quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que significa provisão racional, confiável e sustentável de água potável ao país?

13/07/2011 - 14h06

Banco Mundial financia projeto de gestão de água no Brasil



DA EFE

O Banco Mundial anunciou nesta quarta-feira a aprovação de um crédito de US$ 107,4 milhões (RS$ 169,3 milhões) ao Brasil para um plano de integração de recursos hídricos e um sistema de gestão de desastres naturais na região nordeste.
O empréstimo vai financiar o Interáguas (Programa do Desenvolvimento do Setor Água), administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela ANA (Agência Nacional de Águas), que tem como objetivo oferecer uma provisão racional, confiável e sustentável de água potável ao país.
"O Interáguas procura melhorar a articulação e coordenação das atividades no setor. Cria um ambiente integrado e ajuda a aumentar a capacidade institucional e de planejamento de recursos, contribuindo para uma implementação de políticas e investimentos públicos mais harmoniosos", disse Vicente Andreu, diretor da ANA.
Em seu comunicado, o Banco Mundial afirmou que o forte crescimento econômico do Brasil acarretará maior pressão aos recursos hídricos do país, ao desenvolvimento urbano e à infraestrutura.
"Este projeto respalda a estratégia brasileira de usar a provisão de água como um elemento chave para promover o crescimento sustentável e mais inclusivo", declarou Makhtar Diop, diretor do organismo internacional no Brasil.
Apesar de possuir quase 20% da água doce do mundo, o Brasil é marcado por uma distribuição muito desigual da provisão de água e enfrenta um crescente número de desastres naturais como inundações e secas, com grande impacto social, destacou o banco no comunicado.
O organismo multilateral ressaltou que os principais desafios estão na região nordeste, onde estará concentrado o projeto Interáguas, devido à falta de acesso à água potável, à contaminação de rios e à ausência de um sistema de tratamento de águas.

Parque Nacional da Amazônia e Florestas Nacionais de Itaituba 1 e 2: Parques aquáticos?

13/07/2011 - 09h05

Parques na Amazônia serão reduzidos por medida provisória


autoria: CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

Três unidades de conservação da Amazônia, entre elas o parque nacional mais antigo da região, terão sua área reduzida ainda neste ano para dar lugar a duas hidrelétricas. Outras cinco áreas protegidas estão na mira do governo federal.
Uma medida provisória a ser editada ainda neste mês determinará a "desafetação" (redução) do Parque Nacional da Amazônia e das florestas nacionais de Itaituba 1 e 2. As unidades serão alagadas pelos reservatórios das usinas de São Luiz e Jatobá, no rio Tapajós, no Pará.

SEM ESTUDOS

Como a Folha adiantou em junho, as unidades serão reduzidas sem a realização de estudo prévio, após um pedido da Eletronorte.
A decisão foi comunicada no último dia 1º aos chefes das áreas protegidas pela presidência do ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade).
Na mesma reunião, foram instruídos a não conversar com a imprensa sobre isso.
Todos eles se opõem à redução das áreas, como mostram documentos do ICMBio obtidos pela Folha. Segundo eles, a redução subverte o sentido das unidades.
O caso mais dramático é o do parque nacional da Amazônia, criado nos anos 1970. A zona a ser alagada é de alta prioridade para a conservação de peixes e aves, e biólogos temem que a implantação da usina de São Luiz provoque extinções locais. Em caráter emergencial, o ICMBio determinou um levantamento da fauna aquática do local em setembro.
A megausina de São Luiz do Tapajós, a principal do complexo, será a quarta maior do país, com 6.133 megawatts -quase a potência somada de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. Jatobá terá 2.338 megawatts.
Os parques integram o mosaico de unidades de conservação da BR-163, criado pela União em 2005 para conter o desmatamento e a grilagem de terras na região.
É o maior conjunto de áreas protegidas do país.
A partir do ano que vem, entram em discussão as reduções de outras cinco áreas protegidas e uma terra indígena, para dar lugar a mais três usinas do chamado Complexo Tapajós, o maior projeto hidrelétrico do governo depois de Belo Monte.
Como compensação, o governo estuda criar uma estação ecológica em Maués, no Estado do Amazonas.
Procurado pela Folha, o ICMBio não comentou a proposta até o fechamento desta edição.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tudo verde: Guia Caixa Selo Casa Azul








Guia Caixa Selo Casa Azul


fonte: 
http://www.cbcs.org.br/























"Produzido por uma equipe que reuniu especialistas da USP, UFSC e UNICAMP – em sua maioria associados do CBCS -, como suporte ao Selo Casa Azul de Construção Sustentável da Caixa , o Manual apresenta 53 estratégias para mitigar os impactos ambientais e maximizar os benefícios sócias da construção habitacional, de execução simples nas condições de mercado brasileira, a maioria economicamente viáveis mesmo em projeto s de habitação popular. Um grande diferencial é o guia para estabelecimento da agenda ambiental do empreendimento, que facilita a otimização da solução das realidades locais e do projeto."

Um Código para valorizar as florestas e a produção sustentável da biodiversidade

Um Código para valorizar as florestas e a produção sustentável da biodiversidade

Fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/218593.htm

 Por Editor em 11/07/2011 



A reforma do Código Florestal deve apontar para o grande mercado que representa a exploração sustentável da biodiversidade do país. Esta é a avaliação do secretário de políticas e programas de pesquisa e desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o climatologista Carlos Nobre. De acordo com o pesquisador, o grande desafio mundial da agricultura é produzir de maneira sustentável.

Um Código para valorizar as florestas e a produção sustentável da biodiversidade


"No Brasil não é diferente. Nossa trajetória tem de ser em direção à sustentabilidade. O Código Florestal tem que olhar para o futuro, para a exploração econômica racional de nossa inigualável biodiversidade", disse o pesquisador, que participou no dia 6 de julho de 2011 de audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal que discutiu a reforma do Código Florestal.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) lembrou que as florestas têm "imensa sinergia" com a produção agropecuária, pelos serviços ambientais que prestam (produção de água, 

Nobre citou o exemplo do açaí, indústria que, segundo ele, já movimenta 5 bilhões de reais ao ano e é exportada para vários países. "Este é apenas um produto, entre centenas ou milhares capazes de serem explorados e proporcionarem ao Brasil uma posição de liderança na economia do século 21", disse. O mercado do açaí, de acordo com o pesquisador, deve ultrapassar em breve o de exportação de madeira da Amazônia. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o mercado externo de açaí cresce 30% ao ano.

Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva, lembra que o Brasil se comprometeu, no ano passado, durante a conferência internacional em Nagoya, no Japão, a cumprir as metas de conservação de biodiversidade estabelecidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2020.

"O WWF defende uma meta mais ambiciosa, de acabar com a perda de biodiversidade até o fim da década, pela importância que a biodiversidade tem para a qualidade de vida da humanidade, como tem sido provado em vários estudos científicos" destacou.

Carlos Nobre também disse que o Código Florestal precisa incorporar a necessidade de preservar vidas humanas nas áreas urbanas. "Devem ser estabelecidos parâmetros especificos para areas urbanas no que concerne as áreas de preservação permanente ao longo dos corpos de água, em áreas de declives acentuados e em topos de morro, para proteger a vida humana. O código Florestal tem que incorporar o princípio da salvaguarda da vida humana" disse o climatologista, lembrando desastres recentes como o da Região Serrana do Rio de Janeiro, no começo do ano.

Estudo divulgado recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) - clique aqui para acessar - e produzido com o apoio do WWF-Brasil mostrou que quase a totalidade (92%) dos deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro foi ocasionada por ocupações indevidas das áreas.

Também participaram da sessão a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros, o coordenador de acompanhamento de promoção de tecnologia agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Roberto Lorena, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Elibio Rech, e o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Ponchmann.

O diretor de Florestas do MMA divulgou resultados de estudo feito pelo ministério que derrubam a afirmação de que o Código vigente inviabiliza toda a produção de café em Minas Gerais e toda a produção de uva no Rio Grande do Sul porque ocorrem em encostas com mais de 45 graus de inclinação -- situação em que o Código determina que a vegetação natural deve ser preservada.

"À luz do conhecimento, esta afirmação não passa de um mito. No Rio de Janeiro, um dos estados com relevos mais acidentados do país, tem apenas 0,3% de sua área com inclinações superiores a 45 graus. No município de São Joaquim, em Santa Catarina, tradicional produtor de maçã, não há nenhuma área com esta inclinação. O mesmo ocorre no município de Três Pontas, em Minas Gerais, onde se produz café, e em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, região produtora de uva", disse João de Deus Medeiros. "Portanto, não há incompatibilidade entre proteger estas áreas e manter a produção destas culturas tradicionais", completou.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) lembrou que as florestas têm "imensa sinergia" com a produção agropecuária, pelos serviços ambientais que prestam (produção de água, abrigo a polinizadores, regulação do clima). "Se hoje somos líderes no mercado agrícola internacional, é também em função de nossos recursos naturais", disse o senador.

De acordo com Braga, a discussão que se impõe agora no Congresso é qual futuro se deseja construir para o país: "podemos escolher a construção de um futuro inteligente, de desenvolvimento sustentável, ou escolher o caminho feito por países que destruíram seus recursos naturais e perderam sua capacidade de produção", disse.

No Senado Federal, segundo ele, há a oportunidade de aprofundar o debate sobre a reforma do código. "Temos que ouvir os agricultores, mas também temos que ouvir a ciência. Não podemos nos aliar àqueles que acusam de vendidos os brasileiros que querem contribuir para a construção de um futuro inteligente para o país", disse.

LEIA TAMBÉM


FONTE



Papel solar

Papel solar

13/07/2011
http://agencia.fapesp.br/14170


Novo material desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) permite que células fotovoltaicas sejam impressas em folhas de papel ou tecido que podem ser dobrados (MIT)

Agência FAPESP – Aplicar células fotovoltaicas – capazes de transformar energia solar em elétrica – diretamente em papel ou tecido, de um modo simples e rápido, é o objetivo de uma pesquisa conduzida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
A tecnologia já resultou em diversos protótipos, cujo formato lembra o de um documento produzido em uma impressora comum do tipo jato de tinta. A diferença é que no lugar de palavras e números são impressos pela superfície retângulos coloridos.
Ao ligar fios nos retângulos e direcionar luz ao papel, imediatamente um dispositivo eletrônico começa a funcionar, como se vê no vídeo divulgado pelo grupo responsável pelo estudo.
A novidade é resultado do trabalho do grupo coordenado no MIT pelos professores Karen Gleason, de engenharia química, e Vladimir Bulović, de engenharia elétrica. Detalhes da tecnologia foram publicados no dia 8 de julho no site da revista Advanced Materials.
Os cientistas afirmam que a nova técnica representa um grande avanço em comparação com sistemas usados atualmente para produzir células solares, os quais dependem de expor os substratos (geralmente vidro) a condições – como altas temperaturas – ou líquidos que podem muitas vezes danificar as próprias células.
O novo processo se baseia no uso de vapor – e não de líquidos – e em temperaturas abaixo de 120 ºC. Nessas condições, é possível empregar materiais como papéis não tratados, tecidos ou plástico como substratos para imprimir as células.
Diferentemente de imprimir documentos, a tecnologia precisa de cinco camadas de materiais, que são depositadas em papel, por exemplo, em etapas sucessivas, por meio do uso de uma máscara (também feita de papel) para formar os padrões das células na superfície. O processo é feito em uma câmara a vácuo, para evitar a contaminação por poeira ou outras impurezas.
A folha fotoelétrica, além de ser impressa facilmente e com baixo custo, de acordo com os pesquisadores, pode ser dobrada e guardada no bolso. Depois, ao ser desdobrada, volta a funcionar normalmente, convertendo energia luminosa em elétrica.
Em alguns casos, nem precisa desdobrar, como no avião de papel feito pelos pesquisadores, cujas células funcionam durante o voo. No artigo, os autores descrevem a impressão de células fotovoltaicas em uma folha de plástico PET, que foi posteriormente dobrado e desdobrado 1 mil vezes sem perda significativa de seu rendimento na conversão de energia.
“Demostramos que se trata de uma tecnologia robusta. Estimamos que poderemos fabricar em escala células solares capazes de atingir performances recordes em relação à produção de watts por quilo. Isso abre um grande número de possíveis aplicações”, disse Bulović, apontando para o potencial de produção de placas solares mais leves, um grande problema das atuais.
O artigo Direct Monolithic Integration of Organic Photovoltaic Circuits on Unmodified Paper (doi:10.1002/adma.201101263), de Karen K. Gleason e outros, pode ser lido por assinantes da Advanced Materials em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/adma.201101263/abstract

Vegetarianismo e budismo

13/07/2011 - 07h00

Monja Coen explica relação entre vegetarianismo e budismo; ouça



A monja Coen Murayama, representante da tradição budista Soto Zen, falou à Folha.com nesta terça-feira (12) sobre a relação entre o vegetarianismo e o budismo.
Embora não seja obrigatória para a prática do budismo, a alimentação vegetariana causa uma digestão mais fácil --o que pode beneficiar a meditação, segundo a monja. Ouça o podcast:


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 Alimentação Orgânica

Fonte: http://www.tvambiental.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26:alimentacao-organica&catid=5:dica-ambiental&Itemid=8

  • Procure comprar direto do produtor, pois além de contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar, você estará conhecendo de perto quem produz o alimento que você consome e assim garantido alimentos mais saudáveis;
  • Evite consumir alimentos que contenham componentes transgênicos. Os transgênicos não são alimentos seguros nem para a saúde humana nem para o ambiente. Exija que os fabricantes rotulem seus produtos que contenham ingredientes transgênicos conforme a lei;
  • Diminua o consumo de carne, pois a pecuária ainda é responsável por boa parte do desmatamento na Amazônia. A pecuária extensiva praticada no Brasil, é uma atividade extremamente impactante, responsável por desmatamento, compactação dos solos, contaminação da água,efeito estufa e comprometimento da biodiversidade.
  • Dê preferência a produtos in natura, não industrializados. Alimentos industrializados têm consumo maior de energia e água, possuem muitas vezes ingredientes de qualidade duvidosa. Além disso, têm aditivos como conservantes, corantes, etc...
  • Os alimentos não industrializados podem ser facilmente comprados sem embalagem. Quando já estiver previamente embalado priorize embalagens maiores, de tamanho familiar e de melhor degradabilidade com as de papel;
  • Guarde seus alimentos em recipientes que possa voltar a utilizar (como embalagens de vidro) e não em folha de alumínio ou filme plástico;
  • Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir custos de transporte para que o produto de uma outra região chegue até você e evitando as perdas causadas pela manipulação dos alimentos;
  • Consuma verduras, legumes e frutas da estação, que além de respeitar o ciclo natural e ser mais saborosos, têm preços mais baixos;
  • Aproveite as partes boas de verduras e legumes. Se legumes ou frutas apresentarem partes estragadas, aproveite o que for possível;
Fonte: De olho na vida: reflexões para um consumo ético. Guilherme Blauth e Patrícia Abuhab – Florianópolis: Instituto Harmonia da Terra, 2006


12/07/2011 - 07h56

Países amazônicos se unem para medir desmatamento



DA FRANCE PRESSE, EM QUITO

Danilo Verpa -28.mai.09/Folha Imagem
Países amazônicos se unem para fazer medição do desmatamento da floresta

Os países da região amazônica iniciarão em agosto uma série de estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que abriga 20% das reservas de água doce do planeta, anunciou nesta segunda-feira (11) em Quito a associação que os representa.
O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor-executivo da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), o boliviano Mauricio Dorfler.
Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional, e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler.
Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais.
A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.
A Amazônia representa 6% da superfície do planeta. Contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.
A região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano. É uma das mais diversas da Terra, um "grande espaço de riqueza cultural", sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.

terça-feira, 12 de julho de 2011

URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DE FAVELAS

Urbanização de Favelas: a experiência do PAC


Fonte: http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNH/ArquivosPDF/PAC_Urbanizacao_de_Favelas_Web.pdf


Autoria: Brasil. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Habitação
Urbanização de Favelas: a experiência do PAC – Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Habitação. – Brasília, 2010.
88 p.
1. Habitação - Brasil. 2. Política Habitacional – Brasil. 3. Política Urbana







SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 8
INTRODUÇÃO 9
ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS 10
CONCEITO DAS INTERVENÇÕES 12
Integração urbana 13
Moradia digna 14
Regularidade fundiária 16
Inclusão social 18
Componente ambiental 20
TERRITORIALIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS 22
Critérios de prioridade para seleção de áreas de intervenção 23
PRINCIPAIS ATORES 26
Impulso do PAC na reestruturação do setor habitacional 27
IMPLEMENTAÇÃO 28
Processo de seleção e contratação dos projetos 29
Monitoramento da execução 30
INVESTIMENTOS 32
TIPOLOGIA DAS INTERVENÇÕES 34
ALGUMAS EXPERIÊNCIAS EM CURSO 36
Obras de grande porte, envolvendo eliminação de risco e deficiências de infraestrutura urbana 38
Obras com articulação e integração no território 62
Obras para recuperação de áreas ambientalmente degradadas 65
Obras de apoio a expansão de infraestrutura logística do país 76
Obras em patrimônio da União 79
Complementação de obras já iniciadas 81

MAPEAMENTO DE RISCOS EM ENCOSTAS E MARGENS DE RIOS


MAPEAMENTO
DE RISCOS
EM ENCOSTAS E
MARGENS DE RIOS



Autoria: Brasil. Ministério das Cidades / Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
Mapeamento de Riscos em Encostas e Margem de Rios / Celso Santos Carvalho,
Eduardo Soares de Macedo e Agostinho Tadashi Ogura, organizadores – Brasília:
Ministério das Cidades; Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, 2007

SUMÁRIO  7
Introdução........................................................................... 09
Capítulo 1: Introdução ao Gerenciamento
de Áreas de Risco......................................... 13
Capítulo 2: Conceitos básicos de risco e de
Áreas de risco............................................... 23
Capítulo 3: Identificação, análise e mapeamento de
áreas de risco de escorregamentos............. 27
Capítulo 4: Apresentação de roteiro metodológico
para análise de risco e mapeamento
de áreas de risco em setores de
encosta e de baixada.................................... 49
Capítulo 5: Identificação, análise e mapeamento de
áreas de risco de enchentes e inundações ... 87
Capítulo 6: Noções de sistema de informações geográficas
como ferramenta na gestão municipal.........113
Capítulo 7: Gerenciamento de Áreas de Risco:
Medidas Estruturais e Não-Estruturais....... 123
Capítulo 8: Plano Preventivo de Defesa Civil – PPDC ... 141
Capítulo 9: Introdução ao treinamento de campo
em área de risco previamente
escolhida com aplicação do roteiro
metodológico e montagem do PPDC.......... 157
Bibliografia.............................. 161 
Anexo I.............................................................................. 165
Anexo II............................................................................ 169


Eficiência Energética em Habitações de Interesse Social

Eficiência Energética em Habitações de Interesse Social


Fonte: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=242:cadernos-do-ministerio-das-cidades&catid=73&Itemid=107





INTRODUÇÃO 7
PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL 9
ESTRUTURA DO MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 11
CONSUMO DE ENERGIA FRENTE AO CENÁRIO ECONÔMICO 13
CONSUMO DE ENERGIA FRENTE À DINÂMICA POPULACIONAL 14
POTENCIAL DE ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA NAS EDIFICAÇÕES 16
REFLEXÕES SOBRE O SEGMENTO DAS HABITAÇÕES DE INTERESSE
SOCIAL E SEU PAPEL NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 19
DIRETRIZES DE PROJETO PARA HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL 22
CONCEITOS BÁSICOS DE PROJETO E ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO
BRASILEIRO 25
ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO BRASILEIRO 29
O MICROZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA A ESCOLHA DE
ESTRATÉGIAS ARQUITETÔNICAS LOCAIS 32
ESTRATÉGIAS PARA CONFORTO AMBIENTAL E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 35
VENTILAÇÃO PERMANENTE 37
VENTILAÇÃO CONTROLADA 47
RESFRIAMENTO EVAPORATIVO 49
MASSA TÉRMICA PARA RESFRIAMENTO 53
RESFRIAMENTO ATIVO (AR-CONDICIONADO) 54
UMIDIFICAÇÃO 57
MASSA TÉRMICA PARA AQUECIMENTO 58
AQUECIMENTO SOLAR PASSIVO 60
CALEFAÇÃO 61
ILUMINAÇÃO NATURAL 64
SOMBREAMENTO 67
USO DA ENERGIA SOLAR – COLETORES SOLARES TÉRMICOS 75
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA DE APOIO 85
SITES DE INTERESSE 86
GLOSSÁRIO 87
ANEXOS 91
O PAPEL DA VENTILAÇÃO NATURAL NAS EDIFICAÇÕES – METODOLOGIA
DE OBTENÇÃO DA PROPOSTA DE ZONEAMENTO EÓLICO PARA FINS DE
LEVANTAMENTO DO POTENCIAL DE USO EM HIS 93
DIAGRAMA BIOCLIMÁTICO DE GIVONI 107
TIPOS POSSÍVEIS DE ABERTURAS DE JANELAS. VANTAGENS E DESVANTAGENS 108
DIVERSOS FATORES DE SOMBRA NORMALMENTE UTILIZADOS EM PROJETOS 110
VALORES DE TRANSMISSÃO DE CALOR PARA VIDROS 110
FATORES DE REFLEXÃO (%) DE DIFERENTES MATERIAIS OPACOS E CORES (FONTE:
CINTRA DO PRADO, L. – ILUMINAÇÃO NATURAL – SÃO PAULO – FAU – USP, 1961) 111
TABELA DE ILUMINAMENTO MÉDIO EM PLANO HORIZONTAL 112
ALGUNS SOFTWARES DE APOIO À CONCEPÇÃO DE HIS 113


Animais driblam calor na Itália com frutas congeladas


Animais driblam calor na Itália com frutas congeladas


12/07/2011 - 14h51


Na Itália, onde uma onda de calor atinge o país, os animais de um zoológico em Roma estão fazendo a festa com frutas congeladas que são dadas pelos tratadores para que os bichos se refresquem durante o verão europeu.


Os termômetros chegaram a marcar, nesta terça-feira, 40º C em várias cidades italianas.
No Brasil, onde o frio predominou nas últimas semanas, um orangotango ganhou um cobertor para se aquecer no inverno brasileiro.


Associated Press
Lêmure tenta abocanhar melancia em dia quente na Itália; veja galeria de fotos
Lêmure tenta abocanhar melancia em dia quente na Itália; veja galeria de fotos

Energia solar tem inúmeras aplicações

Energia solar tem inúmeras aplicações


Captada por painéis fotovoltaicos, é usada em bombeamento de água, iluminação rural, cercas, telefonia e irrigação
06 de julho de 2011

http://www.fatorambiental.com.br/portal/index.php/2011/07/11/energia-solar-tem-inumeras-aplicacoes/

Fernanda Yoneya – O Estado de S.Paulo


Além da já conhecida energia solar térmica, usada para aquecimento de água, um outro tipo de energia solar, a fotovoltaica, pode ser uma importante fonte de eletricidade na zona rural. Trata-se de uma modalidade já empregada no País há mais de 20 anos, sobretudo em áreas mais isoladas no Norte e Nordeste, onde a rede elétrica não chega. De acordo com o economista Walter Bodra, porém, que trabalha com energia solar há mais de dez anos, a tecnologia poderia ser mais difundida no Brasil.
“As aplicações da tecnologia fotovoltaica são inúmeras: iluminação rural, sistema de telefonia, bombeamento de água, cerca elétrica, sistemas de irrigação, oxigenação de lagos, entre outras”, cita o economista.
A tecnologia é composta por um painel fotovoltaico, formado células de silício, material encontrado em abundância na natureza e largamente utilizado na indústria eletrônica. “Este painel permite transformar a luminosidade em eletricidade, formando uma corrente contínua”, explica Bodra.
Kit completo. Os painéis de silício são importados e têm dimensões variadas. Conforme a finalidade de cada projeto, são interligados para gerar a energia desejada. Cada kit pode conter, além das placas, uma bateria, usada para armazenar a energia gerada pelo painel. “A eletricidade gerada pode ser descarregada em uma bateria.” “Uma placa de 68 centímetros por 68 centímetros, por exemplo, pode gerar 50 watts de potência”, afirma Bodra.
Em países da Europa, na China e no Japão, onde a energia solar fotovoltaica é mais difundida, é comum encontrar residências com telhados cobertos por painéis de silício. “Nesses países, os painéis são interligados à rede elétrica e a eletricidade que não é consumida na residência vai para a rede elétrica e a concessionária paga por essa energia extra”, diz. “Ou seja, o morador ainda tem mais uma fonte de renda”, conta o economista. No Brasil, diz ele, a energia fotovoltaica já é adotada com sucesso em mais de 2 mil edifícios em Belo Horizonte.
O custo da tecnologia fotovoltaica, segundo ele, é muito variável, pois depende de cada caso e do porte do projeto. Para cada caso é elaborado um projeto individual, com um sistema dimensionado para uma determinada finalidade.
“Mas para se ter ideia, a instalação de um sistema completo para gerar energia para uma cascata de piscina, com finalidade ornamental, por exemplo, custa R$ 1.980 (kit menor) e R$ 2.680 (kit maior). Os painéis fotovoltaicos são ligados diretamente na bomba d”água e, se houver sol, começam a funcionar na hora”, explica.
“O custo-benefício da tecnologia compensa, porque o sistema, além de ter vida útil longa, praticamente não exige manutenção específica.” O especialista calcula que a economia na conta de luz, com a adoção da energia solar fotovoltaica, chegue a até 40%. “Mas não é apenas a questão financeira. Mais importante é que se trata de uma fonte de energia limpa, 100% responsável.”


Apoio na gestão de resíduos

  06.07.11

Apoio na gestão de resíduos


Unidade para reciclagem de resíduos da construção e demolição é adquirida pelo IPT para difusão tecnológica



O Instituto de Pesquisas Tecnológicas recebeu no mês de maio uma unidade para reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) de baixo custo com o objetivo de realizar trabalhos de difusão tecnológica em pequenos municípios. A compra do equipamento permitirá ao Laboratório de Materiais de Construção Civil do IPT o uso da ferramenta em projetos de transferência de tecnologia de gestão, no ensino de práticas de controle de qualidade de material e na criação de cartilhas de uso e aplicação dos resíduos.

Dados do censo demográfico do IBGE em 2010 apontam a existência de 4.957 municípios brasileiros com população residente inferior a 50 mil pessoas – o número significa quase 90% do total de cidades (5.565) cobertas pelo levantamento. Pesquisas para o aproveitamento dos resíduos mostraram que o grande gargalo para a reciclagem nas pequenas cidades está no alto custo de aquisição da unidade de processamento, no caso o britador para a fragmentação do material.
Unidade de reciclagem comprada com recursos do projeto de modernização do IPT permite a separação de dois produtos distintos
 

“As principais vantagens da unidade recebida pelo IPT estão em seu custo mais baixo para compra e na economia de energia para operação, já que ela não inclui o britador para a fragmentação do material”, afirma Sérgio Cirelli Ângulo, pesquisador do laboratório. “O britador é o acessório mais caro em uma unidade de reciclagem: sem ele, há uma redução no valor do equipamento de R$ 500 mil para R$ 170 mil, ou seja, uma economia superior a 50%”. A unidade, que foi comprada com recursos do projeto de modernização do Instituto, é formada basicamente por um alimentador com peneira e duas esteiras transportadoras, com uma estrutura retrátil que dispensa o uso de carreta para seu transporte.A compra da unidade vai ao encontro da ideia de mostrar que é mais importante a limpeza e a remoção de materiais secundários dos resíduos – ou seja, o controle de qualidade do material – do que a britagem do material: “A unidade simplesmente ‘peneira’ os resíduos e realiza a classificação dos materiais de acordo com suas dimensões”, completa Ângulo. A triagem dos materiais é uma etapa importante na reciclagem dado o fato de que grande parte dos resíduos de construção e demolição é composta de pelo menos quatro classes de materiais diferentes: concreto e alvenaria; madeiras, aço e plástico; madeira picotada e materiais perigosos, como amianto.INOVAÇÃO - A unidade comprada pelo Instituto é uma ideia conceitual de um projeto desenvolvido pela Escola Politécnica da USP em colaboração com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem-RJ), a Prefeitura de Macaé e a Universidade Federal de Alagoas, além do próprio laboratório do IPT, para o atendimento a pequenos municípios. “Os componentes da unidade são comuns, mas a forma de tratamento e a combinação de características resultaram em uma característica de inovação na gestão de resíduos. Esse é o resultado de um esforço coletivo que tomou este objetivo de difusão aqui no IPT, pelo fato de sermos um local de transferência de tecnologia”, completa Ângulo. Descontaminação do material, critérios para a triagem do RCD e formação de lotes de produção de agregados reciclados serão alguns dos temas apresentados durante os treinamentos às administrações municipais.MULTIUSO – Apesar de a unidade de reciclagem não britar os resíduos, ela oferece uma ampla possibilidade de uso com a separação de dois produtos distintos. Os materiais de grandes dimensões (também conhecidos como “rachões”) podem ser usados na construção civil e em obras de geotecnia, como a composição de gabiões, que são estruturas fabricadas com malhas de fios de aço e preenchidas com pedras para uso na estabilização de taludes e obras; os resíduos de dimensões menores permitem o aproveitamento como material em camadas de base e sub-base de pavimentos flexíveis, em vias com baixo volume de tráfego. Pesquisas desenvolvidas na Poli-USP mostraram que o resíduo de construção peneirado permite a recuperação de 60% do material para uso na pavimentação, e os 40% restantes na geotecnia.A possibilidade de reciclar os resíduos com uma unidade de baixo custo foi comprovada pelo IPT no desenvolvimento do plano de diagnóstico e gerenciamento para reciclagem de RCD em Novo Horizonte, localizada na região noroeste do São Paulo e com uma população de 36 mil habitantes. Pesquisas apontavam a possibilidade de aproveitamento dos resíduos sem o uso do britador e, nos estudos realizados na cidade, as informações foram confirmadas. “Novo Horizonte é uma cidade cercada por estradas de terra. Tínhamos dúvidas se o material obtido por este processo de separação teria capacidade de resistência, porque o pavimento precisa ter uma capacidade de suporte de carga”, explica o pesquisador.Para solucionar as dúvidas sobe a viabilidade do uso dos resíduos na pavimentação, uma série de ensaios foi executada e os resultados obtidos na cidade mostraram que não há diferenças na qualidade do material obtido pelo processo de peneiramento e triagem em comparação àquele por meio da britagem. “A nova unidade adquirida pelo IPT pode auxiliar a resolver problemas do uso de material em estradas de terras e na pavimentação urbana de baixa capacidade de carga em municípios pequenos, entre outras finalidades”, conclui Ângulo. 

Esgoto quer retirar o "Titi" do Lago Titicaca

Esgoto é ameaça para o Titicaca, na fronteira da Bolívia com o Peru

11 de julho de 2011 | 13h 19

O Estado de S. Paulo
As águas do Lago Titicaca, na fronteira entre Bolívia e Peru, sofrem com o despejo de esgoto dos habitantes que moram nas suas imediações e com a poluição da mineração.
Essas são algumas das conclusões de um estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) com recursos do governo da Espanha.
O projeto analisou as perspectivas ambientais do lago, que ocupa uma superfície de mais de 8,5 mil quilômetros quadrados. Também abordou a situação do Rio Desaguadero, na Bolívia, e do Lago Poopó e do Lago Coipasa, cursos hídricos localizados na região de Oruro, na parte oeste da Cordilheira dos Andes. No total, mais de 25 rios deságuam no lago, que também tem várias ilhas habitadas.
O coordenador-geral do projeto, Alfonso Alem, afirmou que o Titicaca "é um lago saudável, limpo e vivo, mas que possui focos de poluição, que são preocupantes". As áreas mais afetadas pela poluição estão próximas a assentamentos humanos.
Atualmente, cerca de 3 milhões de pessoas vivem às margens dos lagos e rios da bacia do Titicaca. Segundo o estudo, o esgoto gerado por essas ocupações deve duplicar até 2025.
Outro fator ligado à ocupação humana que causa poluição à bacia é a atividade de mineração e a indústria, especialmente no Lago Poopó. Além disso, as águas da bacia do Titicaca sofrem com fatores naturais, como a evaporação de 95% das águas, o que limita a capacidade de regeneração do ecossistema.
O estudo reuniu especialistas bolivianos e peruanos e contou com um financiamento de US$ 1,6 milhão da Espanha, fruto de um acordo de cooperação firmado em 2006. / ANDREA VIALLI, com EFE