sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

FATOR HUMANO EM ENCHENTES

Fator humano em enchentes


17/2/2011

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13469/divulgacao-cientifica/fator-humano-em-enchentes.htm


Artigos publicados na Nature destacam a influência da emissão de gases promovida pela industrialização no aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos (Nature)





Agência FAPESP – O excesso de chuva em áreas urbanizadas pode ter efeitos dramáticos para as populações locais, como se vê todo verão em alguma região do Brasil. Dois novos estudos destacam que gases estufa produzidos pela industrialização têm aumentado significativamente a probabilidade de precipitação pesada e o risco de enchentes.



As pesquisas, que reforçam a importância da contribuição humana em eventos hidrológicos extremos, tiveram seus resultados publicados na edição desta quinta-feira (17/2) da revista Nature.



Trabalhos anteriores haviam apontado que a influência antropogênica no aquecimento global podia ser responsável em parte pelo aumento nas chuvas. Entretanto, por causa da disponibilidade limitada de observações diárias, a maior parte dos estudos até hoje examinou apenas o potencial de mudanças na precipitação em comparações entre modelos climáticos.



Em um dos artigos agora publicados, Francis Zwiers, da Environment Canada, e colegas analisaram os índices de precipitação em áreas continentais no hemisfério Norte de 1951 a 1999.



De acordo com os pesquisadores, os aumentos induzidos pelo homem na emissão de gases que causam o efeito estufa contribuíram para o aumento nos eventos de precipitação pesada observados em cerca de dois terços das áreas analisadas.



Os resultados foram baseados na comparação de mudanças observadas e simuladas em modelos da precipitação extrema na última metade do século 20. Mudanças na precipitação projetadas pelos modelos – e, consequentemente, os impactos de mudanças futuras na precipitação extrema – podem ter sido subestimadas porque os modelos aparentemente subestimam o aumento observado na precipitação por causa do aquecimento”, destacaram os autores.



No outro estudo, Pardeep Pall, da Universidade Oxford, e colegas centraram nas enchentes ocorridas no Reino Unido em outubro e novembro de 2000, o outono mais úmido na Inglaterra e no País de Gales desde 1766, quando os registros começaram a ser feitos.



Os cientistas produziram milhares de simulações em computador para como deveria ter sido o tempo no período em questão, tanto em condições realísticas como caso não tivesse ocorrido qualquer emissão de gás estufa.



O resultado é que, de cada três casos, em dois as simulações indicaram que as emissões antropogênicas no século 20 aumentaram o risco de enchentes nos dois países em mais de 90%.



Entretanto, os pesquisadores ressaltam que ainda não se conhece com exatidão a magnitude da contribuição humana aos eventos extremos e que mais estudos são necessários para aumentar o conhecimento no tema.



Os artigos Human contribution to more-intense precipitation extremes (doi:10.1038/nature09763), de Seung-Ki Min e outros, e Anthropogenic greenhouse gas contribution to flood risk in England and Wales in autumn 2000 (doi:10.1038/nature09762), de Pardeep Pall e outros, podem ser lidos por assinantes da Nature em www.nature.com.





POLUIÇÃO INDUZ MUTAÇÃO...COMEÇA COM OS PEIXES...

Poluição induz mutação


18/2/2011

Autoria e fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13476/poluicao-induz-mutacao.htm



Estudo na Science destaca a primeira demonstração de um mecanismo de mutação e adaptação a poluentes em vertebrados. Peixes mutantes proliferaram no rio Hudson (divulgação)





Agência FAPESP – Durante três décadas, de 1947 a 1976, duas fábricas de uma multinacional jogaram um total estimado de 600 mil quilos de bifenilas policloradas (PCB), compostos organoclorados sintéticos considerados entre os poluentes com maior biotoxicidade, no rio Hudson, em Nova York.



O resultado foi o acúmulo do composto cancerígeno em um peixe local, o Microgadus tomcod, da família do bacalhau, em níveis nunca vistos em populações naturais. O surpreendente é que o peixe não sumiu da área afetada, mas proliferou a ponto de hoje ser encontrado em grandes populações.



O motivo é que o excesso de PCB induziu a um tipo de mutação que levou o peixe a evoluir para poder resistir à grande quantidade de toxinas presente na água, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (18/2) no site da revista Science.



Esse tipo de resposta é conhecido em insetos, que desenvolvem resistência a certos pesticidas, e em bactérias, que passam a resistir a antibióticos. “Mas essa é a primeira demonstração de um mecanismo de resistência em uma população de vertebrados”, disse Isaac Wirgin, do Departamento de Medicina Ambiental da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, que liderou o estudo.



Como Wirgin e colegas sabiam que o receptor de arilhidrocarbono (AHR2) regula os efeitos tóxicos do PCB em peixes, eles analisaram exemplares do M. tomcod para observar de que forma o receptor havia sido afetado.



O grupo verificou que esses peixes do rio Hudson e de áreas próximas tinham quatro mutações distintas no gene AHR2 que não eram comuns em outras populações da mesma espécie em áreas não contaminadas.



Segundo os pesquisadores, essas mutações parecem prejudicar a capacidade da AHR2 de se ligar a certas substâncias tóxicas presentes na água.



Os cientistas sugerem que os peixes no rio Hudson passaram por uma rápida evolução, alterando a AHR2 em um período curto de tempo, de modo a desenvolver resistência aos PCBs que infestaram seu habitat.



Embora o peixe tenha superado a poluição no rio, o resultado não foi tão bom para seus predadores ou o homem. “O M. tomcod sobreviveu, mas ele ainda acumula PCB em seu corpo e passa a substância para qualquer outro que o coma”, disse Mark Hahm, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, outro autor do estudo. Ou seja, apesar de o peixe ter resistido e proliferado, a pesca está fora de questão.



O artigo Mechanistic Basis of Resistance to PCBs in Atlantic Tomcod from the Hudson River (doi: 10.1126/science.1197296), de Isaac Wirgin e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencexpress.org.





COPA 2014 & PARQUES

Concessão Turística terá minuta de Edital até março de 2011



Qui, 17 de Fevereiro de 2011 18:30
 
 
Autoria e fonte: http://manoreporter.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4006:concessao-turistica-tera-minuta-de-edital-ate-marco-de-2011&catid=55:diet-fitness&Itemid=414
 
 
O documento estará disponível ate o final do mês de março no site dos dois órgãos recebendo as contribuições da sociedade em geral. A ação vai permitir que empreendedores invistam na infraestrutura dos Parques Estaduais, com o objetivo de estruturar as áreas protegidas para receber os turistas na Copa de 2014. A titular da SDS, Nádia Ferreira, e o diretor executivo da Amazonastur, Nicholas Carvalho, assinaram o documento durante a realização do Fórum Estadual de Turismo. O GT tem o desafio de no prazo de 40 dias apresentar a minuta do edital.





“É uma iniciativa inédita no Estado, dada a condição do amadurecimento das ações ambientais locais. Estamos alinhados dentro da política pública do Governo Federal, que também está adaptando seus parques para a Copa de 2014. Todo o processo tem uma série critérios, avaliação de atrativos, que já possuem um segmento turístico até informal”, declara a titular da SDS, Nádia Ferreira.







Desde 2009, a SDS por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), em parceria com a Amazonastur, já trabalha com foco em incentivar o turismo em Unidades de Conservação. Inicialmente, prevêem-se adequação em quatro unidades de conservação localizadas no Rio Negro: Parque Estadual do Rio Negro (Setor Norte e Sul), Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Esquerda do Rio Negro. Outras unidades também já foram definidas: APA Tarumã Mirim/Tarumã Açu, Parque Estadual Sumaúma, APA Caverna do Maroaga e Floresta Rio Urubu.







Foram utilizados para escolha das áreas os seguintes critérios: as comunidades já envolvidas com visitação pública; a existência de infraestrutura de visitação; atratividade turística da comunidade; e a existência de projetos de parceria entre comunidade e instituição governamental ou não governamental.



Estudo Green City Index, Siemens: Singapura é a cidade mais verde da Ásia

Estudo Green City Index, Siemens: Singapura é a cidade mais verde da Ásia

Publicado em 17 de February de 2011.

http://www.greensavers.pt/2011/02/17/estudo-green-city-index-siemens-singapura-e-a-cidade-mais-verde-da-asia/
 
 
A cidade de Singapura é a mais verde de toda a Ásia, de acordo com o Green City Index, estudo desenvolvido pelo Economist Intelligence Unit para a Siemens.



O estudo analisou a sustentabilidade ambiental de 22 das principais cidades asiáticas e concluiu que a cidade de Singapura se destaca nos ambiciosos objectivos ambientais e a sua eficiência em atingi-los.



“Noutras cidades asiáticas, por outro lado, a notoriedade ambiental e a iniciativas de protecção climática estão a ter um papel cada vez mais importante”, afirma o estudo.



Bem classificadas no estudo ficaram também Hong Kong, Osaka, Seul, Taipe, Tóquio e Yokohama.



Num terceiro nível intermédio encontramos as cidades de Pequim, Banguecoque, Nova Deli, Jacarta, Guangzhou, Kuala Lumpur, Nanjing, Wuhan e Xangai.



Numa perspectiva menos sustentável aparecem as cidades de Bangalore, Kolkata, Hanói, Manila e Bombaim, sendo que Carachi fecha o ranking.



Tal como os restantes Green City Index, o asiático examina a performance ambiental das 22 maiores cidades asiáticas em oito categorias: energia e CO2, utilização de solo e edifícios, transportes, resíduos, água, saneamento, qualidade do ar e governance ambiental.



Entre as conclusões positivas do estudo estão aspectos como o aumento da atenção para com temas relacionados com o ambiente, emissões anuais de CO2 menores que as europeias, por exemplo, e uma menor produção de resíduos (375 quilos per capita/ano, contra 465 kgs na América Latina e 511 na Europa).



Ainda assim, as metrópoles asiáticas ainda têm muito que fazer para acompanhar as suas congéneres sul-americanas, por exemplo, no que toca às energias renováveis. Assim, apenas 11% do total de electricidade gerada nestas 22 cidades provém de renováveis – na América Latina esta percentagem é de 64%.



Saiba tudo sobre o Green City Index neste link.



Os maiores desafios do continente asiático vêm da crescente urbanização, que terá um impacto substancial nas infra-estruturas: mais habitantes significa mais energia, água potável, transportes e casas energeticamente eficientes.



De acordo com o Banco de Desenvolvimento Asiático, para responder a esta tendência as cidades asiáticas terão de construir 20 mil novas casas, 250 quilómetros de estradas, novas infra-estruturas para transportes e garantir seis milhões de litros de água potável adicional. Tudo numa base diária!



“A batalha contra as mudanças climáticas será decidida nas cidades. Isto aplica-se à Ásia mais do que a qualquer outra parte do globo. Mas apenas nas cidades verdes valerá a pena viver no longo prazo”, explicou Barbara Kux, chief sustainability officer da Siemens.



O Green City Index arrancou em 2009, com o estudo sobre a sustentabilidade urbana na Europa, onde saiu vencedora a cidade de Copenhaga, na Dinamarca.



No ano passado o estudo chegou à América Latina e galardoou Curitiba, no Brasil. De acordo com a Siemens, o estudo vai agora “visitar” outras partes do globo.


Confirmados estão já um estudo que analisará as cidades africanas e outro que terá como ponto de partida as cidades alemãs.



Abav e Sebrae têm 200 vagas para educação à distância - gratuitas

Abav e Sebrae têm 200 vagas para educação à distância


Publicada em 17/2/2011 12:40:00

Fonte: http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/agencias-de-viagens/abav-e-sebrae-tem-200-vagas-para-educacao-a-distancia_65564.html


A partir de amanhã, dia 18, o Proagência – um convênio da Abav com o Sebrae Nacional – oferece vagas para os cursos de Educação à Distância “Gestão de Roteiros no Turismo Receptivo” e “Gestão de Empresas de Agenciamento e Operações Turísticas”.



O curso “Gestão de Roteiros no Turismo Receptivo” visa consolidar os profissionais como operadores de Receptivo tendo como foco a criação de roteiros turísticos locais, individuais ou em grupos. Também vai mostrar aos participantes formas de valorizar os atrativos turísticos do local e zelar pelas questões relacionadas à sustentabilidade do destino. É direcionado a operadores e agentes de viagens e será ministrado pelo consultor Carlos Silvério ao longo de três semanas, com carga horária de 20h.



Já o “Gestão de Empresas de Agenciamento e Operações Turísticas” irá ensinar como gerenciar a empresa de maneira eficiente, adequando-se aos desafios do mercado de maneira otimizada, direcionando objetivamente a estratégia de vendas da empresa e garantindo sustentabilidade econômica, mantendo-se dentro do planejamento financeiro anual. É direcionado a gestores de agências de viagens, ministrado pelo tutor Victor Lamas, com carga horária de 35h desenvolvidas ao longo de cinco semanas.



Para este ano já estão previstas cinco novas turmas, duas em março e três em abril. Para participar do método de Educação à Distância, é necessário que o aluno possua disponibilidade de dedicação diária de uma a duas horas e tenha internet banda larga. As atividades são disponibilizadas através de plataformas de estudos onde o aluno acessa o conteúdo programático e pode participar de chats e bate-papo com o professor e outros alunos.



Após o processo de seleção, que inclui critérios como ser agente de viagens, um agente de viagens por empresa em cada turma e 50% das vagas reservadas para abavianos, todos os alunos inscritos serão comunicados sobre o início das turmas, ambas previstas para começar em 21 de março.



As inscrições são gratuitas e ocorrem de 18 de fevereiro a 04 de março no Portal da ABAV (www.abav.com.br).

Chile: Grupo de arquitetos projeta prédio que purifica água de rio poluído e parques suspensos.

Grupo de arquitetos projeta prédio que purifica água de rio poluído


Postado em 17/02/2011 ás 11h52

Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2041
 
 
 
O arranha-céu não apenas fornece espaço para empreendimentos habitacionais e comerciais, mas filtra a água do rio Mapocho que flui através de seus níveis mais baixos. (Imagem:Divulgação)


O arranha-céu projetado por Víctor Alegría Corona, Enzo Córdova Rivano, Alejandro Cortés Abrigo, Thomas Fell Rubio, e Javier Moya Ortiz, pretende filtrar as águas poluídas do Rio Mapocho no Chile. A intenção é colocar o arranha-céu diretamente no rio, que flui através de Santiago.



Os cinco estudantes de arquitetura da Universidade do Chile projetaram uma estrutura moderna, parecida com um favo de mel que, não apenas fornece espaço para empreendimentos habitacionais e comerciais, mas filtra a água que flui através de seus níveis mais baixos.



O projeto foi inscrito no concurso internacional Skycraper Competition 2010, realizado pela revista Evolo. Apesar de não terem ganho a competição, os estudantes compartilharam-na com a “Plataforma Arquitetura” que quis valorizar o trabalho realizado por eles, através do desenho ousado, inovador e a ideia de purificar as águas do rio.



Mapocho é um elemento geográfico estruturador da cidade, presente na memória dos habitantes como o rio mais importante de Santiago, desenvolvendo lugares emblemáticos ao longo de suas margens. No entanto, em suas épocas de cheias, no inverno, ocorrem problemas de alagamento e inundações das quais vêm diminuindo ao longo dos anos em um processo contínuo de habitação de seus bancos e obras de mitigação.



A poluição do rio sujo manifesta problemas em toda a capital, conforme analisado pelos estudantes. Assim, quando o tenebroso rio atinge o arranha-céu, redes de filamentos microscópicos captam, retêm e limpam a água por capilaridade, e a estrutura continua horizontalmente criando um gigante "L", com formas poligonais para manter a vegetação; então a área funciona como uma lagoa. Esta zona úmida artificial completa o processo de decantação e fitorremediação, fazendo a limpeza do rio e da cidade simultaneamente.


Os arquitetos pretendem construir um parque para comemorar o ambiente restaurado, com as águas do rio purificadas. Isto permitiria revitalizá-lo como elemento fundamental da geografia e paisagem da cidade, proporcionando novos espaços de lazer aos habitantes. O local também será usado para atividades educacionais como agricultura urbana, reciclagem e compostagem.



O edifício inteiro é uma soma de células individuais, o que permite uma melhor ventilação e cria um espaço para admirar o rio limpo e os arredores de Santiago em uma espécie de mirante. A posição do prédio em um rio com novas zonas úmidas adjacentes oferece o benefício adicional de um clima agradável para os moradores. A estrutura permite a passagem de água pela construção, proporcionando novas perspectivas de espaço e cria uma simbiose entre o rio e o edifício, trazendo o verde para o vertical e definindo novos paradigmas entre o natural e o construído.



A água cria lagoas horizontais e verticais que permitem refrescar a atmosfera e gerar microclimas em todo o edifício, permitindo também o crescimento da flora nativa e o desenvolvimento de pequenos animais.



De acordo com os estudantes, isso trarátoda uma nova dinâmica para os arranha-céus do centro da cidade. Por limpar continuamente o recurso mais precioso da cidade, esta estrutura servirá à comunidade ao longo de sua vida.



Redação CicloVivo




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vigilância em parques de Porto Alegre é reforçada com 25 novas câmeras

Vigilância em parques da Capital é reforçada com 25 novas câmeras

Prefeitura concluiu instalação de equipamentos nesta quinta-feira


 
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana concluiu nesta quinta-feira a instalação de 25 câmeras de monitoramento que farão a vigilância em praças e parques de Porto Alegre, além da orla do Guaíba. A previsão é de que elas sejam colocadas em funcionamento dentro de 15 dias, conforme o secretário Nereu D’Avila.



O sistema de videomonitoramento, que será operado pela Guarda Municipal, tem como objetivo inibir furtos e roubos em nove locais da cidade, além de coibir pichações.



— Instalamos uma das câmeras na área da Usina do Gasômetro onde havia um ponto cego. Ali, o monitoramento poderia ter evitado, por exemplo, a ação de pichadores que atacaram a chaminé da Usina recentemente — afirma D'Avila.



No Laçador, na entrada da Capital, a câmera já opera de forma experimental. As outras 24 serão entrarão em funcionamento assim que a sala de monitoramento for ativada. Segundo o secretário, ainda falta estabelecer a ligação com a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa), responsável por gerar as imagens.



Transmitidas por redes de fibra óptica, as imagens das câmeras serão enviadas em tempo real para a nova sede da secretaria e da Guarda Municipal, na Avenida Padre Cacique. O Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) da Brigada Militar, que funciona na Secretaria da Segurança Pública, na Rua Voluntários da Pátria, também terá acesso ao sistema.



Cada câmera custou cerca de R$ 7 mil. No total, segundo D'Avila, foram gastos no projeto cerca de R$ 600 mil, investidos pela prefeitura, com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal.



ZERO HORA








NENHUM A MENOS

Nenhum a menos



Autor: Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho


16/02/2011


Filme feito recentemente na China mostra a persistência de uma professora camponesa em apoiar o crescimento pessoal de cada um de seus pequenos alunos. Cada um, nenhum a menos, e para isto ela usa as alavancas que tem para mover o seu mundinho na aldeia e nos locais mais distantes onde julga poder ajudá-los.



É este o estado de espírito que devem ter aqueles que no executivo, judiciário, legislativo e em posições da sociedade civil podem agir/ colaborar para enfrentar/ superar as dificuldades do dia-a-dia dos habitantes de uma cidade.



Isto é particularmente complexo quando uma cidade é ao mesmo tempo um país, coexistindo em vasos comunicantes com o conjunto da nação e até do mundo. Quero falar de São Paulo e dos nossos problemas com eventos climáticos extremos, chuvas, inundações e desabamentos.



Mesmo um comentário breve sobre isto é obrigado a tratar de aquecimento global, obras e outras políticas públicas para áreas de risco. Em relação às mudanças climáticas, é certo que não se pode ligar os temporais dos últimos anos mecanicamente ao aquecimento global, mas é certo também que eventos deste tipo serão cada vez mais freqüentes com a atual tendência de subida da temperatura.



São Paulo está agindo desde 2005 como uma cidade consciente de suas obrigações neste drama. Já iniciou o seu processo de redução de emissões de gases de efeito estufa (energia, transporte, lixo). Teve a primeira lei climática aprovada no País em junho de 2009. Tem seu comitê climático ativo e está consciente de que é preciso atuar também no capitulo adaptação para preparar a cidade para possíveis desastres climáticos.



Em relação a obras e outras políticas públicas mais diretamente ligadas à drenagem e ao combate às enchentes, também é possível ver que a administração municipal está ativa. Trabalhando com o governo estadual em obras estruturais demaior vulto nos principais rios, na construção e na manutenção dos reservatórios artificiais, na ampliação de rede de saneamento básico.



Também com a Sabesp, 100 dos 400 córregos da cidade foram saneados pelo Programa Córrego Limpo. A Operação Defesa das Águas desde 2005 sistematicamente tem impedido novas ocupações em áreas de mananciais, de risco e em Áreas de Proteção Permanente (APPs) e desenvolvido programas habitacionais que compensem as 6.000 invasões novas que foram removidas neste período.



Iniciado em 2007, o Programa de Parques Lineares está atuando em 30 áreas de várzeas. Dez delas já estão em uso pela população e outras vinte em andamento vão colaborar no combate às enchentes e oferecer novas áreas de lazer no entorno. Os parques resgatam o papel dos fundos de vale como parte do sistema de drenagem natural acrescentando-lhes função social.



O programa de dotar a cidade de 100 parques municipais até o ano de 2012 (eram 34 em 2004 e hoje já são 77 distribuídos de forma mais equilibrada pela cidade), o programa de arborização (já são 1 milhão de novas árvores plantadas), a exigência de implantação de calçadas verdes e a preservação de 20% de área natural nas novas obras públicas e privadas promovem o aumento da permeabilidade na cidade.



Programas habitacionais como a urbanização de favelas seguem um ritmo acelerado. A manutenção de famílias com um auxilio social de aluguel já apoiou mais de 20.000 delas neste período.



O importante conceito da cidade compacta foi adotado pelo planejamento urbano municipal e está orientando as novas Operações Urbanas de forma que a população, os mais pobres ou classe média, volte a ocupar de forma sustentável o centro e o centro expandido, deixando assim de pressionar as áreas frágeis ambientais da periferia urbana (mananciais, Cantareira, várzeas etc).



De todas estas políticas se destaca a retomada da implantação do Parque Linear das Várzeas do Tietê, obrigação ambiental pela reforma nas avenidas/estradas marginais, daquele rio. Será o maior parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 quilômetros quadrados de área, acompanhando o traçado do Rio Tietê desde sua nascente, em Salesópolis, até a barragem da Penha, em São Paulo. É hoje o maior projeto de adaptação e combate às enchentes em andamento no País. O primeiro núcleo do parque, localizado na cidade de São Paulo, já está implantado.



Porém, o mais urgente não é nada disto, que dará frutos muito mais em médio e longo prazo. Neste momento, o decisivo é tratar as áreas de risco de desabamentos e enchentes que ameaçam as vidas das pessoas que moram nestes locais. Esta é a prioridade zero.



A cidade está se movendo. A Operação Defesa das Águas na prevenção, os programas habitacionais na correção. No total mais de 30.000 famílias já foram atendidas neste período.



Agora, porém, temos um novo estudo, pela primeira vez feito em toda cidade, de mapeamento das áreas de risco, que foram classificadas como de baixo, médio, alto e muito alto riscos. É aí que a Prefeitura, com ajuda de todos, deve se concentrar. É claro que alagamentos na Av. 23 de Maio ou nas Marginais dos Rios Pinheiros ou Tietê são prejuízos econômicos e sociais para a cidade que devem ser eliminados em médio e longo prazos, porém nosso foco, nossa obrigação no momento, é não deixar que morram pessoas em enchentes ou desabamentos. Este deve ser nosso indicador máximo no momento. Quantos morreram em 2009, 2010? Quantos são os óbitos em 2011? Nossa luta deve ser para tentar zerar estas perdas.



As enchentes talvez sejam resolvidas em médio prazo corrigindo erros do passado e do presente na nossa urbanização. As vidas perdidas são definitivas e não devemos nos conformar com nenhuma vida a menos por este motivo na nossa cidade.



Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, é Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.
Filiado ao Partido Verde desde 2003, Eduardo Jorge, 55 anos, é médico sanitarista da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Nascido em Salvador, Bahia, é casado e pai de seis filhos. É co-autor da legislação constitucional da área da seguridade social (previdência, assistência social e saúde) e autor ou co-autor de leis federais, como a de regulamentação do planejamento familiar e da esterilização voluntária; da produção de medicamentos genéricos; da lei orgânica da assistência social; da vinculação de recursos orçamentários para o SUS e da restrição ao uso do amianto. Deixou, ainda, outros projetos em tramitação no Congresso, como a emenda constitucional que propõe o regime parlamentarista para o Brasil.


Principais cargos:

- Secretário de saúde do município de São Paulo no governo de Luiza Erundina, de 1989 a 1990, e no início da Prefeitura de Marta Suplicy, de 2001 a 2002.

- Deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1987 a 2002.

- Deputado estadual, eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1982 a 1986.







Curso gratuito em maio: "Quanta Energia!" no SESC Itaquera. Restam poucas vagas.

Curso "QUANTA ENERGIA!"  Também em maio, o 2º curso!




Em maio o Núcleo Integrado de Educação e Gestão Ambiental  -Programação - SESC Itaquera estará promovendo o curso  "Quanta Energia!".


Este curso é voltado para professores do Ensino Fundamental II e Médio com o intuito de capacitá-los a trabalhar o tema "Energia" com seus alunos de maneira bem ampla, trazendo reflexões sobre hábitos e impactos.

Serão apresentados experimentos, dinâmicas e outras formas de abordagem do tema , haverá um momento para auxiliar o educador na elaboração de projetos.




Local: SESC Itaquera (Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000)

Horário: das 10h às 17h.

Inscrições gratuitas: Central de atendimento (2523-9326 ou 2523-9309)



O "Quanta Energia!" é uma capacitação para educadores que discutirá o tema Energia fomentando a curiosidade, a investigação e a exploração de uma série de possibilidades teóricas e práticas de abordagem transversal deste tema. Tem por objetivo envolver professores e alunos na construção de uma nova cultura de relacionamento com o meio e auxiliar a elaboração de projetos.




Datas: 14, 21 e 28 de maio das 10h às 17h na Sala dos Benfeitores da Natureza - SESC Itaquera.



A participação é gratuita, e nós emitimos um certificado que é validado pela prefeitura de São Paulo.



Os interessados podem se inscrever através do meu e-mail ( caroline@itaquera.sescsp.org.br), enviando o nome completo, telefone, RG e endereço e e-mail.

Ou então podem fazer a pré-inscrição pelo site www.sescsp.org.br .



Maiores informações:

Caroline Almeida

Núcleo Integrado de Educação e Gestão Ambiental

Programação - SESC Itaquera

e-mail: caroline@itaquera.sescsp.org.br

( (11) 2523-9324; Fax (11) 2523-9306

+ Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Itaquera -SP Cep: 08265-045

Itália: Ponte abandonada recebe projecto de edifício sustentável

Itália: Ponte abandonada recebe projecto de edifício sustentável

 Publicado em 16 de February de 2011.



Autoria e fonte: http://www.greensavers.pt/2011/02/16/italia-ponte-abandonada-recebe-projecto-de-edificio-sustentavel/


Um projecto arquitectónico da dupla francesa Phillippe Rizzotti e da Off Architecture quer transformar uma ponte que será brevemente desactivada, em Reggio Calabria, Itália, num condomínio sustentável.



O projecto foi desenvolvido para um concurso internacional de ideias promovido pela própria província italiana, que desafiou os designers a reimaginar uma nova solução sustentável para a ponte.



De acordo com o Inhabitat, a proposta transforma a ponte num condomínio vertical, injectando uma comunidade sustentável numa zona rural e sem o respectivo impacto ambiental. “Um excelente design e a verticalidade das casas permite ter privacidade e uma grande vista”, explica o site.



O júri considerou a inovação, estética, impacto social, económico e ambiental da proposta e escolheu a proposta francesa, que arrecadou 20 mil euros pelo conceito.



Paralelamente, todo o projecto se auto-sustenta: um projecto de energia geotérmica e um gerador irão providenciar electricidade limpa e local, enquanto a água da chuva será recolhida em tanques e filtrada para suprir as necessidades domésticas, através de um sistema de distribuição centralizado e aquecido. Finalmente, também as águas cinzentas serão filtradas e reutilizadas.



O concurso Solar Park South tem como objectivo encontrar estratégias de design verde inovadoras, radicais na sua abordagem e ambientalmente correctas.



Veja mais fotos do projecto no site Inhabitat.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Força tarefa para parques sustentáveis...em Nova York

New York City’s “Greenest” Launches New Sustainable Parks Task Force

Volume XXV, Number 5349
Monday, Feb 14, 2011
The Daily Plant



New Yorkers are fond of superlatives. It’s commonly said that the Police Department is New York City’s “finest”, the Fire Department is New York’s “bravest,” and the Sanitation Department is the “strongest.” At the Parks Department, we are quickly earning our reputation as New York City’s “greenest.”



We have pushed high performance urban park design and construction to new heights with our publication of the High Performance Landscape Guidelines, created innovative management techniques for our natural resources, and are engaging in cutting-edge practices to reduce our fuel and energy consumption.



The ideas and inspiration for going green have come from thousands of employees across the agency, from park designers to maintenance and operations staff. This widespread enthusiasm and commitment to the environment has led to the creation of a new agency division called Sustainable Parks.



The Sustainable Parks Task Force was formed in 2010 to bring together employees across the New York City Parks Department to advance green initiatives related to 21st century park design and construction, innovative natural resource management, and the reduction of fuel, energy, and materials consumption. Through agency-wide education programs and the quarterly release of a sustainability plan, Sustainable Parks will reduce the agency’s carbon footprint and enhance the current and future livability of New York City.



What is sustainability? Sustainability can be defined in several ways. It includes a commitment to social, economic and environmental factors that help ensure long-term survival and a sustained quality of life. Most importantly, it means to think about the impact our actions have on the environment, on the economy and on future generations.



Many Parks employees from across the agency have already contributed to the Sustainable Parks Task Force. Several Parkies submitted names for the task force (the task force ultimately voted on Sustainable Parks as the winning name – Kudos to Vickie Karp and Susan Kornacki, co-creators of the name). Other Parkies have volunteered to take time out of their daily work routines to participate in one of the task force’s six working groups: metrics, training and education, capital, public recycling, leaf composting and communications. The working groups are open to all employees interested in getting involved. Sustainable Parks encourages all Parks employees to contact the working group co-chairs to join a group, offer green ideas, or find out more information. You can also e-mail any sustainability questions to sustainableparks@parks.nyc.gov.



Metrics Working Group:

Jackie Lu, Forestry and Horticulture

Mike Mintz, Management and Budget

Jun Lee, Operations and Management Planning

James Greenan, Information Technology

1) Develop indicators related to Water, Material resources, Fuel/Energy, and Green Partnerships to measure existing and new initiatives.



Training and Education Working Group:

Bonnie McGuire, Urban Park Rangers

Sara Levine, Personnel

Annette Ben-Habib, 5-Boro Technical Services

1) Develop and implement comprehensive sustainability training programs for all employees.

2) Identify the agency’s internal and external resources to develop training curriculums.

3) Identifying point people at facilities and in districts across the agency to support Sustainable Parks initiatives and provide education.



Public Recycling Working Group:

Julie Raskin, Management and Budget

Mahanth Joishy, Citywide Operations

Jill Weber, Rockaway Park Administrator

1) Expand public recycling to 200 sites by 2013.

2) Expand event recycling.

3) Incorporate recycling bins into Capital procurement.



Capital Working Group:

Nette Compton, Senior Project Manager

Jeremy Barrick, Capital Arborist

1) Document and compile sustainable specs and details.

2) Create sustainable design checklist.

3) Analyze Capital process to identify obstacles and solutions.



Leaf Composting Working Group:

Ronnit Bendavid-Val, Horticulture

1) Install an O2 composter in each borough, to produce approx. 300 cubic yards annually, which will provide the boroughs with an on-hand supply year-round.

2) Create a system for horticulture staff (Gardeners & Assistant Gardeners) to have ongoing communication to encourage and support their smaller on-site composting.



Communications Working Group:

David Barker, Sustainability Initiatives

Jesslyn Moser/Trish Bertuccio, Press Office

1) Promotion/Reminders/Guidance about going green through bulletins and competitions.

2) Launch Green Pledges campaign for all employees to commit to “one thing that’s green.”

3) Release first version of the Sustainable Parks plan by late spring/summer 2011.





QUOTATION FOR THE DAY



“When you have seen as much of life as I have,

you will not underestimate the power of obsessive love.”

Harry Potter and the Half-Blood Prince





Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade

Grupo cria Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade


Autor: Publicado por Marcos Pili Palácios
em 15 de fevereiro, 2011
Além de proporcionar a troca de conhecimento e capacitar pessoas, um dos primeiros projetos é fazer o levantamento de cargos e níveis salariais dos profissionais, em parceria com uma grande consultoria



Com o objetivo de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa, cidadania corporativa, investimento social privado, entre outras denominações, acaba de nascer a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

“A entidade vai levar sempre em conta a articulação intersetorial que promova a troca de experiências entre os profissionais, a contribuição na formação do profissional e a disseminação de conhecimento sobre a área, na área ou em áreas afins”, diz Marcus Nakagawa, consultor em educação para sustentabilidade e gestão para o terceiro setor que, com os inputs de seus colegas, idealizou da Associação.



Com base nessas premissas, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade tem como visão ser referência como um movimento de pessoas que influenciam decisivamente na promoção de condições justas, inclusivas e sustentáveis nas relações dos seres humanos com o meio em que estão inseridos, sempre baseados na ética, respeito, coerência, comprometimento e equilíbrio, complementa o grupo.



Hoje a Associação possui um grupo gestor de 20 pessoas que voluntariamente desenvolvem atividades compartilhadas. Dentro deste, há outros três Grupos de Trabalho. O Grupo de Trabalho de estruturação e planejamento organizacional facilitou a criação da missão, visão e objetivos da Associação. Este grupo também está trabalhando na estruturação funcional da organização.



O Grupo de Trabalho focado em Gestão do Conhecimento desenvolverá ações visando o compartilhamento e a produção de conhecimento entre os profissionais. O conhecimento será organizado, sistematizado e divulgado entre as pessoas. O evento de lançamento da Associação por meio do debate, por exemplo, já é uma iniciativa que visa compartilhar e estimular a troca e desenvolvimento de conhecimento que, mais adiante, deve ser disponibilizado para todos os associados. Outro projeto deste grupo é uma pesquisa salarial dos profissionais que será realizada em parceria com uma grande consultoria.



Já o Grupo de Trabalho de Comunicação visa à mobilização e o trabalho em redes dos associados. Hoje, a Associação tem um grupo no Linkedin, com o Título Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade






De acordo com os integrantes da Associação, o setor ainda não está bem estruturado. Os grupos organizacionais estão experimentando um momento intenso de mudanças que, dependendo da cultura, valoriza mais ou menos o profissional que atua em sustentabilidade. Hoje, muitas empresas que contratam executivos desta área têm dificuldades de nomenclatura e descrição de cargos e os valores dos salários são muito desiguais e sem base comparativa. Dessa forma, a Associação vem ao encontro dos interesses desses profissionais, que poderão fortalecer ainda mais o mercado em que atuam.



Para o lançamento, será promovido o debate Quem é o Profissional da Sustentabilidade?, que contará com a presença de Maria Luiza Pinto (Santander) e Martin Bernard (Panelli Motta Cabrera & Associados) e terá como mediadora a jornalista Ana Luiza Herzog, responsável pelo Guia Exame de Sustentabilidade. As vagas são limitadas.



Primeira creche sustentável de São Paulo

Primeira creche sustentável de São Paulo


Economia e aprendizado numa tacada só. Essa é a idéia da primeira creche sustentável de São Paulo.
Com uso de materiais reciclados, o novo espaço público busca ensinar às crianças que quem respeita o meio ambiente sempre sai ganhando... Inclusive no bolso!

Fonte: Jornal daTV Gazeta
Repórter: Sabrina Pires



http://www.youtube.com/watch?v=8SGU5zV9rtU




"Greenovate": inovação sustentável. As melhores ideias são verdes

As melhores ideias são verdes



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Fonte: http://www.amanha.com.br/home-internas/1486-as-melhores-ideias-sao-verdes

Autor: Pedro Pereira




A busca de produtos e serviços sustentáveis está se tornando um poderoso gatilho de inovação corporativa, avisa especialista

 


A sustentabilidade é a nova fronteira da inovação. Cada vez mais, as empresas encontrarão oportunidades no desenvolvimento de produtos e serviços que geram não só resultados financeiros, mas também benefícios sociais e ambientais. Essa foi a mensagem deixada pelo indo-americano Hitendra Patel, diretor do Center of Innovation, Excellence and Leadership (IXL Center), da Universidade de Cambridge, durante o evento de premiação das empresas que se destacaram no ranking “Campeãs de Inovação”, realizado na noite desta terça-feira, em Porto Alegre.



Durante a palestra “Greenovate”, Patel destacou que muitas companhias ao redor do mundo estão buscando oportunidades de inovação no atendimento de demandas relacionadas à sustentabilidade. Mas fez um alerta: “Vemos muitas empresas tentando parecer verdes, lançando campanhas onde dizem que estão reciclando, quando na verdade estão praticando greenwashing”, disse ele, referindo-se às empresas que lançam campanhas de marketing com grande alarde em torno de pequenos avanços ambientais. “Algumas delas querem diminuir seu lixo, mas não desenvolvem produtos perecíveis ou que possam ser reciclados. Há produtos que duram três ou seis meses”, apontou o pesquisador.



Segundo ele, as empresas estão se tornando globais em países como China e Índia. “No Brasil também. Mas, para se tornar global de fato, o Brasil terá de competir com empresas globais. É necessário jogar a Copa do Mundo, e não mais futebol em nível regional”, comparou. Patel também salientou que as ideias de nada adiantam se não derem o retorno que as empresas esperam. “Se você não gerar lucros, a empresa não vai aceitar sua ideia porque não estará ganhando dinheiro. Se o dinheiro não aparecer, o programa é cortado”, completou.



Patel fez questionamentos sobre hábitos comuns em qualquer país do mundo, como andar de carro e climatizar prédios. “Há lugares em que até sete pessoas utilizam o mesmo telefone celular. Em outros, várias casas usam a mesma tubulação”, relatou.



Patel afirma, ainda, que alcançar a inovação sustentável é um objetivo viável. Para demonstrar isso, cita o McDonald’s, que nos anos 90 aboliu o uso de isopor em suas embalagens, e o Carrefour, que determinou uma redução de 20% em todas as embalagens de seus produtos. A empresa de fast-food não comprometeu suas vendas e ainda pressionou concorrentes a tomarem medidas semelhantes. Já a rede de supermercados reduziu custos de transporte e otimizou o uso de suas prateleiras.





Após a palestra, as empresas mais inovadoras do sul do país foram agraciadas com o prêmio “Campeãs da Inovação”, desenvolvido pela Revista AMANHÃ em parceria com a consultoria Edusys.



Entre as 50 premiadas, dez se destacaram e ocuparam as primeiras posições no ranking:



1ª – Embraco (SC)

2ª – O Boticário (PR)

3ª – Intecnial (RS)

4ª – Semeato (RS)

5ª – Lactec (PR)

6ª – ALL (PR)

7ª – Altero (RS)

8ª – Grendene (RS)

9ª – Grupo Randon (RS)

10ª – Springer Carrier (RS)



O que une o Cairo, Davos e Dacar?

O que une o Cairo, Davos e Dacar?


Texto publicado em 15 de Fevereiro de 2011 - 16h40

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=40787

Por Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos





Não alcançaremos a sustentabilidade se olharmos apenas para as questões ambientais, sem nos preocuparmos com as dimensões política e social.



No cotidiano das empresas e do país, observa-se o risco de um olhar mais voltado para as questões ambientais. Chega-se muitas vezes a reduzir o conceito “sustentabilidade” a sinônimo de ações em favor do meio ambiente. Assim, é preciso reafirmar constantemente a certeza de que não alcançaremos a sustentabilidade de uma sociedade se não olharmos também para as dimensões política e social. O desafio que se coloca para governos, empresas e a sociedade civil é integrar e equilibrar ações nas áreas política, social e ambiental. Será um erro se houver a prevalência de uma dessas áreas sobre as demais.



Na verdade, as políticas de mitigação das mudanças climáticas devem estar integradas com a geração de emprego e com a redução da pobreza e da desigualdade social, evidenciando-se, ao mesmo tempo, a necessária participação política da sociedade, de maneira a aprimorar a democracia.



Por exemplo: de nada adiantaria o Egito tornar-se um modelo em ações ambientais quando abriga um regime autoritário e sem liberdade de expressão e mantém seus cidadãos numa condição social deplorável, com altas taxas de desemprego e elevado custo de vida, dificultando sua sobrevivência e a esperança de melhoria para as gerações futuras.



Por isso é importante que espaços de debate como Davos e Dacar, os quais têm por objetivo a construção de uma visão de futuro da sociedade, estejam cada vez mais atentos a essa abordagem integrada.



O encontro de Davos acabou no outro fim de semana (30/1). Lá, o foco esteve dirigido para as questões econômicas e, ao final, passou-se a mensagem de um certo alívio para 2011, graças à perspectiva de recuperação da economia americana e à pujança dos países emergentes. Caso não se incluam nesse cenário considerações de natureza social e ambiental, muitos governos e empresas poderão tomar decisões erradas, por desconsiderarem seus efeitos na sociedade.



Se quisermos limitar a análise a uma ótica puramente econômica, podemos afirmar que os problemas sociais e ambientais são responsáveis cada vez mais por demandar crescentes fatias do PIB dos países.



Qual é o custo gerado pelos problemas sociais que vive hoje o Egito? O aumento do petróleo, o impacto na economia de vários países, a redução do turismo e o intangível sofrimento das pessoas, que é o maior dos problemas.



Qual é o custo dos problemas ambientais para cada país? Há estudos que apontam para o investimento de recursos da ordem de 10% do PIB.



Qual é o custo da crise política gerada por uma ditadura? O ambiente de guerra civil que o Egito está vivendo hoje, por exemplo.



Qual é o custo de uma crise financeira? A de 2008 mudou a vida de muitos países e pessoas por causa das recessões que provocou. A economia mundial deixou de crescer por dois anos!



Davos acabou no outro fim de semana e, neste domingo (6/2), teve início seu contraponto: o Fórum Social Mundial (FSM), que ocorre em Dacar, no Senegal. O desafio ali é propor modelos de organização da sociedade que tenham como objetivo central o atendimento das necessidades humanas. A partir dessa premissa, o FSM tem levantado uma série de propostas para os governos, as empresas e a sociedade que podem contribuir para evitar alguns dos problemas que temos vivido. Vejamos algumas dessas propostas.



Na área financeira, retomou-se a ideia de se criar um imposto sobre transações financeiras globais, que ficou conhecido como Taxa Tobin. Além de possibilitar o estabelecimento de um grande fundo para soluções de problemas sociais, esse imposto permitiria um mapeamento da movimentação financeira mundial, o qual poderia ter evitado a especulação que deu origem à crise de 2008.



Na dimensão política, as ditaduras são sempre objeto de protestos e propostas de ações que induzam seu fim. Quanto à governança global, a idéia de um maior equilíbrio político entre os países ocupa sempre grande espaço da agenda do FSM. E na questão ambiental têm surgido assuntos instigantes, como a revolução azul (no mar), a revolução verde (na terra) e as novas formas de geração de energia.



O importante é podermos extrair desses fóruns, o de Davos e o de Dacar, o que de melhor eles oferecem. Precisamos estar abertos às suas provocações e tratar sem preconceitos as idéias que ali surgem. Elas podem servir como inspiração para que governos, empresas e a sociedade civil previnam e evitem problemas como os que temos vivenciado.







(Envolverde/Instituto Ethos)



Estudo do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada trata de geração de energia com sustentabilidade

Estudo do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
trata de geração de energia com sustentabilidade




Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011


Autoria e fonte: http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRVVONlUspFVTxmVhN2aKVVVB1TP


Comunicado mostra que cerca de metade da energia do país é proveniente de fontes poluentes


O Ipea divulgou na manhã desta terça-feira (15), o Comunicado do Ipea nº 77. Este é o primeiro de uma série dedicada ao meio ambiente, intitulada Sustentabilidade Ambiental no Brasil: biodiversidade, economia e bem-estar humano. O comunicado, com o tema Energia e Meio Ambiente, foi apresentado pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos, Antenor Lopes Filho e Albino Rodrigues.



Ao abrir o evento, Albino Rodrigues enfatizou o esforço do Ipea em se dedicar à pesquisas sobre o tema ambiental. “A sustentabilidade ambiental se mostra mais como uma oportunidade do que como uma restrição ao desenvolvimento”, disse o técnico. Quanto à pesquisa sobre energia e meio ambiente, Albino destaca sua importância para “ter subsídios para influir no debate que é inevitável e está nas mesas dos gestores”.



Em seguida, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa iniciou sua apresentação abordando o tema da oferta interna de energia do Brasil. Gesmar afirmou que a preocupação com o consumo sempre foi a prioridade dos governos, sendo a sustentabilidade ambiental uma preocupação que ganhou força nas últimas décadas.



“A melhor forma de se conciliar geração de energia e sustentabilidade ambiental é a gestão e a eficiência energética”, disse Gesmar. Por meio de gráficos, o técnico do Ipea demonstrou as diferentes fontes da oferta interna de energia, como petróleo, hidrelétricas e produtos da cana, entre outros. O petróleo e seus derivados respondem por cerca de 50% da oferta interna de energia no Brasil.



Os investimentos necessários em energia no Brasil para o período de 2010 a 2019 também foram apresentados. O estudo aponta que deve haver um investimento de cerca de 214 bilhões de reais em energia elétrica, cerca de 672 bilhões de reais em petróleo e gás e cerca de 66 bilhões de reais em energia proveniente de biocombustíveis líquidos.



“Como grande parte dos investimentos em energia no Brasil é feito com dinheiro público e a partir de empréstimos de bancos como o BNDES, espera-se que uma instituição como esta deva exigir que os investimentos estejam de acordo com uma maior eficiência energética e com a sustentabilidade ambiental”, concluiu Gesmar.



Energia eólica e solar



O técnico Antenor Lopes Filho apresentou, em seguida, a matriz energética brasileira, considerando as estruturas geradoras de energia em operação, em construção e a previsão da geração total futura.



Antenor destacou a energia eólica no Brasil como um tipo de geração que tem crescido muito no País. “Há dez anos, a energia eólica era uma coisa fora da realidade do País, era considerada muito cara e pouco eficiente. Porém, nos últimos anos, estamos vendo o surgimento de parques eólicos no Ceará e há projetos no Rio Grande do Sul e Bahia”, disse.



Em relação à energia solar, o técnico diz que seu uso é praticamente desprezível no Brasil. Porém Antenor destaca que é muito alto o custo ainda dessa tecnologia. “É curioso, mas no caso da energia solar, os custos sempre foram colocados como entraves à utilização dessa tecnologia, pois se pensava sempre no aspecto econômico”, afirma Antenor. Mas, o técnico do Ipea destaca que a exemplo da energia eólica, a tendência é que essa tecnologia seja mais utilizada no Brasil.



Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 77: Energia e meio ambiente no Brasil




Veja os gráficos da apresentação do Comunicado do Ipea nº 77




Próximos comunicados da série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano



17/2 – Biodiversidade (Brasília)



22/2 – Comércio internacional (Brasília)



23/2 – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL (Rio de Janeiro)



24/2 – Direito ambiental (São Paulo)







IPEA - EcoAgência