quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Conferência do clima se propõe a acabar com guerras mundiais


05/12/2011 - 11h31

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1016692-conferencia-do-clima-se-propoe-a-acabar-com-guerras-mundiais.shtml

CLAUDIO ANGELO
ENVIADO ESPECIAL A DURBAN

Os ministros de Meio Ambiente que chegam nesta semana a Durban para a fase final da COP-17, a conferência do clima da ONU, terão diante de si duas tarefas monumentais: além de evitar o aquecimento global, acabar com as guerras no mundo.
Essa ambição um tanto surreal é um dos itens do documento de 130 páginas produzido pelos diplomatas na primeira semana de negociações na África do Sul.

Daqui até sexta-feira, o catatau precisa ser transformado num "mapa do caminho" para o enfrentamento futuro da mudança do clima.
Mike Hutchings/Reuters
À esq., ativista imita Jose Manuel Durão Barroso, da Comissão Europeia, e o primeiro-ministro Stephen Harper
À esq., ativista imita Jose Manuel Durão Barroso, da Comissão Europeia, e o primeiro-ministro Stephen Harper
"Parar as guerras, defender vidas e cessar as atividades destrutivas protegerão o sistema climático", afirma o documento, que pede dos 190 países membros da Convenção do Clima das Nações Unidas a "garantia" de que as partes pararão suas guerras e direcionarão os recursos financeiros e os investimentos associados ao esforço global compartilhado de combater um inimigo comum: a mudança climática.

METAS DE REDUÇÃO
As boas intenções do texto --dedica três artigos aos "direitos da mãe Terra"-- estão longe de refletir o clima das negociações.
Na primeira semana, avançou-se pouco em Durban. O tamanho do documento que os ministros precisarão "editar" com suas decisões políticas é uma evidência disso, com previsões genéricas demais e nenhum acordo sobre a parte mais importante do processo: as metas de redução de emissões de CO2.
Porém, há "elementos suficientes para um resultado ambicioso em Durban", nas palavras do negociador do Brasil, André Corrêa do Lago.
O resultado esperado pode ser definido da seguinte forma: os países desenvolvidos cedem à vontade do G77 (o grupo das nações em desenvolvimento) e assinam a continuidade até 2020 do Protocolo de Kyoto, o único (e tímido) acordo internacional de proteção ao clima existente hoje em dia.
Essa segunda fase vigoraria mesmo sem grandes emissores como EUA, Canadá, Rússia e Japão.
O G77, por sua vez, concordaria com o estabelecimento de um novo acordo, a ser implementado em 2015 ou 2020, que obrigasse pobres e ricos a metas de redução de CO2.
LEI
A intenção da União Europeia, patrocinadora do novo pacto, é que a COP-17 defina acordo como "legalmente vinculante", ou seja, um instrumento com força de lei.
A definição do novo acordo seria um sucesso para a diplomacia, mas criaria um problema prático para o clima: as emissões globais precisam atingir o pico até 2020 e cair dramaticamente depois disso para que o mundo tenha alguma chance de limitar o aquecimento global ao nível considerado "seguro" de 2°C neste século.
Com um acordo que entrasse em vigor em 2020, isso não seria possível.
Mas até mesmo os ambientalistas admitem que haverá um "período de transição" nos próximos anos no qual Kyoto será o único tratado.
Kat Watts, especialista em mudança climática da ONG WWF, afirma que isso não significa que o clima ficará sem proteção.
"Existem os compromissos que os países em desenvolvimento assumiram em Copenhague", afirma, citando como exemplo a meta do Brasil de cortar até 39% de suas emissões em 2020 em relação ao que emitiria se nada fosse feito.
A questão agora é o que fazer com os EUA.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Áreas de risco: geologia ou sorte?


Municípios com alto risco de deslizamento são mapeados

Municípios com alto risco de deslizamento são mapeados

Por Alexandre Scussel | 14h20, 07 de Dezembro de 2011






O governo federal irá concluir até a próxima semana o levantamento geológico de 31 municípios das regiões Sul e Sudeste que apresentam risco muito alto de deslizamentos de terra e outros fenômenos de solo que têm maior probabilidade de causar vítimas em circunstâncias climáticas adversas. A ação faz parte de esforço que teve início no começo do ano, após as tragédias da região serrana do Rio, e tem atenção especial também com cidades de Santa Catarina, que sofreram com fortes tempestades em 2008.

As 31 cidades fazem parte de um grupo maior de mais de 50, mas apenas sobre essas não havia nenhuma informação sobre as características geológicas e ocupação do terreno anteriormente. Com esses levantamentos, o governo agora tem, em tese, toda informação necessária para conhecer os locais mais vulneráveis de Sul e Sudeste em caso de chuvas de grandes proporções.
Desastre Municipio SC  Municípios com alto risco de deslizamento são mapeados
O levantamento foi feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Esse material será integrado ao sistema de alertas da Defesa Civil nos municípios e vai compor o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que fica sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O Cemaden foi criado no início deste ano. Segundo Thales de Queiroz Sampaio, diretor de hidrologia e gestão territorial do CPRM, nesses 31 municípios foram delimitados polígonos mais sensíveis às variações do clima. Até o dia 1º de dezembro, em 24 municípios, a CPRM já tinha indicado 26.224 moradias com risco alto ou muito alto e 109.730 pessoas vivendo nessas áreas.
Apenas em Nova Friburgo (RJ), principal cenário das tragédias do início do ano que deixaram mais de 900 mortos, ainda são 2540 moradias em áreas de risco alto, onde vivem cerca de 10 mil pessoas, segundo o CPRM. Nos próximos dias serão concluídos os levantamentos em Ouro Preto (MG) e Angra dos Reis (RJ).
Após o trabalho emergencial nesses municípios, a CPRM ainda está fazendo o mesmo levantamento em campo do sistema geotécnico de 1400 municípios brasileiros – que tem a partir de médio risco de deslizamentos. “A partir de março vamos para o Nordeste, onde fortes chuvas também abalaram cidades recentemente”, diz Sampaio.
Segundo o levantamento do CPRM , os municípios com alto risco de deslizamento são: Cachoeiro do Itapemirim, Marechal Floriano, Vargem Alta, Viana, Santa Leopoldina e Cariacica no Espirito Santo; Encantado, Fontoura, Xavier Igrejinha, Itati, Novo Hamburgo e Soledade no Rio Grande do Sul; São José dos Pinhais, Antonina, Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul no Paraná; Brusque, Gaspar, Ilhota, Jaraguá do Sul, Luis Alves, Palhoça, São José e Timbó em Santa Catarina; Nova Friburgo, Sumidouro, Angra dos Reis, Niterói e São José do Vale do Rio Preto no Rio de Janeiro; e Ouro Preto em Minas Gerais.
Com informações do CPRM

Reator nuclear sustentável?


  • 7 de dezembro de 2011|
  • 18h27|
Por Agência
Cofundador da Microsft diz que está desenvolvendo um novo reator em conjunto com os chineses
‘A ideia é que o reator seja muito barato, muito seguro e gere pouco resíduo’. FOTO: Andy Wong/AP
PEQUIM – Bill Gates, cofundador da Microsoft, afirmou que está participando de discussões com o governo chinês para o desenvolvimento conjunto de um novo tipo de reator nuclear.
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Durante seu discurso no Ministério de Ciência e Tecnologia da China o bilionário norte-americano disse: “A ideia é que (o reator) seja muito barato, muito seguro e gere pouco resíduo.”
Gates financia a empresa de Washington TerraPower, que está trabalhando em um reator nuclear que possa gerar energia apenar a partir do urânio não-enriquecido.
Ele afirma que a TerraPower já teve “discussões muito boas” com a Coorporação Nuclear Nacional do governo chinês.
O cofundador da Microsoft estima que investimento de cerca de US$ 1 bilhão nessa pesquisa nos próximos cinco anos.
/ AP

    Defesa Civil lança Operação Verão 2011/2012 no estado


    01/12/2011 08h34 - Atualizado em 01/12/2011 08h34

    http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2011/12/defesa-civil-lanca-operacao-verao-20112012-no-estado.html

    A ação envolve diferentes órgãos dos governos municipais e estaduais.
    Operação segue até o dia 31 do março.


    Do G1 Itapetininga e Região

    A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC/SP) lança, nesta quinta-feira (01) a Operação Verão 2011/2012 em todo o Estado de São Paulo, com o objetivo de reduzir danos materiais. A ação, que se estende até o dia 31 de março do próximo ano, reúne diferentes órgãos dos governos estadual e municipal.
    A estação de verão no Estado de São Paulo caracteriza-se por fortes chuvas, acompanhadas por raios e vendavais, o que tem causado, nos últimos anos, grandes prejuízos econômicos e sociais, principalmente em razão das inundações e escorregamentos, que provocam mortes, destruição e consideráveis danos.
    Durante o período da Operação Verão, são deflagrados os Planos Preventivos de Defesa Civil, visando à otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis e à antecipação das situações de risco. Para tanto, a CEDEC promove a articulação entre as secretarias integrantes do Sistema Estadual de Defesa Civil, os órgãos de atendimento emergencial, equipes municipais de Defesa Civil e a própria comunidade.
    Esses planos, desenvolvidos ao longo do ano juntamente com os municípios, reforçam as ações de monitoramento meteorológico e pluviométrico e vistorias técnicas de campo para a retirada prévia de moradores de áreas de risco iminente.
    Os PPDCs estão estruturados em quatro níveis (observação, atenção, alerta e alerta máximo), indicando, progressivamente, a possibilidade de ocorrência de escorregamentos. Para cada um deles, são previstos procedimentos operacionais preventivos. A análise integrada dos parâmetros (índices pluviométricos, previsão meteorológica e vistorias de campo) indica o nível do Plano Preventivo em que se encontra determinado município.
    Os critérios técnicos para a mudança de nível, entrada e saída, são definidos pelo Instituto Geológico (IG), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente.Neste ano, foram implementados planos específicos para escorregamentos na Região Metropolitana de São Paulo e em Jundiaí. Ao todo, são nove PPDCs, abrangendo os 129 municípios mais vulneráveis do Estado, com vistas a escorregamentos e inundações: dois específicos para inundações (Vale do Ribeira e Região Metropolitana de São Paulo; com 55 municípios) e sete para escorregamentos (Serra do Mar, ABC, Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, Campinas, Sorocaba e Jundiaí; com 113 municípios).  Veja a lista de cidades: http://www.saopaulo.sp.gov.br/usr/share/documents/298.pdf.

    A Operação Verão é a conclusão de um trabalho de capacitação e treinamento realizado ao longo de todo o ano pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, com agentes das 15 regiões administrativas do Estado, para prevenir e minimizar as consequências típicas do período de chuvas que se aproxima.

    Fumo na cabeça!


    Aneurismas: maioria está ligada ao fumo

    A cada 3 casos da doença, 2 ocorrem em tabagistas, indica análise da pasta estadual da Saúde

    07 de dezembro de 2011 | 9h 16


    Mariana Lenharo, Do Jornal da Tarde


    SÃO PAULO - Dois em cada três casos de aneurisma cerebral estão ligados ao tabagismo, segundo um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde obtido pelo JT. A análise leva em conta 250 pacientes atendidos nos últimos dois anos na capital por meio do serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Do grupo analisado, 155 pacientes, 62% do total, fumavam regulamente quando apresentaram o problema, caracterizado pela dilatação anormal de uma artéria cerebral, que pode se romper, provocar hemorragia, e levar à morte.
    O tabaco ataca a parede dos vasos sanguíneos do cérebro. “Já existem estudos provando essa relação, mas não tínhamos ideia de que a porcentagem de tabagistas seria tão alta”, revela o coordenador do serviço de neurocirurgia vascular do Hospital de Transplantes, Sérgio Tadeu Fernandes. Segundo ele, o cigarro destrói uma proteína elástica (elastina) presente na parede das artérias, tornando-as mais frágeis.
    Além de mais vulneráveis ao aneurisma, os fumantes tendem a desenvolver a forma mais agressiva da doença. “Quem fuma e tem aneurisma corre um risco 10 vezes maior de que esse aneurisma sofra uma ruptura”, diz Fernandes. O dado é preocupante porque tem relação com a mortalidade causada pela doença: 12% dos pacientes que têm hemorragia cerebral morrem antes de chegarem ao hospital.
    Fernandes afirma que, segundo a literatura médica, passados trinta dias após o rompimento do aneurisma, até 50% dos pacientes apresentarão sequelas que impedirão a volta à rotina normal - dificuldades motoras, paralisias, problemas de fala, alterações de força, além de déficit de linguagem e cognição estão entre as principais.
    Elaine Dantas Figueiredo, de 32 anos, teve sorte. Foi operada em outubro, após o rompimento de seu aneurisma, mas conseguiu se recuperar totalmente. No caso dela, o sucesso é dobrado: está no sexto mês de gravidez (veja abaixo). Seu desafio, agora, é abandonar o fumo, vício que carrega desde os 12 anos. O problema, dizem os médicos, é que o cigarro está ligado ao surgimento de novos casos também em pacientes que já trataram a doença.
    Os médicos caracterizam o aneurisma cerebral como “traiçoeiro” já que, na maioria dos casos, só apresenta sintomas quando a artéria acometida se rompe. “A pessoa não se percebe doente, apesar de ter uma artéria doente. Quando ocorre a ruptura, há o extravasamento de sangue e o paciente tem uma dor de cabeça súbita e aguda. Naquele momento, descreve a pior dor de cabeça de sua vida”, explica Fernandes. Náuseas e vômitos também são sintomas possíveis.
    A pesquisa também apontou que 80% dos pacientes atendidos são, assim como Elaine, mulheres. Alguns especialistas investigam a ligação da doença com alterações hormonais próprias do organismo feminino. Sabe-se, também, que elas têm vasos sanguíneos mais delicados e sinuosos em relação aos homens. Mas, além do cigarro, há outros fatores de risco para a doença: hipertensão, diabete, aumento do colesterol e triglicérides, consumo de álcool, além de malformação congênita das artérias.
    Atualmente, muitos aneurismas são descobertos por acaso, em check-ups ou exames pedidos por conta de outros problemas, diz o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. Segundo ele, cerca de 5% da população tem a doença, mas a maioria não é detectada nem mesmo nos exames.
    Galvão afirma que o rastreamento da doença é indicado quando há múltiplos aneurismas em um paciente, fator que indica uma tendência familiar para a doença. Nesses casos, é recomendada uma investigação nos familiares. O exame próprio para a detecção é a angiografia por tomografia ou ressonância magnética.
    SAIBA MAIS 



    OPÇÕES DE TRATAMENTO
    Cirurgia convencional:
    Com a abertura do crânio, o médico faz a clipagem e a cauterização do aneurisma
    Cirurgia endovascular:
    Indicada para pacientes que têm contraindicação para a cirurgia tradicional. A partir de uma incisão feita na virilha, o material cirúrgico entra por uma artéria e, por meio de cateterismo, e é levado até o local do aneurisma, onde estanca o sangramento
    Cirurgia endovascular feita com stent: 
    Ainda em experimentação, a técnica foi usada pela primeira vez em agosto, no Paraná. Com o cateterismo, um stent é levado para o local do problema. Esse stent barra a conexão entre o aneurisma e a artéria, levando à regressão do aneurisma, que deixa de receber sangue
    FATORES DE RISCO
    Tabagismo, hipertensão, diabete, aumento do colesterol e de triglicérides, consumo de álcool, malformação congênita das artérias
    EM NÚMEROS 
    MAIS COMUM EM MULHERES, DOENÇA TEM ELEVADO POTENCIAL INCAPACITANTE 
    10 Vezes 
    Mais risco de o aneurisma cerebral estourar é o índice esperado para tabagistas que têm a doença
    12 Por cento 
    Das pessoas que passam pela hemorragia cerebral após o rompimento morrem antes mesmo de chegarem ao hospital
    50 Por cento
    Dos pacientes atendidos após o rompimento do aneurisma podem ficar com sequelas que impedem o Retorno às atividades normais
    80 Por cento
    Dos pacientes acometidos pela doença são mulheres, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde
    ‘Cigarro não causa apenas câncer’
    Cerca de um terço dos pacientes tabagistas voltam a fumar depois da operação contra o aneurisma cerebral, segundo o neurologista Sérgio Tadeu Fernandes, do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Ele afirma que os indivíduos com a doença se surpreendem quando descobrem que o cigarro contribuiu para o quadro.
    “As pessoas têm de entender que, quando se fala do tabagismo, o problema não é só o câncer de pulmão. O cigarro é extremamente nocivo à saúde e provoca outros tipos de câncer, além de enfarte, isquemia, formação de aneurismas, amputações”, enumera.
    Mesmo com motivos muito fortes para abandonar o cigarro, Eliana Dantas Figueiredo, de 32 anos, ainda não conseguiu parar de fumar. No sexto mês de gravidez e recuperando-se de uma cirurgia para tratamento de aneurisma cerebral, agora ela já sabe que o vício, mantido desde os 12 anos, contribuiu para o surgimento da doença.
    “Ainda estou na luta. Tenho de parar, mas parece quase impossível. Acho que o corpo pede nicotina. A sensação parece a de quando a gente está com sede e não pode beber água”, explica.
    O início das intensas dores de cabeça de Eliana coincidiram com a notícia de que estava grávida. Ela passou por dois hospitais com crises fortes de dor, mas a detecção do aneurisma demorou cerca de três meses para ocorrer. Chegou a ficar um mês internada, mas os médicos hesitaram durante um tempo em fazer a angiografia por causa da gestação.
    Quando o diagnóstico finalmente foi concluído, Eliana foi informada de que a cirurgia convencional era a única solução para seu caso. “Por incrível que pareça, eu não senti medo. Vi na cirurgia a solução para a minha vida. Depois que acordei da anestesia, não senti mais dor”, lembra.
    Agora, Eliana aguarda novos exames para confirmar se o procedimento não afetou a saúde do bebê. Casos como o dela, em que o rompimento do aneurisma não traz sequelas, são raros.

    Agrotóxico irregular aparece em 28% dos vegetais no Brasil


    06/12/2011 - 20h50




    Atualizado em 07/12/2011 às 03h00.

    Quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
    Das amostras de alimentos analisadas pela agência, referentes ao ano de 2010, 28% apresentaram ou limites acima do recomendável ou substâncias não aprovadas para o produto --um agrotóxico recomendado para o cultivo de eucalipto usado numa lavoura de tomate, por exemplo.
    O campeão de irregularidades é o pimentão --92% das amostras analisadas foram consideradas insatisfatórias no relatório do Para (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Anvisa). Há dois anos, esse índice era de 65%.

    Os outros dois alimentos mais problemáticos são o morango e o pepino, com 63% e 57% de amostras com mais agrotóxicos do que o permitido, respectivamente.
    Foram analisadas 2488 amostras em todos os Estados e no Distrito Federal, exceto São Paulo, que não quis participar da avaliação.

    Segundo José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa, o problema de resíduos químicos em alimentos pode estar relacionado ao custo dos agrotóxicos. Os pequenos produtores, diz ele, acabam comprando produtos baratos, mas inadequados para um determinado cultivo.
    Silva cita ainda a falta de orientação de agrônomos sobre os produtos --agrotóxicos são usados para aumentar a a produção dos agricultores.

    PRODUTOS BANIDOS
    Dos cinquenta princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia, segundo o diretor da Anvisa.
    O endossulfan, achado no pimentão, já não é usado nos EUA e China, por exemplo. Ele foi reavaliado pela Anvisa em 2010 e terá que ser banido do país até 2013.
    A presença de química não permitida ocorre em 85% das amostras de pimentão.
    Para Luiz Carlos Ribeiro, gerente da Andef (associação das empresas que fabricam agrotóxicos), isso se deve ao fato de os produtores de tomate, que normalmente também cultivam o pimentão, usarem o mesmo agrotóxico para as duas culturas.
    Para ele, o problema poderia ser amenizado se a Anvisa aprovasse mais rapidamente os novos agrotóxicos lançados no mercado. Hoje, diz Ribeiro, esse processo leva cerca de três anos.

    CÂNCER
    A ingestão de comida com excesso de agrotóxicos de forma prolongada pode causar câncer, problemas neurológicos e malformação fetal.

    Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso.
    Em 2010, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de déficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças.

    Em 2010, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro.
     
    Editoria de Arte/Folhapress

    Ciclorrota vai ligar Parques Villa-Lobos e da Água Branca


    Via para ciclistas na zona oeste terá 18 km e deve ser inaugurada ainda neste mês; na Mooca, serão 8 km até o Sesc Belenzinho

    07 de dezembro de 2011 | 3h 04



    CAIO DO VALLE - O Estado de S.Paulo

    Duas novas ciclorrotas serão inauguradas neste mês em São Paulo, dobrando o número de quilômetros de vias na cidade em que o tráfego entre carros e bicicletas é compartilhado. Os novos trajetos em que ciclistas deverão ter prioridade ficam na Lapa, na zona oeste, e na Mooca, na zona leste. Parte dos percursos passa por vias movimentadas e grandes cruzamentos, o que pode trazer riscos.

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que escolheu os traçados com base em um mapeamento que identificou pontos onde o uso das bicicletas já é consagrado. "A ideia é que as pessoas que fazem pequenas viagens dentro dos bairros, como para ir à padaria ou levar os filhos à escola, usem essas vias para andar de bicicleta, em vez de carro", diz a gerente de Planejamento da CET, Daphne Savoy. As novas rotas devem ser abertas na segunda quinzena.
    Somados, os trechos chegam a 26 km. Atualmente, as três ciclorrotas já abertas - no Brooklin, em Moema, ambos na zona sul, e no Butantã, na zona oeste - têm juntas 22 km de extensão. Com 18 km, o circuito da Lapa conectará os Parques Villa-Lobos e da Água Branca, passando pelas Ruas Duarte da Costa, Fábia e Coriolano. Também serão usados trechos de vias de grande movimento, incluindo a Avenida Pio 11 e as Ruas Padre Chico e Turiaçu.
    Na Mooca, o trajeto de 8 km ligará o Centro Educacional da Mooca ao Sesc Belenzinho, passando pela Avenida Cassandoca e a Rua Tobias Barreto.
    O engenheiro de tráfego Sergio Ejzenberg apoia o conceito, mas faz ressalvas quanto à aplicação em vias com grande fluxo. "É preciso mudar a concepção de onde colocá-las. De preferência, escolher locais que sejam mais sossegados e tenham menos trânsito de caminhões e ônibus." Segundo ele, além da segurança, há o problema de se estar pedalando perto de grandes emissores de poluentes.
    Já a cicloativista Renata Falzoni defende que o conceito seja levado também para os pontos com tráfego mais pesado. "A cidade inteira tem de se adequar à movimentação dos ciclistas. Onde hoje o trânsito é carregado e rápido, deve-se diminuir a velocidade, quer os motoristas queiram ou não." Ela diz que as ciclorrotas reforçam o respeito às bicicletas, previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
    Diferentemente das ciclovias e das ciclofaixas, não há separação física ou indicação da área destinada às bicicletas. Nas vias onde ela funciona, a recomendação é para que os ciclistas fiquem sempre à direita e nunca andem na contramão. A CET pinta no piso dessas vias bicicletas estilizadas no asfalto, para lembrar os motoristas da prioridade de quem está pedalando. Também são instaladas placas de alerta.
    Análise. De acordo com a CET, nos cruzamentos e trechos mais movimentados será feita uma avaliação do respeito dos veículos à regra. Se houver problemas, a sinalização será reforçada.

    Metas de redução não vão segurar aquecimento global, diz estudo


    06/12/2011 - 17h28

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1017364-metas-de-reducao-nao-vao-segurar-aquecimento-global-diz-estudo.shtml

    DA BBC BRASIL


    Um estudo divulgado nesta terça-feira em Durban, na África do Sul, indica que o planeta deve ter um aquecimento de 3,5ºC até o fim deste século mesmo se forem cumpridas as metas de redução de emissões de gases-estufa pelos países poluentes.
    Durban é onde ocorre a conferência do clima, que vai até o próximo dia 9 e reúne negociadores de quase 200 países que tentam chegar a um acordo climático para redução de emissões de gases-estufa.
    Nos acordos anteriores da cúpula em Cancún, além de prometer metas de redução de emissões voluntárias, os países assumiram o compromisso de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, patamar considerado seguro pela ciência atual.
    Acima desta elevação de temperatura, as consequências para a Terra podem ser potencialmente catastróficas, dizem os cientistas.
    O estudo Rastreador de Ação Climática --uma iniciativa alemã da consultoria Ecofys em parceria com o Instituto de Pesquisas sobre o Impacto do Clima de Potsdam e a ONG Climate Analytics-- também recomenda a tomada de ações mais ambiciosas para manter mais baixos os custos de redução de emissões.
    "Quanto mais esperarmos, mais caro vai ficar. Se as metas só forem revisadas em 2015 ou mais tarde, as oportunidades de mitigação cairão drasticamente", afirmou o diretor de Política Climática e Energética da Ecofys, Niklas Höhne.
    Com outras pesquisas recentes indicando um salto na emissão de dióxido de carbono (CO2) nos últimos anos, seriam necessárias medidas urgentes para seguir as recomendações dos estudiosos.
    De acordo com o diretor da Climate Analytics, Bill Hare, o mundo teria de atingir o seu pico de emissões antes de 2020 para então entrar em um caminho seguro.
    "Atualmente, emitimos cerca de 50 gigatoneladas de carbono equivalente [GtCO2-eq, uma medida que leva em consideração todos os gases que provocam o efeito estufa] por ano. Em 2020, teríamos que estar em 44 GtCO2-eq", afirmou Hare.
    MUDANÇA NO ESTUDO
    O Rastreador de Ação Climática traça perfis individuais dos países. No caso do Brasil, os pesquisadores recomendam a mudança na linha base usada para calcular a redução de emissões prevista na lei de mudança climática já em vigor.
    A redução de 36,1% a 38,9% estabelecida na lei deve ser calculada a partir das emissões previstas para 2020.
    O problema, aponta o estudo, é que essa previsão de emissões era mais baixa na proposta original do que na que foi enviada e aprovada pelo Congresso.
    A diferença foi provocada pela inclusão de novas fontes de emissão no histórico usado para o cálculo e por aumento nas previsões de emissões provenientes de desmatamento e outras fontes.
    Com isso, se nada for feito, o Brasil chegaria a 2020 produzindo cerca de 500 milhões de toneladas de CO2 equivalente a mais que na proposta original, diz o estudo.
    Mesmo assim, as ações climáticas do país são classificadas como "médias".
    Em Durban, nem os mais otimistas esperam que seja produzido um acordo que vincule os países obrigatoriamente às metas resumidas no documento aprovado em 2010, em Cancún.
    Até o momento, negociadores dão a entender que, na melhor das hipóteses, seria produzido um documento com indicações de como o processo seria conduzido até 2015.

    Senado aprova projeto que reforma o Código Florestal


    06/12/2011 - 22h26

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1017686-senado-aprova-projeto-que-reforma-o-codigo-florestal.shtml

    MÁRCIO FALCÃO
    DE BRASÍLIA

    Atualizado às 23h26.
    Por 59 votos contra 7, o Senado aprovou nesta terça-feira o texto-base do projeto que reforma o Código Florestal. Em seguida, os senadores analisaram os destaques ao projeto e 26 emendas foram incluídas. Agora, o texto volta para análise da Câmara, uma vez que sofreu alterações no Senado.
    O PSOL foi o único a recomendar a rejeição do texto.

    Peça-chave da legislação ambiental brasileira, o Código Florestal impõe limites ao avanço da produção agrícola e da pecuária no país ao definir quais áreas podem ser ocupadas pelos proprietários rurais e quais devem ser obrigatoriamente preservadas.
    A proposta poupa a presidente Dilma de desgaste ao excluir a anistia explícita a desmatadores embutida no projeto da Câmara dos Deputados.
    O texto da Câmara regularizava toda a produção agropecuária nas áreas de preservação permanente, deixando sem recuperação 34 milhões de hectares de florestas desmatadas até 22 de julho de 2008 --uma área do tamanho da França. Os desmatadores ficariam livres de multa.
    Os senadores obrigam os fazendeiros a recompor de 15 metros a 100 metros de mata ciliar. Propriedades até quatro módulos são isentas. Na volta do texto para Câmara, esse ponto deve ser rediscutido.
    Antonio Cruz/Agência Brasil
    Ativistas do Greenpeace protestam em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, contra votação do Código Florestal
    Ativistas do Greenpeace protestam em frente ao Congresso, em Brasília, contra votação do Código Florestal
    O projeto mantém 2008 como data-limite para a regularização, livrando de multa os proprietários que aderirem a planos de regularização a serem implantados em um ano.
    A proposta agrada ao governo que avalia que os senadores melhoraram e avançaram na proposta encaminhada pela Câmara. A ministra Izabela Teixeira (Meio Ambiente) e assessores participaram ativamente das negociações, permitindo, por exemplo, a anulação de multas aplicadas a fazendeiros que desmataram sem autorização áreas que podiam ser exploradas, mas só com licença ambiental.
    O projeto estabelece ainda que o Brasil poderá impor barreiras comerciais a produtos agrícolas de países que não adotem legislações ambientais "compatíveis" com a brasileira.
    Foram mais de cinco horas de discussão. O tema dividiu os senadores. Parlamentares alinhados aos ambientalistas fizeram discurso contra a matéria. Argumentam que a proposta deixa brecha para novos desmatamentos e fragiliza a legislação ambiental.
    0 senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que o texto prejudica especialmente a Mata Atlântica e fragiliza a legislação amebiental. "O Brasil precisa e pode ser uma potência ambiental. Nós precisamos e podemos ser uma potência utilizando os recursos que temos nas nossas florestas. Nós não podemos e não precisamos de legislações que relativizem a proteção ambiental brasileira."
    Presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) disse que esse é o texto possível, que os produtores não saem 100% satisfeitos. Ela lembrou que essa discussão dura mais de 15 anos no Congresso e afirmou que a proposta vai permitir a recuperação de 30 milhões de hectares e representa uma redução de US$ 40 bilhões no agronegócio.
    "É um prejuízo. Isso não é qualquer coisa. É um forte impacto na produção, no PIB e na geração de empregos. Agora, não é um texto ideal para todos, mas o texto possível."
    Estremecido com os movimentos ambientalistas, Viana voltou a alfinetar os segmentos. "Tem alguns que não vivem sem problemas." E completou: "Isso não trás alvore de volta, não ajuda o Brasil. as condições estão dadas.'
    Para Márcio Astrini, do Greenpeace, o Senado produziu um texto com uma série de dúvidas que poderão ser enfrentadas na Justiça. "São várias as inseguranças que podem chegar na Justiça. Como essa interpretação da anistia. O Ministério Público, técnicos do Senado, cientistas todos apontam que há anistia, menos o governo que adotou um discurso diferente".
    A Polícia do Senado adotou um sistema mais rígido de controle para acesso às dependências da Casa durante a votação. Os protestos de estudantes ocorreram no local de desembarque dos parlamentares.

    terça-feira, 6 de dezembro de 2011

    Em busca da Cura ... Xenotransplante de Sucesso entre porco e macaco cura diabetes em macaco


    http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=10002370



    1/12/2011 - Fonte: SAP   


    Um transplante de células pancreáticas de porcos para oito macacos curou diabetes em quatro primatas. A introdução de anticorpos que previnem a rejeição de células estranhas pelo organismo é a chave do sucesso, no combate a uma doença que afeta 346 milhões, em todo o mundo.

    Palestra Gratuita:“A PROPRIEDADE AMBIENTAL E SUA FUNÇÃO SOCIAL”


      Data: 09-12-2011
      Horário: 19H00
      Local: OAB/Santo Amaro, Rua Alexandre Dumas, 224.
      Palestrante:
      FRANCISCO JOSÉ CARVALHO
      Advogado.
      Mestre em Função Social do Direito pela FADISP/SP.
      Pós-graduação em Direito Civil pela UniFMU.
      Pós graduação em Direito Ambiental pela USP.
      Graduação em Direito – Faculdades metropolitanas Unidas.
      Autor de Obras Jurídicas. Professor da Anhanguera/Uniban Brasil e Consultor Jurídico.
      Coordenação: Comissão de Direito Ambiental da OAB/Santo Amaro.
      Coordenadora: Dra. Maria Lúcia Endo
      Inscrições/Reservas
      OAB/Santo Amaro – Rua Alexandre Dumas, 224
      Fone: 5524-5369
      Maiores informações acessem www.oab-stoamaro.com.br

    segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

    Google Maps Raios X



    Google Maps agora exibe o interior de estabelecimentos

    Por Alexandre Scussel | 14h33, 05 de Dezembro de 2011







    O Google aumentou o alcance do seu aplicativo Maps para aparelhos móveis com o sistema Android. A novidade, restrita por enquanto a Estados Unidos e Japão, permitirá que usuários possam visualizar lojas, shoppings e aeroportos.
    Segundo informações disponibilizadas em seu blog, o Google afirma que o aplicativo, disponível na nova versão 6.0 do Maps, irá ajudar as pessoas a determinarem sua localização dentro do estabelecimento, em que andar você está por exemplo, e qual direção seguir. Mapas do andar em que o usuário se encontra irão aparecer automaticamente, além da indicação de sua localização atual, em forme de um ícone azul.
    A cobertura inicial do novo recurso ainda é pequena, por isso o Google convida os usuários a participarem, enviando uma imagem do lugar obtida via Google Maps e, sobre ela, a planta com os andares do local e suas particularidades devidamente assinaladas.
    Google Maps aeroporto interior Google Maps agora exibe o interior de estabelecimentos
    Aeroporto Internacional de São Francisco, antes e depois de ter seu interior mapeado
    Por enquanto estão disponíveis plantas do Aeroporto Internacional de Atlanta, Chicago, São Francisco, além de algumas lojas famosas no Estados Unidos e Japão.  O aplicativo atualizado é compatível com smartphones e tablets Android, que usem a versão 2.1 ou superior. O Google já havia feito parcerias para o Google Maps, usando-o (com a cooperação do recurso Street View, que traz por meio de fotos em 360° a visualização do endereço) para mostrar o interior de museus, por exemplo.
    Para mais informações, veja a seguir o vídeo institucional da novidade.