelo ambiental, afinal não são precisos metais ou substâncias tóxicas para esse tipo de bateria, a quantidade de energia gerada ainda é bastante baixa, tendo conseguido ligar apenas um pequeno ventilador na demonstração da Sony (foto acima). A expectativa é de que se consiga melhorar a eficiência da técnica em um futuro não tão distante.
Arquitetos trazem a natureza à cidade por meio de jardins verticais
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/4011
Postado em 22/12/2011 às 09h00
Para lidar com a falta de vegetação em meio à cidade e ao crescimento urbano, arquitetos do mundo todo estão desenvolvendo projetos ambiciosos para trazer a floresta de volta, usando a tecnologia verde e colocando-as em estruturas verticais. | Imagem: Nelson Kon
Para lidar com a falta de vegetação em meio à cidade e ao crescimento urbano, arquitetos do mundo todo estão desenvolvendo projetos ambiciosos para trazer a floresta de volta, usando a tecnologia verde e colocando-as em estruturas verticais.
Há cem anos atrás, a resposta mais radical do mundo para a expansão da cidade moderna foi a construção de Letchworth, a primeira "Cidade Jardim" do mundo, em Hertfordshire, situada ao norte de Londres. O criador do conceito de “Cidade-Jardim” foi Ebenezer Howard, que considerava Londres uma cidade poluída, lotada e um local desumano para se viver. Ele imaginou uma comunidade utópica que poderia desfrutar o melhor da cidade e do campo: um jardim para cada casa e uma caminhada através de campos para os trabalhadores em direção a empregos nas fábricas. A ideia de “Cidade-Jardim” foi replicada em diversas localidades do mundo.
Na última década, porém, a ideia de Howard foi reinventada em conceitos pós-modernos para “cidades sustentáveis”, onde cada vez mais pessoas acreditam que acesso a um jardim é uma necessidade humana básica.
Para o escritório de arquitetura holandês MVRDV, a “Cidade-Jardim” de Howard já não pode ser uma resposta em um mundo com tantas pessoas. Sua próxima ideia foi a provocativa Cidade dos Porcos, em 2001. Ele sugeriu que os porcos deveriam ser criados e abatidos em torres de vários andares. A empresa argumentou que os animais teriam uma vida melhor no alto do que no chão, e o campo seria liberado para as pessoas. Para eles a questão é a nossa relação com a comida, cidades e natureza.
A Torre Huerta, um projeto de habitação social de 96 apartamentos, em Valência, foi projetada também pelo escritório MVRDV, em parceria com o escritório MGAARQTOS, de Roterdã, Holanda.
Alguns dos 96 apartamentos terão uma varanda com árvores posicionadas de modo que ninguém ficará na sombra. Valencia costumava ser rodeada por pequenas lotes em que as famílias plantavam frutas e legumes, porém estes ambientes estão desaparecendo com a expansão da cidade para o campo. Esta foi a ideia dos arquitetos, transplantar esses locais em uma “colcha de retalhos” vertical.
Stefano Boeri, arquiteto responsável pelo projeto Bosco Verticale - a primeira floresta vertical do mundo, em Milão, Itália, reconhece que existe um modelo alternativo de "arquitetura verde". O movimento "arquitetura viva" vai além da legislação vigente: trata-se de como as cidades devem se sentir. Estas torres de Milão são possíveis por causa de uma nova colaboração entre arquitetos, engenheiros e botânicos. Ao mesmo tempo, este novo movimento é uma recuperação visionária da natureza, que desapareceu de nossas cidades. (Saiba mais sobre este projeto aqui)
O "edifício verde" do momento é o Harmonia 57, um bloco de escritórios construído há três anos em São Paulo pela Triptyque, quatro arquitetos franco-brasileiros criaram a prática no Brasil. Suas paredes são construídas de concreto poroso, com silos para que as plantas cresçam na superfície, regadas pela neblina coletada em um engenhoso sistema de tubulações. "É um edifício que respira e transpira", dizem seus criadores. (Saiba mais sobre este projeto aqui)
O herói do movimento para dissolver as fronteiras entre arquitetura e natureza é Edouard François, que montou sua prática em Paris em 1998. Em um projeto inicial, ele encomendou uma "parede verde", sistema de fixação de plantas em paredes, que se tornou um revestimento de moda para hotéis boutique e centros comerciais.
Joseph Williams, um arquiteto recém-formado, propôs em seu projeto de graduação, um conjunto de habitações no leste de Londres que seriam construídas com uma treliça externa de seis andares. A intenção é filtrar o ar e o ruído, mas também criar um "descolamento psicológico da selva de concreto".
Vivemos em uma época em que as fronteiras entre ambientes internos e externos, a arquitetura e a natureza estão se dissolvendo. Como o naturalista John Muir escreveu: "Eu só saí para uma caminhada, e finalmente resolvi ficar fora até o pôr do sol, quando sai, eu encontrei o que realmente estava acontecendo".
Com informações de Christopher Woodward diretor do London’s Garden Museum.
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