quarta-feira, 9 de maio de 2012

Rede de Agendas 21 de São Paulo unidas, marca presença na 11ª Conferência P+L










A Agenda 21 Global, documento de 40 capítulos, foi um compromisso assinado pelo Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente - Rio 92, juntamente com 179 países.
 Desde 1994 a cidade de São Paulo iniciou uma proposta de Agenda 21 Local, produzindo um plano para por em prática os preceitos da Agenda 21 Global.  
Revitalizada em 2005, reunindo sociedade civil e governo municipal num propósito único de melhoria de qualidade de vida socioambiental, de forma conjunta e colaborativa, foram constituídos diversos Fóruns de Agenda 21 Local. Utilizando a principalmente a metodologia do Passo a Passo da Agenda 21 Local, de MMA, permitiu ampla adaptação a diversas realidades da cidade.
Com a instituição dos CADES Regionais nas 31 Subprefeituras, houve vários reforços de propostas e ações locais.
Tendo em vista a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada de 13 a 22/6/ 2012, na cidade do Rio de Janeiro, com dois temas centrais: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável, queremos:

1)    O compromisso das três instâncias de governo, bem como dos três setores da sociedade, na atuação integrada em processos locais de Agendas21, contínuos e permanentes, cumprindo os acordos, planos e metas definidos em conjunto.
2)    O fortalecimento dos fóruns de Agendas 21 Locais para que se tornem práticas cotidianas transformadoras, com garantia de recursos que permitam a viabilização de projetos locais, o acompanhamento cidadão e a sustentabilidade. A aplicabilidade dos Princípios da Agenda 21, depende do envolvimento da sociedade e deve ser viabilizada e aprofundada conforme a necessidade local. Vale lembrar que se tivessem sido postos em prática os preceitos dos 40 capítulos da Agenda 21 global, certamente estaríamos hoje numa condição muito melhor, com uma sociedade menos desigual e mais justa;
3)    A instituição da Política Municipal de Educação Ambiental, de forma participativa, com criação da Comissão Interinstitucional Municipal de Educação Ambiental – CIMEA, para que seja elaborado um Programa de Educação Ambiental Integrado, formal e não formal, como um instrumento de cidadania, consciente e crítica, incorporado em  todas as ações do Município, estimulando atitudes e valores, que revertam em melhorias socioambientais de curto, médio e longo prazos para toda a população. 


Grupo de integrantes das Agendas 21 locais da Cidade de São Paulo.








 
Fórum das Agendas 21 Macrosul e Macroleste



















Agenda 21

http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/agenda-21/




AGENDA 21
A Agenda 21 é o principal resultado da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – UNCED/Rio-92. Este documento foi exaustivamente discutido e negociado durante dois anos que precederam a Rio 92, entre as centenas de países ali presentes. É um documento estratégico, um programa de ações abrangente para ser adotado global, nacional e localmente, visando fomentar em escala planetária, a partir do século XXI, um novo modelo de desenvolvimento que modifique os padrões de consumo e produção de forma a reduzir as pressões ambientais e atender as necessidades básicas da humanidade. A este novo padrão, que concilia justiça social, eficiência econômica e equilíbrio ambiental, convencionou-se chamar de Desenvolvimento Sustentável.



Agenda 21 Global
Embora não tenha força legal, a Agenda 21 contém um roteiro detalhado de ações concretas a serem executadas pelos governos, agências das Nações Unidas, agências de desenvolvimento e setores independentes (como o setor produtivo e as organizações não governamentais), para iniciar o processo de transição na direção do desenvolvimento sustentável.
Baseia-se na premissa de que a humanidade está num momento de definição em sua história: continuar com as políticas atuais significa perpetuar as disparidades econômicas entre os países e dentro dos países, aumentar a pobreza, a fonte, as doenças e o analfabetismo no mundo inteiro, e também continuar com a deterioração dos ecossistemas dos quais dependemos para manter a vida na Terra. É uma proposta de planejamento estratégico participativo, nos níveis local, regional e global.
A Agenda 21 é atualmente o documento mais abrangente e de maior alcance no que se refere às questões ambientais, dividida em quarenta capítulos, distribuídos em quatro seções: Dimensões Sociais e Econômicas, Conservação e Gerenciamento de Recursos para o Desenvolvimento, Fortalecimento do Papel dos Maiores Grupos e Meios de Implantação. Trata praticamente de todos os assuntos relacionados com o desenvolvimento sustentável, como a dinâmica demográfica, a crise urbana nos países em desenvolvimento (incluindo habitação, saneamento e poluição urbana), uso da terra, energia e transportes sustentáveis, transferência de tecnologias, produtos químicos, oceanos, padrões de produção e consumo, e necessidade de erradicação da pobreza no mundo.
A Agenda 21 propõe mudar o rumo da humanidade na direção de um melhor padrão de vida para todos, ecossistemas melhor gerenciados e protegidos, e um futuro mais próspero e seguro. É um documento político, que pressupõe a ampla participação da sociedade na tomada das decisões necessárias, bem como a existência de instâncias institucionais que favoreçam sua implementação. É um processo de transformação cultural, de mudança de mentalidades e de comportamentos em direção a uma sociedade com padrões sustentáveis de produção e consumo. Pressupõe que os governos e a sociedade em geral sentem-se à mesa para discutir e diagnosticar os problemas, identificar e entender os conflitos envolvidos, e decidir sobre a melhor forma de resolve-los, para iniciar o caminho na direção da sustentabilidade da biosfera.



As Agendas 21 Nacionais
O capítulo 38 da Agenda recomenda que os países criem uma estrutura de coordenação nacional, responsável pela elaboração das Agendas 21 Nacionais em cada país. As Agendas 21 Nacionais têm como objetivo elaborar os parâmetros de uma estratégia para o desenvolvimento sustentável, definindo as prioridades nacionais e viabilizando o uso sustentável dos recursos naturais. Devem levar em consideração as vantagens comparativas daquele país para produzir de forma mais eficiente os bens e serviços para a sociedade, assim como as fragilidades ambientais específicas.
A partir da Agenda 21 Global, todos os países que assinaram o acordo assumiram o compromisso de elaborar e implementar sua própria Agenda 21 Nacional.
A metodologia empregada internacionalmente para a elaboração das agendas 21 nacionais contempla a participação de diferentes níveis do governo, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.
Um fator diferencial da Agenda Brasileira em relação às demais experiências no mundo é a opção pela inclusão das Agendas Locais. A proposta é que cada cidade faça sua



Agenda 21 Local
Assim como cada país, cada cidade deve adequar sua Agenda à sua realidade e às suas diferentes situações e condições, sempre considerando os seguintes princípios gerais:
participação e cidadania;
respeito às comunidades e diferenças culturais;
integração;
melhoria do padrão de vida das comunidades;
diminuição das desigualdades sociais;
mudança de mentalidades.

Os compromissos assumidos pelos representantes dos países que aprovaram a Agenda 21 Global são muito claros e objetivos. Preservar as florestas e as nascentes, buscar substitutos para o CFC e outras substâncias que destroem a camada de ozônio, proibir a pesca destrutiva, buscar novas fontes de energia renováveis, reduzir o lixo produzido e encontrar combustíveis alternativos são alguns dos compromissos que devem ser traduzidos em ações, quando couber, na formulação de cada Agenda 21 Local.


AQUISYS - Sistema Informatizado para a gestão ambiental da aqüicultura com base em Boas Práticas de Manejo (BPMs)


Embrapa cria sistema de gestão ambiental para aquicultores

http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5760906-EI18950,00.html


08 de maio de 2012 11h28  


Sistema desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, São Paulo, permite que produtores possam avaliar se os processos conduzidos em suas propriedades estão alinhados às orientações de Boas Práticas de Manejo da Aquicultura. A ferramenta está em fase de validação e a previsão é liberação de acesso ao público externo até agosto.

O sistema informatizado de gestão ambiental da aquicultura (Aquisys) foi desenvolvido por pesquisadores do Projeto de Manejo e Gestão Ambiental da Aquiculutra da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, em São Paulo.

A pesquisadora responsável pelo plano de ação do Aquisys, Maria Conceição Pessoa, diz que o acesso ao sistema pode ser feito via web. "O Aquisys é um sistema informatizado desenvolvido para ser acessado pela internet. Ele auxilia a gestão ambiental da aquicultura em apoio às boas práticas de manejo - com foco inicial no cultivo de tilápia."

O sistema reúne em um único local diversas informações e estimativas importantes para o produtor, antes dispersas ou em linguagem de difícil entendimento. Assim, o sistema considera três temas principais: Boas práticas de manejo da aquicultura na propriedade, Leis, Órgãos e serviços relacionados à aquicultura e Apoio à gestão ambiental da aquicultura. Cada tema oferece diversos módulos para obtenção de diagnósticos, estimativas, informação ou organização de dados que apoie políticas públicas para o setor.

O Aquisys leva em conta as principais demandas de piscicultores, identificadas nos levantamentos realizados em solicitações de informações técnicas formuladas em dias de campo do projeto e de questionamentos direcionados ao serviço de apoio ao contribuinte da Embrapa Meio Ambiente. 



AQUABRASIL - Bases Tecnológicas para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura no Brasil




Resumo

Embora o Brasil seja detentora de abundantes recursos hídricos e grande biodiversidade, sua produção aquícola é irrisória. O desempenho da aqüicultura é baseado em espécies exóticas com o uso de tecnologias importadas, como acontece com o camarão marinho e a tilápia. A produção de espécies nativas é pouco representativa e bastante amadora, por falta de informações e tecnologias. O projeto procurará desenvolver informações e tecnologias adaptadas às condições locais para melhorar o desempenho da aqüicultura, a fim de propiciar o abastecimento do mercado interno e a exportação, tendo como linha mestra a promoção de um grande salto tecnológico capaz de promover a sustentabilidade da atividade, do ponto de vista econômico, social e ambiental, com geração de emprego e renda e a inclusão social de parcelas significativas do campo. Está baseada na ênfase à pesquisa nas espécies de valor econômico, considerando as peculiaridades regionais e, na medida do possível, a proteção à biodiversidade. Serão abordados os grandes fatores de estrangulamento do desenvolvimento da atividade, ligados a questões de melhoramento genético, nutrição e alimentação, biossegurança e sanidade, manejo e gestão ambiental dos sistemas de produção e aproveitamento agroindustrial num enfoque integrado de pesquisa em rede. Serão objetos de pesquisa as espécies camarão marinho, L. vannamei, a tilápia, O. niloticus, o tambaqui, C. macropomum e o pintado, P. corruscans. A ostra do mangue, incluída na versão anterior, não foi mantida, pois embora tenha grande importância social, não possui atributos técnicos já determinados que justifiquem sua manutenção, sob risco de não poder contemplá-la em várias das áreas definidas anteriormente. A metodologia proposta para melhoramento genético pressupõe um ganho na taxa de crescimento de 15% a cada geração melhorada e com a transferência imediata dessas gerações melhoradas para produção de alevinos por parte dos produtores. No que tange à sanidade, procurar-se-á a obtenção de métodos de prevenção e o desenvolvimento de tecnologias visando a redução no uso indiscriminado de antibióticos e quimioterápicos ao tempo em que se destaca a importância do diagnóstico parasitológico, histopatológico e hematológico nas espécies selecionadas. Serão desenvolvidas e/ou testadas rações que promovam a absorção máxima com um mínimo de rejeito, bem como o uso de ingredientes alternativos regionais para minimização de custos e redução de impactos ambientais e o estabelecimento de uma metodologia de engorda do camarão marinho em sistema heterotrófico sob alta densidade de estocagem e baixa renovação de água. O manejo e gestão ambiental dos ambientes de cultivo serão direcionados para o desenvolvimento de boas práticas de manejo em resposta às contestações cada vez mais freqüentes dos impactos ambientais da atividade. A qualidade da matéria–prima é o ponto chave para a qualidade do produto. O manejo adequado visando a qualidade da água e a combinação dos fatores de produção que levem à obtenção do pescado em bom estado higiênico-sanitário, permitirá a obtenção do pescado in natura que, uma vez rastreado e em conformidade com a legislação, poderá ser certificado como um alimento seguro, a partir do qual poderão ser desenvolvidos tecnologias de processamento que agreguem valor ao produto e transformem os sub-produtos em matéria prima para novos produtos. Reconhecendo que as soluções não serão alcançadas por iniciativas isoladas, o eixo central da proposta será a integração de esforços em rede, aproveitando ao máximo as competências e infra-estruturas instaladas existentes nas unidades da Embrapa e de outras Universidades e Instituições de Pesquisa, bem como da iniciativa privada. Espera-se a obtenção de linhagens melhoradas para ganho de peso na tilápia, linhagens mais resistentes de camarão marinho ao vírus da mionecrose infecciosa e para as espécies nativas, tambaqui e pintado, a implantação do primeiro plantel de reprodutores melhorados dessas espécies. Estas linhagens superiores deverão ser avaliadas sob as condições propostas nos distintos projetos componentes, visando a geração de técnicas e tecnologias biosseguras e com alto valor agregado. Deverão ser conhecidas as exigências nutricionais das espécies elencadas para obtenção de rações de baixo custo e ambientalmente corretas; produzir animais mais sadios através do diagnóstico e prevenção de doenças; recomendações de boas práticas de manejo para assegurar a qualidade do pescado e a segurança ambiental da aqüicultura, ferramentas para rastreabilidade do pescado cultivado e tecnologias para agregação de valor ao pescado bem como a consolidação e treinamento da equipe técnica integrada para estudos em rede sobre aqüicultura no Brasil.
Ações do documento




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Parlamento Europeu cancela ida à Rio+20

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-05-08/parlamento-europeu-cancela-ida-a-rio20.html

Deputado afirma que Brasil deveria intervir no preço dos hotéis, por exemplo, para evitar que conferência seja um fracasso

EFE | - Atualizada às


O Parlamento Europeu decidiu nesta terça-feira (8) cancelar a ida da delegação de deputados à Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho, devido ao elevado custo da viagem.
A medida foi tomada pelos coordenadores da Comissão do Meio Ambiente da instituição, que constataram que os gastos seriam muito elevados e injustificáveis num período de crise. "O Parlamento cancelou sua delegação na Rio+20 pelos custos excessivos. O Brasil deveria realmente controlar os custos para evitar um grande fracasso", afirmou hoje pelo Twitter o deputado holandês Gerben-Jan Gerbrandy.

Gerbrandy se mostrou "decepcionado" pelos abusos do setor hoteleiro da cidade, que pedia até 600 euros por noite, e considerou que o governo brasileiro deveria intervir nesta situação, sobretudo levando em conta a realização da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.


Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20, que acontece em junho

Num debate realizado na Comissão do Meio Ambiente em 26 de abril, o eurodeputado alemão Matthias Groote explicou que o preço estimado da hospedagem da delegação teria aumentado de 10 mil euros previstos inicialmente para 100 mil euros.
Na ocasião, os coordenadores decidiram enviar apenas um eurodeputado para a conferência, mas hoje cancelaram totalmente a missão. Onze eurodeputados viriam inicialmente para a Rio+20.

"Os organizadores mudam as condições constantemente, pedem que as reservas sejam feitas por uma semana completa, apesar de não precisarmos deste tempo", lamentou Groote durante o debate.



A organização também não teria oferecido aos deputados europeus uma sala de reuniões, segundo o socialista alemão. "É uma pena que os organizadores, e não só eles, nos tenham levado a isto. Quando se quer convidar o mundo inteiro é preciso tratar os convidados de outra maneira", criticou.

USP lança site com contribuições à conferência


02/05/2012 - 20h32

DE SÃO PAULO




A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (USP) lançou um portalque reúne teses e dissertações de mestrado e doutorado relacionadas aos temas que serão tratados durante a Rio+20.
As dissertações e teses foram defendidas na USP entre junho de 1992 e setembro de 2011.
A seleção, com cerca de 1,3 mil trabalhos, permite realizar buscas por autor, resumo e palavras-chave, além do download da pesquisa completa. Também é possível consultar sites sobre a conferência, que será realizada entre os dias 20 e 22 de junho, no Rio.
O portal também oferece uma análise do material por especialistas da USP sobre os avanços e desafios das pesquisas nas áreas de governança, economia verde, inclusão social e mudanças climáticas, entre outros temas.

Período favorece crises asmáticas


terça-feira, 8 de maio de 2012




Uma pesquisa apresentada por uma pediatra nos Estados Unidos prova que toda criança com asma, mesmo evitando o contato com o cigarro, ainda tem sua saúde prejudicada pelo fumo passivo. A exposição ao tabaco, segundo pesquisadores do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, pode aumentar o número de idas ao consultório médico, até prejudicar o seu sono. Essas conclusões foram apresentadas no encontro anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, em Boston.

Com estas conclusões, o pneumologista Renato Macchione alerta que nesta época do ano, os idosos e as crianças de 0 a 12 anos são os mais propensos a terem aumento de crises asmáticas e pede atenção dos pais, para que redobrem os cuidados com seus filhos durante o período. 

“As pessoas portadoras de alergias devem ficar atentas aos corantes e conservantes alimentares, além de fumante na proximidade, que são elementos desencadeantes de fortes crises de falta de ar”, alerta o médico.

De acordo com o especialista, a poluição atmosférica devido aos gases provenientes da combustão de veículos que usam derivados de petróleo, além da emissão de gases provenientes da queima de outros materiais, são fatores agressivos ao sistema respiratório e destaca que “a fumaça do cigarro propaga a maior quantidade de substâncias tóxicas (mais de duas mil) no ambiente, desta forma, agride a todos os expostos numa área próxima, principalmente em ambientes fechados”.

Para evitar complicações durante o período, o cuidado principal é evitar áreas de fumantes, além do uso rotineiro da medicação que foi prescrita pelo seu médico.

A pessoa que ainda não foi diagnosticada como asmática, deve ficar atenta aos sintomas e se acaso apresentar os mesmos deve procurar um tratamento mais rápido possível. Renato Macchione destaca que os principais sintomas da doença são tosse persistente, piora noturna e aos esforços, além de coriza e recusa alimentar. O tratamento é com medicação inalatória, conhecida também como o uso de “bombinhas", seguras e muito menos agressivas que o uso de xarope. “A inalação pode ajudar como medicação apenas de alívio”, explica.

A pesquisa aplicada nos Estados Unidos pela profissional Lara Akibami, destaca ainda que a fumaça de cigarro afeta o sono dos doentes. 

Com base em dados do Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição (NHANES, na sigla em inglês), observaram entre 2003 e 2010, 972 jovens de 6 a 19 anos que haviam sido diagnosticados com asma. Durante esse período, os participantes foram entrevistados e submetidos a testes clínicos.

Os autores do estudo descobriram que 53% dos jovens que participaram da pesquisa eram frequentemente expostos à fumaça de cigarros, charutos ou cachimbos. Esses participantes tiveram mais chances de irem a um consultório médico ou a um posto de emergência devido a crises de asma ao menos três em um ano do que aqueles que não costumam ser expostos à fumaça de cigarros. Além disso, eles foram mais propensos a terem problemas de sono relacionados à doença uma ou mais vezes por semana.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sustentabilidade: maioria das empresas ainda desconhece a Rio+20


http://www.infomoney.com.br/negocios/noticia/2422985-sustentabilidade+maioria+das+empresas+ainda+desconhece+rio

04 de maio de 2012 • 08h16


Por: Eliane Quinalia


SÃO PAULO - Uma sondagem realizada pelo Sebrae revelou que, apesar das ações sustentáveis serem importantes para a maioria das empresas do País, cerca de 81% das MPEs (micro e pequenas empresas) ainda desconhecem a Rio+20 - evento que tratará tal tema entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.

De acordo com o levantamento, o problema está justamente nos interesses das empresas brasileiras, que geralmente visam ao lucro e não entendem bem os benefícios gerais de incorporar ações sustentáveis ao seu dia a dia.
“Lucro e sustentabilidade não são contraditórios. Ao mesmo tempo que economizar água e energia ajuda o planeta, também reduz os custos da empresa”, garante o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, que ressalta ainda como o principal benefício de tais ações a melhora da imagem das companhias perante o mercado.


Cenário atual
Hoje, 46% dos entrevistados percebem que a questão ambiental representa uma oportunidade de ganhos para a empresa. Por outro lado, 54% deles afirmam que as chances de lucro relacionadas ao tema ainda não estão bem evidenciadas: 16% dos empresários acreditam que a questão representa custos e despesas, e 38%, nem ganhos nem despesas.

Mas isso apenas mudará, se a percepção dos envolvidos também mudar. “O desafio é fazer com que a maioria das MPEs passe a incorporar o conceito de sustentabilidade à gestão de seus negócios”, diz Barreto.


Atualização necessária
O estudo divulgado na quinta-feira (3) revelou ainda que, do total de empreendedores ouvidos pelo Sebrae, 65% deles declararam ter conhecimento mediano sobre os conceitos de sustentabilidade e meio ambiente, enquanto 21% disseram saber pouco.

“Os que alegaram não possuir conhecimento sobre os tema foram 2%”, informou o Sebrae.

Normas de sustentabilidade serão apresentadas na conferência Rio+20



Agência Brasil
Publicação: 05/05/2012 16:49Atualização:


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a International Organization for Standardization (ISO) vão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo no Rio.

Durante o seminário Normas Internacionais da ISO e Economia Verde: Solução para Desafios Globais, as duas entidades vão mostrar como as normas técnicas podem auxiliar as empresas na busca do desenvolvimento sustentável em seus aspectos econômicos, sociais e ambientais.

O Comitê da ONU para a Rio+20 confirmou à ABNT que ela terá um espaço na conferência oficial no dia 18 de junho, das 9h30 às 11h, no Riocentro. “O tema é demonstrar quanto as normas internacionais contribuem para os objetivos da economia verde”, disse o gerente de Relações Internacionais da associação, Eduardo Campos de São Thiago.

Conferencistas estrangeiros, ligados ao tema do desenvolvimento sustentável, darão testemunhos de normas internacionais que foram desenvolvidas para cumprir os objetivos da Rio+20, entre elas a que estabelece critérios de sustentabilidade para bioenergia. Será abordado também o papel da ABNT como parceiro estratégico da ISO para fortalecer a participação dos países em desenvolvimento.

Outros eventos paralelos que contarão com a participação da ABNT durante a Rio+20 já estão confirmados. Um deles será organizado pelas federações das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e de São Paulo (Fiesp) no Forte de Copacabana. A associação terá espaço também na exposição que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fará no Píer Mauá.

Eduardo São Thiago informou que as apresentações da ABNT nos dois eventos estão marcadas para os dias 16 e 20 de junho, respectivamente, de manhã. ”Nós vamos demonstrar para o público como as normas internacionais podem contribuir para o desenvolvimento sustentável”, reforçou.

A ABNT vai demonstrar a importância das normas como ferramenta para o desenvolvimento sustentável sob a ótica do usuário, englobando a indústria, o governo, as organizações não governamentais e os trabalhadores

Um dos destaques das apresentações da associação na conferência oficial e nos eventos paralelos é a norma ABNT NBR ISO 26.000 de Responsabilidade Social, publicada ao final de 2010, disse São Thiago. Essa norma envolveu 450 especialistas de quase 100 países no esforço de “tornar concreto o anseio da sociedade mundial, que era ter uma orientação sobre responsabilidade social”, destacou. O processo se estendeu de 2005 a 2010, na busca de consenso sobre a matéria.

O gerente da ABNT disse que um evento como a Rio+20 traz intenções que, para serem concretizadas, necessitam de normas. Lembrou que um dos resultados apresentados pela Conferência da ONU para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio em 1992, foi a elaboração da norma de gestão ambiental ISO 14.000. “Foi um resultado direto da Rio 92”.

Prefeitura Municipal de São Paulo apoia oficialmente a ação do Limpa Brasil no dia 27 de maio

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Controle populacional ou planejamento familiar?


06/05/2012 - 12h00

"Ação ambiental será inútil se população continuar crescendo", diz Nobel de medicina



CLAUDIO ANGELO
ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK

O elefante populacional está de volta à loja de cristais do debate sobre desenvolvimento sustentável.
Um relatório divulgado no fim do mês passado pela Royal Society, principal sociedade científica britânica, recomendou à conferência ambiental Rio+20 que tome medidas para conter a explosão da população do planeta e o consumo excessivo -tanto dos países ricos quanto dos emergentes, como o Brasil.
O porta-voz desse paquiderme é alguém conhecido por seu trabalho com um organismo de 1 milímetro: o biólogo John Sulston, 70.
Um dos líderes do Projeto Genoma Humano, Sir John ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2002 por seus trabalhos com células do minúsculo verme Caenorhabditis elegans.
Nos últimos dois anos, ele se afastou da biologia e se aventurou no território das ciências sociais, chefiando o comitê de especialistas que produziu o relatório "People and the Planet" [As Pessoas e o Planeta, em inglês].
*
Folha - Levantar a questão populacional num contexto ambiental é sempre delicado, porque os países pobres acham que isso é uma invenção dos ricos para cerceá-los. Por que trazer isso à baila?
John Sulston - Bem, estamos dizendo que a combinação entre população e consumo é importante. E por que agora? Bem, porque os efeitos da população combinados com os do consumo estão ficando mais visíveis.
A mudança climática, por exemplo, hoje é muito clara, coisa que não era há 20 anos, embora os modelos previssem que ela ocorreria.
Nós também temos muita noção da taxa de extinção das espécies, que não tínhamos medido antes. O uso de nitrogênio mundo afora está poluindo estuários e causando algumas dessas extinções, e assim por diante.
E essas tendências vão continuar se nós não fizermos nada. Quando começamos a analisá-las, chegamos a essa resposta de que nós não devemos olhar só para a população, mas tampouco deveríamos considerar apenas o consumo.
Afinal, se tivéssemos apenas um décimo da população, o consumo não importaria tanto, e se tivéssemos um décimo do consumo, a população não importaria tanto.

O sr. tem acompanhado as negociações aqui nos últimos dois dias. Quão descoladas elas estão do mundo real?
Eu acho que as negociações precisam estar sempre um pouco à frente do mundo real, ou seja, da maneira como as coisas estão.

Quais são as suas expectativas para a Rio+20?
Eu gostaria muito que nós tivéssemos algum texto lá que reconhecesse a importância de população e do consumo lado a lado com nossa preocupação direta com o ambiente. Acho que isso dará a pessoas de boa vontade em toda parte uma plataforma para políticas mais sãs.
Mas, se você não mencionar essas coisas, as pessoas podem dizer: "Bem, não estava no acordo, então não precisamos negociar isso".

Vocês dizem no relatório que as economias desenvolvidas e emergentes precisam rever seus padrões de consumo. É a primeira vez que se diz isso tão diretamente, e os emergentes não vão gostar.
Bem, está condensado aqui nas recomendações. O que nós dizemos no relatório é que existe muito espaço para que as economias mais desenvolvidas se desmaterializem. Estamos falando de consumo material. O relatório não diz que existe qualquer razão para as economias ficarem mais pobres.
Fontes de energia, redução de lixo e reciclagem de metais entram aí. E isso significa mais empregos, a propósito. Com as economias emergentes é mais difícil, porque elas são muito heterogêneas.
O Brasil, claro, é uma das mais poderosas, e nós sabemos que existe uma sensibilidade muito grande dos países mais desenvolvidos, que dizem: "Vejam, esses países estão ficando mais ricos".
O que estamos tentando é reconhecer que há um espectro e, à medida que as pessoas atingem uma determinada etapa do desenvolvimento, todo mundo começa a fazer a sua parte.
Nós também enfatizamos a possibilidade de "leapfrogging" ["saltar" diretamente para tecnologias desejáveis], e nisso temos o exemplo brasileiro da produção de etanol de cana. Então, eu acho que seria um insulto se as economias emergentes sugerissem que não têm nada a contribuir. Indústrias verdes como as turbinas eólicas que a China produz são outro exemplo.

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CONTROLE POPULACIONAL

Autor: André Gonçalves Fernandes
Os grupos antinatalistas proclamam na mídia escrita e falada que o controle populacional, rotulado eufemisticamente como “programa de planificação familiar”, diminui a mortalidade infantil. É induvidoso que, ao mesmo tempo em que se escasseia o número de nascimentos, reduz-se a quantidade de crianças que correm risco de morte no início da vida. Em suma, a redução decorre do decréscimo da quantidade do número de crianças.
Hoje, tais grupos promovem a idéia da conveniência de espaçar o nascimento dos filhos. Empiricamente, nos países mais pobres, os índices de sobrevivência de filhos que estão espaçados em dois ou três anos são geralmente mais altos do que os dos filhos que nasceram com menor tempo de espaçamento. Assim, justifica-se induzir e, não raro, coagir, o uso de anticoncepcionais por vários anos depois do nascimento do primeiro filho. Publicamente, os grupos antinatalistas afirmam ter reduzido a mortalidade infantil, mas, em particular, comemoram a diminuição do número de crianças nascidas.
Contudo, paira a acusação de que tais programas contribuíram diretamente ao incremento de uma nova epidemia: o homicídio de meninas e o infanticídio, sobretudo na Ásia. Veja-se.
As sociedades das economias agrícolas valorizam os filhos, especialmente os meninos, que assumem o labor da lavoura precocemente e provêem segurança econômica aos seus pais no ocaso. Sob um choque de industrialização ou de incremento da educação primária, o valor econômico dos filhos perde força logicamente.
Assim, a difusão de campanhas de controle de natalidade numa sociedade de industrialização incipiente e que tem predileção pelos filhos homens acarreta o risco de morte de meninas no ventre materno ou logo depois do parto. É o exemplo da China, cuja draconiana política de filho único provocou a morte de milhões de meninas e, indiretamente, gerou um alarmante desequilíbrio de sexos (117 meninos para cada 100 meninas).
Estatisticamente, nascem  cerca de 106 homens para cada 100 mulheres. Trata-se de uma disparidade regulada com o tempo, pois os homens experimentam uma maior taxa de infanticídio e de mortalidade infantil. Outros países com programas de planificação familiar no Leste e Sul da Ásia também mostraram um incremento na assimetria de sexos nos nascimentos.
Os grupos antinatalistas, tal como a International Planned Parenthood Federation, refutam nexo causal entre a existência de morte de meninas e infanticídio e os programas planejamento familiar. Alegam que tais práticas decorem da natural preferência por filhos homens e da estrutura patriarcal das sociedades daquela região.
Os programas de controle de população contribuem, indiretamente, para o incremento da mortalidade infantil e materna de outras maneiras. Na China e Vietnã, por exemplo, são impostas altas multas nas famílias de crianças reputadas “ilegais”. Ademais, estas crianças não têm acesso à residência, rações de mantimentos, cuidado em saúde e educação. As mesmas medidas sucedem na Coréia do Sul e na Índia, mas de forma atenuada.
Os reflexos da privação de tais direitos atingem em cheio as famílias pobres. Sob um ângulo, as multas afetam diretamente na  economia familiar. De outra banda, o futuro de tais crianças é colocado em risco pela supressão do exercício de direitos básicos, em prol de arbitrárias políticas de restrição aos nascimentos. Mulheres e crianças morrem como conseqüência disso.
As pessoas carentes dos países em desenvolvimento, em especial as mulheres pobres, enxergam os países desenvolvidos como profundamente hostis a seu estilo de vida. Esta impressão se reforça quando se vêem inundados com dispositivos anticoncepcionais e químicos ou recebem pressão para aprovar leis favoráveis à esterilização e o aborto.
Depois de anos de sensibilização sobre os danos do imperialismo cultural, muitos organismos de controle de natalidade ainda são incapazes de perceber as motivações e os desejos dos indivíduos que pudessem desejar ter filhos. Não só ignoram as opiniões dos destinatários de seus programas e que são favoráveis aos nascimentos, quando não desprezam estas idéias.
Quando induzem as mulheres à utilização de métodos anticoncepcionais ou a incorporá-las a trabalhos fora do lar, eliminam, ao mesmo tempo, o legítimo desejo de muitas mulheres de ter filhos. E, no longo prazo, produz-se um prejudicial impacto social, como, por exemplo, o inverno demográfico.
Eis o raciocínio da cartilha ideológica da “saúde reprodutiva”: se as mães tiverem um grande número de filhos, têm maiores probabilidades de morrer durante o parto. Ademais, passarão uma grande parte de suas vidas adultas grávidas, amamentando e cuidando de seus filhos, o que é ruim para a sociedade.
E se tais mulheres se sentem realizadas com uma nova vida crescendo dentro delas, se desfrutarem de unir-se à experiência de amamentar ou apreciarem cuidar de seus pequenos filhos? Qual é a atitude dos grupos antinatalistas perante tais realidades? Apenas invalidá-las socialmente acusando-as de denegrir a condição feminina.  Para os defensores do controle de natalidade, as mulheres e as crianças são simples meios para obter um crescimento populacional diminuto ou lento.




André Gonçalves Fernandes, nascido em 1974, é Juiz de Direito da 2ª Vara Cível e de Família da Comarca de Sumaré/SP. Graduado, no ensino fundamental e médio, pelo Colégio Visconde de Porto Seguro em 1991. Bacharel e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1996 e 1999. Atua como magistrado desde 1997. Articulista do Correio Popular de Campinas e da Escola Paulista da Magistratura desde 2002. É membro da Comissão de Bioética da Arquidiocese de Campinas/SP desde 2008 e professor do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS) desde 2011. Mestrando em Filosofia e História da Educação pela Universidade de Campinas desde 2012. Fala inglês, francês, italiano e alemão. Casado e pai de 4 filhos. É torcedor do São Paulo Futebol Clube.
Publicado no Portal da Família em 31/01/2010


sábado, 5 de maio de 2012

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA POPULARIZAÇÃO DO CONHECIMENTO








SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA POPULARIZAÇÃO DO CONHECIMENTO


Inscrições de: 24/04/2012 a: 21/05/2012
Objetivo

O SINQUISP, que vem incorporando a responsabilidade socioambiental em sua estratégia de atuação, sob o patrocínio da Associação dos Engenheiros da Sabesp - AESABESP e Associação Sabesp, realizará o SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA POPULARIZAÇÃO DO CONHECIMENTO entre os dias 28/05 e 01/06, das 18h30 às 21h30 e no sábado dia 02/06 das 10h às 15h, em sua sede, na Rua Libero Badaró nº 152 - Centro. Serão monitores deste Seminário os profissionais: Geógrafo Maurício Oliveira Silva, Engenheira Ambiental Patrícia Martins Pedro, Químicas Elaine Sandovette e Alzira A. Garcia, Biólogos John E. Tatton e Edvaldo Sorrini, Cientista Político Leandro Belini, todos profissionais que atuam e são especialistas nos temas que abordarão.

Este Seminário será realizado na perspectiva de contribuir com a sociedade na construção de valores sociais, conhecimentos e desenvolvimento de competências para o despertar de uma nova consciência responsável e comprometida com as questões socioambientais locais e globais, considerando que as questões ambientais nas últimas décadas têm sido foco de diversas discussões em todo o mundo, mobilizando os setores público, privado e principalmente a sociedade civil, dada a peculiaridade dos problemas, percepção de ameaça às condições de sobrevida no planeta.

Neste contexto, o Seminário contemplará temas de Educação Ambiental priorizando assuntos ligados à conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Pretende-se ainda, disseminar os conceitos básicos de educação ambiental de forma sistêmica, discutindo conceitos e difundindo a interdependência dos fatores econômicos, sociais e ecológicos, em que as pessoas são estimuladas à participação e ao exercício da cidadania, com empenho e responsabilidade. Serão abordados os temas: direitos e deveres do cidadão, doenças provenientes de veiculação hídrica, consequências das mudanças climáticas, tratamentos de água e esgotos, melhoria da qualidade de vida da população, redução do consumo, coleta seletiva e reciclagem como fonte de renda, entre outros.

Lembrando que a Educação Ambiental se apresenta como uma das ferramentas para conscientizar as pessoas da importância do uso sustentável dos recursos naturais, na busca de um novo estilo de vida que respeite todos os seres vivos e de novas formas de ação coletiva em prol da conservação e proteção do meio ambiente.

Ressaltamos, que a menos que haja uma mudança comportamental, na qual cada pessoa reconheça e compreenda os problemas de forma sistêmica, toda a humanidade estará sujeita às consequências graves e irreversíveis.

Programação
- Visão Sistêmica do Meio Ambiente (Resgate histórico sobre o relacionamento do homem com água desde o século X A.C. Impactos ambientais decorrentes do uso e ocupação do solo. Revolução agrícola, industrial e a degradação ambiental. Doenças relacionadas à água, de veiculação hídrica e de origem hídrica)
- Usos Múltiplos da Água e Impactos Ambientais (Características e usos múltiplos da água, sistemas de produção e distribuição tratamento de água da RMSP e Uso Racional Água)
John Emilio Tatton (Biólogo)
28/05/12
18h30 às 21h30

- Tratamento de Esgoto (Definição de poluição ambiental, tipos de resíduos líquidos, sistema de esgotamento sanitário, etapas de tratamento de esgotos composição do esgoto, indicadores de matéria orgânica, sistemas de tratamento de esgotos da RMSP, reuso e como utilizar a rede coletora de esgotos)
Elaine Sandovette (Química)
29/05/12
18h30 às 21h30

- Resíduos Sólidos e a Política Nacional de Resíduos (“História do Lixo”. Principais aspectos das PERS e PNRS, conceitos, tipos de resíduo e classificação dos resíduos, coleta seletiva, conceito de gerenciamento de residuos3Rs e destinação e disposição final)
John Emílio Tatton (Biólogo)
Alzira A. Garcia (Química)
30/05/12
18h30 às 21h30

- Formação do Relevo Terrestre, Vegetação e Áreas Contaminadas (conceitos básicos)
Fornecer subsídios teóricos para compreensão dos processos de formação do relevo terrestre e assuntos relacionados tais como: tipos de rocha, ciclo das rochas (processos de formação), tipos de relevo, formação de solos e suas principais características. Biomas brasileiros destacando-se as formações florestais no estado de São Paulo, conceitos básicos de sucessão ecológica, importância das matas ciliares e recuperação de áreas degradadas através de plantio de espécies nativas. Poluição do solo e águas subterrâneas: conceitos, prevenção e controle.
Patrícia Martins (Engenheira Ambiental)
Edvaldo Sorrini (Biólogo)
Maurício O. Silva (Geógrafo)
31/05/12
18h30 às 21h30

- Mudanças Climáticas e Energias Renováveis (Mudanças climáticas e as energias renováveis como propostas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Avanços nas pesquisas sobre o aquecimento global e geração de energia a partir de fontes renováveis)
Leandro Belini (Cientista Político)
01/06/12
18h30 às 21h30

- Educação Ambiental para Sustentabilidade (Histórico da Educação Ambiental, retrospectiva da Educação Ambiental de 1960 a 2000, base conceitual do MEC e MMA e Educação Ambiental voltada à água, recursos hídricos e saneamento, com vista à proteção de mananciais, uso racional da água e despoluição hídrica. Educação Ambiental, desenvolvimento sustentável e as ferramentas para a sustentabilidade.
John Emilio Tatton (Biólogo)
- Elaboração e Gestão de Projetos de Educação Ambiental (Fornecer subsídios práticos e teóricos para elaboração e gestão de projetos de educação ambiental. Gestão de Projetos (conceitos gerais, tipos e etapas de um projeto) e Apresentação de Metodologias e Projetos voltados à Educação Ambiental. Monitor: Maurício Oliveira Silva (Geógrafo)
02/06/12
10h00 às 15h00

Público alvo
Profissionais da química e demais profissionais, voluntários, técnicos de ONGs e sociedade em geral

InvestimentoR$ 60,00

Data e local28 de maio a 02 de junho de 2012
2ª à 6ª feira das 18h30 às 21h30 e no sábado das 10h às 14h
EspaçoQuímico (Rua Libero Badaró, nº 152 - 13º andar - Centro - São Paulo - SP)

Dúvidas e maiores informações
Por e-mail cursos@sinquisp.org.br ou pelo telefone (11) 3289-1506, das 9h às 17h

PatrocínioAssociação dos Engenheiros da Sabesp, Associação Sabesp e Associação Guardião da Água



Investimento

> Profissional Associado do Sinquisp
120,00

> Profissional Registrado no CRQ-IV
150,00

> Estudantes de Química cadastrados no CRQ-IV
150,00

> Outros profissionais
450,00











Linha cruzada...


02/05/2012 - 09h53

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves


Você odeia ser interrompido durante uma boa conversa com os amigos? Agora imagine se isso acontecesse o tempo todo. Deve ser assim que os psitacídeos, passarinhos como os papagaios, os periquitos e as araras, se sentem no cerrado brasileiro.
Quem identificou possíveis interferências na comunicação entre os bichos foi o biólogo Carlos Barros de Araújo, em sua tese de doutorado na Unicamp. Após sete anos de pesquisa de campo nos Estados de Goiás e Tocantins e no Distrito Federal, Araújo demonstra que essas aves conseguem "bater um papinho" a distâncias de até 1,5 km.
Essa comunicação de longo alcance faz parte da dinâmica de vida dos bichos, que se separam em bandos pequenos durante o dia para se alimentar e avisam uns aos outros onde achar comida. "O que você vê em campo são esses pequenos bandos se juntando e se separando constantemente."
Proteger o grupo contra inimigos e afastar possíveis rivais também são outras utilidades dessa comunicação.
Divulgação
Casal de periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), no Parque Nacional de Brasí­lia. Espécie foi uma das estudadas sobre o prejuí­zo causado pela poluição sonora humana na comunicação entre os psitacídeos
Casal de periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), no Parque Nacional de Brasí­lia. Espécie foi uma das estudadas sobre o prejuí­zo causado pela poluição sonora humana na comunicação entre os psitacídeos

Segundo Araújo, já foi possível identificar notas emitidas em contextos específicos, como a sinalização feita por sentinelas. "Um indivíduo fica na copa da árvore observando a presença de predadores e emitindo um som de intensidade baixa. Quando um deles se aproxima, o sentinela emite uma nota de alarme para avisar aos demais."
A interferência do homem, no entanto, tem reduzido a distância na comunicação entre os animais de 1.500 m para menos de 50 m.
"Se você corta a comunicação, você corta a capacidade de informar onde tem alimento. [A ave] vai ter uma menor probabilidade de sobrevivência e de reprodução", afirma o biólogo.
A interferência sonora pode até fazer o animal mudar seu canto. "Muitas espécies passam a cantar em frequências mais agudas e com uma maior intensidade quando submetidas a ruídos de grande intensidade."
As medições realizadas pelo biólogo foram feitas em fazendas e também na Universidade de Brasília, um ambiente urbano mas bem tranquilo se comparado ao centro de grandes cidades. Mesmo assim, já foi percebida a grande redução no raio de comunicação entre as aves.
Barreiras sonoras em rodovias e avenidas perto de áreas onde os bichos vivem podem ajudar a protegê-los.
"Ao lado do Parque Nacional de Brasília passa uma grande rodovia. Em uma área que tem 80 decibéis de ruído é claro que os pássaros serão afetados de alguma forma."
A próxima etapa do trabalho, que centrou esforços no estudo do periquito-rei, do maracanã-nobre e da arara-de-barriga-amarela, será descobrir o impacto da poluição sonora na sobrevivência dos bichos. "Estamos correndo contra o tempo."
Editoria de arte/Folhapress

Seminário: Resíduos na Construção Civil

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Jardim vertical


Arquiteto japonês constrói casa semelhante a jardim vertical em Tóquio


Postado em 02/05/2012 às 18h00
A residência, vista de fora, se confunde com um jardim vertical. l Foto: Ryue Nishizawa
Em meio aos grandes edifícios de Tóquio o arquiteto Ryue Nishiziwa criou uma casa que mais parece um jardim vertical. Em um terreno estreito e plano, a residência lembra um santuário, trazendo o verde literalmente para dentro de habitação.
A casanão possui nenhuma fachada exterior, ela é forrada apenas por vasos de plantas. A divisão interna é feita por divisórias de vidro e cortinas de tecido. Os andares da casa não possuem paredes internas, deixando-a com planta aberta e livre. Os pisos são separados por lajes de concreto com recortes circulares para uma escada central, que liga todos os pavimentos.
A residência possui quatro andares. No térreo estão localizadas a sala de estar e a cozinha. No primeiro andar, o primeiro quarto. No segundo andar está o banheiro. Logo após, outro quarto. Na cobertura ainda existe um terraço com um pequeno quarto extra que pode servir tanto como depósito como quarto de hóspedes.
Todos os andares são ajardinados. Desta forma, parece que a casa está realmente em uma região ao ar livre e arborizada. Por não possuir fachada externa, a luz penetra para dentro da casa durante o dia nutrindo as plantas e auxiliando a economia de energia.
O lar foi mobiliado de acordo com a arquitetura japonesa minimalista, que utiliza apenas objetos essenciais. A residência, vista de fora, se confunde com um jardim vertical. A estrutura aberta contrasta com a metrópole em expansão de Tóquio e se destaca como um lembrete de que a densidade urbana não tem que significar o sacrifício do ar puro e dos espaços abertos.
Ryue Nishiziwa é vencedor do PrêmioPritzker, o mais importante prêmio de arquitetura do mundo. Ele é conhecido por suas expressões sobre o espaço natural na arquitetura.

Com informações do site Inthralld.
Redação CicloVivo
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