sábado, 13 de setembro de 2014

Japão anuncia construção da maior usina solar flutuante do mundo


Japão anuncia construção da maior usina solar flutuante do mundo


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Uma das “mega usinas” ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1,7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo
Foto: [name here]/Shutterstock

O acidente na usina de Fukushima ocorrido em março de 2011 ainda traz sérias dores de cabeça ao governo japonês, que procura alternativas a essa fonte energética. Outro problema é a falta de espaço cada vez mais latente no país asiático - formado por 233.000 quilômetros quadrados (tamanho equivalente ao estado de São Paulo), mas cuja população conta com 128 milhões de habitantes.
Nesse cenário, a construção de projetos sobre a água surge como opção. Recentemente, as companhias Kyocera e Century Tokyo Leasing se associaram para montar duas enormes ilhas de painéis solares que irão flutuar em dois reservatórios e gerar 2,9 megawatts de energia.
Segundo o anúncio, uma das “mega usinas”, ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1,7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1,2 megawatt. A construção começa ainda em setembro e deverá estar pronta em abril de 2015.
As duas empresas pretendem explorar, ao todo, 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Segundo elas, grandes projetos solares em terra prejudicariam a agricultura.
De acordo com o Science Alert, o sistema flutuante deverá ser mais eficiente graças ao efeito de resfriamento da água. A joint venture (associação de empresas) já produz 93 megawatts de energia solar em terra.

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Fernando de Noronha ganha bicicletas elétricas

bicicletas-eletricas-fernando-noronhaO Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) recebeu no mês de julho 25 bicicletas elétricas. Elas vão contribuir para reduzir a emissão de gás carbônico (CO2) no Arquipélago da Unidade de Conservação (UC). A ação faz parte dos objetivos do Plano Noronha Carbono Neutro, que pretende transformar a ilha no primeiro território nacional a diminuir e compensar as emissões de gases poluentes.
Para usar as bicicletas, os visitantes devem pagar aluguel diário nos Postos de Informação e Controle (PICs) do Golfinho, Sueste e Boldró. A previsão é de que até o fim de 2014, época em que outras 25 bicicletas elétricas devem ser entregues, a UC implemente o sistema de compartilhamento desse meio de transporte para otimizar a locomoção dos turistas dentro da ilha.
“Com as bicicletas, além do prazer da atividade em si, o visitante tem a opção de contribuir para a redução de emissões de carbono a um custo reduzido, uma vez que o valor cobrado para o aluguel é somente o custo de manutenção da atividade. Isso já havia sido definido em contrato, ou seja, nosso concessionário não pode ter lucro com a atividade”, explicou o chefe do Parque Nacional, Ricardo Araújo.
Com velocidade máxima de 25 km/h e autonomia de 60 km, as bicicletas elétricas possuem freios dianteiro e traseiro a disco, pesam 25,5 kg, suportam uma carga de até 100 kg e precisam de quatro a seis horas para recarregar a bateria.
Plano Noronha Carbono Neutro
O Plano Noronha Carbono Neutro pretende transformar a ilha de Fernando de Noronha no primeiro território a reduzir e compensar as emissões de gases no Brasil, tornando-a referência de novas tecnologias sustentáveis.
O estudo aponta o transporte aéreo como o grande emissor de CO2, representando 54,74% do total de 35.669,46 tCO2e (toneladas de CO2 equivalentes emitidas em 2012). Em seguida, aparecem a geração de energia elétrica, representando 29,21%, e o transporte interno, com 8,73%.
Com uma população média de 4.000 pessoas, incluindo a permanência de turistas, a emissão per capta de Fernando de Noronha é de 8,92 tCO2e (toneladas de CO2 equivalentes), cerca de quatro vezes a do Brasil, que é 2,2 tCO2e.
Sobre o Parna
O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha possui diversas praias com suas águas verde-esmeralda esperando pelo público, dentre estas, estão duas eleitas como as mais bonitas do Brasil: a Praia do Sancho e a Praia do Leão.
Do mirante da Baía dos Golfinhos, os turistas podem assistir às manobras dos animais entrando no Parque ao alvorecer do dia. Um espetáculo que jamais será esquecido. Na Unidade de Conservação o visitante faz, literalmente, uma viagem ao mundo natural.
Além das praias, baías e natureza riquíssima, Noronha também reserva outra surpresa para os turistas: a caminhada pelos sítios históricos, que guarda 500 anos de história do Brasil, tornando o arquipélago, além de patrimônio natural, um patrimônio histórico.
Fonte: ICMBio

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dia Nacional do Cerrado

11 de Setembro: 
11 de Setembro de 2014 • Atualizado às 10h06

Em tempos de crise de falta de água em alguns estados brasileiros, uma verdadeira caixa d'água no coração do Brasil traz esperança para a geração de recursos hídricos do País. O Cerrado, considerado um berço das águas, tem uma importância estratégica para o abastecimento e manutenção de uma rica biodiversidade. No Dia Nacional do Cerrado, celebrado nesta quinta-feira (11), a organização WWF-Brasil exalta o valor do segundo maior ecossistema brasileiro.
O Cerrado possui grandes reservas subterrâneas de água doce que abastecem as principais bacias hidrográficas do País: Amazonas, Tocantins/Araguaia, São Francisco, Paraná e Paraguai. Essa riqueza hídrica tem um papel fundamental no abastecimento humano, na geração de energia e na produção agrícola. Ao mesmo tempo, é considerado um “hotspot” mundial para a conservação da natureza (alta riqueza de biodiversidade e extremamente ameaçado).

Foto: Bento Viana/WWF
Nas últimas décadas, de acordo com dados do IBAMA/MMA, houve uma redução de 48,4% do Cerrado. A taxa de desmatamento anual é de 0,69%, maior até que da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. Se o ritmo continuar acelerado, estima-se um prazo de 40 a 50 anos para o completo desaparecimento de seus recursos florestais. Atualmente, apenas 3% do Cerrado está efetivamente protegido em unidades de conservação (UC).
A conservação do bioma e a gestão territorial são elementos necessários para garantir água para o país. É necessário frear imediatamente o desmatamento e ampliar a quantidade e tamanho das UC's.
As ameaças podem afetar diretamente mais de 11 mil espécies de plantas, das quais 45% são endêmicas (exclusivas deste bioma), e 2.500 espécies animais. O Cerrado é biologicamente a região de savana mais rica do planeta, sendo responsável por 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira. Ocupa um quarto do território nacional e é um importante elo entre outros quatro biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal).

Foto: Bento Viana/WWF
WWF-Brasil no Dia do Cerrado
A organização ambiental promoveu uma campanha de conscientização nos meios online (mídias sociais e web), ao longo do último mês, denominada Salve o Cerrado.
Além de realizar um plantio simbólico de mudas de árvores nativas do Cerrado com participação da comunidade, afiliados e parceiros no Parque Ecológico da Asa Sul, em Brasília, a ONG está apoiando a mostra "Cerrado, uma janela para o planeta", que está em exposição no Centro Cultural Banco do Brasil na capital do país até 19 de outubro.
Também foram lançados dois vídeos sobre o tema "Cerrado: berço das águas" e "Você conhece o Cerrado?”, confira abaixo:

http://youtu.be/orGhCBbK4Iw

http://youtu.be/WH0vFpurSa0




No mês da mobilidade urbana, CicloVivo lança #DesafioSemCarro

No mês da mobilidade urbana, CicloVivo lança #DesafioSemCarro
11 de Setembro de 2014 • Atualizado às 15h02


Inspirados nos recentes desafios que mobilizaram o mundo através das redes sociais, o portal CicloVivo lança o #DesafioSemCarro. A proposta aproveita o mês da mobilidade urbana para incentivar o descobrimento de novas possibilidades para a locomoção.
Para participar da campanha, os desafiados precisam experimentar um meio de transporte alternativo por, pelo menos, um dia – deixando o carro ou a moto na garagem. Após cumprir a missão, a pessoa pode desafiar três pessoas.
O que vale? As opções de transporte são muitas e para os mais diversos gostos. É possível trocar o automóvel pela caminhada, pelo patins, skate, bicicleta, transporte coletivo, carona solidária, caminhada e o que mais a criatividade permitir.
O CicloVivo desenvolveu um hotsite para a iniciativa, que comemora o Dia Mundial sem Carro, celebrado em 22 de setembro.
“A campanha tem como principal objetivo fazer as pessoas experimentarem outras maneiras de se locomover. Essa experiência pode até mudar a forma como enxergamos e nos relacionamos com a nossa cidade e as pessoas que estão ao redor”, explica Mayra Rosa, idealizadora do CicloVivo.
Como participar
Se você gostou da ideia, não é necessário esperar que alguém te desafie. Você pode ser o marco-zero de sua própria corrente. Quem já utiliza os meios de transporte alternativos também podem aderir à ação: mostre o seu exemplo e inspire os amigos a fazerem o mesmo.
Para participar é necessário gravar um vídeo curto ou postar uma foto mostrando qual foi o tipo de transporte utilizado e aproveitando para avisar os três amigos escolhidos sobre o desafio. Use a hashtag#DesafioSemCarro e o seu exemplo pode ser divulgado no CicloVivo.
Você pode postar no Facebook, Twitter ou Instagram. No caso do Instagram, seu vídeo pode aparecer no hotsite do CicloVivo: www.ciclovivo.com.br/desafiosemcarro

Você sabia?
- De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a poluição matou 7 milhões de pessoas no mundo em 2012.
- Os veículos automotores são responsáveis por 90% da poluição do ar.
- A bicicleta é o segundo meio de transporte mais eficiente no horário de pico, perdendo apenas para o helicóptero.

Brasil dobra redução emissão de CO2 com uso da energia eólica



aerogeradores-eolicaA geração de energia eólica no Brasil evitou a emissão de um milhão de toneladas de CO2 na atmosfera no primeiro semestre de 2014. Isso contribuirá para que o País chegue ao final do ano com um recorde de 3,25 milhões de toneladas mitigadas, duas vezes mais do que o total reduzido em 2013 (1,6 milhão de toneladas). Os dados são da Associação Brasileira de Energia Eólica(Abeeólica).
A estimativa é que a redução da poluição do ar graças à energia eólica se intensifique nos próximos anos porque o Brasil está investindo pesadamente no setor. Em média, são R$ 15 bilhões anualmente na construção de parques eólicos, expandindo de forma significativa a geração desse tipo de energia e contribuindo para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
“O Brasil é um dos países que mais está expandindo sua capacidade eólica no mundo”, observa Élbia Melo, presidente da Abeeólica. Com o aumento do investimento, o mercado brasileiro está se tornando cada vez mais atraente a investidores externos. “Até 2018, deveremos gerar 120 mil postos na cadeia produtiva como um todo, desde a fabricação até a instalação dos aerogeradores”, afirma Élbia.
As regiões brasileiras com melhores condições para receber parques eólicos são o Nordeste e o Sul.

Degradação florestal no Brasil preocupa especialistas


Especiais

Degradação florestal no Brasil preocupa especialistas

08/09/2014
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – O Brasil avançou muito nos últimos 25 anos no monitoramento do desmatamento da Floresta Amazônica por meio de ações como a implementação do Programa de Cálculo do Deflorestamento da Amazônia (Prodes), em 1988, e do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2004 – ambos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Agora, precisa olhar com mais atenção para outro problema ambiental tão grave quanto o desmatamento: a degradação florestal, que afeta não só a Amazônia, mas também outros biomas brasileiros.
A avaliação foi feita por um grupo de pesquisadores de instituições como Inpe, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos), Instituto Max Planck (na Alemanha) e Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) durante o Workshop on Monitoring Forest Dynamics: carbon stocks, greenhouse gas fluxes and biodiversity, realizado entre os dias 2 e 4 de setembro na Universidade de Brasília (UnB).
“Precisamos interpretar os dados do desmatamento na Amazônia, mas também olhar para outros processos da dinâmica florestal como a degradação florestal, que também tem impactos nas funções ecológicas, no armazenamento de carbono e na conservação da biodiversidade”, disse Mercedes Bustamante, professora do Departamento de Ecologia da UnB e organizadora do evento.
De acordo com os participantes do encontro, a degradação florestal difere do desmatamento, que se caracteriza pelo corte raso de árvores e responsável pela alteração significativa da paisagem da Amazônia brasileira, quando parcelas da floresta são convertidas em áreas de pastagem.
Já a degradação é definida pela perda da capacidade da floresta de realizar suas funções originais, como contribuir para o balanço climático, hídrico e de carbono, em razão do corte seletivo de árvores de interesse comercial e de queimadas intencionais, entre outros fatores.
“A degradação fica em uma posição intermediária entre a floresta intacta e a que foi transformada em área de pastagem. É uma floresta que ainda não foi desmatada completamente”, resumiu Michael Keller, cientista do US Forest Service dos Estados Unidos e pesquisador visitante da Embrapa Monitoramento por Satélite.
“Uma floresta degradada já não possui o mesmo estoque de carbono e a biodiversidade que tinha antes de ser afetada, mas, se for feito um manejo bem feito no prazo de 20 a 30 anos, ela pode se regenerar e até mesmo se aproximar de suas características originais”, explicou.
Outra diferença significativa entre os dois processos, segundo os pesquisadores, é que o desmatamento é mais evidente e inequívoco e pode ser observado mais facilmente pelos satélites usados no monitoramento ambiental.
A degradação, por sua vez, é mais sutil. Trata-se de um processo de longo prazo e deve ser acompanhada continuamente para que suas causas sejam identificadas.
“É preciso o acompanhamento de longo prazo não só das mudanças na cobertura da floresta, mas dos processos que causam essas alterações ambientais”, disse Bustamante.
“Sem isso, não é possível estimar qual será a trajetória das florestas degradadas e comparar com informações de estudos em campo para avaliar se vão se regenerar, se ganharão ou perderão carbono ou se podem evoluir para o desmatamento”, disse.
Degradação da Amazônia
No fim de agosto, o Inpe divulgou pela primeira vez o mapeamento de áreas de degradação florestal na Amazônia Legal nos anos de 2011, 2012 e 2013, feito pelo projeto Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad).
O objetivo da iniciativa é identificar, por meio de imagens de satélite, as áreas expostas à degradação florestal progressiva pela exploração seletiva de madeira, com ou sem uso de fogo, mas que ainda não sofreram o corte raso.
Os dados do levantamento apontam que a taxa de degradação na região nesses três anos foi a menor registrada desde o início da série histórica do projeto, em 2007, e acompanha a tendência de queda de desmatamento por corte raso na floresta verificada pelo Prodes após 2005.
“É preciso investir em um sistema de monitoramento em escala nacional que abranja e leve em conta as particularidades dos diferentes biomas brasileiros que também possuem tanta relevância na regulação do clima, conservação da biodiversidade e diversas funções ecossistêmicas como a Amazônia”, afirmou Bustamante.
É mais fácil monitorar e identificar a degradação da Amazônia em comparação com outros biomas brasileiros, porque ela tem uma vegetação mais fechada e, por isso, as clareiras provocadas por derrubada de árvores, por exemplo, podem ser notadas mais facilmente.
Já o Cerrado tem vegetação mais aberta, com maior sazonalidade de árvores, arbustos e gramíneas, dificultando a identificação das áreas degradadas.
“A grande ênfase no monitoramento de degradação florestal no Brasil tem sido na Amazônia, mas a Embrapa está desenvolvendo, em parceria com o Inpe e a Universidade Federal de Goiás, um sistema de classificação das terras do Cerrado”, contou Keller.
O Serviço Florestal Brasileiro (SFN) está avançando no desenvolvimento do Inventário Florestal Nacional do Brasil (IFN-BR), contou Joberto Freitas, pesquisador da instituição, durante palestra no evento.
A ideia é que os dados do inventário sejam integrados com os de sensoriamento remoto para monitorar a degradação florestal nos diferentes biomas.
“Muitos países, como os Estados Unidos, utilizam sistemas de monitoramento integrado como esse que o Brasil pretende desenvolver e esse é o caminho que o país deve seguir”, avaliou Keller.
“O monitoramento da degradação utilizando dados integrados funciona muito melhor do que quando apenas baseado em dados de satélite ou só por meio de inventários de florestas”, afirmou.
REDD+
Além do controle florestal, o monitoramento da degradação é importante para o Brasil e outros países em desenvolvimento definirem estratégias de promoção de aumento de cobertura vegetal e pedirem compensações financeiras por isso, como previsto pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
O organismo internacional ligado ao IPCC instituiu um mecanismo, denominado REDD+ ou REDD plus, que permite a remuneração de países em desenvolvimento por seus resultados no combate ao desmatamento e à degradação florestal.
A questão é que ainda não se sabe de que forma os países poderão comprovar o controle da degradação florestal, uma vez que não há uma linha de base para distinguir as suas causas – que podem ter origem em uma perturbação natural, como um período de seca intensa, ou na ação humana.
Além disso, não há uma definição clara de degradação florestal entre os próprios países signatários da UNFCCC .
“Do ponto de vista de alguns cientistas e países, a degradação é a perda no longo prazo da capacidade da floresta de continuar exercendo suas funções”, disse Thelma Krug, pesquisadora do Inpe e vice-presidente de uma força-tarefa do IPCC sobre inventários nacionais de gases de efeito estufa.
“Por outro lado, há cientistas e países que dizem que, se a função da floresta for recuperada plenamente, isso não seria degradação”, ponderou.
Segundo Krug, não há intenção de definir o conceito nas negociações climáticas internacionais para não dificultar o processo. “Se um determinado país não se vir refletido na definição de degradação ou de desmatamento em uma negociação, não é possível obter consenso.”
*O repórter viajou a convite da Universidade de Brasília (UnB) 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As chuvas mais abundantes que caem no estado ainda não tiveram repercussão sobre o volume de água das seis represas que formam o Sistema Cantareira

10/09/2014 18:35

Água do Sistema Cantareira baixa para 9,8% do total, apesar das chuvas


As chuvas mais abundantes que caem no estado ainda não tiveram repercussão sobre o volume de água das seis represas que formam o Sistema Cantareira, o principal manancial da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e que abastece 374 cidades, incluindo parte da capital paulista, municípios da Grande São Paulo e outros do interior.
Nos primeiros dez dias de setembro, o acumulado de chuva atingiu 30,1 milímetros (mm), pouco para evitar que continue baixando o volume de água disponível para distribuição em residências e empresas comerciais. Hoje (10), havia apenas 9,8% do total da capacidade de operação, ante 10% registrado ontem (09).
Com essa marca, a reserva hídrica se aproxima do volume crítico que havia em 15 de maio último (8,2%), véspera da entrada em operação da atual utilização da reserva técnica. Naquele período, foram acrescidos 182,5 bilhões de água, elevando o nível em 18,5% e com volume total disponível de 982,07 bilhões de litros.
Segundo a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, no entanto, o abastecimento está garantido até março de 2015. Além disso, a expectativa é que, até o final do mês, chova regularmente e não haja necessidade de se recorrer à segunda cota da chamada reserva técnica ou volume morto. Essa solução só será utilizada em último caso, segundo o governo paulista. Além disso, gradativamente, será reduzida a dependência do Sistema Cantareira para outros mananciais.
A nota divulgada pela secretaria informa ainda que, já a partir deste mês, o processo de transferência de água para a área abastecida por Cantareira permitirá o bombeamento de mais 500 litros por segundo com a utilização das águas do Rio Grande, e, em outubro, mais 1.000 litros por segundo retirados do Rio Guarapiranga. Com esse volume, haverá uma redução da dependência do Cantareira para o abastecimento de 500 mil residências. Só neste ano, acrescenta a nota, a estimativa é diminuir de 8,8 milhões para 6 milhões o número de consumidores atendidos por esse sistema.
Como medida preventiva, a Sabesp solicitou a retirada de 106 bilhões de litros de água da segunda reserva técnica do Sistema Cantareira. A obra já foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), porém, não há previsão para o início.
De acordo com o meteorologista Franco Villela, do 7º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia, não há previsão de chuvas expressivas para os próximos dias. Ele informou que a virada do tempo, esperada para a próxima sexta-feira (12), pode vir acompanhada de algum chuvisco. “A tendência está mais para uma brisa marítima”, esclareceu ele. Essa condição, assegurou, deve melhorar um pouco a secura do ar. No sábado (13), porém, o tempo voltará a ficar mais seco. 
por Agência Alagoas

domingo, 7 de setembro de 2014

Movimento «Limpa Brasil» apela ao cuidado com o meio ambiente

Movimento «Limpa Brasil» apela ao cuidado com o meio ambiente

Texto Juliana Batista | Foto Limpa Brasil | 06/09/2014 | 07:19
A maior ação mundial de cidadania e cuidado com o meio ambiente quer mostrar aos cidadãos brasileiros que não basta deitar o lixo nos contentores, é preciso reciclar. O movimento «Limpa Brasil - Let's do it!» já passou por 19 cidades brasileiras
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O movimento «Limpa Brasil - Let's do it!» chega a Fortaleza, no Ceará, Brasil, este sábado, 6 de setembro, para incentivar uma mudança de atitude dos cidadãos em relação ao hábito de descartar o lixo. No âmbito deste evento, a população vai poder participar numa recolha de material reciclável em várias regiões da cidade. Os materiais recolhidos serão doados às cooperativas locais.
Pelas cidades por onde passou, o movimento «Limpa Brasil - Let's do it!»  procurou sensibilizar a população para os problemas causados pelo lixo e incentivar o espírito de colaboração. A iniciativa já permitiu recolher 1,3 mil toneladas de materiais recicláveis e contou com a participação de mais de 155 mil voluntários, indicaram os organizadores do projeto, segundo a Rádio das Nações Unidas.
O movimento «Let's do it!» representa a maior ação mundial de cidadania e cuidado com o meio ambiente. O objetivo é consciencializar a população para esta causa. A campanha surgiu na Estónia, em 2008, e desde então alcançou mais de 140 países. No Brasil, o programa pretende mostrar à população que não basta deitar o lixo nos contentores, é preciso reciclar.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) está cooperar com o movimento «Limpa Brasil - Let's do it!». No Brasil, a iniciativa de mobilização social começou em 2010 e já passou por 19 cidades. O projeto conta com o apoio também dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente e das prefeituras locais.

E agora? Estudo contraria OMS e afirma que cigarro eletrônico pode salvar vidas

Estudo contraria OMS e afirma que cigarro eletrônico pode salvar vidas


Segundo pesquisa, a cada um milhão de fumantes que mudam para modelo, 6.000 vidas podem ser salvas; agência teme que método provoque novo vício

Redação TV CulturaJornalismo
05/09/14 16:23 - Atualizado em 05/09/14 16:55
Cigarro eletrônico
Um estudo feito por pesquisadores britânicos, da University College London (UCL), indicou que para cada um milhão de fumantes que mudam para cigarros eletrônicos, mais de 6.000 vidas podem ser salvas.
A posição é oposta à da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende a proibição desses cigarros porque a prática poderia aumentar os níveis de algumas toxinas e da nicotina no ar. A organização também teme que o uso dos modelos eletrônicos acabe levando não fumantes ao vício.
Porém, a equipe da UCL disse que o número de não fumantes que utilizam cigarros eletrônicos representa menos de 1% da população, de acordo com o levantamento Smoking Toolkit, uma pesquisa mensal de fumantes na Inglaterra.
"Você tem que ser um pouco louco para continuar fumando cigarros convencionais quando há cigarros eletrônicos disponíveis", disse o professor da UCL Robert West. Para ele, ainda que algumas toxinas estejam presentes no vapor dos modelos eletrônicos, as concentrações são muito baixas.
No Brasil, o hábito de fumar está em queda, mas ainda mata 200 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é que 11% da população brasileira fumem, o que representa cerca de 22 milhões de pessoas.
Com informações da BBC

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Virada Sustentável pode ganhar edição no Amazonas

Virada Sustentável pode ganhar edição no Amazonas


Idealizadores do evento cultural focando a sustentabilidade discutem levar iniciativa para a Região Amazônica

    O presidente da FAS, Virgílio Viana, e o grupo amazonense Imbaúba
    O presidente da FAS, Virgílio Viana, e o grupo amazonense Imbaúba (Marcio Silva)
    Depois de São Paulo e Recife, Manaus poderá ser a próxima capital brasileira a ter uma edição da Virada Sustentável, evento de mobilização com feições de agito cultural, criado em 2011 na capital paulista. A quarta edição, que encerra neste domingo, tem como diferencial a presença do Amazonas, por meio da apresentação de dois shows do grupo Imbaúba, debates com especialistas e artistas convidados e atividades lúdicas. A iniciativa partiu da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que discute a possibilidade de ampliar as ações e a participação do Estado no próximo ano.
    “O Brasil conhece pouco a Amazônia e precisa conhecê-la para contribuir nesse desafio de desenvolvê-la de forma sustentável. Já conversamos com os idealizadores, fizemos uma proposta para realizarmos uma edição em Manaus, e houve grande receptividade. Vamos marcar uma reunião, com data prevista provavelmente para novembro, para discutir quando e como”, afirmou superintendente geral da FAS, Virgílio Viana.
    Para o idealizador do evento, André Palhano, essa primeira participação amazonense na Virada representou uma troca cultural muito rica e a possibilidade de outra capital ser incluída é muito bem vinda. “Depois de São Paulo e agora Recife, nossa intenção é que mais capitais se unam a essa proposta que busca colocar foco nas ações de pessoas e coletivos que pensam a sustentabilidade e transformam a cidade em lugar de direito, convívio, respeito e diversidade, tudo isso de uma maneira mais leve, onde a arte tem papel fundamental na transmissão dessa mensagem”, resumiu.
    ARTE E MOBILIZAÇÃO
    O grupo musical amazonense Imbaúba levou sua mensagem de respeito à natureza e à floresta, por meio dos dois shows realizados durante o evento na capital paulista, o primeiro durante a abertura, no Centro Cultural Rio Verde, em Pinheiros, na quarta-feira, 27, e na manhã deste sábado, 30, no Parque do Ibirapuera. O poeta, músico e compositor do grupo Celdo Braga, avalia positivamente essa primeira participação de artistas na Região Norte no evento e destaca a importância da arte para a mobilização social.
    “A música e as artes têm esse forte papel de instigar e ajudar a transformar a sociedade. Uma música como aquela de Geraldo Vandré ‘Caminhando e cantando e seguindo a canção’ (Pra não dizer que não falei de flores), na época da ditadura, cerceou canhões. Se eu canto a floresta, a floresta está em minha existência, sou parte dela e por meio da arte tento transmitir essa mensagem. Os sons orgânicos dos animais e da floresta, catalogados pelo Imbaúba, ajudam a resgatar esse vínculo do homem, essa integração,  que foi perdida com a natureza”.
    Juntamente com o Imbaúba, a cantora Márcia Novo e o cantor Salomão Rossy fizeram uma participação especial na quinta-feira, em uma espécie de “Sarau de ideias”, com música e bate-papo
    descontraído, promovido e mediado por Virgílio Viana, na programação do “Papo Sustentável”. Ontem, foi a vez de Belisário Arce, produtor do filme “Amazônia Eterna”, participar do projeto. Sob a mediação de João Tezza, consultor da FAS, após o papo, o filme foi exibido no Cinema na Praça, localizado na Praça Victor Civita, em Pinheiros.