terça-feira, 20 de dezembro de 2011

União Europeia reabre debate sobre proibição de transgênicos


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,uniao-europeia-reabre-debate-sobre-proibicao-de-transgenicos,813044,0.htm

Atualmente, seis países aplicam restrições contra esse cultivo - França, Grécia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Hungria -, enquanto outros sete o exploram comercialmente

19 de dezembro de 2011 | 18h 32

Estadão.com.br
A Dinamarca apresentou nesta segunda-feira, 19, as principais linhas de sua política ambiental da próxima presidência da União Europeia, que voltará a debater a proibição dos polêmicos transgênicos, juntamente com a eficiência energética e a luta contra as mudanças climáticas.
Veja também:

Na União Europeia, só se pode cultivar transgênicos de uma linhagem de milho e outra de batata - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Na União Europeia, só se pode cultivar transgênicos de uma linhagem de milho e outra de batata
A ministra do Meio Ambiente, Ida Auken, assinalou em entrevista coletiva que uma de suas prioridades será voltar a debater a possibilidade que cada país tenha mais liberdade para proibir o cultivo dos transgênicos.
A Comissão Europeia propôs no ano passado mudar as políticas sobre o assunto. Seis países aplicam restrições contra o cultivo - França, Grécia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Hungria - enquanto que no outro extremo estão os sete membros que exploram comercialmente esses cultivos.
Espanha está no último grupo e é, concretamente, o país com maior superfície de transgênicos e o produtor de 80% do milho transgênico cultivado na União Europeia.
Auken adiantou que o debate será complicado, já que continua havendo uma minoria de países que bloqueiam a aprovação dessa medida e favoráveis a que decisões sobre estes produtos continuem sendo tomadas em nível comunitário.
Atualmente, na União Europeia pode-se cultivar dois tipos de transgênicos: uma linhagem de milho e outra de batata.
Outras prioridades da presidência dinamarquesa serão reforçar as infraestruturas energéticas e abordar questões como o conteúdo de enxofre nos combustíveis das embarcações. 

Energia eólica pode alcançar preço de hidrelétrica


20/12/2011 - 08h00

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1023690-energia-eolica-pode-alcancar-preco-de-hidreletrica.shtml


O preço da energia eólica no Brasil pode alcançar o valor da energia gerada pelas grandes hidrelétricas, como Belo Monte, Jirau ou Santo Antônio. O fato, histórico, pode ocorrer hoje, em São Paulo, informa reportagem de Agnaldo Britopublicada na Folha desta terça-feira.

A Aneel (agência reguladora do setor de energia elétrica no Brasil) promove logo mais o leilão A-5 (lê-se, A menos cinco) --quando as distribuidoras irão contratar energia de que necessitam para atender seus mercados a partir de 2016.
O preço médio da geração eólica no último leilão R$ 99 por MWh (megawatt-hora) pode baixar mais e se aproximar dos preços mais competitivos de hidrelétricas, entre R$ 80 e R$ 90/MWh. A despeito disso, eólica já é a 2ª fonte mais barata do país.
Seis fábricas estão instaladas ou em fase de instalação. O resultado é uma superoferta de projetos.
Dos 6.286 MW habilitados pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) para o leilão de hoje, 5.149 MW são de fonte eólica. No total, 205 empreendimentos disputarão o leilão. Investidores aproveitaram a ausência de grandes hidrelétricas (por falta de licença ambiental) e de térmicas (por falta de gás natural) e prometem dominar a disputa por contratos para 2016.



Competição entre distribuidoras em leilão hoje pode fazer preço do megawatt-hora se igualar ao de grandes usinas
Uso do vento para geração de energia cresce no país e já é mais competitivo do que as termelétricas


AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO


O preço da energia eólica no Brasil pode alcançar o valor das grandes hidrelétricas, como Belo Monte, Jirau ou Santo Antônio. O fato, histórico, pode ocorrer hoje, em São Paulo.
A Aneel (agência reguladora do setor de energia elétrica no Brasil) promove logo mais o leilão A-5 (lê-se, A menos cinco) - quando as distribuidoras irão contratar energia de que necessitam para atender seus mercados a partir de 2016.
O preço médio da geração eólica no último leilão -R$ 99 por MWh (megawatt-hora)- pode baixar mais e se aproximar dos preços mais competitivos de hidrelétricas, entre R$ 80 e R$ 90/MWh. A despeito disso, eólica já é a 2ª fonte mais barata do país.
Seis fábricas estão instaladas ou em fase de instalação. O resultado é uma superoferta de projetos.
Dos 6.286 MW habilitados pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) para o leilão de hoje, 5.149 MW são de fonte eólica. No total, 205 empreendimentos disputarão o leilão. Investidores aproveitaram a ausência de grandes hidrelétricas (por falta de licença ambiental) e de térmicas (por falta de gás natural) e prometem dominar a disputa por contratos para 2016.
De outras fontes, há pouco coisa: 13 térmicas movidas a bagaço de cana (com capacidade total de 602 MW); 8 pequenas centrais hidrelétricas, com oferta de 147 MW; e 5 hidrelétricas, com potência total de 388 MW.
Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, diz que o leilão pode mesmo surpreender, mas prefere não fazer previsões. "Não é possível saber se o preço será ainda menor do que foi no último leilão, mas, a despeito disso, o valor da energia eólica no país já é muito competitivo", afirma.
Elbia Melo, presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), diz que a conjuntura internacional mudou desde agosto, data do último leilão.
"Não ousaria dizer o que poderá ocorrer no leilão de hoje. Apenas que projetos eólicos vão disputar com projetos eólicos", diz.

INSUBSTITUÍVEL
O preço da geração eólica pode cair, mas as hidrelétricas são insubstituíveis. "As hidrelétricas convivem sem as eólicas, mas as eólicas não podem prescindir das hidrelétricas", diz Tolmasquim.
A base da geração no Brasil é hídrica e continuará a ser. O país conhece o regime de chuvas e organiza a oferta de energia a partir disso. A geração eólica não dispõe de informação similar, tampouco de escala como as hidrelétricas. Daí a razão de ser uma fonte apenas complementar.
Hoje, há instalado no Brasil (entre todas as fontes) 112,3 mil MW. Desse total, 68,5% da capacidade é de hidrelétrica, seguida das térmicas (25,65%). A fonte eólica responde por apenas 0,82% do parque de geração elétrica.
Até 2014, a indústria de geração eólica estima alcançar patamar de 5,3% da base instalada no país. Com um potencial estimado já em 300 mil MW é uma fonte promissora, mas complementar.


Pisada na bola: Corinthians pode perder “bolada verde” do BNDES


http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/corinthians-pode-perder-bolada-verde-do-bndes?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-meio-ambiente.html

Arena em Itaquera tem poucos dias para conseguir financiamento milionário do banco estatal; para isso, estádio precisa provar que será sustentável  


Divulgação
Obras no Itaquerão
Arena do Corinthians pode ser a única da Copa sem o título de "construção verde"

São Paulo – Em obra para a Copa de 2014, o “Itaquerão”, sede do jogo de abertura do campeonato, corre o risco de ficar sem financiamento de R$ 400 milhões de reais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Para receber o empréstimo, o Corinthians precisa provar que o estádio na Zona Leste de São Paulo será erguido dentro dos padrões da construção sustentável.
Dos 12 estádios que receberão partidas do mundial de futebol, 10 já estão inscritos no processo de certificação verde Leed, fornecido com parcimônia pelo instituto americano Green Building Council (GBC). Só o Corinthians e o Internacional-RS ainda não entraram com o pedido. Eles precisam correr contra o tempo, pois o prazo para apresentar a solicitação de financiamento junto ao BNDES termina no próximo dia 30.
Segundo o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado, o Inter já manifestou interesse pela certificação de construção sustentável e até a semana que vem deve inscrever o estádio Beira-Rio no processo. Já o clube paulista permanece uma incógnita.
EXAME.com entrou em contato com Corinthians para saber se o “Itaquerão”, que já tem quase 20% das obras concluídas, vai ou não participar do processo, mas a reportagem não obteve resposta. A bolada verde do BNDES cobriria metade do custo previsto para a construção da nova arena, orçado em até 850 milhões de reais.
“Além do financiamento, a cidade de abertura da Copa pode perder a oportunidade de ganhar um estádio modelo em sustentabilidade”, alerta Casado. Mais, se o Inter realmente entrar com pedido de certificação na semana que vem, o “Fielzão” será o único entre os 12 estádios que receberão jogos da Copa sem o selo de ecológico.

Ecoarenas
Para receber o título de construção verde, os estádios deverão atender alguns pré-requisitos. São avaliados o consumo de energia, o reaproveitamento de água, o uso de materiais certificados ou reciclados na construção e no mobiliário, a localização do prédio e a baixa produção de resíduos, entre outros itens.
Além disso, as ecoarenas devem respeitar a vários outros critérios que valem pontos e, conforme o atendimento mínimo de 40 dos 110 pontos, a obra obtém o selo nível básico, prata, ouro ou platina, dependendo do desempenho da construção. Entre os estádios-sede da Copa, Brasília é o que tem o projeto mais ambicioso.
O novo Mané Garrincha é a primeira arena de futebol do planeta a buscar a certificação máxima da construção verde. De acordo com o GBC Brasil, o custo inicial de uma obra sustentável é de 1 a 7% maior que uma obra convencional. Porém, o custo operacional tem redução mensal de 9% com economia de água, energia e em gastos com manutenção.

Um passo a passo para quem quer largar o cigarro em 2012


Quer parar de fumar? Agende-se!

Enfrentar um vício como o da nicotina exige preparação. Um passo a passo para quem quer largar o cigarro em 2012

iG São Paulo | 18/12/2011 06:42


http://saude.ig.com.br/minhasaude/quer-parar-de-fumar-agendese/n1597404608504.html


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Cigarro: parar de fumar exige vontade e disciplina

Na cartilha do Instituto Nacional do Câncer (INCA) com orientações para quem deseja largar o cigarro está escrito: “muitos fumantes acreditam que só poderão parar de fumar se reformularem totalmente sua vida, e ficam imaginando que vai ser tão difícil que é melhor nem tentar”. Sim, parar de fumar não é nada simples quando se é dependente da nicotina absorvida a cada tragada.
Veja: Como o cigarro afeta o corpo
Para você que faz parte do contingente de fumantes que deseja abandonar o cigarro e já colocou essa batalha entre as metas a serem perseguidas em 2012, o primeiro passo é se organizar.
O iG Saúde consultou os pneumologistas Ciro Kirchenchtejn, coordenador do centro de tratamento para dependentes da nicotina HelpFumo, e Jaqueline Ota, da Beneficência Portuguesa, de São Paulo, e elaborou uma agenda para orientar a decisão de parar de fumar, com dicas para seguir de um mês antes do dia oficial da parada até a primeira semana. Confira.
30 dias antes
- Marque uma data! Essa é a definição mais importante, a que vai nortear todos os próximos meses. De preferência, escolha um dia que possa ser significativo, como o primeiro ou o último dia do mês.
- Converse com seu médico e defina se irá tomar medicamentos ou não e quais serão eles
- Você come demais? Procure a ajuda de um nutricionista para acompanhá-lo nesse período, assim você evita substituir o cigarro pela comida
- Tenha uma conversa franca com quem já tentou parar de fumar e não conseguiu e com ex-fumantes. - Essas pessoas poderão antecipar as dificuldades do período
- Escreva em um papel as razões pelas quais quer parar de fumar e leve sempre com você
10 dias antes- Se tiver decidido usar antidepressivos, lembre-se: eles demoram a fazer efeito e devem ser tomados a partir de hoje
5 dias antes- Quando tiver vontade de fumar o primeiro cigarro do dia, adie-o em uma hora
- Tente não fumar na primeira hora depois do almoço
4 dias antes- Tente ficar uma manhã inteira sem fumar
- Tome água toda vez que ficar nervoso ou com vontade de fumar
- Se a vontade de fumar for muito forte, masque uma chiclete de nicotina
3 dias antes- Inicie um programa de exercícios aeróbios diários
- Comece a andar 1 hora por dia
- Verifique sua agenda para o dia escolhido
- Procure se ocupar o dia todo, mas com atividades de pouco estresse
- Tente permanecer a maior parte do tempo em locais onde seja proibido fumar
- Tente ficar uma tarde inteira sem fumar
2 dias antes- Tente passar uma noite inteira sem fumar (a partir das 18h, por exemplo)
- Se tiver insônia, tome um copo de leite morno, leia algo agradável ou masque um chiclete de nicotina
No dia anterior- Elimine todo o cigarro que tiver em casa, no trabalho e no carro
- Leia em voz alta o papel que escreveu com as razões para deixar de fumar
- Tenha sempre a mão um kit antitabagismo: garrafas de água, chiclete de nicotina, cenouras e frutas para quando der vontade de comer
- Se for utilizar o adesivo, já pode colar um sobre o tórax
- Faça exercícios de respiração caso se sinta ansioso
No Grande Dia- Remova todas as tentações: cigarros, cinzeiros, etc.
- Tenha um dia com pouco estresse, você vai precisar de mais tempo para fazer as coisas
- Tenha muita água à disposição
- Lembre-se: a vontade de fumar desaparece após 1 ou 2 minutos
- Não beba álcool neste mês
Na primeira semana- Nem sempre o primeiro dia é o pior. Às vezes no 4º ou 5º dia algumas pessoas têm a crise mais intensa de abstinência. Aprenda a lidar com a fissura e esteja preparado para dizer NÃO
- Como reforço, vale ler o papel com as razões para deixar de fumar
Ops...- Se por algum acaso acender um cigarro, não desista: a primeira coisa a fazer é APAGÁ-LO
- Desenvolva alguma estratégia para evitar que isto ocorra novamente
- Lembre: basta dar uma tragada para você colocar em risco todo o seu esforço
Veja também:As substâncias presentes no cigarro
O mapa do fumo no Brasil

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Empresa constrói 50 postos mais sustentáveis


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empresa-constroi-50-postos-mais-sustentaveis-,812731,0.htm

19 de dezembro de 2011 | 3h 01

O Estado de S.Paulo

A Ipiranga conseguiu alcançar neste ano a marca de 50 postos ecoeficientes, ou mais sustentáveis, em 16 Estados do Brasil. O objetivo é atingir no próximo ano 215 postos com o mesmo padrão.

O primeiro posto ecoeficiente nasceu em Porto Alegre (RS), em 2009. E São Paulo hoje possui nove postos desse tipo.
Segundo Flávio Dantas, diretor comercial da Ipiranga, nesses postos não é necessário ligar lâmpadas durante o dia, pois se aproveita melhor a luz natural. O aquecimento da água é feito com placas solares e são colocados sombreadores (brise ou quebra-sol) nas vitrines e no escritório para reduzir o uso de ar condicionado. O custo da construção sustentável é um pouco maior do que o tradicional, mas a empresa diz que os postos ecoeficientes estão cada vez mais competitivos e que sua montagem é rápida. "Conseguimos montá-los em 60 ou 90 dias. Já um posto tradicional leva cerca de seis meses." Além disso, há economia de água e de energia. 

PL 2092/11: Estabelece incentivos à fabricação e utilização de veículos automóveis elétricos no Brasil e dá outras providências




Da Agência Câmara - A Câmara analisa proposta que isenta os automóveis elétricos, bem como suas peças, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida está prevista no Projeto de Lei 2092/11, que também isenta a comercialização desse tipo de produto do pagamento de PIS/Pasep e Cofins.
O objetivo da proposta, segundo seu autor, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), é incentivar a utilização de veículos de motor elétrico em detrimento daqueles de combustão. “O emprego desses veículos trará ganhos extraordinários para a elevação da qualidade de vida dos habitantes das metrópoles e promoverá sensível diminuição das despesas com serviços públicos de saúde decorrentes dos males causados pela poluição provocada pelos automóveis convencionais”, argumentou.
A proposta também prevê o crescimento progressivo do uso de veículos elétricos na frota oficial. Pelo projeto, os automóveis elétricos deverão representar, num prazo de dez anos, pelo menos 20% do total de carros comprados ou alugados pelos governos.
Eficiência Energética - Um dos principais pontos favoráveis à mudança, afirma seu autor, é a maior eficiência energética dos veículos elétricos, uma vez que eles consomem menos da metade da energia requerida por um automóvel convencional da mesma categoria.
Irajá Abreu afirma ainda que, quanto ao aspecto ambiental, é importante lembrar que o setor de transporte é aquele que possui maior peso na emissão de gases de efeito estufa de origem energética no Brasil. O setor elétrico, por outro lado, produz emissões bem menos relevantes, uma vez que, em nosso país, aproximadamente 85% da eletricidade gerada é originada de fontes renováveis, principalmente a hidráulica.
Economia – O deputado explica que essa mudança deverá garantir, além de benefícios ambientais, economia aos cofres públicos. “Em relação ao custo por quilômetro rodado, a vantagem dos veículos elétricos é expressiva, chegando a um quarto do custo relativo aos carros movidos a gasolina”, disse.
Tramitação - A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Minas e Energia; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Constituição e Justiça e de Cidadania; e Finanças e Tributação, inclusive no seu mérito.
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Tratamento de água com energia solar substitui caminhões pipa e geradores a diesel





Tratamento de água consome bastante energia e exige grandes instalações, mas no que depender da SwissINSO Holding Inc. e seu sistema instalado em contêineres energizados por painéis solares, essa situação pode mudar.

Projetado especialmente para regiões sem infraestrutura, em situações de guerra ou pós calamidades, o Krystall pretende substituir geradores a diesel, caminhões pipa ou mesmo o deslocamento da população em busca de água potável.
A companhia já tem contratos fechados com Algeria e Malásia e pretende ainda em 2011 vender mais de 40 unidades. O custo fica entre R$ 1,6 e 2 milhões, variando de acordo com o número de painéis solares necessários e os tipos de filtro adequados para a água do local.
Segundo o executivo da empresa, Yves Ducommun, as máquinas podem fornecer 100 mil litros de água potável diariamente durante 20 anos a um preço menor que R$ 0,05/litro. No longo prazo tal valor seria menor que o necessário para levar a água para áreas remotas através de caminhões ou utilizando geradores à diesel.
Mas o valor por litro que pode parecer pouco, se considerarmos o consumo diário de uma família, e em especial em regiões como a África subsaariana onde o sistema seria importantíssimo, se torna bastante representativo. Não há dúvidas, porém, que os resultados na saúde são extremamente positivos, e mais do que isso, analisando economicamente, pessoas doentes geram custos, enquanto pessoas saudáveis geram receitas.
A empresa tem planos de instalar purificadores no Oriente Médio, Ásia, América Latina e Austrália. Mas é claro, se alguém comprar, eu também instalaria. Resta saber se os políticos locais terão a consciência ecológica e a capacidade de analisar custos em longo prazo, o que é bastante incomum.

Ibirapuera dá saco para donos recolherem cocô de cachorro...Quem vai multar os infratores?



DE SÃO PAULO


Para educar os donos de cães que deixam cerca de 180 quilos de fezes no Ibirapuera todos os meses, a administração do parque da zona sul de São Paulo colocou saquinhos para a coleta dos dejetos à disposição em quatro pontos.
Os totens foram instalados nos portões 5, 6 e 9 e na área onde os cães podem ser soltos, perto das quadras.
De acordo com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, os frequentadores costumam recolher as fezes devido a um trabalho de conscientização feito pela administração do parque.
Mas, segundo Carol Jonas, 40, frequentadora do parque, o maior problema ocorre aos fins de semana, quando a área verde fica cheia.
"No final de semana, vem muita gente que não é frequentadora, gente que não tem o costume de coletar. Também deixam muito lixo espalhado", afirma Carol.
A frequentadora do parque diz que, quando tinha uma cadela, sempre levava ao parque o seu próprio "kit cocô".
A empresa Wesco, que fabrica os totens e saquinhos -são 500 por dispositivo-, estima, com base no primeiro mês de uso do sistema, que serão usados 8.000 unidades mensais no parque.
Desde 2001, os "condutores" de cães são obrigados pela Lei da Posse Responsável de Animais a recolher as fezes de seus bichos das ruas. Quem desobedece a lei de deixa os dejetos do cachorro pelo caminho fica sujeito a multa de R$ 10.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vazamento em navio despeja 10 mil litros de óleo em Ilha Grande


17/12/2011 - 13h41

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1022869-vazamento-em-navio-despeja-10-mil-litros-de-oleo-em-ilha-grande.shtml

Um vazamento causado por falha humana num navio da petrolífera Modec despejou ontem cerca de 10 mil litros de óleo próximo à Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). De acordo com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), o vazamento já foi controlado.
"As equipes de emergência do Inea sobrevoaram pela manhã o local do acidente e constataram que o óleo está diluído e não tem mais condições de ser recolhido, motivo pelo qual será feita a dispersão mecânica", diz nota do instituto, divulgada na tarde deste sábado.
O navio, que faz trabalho de manutenção na bacia de Campos, estava a caminho do estaleira Brasfels, em Angra, para reparos. A investigação e eventual aplicação de multa à empresa é de responsabilidade da Capitania dos Portos.
O Inea foi informado ontem sobre o acidente, mas as fortes chuvas que atingiram o Rio impediram o início do plano de contingência no mesmo dia.
"O sobrevoo feito neste sábado constatou que a mancha está se diluindo naturalmente, transformando-se numa fina lâmina que impede o recolhimento. Embarcações farão então a dispersão mecânica do óleo com jatos d´água", diz o Inea, em nota.
O acidente é quase um décimo do ocorrido no mês passado, em campo de exploração da empresa Chevron, no qual vazaram ao menos 380 mil litros de óleo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Brasil é o 4º país que mais investe em edifícios verdes






O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.
“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.
O executivo da GBC Brasil participou ontem (12) do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental. “São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.
No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.
“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.
Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

Empresários paulistanos apostam nas bikes elétricas


http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/3956


Postado em 14/12/2011 às 10h30

A empresa monta aproximadamente 50 bicicletas por mês, em três formatos l Foto: PEGN

As bikes elétricas podem ser a solução para o trânsito de São Paulo. Esta é a visão de um trio de jovens empresários paulistanos, que investiram na alternativa em busca da popularização do transporte alternativo na maior cidade do Brasil.
Alexandre Lima, Renato Rovito e Rogério Rovito são engenheiros mecânicos que, desde os tempos de faculdade, imaginavam uma saída para o trânsito caótico de São Paulo. A bicicleta sempre foi uma das opções, mas ainda existiam algumas barreiras para que ela fosse usada por mais pessoas. “Percebi que muita gente desiste de trocar o carro pela bicicleta porque não quer chegar suado ao trabalho. A bicicleta elétrica elimina o problema”, explicou Lima, em declaração ao Pequenas Empresas Grandes Negócios (PEGN).
O trio buscou possibilidades e em janeiro deste ano inaugurou a EvoluBike, que comercializa três modelos de bicicletas elétricas no Brasil. A estética das bikes é bastante parecida com os modelos tradicionais e elas funcionam tanto a partir das pedaladas, como através da eletricidade.
A empresa monta aproximadamente 50 bicicletas por mês, em três formatos: Nano, que é dobrável e cabe dentro de uma bolsa, Classic, que segue padrões tradicionais e tem uma pequena cesta na frente, e Sport, um modelo parecido com as mountain bikes.
Os empresários investiram R$ 700 mil até que conseguissem lançar a EvoluBike e esperam que em cinco anos já tenham conseguido comercializar 30 mil bicicletas elétricas. “É a solução do futuro, em harmonia com a natureza. Cidades como Copenhague, na Dinamarca, estão sendo reurbanizadas com foco nas ciclovias”, lembra Lima.
Em terreno plano as bicicletas elétricas chegam a alcançar 25 km/h. Elas podem ser recarregadas em qualquer tomada e a autonomia chega a 40 quilômetros. 

Imitando a Dinamarca
A Dinamarca não tem servido de modelo somente para os paulistanos que acreditam nas bikes. A União Europeia fez um comparativo entre os meios de transporte, para incentivar os 27 países que formam o bloco a investirem em estrutura para que a população utilize mais as bicicletas.
Segundo a pesquisa, se toda UE tivesse a mesma estrutura da Dinamarca, seria possível reduzir de 63 a 142 milhões as emissões de gases de efeito estufa, até 2050. As bicicletas são totalmente limpas, os modelos elétricos têm impacto muito pequeno, de apenas 22g de CO2 emitido por quilômetro, graças à forma de obter eletricidade. Já os carros, chegam a impactar 271g de CO2/km. Além disso, o estudo analisou o impacto do ciclo de vida dos carros e 77% ocorre graças à queima de combustíveis fósseis.

A cidade de Copenhague, na Dinamarca, tem seu planejamento urbano baseado nas bikes l Fotos: Wikipedia

Para saber mais sobre as bikes visite o site da empresa. 
As informações são do PEGN e TreeHugger.
Redação CicloVivo

Conheça o curso de Engenharia Ambiental na Unesp

http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/pordentrodasprofissoes/conheca-o-curso-de-engenharia-ambiental-na-unesp/

Guilherme Dearo | 13/12/2011

O engenheiro ambiental é o profissional habilitado para desenvolver e aplicar tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo.
Para falar mais o curso e a carreira de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Roberto Wagner Lourenço, coordenador do curso na instituição.

O curso é integral e tem cinco anos de duração

Na Unesp, no campus de Sorocaba (interior de São Paulo), são 60 vagas e as aulas são em período integral. Nos dois primeiros anos há matérias do ciclo básico, comum a todas as engenharias. Depois, há disciplinas mais específicas do campo de atuação do engenheiro ambiental.

Na curso da Unesp, o estágio é obrigatório

O estudante deve estagiar durante a faculdade para cumprir créditos em atividades extracurriculares. Além disso, há outras atividades para o aluno na faculdade, como a empresa júnior, que presta serviços de atendimento e consultoria; e o centro acadêmico.

O mercado está muito aquecido, há vagas tanto no setor público quanto no privado

Questões ambientais estão ganhando cada vez mais importância e já fazem parte da pauta básica da economia e políticas públicas. Como há muita demanda por profissionais da área, há muitas vagas disponíveis no mercado, tanto em empresas quanto em órgãos públicas. Só com o diploma de graduação já é possível se inserir no mercado.

O campo de atuação do engenheiro ambiental é amplo

No setor público, as vagas estão em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo.

Para aqueles que pensam em cursar Engenharia Ambiental, é importante lembrar: o curso é essencialmente de Engenharia, não de Ecologia

“Alguns alunos podem entrar com a ideia, equivocada, de que encontrarão Ecologia, matérias de biologia. Contudo, o curso de Engenharia Ambiental tem nas matérias de Exatas sua principal base, é uma engenharia como todas as outras”, explica o professor.

Engenheiros criam conceito de colmeia urbana



Lei Federal eleva preço do cigarro e proíbe fumódromos


Data de Cadastro: 15/12/2011 as 18:37:26 alterado em 16/12/2011 as 16:22:49
TABAGISMO

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/3755/162/lei-do-fumo-proibe-fumodromos-%3Cbr%3Ee-aumenta-preco-do-cigarro.html


Por sugestão do Ministério da Saúde, presidenta vetou propaganda institucional de fabricantes de cigarro


A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (15) a nova Lei do Fumo, que estabelece um preço mínimo de venda de cigarro no varejo, aumenta a carga tributária sobre o produto e proíbe o fumo em locais fechados – os fumódromos, sejam eles privados ou públicos – e a propaganda nos pontos de venda. O Ministério da Saúde deve regulamentar a questão dos fumódromos e da propaganda.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, considera a nova lei um avanço no combate ao tabagismo. “A luta contra o tabaco tem que ser incansável por aqueles comprometidos com a saúde pública do nosso país”, diz.
Segundo ele, a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é reduzir a frequência de fumantes em diferentes grupos, principalmente a iniciação de adolescentes e adultos. Conforme previsto no Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, a expectativa é chegar a 2022 tendo reduzido a frequência de fumantes de 15% para 9% na população adulta.
A presidenta Dilma vetou o artigo que permitia a propaganda institucional de fabricantes de tabaco em eventos, como havia sugerido o ministério da saúde. O artigo vetado ia totalmente de encontro com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, em especial a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco.
Pela nova lei, também fica proibida a propaganda comercial de cigarros nos pontos de venda, sendo permitida somente a exposição dos produtos – desde que acompanhadas por mensagens sobre os malefícios provocados pelo uso do fumo. Outra obrigatoriedade prevista pela nova lei é o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, partir de 1º de janeiro de 2016.
Fica estabelecida em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. O aumento no preço do produto está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20%, em 2012, chegando a 55% em 2015.
A sanção da lei representa um avanço, pois deve contribuir para frear o consumo de cigarros no país. A combinação do aumento do tributo com uma regra de preço mínimo ataca as duas frentes para a redução do consumo: preço de um lado e combate à pirataria do outro.

Tinta de urucum

15/12/2011 19:51

Universitárias transformam urucum em tinta

http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/7441/Universitarias+transformam+urucum+em+tinta


Alunas da Unesp desenvolveram um projeto em fazer utilizar pigmentos naturais para fazer coloração
Fernanda Ikedo

fernanda.ikedo@bomdiasorocaba.com.br




Ávore do urucum adapta-se bem as diferentes condições climáticas. É originária da Amazônia, mas também há plantações em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

Pensando em sustentabilidade, meio-ambiente e saúde, as universitárias Lara Sant´Anna Iwanicki, 22 anos e Raquel Martins Montagnoli, 23, desenvolveram um projeto de como utilizar o fruto urucum na produção de tintas. “No Brasil, só há tintas sintéticas, nenhuma utiliza pigmentos naturais”, afirma Lara.“Trata-se de uma árvore muito utilizada para a reutilização de áreas degradadas e 60% da produção de urucum é para produção de coloral”, explica Raquel.

Com esse projeto, que foi supervisionado pelo professor de engenharia ambiental da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Sandro Donnini Mancini, elas conquistaram o 3º Prêmio Suvinil de Inovação”, na categoria Tintas e Processos de Pintura.

Um dos itens da pesquisa realizada é o crédito de carbono caso a Suvinil invista no urucum. “Isso chamou bastante a atenção dos jurados e do pessoal da própria empresa que depois da premiação conversou com a gente”, conta Lara.

Para o projeto, as universitárias, que estão no último ano do curso de engenharia ambiental, estudaram experiências de outros países na utilização de pigmentos naturais na fabricação de tintas. Nenhuma, porém, usa o urucum.


Marketing/Além de sustentável e menos agressivo ao ser humano, o urucum pode ser uma fonte rica para o desenvolvimento do mercado da área. “A empresa pode trabalhar o produto do ponto de vista do marketing, por ser um fruto da Amazônia”, ressalta o professor Sandro.


A equipe da Suvinil contatou Lara e Raquel com interesse em dar sequência à pesquisa. “Nos disseram que o laboratório deles já está tendo várias ideias”, afirma Raquel.

Para elas, há a possibilidade de se criar com essa matéria-prima nacional uma linha completa com pigmentos amazônicos, tendo como base o reflorestamento. “É uma árvore de rápido crescimento”, afirmam.

O prêmio rendeu R$ 8 mil ao grupo, R$ 3 mil ao coordenador e R$ 5 mil para o campus Sorocaba da Unesp para aquisição de materiais didáticos.

Pelo comprometimento que mantem com pesquisas a dupla Raquel e Lara já trabalham em outros projetos inovadores.


Experiências
No ano passado, Raquel e Lara se inscrevaram em outro concurso, ficando em segundo lugar. A pesquisa era sobre Desafio em Inovação e Sustentabilidade em Borracha.


Prêmio Suvinil

Elas concorreram com cerca de 400 projetos do Brasil todo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Iron Man


Acenda a luz em vez de trocar a bateria
O material biocompatível pode ser implantado, gerando energia para recarregar as baterias de implantes médicos. [Imagem: Miyako et al./Wiley]

Acenda a luz em vez de trocar a bateria

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Acenda a luz em vez de trocar a bateria. 15/12/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=acenda-luz-vez-trocar-bateria. Capturado em 16/12/2011.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/12/2011

Energia através da pele


Marca-passos, desfibriladores e outros implantes médicos precisam de energia para funcionar.
Mas eles precisam ter suas baterias trocadas periodicamente, o que exige novas cirurgias, com todos os riscos associados.
Agora, cientistas japoneses criaram um conversor de energia implantável que produz eletricidade ao ser iluminado pela luz de um laser.
Segundo Eijiro Miyako, do Instituto de Tecnologias Industriais Avançadas do Japão, o laser de baixa potência pode ser disparado através da pele com total segurança.
Esse procedimento, não-invasivo e sem riscos para o paciente, pode ser feito tão logo haja sinais de que as baterias dos implantes médicos precisem de uma recarga.

Geração de energia pelo corpo

Os marca-passos não são os únicos equipamentos bioeletrônicos em uso.
Há também os chamados "marca-passos da dor", que aliviam dores crônicas, neuroestimuladores para enviar sinais diretamente para a medula óssea e bombas para liberação automática de medicamentos, incluindo insulina para diabéticos.
E há muitos mais em desenvolvimento, um trabalho frequentemente limitado pela durabilidade das baterias.
Há uma convenção tácita de que as baterias dos implantes médicos devam durar pelo menos 10 anos, o que, por sua vez, limita a funcionalidade e o desempenho desses implantes.
Há alternativas às baterias, como biocélulas que produzem energia a partir da glicose do corpo, dínamos acionados pelos músculos e até eletricidade sem fios.
Mas nenhuma delas é tão prática e controlável quanto o novo conversor acionado por laser.

Luz, calor e eletricidade

O conversor é composto por nanotubos de carbono incorporados em uma matriz de silicone. Os nanotubos absorvem a luz do laser, convertendo-a para calor.
Esse calor é então usado para gerar eletricidade por meio do efeito Seebeck: em um circuito elétrico feito com dois condutores diferentes, uma diferença de temperatura entre os dois gera uma pequena corrente elétrica.
Como somente a parte do dispositivo que é iluminada pelo laser se aquece, gera-se a necessária diferença de temperatura.
Como os nanotubos de carbono absorvem bem a luz no comprimento de onda que consegue atravessar a pele, o dispositivo não precisa ter mais do que meio centímetro, o que viabiliza seu implante sob a pele.

Bibliografia:

A Photo-Thermal-Electrical Converter Based On Carbon Nanotubes for Bioelectronic Applications
Eijiro Miyako, Chie Hosokawa, Masami Kojima, Masako Yudasaka, Ryoji Funahashi, Isao Oishi, Yoshihisa Hagihara, Mototada Shichiri, Mizuki Takashima, Keiko Nishio, Yasukazu Yoshida
Angewandte Chemie International Edition
Vol.: 50, 1 - 6
DOI: 10.1002/anie.201106136

Tecnologia Bayer lança aplicativo gratuito para acompanhamento de diabéticos



Por Bruno Martinez
Dica rápida: a Bayer Diabetes Care acaba de lançar um aplicativo para iPhone eiPod voltado para o acompanhamento do diabetes – o “GlicoCare”. A ferramenta facilita o controle das medições de glicose diárias, oferece dicas para uma vida saudável, programa lembretes e anotações do dia-a-dia. A versão em português doGlicoCare já está disponível na App Store e é totalmente gratuita.
De acordo com Cirlene Balardin, Analista de Marketing, o laboratório decidiu investir neste tipo de ação com o objetivo de facilitar o cotidiano dos cuidadores e pacientes com diabetes, contribuindo para os cuidados e atenção com a doença. “A Bayer é uma empresa que tem como objetivo simplificar a vida de pessoas com diabetes”, comenta.
Para fazer o downloadclique aqui.