domingo, 25 de maio de 2014

Fontes alternativas de água...uma saída.

Meio ambiente

A falta de água em São Paulo tem solução?


Especialistas avaliam as possíveis maneiras para sair da crise e evitar que ela se repita no futuro

10/05/2014 - 19:55
Juliana Santos e Rita Loiola
Represa Jaguari, em Bragança Paulista, que faz parte do Sistema Cantareira. O nível de água do reservatório chegou a 9% da última semana
Represa Jaguari, em Bragança Paulista, que faz parte do Sistema Cantareira. O nível de água do reservatório chegou a 9% da última semana (Mariana Pekin)
A capacidade do Sistema Cantareira, reservatório que atende 9,8 milhões de paulistas – 8,4 milhões só na capital –, chegou a apenas um dígito pela primeira vez na história na última sexta-feira: 9,2%, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Um ano atrás, na mesma data, cerca de 60% do volume do sistema estava disponível. Para evitar a falta de água, a Sabesp iniciou, em março, obras que permitem a captação do chamado volume morto, porção de água que fica no fundo do reservatório, abaixo dos tubos que tiram a água e enviam para as estações de tratamento. Dezessete bombas de captação foram instaladas em março, a um custo de 80 milhões de reais, e, a partir de 15 de maio — segundo a Sabesp —, 200 dos 400 bilhões de litros que compõem o volume morto estarão disponíveis para uso.
A expectativa é que a água do volume morto garanta o abastecimento das regiões de São Paulo que dependem do Cantareira até outubro, quando inicia a estação de chuvas, e o nível do reservatório começa a subir. Para o plano dar certo, é preciso que o próximo verão seja diferente do último. Enquanto a média histórica de chuvas sobre o Sistema Cantareira é de 226,8 milímetros em dezembro, 259,9 em janeiro e 202,6 em fevereiro, em 2014 os valores registrados foram de 62,9 milímetros, 87,8 e 73,0, respectivamente. A queda abrupta, segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo, ocorreu devido a uma massa de ar seco na região durante o verão, que impediu a chegada de frentes frias vindas da América do Sul. "A previsão para a virada de 2014 para 2015 é de chuvas dentro da média. Se isso se concretizar, a situação do Sistema Cantareira deve se estabilizar novamente em 2016", afirma.
O governador do Estado, Geraldo Alckmin, anunciou para este semestre a aplicação de multas para quem aumentasse o consumo de água. Se aprovada, a medida vai se somar ao desconto de 30% para quem economizar ao menos 20%, em vigência desde fevereiro. "A razão desta situação em que São Paulo se encontra é a falta de planejamento", afirma Ivanildo Hespanhol, diretor do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra), da Universidade de São Paulo. Para ele, a forma como o Estado lida com o problema de abastecimento hídrico é atrasada. "Nós continuamos fazendo a mesma coisa que os romanos há 2.000 anos: trazendo a água de cada vez mais longe", critica.


Especialistas ouvidos pelo site de VEJA concordam que não existe uma saída única e rápida para o problema hídrico da metrópole. Ações que ajudam a evitar crises futuras demandam tempo e investimento, não apenas do governo, mas da sociedade como um todo. Confira a seguir análises sobre diversas possibilidades — algumas mais viáveis que outras — de soluções a curto e longo prazo para o abastecimento de São Paulo.

Rodízio de água — A possibilidade de um rodízio do abastecimento de água tem sido descartada pelas autoridades. Na visão dos especialistas, porém, caso a torneira seque antes que a água do volume morto entre no cano ou a água extraída dele não seja suficiente para abastecer a região até que as chuvas encham o reservatório novamente, a medida pode ser inevitável. Para Ivanildo Hespanhol, o rodízio deve ser realmente a última alternativa, porque prejudica a qualidade da água. Quando o abastecimento de uma tubulação é interrompido, a água continua sendo utilizada pela população até que o tubo se esvazie completamente. Esse mecanismo gera uma pressão negativa, que cria sucção dentro do tubo. "Como a rede apresenta trincas e vazamentos, acaba aspirando a carga poluidora do solo. Quando a água volta a percorrer esse túnel, leva as impurezas junto com ela", explica.
Redução da perda de água tratada — A perda de água tratada em São Paulo está em torno de 25%. Apesar de ser melhor do que a média brasileira — cerca de 40% — o índice ainda é considerado bem longe do ideal. Parte dessa perda se deve a vazamentos de tubulação, que muitas vezes acumulam décadas de uso, prejudicando o sistema. Um levantamento feito pela Sabesp mostrou que metade do sistema de abastecimento que atende bairros como Perdizes (Zona Oeste), Moema (Zona Sul), Tatuapé (Zona Leste) e Sé (Centro) tem mais de trinta anos de uso. Segundo especialistas, a tubulação de algumas regiões chega a sessenta anos. "O índice de perda tem que baixar para aproximadamente 10%, um desperdício dentro dos parâmetros internacionais", afirma João Luiz Brandão, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP).


O custo de localizar e reparar a rede é alto — é necessário quebrar o asfalto, interromper a circulação de veículos, trocar a tubulação e tapar o asfalto de novo —, de modo que sempre foi mais barato e fácil buscar água em outra fonte e continuar com os vazamentos. "Mas chegamos a um ponto em que não tem de onde trazer água. A alternativa mais barata não está mais disponível”, afirma Antônio Carlos Zuffo, professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



Mudança de hábitos culturais — Pensar que São Paulo é uma região com grande disponibilidade de recursos hídricos é um erro comum entre seus habitantes. Apesar de o Brasil deter 12% das reservas de água doce do planeta, a maior parte desses recursos encontra-se na região Norte do país. "A primeira coisa que a gente tem que fazer para reduzir o consumo de água é mudar a nossa cultura de abundância", afirma Hespanhol. E também é um equívoco acreditar que os grandes "ladrões" de água são a indústria ou a agricultura. “A parte de água de nossos reservatórios destinada à agricultura é irrelevante, apenas 3%. Para a indústria, vão outros 17% e os 80% restantes são de uso urbano”, diz José Carlos Mierzwa, professor do departamento de engenharia hidráulica e sanitária da Escola Politécnica da USP.



Por isso, o primeiro passo para a economia de água é a educação ambiental. Devem ser incentivados comportamentos simples, como tomar banhos mais rápidos e não lavar carros e calçadas com mangueiras. Outra iniciativa é trocar equipamentos hidráulicos nas residências por aqueles que consomem menos água — vasos sanitários são grandes vilões no consumo de água doméstico. As privadas mais antigas foram projetadas para eliminar 20 litros de água cada vez que a descarga é acionada. "Desde 1982, uma norma brasileira recomenda que os vasos usem apenas 6 litros. Hoje, praticamente só são comercializados vasos com o volume reduzido, mas existem prédios anteriores com o equipamento velho", diz o professor.

Despoluição dos rios Tietê e Pinheiros — Despoluir e utilizar as águas desses dois rios da região metropolitana não é, até o momento, uma opção considerada viável pelos especialistas. "Hoje não vejo como utilizar o Tietê e o Pinheiros. Além da qualidade da água ser ruim, os rios recebem muita poluição difusa, aquela que é carregada pela chuva que 'lava' a cidade, contendo às vezes poluentes altamente tóxicos", afirma João Luiz Brandão. Já existe, porém, o Sistema Alto Tietê, que capta água perto da cabeceira do rio, com melhor qualidade, que abastece a zona Leste de São Paulo e municípios como Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.

Oito boas soluções para a crise da água ao redor do mundo

1 de 8

Califórnia, Estados Unidos

Nos anos 1960, o lençol freático da região de Orange County, no Sul do Estado, onde fica a Disneylândia, chegou ao limite. Em 1976, para que a população de cerca de 3 milhões de habitantes tivesse água, o governo começou a tratar o esgoto que, purificado, era injetado no lençol freático. Esse processo faz com que o aquífero não seja contaminado pela água do mar — que poderia tornar as reservas salobras — e ajuda a fonte a permanecer com uma quantidade de água constante. O tratamento de água inclui hoje as mais avançadas técnicas de purificação, feitas por meio de membranas e desinfecção com raios ultravioleta.
Aquífero Guarani — O geólogo uruguaio Danilo Anton propôs o nome Aquífero Guarani para a grande quantidade de água subterrânea que identificou na década de 1990, abrangendo partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e principalmente Brasil, com uma extensão total de 1.182.000 quilômetros quadrados. Algumas cidades do interior de São Paulo, como Ribeirão Preto e São Carlos, se beneficiam dessa fonte, mas ela é inviável para os moradores da metrópole, que está a mais de 200 quilômetros do ponto onde é possível captar água. Sob o solo da capital, o aquífero fica a mais de 1.000 metros de profundidade. "A região metropolitana está sobre uma formação rochosa e, apesar de existirem alguns depósitos de água armazenados em fendas dessas rochas, a quantidade é pequena para abastecer da cidade", afirma Brandão.
Construção de um novo reservatório, ou transposição da água de outros rios —Resolver o problema com grandes obras leva tempo e demanda um investimento alto. "A água está cada vez mais longe, logo, cada vez mais cara", afirma Antonio Carlos Zuffo. Para João Brandão, dentro da região da Bacia do Alto Tietê, onde se localiza a metrópole, todos os mananciais que poderiam ser explorados em termos técnicos e econômicos já estão sendo utilizados. "O que a gente tem que fazer é tentar proteger aqueles que estão sendo utilizados", afirma. Ações como tratar o esgoto da população que vive próximo dos mananciais e proteger as áreas verdes restantes ao redor deles são essenciais para manter a qualidade da água.
Já o projeto do governo paulista de transferir para o Sistema Cantareira a água do Rio Paraíba do Sul, que abastece mais de 11 milhões de pessoas no Estado do Rio de Janeiro, pode fornecer 5 metros cúbicos por segundo (m³/s) a mais para o reservatório de São Paulo — e abastecer de 1,5 milhão a 2 milhões de pessoas. "A transposição é viável, mas não resolve o problema a longo prazo. Na próxima crise, São Paulo pode precisar de mais 5 m³/s", afirma Jerson Kelman, professor de Recursos Hídricos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). "São medidas paliativas, estamos sempre focando em trazer mais água para São Paulo e esquecendo de avaliar se essa água está sendo usada de forma adequada", afirma Mierzwa.
Reúso — Os especialistas ouvidos pelo site de VEJA são unânimes: o reúso da água é a melhor opção para resolver a crise hídrica. A técnica consiste em recolher água que já foi usada e utilizá-la novamente. Há diferentes tipos de reúso. O método mais simples é tratar a água que escorre pelo ralo do chuveiro ou da máquina de lavar, por exemplo, e destiná-la para fins não potáveis, como limpeza de pisos, irrigação de áreas verdes ou fontes decorativas. Outra possibilidade é purificar o que vai para o esgoto tanto para fins não potáveis como para o consumo final — sim, para a torneira, como alguns países já fazem. O processo pode ser reproduzido em casas, condomínios, indústrias ou, idealmente, na rede de tratamento de esgoto de uma cidade inteira.


Na Grande São Paulo, um exemplo atual é o projeto Aquapolo Ambiental, uma parceria público-privada entre a Sabesp e a Odebrecht Ambiental dedicada à produção de água de reúso para fins industriais. A água da estação de tratamento do ABC, localizada na divisa de São Paulo e São Caetano do Sul, é tratada e consumida pelo polo petroquímico da região. Aproximadamente 400 milhões de reais foram investidos no projeto, dos quais a maior parte (60%) gasto com a construção da rede que leva a água por 17 quilômetros até o local onde ela é utilizada e o restante com o tratamento da água.



Para repetir a técnica em toda a região metropolitana de São Paulo, seria necessário um investimento de 7,2 bilhões de reais. "Se consideramos que o governo está investindo 2 bilhões de reais para trazer 5 metros cúbicos por segundo de água do Vale do Ribeira, o reúso é, comparativamente, uma opção atrativa", afirma Mierzwa. Certamente, mais ecológica e duradoura.

sábado, 24 de maio de 2014

Água transformou-se em negócio político há muito tempo.

Água  transformou-se em negócio político há muito tempo.

Devanir Amâncio / DC
Enquanto isso - em um gesto de prece pela água -  moradores  do Morro do Índio, região do Jardim Ângela, Zona Sul, seguram torneira  seca. No bairro já se armazena água em bacias, baldes,  tambores e garrafas PET.


Não podemos permitir que o governo controle a vida das pessoas com multa.



Descuidaram  da educação pelo uso responsável do direito inalienável que é a água , e agora querem resolver o problema da escassez com decreto.



Se a cidade de São Paulo tivesse oposição responsável para valer ,  a 'ditadura da água' não estaria acontecendo. Oposição para valer  certamente  esbarraria em doação de dinheiro de campanha que sai dos cofres de empreiteiras da Sabesp  para alguns partidos. Quem é do ramo diz que é muito dinheiro em jogo.



Só para lembrar - A Sabesp deve  para a Subprefeitura de Campo Limpo, Zona Sul,  3 milhões de multas, e , sequer paga uma multa. Para as 32 subprefeituras  deve cerca de 100 milhões de reais de multas por buracos, vazamentos de esgoto e serviços de manutenção mal feitos , segundo agentes municipais. Em nome da 'boa parceria' que tem com a  Companhia a Prefeitura de São Paulo não faz questão de executar  a dívida. É aquilo - eu te devo, você me deve, então  fica  tudo como está. 



Diante da "crise da água" resta-nos questionar com profundidade os governos.



Assista reportagem sobre a falta de água na Zona Sul:               
http://www.youtube.com/watch?v=AOrQUae-txo

Lei da Copa começa a valer. Veja o que muda pelo Brasil

23/5/2014 às 00h11 (Atualizado em 23/5/2014 às 07h58)

Lei da Copa começa a valer. Veja o que muda pelo Brasil

Exército e Força Nacional vão para a rua fazer com que regras não sejam desobedecidas
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A Guarda Municipal ficará a serviço da Fifa. As prefeituras das cidades-sedes deixarão parte do contingente à disposição da entidade para fazer valer as regras da Lei da Copa
Foto: Divulgação

Célula solar ou LED, você escolhe

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=molibdenita-celula-solar-led&id=010110140522&ebol=sim

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/05/2014
Molibdenita funciona como célula solar ou como LED
A molibdenita também é um material monoatômico, como o grafeno. [Imagem: Oriol Lopez-Sanchez et al./10.1021/nn500480u]
Funcionando em silêncio
A molibdenita avança cada vez mais rumo ao estrelato em uma esperada era pós-silício.
Muito menos conhecido do que ografeno - afamado pela conquista de um Prêmio Nobel - esse dissulfeto de molibdênio (MoS2) tem mostrado resultados práticos bem mais promissores.
A molibdenita já foi usada para construir uma memória flash, umsensor fotográfico ultrassensível e até um chip completo.
A lista agora fica maior, com a entrada de LEDs (diodos emissores de luz) e células solares.
Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, demonstraram que a molibdenita possui uma funcionalidade que só havia sido demonstrada até agora por um material bem mais exótico, o disseleneto de tungstênio (WSe2).
Camadas atômicas
Oriol Lopez-Sanchez e seus colegas construíram vários protótipos de diodos emissores de luz colocando camadas atômicas de molibdenita sobre um substrato de silício.
Na interface entre os dois materiais, cada elétron (carga negativa) emitido pela molibdenita combina-se com uma lacuna (carga positiva) no silício. Os dois materiais perdem energia, que se transforma em fótons que são emitidos, fazendo o componente funcionar como um LED.
"Essa emissão de luz é causada pelas propriedades específicas da molibdenita. Outros semicondutores tenderiam a transformar essa energia em calor," explica o professor Andras Kis, coordenador da equipe.
Ao inverter o componente, Lopez-Sanchez constatou que, em vez de emitir luz, ele passar a capturar os fótons, funcionando como uma célula solar.
"Nossos testes mostraram uma eficiência de mais de 4%. O MoS2 é mais eficiente em comprimentos de onda visíveis do espectro, e o silício funciona melhor na gama do infravermelho, de forma que os dois trabalham juntos para cobrir a maior faixa espectral possível," disse Kis.
Um rendimento de 4% é superior ao obtido pela maioria das células solares flexíveis, ou de filme fino.
Bibliografia:

Light Generation and Harvesting in a van der Waals Heterostructure
Oriol Lopez-Sanchez, Esther Alarcon Llado, Volodymyr Koman, Anna Fontcuberta i Morral, Aleksandra Radenovic, Andras Kis
ACS Nano
Vol.: 8 (3), pp 3042-3048
DOI: 10.1021/nn500480u

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Padrões de consumo dos consumidores portugueses

ONTEM às 09:56
Com video0

Padrões de consumo dos consumidores portugueses têm como base o «The Green Experiment»


Um estudo sobre a influência da sustentabilidade nos hábitos e padrões de consumo dos consumidores portugueses é a base da campanha de publicidade da 7ª edição do Green Project Awards Portugal.



Com a assinatura da Havas Worldwide e criatividade de Rui Lourenço, «The Green Experiment» é o nome da campanha que arrancou esta semana e que está disponível na televisão, rádio, imprensa e Internet.
Como figura central há uma mulher que escolhe entre dois produtos, um desenvolvido com preocupações sustentáveis e outro não. Com o “claim” «Porque o verde é mais do que uma cor bonita», as peças desenvolvidas reforçam que as empresas e organizações que têm projectos de desenvolvimento sustentável são preferidas pela maioria dos consumidores.

«O público respeita mais as organizações que trabalham de uma forma sustentável e os consumidores preferem os produtos e serviços que são produzidos com preocupações de sustentabilidade. A campanha do Green Project Awards fala-nos disto, apoiada em dados reais de preferências de consumidores reais. As palavras são bonitas mas a realidade é ainda mais poderosa», refere Rui Lourenço, director criativo da Havas Worldwide Portugal.

A Havas Worldwide é desde 2012 responsável pela comunicação do Green Project Awards, em todos os países onde se realiza a iniciativa. Além da campanha de publicidade, a agência é responsável pela presença digital do GPA, e pela criação do selo GPA, que tem como objectivo distinguir as iniciativas e projectos desenvolvidos pelos vencedores dos prémios em matéria de desenvolvimento sustentável.

SIC Noticias, Público, Marketeer, TSF e Transtejo são os parceiros de media onde a campanha já está presente.

As candidaturas ao Green Project Awards 2014 já estão abertas e podem ser realizadas, até 30 de Maio, em http://www.gpa.pt/

O GPA Portugal que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República, com o apoio institucional da Comissão Europeia e da CPLP – além do Governo de Portugal – é uma organização conjunta da Agência Portuguesa do Ambiente, GCI e Quercus.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Projeto ‘Cinesolar’

21/05/2014 16h05 - Atualizado em 21/05/2014 16h13

Projeto ‘Cinesolar’ leva cinema aos moradores de Capão Bonito

Estação móvel de projeção funciona com energia da luz natural.
Outras cidades da região também irão receber o projeto.


Do G1 Itapetininga e Região
Moradores de Capão Bonito (SP) tiveram a oportunidade de participar de uma sessão gratuita de cinema. A cidade que não tem uma sala de projeção recebeu o projeto 'Cinesolar'. Em uma tela montada na Paróquia São Paulo Apóstolo, adultos e crianças conferiram o longa-metragem brasileiro “Saneamento Básico – O Filme”, de Jorge Furtado.
Além de cinema, o projeto também trabalha a sustentabilidade já que toda a projeção usa a energia solar para funcionar. Em uma estação móvel, os organizadores têm percorrido o país. Ele já passou pela Bahia e por Brasília (DF). Agora chega ao estado de São Paulo. Além de Capão Bonito, 20 cidades vão receber o grupo, entre elas, Ribeirão Grande (SP) e Itapeva (SP).
De acordo com a coordenadora do projeto, Cynthia Alário, a ideia da unidade sustentável itinerante de cinema surgiu a partir da falta de salas de cinema no Brasil. “Hoje a gente tem um problema com a falta de salas de cinema. Não só de salas, mas equipamentos culturais no geral. Então, a ideia surgiu de trabalhar a proposta de acesso à produção cinematográfica brasileira e atrelar ao conceito da sustentabilidade. Assim surgiu o Cinesolar, que é uma estação móvel de arte, sustentabilidade e cinema”, comenta.
Além da energia solar, o estrutura itinerante também vem com os conceitos de preservação do meio ambiente. De acordo com outro participante da criação do projeto, Paulo Perez, a ideia que surgiu na Europa, mas logo ganhou a cara do Brasil. “A maior parte da estrutura foi construída a partir do reaproveitamento de objetos e peças descartadas em lixões e desmanches. Já a decoração do veículo foi feita por um artista plástico que usa uma técnica de grafitar as próprias plantas, usando elas como estêncil... isso para deixar com a cara do Brasil”, ressalta.
Além das sessões de cinema, o projeto também desenvolve oficina para confecção de instrumentos usando objetos reutilizáveis. De acordo com o músico Guilherme Folco, que também integra o grupo, o objetivo é realmente discutir a sustentabilidade. “Essa ideia, assim como a transformação de energia renováveis, é usar materiais recicláveis. Isso tudo falando da sustentabilidade”, diz.
Programação
Ribeirão Grande
Sessão de cinema com o CINESOLAR (atividade aberta ao público)
Quarta-feira (21), às 19h
Salão de Eventos (Rua Joaquim Vitorino de Proença, 75 – Centro)
Entrada gratuita
Cinesolar (Foto: Divulgação/Cinesolar)Cinesolar percorre cidades do interior paulista (Foto: Divulgação/Cinesolar)