quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Parlamento europeu aprova novas regras para derivados de tabaco

08/10/2013 11h41 - Atualizado em 08/10/2013 11h41

Parlamento europeu aprova novas regras para derivados de tabaco

Cigarro eletrônico não poderá ser vendido em farmácia como remédio.
Regras ainda serão submetidas a representantes dos 28 países da UE.



Da AFP
2 comentários
Uma mulher usa um cigarro eletrônico em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, onde usuários e fabricantes do cigarro eletrônico fizeram uma manifestação.  (Foto: AFP Photo/Frederick Florin)Uma mulher usa um cigarro eletrônico em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, onde usuários e fabricantes do cigarro eletrônico fizeram uma manifestação. (Foto: AFP Photo/Frederick Florin)
O Parlamento Europeu adotou nesta terça-feira (8) uma nova legislação destinada a tornar menos atrativos os produtos do tabaco, que tem por objetivo desencorajar o consumo entre os jovens, mas rejeitou que os cigarros eletrônicos sejam vendidos exclusivamente em farmácias.
O cigarro eletrônico não será considerado um medicamento, definiram os deputados do Parlamento Europeu, e continuarão sendo vendidos em lojas especializadas ou de venda de produtos de tabaco.
A maioria dos deputados de direita rejeitou uma proposta da Comissão Europeia para que o cigarro eletrônico, cujos efeitos sobre a saúde não são conhecidos, fosse considerado um medicamento. A venda deste tipo de cigarros estará proibida aos menores de idade, assim como sua publicidade.
O texto, que ainda deve ser submetido aos representantes dos 28 países membros da UE antes de sua entrada em vigor, prevê igualmente que 65% da superfície dos pacotes de cigarros esteja repleta de mensagens de advertência. A marca da empresa aparecerá na parte inferior da embalagem.
Os cigarros 'slim' continuarão à venda, contra a posição da Comissão. Já os cigarros aromatizados serão proibidos, mas os mentolados terão um prazo de oito anos antes da promulgação da lei.
Manifestantes pró-cigarro eletrônico reuniram-se em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo. (Foto: AFP Photo/Frederick Florin)Manifestantes pró-cigarro eletrônico reuniram-se em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo. (Foto: AFP Photo/Frederick Florin)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Veja as ondas gigantes provocadas por um tufão na China

07/10/2013 - 10h50

Veja as ondas gigantes provocadas por um tufão na China


DA BBC BRASIL
Ouvir o texto
Ao menos duas pessoas morreram na cidade de Wenzhou, no sudeste da China, com a passagem do tufão Fitow, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
Segundo a agência nacional de meteorologia, o tufão provocou ventos de até 150 quilômetros por hora e ondas de até 20 metros na costa sudeste.
As autoridades locais retiraram 1,5 milhão de pessoas de suas casas na província de Zhejiang, e outras 170 mil na vizinha Fujian.
Os serviços de trens foram suspensos em 35 cidades no caminho da tempestade.
O Fitow é o 23º tufão a atingir o sudeste da China neste ano.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Paulistano pode retirar até 10 mudas de plantas em viveiros municipais

07/10/2013 13h05 - Atualizado em 07/10/2013 13h30

Paulistano pode retirar até 10 mudas de plantas em viveiros municipais

Morador deve ter espaço suficiente para fazer plantio e cultivo.
Saiba os locais para retirar as mudas na capital.



Do G1 São Paulo
A Prefeitura de São Paulo ampliou o programa para retirada de mudas nos viveiros municipais. Antes, todo morador tinha direito a cinco mudas de graça. Agora, são até 10 mudas por ano. O serviço é disponibilizado somente para os moradores da capital.
Segundo o subsecretário do Verde e Meio Ambiente, Manoel Victor de Azevedo Neto, são dez mudas de árvores grandes e mais cinco de arbustos. “Triplicou a possibilidade e a quantidade de mudas a serem doadas aos cidadãos paulistanos ou quem mora em São Paulo”.
Antes da retirada é feita uma avaliação pelos técnicos dos viveiros, pois é necessário que o morador tenha o espaço suficiente para o desenvolvimento da espécie escolhida. De acordo com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, além de aumentar a arborização, o objetivo é que as pessoas cuidem bem das árvores plantado apenas aquelas que têm condição de cuidar.
Veja lista de locais onde conseguir mudas:
Ibirapuera (viveiro Manequinho Lopes)
Av. Quarto Centenário, portão 7A, Ibirapuera
Segunda a sexta-feira.: 8h às 16h
Telefone: 3887-6761
Parque do Carmo (viveiro Arthur Etzel)
Av. Afonso de Sampaio Souza, 951, Parque do Carmo
Segunda a sexta-feira.: 7h às 16h
Telefone: 2742-8833
Zona Sul
Guarapiranga
Estrada Guarapiranga, 575, Pq. Alves de Lima
Segunda a sexta-feira.: 8h às 17h
Telefone: 5514-6332
Eucalipitos
R. Ministro Guimarães, 280, Super Quadra Morumbi
Segunda a domingo.: 7h às 18h
Telefone: 3742-6363
Santo Dias
R. Jasmim da Beirada, 71, Cohab Adventista
A entrega ocorre em dois domingos de cada mês, a partir das 9h30
Telefone: 5511-9356
Severo Gomes
R. Pires de Oliveira, 356, Granja Julieta
Telefonar antes de ir ao parque
Telefone: 5687-4994
Nabuco
R. Frederico Albuquerque, 120, Cidade Ademar
Segunda a sexta-feira.: 8h às 17h
Telefone: 5678-6002
Shangrilá
R. Irmã Maria Lourença, 265, Grajaú
Domingo.: a partir das 14h
Telefone: 5933-3015
Zona Oeste
Previdência
R. Pedro Peccinini, 88, Jardim Ademar
Segunda a sexta-feira.: 7h30 às 18h
Telefone: 3721-8951
Luís Carlos Prestes
R. João Della Manna, 665, Butantã
Segunda a sexta-feira.: 8h às 17h
Telefone: 3721-4965
Zona Norte
Trote
R. São Quirino, 905, Vila Guilherme
Segunda a domingo.: 9h às 17h
Telefone: 2905-0165
São Domingos
R. Pedro Sernagiotti, 125, Pirituba
Segunda a domingo.: 6h às 18h
Telefone: 3831-7083
Zona Leste
Santa Amélia
R. Timóteo Correia de Góes, 30, Itaim Paulista
Segunda a sexta-feira.: 8h às 16h
Telefone: 2963-3382
Chico Mendes
R. Cembira, 1201, Vila Curuçá
Telefone: 2035-2270
Ermelino Matarazzo
Av. Abel Tavares, 1584, Ermelino Matarazzo
Segunda a sexta-feira.: 9h às 17h
Telefone: 2214-7481
Chácara das Flores
Estr. Dom João Néri, 3.551, Guaianases
Segunda a sexta-feira.: 6h às 17h
Telefone: 2963-1055
Piqueri
R. Tuiuti, 515, Tatuapé
Domingo a quinta-feira.: 7h às 16h
Telefone: 2097-2213

Fonte: Prefeitura de São Paulo

domingo, 6 de outubro de 2013

IPTU verde?

06/10/2013 - 01h55

Paulistano tem o maior IPTU entre moradores de capitais


PUBLICIDADE
 
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
Ouvir o texto
A cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) quer elevar em 24% a receita do IPTU no próximo ano, já é a capital brasileira com a maior carga do tributo por habitante.
Dados recém-reunidos pelo Tesouro Nacional mostram que, no ano passado, cada paulistano pagou, em média, R$ 441,91 em Imposto Predial e Territorial Urbano, bem acima do padrão das principais cidades do país.
Trata-se de mais de 50% acima do valor per capita mais próximo entre as capitais estaduais, os R$ 290,60 de Belo Horizonte. São mais de 30 vezes os R$ 14,33 cobrados, em média, de cada morador de Macapá.
Considerados os cem municípios mais populosos do país, apenas três cidades da Baixada Santista -Guarujá, Praia Grande e Santos- tributam mais.
Incidente sobre a propriedade de imóveis residenciais e comerciais, o IPTU é a segunda maior fonte de arrecadação própria da prefeitura paulistana e do conjunto de municípios do país.
Na cidade de São Paulo, foram pouco mais de R$ 5 bilhões no ano passado, algo como 14% da receita total.
Apenas o ISS (Imposto Sobre Serviços) arrecadou mais na capital paulista, com R$ 9,9 bilhões, ou R$ 873,30 por habitante -cobrança per capita inferior somente à de Vitória em todo o país.
As prefeituras têm autonomia para definir as alíquotas do IPTU, que incidem sobre um valor atribuído ao imóvel pelo poder municipal, nem sempre compatível com os preços de mercado.
Haddad argumenta que, sem atualização há quatro anos, os valores hoje em uso para a cobrança do tributo estão defasados.
Como outros impostos incidentes sobre o patrimônio, o IPTU arrecada pouco na maior parte do país. Sua cobrança, além de trabalhosa, exige força política para corrigir periodicamente os valores de referência.
O pagamento do imposto consome quase 1% do Produto Interno Bruto paulistano, proporção inferior apenas às de, entre as capitais, Campo Grande e Belo Horizonte.
Na média nacional, a arrecadação do IPTU equivale a 0,5% do PIB.
A receita do tributo cresceu mais aceleradamente na cidade ao longo dos últimos três anos, no governo de Gilberto Kassab (PSD).
Em 2009, a arrecadação era de R$ 3,2 bilhões, equivalentes a 0,83% do PIB local.
Ainda assim, o aumento de arrecadação esperado por Haddad apenas no próximo ano equivale à taxa acumulada nos últimos dois.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Licença falha permite madeira ilegal

Licença falha permite madeira ilegal

Documento que regula troca da mercadoria é vulnerável a fraudes por ser autodeclaratório, segundo policiais ambientais e especialistas



29 de setembro de 2013 | 2h 05

EDISON VEIGA - O Estado de S.Paulo
São muitos os caminhos - entremeados por fraudes e ilegalidades - que fazem a Amazônia acabar na sala de sua casa. Ambientalistas, acadêmicos e policiais concordam em um ponto: para coibir crimes e acabar com as madeireiras fora da lei, o primeiro passo é melhorar o Documento de Origem Florestal (DOF).
Instituído em 2006 sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o DOF é, na teoria, uma bela ferramenta para coibir crimes ambientais, pois no sistema devem ser registrados todos os passos no manejo da madeira. Entretanto, são muitas as falhas que tornam o mecanismo sujeito a fraudes. Ao longo da semana, a PM Ambiental fez uma blitz em 32 madeireiras do Estado para apurar desvios. A ação teve como resultado quase R$ 2 milhões em multas, conforme balanço obtido anteontem.
"O problema é que se trata de um sistema autodeclaratório", afirma o coronel Milton Sussumu Nomura, comandante da Polícia Militar Ambiental. "Se fosse perfeito, ia garantir que toda a madeira utilizada no País seria legal."
A opinião é endossada por ambientalistas. "Existem diversas formas de burlar o DOF", afirma Márcio Astrini, coordenador da Campanha da Amazônia Greenpeace. "Existem planos de manejo aprovados em áreas que não têm madeira e onde a madeira já foi extraída, além de muitos outros absurdos." De acordo com o Greenpeace, de 40% a 60% da madeira oriunda da Amazônia hoje tem ao menos algum elemento de ilegalidade. "O sistema é muito permeável a fraudes e precisa ser revisto", diz Astrini. Procurado pelo Estado, o Ibama não se posicionou sobre os problemas.
Mercado. Na quarta-feira, esse foi um dos temas discutidos em seminário promovido pela Rede Amigos da Amazônia (RAA), ligada ao Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Belém. "Acreditamos que o próprio mercado pode melhorar o sistema DOF", diz Thais Megid, coordenadora-geral da Rede Amigos da Amazônia. Por isso, a expressão que ela gosta de utilizar é "madeira sustentável", em vez de "madeira legal".
Ao menos na teoria, a premissa parece simples. Se a Amazônia é a maior fornecedora de madeira do País e o Estado de São Paulo, o maior consumidor, entre essas duas pontas estão as grandes indústrias. Fábricas de móveis e construtoras são as grandes compradoras da madeira bruta. "E essas empresas, muitas delas marcas fortíssimas, não querem ter os nomes vinculados a atividades ilegais. Assim, precisamos ter uma maneira para que as madeireiras que trabalham na completa legalidade consigam deixar isso claro, além do sistema DOF", explica Thais. "Isso dará a elas uma vantagem em relação às outras na hora de colocar o produto no mercado."

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Exercício pode ser tão bom quanto remédio para coração, diz estudo

02/10/2013 - 11h42

Exercício pode ser tão bom quanto remédio para coração, diz estudo

Ouvir o texto

Um estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos e no Reino Unido afirma que exercícios físicos podem ser tão eficientes no combate a doenças cardíacas quanto remédios.
O trabalho foi publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ). Os cientistas analisaram centenas de testes que envolveram 340 mil pacientes na busca de uma comparação entre o efeito de exercícios físicos e medicamentos.
As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas. A exceção foram os remédios chamados diuréticos. Estes tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate a doenças cardíacas.
No caso de derrames, os exercícios tiveram eficácia ainda superior a dos remédios, segundo os pesquisadores.
Especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devem abandonar o uso de remédios, em prol de exercícios. Eles recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças.

Aumento de receitas
No Reino Unido, estudos mostram que os adultos não estão se exercitando o suficiente. Apenas um terço da população na Inglaterra acata a recomendação médica de fazer 2,5 horas de exercícios de intensidade moderada por semana --como caminhada rápida e bicicleta.
No entanto, o uso de remédios com receita médica está aumentando. Em 2000, a média de receitas médicas por pessoa na Inglaterra era de 11,2. Dez anos depois, a média subiu para 17,7.
O levantamento atual foi feito com base em estudos anteriores. Trabalharam na pesquisa cientistas da London School of Economics, Harvard Pilgrim Health Care Institute e Stanford University School of Medicine.
Para a especialista Amy Thompson, da Associação Cardíaca da Grã-Bretanha, é sabido que os exercícios físicos trazem benefícios à saúde, mas ela ressalta que não há provas definitivas para comprovar a tese de que as atividades podem ser mais eficazes do que remédios em tratamentos.
"Remédios são uma parte importantíssima do tratamento de condições cardíacas, e pessoas com receitas médicas devem continuar tomando seus medicamentos", afirma.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Oslo converte lixo importado em energia; assista

25/09/2013 - 10h58

Oslo converte lixo importado em energia; assista


DA BBC BRASIL
Ouvir o texto



Esqueça o carvão, o petróleo ou o gás de xisto. Na Noruega, pelo menos, é o lixo residencial que está ganhando espaço como fonte de energia.
No interior da usina de Klemetsrud, a sudeste de Oslo, dezenas de milhares de toneladas de lixo são empilhadas todos os dias formando grandes muralhas.
Ali, os resíduos de milhões de residências da Noruega, do Reino Unido e de outros países são transformados em aquecimento e eletricidade para a cidade de Oslo.
Antes de chegar ao local, o lixo passa por uma triagem. Tudo o que pode ser reaproveitado é separado. Mesmo assim, mais de 300 mil toneladas de dejetos não recicláveis são geradas por ano na capital norueguesa.
"Quatro toneladas de lixo têm o mesmo potencial energético do que uma tonelada de óleo combustível", diz Pal Mikkelsen, diretor da agência responsável pela transformação de lixo em energia de Oslo.
Uma tonelada de óleo combustível, diz Mikkelsen, poderia aquecer uma casa por metade de um ano.
Com rígidos controles para eliminar os gases oriundos da incineração do lixo, Oslo acredita que converter lixo em energia possa ajudá-la a reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 20 anos - tornando a cidade, cuja riqueza foi construída a partir da exploração do petróleo, uma das mais verdes do planeta.
ESCOLAS VERDES
O processo de aproveitamento energético do lixo é simples. Os dejetos, tonelada por tonelada, são despejados em um incinerador e queimados a uma temperatura de 850ºC.
Mas nem tudo é queimado. Latas velhas e molas de colchão, por exemplo, são deixadas de fora. No final do processo, restam apenas cinzas, metais que podem ser reciclados e muito calor.
Esse calor é usado para ferver água. O vapor movimenta uma turbina, que gera eletricidade. A água fervente é depois bombeada da usina a casas e escolas públicas de Oslo, ajudando a população a se manter aquecida no rigoroso inverno norueguês.
Na capacidade máxima, a usina fornecerá aquecimento e eletricidade para todas as escolas de Oslo e aquecimento para 56 mil casas.
Entretanto, Lars Haltbrekken, presidente de uma instituição local de preservação ambiental, vê um lado negativo em tudo isso. Para ele, o sistema cria um ciclo vicioso em que há um estímulo para produzir mais lixo a fim de gerar energia.
Haltbrekken diz que objetivo principal deveria ser reduzir a quantidade de lixo, reutilizar o que se pode reutilizar, reciclar e, só em quarto lugar, queimar e usar o lixo para fins energéticos.
Mas, segundo ele, foi criado "um excesso de capacidade nessas usinas na Noruega e na Suécia. Nós nos tornamos dependentes em produzir mais e mais lixo."


ENVIO DO LIXO
Os defensores da ideia discordam de Haltbrekken. Eles destacam que todas as usinas que transformam lixo em energia na Europa são capazes de consumir apenas 5% da quantidade anual dos dejetos que iria parar em aterros sanitários.
Eles dizem que a Noruega, bem como outros países, está ajudando a eliminar parte do lixo da melhor maneira possível.
Oslo, por exemplo, compra o lixo de duas cidades britânicas, Leeds e Bristol. O investimento compensa. Em vez de pagarem para que os dejetos sejam encaminhados a aterros sanitários após o processo de reciclagem, os governos locais se livram do seu lixo pagando à capital norueguesa.
A revolução originada a partir da transformação do lixo em energia pode ser ainda observada nas ruas de Oslo.
Ali 144 ônibus são movidos anualmente a um biocombustível à base de restos de comida.
Um quilo de dejetos orgânicos produz meio litro de combustível, a partir de um processo químico desenvolvido por uma universidade local.
Mikkelsen acredita que o projeto poderia ser adotado no restante da Europa, o que traria grandes benefícios para o continente.
"Se feito corretamente, isso significaria uma recuperação de muitos materiais - e uma queda acentuada do que vai parar nos aterros", avalia.

Só está começando! Não ao subsídio bolivariano!

PERDA SALARIAL

Servidor de nível superior teme prejuízo em proposta da prefeitura de São Paulo

Arquitetos, engenheiros e geólogos reivindicam índice para reajuste salarial. Gestão Haddad propõe alterar forma de remuneração para subsídios, incorporando as gratificações nos salários
por Viviane Claudino, da RBA publicado 30/09/2013 17:34, última modificação 30/09/2013 18:53
0 Comments
ROUXINOL COMUNICAÇÃO
Arquitetos e engenheiros
Servidores protestam em frente à Prefeitura de SP, no dia 16, contra a proposta de alteração para subsídios
São Paulo – Arquitetos, engenheiros e geólogos, concursados da prefeitura de São Paulo, organizam uma caminhada na quarta-feira (2), a partir das 13h, do Teatro Municipal até o gabinete do prefeito, no centro da capital. Eles querem uma audiência com Fernando Haddad (PT), uma vez que não aceitam a proposta do órgão municipal para alterar a forma de remuneração dos servidores municipais, com nível universitário, para subsídios, como propõe a atual gestão.
Com a mudança, os trabalhadores terão incorporados aos seus salários as gratificações do funcionalismo público. Isso significa dizer que o governo propõe o fim do quinquênio e sexta-parte (valor adicional pago após 20 anos de trabalho), por exemplo, o que pode representar uma perda de até 30% para os servidores com mais tempo de casa, até o final da gestão, em 2016, nos cálculos de sindicalistas.
Nos últimos dez anos, os salários dos servidores municipais foram reajustados quatro vezes em 0,01% e três vezes em 0,1%, totalizando 0,35% de reajuste desde 2003.
A fim de discutir um índice para o reajuste, representantes dos servidores e do poder público municipal têm debatido o assunto em reuniões de mesas centrais e grupos de trabalho desde julho, com a retomada do Sistema de Negociação Permanente (Sinp), convênio criado na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy e não renovado nas administrações seguintes. A última reunião ocorreu no dia 24 e a próxima está agendada para o dia 8.
Nos dois últimos encontros (6 e 24), em vez de apresentar um índice para reajuste salarial, o governo municipalpropôs aos representantes dos sindicatos dos Engenheiros, Arquitetos, Geólogos e Servidores Municipais a alteração na forma de pagamento, e apresentou uma tabela com os valores de correção.
Com a proposta, os trabalhadores terão inseridos nos salários as gratificações do servidor público, como quinquênio, sexta-parte, DAS (cargos de chefias incorporados após cinco anos de exercício), gratificação por desempenho, vale-refeição, VOP (remunerações devidas por outros remanejamentos de leis anteriores), entre outros. “Isso é um retrocesso na categoria porque estamos falando em defasagem salarial, o que vai nos deixar cada vez mais distantes da realidade do mercado”, afirma o arquiteto e delegado sindical do Sindicato dos Arquitetos do Sindicato de São Paulo (Sasp) Breno Berezovsky.
Um engenheiro sênior, com 25 anos de trabalho na prefeitura e cargos de chefia incorporados ao salário, tem um rendimento bruto atual de R$ 9.689,37. Com a nova tabela o seu salário seria reduzido para o valor de R$ 8.640,00 (equivalente a S12 na tabela), valor 11% menor. Para complementar o pagamento, a diferença seria diluída no salário a título de VOP, atingindo o mesmo valor bruto de hoje somente em 2016.
Já o salário atual para ingressar na carreira é de R$ 2.977,69. Com a proposta do governo municipal, os valores do piso passariam para R$ 4.340,16 em 2014; R$ 4.723,51 em 2015 e R$ 5.231,34 em 2016. O valor reivindicado pelos servidores é de R$ 5.500, valor do piso no mercado de trabalho.

Atualmente, existem cerca de 7.500 servidores com cargos de especialistas com nível superior. Desses, arquitetos, engenheiros e geólogos somam aproximadamente 1.800 trabalhadores, sendo 600 com salários entre R$ 2.900 e R$ 4.900, e 1.200 trabalhadores com salários entre R$ 5.200 e R$ 8.700. "A maioria dos servidores tem aposentadoria prevista para os próximos dois anos", afirma o engenheiro e delegado sindical do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) Sérgio Souza.
Segundo ele, estudo realizado pela entidade mostra que a tabela beneficia cerca de 34% (640) dos servidores com menos tempo de casa, os outros 66% (1.230) perdem com os novos valores ou têm seus salários congelados até o final da gestão.
Ele afirma que essas condições são favoráveis somente para atrair novos funcionários e que não há nenhum esclarecimento em relação a um plano de carreiras ou condições para aposentadoria. “Eles nos apresentaram essa proposta sem nenhum critério e não foi dito nada em relação a um plano de promoções. Hoje temos 13 níveis para salários de especialistas, eles aumentaram para 18, mas não sabemos quais critérios para essas mudanças.”
Segundo os trabalhadores, a justificativa para tal proposta é que o conceito de subsídio trataria todos os vencimentos do servidor como remuneração única, agrupando e substituindo gratificações, adicionais, abonos e vantagens, assim o pagamento dos trabalhadores passaria a ter um valor fixo. “Onde existe esse tipo de subsídio as categorias não têm aumento salarial, exceto quando o governo quer entregar, assim os sindicatos teriam participação para negociação de outros tipo de benefícios, que não incluem os econômicos”, afirma Sérgio Souza.
Para Breno Berezovsky, a valorização dos trabalhadores e a atualização de valores é um compromisso de campanha e esse comprometimento tem ficado cada vez mais abandonado. "Se você opta por uma carreira pública é porque você quer contribuir para o macro da cidade, mas se você não tiver uma contra partida, para viver numa cidade adequada dentro das suas expectativas, você acaba abandonando isso", afirma.
A assessoria de comunicação de Haddad foi procurada na última sexta-feira (27), mas não respondeu aos questionamentos apresentados pela RBA.