sexta-feira, 8 de julho de 2011

RIO+20 terá China, Índia e EUA

RIO+20 terá China, Índia e EUA

RIO+20 terá China, Índia e EUA
Foto: DIVULGAÇÃO

Conferência de 2012 poderá gerar órgão mundial destinado à preservação do meio ambiente

06 de Julho de 2011 às 12:26


autoria e fonte: http://www.brasil247.com.br/pt/247/ecologia/7100/RIO20-terá-China-Índia-e-EUA.htm



Agência Brasil – Autoridades de países que são alvos de críticas internacionais por causa da forma como tratam a preservação ambiental e o estímulo à economia verde deverão participar da Conferência Rio+20, em 2012, entre 28 de maio e 6 de junho, na área do Porto do Rio de Janeiro. A expectativa, segundo os organizadores, é que a China, Índia e os Estados Unidos enviem emissários do primeiro escalão do governo para os debates. As discussões da cúpula poderão gerar a proposta de criação de um órgão específico internacional para a área ambiental.
O órgão, em estudo, ficará subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorre com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – que será comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva.
A ideia é que a sede do novo órgão, responsável pela área ambiental, seja na África. Atualmente só há uma agência da ONU para cuidar do tema, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja sede fica no Quênia. Criado em 1972, o programa tem o objetivo de fortalecer as ações mundiais de desenvolvimento sustentável.
As autoridades brasileiras e estrangeiras, porém, concluíram que é necessário ampliar os esforços em nível mundial, pois hoje não há uma definição universal sobre economia verde nem foram estabelecidos os instrumentos, aceitos de forma global, para o desenvolvimento sustentável.
Ex-presidentes da República farão parte das discussões
Os ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney (PMDB-AP) deverão participar de debates que integram a Conferência Rio+20, no período de 4 a 6 de junho de 2012, no Porto do Rio, a exemplo do que ocorreu em março, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil. A conferência será realizada de 28 de maio a 6 de junho do ano que vem.
No almoço oferecido a Obama, no Palácio Itamaraty em Brasília, todos os ex-presidentes foram convidados. O ex-presidente Itamar Franco (1992-1994), que morreu no último dia 2, também compareceu e elogiou a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de convidar seus antecessores para o almoço. Todos se sentaram à mesma mesa – Fernando Henrique, Collor, Sarney e Itamar. Lula não esteve presente.
De acordo com os organizadores da Rio+20, o conjunto de medidas adotadas no Brasil nos últimos anos para incentivar a economia verde, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável resultam das ações de vários governos, consolidadas na gestão Dilma Rousseff.
No que depender da presidenta, o objetivo da Rio+20 será enfatizar como alternativa mundial o desenvolvimento da economia verde por meio de incentivos à melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza e estimulando a sustentabilidade. Determinada a defender essa alternativa, a presidenta passou a associar os programas de transferência de renda adotados no Brasil e os números positivos da economia nacional.
Uma das preocupações do governo brasileiro é incluir essa determinação no documento final, no qual estarão definidas as metas de desenvolvimento sustentável para as próximas duas décadas e que serão adotadas por todos os participantes da Rio+20. A ideia é aprovar um documento como o definido pelas Nações Unidas, em 2000, quando foram estabelecidas as Metas do Milênio.
No documento Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), os objetivos se concentraram em oito pilares: fim da fome e da pobreza, educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, redução da mortalidade infantil, melhoria da saúde das grávidas, combate à aids e à malária, o respeito ao meio ambiente e incentivo ao trabalho pelo desenvolvimento.

São Francisco, campeã mundial da sustentabilidade

São Francisco, campeã mundial da sustentabilidade

autoria e fonte: http://www.brasil247.com.br/pt/247/ecologia/6905/S%C3%A3o-Francisco-campe%C3%A3-mundial-da-sustentabilidade.htm

São Francisco, campeã mundial da sustentabilidade
Foto: DIVULGAÇÃO

Cidade dos EUA é eleita a mais desenvolvida ambientalmente, segundo estudo

04 de Julho de 2011 às 19:11

247 – A cidade americana de São Francisco foi considerada a “mais verde” entre as 27 mais populosas dos EUA e do Canadá. Quem aponta o município, localizado no estado da Califórnia, como o líder da sustentabilidade no país é um estudo conduzido pelo Economist Intelligence Unit e encomendado pela Siemens. O levantamento comparou o desenvolvimento ambiental de toda a lista e posicionou no segundo e terceiro lugares a cidade canadense de Vancouver e a americana Nova York, respectivamente.
O estudo considerou nove categorias na análise. Emissões de CO2, energia, uso da terra, edifícios, transportes, água, resíduos, qualidade do ar e ações governamentais voltadas para o tema. O presidente da Siemens, Eric Spiegel, afirmou que o relatório aponta que as cidades estão se esforçando para se tornarem cada vez mais sustentáveis. “Apesar do fato de que não temos nos Estados Unidos uma política climática regulamentada, as 27 cidades do estudo definiram suas próprias metas de redução de carbono”. Segundo ele, as cidades estão cada vez mais criando planos de sustentabilidade, utilizando tecnologias atuais. “Estão provando, todos os dias, que não precisamos esperar para criar um futuro mais sustentável”, completou Spiegel.
A pesquisa concluiu que para se ter o melhor desempenho ambiental, é necessário criar planos de sustentabilidade que consigam abranger todos os aspectos, como meios de transporte que poluam menos, o uso renovável da terra, utilização de fontes de energia sustentáveis e diminuição de emissões de dióxido de carbono e água. Para acessar o estudo na íntegra, acesse aqui.

Cobrança de Outorga do rio Doce prevista para este ano para recuperação da bacia

07/07/2011

Cobrança de Outorga do rio Doce prevista para este ano

fonte: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=13752
autoria: Flavia Bernardes


As deliberações aprovadas na 25ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Recursos Hídricos vão garantir, segundo a presidente da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Doce (Cipe Rio Doce), Luzia Toledo (PMDB), a sustentabilidade do Rio Doce. Através da cobrança pelo uso da água, será possível aplicar as políticas de recuperação da bacia previstas para a região.

A cobrança será iniciada após a instalação da Agência de Águas da Bacia, também prevista para este ano. Os usuários sujeitos à cobrança são aqueles que retiram água diretamente da bacia, como indústrias, mineradoras, prestadores de serviços de abastecimento urbano e fazendeiros.

A medida se faz necessária diante dos 3,5 milhões de habitantes que gravitam nos 230 municípios cortados pelo manancial. A bacia é uma das mais degradadas do Brasil e compreende 86.400km², sendo que 86% estão em Minas Gerais e 14% no Espírito Santo.
Ainda que benéfica, a medida ainda deverá ser discutida entre os usuários já que para o setor agropecuário, a cobrança deverá ser menor em relação aos demais usuários. Os membros do comitê entenderam que o setor possui particularidades que justificam a redução.

Neste contexto, a expectativa é de que no primeiro ano sejam arrecadados R$ 18 milhões, chegando até cerca de R$ 31 milhões no quarto ano, recursos esses que serão obrigatoriamente aplicados em ações de recuperação da bacia.

A definição desses valores teve como referência o Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Doce, que elaborou um diagnóstico e propôs um programa de investimentos visando à sua recuperação e à melhoria da qualidade e o aumento da quantidade de água.

O plano apresenta a situação atual dos recursos hídricos em toda a bacia; prognósticos de crescimento demográfico, uso e ocupação do solo; balanço entre disponibilidades e demandas futuras e medidas a serem tomadas; e programas e projetos a serem implantados.
Ao todo, o manancial já perdeu 98% da vegetação nativa que protegia a bacia, está assoreado e sofre com a contaminação de efluentes líquidos.
O Plano de Desenvolvimento Integrado de Recursos Hídricos para a Bacia do Rio Doce (PIRH) chegou a ser apresentado na Assembleia Legislativa, apresentado em 2010, apresentou um diagnóstico atual de toda a Bacia do Doce (com 853 km de extensão), o que deverá proporcionar uma ferramenta de vital importância para a implantação de ações que visem à sua sustentabilidade.

A Cipe Rio Doce foi instalada em 1999, para desenvolver projetos, fomentar e apoiar ações de preservação ambiental, na região. Entretanto, 11 anos depois, nada de concreto foi apresentado, conforme denunciam as ONGs da região. O projeto “Rio Doce Limpo”, por exemplo, não teve efeito. Atualmente, tanto o lixo quando o assoreamento podem ser vistos na região.

Cipe

No próximo dia 14 os integrantes da Cipe Rio Doce irão se reunir em Minas Gerais para a eleição da nova diretoria. No Estado, ficou definido que a deputada Luzia Toledo, que presidiu a Cipe por dois anos, será a coordenadora regional.

Os outros indicados são os deputados Josias da Vitória (PDT), para a vice-presidência, e Genivaldo Lievore (PT), para o cargo de coordenador adjunto. Os deputados Dary Pagung (PRP) e Doutor Hércules (PMDB) são membros efetivos.

Logística reversa: Projeto Freepacking

HP economiza 681 milhões de litros de água em 3 anos reusando caixas

autoria e fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/pesquisa-e-inovacao/hp-economiza-681-milhoes-de-litros-de-agua-em-3-anos-reusando-caixas


Um projeto de reutilização de caixas na linha de manufatura de impressoras da empresa de tecnologia HP inovou na logística para gerar uma economia de 681 milhões de litros de água, entre 2007 e 2010, o equivalente ao abastecimento anual de uma cidade com 17 mil habitantes.Batizado de Projeto Freepacking, a iniciativa foi adotada em parceria com o fornecedor responsável pela entrega das peças na linha de montagem de impressoras.
As peças são entregues em caixas de papelão retornáveis, reutilizáveis e recicláveis. Após a primeira entrega, as caixas são dobradas, retornam vazias para o fornecedor e voltam a ser utilizadas em novas remessas até seis vezes na mesma cadeia produtiva. Ao final, as caixas são encaminhadas para a reciclagem.
Segundo o balanço da HP, nos três anos de atividade, o projeto contribuiu para que 1,1 mil toneladas de gás carbônico deixassem de ser emitidos na atmosfera em razão de ter evitado a produção 2,5 milhões de novas embalagens, número suficiente para encher 750 caminhões.
Com a iniciativa, a HP estima que preservou aproximadamente 25,8 mil árvores, floresta que ocuparia o equivalente a 23 estádios do Maracanã. A empresa economizou 203,8 mil quilowatts de energia elétrica, valor aproximado do que consumiriam por ano 170 casas.

ECONOMIA VERDE

Transição verde custará US$ 2 tri por ano, diz ONU

Passagem para uma economia sustentável exigirá esse valor anual pelos próximos 40 anos

06 de julho de 2011 | 0h 00


autoria: Jamil Chade / GENEBRA - O Estado de S.Paulo

O mundo precisará de investimentos de quase US$ 2 trilhões (R$ 3,1 trilhões) por ano durante quatro décadas para fazer a transição para uma economia sustentável e, ao mesmo tempo, eliminar a pobreza e a fome. Essa é a conclusão de um novo estudo encomendado pela ONU que servirá de base para os debates da cúpula Rio+20, no Brasil, em 2012.
Arquivo AE
Arquivo AE
Investimentos têm de aumentar 19 vezes
Segundo o levantamento, os investimentos em energia precisarão aumentar 19 vezes para permitir que o mundo alimente 9 bilhões de pessoas, produza energia para todos e freie as mudanças climáticas em andamento. Para a entidade, apenas a tecnologia garantirá que essa equação seja resolvida.
Entre os principais pontos de negociação estão o financiamento dessa transição a uma economia verde e a definição de quem ficará com a conta da adoção de novas tecnologias. Mas, diante da divergência entre governos, não há sinal de acordo.
"Não há como negar: não poderemos viver neste planeta se seguirmos com o mesmo padrão tecnológico", afirmou o chinês Sha Zukang, secretário-geral da conferência Rio+20.
A equação apresentada pela ONU é simples: em 40 anos, o mundo terá 2,7 bilhões de pessoas a mais, que terão de ser alimentadas e demandarão energia. Isso sem contar com os miseráveis de hoje, que, se houver crescimento econômico até lá, vão se tornar consumidores.
"Não podemos parar os motores da economia mundial e os países pobres precisam ter o direito de promover uma melhoria de vida para seus cidadãos. Nas próximas décadas, o mundo terá de adotar novas tecnologias em diversos setores, e isso deve ser uma prioridade de políticas nacionais", declarou o secretário-geral.
Recursos. A estimativa da ONU é de que hoje o mundo destine cerca de US$ 100 bilhões por ano para promover a transição para uma economia sustentável. Os emergentes terão de investir US$ 1,1 trilhão por ano e os ricos, quase US$ 900 bilhões. 


Investimentos em energia verde disparam, liderados pelo mundo em desenvolvimento

Investimentos em energia verde disparam, liderados pelo mundo em desenvolvimento

Salto de 32% em energias renováveis foi liderado pela China

07 de julho de 2011 | 16h 29


Associated Press
A ONU disse que os investimentos globais em energia renovável saltaram 32% para um total de US$ 211 bilhões (R$ 327 bilhões) no ano passado, impulsionados pelo crescimento da energia éolica na China e de painéis de energia solar na Europa.
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que o uso de energia solar, eólica, biomassa e outras formas de energia verde está crescendo, apesar da falta de progresso em negociações internacionais para diminuir as emissões de gases de efeito de estufa originários da queima de combustíveis fósseis.
O relatório mostra ainda que o mundo em desenvolvimento, liderado pela China, pela primeira vez atraiu a maior parte dos investimentos em projetos de grande porte de energia renovável. A China gastou US$ 48,9 bilhões (R$ 76 bilhões) em tais projetos, a maior parte em energia éolica – aumento de 28% em relação a 2009.
Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com investimentos de US$ 23,8 bilhões (R$ 37 bilhões).  


Células fotoelétricas misturadas em tinta

30/06/2011 - 15h47

Pesquisa viabiliza painéis solares maiores e mais baratos




DA EFE

Divulgação


Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas em tinta e usadas na construção de painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em um tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora de televisão ABC.
O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da CSIRO (sigla em inglês de Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália), explicou que a mistura "pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais" e dessa forma "se integra ao edifício".
"Agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro de materiais do telhado", apontou o cientista.
Este sistema necessita só de 1% dos materiais que são utilizados normalmente na fabricação dos painéis solares tradicionais.
McDonald indicou que atualmente a energia solar é mais cara que a produzida com combustíveis fósseis, mas que com esta descoberta poderá impulsionar uma tecnologia "mais competitiva no nível de custos".
O cientista espera que os novos painéis custem um terço a menos que os atuais e que a invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.
A descoberta faz parte dos esforços da comunidade científica para reduzir os custos e o tamanho dos painéis solares e para buscar alternativas de produção de energia.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ainda pensa em fumar?

07/07/2011 - 12h17

Metade da população mundial se beneficia com medidas antitabaco


ANA INÉS CIBILS
DA FRANCE PRESSE, EM MONTEVIDÉU

Cerca de 3,8 bilhões de pessoas --pouco mais da metade da população mundial-- se beneficia de pelo menos uma das medidas contra o tabaco promovidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), afirmou nesta quinta-feira a instituição em seu terceiro informe sobre tabagismo.
O "Informe OMS sobre a Epidemia Mundial de Tabagismo 2011" foi lançado no Uruguai, país destacado pela organização por sua legislação para combater o consumo de cigarros e que enfrenta atualmente uma ação da multinacional de tabaco Philip Morris por suas normas antitabaco.

Cigarro pode matar 8 milhões de pessoas por ano, alerta OMS

As advertências sanitárias nos maços de cigarros protegem mais de 1 bilhão de pessoas em 19 países, quase o dobro do que há dois anos, segundo o relatório.
Os avisos com imagens são mais efetivos do que os que contêm apenas texto, especialmente nos países com taxas de alfabetização baixas, destaca o documento, que recomenda renovar periodicamente as imagens para manter seu efeito.
O tamanho da advertência também aumenta sua efetividade, sustenta a OMS, que destaca que os países que obrigam a incluir imagens maiores nos maços de cigarros são Uruguai (80% da superfície), México (65%) e Ilhas Maurício (65%).
No Canadá, o primeiro país a introduzir grandes advertências nos maços, em 2001, três em cada dez ex-fumantes afirmam que elas os motivaram a abandonar o cigarro e mais de um quarto ressaltaram que as advertências ajudaram a não voltar a fumar.
Comportamentos similares foram observados na Austrália, Brasil, Cingapura e Tailândia, indica o organismo, que recomenda incluir nos maços de cigarros dados sobre os serviços que ajudam a parar de fumar.

CAMPANHAS MASSIVAS

Desde 2009, data da publicação do último informe, 23 países fortaleceram o monitoramento do consumo de tabaco.
Em relação à publicidade, a OMS destaca que entre 2008 e 2010 Chade, Colômbia e Síria aprovaram amplas proibições à promoção e ao patrocínio de cigarros.
Assim, quase 28% da população mundial - 1,9 bilhão de pessoas em 23 países - está exposta a campanhas massivas antitabaco nacionais e que seguem as recomendações do Convênio Marco da OMS para o Controle do Tabaco (CMCT), vigente desde fevereiro de 2005 e aprovado por 174 países.
Atualmente, há 19 países com 425 milhões de pessoas - 6% da população mundial - "totalmente protegidas das táticas de marketing da indústria, 80 milhões a mais que em 2008". Destes, 15 são de renda média ou baixa, observa a OMS.
Outros 101 países proíbem a publicidade impressa, televisiva ou de rádio e outros tipos de publicidade direta ou indireta, algo que a OMS considera "ainda insuficiente". Cerca de 38% dos países (74 no total) não têm nenhuma restrição à publicidade de cigarros, ou têm restrições mínimas.
Por outro lado, nos últimos dois anos aumentou para 31 a quantidade de países que protegem fortemente a exposição à fumaça do tabaco, o que engloba mais de 739 milhões de pessoas (11% da população mundial).
Outras 210 milhões de pessoas estão protegidas por leis estatais, como ocorre no Brasil e nos Estados Unidos.
O informe destaca o caso da Venezuela, que, embora não tenha ratificado o CMCT, "começou a implementar a maioria das medidas de controle de tabaco do tratado".

"FAZER MAIS"

"A quantidade de pessoas atualmente protegidas por medidas de controle do tabaco está aumentando a um ritmo destacável", observa no informe o subdiretor geral da OMS, Ala Alwan. "No entanto, a epidemia do tabaco segue se expandindo devido ao marketing da indústria do tabaco, ao aumento da população em países onde aumenta o uso do tabaco e ao vício do tabaco, que dificulta que as pessoas deixem de fumar", acrescenta Alwan, que sustenta que todos os países "podem e devem fazer mais" para cumprir seu compromisso com o CMCT.
A OMS adverte que o tabaco continua sendo a maior causa mundial de mortes evitáveis, matando a cada ano quase 6 milhões de pessoas.
"Se a tendência mundial se mantiver, em 2030 o tabaco matará mais de 8 milhões de pessoas ao ano, e 80% destas mortes prematuras serão registradas nos países de renda baixa e média", conclui.

ANGRA 3: E o Ministério Público está de acordo?

06/07/2011 - 08h45

Angra 3 vai custar quase R$ 10 bilhões e ficará pronta em 2015



DA BBC BRASIL



Se não houver nenhum imprevisto pelo caminho, a usina de Angra 3 deve ficar pronta em 2015, três décadas após o início de sua construção. As obras devem custar R$ 9,95 bilhões, segundo a última revisão orçamentária feita pela Eletrosul, em junho de 2010.
De acordo com a Eletrosul, 70% dos gastos serão efetuados no país. O restante seria justamente a quantia pendente do financiamento indireto do governo alemão, por meio de subsídios à empresa que fornecerá equipamento à usina, a francesa Areva, que produzirá as peças na Alemanha, segundo a ONG Urgewald.
O montante chegaria a 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 2,9 bilhões).
Contatada pela BBC, a direção da Areva não deu retorno à reportagem para confirmar o valor exato do montante.
Segundo a Eletronuclear, o complexo de Angra é hoje responsável por 3% do fornecimento de energia ao país. No Estado do Rio de Janeiro, as centrais nucleares de Angra dos Reis respondem por 50% da energia consumida no Estado.

BRASIL-ALEMANHA
O programa nuclear brasileiro teve início em 1968, quando o regime militar resolveu construir a primeira usina nuclear do país, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.
Em 1975, o Brasil assinou um acordo nuclear com a Alemanha, que se dispôs a construir os reatores nucleares e a transferir tecnologia de enriquecimento de urânio para a produção de energia.
O acordo também previa a compra de equipamentos da empresa KWU, subsidiária da Siemens.
Em 1982, Angra 1 começou a operar e tiveram início as obras de Angra 2 e Angra 3. A última teve a construção interrompida quatro anos depois.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a retomada de Angra 3 em 2007, seis anos após o início das operações de Angra 2. Em 2008, o Ibama concedeu licença prévia ambiental à nova usina, que ainda não possui uma licença permanente.
Um ano depois, a empresa francesa Areva assinou um contrato de prestação de serviços com a Eletronuclear para fornecer serviços de engenharia e administração a Angra 3, segundo o site da fabricante.
06/07/2011 - 17h26

Ativistas protestam em Berlim contra financiamento a Angra 3



Ativistas antinucleares convocaram um protesto nesta quarta-feira em Berlim contra os planos do governo alemão de subsidiar indiretamente a construção da usina nuclear de Angra 3, no litoral do Rio de Janeiro.
Os manifestantes, cujo protesto seria em frente à sede do governo, dizem ter reunido um abaixo-assinado com 125 mil assinaturas pedindo o fim do financiamento.
A pouco menos de quatro meses do acidente na central nuclear de Fukushima, no Japão, que levou a Alemanha a anunciar o fechamento de todas as suas usinas até 2022, os ativistas querem que o governo de Angela Merkel desista de subsidiar a empresa francesa Areva, que vai fornecer equipamentos para Angra 3.
Em entrevista à BBC Brasil, Barbara Happe, porta-voz da ONG Urgewald, disse: "Não faz sentido o governo anunciar que fechará todas as usinas alemãs e continuar investindo na construção de plantas em outros países."
O financiamento indireto se dá por meio da agência alemã de fomento a exportações Hermes.
Segundo a ONG, o governo alemão planeja investir 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 2,9 bilhões) na companhia francesa Areva, que vai produzir os equipamentos de Angra 3 em uma linha de produção alemã. Este tipo de subsídio funciona como uma espécie de seguro para proteger as empresas alemãs caso um empreendimento em outro país fracasse.
A Areva foi contatada pela BBC Brasil para comentar se está considerando alguma mudança nos seus planos em relação a Angra 3, mas não respondeu à reportagem.

USINA
Segundo Happe, o projeto de subsídios à exportação, que esteve suspenso em 2001 e 2009, foi aprovado no último ano pelo Parlamento. Vários países são beneficiários, mas ao Brasil foi destinado o maior montante --1,3 bilhão de euros, contra um total de 35 milhões de euros (cerca de R$ 55 milhões) para os outros 11 projetos, de acordo com a ONG.
O projeto brasileiro também é o único que contempla a construção de uma nova usina.
Em 2010, a Alemanha reafirmou seu compromisso com Angra 3, mas nenhum contrato de financiamento nem de fornecimento de materiais por parte do governo chegou a ser assinado.
O projeto nuclear brasileiro é fruto de um acordo de cooperação assinado em 1975 com a antiga Alemanha Ocidental.

DEFICIÊNCIAS
Em abril deste ano, diversas organizações, entre elas a Urgewald, enviaram uma carta à chanceler Merkel, pedindo que o governo não levasse à frente os planos de financiamento da Areva.
Os ativistas argumentam que a situação da usina Angra 2, que funciona há dez anos sem uma licença ambiental permanente e que também foi resultado de uma parceria com a Alemanha, comprova que o Brasil é um país com "baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente".
A ONG diz ainda que o projeto brasileiro emprega tecnologia obsoleta, menciona a falta de um plano de evacuação eficiente em caso de eventual emergência e diz que falta um sistema independente de fiscalização.
Em nota à BBC Brasil, a Eletronuclear disse que as usinas de Angra "foram projetadas e construídas dentro dos mais rigorosos critérios de segurança adotados internacionalmente".
A empresa estatal disse ainda que os equipamentos já comprados "não estão obsoletos" e se "encontram em ótimas condições para uma operação confiável e segura da planta".
Segundo a Eletronuclear, as usinas são vistoriadas periodicamente por organismos como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). A empresa cita que nunca houve um acidente no complexo, mas ressalta que "num ambiente de tolerância zero, sempre é possível melhorar a segurança".



Depois de extrair etanol ou açúcar, papel de cana de açúcar promete zero árvores no chão

Papel de fibra de cana de açúcar promete zero árvores no chão

http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/07/papel-de-friba-de-cana-de-acucar-promete-zero-arvores-no-chao/



Economizar papel é uma das primeiras bandeiras levantadas por empresas quando querem se dizer “verdes”. Faz sentido já que é bastante fácil colocar em prática e ainda reduz custos para a empresa, como aliás costuma acontecer com muitas iniciativas de foco ambiental embora poucos percebam isso.
Fazer anotações no próprio computador, ao invés do papel, ler documentos sem imprimir, salvar comprovantes bancários no computador e não impressos, enfim, as formas são muitas, mas, ao contrário do que se dizia há alguns anos, o computador não reduziu o consumo de papel, pelo contrário, o crescimento é constante. Pensando nisso, a empresa estadunidense TreeZero diz ter encontrado uma alternativa “100% amiga das árvores”
Ao invés de cortar árvores, o papel “TreeFrog” é produzido com fibra de cana-de-açúcar, ou seja, a sobra da extração do açúcar ou etanol. Além disso não utiliza cloro e exige de 10 a 15% menos produtos para o embranquecimento. Como um bom papel que preze pela sustentabilidade, o TreeFrog é reciclável através dos mesmos processos utilizados em papéis comuns de eucaliptos ou pinheiros. O produto ainda não está disponível no Brasil.
Enquanto a matéria prima vier da sobra da cana-de-açúcar já plantada para extrair etanol ou açúcar, não há o que se questionar. A dúvida fica a partir do momento em que áreas forem plantadas com a intenção de produzir este papel.
Uma árvore (eucalipto ou pinheiro) pode demorar até 10 anos para chegar a fase de corte, enquanto a cana se renova a cada dois anos, ou seja, cinco vezes mais produção. Será? Suponho que 1m² de terra para plantio de eucalipto produza algumas vezes mais que 1m² de cana-de-açúcar, e precisaríamos ainda pesar o potencial de absorção de CO2 das duas opções durante a fase de crescimento e o impacto no solo. Não tá fácil pra ninguém ser eco…

PAPEL DE PEDRA? É pesado mas sustentável!

Papel de pedra 
 
Autoria e fonte: http://www.vivendonamatrix.com/papelpedra.html
pedra































Parece mentira mas é verdade.Existe um tipo de papel revolucionário que não utiliza nem uma única árvore ao longo do seu processo de fabrico, pois ele é feito à base de: PEDRA! 
É o chamado RMP (Rich Mineral Paper). É verdade; este novo tipo de papel  é fabricado com um pó mineral derivado da pedra e uma pequena infusão de resina não-tóxica. Além disso a sua produção não implica poluição da água nem desperdícios gasosos prejudiciais.  Claro que, produzido em grande escala, pode ter algum impacto ambiental pois é necessário o recurso a pedreiras para extrair a matéria-prima, mas nem se compara este impacto ao provocado pela destruição de milhares de árvores todos os anos para fabricar papel.  O RMP serve todas as funções do papel convencional: pode ser usado para impressões, para embalar produtos, como saco das compras ou qualquer outra coisa!  É impermeável, gasta menos tinta quando se quer imprimir nele e, não só é 100% reciclável, como ainda o seu processo de reciclagem é mais simples do que o do papel convencional.Tem um pequeno problema: se ficar exposto à luz do sol durante seis meses começa a degradar-se. Mas se o guardar em casa protegido, não há problema...  Claro que este ainda não é um produto muito divulgado e pode ser difícil de encontrar, mas fique  atento: quem sabe se no futuro não iremos todos usar papel de pedra  


Alguns links sobre rock paper ,ou stone paper :
Rich mineral paper
Rock paper
Via stone 



O papel de pedra é ecologicamente amigável, reduzindo ou eliminando do meio ambiente os efeitos danosos na produção de papel tradicional ou papel sintético











     Desempenho
     Contato





Cadernos SESC de Cidadania foi impresso em papel de pedra!


June 2, 2011


http://issuu.com/sescsp/docs/cadernos_sesc_de_cidadania_junho2011



O meio ambiente avisa: Estão todos demitidos!

07/07/2011 - 08h41

Reserva israelense sofre com vazamento de 1 mi de litros de gasolina

DA EFE, EM JERUSALÉM


O vazamento de 1 milhão de litros de gasolina para aviões causou o maior desastre ecológico sofrido por uma reserva natural em Israel, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
O Ministério de Proteção ao Meio Ambiente ordenou à empresa Eilat-Ashkelon Pipeline que suspenda os trabalhos de reparação e manutenção do encanamento, cujo escape provocou danos irreparáveis à reserva natural de Nahal Zin, no deserto do Neguev (sul do país), indica o diário "Yedioth Ahronoth" em sua versão digital.
O vazamento alcançou áreas com profundidade de cinco metros, segundo a pasta de Meio Ambiente e a Autoridade de Parques e Natureza de Israel, que consideram necessário extrair dezenas de milhares de metros cúbicos de terra contaminada na zona.
O diretor da Autoridade de Parques e Natureza, Eli Amitai, assegurou que se trata de "um acidente muito sério" e que sua organização está fazendo o necessário "para minimizar os danos".
Equipes foram deslocadas à zona, que foi fechada ao público.
A pasta de Meio Ambiente ordenou à empresa responsável pelo encanamento que produza um plano de emergência a ser submetido à aprovação das autoridades regionais.

06/07/2011 - 02h39

Vazamento de petróleo no Mar Amarelo pode 

causar danos a longo prazo



DA EFE

Os dois vazamentos de petróleo da estatal chinesa CNOOC na baía de Bohai, no Mar Amarelo, podem ser muito prejudiciais para a região a longo prazo, segundo especialistas citados pela agência oficial Xinhua.
"Devido ao frágil meio ambiente de Bohai --um mar fechado com limitada capacidade de "autolimpeza"--, o impacto do vazamento pode ser muito complicado", destacou Cui Wenlin, responsável de controle ambiental na Administração Oceânica Estatal da China (SOA).
Outro encarregado da SOA (que gerencia as águas territoriais do país), Wang Bin, lembrou que "a influência de um vazamento de petróleo em um ecossistema oceânico é longa e lenta".
Nesta terça-feira, o órgão reconheceu que os vazamentos causaram uma maré negra de "pelo menos 840 quilômetros quadrados", uma área consideravelmente maior que os 200 metros quadrados inicialmente declarados pela petrolífera estatal CNOOC, co-proprietária da área onde aconteceram os acidentes nos dias 4 e 17 de junho.
Nos últimos dias, a CNOOC recebeu fortes críticas por supostamente ter ocultado o acidente - seu primeiro comunicado oficial foi apenas em 1º de julho. Nesta terça-feira, a petrolífera estatal culpou a sua sócia ConocoPhillips pelo acidente, já que a empresa americana é a encarregada das prospecções nas jazidas exploradas em Bohai.
A CNOOC e a ConocoPhillips são sócias conjuntas na jazida Penglai 19-3, onde houve um dos vazamentos.
A SOA informou que 70 metros cúbicos de água misturada com petróleo cru foram limpos na zona afetada, mas "uma pequena quantidade" de óleo continua na superfície.
O órgão também destacou que embora a lei chinesa estabeleça que as multas por contaminação marinha em projetos petrolíferos estejam fixadas em 200 mil iuanes (US$ 30.770), as autoridades estudam a possibilidade de aplicar uma quantia "muito maior" à ConocoPhillips.
A CNOOC publicou nesta quarta-feira um comunicado insistindo que os vazamentos estão "controlados" e que a empresa americana é a responsável pelo "trabalho diário" nas plataformas onde ocorreram os acidentes.
A petrolífera chinesa acrescentou que, apesar de não ter responsabilidade direta nos incidentes, tomou medidas para reduzir sua gravidade, embora os trabalhos de limpeza correm a cargo da ConocoPhillips.


Sustentabilidade empresarial é na cadeia produtiva

06 julho, 2011

Sustentabilidade empresarial é na cadeia produtiva

fonte: http://www.ecopolitica.com.br/2011/07/06/sustentabilidade-empresarial-e-na-cadeia-produtiva/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sustentabilidade-empresarial-e-na-cadeia-produtiva

autoria: Sérgio Abranches

A cadeia de suprimentos (supply chain) é a espinha dorsal da sustentabilidade nas empresas. Não existe empresa sustentável do portão para dentro. Só existem empresas sustentáveis em cadeias sustentáveis.
O relatório de emissões de gases estufa ocupa hoje o centro de qualquer levantamento sério sobre a sustentabilidade corporativa. O mais importante não são as emissões de gases estufa da empresa. Elas tem que ser obviamente computadas e reduzidas, mas o ponto nevrálgico da dimensão climática da sustentabilidade são as emissões associadas ao ciclo de vida do produto. Elas começam desde a extração da matéria prima e vão até o descarte final. A porção crítica está no segmento do ciclo representada pela extração-manufatura-transporte-uso.
Sem chegar a todos os detalhes, tome-se o exemplo do automóvel. Como se trata de uma indústria com muitas ramificações ela é o nódulo central de várias cadeias de suprimento, todas elas contribuindo para o “teor de carbono” embutido no produto final: aço, plásticos, vidro, borracha, tintas, cabos, fios e por aí vai. A indústria tem uma logística interna e externa complexa e de alto carbono. O componente de uso também é decisivo: tipo de combustível e consumo do motor. Tudo faz parte.
Frequentemente, em palestras diretores de empresas me contam como estão reduzindo consumo de energia e papel em seus escritórios. Bacana. Mas o essencial é tomar a operação da empresa como um todo, inserida na cadeia produtiva e agir para buscar a sustentabilidade total, de todas as operações, inclusive, claro o back-office, os setores de serviços e apoio das empresas. Ou então apresentam com orgulho os programas de sustentabilidade da empresa, porém como uma unidade isolada das cadeias a que pertence. Bacana, mas insuficiente. O alvo é a cadeia, não só a empresa.
No Brasil, o desprezo pela cadeia produtiva nas políticas de sustentabilidade tem sido evidente. Recentemente, o Observatório Social fez um estudo sério sobre a cadeia da siderurgia de Carajás, no Pará. Nela, um dos principais insumos é o carvão vegetal ilegal, vindo de desmatamento. Não raro há flagrantes de trabalho escravo e trabalho de alto risco e degradante de menores nos fornos ilegais de carvão.

Carvoaria ilegal, destruída pelo Ibama e PF, Paragominas, Pará (Sérgio Abranches)

Quem fornece minério de ferro para essas siderúrgicas e o deixa se misturar a esse carvão de desmatamento e servidão está participando de uma cadeia suja. Quem compra o ferro gusa saído delas está tingindo seu aço com essas práticas ilegais. Não adianta depois dizer que suas próprias operações são limpas e sustentáveis. Fazem parte de cadeias que, além de insustentáveis, são intoleráveis.

Carvoaria ilegal destruída pelo Ibama e PF, Paragominas, Pará (Sérgio Abranches)

A diretora de sustentabilidade do Instituto Aço Brasil, Marcia Yuan, reconheceu em entrevista à jornalista Míriam Leitão que, de fato, as empresas de aço têm que olhar toda a cadeia. É esse mesmo o caminho. O instituto, antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia, mudou de nome para se diferenciar dessas siderúrgicas que, segundo ela não estão a ele filiadas. Ela disse, também, que o produto saído de Carajás é para exportação. Não entra nas cadeias locais.
O jornalista Marques Casara – @marquescasara – do Observatório Social, confirmou, na mesma entrevista, que a maior parte da produção é exportada. Mas quem compra, segundo ele, são empresas da indústria do aço, brasileiras ou que têm operações no Brasil, principalmente no EUA e na União Europeia. Ou seja, essas siderúrgicas são parte de cadeias globais de suprimentos, cujo aço vai para produtos que podem, eventualmente voltar ao mercado brasileiro. A cadeia terá que ser avaliada globalmente também. Mas não se pode esquecer o fato de que ela começa numa importante cadeia local, dominada pelas grandes mineradoras de minério de ferro. E faz parte, também, da cadeia doméstica de carvão mineral. O carvão mineral de desmatamento de mata nativa para carvão não é problema somente na Amazônia. É muito sério também no Pantanal e em Minas Gerais.
Argumento comum, principalmente na cadeia da carne, mas presente em outras também, é de que a empresa não tem como determinar a origem do que compra. Mas está disposta a não comprar de empresas que o governo autue por infrações ambientais ou trabalhistas. Uma empresa seriamente sustentável não pode admitir fazer parte de uma cadeia de suprimentos que não tenha rigoroso controle de origem de montante a jusante, em toda a sua extensão. Na verdade, ela precisa saber a origem e a forma pela qual são produzidos seus suprimentos, para poder garantir a qualidade de seus produtos. Que empresa séria inclui em sua produção insumos de origem e qualidade desconhecida?
A indústria eletrônica utiliza minerais especiais, como estanho, tungstênio e alguns outros, especialmente nas soldas, parte dos quais sai de minas controladas à força por grupos militares ou paramilitares no Congo e em Rwanda. São os minerais de sangue, ou de conflito. A indústria está fazendo um grande esforço e investimento para extirpá-los de suas cadeias. Recentemente pedi esclarecimentos ao ITRI, entidade da indústria do estanho que lidera esse movimento, e à ONG Global Witness, que tem investigado a cadeia de minerais de conflito do Congo, sobre essa nova etapa da ação para limpeza da cadeia de TIC e eletrônica em geral. Em breve escreverei mais sobre o tema.
É a indústria que tem a iniciativa. O governo do Congo tem sido pressionado por elas para adotar medidas de controle e comando para tirar de circulação esses minerais. Mas ninguém espera o governo flagrar os criminosos, que matam, estupram, sequestram e escravizam, para produzir esses minérios. Várias empresas já compram apenas minérios de origem controlada. A pressão sobre a empresa vem de consumidores e dos movimentos ambientalista e de direitos humanos.
Há duas maneiras de controlar a cadeia de suprimentos. A primeira, mais antiga e comum, é as empresas-chave da cadeia se recusarem a vender para produtores na ilegalidade ou comprar deles. Várias empresas internacionais que usam soja, carne e couro, fizeram isso com os produtores da Amazônia brasileira. Mas esses produtores, como as siderúrgicas de Carajás, têm encontrado vias de escape. No caso do gusa, tem sido a exportação, até mesmo para mercados de primeira linha. No caso da soja, da carne e do couro, os mercados de primeira linha estão cada vez mais fechados a esses produtos, quando apresentados sem rastreamento adequado de origem. O escape se dá, então, para mercados de segunda e terceira, ou grandes mercados desinteressados do componente socio-ambiental do produto, como a China.
A outra maneira de controlar a cadeia produtiva, mais nova e mais inteligente, é estabelecer parcerias para inovação, produtividade e sustentabilidade, em toda a cadeia, com ganhos gerais para todos.
O controle não é fácil. O cálculo de emissões de carbono equivalente é complexo. Mas é um investimento com retorno garantido. Como ele reduz custos e aumenta as margens de lucro, olhado em perspectiva, o investimento em sustentabilidade é grátis. Ele mais que se paga.