sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Convite Sustentável: Agenda 21 MacroNorte

WWF projeta futuro com 95% da energia mundial vindo de fontes renováveis

WWF projeta futuro com 95% da energia mundial vindo de fontes renováveis



A ONG ambiental WWF lançou nesta quinta-feira (3) um estudo com novas perspectivas do futuro mundial em relação à produção de energia limpa. A publicação apresenta uma proposta de que até 2050, 95% da demanda energética seja proveniente de fontes renováveis.
O estudo foi feito pela consultoria Ecofys, especializada em energia, a pedido da WWF. A proposta não inclui somente uma nova realidade da produção, mas também estratégias que sejam capazes de reduzir até 15% do consumo energético, em relação ao ano de 2005.
A pesquisa garante que os combustíveis fósseis poderão ser praticamente abandonados nas próximas décadas. Hoje, eles fornecem 80% da energia global. A biomassa e a energia nuclear também podem ser deixadas de lado nos anos que se seguem.
A receita para essa mudança não é tão simples e demandaria um grande esforço econômico mundial. O primeiro passo para um novo cenário está relacionado aos sistemas de calefação, muito presente nos países frios do hemisfério norte. É essencial que os gastos com o aquecimento dos edifícios sejam reduzidos em 60%. Esse objetivo pode ser alcançado através da melhora na eficiência energética e aproveitamento da energia solar.
As instalações elétricas atuais também precisariam ser transformadas para redes inteligentes e econômicas. O transporte sofreria alterações para que a eletricidade fosse o principal “combustível” para a locomoção global. O direcionamento feito pela consultoria inclui o forte incentivo ao uso das bicicletas, do transporte público e caminhadas.
Até mesmo a alimentação precisaria ter novos formatos, com o consumo de carne reduzido pela metade nos países industrializados e acrescido em 25% nas nações em desenvolvimento.
Para que seja possível suprir 95% da demanda energética com fontes renováveis, mesmo com essas alternativas que reduzem o consumo, o mundo precisaria se juntar em investimentos pesados. Durante os próximos 25 anos, seria necessário investir US$ 4,8 trilhões anualmente. Em contrapartida, no fim do prazo passaríamos a economizar US$ 5,5 trilhões por ano, em comparação aos gastos atuais. Mesmo sendo uma proposta ambiciosa, o estudo garante que ela seja tecnicamente possível. Com informações da Ecofys.
Redação CicloVivo
A ONG ambiental WWF lançou nesta quinta-feira (3) um estudo com novas perspectivas do futuro mundial em relação à produção de energia limpa. A publicação apresenta uma proposta de que até 2050, 95% da demanda energética seja proveniente de fontes renováveis.
O estudo foi feito pela consultoria Ecofys, especializada em energia, a pedido da WWF. A proposta não inclui somente uma nova realidade da produção, mas também estratégias que sejam capazes de reduzir até 15% do consumo energético, em relação ao ano de 2005.
A pesquisa garante que os combustíveis fósseis poderão ser praticamente abandonados nas próximas décadas. Hoje, eles fornecem 80% da energia global. A biomassa e a energia nuclear também podem ser deixadas de lado nos anos que se seguem.
A receita para essa mudança não é tão simples e demandaria um grande esforço econômico mundial. O primeiro passo para um novo cenário está relacionado aos sistemas de calefação, muito presente nos países frios do hemisfério norte. É essencial que os gastos com o aquecimento dos edifícios sejam reduzidos em 60%. Esse objetivo pode ser alcançado através da melhora na eficiência energética e aproveitamento da energia solar.
As instalações elétricas atuais também precisariam ser transformadas para redes inteligentes e econômicas. O transporte sofreria alterações para que a eletricidade fosse o principal “combustível” para a locomoção global. O direcionamento feito pela consultoria inclui o forte incentivo ao uso das bicicletas, do transporte público e caminhadas.
Até mesmo a alimentação precisaria ter novos formatos, com o consumo de carne reduzido pela metade nos países industrializados e acrescido em 25% nas nações em desenvolvimento.
Para que seja possível suprir 95% da demanda energética com fontes renováveis, mesmo com essas alternativas que reduzem o consumo, o mundo precisaria se juntar em investimentos pesados. Durante os próximos 25 anos, seria necessário investir US$ 4,8 trilhões anualmente. Em contrapartida, no fim do prazo passaríamos a economizar US$ 5,5 trilhões por ano, em comparação aos gastos atuais. Mesmo sendo uma proposta ambiciosa, o estudo garante que ela seja tecnicamente possível. Com informações da Ecofys.
Redação CicloVivo

Relatório Brundtland e a sustentabilidade: Pesquisador da USP desenvolveu uma metodologia para medir a sustentabilidade ambiental de maneira quantitativa

Método permite medir sustentabilidade de modo quantitativo


Sociedade - 02.02.11





Fonte: http://www4.usp.br/index.php/sociedade/20736-metodo-permite-medir-sustentabilidade-de-modo-quantitativo



Autoria: Valéria Dias / Agência USP



A partir de uma tese de doutorado apresentada ao Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, o pesquisador e professor Joaquim Francisco de Carvalho desenvolveu um estudo onde propõe uma metodologia para medir a sustentabilidade ambiental de maneira quantitativa. Um artigo sobre o tema acaba de ser publicado na Renewable and Sustainable Energy Reviews.



Carvalho explica que a definição de sustentabilidade geralmente aceita, baseada no chamado Relatório Brundtland, de 1.987, é adequada para o debate político, por levar em conta apenas o lado qualitativo, não existindo, até então, uma definição quantitativa sobre sustentabilidade. Esta definição qualitativa estabelece que um projeto é sustentável quando não contribui para degradar o meio ambiente e o mantém capaz de fornecer recursos para as gerações futuras.



“Com base nesta definição, fica impossível afirmar, com segurança, que a construção de uma usina hidrelétrica causará mais ou menos danos ao meio ambiente do que centrais termelétricas a carvão ou a biomassa” pondera Carvalho. “Entretanto, o artigo recentemente publicado deve ser considerado apenas como uma pesquisa básica sobre o assunto, que poderá ser útil na medida em que oferece para outros estudiosos sugestões para linhas de pesquisas a serem exploradas sobre o tema”, destaca.



Entropia

A metodologia foi baseada em conceitos de um ramo da Física denominado Termodinâmica do não equilíbrio e está estruturada a partir dos princípios de mínima e máxima produção de entropia. Segundo o dicionário Aurélio, entropia “é uma grandeza que, em termodinâmica, permite avaliar a degradação da energia de um sistema: a entropia de um sistema caracteriza o seu grau de desordem”.



Carvalho explica: “Podemos dizer que a sustentabilidade de um sistema, como a Terra, por exemplo, depende basicamente do equilíbrio dos fluxos de energia que entram e saem. Este equilíbrio é influenciado pelo número de elementos do sistema e por seu regime termodinâmico, ou pelo nível de organização de seus elementos. Isso caracteriza a entropia do sistema. Sistemas sustentáveis produzem pouca entropia e são bem organizados, enquanto sistemas insustentáveis produzem muita entropia e são caóticos”.



O pesquisador usa como exemplo a energia que chega na Terra por meio do Sol. “Neste caso, a energia solar, recebida direcionalmente num fluxo de alta qualidade e baixa entropia, é responsável por uma série de fenômenos atmosféricos e geológicos, pela fotossíntese, pelo metabolismo das plantas e de animais e é reemitida com baixa qualidade (degradada) e alta entropia. Porém, há um balanço energético entre a energia que entra e a que sai”, esclarece, lembrando que entropia está associada a temperatura.



Já no caso de uma plantação de cana-de-açúcar em áreas especialmente desmatadas para isso, Carvalho explica que o fluxo entrópico é alto, entre outras coisas, por força do desmatamento, que causar a destruição de um ecossistema e, consequentemente, de uma série de informações genéticas e biológicas, gerando caos (desequilíbrio) naquele meio. “Qualquer processo que desorganize, destrua informação ou diminua a eficiência de um sistema aumenta a sua entropia. As causas podem ser o atrito, em sistemas mecânicos; resistência elétrica, em sistemas elétricos; super-exploração e mau uso do solo, em sistemas agrícolas; transportes caóticos e desperdício de energia, nas cidades, etc”, destaca o pesquisador.



“Podemos então definir desenvolvimento sustentável em função da intensidade dos impactos ambientais causados pelas atividades econômicas, como aquele que tenda a manter os fluxos de entropia dos sistemas terrestres próximos aos atuais, que são os que viabilizam a vida humana. Esta definição ainda não é precisa; entretanto, com base nela, poderíamos estabelecer escalas de magnitudes de impactos sobre o ambiente natural, provocados por atividades econômicas básicas”, sugere Carvalho.



Segundo o pesquisador, essas escalas ainda são limitadas pela escassez de trabalhos experimentais e, portanto, pela insuficiência de dados quantitativos. “Mas na medida em que vá crescendo o interesse por este assunto, os pesquisadores da área de energia poderão definir escalas cada vez mais precisas, em função do que poderíamos chamar de Graus Entrópicos das atividades consideradas.



Índice IDHS

No artigo, o pesquisador sugere ainda a criação de um Índice de Desenvolvimento Humano Sustentável (IDHS) que seria obtido a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) — formado por dados ligados à expectativa de vida ao nascer, educação e Produto Interno Bruto (PIB) de um país — e de um Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA). O ISA seria estabelecido em função dos graus entrópicos dos produtos de maior peso na economia. “Os materiais de maior impacto entrópico teriam peso maior. Por exemplo, o impacto de um quilo de alumínio — que implica extração do minério e elevado consumo de eletricidade — é bem maior do que o de um quilo de madeira, que é produzida por fotossíntese, um processo natural que consome apenas energia solar, dióxido de carbono e água, existentes na atmosfera”, explica.



No artigo, o pesquisador sugere ainda que a Organização Mundial do Comércio (OMC) utilize o IDHS para estabelecer escalas de acréscimos e decréscimos nas tarifas de exportação de países, de acordo com índices maiores ou menores de IDHS.



O artigo “Measuring economic performance, social progress and sustainability using an inde” foi baseado em estudos realizados para a tese de doutorado de Carvalho, intitulada O declínio da era do petróleo e a transição da matriz energética brasileira para um modelo sustentável, apresentada em 2009 ao IEE, sob a orientação do professor Ildo Sauer.



Nos próximos meses de março e abril, Carvalho vai ministrar a disciplina “Energia e Sustentabilidade” no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP, no qual uma das aulas será voltada para o tema do artigo publicado pela Renewable and Sustainable Energy Reviews.



Mais informações: emails joacarvalho@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou jfdc35@uol.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , com o pesquisador Joaquim Francisco de Carvalho
 
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Relatório Brundtland e a sustentabilidade




Fonte: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/91

Em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como é bastante conhecido, Relatório Brundtland, apresentou um novo olhar sobre o desenvolvimento, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. É a partir daí que o conceito de desenvolvimento sustentável passa a ficar conhecido.



Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.



O clima na imprensa

O Relatório Brundtland não é citado uma única vez na amostra de textos sobre mudanças climáticas publicados por 50 jornais brasileiros, no período julho de 2005-junho de 2007.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.



O documento enfatizou problemas ambientais, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio (conceitos novos para a época), e expressou preocupação em relação ao fato de a velocidade das mudanças estar excedendo a capacidade das disciplinas científicas e de nossas habilidades de avaliar e propor soluções, como está na publicação Perspectivas do Meio Ambiente Mundial – GEO 3 (PDF 1.053 KB - Baixar Arquivo), do PNUMA.



O Relatório Brundtlandt também já apresentava uma lista de ações a serem tomadas pelos Estados e também definia metas a serem realizadas no nível internacional, tendo como agentes as diversas instituições multilaterais. Mas, de acordo com o professor da Universidade de São Paulo, Pedro Roberto Jacobi, em seu artigo “Meio Ambiente e Sustentabilidade” (PDF 47 KB - Baixar Arquivo), publicado no livro O Município no Século XXI, “os resultados no final da década de 1980 estão muito aquém das expectativas e decorrem da complexidade de estabelecer e pactuar limites de emissões, proteção de biodiversidade, notadamente pelos países mais desenvolvidos”.



Entre as medidas apontadas pelo relatório, constam soluções citadas mais à frente, como a diminuição do consumo de energia, o desenvolvimento de tecnologias para uso de fontes energéticas renováveis e o aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas.



O Relatório Brundtlandt é resultado do trabalho da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtlandt e Mansour Khalid, daí o nome final do documento. A comissão foi criada em 1983, após uma avaliação dos 10 anos da Conferência de Estocolmo, com o objetivo de promover audiências em todo o mundo e produzir um resultado formal das discussões.



O documento foi publicado após três anos de audiências com líderes de governo e o público em geral, ouvidos em todo o mundo sobre questões relacionadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento. Foram realizadas reuniões públicas tanto em regiões desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento, e o processo possibilitou que diferentes grupos expressassem seus pontos de vista em questões como agricultura, silvicultura, água, energia, transferência de tecnologias e desenvolvimento sustentável em geral.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fontes de energia alternativa são o futuro dos data centers

Fontes de energia alternativa são o futuro dos data centers



Fonte: http://empresaverde.blogspot.com/2011/02/fontes-de-energia-alternativa-sao-o.html


Gestores de data centers têm uma regra dourada: não perturbar o fornecimento de energia elétrica.

Por John Brandon, da Computerworld-EUA

Quase todas as instalações de data center usam alimentação de corrente alternada, o que pode ser excelente na hora de manter em funcionamento um PC doméstico, mas também é usada na alimentação de uma grosa de servidores.
Com um rápido crescimento na atividade, as previsões para o consumo dos atuais data centers são de um incremento na ordem de 100% nos próximos cinco anos. Cientes de tal realidade, várias empresas partem para fontes de energia alternativas. Entre essas tecnologias, podemos destacar: energia solar, turbinas alimentadas com gás natural, energia eólica, células de energia e energia hidrelétrica.

Por quê?

A motivação para tal adoção de fontes de energia é uma só: maior retorno sobre investimento (ROI).

Ainda assim, o cálculo para definir se o retorno financeiro para cada diferente projeto se dará em tempo hábil, é de complexidade razoável. “Esse cálculo vai decidir a viabilidade dos projetos”, diz o analista especialista em energia verde Ted Ritter, da Nemerts Research Group Inc.

Para Ritter, muitas organizações têm problemas em justificar o investimento em fontes de energia alternativas, pelo menos de imediato. O impasse aumenta quando a operação prevê a substituição completa da corrente alternada, entregue diretamente nas instalações. Outro raciocínio, necessário quando da avaliação em migrar de fornecimento elétrico, consiste em estabelecer planos e recursos que garantam a disponibilidade de energia – o que implica em investimento e em custos adicionais.

A pesquisa

As empresas que a Computerworld dos EUA entrevistou para o artigo a seguir figuravam entre as companhias mais importantes no que tange a energia verde e que contornaram várias questões no desenrolar dos projetos. Algumas dessas iniciativas têm projeção de gerar o retorno nos investimentos daqui há 15 anos.

Energia solar – Agência de governo do Estado da Califórnia

O departamento de transporte público da Califórnia, com sede em San Diego, optou pela modalidade solar para dar conta de sua demanda por fornecimento de energia elétrica. Por força da irregularidade na corrente de vento, a opção do energia eólica fora posta de lado. Com um data center de proporções consideradas pequenas/médias e voltados a atender 12 milhões de usuários de transporte público por ano, a principal atribuição é gerenciar o sistema de emissão de bilhetes e monitorar as câmeras de segurança instaladas em terminais e estações de meios públicos de transporte.

A CIO do departamento de trânsito, Angela Miller, diz que a organização percebeu a necessidade em adotar o sistema de energia alternativo por força do movimento pró-sustentabilidade. No total, o departamento investiu 600 mil dólares em 30 painéis solares, uma plataforma de virtualização para sistemas de armazenamento e novos sistemas de ventilação. Os painéis fornecem a energia elétrica que é revendida para o município em troca de energia elétrica em corrente alternada – o que torna a geração sustentável uma fonte de renda extra, já que existe superavites na produção.

Virtualização

Sobre a virtualização, Angela esclarece que “era crítico por uma série de motivos”. A nova constelação faz melhor aproveitamento do hardware disponível, torna a identificação de processos mais segura, e, finalmente, demanda menos mão de obra para ser administrada.

Angela alerta para um ponto importante na hora de avaliar a adoção de plataformas de virtualização. “Se a intenção for gerar economia, tenha pronta uma plataforma para realizar o benchmarking. Caso contrário, não irá passar de desperdício de recursos”.

Ressalvas

Ovacionada a atitude do departamento de Angela Miller, alguns analistas advertem que essa opção não é viável para todos os casos. É necessário prestar atenção no fato de um data center consumir entre 1000% e dez mil por cento mais energia por m² que um edifício corporativo ordinário. Tal circunstância eleva a necessidade por alta disponibilidade de luz solar para níveis sem precedentes. Ou seja, é alternativa para DCs com sede em regiões áridas.

Imagem da companhia

O componente de marketing que mais interessa nessa estratégia é denotado pela presença física dos painéis solares – expostos aos olhos de todos. Tal mensagem tem excelente aceitação por parte das comunidades e expressa compromisso com questões de ordem ecológica. Virtualização é outra manobra inteligente, por consolidar mais instâncias em uma máquina.

Gás Natural – Universidade de Syracuse

A geração de energia ocorre ali mesmo, nas instalações da Universidade de Syracuse, nos EUA. Com base em um investimento da ordem de 12 milhões de dólares, a instituição implementou um data center alimentado por energia gerada por turbinas, que por sua vez exploram as propriedades do gás natural. O data center da universidade consome ½ megawatt. Outros 200 quilowatts são gerados para outras finalidades; entre essas, alimentar outros edifícios da instituição.

As turbinas alimentam duas centrais de resfriamento com capacidade de 150 toneladas. Elas condensam o ar quente e o devolvem em forma de água refrigerada para resfriar os servidores do data center. Durante o inverno, as centrais usam ar externo para controlar a temperatura dos sistemas, ao passo que enviam água quente como calefação dos edifícios adjacentes.

O sócio

O CIO da universidade, Cristopher Sedore, afirma ter avaliado diversos fatores no cálculo do ROI (retorno do investimento). Um parceiro importante na elaboração e execução do projeto foi a IBM, que encontra-se alocada em parte das instalações com laboratórios para monitoração do experimento.

O CIO se reservou o direito de não comentar sobre a participação financeira da IBM no custo do projeto ou a revelar qual é o ROI prospectado.

Células de energia no First National Bank de Omaha

Possivelmente, uma das tecnologias mais promissoras seja a de células de hidrogênio combustível. Sem produzir qualquer subproduto ou emitir gás prejudicial, empresas como a Verizon, a Whole nFoods e a Google adotaram esse modelo para dar conta da alimentação elétrica nas instalações.

Em 1999

Por ter aspectos que reduzem o escopo da aplicação de células de hidrogênio, nem todo data center é candidato a adotar tal solução. O que levou o First National Bank de Omaha, nos EUA a ,em 1999, construir um data center de 6.800 m², alimentado exclusivamente por células do combustível, foi a robustez do sistema. Com tamanho de quase um campo de futebol e quatro geradores de 200 kilowatts, qualquer queda no fornecimento pode ser corrigida com o emprego de um sistema UPS – ainda assim, essa possibilidade é remota.

Segundo a presidente do First National Buildings, ligado ao banco, Brenda Dooley, a indisponibilidade da alimentação não ultrapassa a casa dos dois ou três segundo por ano. A presidente explica que o data center é responsável por realizar as transações de cartão de crédito e que demanda por alta disponibilidade. Uma hora de queda de energia pode trazer prejuízos da ordem de 6 milhões de dólares.

A justificativa

Ciente dos altos custos associados à adoção de células de hidrogênio combustível – até 230% mais caro que alimentação por corrente alternada padrão – o banco apostou em estabilidade para dar conta dessa diferença no investimento.

“É uma modalidade de energia alternativa que não deve ser levada em consideração para data centers muito grandes”, explica o analista Ritter. “Mas, em longo prazo e usada em forma de fonte de energia suplementar, pode ser interessante”, completa.

Ao avaliar o emprego de células de H combustível, Ritter sugere que se calcule as médias de queda no fornecimento de energia tradicionais. Sobre o caso do First Natioonal Bank de Omaha, Ritter comenta que possivelmente a indisponibilidade de energia convencional deva ser bastante alta para convencer a instituição a pagar 12 centavos de dólar por quilowatt de energia quando o preço comum está na casa dos cinco centavos.

O futuro

Fontes de energia alternativas são o futuro para os data centers. Atualmente, Ritter não vê outra saída se os preços de energia convencional continuarem a subir. Seja solar, com gás natural, células de combustível ou outra tecnologia emergente – como o aproveitamento das marés – está claro que novas fontes terão papel fundamental no desenvolvimento dos data centers.





Fonte: http://computerworld.uol.com.br

Postado por Empresa Verde às Quarta-feira, Fevereiro 02, 2011
 

Atenção: Manual completo para projeto e construção de PARQUES SUSTENTÁVEIS e espaços abertos para a cidade de Nova York.





Artigo: Novíssimo Manual de construção de parques de alto desempenho na paisagem para a cidade de Nova York. Esse manual muda radicalmente o olhar e a forma de se pensar e projetar parques urbanos. Será ótimo de procurarmos aprender e adaptar a metodologia e as soluções para nossas cidades.


postado por: Cecilia Herzog em 13.01.2011

High Performance Landscape Guidelines

21st Century Parks for NYC



Download the full “High Performance Landscape Guidelines: 21st Century Parks for NYC”. [PDF, 7MB]

Parks are crucial to the future quality of life in New York City, and play a leading role in preparing New York City for the next million people, the goal of New York’s PlaNYC initiative. That’s why the Fellows of the Design Trust for Public Space, the landscape architects and specialists of the Parks Department as well as the experienced professionals of Parks’ operations division worked together to prepare this manual: “High Performance Landscape Guidelines: 21st Century Parks for NYC”.



This manual is a comprehensive manual for the design and construction of sustainable parks and open space. The “Guidelines” will change the way all of New York City’s parks are designed, built, and maintained, improving the quality of life for all New Yorkers while reducing the city’s impact on the earth.



The “Guidelines” will ensure that NYC’s parks clean our air and absorb storm water, reduce the urban heat island effect, provide habitat, and address the challenges of climate change. This manual contains hundreds of best practices including:



Keeping rain water within parks for the use of plantings rather than sending it to sewers.

Increasing the resiliency of plantings by considering the soil, the effects of climate change, the plant type and future maintenance needs.

Designing to save labor, reduce operating expenses and decrease the frequency of capital replacement.

“Parks are a crucial component of the urban infrastructure that will help our city address the challenges of the twenty-first century… With ‘High Performance Landscape Guidelines’, we’ve created a new blueprint for how parks are designed, built, and maintained.”

— New York City Mayor Michael Bloomberg, from the Mayoral Foreword to “High Performance Landscape Guidelines”



All of these changes and many more will come to life in all five boroughs, making New York City a greener and greater place for all of us.



Producing the “Guidelines” was an effort that required the skills and knowledge of many professionals.



Charles McKinney, Principal Urban Designer, NYC Department of Parks & Recreation

Debora Marton, Executive Director of the Design Trust for Public Space



Design Trust Fellows

Michele Adams, Meloria Environmental Design

Steven Caputo, NYC Mayor’s Office of Long Term Planning and Sustainability

Jeannette Compton, NYC Department of Parks & Recreation

Tavis Dockwiller, Viridian Landscape Studio

Andrew Lavallee, AECOM Design + Planning



“21st Century parks will not only be beautiful places, they will be healthy ecologies. [The ‘Guidelines’] will connect the many people who design, build, and take care of the city’s open spaces so that each project is resilient and thriving.”

— NYC Department of Parks and Recreation Commissioner Adrian Benepe, from the Preface to “High Performance Landscape Guidelines





download do manual virtual:
===================================================================================== Artigo sobre o projeto de uma das primeiras paisagistas dos Estados Unidos, Martha B. Hutchenson, onde projetou uma infraestrutura verde ao longo do rio para coletar águas. Vale ver há quantos anos, nos EUA, o paisagismo é estudado e pesquisado, com teorias que dão suporte técnico e científico para os planos e projetos da paisagem!A paisagem é o suporte onde tudo acontece.Para que as cidades sejam sustentáveis é preciso contemplar a sua estrutura, seus processos e fluxos abióticos, bióticos e das pessoas (circulação, matéria e energia). Para isso, será preciso que haja profissionais capacitados e tomadores de decisões que compreendam a importância de planejar ecologicamente a paisagem urbana, desenvolver projetos paisagísticos de baixo impacto e alto desempenho, em todas as escalas, a fim de adaptar as cidades brasileiras para enfrentar os desafios que se apresentam.Assim poderemos ter áreas urbanas com qualidade de vida de primeiro mundo!Uma abraço e ótimo 2011.Cecilia Herzog=================================================================================

 

Resíduos de pneus são alternativas para a construção civil

Resíduos de pneus são alternativas para a construção civil


Fonte: http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/4401/Res%C3%ADduos+de+pneus+s%C3%A3o+alternativas+para+a+constru%C3%A7%C3%A3o+civil
 

 
Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Indústria do Plástico








Data: 02/02/2011 10:23







Por: Redação TN / Alessandra Leite, Agência Fapeam







Resíduos de pneus que teriam como destino os aterros sanitários e pelo menos cem anos para se decomporem podem ser utilizados na substituição parcial de ‘agregado graúdo de concreto’ e aplicados na fabricação de elementos de pavimentação. Tal constatação é resultado do projeto “Reutilização da borracha de pneus em substituição ao agregado de concreto”, do pesquisador e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raimundo Kennedy Vieira, com o apoio do Programa Primeiros Projetos (PPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).







Outro destaque apontado pelo pesquisador é a alternativa econômica obtida por meio da geração de renda para uma faixa da população, com o aproveitamento da mão de obra local na atividade de reutilização da borracha. “Este produto pode ser uma alternativa de solução para um problema nacional, que é o destino final dado aos resíduos de pneus. Além do custo altíssimo, os despejos em lugares inadequados podem comprometer a saúde e o meio ambiente”, afirmou.







Segundo Vieira, com os resultados da pesquisa se abriu a possibilidade do desenvolvimento de um procedimento específico para a incorporação da borracha ao concreto. “Do ponto de vista econômico, pode-se considerar a possibilidade desse tipo de material, antes considerado um problema principalmente para os gestores públicos que precisam administrar toneladas de dejetos nos lixões, tornar-se uma alternativa de alívio financeiro ao município. Por outro lado, temos consciência de que se trata apenas do começo de uma linha de pesquisa”, observou. Além de serem utilizados em obras de pavimentação, os resíduos de pneus podem ser aplicados às obras de complementação viária, como meio-fio, o que demonstra claramente os benefícios na mitigação do impacto ambiental.







Estudos semelhantes mostram que a reutilização dos resíduos da borracha de pneus já é uma realidade no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) do Rio Grande do Sul, no qual o material é aplicado às misturas asfálticas. Mesmo reconhecendo que há vários grupos de pesquisa empenhados nesse tipo de pesquisa, espalhados pelas universidades do País, Vieira chama a atenção para os ‘entraves’ de se fazer chegar à sociedade e ao empresariado local, esses estudos. “De maneira global o empresariado da Construção Civil é extremamente conservador, o que dificulta muito a incorporação de novas tecnologias produzidas pelas universidades e centros de pesquisa, ao dia a dia do cidadão comum”, avaliou.







Avanço acadêmico







Um dos principais desdobramentos desse trabalho, conforme explicou o pesquisador, é a criação de uma linha de pesquisa dentro do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Ufam, proporcionando o aprofundamento deste tipo de estudo no Amazonas. “Atualmente, estamos em fase final de produção de artigos científicos, desta vez, sobre a aplicação da borracha em argamassa, além de outro trabalho para aplicação do material em placas cimentíceas pré-moldadas, a serem utilizadas como pavimentos em parques e jardins”, enfatizou.







Para o professor, o grande resultado promovido pela execução do projeto foi o impulso dado aos pesquisadores, que publicaram dezenas de artigos e foram contemplados com diversos projetos aprovados em todos os órgãos de fomento, além de inúmeras dissertações defendidas, com o auxílio dos equipamentos adquiridos.







Para o pesquisador, o apoio da FAPEAM foi imprescindível em todo o processo. “Com os recursos montamos uma infraestrutura de apoio, adquirimos equipamentos, contratamos serviços. A partir deste estudo, muitos projetos vieram e hoje podemos dizer que nosso grupo tem relevância estadual, nacional e internacional”, ressaltou.







Sobre o PPP







O Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores - Programa Primeiros Projetos, desenvolvido em parceria com o CNPq, consiste em apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas e particulares, sem fins lucrativos, de ensino superior e/ou de pesquisa sediadas ou com unidades permanentes no Estado de Amazonas, visando dar suporte à fixação de jovens pesquisadores e nucleação de novos grupos, em quaisquer áreas do conhecimento.











www.tnpetroleo.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arquitetos criam casa usando material de construção encontrado nos arredores

Arquitetos criam casa usando material de construção encontrado nos arredores


Autor: GizModo

Fonte: http://www.ie.org.br/site/noticia.php?id_sessao=4&id_noticia=4924


Publicado em 02 de Fevereiro de 2011












Ao redor desta casa moderna, num raio de 15 quilômetros, estão várias casas e fábricas abandonadas. Marcando cada uma delas no Google Earth, os arquitetos reutilizaram os materiais. Nada foi desperdiçado – nem um guarda-chuva, que teve a armação usada na iluminação. E pelo design, não é o tipo de coisa que costuma vir com o selo “reciclado”.



A casa, que fica em Eschede, na Holanda, não é feita só de materiais reutilizados, mas os números impressionam – na parte exterior, a reciclagem rendeu 60% da produção, enquanto a área interna foi feita com incríveis 90% de materiais resgatados. E, apesar de tudo isso, o design continuou impressionante. Palmas para o pessoal da 2012Architects, provando que é possível pensar antes nos materiais para depois desenhar a casa






terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ILUMINAÇÃO DO TÚNEL AYTON SENNA EM SÃO PAULO COM LÂMPADAS LED

Nova iluminação do Túnel Ayrton Senna com LED





26 de Janeiro de 2011 - 15:12




A nova tecnologia de iluminação implantada no Túnel Ayrton Senna possibilitará uma redução superior a 80% no consumo de energia. A entrada e saída do túnel, bem como o monumento em homenagem ao piloto também receberam uma iluminação especial, valorizando a arquitetura local.





O prefeito de São Paulo inaugurou nesta terça-feira (25/1) a nova iluminação do Túnel Ayrton Senna e visitou o Centro de Monitoramento da CET.



Através do convênio entre a Secretaria Municipal de Serviços, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), a AES Eletropaulo substituiu todo o sistema de iluminação do túnel Ayrton Senna por lâmpadas LED. Essa é a tecnologia mais moderna para iluminação e possibilitará uma redução superior a 80% no consumo de energia. A distribuidora investiu R$ 6,2 milhões na ação.



Com a construção de uma nova rede de fornecimento de energia elétrica para a iluminação do túnel, a ação visa prevenir o furto de lâmpadas e cabos no local, minimizando as interrupções por falta de energia. A entrada e saída do túnel, bem como o monumento em homenagem ao piloto Ayrton Senna também receberam uma iluminação especial, valorizando a arquitetura local.



O Ayrton Senna é o primeiro túnel da região metropolitana de São Paulo a ter lâmpadas LED. Devido à sua longa vida útil essa tecnologia irá reduzir consideravelmente a manutenção do sistema de iluminação do túnel. Além disso, as lâmpadas LED têm alto índice de reprodução de cores, melhorando a segurança dos motoristas que trafegarão pelo túnel.






segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PRAÇAS & PARQUES: Algumas regras e diretrizes para um bom projeto

praças & parques: algumas regrinhas e diretrizes para um bom projeto


Autoria da Profª Dra. Helena Degreas


Educação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo

Publicado por: helenadegreas

22/11/2010
 
Fonte: http://helenadegreas.wordpress.com/2010/11/22/pracas-parques-algumas-regrinhas-e-diretrizes-para-um-bom-projeto/



Região serrana do Rio de Janeiro ganhará cinco parques fluviais

Região serrana do Rio de Janeiro ganhará cinco parques fluviais


Postado em Economia e Política em 29/01/2011 às 08h05


Autoria: Redação Eco
 
Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/janeiro/regiao-serrana-do-rio-de-janeiro-ganhara-parques
 
 
As áreas atingidas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro ganharão cinco parques fluviais distribuídos por 95 quilômetros, segundo anunciou na sexta-feira, 28 de janeiro, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc. Estima-se que sejam necessários R$ 190 milhões para a implantação do projeto.




“Parques fluviais são projetos que protegem os rios, as matas ciliares, o meio ambiente e protegem as pessoas. Vamos construir pelo menos 95 quilômetros de parques fluviais em áreas urbanas e rurais. Com isso nós garantimos o meio ambiente, as matas ciliares e também impedimos que famílias e agricultores sofram e até morram com as próximas enchentes”, afirmou Minc, que foi ministro do Meio Ambiente até 2010, quando a atual titular da pasta, Izabella Teixeira, assumiu o cargo.



Dos 95 quilômetros de parques fluviais, 55 estarão localizados em áreas urbanas da região, com a criação de áreas esportivas e ciclovias. Os demais 40 quilômetros serão construídos nas áreas rurais, onde haverá um trabalho de reflorestamento e recomposição das matas ciliares. A ideia é preservar, pelo menos, 30 metros de largura em cada uma das margens.



De acordo com o secretário, o primeiro parque será construído no Rio Santo Antônio, em Petrópolis, e finalizado até o início do próximo verão. O segundo será o do Córrego Dantas, em Nova Friburgo, muito atingido pelas enxurradas. Os restantes serão distribuídos em vales no interior de Teresópolis.



O Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam) esteve reunido ainda na sexta-feira para definir a liberação de R$ 5 milhões para o projeto.



Com informações da Agência Brasil

PARQUES URBANOS

PARQUES URBANOS



Autoria e fonte: http://www.tupa.sp.gov.br/planejamento/?:=noticia&tt=atd&c=16&t=




A importância da implantação de espaços destinados ao lazer e da manutenção da qualidade ambiental nas cidades é cada vez maior, pois, em áreas urbanizadas, os problemas ambientais ganham maior amplitude. Dentro deste contexto, faz-se necessária a adoção de medidas que tenham como objetivo a diminuição dos efeitos negativos produzidos pela urbanização acelerada e desordenada. As áreas verdes destinadas ao lazer e contemplação, espaços preservados dentro do perímetro urbano, contribuem para o equilíbrio entre as relações da população com seu meio ambiente.



Não há como pensar em um planeta sustentável sem iniciativas que estimulem o desenvolvimento e conservação de áreas verdes. É preciso por em prática políticas públicas que valorizem a conservação e a preservação da natureza, visando o tão almejado desenvolvimento sustentável. Há algumas décadas, as questões ligadas ao ambiente urbano ainda não se encontravam delineadas com precisão e não incluíam a relação entre crescimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida. As áreas verdes urbanas tinham suas funções voltadas principalmente para a estética e o lazer.



Com o advento da Primeira Revolução Industrial, as grandes fábricas necessitavam de mão-de-obra, que estava concentrada no meio rural. Com a vinda das pessoas para as cidades, ocorreu uma mudança no estilo de vida. Para minimizar as tensões da vida nas cidades, os espaços livres surgiram com o objetivo de amenizar os problemas sociais e ambientais urbanos, que se tornaram extremamente graves. Sentiu-se a necessidade de minimizar o cotidiano massacrante de muito trabalho e pouco lazer.



A cidade industrial moderna, com seu emaranhado de problemas, impôs a necessidade de implantação de áreas verdes, parques e jardins, como elementos urbanísticos, não destinados apenas à ornamentação urbana, mas como uma necessidade higiênica, de recreação e mesmo de defesa e recuperação do meio ambiente em face à degradação de agentes poluidores. As áreas verdes atuariam ainda como elementos de equilíbrio do meio ambiente urbano, de equilíbrio psicológico, de reconstrução da tranqüilidade, de recomposição do temperamento desgastado no cotidiano estressante.



Estudos recentes sobre a importância ambiental urbana dos parques e a sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida estão sendo realizados para melhor compreender a gestão destes espaços e proporcionar aos habitantes das cidades condições mais favoráveis ao seu bem-estar. As necessidades de conforto climático, de satisfação estética e de presença da paisagem natural no interior da massa construída, dando, inclusive, suporte à fauna, são atendidas pela arborização das vias públicas e pelos grupos arbóreos presentes nos parques e praças.



No final do século XVIII e início do século XIX, surgiram os primeiros espaços ajardinados para o uso público e os primeiros parques urbanos. Com o crescimento das cidades e a destruição das florestas, o interesse por jardins e parques apareceu como um contraponto à sociedade industrial e passou a fazer parte do cotidiano urbano. Em meados do século XX, são implantados os primeiros grandes parques projetados para o lazer público. Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a sociedade brasileira passou por profundas transformações, que parecem ter colocado os parques urbanos no foco das políticas públicas.



O parque de lazer surge como uma proposta de conservação do ambiente e diminuição dos impactos da utilização do espaço. São locais que, preservados dentro do perímetro urbano, são freqüentados e utilizados por parcela importante da população como áreas de lazer, convívio, contemplação, prática de esportes, entre outros e representam qualidade de vida. O chamado parque público ainda pode funcionar como uma espécie de barreira para impedir a ocupação indevida de áreas sujeitas a desmoronamentos e processos erosivos, e também para evitar que alguns rios e córregos tornem-se depósito de lixo. Os lagos dos parques podem auxiliar na contenção de enchentes e funcionar como reguladores da vazão das águas em períodos de elevados índices pluviométricos.



As cidades brasileiras necessitam cada vez mais de novos parques públicos, em geral de dimensões menores devido à escassez de terrenos e ao alto custo destes nos grandes centros urbanos. As áreas verdes das cidades podem ser pensadas como unidades de conservação urbana, sendo espaços significativos para a qualidade ambiental desde um quintal privado, uma calçada verde, um canteiro central de uma avenida, uma praça, a arborização urbana, bem como as áreas maiores – os nossos parques. Para nós, seres humanos, esses espaços constituem a possibilidade de contemplação e convívio com a natureza.



No município de Tupã, o Parque do Atleta e Parque Linear (Vicinal Tupã-Parnaso) recém inaugurados e o Parque Linear (Av. Estados Unidos) que se encontra em execução constituem espaços destinados à recreação, prática de esportes e atividades físicas, convívio e contemplação. O Parque Ecológico, a ser implantado, tem como objetivo principal a conservação dos recursos naturais e trata-se de um espaço destinado à recreação e contemplação da natureza, constituído por portais, decks de madeira, passarela para transposição do córrego, pista de skate e playground.



O poder público conta com a colaboração da comunidade na gestão e conservação dos parques e praças municipais, de forma a utilizá-los de maneira adequada para sua preservação.

 

Secretaria de Planejamento e Infraestrutura

Secretária de Planejamento e Infraestrutura, Jeane Aparecida Rombi de Godoy Rosin

Novas regras sobre resíduos sólidos exigem cautela

Novas regras sobre resíduos sólidos exigem cautela


Autoria: Roseli Ribeiro - 30/01/11 - 15:19



Ambiciosa e obstinada em seus objetivos a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), Lei Federal nº. 12.305/2010, regulamentada pelo Decreto Federal nº 7.404/2010, deve ser avaliada com bastante cautela por todos os setores envolvidos, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana. Afinal, em razão da responsabilidade compartilhada todos são responsáveis pelo sucesso de sua implantação, passando pelo acondicionamento adequado, coleta seletiva, reciclagem desse material, destinação e disposição final ambientalmente correta.



Para tratar do tema, o Observatório Eco entrevista o advogado, Fabricio Dorado Soler, coordenador do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade do escritório Felsberg e Associados, especialista em Gestão Ambiental pela USP (Universidade de São Paulo), pós-graduado em Negócios do Setor Energético também pela USP e com MBA em Infraestrutura pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).



Segundo ele, a Política Nacional de Resíduos Sólidos traz diversos benefícios para o país, principalmente porque a destinação de resíduos deverá ser integralmente regularizada em até quatro anos.



De acordo com Soler, os responsáveis pelo cumprimento da PNRS devem estar atentos a legislação estadual e municipal que normatizam os cuidados com os resíduos sólidos. “Só para exemplificar, no mês de dezembro de 2010, foram publicadas nada mais, nada menos, que quase vinte instrumentos legais e normativos, nas esferas federal, estadual e municipal, dispondo sobre o gerenciamento de resíduos sólidos, acarretando, por consequência, novas obrigações, procedimentos, prazos e penalidades que influenciam sobremaneira a atuação e o planejamento do setor empresarial”, alerta.



Fabrício Soler também acredita que o consumidor deverá “ultrapassar algumas barreiras culturais retrógadas que ainda estão arraigadas em parte da sociedade brasileira”, afinal em “nossos armários, mesas de escritório, escrivaninhas, gavetas e estantes existem quilos e quilos de resíduos [eletroeletrônicos]”, a exemplo de computadores, impressoras, telefones, aparelhos celulares, que após o devido uso, deveriam ser devolvidos pelos consumidores às empresas responsáveis pela destinação e disposição adequada. Veja a entrevista que Fabricio Soler concedeu ao Observatório Eco com exclusividade.



Observatório Eco: Em sua opinião essa legislação ambiental sobre resíduos sólidos é importante em quais aspectos?



Fabricio Soler: A Política Nacional de Resíduos Sólidos deve promover o desenvolvimento de um setor até então bastante reprimido no Brasil. Após vinte um anos de discussão, a sanção de uma lei de âmbito nacional deve trazer diversos benefícios para o país, principalmente no tocante à destinação de resíduos, que deverá ser integralmente regularizada em até quatro anos.



Além disso, a lei insere no ordenamento jurídico diversos princípios e diretrizes que visam uma melhor gestão de resíduos com menor impacto sobre o meio ambiente e, nesse ponto, podemos destacar a responsabilidade compartilhada, a logística reversa e a hierarquia na gestão, qual seja: não-geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição dos rejeitos.



Observatório Eco: O que significa a responsabilidade compartilhada na lei de resíduos sólidos?



Fabricio Soler: Antes de tratar do conceito da responsabilidade compartilhada, vale esclarecer o conceito do termo ciclo de vida do produto, que consiste em uma série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final.



Dessa forma, temos que a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto implica no conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços de limpeza urbana, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida do produto.



No âmbito dessas atribuições individualizadas e encadeadas destacamos a responsabilidade dos consumidores, que, pela PNRS estão literalmente obrigados a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados e a disponibilizar os resíduos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução, sendo, portanto, agentes propulsores da sustentabilidade associada ao ciclo de vida dos produtos.



Observatório Eco: Ou seja, o consumidor é peça chave nesse contexto.



Fabricio Soler: Certamente, pois precisamos ultrapassar algumas barreiras culturais retrógadas que ainda estão arraigadas em parte da sociedade brasileira, afinal em “nossos armários, mesas de escritório, escrivaninhas, gavetas e estantes existem quilos e quilos de resíduos [eletroeletrônicos].



Computadores, impressoras, telefones, aparelhos celulares, entre tantos outros equipamentos eletroeletrônicos, após o devido uso pelos consumidores, são considerados resíduos sólidos, e, portanto, devem ser devolvidos às empresas responsáveis para que tenham destinação ambientalmente adequada.



Observatório Eco: De que forma os empresários devem se organizar para cumprirem essa nova legislação? Existe um prazo para os setores se posicionarem às novas regras e fazerem os acordos setoriais?



Fabricio Soler: Os empresários devem, neste primeiro momento, avaliar como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o respectivo Decreto regulamentar se aplicam ao seu negócio.



Para tanto, devem promover uma leitura técnica e jurídica da atividade, e verificar quais as ações e medidas preventivas deverão adotar para atender a dinâmica dessa nova legislação.



Só para exemplificar, no mês de dezembro de 2010, foram publicadas nada mais, nada menos, que quase vinte instrumentos legais e normativos, nas esferas federal, estadual e municipal, dispondo sobre o gerenciamento de resíduos sólidos, acarretando, por consequência, novas obrigações, procedimentos, prazos e penalidades que influenciam sobremaneira a atuação e o planejamento do setor empresarial.



Observatório Eco: Então, o empresário deve se preocupar com uma gama de normas e não apenas com a lei nacional?



Fabricio Soler: Exatamente. O ideal seria realizar o levantamento e a consequente análise da legislação ambiental aplicável à atividade, acompanhar a constante publicação de leis, decretos, resoluções e portarias que dispõem sobre o gerenciamento de resíduos sólidos, para então, a partir daí, identificar potenciais entraves à atividade e, principalmente, obrigações e responsabilidades jurídico-ambientais, visando nortear medidas administrativas da empresa de forma preventiva, com a finalidade de minimizar riscos associados a eventuais autuações administrativas e penais, em decorrência da pulverização de normas que dispõem sobre a matéria.



Como passo seguinte, o empresário deve verificar se o seu ramo de negócio insere-se entre aqueles que a nova lei tornou obrigatória a elaboração (e posterior apresentação) de um plano de gerenciamento de resíduos.



Inclusive, mesmo aqueles que já possuem tal plano deverão fazer a revisão desse documento, pois a lei apresenta rol de conteúdo mínimo para considerá-lo válido, tendo em vista, também, que o plano é parte integrante do licenciamento ambiental.



Como encaminhamento final, será necessário também que as empresas em geral façam a constatação se os produtos e embalagens com os quais atuam estão abrangidos nos sistemas de logística reversa, para os quais, portanto, será mandatório estruturar sistema que permita o retorno de tais materiais a processos de reciclagem/reutilização ou ao próprio ciclo produtivo.



Observatório Eco: E de que forma o advogado ambiental deve atuar nesse segmento?



Fabricio Soler: Sob o ponto de vista legal a assessoria jurídica é indissociável da abordagem técnica, pois ela pode auxiliar na observância às regras estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, desde o correto entendimento e interpretação dos dispositivos legais até a sua efetiva aplicação prática.



Nesse sentido, por exemplo, o advogado poderá atuar na análise e aplicação da PNRS focada em setores específicos da economia; em processo de delineamento e construção de acordos setoriais e/ou termos de compromisso, para a implementação e operacionalização de sistemas de logística reversa; em procedimento de análise do ciclo de vida do produto, para fins de delimitação da responsabilidade compartilhada das partes envolvidas no gerenciamento dos resíduos.



Ademais, o advogado também pode assessorar em matérias que envolvam discussões entorno de responsabilização ambiental relacionada à inadequada gestão de resíduos, nas esferas administrativa, cível e criminal; além de apoiar juridicamente eventuais procedimentos de reavaliação e adequação de instrumentos contratuais que dispõem acerca de serviços de triagem, reciclagem, tratamento, compostagem, destinação final de resíduos sólidos e disposição final de rejeitos, em virtude de disposições da PNRS.



Observatório Eco: Quais os critérios desta legislação na fixação de multas ambientais? A partir de quando serão exigidas?



Fabricio Soler: O regulamento da PNRS alterou significativamente o Decreto Federal nº 6.514/08, que dispõe sobre infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, possibilitando a aplicação de multas que variam de R$ 5 mil até R$ 50 milhões, a quem, por exemplo:



- lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou atos normativos;



- deixar, aquele que tem obrigação, de dar destinação ambientalmente adequada a produtos, subprodutos, embalagens, resíduos ou substâncias quando assim determinar a lei ou ato normativo;



- descumprir obrigação prevista no sistema de logística reversa implantado nos termos da Lei no 12.305, de 2010, consoante as responsabilidades específicas estabelecidas para o referido sistema;



- deixar de segregar resíduos sólidos na forma estabelecida para a coleta seletiva, quando a referida coleta for instituída pelo titular do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;



- deixar de manter atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente e a outras autoridades informações completas sobre a realização das ações do sistema de logística reversa sobre sua responsabilidade; entre outras infrações.



Vale observar que as multas serão aplicadas após laudo de constatação. E mais, os consumidores que descumprirem as respectivas obrigações previstas nos sistemas de logística reversa e de coleta seletiva também estarão sujeitos à penalidade, neste caso, de advertência. Em decorrência das alterações promovidas e das demais disposições legais e regulamentares, as multas e outras punições para descumprimento já são aplicáveis desde logo.



RANKING DAS 100 EMPRESAS MAIS SUSTENTÁVEIS DO MUNDO

Ranking The World's Most Sustainable Companies


Autoria: Helen Coster, 01.29.11, 02:00 AM EST

Fonte: Forbes. http://www.forbes.com/2011/01/28/most-sustainable-companies-leadrship-citizenship-100.html

An oil company tops the list, according to a new study.



The term "sustainable"--like "green" and "all-natural" before it--conveys an abstract sense of do- gooding that many companies have been happy to adopt. Corporate Knights, a Toronto-based media company, applies hard metrics to the otherwise fuzzy term, and Saturday it released its seventh-annual list of the world's most sustainable companies.



"Transparency is a prerequisite," says Toby Heaps, Corporate Knights' editor-in-chief. "Also, how are companies squeezing more wealth from the resources that they use? How are they doing a better job of respecting the social contract, like paying taxes or having diverse leadership?"


Corporate Knights worked with a research firm to winnow down its list of publicly traded companies from 3,000 to 300, based on financial performance and other criteria. Then the Corporate Knights research group worked with two different asset management firms to evaluate those 300 companies based on 10 environmental, social and governance performance metrics, including energy productivity, waste productivity and CEO-to-average-worker pay ratio. An eleventh indicator was added for "transparency."



Corporate Knights includes the top-performing companies in each of several sectors. It relies on the companies to give it accurate data. When a company doesn't provide information for one of the 10 metrics, Corporate Knights assigns it a null score for that category, and penalizes the company with an unfavorable transparency score.



The list's most sustainable company comes from the oil and gas industry--a counterintuitive pick. The Norwegian oil and gas producer Statoil ( STO - news - people ) leads the list, thanks in part to improvements in its water productivity. It's also a healthy contributor to Norway's coffers and has a diverse board, Heaps says


Confira das empresas sustentáveis inclusive brasileiras

 

 

Educação ambiental: Aquecimento global chega aos palcos de Londres

Aquecimento global chega aos palcos de Londres




Fonte: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/

Autora: Nathalia Fernandes

11:44, quinta-feira, 27 janeiro 2011


 
 
Já há algum tempo a discussão sobre a mudança climática chegou ao cinema e à televisão, principalmente na forma de documentários. Mas o palco de teatro ainda é território estranho para debates sobre o tema, apesar do grande interesse popular. Isto agora parece estar mudando. Ao menos na Europa.



Na Alemanha, algumas peças já foram escritas, inclusive para o público infanto-juvenil. E na Grã-Bretanha, no próximo mês, duas grandes companhias de teatro estreiam em Londres textos que têm como centro a questão do aquecimento global.



A primeira, "The Heretic" ("O Herege", em tradução livre) será encenada pela Royal Court Theatre e terá como centro a vida de uma cientista, Dr. Diane Cassal, que se encontra em desacordo com a visão científica compartilhada pela maioria dos seus colegas. A sinopse da peça traz a questão: "Poderia a ideia de que o aquecimento global é causado pelo homem ter se tornado a religião mais atraente do século 21?"



A outra é "Greenland" ("Groenlândia", em tradução livre) será encenada pela renomada Royal National Theatre e está sendo chamada também de peça/documentário. De acordo com o próprio site da companhia, o texto foi criado em conjunto por quatro dramaturgos que entrevistaram ao longo de seis meses figuras centrais do mundo das ciências, da política, dos negócios e da filosofia "em um esforço para tentar entender" o assunto "mais urgente da atualidade".



Esta não é a primeira vez que uma peça sobre o aquecimento desembarca nos palcos londrinos. Em 2009, "The Contingency Plan" ("Plano de Contingência") fez relativo sucesso.









Mas é a primeira vez na Grã-Bretanha que duas grandes companhias investem no assunto de maneira simultânea.



E um artigo do crítico de teatro Robert Butler indica os prováveis motivos da demora da chegada do tema ao teatro no país.



Segundo ele, primeiro, é necessário esclarecer conceitos relativamente complexos para um público leigo, problema enfrentando por qualquer dramaturgo que se aventure por temas do mundo das ciências. Mas além desta dificuldade, escrever uma peça sobre os efeitos das mudanças climáticas também impõe o desafio de criar tensão em relação a um evento que só acontecerá no futuro.



O que acontece em lugares remotos, como a Antártica, pode alterar o rumo dos acontecimentos na Grã-Bretanha em algumas dezenas de anos. Nada imediato e local como o drama originado por uma guerra ou uma epidemia, por exemplo.



"Greenland" e "The Heretic" parecem ter superado esta primeira barreira, atraindo o investimento de duas renomadas companhias teatrais britânicas. Resta saber como o público vai reagir e que tipo de desdobramento o surgimento de peças sobre o aquecimento global pode vir a ter. Os textos vão incentivar mudanças de comportamento e assumir um tom de campanha, como acontece com vários documentários? Ou as mudanças climáticas servirão somente como pano de fundo para tramas convencionais?