sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cemitérios em SP produzem adubo orgânico e adotam 'enterro verde'


01/02/2013 - 15h20

Cemitérios em SP produzem adubo orgânico e adotam 'enterro verde'


WESLEY KLIMPEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA




A onda de sustentabilidade, propagada já há algum tempo, chegou àquele tema sobre o qual muitos evitam falar: a morte. Um novo sistema em que resíduos orgânicos são transformados em adubo foi implantado em cemitérios, e o procedimento já foi considerado até "case de sucesso" pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
Periodicamente, o Grupo Memorial --empresa responsável por cemitérios, crematórios e cinerários-- faz o serviço de exumação de túmulo, para que a família proprietária possa sepultar outra pessoa. Com os ossos realocados, o material excedente é descartado. A partir desse novo procedimento, madeira, tecidos, vegetação e solo são reaproveitados na produção do adubo orgânico.
"Como não se pode jogar esse material em qualquer lugar, gastávamos cerca de R$ 10 mil por mês com caçambas adequadas", afirma Victoria Zuffo, gerente de operações do grupo. Depois da compra de um triturador específico e da consultoria de um técnico de segurança, o procedimento diminuiu os custos da empresa. Teve até um churrasco para os funcionários, no fim do ano, pago com a economia.
Além do reaproveitamento dos resíduos de exumação, os cemitérios do grupo --Memorial Parque Paulista (Embu das Artes) e Jardim Vale da Paz (Diadema)-- também têm alguns projetos com a prefeitura, como a troca de vasos plásticos deteriorados por mudas de árvores, ou então a venda de metais de urnas para reciclagem.

Cemitério verde

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Divulgação
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Muda de árvore plantada em urna biodegradável

Brasil tem risco moderado de corrupção no setor de defesa. O Brasil é o país menos corrupto entre os emergentes do Brics!



TRASPARÊNCIA INTERNACIONAL - 
Artigo publicado em 29 de Janeiro de 2013 - Atualizado em 29 de Janeiro de 2013

Brasil tem risco moderado de corrupção no setor de defesa


Mapa com níveis de risco de corrupção no setor de defesa.
Mapa com níveis de risco de corrupção no setor de defesa.
http://government.defenceindex.org

RFI
Pela primeira vez a ONG Transparência Internacional investigou uma lista de 82 países para avaliar os riscos de corrupção no setor de defesa. A conclusão, divulgada nesta quinta-feira, aponta que 70% dos governos apresentam falhas para proteger o setor de defesa da corrupção. O Brasil integra a lista dos países onde os riscos são considerados moderados.

O estudo foi lançado pelo programa de Defesa e Segurança da Transparência Internacional do Reino Unido. Os 82 países que integram a lista representavam 94% despesa militar global em 2011, o equivalente a US $ 1,6 trilhões. Os países foram avaliados de acordo com 77 indicadores, divididos em cinco áreas de risco para o setor de defesa: política, finanças, pessoal, operações e contratos. Eles foram classificados em 6 níveis que vão de um risco muito baixo a um risco crítico.

O grupo dos 70% que não têm ferramentas para prevenir a corrupção no setor de defesa, inclui 2/3 dos maiores importadores e metade dos maiores exportadores de armas do mundo
Nove países mostraram muitas deficiências em adotar mecanismos de controle, entre eles Angola, Síria e Líbia, e são apontados como tendo um risco de exposição crítica à corrupção.

No caso dos países da América Latina, o estudo revelou que controles técnicos rigorosos e auditorias fazem com que os governos tenham um baixo risco de envolvimento em corrupção. O Brasil está na lista dos países moderados em termos de riscos de corrupção na área da defesa. Apenas dois países, segundo a ONG Transparência Internacional tem um risco muito baixo de corrupção: Alemanha e Austrália. Eles são os únicos que têm mecanismos eficazes de combate à corrupção, como uma supervisão parlamentar da política de defesa.
Com base em dados do Banco Mundial, a Transparência Internacional estima que o custo global da corrupção no setor da defesa é de no mínimo de US $ 20 bilhões por ano. Esse valor equivale à soma total prometida pelo G8 em 2009 para combater a fome no mundo. A ONG pede aos governos maior transparência neste setor que envolve grandes contratos públicos.
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CORRUPÇÃO - 
Artigo publicado em 05 de Dezembro de 2012 - Atualizado em 05 de Dezembro de 2012

Brasil melhora no ranking de corrupção da Transparência Internacional


Mapa do Indice de Percepção da Corrupção em 2012.
Mapa do Indice de Percepção da Corrupção em 2012.
http://www.transparency-france.org

RFI
O relatório anual sobre a corrupção mundial da ONG alemãTransparência Internacional foi divulgado nesta quarta-feira, 5 de dezembro de 2012, em Berlim. O ranking revela que a corrupção continua a fazer estragos na grande maioria dos 176 países avaliados. O Brasil é o país menos corrupto entre os emergentes do Brics.

O Brasil ganhou quatro posições no Índice de Percepção da Corrupção em 2012 e ocupa agora o lugar 69 do ranking. A nota brasileira, na escala que vai de zero para os países de corrupção generalizada a 100 para os menos corruptos, é de 43. O Brasil é o melhor colocado dos Brics, está empatado com a África do Sul e à frente da China, Índia e Rússia.
http://www.transparency-france.org

EUA reciclam pontas de cigarro; Brasil vai reaproveitar chiclete


31 DE JANEIRO DE 2013

Chicletes são um verdadeiro problema para a limpeza urbana.
Chicletes são um verdadeiro problema para a limpeza urbana.
Flickr


Lúcia Müzell


O chiclete é um dos agentes poluidores urbanos que mais causam transtornos para as equipes de limpeza municipais. A razão é óbvia: feitas de borracha sintética, as gomas de mascar grudam em tudo e uma vez coladas, fica difícil de retirá-las. Cansada de ver os estragos do chiclete nas paisagens das cidades, uma equipe mundial de ecologistas chamada TerraCycle decidiu encarar o desafio e se propõe a não só recolher, como reciclar os chicletes abandonados pelas ruas. E o melhor é que esta iniciativa vai começar no Brasil, como explica o presidente da empresa no Brasil, Bruno Massote.
A Terra Cycle existe há 12 anos e já atua em 21 países. O princípio deles é simples: todo dejeto pode ser transformado em uma coisa útil. Nesta lógica, cápsulas de café, escovas de dentes e fraldas usadas, por exemplo, ganharam vida nova. Nos Estados Unidos e na Europa, o projeto mais recente é a reciclagem de bitucas de cigarro.

Cientistas investigam impacto de plástico 'oculto' nos mares


BBC
01/02/2013 07h42 - Atualizado em 01/02/2013 08h13

Biólogos discutem efeito da entrada de substâncias tóxicas na cadeia alimentar de peixes e pássaros.



Uma equipe da BBC que fazia um documentário no ano passado sobre vida marinha encontrou lixo plástico que viajou milhares de quilômetros pelo oceano até parar no outro lado do planeta, em uma ilha remota a noroeste do Havaí.
O grupo de documentaristas e biólogos encontrou tartarugas que faziam ninhos no meio de garrafas plásticas, isqueiros e brinquedos. E descobriu filhotes de albatrozes mortos ou à beira da morte porque seus pais os haviam alimentado com plástico.
Alguns dos filhotes morrem quando objetos pontiagudos perfuram seus corpos, outros por fome, com seus estômagos cheios de plástico que não conseguem digerir. Sabemos há algum tempo que o plástico é uma ameaça aos albatrozes, mas quão perigoso é o lixo plástico para outras espécies - inclusive o homem?
Parte do plástico encontrado nos nossos oceanos foi jogada no mar ilegalmente. Uma outra porção é lixo da pesca, mas a maioria vem da terra, de lixões mal administrados e de lixo industrial.
O lixo que flutua nos mares é carregado por grandes sistemas de correntes marítimas rotativas, como grandes redemoinhos, impulsionados pelo movimento de rotação da Terra e os ventos.
O arquipélago do Havaí está situado no meio de um desses sistemas, conhecido como o Giro do Pacífico Norte - um entre cinco sistemas interconectados de correntes oceânicas. Cada um desses sistemas forma uma espiral, girando em torno de um ponto central, levando detritos para o seu interior.
Essas espirais também podem expelir materiais em direção aos continentes Ártico e Antártico, espalhando o plástico por todo o planeta. O plástico é feito para durar, por isso, se degrada muito lentamente nos mares, despedaçando-se em fragmentos cada vez menores. Esses pedaços minúsculos de plástico são conhecidos como microplástico.
Tartaruga vivendo em meio a garrafas no Havaí; plástico tem sido encontrado no estômago de animais (Foto: BBC)









Mudanças hormonais

Para demonstrar o que acontece com o plástico que se degrada no oceano, o especialista em poluição marinha Simon Boxall, do Centro Nacional de Oceanografia britânico em Southampton, na costa sul da Grã-Bretanha, filtrou 400 toneladas de água do mar e levou os detritos para análise em seu laboratório.

A olho nu, era possível ver lama, galhos e penas. Mas observada ao microscópio, a amostra continha pequenas partículas de plástico.
Havia pedaços de cordas plásticas, sacolas e fragmentos coloridos, alguns com forma pontiaguda. Algumas das partículas tinham menos de um milímetro de espessura, o mesmo tamanho de organismos vivos presentes na amostra - fitoplâncton (organismos vegetais) e zooplâncton (organismos animais).
"Tem havido muita pesquisa nos Estados Unidos para investigar como o plástico entra na cadeia alimentar", diz Boxall. "Certamente foi demonstrado que ele entra nos bivalves, moluscos e ostras no fundo do mar, e exerce um efeito sobre eles."
Fragmento de plástico encontrado no mar; material causa perigo ao ecossistema (Foto: BBC)
Fragmento de plástico encontrado no mar; material
causa perigo ao ecossistema (Foto: BBC)
"Eles acumulam biologicamente o plástico na medida em que filtram a água. Isso concentra o plástico e efetivamente transforma alguns dos moluscos em hermafroditas", afirma. "Há alguns anos, achávamos que aquilo era só fibra, e que não havia grande impacto, mas sabemos agora que essas partículas muito pequenas podem imitar coisas como o estrogênio."
O pesquisador acrescenta, no entanto, que o efeito verdadeiro ainda não é conhecido. "Essas partículas plásticas são como esponjas, são ímãs que atraem contaminação, coisas como o tributilestanho (substância extremamente tóxica, usada em pinturas de barcos). As minúsculas partículas absorvem esses materiais e efetivamente se tornam muito tóxicas", descreve Boxall.
"Não sabemos ainda se isso depois tem impacto sobre a cadeia alimentar. Ainda é cedo para saber quão longe na cadeia alimentar essas partículas plásticas penetram."
Efeito desconhecido
Especialistas do centro de Ecologia e Biologia Marinha da Universidade de Plymouth, na Grã-Bretanha, estudam o impacto de poluentes sobre oceanos e rios e sobre as criaturas que os habitam. O cientista Richard Thompson, que trabalha no centro, foi o primeiro a descrever os minúsculos fragmentos de plástico como 'microplásticos', já em 2004.

"Há duas preocupações do ponto de vista toxicológico", diz Thompson. "Há o fato de que plásticos são conhecidos por absorver e concentrar substâncias químicas da água do mar."
"E a segunda questão diz respeito a substâncias químicas que foram introduzidas nos plásticos desde o momento da fabricação para a obtenção de qualidades específicas, como flexibilidade, ou substâncias retardadoras de chama e antimicrobianas."
Com o plástico disperso na natureza em pequenos fragmentos, resta saber se existe a possibilidade de que essas substâncias químicas também sejam liberadas no meio ambiente. E a resposta, segundo Thompson, é que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.
Muitos albatrozes morrem após a ingestão de plástico (Foto: BBC)
Muitos albatrozes morrem após a ingestão
de plástico (Foto: BBC)
A equipe do especialista examinou peixes encontrados no Canal da Mancha, cerca de 500 indivíduos de dez espécies diferentes, entre eles, a cavala e o poor cod (peixe da família do bacalhau). Os resultados do estudo foram publicados no Marine Pollution Bulletin (Lusher et al, MPB, December 2012).
"Encontramos plástico microscópico nas vísceras de todas as espécies, mas em quantidades relativamente baixas - uma ou duas partículas por peixe - então certamente não há um risco do ponto de vista da população humana que consome esses peixes porque normalmente não comemos as vísceras", afirma Thompson.
Mas se o plástico em si não é consumido por humanos, haveria perigo de contaminação da carne do peixe pelas substâncias tóxicas contidas no plástico, e por consequência, do homem que come o peixe?
Thompson diz que ainda não é possível saber. "As quantidades de plástico que estamos encontrando são tão pequenas que qualquer risco do ponto de vista do consumo humano é inexistente, ao menos pelo que sabemos no momento", diz o pesquisador. "Obviamente, isso é algo que precisamos pesquisar mais."
O especialista acrescenta, no entanto, que a equipe quer saber se o plástico representa um perigo para os animais que o ingerem, tanto por sua presença em seus organismos como pela possibilidade de que ele transporte consigo substâncias químicas nocivas.
Portanto, se por um lado o impacto do alastramento do lixo plástico pelos mares pode ser avaliado por especialistas que estudam a vida marinha em lugares remotos como o Havaí, o efeito do plástico 'oculto' espalhado pelos oceanos é mais difícil de avaliar.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Internet criou 'mente global', diz ex-vice-presidente americano Al Gore


31/01/2013 - 05h04

Internet criou 'mente global', diz ex-vice-presidente americano Al Gore

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1223205-internet-criou-mente-global-diz-ex-vice-presidente-americano-al-gore.shtml

RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO


 "A humanidade está hoje numa encruzilhada e precisa escolher um caminho. As duas rotas levam ao desconhecido, mas uma passa pela destruição do equilíbrio climático do qual dependemos e pela exaustão de recursos naturais não renováveis; a outra leva ao futuro."
Assim Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e evangelista da luta contra o aquecimento global, conclui seu mais recente livro, no qual aponta os desafios que o mundo tem a enfrentar e propõe algumas saídas.
Mario Anzuoni/Reuters
Al Gore faz discurso na Califórnia
Al Gore faz discurso na Califórnia
As quase 600 páginas de "The Future -- Six Drivers of Global Change" (O Futuro "" seis forças motrizes da mudança global), lançado na terça-feira nos EUA, pintam o complexo panorama de um planeta cheio de desigualdades e desafios políticos, assolado por questões éticas no terreno da ciência, monitorado por sistemas eletrônicos que quase eliminam a privacidade dos cidadãos.
Seguindo a trilha presente, adverte, a humanidade cava sua destruição, mas é possível mudar de rumo.

SEIS EIXOS
Para isso, é preciso agir no âmbito do que Gore chama de forças motrizes da mudança global, que ele analisa em seis capítulos recheados de estatísticas e propostas.
A globalização da economia, a reordenação da divisão internacional do trabalho e as formidáveis mudanças que a tecnologia opera no processo produtivo estão em "Earth Inc." (a corporação Terra); o mundo "internético" e seus maravilhosos, mas também temíveis, desdobramentos são analisados em "Mente Global"; e as questões do poder político e a emergência de novos jogadores num terreno até há pouco dominado pelos Estados Unidos são vistas no terceiro bloco.
Os outros três capítulos tratam de temas caros a Gore, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 por seu ativismo na questão ambiental: o crescimento desordenado, os avanços científicos no terreno da medicina e da manipulação genética e as mudanças climáticas.
De todos, talvez o mais instigante seja o que trata da "mente global", discutindo como o uso disseminado e instantâneo da internet está mudando nosso jeito de ser e expandindo as capacidades humanas.
Diferentemente de autores que advogam que a internet está criando uma geração de mentes preguiçosas, Gore defende que ela propicia uma extensão de nossas consciências. São tantos os benefícios da conexão à rede, lembra ele, que um relatório das Nações Unidas já definiu o acesso à internet como um novo "direito humano" básico.
O cybermundo, porém, não é feito apenas de diversão ou pacífico compartilhamento. Enfrenta, por exemplo, um acirrado debate sobre o controle da rede --e aí Gore lamenta que o governo brasileiro, o da Índia e o da África do Sul estejam apoiando a criação de um corpo internacional de governança, contra a manutenção do status quo, no qual os EUA governam "benignamente, de acordo com normas e valores que refletem as tradições americanas de liberdade de expressão e livre mercado".
O americanismo, aliás, está presente em todo o livro. "A melhor chance de evitar a catástrofe e construir um futuro positivo repousa no restabelecimento da confiança na capacidade de liderança global dos Estados Unidos."
Apesar de Gore afirmar que seu livro não pretende lançar as bases para uma futura campanha eleitoral, as conclusões formam uma clara plataforma política.
Ele afirma que é preciso "consertar as falhas e distorções do capitalismo e da autogovernança, o que passa por controlar o poder corrosivo do dinheiro na política".

Em resumo: "A confiança no capitalismo de mercado e na democracia representativa caiu porque os dois estão precisando de reformas".
Uma delas é no que tange à distribuição de recursos: "O capitalismo exige a aceitação de desigualdades, mas a hiperdesigualdade que vemos hoje é destrutiva tanto para o capitalismo quanto para a democracia".


"THE FUTURE"

AUTOR Al Gore
EDITORA Random House
PREÇO US$ 16,98 (R$ 33,77), na Amazon.com

Editoria de arte/Folhapress

Caro pra cachorro?


Custo para ter cachorro chega a R$ 30 mil

http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2013/01/31/custo-de-um-cachorro-ultrapassa-r-30-mil-no-decorrer-da-vida/



O melhor amigo do homem rosna para o seu bolso.

Ter um cão é o sonho de muita gente pequena ou grande. Quem já viveu a experiência sabe o prazer que é ter um amiguinho de quatro patas em casa.
No entanto, o ente canino requer cuidados e atenção, além de incluir uma série de custos para garantir seu bem estar.
Os itens analisados para formar o custo foram baseados nas recomendações que veterinários fazem para que o querido amigo tenha uma vida saudável. No entanto, alguns extrapolam esses valores, pois incluem mimos como rações especiais, terapias e até banhos de hidromassagem.
O primeiro gasto ocorre quando o cachorro, normalmente filhote, chega em seu novo lar. Este custo varia de 0 a até R$10.000 dependo, basicamente, seu o cachorro foi adotado ou não, da raça e do pedigree.
Gastos Iniciais
Logo que entra na casa, o novo membro é acolhido com carinho e atenção, afinal, todos se fascinam com a doçura de um filhote. Já do ponto de vista financeiro, essa época é marcada por gastos acentuados, uma vez que o animal tem que tomar vacinas, ir com mais frequência ao veterinário, comer mais, tomar banhos, bem como outros gastos, como a castração, caso optada. Em média, foram encontrado os seguintes preços:
Gastos mensais
a) Pequeno Porte
O cão adulto de pequeno porte se alimenta duas vezes ao dia com 50g de ração, totalizando 1500g mensais. Diante disso, um pacote de ração de ração 3Kg custa em média R$50,00 e dura em torno de 2 meses, logo nosso custo mensal de ração é de R$25,00.
Os veterinários indicam para a maior parte das raças de pequeno porte um banho por semana, que custa, em média, R$30,00, totalizando R$120,00 mensais. Além do banho e da ração, reservar uma verba de R$ 50 por mês é recomendável para eventuais as idas ao veterinário e gastos com saúde
Dessa forma, o cão de pequeno porte possui um gasto mensal de R$195,00.
b) Médio Porte
Um cão de porte médio consome 300g por dia, ou seja, 9Kg de ração por mês. Considerando o preço do quilo para este porte, o total mensal fica em aproximadamente R$ 70,00
Recomenda-se dois banhos por mês, e nesse porte cada banho sai em média R$50,00; logo, o dispêndio mensal com higiene fica torno de R$100,00. No total, levando em conta os R$ 50 para saúde, a média mensal de um cão desse tipo aproximadamente  R$220,00.
c) Grande porte
Já os cães de grande porte, que pesam mais de 50kg, consomem 500g de ração por dia, ou um saco de 15Kg de ração por mês. Nesse caso o gasto fica por R$100,00. Para seguir a recomendação de um banho por mês, o dono irá gastar R$100,00 por conta do porte do animal e do tempo demandado para os cuidados. Logo, os cutos mensais, também, incluindo os gastos com saúde, totalizam R$ 250,00.
Gasto no decorrer da vida
Para calcular o gasto durante a vida do cão, foi considerado uma média de 14 anos para os pequenos, 12 para os médios e 9 para os grandes.
As contas foram feitas considerando que os valores gastos poderiam render , descontando a inflação, 0,25%
Conforme apontado, os custos de se ter um amigo canino e trata-lo com dignidade ultrapassa a casa dos R$ 30.000,00. Os gastos variam de cidade para cidade para cidade, de cão para cão e de dono para dono. Incentivamos o leitor a refazer as contas usando seus dados.
É fundamental lembrar que ter um animal é maravilho, mas, como quase tudo, o benefício tem um custo que vai além de tempo e cuidado – que são os gastos financeiros. Portanto, pense bem antes de comprar ou adotar, pois nem todos tem o bolso preparados para tal decisão.
Bons latidos!!
Post em Parceria com Victor Candido, graduando em Economia pela UFV-MG (Universidade Federal de Viçosa)
Um Central Park diferente .


http://www.portaldoarquiteto.com/destaques/urbanismo/4173-um-central-park-diferente
Qui, 18 de Fevereiro de 2010 16:21 Jafar Barreiros  
Os escritórios da China e de Chicago da Skidmore, Owings & Merril (SOM) projetaram um modelo urbano que introduz um mecanismo sustentável na forma de um ‘Central Park’ que produz energia.



Apresentando soluções integradas para energia, conservação da água e sistemas de trânsito em Dawangjing, distrito de Pequim. O projeto da SOM, que venceu uma competição internacional para orientar o desenvolvimento da cidade, seria de utilizar o parque passivamente para calor e frio.

Estrategicamente posicionado a pouco mais de 11 quilômetros do Beijing Capital International Airport, a proposta do distrito de parques públicos, espaços culturais e arranha-céus, seria um novo portal global para a cidade. O plano propõe aquecimento e refrigeração passivamente para muitos prédios do distrito, o que reduziria o consumo de água das torres de resfriamento. O parque seria a âncora em torno da alta densidade, o desenvolvimento de uso misto, além de um conjunto referência em torres de escritórios e residenciais.



Peter Ruggiero, da AIA, parceiro da SOM Design, disse: “Vimos esse projeto como uma demonstração. Ele nos ofereceu a oportunidade de apresentar novas formas de pensar sobre pegadas de carbono reduzida em cidades. Nossa solução é uma abordagem integrada e abrangente para desenho urbano, arquitetura e meio ambiente”.



O Distrito de Wangjing é atualmente composto por projetos de alta densidade residencial, com pouco apoio comercial. O novo plano foi concebido para suportar até 1.500.000 m² de desenvolvimento futuro, em potencial as construções em fases, para oferecer um vibrante eixo de uso misto.



A Pequim Chaoyang District Planning Bureau é o cliente, e a equipe de colaboração foi liderada pela Pequim R&F Properties Development Co. Ltda.





Parque em Ubatuba oferece trilhas subaquáticas de graça


Parque em Ubatuba oferece trilhas subaquáticas de graça

Parceria entre USP e ONG dá ao visitante aula de conservação na Ilha Anchieta


27 de janeiro de 2013 | 2h 05

Bruno Deiro, de O Estado de S.Paulo

UBATUBA - Nos passeios tradicionais de mergulho, a principal atração é a variedade de peixes. Porém, um projeto para visitantes do Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba (SP), oferece trilhas subaquáticas gratuitas onde o foco são lições sobre o ecossistema que permite essa biodiversidade e a importância da conservação no ambiente marinho.

Veja também:

Ilha possui espécies que não existem perto da costa - Filipe Araujo/ Estadão
Filipe Araujo/ Estadão
Ilha possui espécies que não existem perto da costa

No percurso de 150 metros por baixo d'água com cilindro de oxigênio, o visitante é acompanhado por um mergulhador profissional que sinaliza pontos de interesse como o fundo arenoso, os diverso tons de algas e os micro-organismos que compõem o ambiente. As explicações são dadas antes e depois do passeio.
A ação é parte do curso Educação Ambiental em Unidades de Conservação Marinha, criado pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a ONG Ecosteiros - a 12.ª edição do projeto entra hoje em sua última semana. As trilhas, indicadas para leigos tanto em mergulho como em conservação marítima, ocorrem próximas ao costão rochoso da Ilha Anchieta, um antigo presídio transformado em parque estadual na década de 1970.
"Aqui falamos sobre como as mudanças climáticas poderiam afetar as cerca de 50 espécies de algas da região, por exemplo. É algo que as operadoras de turismo nem cogitam explorar", diz o biólogo Kauê Senger, de 25 anos, que há sete verões participa como voluntário.
Em 2007, quando cursava Biologia na USP, Senger participou como voluntário do curso, precedido por um módulo teórico. Desde então, atua como monitor e hoje é um dos dive masters (guias de mergulho). "Aqui a pessoa recebe orientações, mas jamais poderia mergulhar sozinha. É um mergulho de até 3 metros, bem simples", explica.
Os peixes também fazem parte da paisagem. O costão rochoso da ilha fica a poucos quilômetros do continente, mas, por conta da conservação, há espécies de até 40 centímetros que não existem mais por lá.
A trilha subaquática é a principal atração do projeto, que ainda oferece um passeio de natação em grupo de quatro pessoas, conduzidas por uma pequena balsa de apoio, com paradas nos pontos de treinamento e de interpretação ambiental. Para quem não quiser se aventurar na água, há a opção de uma trilha "virtual": uma sequência de painéis que reproduzem as atividades realizadas no mar.
Pesquisa. Em paralelo ao curso, que ocorre sempre em janeiro, o Instituto de Biociências estuda os organismos fixados no fundo rochoso. "Mantemos uma estação de monitoramento de longo prazo, que deverá ter continuidade pelas novas gerações, visando à detecção prematura de eventuais alterações causadas pelas mudanças climáticas globais", explica o professor Flavio Berchez, que coordena o projeto. Ele afirma que usou como referência trilhas semelhantes surgidas na Europa a partir da década de 1970. "Mas a estrutura desse projeto é única e possui maior complexidade e grau de estruturação, com seus diferentes modelos."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Alerta de risco

Agostinho Ogura

Alerta de risco



Diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres revela despreparo dos administradores públicos em gerir ocorrências climáticas

http://www.infraestruturaurbana.com.br//solucoes-tecnicas/23/alerta-de-risco-diretor-do-centro-nacional-de-monitoramento-276196-1.asp

 


Por Mirian Blanco
"Estamos fazendo o monitoramento e alerta de desastres naturais numa condição de mudança de gestão municipal"

Christian Knepper
Grande parte dos administradores municipais brasileiros não sabe o que fazer quando recebe alertas de potenciais tragédias naturais em sua cidade. A afirmação é de Agostinho Ogura, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres, o Cemaden. O órgão é responsável por realizar análises dinâmicas de risco baseadas no monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico de áreas ocupadas e expostas a desabamentos e enchentes.
Nesta entrevista, o geólogo fala da necessidade do desenvolvimento de planos de gestão de risco em cidades e dos desafios de comunicar ocorrências potenciais de desastres climáticos, sobretudo em ano de mudança de gestão municipal. "Nem todos os novos prefeitos fizeram a transição de acordo com um plano de responsabilidade que permitisse manter plenamente um sistema de comunicação e resposta a emissões de monitoramento e alerta". Confira.
Qual o papel do Cemaden na prevenção de mortes e feridos decorrentes de desastres naturais?O Cemaden é um dos braços do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado em agosto pela presidente Dilma. Nosso desafio é traduzir a base de conhecimento existente no Brasil sobre áreas de risco e técnicas de previsão metereológica em cenários de desastres com potencial de colocar em risco a integridade física de pessoas. E fazer esse monitoramento 24 horas em território nacional é algo inédito no Brasil e tecnicamente muito, muito complexo.
Que complexidade ou inovação esse trabalho envolve, precisamente?
Identificar quanto de chuva precisa cair para que um processo de corte e aterro vire uma corrida de lama numa área de risco em particular, dentre várias de um único município, é algo muito complexo tecnicamente. As condições mudam de localidade para localidade. É preciso analisar continuamente os dados de quanto está chovendo em cada cidade, espacializar essa chuva para as áreas de risco em cada um dos 274 municípios atualmente monitorados, estabelecer os limiares de chuva e quais os cenários de risco de cada limiar, ou seja, qual o volume de chuva necessário para, em cada área de risco monitorada, provocar que tipo de ocorrência. E tudo isso num raio de previsibilidade tal que permita ações antecipadas. Enfim, o foco do Cemaden é analisar cenários de risco para estabelecer indicadores lógicos que permitam tomadas rápidas de decisão.
E esse trabalho complexo já é feito hoje com precisão?
Com 100% de precisão, não. Ainda temos muito o que crescer. O mapa pluviométrico do Brasil é de chorar! A malha é extremamente ruim. Há pouquíssimas informações e há várias áreas de risco que não têm pluviômetro. E quando têm, ele não é dado em tempo real. Nesse sentido, estamos dando um salto formidável e inédito no Brasil que é a aquisição de nove radares metereológicos e 1,5 mil pluviômetros automáticos e semiautomáticos. Isso é o dobro do que temos hoje. Para se ter uma ideia, o Japão, que é muito menor que o Brasil, trabalha com 17 mil pluviômetros e 20 radares.
E esse salto já será percebido neste verão?
Não. Os equipamentos serão instalados a partir de março. No ano que vem, estaremos operando no Nordeste em circunstâncias muito melhores. Mas ainda estamos saindo de uma situação precária em termos de monitoramento no Brasil. O Cemaden foi criado por decreto em julho de 2011 e, em dezembro daquele ano, já estava operando. Em prazo recorde, criamos uma estrutura, organizamos informações, fizemos parcerias com outros órgãos de mapeamento geológico, mobilizações institucionais, concurso, treinamento de pessoal. No verão de 2011/2012, começamos a operar para 56 municípios e emitimos 18 alertas. Em suma, foi só há pouquíssimo tempo que tivemos uma primeira experiência de operação e monitoramento no Brasil.
E nesse tempo, qual foi o avanço?
Neste primeiro ano do Cemaden, o avanço foi o aumento da capacidade dos nossos operadores, de toda a base de suporte e das equipes multidisciplinares que fazem o monitoramento. Criamos e melhoramos a plataforma de coleta das informações em âmbito nacional, a
caracterização dos cenários de risco, os limiares de risco, a formação dos protocolos com as Defesas Civis federais e estaduais e aprimoramos as articulações institucionais entre os órgãos de controle.
O que são os protocolos com a Defesa Civil?
Uma vez que identificamos os cenários de risco, essa informação ou esse alerta é transmitido à Defesa Civil, que deve ter conhecimento sobre o significado de cada alerta e como proceder. Essa linguagem comum e os procedimentos recomendáveis estão estabelecidos em protocolos junto às defesas federais e estaduais.
Como funcionam os alertas?
O Cemaden é o órgão emissor de alertas sobre riscos potenciais de desastres naturais em áreas de risco. Os alertas são emitidos para a Defesa Civil. O Cenad [Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres], que é coordenado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, encaminha o alerta para os 274 municípios brasileiros atualmente monitorados.
Mas então é preciso haver o mesmo entendimento entre todos os agentes nas instâncias federais, estaduais e municipais. Os municípios têm esse conhecimento?
Aí você tocou num ponto gravíssimo. A maioria dos municípios não tem nem plano municipal de gestão de risco, que é o instrumento básico a partir do qual se pontuam as obras necessárias, os investimentos, as estratégias para eliminação de áreas de risco e os procedimentos de monitoramento e alerta.
Para oferecer respostas rápidas aos alertas que emitimos, o município tem que saber, minimamente, onde se encontram as áreas de risco da cidade e qual a vulnerabilidade dessas áreas, o contingente de pessoas potencialmente afetadas. E isso tem que estar detalhado no plano, que envolve a criação de procedimentos de protocolo, ou seja, um sistema interno de ações mediante ocorrências. Em situações de perigo, cabe ao município fazer vistoria, estruturar abrigos e condições de remoção emergencial, catalogar os bens das pessoas afetadas, monitorar a incidência dos processos climáticos e comunicá-los continuamente aos órgãos de controle, como Cenad e Cemaden.
É comum então que o alerta emitido pelo Cemaden não seja convertido em ações pelo município?
Em situações de desastres, o primeiro atendimento é feito pelo governo municipal. Mas, como muitas vezes não há planejamento nem mesmo entendimento sobre o significado e as implicações de cada alerta, as ações de resposta podem não ser plenamente eficientes. O município tem que ter uma equipe de vistoria e de atuação preventiva. Cabe a ele também capacitar as pessoas que serão envolvidas em situações de gestão de risco e, para isso, a Defesa Civil faz uma série de simulados ao longo do ano.
Há exceções?
Sim. Em 1988, apenas oito municípios do Estado de São Paulo tinham planos municipais de gestão de risco. Hoje, são 170 municípios paulistas com planos muito bem desenhados. O município do Rio de Janeiro tem a melhor rede de
contingenciamento pluviométrico. É uma questão cultural.
A troca de prefeitos nesse início de ano compromete de algum modo o sistema de monitoramento e alerta?
Sem dúvida, porque mudam as equipes. Atualmente, estamos fazendo o monitoramento e alerta de desastres naturais numa condição de mudança de gestão municipal. É inaceitável que uma Defesa Civil municipal não saiba como atuar diante de alarmes de desastres potenciais. Porém, certamente nem todos os novos prefeitos fizeram a transição de acordo com um plano de responsabilidade que permitisse manter plenamente um sistema de comunicação e resposta a emissões de monitoramento e alerta. É preciso ter responsabilidades muito claras. Do contrário, de nada adiantará um sistema nacional de monitoramento se em âmbito municipal isso não puder ser convertido em ações efetivas.


 

Aquapolo Ambiental

Água de reúso



Conheça o projeto Aquapolo Ambiental, complexo que produz recursos hídricos para atividades industriais a partir de esgoto tratado. Empreendimento poderá evitar o consumo de água potável suficiente para abastecer cidade com até 300 mil habitantes

http://www.infraestruturaurbana.com.br//solucoes-tecnicas/23/agua-de-reuso-conheca-o-projeto-aquapolo-ambiental-complexo-276272-1.asp

Por Carlos Carvalho



Marcelo Scandaroli
Com o intuito de suprir a necessidade de consumo de água para fins industriais das empresas do Polo Petroquímico do Grande ABC, na região metropolitana de São Paulo, foi criada uma Estação Produtora de Água Industrial (Epai), a Aquapolo Ambiental, sediada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) ABC, da Sabesp.
Considerado o maior projeto de água de reúso para fins industriais do Brasil e do Hemisfério Sul, o complexo tem capacidade para produzir 1.000 litros por segundo de água de reúso - recurso hídrico não potável produzido a partir do esgoto tratado. Cerca de 17,5% desse total já é hoje consumido pelas empresas do Polo Petroquímico, que, depois da instalação do Aquapolo em novembro de 2012, deixaram de consumir água potável para fins industriais. Resultado: cerca de 175 l/s de água potável, que estariam sendo destinados às empresas, estão disponíveis à população. O volume equivale ao abastecimento de uma cidade do porte de Campos do Jordão, com 53 mil habitantes.
De acordo com a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, "a região metropolitana de São Paulo é uma área de baixa disponibilidade hídrica, semelhante à do semiárido brasileiro, e o Aquapolo ajuda a não deixar faltar água tanto para a população, quanto para o desenvolvimento industrial dessa região". Segundo a Sabesp, com o Aquapolo funcionando em sua capacidade máxima, é possível reduzir o consumo de água potável pelas indústrias em um número capaz de atender a 300 mil pessoas.
Em média, a ETE ABC trata 1.800 l/s de esgoto, provenientes dos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá e de parte da capital paulista próxima à região. Desse total, até 1.000 l/s podem ser repassados para tratamento terciário do Aquapolo, que consiste em ultrafiltrar o material sólido presente no esgoto, biodegradar a matéria orgânica com os próprios micro-organismos presentes nos efluentes e, se necessário, reduzir a condutividade da água.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Processo de tratamento biológico, no qual os microorganismos degradam a matéria orgânica presente nos efluentes

De acordo com Antônio Emílio Meireles, diretor industrial da Braskem, principal cliente da Aquapolo, a empresa deixou de consumir água captada do Rio Tamanduateí - fonte de cerca de 70% do seu consumo antes do Aquapolo - e água potável da Sabesp - 30% do consumo. "Sem dúvida, um grande passo na redução do impacto ambiental", diz.
Além disso, Meireles explica que a água de reúso trouxe outras vantagens para a empresa. "A qualidade é muito superior em todos os aspectos à da água utilizada anteriormente. Isso proporciona a redução da manutenção para limpeza e a substituição de equipamentos de resfriamento, além da redução de custos com produtos químicos usados para tratamento da água para a geração de vapor", completa.
Fernando Gomes da Silva, diretor da Aquapolo Ambiental, diz que as empresas também foram favorecidas pelo preço da água de reúso, que é mais barata que a cobrada pelas concessionárias da região. "O preço final pode variar por conta da infraestrutura necessária para se fornecer a água para cada empresa, mas gira em torno de R$ 4 a R$ 5/m³. Ou seja, é mais barata que a água fornecida por qualquer concessionária, seja a de Santo André, São Caetano do Sul ou São Paulo. A taxa de redução varia de 30% a 50%", diz.
INFRAESTRUTURA DO COMPLEXO
CONHEÇA OS EQUIPAMENTOS DO AQUAPOLO AMBIENTAL :
Estação elevatória de baixa carga responsável por bombear os efluentes do tratamento secundário da Sabesp para o Aquapolo.
Sistema de filtragem por discos que impede a passagem de resíduos sólidos superiores a 400 mícrons.
Tanque biológico e de ultrafiltração com oito conjuntos de membranas de polissulfona.
Sistema de osmose reversa responsável por baixar a condutividade (salinidade) da água.
Quatro tanques reservatórios cobertos que totalizam 70 mil m³, dos quais metade é destinada para armazenar a água que passa pelo processo de osmose e a outra metade para a água que passa apenas pela ultrafiltração.
Estação elevatória de alta carga com três bombas responsáveis por enviar até 1.000 l/s ao longo dos 17 km da adutora.
17 km de adutora de aço carbono de 900 mm.

GestãoA Aquapolo Ambiental é uma empresa de propósito específico que tem como acionistas a Foz do Brasil, empresa de soluções ambientais da Odebrecht, com 51% das ações, e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, com 49% das ações.
O investimento total para a construção da Estação Produtora de Água Industrial foi de R$ 364 milhões, dos quais 90% (R$ 327,6 milhões) são provenientes de um financiamento junto à Caixa Econômica Federal. Os outros 10%, R$ 36,4 milhões, foram de responsabilidade dos sócios na proporção das ações.
Segundo o diretor do Aquapolo, "esse financiamento foi viabilizado a partir do contrato assinado com a Braskem - principal cliente, com cerca de 85% de consumo do que se produz no Aquapolo. A empresa se compromete a consumir até 650 mil l/s de água de reúso pelo período de 41 anos", explica.
Atualmente, além das quatro plantas da Braskem, outras empresas também já têm contratos assinados com a Aquapolo para a compra da água de reúso produzida na estação: duas plantas da White Martins, duas plantas da Oxiteno, a Cabot e a Oxicap.
A intenção agora é fazer com que o Aquapolo chegue à sua capacidade total de produção: 1.000 l/s. "O investimento que foi feito está preparado para fornecer mais do que o Polo Petroquímico vai consumir. Então temos, potencialmente, a possibilidade de vender água para outras indústrias ao longo da adutora construída. O volume do Aquapolo é 13 vezes maior do que o que a Sabesp fornecia de água de reúso", explica.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Sistema de ultrafiltragem com membranas submersas, capazes de separar partículas de até 0,05 mícrons, é pioneiro no Brasil. Abaixo, água de reúso já produzida, pronta para ser vendida para indústrias do Polo Petroquímico do Grande ABC
Construção do complexo A construção da Estação Produtora de Água Industrial ficou a cargo da Odebrecht Infraestrutura, que utilizou uma área de 15 mil m² do terreno da ETE ABC, de propriedade da Sabesp. "Era uma área não utilizada e passou a gerar renda para a Sabesp por um contrato de locação. Foi feita uma escritura de direito de uso por 41 anos, segundo a qual a Aquapolo paga o aluguel e os impostos da área que ela ocupa", diz Gomes.
A empresa também foi responsável pela construção da adutora encarregada de transportar a água do Aquapolo para o Polo Petroquímico de Capuava, instalada ao longo de 17 km pela Avenida dos Estados, entre os municípios de Santo André, São Caetano do Sul e Mauá.


Nessa etapa, foram utilizados três métodos construtivos, aplicados conforme a região da obra. Nas áreas mais críticas, devido às características do solo e à concentração demográfica, a adutora foi construída pelo método de pipe jacking, semelhante ao utilizado na construção das linhas do metrô, com a utilização do popular "tatuzinho".
Em terrenos mais firmes, foi empregado o método de tunnel liner, no qual operários instalam anéis de aço subterrâneos que formam um tubo protetor por onde passa a adutora. Em outros trechos, foram realizadas valas a céu aberto para a instalação dos dutos.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Etapas pré-Aquapolo na ETE ABCPara chegar até o tratamento no Aquapolo, o esgoto da região metropolitana do ABC passa por um tratamento prévio na Sabesp em três etapas:
Tratamento preliminar, no qual são removidos grãos de areia e sólidos grosseiros maiores que 1 cm.
Tratamento primário, durante o qual o esgoto flui vagarosamente por um tanque de decantação, permitindo que os sólidos em suspensão, que apresentam densidade maior que a do líquido circundante, sedimentem gradualmente no fundo.
Tratamento secundário (biológico), no qual os efluentes passam por tanques de aeração onde os micro-organismos presentes no esgoto vão remover parte da matéria orgânica dos efluentes, que posteriormente irão para novos tanques de decantação, de onde serão enviados parte para o Córrego dos Meninos e parte para o tratamento terciário do Aquapolo.
A gerente de operações do Aquapolo, Sheila de Oliveira, diz que, atualmente, a Sabesp trata, em média, 2 mil l/s de esgoto, número bem mais alto que o recebido pelo Aquapolo, que está preparado para tratar 650 l/s, podendo chegar a 1.000 l/s, mas ressalta a eficiência do tratamento da estação. "De todo o esgoto que chega no Aquapolo, cerca de 85% acaba virando água de reúso; os outros 15% são de lodo, que posteriormente será novamente enviado à Sabesp para tratamento e descarte em aterros sanitários", diz Sheila.
Antes da instalação do Aquapolo, 100% do esgoto tratado pela Sabesp era lançado no Córrego dos Meninos, que segue para o Rio Tamanduateí e deságua no Rio Tietê.

Etapas da produção de água de reúso
Fotos: Marcelo Scandaroli
1 O esgoto recebido é bombeado por uma estação elevatória de baixa carga até o filtro-disco. Ele é transportado pela tubulação verde e filtrado por uma espinha com filtros-disco empilhados, de forma a não permitir a passagem de partículas maiores que 400 mícrons. O sólido é coletado pela tubulação marrom e enviado à Sabesp para tratamento do lodo. O efluente filtrado segue pela tubulação verde para a segunda etapa.

Fotos: Marcelo Scandaroli
2 Depois de filtrado pelos discos, o esgoto vai para o tanque de tratamento biológico, onde recebe a adição de soda cáustica para o controle de pH, que deve ficar entre 6,5 e 7,5, permitindo que a ação biológica aconteça. A gerente de operações diz que essa etapa é importante, principalmente, para a remoção de nitrito e nitrato. "O esgoto fica nesse tanque por 15 minutos para a desnitrificação, que é a transformação dessas substâncias em nitrogênio gasoso. Depois, ele é bombeado por bombas de parede para o outro lado do tanque, onde ficam as membranas de ultrafiltração", diz.

Divulgação: Aquapolo
3 Depois de passar pelo tratamento biológico, o esgoto é enviado para tanques de ultrafiltração. Cada tanque possui oito conjuntos de membranas de polissulfona, com produção de até 30 l/s de água cada. As membranas ficam em suspensão dentro do tanque e possuem poros que impedem a passagem de sólidos e bactérias superiores a 0,05 mícrons. A água é aerada para limpar os poros das membranas que, quando não estão em funcionamento, permanecem mergulhadas nos tanques, dessa vez na água de reúso já produzida acrescida de hipoclorito, para que não ressequem.
A água filtrada entra pelos tubos das membranas e, caso tenha condutividade inferior a 720 μS/cm, é fornecida diretamente para o uso industrial, sendo transportada por uma tubulação de aço de cor fúcsia, um padrão internacional para água de reúso. Do contrário, a água fica reservada em um tanque com volume de 35 mil m³. O lodo retido pela membrana volta para a etapa anterior para ajudar na biodegradação da matéria orgânica do esgoto e permanece nesse ciclo de ida e volta por 35 dias, conhecidos como "idade do lodo". Após esse período, ele é encaminhado para a Sabesp para tratamento e posterior descarte em aterro sanitário.

Divulgação: Aquapolo
4 Se a condutividade for superior a 720 μS/cm, a água ultrafiltrada passa pela etapa de osmose reversa, para a remoção de sais, que são partículas menores que 0,05 mícrons. São 18 tanques semelhantes a pilhas com membranas internas ultrafinas, que são enroladas em espiral. A água filtrada no processo de osmose reversa é, então, encaminhada por uma tubulação de aço na cor fúcsia, para outro reservatório com volume de 35 mil m³.
Tanto na entrada do reservatório, quanto na saída para o cliente, é adicionada uma solução de dióxido de cloro à água produzida, a fim de evitar uma possível contaminação da água ao longo dos 17 km da adutora. Depois de produzida, a água de reúso passa por uma Estação Elevatória de Alta Carga, que possui três bombas responsáveis por bombear a água pelos 17 km da adutora.