domingo, 9 de setembro de 2012

Jardim Botânico do Rio e Iphan têm dois meses para delimitar parque


07/09/2012-22h28

Jardim Botânico do Rio e Iphan têm dois meses para delimitar parque




DA AGÊNCIA BRASIL

A regularização fundiária de casas em áreas tombadas do Jardim Botânico, no Rio, foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União nesta semana.
O órgão deu dois meses para que a administração e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) delimitem formalmente o parque e 300 dias para que registrem os limites em cartório. Apesar de ser tombada pelo Iphan desde 1938, a extensão da unidade não está regularizada.
O TCU também revê a situação de 210 moradores que tinham conseguido decisão definitiva da Justiça autorizando a permanência no local. Com exceção de imóveis cedidos à Light, ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e à Emprapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que por enquanto ficaram de fora da decisão, os demais sofrerão reintegração de posse.
Posteriormente, serão transferidos pela SPU (Secretaria de Patrimônio da União) ao Jardim Botânico, incluindo o Horto Florestal onde os moradores estimam a existência de 620 casas.
A ocupação começou com a instalação de casas por funcionários do parque --criado há 204 anos por dom João 6º-- com autorização do Poder Público.
Mas ela cresceu menos que as demais áreas de classe alta do bairro Jardim Botânico, afirma a presidente da Associação de Moradores e Amigos do Horto, Emília Souza.

Daniel Marenco-27.jun.12/Folhapress
Jardim Botânico, criado no Rio há 204 anos por dom João 6º; decisão manda delimitar sua área
Jardim Botânico, criado no Rio há 204 anos por dom João 6º; decisão manda delimitar sua área em cartório
A entidade recorrerá da decisão, enquanto tentará, por meio da SPU e do Ministério do Meio Ambiente, excluir as residências mais antigas da delimitação.
"Quando as pessoas se mudaram para o Horto, aquilo era área da União, não era [área de visitação ou de pesquisas] do parque. Somos moradores, não invasores", disse. Para ela, há especulação imobiliária nos imóveis e preconceito contra os moradores de classe baixa.
"Aberta ao diálogo", a presidente diz que a associação aceita negociar a remoção da famílias em zonas de risco à beira do rio dos Macacos para áreas legalizadas próximas ao Horto.
Do outro lado, na defesa do reconhecimento em cartório dos limites do tombamento do Jardim Botânico pelo Iphan, está a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico. O presidente da entidade, João Senise, acredita que a regularização dos imóveis onde estão as famílias criaria um bairro dentro de um parque, com grande prejuízo ambiental.
"Vamos pressionar o Iphan para que não abra mão de nenhum centímetro do Jardim Botânico", disse.
Procurados, o Iphan e a SPU informaram que não foram notificados da decisão e preferiram não comentá-la. O presidente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico também não respondeu.

"Tão jovem o serviço, e já está parecendo o SUS..."


09/09/2012-06h30

Primeiro hospital público para bicho já 'pede socorro'


LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Soterrado pelo excesso de demanda, o primeiro hospital veterinário totalmente gratuito de São Paulo, no Tatuapé, zona leste, já deixa casos graves sem tratamento adequado, segundo proprietários de animais que acorreram ao serviço.
Inaugurado há dois meses e uma semana, o hospital foi implantado pela Prefeitura de São Paulo, a partir de convênio com a Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais). Por mês, a prefeitura repassa R$ 600 mil para o hospital.
Luciana Aparecida Albino, 34, reclama: "Marcaram para esta quinta-feira a cirurgia para a extração do tumor de meu cachorro. Mas o médico não foi. Tão jovem o serviço, e já está parecendo o SUS".
Ainda único hospital veterinário público de São Paulo (segundo o vereador Roberto Tripoli, do PV, a ideia é criar um em cada região da cidade), o do Tatuapé avisa logo na entrada: "Serviço gratuito, destinado prioritariamente a animais de abrigos e à população de baixa renda cadastrada em programas como o Bolsa Família".
Para serem atendidos, 30 novos animais por dia, fora os casos de emergência, os acompanhantes humanos deles têm de ser aprovados no teste de pobreza, conduzido por assistente social.
O que seria uma forma de restringir a demanda -quem pode pagar que se dirija a veterinários privados- dá origem a um desfile dantesco de dores caninas e felinas.
"Já esperávamos que a procura fosse grande. Mas ninguém poderia imaginar que se materializaria aqui uma tamanha concentração de sofrimento", disse à Folha o veterinário Renato Tartalia, 48, diretor do hospital.
"É que, se os donos são pobres, os animais são pobres ao quadrado", teoriza a balconista Daniela Pedras, 32, dona de seis cães e três gatos.
Em vez de ração, são animais que comem restos de comida humana e sofrem, por isso, de dor de dente e gengivite, como humanos. Sem tratamento, os tumores já chegam supurados (ou quase). E os cachorros morrem de cinomose, apesar de haver vacina eficaz. Mas custa R$ 50, e os donos não têm.
Calcula-se que São Paulo abrigue algo como 4 milhões de cães e gatos, para uma população humana de 11,5 milhões de habitantes.
Não se sabe, porém, qual percentual desses animais vive "abaixo da linha de pobreza" ou em situação de risco.
Agora, pela primeira vez, com o hospital, aquilo que era um problema da vida privada ganha visibilidade.
"O que estamos vendo é uma catástrofe, que afeta tanto a vida de animais, quanto a de seus donos, que sofrem por eles", diz o doutor Tartalia. "É preciso investir mais."
Por mês, a meta é realizar 180 cirurgias e mil consultas. "Este hospital é o primeiro. Seria injusto, agora que ele existe para cuidar dos animais, responsabilizá-lo por todas as dores do mundo", defende a protetora Solange dos Anjos Moura Leite, 56.

Mudanças climáticas e governança global


Mudanças climáticas e governança global

Os modelos matemáticos do aquecimento global são meros exercícios acadêmicos. Reduzir emissões é condenar os países subdesenvolvidos à pobreza


São Paulo, terça-feira, 31 de julho de 2012Opinião


LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.
Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.
Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2 inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.
Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.
Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 -assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.
Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.
Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.
O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.debates@uol.com.br

As ações da PETROBRAS vai despencar?


Petrobras é acusada de despejar resíduos no mar

Resíduos tóxicos resultantes da operação de extração de petróleo de plataformas marítimas seriam despejados sem nenhum tipo de tratamento, diz Polícia Federal

06/09/2012 20:27


Alfredo Junqueira, da

Andre Valentim / EXAME
Plataforma P-18, da Petrobras, no Campo de Marlim
Plataforma P-18, da Petrobras: as investigações mostraram que a Petrobras é "leviana" no tratamento de resíduos da extração petroleira

Rio de Janeiro - A Polícia Federal (PF) acusa a Petrobras de despejar no oceano toneladas de resíduos tóxicos resultantes da operação de extração de petróleo de plataformas marítimas sem nenhum tipo de tratamento. Inquérito da Divisão de Crimes Ambientais da PF no Rio concluiu que a empresa não respeita a legislação sobre o tratamento e o descarte da água tóxica - chamada de "água de produção" ou "água negra" -, que se mistura ao óleo prospectado nas unidades marítimas de produção.
Para o delegado Fábio Scliar, responsável pelo inquérito, as investigações mostraram que a Petrobras é "leviana" no tratamento de resíduos da extração petroleira. A fiscalização a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é ineficaz, segundo a PF. Na avaliação do delegado, os danos ambientais provocados pelo descarte irregular da água de produção nas plataformas de petróleo "é 300 vezes maior" do que os impactos resultantes do vazamento de óleo do Campo de Frade, da empresa americana Chevron, na Bacia de Campos, no ano passado.
"O impacto é 300 vezes maior do que o vazamento da Chevron no ano passado. O negócio vem desde que há exploração de petróleo no Brasil", afirmou Scliar. "Essa água negra é descartada há décadas no oceano sem o tratamento adequado. E não há fiscalização qualquer. Isso é um segredo nacional de décadas", disse o chefe da Divisão de Crimes Ambientais.

Mistura
A água negra é uma mistura de água do mar com óleo, graxa e inúmeras substâncias tóxicas, como os metais pesados bário, berílio, cádmio, cobre, ferro, e até radioativas, como estrôncio-90 e bismuto-214, entre outros. O caso foi revelado em reportagem publicada nesta quinta-feira (6) no site da Revista Época. De acordo com as investigações da PF, a Petrobras informou que 99% da água de produção extraída junto com o petróleo são tratadas nas próprias plataformas marítimas. O inquérito ressalta, no entanto, que nem todas essas unidades contam com estações de tratamento. Segundo a PF, apenas 29 das 110 plataformas têm capacidade de limpar o líquido tóxico antes de seu retorno ao mar.

O 1% restante da água negra segue para refinarias da Petrobras, onde também deveria receber tratamento. Segundo a PF, isso não acontece. A unidades de tratamento estão desativadas. O líquido tóxico é embarcado em navios da empresa, "onde, sem tratamento algum, serão despejadas em alto mar", afirma o inquérito enviado pelo delegado Scliar à Procuradoria da República em São João de Meriti há dois meses.
Investigação
As investigações começaram há 10 meses. A PF realizou operações para apurar suspeita de descarte de poluentes da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), a quarta maior da Petrobras, diretamente nas águas do Rio Iguaçu e na vegetação da região. Em todas foram confirmadas irregularidades. A Petrobras foi multada, segundo a PF, e se comprometeu a erguer até 2017 uma nova unidade de tratamento de resíduos.
No andamento da investigação, no entanto, servidores públicos responsáveis pela fiscalização ineficiente da empresa comentaram com os agentes federais que pior do que os descartes de poluentes pela Reduc era o derrame da água de produção nas plataformas e refinarias. "Uma inconfidência de um servidor público da área de meio ambiente sobre o problema da água de formação nos chamou a atenção. Como aquilo não era o meu alvo no momento, eu captei e fiquei quieto. Depois que eu resolvi a questão da Reduc, resolvi investigar essa história", disse o delegado Scliar. "Acabei desvendando essa história, que, para mim, é um absurdo. É uma política absurda. Uma enganação ao povo brasileiro", afirmou o delegado federal.
O inquérito já está no Ministério Público Federal, que deve denunciar por crime de poluição pelo menos dois gerentes da empresa pelas irregularidades constatadas na Reduc. Outro inquérito civil está em andamento para responsabilizar, e multar, a Petrobrás. O procurador Renato Machado informou que vai enviar cópias de toda a documentação do caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília, onde será definida a abertura de novos inquéritos para apurar o despejo de água de produção nas plataformas marítimas espalhadas pelo País.

Outro lado
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Petrobras informou que atende a todos os requisitos da legislação ambiental brasileira e internacional. "A água produzida junto com o petróleo nas plataformas é tratada e descartada de acordo com a legislação brasileira, que é tão rigorosa quanto nos EUA e na Europa. Nas plataformas onde não há sistema de tratamento, a água é enviada para outras plataformas ou outras instalações para destinação adequada", informa o texto.
Os descartes de água, segundo a nota, atendem a resoluções do Conama e a Convenção da Organização Marítima Internacional (IMO). "Também na Refinaria Duque de Caxias, todos os efluentes são tratados. O descarte respeita a legislação brasileira. A reportagem (da Época) reproduz as citações dos profissionais da Petrobras de forma parcial e descontextualizada", diz o texto da empresa.
Também por nota, a assessoria do Ibama informou que "exige de todas as empresas petrolíferas o estrito cumprimento da legislação ambiental, incluindo os padrões de descarte de água de produção estabelecidos pela Resolução Conama nº 393/07". O instituto diz que realizou 90 autuações referentes ao descarte de água de produção fora das especificações do Conama, aplicando essas sanções a diversas empresas petrolíferas, e que conta com 80 analistas ambientais especializados para função.

sábado, 8 de setembro de 2012

Alternativa 'verde' para tratar água


Campinas usa alternativa 'verde' para tratar água
Empresa faz teste inédito com ozônio

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/64134-campinas-usa-alternativa-verde-para-tratar-agua.shtml
MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS


Tem novidade na água de Campinas (a 93 km de São Paulo): a empresa de saneamento da cidade está testando uma alternativa mais econômica e eficaz para tratá-la. Em vez do cloro, aposta no uso de ozônio.
Iniciado em fevereiro, o projeto da Sanasa é considerado viável para substituir 80% do cloro utilizado.
Inédito no Brasil, o ozônio já é aplicado como desinfetante em outros países, segundo Sidnei Lima Siqueira, um dos responsáveis pelo projeto. "E já se mostrou extremamente vantajoso", diz.
O cloro, amplamente utilizado como desinfetante, elimina poluentes e compostos (como coliformes fecais) exigidos pela legislação, mas não acaba totalmente com resíduos complexos de pasta de dente e remédios, por exemplo.
O ozônio, por sua vez, é mais eficaz contra esse tipo de substância e outros micro-organismos, além de ser mais "verde" porque é totalmente decomposto e não deixa novos resíduos na água.
"Mas, por isso, no fim do tratamento ainda precisaremos aplicar uma parcela de cloro, que fica mais tempo na água e garante que ela chegue tratada às casas, mesmo passando por tubulações velhas ou caixas d'água sujas", diz Siqueira.
Segundo ele, a instalação do ozônio em escala industrial custaria R$ 20 milhões -todos os equipamentos são importados- e geraria uma redução do custo mensal de R$ 300 mil para R$ 250 mil.
"O investimento se paga em poucos anos, e a utilização é muito mais econômica. Precisamos só de energia elétrica para gerar o ozônio, enquanto o cloro tem que ser transportado e armazenado", diz o coordenador.
O projeto tem participação do Instituto de Química e da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp -que detectam as concentrações de compostos que restam na água após o tratamento com ozônio e sua capacidade de destruir micro-organismos que o cloro não elimina.
A Sanasa vai avaliar os resultados até a metade de 2013 para decidir se fará alterações na planta de alguma estação.

Geladeira Solar


Geladeira Solar

http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/mudancasclimaticas/prozonesp/file/noticias/2012/08_ago/Agosto%20de%202012.pdf

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
(FCTUC) desenvolveu um refrigerador solar, capaz de produzir frio equivalente a cerca de três a quatro
quilos de gelo por dia.
Com o nome de Frisol, o projeto utiliza a refrigeração por absorção pelo uso de sílica-gel, "material
extremamente eficiente na retenção de moléculas de vapor, não tóxico e de baixo custo, que pode absorver
água até 40 por cento do seu próprio peso quando está fria", explica comunicado dirigido à imprensa.
Além de ser útil em zonas remotas, sem rede elétrica, o novo aparelho pode servir de alternativa também
nos grandes centros urbanos, necessitando apenas de energia solar para o seu funcionamento, podendo
manter durante dois ou três dias sem solo frio produzido nos dias ensolarados.

Fonte: Revista do Frio & Ar Condicionado > ANO XXII - N° 267 > Agosto de 2012 > Página 53

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Desafio de crescimento sustentável


Encontro na Coreia do Sul começa com desafio de crescimento sustentável

Congresso Mundial da Natureza reúne 1.200 governos e ONGs do mundo inteiro

06 de setembro de 2012 | 11h 01


Gustavo Bonato - Reuters
O crescimento econômico aliado à preservação dos recursos naturais foi apresentado por líderes políticos e especialistas como um dos grandes desafios da humanidade no momento, durante a abertura nesta quinta-feira do Congresso Mundial da Natureza em Jeju, na Coreia do Sul.
O presidente da Sociedade para Preservação da Vida Selvagem lembrou que houve avanços desde a conferência da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, mas que ainda há muito espaço para melhorias.
"Muitos de nós viram a conferência como um ponto de virada, um momento em que o mundo adotou um novo paradigma para o desenvolvimento", disse Cristián Samper.
"Nós precisamos perceber que crescimento econômico e justiça social não podem ser alcançados às custas do meio ambiente...Mas, desde 1992, perdemos 300 milhões de hectares de florestas, apenas 10 por cento das florestas do mundo são gerenciadas de maneira sustentável e o número das reservas de peixes exploradas acima da capacidade, esgotadas ou em recuperação aumentou em 33%", disse Cristián Samper.
"Acima de tudo, precisamos reconquistar a reverência básica da humanidade pela vida ... Essa enorme transformação de mentalidade pode acontecer apenas por meio da redefinição do que é interesse próprio", disse o presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em ingês), Ashok Khosla, durante discurso.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, lembrou que o país começou um plano para "crescimento verde" em 2008 e que 2% do PIB nacional é destinado ao fomento deste tipo de desenvolvimento. Segundo ele, neste ano o país adotou o princípio de que preservar a natureza "faz as pessoas felizes". Ele também defendeu que se estabeleça uma área de preservação a zona desmilitarizada entre Coreia do Sul e Coreia do Norte.
A IUCN, que realiza o Congresso Mundial da Natureza, reúne 1.200 governos e ONGs do mundo inteiro, sendo considerada a maior organização global voltada ao meio ambiente.
Governos de países como Estados Unidos, China e Argentina fazem parte. O Brasil não é membro oficial, participando da entidade com diversas ONGs, o governo do Acre e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

REVOGADA PORTARIA MS Nº 518-2004


REVOGADA PORTARIA MS Nº 518-2004 QUE ESTABELECIA PARÂMETROS PARA O CONTROLE DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO 

http://www.canalvg.com.br/index.php/canalvg/descricao/geral/1/REVOGADA+PORTARIA+MS+N%C2%BA+518-2004+QUE+ESTABELECIA+PAR%C3%82METROS+PARA+O+CONTROLE+DA+QUALIDADE+DA+%C3%81GUA+PARA+CONSUMO+HUMANO.html

Carolina Castelli Cabral

Consultora Jurídica Trainee


15/12/2011 - Publicada nova portaria do ministério de saúde informativa de padrões de potabilidade da água para consumo humano.

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União do dia 14 de dezembro de 2011 a Portaria nº 2.914, de 12-12-2011. Trata-se de norma que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

Esta portaria revoga e substitui integralmente a Portaria MS nº 518, de 25-03-2004, que estabelecia os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

Destacam-se entre as obrigações, estabelecidas pela nova portaria, específicas dos responsáveis pelo sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano as seguintes: o exercício da garantia do controle da qualidade da água; encaminhar à autoridade de saúde pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relatórios das análises dos parâmetros mensais, trimestrais e semestrais com informações sobre o controle da qualidade da água, conforme o modelo estabelecido pela referida autoridade;

O responsável pela solução alternativa coletiva de abastecimento de água deve requerer, junto à autoridade municipal de saúde pública, autorização para o fornecimento de água tratada, mediante a apresentação dos seguintes documentos: I - nomeação do responsável técnico habilitado pela operação da solução alternativa coletiva; II - outorga de uso, emitida por órgão competente, quando aplicável; e III - laudo de análise dos parâmetros de qualidade da água previstos nesta Portaria.


Importa ressaltar também que compete aos responsáveis pelo fornecimento de água para consumo humano estruturar laboratórios próprios e, quando necessário, identificar outros para realização das análises dos parâmetros estabelecidos nesta Portaria, sendo que os sistemas e as soluções alternativas coletivas de abastecimento de água para consumo humano devem contar com responsável técnico habilitado.

Salientamos ainda que a Portaria MS nº 2.914/2011 dispõe ainda de parâmetros de observação obrigatória para a aferição e garantia do padrão microbiológico de potabilidade, inclusive estabelecendo padrões para substâncias químicas que representam risco à saúde.

Considerando a relevância das alterações trazidas por esta portaria, ficaram estabelecidos prazos para a adequação aos seus parâmetros, a saber:
  • Prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir da data de sua publicação, para que os órgãos e entidades sujeitos à aplicação desta Portaria promovam as adequações necessárias ao seu cumprimento, no que se refere ao monitoramento dos parâmetros gosto e odor, saxitoxina, cistos de Giardia spp. e oocistos de Cryptosporidium spp.;
  • Prazo de 4 (quatro) anos para cumprimento, contados da data de publicação desta Portaria, mediante o cumprimento das etapas previstas no § 2° do art. 30 desta Portaria, para o atendimento ao valor máximo permitido de 0,5 uT para filtração rápida (tratamento completo ou filtração direta).
  • Prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir da data de publicação desta Portaria, para que os laboratórios referidos no art. 21 desta Portaria promovam as adequações necessárias para a implantação do sistema de gestão da qualidade, conforme os requisitos especificados na NBR ISO/IEC 17025:2005.

Saúde regula procedimentos para garantir controle da qualidade da água para consumo em todo o País

14/12/2011 às 21h58



Toda água do País destinada ao consumo humano, distribuída por meio de todo sistema de abastecimento, deve ser objeto de controle e vigilância de qualidade. A Portaria 2.914 publicada nesta quarta-feira (14), no Diário Oficial da União, define os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
De acordo com a portaria, a coordenação nacional das ações de vigilância da qualidade da água, de responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), realizará o trabalho em conjunto com as secretarias estaduais e municipais para promover e acompanhar a vigilância da água para consumo humano.
A coordenação ainda vai estabelecer ações específicas no Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) e executar ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano, de forma complementar a atuação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
As secretarias de saúde dos estados e municípios devem inspecionar o controle da qualidade da água em sua área de competência e ainda garantir informações à população sobre a qualidade da água para consumo humano.
As companhias de abastecimento de água deverão elaborar relatórios com informações sobre o controle da qualidade da água que serão enviados para os estados, Distrito Federal e municípios. Os relatórios devem ter análises dos parâmetros, com acompanhamento mensal, trimestral e semestral.
“A qualidade da água para consumo humano é uma preocupação constante da população e do Ministério da Saúde. As informações repassadas pelas companhias de abastecimento sobre o tratamento da água fornecida à população são essenciais para o controle da qualidade da água potável oferecida pelos estados e municípios”, ressalta o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto.
Segundo a portaria, quando forem detectadas amostras com resultado positivo para coliformes totais ou qualquer outro parâmetro definido, as ações corretivas devem ser adotadas. Para acompanhar se as medidas tomadas foram eficazes, novas amostras devem ser coletadas em dias imediatamente sucessivos até que revelem resultados satisfatórios.
“A portaria reflete um esforço de mais de 120 profissionais, entre acadêmicos, especialistas, profissionais do controle e da vigilância da qualidade da água, que durante um ano e meio discutiram cada um dos parâmetros e seus respectivos valores, inclusões e alterações para definição de padrões para controle da qualidade da água potável”, relata a coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, Daniela Buosi Rohlfs.
O Programa Água para Todos garante água de qualidade para os estados do Nordeste brasileiro. É uma das principais ações do governo federal para ampliar a oferta e o acesso à água nos meios urbano e rural, com planejamento e investimentos integrados, articulados com outras ações de saneamento básico.



PORTARIA No- 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011

Dispõe sobre os procedimentos de controle
e de vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de potabilidade.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições
que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art.
87 da Constituição, e
Considerando a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que
configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções
respectivas;
Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990,
que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação
da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes;
Considerando a Lei nº 9.433, de 1º de janeiro de 1997, que
institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o
inciso XIX do art. 21 da Constituição e altera o art. 1º da Lei nº
8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28
de dezembro de 1989;
Considerando a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que
dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos;
Considerando a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, altera as
Leis nºs 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de
1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de
1995, e revoga a Lei nº 6.528, de 11 de maio de 1978;
Considerando o Decreto nº 79.367, de 9 de março de 1977,
que dispõe sobre normas e o padrão de potabilidade de água;
Considerando o Decreto nº 5.440, de 4 de maio de 2005, que
estabelece definições e procedimentos sobre o controle de qualidade
da água de sistemas de abastecimento e institui mecanismos e instrumentos
para divulgação de informação ao consumidor sobre a
qualidade da água para consumo humano; e
Considerando o Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010,
que regulamenta a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, resolve:
Art. 1° Esta Portaria dispõe sobre os procedimentos de controle
e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e
seu padrão de potabilidade.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 2° Esta Portaria se aplica à água destinada ao consumo
humano proveniente de sistema e solução alternativa de abastecimento
de água.
Parágrafo único. As disposições desta Portaria não se aplicam
à água mineral natural, à água natural e às águas adicionadas de
sais, destinadas ao consumo humano após o envasamento, e a outras
águas utilizadas como matéria-prima para elaboração de produtos,
conforme Resolução (RDC) nº 274, de 22 de setembro de 2005, da
Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA).
Art. 3° Toda água destinada ao consumo humano, distribuída
coletivamente por meio de sistema ou solução alternativa coletiva de
abastecimento de água, deve ser objeto de controle e vigilância da
qualidade da água.
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Link do restante da  Portaria 2914:
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=14/12/2011&jornal=1&pagina=39&totalArquivos=192

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Primeiro Relatório de Avaliação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)


Consulta Pública ao Volume 1: Base científica das mudanças climáticas - Primeiro Relatório de Avaliação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)












http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/pt/noticias/288-consulta-publica-ao-volume-1-bases-cientificas-das-mudancas-climaticas-primeiro-relatorio-de-avaliacao-do-painel-brasileiro-de-mudancas-climaticas-pbmc




A Secretaria Executiva do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas tem a honra de convidá-lo(a) a participar do processo de Consulta Pública ao Volume 1: Base Cientifica das Mudanças Climáticas fruto do trabalho do Grupo de Trabalho 1 para o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.



O Volume 1 foi elaborado pela comunidade científica do país que trabalha na área de ciência do clima, seguindo os moldes dos relatórios científicos do IPCC, e tem procurado evidenciar as diferentes contribuições naturais e humanas sobre o aquecimento global.



Esse processo, longe de trivial, baseia-se na análise de grandes quantidades de dados observacionais e na utilização de modelos climáticos que, apesar de se constituírem no estado da arte atual, ainda apresentam algum grau de incerteza em suas projeções das mudanças futuras de clima e dos seus impactos nos sistemas naturais e humanos.



O Relatório estará disponível para consulta pública no site do PBMC por um prazo de um mês, acompanhado por uma planilha para comentários, através da qual, especialistas e interessados no setor poderão enviar sugestões, correções e observações, que contribuirão para a transparência e a qualidade da versão final do documento.



Os demais Relatórios, referentes aos volumes 2 e 3, respectivamente: Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação e; Mitigação das Mudanças Climáticas, ainda se encontram em fase final de elaboração, mas em breve serão disponibilizados também para Consulta Pública.



A data limite para recebimento de comentários e contribuições é 30 de setembro de 2012. Acima encontra-se o Draft do volume 1 e a planilha para comentários encontra-se disponivel abaixo:





Clique na imagem abaixo para o download da Planilha de Comentários.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Houve mudança de procurador e o novo encarregado entendeu não haver crime na conduta dos denunciados?


03/09/2012 - 18h00

Justiça absolve geólogos presos no Pantanal sob suspeita de crime ambiental

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1147754-justica-absolve-geologos-presos-no-pantanal-sob-suspeita-de-crime-ambiental.shtml

RODRIGO VARGAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CUIABÁ


A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul determinou a absolvição sumária de seis pesquisadores --três brasileiros e três americanos-- denunciados sob acusação de usurpar o patrimônio da União, crime ambiental e condução de pesquisas sem autorização no Pantanal.
No dia 17 de junho de 2009, cinco deles foram presos pela Polícia Federal quando coletavam amostras de sedimentos minerais depositados no fundo de lagoas da localidade de Baía Vermelha, na região de Corumbá (440 Km de Campo Grande).
Participavam do trabalho de campo os brasileiros Fabrício Aníbal Corradino e Aguinaldo Silva, da Unesp de Rio Claro, e o americanos Mark Andrew Trees, Kelly Michael Wendt e Michael Matthew McGlue, da Universidade do Arizona (EUA). Os estrangeiros ficaram detidos por nove dias na carceragem da Polícia Federal e tiveram seus passaportes retidos por mais de um mês.
O trabalho era coordenado pelo geólogo Mário Luis Assine, da Unesp, que também foi denunciado pelo Ministério Público Federal. À ocasião, em entrevista à Folha, ele admitiu ter havido "falha" na regularização do trabalho dos estrangeiros --que tinham apenas vistos de turista.
"Eles não estavam fazendo nada daquilo que consta no indiciamento. O único problema foi que deveriam ter solicitado uma autorização específica do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Como estavam com os brasileiros, que tinham todas as licenças, acreditaram que não haveria problema", afirmou.
O estudo, feito em parceria com a universidade americana, tentava encontrar registros de alterações climáticas ocorridas na região do Pantanal nos últimos 30 mil anos. No material depositado no fundo das lagoas constariam sinais de grandes incêndios, períodos de inundações ou épocas de aridez semelhante à do Nordeste brasileiro.
A absolvição sumária foi decidida com aval da Procuradoria, que havia apresentado a denúncia. Houve mudança de procurador e o novo encarregado entendeu não haver crime na conduta dos denunciados.
Segundo o juiz Douglas Camarinha Gonzales, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) afirmou que o trabalho realizado não dependia de autorização específica.
"Ora, se a pesquisa realizada pelos acusados independia de autorização, já que de cunho acadêmico-científico, não há que falar em crime de usurpação do patrimônio da União", disse o juiz, na sentença.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Brasil e Portugal assinam acordo para reconhecimento mútuo de diplomas


24/Agosto/2012

Brasil e Portugal assinam acordo para reconhecimento mútuo de diplomas



Memorando é para cursos de arquitetura e engenharia. Na visão das entidades, profissionais das duas áreas têm encontrado dificuldades para trabalhar em seus países




Aline Rocha




Shutterstock

Na última terça-feira (21), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) assinou um memorando de entendimento com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (Crup). O documento prevê a implantação de mecanismos para o reconhecimento de diplomas de arquitetura e engenharia entre os dois países.

De acordo com as entidades, os profissionais das duas áreas têm encontrado dificuldade para trabalhar no Brasil e em Portugal. Com a assinatura do memorando, ficou decidido que em até dois meses os países devem estudar critérios para criação de uma rede de instituições de ensino superior, membros do Crup e da Andifes, com o objetivo de garantir maior agilidade no processo de reconhecimento.


A Ordem dos Arquitetos de Portugal considerou a assinatura uma etapa importante na relação entre os dois países, mas afirmou que é também necessário identificar mecanismos de reconhecimento das qualificações profissionais além das acadêmicas.

Assim, a entidade diz ter encaminhado uma proposta à "Subcomissão sobre Reconhecimento de Graus e Títulos Acadêmicos e para Questões Relativas ao Acesso a Profissões e ao seu Exercício", para que estes mecanismos sejam definidos até setembro.

O primeiro relatório trimestral da Andifes/Crup deve ser apresentado no dia 30 de novembro deste ano.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Construções híbridas


Construções híbridas, o melhor de dois mundos

27/08/2012 | Notícia | Revista Grandes Construções - julho 2012
Adoção de soluções mistas, utilizando as melhores qualidades do concreto e do aço, desponta como transição saudável entre os métodos tradicionais e a construção industrializada
Tradicionalmente, os prédios construídos em estruturas metálicas e os que tinham no concreto o principal elemento construtivo pareciam compor cenários de mundos diferentes. Defensores de uma ou de outra tecnologia empenhavam-se na defesa das vantagens de cada uma dessas alternativas em detrimento da outra, o que não contribuía em nada para o amadurecimento da engenharia e da indústria da construção no Brasil. Esse tempo, no entanto, está ficando para trás. “Estruturas de aço" e "estruturas de concreto" já não caracterizam mundos diferentes da engenharia estrutural e é reconhecido que cada um dos dois materiais possuem vantagens e desvantagens, e que muitas vezes a melhor solução está em encontrar a combinação de ambos.
Para muitos técnicos e representantes da comunidade acadêmica envolvidos nessa discussão, a adoção de construções mistas seria o caminho para uma mudança de cultura, abrindo espaço para o uso de estruturas metálicas e da construção industrializada no Brasil. Edifícios mistos são cada vez mais encontrados em todo o mundo e poderão ajudar deixar para trás a tradição da construção artesanal em nosso País.
A engenheira Iria Lícia Oliva Doniak, presidente da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), revela que no Brasil, a terminologia que possivelmente será adotada para construções com essas características é de construções híbridas. “Atualmente, a Abcic e o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) estão avaliando o tema e preparando um manual que, possivelmente, será lançado durante a Construction Expo, em 2013, onde as estruturas mistas deverão ser tratadas como estruturas híbridas”.
Ela explica que, na literatura internacional, existe a terminologia “estruturas compostas, mistas e híbridas”, definindo as estruturas compostas como aquelas em que há a presença dos dois materiais, com adesão ou solidariedade entre si, para compor uma seção estrutural. Na flexão, a solidariedade entre os dois materiais faz com que haja uma compatibilidade entre as deformações. Nesse conceito, a rigor, uma seção de concreto armado (concreto mais armadura de aço) é uma composite section, da mesma forma que uma viga metálica com conectores de cisalhamento e laje de concreto, forma uma composite section.
“A própria bibliografia adotada no Manual fib 19, refere-se a composite structures a exemplo da referência na European Committe for Standardization, em 1991-1-1, Eurocode 4 – Design of Composite Steel and Concrete Structures. Bruxelas 2004”, esclarece.
Ainda segundo a engenheira, a expressão “estrutura híbrida ou mista” está relacionada ao emprego de diferentes materiais para compor um sistema construtivo ou estrutural. Entretanto, ao contrário do que acontece nas composite structures, não ocorre necessariamente a aderência entre os materiais, nem a solidarização das deformações. “Em relação ao termo ‘híbrido’, os autores europeus e o Concrete Centre definem híbrido ou misto com o mesmo conceito. No entanto, o termo é mais direcionado especificamente à combinação de pré-fabricados de concreto com cast in situ (moldado no local)”.
Nessa matéria, de maneira genérica, trataremos como “construções mistas” aquelas em que mais de um sistema construtivo é aplicado. A utilização de elementos mistos e, por consequência, de sistemas mistos aço-concreto, amplia consideravelmente o conjunto de soluções em concreto armado e em aço.
De uma maneira geral, a crescente utilização de estruturas mistas é atribuída a diversos fatores, entre os quais a necessidade cada vez maior de grandes áreas livres por pavimento, que resulta em grandes vãos para as vigas, acréscimo de força vertical nos pilares e um maior espaçamento entre eles.
Assim, livres de pré-conceitos e sectarismos, pode-se celebrar o casamento entre esses dois métodos construtivos. É o que pensa Luiz Carlos Caggiano Santos, presidente da Brafer e da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem). Para ele, o aço não vive sem o concreto e a solução mista é a melhor alternativa. “O que se espera é que a multiplicação do emprego do método construtivo misto possa promover uma transição saudável entre a construção convencional e processos mais modernos, principalmente neste momento em que a indústria da construção deve desempenhar um papel importante em um novo ciclo de desenvolvimento do Brasil”, assegura.
Planejamento define sucesso do projeto 
Estudiosa do assunto, Iria Doniak está convencida de que um dos aspectos mais importantes para o êxito de empreendimentos desenvolvidos com base em construção híbrida é o planejamento e desenvolvimento do projeto. “Usualmente, são obras fortemente direcionadas para um conceito de industrialização e também para o tratamento das interfaces (transição entre um sistema construtivo e outro). São dois aspectos importantes do ponto de vista construtivo a serem abordados”.
Ela afirma que também do ponto de vista da arquitetura contemporânea, os sistemas aço e concreto pré-fabricado tem sido bastante utilizados, se extraindo o máximo potencial de cada um deles, vindo ao encontro inclusive de questões voltadas à sustentabilidade.
Com cases de sucesso  reconhecido mundialmente, a presidente da Abcic lembra a Torre de Cristal, localizada em Madrid, na Espanha, que usou estruturas compostas. Lembra também um projeto arquitetônico premiado no Brasil, o da sede da Petrobrás, em Macaé (RJ), criado pelo arquiteto Sidônio Porto. Outro bom exemplo de utilização harmônica entre os dois métodos construtivos é o edifício-sede da Teckma Engenharia, que tirou partido das vantagens do aço e da construção industrializada em concreto, para alcançar excelentes resultados em termos de redução de custos e de prazos na execução de projeto, assim como na “pegada” da redução dos impactos ambientais.
Conheça esses exemplos a seguir:
Prédio misto e politicamente correto
O prédio-sede da Teckma Engenharia foi projetado a partir de modernos conceitos de sustentabilidade e redução dos impactos ambientais e sociais.
Com cinco pavimentos e dois subsolos, ocupando terreno de 1000 m² na Avenida Paes de Barros, no Parque da Mooca, Zona Leste de São Paulo (SP), ele foi concebido seguindo um caminho inverso da maioria dos prédios conceituais. Geralmente, esses prédios nascem da imaginação de arquitetos, cabendo aos engenheiros o desafio de tornar o sonho realidade. Nesse caso, o edifício ganhou forma, primeiramente, nos sonhos do engenheiro, Fábio Barione, diretor e fundador da Teckma, e tornou-se real pelas mãos da arquiteta Andréa Gonzaga.
O primeiro pressuposto definido por Barione era garantir, para si e para os funcionários da empresa, um espaço confortável, agradável e funcional, priorizando a qualidade de vida. O prédio deveria, ainda, colaborar com a preservação do meio ambiente, enfatizando aspectos culturais brasileiros e de uma convivência mais harmônica do homem nas grandes cidades. A partir dessas premissas básicas, Andréa Gonzaga tinha como desafio elaborar um projeto que assegurasse rapidez e menor custo de construção, facilidade de manutenção, aliando a isso bem-estar, conforto térmico, lumínico e acústico.
“Foi quase um ano de estudos. Já na primeira reunião, deixei claro que queria um projeto que identificasse o prédio como sede de uma empresa de engenharia, sem que precisássemos colocar um logotipo na fachada. Eu queria pisos grandes com muitos vãos-livres, queria um projeto que me permitisse trabalhar com as luzes apagadas na maior parte do dia, e que não me tornasse dependente do ar-condicionado, nos dias mais quentes. Queria, ainda, um prédio bonito e diferente, e um ambiente silencioso para trabalhar. A ideia era aproveitar todos os conceitos de green building que a gente conhece, e, é lógico, tentar agregar o máximo de valor sem assumir custos extremamente elevados. A solução para isso era usar toda a tecnologia que a gente conhecia”, conta Barione.
A primeira definição, em termos de métodos construtivos, foi a utilização de estruturas metálicas. Barione explica que, embora isso representasse um investimento inicial maior, em relação à estrutura convencional, em concreto, a opção pelas estruturas metálicas assegurou rapidez na execução da obra, o que se traduziu em economia. “Para se ter uma ideia, nós levantamos toda a estrutura do prédio em 40 dias. A partir do momento em que o terreno foi limpo, toda a obra foi executada em apenas 10 meses”, calcula.
Além da economia de tempo a estrutura metálica evitou o corte de mais de 50 árvores, que forneceriam madeira para formas de concreto.
Havia ainda uma razão conceitual para a escolha: “A estrutura metálica me permitiu agregar tecnologia e modernidade à construção e essa era uma mensagem que eu queria passar com a imagem do prédio”, admite Barione.
Aliadas às vantagens da estrutura metálica, adotou-se os conceitos da construção industrializada, com o emprego de estruturas pré-fabricadas de concreto. O engenheiro calcula que isso gerou uma redução de mais de 50 t de entulho.
Barione optou por manter as vigas metálicas aparentes, tanto na fachada quanto no interior do prédio, obedecendo à orientação de ter todas as instalações visíveis, dentro do conceito de um prédio de engenharia. Isso se aplicou também às lajes pré-fabricadas. “Eu queria que aparecessem os frisos das lajes. O pessoal da construtora está acostumado a fazer, mas sem se preocupar se os frisos vão ficar alinhados. Eu exigi que as barras fossem montadas com medidor de nível a laser”, orgulha-se.
Luz natural e pouco calor
Apesar da aparência esbelta, o prédio, cujo cálculo estrutural foi feito pelo engenheiro Júlio Kurkdjian, professor da Universidade de São Paulo (USP), foi projetado para crescer mais três andares. “Com o ambiente que nós temos hoje, sem quebrar nenhum conceito, esse prédio está dimensionado para 200 pessoas. Há várias áreas de expansão”, diz Barione. O calculista fez um estudo detalhado, projetando vigas de bitola mais estreitas, vigas secundárias e contraventagem. Isso deu muita leveza à fachada.
Essa sensação de leveza foi reforçada pela utilização do vidro como revestimento principal do edifício, uma sugestão do consultor especialista em fachada, André Meyer. Optou-se pela utilização de vidros especiais, do tipo SunGuard, produzidos pela Guardian, da Carolina do Norte, Estados Unidos, que bloqueiam mais de 65% do calor externo sem perda da qualidade óptica, assegurando economia de 40% nos gastos de energia com ar-condicionado e mais 20% de aproveitamento da luz natural. Tudo isso resultou em economia de 1.200 KWH de energia elétrica por ano, ou o equivalente a R$ 50 mil/ano.
André Meyer recomendou ainda a instalação de brises. “Na face norte do prédio, onde bate o sol da manhã, eu queria garantir a entrada de claridade, mas não queria que os raios do sol entrassem direto, nem queria usar cortina”. Para isso, André Meyer projetou os brises, que são essas pranchas fixadas nas laterais do prédio, que permitem a entrada de 100% de luz. Controladores da incidência de raios solares, eles aumentam o conforto e diminuem em 10% a necessidade de ar-condicionado.
Placas de poliestireno expandido, instaladas na cobertura do prédio, impedem que a radiação do calor da laje do último piso passe para o interior do edifício, ajudando a resfriar os ambientes.
Foram projetadas escadas com dimensões amplas, de fácil acesso, para desestimular o uso de elevadores. E para incentivar o uso de bicicletas pelos funcionários, no prédio há um estacionamento reservado para elas. O projeto previu ainda um sistema de captação e filtragem de águas de chuva, que abastece um reservatório de 50m3 instalado no subsolo. Apenas uma hora de chuva média irá fornecer água por 10 dias para as descargas nos banheiros e os diversos serviços como o de limpeza e jardinagem.
Com cara de Brasil 
Buscando tornar o ambiente ainda mais agradável e, ao mesmo tempo, permitir o contato com um pouco da flora brasileira, Fábio Barione determinou que o paisagismo fosse elaborado tendo como referência espécies de árvores nativas, raras nas grandes cidades, como o pau-brasil, ipê roxo e ipê amarelo.
O engenheiro afirma que cada item do projeto foi analisado sob o ponto de vista funcional, mas também de redução de custos. “Teve coisa que eu não consegui fazer, mas porque me convenci de que não era viável financeiramente, e que não era fundamental para a conclusão do projeto”, afirma. Apesar disso, ele reconhece, orgulhoso, que o empreendimento qualifica a Teckma para desenvolvimento de outros projetos com o mesmo foco na sustentabilidade, para clientes.
Torre de cristal, aço e concreto
O edifício Torre de Cristal, localizada em Madrid, é o segundo edifício mais alto em Espanha, perdendo em altura apenas para o Caja Madrid Tower
Em relação à União Européia, a Torre de Cristal está em quinto lugar, com seus 249 metros e 56 andares acima do solo e seis no subsolo. O edifício está localizado no distrito de Fuencarral Madrid-El Pardo, no complexo de arranha-céus da Área de Negócios Cuatro Torres.
Projeto arquitetônico de autoria de Cesar Pelli, com participação dos arquitetos Inigo Ortiz e Enrique Leon, a torre, inteiramente dedicada ao aluguel de escritórios, teve sua construção iniciada em 2004 e concluída cerca de cinco anos depois. As fachadas são cobertas com vidro, com variação da planta nos andares superiores, que gera alterações nos quatro planos da fachada, lembrando um obelisco egípcio. A variedade de ângulos que define cada um dos lados, dá vida e movimento para a torre através da diferente intensidade da luz que ela reflete o dia todo.
Detalhes importantes do projeto são o hall de entrada, com 10 metros de altura e o jardim de inverno coberto, no topo da torre, em uma área total de 600 m² e mais de 24 000 plantas.
De acordo com o Anuário Abcic 2011, a estrutura vertical da Torre de Cristal está formada por 18 pilares perimetrais e um núcleo central de concreto armado que nasce desde a fundação. Além de suportar a maior parte da carga dos elementos horizontais, o núcleo é responsável pela estabilidade do edifício frente às ações horizontais, tais como os esforços produzidos pelo vento.
Ainda segundo o Anuário Abcic 2011, os pilares da torre são compostos formados por uma alma metálica tipo HD de aço de qualidade S460 com concreto HA45.
“A estrutura exterior consta de uma viga perimetral disposta entre os pilares da fachada, com canto sobressaindo por cima da laje. Tipicamente, um perfil IP 500 que recebe em seu ponto médio uma viga metálica que tem seu outro apoio no núcleo central mediante um nicho posteriormente completado com argamassa sem retração. Sobre essas vigas perpendiculares à fachada estão dispostas as lajes alveolares, o que permite um elevado ritmo de construção, pois não há necessidade de formas de escoramento”, descreve o Anuário Abcic 2011.
Centro administrativo da Petrobrás em Macaé
O primeiro trabalho desenvolvido pelo arquiteto Sidônio Porto para a Petrobrás, o complexo administrativo da empresa em Macaé, inaugurado em 2008, é composto por dois prédios, com 26 metros de altura, interligados por passarelas.
As duas torres administrativas abrigam instalações para 2 mil funcionários, além de um restaurante e um centro médico, num total de 30 mil m² de área construída.
O conjunto é marcado por um grande átrio, que funciona como elemento de ligação entre os prédios, criando uma praça de convivência sombreada, propiciando ainda um ambiente agradável e ameno. A cobertura do átrio é composta por uma superfície de policarbonato verde na faixa central e, nas laterais, telhas metálicas termoacústicas (telha de alumínio zipada na face externa e de alumínio trapezoidal na face interna, tendo ao centro isolamento com manta de lã de rocha). Todo o conjunto está apoiado em estrutura composta por terças, vigas metálicas e estrutura espacial tubular de alumínio pré-pintado. Para solucionar sua movimentação e minimizar a transmissão de esforços para os pilares, utilizou-se o sistema de junta telescópica.
De acordo com o escritório de arquitetura do autor do projeto, a diretriz básica assumida pela concepção arquitetônica do complexo foi a de buscar um conjunto de edificações marcante em termos ambientais e estéticos, contendo espaços e percursos agradáveis, áreas de amenização e acessos imponentes, além do cuidado com os aspectos construtivos.
“Em vista da necessidade de rapidez de execução e custos compatíveis, foi pensada a utilização de um sistema construtivo industrializado, executado fora do canteiro de obras, transformado em um verdadeiro espaço de montagem”, descreve o escritório.
Segundo o Anuário Abcic 2011, foram usados pré-fabricados de concreto, tanto na estrutura quanto nos painéis. Exemplo disso foram os painéis pré-moldados de concreto de 10 x 2,5 metros, utilizados para o envoltório da edificação.
Uma cobertura única funciona como grande guarda-chuva para os dois edifícios. Outra característica do projeto foi o seu desenvolvimento como em uma malha modular de 1,25 m, tanto horizontal como verticalmente, iniciativa que tinha como objetivo criar uma perfeita compatibilização entre pisos, forros, divisórias e pré-moldados. As esquadrias também são um detalhe importante na industrialização, pois foram diretamente instaladas em painel de concreto pré-fabricado, o qual recebeu a fixação prévia dos insertos de alumínio, eliminando-se a tarefa de furação e fixação do suporte.