terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Compra Sustentável: A força do consumo público e empresarial para uma econômica verde e inclusiva


http://www.iclei.org/index.php?id=7172


Foi lançado em dezembro de 2012, o livro Compra Sustentável: A força do consumo público e empresarial para uma econômica verde e inclusiva, resultado de uma parceria entre o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Secretariado para América do Sul.

Clique aqui para acessar a publicação.



Novo jeito de ver e agir


http://ciclovivo.com.br/video/novo-jeito-de-ver-e-agir


30 de maio de 2012 • Atualizado às 15h43






O vídeo feito pelo banco Real/Santander mostra as possibilidades e mudanças que podem ser aplicadas à rotina de uma pessoa comum para torná-la mais sustentável.

Ingleses criam sabão em pó que absorve a poluição do ar



27 de December de 2012 • Atualizado às 17h48


Batizado de Catclo, o sabão em pó ainda não é comercializado, mas a previsão é de que o produto entre no mercado em 2013. | Foto: btwist/SXC.HU

Um professor de química e uma estilista britânica desenvolveram um novo sabão em pó, que libera uma propriedade capaz de fazer com que as roupas absorvam os gases que poluem o ar. Depois de lavadas, as peças reagem com a luz e absorvem as impurezas.
A boa notícia para as donas de casa é resultado das experiências realizadas pelo químico Tony Ryan, da Universidade de Sheffield, e da estilista Helen Storey, professora no London College of Fashion, ambos da Inglaterra. O sabão gruda nas roupas lavadas e retém os agentes de poluição.
Funciona assim: o produto libera propriedades catalisadoras durante a lavagem. Em contato com a luz, os tecidos absorvem e neutralizam as moléculas de óxido de nitrogênio, um dos principais gases poluentes na atmosfera.
Batizado de Catclo, o sabão em pó ainda não é comercializado, mas a previsão é de que o produto entre no mercado em 2013. Segundo os inventores, a ação catalisadora do Catclo não danifica as roupas, e nem acelera o desgaste do tecido.
Para que a tecnologia seja popularizada, a dupla abriu mão da patente da invenção. Mesmo em fase experimental, o produto já fez tanto sucesso, que despertou o interesse de uma fabricante britânica de produtos de limpeza, a Ecover, que já trabalha para a incorporação do Catclo na fórmula dos seus produtos. Com informações do Greensavers.
Redação CicloVivo

Quase 20% das obras previstas para a Copa 2014 ainda não saíram do papel

28/Dezembro/2012

Segundo balanço do Governo Federal, restante das construções deve cumprir o cronograma esperado



Da Redação

Cerca de 81% das obras previstas em estádios, portos, aeroportos e em mobilidade urbana para os jogos de 2014 estão em andamento ou concluídas. As informações foram divulgadas na noite de ontem (27) pelo Governo Federal.
Ao todo, 102 projetos nessas áreas integram o primeiro ciclo de planejamento para a organização do evento. Outras ações fazem parte do segundo ciclo e envolvem os setores de telecomunicações, turismo, segurança e defesa, energia e promoção. Os investimentos de R$ 26,1 bilhões previstos no quarto balanço estão divididos em R$ 23,6 bilhões para projetos do primeiro ciclo e R$ 2,5 bilhões para o segundo ciclo. Confira, a seguir, a situação dos segmentos de obras, conforme dados consolidados pelo Governo em novembro de 2012:
Arenas
Segundo as informações do balanço, os seis estádios da Copa das Confederações de 2013 estarão concluídos até abril de 2013. O Castelão, em Fortaleza, e o Mineirão, em Belo Horizonte, já foram entregues. As demais arenas devem ser concluídas até dezembro de 2013. Os estádios receberão R$ 7,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,76 bilhões via financiamento federal. O BNDES desembolsou R$ 1,9 bilhão, ou 51% do total, para oito projetos. O banco já firmou contrato com dez responsáveis pelas obras. Desse grupo, falta a assinatura oficial com São Paulo. O estádio de Brasília não solicitou recursos do BNDES.
Divulgação: Secopa
Mineirão é o segundo estádio inaugurado para a Copa do Mundo de 2014

AeroportosOs doze principais aeroportos das cidades-sede, mais o aeroporto de Viracopos, em Campinas, estão em obras ou com ações concluídas. A exceção é Recife, que tem um aeroporto novo. Lá, apenas uma intervenção será feita, com processo em licitação.

Dos 30 projetos previstos, oito foram entregues e 13 estão em andamento. Em nove terminais, as obras serão finalizadas até dezembro de 2013 e em outros quatro no primeiro semestre de 2014. São 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros, que aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa. Há ainda sete obras em pistas e pátios, além de duas novas torres de controle (casos de Recife e Salvador).

Os investimentos são estimados em R$ 6,82 bilhões, sendo R$ 3,61 de fonte privada. Os aeroportos de Brasília, São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP) e Campinas (SP) passaram por processo de concessão. O Governo Federal anunciou que os terminais do Galeão (RJ) e de Confins (MG) passarão pelo mesmo processo em 2013.
Mobilidade UrbanaDos 53 projetos de mobilidade urbana previstos, 45 estão em andamento. As ações tiveram início em onze cidades que receberão partidas do Mundial. Serão dois VLT's (Veículos Leves sobre Trilhos), 15 BRT's (Bus Rapid Transit), 26 corredores e vias, além de dez estações, terminais e centrais de controle de tráfego. 

Estão previstos investimentos de R$ 8,95 bilhões em mobilidade urbana, sendo R$ 5 bilhões de financiamento federal. Os empreendimentos já receberam 80% do desembolso que era esperado até a fase atual do planejamento das ações no setor. Os empreendimentos têm conclusão prevista para o período entre janeiro de 2013 e maio de 2014.
PortosEstão em andamento 71,4%, ou cinco dos sete projetos nos portos que serão usados na Copa. Dos cinco terminais de passageiros previstos, quatro estão em obras (Fortaleza, Natal, Recife e Salvador) e têm previsão de entrega entre abril e novembro de 2013. Também está sendo feito o alinhamento do cais do porto de Santos (SP), que deve ser finalizado em dezembro de 213. O píer do porto do Rio de Janeiro está em fase de licitação e o terminal de Manaus está em fase de elaboração do projeto. Os investimentos previstos são de R$ 682 milhões.
Turismo e capacitaçãoOs projetos no setor turístico para a Copa preveem aumento de quase 15% na oferta hoteleira nas 12 sedes até 2014, de 706 mil hóspedes para 809 mil. O BNDES, através da linha de financiamento ProCopa Turismo, oferecerá R$ 2 bilhões para reforma e construção de novos hotéis. Deste valor, R$ 1,5 bilhão está comprometido em projetos aprovados ou em análise.

Também estão em andamento 400 intervenções que envolvem a construção, reforma e ampliação dos Centros de Atenção ao Turista, sinalização turística e obras de acessibilidade nos atrativos turísticos. Esses projetos terão investimento de R$ 212,5 milhões e a previsão é de que sejam entregues até dezembro de 2013.

Outra frente para aprimorar o turismo é a qualificação profissional. Entre alunos matriculados e que já concluíram as atividades, 57 mil passaram pelo Pronatec Copa em 2012. O programa pretende oferecer 240 mil vagas em 117 municípios até 2014.
Telecomunicações
A Telebrás já entregou 70% da rede de fibra ótica prevista para atender as seis capitais que receberão jogos da Copa das Confederações de 2013 (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador). A previsão é de que toda a estrutura fique pronta nessas cidades entre fevereiro e abril. A rede nas outras seis cidades-sede da Copa do Mundo será entregue até novembro de 2013. Ao todo, serão mais de 2 mil km de fibra ótica nas 12 sedes, além da ativação de 50 Pops (pontos de presença) e implantação de tecnologia DMDW para transmissão de imagem. Os investimentos no setor serão de R$ 200 milhões.
Segurança e defesaAs ações de segurança pública para o policiamento dos megaeventos, monitoramento do fluxo das fronteiras e integração das instituições estão sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, que investirá R$ 1,2 bilhão nos projetos. Os recursos também serão usados na construção ou reforma dos locais que irão abrigar os 12 Centros Integrados de Comando e Controle Regionais. Seis deles estarão em funcionamento para a Copa das Confederações. Os dois Centros de Comando e Controle Nacionais, que ficarão no Rio de Janeiro e em Brasília, têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2013. Além disso, foram adquiridos equipamentos como imageador aéreo, kit antibomba, conjunto de armamento e munição e salas cofre. O Ministério da Defesa investirá R$ 700 milhões para controle do espaço aéreo, marítimo e fluvial, segurança cibernética, prevenção e combate ao terrorismo, fiscalização de explosivos, entre outras.
Energia
Com o objetivo de atender a demanda adicional de energia que ocorrerá com a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, serão investidos R$ 1,7 bilhão em ações de geração, transmissão e distribuição de energia. Os operadores das arenas serão os responsáveis pela implantação de geradores e sistema de alimentação ininterrupta nos estádios. Os investimentos em linhas de transmissão e instalações nas cidades-sede para atender aos critérios de segurança diferenciados ficarão a cargo das empresas transmissoras. As obras de reforço à estrutura atual, como subestações e linhas de distribuição, serão feitas pelas empresas distribuidoras de energia, que entregarão os empreendimentos para a Copa das Confederações até abril do próximo ano.
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Jardins suspensos construídos sobre lajes reservam a água das chuvas para irrigação posterior


Jardim sobre piso elevado



http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/40/artigo236252-1.asp

Reportagem: Juliana Nakamura


A utilização de piso elevado sobre lajes é mais uma opção para a construção de coberturas verdes. O sistema tem como principal vantagem dispensar a necessidade de bombeamento para irrigação e permite a implantação de jardins com diversas espécies de plantas.
O sistema é composto por pedestais, tubos de irrigação e placas de piso elevado fabricadas em polipropileno termoplástico. A irrigação funciona de maneira semelhante ao que acontece na natureza. As águas da chuva penetram no solo, são filtradas pela terra e ficam armazenadas no vão criado entre a laje e as placas de piso. Quando a chuva é muito intensa, um sistema de extravasamento drena o excesso. Quando a chuva para, a água do solo evapora ou é consumida pelas plantas.
Ricardo Paschoal, engenheiro da Remaster, conta que o custo aproximado desse tipo de solução é de R$ 250/m² (sem frete). O valor não inclui o substrato, que varia de acordo com o projeto paisagístico, a vegetação e a região onde é executado o jardim. A instalação é bastante simples e rápida, como mostramos a seguir. Se as condições locais forem favoráveis é possível instalar cerca de 100 m² de piso por dia.
"Em edifícios residenciais, além de criar uma paisagem verde em meio ao concreto das áreas comuns, esse tipo de solução traz conforto térmico para o prédio, economiza água do condomínio por meio da autoirrigação, prolonga a durabilidade da impermeabilização da laje que suporta o jardim e, em um plano maior, minimiza os efeitos nocivos das enchentes", afirma Débora Bertini, gerente-geral de Desenvolvimento de Produtos da Cyrela São Paulo.





Materiais e EPIs
Fotos: Marcelo Scandaroli
Martelo, trena, estilete, canivete, serra, nível de bolha, lápis, selante à base de silicone, manta asfáltica adesiva e ventosa para tirar placas. EPIs obrigatórios: uniforme, óculos de segurança, luva de algodão com pigmento de látex, capacete, cinto de segurança tipo paraquedista, protetor auricular e calçado de segurança com biqueira de aço.


Passo 1
Fotos: Marcelo Scandaroli
1 Antes de iniciar a instalação do piso elevado, é importante checar a laje, que deve estar limpa, seca, sem partes soltas. A laje deve ser previamente impermeabilizada, mas não é necessária a aplicação de massa para regularização dos caimentos e o uso de ralos.


Passo 2
Fotos: Marcelo Scandaroli
2 Com a laje pronta, inicia-se a instalação dos pisos elevados. O sistema chega ao canteiro em kits prontos para a montagem.


Detalhe
Fotos: Marcelo Scandaroli
As placas saem de fábrica furadas com os espaçamentos corretos para o encaixe dos pedestais.


Passo 3
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
3 A instalação começa com o encaixe dos pedestais nas placas de piso. Cada placa tem 50 cm x 50 cm.


Passo 4
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
4 Em seguida são encaixados os tubos de irrigação e drenagem nos nichos reservados nas placas de piso.


Passo 5
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
5 As placas são colocadas sobre a laje.


Passo 6
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
6 À medida que são instaladas, as placas são niveladas com ajustes rosqueáveis nos pedestais. Nessa etapa é fundamental o uso de um nível de bolha.


Passo 7
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
7 As demais placas são instaladas lado a lado, conforme orientações do projeto, até cobrir toda a laje. O travamento das placas é feito por meio do encaixe dos pedestais.


Passo 8
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
8 Em alguns casos, a laje pode ter reentrâncias e exigir o recorte das placas de piso para complementar a área. Antes de fazer qualquer corte, é fundamental medir com cuidado a área a ser coberta.



Passo 9
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
9 Após fazer todas as medições, é possível fazer os cortes das placas com uma serra.

Passo 10
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
10 Só então as últimas placas são colocadas sobre a laje.

Detalhe
Fotos: Marcelo Scandaroli
Caso seja necessário retirar uma placa já fixada para eventuais ajustes, deve-se utilizar uma ventosa "saca-placas". A ferramenta é fundamental porque o vão entre as placas é muito pequeno (cerca de 1 mm) e não permite o encaixe de nenhuma outra ferramenta para fazer a mesma função.

Passo 11
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
11 Para reforçar a proteção contra vazamentos, é aplicado selante à base de silicone na junção entre a placa de piso e o tubo de irrigação.

Passo 12
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
12 No encontro da placa de piso e a parede, aplica-se manta asfáltica adesiva para criar uma barreira física para que a terra fique na parte superior da placa e não caia no vão de reserva de água.

Passo 13
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
13 Depois que os tubos de irrigação estão instalados e devidamente vedados, pode-se colocar o substrato sobre o piso. Fornecido de acordo com o projeto de paisagismo, o substrato deve ser colocado dentro dos tubos de irrigação e em toda a extensão da laje.

Passo 14
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
14 Cumpridas essas etapas, a laje está pronta para receber a vegetação escolhida. O projeto de paisagismo pode prever a utilização de plantas variadas.

Outros cuidados
» Antes de iniciar o serviço, a laje que receberá a cobertura verde deve ser impermeabilizada, preferencialmente com manta asfáltica. É sobre ela que a água proveniente da chuva vai ficar armazenada. Daí a importância da impermeabilização bem projetada e executada.
» O substrato a ser utilizado pode compor uma camada de até 1 m de altura e deve ter uma textura adequada para favorecer o sistema de irrigação natural.
» Exceto em jardins com pouca quantidade de substrato e utilizados somente para plantar forrações (como o da obra fotografada), deve-se sempre adicionar pastilha antirraiz após a instalação do sistema, junto ao substrato.


Entenda a importância de seguir o projeto para facilitar a mobilidade de pessoas com necessidades especiais



Plantas

 

Acessibilidade


Entenda a importância de seguir o projeto para facilitar a mobilidade de pessoas com necessidades especiais


Reportagem: Juliana Martins

http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/51/artigo265495-1.asp

Para criar um ambiente acessível a portadores de necessidades especiais, deve-se levar em conta variáveis como distância entre a pia e o chão, tipo de torneira usado, barras de apoio para que o cadeirante possa se transferir da cadeira ao vaso sanitário etc. Estes são detalhes que levam em conta várias exigências relacionadas à ergonomia. Assim, as medidas indicadas em projetos de acessibilidade foram decididas por meio de estudos que possibilitam o melhor uso do espaço por qualquer pessoa, independentemente de suas limitações físicas ou visuais.


Estudo do IPT detecta como evitar desperdício de energia em sistemas hidráulicos

21/Dezembro/2012

Estudo do IPT detecta como evitar desperdício de energia em sistemas hidráulicos



Resultados apontam possibilidade de ganhos em eficiência energética com o bombeamento de fluidos



Gustavo Jazra


Um estudo recente sobre bombeamento de fluidos possibilitou a descoberta de soluções para a obtenção de ganhos em eficiência energética na utilização de sistemas hidráulicos. A pesquisa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi coordenada por Marcos Tadeu Pereira, engenheiro mecânico e pesquisador do Laboratório de Fluidodinâmica e Eficiência Energética.
De acordo com o engenheiro, as empresas precisam realizar três premissas para atingir o resultado: estimular o acesso à informação e à disseminação de resultados, mudar o comportamento organizacional e adaptar a educação básica dos engenheiros às novas demandas. Com isso, é possível melhorar de 20% a 50% a eficiência dos sistemas, afirma o engenheiro. Nos países desenvolvidos, cerca de 10% da energia consumida por operações industriais é destinada a operações de bombeamento.
O acesso à informação e à disseminação de resultados é compreendido por uma sequência de três etapas. A primeira diz respeito à tomada de conhecimento dos componentes-chave da instalação e de alternativas para melhorar seu rendimento. Enquanto isso, a segunda se destina à caracterização física da instalação, é quando se define o estado real da tubulação. Por fim, na terceira são utilizadas ferramentas de monitoramento do consumo para aumentar a eficiência.
O resultado implica na reformulação do conteúdo nos cursos de engenharia. Segundo Pereira, atualmente a graduação desconsidera processos de cálculos para melhor a eficiência dos bombeamentos. "As equações usadas nos cursos foram criadas para perda de carga e de energia na década de 1930. Foram feitas pequenas revisões em suas fórmulas nas décadas de 1960 e 1990, mas elas são basicamente as mesmas e não são adequadas às tubulações usadas no Brasil", diz.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Concreto biológico cria fachadas verdes naturalmente


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Concreto biológico cria fachadas verdes naturalmente. 21/12/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=concreto-biologico-fachadas-verdes. Capturado em 30/12/2012. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/12/2012


Concreto biológico cria fachadas verdes naturalmente
Além do conforto térmico, o prédio deverá mudar de cor ao longo das estações. [Imagem: UPC]
Fachadas vivas
Pesquisadores espanhóis desenvolveram um concreto biológico do qual crescem líquens e musgos naturalmente depois que a construção fica pronta.
O objetivo é criar prédios com "fachadas vivas", de forma a melhorar o conforto térmico interno e evitar gastos de energia com aquecimento e ar-condicionado, dependendo da estação.
Segundo a equipe, a incorporação dos microrganismos no próprio concreto oferece vantagens ambientais, térmicas e ornamentais em relação a outras técnicas de arquitetura verde.
"A inovação deste novo concreto é que ele se comporta como um suporte para o crescimento biológico natural e o desenvolvimento de certos organismos biológicos, particularmente certas famílias de algas, fungos, líquens e musgos," afirmam Antonio Aguado e seus colegas da Universidade de Granada.
"A ideia é também que as fachadas construídas com o novo material mostrem uma evolução temporal por descoloração, dependendo da estação do ano, bem como da família de organismos predominantes. Com esta técnica podemos evitar o uso de outras vegetações, para evitar que as raízes estraguem a construção," concluem.
Cimento com semente
Para viabilizar o projeto, equipe desenvolveu uma técnica para o crescimento acelerado dos microrganismos a partir de materiais à base de cimento.
O primeiro protótipo usa um derivado carbonatado do cimento Portland tradicional, de forma a obter um pH em torno de 8.
O segundo protótipo usa um cimento de fosfato de magnésio, um aglomerante que é ligeiramente ácido, dispensando tratamento para redução do pH.
Para garantir a colonização do material pelos microrganismos, os pesquisadores também ajustaram a porosidade e a rugosidade do concreto.
O processo foi patenteado, mas os pesquisadores trabalham ainda para acelerar ainda mais o crescimento dos líquens - o objetivo é que a fachada verde fique atraente em no máximo um ano depois do término da construção.
Concreto biológico
O concreto biológico consiste de uma placa de concreto, que faz o papel de elemento estrutural, à qual são adicionadas três camadas.
A primeira é de impermeabilização, evitando que a umidade passe para dentro do edifício.
A segunda é a camada biológica propriamente dita, com uma estrutura interna que permite a captação de água da chuva para os musgos e líquens.
Por último, é aplicada uma camada de impermeabilização inversa, que garante a manutenção da umidade na segunda camada.

Brasileiros poderão fornecer energia de graça para concessionárias


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sistema-geracao-domiciliar-energia&id=010175121218

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/12/2012

Oportunidade perdida
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou uma resolução que permite que os consumidores brasileiros tornem-se também geradores de eletricidade a partir de fontes renováveis.
A regulamentação da micro e minigeração distribuída vem sendo discutida pela Agência desde 2010, quando foi realizada uma consulta pública para discutir o tema. Em 2011, foi realizada uma Audiência Pública sobre a minuta da resolução e em abril de 2012 a Diretoria da Agência aprovou o texto.
A Resolução Normativa nº 482/2012 entrou em vigor nesta segunda-feira (17).
O texto, porém, está longe de modernizar o sistema de geração elétrica brasileira e criar uma verdadeira geração distribuída de energia.
Em vez de incentivar os consumidores a instalar equipamentos para geração de energia renovável na medida de sua capacidade de investimento, a agência limita essa geração domiciliar ao consumo da residência.

Inexplicável
Os geradores domésticos - consumidores pessoa física ou empresas - deverão utilizar fontes renováveis de energia, o que inclui energia eólica, energia solar, biomassa ou pequenas hidrelétricas.
A resolução abrange dimensões consideradas como microgeração - até 100 kW - e minigeração - até 1 MW.
O consumidor que gerar energia poderá consumir o que necessitar e fornecer o excedente à empresa de energia.
A potência máxima da geração será ditada pela capacidade da carga instalada na residência, embora seja possível solicitar aumento à concessionária.
A limitação real, contudo, aparece quando se trata do pagamento pela energia fornecida à concessionária: o pagamento virá na forma de créditos para abatimento na própria conta de luz.
"Para fins de compensação, a energia ativa injetada no sistema de distribuição pela unidade consumidora, será cedida a título de empréstimo gratuito para a distribuidora, passando a unidade consumidora a ter um crédito em quantidade de energia ativa a ser consumida por um prazo de 36 (trinta e seis) meses," estabelece a resolução.
Caso produza mais do que consuma, o consumidor-gerador poderá repassar o crédito apenas para outras residências de sua propriedade, cadastradas sob o seu próprio CPF.
Se não utilizar os créditos no prazo de 36 meses, o crédito simplesmente expira, e o consumidor não recebe nada pela energia que forneceu - a resolução trata sempre de créditos de energia, e não créditos financeiros.
Prazos
As distribuidoras terão até 15 de dezembro de 2012 para se adequar às novas regras.
A partir de então, as empresas deverão estar preparadas para receber o pedido de instalação de micro ou minigeração distribuída.
Mas a conexão efetiva da geradora residencial à rede deverá demorar mais.
Segundo a ANEEL, o efetivo faturamento das primeiras unidades consumidoras no sistema de compensação de energia deverá ocorrer somente após março de 2013, considerando os prazos desde a solicitação do consumidor até a aprovação do ponto de conexão pela distribuidora.

Fundação SOS Mata Atlântica destaca projetos sustentáveis realizados em 2012



28 de December de 2012 • Atualizado às 14h53


Neste ano, a ONG reafirmou seu compromisso com o meio ambiente assumindo diversos projetos. | Foto: André Ribeiro/CC
Criada em 1986 por cientistas, empresários e jornalistas, a Fundação SOS Mata Atlântica já atua há 26 anos conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e os ecossistemas sob sua influência. Neste ano, a ONG reafirmou seu compromisso com o meio ambiente assumindo diversos projetos.  
Confira alguns destaques do ano da ONG que fez a diferença em 2012:

A situação dos Remanescentes Florestais de Mata Atlântica em 2012
Em 27 de maio, data em que é comemorado o Dia da Mata Atlântica, a Fundação e o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) divulgaram os dados atualizados sobre do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica referentes ao período de 2010 a 2011. O monitoramento contou com o patrocínio do Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.
Da área total do bioma Mata Atlântica, 1.315.460 quilômetros quadrados, foram avaliados no levantamento 1.224.751 quilômetros quadrados , o que corresponde a cerca de 93%. Entre os Estados avaliados, Minas Gerais e Bahia seguem como aqueles em situação mais crítica, sobretudo nas regiões com matas secas. A floresta continua reduzida a apenas 7,9% de sua cobertura original.
“A conservação e a proteção desse bioma tão ameaçado continuam sendo nossas grandes lutas. Os recursos naturais e os serviços ambientais da Mata Atlântica são essenciais para a sobrevivência de mais de 118 milhões de habitantes que vivem sob seus domínios”, enfatiza Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.

 Políticas Públicas
O projeto de Lei que alterou o Código Florestal Brasileiro foi uma das reformas mais discutidas durante 2012, mobilizando milhões de assinaturas e manifestações pelos vetos presidenciais. Por meio das áreas de Políticas Públicas, de Mobilização e da Rede das Águas, a Fundação SOS Mata Atlântica atuou fortemente nestas questões, com protestos, coletas de assinaturas e a participação nas sessões no Congresso, em audiências públicas e eventos sobre o assunto.
Durante todo o ano o foi mantido o apoio ao movimento Floresta Faz a Diferença, que lançou novas campanhas, como o Cartão Vermelho aos Parlamentares que Querem Piorar o Código Florestal e Não Vote em quem Votou Contra as Florestas. A população demonstrou também nas urnas seu desejo pelo “veto” ao Código Florestal: 75% dos candidatos “cartão vermelho” (que votaram pelo enfraquecimento do Código e disputavam o cargo de prefeito) não foram eleitos. Além disso, no evento Viva a Mata, cerca de duas mil pessoas se reuniram na manifestação #VetaTudoDilma, pedindo à Presidente o veto integral do Novo Código Florestal.
A Fundação se envolveu também com mobilizações e debates da Rio+20, lançou a Plataforma Ambiental aos Municípios 2012 e ajudou mais cidades a elaborarem seus Planos de Mata Atlântica. Previsto na Lei da Mata Atlântica, esse documento reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica nas cidades abrangidas pelo bioma. Neste ano, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, foi a terceira cidade brasileira a concluir seu plano. Ainda com o apoio da Fundação, mais 15 municípios do Rio de Janeiro estão produzindo seu plano, entre outras cidades.

Campanha Veteranas de Guerra
No Dia da Árvore, 21 de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica lançou a campanha Veteranas de Guerra, uma criação da agência F/Nazaca Saatchi & Saatchi. Com a participação do botânico Ricardo Cardim, foram selecionadas 20 das árvores mais antigas da capital paulista, espécies nativas da Mata Atlântica que receberam medalhas de honra e uma placa de bronze em homenagem e agradecimento pelos serviços prestados à população.
 Zelando também pela lembrança da relevância dessas que são verdadeiras “sobreviventes do asfalto”, a campanha conquistou em novembro seu primeiro prêmio na categoria, levando o bronze na categoria Craft TV & Vídeo, da premiação argentina El Diente, a mais importante do mercado publicitário argentino.

Nosso Verde Também Depende do Azul
Durante 2012, a Fundação trabalhou a relação entre as zonas costeiras, ecossistemas marinhos e a Mata Atlântica, baseando-se no conceito “Nosso Verde Também Depende do Azul”, tema do evento em comemoração ao dia nacional da Mata Atlântica (27/05), Viva a Mata 2012. Em sua oitava edição, ele recebeu mais de 100 mil pessoas e atividades e projetos de 80 expositores de todo o Brasil. O evento contou com o patrocínio do Banco Bradesco e da Natura e o apoio da Rede Globo, da Rádio Estadão ESPN, da TAM e da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.
Também no Viva a Mata 2012 foi inaugurado o quarto ciclo da mostra itinerante “A Mata Atlântica é aqui”. O público pode conferir a exposição “Nosso Verde Depende do Azul”.
De maio a dezembro de 2012, com patrocínio do Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus, a exposição visitou 10 cidades, contabilizando mais de 100 dias de atividades de educação ambiental.
Outros eventos foram destaque durante o ano, como a distribuição de 120 mil mudas no Faça Parte da Paisagem, que marcou o Dia da Árvore em setembro, e pelo menos 50.000 pessoas interagiram diretamente com a Fundação em eventos como a Semana do Meio Ambiente, Adventure Sports Fair e Virada Sustentável.
Esses são apenas alguns dos destaques da ONG, entre no site para conhecer mais sobre o trabalho realizado pela fundação. 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Biodiversidade ajuda a evitar pobreza, diz estudo




Análise de dados do Banco Mundial relativos a 139 países mostra que doenças tropicais são um 'fardo econômico'


28 de dezembro de 2012 | 2h 03

LOS ANGELES - O Estado de S.Paulo
Um novo estudo, com base na análise de dados do Banco Mundial relativos a 139 nações, diz que certas doenças infecciosas e parasíticas exercem influência significativa no desenvolvimento econômico e respondem por discrepâncias na renda per capita entre as populações de países tropicais e temperados. Os pesquisadores, em artigo na revista Public Library of Science (PLoS) Biology, também sugerem que ecossistemas saudáveis, com grande diversidade de plantas e animais, podem diminuir a transmissão dessas doenças.

Embora economistas reconheçam que doenças como a malária e o amarelão possam frear o desenvolvimento econômico, "permanece um intenso debate sobre a importância relativa do peso das doenças em geral nos padrões globais de riqueza e pobreza", diz o artigo, assinado pela equipe liderada pelo economista e ecologista Matthew Bonds, do departamento de saúde global e medicina social da faculdade de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
O estudo, além de considerar como as diferenças na latitude se relacionam com doenças e pobreza, analisou outros quesitos que influenciam a economia, como o bom funcionamento das instituições governamentais, legais e econômicas. Para isso, usaram de estatística para avaliar a importância relativa de vários fatores e concluíram que "doenças parasíticas e transmitidas por vetores afetaram sistematicamente o desenvolvimento econômico". "Também mostramos que o fardo trazido por essas doenças é determinado por condições ecológicas", escreveram.
Segundo os especialistas, o estrago causado por essas doenças aumenta com a perda de biodiversidade. Isso porque moléstias como malária e doença de Lyme necessitam de hospedeiros, que aumentam de número com a queda na população de predadores ou competidores - por exemplos, populações de roedores crescem muito quando não há corujas para comê-los.
"Nosso estudo também mostra que a biodiversidade impulsiona o bem-estar econômico ao impedir surtos mais graves de doenças", afirmou Andrew Dobson, coautor do trabalho e médico infectologista da Universidade de Princeton. / LOS ANGELES TIMES

Carona solidária


30/12/2012 - 06h00

Redes sociais já reúnem 30 mil caronistas no Estado de SP

LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO


 É fim de tarde quando quatro jovens partem em viagem de carro entre Ribeirão Preto e São Paulo. Seria apenas rotina, não fosse o fato de que nunca haviam se visto. Eles se conheceram nos dias anteriores pelo Facebook, em um grupo da rede criado para compartilhar caronas.
Se antes a prática era restrita ao boca a boca entre conhecidos, com as redes sociais a carona se disseminou, e envolve agora pessoas cujo único vínculo é a internet.
No Facebook, ao menos 25 grupos de caronas só no Estado de São Paulo reúnem cerca de 30 mil usuários.
Os maiores são os de trajetos entre cidades-sede de regiões --como São Carlos, Bauru, Campinas e Ribeirão-- e a capital. Juntos, os caroneiros dividem os custos. Há ainda sites especializados.

Edson Silva/Folhapress
Caronistas se encontram na rodovia Anhaguera, próximo a Ribeirao Preto; grupo se conheceu pelo Facebook
Caronistas se encontram na rodovia Anhaguera, próximo a Ribeirao Preto; grupo se conheceu pelo Facebook
O grupo que faz o trajeto São Paulo e São Carlos --o maior de todos-- tem pouco mais de 4.000 usuários.
A publicitária Milena Leonel, 26, mora em São Paulo e criou um dos grupos no começo deste ano para economizar nas viagens entre Ribeirão e a capital. Seu grupo tem hoje 1.400 participantes.
Nesse trajeto, o valor convencionado é de R$ 40 por pessoa --de ônibus, os usuários pagariam cerca de R$ 65.
Além da economia, eles falam em conforto e facilidade: encurtam o tempo da viagem e ainda combinam o embarque e o desembarque em pontos como estações de metrô.
Especialistas veem outros benefícios, como a redução no número de carros em circulação e até uma conscientização maior sobre trânsito.
Para o mestre em transportes Creso de Franco Peixoto, da FEI (Fundação Educacional Inaciana), ao se unirem para ações desse tipo, que independem do governo, grupos de caronas ainda dão um recado: "Mostram que há a necessidade de buscar outras soluções [para o trânsito]".
Além de universitários, há gente que busca caronas ocasionais, como para prestar vestibular, visitar parentes ou viajar a lazer para a capital.
Na última quinta, o analista de sistemas Leonardo Augusto Neves Monteiro, 27, abriu espaço em seu carro para outras três pessoas que iam de Ribeirão para São Paulo.
"Às vezes, vou com meu carro e ofereço carona, outras, pego carona. É mais barato e rápido que ônibus", diz ele, que trabalha e mora em Ribeirão, mas vai a São Paulo para ver a namorada. No carro dele, gente que viajava para aproveitar as festas de fim de ano e uma passageira que ia prestar concurso.
FICHA LIMPA
Para evitar riscos, os caroneiros têm uma espécie de manual de conduta: atrasos devem ser evitados e, por segurança, é recomendado buscar algum dado, ainda que pela internet, sobre as pessoas que vão juntas no carro.
"Mas a própria comunidade se encarrega de divulgar algo que venha a acontecer de errado ou suspeito", diz o analista de sistemas Guilherme Mourão Sansoni, 33, que oferece caronas em grupos entre São Carlos, Bebedouro e Franca, no interior.
O comando da Polícia Rodoviária em Ribeirão não recomenda carona entre desconhecidos, mas diz que não há registros de ocorrências.
A dica da corporação é compartilhar as viagens com colegas e parentes. A polícia orienta ainda que os caroneiros evitem fornecer dados pessoais --como endereços-- a desconhecidos. 

Haddad aponta o combate à pobreza como o maior desafio de SP


30/12/2012 - 07h00

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

 Em setembro, quando fazia campanha na favela Peri Alto, na zona norte da capital paulista, o então candidato Fernando Haddad (PT) foi levado por Pedro dos Santos, 10, até um campinho de futebol. O menino pedia gramado e uma arquibancada.


No caminho até o campo, Haddad e Pedro passaram por montanhas de lixo e atravessaram um rio de esgoto a céu aberto. Avistaram palafitas de madeira, onde moradores vivem sem água e rede de energia elétrica. Cruzaram com ratos, moscas e baratas.
Passada a eleição, Haddad reconheceu a assessores que a favela do menino Pedro foi o pior lugar da cidade que visitou durante a campanha.
Lalo de Almeida/Folhapress
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo
E essa favela representa um dos maiores desafios que o futuro prefeito terá que enfrentar: o combate à pobreza na maior metrópole do país.
Em discurso após a vitória, ele afirmou que seu objetivo central era "derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre".
Dados do Censo 2010, do IBGE, mostram que 14,5% dos paulistanos --cerca de 1,5 milhão de habitantes-- são pobres (renda de até R$ 225 mensais per capita).
Mais de 245 mil residências não têm abastecimento de esgoto totalmente adequado e 283 mil pessoas com mais de 15 anos não sabem escrever.
As áreas periféricas da cidade, mais pobres, são as que tradicionalmente dão mais votos ao PT. Neste ano, não fugiram à regra. A zona onde fica o Peri Alto foi uma das que deram vitória a Haddad.
Segundo os dados mais recentes da prefeitura, havia 1.500 imóveis na favela em 2008. Apenas 20% contavam com água e rede elétrica.
Também não havia esgotamento sanitário e só 10% do território tinha iluminação pública e coleta de lixo.
A maior parte das casas é de madeira, e a iluminação vem por meio de ligações clandestinas. A falta de água é contornada com baldes.
"Aqui é o pior lugar que existe. Só pela misericórdia de Deus", disse Robson Bezerra, 23, desempregado, que tenta vender seu barraco por R$ 5.000 para sair dali.
Diariamente, ele vai à rua principal para encher cerca de 15 baldes de água, que usa para tomar banho e cozinhar.
As enchentes são outro problema. As casas que mais sofrem são as palafitas, construções com alicerces de madeira feitas sobre o córrego do Bispo.
"Todas as minhas coisas caíram no rio. Estou morando em meia casa", disse Valdemir Silva, 55, cujo barraco desmoronou pela metade riacho adentro em uma cheia no início deste mês.
Haddad já disse que sua prioridade na tentativa de reduzir a desigualdade social será a melhoria da qualidade dos serviços da prefeitura, principalmente saúde, transporte, educação e habitação.

No dia em que fez campanha no Peri Alto, o foco ficou nessa última área. Ele prometeu beneficiar 55 mil famílias com novas moradias e 70 mil com urbanização de favelas.
A assessoria de Haddad disse que as ações específicas para o Peri Alto serão desenvolvidas na nova gestão.

A gestão atual disse que intervenções na área estão previstas no Plano Municipal de Habitação para o período entre 2016 e 2020. Informou ainda que os córregos da área recebem limpeza a cada 45 dias.