quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bicicletas azuis competem com taxis amarelos de Nova York

Bicicletas azuis competem com taxis amarelos de Nova York

Em um mês, usuários do programa de aluguel de bikes pedalaram 1,5 milhão de quilômetros


30 de junho de 2013 | 16h 35


NOVA YORK - Os famosos taxis amarelos ganharam novos companheiros no asfalto de Nova York: as bicicletas azuis que há um mês invadiram as ruas de Manhattan graças a um bem sucedido sistema de aluguel.


Em quatro semanas, moradores e turistas pedalaram 1,5 milhão de quilômetros com seis mil bicicletas do programa Citi-Bike, patrocinado pelo Citi Bank.



Os responsáveis pelo programa dizem que o uso das bicicletas já representa uma queima de 50 milhões de calorias. O número é citado no programa do prefeito Michael Bloomberg contra a obesidade.

Estações de aluguel oferecem seis mil bikes para moradores e turistas (foto: EFE)


Para ir ao trabalho, fazer compras ou simplesmente passear e fazer exercícios, o programa conta com 45 mil usiários anuais cadastrados e outros 55 mil ocasionais que compraram passes diários ou semanais.



Por toda a parte da ilha de Manhattan já se pode ver ciclistas do maior programa de aluguel de bicicletas do mundo: executivos de terno e gravata, esportistas e turistas com câmeras fotográficas.



A cidade sempre teve seus adeptos do transporte sobre duas rodas, mas a facilidade para alugar criou uma nova alternativa para o transporte público tradicional, inclusive os numerosos taxis amarelos. 



O preço do aluguel é superior ao de outras cidades como Londres e Paris: US$ 10 por dia, o equivamente a R$ 22,3 reais. Mesmo assim, as bicicletas competem com os taxis e com os US$ 2,5 do metrô e dos ônibus (R$ 5,5)



O uso mais intenso de bicicletas também aumentou o número de multas a ciclistas. No último mês, as multas a ciclistas aumentaram 81% no bairro do Broklyn. Em relação ao ano passado, o número de multas em toda a ilha aumentou 7%.



Em alguns bairros, como  Greenwich Village e Lower East Side, grupos de moradores reclamam que as estações de aluguel de bicicletas prejudicam a paisagem de áreas consideradas históricas.

Mapa com as estações de locação do maior programa de aluguel de bicicletas do mundo


Por enquanto, ainda há dúvidas de as novas bicicletas azuis são apenas uma moda do verão ou se de fato elas vão conseguir instalar-se como um estilo de vida saudável e ecológico compatível com o glamour que caracteriza a cidade dos arranha-céus.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Australianos tornam mais eficiente a transformação da água do mar em combustível

Australianos tornam mais eficiente a transformação da água do mar em combustível
13 de Junho de 2013 • Atualizado às 11h02




Cientistas australianos desenvolveram uma nova maneira de transformar a água do mar em hidrogênio. A opção é eficiente, reduz os impactos ambientais e é considerada uma fonte energética totalmente limpa.
A descoberta foi publicada na última quarta-feira (12) no site Science Alert. Os responsáveis pelo projeto são os pesquisadores do Australian Research Council Centre of Excellence for Electromaterials Science (ACES). Apesar de não ser nova a utilização da água do mar para este fim, o diferencial do projeto é a criação de um catalisador luminoso, que gasta menos energia para ativar a oxidação da água. Este é o primeiro passo para a separação do hidrogênio, usado como combustível.
Nos processos feitos antes desta tecnologia, o consumo energético era tão alto, que impossibilitava o uso da água do mar. No entanto, a equipe australiana conseguiu introduzir uma clorofila artificial em um filme plástico condutor. Essa alternativa facilita a separação da água, tornando o processo mais eficiente.
De acordo com os cientistas, a novidade deve facilitar muitos outros processos, já que o polímero flexível tem uma ampla gama de aplicações e é fabricado de forma mais simples que os semicondutores feitos em metal.
O método australiano é altamente eficiente. Os pesquisadores acreditam que, com cinco litros de água do mar, seja possível produzir energia suficiente para abastecer uma casa de tamanho médio e um carro elétrico por dia.
Redação CicloVivo

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Aqui, barulho não entra

Aqui, barulho não entra

Se a sua escola tem ruído em excesso, é preciso tomar uma providência – mesmo que isso exija uma reforma


Escola ideal
O que observar ao construir um prédio para evitar que o barulho atrapalhe as aulas
O que observar ao construir um prédio para evitar que o barulho atrapalhe as aulas . Infografia: Bruno Algarve
Consultoria Marco Aurélio Losso, arquiteto e mestre em engenharia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O  ronco do motor dos carros, a música do estabelecimento vizinho, as conversas em voz alta no corredor, os gritos de gol vindos da quadra de esporte. Barulhos como esses se tornaram tão corriqueiros em algumas escolas que você nem percebe que tem de falar mais alto nas reuniões de equipe para ser entendido. Ou então que as portas das salas vivem fechadas - única maneira de diminuir os ruídos externos e deixar os ambientes mais tranquilos. O prejuízo maior, contudo, acontece na sala de aula: os professores precisam gritar para serem compreendidos e os alunos têm dificuldade para se concentrar nos estudos.

Se a sua escola convive com situações como essas, é provável que ela esteja fora dos padrões mínimos de conforto acústico. Logo, é preciso - urgentemente - tomar providências. É possível começar preenchendo o relatório Levantamento da Situação Escolar (LSE), que faz parte do Programa de Ações Articuladas (PAR), do Ministério da Educação (MEC), e elaborar um plano de adequação do prédio aos padrões de qualidade (leia o infográfico). O projeto, uma vez enviado ao MEC, é analisado por técnicos e, se aprovado, pode receber assistência técnica e financeira do governo federal. Muitas Secretarias da Educação, estaduais e municipais, também oferecem programas específicos para fazer as adaptações necessárias.

"O barulho intenso e constante traz consequências diretas à saúde do professor e dos alunos e perturba a atenção durante o processo de aprendizagem", afirma Ana Claudia Fiorini, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) (leia o quadro na próxima página).

Uma pesquisa do Centro de Estudos do Distúrbio da Audição, de São Paulo, feita com alunos do 5º ano, observou que, quando expostos a ruídos, eles leem mais rápido, dão menos ênfase à entonação e desrespeitam as regras de pontuação. Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, chegaram a conclusões semelhantes ao avaliar os efeitos do som do trânsito diurno em alunos do 7º ano: os que estudam em escolas localizadas em áreas de tráfego intenso tiveram pior resultado nos testes de leitura - uma defasagem de sete meses - em relação às turmas de instituições situadas em áreas mais silenciosas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o som ambiente não pode ultrapassar os 50 decibéis (unidade de medida da intensidade do som) para não afetar a saúde. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no entanto, acredita que esse valor deve ser ainda menor: entre 40 e 50 decibéis em locais de estudo e laboratórios e entre 35 e 45 em bibliotecas (faça o teste sugerido na próxima página para saber o nível de inteligibilidade das salas da sua escola).

A solução pode se limitar a uma simples intervenção na infraestrutura ou no uso dos espaços. Na EM Paulo Mendes Campos, de Belo Horizonte - que fica em área de aclive, próxima a um semáforo de uma avenida movimentada -, os alunos e professores sofriam com o ronco dos motores de carros e ônibus acelerando a todo momento. A direção solicitou então laudos técnicos para comprovar o excesso de ruído. Com base neles, preparou um projeto de reforma, aprovado pelas Secretarias de Educação e de Obras do município, em 2007. A principal mudança foi a troca das janelas por tijolos espessos de vidro.

Já o CMEI Bairro Feliz, em Goiânia, tinha uma rotina tranquila, exceto às sextas-feiras, quando acontece o baile da associação de idosos do bairro - cujas paredes são coladas às da creche. A diretora, Rosemeire Brito da Silva, conversou com a entidade e pediu para o evento começar às 16 horas (em vez de às 13 horas). Assim, as crianças voltaram a dormir após o almoço e, depois do soninho, vão brincar na quadra, que fica distante da casa dos vizinhos.

Às vezes, é necessário uma reforma mais consistente. Na EMEB Maria Eunice Duarte Barros, em Cuiabá, a equipe gestora tentou uma solução simples, revestindo de cimento as paredes de tijolos vazados. Não deu certo. "As atividades realizadas em um espaço podiam ser ouvidas em todos os outros", conta a coordenadora pedagógica, Maria Benedita Martelli. Em 2009, com o suporte da rede de ensino, o prédio - originalmente não projetado para ser escola - foi todo reconstruído.

Relação de 160 terrenos do Rio contaminados por substâncias químicas



Inea divulga relação de 160 terrenos do Rio contaminados por substâncias químicas
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/06/26/interna_brasil,447225/inea-divulga-relacao-de-160-terrenos-do-rio-contaminados-por-substancias-quimicas.shtml

Publicação: 26/06/2013 15:04 Atualização:


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgou pela primeira vez hoje (26), em documento publicado no site, os terrenos no estado do Rio que estão contaminados por substâncias químicas. Dos 160 terrenos identificados pelo órgão, 53% estão contaminados com resíduos da atividade de postos de gasolina e 41% de indústrias.


As atividades viação e aterros de resíduos sólidos são responsáveis por 3% das contaminações, cada uma. A maior parte está concentrada no entorno na Baía de Guanabara e na Baixada Fluminense. Dessas áreas, 67 ainda estão sob investigação e 64 estão sob intervenção, porque foi constatado risco à saúde humana. O restante está sendo monitorado para ser reabilitado (14%) ou foi reabilitado (4%), após o perigo ter sido eliminado e o local aprovado pelo Inea para reutilização.



De acordo com a presidenta do Inea, Marilene Ramos, a Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é a região contaminada mais preocupante, onde moram cerca de 2 mil pessoas em contato com o pesticida BHC, conhecido como pó de broca. A previsão anunciada no mês passado pela prefeitura é que os moradores serão transferidos até 15 de julho para apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.



“Grande parte do material contaminado foi retirado, mas o local continua contaminado e depende do Ministério da Saúde se ter uma solução para aquela área. Ali havia uma fábrica de inseticida de propriedade do ministério que foi fechada e os resíduos abandonados ali”, informou a presidenta do Inea.



A fábrica foi desativada em 1954 e o pó acabou sendo utilizado para pavimentar ruas e na agricultura. A exposição ao pesticida pode causar doenças endócrinas, má-formação congênita, abortamento espontâneo, doenças neurológicas e câncer.



As tabelas do documento Gerenciamento de Áreas Contaminadas do Estado do Rio de Janeiro, uma para postos de combustíveis e outra para indústrias, identificam o uso atual do solo contaminado, localização, meio impactado (solo e água subterrânea), tipo de poluente, entre outros detalhes.



A relação de terrenos afetados, entretanto, não reflete a quantidade real de áreas contaminadas no Rio. A presidenta do Inea explicou que existem muitas propriedades abandonadas ou subutilizadas, cuja reutilização é dificultada pela presença real ou potencial de substâncias perigosas, poluentes ou contaminantes.



“O cadastro será constantemente atualizado à medida que os dados forem levantados e as informações estiverem consistentes para serem publicadas no site”, informou ela.



A divulgação é uma exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que publicou em 2009 a Resolução 420 que obriga os órgãos ambientais competentes a darem publicidade às informações sobre áreas contaminadas e principais características.

Transporte a vela polui até 90% menos e se desenvolve na Europa

20 DE JUNHO DE 2013
Transporte a vela polui até 90% menos e se desenvolve na Europa


Lúcia Müzell
Na Europa, as pessoas adeptas de hábitos ecologicamente responsáveis já se acostumaram a boicotar as frutas e verduras que vêm de outros países ou continentes, devido à poluição gerada pelo transporte. Agora, o passo seguinte para este princípio é preferir os produtos que são levados por barco a vela, apenas com a força dos ventos, de um lugar para o outro do planeta. O método parece arcaico, mas pode funcionar muito bem com mercadorias que não têm data de validade, a um balanço de poluição muito menor.
Por enquanto, poucas empresas realizam este tipo de transporte, que apareceu na Alemanha e agora existe na França. Guillaume Le Grand, especialista em Economia do Desenvolvimento Sustentável, Energia e Meio Ambiente decidiu transformar um paixão da infância, os passeios a barco a vela com o avô na Bretanha, em negócio. A Transoceanic Wind Transport, TOWT, tem atraído fabricantes que se preocupam em adotar uma logística menos poluente.
Desta forma, produtores de vinhos, roupas ou alimentos não-perecíveis preferem exportar seus produtos a bordo de um barco a vela, ao invés de avião ou cargueiros tradicionais. Guillaume lembra que o transporte marítimo é naturalmente mais demorado porque as empresas querem economizar o máximo possível de combustível, e ressalta que o transporte a vela não é tão lento assim: atravessar o Atlântico leva cerca de 30 dias, enquanto que um cargueiro tradicional precisa de cerca de 20. E se por um lado a técnica de navegação é das mais antigas, com uma frota de barcos do século 20, hoje a tecnologia permite otimizar a escolha do trajeto.
Ainda não existem cargueiros a vela em grandes dimensões, como os convencionais. A capacidade atual é de cerca de 30 toneladas. Por isso, o preço ainda é elevado, mas não faltam pesquisas para construir navios com uma alta capacidade de produtos. Porém em relação à poluição, é diferença é impressionante: as embarcações a vela emitem até 90% a menos de gás carbônico, afinal só precisa queimar combustível na saída do porto e na chegada ao destino.

Os produtos transportados desta forma recebem um selo de "transporte ecológico". E uma das próximas viagens do TOWT é para o Brasil. Ele vai levar vinhos e azeite de oliva, e espera trazer o barco repleto de mercadorias brasileiras para a venda na Europa. Por enquanto, roupas e produtos típicos como a cachaça já garantiram o lugar no container. 

domingo, 30 de junho de 2013

Cetesb multa e adverte 72 indústrias

Cetesb multa e adverte 72 indústrias

* Maria Cristina Poli
Formada em Engenheira Sanitarista pela PUC de Campinas, com especialização em Saúde Pública e Gestão Ambiental pela UNICAMP, Maria Cristina Poli é atualmente gerente da divisão de Ruído e Vibração da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Está na Companhia há 20 anos. Nesta entrevista exclusiva ao Vibranews, conta que 72 indústrias já foram multadas e advertidas este ano porque causaram problemas de ruído e vibração em São Paulo.  
Acompanhe os principais trechos da entrevista: 
P – Qual a legislação vigente que disciplina a propagação de poluição sonora (ruído e vibrações) por parte de indústrias no Estado de São Paulo?
As ações da CETESB se baseiam na Lei Estadual 997/76 e o Decreto 8468/76 e suas alterações, utilizando o disposto que as indústrias devem sempre atender ao critério de melhor tecnologia prática disponível e não causar impacto a população circunvizinha ao empreendimento. Para ruído, a CETESB aplica a Resolução CONAMA 01/90 que define o uso dos critérios e níveis de ruído estabelecidos na Norma NBR 10.151 da ABNT.  Para vibração, são utilizados os valores estabelecidos em Decisão de Diretoria nº 215/2007/E da CETESB, publicado no Diário Oficial Estado de São Paulo – Caderno Executivo I (Poder Executivo, Seção I), do dia 26/03/2008. 
P – Como a CETESB atua neste caso? Faz  vistoria, monitoramento ou só entra em ação a partir de reclamações ou denúncias por parte da população?
As ações da CETESB voltadas às questões de ruído e vibração passam por avaliações e estudos prévios a implantação de empreendimentos que requerem um Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para o seu licenciamento prévio. Para os demais empreendimentos, as ações da CETESB englobam exigências técnicas para o controle de emissão de ruído e vibração, monitoramentos periódicos e renovação da licença de operação da empresa que variam de dois a cinco anos. Independente da validade da licença de operação, a CETESB atua a partir de reclamações ou denúncias por parte da população realizando avaliações de ruído e vibrações sempre no reclamante ou outro receptor mais próximo. 
P – O que acontece quando a CETESB faz uma vistoria e constata irregularidades? Dá prazo para solucionar o problema?
Constatado que os níveis de ruído ou vibração avaliados no receptor encontram-se acima dos estabelecidos nas referências citadas, é identificado o causador do incômodo e sendo um empreendimento passível de licenciamento pela CETESB, este é advertido e dado um prazo para a solução das desconformidades. Passado este prazo, uma nova avaliação é realizada e caso este não tenha sido resolvido, são aplicadas as medidas administrativas cabíveis. Para empreendimentos não licenciados pela CETESB, como bares, restaurantes, etc., os resultados das medições realizadas são encaminhados para o órgão competente para as ações cabíveis. 
P – Quantas indústrias já foram advertidas ou multadas neste ano?
Foram advertidos ou multados, por ruído e vibração, 72 empreendimentos de janeiro a maio deste ano. 
P - Que tipo de indústrias são mais recorrentes neste tipo de irregularidade?
A avaliação de ruído e/ou vibração permeia por uma série de atividades indústrias, não sendo privilégio de um ou outro tipo de indústria, entretanto, as atividades de metalurgia são mais suscetíveis a emissão de ruído e vibração. 
P - Na sua opinião, existe, hoje, mais conscientização por parte dos empresários em relação aos problemas de saúde que a exposição ao ruído e vibrações provoca tanto nos funcionários como na população vizinha à indústria?
Sim, nos últimos dez anos os aspectos de ruído e vibração passaram a tomar uma posição de destaque no licenciamento, bem como no monitoramento dos empreendimentos, tanto por parte dos empreendedores quanto dos órgãos ambientais. 
P - Pode citar um caso e como foi solucionado?
Ocorreram inúmeros casos, ao citarmos um ou dois estaremos sendo injustos com  todo o esforço realizado pelas demais empresas e pelos órgãos ambientais. 

Protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele...até 55 anos!

segunda-feira, 10 de junho de 2013
Atalho: 70K0CEN

Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele



Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele
Alterações na aparência e os efeitos no envelhecimento da pele são conhecidos por serem influenciados pela exposição ao sol. Embora o uso de protetor solar tenha sido demonstrado como um fator de proteção contra o câncer de pele, o fato de ele proteger contra o envelhecimento da pele não foi ainda bem estabelecido. Antioxidantes, tais como o β-caroteno, também têm sido sugeridos como protetores contra o envelhecimento da pele, mas isso ainda não foi bem estudado.
Estudo australiano, publicado pelo periódico Annals of Internal Medicine, realizado com o objetivo de saber se o uso diário de protetor solar e de β-caroteno protege contra o envelhecimento da pele contou com a participação de 900 pacientes brancos, de Nambour, a nordeste de Sydney, com 25 a 55 anos de idade. Eles foram aleatoriamente designados para um grupo em que se pediu para aplicar o fator de proteção solar 15 ou superior na face, pescoço, braços e mãos, todas as manhãs, após o banho, depois de passar mais do que algumas horas ao sol ou após suar muito e para outro grupo em que se pediu para usar protetor solar sem um critério pré-estabelecido, apenas mantendo suas práticas diárias habituais. O estudo também incluiu cerca de 900 pessoas que foram aleatoriamente designadas a receber pílulas de β-caroteno ou de placebo diariamente. Impressões foram tiradas das mãos dos participantes no início do estudo e quatro anos e meio mais tarde. As impressões foram examinadas para alterações microscópicas de envelhecimento da pele por especialistas que não sabiam em qual dos grupos de estudo os participantes estavam distribuídos.
Os resultados mostraram que mais participantes designados para o uso de protetor solar diariamente informaram aplicar o filtro solar pelo menos três a quatro dias por semana do que os participantes do grupo de uso de protetor solar sem um critério estabelecido. Aqueles no grupo de uso diário eram menos propensos a ter a pele mais envelhecida após os quatro anos e meio de seguimento do que aqueles no outro grupo. Não houve diferença no envelhecimento da pele entre as pessoas que receberam pílulas de β-caroteno e aquelas que receberam pílulas de placebo.
As limitações do presente estudo são: cerca de um terço dos participantes não tiveram impressões da sua pele feitas no início e no final do estudo e, embora isso não pareça influenciar os resultados, um efeito sobre o resultado não pode ser conclusivamente descartado. O estudo foi pequeno para concluir com confiança uma verdadeira falta de efeito do β-caroteno, uma pesquisa mais ampla e por tempo mais prolongado pode mostrar um modesto benefício ou algum dano do uso β-caroteno no envelhecimento da pele. Não foi investigado como estes resultados podem se aplicar a pessoas com mais de 55 anos.
NEWS.MED.BR, 2013. Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele. Disponível em: enir-o-envelhecimento-da-pele.htm>. Acesso em: 20 jun. 2013.

Ninho de coruja muda obra em rodovia de Jundiaí

Ninho de coruja muda obra em rodovia de Jundiaí

26.junho.2013 17:35:41

José Maria Tomazela

José Maria Tomazela é correspondente do Estadão em Sorocaba e cobre o interior desde maio de 1985. Em busca de notícias, já esteve em quase todos os 465 municípios de São Paulo.
Um ninho de coruja levou a concessionária Rota das Bandeiras a alterar o cronograma das obras de recuperação de um viaduto no km 64 da rodovia Eng. Constâncio Cintra (SP-360), em Jundiaí. Quando chegaram para iniciar os serviços, há um mês, funcionários encontraram um ninho com quatro ovos da espécie Tyto alba, conhecida popularmente como coruja-da-igreja ou suindara.
Para não atrapalhar a procriação, a alternativa foi inverter a ordem dos serviços, iniciando os trabalhos no outro lado do viaduto. O ninho está instalado num espaço existente na parte inferior da estrutura. Dos quatro ovos, dois vingaram e resultaram em filhotes que ainda estão aprendendo a voar. A concessionária vai esperar que os dois pássaros tenham condições de voo para recuperar a estrutura interna dessa parte do viaduto.
A coruja-da-igreja é considerada uma das aves mais úteis do mundo, pois se alimenta de roedores, controlando a população de ratos. “Se continuássemos os trabalhos, a coruja adulta abandonaria os ovos e não teríamos os filhotes”, disse Ronaldo Brasil Jungers, tecnólogo em gestão ambiental da concessionária.


Coruja com filhotes em vão de viaduto – Foto Fernando Maia / Rota das Bandeiras

sábado, 29 de junho de 2013

Relatórios ambientais já chegaram à quarta geração

Relatórios ambientais já chegaram à quarta geração


Noticiário cotidiano - Geral
Qua, 26 de Junho de 2013 09:02

http://portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/geral/22448-relatorios-ambientais-ja-chegaram-a-quarta-geracao
A Conferência Global sobre Sustentabilidade e Relatórios Corporativos, organizada pelo Global Reporting Initiative, realizada em Amsterdam entre os dias 22 a 27 de maio, definiu a quarta geração de diretrizes para os relatórios de sustentabilidade a serem adotados pelas empresas. O objetivo é aumentar o número de empresas relatando informações ambientais, sociais e de governança (da sigla em inglês ESG - Environment, Social & Governance) e, com isso, elevar o nível da relevância das informações. As medidas preconizam o engajamento dos públicos estratégicos, como governos e organizações não governamentais (ONGs) e o aprimoramento dos indicadores relativos à emissão dos gases de efeito estufa do Carbon Disclosure Project (CDP) e sobre a cadeia de suprimentos e de anticorrupção.

"Hoje o que se vê é um grande número de empresas, cujos quadros de funcionários que trabalham com sustentabilidade dominam esse tema. Porém, se esbarra em muitas outras que acham que o assunto pode virar um indicador negativo e transformam o relatório em peça de marketing", declara Glaucia Terreo, diretora no Ponto Focal GRI no Brasil. Para ela, o foco dos relatórios sobre sustentabilidade depende muito dos principais executivos das empresas, que nem sempre estão envolvidos com essas questões. Esses dirigentes de empresas, segundo Glaucia, costumam estar tão preocupados com os negócios do dia a dia que acabam relegando a sustentabilidade a uma questão cosmética. Muita coisa precisar evoluir a partir do avanço intelectual na forma de fazer cálculos e medir as coisas. Não se trata simplesmente de publicar um relatório.

Cerca de 250 empresas produzem relatórios no Brasil. A maioria está na curva de aprendizado, de acordo com o Global Reporting Initiative, mas uma parte já enxerga o documento como ferramenta dos negócios. Dessa elite fazem parte cerca de 30 companhias listadas na bolsa que causam impactos ambientais, têm interação com o mercado internacional e CEOs que encaram o relatório de sustentabilidade como uma peça importante para a tomada de decisões. O retorno é importante para a reputação e a credibilidade da organização, para administrar a relação com a comunidade e stakeholders (principais interessados), com o negócio e para melhorar a própria gestão, porque um relatório ajuda a perceber as relações transversais dentro da companhia. "Maior transparência torna a empresa mais atraente para o investidor. Há impacto na atividade, mas a possibilidade de acidente e escândalo é menor", afirma Glaucia Terreo, do GRI.

O engajamento do público estratégico é importante para avaliar o impacto da atividade desenvolvida pela empresa. "A ideia é que a sociedade seja a auditoria do relatório. O que falta ao Brasil é essa maior interação entre as empresas e os stakeholders", afirma. Algumas empresas têm chamado especialistas, muitas vezes antagônicos, para participar da discussão. As empresas que são mais maduras vão pegar os diagnósticos apontados para completar o engajamento, assumindo o problema e estabelecendo metas de melhoria", diz a diretora do GRI.

"Nos últimos dez anos, o esforço de elaboração dos relatórios de sustentabilidade teve um crescimento expressivo no Brasil, principalmente pelas empresas listadas em bolsa. Mas a qualidade ainda está aquém da quantidade", afirma Clarissa Lins, diretora-executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). As diretrizes do Global Reporting Initiative, segundo ela, tiveram papel fundamental, mas as empresas se perderam na aplicação. A expectativa é que o processo de amadurecimento leve as organizações a produzir relatórios focados no que realmente interessa.

A experiência ensina que uma boa peça não precisa ser um calhamaço interminável e pode incorporar recursos de mídia, principalmente na versão online, que ajudam o interessado a se aprofundar no trabalho. A Shell internacional, por exemplo, definiu um limite de 60 páginas para seus relatórios. Um documento que traga depoimento de atores ou cria um link para estudo acadêmico pode criar um relato mais crível e equilibrado ao mostrar que a empresa está preparada para os desafios. "Hoje ainda persiste a cultura de que o que é ruim não é para ser dito. Quem destaca só impactos positivos acaba gerando desconfiança. Relatório não é peça de propaganda", afirma Clarissa Lins, da FBDS.

Relatórios que revelam competência são importantes não apenas para melhorar a imagem das companhias. Eles podem representar também uma conquista de uma fatia maior do mercado, além de aumentar a fidelização do consumidor. Esses documentos, quando bem preparados, também produzem impactos na melhoria de gestão e processos. Como muitas agências de fomento costumam premia a melhor gestão ambiental, também são importantes para garantir crédito facilitado.

"Muitas empresas estacionaram no nível das melhores práticas, outras querem aprender o que há de melhor. O foco na relevância e na cadeia de valor, além de uma definição melhor do papel da liderança, são importantes na concepção de um relatório corporativo. Outro movimento é o do relatório integrado, que aproxima as áreas financeiras e de sustentabilidade das empresas. A agenda nem sempre é fácil. É um desafio que as algumas companhias já começam a encarar com maior maturidade", acrescenta Clarissa.

Fonte: Valor Econômico/ Paulo Vasconcellos | Para o Valor, do Rio

União Europeia pede "ações concretas" de Obama sobre aquecimento global



MEIO AMBIENTE - 
Artigo publicado em 26 de Junho de 2013 - Atualizado em 26 de Junho de 2013

União Europeia pede "ações concretas" de Obama sobre aquecimento global

A comissária Connie Hedegaard, responsável pelas ações contra as mudanças climáticas na Comissão Europeia.
A comissária Connie Hedegaard, responsável pelas ações contra as mudanças climáticas na Comissão Europeia.
Reuters/B Mathur

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130626-uniao-europeia-pede-acoes-concretas-de-obama-sobre-aquecimento-global
RFI
A União Europeia saudou hoje o plano do presidente americano, Barack Obama, para combater as mudanças climáticas, anunciado ontem, mas disse esperar que o comprometimento se transforme em ações. A organização Greenpeace também pediu o mesmo.

“O plano de ação divulgado pela Casa Branca anuncia um certo número de boas intenções que devem agora ser traduzidas em ações concretas”, declarou a comissária europeia para o Clima, Connie Hadegaard, por comunicado. “Nós esperamos, em 2015, um comprometimento firme dos Estados Unidos para reduzir as suas emissões nacionais de gases de efeito estufa.”
Hadegaard ainda pediu que a colaboração do governo americano para um acordo na Organização da Aviação Civil Internacional a fim de reduzir as emissões de gases feitas pelos aviões. A UE espera que Washington permita a assinatura de um acordo de diminuição de gases na próxima cúpula da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Paris, em 2015. A recusa dos Estados Unidos em 2009 contribuiu para o fracasso da cúpula de Copenhague.
Extraoficialmente, membros da Comissão Europeia comentaram hoje que “por enquanto, as posições americanas não mudaram”. Os Estados Unidos renovaram o comprometimento de reduzir as emissões em 17% em relação aos níveis de 2005, o que é “insuficiente” em comparação ao que os europeus têm realizado e “longe” do esforço pedido por cientistas para limitar o aquecimento do planeta. Os europeus se engajaram na redução de 20% da poluição em relação aos níveis de 1990. De acordo com a Agência Internacional de Energia, os Estados Unidos foram responsáveis por 16% das emissões de gases poluentes em 2012, contra 11% para a União Europeia.

Plano mira oleoduto
Obama lançou, na terça-feira, um novo plano de combate à mudança climática, propondo limitar as emissões de carbono em todas as usinas energéticas norte-americanas, e sinalizando que irá impedir a construção do oleoduto Keystone XL se ficar provado que ele contribuirá para o efeito estufa. O plano presidencial, há tempos aguardado, foi detalhado num discurso na Universidade Georgetown.
A organização ambiental Greenpeace pediu a Obama para “cumprir as promessas”, sobretudo em relação ao oleoduto. “Sabendo que o oleoduto Keystone XL levará a um forte aumento das emissões de gases de efeito estufa, é claro que o presidente Obama deve rejeitar este projeto”, declarou a ONG, por comunicado.
O setor do carvão, fortemente atingido pelos limites nas emissões, criticou o projeto, assim como a oposição republicana, que acusou o democrata Obama de promover políticas nocivas à economia. No primeiro mandato de Obama, uma tentativa de reduzir as emissões com um sistema de limites e créditos de carbono esbarrou na resistência do Congresso. Além disso, a demora do governo em autorizar a construção do oleoduto Keystone XL, ligando o Canadá ao sul dos EUA, irritou grupos empresariais e políticos republicanos.
"Nosso interesse nacional só será atendido se esse projeto não exacerbar significativamente o problema da poluição por carbono", disse Obama, sobre o oleoduto. "Os efeitos líquidos do impacto do oleoduto sobre o nosso clima serão absolutamente críticos para determinar se esse projeto será autorizado a seguirá adiante", acrescentou.
O governo deve anunciar sua decisão no final de 2013 ou no começo de 2014. Obama disse também que usará seus poderes executivos para orientar a Agência de Proteção Ambiental (EPA) a redigir novas regras sobre emissões, aplicáveis a milhares de usinas elétricas dos EUA, a maioria das quais queimam carvão, e que respondem por cerca de um terço das emissões de gases do efeito estufa dos EUA. O presidente ironizou críticos que questionam a ocorrência da mudança climática, descrevendo-os como a "sociedade da terra plana".

Queimadas na Indonésia provocam poluição recorde em Cingapura

CINGAPURA - 
Artigo publicado em 22 de Junho de 2013 - Atualizado em 22 de Junho de 2013

Queimadas na Indonésia provocam poluição recorde em Cingapura


Fachada do ArtScience Museum em Cingapura coberta por uma névoa de poluição.
Fachada do ArtScience Museum em Cingapura coberta por uma névoa de poluição.
REUTERS/Edgar Su

RFI
Uma forte névoa causada por incêndios florestais na  Indonésia provocou níveis recordes de poluição na vizinha Cingapura. O governo pediu que as pessoas permaneçam em ambientes fechados e evitem sair nas ruas enquanto a qualidade do ar não melhorar.

A organização ambiental Greenpeace afirmou neste sábado que queimadas nas plantações para extração de óleo de palma na ilha de Sumatra são as responsáveis pela densa névoa que cobre a cidade-estado de Cingapura. A nuvem de poluição também atinge partes da Malásia.
"Uma análise do Greenpeace baseada em dados da NASA em Sumatra colhidos entre os dias 11 e 21 de junho mostram que centenas de focos do incêndio se situam no interior das plantações de óleo de palma cujos proprietários são empresas da Indonésia, da Malásia ou de Cingapura”, diz comunicado divulgado pelo grupo. Os ambientalistas pedem ainda que os “produtores de óleo de palma enviem imediatamente bombeiros para apagar o fogo”.
A ONG  "Eyes of the Forest" (os olhos da floresta), que é parceira do WWF, também acusou produtores de celulose da Indonésia de provocarem queimadas que são a causa da nuvem de poluição. Um alto conselheiro da presidência da Indonésia, Kuntoro Mangkusubroto, afirmou que há fortes evidências de focos de incêndio nas áreas das empresas de celulose  APP e April, gigantes mundiais do setor. A APP negou a acusação e disse que pratica uma política de tolerância zero com queimadas. Já a April não quis fazer comentários.
Há uma semana, a cidade-estado de Cingapura está coberta por uma névoa de poluição que atingiu níveis alarmantes ontem. As autoridades locais informaram que a fumaça pode “representar uma ameaça para a vida de pessoas idosas e com a saúde fragilizada”. Neste sábado de manhã, o índice de poluição continua considerado “perigoso”.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Projeto de iniciativa popular em Florianópolis quer proibir exibição de cigarro

Projeto de iniciativa popular em Florianópolis quer proibir exibição de cigarro

http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=18208

Publicado em 26/06/2013 às 20:02:16

Projeto de iniciativa popular em Florianópolis quer proibir exibição de cigarro
A proibição da exibição de embalagens, produtos e propagandas de cigarros e de outros derivados do tabaco em todos os pontos de venda da capital é o tema do primeiro projeto de lei de iniciativa popular de Florianópolis, apresentado à sociedade na noite de terça-feira (25), em uma cerimônia de lançamento no Sapiens Park, em Canasvieiras.
A Lei Orgânica de Florianópolis permite que o povo proponha projetos de lei à Câmara Municipal. Para isso, exige-se que a proposição seja subscrita por, no mínimo, 5% dos eleitores, o equivalente a 16 mil assinaturas. Até o momento, nenhuma proposta desse tipo foi apresentada ao Legislativo municipal.
O primeiro projeto de lei de iniciativa popular de Florianópolis é de autoria dos integrantes da Coordenadoria de Juventude da Prefeitura e de outras 18 entidades ligadas a causas juvenis na capital. Eles acreditam que, dentro de dois meses, conseguirão coletar as assinaturas necessárias para protocolar o projeto na Câmara de Vereadores.
A justificativa do projeto, segundo o presidente do Conselho Municipal da Juventude, Jackson de Souza, é baseada em vários estudos que apontam que a publicidade dos produtos derivados de tabaco e a exposição para venda passam às crianças e aos adolescentes a ideia de que o cigarro é algo inofensivo e, como consequência, estimulam o vício.
“Noventa por cento (90%) dos consumidores começaram a fumar antes dos 19 anos, justamente por essa estratégia de colocar o cigarro ao lado de balas, chicletes, chocolates e outras guloseimas, dando uma conotação de que é algo benéfico, por conta das embalagens coloridas e atraentes. Nossa proposta visa coibir esta prática”, disse. Conforme Souza, isso já é realidade em diversos países ao redor do mundo, como os do Reino Unido, a Austrália e a Tailândia.
O coordenador de Juventude da Prefeitura de Florianópolis, Guilherme Pontes, destacou a importância da apresentação de projetos de iniciativa popular. “O nosso grande papel é esse: motivar e incentivar práticas de cidadania diferenciadas. Assim vamos além do voto, mudamos a cidade a partir de uma prática e de um projeto apresentado por nós

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Placas de circuito geram mais de 17 metais (precisos e de base) na reciclagem

Posted: 16 Jun 2013 02:10 PM PDT


O Brasil tem avançado na área de reciclagem de eletroeletrônicos, mas uma parte dos materiais ainda não pode ser recuperada no País: as placas de circuito. Placas mãe e placas de vídeo, no caso dos computadores, assim como os componentes que controlam televisões, monitores e impressoras têm uma série de metais em sua estrutura, e a reciclagem desses itens exige, pois, a separação de cada um, para posterior reaproveitamento.
Há ao menos 17 metais nessas placas, entre pesados, preciosos e de base. Alguns deles até têm tecnologia no país para reciclagem, mas quando todos estão juntos, a recuperação só é feita por cinco empresas no mundo. Uma delas é a Umicore, com sede na Bélgica, que processa 350 mil toneladas de materiais por ano.
As placas brasileiras provêm, principalmente, de equipamentos de informática - computadores, periféricos e acessórios -, e o restante vem de celulares, televisões e sistemas de áudio. São Paulo é o que mais envia sucata eletrônica, mas isso porque, segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, as maiores empresas estão no estado - as menores, por não terem condições de fazer a exportação por si, acabam enviando materiais para a região sudeste, para que sejam destinados à Europa.
Processo de separação
Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, Ricardo Rodrigues, o processo de reciclagem começa com a etapa de amostragem. O material recebido é triturado, formando uma mistura homogênea, de onde se retira uma amostra. No laboratório, são identificados os metais contidos no lote de lixo eletrônico, o que determina quanto as empresas que entregaram a sucata vão receber pelo material. Além disso, os números servem para saber a quantidade de recursos naturais que se está economizando, ao recuperar o que já foi extraído e colocar os componentes de volta no ciclo de produção.
Então vem a etapa de refino, ou seja, de separação de cada um dos metais. O primeiro passo é fazer lotes maiores, o que significa juntar a massa homogênea de placas de circuito, por exemplo, com outros tipos de lixo, não necessariamente eletrônico, que também têm metais em sua composição: subprodutos de processos químicos, catalizadores automotivos e resíduos da indústria petroquímica, por exemplo.
Esses lotes maiores passam então por três linhas de processo, onde há os chamados metais coletores. Eles recebem esse nome porque funcionam como espécies de imãs, atraindo outros metais. O cobre, por exemplo, atrai ouro, paládio e selênio, entre outros, então nesta etapa do processo esses metais vão formar uma liga. O que "sobrou" segue para a próxima linha, de chumbo, em que metais como prata, estanho e bismuto vão formar outra liga. E da mesma forma, o restante do material vai para a terceira linha, onde o níquel vai atrair platina e ródio, por exemplo.
A fase seguinte ocorre em três diferentes espaços, onde cada uma das três ligas formadas vai ser separada. Cada material tem características químicas que o diferem dos outros, o que possibilita que eles sejam, um a um, destacados do restante da liga.
O que difere a tecnologia da Umicore de outras presentes no mundo é justamente a unificação das três linhas, com os três metais coletores, na mesma planta de reciclagem, explica Rodrigues. "Se você tivesse o cobre, por exemplo, como principal coletor, seria possível recuperar alguns metais, mas os outros não", detalha.
Ao final do processo de reciclagem, os metais estão como novos, e podem ser usados pelas mesmas indústrias que utilizam o material recém-extraído. Rodrigues destaca que, com isso, economiza-se a natureza de quatro formas diferentes, entre elas evitando que novos materiais sejam retirados da natureza, e impedindo que metais pesados sejam jogados em aterros sanitários sem tratamento e acabem contaminando o meio ambiente.
A indústria de reciclagem tem também uma preocupação com a sua própria emissão de poluentes. Os materiais que serão reciclados são sempre analisados previamente, segundo Rodrigues. "Conhecemos as empresas que vão fornecer o material para reciclagem, e avaliamos o que é necessário para recuperar o material, e se isso não oferece risco também às pessoas que vão trabalhar no processo", explica.
Além disso, as partes que não recicláveis acabam usadas em outros processos. O plástico contido nas placas de circuito, por exemplo, é queimado para gerar energia para outras etapas da reciclagem. Tudo, afirma Rodrigues, com controle de emissões de gases e de poluentes. Em outra frente, a planta tem sistema de recolhimento de água da chuva e lavagem dos solos, que passa por tratamento e é usada novamente para molhar as pilhas de materiais e resfriar o maquinário da unidade. O processo é certificado por órgãos ambientais europeus.
Depois da reciclagem
Os materiais reciclados em alguns casos voltam para suas indústrias de origem. É o que em geral acontece com platina, paládio e ródio, por exemplo, reciclados de catalizadores e que depois podem ser usados para a fabricação de novos catalizadores. Os produtos utilizaados em baterias também são reaproveitados pela mesma indústria.
No caso da Umicore, que possui, além das usinas de reaproveitamento, indústrias de baterias, catalisadores e materiais de construção, uma parte do material é consumida pela própria empresa. Quando há excedente, ou quando o produto fruto da reciclagem não faz parte da cadeia produtiva da empresa, os materiais são vendidos para outras indústrias. Os setores de eletroeletrônica, de pigmentos, de fertilizantes e de automotores são os principais clientes da Umicore. Fabricantes de bateria também compram os componentes reciclados.
Quanto aos preços, Rodrigues explica que metais preciosos são cotados pela bolsa, então o valor dos materiais recém-extraídos ou reciclados é o mesmo. Os custos do processo são pagos em parte pelas empresas que recolhem o material e em parte pelas que reciclam. "A companhia paga para a Umicore reciclar, mas depois de ver quanto vale o material, ela recebe o valor descontado o custo", simplifica. Se, por exemplo, a manufatura reversa custou R$ 20 mil, e os produtos finais valem R$ 100 mil, a empresa que recolheu o material recebe R$ 80 mil.

Por: Déborah Salves

O que é energia solar?

O que é energia solar?



Autor: Rafaela Pozzebon 

Há tempos se fala em sustentabilidade para que o planeta sobreviva por longos anos, neste contexto, a busca por sistemas que geram energia chamada limpa para nosso viver, é constante. O homem descobriu uma fonte infinita de energia, que parece aumentar sua potência ao longo do tempo, o Sol.
Energia solar é aquela proveniente do Sol,  podendo ser energia térmica e luminosa. Esta energia pode ser captada por painéis solares, que são formados por células fotovoltaicas  e apóstransformada em energia elétrica ou mecânica. A energia solar é utilizada principalmente em residências, no aquecimento de água.
A energia solar é considerada uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, já que consiste em uma fonte de energia renovável e limpa, que não emite qualquer tipo de poluente.

Como funciona a energia solar?

Em virtude de ser considerada uma energia limpa e que não agride o meio-ambiente, a energia solar cada vez mais é comentada e utilizada no mundo, principalmente em países mais desenvolvidos. Sendo que na última década o aumento do uso da energia solar no planeta foi de 40%. "Isso vem acontecendo graças a programas de incentivo em países como Alemanha, Japão e Espanha para ampliar a geração de eletricidade com fontes renováveis, visando reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa", explica o professor Roberto Zilles, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE-USP). "No Brasil, também já foram formulados e implementados importantes projetos de difusão dessa tecnologia durante a última década, ao mesmo tempo em que se consolidaram grupos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico", disse ainda.
A geração de energia a partir da luz do Sol está associada ao  "efeito fotovoltaico", que foi observado pela primeira vez em 1893 pelo físico francês Alexandre-Edmond Becquerel. "Esse efeito consiste essencialmente na conversão de energia luminosa incidente sobre materiais semicondutores, convenientemente tratados, em eletricidade", disse o professor Zilles. “ No início, esse sistema era utilizado somente na geração de energia para satélites", conta Roberto Zilles. "Mas as tecnologias de produção evoluíram a tal ponto que tornou viável seu uso em aplicações terrestres, para fornecimento de energia elétrica em residências isoladas da rede convencional de distribuição", completou.
Paineis solares instalados em uma residência
Paineis solares instalados em uma residência

Energia do Sol da Terra

A distância do Sol à Terra é de uma unidade astronômica (1 UA), ou seja, cerca de 150 milhões de quilômetros. Após determinar tal distância, que aconteceu em 1673, foi possível calcular o seu grau de luminosidade, bem como qual a potência que ele produz. Assim, cada metro quadrado da Terra recebe do Sol uma potência de 1400 watts, que corresponde a potência de 14 lâmpadas de 100watts.

Tipos de energia solar

Energia fototérmica: Este tipo de energia possui relação com o aquecimento de líquidos ou gases através da absorção dos raios solares que causam o seu aquecimento. Geralmente sãoempregadas no aquecimento de água para uso em chuveiros, ou mesmo gases para secagem de grãos ou uso em turbinas.
Captação de energia fototérmica
Captação de energia fototérmica
Energia fotovoltaica: Este tipo de energia visa a conversão da energia solar em energia elétrica através de células fotovoltaicas. As células fotovoltaicas mais conhecidas e utilizadas são feitas de silício por possuir características intermediárias entre um condutor e um isolante. Assim, cada célula possui duas camadas de silício. A mais fina é carregada negativamente, quando atingida pelos raios solares tem seus elétrons transferidos para a camada mais grossa, que fica carregada positivamente. Apesar de mais tradicional, a célula de silício é mais cara. No entanto, existem alternativas mais baratas que são capazes de gerar cerca de 4 volts, as chamadas DSC.
Captação de energia fotovoltaica
Captação de energia fotovoltaica

Tipos de captura da energia solar

Método Direto: No método direto a energia solar é transformada em outro tipo de energia que pode ser usada pelo homem no seu dia-a-dia. Exemplo: A energia solar atinge um painel solar, sendo após transformada em eletricidade.
Método Indireto: No método indireto significa que mesmo recebendo e transformando toda a energia do Sol, ela não pode ser usada de forma útil sem ter um processo de transformação maior. Um exemplo disso é os sistemas que controlam automaticamente cortinas conforme a disponibilidade e presença da luz do sol.
Além disso, existem os processos passivos e ativos para a aplicação deste tipo de energia. Os sistemas passivos geralmente são considerados métodos diretos. Neste caso a energia solar é transformada em energia mecânica sendo após utilizada para outros fins. Os sistemas ativos, por sua vez, necessitam de dispositivos elétricos, mecânicos ou químicos para aumentar a efetividade do recolhimento dessa mesma energia.
Parques de capatação de elergia solar
Parques de capatação de elergia solar

Vantagens e desvantagens da energia solar

Vantagens
  • A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
  • As centrais necessitam de manutenção mínima.
  • Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
  • A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
  • Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
Usina Nuclear é uma das que mais polui o ambiente
Usina Nuclear é uma das que mais polui o ambiente
    Desvantagens
    • Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.
    • Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
    • Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
    • Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
    • As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja.
    Energia Eólica é outra alternaliva para poluir menos
    Energia Eólica é outra alternaliva para poluir menos