quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Com máscara...


19/09/2012 - 05h30

Rio Tietê perderá o cheiro ruim até 2015, diz governo


DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1155738-rio-tiete-perdera-o-cheiro-ruim-ate-2015-diz-governo.shtml


O governo de SP disse ontem que o rio Tietê não terá mais cheiro ruim e poderá ter até peixes em 2015 em toda a região metropolitana, em razão do trabalho de despoluição que está sendo feito.
O Projeto Tietê, iniciado em 1992, está na terceira fase e consiste em ampliar o tratamento e a coleta de esgoto.
Segundo o governo, ao final dessa etapa, haverá "alguma vida aquática" entre Suzano e Pirapora do Bom Jesus, no trecho que corta a capital e onde não há oxigênio.
De acordo com Dilma Pena, presidente da Sabesp, estatal que gerencia o projeto, será possível ver no Tietê "peixes mais resistentes".
Malu Ribeiro, coordenadora da Rede de Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, discorda.
Para ela, o único peixe que pode sobreviver no trecho do Tietê na capital é o caborja, espécie que não depende do oxigênio da água para viver --ele põe a cabeça fora do rio para respirar.
Outros tipos de peixe que chegarem a essa parte do Tietê inevitavelmente morrerão, afirma a ambientalista. A SOS Mata Atlântica é uma das idealizadoras do Projeto Tietê.
Para tirar o mau cheiro do Tietê, o governo de SP quer ampliar o nível de oxigênio do rio, combatendo o despejo de lixo e sujeira.
Editoria de Arte/Folhapress
Em 2015, o índice de coleta de esgoto na Grande São Paulo deverá subir dos atuais 84% para 87% e o de tratamento, de 70% para 84%, segundo a Sabesp, que atua em 32 das 38 cidades da região.
Até 2020, o Estado planeja levar a 100% o tratamento e a coleta de esgoto nestes municípios.
O cronograma original era concluir a universalização até 2018. Segundo a Sabesp, o prazo foi estendido para 2020 pela necessidade de contrair financiamentos e firmar contratos com órgãos internacionais.
A universalização está prevista na quarta fase do projeto Tietê, depois de 2015.
Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que, ao concluir o atual mandato, em 2014, deixará contratos de financiamento encaminhados para permitir a execução nos anos seguintes.
A terceira fase do Projeto Tietê custou US$ 1,8 bilhão, diz.
PANAMBY
Alckmin vistoriou ontem as obras de uma rede que ligará o esgoto de 80 mil moradores, entre os quais o do condomínio de luxo Panamby, além do Real Parque e Vila Andrade (zona oeste), a uma estação de tratamento em Barueri. A conclusão será no primeiro semestre de 2013, segundo o governo.
(RICARDO GALLO)

6 dicas para reduzir (por conta própria) os gastos com luz


Eficiência | 16/09/2012 08:10

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/energia/noticias/6-dicas-para-reduzir-por-conta-propria-os-gastos-com-luz?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-meio-ambiente.html

Soluções simples podem ajudar a cortar despesas com a conta de luz, no escritório ou em casa, poupando o planeta e o seu bolso

, de


Getty Images
Lâmpada fluorescente, mais econômica
São Paulo - A partir de 2013, a energia elétrica vai ficar até 16,5% mais barata para os consumidores residenciais, conforme anúncio feito nesta semana pelo governo. Mas é possível ir além, adotando, por conta própria, medidas simples, no dia-a-dia, em casa ou no escritório. Com base em cartilhas da Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo, da Aneel e da UFSCar, preparamos seis dicas para ajudar a poupar o planeta e o seu bolso.
1 – Quer poupar? Deixe a luz entrar
Utilize ao máximo toda a luz natural (e gratuita!) que incide em casa ou no escritório. Durante o dia, mantenha janelas, cortinas e persianas abertas, permitindo a ampla passagem da luz solar. Para aumentar a claridade de um ambiente, utilize cores claras nas paredes internas e no teto. Outra dica é orientar a limpeza de casa e principalmente a do escritório (que em muitos costumam acontecer à noite), para os primeiras horas da manhã, a fim de aproveitar a iluminação natural.

2 – Iluminação artificial
Opte sempre por lâmpadas fluorescentes ou, pelo menos, utilize em ambientes que necessitam de maior iluminação. A economia é garantida: duas lâmpadas fluorescentes de 20 watts iluminam mais que uma incandescente de 100 watts. Dê preferência às que possuem o Selo Procel Inmetro de Desempenho.
Desligue a iluminação de ambientes desocupados ou que seja estritamente decorativa. Equipamentos como “dimers”, que controlam a intensidade da luz, e sensores de presença, que se acendem somente quando há circulação de pessoas, podem ser usados, resultando em significativa economia energética.

3 – De olho na energia “vampirizada”
Uma causa muito comum do aumento na conta de energia elétrica é a "fuga" de energia, uma espécie de “vazamento de eletricidade” que pode representar até 30% do consumo de luz no fim do mês. Emendas mal feitas, conexões frouxas, fios desencapados ou com isolamento comprometido pelo tempo são uma de suas principais causas. Outro vilão são equipamentos eternamente ligados na tomada por esquecimento.


Para descobrir se existe fuga de corrente no escritório ou em casa faça o seguinte: Desligue a iluminação e todos os equipamentos das tomadas. Com ajuda do zelador ou administrador do edifício, verifique se o disco do medidor continua girando.
Em caso afirmativo, existe fuga de corrente. Para identificar a origem da fuga, desligue a chave geral. Se o disco parar de girar, o problema está na instalação elétrica. Para resolvê-lo procure o serviço de um técnico especializado.

4 - Eletrodomésticos podem ser aliados
Sempre que possível, opte por eletrodomésticos que levam o selo Procel, que indica os equipamentos com menor consumo energético. Leve em consideração antes de adquirir um aparelho as opções que consumam menos watts. Em casa ou no escritório, tire os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som. Alguns aparelhos precisam de atenção especial:
Geladeira - Mantenha a geladeira em local ventilado para facilitar a troca de calor pelos radiadores. Não forre prateleiras com filmes plásticos, que dificultam a circulação de ar em seu interior. Evite deixá-la aberta por muito tempo e mantenha em boas condições a borracha de vedação da porta. Geladeiras em más condições podem ser responsáveis por até 70% da conta de luz.
Ar-condicionado - Quando comprar um aparelho de refrigeração, procure dimensionar o espaço que ele ocupará e o seu potencial refrigerador. Existem tabelas para este cálculo nas lojas, é só perguntar para o vendedor. Lembre-se de conferir se o aparelho possui selo de eficiência energética. Na instalação, não deixe o aparelho em lugares quentes, próximo de equipamentos elétricos ou sob a luz do sol. Isso força o desempenho e consome mais energia.


O ideal é instalá-lo de frente para a maior dimensão do ambiente, o que facilita o processo de refrigeração. Você pode desligar o ar condicionado meia hora antes do fim do expediente e também durante o almoço, que a sala ainda permanecerá climatizada. Mantenha as portas e janelas fechadas, de forma a impedir a entrada de ar quente de fora.

Chuveiro elétrico - Nos dias quentes, use o chuveiro com a chave na posição verão. Na posição inverno o consumo de energia é 30% maior. Nunca reaproveite resistência queimada, pois aumenta o consumo de energia e não é seguro. Estude a possibilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, que, atualmente, possuem preços mais acessíveis e dispensam grande manutenção. Para baixar o consumo de energia – e de água -– tente reduzir a duração do banho de 20 a 40%.

5 - Computador, notebook e outros eletrônicos
O consumo individual destes equipamentos é no geral baixo (10 kWh/mês em média). No caso dos monitores, os gastos aumentam conforme o tamanho. A maioria dos monitores de 14" atuais consome em torno de 80 W, já os de 17" consomem entre 100 e 110 W, dependendo do modelo.
No entanto, em um escritório com vários computadores a participação no consumo total poderá ser significativa. Procure orientar os usuários a desligá-los quando não forem utilizados por longos períodos e, a utilizar sempre que possível os recursos de economia de energia disponibilizados nas máquinas.
Periféricos como impressora e scanners consomem energia mesmo quando não estão em uso; nesse caso, desligue-os das tomadas, assim como as caixas de som. Evite também deixar os aparelho eletrônicos, incluindo celulares, recarregando durante toda noite. Plugue o carregador somente o tempo suficiente para completar a carga.
6 - Elevadores, só um por vez
Se você mora ou trabalha em um edifício com mais de um elevador, sabe que é bastante comum acionar todos eles ao mesmo tempo. Para economizar energia elétrica e evitar desgaste desnecessário dos equipamentos, o ideal é 'chamar' apenas um. Outra forma de evitar desperdícios é fazê-los atender a grupos diferentes de andares, pares e ímpares por exemplo.
Estude a possibilidade de desligar diariamente, de maneira alternada, um dos elevadores, no horário de menor movimento e utilização (por exemplo, das 22h00 às 6h00 e nos domingos e feriados). Em edifícios residenciais, crianças devem ser orientadas a não apertar todos os botões do painel.


Carta aberta apoia a proibição da função de provadores de cigarro


Tabaco

Carta aberta apoia a proibição da função de provadores de cigarro




A ACTbr - Aliança de Controle do Tabagismo enviou carta aberta ao TST em apoio à proibição da função de provadores de cigarro. De acordo com a instituição, a ação judicial foi movida pelo MPT contra uma fabricante de cigarros com o objetivo de proteger a saúde do trabalhador.
O MPT se posiciona contra a utilização de trabalhadores no chamado "painel de avaliação sensorial", onde cigarros são consumidos a fim de realizar a medição da qualidade do produto. O processo está em fase recursal e aguarda julgamento na subseção I da SDI-1 do TST.
Na carta, a ACTbr apresenta informações e dados sobre o tabagismo, a fim de mostrar apoio da sociedade civil à ação. Constam, no documento, dados científicos sobre dependência do cigarro, malefícios do tabagismo e argumentos que demonstram a violação dos direitos do trabalhador.
Para Adriana Carvalho, advogada da ACTbr, "Não há como se admitir que trabalhadores tenham a função de consumir cigarros, produto que comprovadamente é maléfico à saúde, causa dependência e não pode ser consumido de forma segura".
A fabricante de cigarros alega que os trabalhadores são voluntários nesta atividade, pois teriam aceitado o cargo e função por livre e espontânea vontade, e que por isso estaria legitimada a existência da função de provador de cigarros. Segundo Adriana, este
Para a advogada, o argumento da fabricante de cigarros, de que os trabalhadores são voluntários e teriam aceitado o cargo e função por livre e espontânea vontade, não procede. "Essa regra não justifica que possam ser impostas ao trabalhador condições de trabalho que prejudiquem sua saúde. Mesmo que se considere que o trabalhador aceite estas condições, o empresário não está autorizado a fazê-lo. A proteção da saúde no trabalho é um direito irrenunciável do trabalhador, e uma obrigação inescusável do contratante", explica Adriana.
Veja a carta aberta.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dicas de segurança em redes sociais


http://agencia.fapesp.br/16125

03/09/2012
Agência FAPESP – O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lança um conjunto composto por fascículo e slides com dicas de segurança em redes sociais.
Assim como a cartilha completa, o fascículo é ilustrado e está disponível também em formato PDF. Para facilitar a discussão do assunto o material é acompanhado por slides, licenciados sob Creative Commons, e pode ser usado livremente para divulgar sugestões e boas práticas.
O objetivo é mobilizar escolas, educadores e pessoas interessadas para que divulguem o material entre crianças e adolescentes. De acordo com o CERT.br, esse público é parte da audiência dos sites de redes sociais e é importante que seja orientado para fazer o melhor uso das ferramentas, sem colocar em risco a privacidade e a segurança.
“O acesso às redes sociais faz parte do cotidiano de grande parte da população e, para usufruir plenamente delas, é muito importante que os usuários estejam cientes dos riscos que elas podem representar e possam, assim, tomar medidas preventivas para evitá-los”, disse Miriam von Zuben, analista de Segurança do CERT.br.
A cartilha e fascículo podem ser lidos em dispositivos móveis como tablets e smartphones.


Mais informações: http://cartilha.cert.br/fasciculos e http://cartilha.cert.br

Pesquisadores brasileiros desenvolvem concreto ecológico



Vitor Abdala, da Agência Brasil

Postado em 17/09/2012 às 10h39
No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. l Foto: Divulgação

A Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) desenvolveu alternativas ecológicas para matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento (como caixas d'água e telhas). Segundo o pesquisador Romildo Toledo, o uso de materiais tradicionais, como o cimento, a brita e o amianto, pode ser reduzido ou até completamente substituído com a utilização de fibras vegetais e materiais reciclados.
No caso do concreto, liga formada por cimento, brita (pedra) e areia, é possível reduzir o consumo de cimento em 20% a 40% com alternativas como cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica. A brita pode ser completamente substituída por materiais obtidos em demolições de construções antigas.
No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. As fibras vegetais substituem as fibras minerais tradicionais, como o amianto, que provocam danos à saúde humana. Há estudos com outros materiais como borracha de pneu usado, cinzas de esgoto sanitário ou de queima do lixo para substituir, pelo menos parcialmente, o cimento.
“Alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo, mas há outros que ainda estão em fase final de desenvolvimento. São soluções que reduzem impacto na construção civil, seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais etc. E todas levam a resultados tão bons quanto os materiais tradicionais. Essa é uma preocupação: não ter performance inferior aos que os materiais tradicionais têm. O consumidor não vai sentir problemas de durabilidade, como a casa ou o prédio terem vida útil menor”, disse Toledo.
Segundo a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5% a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano, que deve triplicar em 50 anos.
Segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas. Na última sexta-feira (14), por exemplo, Toledo apresentou sua pesquisa a representantes de empresas de materiais de construção norte-americanas na Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.

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Apagar o cigarro de vez



16 de Setembro, 2012

por Joana Ludovice de Andrade
Deixar de fumar por causa dos filhos é uma das razões mais frequentes para abandonar os cigarros. 


O estudo mais recente sobre fumo passivo estima que num ano tenham morrido 603 mil pessoas por causa de cigarros dos outros.
Vencer um vício é uma tarefa difícil e depende muito da força de vontade. Que o digam os 25% da população mundial que se estima ainda serem fumadores. Números significativos, mas que para o psicólogo Paulo Vitória, um dos responsáveis da Linha SOS Deixar de Fumar, «são subestimados». De acordo com o especialista, 30% dos homens e 20% das mulheres fuma. No entanto, nas camadas mais jovens tem havido um aumento de consumo de tabaco nas raparigas.
São também as mulheres que parecem procurar mais a linha SOS Deixar de Fumar (808 20 88 88). Na faixa entre os 30 e os 40 anos telefonam, principalmente, «motivadas pelos filhos para deixar esta dependência», explica ao SOL Paulo Vitória. Há também quem telefone não para deixar de fumar, mas para ajudar alguém a fazê-lo.
De duas mil chamadas por ano, o que acontecia há dez anos quando a linha foi criada, passaram para 600 atendimentos, número que o responsável justifica com o aumento da oferta de outros métodos e produtos, «alguns que vivem de puro marketing». E acrescenta que não acredita que a descida se traduza numa diminuição do número de pessoas que querem deixar de fumar.
A abordagem passa sempre por uma orientação motivacional: «Apoiar e reforçar a decisão de deixar de fumar». Para Paulo Vitória o primeiro passo deve ser a própria tentativa. «O que mais influencia as pessoas a deixarem de fumar é tentarem fazê-lo sozinhas», considera. E «resulta em muitos casos». Quando isso não acontece, tenta-se «uma abordagem mais intensiva, com encaminhamento para consultas específicas».
A média de idades de quem telefona são os 43 anos, «as pessoas procuram-nos ainda antes de surgirem os primeiros sintomas de doenças mais graves, e isso é positivo».
Já a taxa actual de sucesso, entre os 12% e os 18% (a melhor já chegou aos 30%) pode parecer baixa, mas o especialista garante que os números portugueses estão bem colocados quando comparados com outras linhas europeias que prestam o mesmo serviço.

Tabaco em segunda mão
Não é só com os fumadores activos que deve existir preocupação, alerta Paulo Vitória, sublinhando que o fumo ambiental é considerado uma das maiores fontes de poluição das cidades. «Só falamos do fumo passivo em relação às consequências a longo prazo e na diminuição da esperança média de vida», lamenta. «Existem consequências imediatas». Dá como exemplo a síndrome da morte súbita, vendo no tabaco um estímulo agressor que a pode provocar. «Esquecemo-nos muito disto».
A opinião pode parecer extremada, mas o psicólogo tem do seu lado um estudo publicado este mês pela revista médica The Lancet. A pesquisa, realizada a partir de dados de 2004, estima que cerca de 603 mil mortes desse ano tenham sido causadas por ‘fumo em segunda mão’. Quase metade dos casos mortais aconteceram em mulheres e 28% foram crianças. Do total de mortes, 370 mil deveram-se a doenças cardíacas, 145 mil a infecções respiratórias, quase 37 mil foram resultantes de asma e mais de 21 mil de cancro do pulmão.
O responsável lembra também que não fumar na mesma divisão onde estão as crianças, ou abrir a janela do carro para um cigarro enquanto se leva o filho à ecola não é suficiente.
«A corrente secundária de um cigarro, o fumo da ponta acesa e o que se exala não fica confinado num espaço». Existe ainda uma corrente terciária do fumo que fica na pele, na roupa e no cabelo de quem fuma ou de quem frequenta espaços fechados onde se pode fumar. «Partículas invisíveis condensam as subs- tâncias tóxicas do tabaco e são transferidas quando abraçamos os nossos filhos», explica.
Mas não é só por estas razões que, na opinião de Paulo Vitória, é prejudicial ter pais fumadores. Soma-se o exemplo que se dá aos filhos – que podem ver no acto de fumar uma atitude normal. E acrescenta-se a afinidade social que os fumadores têm entre si: além de estarem expostas ao fumo ‘de casa’, estas crianças ainda lidam com os amigos fumadores dos pais.
joana.andrade@sol.pt

Curso gratuito para cuidadores de idosos em SP


Curso gratuito para cuidadores de idosos em SP

Curso gratuito para cuidadores de idosos – de 1960 a 2010, a expectativa de vida do brasileiro, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), passou de 48 para 73,4 anos – um aumento de 25,4 anos. Com isso, cada vez mais famílias convivem com idosos em casa, e muitos deles precisam de cuidados especiais. Devido a essa necessidade, o Serviço de Geriatria e Gerontologia do Hospital do Servidor Público Estadual realiza no mês de outubro um curso de capacitação aos familiares cuidadores de idosos.
Entre os dia 3 e 31, sempre às quartas-feiras, serão ministradas aulas com seguintes temas: “Envelhecimento, doenças crônicas e dependência”, “Orientação de cuidados de enfermagem para o idoso acamado”, “A Fonoaudiologia e o Idoso”, “A Família e o Idoso: Aspectos sócio-jurídicos e recursos comunitários”, “Terapia ocupacional com idosos”, “A Psicologia e o estresse do cuidador”.
A inscrição pode ser feita gratuitamente no Ambulatório de Geriatria no Hospital do Servidor.

SERVIÇO

Curso de orientação a familiares cuidadores de idosos
De 3 a 31 de outubro (sempre às quartas-feiras), das 8h às 12h
Av. Ibirapuera, 981 – sala 104 – São Paulo-SP

Inscrições: Ambulatório do Hospital do Servidor Público Estadual (Rua Borges Lagoa, 1.755 – 1º andar, Vila Clementino, São Paulo-SP)
(11) 5088-8232
30 vagas
Curso gratuito
Do Portal do Governo do Estado

Especialistas apostam em redução no buraco da camada de ozônio



Postado em 17/09/2012 às 09h59
Atualmente o buraco na camada de ozônio representa uma área de 19 milhões de quilômetros quadrados. | Imagem: Nasa
As medidas de contenção no uso de substâncias que prejudicam a camada de ozônio parecem ter surtido efeito. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o buraco na camada sobre a Antártica deve ter uma redução neste ano, em relação a 2011.
A informação, divulgada na última sexta-feira (14), foi feita a partir de estimativas de pesquisadores, que acreditam que a retirada do clorofluorcabono (CFC) do mercado tenha participação importante na contenção deste problema.
A camada de ozônio é a película protetora que envolve a Terra e filtra a passagem dos raios ultravioletas, que prejudicam a vida no planeta. Minimizar o impacto humano sobre a camada de ozônio tem sido um desafio. Existe até mesmo o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, comemorado em 16 de setembro.
Há 25 anos foi assinado um acordo mundial para a retirada dos CFCs do mercado. O composto era bastante usado em aparelhos de refrigeração e sprays. Hoje a redução do uso do material chega a 80% em todo o mundo.
Mesmo com uma previsão positiva, os pesquisadores alertam que a perda do ozônio ainda será superior ao ano de 2010. O pior cenário já registrado aconteceu em 2006. Atualmente o buraco na camada de ozônio representa uma área de 19 milhões de quilômetros quadrados. Com informações do Globo Natureza.
Redação CicloVivo
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A novela das sacolinhas continua...


14/09/2012 09:37

Devolução de sacolinhas poderá gerar desconto


Entidade vai apresentar propostas ao Ministério Público e à Associação Paulista de Supermercados Carol Rocha


Nos próximos dias, a Associação Civil SOS Consumidor deve enviar ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e à Apas (Associação Paulista de Supermercados) uma proposta para encerrar a novela das sacolinhas plásticas. Nesta semana, a Apas decidiu conversar amigavelmente com a SOS Consumidor, autora de uma ação a favor da embalagem no estado.
O acordo que será proposto envolve medidas que devem durar dois anos, prazo estimado para que o consumidor se adapte. Durante esse período, os supermercados devem manter a distribuição das sacolinhas descartáveis, mas elas não poderão mais ter logomarca, marca ou nome comercial dos supermercados.
Quem levar sacola retornável e não utilizar as embalagens descartáveis poderá ter desconto na compra. No primeiro ano do acordo, as redes deverão dar as sacolas plásticas sem custo adicional. Além disso, os estabelecimentos deverão conscientizar os clientes a usar sacolas retornáveis com mensagens nos caixas. Para estimular o descarte correto das sacolas, a cada embalagem devolvida pelo consumidor poderá ser concedido um desconto na próxima compra em qualquer loja da rede e os supermercados devem enviar essas embalagens para a reciclagem.
A partir do segundo ano do acordo, as sacolas descartáveis serão cobradas, mas devem ser oferecidas pelo preço de custo, que estará discriminado na nota fiscal da compra. O consumidor que devolver essa embalagem poderá receber o valor pago em forma de desconto em compra futura.
Os supermercados podem optar por continuar distribuindo indefinidamente sacolas descartáveis, sem cobrar do consumidor, mas deverão implantar a logística reversa (recolher as embalagens do meio ambiente e dar o destino correto a elas). O acordo prevê multa para os supermercados e para a Apas em caso de descumprimento das medidas.
Procurada pela reportagem, a Apas informou que não iria se manifestar.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Banheiros de tonéis


PA: 'banheiros de tonéis' viram solução ecológica na Ilha de Marajó




http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6154742-EI8139,00-PA+banheiros+de+toneis+viram+solucao+ecologica+na+Ilha+de+Marajo.html 
16 de setembro de 2012  11h03





O psicólogo Rodrigo Braga iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar dinheiro para as construções. Foto: Rodrigo Braga/Divulgação
O psicólogo Rodrigo Braga iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar dinheiro para as construções

Foto: Rodrigo Braga/Divulgação



LAILA GARRONI
Em um lugar onde pontes são calçadas e frequentes inundações engolem tudo que tem pela frente, o simples ato de ir ao banheiro pode se tornar um desafio. Antes mesmo de ficar doente em uma de suas passagens pela parte mais alagadiça da Ilha de Marajó, em São Sebastião da Boa Vista (PA), e perceber o grave problema de saneamento básico na região, o psicólogo social Rodrigo Braga iniciou uma campanha pela construção de uma alternativa que fosse viável para o local. Sem acesso a encanamentos, fossas ou qualquer outro sistema de esgoto, Braga e o permacultor Fernando Normando intalaram "banheiros secos ecológicos". Com a ajuda financeira de amigos e familiares, eles instalaram, desde julho deste ano, dez sanitários. O produto é artesanal, elaborado com tonéis de plástico e a prova d'água. Além de evitar o contato direto das fezes com o rio - usado para banho e pesca dos moradores da região -, o banheiro de tonel transforma todo o resíduo em adubo.
"É justamente a mesma reação que tem na floresta. Quando um animal faz cocô, caem as folhas por cima, a areia cobre e aquilo vira adubo depois de um tempo. Essa mesma reação que tem na floresta, a gente reproduz dentro do tonel", explicou Braga, que se divide entre a ilha, onde passa a semana trabalhando em um projeto social com adolescentes, e a capital Belém, onde mora, distantes nove horas de barco uma da outra. Ao invés de dar a descarga, o usuário desse tipo de banheiro deposita caroços de açaí, folhas secas e farelos de madeira dentro dos toneis, que demoram de seis a oito meses para encher. Ao chegar no limite, o recipiente fica mais seis meses tampado e condicionado no sol.
Com apoio logístico da Secretaria Municipal de Assistência Social, que pagou passagens de barco para os dois, o primeiro banheiro nasceu de uma iniciativa pessoal do psicólogo. Após custearem a primeira construção com dinheiro de seus próprios bolsos, Braga e Normando fizeram uma campanha no Facebook que arrecadou cerca de R$ 2 mil, verba suficiente para mais dez banheiros. "Muita gente ajudou, famílias, amigos. Quando não ajudavam com o valor total do banheiro, que é de R$ 170, eles contribuíam com o que podiam, R$ 20, R$ 50. Teve um amiga que, por exemplo, me avisou que tinha depositado um valor e eu perguntei quanto, ela disse: 'R$ 1.020'. Eu não acreditei. Ela disse que tinha juntado a família e todo mundo doou um pouquinho e, no total, deu isso", disse Braga.
O psicólogo relatou que a maioria dos moradores usa um tipo de banheiro que, de certa forma, também é seco, já que não envolve água como descarga, mas acaba envolvendo o rio porque onde está instalado - geralmente, no mato - a água invade e leva as fezes. "O costume aqui é o seguinte, atrás (da casa) fica o banheiro, onde você faz suas necessidades, e, na frente, fica o rio onde se toma banho. Não se tem chuveiro. Eu faço até uma brincadeira com eles, falo: 'atrás, vocês tiram de vocês e, na frente, vocês colocam de novo para dentro'. Não pode.", ressaltou Braga.
Mesmo que baseado na preocupação com a saúde da própria população, o projeto ainda encontra resistência por parte dos moradores. "Para eles começarem a utilizar o banheiro do tonel, existe um pouco de resistência também. Então, nós estamos em um processo que não é só instalar. É toda uma atividade de educação ambiental que gira em torno disso também."
Para o morador Cezário Gomes Ferreira, 52 anos, foi essa assistência que fez toda a diferença. "A gente não teve dificuldade (de adaptação). Para gente isso foi bom para evitar a poluição da água. Dificuldade a gente teria se eles não tivessem explicado nada para gente. Mas eles explicaram tudo como é. Que se joga um pouco de folha seca, um pouco de caroço, que aí faz o adubo. A gente tem aqui açaizeiro, limoeiro. A gente planta cupuaçu. Então para gente isso é bom, para dar sustança nessas plantas aí", disse o agricultor, que mora com a mulher e nove filhos.
Com a segunda campanha lançada no Facebook, Braga espera arrecadar dinheiro suficiente para mais dez banheiros. Mesmo movido por certa "indignação", ele fala sobre a dificuldade de se desenvolver um trabalho desse tipo. "No dia a dia aqui, o trabalho é grosso. Não é fácil ter que instalar dez banheiro, conversar com todo mundo, falar o mesmo assunto dez vezes. É um suor danado na verdade."

Vou de helicóptero!


Bicicleta só perde para helicóptero no trânsito

  • 13 de setembro de 2012 |
  • 22h56 |

BRUNO RIBEIRO

Com um tempo de 22 minutos e 22 segundos, o helicóptero se mostrou o meio de transporte mais rápido da cidade de São Paulo. Mas a vantagem é de apenas dois minutos em relação à bicicleta, que ficou em segundo lugar. O teste ocorreu nesta quinta-feira, na 7.ª edição do Desafio Intermodal, evento que se propõe a discutir as alternativas de transportes da cidade e antecede o Dia Mundial Sem Carro, no dia 22.


O carro fez o mesmo percurso em 1h41 e perdeu para quase tudo: patins, skate, ônibus, trens e metrôs e para o corredor. Venceu só um dos competidores, que foi caminhando. Mas foi quase: um minuto de vantagem.
Como nos anos anteriores, o desafio teve largada na Praça Gentil Falcão, na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul, e chegada na sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, região central, numa distância de 14 quilômetros. Competiram 14 modalidades.

O competidor do helicóptero foi o âncora Marcos Lauro, da Rádio Eldorado, do Grupo Estado. Logo depois de cruzar a chegada, ele disse que esperava não conseguir realizar o voo, com receio de não haver teto para a decolagem. “Foi tudo tranquilo. Tinha expectativa de não voar, mas chegamos aqui, contando elevador, escada rolante e autorização para voo, em 22 minutos.”
Além de helicóptero e bicicleta, teve competidor que cruzou o percurso de carro, de ônibus, de handbike (uma bicicleta pedalada com as mãos) e combinações de transporte público, como ônibus e metrô, ônibus e trem, e até bicicleta dobrável e ônibus.
Em um dia como esta quinta, em que a cidade registrou, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 175 quilômetros de congestionamento, até os patins se mostraram alternativa mais rápida do que o transporte público. O competidor com patins fez o percurso em 31 minutos e 4 segundos, enquanto quem usou trem e ônibus demorou 1h06.
O quarto colocado só andou sobre trilhos. O competidor Rodrigo Vicente, que usou trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e metrô, chegou apenas 4 segundos atrás dos patins. “O difícil foi a lotação. Tive dificuldade para entrar nos trens e em todos os momentos me senti esmagado.”
A saída da Berrini ocorreu pontualmente às 18 horas. O último competidor chegou às 19h42. Ele estava a pé. O jornalista Flávio Gomes, da Estadão/ESPN, de carro, só conseguiu ultrapassar o rapaz que caminhava. Ele chegou às 19h41 e perdeu até para quem correu, que chegou às 19h07. “É um trânsito pesado e você não tem como fugir de certos corredores, como 9 de Julho e Faria Lima. Fora isso, perdi 20 minutos só para fazer o contorno da 9 de julho para a Prefeitura”, disse Gomes. O competidor da moto ficou em terceiro, com 26 minutos e 20 segundos. Neste ano o desafio teve apoio da Rádio Estadão/ESPN.

Aneel define em novembro quanto tarifa de energia vai cair


Preços | 17/09/2012 15:50

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/energia/noticias/aneel-define-em-novembro-quanto-tarifa-de-energia-vai-cair

A presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada pacote de medidas para reduzir a conta de luz no país a partir de 2013

Pedro Peduzzi, da

Getty Images
Torre de transmissão de energia elétrica
Torre de transmissão de energia elétrica: caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a definição do percentual de redução da tarifa
Brasília - As concessionárias de geração e transmissão de energia têm até 1º de novembro para assinar os requerimentos de prorrogação das concessões, documento que definirá os preços da tarifa e os valores de indenização às empresas. O prazo consta da regulamentação da medida provisória que trata das concessões - e da redução dos encargos aplicados ao setor – publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União.
A presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada pacote de medidas para reduzir a conta de luz no país a partir de 2013. De acordo com o governo, as reduções variarão de 16,2% a 28% para consumidores individuais e industriais, respectivamente.
Caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a definição do percentual de redução da tarifa e dos valores de indenizações. As concessionárias de geração deverão apresentar garantias de que o fornecimentos de energia e de potência das usinas hidrelétricas serão disponibilizados para contratação em regime de cotas (para diferentes tipos de consumidores, como indústrias e individuais).
As empresas que decidirem continuar como concessionárias terão de assinar um contrato ou um termo aditivo garantindo que cumprirão as condições previstas no prazo de 30 dias, contados a partir da convocação pelo governo federal. O não cumprimento do prazo resultará na impossibilidade de prorrogação da concessão “a qualquer tempo”.

Errata: Vale da Morte registrou em 1913 o recorde de calor de 56,7ºC...


Recorde de calor na terra é cancelado

Cientistas concluíram que temperatura de 58°C auferida na Líbia, em 1922, estava incorreta

14 de setembro de 2012 | 10h 11


JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo



Por quase um século, cientistas consideraram que o local mais quente da Terra era a cidade de El Azizia, a 50 quilômetros do Mar Mediterrâneo, na Líbia. Em 1922, os termômetros teriam marcado 58°C num dia de verão, no que era a base militar italiana no norte da África. Mas, ontem, data em que seriam comemorados os 90 anos da marca em Azizia, o recorde foi invalidado. Agora, o índice pertence a Greenland Ranch, no Vale da Morte, na Califórnia, que registrou 56,7°C em 1913.
A investigação que levou ao cancelamento do recorde começou em março de 2010, com a designação de uma equipe pela Organização Mundial de Meteorologia. Mas o diretor do Centro Meteorológico Líbio e líder na investigação, Khalid El Fadii, desapareceu por oito meses, após escapar de Trípoli em meio à revolução que derrubaria meses depois seu chefe supremo, Muamar Kadafi. Após a queda do regime, o cientista completou seu levantamento ao lado de especialistas britânicos e americanos, que ontem foi revelado em Genebra.
As dúvidas começaram quando os registros de 1922 mostravam que estações de observação próximas ao local do recorde não repetiam os números incríveis que eram registrados em Azizia.
O grupo chegou a duas conclusões. A primeira, de que a temperatura estava sendo medida perto do asfalto, o que aumentaria o calor. O segundo problema é que a pessoa responsável provavelmente não tinha experiência, interpretou mal o que os equipamentos mostravam e registrou números errados. Para completar, os instrumentos usados eram obsoletos para a época.
Arqueologia. A iniciativa de investigar o dado faz parte de uma tendência entre uma parcela de cientistas que, graças a tecnologias mais modernas, está escavando e encontrando materiais usados por cientistas no passado.
"Nos últimos dez anos, temos visto muito desse fenômeno da arqueologia de dados, ou seja, a descoberta de antigos manuscritos e uma tentativa de avaliá-los. Não para desmenti-los, mas para garantir que o mundo tenha hoje as melhores informações possíveis", disse o cientista David Parker. "A importância de ter dados corretos não é apenas para fazer justiça à ciência, mas também por causa da mudança climática. Precisamos de dados exatos sobre eventos extremos justamente para poder nos preparar para eles."

Fabricantes de cigarros deveriam pagar o caixão...


Pará


Domingo, 16/09/2012, 09h13

Tabagismo mata 200 mil por ano no Brasil



O histórico de doença respiratória na família fez com que o funcionário público Adriano Hermes, 46, parasse de fumar 60 cigarros por dia. Ele fumou durante 22 anos e há dez anos não sabe o que é colocar um cigarro na boca. Hermes vivenciou de perto as consequências provocadas pelo vício. O pai morreu em virtude de um câncer no pulmão – associado em 90% dos casos ao consumo de tabaco. O Pará registrou 41,7% dos casos da neoplasia em toda a Região Norte. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que este ano, 170 novos diagnósticos sejam realizados na capital paraense. Segundo o Hospital Ophir Loyola, 99 casos foram registrados em 2008, sendo 70 em homens e 29 em mulheres.

O número elevado dessa especificidade oncológica no Pará pode ser justificado pelas notificações da doença, quase que inexistente nos demais estados da Região Norte. O Estado possui menos de dez cirurgiões torácicos. A quantidade ainda é insuficiente em relação à população, porém, é a maior dentre os estados da Região. “Só Belém e Manaus têm profissionais que residem nos estados. Nos outros, eles têm que vir de fora e em alguns estados, nem isso”, compara o oncologista torácico Antonio Bomfim.

O câncer de pulmão não tem tido decréscimo na mortalidade. “Aproximadamente 80% dos pacientes são diagnosticados quando a doença já está localmente avançada ou em estágio metastático, quando já está espalhado”, afirma o oncologista. A chance de estar vivo em cinco anos é de 17 a 20% quando a doença está localmente avançada e de apenas 5% na fase metastática. Quando diagnosticado na fase inicial, as chances chegam a 90 e 95%.

Entretanto, o diagnóstico precoce está longe de ser uma realidade. Primeiro: as pessoas não têm o hábito de fazer exames que possam revelar a doença. “Os check-ups mais comuns são os cardiológicos, neurológicos e ginecológicos. Apesar de ser o câncer que mais mata, os exames que preveem câncer de pulmão quase não são procurados, a não ser por quem tem histórico na família”, considera Bomfim. Segundo: a doença não apresenta sintomas na fase inicial. Terceiro: “Todo fumante tem medo e prefere não ficar sabendo”, afirma um fumante de 29 anos que não quis se identificar.

Aos 14 anos o cigarro entrou na vida de Adriano Hermes. Os pais e grande parte da família fumavam. Foi um cancerologista membro da família que desconfiou dos sintomas apresentados pelo pai de Adriano, e constatou que o patriarca da família Hermes estava com câncer de pulmão. “Depois de descoberta a doença, o meu pai viveu somente três meses”, lembra.

Nesse período, Adriano já tinha parado de fumar. “Uma vez senti falta de ar e me deu um nervosismo muito grande. Fui ao hospital e fiz aerossol. Mas voltei desse aerossol fumando. Daí pensei: isso aqui não vai me matar. Então joguei o cigarro fora e a partir daí, nunca mais fumei”, conta. Largar o vício não foi fácil. “Antes disso eu já tinha tentado parar uma vez, mas tive problema de depressão forte e esse problema só veio melhorar depois que eu voltei a fumar”, afirma. Na segunda tentativa, ele foi eficaz e venceu o vício. “Eu parei sozinho. Chupava menta, bombom. Só com muita força de vontade. Vontade de viver”, diz.



Cigarros com sabor sairão do mercado

Hoje, ele comemora a mudança de vida, mesmo tendo engordado quase 40 quilos depois de largar o cigarro – fato que atribui ao sabor da comida, que passou a ser bem mais gostoso ao não ser mais misturado com a nicotina. “Não sinto falta nenhuma”, diz enfático. “Pelo contrário, quando eu vejo as pessoas fumando, me afasto. Não pela vontade de fumar, mas por ter nojo do cheiro da fumaça”. Ele lamenta que o restante dos familiares não tenham tido o mesmo êxito ao tentar parar de fumar. Até hoje a mãe dele, de 70 anos, fuma aproximadamente uma ou uma e meia carteira de cigarro. Adriano lembra que começou a fumar, entre outras coisas, por status. “A própria publicidade era atrativa, só tinha esportista fumando e eu via aquilo e achava muito interessante”.

Desde o ano 2000, a propaganda de cigarro é proibida em qualquer mídia no Brasil. Em todas as carteiras de cigarro vendidas no país, há imagens que retratam as consequências do fumo. Para uns, chocantes. Para outros, nem tanto. “A imagem não chega a influenciar tanto. Chega o tempo em que aquilo não te abala mais. Quando tu acendes o cigarro, esquece”, acredita um fumante que preferiu não se identificar.

Outra “jogada de mestre” do ramo do tabaco foi a criação de cigarros com sabor. No entanto, a retirada desse produto do mercado brasileiro foi aprovada pela Agência Vigilância Sanitária (Anvisa), em março desse ano. A retirada deve ocorrer em 2014. Segundo dados da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz – em estudo realizado com mais de 17 mil estudantes de 13 capitais brasileiras, entre os anos de 2005 e 2009 – 30,4% dos meninos e 36,5% das meninas entrevistadas afirmaram que já tinham experimentado cigarro em algum momento da vida. Entre eles, 58,2% dos meninos e 52,9% das meninas declararam preferência pelo cigarro com sabor.



HISTÓRICO DE REGULAMENTAÇÃO DO CIGARRO

1988 – A frase: “O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde” passa a ser obrigatória nas embalagens dos produtos derivados do tabaco.



1990 – Obrigatoriedade de frases de alerta em propagandas de rádio e televisão.



1996 – Comerciais de produtos derivados do tabaco só podem ser veiculados entre 21h e 06h. Além disso, fumar em locais fechados passa a ser proibido (exceto em fumódromos)



2000 – Criação da Gerência de Produtos Derivados do Tabaco, na Anvisa. Brasil é primeiro país do mundo a ter uma agência reguladora que trata do assunto.



2000- É proibida a propaganda de produtos derivados de tabaco em revistas, jornais, outdoors, televisão e rádios. Patrocínio de eventos culturais e esportivos e associar o fumo à praticas esportivas também passa a ser proíbo.

2001 - Anvisa determina teores máximos para alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Imagens de advertência passam a ser obrigatórias em material de propaganda e embalagens de produtos fumígenos.



2002 – É proibida a produção, comercialização, distribuição e propaganda de alimentos na forma de produtos derivados do tabaco.



2003 – Passa a ser obrigatória o uso das frases: “Venda proibida a menores de 18 anos” e “Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”



2003 - É adotada pela Assembléia Mundial da Saúde a Convenção Quadro de Controle do Tabaco, primeiro tratado mundial de saúde pública, do qual o Brasil é signatário.



2005 – Entra em vigor a Convenção Quadro de Controle do Tabaco



2006 - Assinado decreto presidencial de ratificação da Convenção Quadro de Controle do Tabaco



2008 - Novas imagens de advertência, mais agressivas, passam a ser introduzidas nos rótulos de produtos derivados do tabaco.



2010 - Anvisa publica duas consultas públicas sobre produtos derivados do tabaco: uma prevê o fim do uso de aditivos e a outra regulamenta a propaganda desses produtos, bem como, exposição nos pontos de venda e prevê nova frase de advertências nas embalagens.



2011 – Lei Federal proíbe fumar em locais fechados e Anvisa proíbe o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco.



Fonte: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)



EM NÚMEROS

Entre 2007 e 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarros com sabor, cadastradas na Anvisa.

75%

Dos entrevistados em pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, em 2011, foram favoráveis à proibição de aditivos para reduzir a atratividade de produtos para fumar.

200 mil

Pessoas morrem todos os anos no Brasil, em virtude do tabagismo.

25 milhões

De fumantes e 26 milhões de ex-fumantes em nosso país, atualmente.
(Diário do Pará)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Reserva de gás gera disputa entre a China e Japão...a história se repete?


Governo chinês luta para conter protesto contra Japão

16/9/2012 10:41, Por Redação, com Reuters - de Pequim




A polícia chinesa usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo e canhões de água para conter um protesto contra o Japão no sul da China neste domingo, enquanto os manifestantes tomavam as ruas em várias cidades em todo o país em uma rixa de longa data por causa de um grupo de ilhas.
Diaoyuera
Chineses reclamam pela soberania da ilha Diaoyu

Os protestos em Pequim e em várias outras cidades no sábado começaram quando os manifestantes cercaram a embaixada japonesa, atirando pedras, ovos e garrafas e testando os cordões policiais, forçando o primeiro-ministro japonês a pedir a Pequim para garantir a proteção de seu pessoal e de sua propriedade.
No maior ataque de domingo, a polícia disparou cerca de 20 bombas de gás lacrimogêneo e usou canhões de água e spray de pimenta para repelir os milhares de manifestantes que ocupavam as ruas na cidade de Shenzhen, no sul do país, perto de Hong Kong.
Os manifestantes saquearam lojas e atacaram carros e restaurantes japoneses em pelo menos cinco cidades chinesas. Eles também invadiram uma dezena de fábricas dirigidas por japoneses no leste de Qingdao no sábado, segundo a emissora japonesa NHK. Ela acrescentou que os protestos haviam se espalhado para pelo menos 72 cidades.
- Infelizmente, este é um problema relativo à segurança de cidadãos japoneses e de empresas afiliadas ao Japão – disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, em um talk-show na NHK. “Gostaria de pedir ao governo chinês que protegesse a segurança deles”.
Os protestos seguiram-se à decisão do Japão na terça-feira de comprar de um proprietário privado japonês as disputadas ilhas, que Tóquio chama de Senkaku e Pequim de Diaoyu, e que conteriam valiosas reservas de gás.




Protestos contra o Japão se intensificam na China

Empresas japonesas interrompem operações temporariamente no país 


por Redação Made in Japan
17.09.2012
http://madeinjapan.uol.com.br/2012/09/17/protestos-contra-o-japao-se-intensificam-na-china/


Protestos contra o Japão se intensificaram na China após o anúncio, na semana passada, de que o governo japonês comprara um arquipélago que é objeto de disputa entre os países. O conjunto de ilhas é chamado Senkaku no Japão e Diaoyu na China.
Na Embaixada do Japão em Pequim, centenas de pessoas protestaram, sendo necessário o reforço da segurança no local. A Embaixada, ainda, publicou nota em seu site com recomendações para japoneses na China, tais como evitar sair sozinho à noite, evitar aglomerações, não agir de modo que possa ser considerado provocativo e evitar pegar táxi sozinho.
A situação começa a afetar empresas japonesas na China. De acordo com a NHK, Lion, Mitsubishi, Panasonic e Canon, entre outras decidiram interromper suas operações temporariamente.
Segundo o Yomiuri Shimbun, a Honda retirou-se de um evento do setor automotivo na província de Shandong, assim como revendedores locais da Suzuki.
Taiwan também reivindica soberania sobre as ilhas. Porém, o presidente Ma Ying-jeou sinaliza, de acordo com o Asahi Shimbun, um entendimento próximo, desde que “as operações de pesca na área não seja afetada no futuro”.

Vídeo: Efe

Direitos e deveres da vida em condomínio


Ex-moradores dos morros do Bumba e do Céu aprendem direitos e deveres da vida em condomínio

13/9/2012 11:48, Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro

http://correiodobrasil.com.br/ex-moradores-dos-morros-do-bumba-aprendem-direitos-e-deveres-da-vida-em-condominio/514893/





O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos

Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos promoveu capacitação sobre os direitos e os deveres da vida em condomínio para os antigos moradores dos morros do Bumba e do Céu. O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos, que será inaugurado pelo Governo do Estado em menos de um mês. A obra custou R$ 14,24 milhões, com recursos da União e do Estado.
O sorteio das unidades aconteceu no dia 25 de agosto, na sede da secretaria, no Centro do Rio. Cada apartamento, com 36,1 m2, tem sala, dois quartos, copa cozinha, banheiro e área de serviços, que já vem com piso. Seis, das 180 unidades, são destinadas a portadores de deficiência física. Todos os apartamentos já vêm com chuveiro elétrico instalado, e os proprietários terão direito à tarifa social da Ampla.
O conjunto tem conquistas inéditas como, por exemplo, a colocação, em cada unidade, de hidrômetro individualizado, assim como os relógios de luz – afirmou a engenheira da Secretaria de Obras, Susane Herschörfer.

O aposentado Norival dos Santos, 72 anos, comemora o novo lar e faz questão de levar a sua bandeira do Vasco. “Como não vou poder pendurá-la na janela, porque iria contra as regras do condomínio, vou colocá-la na parede”, disse Norival.
A moradora Valéria Rosa, de 37 anos, que será a proprietária de um apartamento, está emocionada. Não posso dizer com exatidão o que estou sentindo. A verdade é que a ficha ainda não caiu, afirmou Valéria.




Enerland - The Power of Fun (Terra da Energia - O Poder da Diversão)


Rio Grande do Norte pode ganhar complexo com 5 parques temáticos

15/09 - 12:20
http://www.mercadoeeventos.com.br/site/Noticias/view/88558

Um consórcio formado por empresas espanholas, alemãs, árabes e brasileiras, representado pela espanhola Alondra, confirmou ontem que pretende dar entrada nas licenças ambientais do primeiro parque temático de energias renováveis do mundo - projetado para o Rio Grande do Norte - ainda este ano. O projeto executivo deve ser finalizado até dezembro. O local - que segundo divulgou a Folha de São Paulo seria a cidade de Touros - ainda não foi escolhido. Três terrenos estariam no radar do consórcio. O projeto, batizado Enerland - The Power of Fun (Terra da Energia - O Poder da Diversão), prevê a instalação de parques eólicos e hotéis, num investimento de 3 bilhões de euros.
As áreas já estão sendo mapeadas para facilitar a escolha, mas as localizações não foram divulgadas "para evitar especulação". 

A informação foi divulgada pela Tribuna do Norte depois de ouvir o coordenador do projeto no Brasil, Rodrigo Silva. Ele se reunirá com o governo do estado na próxima semana. O projeto, que começou a ser elaborado há quatro anos e já foi apresentado ao governo do estado (na semana passada), ao Ministério do Turismo, ao da Integração e ao de Minas e Energia, está orçado em 3 bilhões de euros (cerca de 7,7 bilhões de reais). Ele contempla cinco parques temáticos, um centro comercial, 15 montanhas russas e sete resorts com capacidade para 35 mil pessoas. O complexo também funcionará como laboratório para novas tecnologias em energias renováveis. 

O consórcio espera inaugurar a primeira parte do empreendimento - o equivalente a 40% do projeto - antes da Copa de 2014. Setenta por cento do projeto deve ser concluído até as Olimpíadas de 2016. Segundo previsão do consórcio, o empreendimento estará pronto em 2019, quando poderá receber até 12 milhões de pessoas por ano, mais do que o dobro do que o Brasil recebe (cerca de 5 milhões). Os estrangeiros serão o público alvo. O parque - que seguirá os moldes da Disney e também terá atrações norte-americanas e espanholas - será autossustentável. "Será uma cidade inteligente totalmente controlada por sistemas automatizados e sustentável no que se refere a água, ar, solo e energia, sendo esta última 100% produzida através de energias renováveis instaladas no próprio parque: energia eólica, solar, biomassa, biogás, hidráulica, geotérmica, térmica, entre outras", esclareceu por e-mail o diretor geral da Alondra, Manuel Rojas Saume. 

Embora a Europa, continente de origem de algumas das empresas integrantes do consórcio, enfrente uma das crises econômicas mais severas dos últimos anos, Rodrigo Silva, CEO do parque no Brasil, acredita que recursos não serão problema. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), segundo informou Adonis Oliveira, coordenador geral de Estudos e Pesquisas de Desenvolvimento do órgão, poderá financiar entre 20% e 30% do projeto. "Porque nem tudo o que está previsto no projeto, como os parques eólicos, pode ser financiado pela Sudene", esclareceu. O restante poderá ser financiado por bancos como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ou fundos de investimentos nacionais e estrangeiros. O próprio consórcio colocará dinheiro do próprio bolso no empreendimento. 

Só na primeira fase - que inclui elaboração de estudos e projetos e instalação da filial no Rio Grande do Norte - consumirá cerca de 300 milhões de reais. A execução do projeto será acompanhada de perto pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama; do Turismo, Renato Fernandes; do Planejamento, Obery Rodrigues; e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Gilberto Jales, informou a governadora Rosalba Ciarlini, que vê o parque temático como impulsionador do turismo local. 



Tribuna do Norte

domingo, 16 de setembro de 2012

Incêndios atingem 3 parques nacionais



Áreas da Chapada dos Guimarães, Xingu e da Serra da Canastra sofrem com fogo

15 de setembro de 2012 | 3h 03


ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, FÁTIMA LESSA, CORRESPONDENTE / CUIABÁ - O Estado de S.Paulo
Incêndios consomem os parques nacionais da Canastra, do Xingu e Chapada dos Guimarães e o Pantanal, em Mato Grosso. A situação é mais grave na Canastra, no sudoeste de Minas, onde o fogo já queimou cerca de 50 mil hectares - o equivalente a 50 mil campos de futebol - e está fora de controle, segundo o chefe do parque, Darlan de Pádua.
Incêndio atinge terra indígena em MT e destrói vegetação próxima ao Parque Nacional do Xingu - Sandro Vieira
Sandro Vieira
Incêndio atinge terra indígena em MT e destrói vegetação próxima ao Parque Nacional do Xingu
"As equipes estão exaustas. Tudo dificulta o combate ao incêndio, o vento, o relevo, o tempo seco", disse Pádua. Segundo ele, o fogo chegou ontem à região do Alto da Cascad'anta, onde está a primeira cachoeira do parque. A nascente de um dos principais rios brasileiros, o São Francisco, está preservada.
O parque tem área total de 70 mil hectares, onde estão cachoeiras com quedas d'água que variam de 100 a 300 metros de altura e uma rica fauna e espécies características da fauna brasileira, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o veado campeiro, ema e pato-mergulhão.
Mato Grosso. O incêndio que atinge o Parque Nacional do Xingu começou em Querência, a 912 km de Cuiabá, e já consumiu 5 mil hectares de vegetação nativa da Terra Indígena Wawi, dentro do perímetro do parque. Segundo o coordenador do PrevFogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Cendi Ribas, há perigo do fogo se alastrar e atingir outras aldeias vizinhas.
No Parque Nacional Chapada de Guimarães já foram consumidos um total de 10 mil hectares. Segundo o coordenador de Proteção do parque, Sandro Benevides do Carmo, o fogo começou no dia 7 de setembro em uma área próxima e, por causa das altas temperaturas e a umidade baixa do ar, se alastrou. Ele acredita que o fogo está controlado.
Já no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, alguns pontos turísticos do Circuito das Cachoeiras foram fechados, segundo coordenador Cecílio Pinheiro. No local estão brigadistas e soldados do Corpo de Bombeiro, além de voluntários que combatem o fogo.
Uma extensa área na região do Pantanal entre os municípios de Santo Antonio do Leverger e Barão de Melgaço, ainda não dimensionada pelos bombeiros, arde em fogo há dois dias. Na tarde de ontem, policiais fizeram um voo na região para ter um diagnóstico mais preciso e estudar quais medidas adotar. O fogo consome áreas de pastagem e a mata nativa às margens do Rio Aricazinho, afluente do Rio Cuiabá.
Proibição. Em Mato Grosso foi prorrogado o período proibitivo de queimadas, que deveria acabar hoje. A decisão foi tomada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) após reunião com representantes do Comitê Gestão do Fogo, Bombeiros e Defesa Civil. Além da prorrogação, a reunião serviu para debater as direções no combate aos focos de incêndio que já atingiram o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, Pantanal, áreas indígenas no Parque Nacional do Xingu. A medida visa a diminuir os riscos provocados pelo fogo nesta época do ano.
Desde que começou o período proibitivo, Mato Grosso registrou 14.832 focos de calor, segundo o satélite Aqua, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2011 foram registrados no mesmo período 5.871 focos. Os cinco municípios com maiores índices de focos são: Feliz Natal, Paranatinga, Colniza, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia.