domingo, 28 de agosto de 2011

GDF terá que retirar construções irregulares da orla do Lago Paranoá


GDF terá que retirar construções irregulares da orla do Lago Paranoá

Vara do Meio Ambiente deu prazo de quatro meses para o governo. Juiz alega que ocupação da orla se baseou em interesses privados.

Data: 27/08/2011 ás 11:37:01

http://surgiu.com.br/noticia/17662/gdf-tera-que-retirar-construces-irregulares-da-orla-do-lago-paranoa.html

Postador: Surgiu Redação
Foto: Divulgação / Agência Brasília
Fonte: G1, DF
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A Vara do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça condenou o governo do Distrito Federal a elaborar e apresentar um plano de fiscalização e remoção de construções e instalações erguidas na Área de Preservação Permanente do Lago Paranoá.
O GDF terá também que apresentar um plano de recuperação das áreas degradadas nas margens do lago, um plano de zoneamento e de manejo da unidade de conservação e um plano diretor local para o Lago Sul e para o Lago Norte.

O governo terá quatro meses para cumprir as determinações do TJ. A decisão atende, em parte, ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do DF em 2005. De acordo com o MP, o DF está se omitindo do dever legal de proteger o meio ambiente e de promover programas e projetos de educação ambiental.

No entendimento do juiz que analisou o caso no TJ, Carlos Divino Vieira Rodrigues, a orla foi ocupada para fins exclusivamente privados.

"Aquele estado de fato que ali se instalou, nas margens do Lago Paranoá, se não contou com a participação permissiva do ente estatal na concessão de licenciamentos até mesmo fraudulentos, no mínimo é o resultado da omissão fiscalizadora que vem de longa data, consentindo tacitamente que degradações pontuais ocorram", afirmou o magistrado.

sábado, 27 de agosto de 2011

Demorou! OAB lança na internet o Observatório da Corrupção

OAB lança na internet o Observatório da Corrupção


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http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/agosto/oab-lanca-na-internet-o-observatorio-da-corrupcao#ixzz1WE67HSog



Postado em Responsabilidade Social em 25/08/2011 às 09h25
por Agência Brasil








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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou na quarta-feira, 24 de agosto, no lançamento do Observatório da Corrupção, que a sociedade brasileira precisa se conscientizar de que é a protagonista no combate a corrupção.
“A sociedade pode transformar, sim, por meio da legítima pressão que ela exerce nos poderes públicos. E ela [sociedade] deve mobilizar-se no sentido de combater essa pandemia que é a corrupção”, destacou o dirigente classista.
O Observatório da Corrupção pretende ser o canal entre a sociedade e a OAB para o envio de denúncias de casos de corrupção pela população. O objetivo, segundo Cavalcante, é fazer pressão para que o Poder Judiciário dê prioridade aos processos envolvendo malversação de recursos públicos, tráfico de infuência e outros desvios que caracterizam a corrupção, julgando e punindo com maior celeridade os envolvidos.
Na página do Observatório da Corrupção na internet, além de denunciar, o cidadão também vai poder acompanhar o andamento dos casos de corrupção noticiados pela mídia. Na próxima semana, a OAB vai divulgar no portal uma relação dos principais processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados do Brasil serão monitoradas pela Comissão Nacional de Combate à Corrupção e os denunciantes têm a garantia do anonimato.
No lançamento do Observatório, Cavalcante informou que a OAB vai ajuizar no Supremo uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra os mecanismos da Lei Eleitoral que permitem o financiamento de campanha por empresas. “O embrião da corrupção reside no financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas,” observou Cavalcante.

Lava-jato sem licença ambiental será fechado

Lava-jato sem licença ambiental será fechado

http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=11957

26/08/2011




No inicio desta semana, um lava-jato foi interditado no bairro Arigolândia pela Secretaria Municipal do

Meio Ambiente (Sema) em uma operação em conjunto com o Batalhão Ambiental. O motivo foi a falta

de licença ambiental. Esse não é um caso isolado. Segundo informações da Sema foi constado no

início do ano que a maioria dos empreendimentos desse ramo não possui a licença, e

consequentemente provocam danos ao meio ambiente.

O lava-jato em questão está com as atividades paradas desde segunda-feira. A equipe de reportagem

do Diário tentou entrar em contato com o proprietário do estabelecimento, mas não teve êxito.

Conforme o chefe de assessoria técnica da Sema, Flávio Morais, antes da interdição do

estabelecimento, há uma série de procedimentos adotados pela secretaria. “Não é necessário fazer

notificação antes de aplicar as penalidades pelo ato infracional, mesmo assim a secretaria tem

adotado a regra de primeiro notificar o proprietário do empreendimento e dar um prazo para que se

faça a regularização”.

Caso ao fim do prazo nada tenha sido feito para reverter a situação, a multa é aplicada. O valor varia

conforme o dano ambiental e a condição irregular, o mínimo é de 10 Unidades de Padrão Fiscal

(UPF), o que equivale a mais de R$ 400. Também é nessa segunda visita que o empreendimento é

interditado.

Se na terceira vistoria, a fiscalização constatar que o problema ainda não foi resolvido, é reaplicada a

multa com até o dobro do valor. Caso o proprietário se sinta prejudicado, ele tem direito a defesa

recorrendo à Sema, e pode pedir, entre outros métodos, a anulação da multa e a redução de até 90%

do valor da multa se comprometendo a resolver o problema de imediato.

Quando o estabelecimento possui licença ambiental, nela constam quais as regras para despejo das

substâncias poluentes. No caso dos lava- jatos, eles devem possuir duas caixas de filtro, uma com

pedra para separar resíduos sólidos e outra com areia para os líquidos. As caixas têm que ser

periodicamente tratadas. O correto tratamento dos efluentes líquidos está previsto no Código de Meio

Ambiente Municipal, no artigo 184.

A água das lavagens não deve seguir diretamente para a rede de esgoto sem a filtragem, nem ser

destinada à via pública e igarapés. O chefe de assessoria técnica informou que foi observado no início

do ano que a maior dificuldade apontada pelos proprietários dos empreendimentos era o alto valor da

taxa de licença ambiental, que é de R$ 2.149 e é válida para quatro anos.

Para resolver esse problema, o valor da taxa foi revisto e, desde o final de julho deste ano, novos

valores são cobrados. A redução é para os pequenos e microempreendedores, que é a modalidade da

maioria que trabalha no ramo. Para o empreendedor individual, a taxa é de R$ 51,98 e para o

microempreendedor é de R$ 302.59.

Flávio alertou aos empreendedores que com as adequações das taxas, a fiscalização será

intensificada. Antes a fiscalização era mais dependente das denúncias feitas pelo 0800 647 1320, mas

desde março há uma escala de fiscalização.

‘‘Nossa meta é garantir a qualidade do meio ambiente, e não impedir que eles trabalhem’’.

Furacão Irene em Nova York


Nova York toma medidas inéditas para receber furacão Irene

26 de agosto de 2011 | 19h 12


DANIEL TROTTA E BASIL KATZ - REUTERS
A prefeitura de Nova York determinou na sexta-feira a retirada de mais de 250 mil pessoas e se prepara para tirar todos os transportes públicos de circulação -- duas medidas inéditas causadas pela aproximação do furacão Irene.
A tempestade, violenta e excepcionalmente grande, já causa efeitos na sexta-feira na Costa Leste dos EUA, ameaçando uma área onde vivem 55 milhões de pessoas - sendo 8 milhões só em Nova York. Há previsão de fortes ventos na noite de sábado ou na manhã de domingo.
O prefeito Michael Bloomberg determinou que pessoas que moram em áreas baixas - o que inclui a região financeira de Wall Street e seus arredores, em Manhattan - deixem suas casas até as 17h de sábado (18h em Brasília). A partir de sexta-feira, haverá 91 albergues abertos.
Os transportes públicos começarão a parar a partir das 12h de sábado (hora local), mas o processo pode levar oito horas pra ser concluído. As pontes que dão acesso a Manhattan também serão interditadas se os ventos superarem 96 quilômetros por hora.
"Nunca fizemos uma evacuação obrigatória antes, e não a faríamos agora se não achássemos que esta tempestade tem o potencial para ser seriíssima", disse Bloomberg a jornalistas.
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, mobilizou 900 agentes da Guarda Nacional. Empresas aéreas retiraram seus aviões da zona de risco e cancelaram pelo menos mil voos. Os quatro zoológicos da cidade estocaram ração para os animais.
A polícia preparou uma frota de lanchas para resgatar moradores da orla que fiquem ilhados pela ressaca, que pode ser agravada ao coincidir com a maré alta.
As zonas de retirada ficam principalmente na orla marítima e fluvial de Nova York - cidade construída sobre ilhas e penínsulas, cercadas por rios, estuários e mar aberto.
No bairro de Rockaways, no Queens, que fica à beira-mar, Destiny Crespo, de 19 anos, se dispunha a desafiar as ordens de retirada. "Não importa o que aconteça, vamos colocar tábuas nessas janelas, vamos continuar aqui... Vou encarar isso feito surfista", disse.
Mas sua mãe, Genevieve Crespo, de 42 anos, estava mais preocupada. "Sou deficiente. Como vou pegar o trem com os meus netos? Não temos ideia de aonde ir ou o que fazer", queixou-se.
A rigor, quem desafiar a ordem de retirada pode levar multa de até 500 dólares, ou passar 90 dias na cadeia. Mas Bloomberg disse que o objetivo é proteger as pessoas, e não puni-las. "Ninguém vai ser multado, ninguém vai ser preso. Mas, se vocês não seguirem isso, pessoas podem morrer", alertou.
Em busca de informações e orientações, a população acabou causando um excesso de tráfego que tirou do ar o site da prefeitura (http://www.nyc.gov/html/home_alt.html).
NOÉ EM WALL STREET
A Bolsa de Nova York está preparando geradores de emergência e estocando combustíveis e alimentos para evitar problemas quando os negócios forem retomados, na segunda-feira. A poucos metros dali, o escritório do Fed (Banco Central) tinha planos para preservar o funcionamento normal dos mercados depois do fim de semana, segundo um porta-voz.
Benedict Willis, diretor de operações do banco de investimentos Sunrise Securities, disse que a Bolsa de Nova York tem a obrigação de abrir na segunda-feira, depois do furacão, porque milhões de investidores dependem das suas cotações. "Mas, se a água subir até aqui", disse ele na sexta-feira, apontando para o movimentado salão do pregão, "aí teremos um problema maior do que eu sou capaz de lidar. Meu nome não é Noé."
Desde 1851, quando começaram os registros, apenas cinco furacões passaram a menos de 120 quilômetros de Nova York, sendo o mais recente em 1985, segundo o site weather.com.
O Irene se aproxima da metrópole apenas três dias depois de um raro terremoto ser sentido em Nova York.
"Somos nova-iorquinos, e somos duros. Gostamos de pensar que somos duros", disse Cuomo. "Mas também somos inteligentes, e é inteligente se preparar. É inteligente desocupar (...), e é inteligente desocupar agora."
Idosos e doentes começaram a ser retirados por um esquema especial já na sexta-feira. No Hospital Coney Island, ambulâncias transferiam 250 pacientes para outras unidades, numa operação que deve terminar às 20h.
Uma montanha-russa ironicamente chamada de Cyclone - que está na rota direta da tempestade, segundo algumas previsões - continuava deixando usuários de cabelo em pé na sexta-feira, mas vai fechar no domingo, quando estão previstas as chuvas mais fortes.
"Achei que queria vir andar nessa montanha-russa, e estou feliz por ter vindo, porque (depois da tempestade) ela pode não estar mais aqui", disse o turista Jon Muller, de 29 anos, da Pensilvânia, que foi a Nova York comemorar o aniversário de casamento.
DILEMA RELIGIOSO
Alguns judeus praticantes de Nova York, geralmente avessos a usarem a eletricidade aos sábados, começaram a deixar a cidade já na sexta-feira, para evitar violar as regras religiosas caso precisem de serviços emergenciais ou informações no "sabbath".
"Alguns rabinos estão dando permissão para deixar o rádio ligado no 'sabbath'. Os rabinos estão recebendo muitas ligações hoje", disse Dov Hikind, judeu ortodoxo que é deputado estadual pelo Brooklyn.
Na loja de atacado Costco, no Brooklyn, havia fila em frente à gôndola de água mineral, e alguns carrinhos saíam abarrotados com esse produto.
"Nunca se sabe se a gente não vai precisar. É bom também ter um extra para as crianças", disse Carmen Viera, 63 anos, que levava três caixas de água mineral.
Shows e eventos esportivos já estão sendo vitimados pelos alertas da tempestade. O clássico nova-iorquino de sábado entre Giants e Jets, pela Liga Nacional de Futebol Americano, foi antecipado em várias horas. O time de baseball New York Mets cancelou partidas marcadas para sábado e domingo.
Por outro lado, alguns bares e restaurantes se preparam para um movimento intenso, já que muita gente planeja enfrentar a tempestade comendo e bebendo. O gerente do restaurante Merchants River House, que fica junto à passarela do rio Hudson e dá vista para a Estátua da Liberdade, disse que o estabelecimento continuará aberto durante todo o fim de semana, mas que tomará a precaução de amarrar seus móveis no deque.
"Estamos totalmente abastecidos para o fim de semana", disse o gerente Christian Qualey, "então podemos ser um lugar seguro para as pessoas."
(Reportagem adicional de Jonathan Spicer, Lynn Adler e Jonathan Allen) 

26/08/2011 - 07h59

Aterro sanitário em Cingapura atrai turistas; espera é de 4 meses


DO "NEW YORK TIMES"

Quatro meses de espera é o tempo que leva para os turistas conhecerem um aterro sanitário em Cingapura, o Pulau Semakau, cujo número de visitantes triplicou nos últimos cinco anos, passando de 4.000, em 2005, para 13.000, em 2010.

Mas o local não é um lixão. É uma ilha artificial que lembra uma reserva natural, apesar das 9,8 milhões de toneladas de lixo incinerado que ficam a cerca de 30 centímetros abaixo da superfície.

A escassez de terra em Cingapura --menor do que Rhode Island (3.140 quilômetros quadrados)-- levou o governo a desenvolver técnicas inovadoras para descarte de lixo.

Ao juntar duas pequenas ilhas com área quase igual ao Central Park, o governo criou o aterro, o primeiro depósito de lixo na costa de Cingapura que agora é uma atração popular.
Pescadores esportivos vêm durante o dia e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidade. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar. De acordo com Ong, os passeios na faixa coberta pela maré são tão populares que estão reservados para quase o ano inteiro.

As instalações de US$ 360 milhões incluem um quebra-mar de 7 km feito de areia, pedra, argila e uma geomembrana de polietileno, que acompanha a periferia da ilha para impedir vazamentos.


The New York Times

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para
turistas durante cinco dias da semana




O lixo incinerado do continente chega em barcaças e a cinza molhada é esvaziada em fossos para um dia serem cobertos de terra, onde palmeiras e outras plantas crescem naturalmente.

Converter aterros em áreas de uso público não é novidade. Em Nova York, o aterro Fresh Kills, em Staten Island, fechado em 2001, será reaberto como parque em torno de 2035.

Em 1994, o Japão transformou um velho aterro sanitário na região sudoeste de Osaka no Aeroporto Internacional de Kansai, o primeiro aeroporto marinho do mundo.

Porém, Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado e industrial ao mesmo tempo em que dá suporte a um ecossistema florescente, que conta com mais de 700 tipos de plantas e animais e várias espécies ameaçadas.

"Mesmo operando um aterro, a biodiversidade continua a florescer", diz Ong Chong Peng, gerente geral do local. "Queremos manter esse equilíbrio o máximo possível."

Fauna e flora são tão preciosas em Semakau que o perímetro previsto do aterro foi alterado para garantir que duas florestas de mangue tivessem acesso à água doce com a mudança da maré.

Espécies protegidas como a garça Ardea sumatrana e tarambolas-da-malásia se reproduzem na ilha, e o ameaçado golfinho-corcunda-indopacífico foram vistos pelas redondezas.

Semakau também é o único aterro sanitário ativo que costuma incentivar visitas do público cinco dias por semana. Enquanto o lado oriental da ilha está cheio de espaços esperando para serem preenchidos, a porção oriental recebe espectadores desde 2005.

Neste ano, depois de mais de uma década em operação, o lado oriental da ilha está programado para desenvolvimento e pode começar a receber lixo já em 2015.

A Agência Nacional de Meio Ambiente, que mantém o local, prevê que, com os dois lados recebendo dejetos, o aterro ficará aberto até pelo menos 2045.

CRÍTICAS

A Agência Nacional de Meio Ambiente do país garante que o sistema único do aterro reduz o volume de lixo em 90%, acrescentando que 2% da energia de Cingapura são produzidos pelos quatro incineradores do continente.

Porém, os críticos reprovam um gerenciamento de lixo baseado inteiramente na incineração. Incineradores de larga escala, como os do país, têm períodos curtos de vida, às vezes de apenas dez anos, antes de necessitarem troca.

Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

"O Greenpeace é contrário à incineração de lixo por ser uma grande fonte de substâncias cancerígenas como dioxina, além de outros poluentes nocivos, como o mercúrio, e compostos orgânicos voláteis", explica Tara Buakamsri, diretor de campanha para o Sudeste Asiático.

Protestos públicos na Malásia e Indonésia ocorreram depois que o governo anunciou planos de construir novos incineradores. Já os filipinos os baniram em 1999 por causa dos riscos à saúde --mesmo ano em que o governo cingapurense passou a usá-los para operar o Semakau.

Também existe o pequeno, mas real, risco de que o lixo contamine o oceano.

Bom senso no ambiente



Bom senso no ambiente





autor:ROBERTO RODRIGUES


O rural e o urbano têm muito a ganhar quando o radicalismo é eliminado e o bom senso impera

O TEMPO vai passando, ministros vão mudando e as discussões sobre o Código Florestal no Senado vão esquentando. Enquanto o Senado busca equilíbrio e isenção em um debate sério, a desinformação ainda é geral, trava-se uma batalha nem sempre tão séria na comunicação sobre o tema. Uma pena!
Posições ideológicas ou radicais e interesses subalternos mascaram a verdade, prejudicando o objetivo maior da nação, que é ter, finalmente, um instrumento legal que regule a matéria.
Felizmente, enquanto isso, o campo vem realizando experiências notáveis que deveriam servir de lição ao debate político.
Projetos em que são parceiros governos, empresas, produtores rurais e ONGs põem na prática a conciliação entre a produção agropecuária e a conservação ambiental, a gestão da fazenda e a remuneração dos produtores rurais pelas florestas que eles mantêm.
Em áreas da Amazônia legal ou vizinhas, como Lucas do Rio Verde, Marcelândia e Querência, em Mato Grosso, ou Paragominas e Santana do Araguaia, no Pará, há exemplos da efetividade do CAR (Cadastro Ambiental Rural).
Nesses e em outros municípios, cerca de um terço das propriedades rurais já está cadastrada. São mais de 50 mil propriedades, ou 50 milhões de hectares cadastrados. Amazonas, Bahia, Tocantins e Mato Grosso também fazem progressos para implementação do CAR, que consiste em fazer o registro dos imóveis rurais na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, por meio eletrônico, para fins de monitoramento, assegurando a regularidade ambiental da fazenda.
Com ele, o governo pode controlar o desmatamento ilegal, sabendo onde ele ocorre e quem é seu responsável. No futuro, poderá controlar também a implementação do Código Florestal. Sem um bom cadastro, mesmo o novo Código em discussão no Congresso será apenas uma lei no papel.
O produtor e o mercado também podem ter ganhos diretos com o CAR. Empresas do agro e supermercados comprovarão aos consumidores a qualidade ambiental das fazendas de onde se originam seus produtos. Os produtores podem receber pelos serviços ambientais de suas florestas, e isso não é só teoria ou aspiração, é realidade.
Na mata atlântica, mais de 350 produtores rurais já recebem pagamento em dinheiro pela água produzida pelas florestas conservadas ou em recuperação. São 40 projetos em curso, como os de Extrema (MG), de Rio Claro (RJ) e de Camboriú (SC), que, em breve, adicionarão outros 500 produtores a esses arranjos, segundo a recente publicação "Pagamento por Serviços Ambientais na Mata Atlântica: Lições Aprendidas e Desafios", lançada pelo Ministério do Meio Ambiente.
A principal fonte financeira para os pagamentos são os Comitês de Bacia, que podem cobrar dos grandes usuários e de poluidores da água e reinvestir os recursos na manutenção da qualidade ambiental da bacia hidrográfica.
São fontes de recursos já existentes, que hoje começam a reconhecer o papel das florestas para a produção de água e o papel do produtor rural nesse serviço.
O carbono contido nas florestas, ou mesmo o retirado da atmosfera pelo reflorestamento, também já gera renda. Segundo a TNC, uma ONG ligada ao ambiente, produtores rurais, entornos de reservatórios e unidades de conservação são beneficiados por 33 projetos que investem no reflorestamento e cujo carbono é comercializado no mercado voluntário, com empresas que compram créditos, seja para a neutralização das suas emissões, seja na expectativa de um mercado futuro.
Código Florestal, pagamento por serviços ambientais e Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) são temas de projetos de lei que tramitam no Congresso e que podem aproveitar as lições dessas várias iniciativas de campo que, por sua vez, precisam de escala.
O rural e o urbano têm muito a ganhar, em dinheiro e em qualidade de vida, quando se equacionam a agropecuária e a conservação ambiental, em via de mão dupla, quando o radicalismo é eliminado e o bom senso impera.

ROBERTO RODRIGUES, 69, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Depto. de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada 14 dias, nesta coluna.
rr.ceres@uol.com.br 


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Curso gratuito: “Alimentação Sustentável”


Curso:


“Alimentação Sustentável”


Início
05 de setembro de 2011, às 13h30

A UMAPAZ promove o curso“Alimentação Sustentável” de
05 de setembro a 03 de outubro, das 13h30 às 16h30, segundas-feiras, integrando
as atividades do Programa Alimentação e Meio
Ambiente. A facilitadora será a consultora em alimentação saudável,
Denise Haddad.

O programa alimentação e meio
ambiente visa o reconhecimento de práticas conscientes de consumo como
estratégias de promoçãode
saúde individual, coletiva e ambiental através de cursos, palestras e oficinas
baseadas numa dieta vegetariana, contemplando todas suas vertentes.

O curso tem como proposta abordar a
importância energética dos alimentos vivos orgânicos que podemos cultivar em
nossos quintais, promovendo a saúde e criando fontes de sustentabilidade e
oferecer a oportunidade de elaborar pratos saborosos e saudáveis utilizando
ingredientes locais.

A alimentação é um dos elementos
chaves de nosso bem estar. Simplificando nossa alimentação e fazendo amplo uso
de elementos vivos, despoluímos nosso organismo e despertamos nossa intuição,
que nos guia para maior vitalidade, equilíbrio e alegria de viver. Uma
alimentação equilibrada vitaliza e regenera o sistema nervoso, colabora com o
aparelho digestivo e o funcionamento do intestino. Rica em fibras, ajuda a
controlar a obesidade e atua no bem estar geral.

Programa:
Dia 05/09/11 – A sabedoria do
corpo / Desequilíbrios na alimentação
Dia 12/09/11 – Alimentos
Vivos: benefícios e utilização;
Dia 19/09/11 – Alimentos com
qualidade: da região, época adequada de colheita e produções com qualidade
ecológica; aspectos estéticos dos alimentos;
Dia 26/09/11 – Alimentos
nocivos / Importância da alimentação nas diferentes idades;
Dia 03/10/11 – Jardim Comestível
– propriedades e utilizações;

Denise Haddad é
consultora em alimentação saudável, culinarista especializada em educação
ambiental e psicoterapia corporal; coordena a consultoria Natureza Viva que
desenvolve projetos na área de alimentação saudável e educação ambiental;
coordena o projeto Plantar sementes que visa colaborar no processo de autonomia
em relação à saúde alimentar com abordagens interdisciplinares; assistente
social e instrutora de yoga.



Serviço:
“Curso: Alimentação Sustentável”
Dias e horário:de 05 de setembro a 03 de outubro
de 2011, das 13h30 às 16h30
Carga Horária:15h
Coordenação:Angélica Berenice de Almeida e Suely Feldman Bassi
Local:Av. IV Centenário, 1268 - Portão 7A - UMAPAZ -
Parque Ibirapuera
Vagas:30 – HAVERÁ
SELEÇÃO entre os 80primeiros
inscritos.
Inscrições:Os interessados podem se inscrever
de 25 a
29 de agosto enviando a ficha abaixo devidamente preenchida para o e-mail

inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br

O resultado
da seleção ocorrerá em 31 de agosto.


FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Curso: “Alimentação Sustentável”

Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
1. NOME COMPLETO:
2. Idade 3. Sexo ( ) M ( ) F
4. RG nº Órgão: UF: 5. CPF nº
6. Escolaridade ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior
7. Área de formação:
8. Setor em que trabalha:
Empresa privada ( )
Organização não governamental ( )
Órgão Público ( )
10. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente:
11. Se servidor público, informe Nº RF e local onde exerce atividades:
12. Se educador, instituição em que exerce a função:
13. Endereço residencial:
14. Bairro: 15. CEP:
16. Região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Leste ( ) Oeste ( ) Centro ( ) Outro Município
17. E-mail:
18. Telefone fixo: 19. Telefone celular:
20. Por que deseja participar deste curso?

Especialistas associam dores nas articulações a mudanças climáticas


Edição do dia 23/08/2011
23/08/2011 08h12 - Atualizado em 23/08/2011 08h35

Especialistas associam dores nas articulações a mudanças climática

A ciência comprova: o frio provoca uma reação mais intensa dos neurônios e diminui também o fluxo de sangue para algumas regiões do corpo.












Uma pesquisa comprovou o que muita gente, por intuição, já sabia: aquela dor que aumenta de repente, principalmente em quem tem reumatismo, pode indicar mudança de tempo. É cientificamente provado: o frio provoca uma reação mais intensa dos neurônios e diminui também o fluxo de sangue para algumas regiões do corpo. Isso pode, sim, provocar uma sensação de dor. Então, se o joelho começar a latejar, é bom procurar um agasalho.
A dona de casa Maria Luiza Nascimento é dessas pessoas que poderiam fazer a previsão do tempo. “Eu percebo que vai mudar o clima porque eu começo a sentir dor muito forte nas articulações. Aí geralmente chove ou faz frio”, comenta.
A dona de casa não é exceção. “Eu sinto dor no pé, percebo uma dor na lombar”, diz uma senhora. “Não sei bem por que, mas percebo uma dor nas costas que mexeu comigo”, conta um senhor.
O que para alguns parece uma brincadeira foi comprovado pela ciência. Diversas pesquisas feitas ao redor do mundo relacionam determinadas dores a mudanças climáticas. Um estudo recente estabelece até a temperatura que mais desencadeia reações no corpo humano.
“As temperaturas abaixo de 17°C, principalmente com clima mais nublado, aumentam a incidência de dor nas pessoas que têm essa predisposição”, afirma o ortopedista José Luiz Zabeu.
Em uma clínica especializada em dores agudas, a procura por atendimentos nos meses de frio aumenta até 40%. O presidente latino-americano do Instituto Mundial de Dor, Fabrício de Assis, explica que as reações estão relacionadas à pressão atmosférica.
Quando o clima começa a mudar, a pressão atmosférica deixa os neurônios mais sensíveis. Em pessoas com reumatismo, por exemplo, as células transmitem mensagens de dor a algumas partes do corpo. Além disso, a circulação do sangue diminui.
“Existe uma diminuição do aporte de sangue para determinadas regiões, e isso no reumatismo é importante porque faz piorar a dor que piora a inflamação local também. São dois fatores: afeta a circulação local e essa mudança na pressão atmosférica”, conclui Fabrício de Assis, presidente latino-americano do Instituto Mundial de Dor.
Os médicos explicam ainda que as reações podem ocorrer em qualquer idade. As baixas temperaturas alteram também o humor. Uma dica simples para amenizar as dores é acompanhar a previsão do tempo.
“A pessoa que percebe que tem uma interferência no clima nas suas queixas de dor, seja ela portadora de artrite ou não, ela deveria, sim, acompanhar a previsão do tempo, levar um agasalho a mais na bolsa e evitar ambiente em que haja uma corrente de ar muito frio. Isso vai dar dor nela. Vale a pena na sua programação de vida, não só seu esquema de remédios e tudo mais, mas saber do tempo”, disse o ortopedista José Luiz Zabeu.
A pedagoga Maria Isabel Dias Batista segue a risca a orientação. “Uso meias de futebol que são mais quentinhas, uso uma calça projetada para neve por baixo para não sentir tanto frio. Toda vez que eu sinto frio, eu pioro os sintomas da minha artrite”, conta a pedagoga.

Brasil discute Rio+20 com Índia, China e África do Sul


25/08/2011 - 20h42

Brasil discute Rio+20 com Índia, China e África do Sul


CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA



Reunião entre membros do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) terá como foco a aproximação dos países para a conferência Rio+20, que ocorrerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro.
A 8º Reunião Ministerial do Basic será em Inhotim, Minas Gerais, entre sexta-feira (26) e sábado (27).
De acordo com Tovar Nunes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, ainda que o propósito da reunião seja o ambiente, o encontro dos líderes desses países será importante para que haja coordenação além do tema ambiental.
"Vamos discutir posições para levarmos a Durban [na África do Sul, para conferência sobre mudanças do clima e Protocolo de Quioto], em novembro. Mas temos interesse em nos coordenarmos sobre o desenvolvimento sustentável, que não trata só do ambiente, mas também de inclusão social", afirmou Nunes.
Segundo o porta-voz, a conferência Rio+20 será mais ambiciosa do que a antecessora, a Eco-92, também no Rio de Janeiro.
"A reunião em Inhotim reflete bem o espírito do que esperamos para a Eco-92, que é a ousadia. Buscamos um ambiente de desenvolvimento, de estímulo ao talento e de acesso à cultura", disse Nunes.
FINANCIAMENTO AMBIENTAL
Segundo o Itamaraty, uma das maiores preocupações do Basic é a retomada das negociações sobre as fontes de financiamento para medidas ambientais em países em desenvolvimento.
De acordo com o Acordo de Copenhagen, de 2009, países desenvolvidos assumiram o compromisso de mobilizar R$ 30 milhões, no período de 2010 a 2012, e R$ 100 milhões, até 2020.
Em Inhotim, o Brasil defenderá que a principal fonte dos investimentos deverá ser pública, e não privada, como propõem os países desenvolvidos. Na última conferência sobre mudanças do clima, em Cancún, em 2010, o tema foi levado à comissão técnica. O objetivo brasileiro é que, em Durban, as discussões não tenham o mesmo destino.
De acordo com o Itamaraty, também será enfatizada a necessidade de ações governamentais para viabilizar transferência de tecnologia ambiental, com previsão de financiamento público e flexibilização de direitos de propriedade intelectual.


Reciclagem: Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos


25/08/2011 - 17h57

BA inaugura unidade para transformar resíduos em matéria-prima


GUSTAVO HENNEMANN
ENVIADO ESPECIAL A CAMAÇARI (BA)




Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Cita (Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental), inaugurado nesta quinta-feira (25) no polo de Camaçari (BA).
Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador.
Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais.
A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados.
Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação.
No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir "madeira plástica" a partir da mistura com fibra de celulose.
O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem, indústria petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari.
"Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a 'madeira plástica' feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões", diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos.

PATENTES
Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses.
Para o diretor-presidente da Cetrel, Ney Silva, o centro representa a mudança de estratégia da empresa, que foi criada há 33 anos para "destruir resíduos" e descartar aquilo que poderia ser absorvido pela natureza.
"Mudamos a rota. A ideia é que todo o resíduo se transforme em nova matéria-prima. Desenvolvemos [os processos] em laboratório, fazemos a planta-piloto, patenteamos e depois vamos licenciar a tecnologia para alguém operar [e produzir em maior escala]", diz .
A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço.
A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi instalada na Paraíba e outra deve ser montada em Pernambuco.
"O propósito é gerar biogás, para depois transformá-lo em energia elétrica, o que é um passo muito curto e de baixo investimento", diz o diretor-presidente.
O repórter GUSTAVO HENNEMANN viajou a convite da Cetrel

Sustentabilidade


Evento abordará sustentabilidade

Acontece na próxima semana, de 29 a 31 de agosto, o Global Forum América Latina 2011 (GFAL).

http://www.jmnews.com.br/noticias/vamos%20ler/21,11642,25,08,evento-abordara-sustentabilidade.shtml

 

Credito: Arquivo BAWB Credito:  Arquivo BAWB

O BAWB Londrina 2010 discutiu e apresentou os principais cases de empresas que, com práticas sustentáveis, transformaram seus negócios e beneficiaram a sociedade

Acontece na próxima semana, de 29 a 31 de agosto, o Global Forum América Latina 2011 (GFAL). O evento é uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) através da sua universidade corporativa, a Unindus, em parceria com a universidade americana Case Western Reserve University, de Cleveland (Estados Unidos), e tem por propósito destacar e divulgar práticas inovadoras que gerem valor aos negócios ao mesmo tempo em que incorporam as oportunidades e desafios que a sustentabilidade representa para as empresas globais.
O Fórum teve início em 2000, por uma solicitação da Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de formular um plano de desenvolvimento do pacto global. O diferencial é que a edição deste ano será virtual, o que visa contribuir para a diminuição de carbono. Todas as palestras serão transmitidas pela web e ficarão disponíveis para consultas através de uma plataforma na internet.
O GFAL 2011 abordará três principais temas: educação na sustentabilidade, sociedade inovadora e design thinking. Em que a gestão da educação deve inovar para que surja a cultura de uma sociedade sustentável? É uma das questões que serão abordadas durante o evento.
Dentre os palestrantes, estarão a coordenadora do Núcleo e Agência Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Waverli Maia Matarazzo-Neuberger; o fundador do The Natural Step, metodologia focada no desenvolvimento de ações, projetos e processos sustentáveis, o sueco Karl Henrik Robert; o especialista em quantificar e vender o valor das estratégias de sustentabilidade para as empresas, o canadense Bob Willard; e a americana líder no campo da educação para a sustentabilidade, tendo trabalhado extensivamente com educadores e administradores ao redor do mundo, Jaimie Cloud.
O Global Forum América Latina 2011 é gratuito, e as inscrições podem ser feitas através do site www.globalforum.com.br.

Fonte: Comunicação Social - Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)

Sapatos energéticos





São cerca de 20 watts de potência gerados pelo dispositivo instalado 
 nos sapatos de um homem adulto, durante uma caminhada em ritmo 
normal. [Imagem: Krupenkin/Taylor]

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Sapatos usam nova técnica para gerar energia para aparelhos portáteis. 25/08/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sapatos-geram-energia. Capturado em 26/08/2011.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/08/2011

Sapatos energéticos 

Há poucos dias, pesquisadores apresentaram um sapato-gerador, capaz de produzir energia usando músculos artificiais

O Dr. Tom Krupenkin e seu colega J. Ashley Taylor, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, também estão de olho nos sapatos, mas adotaram uma técnica diferente. 

Krupenkin e Taylor trabalham há bastante tempo com a manipulação de gotas de líquido em nanoescala, o que os levou a desenvolver um material anti-congelante e outro capaz de repelir virtualmente qualquer líquido

Sapatos usam nova técnica para gerar energia para aparelhos portáteis






Em outra linha, pesquisadores vêm trabalhando há bastante tempo com um fenômeno chamado eletroumectação, a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas, o que tem rendido bons frutos na área de papel eletrônico e telas flexíveis

O que os dois pesquisadores fizeram foi inverter esse processo, criando a "eletroumectação reversa". 

Eletroumectação reversa 

Em vez de usar a eletricidade para a manipulação das gotas, como na eletroumectação, os dois cientistas estão usando as gotas para gerar eletricidade.
A energia mecânica é convertida em energia elétrica usando um dispositivo microfluídico - fluidos circulando no interior de microcanais.
As microgotas no interior do dispositivo interagem com um substrato feito com múltiplas camadas nanométricas de um material dielétrico, gerando uma carga eletrostática.
Sapatos ganham nova técnica de geração de energia

A energia mecânica é convertida em energia elétrica usando um dispositivo microfluídico - fluidos circulando no interior de microcanais. [Imagem: Krupenkin/Taylor]

"Em sua essência, o processo de eletroumectação reversa é conceitualmente simples. A gota e os eletrodos são conectados a um circuito elétrico externo que fornece uma tensão de polarização constante entre a gota e o eletrodo.
"O acionamento mecânico externo é usado para mover a gota de forma a forçar uma diminuição da sua sobreposição com o eletrodo revestido com o filme dielétrico. Isto resulta na diminuição da carga total que pode ser mantida na interface líquido-sólido da gota.
"A carga elétrica excessiva, então, flui de volta através do circuito elétrico que conecta a gota e o eletrodo, gerando uma corrente elétrica que pode ser utilizada para alimentar uma carga externa," explicam os pesquisadores em seu artigo.

Colheita de alta densidade
A grande vantagem dessa abordagem é a alta densidade energética alcançada, de até 103 W m-2.
Isso se traduz em cerca de 20 watts de potência gerados pelo dispositivo instalado nos sapatos de um homem adulto, durante uma caminhada em ritmo normal.
Esta é a primeira solução no campo da chamada colheita de energia que oferece potência nessa faixa.
Embora já existam diversos sensores e equipamentos menores sendo alimentados por micro e nano-geradores, há uma demanda crescente por um dispositivo capaz de alimentar aparelhos maiores, incluindo o recarregamento de baterias de tablets e netbooks.
Krupenkin e Taylor estão entusiasmados com os resultados obtidos, já tendo fundado sua própria empresa, a InStep NanoPower, para tentar comercializar a tecnologia.
O maior desafio agora é encontrar uma forma prática de ligar os sapatos aos aparelhos a serem alimentados ou recarregados.
Bibliografia:

Reverse electrowetting as a new approach to high-power energy harvestingTom Krupenkin, J. Ashley TaylorNature Communications23 August 2011Vol.: 2, Article number: 448DOI: 10.1038/ncomms1454