quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cinzas do vulcão chileno Puyehue poderão ser transformadas em tijolos na cidade turística de Villa La Angostura

24/06/2011 05h44 - Atualizado em 24/06/2011 08h57

Cinzas de vulcão serão transformadas em tijolos na Patagônia argentina

Cidade turística quer aproveitar material expelido por vulcão Puyehue, a 50 km de distância.

autoria e fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/06/cinzas-de-vulcao-serao-transformadas-em-tijolos-na-patagonia-argentina.html

Da BBC


As cinzas do vulcão chileno Puyehue poderão ser transformadas em tijolos na cidade turística de Villa La Angostura, na Patagônia argentina, disse à BBC Brasil o secretário de Obras Públicas e Serviços Públicos da localidade, Gabriel Fachado.

Tijolo feito a partir de cinzas de vulcão (Foto: Jornal Página 12)
Tijolo feito a partir de cinzas de vulcão (Foto: Jornal Página 12)

'Temos material de sobra para fazer tijolos, tubulações, poços de água e asfalto. Acrescentamos às cinzas um pouco de cimento e o resultado é um bloco perfeito para a construção', afirmou o arquiteto.
Segundo ele, os tijolos serão usados inicialmente para a construção de casas populares, mas também serão úteis para outros modelos de casas e de hotéis.
'Vila La Angostura está construída sobre solo vulcânico, mas jamais tivemos tamanha quantidade deste material e por todos os lados da nossa cidade', disse.
Para ele, é preciso 'aproveitar' o material expelido pelo vulcão que está a quarenta quilômetros da cidade e é frequentada principalmente por turistas de classes altas no verão e no inverno.
De acordo com estimativas da Defesa Civil local, Villa La Angostura acumula cerca de cinco milhões de metros cúbicos de cinzas, o suficiente, disseram, para encher as caçambas de 'um milhão de caminhões'.
Nesta quinta-feira, as cinzas voltaram a cair na cidade onde tetos, piscinas, lagos, ruas e bosques estão cobertos com os resíduos vulcânicos.
'No início foi uma areia e depois cinza. Nos lagos também flutuam grandes pedras vulcânicas, espécie de blocos inteiros', afirmaram na Defesa Civil.


Utilidade
O governo local, com apoio do governo da província de Neuquén e da Argentina, contou Fachado, entenderam que este material 'deve ser transformado em algo útil para a comunidade'.

Ele afirmou que a ideia é exportar o tijolo de cinzas para outras localidades de Neuquén e depois, 'quem sabe', para outras províncias argentinas.
Fachado disse que trinta e duas famílias já se inscreveram para formar uma cooperativa especializada na fabricação deste material de construção.
'Com estas cinzas, vamos gerar mão de obra para os que estão desempregados', disse.
O diretor de Meio Ambiente de Villa La Angostura, Daniel Meier, disse que outra proposta que está sendo discutida no local é usar a areia para fazer 'praias' em torno dos principais lagos da cidade.
'Não seremos o Rio de Janeiro, mas vamos acrescentar mais uma atração ao nosso turismo, que é realmente a nossa principal fonte de renda', disse à BBC Brasil.
Ele disse que várias toneladas das cinzas já foram levadas para diferentes galpões na cidade, mas que ainda há 'outras milhares de toneladas' acumuladas nas ruas e nos quintais dos moradores.
'Estamos realizando análises permanentes e comprovamos que as cinzas não são tóxicas. Mas temos que usar óculos e máscaras porque é como se estivéssemos respirando pó ou areia da praia o tempo inteiro', disse.


Transtornos
Villa La Angostura possui quinze mil habitantes e desde que o vulcão entrou em erupção, no dia quatro de junho, muitos ficaram sem luz e água porque o peso das cinzas afetou os fios de alta tensão.

Nesta quinta-feira, segundo a Defesa Civil local, 75% da população já tinham luz, mas as cinzas voltaram a cair e a única certeza, disseram Fachado e Meier, é que a temporada de inverno será afetada.
'Pedras de vulcão também caíram nas estações de esqui e temos medo de uma avalanche. Mas com tijolos e outros projetos com estas cinzas vamos superar esta etapa e ficar prontos para a temporada de verão', disse Meier.
Antes, disse, é preciso 'sair do atual estado de emergência' na qual a localidade oficialmente se encontra.

Nova York tem aluguel de bicicletas inspirado no modelo de Paris

Postado em 27/06/2011 às 14h04

autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2814


O novo sistema permite que os locatários retirem a bicicleta em um dos postos e entregue em outro. | Imagem: Richard Eriksson

Para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, a empresa Bike and Roll promoveu mudanças no sistema de locação na cidade de Nova York. O modelo implantado atualmente segue o mesmo padrão de Paris, onde existem diversos postos de aluguel espalhados pela cidade.
O projeto deve fazer sucesso no verão, estação atual do hemisfério Norte, e época em que o uso das bicicletas é mais frequente. Chamado de “Hop On Hop Off” o novo sistema permite que os locatários retirem a bicicleta em um dos postos e entregue em outro. Até então, a retirada e devolução de bicicletas alugadas na metrópole norte-americana era feita sempre no mesmo lugar.
Segundo a Bike and Roll, são 11 pontos de locação espalhados pela cidade. Além de facilitar o transporte dos usuários, a expansão deve auxiliar programas de incentivo ao uso da bicicleta a serem desenvolvidos no Brooklyn e em Manhattan.
Os aluguéis variam de US$ 12, por uma hora pedalando em um modelo praiano, e US$ 69 para usar a bike por um dia inteiro. A empresa oferece aulas para que as crianças aprendam a andar de bicicleta e também serviços para reparação de pneus.
Esse novo sistema deve incentivar os nova-iorquinos a utilizarem mais a bicicleta, como alternativa limpa para o transporte em meios urbanos. É possível que este seja o “pontapé inicial” deixar esse transporte mais prático e seguro.
Redação CicloVivo

Para a educação ambiental precisa de lei?

Ideias na cabeça ou peso nos ombros?


Educação ambiental ganha peso nas escolas, mas especialistas alertam que abordagem do tema pode transferir excesso de responsabilidade às crianças

29 de junho de 2011 | 0h 10

autoria: Karina Ninni - O Estado de S. Paulo


“Minha irmã pequena achava que a água nunca ia acabar. Então eu peguei um mapa, mostrei para ela e disse: ‘Vai, sim. Isso aí é água do mar, a gente não pode usar’”, diz Janaína de Souza Vieira, de 9 anos.
Arte Silvia Rodrigues sobre fotos de Paulo Liebert
Arte Silvia Rodrigues sobre fotos de Paulo Liebert
Chiara e Leo, da Escola Viva: preocupação com o meio ambiente
“Mas os cientistas vão inventar uma coisa para tirar o sal da água do mar e a gente vai poder usar”, rebate Jeferson Santos Dias, de 9 anos.
“Isso chama dessalinização, mas é muito caro para o Brasil fazer”, responde Janaína.
O diálogo, presenciado pela reportagem no dia 20 na Escola Municipal Nakamura Park, em Cotia (SP), é um exemplo do avanço nas escolas da educação ambiental, ausente da maioria delas até o início da década de 90. Nascidos nos anos 70 e 80, os pais de quem frequenta o ensino fundamental hoje lembram-se, no máximo, de comemorar pontualmente datas como o Dia da Água. Hoje são cobrados pelos filhos para economizar luz, água e dar destinação correta ao lixo.
Embora a importância de educar para preservar o ambiente seja consenso, há dúvidas sobre o teor das iniciativas. E, principalmente, sobre o impacto da responsabilidade depositada nos ombros de crianças e adolescentes. “Há avanços, mas a questão ambiental está entrando na agenda das escolas de forma muito complicada. É quase como se estivéssemos responsabilizando as crianças pela salvação do planeta”, opina a psicóloga Laís Fontenelle, coordenadora de Educação do Instituto Alana, que trabalha com consumo infantil.
“A questão ambiental é uma crise civilizatória e o que se discute, no fundo, é o futuro do mundo. Para criar uma criança preparada para o dia de hoje, teríamos de levá-la a pensar sobre isso. Mas não sei até que ponto é pedagógico expô-la a uma discussão que representa uma desestabilização do presente”, diz a professora Eda Tassara, do Laboratório de Psicologia Ambiental da Universidade de São Paulo.
Engajado. Uma situação vivida pela gerente de vendas Thaís Costa, de 31, mãe de Guilherme, de 6, ilustra bem essa questão. “No afã de corrigir coleguinhas que tinham jogado papel no chão e deixado a torneira aberta, Guilherme acabou agredindo os amigos. A professora entendeu a atitude de engajamento, mas achou que ele estava reagindo desproporcionalmente e nos chamou para uma reunião. Dissemos a ele que cada família tem um jeito, uns dão mais importância ao assunto e outro menos”, diz Thaís, casada com um arquiteto que trabalha com construções sustentáveis. “Ele continua engajado, mas entendeu que a conversa é a melhor solução.”
Laís, do Alana, chama a atenção para o fato de que algumas crianças têm discurso mais articulado que os pais. “É até bacana que essa nova geração brigue com os pais por conta de desperdício de água e energia. Mas a criança tem de ser formada pelo adulto, não o contrário. Há uma inversão de papéis aí.”
Do ponto de vista prático, Laís acredita que é preciso conectar as etapas de descarte e consumo. “Trabalha-se muito reciclagem, mas pouco a redução de consumo. O pulo do gato é fazer a criança ver que é preciso consumir de outra forma, em vez de remediar o que foi consumido.”
“Tem muito modismo, marketing ecológico”, diz a professora Conceição Ferreira, da Nakamura Park. Ela lembra de uma aluna que chegou empolgada com um concurso, em que as crianças deveriam mandar um vídeo da escola sendo limpa. “Dissemos: ‘Nossa escola já é limpa.’ E ela: ‘Uai, vamos sujar para depois limpar!’ Tivemos de fazê-la refletir.”
Com mestrado em Engenharia Ambiental pela USP de São Carlos, a professora coordena o programa da escola, premiada este ano pela Secretaria Estadual de Educação por um projeto sobre recursos hídricos. A Nakamura Park tem 130 alunos e fica em um terreno com trilhas, bosque, serelepes (roedores parecidos com esquilos), horta e um galpão para receber alunos de outras escolas. “Usamos teatro, histórias que eles ilustram, jogos, brincadeiras. Usamos as trilhas, que permitem trabalhar o plantio de espécies em vias de extinção, como o xaxim, a araucária.”
No colégio Pentágono, unidade de Alphaville, representantes do 2.º ao 5.° ano são reunidos pelo professor Rogério Sant’anna no núcleo ecológico, e têm a missão de divulgar conhecimentos sobre ambiente e conservação. Cada classe escolhe dois agentes ambientais e o núcleo é formado por sete meninos e sete meninas. “Essa fórmula funciona demais, porque se presta ao exercício da cidadania ecológica. Eleitos no início do ano, eles fazem o trabalho, às vezes por anos seguidos”, explica Sant’anna.
É o caso de Diego Tedin, de 9 anos, da 4.ª série do fundamental. Ele é agente ambiental há 3 anos e toda semana leva uma apresentação para os colegas, preparada com a ajuda do pai, Domingos Tedin. “Não tenho obrigação de fazer toda semana, mas quero dizer aos meus amigos que este mundo que a gente está poluindo é o mundo onde nós e nossos filhos vamos viver”, conta Diego. “Se a gente não cuidar, o problema vai ser nosso.”
“Os colegas esperam dele um exemplo”, diz o pai. “Pesquisar e criar meios de informar a turma passou a ser um compromisso semanal. Ajudo passando apresentações para o pen drive.”
Diego até inventou um jogo para que os colegas tivessem mais facilidade de identificar o tipo de lixo que deve ser colocado em cada recipiente. “A gente escala quatro crianças para representar as cores das latas de lixo reciclável – vermelho, amarelo, azul e verde. Depois escrevemos em pedaços de papel o nome de vários tipos de lixo. Os participantes têm de sortear um papel e colar no colega que representa o lugar certo para aquele lixo.”
Composteira. A Escola Viva, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, que atende do ensino infantil ao médio, sempre usa seu espaço físico como ponto de partida nas discussões sobre ambiente. “O prédio do Fundamental II, por exemplo, tem aproveitamento de luz natural, captação de água da chuva para reúso, madeira certificada e pregos e parafusos reutilizados”, diz Sônia Marina Muhringer, coordenadora de Meio Ambiente.
O espaço da educação ambiental cresce conforme as crianças ganham maturidade. “Tentamos confrontar esse cidadão que estamos formando com questões reais e fazer com que apresente soluções”, explica. O instrumento usado para isso é o trabalho pessoal (ou TP). Um exemplo é a hora do lanche. A alimentação é fornecida pela própria escola. Não há copinhos nem louça descartáveis, e a escola utiliza uma composteira para 
reaproveitar o que sobra.
“A gente aprende a não pegar a mais, ou então, a se servir várias vezes, até ficar satisfeito. Porque a gente vê a professora do TP colocar todas as sobras em uma bandeja, e depois pesar para ver o quanto desperdiçamos, antes de jogar na composteira”, diz o aluno do 3.° ano Leo de Figueiredo Costa, de 8 anos.
Mais de 90% das escolas têm projetos ambientais 

Os dados oficiais mais recentes sobre educação ambiental, colhidos no censo escolar do Ministério da Educação (MEC) em 2004, mostram que 95% das escolas do ensino fundamental no País tinham algum tipo de iniciativa nessa área. Em 2001, o porcentual dos colégios que afirmavam trabalhar o assunto com estudantes era bem menor: 61,2%.
O tema que se tornou comum na grade de muitas escolas, tanto da rede pública como da privada, começou a entrar na agenda do ensino brasileiro depois da Eco-92, conferência ambiental da ONU realizada no Rio.
“Em meados dos anos 80, metade dos 250 professores que entrevistei para meu doutorado nunca tinha ouvido falar do termo educação ambiental”, afirma Luiz Marcelo de Carvalho, professor do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que em 1989 defendeu a tese A Temática Ambiental e a Escola de 1.º e 2.º Grau. “A escola trabalhava a natureza de maneira geral, e não o impacto das ações humanas no meio. Não se atribuíam a eventos naturais e às intervenções humanas os significados de hoje.”
Na lei. Na tentativa de criar parâmetros para iniciativas de educação ambiental nas escolas e ONGs, em 1999 o governo promulgou a Lei 9.795, criando a Política Nacional de Educação Ambiental. Pela lei, regulamentada em 2002, o tema deve estar presente em todos os níveis de ensino, de modo transversal, sem constituir disciplina específica.
Alguns Estados já editaram leis, ainda não regulamentadas, como Mato Grosso e São Paulo. Outros estão discutindo os termos, como Bahia e Paraná. O texto paulista é de 2007 e sofreu vários vetos no governo passado.
“A educação ambiental não é uma política pública no Estado. Há ações pontuais, mas, na prática, cada um faz o que quer”, afirma Mônica Borba, da ONG Instituto 5 Elementos.
“Há desde trabalhos articulados a ações focadas nas velhas datas comemorativas”, diz Carvalho, da Unesp. “E também experiências de tanto valor que é preciso tirar o chapéu para professores e gestores.”
Tirar o chapéu parece ser a expressão adequada. De acordo com uma pesquisa feita pela Unesco em parceria com o MEC, a iniciativa de um professor ou grupo de professores era a principal motivação para ações de educação ambiental nas escolas, respondendo por 24% dos casos pesquisados. 


Uma 'Torre Eiffel' para a Amazônia

Uma 'Torre Eiffel' para a Amazônia



AUTORIA: Eric Camara | 15:36, segunda-feira, 20 junho 2011
A ideia pode parecer mirabolante assim, à primeira vista: construir uma torre de 100 toneladas, da altura da torre Eiffel no meio da floresta amazônica? Mas não se trata de nenhuma excentricidade, o Observatório Amazônico de Torre Alta, o Atto (sigla em inglês para Amazonian Tall Tower Observatory), é um projeto científico sério e de longo prazo.
A ambiciosa iniciativa de US$ 10,9 milhões é do Instituto Max Planck de Química, na Alemanha, financiada por uma parceria entre o governo brasileiro e o alemão. A verba alemã está liberada desde julho do ano passado.
Já a contrapartida brasileira, depois de meses de atrasos e burocracia, estaria "em fase final de aprovação e com previsão de liberação de recursos financeiros nos próximos meses", de acordo com o coordenador do projeto no Brasil, o pesquisador Antonio Manzi, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Com isso, deve ser iniciado ainda neste ano o processo de licitação da gigantesca torre principal, de 320 metros de altura. A estimativa de Manzi é que a torre principal seja erguida até outubro de 2012. Enquanto isso, uma torre secundária de 80 metros já foi comprada na Irlanda e construída no local, a cerca de 150 km de Manaus, no Amazonas.
O projeto tem como objetivo coletar e analisar dados sobre as trocas de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera acima da floresta. Como consequência, a expectativa é que modelos climáticos para a região sejam muito aperfeiçoados. Com a observação de longo prazo, finalmente poderá ser possível avaliar exatamente como e quanto a floresta amazônica atua, por exemplo, na retirada de CO2 da atmosfera, um dos chamados serviços ambientais atribuídos à Amazônia.
De acordo com o pesquisador alemão Jürgen Kesselmeier, do instituto Max Planck, também já foi erguido um mastro de 80 metros de altura e estão sendo comprados instrumentos, inclusive uma estação meteorológica já estão funcionando.
Mas as chances de a gigantesca torre principal ser fabricada no Brasil são pequenas.
"Os preços no Brasil são cerca de duas a três vezes mais altos que na Europa. Mas ainda não foi decidido onde encomendaremos as peças da torre mais alta", afirmou Kesselmeyer ao blog Planeta & Clima.
Pena...

ВИДА ЛОНГА, СПОЦК! Vida longa, SPOCK!


Cientistas russos preveem encontrar alienígenas até 2031

27/06/2011 - 15h39


DA REUTERS, EM MOSCOU


Cientistas russos esperam que a humanidade encontre civilizações alienígenas dentro das próximas duas décadas, disse hoje um importante astrônomo do país.
"A criação da vida é tão inevitável quanto a formação dos átomos. A vida existe em outros planetas e vamos encontrá-la em até 20 anos", afirmou Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências, citado pela agência Interfax.
Em discurso em um fórum internacional dedicado à busca de vida extraterrestre, Finkelstein declarou que 10% dos planetas conhecidos que orbitam em torno de sóis na galáxia se assemelham à Terra.
Se for possível encontrar água neles, também se poderá encontrar vida, completou o astrônomo, ressaltando que os alienígenas tenderiam a se parecer com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça. "Eles poderiam ter pele de cores diferentes, mas até nós somos assim."
O instituto comandado por Finkelstein mantém um programa lançado na década de 1960, no auge da corrida espacial durante a Guerra Fria, para monitorar e difundir sinais de rádio no espaço.

Usado em plásticos, bisfenol-A altera comportamento de roedores...E NOS MENINOS?


Usado em plásticos, bisfenol-A altera comportamento de roedores


28/06/2011 - 09h29



fonte: REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE


Testes conduzidos em uma espécie de camundongo selvagem indicaram novos riscos para o ambiente, e talvez para a saúde, ligados ao bisfenol-A, componente de mamadeiras e de vários outros produtos industrializados.


O consumo de níveis supostamente seguros da molécula fez com que camundongos machos ficassem com sua capacidade de localização espacial prejudicada.
Pior ainda (para eles): as fêmeas da espécie passaram a esnobá-los, como se soubessem que havia algo de errado com os bichos. Os achados estão na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA, e foram obtidos por Cheryl Rosenberg e seus colegas da Universidade do Missouri.

Os pesquisadores demonstram cautela na hora de relacionar os resultados com possíveis efeitos sobre meninos, mas afirmam que é preciso levá-los em conta e continuar os estudos.
Arte

IMITADOR
O bisfenol-A é empregado amplamente por indústrias do mundo todo para a fabricação de plásticos e resinas. Além das mamadeiras, os produtos que contêm bisfenol-A incluem resinas dentárias, lentes de contato, CDs e DVDs e o revestimento interno de latas de refrigerante ou outras bebidas.
O grande problema da molécula e de seus derivados é o fato de o organismo de vertebrados como nós "interpretarem" as substâncias como hormônios sexuais --os mesmos que o corpo produz para gerar as características típicas de cada sexo.
Mas os hormônios sexuais também têm papel importante em uma série de outras dinâmicas do organismo, do sistema imune (de defesa) à capacidade mental, o que sugere uma ampla gama de potenciais problemas ligados à overdose de bisfenol-A.
A questão é saber se esses problemas estão mesmo acontecendo. Por via das dúvidas, há países cogitando barrar total ou parcialmente o uso.
Os pesquisadores tentaram investigar o efeito da molécula numa espécie em que há diferenças claras de comportamento entre machos e fêmeas, o camundongo Peromyscus maniculatus.
Entre esses bichos, os machos são polígamos e, na época do acasalamento, transformam-se em grandes exploradores, atravessando distâncias relativamente grandes para chegar até as fêmeas, que estão dispersas pelo território natal dos animais.

PERDIDOS
Como não havia muito jeito de espalhar os bichinhos por quilômetros e quilômetros, os cientistas testaram essa capacidade nos machos ensinando-os a se deslocar por um labirinto de laboratório. Antes disso, porém, os roedores foram divididos em dois grupos principais.
Num deles, os bichos recebiam bisfenol-A durante a gravidez e após o nascimento, em quantidades comparáveis às ingeridas por humanos em países industrializados. No outro grupo, a substância não estava na dieta.
Além de se tornarem pouco atraentes para as fêmeas, os bichos que ingeriam bisfenol-A também se saíam pior no labirinto --ou seja, sofreriam para achar parceiras caso estivessem na natureza.

FUMAR NO ESCURO É PROIBIDO?



Philip Morris processa Austrália contra plano de banir logotipos em cigarros


Atualizado em  27 de junho, 2011 - 13:44 (Brasília) 16:44 GMT


AUTORIA E FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110627_australia_cigarro_fn.shtml



Plano do governo australiano prevê fim de logotipos em maços de cigarros


A Philip Morris, gigante da indústria tabagista mundial, entrou com processo nesta segunda-feira contra o governo da Austrália devido ao plano de proibir logotipos dos fabricantes nos maços de cigarros vendidos no país.
A proposta do governo australiano prevê que os cigarros deverão ser vendidos em maços verde-escuros sem logotipos, em uma tentativa de tornar os pacotes menos atraentes.
A Philip Morris da Ásia - que tem sede em Hong Kong e controla a filial australiana da empresa -, alega que esta legislação viola um tratado de investimento entre a Austrália e Hong Kong, que protege a propriedade intelectual da empresa.
A companhia informou que já enviou uma notificação legal ao governo australiano estabelecendo um período obrigatório de três meses para que os dois lados negociem a questão.
"Se isto não funcionar, pretendemos pedir indenização pelas perdas nos nossos negócios", disse Anne Edwards, porta-voz da Philip Morris da Ásia.
A companhia afirmou que um painel das Nações Unidas que analisa as regras do Comércio Internacional deverá decidir de quanto será a indenização, caso seja determinado seu pagamento.
"Estimamos que poderá ser de bilhões (de dólares), mas o painel deverá decidir", acrescentou Edwards.
Propagandas
A proposta do governo australiano deve ser levada ao Parlamento em julho e, caso seja aprovada, será implementada a partir de janeiro de 2012.
O setor já está divulgando propagandas de televisão insinuando que este plano está transformando o governo da Austrália em um "Estado-babá".
Outra gigante do setor, a British American Tobacco, afirmou que o plano desrespeita leis internacionais de marcas registradas e propriedade intelectual.
No entanto, a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, afirmou que não vai mudar o plano de padronização nos maços de cigarro.
"Não seremos intimidados por táticas da indústria do fumo, não importa se são táticas políticas (...) ou se são táticas legais", disse. "Não vamos recuar. Tomamos a decisão certa e vamos até o fim."






Lojas da Inglaterra serão obrigadas a tirar cigarros das prateleiras

PA
Medida do governo britânico pretende reduzir tabagismo entre jovens
Lojas e supermercados da Inglaterra serão proibidos de expor cigarros e outros produtos derivados do tabaco em prateleiras e vitrines a partir do ano que vem.
A medida tem como objetivo reduzir o tabagismo entre adolescentes e jovens. O banimento começa a valer em abril de 2012 para lojas de grande porte e supermercados. A restrição será estendida a todos os estabelecimentos comerciais em 2015.
De acordo com a lei, as lojas poderão mostrar apenas algumas informações específicas sobre os produtos, como preços. Uma consulta pública deverá ser realizada para decidir sobre a possível adoção de embalagens sem rótulos, texto ou ilustrações para os cigarros.
A nova legislação, que foi elaborada pelo governo trabalhista, que deixou o poder em maio de 2010, será adotada depois de vários anos de debates. Países como Canadá, Irlanda, Islândia e Finlândia já adotaram restrições semelhantes.
De acordo com a repórter de saúde da BBC Jane Dreaper, autoridades da Escócia já anunciaram que pretendem seguir o cronograma inglês. Também é esperado que País de Gales e Irlanda do Norte adotem as medidas.
Estima-se que um em cada cinco ingleses seja fumante. Segundo o repórter de saúde da BBC News Nick Triggle, esta proporção tem se mantido estável nos últimos anos, depois de uma queda drástica no número de fumantes nas décadas anteriores.
O ministro da Saúde britânico, Andrew Lansley, diz que as restrições fazem parte de uma nova estratégia para tentar impor um ritmo de queda no número de fumantes nos próximos anos.
Elogios e críticas
As novas medidas foram saudadas por entidades ligadas à saúde. Para o grupo antitabagista Ash, há fortes evidências de que tirar os cigarros das prateleiras evitam a formação de novos fumantes - além de proteger ex-dependentes.
"Toda manhã, quando um ex-fumante vai a uma loja comprar um jornal, as empresas de tabaco estão esperando por ele, colocando a sua marca em frente a ele", disse à BBC Martin Dockrell, porta-voz do grupo.
Já os fabricantes de cigarros afirmam que a medida é meramente simbólica. Para eles, a legislação somente vai causar estorvos aos lojistas, sem trazer muitos efeitos práticos.
"Fumantes não compram produtos de tabaco por impulso, eles compram porque já são fumantes", disse à BBC o executivo-chefe da Associação dos Produtores de Tabaco do Reino Unido, Chris Ogden.

O Brasil e o green goal agradecem: Câmara muda MP sobre obras da Copa e conclui votação


Câmara muda MP sobre obras da Copa e conclui votação


28/06/2011 - 23h06


MARIA CLARA CABRAL
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA


A Câmara concluiu na noite desta terça-feira a votação da medida provisória que cria regras diferenciadas de licitações da Copa 2014 e da Olimpíada 2016. Depois de grande polêmica, o governo recuou e fez mudanças de redação na proposta para garantir maior transparência nos gastos públicos com os eventos.
O texto agora segue para o Senado, aonde tem que ser votado em duas semanas para não perder a eficácia.

Governo admite modificar MP que impôs sigilo a orçamento da Copa de 2014Sarney recua e defende artigo que mantém sigilo em obras da CopaGoverno quer finalizar amanhã votação na Câmara

As mudanças se deram após reações à primeira mudança, revelada pela Folha, que retirou do texto a garantia de acesso permanente dos órgãos de controle aos orçamentos preliminares das licitações para os eventos.
A proposta aprovada hoje recolocou no texto obrigatoriedade de acesso "permanente" dos orçamentos aos órgãos de controle. Outra mudança também torna compulsório que o orçamento prévio seja "divulgado" após o final da licitação, e não "fornecido", sem dizer a quem, como estava no texto original da MP. Outra alteração dispôs que a divulgação deve acontecer "apenas e imediatamente" depois da conclusão do processo. No texto anterior, não havia previsão de quando o público conheceria os orçamentos.
Hoje, a Lei de Licitações determina que o governo faça e divulgue o orçamento prévio de uma obra no edital. Esse valor serve de referência para empresas apresentarem as propostas.
Em acordo com a oposição, o governo ainda retirou da MP privilégios à Fifa e ao COI (Comitê Olímpico Internacional), que permitia aos dois órgãos solicitar a inclusão de gastos em projetos além dos limites fixados na Lei de Licitações.
"Nós havíamos denunciado que as obras poderiam ser aditadas sem limite, por isso aceitamos fazer uma exceção em nome da moralidade e suprimir o artigo que dava os poderes à Fifa e COI", disse o líder do DEM, ACM Neto (BA).
Originalmente, a medida provisória trata da criação da secretaria geral da aviação civil.
Alan Marques/Folhapress
 Oposição faz protesto no plenário durante a sessão de votação nesta terça
Oposição faz protesto no plenário durante a sessão de votação nesta terça


terça-feira, 28 de junho de 2011

Fiscais do Ministério de Trabalho de Alagoas encontram irregularidades em fazenda


Fiscais do Ministério de Trabalho de Alagoas encontram irregularidades em fazenda








O bicho vai pegar!

Empresário propõe legalizar a venda de insetos como comida

Proposta foi feita ao Ministério da Agricultura, que vai estudá-la; esses animais são consumidos em dezenas de nações

28 de junho de 2011 | 0h 00

Autoria: Célia Froufe / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Um empresário de Betim (MG) propôs ao governo legalizar a venda de insetos como fonte de proteína para humanos. Segundo Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, dono da empresa Nutrinsecta, a criação de insetos é mais produtiva que a de bovinos e gera menos impacto ambiental.
O pedido de registro de "estabelecimento produtor de insetos para consumo humano" chegou ao Ministério da Agricultura em abril. O governo estuda a entomofagia (prática de comer insetos) e não tem data para responder. Mas, apesar de alegar que se trata de tema controverso, a pasta pediu indicação bibliográfica ao produtor, por acreditar que ele ainda será muito estudado. "O Brasil tem uma biodiversidade extraordinária e uma sugestão como essa pode surgir, mas não temos visão sobre esse tema para o futuro", disse o ministro Wagner Rossi.
Há três anos, especialistas se reuniram na Tailândia para discutir como explorar o potencial nutricional e comercial das cerca de 1,4 mil espécies de insetos que as pessoas comem ao redor do mundo. O evento, organizado pela Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês), identificou que a África (36 países), a Ásia (29 países) e a América (23 países) são os lugares onde esses bichos são mais apreciados.
Na opinião de Gonçalves, é o preconceito que impede o uso de insetos como ingrediente alimentício. "Quando era criança e ouvia falar que os japoneses comiam peixe cru, achava muito esquisito", exemplifica. "Amanhã ou depois estará todo mundo comendo sua baratinha", brincou. 


Agricultores e ambientalistas criam polêmica nas regiões de várzea do Rio São Francisco


Agricultores e ambientalistas criam polêmica nas regiões de várzea do Rio São Francisco




Fonte: http://g1.globo.com/videos/economia/globo-rural/v/agricultores-e-ambientalistas-criam-polemica-nas-regioes-de-varzea-do-rio-sao-francisco/1506197/






SÓ DESCULPAS...SERÁ QUE O "KOMBU" (alga desidratada) IMPORTADO DO JAPÃO ESTÁ CONTAMINADO?


Operadora encontra estrôncio radioativo no mar de Fukushima



28/06/2011 - 01h31


DA EFE


A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central de Fukushima Daiichi, informou nesta terça-feira que pela primeira vez desde que começou a crise nuclear no Japão detectou estrôncio radioativo no leito marinho próximo à usina.
A operadora encontrou no fundo do mar estrôncio-89 e estrôncio-90, dois elementos gerados pela fissão de átomos de urânio e cuja vida média é de 29 anos, indicou a emissora de televisão pública NHK.
As análises ocorreram em 2 de junho em dois locais situados a três quilômetros do litoral e 20 quilômetros ao sul e ao norte do complexo nuclear de Fukushima Daiichi, respectivamente, e revelaram até 44 bequereles por quilo de estrôncio-90 no fundo do mar.
O estrôncio representa um sério problema para a saúde ao ficar acumulado nos ossos ao ser inalado, o que pode causar alguns tipos de câncer.
Shigeharu Kato, membro da Agência de Segurança Nuclear do Japão, afirmou que seguirão as análises para investigar o impacto da acumulação das substâncias radioativas na vida marinha, acrescentou a NHK.

DESCULPAS

O presidente de honra da Tokyo Electric Power Company (Tepco), Tsunehisa Katsumata, pediu desculpas aos acionistas do grupo nesta terça-feira pelas "moléstias e preocupação" causadas após o acidente nuclear na usina nuclear de Fukushima, da qual a companhia elétrica é proprietária.
Durante a primeira junta de acionistas após o desastre de 11 de março, Katsumata pediu ainda compreensão e apoio ao plano de reestruturação da companhia para fazer frente aos elevados custos da crise, o que obrigará a Tepco a vender ativos e reduzir seu tamanho.
A reunião de quarta-feira acontece em um hotel no sul de Tóquio com um número recorde de participantes, cerca de 8.600, e em meio a fortes medidas de segurança perante os protestos anunciados por vários grupos de ativistas.
Na agenda do dia está a ratificação da renúncia do atual presidente, Masataka Shimizu, que durante a apresentação de resultados, em 20 de maio, anunciou que deixaria seu posto como forma de assumir a responsabilidade pelo acidente nuclear.
Shimizu será substituído por Toshio Nishizawa, atual diretor-geral da Tepco.
Durante a reunião, a sociedade deverá enfrentar também uma moção apresentada por um grupo minoritário de cerca de 400 acionistas que exige que a Tepco abandone a geração de energia atômica e detenha os reatores existentes.
A elétrica, única provedora de energia da região metropolitana de Tóquio, deverá enfrentar também os protestos por sua trajetória na bolsa de valores, onde viu seu valor cair drasticamente desde 11 de março até perder mais de 25 bilhões de euros.
As ações da maior elétrica do Japão alcançaram em 9 de junho seu mínimo histórico de 148 ienes por título, frente aos mais de 2 mil ienes que valiam antes do acidente nuclear.