segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LOGÍSTICA REVERSA...

Governo Federal vai criar comitê para devolução de resíduos sólidos à indústria

9/Fevereiro/2011



Consultor do Obra Limpa explica como setor pode se mobilizar para atender ao sistema de logística reversa

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/governo-federal-vai-criar-comite-para-restituicao-de-residuos-solidos-208892-1.asp

Autor: Mauricio Lima




Com a PNRS, fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores vão compartilhar responsabilidade pela destinação de resíduos

No próximo dia 17 de fevereiro será formalizada a criação do Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, órgão previsto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em 2010. Conforme o artigo 33 do regulamento, o comitê será formado pelos ministros da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Fazenda, da Saúde e do Meio Ambiente.



O comitê deverá estabelecer parâmetros para viabilizar a logística reversa de resíduos sólidos no País. O processo consiste na coleta e restituição dos resíduos ao setor industrial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação ambientalmente adequada.



Os segmentos que obrigatoriamente integrarão o processo de logística reversa são os de agrotóxicos, eletroeletrônicos e seus componentes, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e seus resíduos e embalagens, pilhas e baterias e pneus. Mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), há também a intenção de regulamentar a logística reversa para embalagens.



Se os setores não chegarem a um acordo, o comitê editará normas sobre a logística reversa dos materiais. Essas normas deverão ser válidas para todo país e terão a PNRS como base.



Na construção civil, as embalagens são colocadas em caçambas, juntamente com os resíduos oriundos da obra, dificultando a sua separação e futura reciclagem. Segundo Élcio Careli, diretor presidente da Obra Limpa, empresa de consultoria de gerenciamento de resíduos da construção civil, "a gestão de resíduos no País ainda está muito dispersa, sem exatidão de quem é a responsabilidade pelo armazenamento e reciclagem do material". Com a PNRS, fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores vão compartilhar essa responsabilidade.



Confira entrevista com o consultor:



Existem atualmente empresas do setor que utilizam a logística reversa para embalagens?

Existem apenas ações pontuais, como a de uma empresa de argamassa no Nordeste que recebia as embalagens de seu produto após o uso. Mas o setor em si não conta com grandes ações relacionadas à reciclagem das embalagens.



Como as construtoras, no âmbito da gestão de resíduos, podem trabalhar para a instalação da logística reversa de embalagens?

É necessária uma separação melhor já nos canteiros de obra, evitando que o material que irá ser reciclado se junte com outros entulhos. As embalagens acabam se misturando com resíduos perigosos e não-inertes, dificultando a sua reciclagem e afetando a qualidade do próprio aterro e correndo o risco de contaminar o espaço.



Como a indústria da construção no geral pode agir para viabilizar a logística reversa?

O melhor modo para a instalação da logística reversa no setor passa pela capacitação técnica da rede de reciclagem já existente. Como nem os fabricantes nem o canteiro de obras têm como abrigar todo o material que for enviado, há a necessidade de acordos com os aterros para a reciclagem das embalagens, que já contam com a infraestrutura adequada para o armazenamento correto do material enviado. E isso pode ser estendido aos chamados Ecopontos, já existentes em São Paulo, que são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos e resíduos recicláveis, através de um acordo com a prefeitura.



Como está a gestão de resíduos no Brasil atualmente?

Atualmente, o sistema está muito disperso. A PNRS abre um novo horizonte nessa questão, na tentativa de alinhar a cadeia. Hoje em dia, a logística reversa depende de uma ação voluntária esporádica, sem ter um sistema formado. Não é possível pensar em um sistema ideal onde o resíduo sai da obra e volta para a fábrica, pois assim o modelo fica furado. Tem que passar por lugares que já concentram resíduo.



Logística reversa cresce, soma US$ 20 bi e prevê crescer 10%




15/02/11 - 00:00
Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=362240
Autor: Alex Ricciardi





São Paulo - As empresas que atuam no segmento de logística reversa - ou seja, no transporte de bens, embalagens e de outros materiais dos consumidores às empresas ou do pós-consumo às empresas - movimentaram no ano passado cerca de US$ 20 bilhões. A atividade já atinge a cerca de 10% de tudo que é vendido no País, e a projeção para este ano é que ela cresça de 10 a 12%. Para empresários do setor, o mercado ainda é embrionário e demonstra potencial em áreas como da indústria do plástico, o segmento de combustíveis, setor editorial, além das telecomunicações - especialmente promissoras para a logística reversa, principalmente com o aumento da preocupação das empresas com sustentabilidade.







De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Logística (Aslog) Rodrigo Vilaça, o mercado nacional deste segmento tem muito a crescer. "Nos EUA, por exemplo, a Reverse Logistics Association, que representa o setor naquele país, calcula que a logística reversa movimente mais de US$ 750 bilhões em gastos ao ano", afirmou ele.







No Brasil, as empresas de diversos setores chegam a ter de 5% a 10% dos produtos que colocam no mercado devolvidos por algum motivo - e isto se faz com a logística reversa. Só no caso específico do pós-venda, a área movimenta no País R$ 16 bilhões/ano e há atividades, como o mercado editorial, em que até 50% de tudo que é colocado no mercado é de alguma forma devolvido às companhias. O custo do pós-venda no Brasil equivale a cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, indicam estimativas do setor.







Ao ver tais excelentes perspectivas para a atividade, a empresa Talog irá inaugurar dia 17 de fevereiro um novo centro de distribuição (CD) em Recife (PE). O espaço está localizado ao lado do aeroporto de Guararapes, e fica próximo ao polo industrial da região - considerado um dos maiores do Nordeste do País. A Talog integra as empresas da holdingTA - Transportadora Americana, e é considerada uma das maiores do setor no mercado nacional. A empresa atende ao mercado de transporte nos segmentos farmacêutico, químico, veterinário, cosméticos, autopeças e eletrônicos, dentre outros.







Plástico



Outra companhia - esta de menor porte - que viu no segmento de logística reversa um filão interessante é a TerraCycle, que se foca na reciclagem de produtos. A empresa afirma ter encontrado no transporte de insumos e itens descartados e na sua transformação em produtos de consumo "verdes" uma área nova, e desafiante. Segundo Guilherme Brammer, presidente da empresa, alguns dados dão conta do porte local do setor: "Só a reciclagem de plásticos no Brasil (um das atividades mais representativas da logística reversa) cresce de 7 a 8% ao ano", revela.







Em 2011, a projeção é que esta área de reciclagem movimente em torno de R$ 6 bilhões. O executivo explica que a empresa faz todo o atendimento aos clientes, da retirada do produto, até o processamento. E as palavras dele são complementadas pelas de Miguel Bahiense, diretor executivo da Plastivida - Instituto Sócio Ambinetal dos Plásticos: "É fundamental ressaltar que o índice de reciclagem mecânica no Brasil, 21,2%, é maior do que o índice médio da comunidade européia, que é de 18,3% - e isto levando-se em conta que os europeus contam com bem mais infraestrutura no setor do que nós".







Razões



O professor Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), dá algumas razões pelas quais a logística reversa vem crescendo tanto no País: "A quantidade de produtos em circulação cresce, acompanhando a própria economia, e muitos são novos e ainda sujeitos a falhas. Há também uma tendência à redução do ciclo de vida dos bens produzidos e legislações cada vez mais duras no que tange à qualidade que os mesmos tem de apresentar para que não sejam passíveis de devolução".







Vilaça, da Aslog, complementa: "A logística reversa no Brasil é uma tendência. O setor será cada vez mais importante, e se uma organização não o levar em conta certamente perderá mercado". E quais as demandas que o setor apresenta? Renata Franco, advogado especializada no assunto, aponta: "O que falta no Brasil é incentivo ao setor empresarial para que este recicle mais e, ao fazê-lo, use mais de logística reversa. Precisamos de redução de tributos na atividade", pede ela. "Sem dúvida alguma, uma menor tributação sobre a logística reversa é essencial para a saúde da atividade no País e, consequentemente, para toda a economia nacional", reforça Rodrigo Vilaça.







Evento



O Centro Empresarial de São Paulo receberá, em 24/03, o 2º Fórum Internacional e Expo de Logística Reversa, para discutir o tratamento e a destinação de resíduos sólidos no Brasil.




MMA dá primeiro passo rumo à logística reversa






17/02/2011


fonte:http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=6501

Suelene Gusmão



Nos próximos quatro meses, o Comitê Orientador da Logística Reversa, empossado nesta quinta-feira (17/2) no Ministério do Meio Ambiente, vai definir os critérios de aprovação para os estudos de viabilidade técnica e econômica da logística reversa. Vai também deliberar sobre a forma de realização de consulta pública relativa à proposta de implementação desses sistemas. O calendário inicial de atividades do Comitê foi aprovado hoje durante a solenidade de posse.



A presidente do Comitê, ministra Izabella Teixeira, afirmou que a solução para a questão dos resíduos sólidos não depende só do setor produtivo, mas envolve o Governo e a sociedade e pressupõe mudança de comportamento. Segundo ela, a lei determina que as empresas são responsáveis pelos resíduos que gera. "Temos de investigar quais são os requisitos para que isso seja de fato operacional. Já temos, por exemplo, empresas recolhendo voluntariamente o lixo eletroeletrônico, mas isso ainda não acontece em todo País", disse.



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considerou a instituição do comitê como o instrumento mais importante e estratégico para fazer valer a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aprovada em 2010. Segundo ela, o comitê vai definir de fato como se dará a logística reversa em nosso País."Estamos começando a resolver o maior problema ambiental do País que é o lixo", disse.



Além do MMA, o Comitê Orientador é composto pelos ministros da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e da Fazenda. Além da ministra Izabella estiveram presentes à cerimônia de posse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e os secretários-executivos dos outros ministérios que compõem o comitê. Também participaram da cerimônia os representantes do Comitê Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis, recentemente instituído.



De acordo com a regulamentação da PNRS, a logística reversa tem por objetivo a implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A lei estabelece a obrigatoriedade de estruturação e implementação de sistema para as cadeias produtivas de agrotóxicos (seus resíduos e embalagem); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes (seus resíduos e embalagens); lâmpadas fluorescentes (de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista); e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.



A ministra lembrou que uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que 17% da população brasileira ainda guarda lixo eletroeletrônico em casa. Izabella disse não ser mais aceitável que em nossas cidades e também no campo ainda seja feito o descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos. "Estamos evoluindo. Isso é sustentabilidade no dia-a-dia. Isso é mudança de comportamento".



Os sistemas de logística reversa serão implementados por meio de acordos setoriais, regulamentos expedidos pelo Poder Público ou Termos de Compromisso. Comitê Orientador será assessorado por grupo técnico.






Pegada hídrica: A água peruana evapora em cultivos para exportação

A água peruana evapora em cultivos para exportação




Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

 
O notável crescimento das exportações agrícolas do Peru pode levar ao desaparecimento de um recurso essencial para a vida. A água vai embora do país, e sem custo, em cada embarque.
O cultivo de aspargo é um dos que mais consome água.

 
Autoria: Por Milagros Salazar, IPS/Tierramerica

Enquanto a água doce se extingue na superpovoada costa peruana, as plantações que mais exigem esse recurso crescem sem parar para o lucrativo comércio exterior. Especialistas alertam para este dano e pedem maior responsabilidade do governo e de todos os envolvidos. O valor das exportações agrícolas peruanas, de mãos dadas com os altos preços internacionais, chegou a mais de US$ 3 bilhões entre janeiro e novembro do ano passado, 30,2% mais do que no mesmo período de 2009.



Um exemplo deste pujante setor é a produção de aspargo, que gera 120 mil empregos no campo, segundo dados oficiais. Por outro lado, exige grande quantidade de água. Para um hectare de aspargo, são necessários 22 mil metros cúbicos de água, sete vezes mais do que a necessária para o deslocado cultivo de uva quebranta, tradicional no departamento de Ica, afirmou David Bayer, do não governamental Instituto de Promoção para a Gestão da Água (Iproga).



David disse ao Terramérica que estas estimativas ainda estão “muito abaixo do número real, porque não inclui a água usada no empacotamento do produto com destino à exportação ou para preparar e aplicar os agroquímicos e os produtos para crescimento dos cultivos”. Ele destacou que devem ser acrescentados outros dois mil metros cúbicos por hectare de aspargo. Há uma pegada hídrica que precisa ser considerada, afirmam os especialistas.



Ica e La Libertad, no noroeste do Peru, são as regiões costeiras com maiores extensões de cultivos de aspargo, apesar de serem as mais desérticas do país. Na zona costeira do Pacífico, que concentra 70% da população peruana, a média é de dois mil metros cúbicos de disponibilidade de água por pessoa ao ano, enquanto na área amazônica, com apenas 26%, é de 291 mil metros cúbicos por pessoa anualmente.



“A pegada hídrica é um argumento que exige a responsabilidade de todos, das empresas, do Estado e dos peruanos em geral, que precisam trabalhar na sustentabilidade de um recurso tão escasso para o planeta”, disse ao Terramérica o pesquisador Laureano del Castillo, do Centro Peruano de Estudos Sociais. Este especialista em questões hídricas e políticas rurais considera importante “evidenciar o uso da água nos diversos processos produtivos da industrial, porque não é possível continuar cultivando produtos que exigem enormes quantidades de água em regiões desérticas”.



Entretanto, Roxana Orrego, especialista em bioenergia e mudança climática do Ministério da Agricultura, disse ao Terramérica que, embora a pegada hídrica tenha a ver com a soberania alimentar do país, este assunto “não está sendo considerado” em sua área. “É um critério da Organização das Nações Unidas, mas não é algo efetivo nos países”, ressaltou. O aquífero de Ica é um dos reservatórios mais importantes de águas subterrâneas da costa peruana, mas está secando e, se continuar nesse passo, em 2013 poderá desaparecer, alertou David.



Os moradores de Ica dispõem de menos de dois mil metros cúbicos de água por pessoa, o que é considerado uma situação de estresse hídrico. Segundo um informe do Instituto Geológico de Mineração e Metalurgia elaborado entre 2006 e 2007, a carência de água em Ica chegou a “níveis críticos”. A superexploração do recurso uniu-se às mudanças no clima devido ao derretimento das geleiras de Huancavelica, região vizinha a Ica, e que abastecem de água seus principais rios.



As chuvas chegaram com atraso desta vez. Em lugar de começar em outubro, caíram apenas em janeiro, informou o Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru. Também o acumulado de chuva em janeiro no Rio Ica foi 77% abaixo do normal. “É preciso reforçar o enfoque ambiental na agroindústria”, disse Alberto Limo, funcionário do Ministério do Meio Ambiente, que participou, junto com outros especialistas, de uma conferência sobre o assunto organizada pela Pontifícia Universidade Católica do Peru.



Os especialistas apontaram como outro desafio os projetos de produção de biocombustíveis, que também são promovidos à custa da cana-de-açúcar, outro cultivo que exige água em abundância. No entanto, são impulsionados como alternativa à mudança climática. Quais saídas existem? David propõe que as seis maiores empresas de exportações agrícolas de Ica deixem “de plantar a metade de suas terras para economizar cerca de 75 milhões de metros cúbicos de água por ano”.



O total de águas superficiais usado pelos 14.006 irrigadores em Ica é de 633 milhões de metros cúbicos por ano. O que se extrai do subsolo, majoritariamente por parte das agroexportadoras, chega a 563 milhões de metros cúbicos, enquanto a superexploração do aquífero é de 311 milhões de metros cúbicos, disse David. Contudo, José Chlimper, presidente da Agrokasa, a mais importante produtora de aspargo de Ica, considerou “relativa” esta escassez hídrica. Em um artigo publicado no jornal local, Correo, disse que há uma campanha de desinformação “promovida por interesses ocultos”.



“Tanto a Junta de Irrigação de Rio Seco como a de Ica e Villacurí estão trabalhando em programas de exploração responsável e na formulação de um plano estratégico público-privado para reforçar a sustentabilidade do aquífero”, disse José, insistindo que a chave está no uso eficiente da água. As empresas da região preferem a irrigação por gotejamento. David afirmou que “estas empresas nunca pagaram pelas águas subterrâneas que bombeiam de seus poços”.



“A nova lei de Recursos Hídricos, de março de 2009, agora exige o pagamento de uma tarifa. Por outro lado, os pequenos produtores que irrigam com água superficial sempre pagaram”, explicou. Alberto, por sua vez, informou que o governo de Alan García trabalha em um projeto de caudais ecológicos para determinar a capacidade de uso das bacias hidrográficas. Por outro lado, Laureano disse ao Terramérica que essa análise deve ser feita nos conselhos de bacia, do qual devem participar por lei os diversos atores envolvidos, que, no entanto, ainda não foram criados.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Inscrições abertas para o Regional Holcim Awards 2011.





Inscrições abertas para 3º Ciclo do Holcim Awards 2011.




Maior prêmio de construção sustentável do mundo distribuirá US$ 2 milhões para os vencedores





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Zurique/Suíça,1º de julho de 2010 - Começa hoje o prazo para as inscrições do 3º ciclo do Holcim Awards - concurso mundial criado pela Holcim Foundation for Sustainable Construction com o objetivo de reconhecer projetos baseados no conceito de construção sustentável que reúnam inovação, eficiência e visão de futuro para este segmento.



O período de inscrições segue até o dia 23 de março de 2011 pelo site www.holcimawards.org.



Podem participar do Holcim Awards arquitetos, projetistas, engenheiros e responsáveis por projetos de construção sustentável. Os projetos concorrentes devem ser apresentados em língua inglesa - idioma oficial da premiação - e devem ser desenvolvidos levando em consideração conceitos de sustentabilidade, que incluem: inovação e capacidade de transferência; padrões éticos e eqüidade social; uso eficiente de recursos naturais; desempenho econômico e compatibilidade; e impacto estético e adequação ao contexto.



Os projetos da categoria principal ainda devem estar em estágio avançado, com alta probabilidade de execução. Já a categoria Next Generation é aberta a jovens profissionais maiores de 18, completos até o dia 23 de março de 2011, que apresentam projetos criados nas universidades.



Os projetos inscritos serão avaliados por júris liderados por universidades parceiras de cada região e serão compostos por representantes independentes do setor da ciência, empresarial e sociedade civil. As universidades parceiras da Holcim Foundation são: Swiss Federal Institute of Technology (ETH Zurich), Suíça; o Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, EUA; a Tongji University em Xangai, China; a Universidade Iberoamericana (UIA), no México; a l’École Supérieure d’Architecture de Casablanca (EAC), em Marrocos; e a University of the Witwatersrand (Wits), em Johanessburgo, África do Sul. No Brasil, a instituição conta com o apoio da Universidade de São Paulo (USP).



O Prêmio

Considerado o maior prêmio de estímulo à construção sustentável do mundo, o Holcim Awards ocorre em nível regional e global, sendo que a primeira etapa é realizada em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África Oriente Médio e Ásia Pacífico.



No total, o Holcim Awards irá distribuir US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável. Cada uma das cinco regiões distribuirá US$ 300 mil.



Sobre a Holcim Foundation

Com sede em Zurique, na Suíça, a Holcim Foundation for Sustainable Construction foi criada pelo Grupo Holcim, em 2003. Atuando independentemente da Holcim , a instituição incentiva soluções sustentáveis, sob os aspectos tecnológicos, ambientais, sócio-econômicos e culturais, que possam impactar mundialmente o setor da construção.



A Holcim Foundation conscientiza a opinião pública sobre o importante papel que os profissionais do segmento têm para viabilizar um ambiente verdadeiramente sustentável para as gerações futuras, adotando práticas inovadoras. Entre as iniciativas da Holcim Foundation estão: difundir as melhores práticas, buscar soluções pioneiras e influenciar jovens arquitetos, engenheiros, projetistas e construtores para que adotem parâmetros inovadores e sustentáveis em seus projetos de construção.



Isto é feito por meio de três ações principais, realizadas em ciclos de 3 em 3 anos: o Holcim Fórum - simpósio que fomenta discussões sobre o futuro do ambiente construído; o Holcim Awards - maior prêmio de construção sustentável que elege projetos que se destacam neste segmento no mundo; e o Holcim Projects - fomento a projetos de construção civil e pesquisa que acelerem o progresso e contribuam para a promover a construção sustentável.



Para despertar a atenção e inspirar as novas gerações de profissionais do setor de construção civil, a Holcim Foundation atua diretamente na disseminação dos conceitos de construção sustentável, por meio de parcerias com universidades da América Latina, América do Norte, Europa, África e Ásia.











Contact

Dominik Baumann, Communications Manager, Holcim Foundation

Phone +41 58 858 8292, Mobile +41 76 347 7901, info@holcimawards.org

Holcim Foundation, Hagenholzstrasse 85, CH-8050 Zurich/Switzerland

www.holcimawards.org

Agricultura urbana: Um novo modelo para agricultura moderna. E Parques urbanos verticais?

A New Model For Urban Agriculture





Fonte: http://www.evolo.us/architecture/a-new-model-for-urban-agriculture/

By: Bridgette Meinhold


June - 19 - 2010
 
 
 
A lot of recent speculation into the future of agriculture and its role in urban environments includes the construction of large vertical farms – eco skyscrapers devoted completely to growing food. But what if there was an easier solution rather than constructing whole towers devoted to the endeavor? One idea is to craft growing pods or greenhouses designed for urban rooftops that feed off the building’s waste and excess. These growing pods would involve significantly less investment and infrastructure and easily tap into existing systems.



Natalie Jeremijenko, an aerospace engineer and environmental health professor at New York University, in partnership with Jeremy Edmiston, principal at SYSTEMarchitects, have come up with an interesting concept that could easily transform the rooftops of the urban fabric into growing machines. The rooftop greenhouses, called the Urban Space Structure, pack in the plants and can support growth all year long. Rib-like supports create the main structure, which is wrapped in ETFE (ethylene tetrafluoroethylene), which is a translucent polymer that is both strong and recyclable and seen in use on many structures recently – most notably the Water Cube for the Beijing Olympics last year.





Normally for rooftops to be able to support increased weight for a structure, the building’s structure would need to be updated. To avoid the need to update the building, the greenhouse rests on stilts, which are positioned in a way to stabilize the pod and distribute its weight to the building’s supports. This stilt system would minimize the need to shore up a buildings rooftop to support a large weight. Another way weight is reduced is to grow plants hydroponically, which eliminates heavy soil.



The rooftop gardens work in tandem with the building below and are connected via an umbilical cord of sorts. Stale air and carbon dioxide could be ventilated into the garden, which would create fresh oxygen and provide clean air that would be sent back into the building via ventilation system. Waste heat from the building’s HVAC system would help the plants grow during the cooler months and waste water from sinks, showers and fountains could be reused by the plants.



While vertical gardens may certainly have their place in the city of the future, a plot of land and a large building with a lot of advanced technology would be required. Urban Space Structure has the potential to be easily built and installed on a rooftop at a much lower start up cost than a large farm.



Via Popular Mechanics



Vertical Farm in Prague






By: admin
August - 2 - 2010
 
Vertical farms seem to be one of the best solutions for encouraging agriculture in the cities. They are a smart solution where transportation costs and pollutants are reduced. This proposal conceived by Michaela Dejdarova and Michal Votruba is located in the outskirts of Prague, Czech Republic and it is intended to be a communal farm for the city. The structure consists of clusters of tetrahedrons grouped to create an exoskeleton that peels from the ground and supports hundreds of green terraces for agriculture. The novelty of the idea is that it could be developed in stages because of the modularity of all the components. It could grow and spread according to demands and could also be easily dismantled and transported to other locations. As with other vertical farms this project uses rainwater collection systems and solar panels as its main source of water and energy.







Arquiteto do escritório RGC propõe fazenda vertical para prédios abandonados em São Paulo

31/Janeiro/2011

http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/arquiteto-do-escritorio-rgc-propoe-fazenda-vertical-para-predios-abandonados-208197-1.asp



Projeto não foi aceito pela prefeitura de São Paulo



Rafael Grinberg Costa desenvolveu projeto para os edifícios São Vito e Mercúrio. A proposta foi recusada, mas arquiteto acredita que a ideia pode ser replicada em outros empreendimentos



Autor: Mauricio Lima





O arquiteto Rafael Grinberg Costa, sócio do escritório RGC Arquitetura, apresentou à subprefeitura da Sé e ao Ministério Público de São Paulo um projeto para transformar os edifícios Mercúrio e São Vito, abandonados desde 2009, em uma fazenda vertical. A proposta não foi aceita e os prédios estão em processo de demolição, que deve ser finalizado em abril. "Utilizamos os edifícios São Vito e Mercúrio como exemplo devido à sua degradação e abandono, mas nada impede que o conceito seja utilizado em outros edifícios da cidade de São Paulo", disse Costa. Segundo ele, esse conceito já foi utilizado na cidade de Detroit, nos Estados Unidos, onde estruturas de antigas fábricas de carros foram reaproveitadas para construção de fazendas verticais.

O projeto previa a transformação dos edifícios em uma área agrícola de cultivo hidropônico. Para isso, a estrutura de concreto dos edifícios receberia uma proteção térmica e se tornaria uma grande estufa, permitindo o cultivo de plantas durante o ano inteiro.



A água utilizada para regar as plantas seria proveniente do Rio Tamanduateí. Segundo Costa, a "água preta" do rio passaria por um processo de tratamento e seria transformada em água cinza. Ainda, seriam instaladas placas fotovoltaicas nas fachadas dos edifícios para captação de energia solar.



O edifício contaria ainda com um café e um restaurante panorâmico, abertos ao público, com uma vista de 360º da cidade. A circulação seria por meio de passarelas e rampa.



O complexo seria interligado ao Mercado Municipal e ao Palácio das Indústrias. A proposta ainda previa a demolição do Viaduto Diário Popular, de modo que o acesso do Mercadão à Fazenda Vertical fosse realizado por meio de uma ponte para pedestres, construída a partir do atual estacionamento do Mercado, que teria seu estacionamento transformado em uma praça.



Além da fazenda vertical, o projeto previa ainda a construção de um Centro de Educação Ambiental e de um estacionamento funcional, vinculados a um lago artificial, sempre com prioridade ao pedestre. O estacionamento teria como objetivo suprir as vagas retiradas do entorno do Mercado Municipal e funcionaria com sistema de vaga marcada: quando o motorista retira o ticket para estacionar, o cartão informa a vaga e o andar para parar; quando o ticket retorna na saída, a vaga seria automaticamente liberada.



Edifício contaria com Centro de Educação Ambiental









Edifício seria transformado em uma estufa vertical, que permite cultivo de alimentos o ano inteiro









Centro de Educação Ambiental teria fechamento todo em vidro









Edifícios seriam um grande complexo, conectados a um lago artificial



COMO FUNCIONA UM SISTEMA FOTOVOLTAICO





autoria e fonte: http://www.minhacasasolar.com.br/saiba-fotovoltaico.php

PROPOSTA PARA DESPOLUIR O AR SEM O PLANTIO DE ÁRVORES: Torre de Bio Purificação com dióxido de titânio

Torre de Bio Purificação com dióxido de titânio




http://maisarquitetura.com.br/torre-de-bio-purificacao-com-dioxido-de-titanio
 
Por Priscilla Costa em - 20-08-2010




A localização do projeto é definida em Qingdao, China. Esta torre tem uma postura ativa e ataca o problema de ar sujo, com o objetivo de ajudar a purificar o ar das nossas cidades. A torre puxa a sujeira, e as bactérias do ar, produzindo oxidação e água como resultado. A reação é desencadeada pelo uso de um nano-revestimento de dióxido de titânio na pele externa do projeto. A reação é, naturalmente, alimentado por luz solar que atuam sobre o dióxido de titânio durante o dia e complementado por luz ultra-violeta durante a noite. Estas luzes UV são alimentados por energia coletada através de painéis fotovoltaicos durante o dia. A torre será um objeto de índigo brilhante na noite variando em intensidade de acordo com a quantidade de energia solar coletada durante o dia. O brilho índigo vai tornar-se simbólico da limpeza, contrariando a névoa amarela que domina as horas do dia.
 
 
 
 
Fonte: http://www.evolo.us/architecture/indigo-bio-purification-tower-with-titanium-dioxide-facade/
Por: admin

Agosto - 13-2010
 
 
Even before the first pueblo fire was lit in the Los Angeles basin and the first cars arrived in Shanghai, the atmosphere was toast. The dirty yellow glow of Beijing and southern California, although capable of producing beautiful sunsets, stands as a troublesome reminder of an atmosphere in demise. Mere neutrality is not enough. The sheer mass of ineffective and bad building technologies has to be recalibrated and an over-correction applied. We are developing a building that moves beyond itself, and through an act of supererogation, attacks the more global conditions. One building can only have so much of an impact but a collective, that leads by examples and inspires other progressive green thinking, can truly make a difference.



This tower takes an active stance and attacks the problem of dirty air by aiming to help purify the air of our cities. The tower pulls dirt, grease, and bacteria out of the air, producing only oxidation and water as a result. The reaction is triggered by the use of a nano-coating of titanium dioxide on the outer skin of the project. The reaction is naturally powered by sunlight acting on the titanium dioxide during the day and supplemented by ultra violet light at night. These UV lights are powered by energy collected through PV panels during the day. The tower will be a glowing indigo object at night varying in intensity according to the amount of solar energy collected during the day. The indigo glow will become symbolic of the cleansing, counteracting the yellow haze that dominates the daytime hours.



The formal design moves of the tower are shaped by basic passive solar ideas that are amplified in magnitude, by a focused analysis of wind and light. Every twist and pull in the massing is set off by a series of interrelated environmental considerations. The passive solar attributes are enhanced by the additional layer of technological innovation provided by the titanium dioxide. Keeping the technology as simple as possible, we avoid the inherent traps of technological problems by piling on more technological solutions. We realize that the liberating aspects of the technological solution are often tied to the imprisoning traits that follow as a result of the solution.



 
The tower is split into three bars to 1) increase the amount of surface area, 2) provide southern light to the south face of each bar, and 3) focus and increase wind speed. The added surface area allows for maximizing the amount of titanium dioxide that can be placed on the building—enhancing the amount of air being cleaned. The focused and increased winds speed not only power a series of vertical wind turbines, but also pushes the air across the titanium dioxide panels and provides cross ventilation for every room of each unit in the towers. A positive pressure is created on the southern face of the towers and the resulting negative pressure on the northern facades creates optimal conditions for cross ventilation. A series of wind turbines are mounted on bridges connecting the three towers. The air flow is compressed and directed by the form of the building to generate maximum wind pressure at the location on the turbines. The bridges are all two-story spaces, each containing a small garden to help mitigate the buildings internal humidity levels. The units are also two stories to reduce the amount of elevator stops needed for the building while creating a natural separation between living and sleeping. Each unit has both north and south facing facades to take advantage of the beneficial light and heat gain potential. The east and west facades have minimal glazing to neutralize low-angled and uncontrollable light.



The skin design is inspired by the pocketed and cellular texture of the titanium dioxide molecule (TiO2). A series of organic cells cover the building and are tapered to naturally collect the water, a byproduct of the skins chemical reaction, and to collect and slowly release rain water. The skin pulls off of the building on the south facades to provide natural shading and pushes into the inner skin of the north façade to maximize daylight and provide fifty percent coverage to reduce heat loss during the winter months. The skin also floats off the building to conceal the UV lights which can be harmful to humans who are directly exposed to it, and further maximizes the building’s envelope.



A series of gardens are located at regular intervals all the way up the tower. They become public gathering spaces as well as marsh lands to collect the water from the chemical reactions of the skin and to filter and process grey water from the towers. The plants also turn the carbon dioxide, created in the chemical reaction of the skin, back into oxygen. It is paramount to have the plants help maintain the base-level carbon neutrality. A large pool around the base of the tower is the final collection point of the filtered water which goes to support a large amount of animal and plant life. Water is also pumped back up the towers from the pool to service toilets. Furthermore, the pool at the base acts as a heat sink for the release of the heat generated from a back-up air conditioning system. Here, the heat is released slowly, thus helps reduce the heat island effect.



We also propose the use of self-cleaning windows and bathroom tiles, which are available in the market for more than a decade. Scientists have been working on a solution on developing a “smart coating material” which can wash away dirt and keep the surface clean. However, it is not sufficient for the rapid urbanization we face. The ultimate challenge is how we can destroy the molecules of the pollutants, including nitrogen oxides, which are mainly the effects of heavy industries and automobile emissions.



The density of our large cities brings the additional complication of transmittable disease. The nano-material we propose can also be used on internal hallways, trash rooms, and elevators to remove or reduce bacterial agents. In an age of globalization with more potent infectious diseases, a building that can help neutralize bacteria within it can help curb infection rates. SARS and now H1N1 have demonstrated to us that our buildings are not ready. A sanitized walk-off mat is simply not going to prevent the next global pandemic. The air streams that blow out of each individual unit, as a result of cross ventilation, are designed to disperse the contaminated air away from the building and prevent back flow into adjacent units.



With the advancement on today’s nanotechnology, scientists can now modify and enhance the coating technology on building facade panels for incorporating the light activated nano-titanium dioxide (TiO2). The TiO2 based photo-catalysts can trigger a series of chemical reactions to generate hydroxyl radicals when exposed to sunlight or ultraviolet (UV) light. The artificial near-UV light source will give the maximum power on the photo-catalyst reaction. These radicals will oxidize and degrade most of the airborne urban pollutants such as volatile organic compounds (VOCs) or nitrogen oxides. They can even assist in deactivation of bio-contamination. This technology can make any surface anti-bacterial and mold-free. It can purify our ambient air and protect our buildings from bio-aerosol contamination.




The building is an explorative exercise aimed at taking full advantage of passive solar technique carefully married with the benefits of a titanium dioxide skin. The location of the project is set in Qingdao, China. Profitability will play a key role amongst investors in the shift towards our sustainable solution. We believe that coming out of a global recession, the consumer will be looking for a stable investment. The choice between purchasing a residential unit with a positive environmental attitude and not, will hopefully become a simple one. To get the product to market, significant tax breaks will be needed to help secure the positive direction the developers and consumers are looking for. Such architecture should be backed by progressive policy.



Designed by: Ted Givens, Benny Chow, Mohamed Ghamlouch



RESÍDUOS SÓLIDOS COMO MATÉRIA PRIMA: TIJOLOS DE ENTULHO.

Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho





 
A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho na canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.


 

A unidade de reciclagem do grupo Baram, Verbam, deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon) que ocorrerá em São Paulo no mês de março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.



Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atendar à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo.



“Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.



Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto da Verbam permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.



Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.



“Quando visitei a Europa comecei a perceber para onde caminhávamos,” explicou. “A preocupação [com o meio ambiente] está crescendo e nós empresários não temos opção a implementar processos menos danosos ao meio ambiente”.



Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.



Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.



Teremos tempo para a sustentabilidade na Copa?

Teremos tempo para a sustentabilidade na Copa?


Autor: Geraldo Campestrini



Com o atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014, estratégias sustentáveis podem ficar em segundo plano

A agenda da sustentabilidade tem ocupado grande parte dos debates e preocupações de diversos organismos públicos e privados. O tema está presente nas mesas de discussões e projetos para a Copa do Mundo de 2014, com algumas cidades falando em “estádios verdes” e “ecologicamente corretos”.



Segundo apurei superficialmente, cada estado com projetos de estádio para a copa deverá criar uma “Comissão de Meio-Ambiente e Sustentabilidade”. O Rio Grande do Norte, segundo noticiou o Portal 2014 (www.copa2014.org.br), foi o último estado a criar a tal comissão.



O fato é que pesquisei sobre as suas atribuições e nada encontrei (se algum dos leitores souber explicar a respeito de tais funções desta comissão, agradeço imensamente). Além disso, pelo recorrente e anunciado atraso em muitas das obras ligadas à copa, passei a questionar: será que sobrará algum tempo para de fato aplicar princípios de sustentabilidade nas instalações esportivas (e urbanas) ligadas ao mundial de futebol?



A reflexão é muito simples. Se o tempo está ficando cada vez mais curto para fazer o básico, como é que podemos esperar aquilo que para muitos é supérfluo? Talvez o tema da sustentabilidade tenha deixado de ser supérfluo há algum tempo, mas não é difícil imaginar que, com o torneio batendo à porta, há de se criar as condições básicas para que um jogo de futebol ocorra, fazendo as devidas maquiagens em nome do “embelezamento do espetáculo” e ponto final.



Entre fazer uma cobertura rápida e simples, e outra que demandará mais tempo para colocar placas de captação de energia solar, por exemplo, alguém tem dúvida do que será feito? E esperar que algo ocorra de benfeitoria nesse sentido após a Copa seria como escutar conversa fiada, a qual já estamos acostumados.



De acordo com Bell (2002), sustentabilidade é “internalizar as responsabilidades sociais e de meio-ambiente dentro de uma estratégia de negócios como forma de capacitar a organização para entregar benefícios permanentes para as gerações atuais e futuras de acionistas, colaboradores e demais stakeholders”.



Por tudo isso, o que se falou sobre planejamento em vários textos aqui publicados na Universidade do Futebol volta a aparecer como ponto de corte entre um megaevento bem administrado e aquilo que se coloca na mídia como plataforma política-eleitoreira. Que a copa seja sustentável de fato, e que o tema fique evidenciado sempre, em todos os processos de execução, planejamento e operacionalização das obras (e não apenas na falácia de alguns discursos de palanque).





Referências



Bell, D. V. J. (2002). “The Role of Government in Advancing Corporate Sustainability. Background Paper”. Disponível em www.sustainableenterpriseacademy.org.



Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br




 

Ao invés de reduzir, Austrália deve emitir 25% mais CO2 até 2020

Ao invés de reduzir, Austrália deve emitir 25% mais CO2 até 2020




Fonte: http://eco4planet.com/blog/2011/02/ao-inves-de-reduzir-australia-deve-emitir-25-mais-co2-ate-2020/

Por: João Paes Neto






O governo da Austrália admitiu nesta quarta-feira que será complicado reduzir suas emissões de CO2 em 5% dos níveis de 2000 até 2020. Mais do que isso, eles avisaram que as emissões vão subir quase 25% em relação a esse período.





Quem deu o aviso foi o Ministro de Mudanças Climáticas (sim, eles tem isso lá), Greg Combet, que avisou que o risco da meta não ser cumprida é “muito grande”.



No poder do país desde 2007, o Partido Trabalhista não teve apoio parlamentar suficiente para introduzir um sistema de mercado de carbono. Aí eles abandonaram essa promessa. Para piorar a situação, a atual primeira-ministra, Julia Gillard, não dá a atenção que seu antecessor (Kevin Rudd) dava para esse assunto.



Greg Combet explicou que os preços do carvão seguem afetando negativamente os investimentos em energia renovável, então as centrais alimentadas por combustíveis fósseis vão continuar sendo construídas.



Combet assumiu o cargo sendo aliado das poderosas mineradoras australianas e, por isso, se comprometeu a proteger o setor, que é responsável por 80% da demanda energética do país-ilha-continente. Jura que estamos falando do “Ministro de Mudanças Climáticas”?



Via Folha / Imagem Flickr



Por: João Paes Neto

Tags: Austrália, CO2, Emissão de CO2, emissões de gases, Greg Combet, Julia Gillard

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Visões de sustentabilidade

Visões de sustentabilidade

Fonte: http://revide.com.br/gerais/visoes-de-sustentabilidade/

Autores: Yara Racy e Fernando Belezine




Convidados pela Revide, quatro profissionais diferenciados discorrem sobre esse tema tão atual

 
Dando início a uma série de discussões que a Revide pretende abordar em 2011, esta semana o portal da revista apresenta, em texto e vídeo, a opinião de quatro diferentes profissionais sobre o tema sustentabilidade.



Para comentar esse assunto tão atual e tão importante para a sociedade e o planeta foi realizado um encontro, na sede da revista, com os convidados: Vera Lúcia Blat Miglioni, arquiteta, urbanista e professora das Faculdades COC; Marcos Fava Neves, professor e doutor da Faculdade de Economia e Administração (FEA USP-RP); Marcelo Pereira de Souza, professor titular do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP-RP e Paulo Finotti, químico e presidente da Sociedade da Defesa Regional do Meio Ambiente (Soderma) e vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.



O bate-papo informal, de quase duas horas, foi registrado em vídeo e os melhores momentos dessa "boa prosa" você confere aqui no portal. Sob a ótica de sua área de atuação, cada convidado abordou o conceito de sustentabilidade, apontando problemas ou levantando pontos contraditórios e oferecendo alternativas para a efetiva sustentabilidade do país e do mundo.



Com essa iniciativa, a Revide cumpre o seu papel de veículo de comunicação, encurtando distâncias e levando há um grande número de pessoas o acesso fácil e rápido a diferentes formas de pensamento sobre assuntos relevantes para a vida moderna. Conheça o que pensam nossos convidados e forme você também a sua opinião.



Considerações



Para a arquiteta e urbanista Vera Lúcia Miglioni, a sustentabilidade está associada a garantia de um meio ambiente onde as próximas gerações possam usufruir de um mundo com todos os recursos para a satisfação de suas necessidades de sobrevivência e, dentro de sua área de atuação, Vera não acredita ser possível a efetiva prática de sustentabilidade. “Nós não conseguimos conceber um ambiente urbano sustentável, isso é uma utopia. Podemos ter tentativas no sentido de fazer o meio ambiente mais equilibrado, mas o meio ambiente urbano sustentável é uma quimera”, observa.



Mais otimista, Marcos Fava Neves, acredita em um aprimoramento cada vez maior de técnicas e soluções capazes de tornar a sustentabilidade um pilar das ações empresariais. “A questão ambiental passou a fazer parte da importância brutal das atividades das empresas; a cada ano fica mais grave a situação de uma empresa que não está atenta à questão ambiental", alerta.



Para o professor a geração de hoje é muito feliz de viver um momento onde esse assunto é tão discutido, pois essa conscientização ambiental já veio tarde. “Agora temos que reparar os danos, alguns já irreversíveis, mas o pilar ambiental cresceu nos anos 2000 e está incorporado em boa parte das empresas. Esse aspecto é o grande ganho da sociedade mundial graças à internet, à comunicação, onde todo mundo fica sabendo de tudo num instante”, completa.



Já o professor de biologia, Marcelo Pereira de Souza, aponta para uma distinção entre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável e a necessidade de mudanças estruturais para se alcançar resultados efetivamente sustentáveis. “Eu colocaria em pauta, com muito mais veemência, a questão da biodiversidade. É muito difícil se falar em sustentabilidade e não mudar o sistema (capitalista), pois ele é perverso e induz as pessoas atuarem em varejo, e varejo, por sua vez, é muito vazio, efêmero. Nós precisamos de mudanças estruturais", opina.



Para Marcelo, a sustentabilidade eficiente não é apenas ambiental, mas sim integrada. "Posso desenvolver uma política sustentável sem tocar na área ambiental, é apenas retórico. Sustentabilidade é um assunto discutido e discutível. O desafio do ambiental é tentar aderir a todos esses valores (sociais, econômicos, biofísicos) da forma mais equilibrada possível", argumenta.



Químico e atuante nas questões de defesa ambiental, através da Soderma, Paulo Finotti coloca tanto o desenvolvimento sustentável quanto a sustentabilidade como termos etéreos em sua definição. “Na prática, sustentabilidade é deixar o planeta igual ou melhor do que aquele que recebemos, desde que isto favoreça todo o processo físico que nós encontramos no cotidiano”, ressalta.



Sob o ponto de vista ambiental, aspectos políticos, econômicos e sociais são tópicos distantes, mas que, na visão do químico, deveriam ser complementares. “Estamos “destruindo” o planeta há anos e agora queremos reconstruir o sistema o mais depressa possível. É preciso raciocinar macro, tratar o meio ambiente como algo de estado e não de governo, acabar com o egoísmo e as brincadeiras ambientais realizadas nas três esferas governamentais, pois como digo sempre “Deus perdoa. O homem, às vezes. A natureza, nunca. Então vamos aprender, ao menos, a respeitar a natureza”, conclui.



Especial Portal Revide



Confira AQUI os vídeos desse bate-papo.


Agenda: VI FÓRUM NACIONAL DE RESÍDUOS, POLÍTICAS E SUSTENTABILIDADE. DIAS 23 A 25 DE FEVEREIRO DE 2011.

VI FÓRUM NACIONAL DE RESÍDUOS, POLÍTICAS E SUSTENTABILIDADE. DIAS 23 A 25 DE FEVEREIRO DE 2011.

Fonte: http://www.portaldosresiduos.com.br/