sábado, 13 de abril de 2013

Canil municipal - CCZ queria retirar cão com leishmaniose de protetor para assassinar


SEXTA-FEIRA, 12 DE ABRIL DE 2013

Canil municipal - CCZ queria retirar cão com leishmaniose de protetor para assassinar


Scooby - Nosso amigo que o CCZ quer asassinar

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) indeferiu o recurso impetrado pela prefeitura de Campo Grande e manteve a decisão de deixar a guarda do vira-lata Scooby, diagnosticado com leishmaniose, com a Sociedade de Proteção e Bem Estar Animal – Abrigo dos Bichos. O recurso foi julgado na quinta-feira (11). 

No dia 15 de janeiro deste ano, a Justiça determinou a entrega do vira-lata, que estava no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para o Abrigo dos Bichos. No dia 1º de fevereiro, a prefeitura entrou com um recurso e pediu que o animal fosse devolvido para o órgão para que fosse sacrificado.

De acordo com a presidente do abrigo dos Bichos, Maíra Kaviski, a decisão do TJMS mostra que as autoridades estão mais conscientes em relação ao tratamento da leishmaniose no país.

Ainda segundo a presidente, o vira-lata ainda toma medicamentos para o tratamento contra a leishmaniose e passa por exames periódicos. Ele começou o tratamento a aproximadamente oito meses e não apresenta mais os sintomas da doença. “Os resultados dos últimos exames mostraram que ele está cada dia melhor”, afirmou Maíra.
Atualmente, ele mora na casa da médica veterinária Sibele Cação, que é voluntária da ONG e cedeu a sua residência como “lar temporário” para o animal.
 
O caso
Scooby ficou conhecido após ter sido amarrado em uma moto e arrastado pelo dono até o CCZ. O caso ocorreu em julho de 2012. Logo após chegar ao local, um exame atestou que ele tinha leishmaniose. Na época chegou a ser cogitada a eutanásia do animal, conforme estabelecem as normas do Ministério da Saúde.
Internautas fizeram campanha para que Scooby não fosse sacrificado. O mascote foi levado para uma clínica veterinária, com autorização da prefeitura de Campo Grande, para que recebesse tratamento contra a doença.
Orientação
O Ministério da Saúde recomenda a eutanásia dos animais com leishmaniose. Segundo a assessoria de imprensa, o órgão não reconhece nenhum tipo de tratamento para cães ou para outros animais domésticos com leishmaniose e que não existe registro no país de drogas de uso veterinário utilizados para o combate à doença.
Tratamento
Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, publicada em janeiro deste ano, autorizou o tratamento da leishmaniose em cães em todo o país. O pedido para a liberação do procedimento foi feito em uma ação movida pela ONG Abrigo dos Bichos.
Na prática, a sentença suspende os efeitos da portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que proíbe a utilização de medicamentos de uso humano no tratamento de cães infectados pela doença.
Fonte Globo G1

SÁBADO, 6 DE AGOSTO DE 2011

Leishmaniose - Cuidado com o resultado dos exames - Calazar

tratamento da leishmaniose - antes e depois
Todos os métodos de exame para saber se o animal está com calazar, sem exceção, são falhos. Tudo pode interferir no resultado. Se o animal estiver com anemia o exame poderá dar positivo mesmo o animal não estando com calazar. Se o animal estiver com um simples verme também poderá interferir no exame dando positivo mesmo o animal não estando com calazar, e assim qualquer doença, qualquer mazela pode interferir no resultado. E muitas vezes o animal não tem doença nenhuma e o resultado do exame dá errado. 

Sempre converso com veterinários sobre o assunto e eles afirmam que muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar, porque o exame é extremamente falho. Repito, todos os métodos são falhos. O que menos falha é um método realizado em Belo Horizonte, assim mesmo, também falha nos resultados. Foi dito por veterinários que o método utilizado aqui no Brasil para fazer teste em cães, é condenado pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Europa. Deveria ser proibido, mas não é (isto é Brasil). Portanto, quem quiser fazer teste de calazar, leve ao veterinário de confiança para que o material seja levado para Belo Horizonte, se der positivo deve ser feita a contra prova. Se continuar dando positivo, trate o cão. Todos os seres vivos que contraem a doença são reservatórios, inclusive o ser humano, e isso foi dito por um veterinário numa palestra realizada em Belo Horizonte, aberta ao público. 

O Animal tratado com o princípio ativo alopurinol se recupera, mas dizem que continua sendo reservatório. A questão é: quem trata o cão, este deverá ficar tomando o medicamento por toda vida, e enquanto estiver sendo medicado ele não está sendo reservatório porque tem a ação do medicamento, por isso é indicado que o cão deve ser medicado por toda vida. Já em humanos é diferente: a pessoa é medicada, fica "boa" e depois encerra a medicação, então essa pessoa é reservatório porque não permanece sob a ação de medicamento nenhum. Por isso, não adianta matar os cães, o ideal é tratar, porque se o cão é sacrificado, o mosquito infectado continua vivo e já estando infectado não precisará picar um cão doente, basta picar a pessoa ou animal sadio para transmitir a doença. 

Matar o cão pra quê? Se já têm os mosquitos infectados e tem outros reservatórios, como pessoas que já tiveram a doença e os roedores dentre outros? O ideal é manter cidade limpa, residências limpas, e combater o mosquito. Já está mais que provado que matar cães não adianta, desde sempre usam este método e a doença continua se alastrando cada vez mais. Na Europa ninguém mata cães com calazar, eles são tratados. O Brasil é o único país que usa este método arcaico de combate ao calazar. O método utilizado pelo Brasil para combater o calazar é considerado ineficaz pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Considero frieza, traição e covardia de quem entrega o cão para ser sacrificado pelo CCZ. Isso causa mais sofrimento no animal, que será levado por pessoas estranhas, ao local estranho, para ser morto longe dos seus donos. Se alguém decidir sacrificar o cão, deverá ao menos fazer o sacrifico de ter a última despesa com o bichinho, chamar o veterinário em casa, para que ele seja anestesiado antes da injeção letal e que possa ao menos morrer em casa, para que isso evite mais angústia e sofrimento ao animal quando levado pelo CCZ (na carrocinha).

Sou contra o sacrifício. Dizem que em cães não há cura? Por que? Porque ficam sendo reservatórios após tratamento? É só medicá-los por toda vida. E as pessoas? Ficam curadas? Já sabemos que não, apenas desaparecem os sintomas após tratamento. Mas, estas também ficam sendo reservatórios, pois não ficam tomando medicação por toda vida. Conheço um homem que teve calazar, faz uns dez anos, foi tratado, ficou “bom”, após o tratamento encerrou a medicação. Hoje, ele é reservatório sim, ele e qualquer outra pessoa que teve a doença, pois não estão mais sob o efeito de nenhum medicamento. Já os cães tratados, são medicados por toda vida, então permanecem sob o efeito do medicamento e por isso não ficam sendo reservatório. Portanto, não adianta matar os cães.

É importante esclarecer, que nem toda unha grande é leishmaniose, pois animais idosos e cães que ficam muito tempo deitados podem ter unhas grandes.

Nem todo problema de pele é leishmaniose, por isso é importante sempre levar ao veterinário e fazer exames clínicos e laboratoriais, por que a leishmaniose se confunde com outras doenças. Existem muitos problemas de pele, como alergias e câncer dentre outros, e isso não tem nada a ver com calazar.

Os exames feitos pelo governo para inquérito canino podem dar cruzamento de informações com outras doenças e um cão com erlichia, babesia, verminoses ou até mesmo baixa imunidade, pode dar positivo, são os chamados falso-positivos e por isso que muitas entidades e veterinários tem questionado os exames. O problema não é o laboratório, mas o material que são feitos os testes sorológicos.

Também é importante observar, que o tratamento não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, transcrevo aqui: "que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento." 

O Dr. André Luis Soares da Fonseca, no mandado de segurança que impetrou para poder tratar cães com leishmaniose, em seu despacho o juiz disse que o tratamento não está proibido. O que está proibido é o tratamento com medicação humana.

Mas o melhor caminho ainda é prevenção!

Para prevenir, quando vejo que é época de mosquito, aplico spray de citronela no meu cachorro, coloco nas paredes também para que os mosquitos não se aproximem. Já coloquei a coleira Scalibor , mas tive que tirar porque ele não se deu bem com a coleira, então aplico a citronela.

Sobre o argumento de veterinários contra o tratamento em cães com calazar, não dá para aceitar. Os cães não são os únicos reservatórios. Se combatessem o mosquito, não haveria esta polêmica com relação ao tratamento e as pessoas poderiam tratar os animais. Esta é a questão, é a luta pelo combate certo, a erradicação do mosquito. Infelizmente, as autoridades nunca procuraram combater o mosquito flebótomo. O Governo e a Imprensa usam como símbolo da doença a foto de um cão, ao invés da foto do mosquito transmissor. 

Muita gente pensa que o transmissor é o cão. Sem o mosquito não teria como ser transmitida a doença do calazar. Quando aconteceu um caso de morte por calazar na periferia desta cidade, em 2008, o que as pessoas deste bairro fizeram? Mataram seus cães sem nem fazer exame, por medo de contrair a doença. Pensam que não tendo cães em casa não correm risco. Pelo contrário, o risco é maior, não tendo o cachorro para picar o mosquito irá picar as pessoas. Essas pessoas nem sequer recebem orientação correta por parte do governo, e por pensar que o cão é transmissor da doença, mataram indiscriminadamente seus animais.
Clara de Abreu Magalhães  - Fortaleza/Ceará





CALAZAR - LEISHMANIOSE - Tópicos Importantes

1) O único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito. Sem o mosquito, mesmo todos os cães estando com calazar, não há como a doença ser transmitida

2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.

3) O CCZ só poderá levar o animal doente e sacrificá-lo só única e exclusivamente com a autorização do dono do animal e de mais ninguém.

As pessoas não sabem que o CCZ só pode levar o cão e sacrificar com a autorização do dono, e muitas vezes entregam o bichinho,mesmo chorando, pensando que é obrigado, além de não exigir um novo exame como contra prova.

4) Quando o animal é submetido a teste para saber se estar com calazar e der positivo, é extremamente importante e indispensável fazer um segundo exame como contraprova. Além disso, se for confirmado no segundo teste que o cão está com calazar e pessoa optar pela eutanásia do animal, esta deve ser orientada de que a eutanásia deve ser feita em casa por veterinário, pois os animais são seres vivos e têm sentimentos. Entregar o animal para o CCZ e o bichinho ser levado por pessoas estranhas, para um local estranho, longe de casa e do seu dono para ser morto, acarretará em muita angústia, medo e sofrimento para o animal e isto deve e tem que ser evitado.

5) O único meio eficaz de deter o alastramento da leishmaniose no País é combater o mosquito, sem ele não há como transmitir a doença. O cão é tão vítima quanto as pessoas, e não é o único reservatório, existem outros animais que também são reservatórios, inclusive o ser humano.

6) Conversando com um veterinário, ele apesar de ser contra o tratamento e a favor do sacrifício, afirmou que na maioria das vezes os resultados dão errados, e que muitas vezes o animal não está com calazar e mesmo assim dá positivo. Sendo assim, muitos animais são sacrificados sem estar com calazar.
Outra pergunta que fiz a ele: Se uma pessoa estiver com calazar e for picada pelo mosquito novamente, esse mesmo mosquito picar uma pessoa sadia, a pessoa pega calazar também? Ele disse que sim.

7) Um trecho da palestra do veterinário em Belo Horizonte:

O mosquito "saudável" pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença... e óbvio que pode ser o contrário... O mosquito "saudável" pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença...TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR
O que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS)

8) Eutanásia para o cachorro é um tema muito polêmico, há muitos pontos de vista opostos. A massiva destruição de cachorros infectados por leishmaniose é uma medida de controle drástica, usada somente no Braisl.

9) A OMS (Organização Mundial de Saúde) tende a desencorajar a matança indiscriminada de animais reservatórios de zoonoses. Isto é especialmente verdade nos casos das doenças zoonoses com muita influência para a saúde pública, envolvendo o cachorro como principal reservatório, como é no caso da leishmaniose canina, da raiva, e da equinococose cística. A OMS tem colaborado com WSPA (Sociedade Mundial para a Proteção de Animais) e desenvolvido junto linhas de orientação para o procedimento com a população canina em relação ao controle das zoonoses (OMS documento WHO/ZOON/90.16). Porém, a decisão final fica para as autoridades nacionais ou locais, enfrentando e priorizando o problema humano da leishmaniose visceral. Grandes esforços tem sido feitos para desenvolver vacinas eficientes contra a leishmaniose canina, e um candidato já foi registrado no Brasil que pode afastar a medida dramática de matar os cães infectados.

10 - A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.

(Obs.: o tratamento no Brasil não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, é o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Porém, portaria não tem força de lei, e não existe nenhuma Lei Federal proibindo o tratamento). 
Clara de Abreu Magalhães - Fortaleza/Ceará

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URGENTE - MOBILIZAÇÃO CONTRA EXTERMÍNIO DE CÃES COM LEISHMANIOSE

A Leishmaniose é uma doença séria e negligenciada pelas autoridades de saúde do Brasil, cujas políticas públicas de extermínio de cães adotadas para o seu controle são antigas e ultrapassadas, além de antiéticas e ineficazes. Os cães vem pagando há anos com a vida, sem que isso tenha resultado positivo no controle dessa zoonose, até porque, gatos, cavalos, galinhas, porcos, ratos e outros animais, também são reservatórios da doença.

O deputado federal Geraldo Resende propôs um Projeto de Lei (PL 1738/2011), que normatiza campanhas de esclarecimento, prevenção e vacinação gratuita contra leishmaniose, bem como o direito de tratar os animais. Este PL está na Comissão de Seguridade Social e Família, cujo relator é o Deputado Federal Luiz Henrique Mandetta.

Precisamos de uma mobilização geral para “Informar” ao relator, e demais membros da Comissão, que a matança obrigatória de cães infectados no Brasil é ineficiente, sendo praticada apenas em nosso país, onerosa aos cofres públicos, e que mascara a propagação dessa zoonose.

Vamos encaminhar ao Deputado Luiz Henrique Mandetta, e aos demais membros da Comissão (endereços abaixo), nossa solicitação pela aprovação do PL 1738/2011 do Deputado Geraldo Resende, que trará um efetivo avanço no controle dessa doença e na qualidade de vida dos brasileiros. E também, que sejam realizadas Audiências Públicas, onde todas as partes interessadas sejam ouvidas, inclusive aquelas contrárias à política oficial de extermínio de animais. 

Quem tiver possibilidade, pode ligar para o gabinete do Relator:   -     Deputado Mandetta  -  fone: 61- 3215-5577 

Autor do PL 1738/2011   -   Deputado Geraldo Resende   -  fone: 61- 3215-8402 

E-mails:

Deputado Mandetta - dep.mandetta@camara.gov.br 

Deputado Geraldo Resende: dep.geraldoresende@camara.gov.br
 


Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Fan Page da SVMA

A natureza agradece!


12/04/2013 - 04h00

De novo, cidade de São Paulo tenta despoluir o rio Pinheiros

DE SÃO PAULO


Após abandonar um projeto que durou dez anos e custou mais de R$ 160 milhões, o governo paulista tenta, de novo, escolher uma técnica para despoluir o rio Pinheiros.
Em 2011, o Estado desistiu da flotação, que buscava aglutinar a sujeira em grãos gigantes para então retirá-la do rio, mas não deu certo.
O prazo para entrega de propostas termina no dia 19. A chamada pública deixa claro que o governo admite que, sem tratar por completo a água do rio, não haverá a tão sonhada despoluição.
"Nem mesmo o término do projeto Tietê [que deve durar mais cinco anos] vai resolver tudo", afirma Stela Goldstein, ex-secretária estadual de Meio Ambiente e diretora da ONG Águas Claras.
Esse raciocínio é sustentado por vários pesquisadores. Como o projeto visa eliminar o esgoto que chega à bacia do Tietê --na qual o Pinheiros está--, mesmo que ele seja 100% eficaz, não será suficiente.
Editoria de Arte/Folhapress
O Pinheiros, diz Stela, tem outras fontes de poluição. "Existe a poluição difusa, como a borracha dos pneus no asfalto que vai para o rio quando chove, os metais pesados que estão no fundo e as áreas contaminadas do entorno, que poluem via lençol freático."

RIO PROBLEMÁTICO
Pelos cálculos dos especialistas, mesmo que o esgoto doméstico ou industrial não chegue mais ao Pinheiros, ainda vai faltar eliminar um terço da poluição do rio.
Há outro inusitado problema: como ele não é mais um rio natural, a falta de esgoto pode fazê-lo quase desaparecer. Será preciso aumentar a permeabilidade de sua bacia, para que ele volte a ter água.
Após receber as propostas, o governo deve realizar testes. Se o cronograma não parar novamente, a implantação só deve ocorrer em uns dois anos, calculam os técnicos.
A certeza é que qualquer tecnologia jamais vai deixar o Pinheiros apto ao mergulho ou à sobrevivência de peixes. Mas, se tudo der certo, será possível passear pelas margens sem sentir o famoso mau cheiro ou até fazer passeios de barco. (EDUARDO GERAQUE)






14/04/09 - 21h12 - Atualizado em 14/04/09 - 21h33

Despoluição de rio coreano aponta saídas para o Tietê

Rio Han, na Coreia do Sul, era tão poluído quanto o Tietê.
Projeto coreano de recuperação quer trazer verde de volta.
Do G1, com informações do SPTV

O Rio Han, na Coreia do Sul, era tão poluído quanto o Rio Tietê, na Região Metropolitana de São Paulo. Hoje, não é mais. A reportagem do SPTV  mostrou como isso foi possível. 


Um rio considerado de "classe 4" é aquele que é tão sujo que dificilmente pode ser recuperado. O Tietê é dessa classe, mas Rio Han não é mais. Ele é um gigante que corta a Coreia do Sul. De ponta a ponta, tem 497 km de extensão. Só na capital, Seul, são 41 km. Depois de percorrer todo o país, o Han deságua no Mar Amarelo.

O Rio Han é o Tietê dos coreanos. São milhares de carros passando por todos os lados, além de pontes, viadutos e muitos prédios. A diferença é que o Han é limpo e usado para transporte e como área de lazer. 

Nas décadas de 60 e 70, conta o diretor do projeto de recuperação do rio, Chan-Gon Kim, o Han perdeu as características naturais para os carros, por causa do rápido crescimento da cidade.

No lugar do verde das margens, foram construídas pistas expressas. Isto impediu o acesso dos moradores ao rio. O projeto de recuperação, que começou há 2 anos, propõe um choque no passado: trazer de volta o rio divertido e agradável, diz o diretor.

Manter a água do rio limpa é o grande desafio. O Han é a única fonte de abastecimento dos 10,3 milhões de moradores de Seul. Os 40 córregos que cortam a cidade deságuam ali. Todos têm a água monitorada constantemente, em estações de saneamento.

O rio também está livre do esgoto doméstico. Seis estações garantem o tratamento. Além disso, diz o diretor do projeto de recuperação, é proibida a instalação, ao longo do rio, de fábricas que possam poluir a água.

Uma parte ambiciosa do projeto coreano prevê acabar com os carros nas marginais do Han. A idéia é construir pistas subterrâneas para todos os veículos e depois tornar as margens do rio o mais natural possível. Hoje, a natureza ocupa apenas 14% da extensão das margens. No final do projeto, a ideia é que isto ocorra em quase 90% da beira do rio.

Já existem 12 parques às margens do Rio Han, oito estão prontos, como o Seul Forest, e quatro passam por reformas. O diretor que cuida da recuperação do Han diz que o objetivo dos projetos é encontrar harmonia entre meio ambiente, cultura e lazer.

"Queremos fazer de Seul uma das dez melhores cidades do mundo. Esse é o conceito do futuro: quem souber equilibrar moradias com natureza será o melhor", diz.

O Ministério das Cidades informou que nos anos de 2007 e 2008 destinou mais de R$ 4 bilhões para o saneamento básico em São Paulo. 

Trabajo esclavo....


11/04/2013 - 13h41

Alesp ouvirá fabricante de marcas de roupa sobre denúncias de trabalho degradante


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) convocou os diretores da Gep Indústria e Comércio a prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho na qual estavam bolivianos resgatados por uma fiscalização realizada no mês passado.
Os representantes da companhia, detentora das marcas Luigi Bertolli, Emme, Cori e GAP do Brasil, deverão comparecer àaudiência na próxima quarta-feira (17). A convocação foi feita pelo deputado Carlos Bezerra Jr., líder do PSDB na Casa.
A empresa afirmou que ainda não recebeu notificação oficial da Alesp.

A batida --feita por Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Receita Federal-- encontrou os trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma oficina clandestina, no Belenzinho, zona leste de São Paulo.
Na autuação, os fiscais verificaram condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas e servidão por dívida. Eles encontraram os estrangeiros no momento em que confeccionavam roupas das marcas Emme e Luigi Bertolli.
Foi constatado que os bolivianos não possuíam documentação brasileira e cumpriam jornadas superiores a 12 horas. Além disso, foram apreendidos cadernos com anotações das dívidas de cada trabalhador, a fim de fazer descontos nos pagamentos.
Na ocasião, a companhia afirmou que desconhecia as condições de trabalho dos funcionários que costuravam as peças comercializadas e fez questão de anotar isso no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado. "A Gep foi ludibriada. Também é vítima de agentes inescrupulosos atuando nesse mercado", disse seu representante Nelson Volpato.
Pelo acordo, a Gep se comprometeu a rever a cadeia produtiva das suas marcas, a abster-se de submeter trabalhadores a condições degradantes, a pagar multa de R$ 450 mil por dano moral coletivo, a registrar os trabalhadores flagrados e a pagar R$ 10 mil a cada funcionário por dano moral.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Abaixo-assinado on-line contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37)

Impunidade, não! MP com poder de investigação! #NãoPEC37

Abaixo-assinado eletrônico contra a PEC 37 supera 100 mil 
apoiadores


Núcleo de Comunicação Social - comunicacao@mp.sp.gov.br;
Ministério Público do Estado de São Paulo - Rua Riachuelo, 115 – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3119-9027 / 9028 / 9031 / 9039 / 9040


O abaixo-assinado on-line contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 
37 (PEC 37), que pretende retirar o poder de investigação do Ministério Público 
atingiu, nesta semana, mais de 100 mil apoiadores. O abaixo-assinado está disponível 
no endereço eletrônico www.change.org/pec37.
Por iniciativa do Ministério Público do Estado de São Paulo, o abaixo-assinado foi 
lançado no dia 14 de dezembro, quando se comemorou o Dia Nacional do Ministério 
Publico. O objetivo do MP paulista é colher o maior número possível de assinaturas 
pela rejeição da proposta até a matéria entrar em pauta no plenário da Câmara dos 
Deputados. 
De acordo com o Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio 
Fernando Elias Rosa, a aprovação da PEC pode comprometer o papel fundamental do 
Ministério Público no campo das investigações. “A proposta atenta contra o Estado 
Democrático de Direito e vulnera os direitos humanos”, afirma o Procurador-Geral. 
“O Brasil não merece este retrocesso”, complementa. 
A proposta conhecida como PEC da Impunidade, de autoria do deputado Lourival 
Mendes (PTdoB-MA), estabelece que as investigações criminais fiquem restritas 
apenas às polícias federal e civil. A proposta segue agora para a Câmara para ser 
votada em plenário, onde precisa ser aprovada por 3/5 dos deputados, em duas 
votações. Depois será encaminhada ao Senado e, caso seja aprovada por 3/5 dos 
senadores, em duas votações, segue para promulgação. 
O abaixo-assinado será entregue ao Congresso Nacional como uma manifestação 
popular de repúdio à PEC 37. O documento está disponível no endereço 
www.change.org/pec37 para a assinatura de qualquer cidadão que defenda a causa. 
Para preenchê-lo, basta colocar o nome, e-mail e endereço.
Clique aqui para assinar a petição eletrônica



Para:
Deputados Federais e Senadores 
A PEC 37 atenta contra o REGIME DEMOCRÁTICO, A CIDADANIA E O ESTADO DE DIREITO e pode impedir que outras Instituições como a Receita Federal, os Tribunais de Conta, as Forças Armadas, e mesmo as Comissões Parlamentares de Inquérito, realizem investigações, reservando tal atribuição exclusivamente à Policia Civil e à Policia Federal. Não deixem isso acontecer, votem contra a PEC 37.


Leed Prata, situada dentro do bairro planejado Cidade Pedra Branca


Corporativo certificado



Veja os custos detalhados de uma torre corporativa com pré-certificação Leed Prata, situada dentro do bairro planejado Cidade Pedra Branca



http://revista.construcaomercado.com.br//guia//habitacao-financiamento-imobiliario/141/corporativo-certificado-veja-os-custos-detalhados-de-uma-torre-280494-1.asp

Por Aline Mariane

divulgação pedro branca
Na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, está sendo construído o bairro planejado Cidade Pedra Branca, formado por 47 quadras e com potencial para construção de 2 milhões de metros quadrados. O bairro foi projetado segundo princípios de sustentabilidade e sua ocupação deve ser concluída em cerca de 15 anos a partir de 2013. Entre os projetos que despontam no loteamento, está a primeira torre do Edifício Pedra Branca Corporate Center, empreendimento corporativo de cinco pavimentos, térreo e um subsolo, que começou a ser construído em agosto de 2012 e deve ser entregue já em abril deste ano.
O projeto recebeu pré-certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) nível Prata, fornecida pelo U.S. Green Building Council, na categoria Core & Shell - para projetos da envoltória e da parte central do edifício. A obra pertence à construtora e incorporadora Pedra Branca - também responsável pelo bairro que leva seu nome -, e o plano da empresa é entregar, ainda em 2013, mais dois empreendimentos residenciais, dois comerciais e uma rua com lojas, restaurantes, cafés, banco e prestadoras de serviços.
O primeiro desafio da construtora foi encontrar um sistema construtivo rápido o suficiente para finalizar a obra da torre comercial em oito meses. "O prédio será alugado e, em termos de retorno [financeiro], quanto mais rápido vier o faturamento, melhor será a rentabilidade", explica o consultor de projeto da Pedra Branca, engenheiro Dilnei Bittencourt. O preço do aluguel será de R$ 30/m² de área privativa por mês.
Para cumprir o prazo estabelecido, a empresa optou pelo sistema pré-fabricado de vigas, pilares, escadas e lajes. Mesmo sendo entre 5% e 6% mais caro que o sistema convencional, a rapidez que a obra demandava tornou o pré-moldado mais vantajoso, segundo o consultor. "Se utilizássemos o sistema moldado in loco, ainda estaríamos concretando. Mas hoje [fevereiro de 2013] já estamos em fase de acabamento e fechamento, e no final de março o prédio estará pronto para ser ocupado", informa Bittencourt.
Foram investidos mais de R$ 12 milhões na construção do Pedra Branca Corporate Center. O terreno de 1.766 m² terá área construída total de 7.402 m². As lajes serão planas e desimpedidas, com 12 opções de plantas, e a empresa locatária poderá escolher qual a melhor alternativa de acordo com sua necessidade. O núcleo central com elevadores, escada de incêndio, dois banheiros coletivos e copa deixa as lajes livres para readequações de layout. "As empresas são muito mutáveis, começam com cinco funcionários e daqui a pouco estão com dez. Por isso pensamos nessa laje plana e com flexibilidade de instalações e dimensões de sala", explica o consultor.
A menor sala poderá ter de 30 m² a 40 m², tamanho mínimo para comportar uma janela para iluminação e ventilação natural. As divisórias internas serão feitas em gesso acartonado, seguindo as necessidades do usuário, e as instalações elétricas serão colocadas nos locais definidos pela incorporadora juntamente com o locatário. Foram implantadas também bandejas externas ao prédio para sustentação do ar-condicionado do tipo split.
O fechamento da fachada será feito em steel frame com placas cimentícias revestidas em cerâmica e granito. Na caixa da escada, nos elevadores e no reservatório superior, o sistema utilizado foi alvenaria de blocos de concreto. Caso o locatário decida por fazer forro, o pé-direito do térreo será de 4 m e o dos demais pavimentos, de 3 m. O custo da construção por metro quadrado foi de R$ 1.562,62 e, até o fechamento desta edição, cerca de metade do empreendimento já havia sido alugado.

SustentabilidadePara conquistar a pré-certificação Leed, a construtora Pedra Branca agregou diversas soluções de sustentabilidade à torre corporativa. As fachadas leste e oeste, por receberem mais luz solar que as outras, terão pele de vidro laminado de 4 mm, com camada de polivinil butiral (PVB), e mais 4 mm de vidro incolor comum. O fator de proteção solar aplicado ao vidro absorverá cerca de 70% da energia que passaria por ali. Esse cuidado elevou o custo do item esquadrias e vidros, tornando-o o segundo mais caro do orçamento, atrás apenas da superestrutura. As outras duas fachadas, na frente do empreendimento e atrás, terão janelas com brises e vidros com fator de proteção solar menor.
O empreendimento também terá telhado verde em seus 750 m². "Inicialmente, teríamos apenas um percentual de cobertura verde, e o restante (maior parte) em telhado convencional, com estrutura de suporte e telhas metálicas", conta Márcio Orofino, sócio-consultor e Leed Acredited Professional da ENE Consultores. Porém, a implantação da cobertura verde em todo o empreendimento, além de atender a requisitos da pré-certificação Leed, contribuiria em outros aspectos, como redução do escoamento superficial durante a drenagem, filtragem da água pluvial e redução do gasto dos ocupantes com paisagismo, pois seriam usadas espécies que consomem pouca água e não exigem irrigação adicional. O telhado verde também confere ao empreendimento melhor desempenho térmico, pois reduz o ganho de calor pela cobertura.
A construtora está buscando a etiqueta Procel Edifica nível A, fornecida pelo Ministério das Minas e Energia e aplicada a edifícios que atendem a critérios de economia de energia elétrica. As salas têm medidores individuais internos. "Isso pode permitir, no futuro, a compra de energia no mercado livre, o que pode até reduzir os gastos", ressalta Bittencourt.
O Pedra Branca Corporate Center terá, ainda, reaproveitamento de água da chuva e redução de resíduos no canteiro de obras por conta do uso dos pré-fabricados. Veja, a seguir, o orçamento detalhado do empreendimento. No conteúdo extra, disponível na versão online do Guia da Construção, você encontra também a relação dos itens atendidos pela construtora para obtenção da pré-certificação Leed.




Apoio de engenharia: Maria Fernanda Matos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Autoridades ambientais do Rio multam CSN em R$ 35 milhões


Autoridades ambientais do Rio multam CSN em R$ 35 milhões

Companhia Siderúrgica Nacional foi punida por contaminação de terreno em Volta Redonda, no interior do Estado; no local, moram 2,2 mil pessoas

08 de abril de 2013 | 14h 36


RIO - Órgãos ambientais do Rio de Janeiro decidiram multar a Companhia Siderúrgica Nacional em R$ 35 milhões por conta da contaminação de um terreno em Volta Redonda, no interior do Estado, onde moram mais de 2,2 mil pessoas, informou a Secretaria de Estado do Ambiente, nesta segunda-feira, 8.
A penalidade foi analisada e aprovada pelo conselho diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A multa administrativa poderia chegar até R$ 50 milhões com base na lei ambiental do Estado.
Além da multa administrativa de R$ 35 milhões, o Inea determinou que a empresa apresente em até 15 dias um programa para realocação de 750 pessoas e, em até uma semana, um cronograma para avaliar a saúde dos moradores do bairro Volta Grande IV, onde vivem 2,2 mil pessoas. A CSN também deverá apresentar em até 30 dias um plano para remoção dos resíduos tóxicos encontrados no terreno.
Outras punições poderão ser aplicadas contra a companhia na esfera judicial, disse a secretaria, afirmando que o Ministério Público do Estado está movendo ações contra a empresa.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o custo para descontaminação do solo e do lençol freático na região pode chegar a R$ 60 milhões. As infrações administrativas anunciadas nesta segunda-feira não incluem eventuais indenizações e outras punições que ainda podem ser determinadas pela Justiça. Minc afirmou que a multa poderá atingir o valor máximo de R$ 50 milhões, previsto na legislação estadual, caso seja confirmado algum caso de doença provocada pela contaminação a que a população está exposta no local.
Representantes da CSN não comentaram o assunto de imediato.
Entenda o caso
Um terreno cedido pela CSN na década de 1990 para a construção de casas para funcionários, em Volta Redonda, está contaminado com substâncias tóxicas potencialmente cancerígenas que expõem a população local a "níveis intoleráveis de risco à saúde", aponta laudo divulgado na semana passada pelo secretário Carlos Minc. De acordo com o secretário, foi confirmada a contaminação do terreno por elementos tóxicos, como o ascarel, que apresenta nível de concentração até 90 vezes acima do máximo tolerável. Segundo ele, 750 dos 2.257 moradores do condomínio Volta Grande IV precisam deixar o local "imediatamente".
Na ocasião, a empresa divulgou nota alegando não ter conhecimento do laudo, na qual afirma que "nada foi apontado em mais de cinco amplos estudos realizados nos últimos 13 anos" no local. O caso já havia sido denunciado pelo Ministério Público.
Em 2010, depois da constatação de uma série de irregularidades ambientais na usina siderúrgica da empresa em Volta Redonda, a CSN firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no valor de R$ 500 milhões com autoridades do Estado. No ano passado, a CSN foi multada em mais quase R$ 12 milhões por não cumprir alguns dos itens firmados no TAC de 2010.
(Com agências Reuters e Agência Estado)

Transpetro é multada em R$ 10 milhões pela Cetesb...Só multa?


Transpetro é multada em R$ 10 milhões pela Cetesb

08 de abril de 2013 | 18h 33


REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA AE - Agência Estado
A Transpetro/Petrobrás será multada em R$ 10 milhões pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e em R$ 50 mil pela prefeitura de São Sebastião, litoral norte, devido ao vazamento de petróleo ocorrido na noite da última sexta-feira, após o produto escapar por uma válvula do oleoduto. A prefeitura multou a estatal em R$ 50 mil, com base no impacto causado em nove praias. Já a Cetesb a multou com base no Decreto 6.514/08, que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais. As praias atingidas, segundo a prefeitura, foram Porto Grande, Deserta, Pontal da Cruz, Arrastão, São Francisco, Figueira, Cigarras, Enseada e Canto do Mar. O prefeito Ernane Primazzi (PSC) declarou que o vazamento "é lamentável e trouxe diversos prejuízos para o município".
Até esta segunda-feira ao menos dez autuações foram feitas contra a Petrobras, por danos ao ecossistema costeiro, costão rochoso, vegetação, restinga, área de jundu e mangue. As autuações referem-se a praias diferentes, já que cada uma possui características próprias e sofreu os impactos de modo diferente. "Tem uma parte que não é visível, que a gente vai descobrir pelo monitoramento marítimo. O que a Petrobras consegue é fazer a contenção, mas os demais problemas permanecem. Considero que houve imperícia por parte da Transpetro, pois detectaram a origem tardiamente", criticou o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Hipólito do Rego.
A Vigilância Sanitária emitiu um oficio para a Cetesb, solicitando que a companhia coloque a bandeira vermelha, de imprópria para banho, em todas as praias atingidas, como forma de proteger moradores e turistas. Segundo a vigilância, trata-se de uma questão importante e de saúde pública, visto que os impactos ainda não foram mensurados. No domingo, na Praia da Mococa, em Caraguatatuba, havia bandeiras verdes, indicando boa balneabilidade.
Pescadores, maricultores e proprietários de quiosques de São Sebastião e Caraguatatuba irão formalizar ações judiciais coletivas contra a Transpetro/Petrobras pelos danos causados. Pescadores de São Sebastião tiveram suas embarcações atingidas por óleo e perderam suas redes de pesca, que ficaram impregnadas pelo produto. Uma fazenda de produção de mariscos, localizada na Praia da Mococa, também atingida pelo óleo e, segundo os proprietários, toda a produção de 10 toneladas foi perdida. 

Custo-benefício do cigarro...


06/04/2013 - 03h00

Indiferença inexplicável


Drauzio Varella é médico cancerologista. Por 20 anos dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em presídios, ao qual se dedica ainda hoje. É autor do livro "Estação Carandiru" (Companhia das Letras). Escreve aos sábados, a cada duas semanas, na versão impressa de "Ilustrada".

Para quem está habituado a genocídios, que diferença faz um crime a mais?
Em 2010, a Anvisa realizou uma série de consultas públicas sobre a conveniência de proibir a adição de aromatizantes e edulcorantes ao fumo. Na época, escrevi nesta coluna que a medida conseguia a proeza circense de ser a um só tempo corajosa e covarde.
Corajosa porque finalmente o governo federal tomava a iniciativa de enfrentar a ganância criminosa dos que adicionam ao cigarro uma parafernália de substâncias químicas, para tornar a fumaça menos aversiva ao paladar infantojuvenil.
Covarde porque não tem cabimento uma agência governamental legalmente encarregada de proteger a saúde dos brasileiros ser obrigada a consultar o público para coibir uma prática adotada com a finalidade exclusiva de induzir crianças e adolescentes à mais escravizadora das dependências de droga.
Apesar desses pesares, em março de 2012, a Anvisa publicou a resolução RDC nº 14, segundo a qual continuavam permitidos os aditivos essenciais ao processo de fabricação de cigarros, mas seriam vetados aqueles introduzidos para deixá-lo mais palatável.
Para a adaptação às novas regras foram fixados prazos generosos: 18 meses para os fabricantes e 24 meses para os comerciantes.
Essa questão é da maior relevância. Até a década de 1970 o emprego de aditivos era muito restrito; hoje são acrescentados mais de 600 deles. Perto de 10% do peso de um cigarro é composto por aditivos de efeitos mal estudados e imprevisíveis para o organismo.
Pertencem a essa categoria produtos que conferem gosto de maçã, chocolate, cravo, morango, canela, baunilha ou menta. Outros, provocam broncodilatação para que a fumaça penetre mais fundo nos pulmões. Há, ainda, os que aumentam a afinidade dos neurônios à nicotina, para viciar com mais eficiência.
O mentol, especificamente, adicionado para anestesiar as vias aéreas e diminuir a irritação causada pela fumaça, além de aumentar a permeabilidade da mucosa oral às nitrosaminas cancerígenas liberadas na combustão, é o preferido por mais de 50% das meninas e meninos que começam a fumar.
A resolução da Anvisa foi contestada pelo deputado Luiz Carlos Heinz, por meio do PDC 3034/2010, que está para ser votado em Brasília. Em síntese, o nobre representante do povo contesta a autoridade da Anvisa para legislar sobre o tema. A alegação é a ladainha de sempre: como o fumo gera riquezas para o país, qualquer tentativa de reduzir seu consumo levaria à miséria milhares de famílias empregadas no plantio.
A Advocacia Geral da União já se pronunciou a favor da legalidade constitucional do papel da Anvisa nessa questão.
Em relação ao famigerado argumento das riquezas geradas pelo fumo, vamos lembrar que o Brasil gasta mais de R$ 20 bilhões por ano apenas com o tratamento das doenças causadas por ele, enquanto arrecada em impostos menos de um terço desse valor.
Já em relação ao desemprego dos pobres lavradores --bandeira que a bancada do fumo no Congresso desfraldou até para justificar sua posição contrária à proibição de fumar em ambientes fechados--, quero dizer que, se todos os brasileiros deixassem de fumar, seriam eles os menos prejudicados, uma vez que somos o segundo maior exportador mundial.
Mais desemprego haveria entre cancerologistas, cardiologistas, pneumologistas, cirurgiões, enfermeiras, atendentes, acompanhantes de inválidos, fabricantes de respiradores, balões de oxigênio, cadeiras de rodas, motoristas de ambulâncias, coveiros e demais envolvidos nas tragédias provocadas pelo cigarro.
Reconheço que consigo entender o papel desprezível dos parlamentares que se prestam a defender os interesses da indústria. Eles o fazem por questões práticas, como os financiamentos de campanhas eleitorais ou seja lá que outro nome tenham. O que é inadmissível é a inércia do poder Executivo.
Por que o Ministério da Saúde e a própria Anvisa sequer acompanham as sessões da Câmara em que o assunto está para ser votado? Por que razão a Casa Civil se abstém de convocar a maioria que detém no Legislativo, para impedir essa afronta à saúde dos brasileiros? Além das barganhas por ministérios, qual a serventia da base aliada?

Insustentável...


10/04/2013 - 04h06

Coreia do Norte ameaça transformar Japão em um 'campo de batalha'


A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira transformar o Japão em um "campo de batalha", com possíveis ataques a suas principais cidades, entre elas Tóquio, Osaka e Kioto, caso os japoneses produzam movimentos que provoquem o início de um conflito armado.
Em um editorial publicado hoje pelo jornal "Rodong Sinmundo", pertencente ao partido único norte-coreano, o regime também ameaça causar a "destruição" do Japão se esse país agir politicamente contra a Coreia do Norte, em um momento de elevada tensão na península pelas contínuas ameaças bélicas norte-coreanas.
"O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques", detalha o editorial, que cita cinco cidades japonesas, nas quais se encontra um terço dos 127 milhões de japoneses, como possíveis alvos militares.
O editorial norte-coreano denuncia que o Japão posicionou vários contingentes militares na costa em frente ao país comunista, e promete que "se houver um ato de guerra, todo o território do arquipélago japonês se transformará em um campo de batalha".
Pyongyang também reitera sua ameaça contra as bases militares dos EUA em território japonês: "o Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer saltar pelos ares as bases militares não só no Japão como em outras áreas da região Ásia-Pacífico".
"O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos EUA de reprimir com a força das armas", assinala o editorial.
A Coreia do Norte, cujo isolamento é cada vez mais pronunciado, conta com Rússia e China como praticamente seus únicos aliados, sobretudo no aspecto econômico, embora se desconheça a capacidade das duas potências para frear as intenções do regime de Kim Jong-un.
Fontes militares acreditam que a Coreia do Norte pode realizar a qualquer momento um teste de mísseis de alcance intermediário, o que elevou o estado de alerta do comando conjunto das forças sul-coreanas e americanas e fez o Japão desdobrar no centro de Tóquio sistemas antimísseis terra-ar.
Esses sistemas instalados na capital serviriam para derrubar projéteis no caso de um hipotético ataque escapar dos destróieres que o Japão tem localizados no Mar do Japão.
Segundo imagens tomadas nos últimos dias, acredita-se que Pyongyang transferiu para plataformas de lançamento móveis em sua costa oriental mísseis com um alcance estimado entre 3 mil e 4 mil quilômetros.

MEDIAÇÃO
Também nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, informou que pediu a mediação de Rússia e China para convencer a Coreia do Norte a pôr fim a suas provocações militares, em um momento de elevada tensão na península.
"Através de uma estreita colaboração com a Rússia e a China, o Governo sul-coreano continua realizando esforços para persuadir a Coreia do Norte a mudar sua atitude", detalhou Yun durante um comitê parlamentar, em declarações divulgadas pela agência Yonhap.
Além disso, Yun disse que a comunidade internacional está unida "de maneira coerente e decidida frente às ameaças e provocações, aos testes nucleares e ao lançamento de mísseis" de Pyongyang.

FRONTEIRAS
Mais cedo, a China anunciou a proibição da passagem de turistas pelo posto de fronteira de Dandong, que dá acesso à Coreia do Norte
"As agências de viagens não estão mais autorizadas a operar por aqui. O governo norte-coreano está exigindo a saída dos estrangeiros", informou um funcionário local, acrescentando que o trânsito comercial permanece.
"Pelo que sei, os empresários ainda podem entrar e sair livremente da Coreia do Norte", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.
Um responsável por uma agência de viagens em Dandong disse à agência AFP que a decisão partiu da Coreia do Norte.
Na terça-feira, às "9 da noite, recebemos um comunicado do bureau de turismo (chinês) nos informando que devido a situação tensa em Pyongyang as agências de viagem de Dandong não estavam mais autorizadas a levar grupos à Coreia do Norte".
"Estou absolutamente seguro de que foi uma decisão da Coreia do Norte", disse o responsável, acrescentando que funcionários do bureau de turismo confirmaram isto.

A sustentabilidade e o direito do consumidor

A sustentabilidade e o direito do consumidor
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Novo papel do consumidor na sociedade tem despertado o interesse e a atenção de empresas, investidores, governos e estudiosos

8/04/2013- Miguel Bahiense*

A preservação ambiental está na pauta mundial hoje, seja do poder público, seja da iniciativa privada, assim como da população de modo geral. E o cuidado com o meio ambiente é um dos pilares do tripé que forma o conceito do Desenvolvimento Sustentável. Modismos à parte, quem atua seriamente com projetos sustentáveis sabe que, somente com a equalização dos benefícios sociais, econômicos e ambientais é que se consegue efetivamente alcançar resultados efetivamente sustentáveis e práticos para as gerações atuais e futuras.
Nos últimos anos, o perfil da população consumidora mudou muito no País e hoje já são mais de 40 milhões de brasileiros fora da linha de pobreza, pessoas que se tornaram economicamente ativas e que atualmente buscam a inclusão social também por meio do acesso ao bem material. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em dez anos, o acesso à educação também mudou e que a quantidade de crianças matriculadas em escolas ou creches passou de 51,4% para 80,1%. São dados fantásticos.
Soma-se a isso um movimento de democratização da informação. É muito maior o número de pessoas com acesso à internet, o que hoje abre portas para que a população pesquise sobre produtos e serviços, compare preços e decida o que consumir e o que não consumir. Isso porque a informação, positiva ou negativa, circula rapidamente pela rede, formando opinião. E com o aumento do acesso à educação esse fenômeno tende a se consolidar a cada ano.
Esse novo papel do consumidor na sociedade tem despertado o interesse e a atenção de empresas, investidores, governos e estudiosos. No dia 15 de março, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff lançou o a Plano Nacional de Consumo e Cidadania e afirmou que o governo pretende transformar a defesa do consumidor brasileiro em uma política de Estado. Ou seja, estão sendo criados mecanismos para que a relação entre indústria, varejo e consumidor seja cada vez mais transparente e saudável.
 Na indústria do plástico não é diferente. O respeito ao consumidor e ao meio ambiente é a bandeira do setor. A atuação da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos em prol da sustentabilidade, sempre contemplou a questão do custo-benefício e do bem estar social, a partir do uso adequado dos plásticos, produtos indispensáveis à vida moderna. Acreditamos que o respeito ao consumidor começa ao dar-se a ele informações corretas e capacidade de escolha sobre o que e como consumir.
Economia, bem-estar e proteção ambiental são o que os plásticos oferecem em suas diversas aplicações na área médica, na produção, armazenagem e transporte de alimentos e água, na indústria automotiva, agricultura, construção, saneamento, entre tantas outras áreas importantes da economia.
Atuamos para derrubar mitos e achismos infundados, dando à população acesso a estudos, dados científicos e pesquisas que mostram a realidade dos plásticos e sua importância no dia–a-dia das pessoas, assim como para promover a educação ambiental, consumo e descarte adequados, reutilização e reciclagem.
Muitos desconhecem que 100% dos plásticos são recicláveis e que a reciclagem hoje é uma fonte de trabalho e renda no Brasil. E se o país atualmente ocupa a oitava posição mundial entre os países que mais reciclam plásticos (22%, sendo que a Suécia, que ocupa a primeira colocação, recicla 35%), é porque muito se tem avançado na questão da informação sobre a reciclagem, por exemplo.
Temos trabalhado para envolver a indústria, o varejo, o governo e a população no processo de educação ambiental, com iniciativas pioneiras e de sucesso. Um exemplo disso é o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que tem mobilizado todo o Brasil na redução do desperdício e nas boas práticas de uso e descarte das sacolas, com respeito ao direito do cidadão e ao meio ambiente.
Ao criarmos uma cultura de consumo adequado, embasada em informações científicas, corretas portanto, formamos uma sociedade mais crítica e responsável por suas ações e deveres, que fará a sua parte no combate ao desperdício e na preservação ambiental com coerência e discernimento, mas que também estará apta para reivindicar produtos de qualidade e serviços efetivos. E o melhor, com respeito aos seus direitos de consumidores.
*MIGUEL BAHIENSE é presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e do INP – Instituto Nacional do Plástico





terça-feira, 9 de abril de 2013

Mais quente, mais risco...


09/04/2013 - 03h41

Aquecimento global vai intensificar turbulência em voos


GIULIANA MIRANDA
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO


Apertem os cintos: o aquecimento global deve dobrar a ocorrência de turbulência de céu claro nas viagens aéreas.
Além de mais frequentes, esses sacolejos causados por variação de velocidade de correntes de ar --menos comuns do que a turbulência ligada a tempestades-- devem ficar mais intensos até a metade deste século.
Um trabalho, publicado na revista "Nature Climate Change", usou um supercomputador para simular a ocorrência de eventos atmosféricos em diferentes cenários climáticos e, assim, estimar o impacto das temperaturas elevadas sobre as turbulências.
O grupo identificou que o incremento na frequência pode ficar entre 40% e 170%. Mas o cenário mais provável é que a quantidade de tremores aéreos dobre até a metade deste século --quando, de acordo com projeções, a temperatura terá se elevado em até 2º C e a concentração de CO2 na atmosfera será duas vezes maior do que a do período pré-industrial.
"As variações de temperatura causadas pelo CO2 estão aumentando a velocidade das correntes de ar atmosférico", explica o climatologista Paul Williams, principal autor do trabalho. "As mudanças climáticas estão acelerando as correntes de ar e levando a mais instabilidade nos voos."
O trabalho se concentrou na região do Atlântico Norte, mas seus resultados podem valer para outras partes do globo, apesar de haver ainda muitas incertezas.
"O trabalho tem o mérito de chamar a atenção para os efeitos das mudanças climáticas nas turbulências, que não têm sido muito estudados pelos climatologistas", diz José Marengo, climatologista do Inpe membro do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU).
O tipo de tremor no qual o trabalho se concentrou --as turbulências de céu claro-- é o mais problemático para as companhias aéreas.
"Elas são invisíveis para pilotos e satélites e se intensificam no inverno", explica Manoj Joshi, professor da Universidade de East Anglia e autor do trabalho.
O sacolejo aéreo danifica as aeronaves, atrasa voos, aumenta os custos de manutenção e pode ferir a tripulação e os viajantes. A pesquisa estima o custo anual disso em US$ 150 milhões (cerca de R$ 300 milhões).
A boa notícia é que, nas próximas décadas, muita coisa pode evoluir na tecnologia aeroespacial. "Até a metade do século já será possível detectar esse tipo de turbulência [de céu claro]", conta Ronaldo Jenkins, coordenador da comissão de segurança de voo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.
Editoria de Arte/Folhapress