quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Projeto de uma Central de Triagem


Central de triagem


Conheça as recomendações técnicas do Ministério das Cidades para construção de galpões para separação de resíduos sólidos e o projeto da Prefeitura de São Paulo


Por Marina Pita






Robson C. D./prefeitura de são josé dos campos

O incentivo às políticas de reciclagem de materiais e às cooperativas de catadoresfaz parte da lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para dar continuidade à regulação, o Governo Federal criou um programa de financiamento, com o objetivo de apoiar as iniciativas municipais neste sentido, como parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e de gestão pelo Ministério das Cidades.

Pelo PAC 1 o Ministério das Cidades realizou contratos com cerca de 80 municípios para implantar e equipar galpões de triagem para a coleta seletiva com inclusão de catadores, no valor de R$ 50 milhões. Atualmente, a equipe do Ministério das Cidades está concluindo o material técnico que subsidiará a seleção para o aporte de recursos no Programa PAC 2 para resíduos sólidos. O Programa de Aceleração do Crescimento 2 tem R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas de destinação e disposição final de resíduos sólidos urbanos de maneira ambientalmente adequada.
De acordo com as orientações do Ministério, o baixo custo de um programa extensivo de triagem é fundamental para que a iniciativa tenha sucesso. Para isso, sugere, em documento "Sugestões para o Projeto dos Galpões e a Organização da Coleta Seletiva", que certas instalações do programa sejam enquadradas na lei 11.445 de 2007, chamada Lei de Saneamento.
Marcelo Scandaroli
Central de triagem da Lapa, viabilizada com recursos do PAC
Essa regulamentação define que a licitação é dispensável "na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública".
Marcelo Scandaroli
Outro ponto importante, salientado pelo ministério, é o devido planejamento da coleta capilar com transporte concentrado. Isso significa usar os caminhões para levar os resíduos já acumulados em escolas, órgãos públicos e Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e outras bases de apoio - com a ajuda das cooperativas de catadores - para o centro de triagem. Ou seja, os caminhões seriam apoio aos catadores em sua capacidade de concentrar cargas.
Também é diretriz do programa a definição de projetos de galpão eficientes, para que seja melhorada a renda dos catadores, além de um processo de seleção de materiais que resulte no baixo índice de rejeito. Um dos municípios que recebeu recursos para implantação desse modelo de central de triagem foi São Paulo, que tem um programa de coleta seletiva desde 2007 (regulamentado pelo decreto no 48799). Em 2010, o volume coletado pelas centrais de triagem paulistanas alcançou uma média de 155 toneladas por dia, de acordo com a prefeitura. Hoje 20 centrais de triagem estão em funcionamento na cidade. Até 2012, o plano de expansão da Prefeitura de São Paulo pretende concluir mais dez unidades. Em junho de 2010, por exemplo, foi dado início à construção do centro de triagem da Lapa, bairro na zona Oeste da capital. A obra teve custo total de 1,4 milhão, sendo que cerca de R$ 500 mil são provenientes do PAC.  Nas próximas páginas, acompanhe as diretrizes principais de projeto estabelecidas pelo Ministério das Cidades para construção de galpões de triagem, e como essas diretrizes foram implementadas pela Prefeitura de São Paulo na central da Lapa. 
Fundação
A primeira questão a ser levantada para o início de um projeto de central de triagem é a adequação do terreno. Para isso, é preciso verificar a legislação de uso do solo no local escolhido, as características hidrológicas da área e a licenciabilidade ambiental. Ainda, sondagens no solo são importantes para definição das fundações.
Para a construção da Central de Triagem da Lapa, foram executados sete furos de sondagem, totalizando 105,15 m. Segundo os testes, concluiu-se que o terreno plano é constituído de uma primeira camada de aterro de 9 m de espessura, sobreposta a um terreno de aluvião e este sobreposto a sedimentos predominantemente compostos de argilas, com resistências crescentes com a profundidade.
O nível d'água foi encontrado entre 2,5 m de profundidade com relação à cota de implantação.
Diante desses resultados, os tipos de fundação escolhidos foram estacas pré-moldadas ou estacas tipo hélice contínuas.
Estruturas e disposição
Para erguer o galpão, o Ministério das Cidades dá preferência ao uso de materiais pré-fabricados de concreto e metal e sugere a análise da possibilidade de uso de mezanino. O fechamento da alvenaria deve prever segurança a incêndio e a estrutura metálica deve ser externa a ela. Para a abertura da cobertura, recomenda-se ventilação superior cruzada para melhorar a condição térmica do galpão. O uso de "sheds" e superfícies brancas é indicado também para buscar conforto térmico e redução da iluminação artificial.
No caso da central de triagem da Lapa, no terreno de 3.202 m² foi construído um galpão de 1.148 m² em estrutura metálica arqueada, com 6 m de altura no ponto mais alto, com paredes de blocos, ventilação natural por janelas e piso de concreto. Nas laterais da cobertura foi prevista a instalação de veneziana industrial com ventilação permanente e aletas em PVC translúcido.
No entorno, foram erguidos muros e nos 115 m de frente para a Marginal do Tietê a proteção foi feita por grades. O portão de entrada tem 10 m de largura para a entrada de caminhões e há uma guarita para controle de acesso.
Na área de entorno, e conforme sugestão do ministério, foi feita compactação do solo e distribuição de pedrisco em 1.270 m². Uma área de 1.515 m² foi coberta com grama e recebeu paisagismo com o plantio de espécies arbóreas, tais como Ipê roxo e Ipê amarelo. De acordo com a prefeitura, priorizou-se a manutenção de áreas permeáveis no local, além da captação de água por canaletas e reserva em área de retenção de água pluvial. O próprio ministério orienta os municípios a trabalharem desta forma.
Para áreas onde está previsto o tráfego de caminhões e demais veículos pesados, o ministério salienta a importância de ter material de maior resistência. A Prefeitura de São Paulo optou pelo revestimento de concreto armado.
Apesar da sugestão do Ministério das Cidades para que os galpões onde serão instaladas as centrais de triagem contenham sistema de energia solar, o projeto da Lapa não conta com esse recurso.
Instalações
O galpão deve ser composto de uma área de descarga, silo com área para armazenar um dia e meio a dois dias da coleta diária prevista, uma área para triagem primária e secundária, área para prensagem, uma para estoque dos fardos e expedição com capacidade para armazenar mais ou menos uma semana de cargas fechadas.
As baias intermediárias devem usar estruturas em perfis metálicos sendo que as telas metálicas devem ser de fio grosso com dispositivo de travamento superior e fechamento frontal.
Tipos de triagem e equipamentos
De acordo com o ministério, há dois tipos básicos de centrais de triagem. Aquelas com esteira, que carregam os resíduos e impõem ritmo ao trabalho, têm custo maior na aquisição de equipamentos e custo maior de manutenção. O nível de rejeitos é da ordem de 25% a 30%, sendo que a quebra dos equipamentos interrompe a triagem e o sistema acaba por excluir o trabalho de idosos e pessoas mais lentas.
Já no caso de centrais de triagem compostas apenas de silos e mesas, não há custo de equipamento, instalação e manutenção. O índice de rejeitos do processo é bem menor, 5%, e cada pessoa trabalha em seu ritmo. Além disso, o ministério aponta que as centrais de triagem em mesa têm maior capacidade de armazenamento e emprega maior número de pessoas (veja tabela).
As soluções também podem ser combinadas ou haver retriagem de materiais para que o volume de rejeitos, no caso das centrais com esteira, seja ainda menor. A área para a construção dos centros de triagem não difere quanto ao modelo escolhido, de acordo com as diretrizes do Ministério das Cidades. Um galpão de pequeno porte terá, em média, 300 m² edificados e precisará de uma prensa enfardadeira vertical com capacidade para 20 t, uma balança mecânica com capacidade para 1.000 kg e um carrinho plataforma com dois eixos. Já no caso de galpões de porte médio, cerca de 600 m² edificados, será necessário adquirir também uma empilhadeira simples com capacidade de 1.000 kg, deslocamento manual e energia de elevação elétrica. Para galpões de grande porte, cerca de 1,2 mil m² edificados, serão necessárias duas prensas e dois carrinhos, além de uma balança e uma empilhadeira.

O projeto do galpão da Lapa tem dois gradis e duas esteiras de 14 m de comprimento cada, sendo que a distância entre seus eixos centrais é de 5,72 m. O modelo é construído em desnível, para facilitar a passagem dos resíduos do caminhão para os fossos. Também foram construídos 15 boxes de 12 m², sendo 13 para armazenamento de um tipo de material e dois para as áreas de prensa. Além de duas prensas, a triagem da Lapa contará com uma balança, dois carrinhos plataforma e uma empilhadeira. A cooperativa contará com um caminhão Munk, um caminhão gaiola e um caminhão VUC, cedidos pela Prefeitura de São Paulo.
Para manter o programa de coleta seletiva, a Secretaria de Serviços subsidia a infraestrutura das centrais de triagem e os equipamentos de trabalho (caminhões de coleta, equipamentos, consumo de água e luz), gastando cerca de R$ 1,2 milhão por mês com todas elas.
Acessibilidade
O projeto do galpão de triagem da Lapa foi feito para ser acessível a pessoas com restrições de locomoção. Para isso, toda a edificação será sinalizada com piso tátil no início e término das rampas e escadas (conforme item 10 da NBR 9050/04). No projeto arquitetônico, as maçanetas são de alavanca, os interruptores distam 1 m do piso, as portas têm vão mínimo de 0,8 m. As grelhas têm vão livre máximo de 1,5 cm (conforme item 6.1.5 da NBR 9050). O corrimão das escadas e das rampas é duplo e terá altura de 0,7 m e de 0,92 m do piso acabado em qualquer edificação. A diferença entre piso cimentado e gramado é inferior a 0,5 cm de altura. Os pisos externos são executados com inclinação transversal máxima de 3%. São previstos bebedouros acessíveis, bancada dos lavatórios com 0,8 m de altura e altura mínima livre de 0,73 m do piso.

Instalações de apoio
De acordo com indicações do Ministério das Cidades, a área do escritório deve ter, no mínimo, 12 m². Para calcular o número de vasos sanitários e lavatórios, o órgão indica a proporção um para cada 20 usuários. No caso de chuveiros, seria um para cada dez usuários. O boxe mínimo para sanitários deve ser de 1 m² e a largura mínima para lavatório de 0,6 m. Os armários devem ser individuais com 1,5 m² por usuário e compartimento duplo com 90 cm de altura, 30 cm de largura e 40 cm de profundidade.
A área por usuário no refeitório deve ser de 1 m² com pia, bebedouro, aquecedor de marmitas e fogão. A possibilidade de conversão do refeitório em área de treinamento e reunião deve ser prevista. Para isso, é indicado o uso de mesas móveis.
Na central de triagem da Lapa, foram construídos três sanitários especiais para pessoas com deficiência, de acordo com a NBR 9050, além de dois sanitários, um feminino e outro masculino. Uma área de serviço e copa com 3,39 m²; uma oficina de 62,05 m² equipada com bancadas de concreto, computador, telefone, som, vídeo e impressora; refeitório de 20,13 m²; cozinha de 6,93 m² equipada com fogão com coifa e marmiteira e depósito de 7,76 m².
Organização do trabalho
Para a organização do trabalho é preciso definir área adequada para cada usuário. Em uma central com mesa linear, um trabalhador ocupará 1,5 m da esteira, precisará de área de 2,4 m para colocação de tambores de separação dos materiais mais constantes e 1 m para os sacos de separação de materiais menos constantes. Um corredor de 1 m é necessário para deslocamento dos tambores cheios.
No caso da opção de triagem com mesas transversais, essas devem ter 2,80 m de comprimento por 1 m de largura (cada uma comportará quatro trabalhadores). Entre uma mesa e outra, o espaço será de 2,80 m para acomodação dos tambores. É necessário manter pelo menos 1 m de corredor para transporte dos tambores.
Para dimensionamento do galpão, o Ministério indica um padrão de produtividade por trabalhador, considerando que cada metro cúbico de resíduo sólido coletado pesa, em média, 45 kg. Os coletores de rua conseguem recolher até 160 kg/dia; cada triador interno separa até 200 kg/dia. É necessário um deslocador de tambores a cada cinco triadores; um retriador de plástico a cada cinco triadores; um retriador de metal a cada 15 triadores. Um enfardador consegue produtividade de 600 kg/dia. É aconselhável um administrador a cada 20 pessoas na produção.
Divulgação: Waig
Instalações elétricas, hidráulicas e demais
As instalações elétricas devem prever a posição das prensas e outras tomadas de apoio ao sistema. A rede deve ser aterrada, conforme sugestões do ministério. Também é sugestão do ministério que haja vários pontos de uso pelo galpão e uma solução para lavagem do piso, previsão de instalação para combate a incêndio (como mostra o projeto abaixo) proteção contra descargas atmosféricas e distribuição de telefonia e dados.

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Centrais de triagem e resíduos sólidos no PAC 2
No Programa de Aceleração do Crescimento, projetos de erradicação de lixões, construção de aterros sanitários regionais complementados com unidades de triagem, unidades de compostagem, estações de transbordo e unidades de biodigestão acelerada podem, por exemplo, ser contemplados desde que sejam iniciativas compartilhadas por municípios com população total maior ou igual a 150 mil habitantes. O programa não selecionará propostas individuais de municípios.
A gestão das unidades implantadas deve ser obrigatoriamente por meio dos consórcios públicos constituídos por entes federados, municipais e/ou estaduais. O Ministério das Cidades prioriza consórcios públicos nos quais o Estado ou Distrito Federal estejam presentes. A operação dos serviços poderá ser realizada diretamente pelos consorciados, por empresas concessionárias ou por parcerias público-privadas (PPP).
Para acessar os recursos do programa, os proponentes deverão apresentar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos ou o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos, conforme artigos 18 e 55 da lei 12.305/10 e artigo 52 do decreto 7.404/10, respectivamente.
Os projetos deverão ser concebidos com base em planos regionais de RSU, terem viabilidade econômico-financeira comprovada e receitas vinculadas à manutenção dos serviços suficientes a custear a operação do empreendimento por toda a sua vida útil.

O Governo Federal arcará com os custos correspondentes a 85% do valor necessário à execução da 1a etapa do empreendimento, enquanto os 15% restantes deverão inicialmente ser custeados pelo proponente, a título de contrapartida. Serão considerados investimentos de contrapartida, com possibilidade de reinvestimento ao final da pré-operação, as seguintes modalidades:
a) Projeto executivo em caráter complementar ao projeto básico;
b) Aquisição do terreno para implantação do empreendimento;
c) Infraestruturas que viabilizem o aumento da vida útil do aterro sanitário;
d) Instalações que viabilizem projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) vinculados ao aproveitamento energético de biogás provindo do aterro sanitário;
e) Encerramento e remediação de lixões;
f) Aquisição de veículos e equipamentos para a coleta seletiva regular, quando esta destinar-se à incorporação dos catadores provenientes dos lixões encerrados.


Pneus para formigas...


Pneus ficam mais verdes e mais doces

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Pneus ficam mais verdes e mais doces. 20/12/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=pneus-verdes. Capturado em 28/12/2011.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/12/2011

Bactérias transformam açúcar em borracha para pneus
Os primeiros protótipos dos pneus "verdes e doces" já estão em testes, devendo chegar ao mercado em 3-5 anos.[Imagem: Goodyear]



Bio-pneus
Você gostaria de usar um pneu verde em seu carro?
Mas não se preocupe com a estética, uma vez que o verde refere-se a ambientalmente correto.
A Goodyear e a Michelin uniram-se com empresas do setor de biotecnologia para desenvolver novas matérias-primas para pneus - matérias-primas que sejam totalmente renováveis.
E a escolha está recaindo sobre o açúcar - logo, os pneus ambientalmente corretos serão não apenas verdes, mas também doces.
Os primeiros protótipos desses "bio-pneus" já estão prontos e em testes, embora as empresas afirmem que ainda levará de 3 a 5 anos para que eles cheguem ao mercado.

Bio-isopreno
A principal matéria-prima para os pneus é o petróleo, embora utilize-se também a borracha natural, que é renovável - gasta-se cerca de 30 litros de petróleo para fabricar um pneu de um carro médio.
A Genencor, empresa de biotecnologia parceira do projeto, desenvolveu micróbios que imitam o processo natural que a seringueira usa para produzir o látex.
Esses micróbios usam como matéria-prima o açúcar comum, produzindo um composto químico chamado isopreno, hoje um derivado do petróleo.

Trocando alimentos por pneus
A notícia não é boa para o mercado de etanol no Brasil.
As usinas geralmente optam por fabricar açúcar em vez de álcool por ser o açúcar uma commoditie internacional, cotada em dólar, enquanto o etanol tem um mercado predominantemente doméstico.
Uma maior demanda por açúcar deverá exercer uma pressão de alta no mercado internacional do produto, reforçando a necessidade do desenvolvimento do chamado biocombustível de segunda geração.
A iniciativa das empresas também deverá encontrar resistência por competir com os produtos alimentícios.
Enquanto, no Brasil, o etanol compete com o açúcar, nos Estados Unidos o biocombustível é feito sobretudo à base de milho.

Banco Mundial empresta R$ 85 milhões ao Brasil para energia sustentável


http://eco4planet.com/blog/2011/12/banco-mundial-empresta-r-85-milhoes-ao-brasil-para-energia-sustentavel/




Os setores de energia e de mineração do Brasil estão entre os maiores do mundo em desenvolvimento e têm contribuído significativamente para o crescimento do país. No entanto, ambos ainda enfrentam desafios para realizar seus plenos potenciais de desenvolvimento e promover a sustentabilidade ambiental e a inclusão social.
Para apoiar os esforços do Brasil nesse sentido, o Banco Mundial aprovou na terça-feira, 20 de dezembro, um empréstimo de US$ 49,6 milhões (cerca de R$ 85 milhões) para o Projeto de Fortalecimento dos Setores de Energia e Mineração, iniciativa que pretende beneficiar diretamente a população brasileira, especialmente os grupos mais vulneráveis, que dependem mais de energia barata e da extração mineral. Estes segmentos terão acesso à eletricidade mais confiável e a preços mais baixos.
Também fornecerá assistência técnica para fortalecer a capacidade das principais instituições públicas para aumentar as contribuições do setor para um crescimento com menor emissão de carbono e que seja ambiental e socialmente sustentável. Isto será especialmente importante na medida em que o Brasil acelere seu crescimento econômico nos próximos anos e continue a expandir seu papel global nos setores minerais e energéticos.
“O Brasil tem uma das matrizes do mundo energéticas mais limpas do mundo e é um país líder em mineração, com larga experiência de regulamentação e implementação nesses setores. Isto tem chamado a atenção de outros países em desenvolvimento”, destacou o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop. “O projeto vai ajudar a tornar esses conhecimentos disponíveis, ampliando o alcance de seus efeitos econômicos, sociais e ambientais positivos para países da África, América Latina e do Caribe.”

Vamos trocar o concreto pelo VERDE em 2012 no Brasil ?


Autoria e fonte: http://inverde.wordpress.com/



 Vamos trocar o concreto pelo VERDE em 2012

no Brasil ? 

A escolha é nossa.

Teremos pessoas mais saudáveis, felizes e

cidades mais sustentáveis junto com a NATUREZA .

FELIZ 2012!!

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Achamos que a  entrevista sobre infraestrutura verde que Cecilia Herzog e Pierre Martin deram esse ano para o SOS MATA ATLÂNTICA, vale ser revisto no fechamento de nosso terceiro ano de atuação. Essa entrevista deu bons frutos e gostaríamos que mais gente se conscientizasse da importância de se planejar e projetar em consonância com a NATUREZA e os processos naturais para cidades sustentáveis e resilientes. Continuar a fazer mais do mesmo, através de uma ótica de controle das forças naturais NÃO DEU CERTO! e as cidades brasileiras deveriam buscar soluções contemporâneas para se adaptar aos impactos que as  MUDANÇAS CLIMÁTICAS já estão causando, aprendendo com a própria NATUREZA. Para isso, a Infraestrutura Verde Urbana tem sido introduzida com sucesso em inúmeras cidades do planeta.
Assista a entrevista abaixo, assim poderá entender melhor do que se trata.

Valores da conservação


http://www.agencia.fapesp.br/13306

12/01/2011
Por Fábio de Castro


Agência FAPESP – A atribuição de valor aos serviços ecológicos é um fator importante para incentivar a preservação da natureza e da biodiversidade. Mas não é suficiente: as dimensões econômicas por si só não garantem a conservação se não forem agregadas a fatores não-econômicos que envolvem valores históricos, culturais e até mesmo estéticos.
A conclusão é de uma análise sobre a valoração econômica e os instrumentos para a conservação e uso sustentável da biodiversidade coordenada por Luciano Verdade, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).
Verdade, que é membro da coordenação do Programa Biota-FAPESP, apresentou os resultados do estudo durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right, realizada em dezembro pelo Programa Biota-FAPESP, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O professor coordena o Projeto Temático Mudanças socioambientais no Estado de São Paulo e perspectivas para a conservação, financiado pela FAPESP.
A reflexão sobre valoração econômica e conservação da biodiversidade foi feita a partir de uma análise das mudanças socioambientais ocorridas na região de Angatuba (SP), município situado a cerca de 210 quilômetros a oeste da capital paulista.
“A análise das mudanças ao longo do tempo mostrou que a configuração que encontramos hoje na região estudada tem uma base mais histórica que propriamente geográfica biológica. As transformações econômicas no decorrer do processo histórico foram o motor das mudanças nos processos ecológicos e agrícolas. Ao mesmo tempo, o estudo indica que a atividade econômica – às vezes vista como uma panaceia para combater a perda da biodiversidade – pode ser também a causa dessa perda”, disse Verdade.
A localidade de Angatuba foi elevada à categoria de município no ano de 1885. Entre 1889 e 1929, a população rural era predominante na área onde foi realizado o estudo. Havia pelo menos 30 famílias instaladas na zona rural.
“Era uma região com concentração de poder político, de onde saíram senadores e governadores naquela época. Na área de educação, havia ali um esforço maior que em outras cidades do mesmo porte. Em função desse desenvolvimento, houve um grande desmatamento, com a introdução de culturas de café, feijão, milho e frutas. Havia uma pressão de caça significativa e intensa extração de madeira. Naquele período, a população escrava foi substituída por imigrantes”, disse Verdade.
Com a crise financeira de 1929, a cultura de café foi subitamente abandonada, acarretando a recuperação da vegetação nativa. A depressão econômica causou um êxodo rural – os descendentes de escravos não permaneceram na região –, perda do poder político e retração dos esforços educacionais.
“Entre 1930 e 1975, houve um considerável processo de revegetação nativa – área de transição entre Cerrado e floresta semidecídua – e uma diminuição sensível da pressão de caça”, disse.
Entre 1975 e 2005, a população rural da área estudada passou por outra retração: restaram apenas cerca de dez famílias. “Mas o desmatamento da vegetação nativa voltou a aumentar, com o avanço dos pastos e da pecuária. Algumas árvores permaneceram no meio dos pastos, modificando a composição da paisagem. A pressão de caça voltou a ser significativa”, disse o pesquisador.
Em 2005, com a chegada da silvicultura, a população diminuiu ainda mais. Restaram duas ou três famílias. A legislação ambiental garantiu a implementação de áreas de preservação permanente (APP) e da reserva legal (RL).
“Graças a isso, está ocorrendo um novo processo de revegetação nativa e a pressão de caça voltou a diminuir. O esforço educacional do começo do século 20 também retornou, na forma de um esforço científico, com o nosso Projeto Temático e outras ações de pesquisa. Hoje, encontramos uma paisagem ainda mais modificada pelo advento da silvicultura, com eucaliptos no meio dos campos, por exemplo”, afirmou.

O caso de Angatuba, segundo Verdade, ilustra os processos que ocorreram de maneira geral em todo o Estado de São Paulo. “As mudanças ocorridas no estado se devem a transformações econômicas ao longo do processo histórico – e não tanto a transformações biológicas. As atividades econômicas vêm movendo os processos ecológicos e agrícolas”, disse. 


Perspectivas econômicas

A biologia da conservação passou por diferentes momentos desde sua origem na década de 1970, a partir da obra do biólogo norte-americano Michael Soulé, que hoje atua na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, Estados Unidos. No início, a preocupação estava voltada principalmente para as populações pequenas, submetidas ao risco de extinção.
“A partir disso, houve o desenvolvimento de outras disciplinas ligadas á conservação biológica, incluindo a Ecologia da Paisagem e a medicina da Conservação. Em um dado momento, passou-se também a pensar nas dimensões econômicas ligadas aos processos de conservação de biodiversidade. Nesse sentido, Robert Costanza, da Portland State University, dos Estados Unidos, destaca que o “investimento na conservação sempre implica em custos”, disse Verdade.
Outra corrente, liderada pelo australiano Graeme Caughley (1937-1994), prega que são os processos demográficos de declínio populacional, envolvendo taxas de natalidade e de mortalidade, que empurram as populações para as extinções. A extinção, portanto, não seria apenas um problema de populações pequenas.
“Nessa perspectiva, há poucas alternativas em termos de conservação. Em um primeiro momento, podemos tentar aumentar o número de indivíduos de uma espécie que sofreu declínio populacional indevido. Nesse sentido, pode-se considerar a conservação como uma prática de manejo de espécies ameaçadas”, explicou.
Outras práticas possíveis são o controle de populações que tenham crescido indevidamente, ou o manejo para se alcançar o máximo rendimento sustentável de populações com valor econômico para caça, pesca ou coleta.
“Mas a motivação econômica para o manejo ocorre especialmente em duas categorias de populações: as ‘pragas’ e as espécies com valor econômico. As espécies consideradas ‘pragas’, são algumas dezenas. As de valor econômico – assim como as espécies ameaçadas – são contadas às centenas. A maior parte das espécies – alguns milhões delas – não se encaixam, no entanto, em nenhuma dessas categorias”, disse o professor da Esalq.
Quando se trata de controle na perspectiva da dimensão econômica, o objetivo é promover a extinção da espécie em questão. “Mas raramente temos sucesso com isso. Estudos mostram, por exemplo, que fêmeas de coiotes de populações sob alta pressão de caça ovulam mais que fêmeas de populações não caçadas. Exceto em relação a alguns grandes mamíferos, predominam exemplos de fracasso no manejo visando ao controle. Nunca vamos extinguir as baratas, por exemplo”, afirmou.
Quanto à exploração econômica das espécies, Verdade conta que os fatores culturais têm um papel que nem sempre é levado em conta. “No Brasil, por exemplo, somos muito conservadores em relação à pesca e muito liberais em relação à pesca. Na caça não se pode nada, com algumas exceções. E na pesca, pode-se tudo, com algumas exceções”, disse.
A visão da sociedade em relação à caça/pesca esportiva, segundo o cientista, é muito mais negativa que em relação à caça/pesca comercial. Mas a caça esportiva traria consigo um componente cultural, não econômico: o caçador quer perpetuar o animal para poder caçar sempre.

“O aspecto cultural assegura que o objetivo da atividade em si seja não econômico, o que permite sua perpetuação. A lógica econômica da caça comercial, por outro lado, tem como objetivo a exaustão de uma espécie e, em seguida, a busca de outra espécie até sua exaustão e assim sucessivamente. No entanto, ela é mais tolerada que a caça esportiva”, disse o membro da coordenação do Biota-FAPESP. 


Desenvolvimento de mão dupla

A agricultura tem um impacto muito maior do que a caça na alteração do ambiente. A atividade agrícola traz benefícios inegáveis, de acordo com ele, permitindo o acúmulo de alimento. Mas traz também problemas ambientais.
“Justamente por ter permitido o adensamento populacional urbano, a atividade agrícola tem um custo ambiental altíssimo, gerando poluição e doenças. A agricultura gera riqueza e podemos dizer que ela viabilizou a civilização. Até mesmo as guerras só passaram a existir graças a ela, porque os exércitos só podiam se locomover se tivessem comida acumulada. Antes da agricultura só havia guerrilha”, disse Verdade.
Fenômeno ligado à economia, o desenvolvimento, de modo geral, traz consigo dois custos ambientais significativos: o aumento do consumo de energia e a destruição do habitat de certas espécies. Essa destruição do habitat teria extinguindo mais espécies que a própria caça.
“O processo de desenvolvimento leva a uma situação peculiar: quando a vontade individual se sobrepõe à vontade coletiva, normalmente se opta pelo benefício individual, o que leva ao colapso do sistema. Se não houver certa regulamentação, não se pode pensar na manutenção da funcionalidade do sistema. Para a coletividade brasileira, por exemplo, seria mais interessante manter um Código Florestal mais conservador. Mas, para setores individuais, o benefício vem com a relativização do código”, afirmou.
Nesse contexto a solução pode estar na valoração da economia dos serviços de ecossistemas – como a água e os polinizadores, por exemplo. “Mas esse processo de valoração tem limitações e requer avanços tecnológicos. As regulações exigem fiscalização. E os preços de mercado são flutuantes, o que dificulta a tarefa”, disse Verdade.
Para o cientista, o estudo do caso de Angatuba, colocado em perspectiva histórica da biologia da conservação, sugere que a atribuição de valor econômico não basta para preservar os recursos naturais. Segundo ele, há valores econômicos envolvidos – valores históricos, culturais e estéticos – que não podem ser negligenciados.
“O mercado varia, os preços caem e as crises acontecem. Há possibilidade de agregar valores à conservação da biodiversidade, de forma que o processo evolutivo seja mantido da melhor maneira possível. Nesse aspecto, as dimensões econômicas podem ser interessantes. Mas, se não agregarem valores não-econômicos, serão incapazes de garantir por si só a conservação da biodiversidade”, disse. 

Biossensores para monitorar com mais precisão doenças como o diabetes e inúmeros indicadores de problemas cardiovasculares, como triglicérides, colesterol, etc.


Nanotecnologia une nanotubos e DNA em biossensores ultra-precisos

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Nanotecnologia une nanotubos e DNA em biossensores ultra-precisos. 26/12/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanotubos-dna-biossensores. Capturado em 28/12/2011.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/12/2011
Nanotecnologia une nanotubos e DNA em biossensores de precisão
Biossensores mais precisos são criados usando nanotubos de carbono como uma ponte entre as enzimas que detectam as moléculas que se está procurando e os eletrodos que indicam a concentração dessas moléculas.[Imagem: Analyst/Marshall Porterfield/Mike Schweinsberg]




Biossensores
Quando é necessário medir a concentração de um composto qualquer em um fluido - a insulina no sangue, por exemplo - usam-se os chamados biossensores.
Esses sensores são compostos por eletrodos metálicos recobertos com enzimas que reagem com a molécula que se deseja medir.
Quando as moléculas procuradas unem-se às enzimas, gera-se um sinal elétrico no eletrodo, que pode ser medido, o que fornece a leitura indicativa do resultado.
Isto tem funcionado razoavelmente bem, mas poderia ser muito melhor, porque moléculas e eletrodos metálicos representam a junção de dimensões muito diferentes, o que gera variações muito grandes nas leituras da corrente elétrica.
Nanotubos solúveis
Agora, cientistas conseguiram unir moléculas sintéticas de DNA e nanotubos de carbono, criando um novo eletrodo para biossensores que, além de estar nas mesmas dimensões das moléculas do composto que se procura, são muito mais sensíveis.
Desde o advento dos nanotubos de carbono, com suas excepcionais propriedades termais e elétricas, os cientistas vêm tentando usá-los como eletrodos em sensores para a realização de exames clínicos de laboratório e em pesquisas científicas.
O problema é que os nanotubos não são totalmente compatíveis com água, o que limita sua aplicação em fluidos biológicos.
Automontagem
Jin Shi e seus colegas da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, superaram essa incompatibilidade criando uma sequência artificial de DNA que gruda na superfície dos nanotubos de carbono, tornando-os mais solúveis em água.
"Assim que os nanotubos de carbono estiverem em solução, você só precisa colocar o eletrodo na solução e carregá-lo [eletricamente]. Os nanotubos de carbono vão formar um revestimento em sua superfície," explica o Dr. Jong Choi, membro da equipe.
O eletrodo recoberto com nanotubos de carbono atrai as enzimas para terminar a construção do biossensor.
Medicina personalizada
Com os nanotubos de carbono fazendo a ponte entre as enzimas e o eletrodo, as leituras são várias ordens de grandeza mais precisas.
O Dr. Marshall Porterfield, que coordenou o desenvolvimento, afirmou que, como são muito fáceis de serem fabricados, esses novos biossensores abrem caminho para a criação de exames que possam testar a eficácia de remédios em tempo real, para cada paciente.
Antes disso, ele e sua equipe esperam desenvolver biossensores para monitorar com mais precisão doenças como o diabetes e inúmeros indicadores de problemas cardiovasculares, como triglicérides, colesterol, etc.
Bibliografia:

Microbiosensors based on DNA modified single-walled carbon nanotube and Pt black nanocomposites
Jin Shi, Tae-Gon Cha, Jonathan C. Claussen, Alfred R. Diggs, Jong Hyun Choi, D. Marshall Porterfield
Analyst
Vol.: 136, 4916-4924
DOI: 10.1039/C1AN15179G

ONU: 87% da população mundial já tem acesso a água



Água: no ritmo atual, os objetivos do milênio podem ser alcançados até 2015 . Foto: Divulgação

Água: no ritmo atual, os objetivos do milênio podem ser alcançados até 2015
Foto: Divulgação
Sobe dez pontos porcentuais o acesso a água potável no mundo. Entre 1990 e 2008 saltou de 77% para 87% o porcentual de pessoas com acesso ao fornecimento de água, segundo o estudo Equidade, Segurança e Sustentabilidade da Água Potável, do Fundo das Nações Unidas para Infância e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Se o progresso na área de fornecimento de água for mantido, os especialistas acreditam que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso a água potável, pode ser alcançado até 2015. Mas, segundo o trabalho, até 2015, cerca de 670 milhões de pessoas vão continuar sem esse recurso natural.

"A boa notícia é que quase 1,8 bilhão de novas pessoas têm acesso a água. A má notícia é que os mais pobres e marginalizadas estão sendo deixados para trás", afirma o diretor-adjunto e chefe de Água e Saneamento do Unicef, Sanjay Wijesekera.

O estudo mostra que, globalmente, mesmo com os avanços na utilização de água canalizada nas áreas rurais de países em desenvolvimento (de 21% em 1990 para 31% da população em 2008), mais de oito a cada dez pessoas sem acesso a água potável moram em regiões rurais desses países. Já nas áreas urbanas, o progresso foi de 71% para 73% no mesmo período.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

EngenhariaData: Indicadores


USP lança Sistema de Indicadores de Engenharia




20/12/2011
Agência FAPESP – O Observatório de Inovação e Competitividade (OIC), vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), lançou o Sistema de Indicadores de Engenharia.
O EngenhariaData pode ser acessado pela internet e tem como objetivo fornecer a pesquisadores, gestores públicos, empresas e instituições de ciência, tecnologia e inovação dados sobre a formação e o mercado de trabalho em engenharia, visando subsidiar as atividades de planejamento e gestão de políticas públicas destinadas ao aumento das atividades de inovação, com vistas a ampliar a competitividade do Brasil.
“Queremos ajudar a dar um pouco de racionalidade ao debate atual sobre escassez de engenheiros, ofertar mais dados. A engenharia vive um momento interessante, ganhou status de discussão pública”, disse Mario Salerno, professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da USP, que também é coordenador do OIC e do projeto do EngenhariaData.
O EngenhariaData tem cinco classes de indicadores: Formação; Mercado de Trabalho; Produção Científica; Pesquisa e Desenvolvimento; Empresas de Serviços de Engenharia.
O projeto também conta com 150 séries disponíveis para download e cinco serviços: Indicadores, Engenharia em Debate, Estudos OIC, Biblioteca e Eventos.
De acordo com os pesquisadores do OIC, a partir das primeiras análises dos dados houve um aumento de 91% no número de formados no ensino superior por 10 mil habitantes nos últimos dez anos.
O ensino de engenharia seguiu as mesmas tendências dos demais cursos superiores no que se refere a número de matrículas, concluintes e evasão, contrariando a ideia geral de que muitos estudantes de engenharia abandonam o curso.
O número de concluintes dobrou em 10 anos, e a ociosidade de vagas ocorre mais na rede privada de ensino superior. Segundo a análise, a indústria de transformação estaria impulsionando o crescimento de vagas na área. No entanto, os salários dos engenheiros cresceram pouco entre 2000 e 2009.
De acordo com os criadores do projeto, ao longo de 2012 serão feitas ampliações e melhorias no sistema. Além das informações estatísticas sobre a engenharia no país e no mundo, o sistema do OIC hospedará documentos, tais como análises sobre as séries levantadas e comparações internacionais, produzidos por seus pesquisadores e por outros que tenham escrito sobre o assunto e autorizem a divulgação.
Mais informações: http://engenhariadata.com.br  

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A oferta de engenheiros de qualidade e a existência de demanda por esses profissionais são pilares fundamentais de uma trajetória de desenvolvimento econômico baseada na inovação, tal como o Brasil procura trilhar. O engenheiro é o profissional cuja função por excelência é a tradução de novas idéias e tendências do mercado em novos produtos e processos, constituindo-se, portanto, em ator privilegiado e fundamental de um ecossistema inovador. Vem daí o interesse especial na quantidade e qualidade dos engenheiros e engenheiras disponíveis em um país, e a importância de produzir dados e análises capazes de informar gestores públicos das áreas de inovação, educação, ciência e tecnologia, gestores privados de empresas e em especial a própria comunidade de engenheiros sobre a história recente, a situação atual e os possíveis caminhos a se seguir em termos de formação e inserção desses profissionais no Brasil.
EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil disponibiliza num único portal webas principais séries históricas sobre formação de engenheiros, mercado de trabalho e produção científica da Engenharia no Brasil. A reunião desses indicadores visa facilitar a consulta por pesquisadores, gestores de políticas públicas, empresas, instituições de ciência, tecnologia e inovação, jornalistas e demais interessados no tema, possibilitando a elaboração de análises sobre a evolução da Engenharia no país e comparações internacionais.
Partindo dessa concepção, o EngenhariaData foi projetado para ser um instrumento de diagnóstico, inteligência estratégica e prospecção de ações e políticas voltadas ao apoio ao aumento da inovação e competitividade, iluminando onde está e como se encontra a engenharia no Brasil e também possibilitando análises de sua evolução temporal, regional e setorial. Ao reunir bases de dados nacionais e internacionais de diferentes instituições, permite estudos sobre questões essenciais para o debate sobre o desenvolvimento do país, tais como: “faltam engenheiros no Brasil?”, “quantos engenheiros estamos formando”?, “qual é a taxa de evasão e titulação dos cursos de engenharia?”, “qual a relação entre emprego de engenheiros e desempenho inovador.
Para saber mais sobre os indicadores, acesse a seção Indicadores do site.


ONU lança década da biodiversidade


ONU lança década da biodiversidade



Por Fernanda B. MüllerInstituto CarbonoBrasil
Em uma cerimônia organizada pela Universidade das Nações Unidas, na cidade de Kanazawa, Japão (sábado, 17/12), em conjunto com o secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), foi lançada a Década da Biodiversidade.
A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o período 2011-2020 como a Década da Biodiversidade para incentivar a implementação do plano estratégico da CDB e a sua visão geral de viver em harmonia com a natureza.
A idéia da Década da Biodiversidade foi inicialmente trazida pelo Japão e aprovada pela 10° Conferência das Partes da CDB em outubro de 2010. A principal meta é garantir que até 2020 todas as pessoas do mundo estejam cientes do significado da biodiversidade e seu valor.
“Que trabalhemos juntos para viver em harmonia com a natureza, que preservemos e gerenciemos sabiamente as riquezas da natureza para a prosperidade hoje e para o futuro que queremos”, declarou o secretario geral da ONU Ban Ki-moon.
O lançamento internacional foi precedido por eventos regionais na Costa Rica, Cuba, Equador, Etiópia, Índia, Filipinas e República da Coréia.

Reflexão para receber 2012


http://tribunadonorte.com.br/noticia/reflexao-para-receber-2012/207287

Publicação: 28 de Dezembro de 2011 às 00:00

Quando lemos ou assistimos alguma matéria que fala sobre animais em extinção, aumento gradual da temperatura que a cada verão nos traz tanto desconforto, enchentes, etc, não fazemos nenhuma ligação com  nosso dia a dia. 

A palavra sustentabilidade também nos parece distante, como se fosse apenas discurso de um grupo de intelectuais preocupados em defender o meio ambiente. No entanto, tudo isso tem tudo a ver com todos nos que habitamos o planeta terra. Isso acontece com tudo que consumimos, da roupa que vestimos ao que colocamos no nosso prato. Será que a roupa que compramos não foi produzida com trabalho escravo? Será que não estamos comendo transgênicos demais, inclusive sem saber? Então precisamos entender que temos nossa responsabilidade, é o famoso "se toca". 

Nós que fazemos a Coluna do Consumidor queremos desejar a nossos leitores que o ano que se aproxima nos traga relações mais éticas, transformações pessoais, idéias inovadoras,  paz e respeito não só nas relações de consumo como também em todas as outras relações sociais, incluindo aí a sustentabilidade do planeta. 

Para isso, só precisamos de mudanças de hábito de consumo e respeito à natureza. Feliz Ano Novo.

Réveillon mais sustentável

Diminuir o uso de copos e plásticos descartáveis e reutilizar objetos de decoração do ano anterior podem ajudar o seu bolso e o meio ambiente 

Período conhecido tradicionalmente pelos excessos de uma ceia farta, as festas de fim de ano também podem ser uma boa uma oportunidade para repensar velhos hábitos e colocar em ação práticas mais sustentáveis, que vão desde a escolha dos presentes até a decoração da casa.

As ceias de final de ano são, tradicionalmente, períodos em que o desperdício é freqüente. Para tentar reverter esse cenário, o primeiro passo é estipular adequadamente a quantidade de comida necessária para os convidados da festa. O excesso que extrapola os dias seguintes às celebrações deve ser evitado, pois podem apresentar riscos à saúde devido à possível contaminação dos alimentos.

Uma boa forma de combater o desperdício é utilizar receitas que se façam valer do aproveitamento integral do que pode ser consumido. Sites de ONGs como a Banco de Alimentos, oferecem receitas que priorizam o reaproveitamento das cascas e sementes dos alimentos. "Essa prática auxilia também na diminuição da geração de resíduos orgânicos", explica Adriana Charoux, pesquisadora do Idec/ SP.

 Outra boa alternativa é fazer uma ceia que priorize os produtos e frutas da estação: nozes e castanhas podem ser substituídas por frutas encontradas com maior facilidade e por um menor preço, como ameixas e uvas. 

A pesquisadora do Idec também sugere que essas frutas sejam adquiridas em feiras orgânicas. "Comprar na feira, além de ser mais barato e saudável, contribui para o encurtamento das cadeias de produção, aproximando a produção de seu local de consumo", acrescenta Adriana. 

Em Natal, contamos com uma feirinha de produtos orgânicos que funciona sempre aos sábados na  Praça Cívica do Campus da UFRN e nessa semana excepcionalmente, deverá funcionar na sexta-feira, dia 30/12. 

Reutilize a decoração 

Outra idéia sustentável é optar por objetos de decoração reaproveitados do ano anterior. Ao terminar a festa, armazene-os com cuidado e eles poderão ser usados no ano seguinte. Também é possível decorar a mesa com vasos e plantas da estação e iluminar a celebração com velas. Além de darem um charme especial, elas ajudarão na economia de energia elétrica. 

Nova lei amplia área de atuação

Sancionada  pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União no dia 15 de dezembro de 2011,  a Lei 12.545 determina um papel mais ativo ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no combate a práticas enganosas de comércio, de acordo com o presidente da instituição, João Jornada. A nova lei, que também acrescentou a palavra tecnologia ao nome da instituição, permite que o Inmetro passe a atuar ao lado da Receita Federal para evitar a entrada de produtos estrangeiros que não atendam a requisitos técnicos estabelecidos pela regulamentação brasileira.

Na prática, a Receita Federal poderá solicitar o apoio do Inmetro para fazer as análises técnicas e aferir a qualidade dos produtos importados in loco nas áreas de alfândega antes do desembaraço alfandegário. 

(Fonte: www.idec.org.br)