segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Usina de Belo Monte: Movimento Gota D'Água

Movimento Gota D’Água une artistas contra Usina de Belo Monte

Soluções sobre o lixo urbano - 25/11/2011

Germes do mal e do bem

19/11/2011
(Por Natália Mazzoni)
Capa_blog.JPG

Eles estão por toda parte. Na nossa casa, nas ruas, no telefone, na maçaneta da porta, nos tapetes, colchões, travesseiros…E quando menos esperamos, atchim! um vírus entrou em nosso corpo e nos causou uma gripe danada. Ou então um ácaro terrível pulou do tapete peludo da sala para nossa pele e causou uma baita alergia. Sem falar nas bactérias, que podem nos render dores de barriga
Para conhecer de perto esses inimigos invisíveis a turma do Colégio Joana D’arc, de São Paulo, preparou uma emboscada. Prepararam uma gelatina sabor “coisas nojentas que os germes adoram”, e não deu outra: os famintos bichinhos apareceram aos montes. Se você ainda não leu o Estadinhodesse sábado (dia 19) pode clicar nas páginas abaixo e aprender a fazer essa experiência, além de saber mais sobre esses monstrinhos.
 





 
Mariana Agostini Fernandes, de 6 anos, também participou dessa experiência. E sabe o que ela descobriu? Que “ficar sem lavar a mão por muito tempo é bem nojento”.
Como você leu na reportagem, os alunos passaram os cotonetes em vários lugares para capturar as bactérias. E todo mundo ficou surpreso ao descobrir como nossa mão fica suja.

 A Amarilis Torniqui Watanabi, de 6 anos, contou para o Estadinho que achou muito interessante passar o cotonete no dinheiro e descobrir várias bactérias morando nas notas. “É mesmo muito nojento”, contou ela.
Assim como a Mariana e a Amarilis, o Lucas Russo, de 8 anos, ficou muito surpreso com a experiência. Ele não imaginava que uma maçaneta poderia ser o lar de tantas bactérias.”Passamos o cotonete na maçaneta da porta e depois na gelatina. Depois de alguns dias a gelatinha encheu de bactérias!”.
E você, já fez a experiência? Se você fez, escreve para a gente contando quando as bactérias e fungos começarem a aparecer nos copinhos!
Se você acompanha o blog do Estadinho deve lembrar de um esquilo que tinha pavor de germes, oEsquilo Intranquilo! Caso você ainda não conheça essa história, vale a pena dar uma olhadinha. É só clicar aqui.
Outro livro que pode ser bacana para você entender um pouco mais sobre os germes, é o Sid, o cientista – O problema com os germes.
foto_5242.jpg
Sid, o cientista – O Problema com os Germes
Autor: Jennifer Frantz
Editora: Fundamento
R$ 19,60

Nada sustentável!


20/11/2011 - 10h51

Empresa britânica transforma garrafões de água em arma de guerra

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1008531-empresa-britanica-transforma-garrafoes-de-agua-em-arma-de-guerra.shtml


Uma empresa da Grã-Bretanha está transformando garrafões de refrigeradores de água em armamentos militares.
O equipamento Wall Breaker (Destruidor de Paredes), desenvolvido pela companhia BCB International, é um canhão que dispara garrafas de água em alta velocidade contra alvos sólidos, como paredes, sendo capaz até de destruí-los.
O dispositvo pode ser usado diante de ameaças terroristas ou situações de resgate de reféns.
A empresa já está exportando os equipamentos para clientes militares e companhias de segurança em todo o mundo.

Nível de gases do efeito estufa atinge recorde em 2010, diz ONU


21 de novembro de 2011 | 8h 52



REUTERS
A quantidade de gases do efeito estufa alcançou um novo recorde em 2010 e aumentou mais rapidamente no ano passado do que na média das últimas décadas, segundo o boletim anual sobre gases do efeito estufa, publicado nesta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU
A concentração dos gases do efeito estufa que permanecem por mais tempo na atmosfera - o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso - se expandiu 39 vezes desde a época pré-industrial.
Houve uma alta de 39 por cento de dióxido de carbono, 158 por cento de metano e 20 por cento de óxido nitroso, de acordo com o relatório da agência, divulgado em Genebra.
(Por Tom Miles) 

Arquitetos reinventam urbanização de favelas em São Paulo


20/11/2011 - 10h37

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1008930-arquitetos-reinventam-urbanizacao-de-favelas-em-sao-paulo.shtml

Escritórios de primeiro time da arquitetura paulistana estão trabalhando na reurbanização de favelas, criando parques em áreas mananciais ocupadas irregularmente e criando 17 mil apartamentos em conjuntos habitacionais no lugar dos barracos.

As informações são de reportagem de Raul Juste Lores, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com a superintendente de Habitação Popular da Prefeitura de São Paulo, Elisabete França, os novos projetos trouxeram janelas maiores, ventilação cruzada e chuveiro econômico como as principais mudanças.
O xodó da Sehab (Secretaria de Habitação) é a reurbanização de área no Grajaú, às margens da represa Billings, onde 40 mil pessoas vivem, pouco mais que a população de Higienópolis.
Chamado de Cantinho do Céu o projeto substitui barracos sem esgoto por casas, pavimenta ruas e cria um parque linear de 7 km (2 km já concluídos). Foram instalados ainda pista de skate, campinhos de futebol, deques de madeira, lixeiras para material reciclável, playgrounds e aparelhos de ginástica para idosos.
Adriano Vizoni/Folhapress
Região revitalizada do Cantinho do Céu, no Grajaú, zona sul de São Paulo
Região revitalizada do Cantinho do Céu, no Grajaú, zona sul de São Paulo


domingo, 20 de novembro de 2011

USP X Maconha

http://www.odiario.com/opiniao/noticia/512403/usp-x-maconha/

19/11/2011 às 02:00 - Atualizado em 19/11/2011 às 02:00

Os encapuzados da USP, invasores da reitoria cuja bandeira de luta é o direito de uso de maconha e contra a presença da PM no campus, nos remete à uma pesquisa com 4.395 alunos realizada em 1998: a maconha havia se transformado num hábito tão comum como fumar cigarro no campus. De cada 100 alunos, 20 fumavam maconha com frequência; 27 costumam fumar cigarro.
"De cada 100 alunos de Medicina no sexto ano da faculdade, 82 bebem com frequência - o que não significa um caminho inexorável ao alcoolismo; 20% disseram usar com frequência algum tipo de tranquilizante quando estão no último ano do curso".
Próximo do final do curso aumenta o número de usuários e a propensão ao vício de drogas e álcool entre alunos. Os motivos para esse aumento são diversos: pressão dos estudos, estresse, solidão, depressão, convivência grupal pró-relax.
Alarmado com o envolvimento dos alunos da USP com as drogas e álcool, o reitor da época, Jacques Marcovitch, convocou um seminário multidisciplinar, para uma discussão sobre a descriminação da maconha e medidas de prevenção e tratamento. O narcotráfico já dominava a USP/capital, e os demais campi do interior de São Paulo, em 1998.
Fiz meu doutorado na USP, entre 2001 e 2005: notícias corriam que a cidade universitária era insegura, havia assaltos e estupros, o cheiro de maconha era forte, os narcocapitalistas se vestiam como estudantes politizados.
O crack ainda não tinha invadido o campus. O movimento estudantil estava esvaziado de alunos e de bandeiras de lutas. Depois dos ataques aos EUA, em 2001, o anto dito marxista "a religião é o ópio do povo" virou algo como religião pode ser arma contra o capital.
Alguns admiravam os narcoguerrilheiros das Farcs. O movimento estudantil uspiano – entre outros - teriam se rendido ao vício e à barbárie?Ninguém duvida que boa parte do movimento estudantil é braço dos micropartidos de vocação antidemocrática (a maioria odeia a democracia "burguesa").
Também há os independentes, pró-democracia. Há os que defendem o direito de fumar maconha, crack, cheirar coca, liberar bebidas em torno das universidades – como já aconteceu em Maringá.
Ora, uma das funções dos cursos universitários é também praticar "extensão": prevenção e tratamento aos "drogaditos", alcoolistas, doentes psíquicos e somáticos. Há professores que se omitem; pior são os que fazem discurso com um olho só (O Diário, 15/11/2011- Opinião e Caixa Postal, 17/11).
No episódio da USP/2011, um professor pediu na imprensa fazer vistas grossas aos grupos, princialmente na FFLCH e nas moradias do Crusp, fumando maconha ou crack? O falso argumento que só a comunidade pode vigiar, só reforça o riso dos narcotraficantes.
As comunidades dos morros do Rio vigiava com medo do poder dos narcocapitalistas que criaram um governo paralelo. É isso que eles querem que ocorra com a USP? Alguns fazem discursos cínicos do tipo: "maconha inspira ideias filosóficas"; "fumar maconha é um delito menor", "a juventude é a fase do experimento","o cigarro mata mais do que a maconha" (frases de professores respeitáveis). O mais surpreendente discurso veio do ex-presidente FHC, com cara de bem intencionado.
À exemplo do Rio, há pedidos de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para a USP. Mas parece que a PM paulistana não tem força moral estratégica para enfrentar o conluio entre alunos e narcocapitalistas.
Até porque a história desta PM remete ao tempo da ditadura: reprimia as liberdades políticas no campus. E exista a resistência fundado em paranoia.

Blá

As universidades públicas hoje passam pelo dilema: autorizar o policiamento no campus, ou deixar o narcotráfico mandar? Universidades públicas bem investem no ensino e pesquisa, mas ignoram a sabedoria e são reféns dos interesses político-ideológico.
A cultura uspiana é arrogante, se pensa numa ilha, alunos, professores e funcionários exigem privilégios de burgueses, mas se pensam proletários.
Imagine só: o pai ou mãe contente de ter o filho estudando numa boa universidade fica sabendo que ele foi adotado pelos os narcocapitalistas, ou é laranja de um micropartido fundamentalista. O movimento estudantil uspiano – entre outros - precisa se sintonizar com o movimento estudantil mundial, no mínimo.

Raymuno Lima
Professor da Universidade Estadual de Maringá

Na onda dos prédios verdes


http://vejario.abril.com.br/especial/predios-verdes-sustentabilidade-646852.shtml

Entenda o que é um edifício ecologicamente correto e saiba por que o Rio tem investido neles

por Daniela Pessoa | 20 de Novembro de 2011


Edifício Cidade Nova, no Centro do Rio: primeiro prédio do Brasil a ganhar certificação verde




Seguindo padrões de construção sustentável, os edifícios verdes estão conquistando os cariocas. O ator Bruno Gagliasso é um dos que investiu na causa. O novo lar do galã, que está sendo construído em São Conrado com piscina aquecida naturalmente e teto que favorece a iluminação natural, tem o projeto sustentável assinado pelo arquiteto Marcio Kogan. Até agora, no entanto, o grande filão do mercado verde tem sido os empreendimentos comerciais. O primeiro do Brasil a ganhar certificação verde é carioca, o Edifício Cidade Nova (Rua Ulisses Guimarães, 565). Nos próximos dois anos, quase metade dos lançamentos corporativos na cidade (40,8%) será de prédios ecológicos, de acordo com estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Mais do que uma jogada de marketing das construtoras para valorizar os imóveis, que acabam saindo entre 2% e 7% mais caros na compra ou aluguel, os prédios verdes ajudam, de fato, a preservar o meio ambiente. E os atrativos vão além. 

Apesar de mais caros, os edifícios sustentáveis garantem, a longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água. Isso porque, para ser considerado verde, um empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade como reaproveitamento de energia e água. "Além de reduzir os custos de operação e manutenção, ter uma sede verde implica em outros benefícios como valorização da imagem corporativa e melhora da produtividade no ambiente de trabalho", afirma Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).




Prédios verdes: proteção do meio ambiente e economia a longo prazo




Portanto, não se trata apenas de instituir coleta seletiva ou oferecer um amplo jardim arborizado. São necessárias estratégias e soluções de engenharia e arquitetura bem planejadas e definidas que reduzam os impactos ambientais gerados pelo edifício durante sua construção e durante todo o período em que estiver ocupado. A questão é complexa. Não à toa, existem selos que certificam as obras verdes, garantindo sua legitimidade. O AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que tem como base o sistema francês HQE, é um deles, concedido pela Fundação Vanzolini. 

O mais conhecido, porém, é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council (GBC), órgão responsável pela concessão do certificado. Criado em 1999 nos Estados Unidos, obtê-lo também custa caro. Cada metro quadrado vale em média um real. Logo, o selo verde de um prédio comercial de 20 andares com 10 salas de 4 600 metros quadrados cada, por andar, custa quase um milhão de reais. Hoje, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de empreendimentos buscando a certificação LEED, com 384 registrados, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. No Rio, seis edifícios já têm o selo e 51 estão em fase de análise. Os grandes eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 - vão impulsionar ainda mais o avanço dos edifícios verdes no Rio. O GBC Brasil já firmou inclusive um protocolo com o Comitê Olímpico Brasileiro para que as obras que servirão aos jogos sejam todas certificadas.



Durante o processo de certificação LEED são avaliados inúmeros fatores com base em sete critérios principais. Adapte-os para o seu lar, tornando-o eco friendly também. 

1 - Escolha do terreno. De acordo com o engenheiro Marcos Casado, gerente-técnico do GBS Brasil, para ser verde um edifício precisa ocupar um espaço sustentável, ou seja, a escolha do terreno deve levar em conta o menor impacto durante a construção, bem como a proximidade à rede de transportes públicos e serviços. Dessa forma, evita-se o uso do carro, altamente poluente, e estimula-se a locomoção a pé e através de ônibus ou metrô, por exemplo. Este critério também diz respeito a recursos que amenizem o efeito da ilha de calor. "A temperatura na cidade, em meio ao concreto e ao asfalto, é em média 8 ºC superior em relação à de áreas arborizadas", explica Casado. Por isso, é importante apostar em telhados verdes, com jardim, uma vez que a vegetação, além de promover a biodiversidade, ajuda a amenizar a temperatura do prédio. Outra opção é o telhado com cobertura clara, que reflete a luz ajudando a bloquear o calor e, consequentemente, reduzindo o uso do ar condicionado.



Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, e seu telhado verde: primeira escola totalmente sustentável da América Latina




2 - Uso racional da água. Para reduzir ao máximo o consumo, devem ser usados aparelhos economizadores como torneira eletrônica, mictório a seco, válvulas de descarga dual flush ou até mesmo vaso sanitário a vácuo. "O sistema dual flush permite usar metade da vazão de água de uma descarga convencional", explica o engenheiro civil Raphael Costa, da SIG Engenharia. Nas áreas verdes do prédio, as plantas devem ser adaptadas às altas temperaturas. Dessa forma, necessitam de pouca rega. E o sistema de irrigação, por sua vez, deve ser automático. Outro recurso importante é o reaproveitamento da água não potável. A da chuva ou a do esgoto tratado, por exemplo, deve ser captada para ser usada vasos sanitários ou na lavagem de pisos, por exemplo. 

3 - Eficiência energética. O aproveitamento da luz e da ventilação naturais para iluminar e deixar os ambientes mais frescos ajuda a reduzir o consumo de energia. Equipamentos de ar condicionado e outros eletro-eletrônicos devem ter o selo Procel, que garante os melhores níveis de eficiência energética. O Rio Office Tower (Avenida Presidente Vargas, 1001), que aguarda o selo LEED Gold, tem ainda sistema de ar condicionado com sensor de CO2. "Os aparelhos só promovem a troca de ar quando o nível de gás carbônico está alto de acordo com o padrão da ANVISA, o que ajuda a poupar energia", explica o engenheiro cível Raphael Costa, da SIG Engenharia, responsável pela obra em questão. Já as lâmpadas dos prédios verdes são frias, pois são as que apresentam melhor compensação energética. As LED, por exemplo, consomem 26 watts cada contra os 32 watts da tradicional. Edifícios ecologicamente corretos investem também em fontes de energia renováveis, como eólica e fotovoltaica. Há ainda a opção de comprá-la do Aterro de Gramacho, que produz energia a partir do lixo, ou de pequenas hidrelétricas, que causam menor impacto ambiental.



Rio Office Tower: ambientes de cores caras, que refletem a luz e dispersam o calor, e lâmpadas T5, frias, que consomem menos energia




4 - Qualidade ambiental interna. Um prédio verde deve oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, o que, no caso dos empreendimentos comerciais, implica em aumento da produtividade dos funcionários. Janelas com paisagem e produtos como tinta, cola e verniz sem cheiro, por exemplo, contribuem para a saúde das pessoas, tanto física quanto mental. Não à toa, um edifício verde prioriza aspectos como a vista, boa iluminação natural e produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis, que deixam cheiro forte. O controle de qualidade do ar através de filtros de ar condicionado, por exemplo, também é um ponto importante. 

5 - Materiais e recursos. O selo LEED também avalia a matéria-prima utilizada na construção. A madeira certificada, a de reflorestamento ou a de ciclo vegetativo rápido, como bambu e eucalipto, são bons exemplos de material sustentável, bem como as tintas ecológicas à base d’água, como as epóxi, com baixo teor de química e sem cheiro. O Edifício Cidade Nova, um empreendimento da Bracor e da Ruy Rezende Arquitetura, tem também vidros insulados na fachada, um sistema de duplo envidraçamento que permite aproveitar ao máximo a luz natural com bloqueio do calor. Já o carpete do Rio Office Tower foi confeccionado com 80% de material reciclado, e sua cola especial não agride o meio ambiente. 

Além disso, costumam ser adotados nas obras verdes critérios de seleção de materiais pela distância de fabricação, evitando-se fornecedores de longe, que queimariam combustível por mais tempo nas estradas. A gestão de resíduos da obra também é essencial, ou seja, é preciso cuidar para que o lixo produzido durante a construção do prédio verde não sobrecarregue os aterros sanitários. Uma opção é o encaminhamento de resíduos recicláveis a empresas de reciclagem - 97% do entulho do Rio Office Tower teve esse destino.




Ventura Corporate Towers (prédio com duas torres, ao centro): edifícios verdes também priorizam aspectos como a vista




6 - Inovações e tecnologias. As construtoras e os escritórios de engenharia devem também ser criativos se quiserem conquistar o selo verde com pontos adicionais (não à toa existe o LEED Prata, o Gold e o Premium). No escritório do próprio GBC Brasil, em São Paulo, há, por exemplo, um moderno sistema de descontaminação do ar. Revitalizar parques no entorno do prédio, ao invés de concentrar esforços apenas na própria obra, também é uma atitude sustentável extra bem avaliada no LEED. 

7 - Créditos regionais. Diz respeito a adaptações que estimulem mudanças culturais de comportamento. É o caso, por exemplo, do prédio comercial Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora norte-americana Tishman Speyer e pela Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Detentor do selo LEED Gold, o prédio disponibiliza vagas preferenciais para carros a álcool ou gás natural, desestimulando o uso da gasolina. Elas ficam estrategicamente mais próximas aos acessos principais do edifício, ocupado por escritórios do BNDES e da Petrobras. A estratégia é a mesma no Edifício Cidade Nova, que também dispõe de vagas reservadas aos veículos de baixa emissão de poluentes.


Construções sustentáveis geram riqueza



Obras ‘verdes’ vão gerar US$ 500 bilhões nos EUA, mas especialistas veem projetos com ressalvas

http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/vidaemeioambiente/html/2011/11/construcoes_sustentaveis_geram_riqueza_207312.html

POR JOÃO RICARDO GONÇALVES


Rio - Projetos de “construções verdes”, geralmente definidos como os que consomem menos energia e causam menos impacto onde são erguidos, ainda são novidade, mas já estão gerando muito dinheiro. Eles devem injetar, entre 2009 e 2013, US$ 554 bilhões (cerca de R$ 988 bilhões) na economia combalida dos Estados Unidos, segundo o Conselho de Prédios Verdes dos EUA. Especialistas, entretanto, pedem cautela quando se pensa em recorrer à chamada “arquitetura sustentável”.

Quem pensa em tornar uma obra mais sustentável, entretanto, deve levar em conta vários fatores da construção, e não simplesmente adicionar ingredientes aleatórios no projeto, como quem joga enfeites sobre uma árvore de Natal. O risco é tornar o prédio ou casa ainda mais caro, e não necessariamente mais ‘verde’. 

Professor da Universidade de Brasília, o arquiteto Federico Flósculo acredita que grande parte do discurso ecológico em construções é “cosmético” e que ainda não há produção em escala de materiais sustentáveis que justifiquem seu uso no Brasil. “Não há política que favoreça este tipo de produção”, diz Flósculo.

Já o professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, Marcelo Bezerra, acredita que é possível, sim, usar produtos sustentáveis sem necessariamente encarecer uma obra. Ele observa que erguer uma construção considerada sustentável pelos padrões internacionais, porém, não garante menor consumo de energia e de outros recursos. “O prédio mais sustentável não vai atingir suas metas se os usuários não colaborarem”, explica.

Segundo Bezerra, antes da obra, é recomendável que se leve em consideração alguns fatores, quando se pensa em sustentabilidade: o local; como vai se usar a água e o esgoto; o tipo e de onde vem o material; e principalmente, em caso de escritórios, a qualidade do ar. 

“É possível, buscando-se a ventilação cruzada, economizar ar condicionado e captar a água da chuva para se economizar água. Quando se pensa em painéis fotovoltaicos (para captar energia solar), é preciso avaliar a necessidade. No momento, para algumas obras, podem ser caros, mas, no futuro, o custo pode cair”, afirma. 

Captação de energia solar e controle de gastos

Na última década houve a proliferação de prédios rotulados como “energeticamente positivos”, ou seja, que produzem mais energia do que gastam. O primeiro edifício comercial a conseguir o feito foi o Elithis Tower, em Dijon, na França (veja info ao lado). Ele usa como estratégias painéis para captar energia solar, o controle absoluto do que cada setor gasta e a conscientização dos funcionários. Os escritórios não têm interruptores nem ar condicionado. Nem por isso são mais quentes, já que a circulação do ar é melhor aproveitada.

Na Alemanha, já existe um bairro inteiro que produz mais energia do que consome. Freiburg, no vilarejo de Sonnenschiff, é capaz de produzir quatro vezes mais do que gasta, graças a painéis fotovoltaicos de captação de luz solar, entre outras estratégias. Os moradores também usam técnicas de captação de água da chuva.

Experiência do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha, em parceria com profissionais de 20 países, a Fab Lab House, na Espanha, produz três vezes mais energia do que consome. Ela conta com captação de energia eólica e solar.

Na Dinamarca, o projeto mais conhecido é a Active House, que utiliza janelas maiores do que as usadas nas casas comuns e contam com isolamento de calor, além de captação de energia solar e sensores que abrem frestas para regular a temperatura.

sábado, 19 de novembro de 2011

Vai adiantar alguma coisa?


PGR vai ao STF contra MP que reduz parques nacionais da Amazônia

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/11/18/pgr-vai-ao-stf-contra-mp-que-reduz-parques-nacionais-da-amazonia/

Medida visa à construção de três usinas


Luiz Orlando Carneiro, Brasília
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ajuizou ação de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, contra a Medida Provisória 542, de agosto último, que reduz ou redefine os limites dos parques nacionais da Amazônia (Pará), dos Campos Amazônicos (Amazonas, Rondônia e Mato Grosso) e Mapinguari (Rondônia), a fim de que sejam formados lagos artificiais para a construção de usinas hidrelétricas.
A MP também permite projetos de assentamento sustentável no primeiro e maior dos parques (mais de 1 milhão de hectares) e autoriza, nos Campos Amazônicos, além da “desafetação” de área para atender demandas de regularização fundiária de pequenos agricultores, atividades de mineração aprovadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral.

Medida cautelar
Na petição inicial, o chefe do Ministério Público requer a concessão de medida cautelar para obter, até o desfecho da ação, a suspensão da eficácia da MP. No mérito, ele argumenta que a MP 542 é formalmente inconstitucional, já que o artigo 225 da Constituição (parágrafo 1º, inciso 3) exige que o poder público defina “espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção”.
Roberto Gurgel contesta, ponto por ponto, os projetos do Executivo que levaram a presidente Dilma Rousseff a editar a MP 542. O relator da ação de inconstitucionalidade, por sorteio, é o ministro Ayres Britto.
Campos Amazônicos
As alterações promovidas pela medida provisória no Parque Nacional dos Campos Amazônicos (850 mil hectares) compreendem a ampliação de seus limites e a separação de duas áreas já pertencentes ao parque, tendo em vista a “possibilidade”de construção da usina hidrelétrica Tabajara, no Rio Machado.
Segundo o procurador, “tal empreendimento, apesar de previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teve seu processo de licenciamento suspenso em 21/9/2007, e nem mesmo foi contabilizado no Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, divulgado em junho desse ano”. Ou seja, “sequer teve iniciado seu processo de licenciamento ambiental”, não havendo assim “urgência a justificar a edição de MP”.
Mapa com localização geográfica do Parque Nacional da Amazônia
Mapa com localização geográfica do Parque Nacional da Amazônia
Parque Nacional da Amazônia
De acordo com a exposição de motivos da MP 542, serão tiradas do Parque Nacional áreas ocupadas por agricultores: “O presente ato possibilitará, por meio das relevantes ações governamentais previstas e acordadas, o estabelecimento de um modelo de ocupação compatível com o entorno imediato do primeiro parque nacional criado na Amazônia Brasileira. A área total excluída é de 28.380 hectares e a área que será incorporada é de 804 hectares”.
O procurador-geral acha que a questão - apesar de relevante — “não pode ser definida como urgente (uma das condições para a edição de MPs), pois demanda a análise qualificada e fundamentada das medidas a serem adotadas, que não foi adequadamente realizada”.
Mapinguari
Um dos motivos da diminuição do Parque Nacional de Mapinguari, situado em Rondônia, é a formação dos lagos das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira.
Roberto Gurgel argumenta: “De acordo com informações da página eletrônica do Ibama, nenhum dos empreendimentos em questão possui ainda licença de operação e, nesse momento, os órgãos ambientais estão analisando o cumprimento das condicionantes de instalação. Portanto, o impedimento legal para o funcionamento dessas usinas nada tem a ver com as unidades de conservação, mas sim, com o fato de que o licenciamento ambiental não foi concluído”. 

Sustentabilidade na Casa Cor Trio 2011



Posted: 17 Nov 2011 01:32 PM PST


autoria e fonte: http://pensareco.blogspot.com/2011/11/sustentabilidade-na-casa-cor-trio-2011.html


Com a meta defazer de Casa Cor 2012 referência mundial em sustentabilidade, nos segmentos de Arquitetura de Interiores, Decoração e Paisagismo, os Grupos CASA COR e SustentaX uniram-se para disseminar os conceitos e práticas sustentáveis demodo a colocar os arquitetos, paisagistas, decoradores e designers deinteriores na vanguarda do tema. 




Assim, desde2009, Casa Cor e SustentaX atuam conjuntamente.  Os objetivos em 2009 foram introduzir e conscientizar franquias e profissionais sobre o temasustentabilidade e seus impactos e o de explicar que sustentabilidade podegerar ambientes elegantes, confortáveis e inovadores, e não rústicos,primitivos ou “efeito floresta” como parte do mercado ainda entende. Em 2010, odesafio foi colocar em prática métricas para avaliação de sustentabilidade,reconhecidas internacionalmente. 




Neste ano, a SustentaX desenvolveu uma planilha que sintetiza, de forma simples e numalinguagem coloquial, o que se espera que os profissionais incorporem em seusambientes, estabelecendo pré-requisitos que devem ser aplicados em todos osambientes, além de incentivar a adoção de outras práticas para tornar osambientes mais sustentáveis, sem perder o charme, a elegância e o bom gosto. 




Confira algunsdos itens de avaliação de sustentabilidade preparados pela SustentaX, quetambém serão utilizados pelos jurados para a identificação  do ambientemais sustentável em Casa Cor Trio 2011:




Os pré-requisitosa serem observados por todos os ambientes são:

1)      Proteção das árvoresdurante a construção doespaço                       

2)      Utilização demadeira de origem legal

3)      Sinalização dositens de sustentabilidade aplicados no ambiente para facilitar a identificaçãopelo públicovisitante                        

4)      Destinaçãocorreta de  resíduos gerados durante a montagem e desmontagem da mostra

5)      Comunicação daproibição de fumo e não uso de cinzeiros nadecoração                         

6)      Utilização debarreiras de contenção de poeira (tapetes ou capachos) nas entradas que dãopara ambientes externos 

7)      Utilização deeletrodomésticos eficientes (incluindo o ar condicionado) com Selo Procel(nível A) ou equivalente (Energy Star, por exemplo) 

8)      Proteção dosequipamentos de conforto (aquecedores, lareiras, ventiladores) para a segurança dosvisitantes             

9)      Utilização demetais e louças eficientes nos banheirospúblicos                   




Os seguintesaspectos de sustentabilidade ambiental, decorrentes da concepção e projetos dosambientes, poderão ser avaliados:

1)      Iluminação

a)      Aproveitamento dailuminação natural para gerar aprazibilidade e redução de gastos de energia 

b)      Iluminaçãoartificial composta por dispositivos eficientes

c)      Não utilizaçãode lâmpadasdicróicas                        

2)      ConfortoAmbiental

a)      Existência deentradas e saídas (“ventilação cruzada”) para permitir a renovação do ar 

b)      Coresclaras nos materiais de revestimentos externos das paredes

c)      O telhado compintura branca ou vegetação (telhadoverde)                                  

d)      Existência dedispositivos (toldos, brises, vidros especiais, películas, etc.) para diminuira incidência direta de raiossolares         

3)      Materiaisempregados

a)      Emprego demateriais dereuso            

b)      Materiaisprovenientes de reciclagem                      

c)      Utilização demateriais regionais 

d)      Uso de madeirarapidamente renovável (como eucaliptos, bambu e etc)   

e)      Uso de madeirascom Selo FSC (Forest StewardshipCouncil)        

f)       Dispositivoseficientes para controle de consumo de água (ex. torneira com temporizador,válvulas de duplo fluxo)...    

g)      Dispositivos paraaproveitamento de águas de chuva  

4)      Paisagismo

a)      Uso de plantasnativas                       

b)      Plantas com baixoconsumo de água 

c)      Água de irrigaçãocom água de reuso 

d)      A iluminação dopaisagismo sem desperdício deluz                             

5)      Acessibilidade

a)      Acesso fácil aoscadeirantes no ambiente     

b)      Os espaçosinternos e as disposições dos móveis pensados de modo acessível a cadeirantes

c)      Os banheirosadequados para pessoas com deficiência ou mobilidadereduzida                            

6)      Qualidadeambiental interna 

a)      Salubridade doAmbiente

b)      Ambiente livre decheiros fortes           

c)      Todas as entradasdos ambientes com capacho para contenção de poeira que permitam dar dois passos

d)      Pelo Menos 50%dos locais previstos para pessoas sentarem com acesso à vistaexterna        

7)      Comunicação com oPúblico

a)      O papel recicladoou proveniente de manejo sustentável para material de divulgação  

b)      Identificaçãovisual para os itens de sustentabilidade 

c)      Folhetoinformativo com destaque aos aspectos de sustentabilidade

d)     Comunicação sobre o desmonte, objetivandomáximoreaproveitamento               

8)      Inovação emSustentabilidade




A planilha estádisponível no link:  http://www.selosustentax.com.br/pdf/casa-cor-2011.pdf




Fonte: Sustentax


Palestra GRATUITA sobre Cradle to Cradle com Dr. Michael Braungart em São Paulo - 23/Nov na FIESP


        No próximo dia 23 de Novembro teremos a rara oportunidade de    conhecer de perto a revolucionária metodologia Cradle-to-Cradle    (Berço ao Berço) de desenvolvimento de produtos sustentáveis da boca    de seu co-criador, o alemão Michael Braungart, numa palestra na sede    da FIESP (em SP), como parte da programação da V Mostra FIESP de    Responsabilidade Sócio-Ambiental. 


        Pouco conhecida no Brasil, mas com amplo reconhecimento em boa    parte do mundo como uma metodologia de aplicação de amplos    principios de sustentabilidade no âmbito industrial e arquitetônico,    Cradle to Cradle (também chamada de C2C) vai além dos princípios    simples de sustentabilidade, e busca, tal qual a Permacultura, uma    forma de imprimir uma pegada positiva em seus empreendimentos -    promove a produção com impacto ambiental positivo, a criação de    ciclos distintos (técnico e biológico) de matéria-prima, que    incorpora o reuso e reciclagem ad infinitum dos elementos    técnicos como parte do processo industrial, e a integração saudável    no ambiente natural dos elementos biológicos. Valoriza a    regeneração, ao invés da simples manutenção, ou da redução do    impacto causado pela produção. 

        Além de criador de C2C, Michael é membro fundador do OIA (O    Instituto Ambiental - www.oia.org.br), ONG sediada em    Petrópolis pioneira na implantação dos biossistemas integrados no    país, e estará utilizando a experiência de mais de 20 anos do    instituto como uma referência para a ampliação do escopo da    metodologia, e para a ampliação da visão do saneamento no país.

    Atividade: Palestra "Fluxo de Materiais e Produtos Inovadores" com Michael Braungart
    Data: 23/Nov, 14hs
    Local: Auditorio da FIESP (São Paulo)
    Infos: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

INSCRIÇÕES GRATUITAS

    Para quem estiver no Rio de Janeiro ou em Belém, Michael oferecerá    outras palestras:
    24/Nov no Rio de Janeiro (RJ): Cradle to Cradle e RIO+20
    25/Nov em Belém (PA): “XIX Congresso Nacional do Ministério Público” -      “Logística Reversa e a Alternativa Berço ao Berço”.

Outras fontes de estudo:


Waste=Food (em portugues) parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=DkWG09ZRXUk&feature=related

Waste=Food (em portugues) parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=RR-0a1MVtJs&feature=related
Introdução ao conceito de Cradle to Cradle: http://youtu.be/4jORau0V62c
    TED Amazônia: Dr. Braungart introduzindo o C2C

        Se possível, por favor repasse para suas redes e chegue junto!




Tragédias à vista!


18/11/2011 - 15h10

Relatório do IPCC, da ONU, indica que clima será mais extremo

DE REUTERS

Um aumento nas ondas de calor, chuvas mais intensas, enchentes e ciclones mais fortes, além de deslizamentos de terra e secas mais severas, devem ocorrer neste século no mundo todo, em decorrência do aquecimento do clima na Terra, disseram em Uganda cientistas da ONU nesta sexta-feira.
O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, pediu com urgência aos países que elaborem planos para uma reação a desastres, visando a adaptação ao crescente risco de eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.

Aaron Favila/Associated Press
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia

O relatório apresenta probabilidades diferentes para eventos climáticos extremos com base nos cenários das futuras emissões de carbono, mas a questão principal é que o clima extremo deve aumentar.
"É praticamente certo que aumentos na frequência e na magnitude de temperaturas diárias quentes (...) ocorrerão no século 21 em escala global", cita o IPCC. "É muito provável que a duração, frequência e/ou intensidade das fases quentes, ou ondas de calor, aumentem."
Representantes de quase 200 países se reunirão na África do Sul no próximo dia 28 para conversar sobre o clima, tendo como provável resultado um passo apenas modesto rumo a um acordo mais amplo para o corte de emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.
A ONU e a AIE (Agência Internacional de Energia) e outras entidades dizem que as promessas globais para cortar as emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa não são suficientes para impedir um aumento na temperatura do planeta em até 2 graus Celsius.
Segundo cientistas, ultrapassar esse limite geraria riscos de um clima instável em que os extremos climáticos podem se tornar mais comuns e a produção de alimentos mais difícil.
As emissões mundiais de carbono subiram para uma quantidade recorde em 2010, seguindo a recessão econômica.
De acordo com o relatório do IPCC, o aumento nos níveis dos mares é uma preocupação para pequenas ilhas-Estado, disse o relatório.
A previsão era de que secas, provavelmente a maior preocupação do mundo --considerando o aumento na população que precisará ser alimentada-- vão aumentar.
"Existe uma confiança média de que as secas irão se intensificar no século 21 (...) devido à menor precipitação e/ou um aumento na evapotranspiração". As regiões listadas são o sul da Europa e a região do Mediterrâneo, na Europa central, a região central da América do Norte, a América Central e o México, o Nordeste brasileiro e o sul da África.

Vazamento de óleo no mar: Só muda de endereço!





Rogério Santana/Divulgação Governo do Estado do RJ
<b>MAR SUJO</b> Barco tenta conter óleo que vazou de plataforma na bacia de Campos; plano contra grandes vazamentos, de 2003, não saiu do papel





Pressão em reservatório foi subestimada, diz Chevron

Petróleo vazou do fundo do poço e escapou por uma ruptura na parte superior
Empresa usou lama de perfuração que não tinha peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço


19/11/2011

PEDRO SOARES
DENISE LUNA
DO RIO
Rogério Santana/Divulgação/Governo do Estado do Rio
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos

A Chevron reconheceu que um erro no cálculo da pressão do reservatório provocou o vazamento de óleo do campo de Frade. Com base na informação incorreta, a companhia usou um tipo de lama de perfuração que não tinha o peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço e chegou à superfície.
"A pressão do reservatório foi subestimada", afirmou George Buck, presidente da Chevron Brasil.
A lama tem de ser mais pesada para evitar que o óleo retorne pela parte do poço perfurada. O problema ocorreu no dia 7 e foi informado à ANP no dia seguinte.
O óleo vazou do fundo do poço (2.279 metros desde o subsolo marinho) e escapou por meio de uma ruptura do revestimento da parte superior do poço, a uma profundidade de 560 metros.
Escorreu então para as formações rochosas ao lado (que são como uma esponja e absorvem a substância) e chegou ao fundo do mar por meio de fissuras no subsolo. Como é mais leve que a água, subiu à superfície.
O executivo afirmou que ainda está sendo investigado o que provocou a ruptura, assim como o que levou à estimativa errada da pressão do óleo.
Buck disse, porém, que não houve nenhum problema no sistema de perfuração da sonda, operada pela Transocean -a mesma companhia responsável pelo equipamento que explodiu e provocou o vazamento da BP no golfo do México.
Segundo o executivo, o vazamento foi totalmente contido no dia 13. Porém o petróleo "residual" que já tinha vazado para a rocha continuou a escapar pelas fissuras. A Chevron diz que não tem ainda uma estimativa final de volume do vazamento.
A companhia, diz, calcula "no pior dia" -14 deste mês- que a mancha de óleo na superfície tinha 882 barris. Ontem, tinha 18 barris.
SOBREVOO
Depois de sobrevoar ontem pela manhã a área afetada pelo vazamento de petróleo nas operações da Chevron no campo de Frade, na bacia de Campos, o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que ainda era possível ver borbulhas de óleo na superfície, indicando que ainda havia vazamento.
Minc sobrevoou a área ao lado de equipes do Ibama e da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O secretário disse ter visto três baleias durante o voo e que uma estava a apenas 300 metros da mancha de óleo. "A mancha ainda é grande e com certeza foi subestimada pela empresa [Chevron]", disse o secretário, que prevê uma punição forte para a petroleira norte-americana.
Em nota oficial, técnicos do Ibama informaram que a inspeção visual mostrou que a mancha de óleo está diminuindo.
Ontem era de cerca de 18 quilômetros de extensão e de 11,8 quilômetros quadrados, ante os 68 quilômetros de extensão e de cerca de 160 quilômetros quadrados de área contabilizados em imagens via satélite nos dias 12 e 14.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar. 12/11/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tsunamis-manto-invisibilidade-ondas-mar. Capturado em 18/11/2011.


Com informações da New Scientist - 12/11/2011

Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar
Como o sistema não absorve a energia das ondas, apenas as redireciona, ele pode ser usado como uma usina para extrair energia das ondas do mar. [Imagem: NewScientist]


Proteção contra ondas
Levante a mão quem acha que os mantos de invisibilidade" criados até agora ainda carecem de uma certa praticidade.
Pode abaixar a mão, mas prepare-se para uma notícia que pode começar a produzir efeitos muito práticos.
Pesquisadores chineses demonstraram na teoria e na prática que as ideias originalmente aplicadas para criar os mantos da invisibilidade podem ser usadas para blindar áreas litorâneas contra grandes ondas, incluindo tsunamis.
Segundo eles, pode ser possível criar uma zona de proteção em zonas costeiras vulneráveis onde as ondas de determinadas frequências não conseguirão chegar.
E o sistema ainda pode funcionar como uma usina para geração de eletricidade.
Metamaterial para ondas de água
Xinhua Hu e seus colegas da Universidade Fudan, em Xangai idealizaram um sistema composto por uma matriz retangular de cilindros estacionários, fixos no fundo do mar, próximo à costa ou praia que se quer proteger.
"A matriz de ressonância dos cilindros pode ser vista como uma espécie de metamaterial para ondas de água," afirma Hu.
Cada cilindro oco é dividido verticalmente em quatro seções, com fendas para o exterior, que permitem que eles se encham de água ou se esvaziem, dependendo do nível da água ao seu redor.
Embora os cilindros sejam completamente imóveis, este enchimento e descarregamento constantes é uma forma de oscilação, o que os torna análogos aos osciladores eletromagnéticos que interferem com as ondas de luz em um metamaterial tradicional.
Ajustando a largura das fendas verticais, o tamanho dos cilindros e seu espaçamento, Hu e sua equipe demonstraram que a matriz pode ser configurada para ondas de água de uma determinada frequência.
Desta forma, a estrutura vai drenar os picos, as ondas mais altas, e se esvaziar para preencher as depressões das ondas - efetivamente "desmanchando" as ondas.
Usando diversas matrizes com espaçamentos diferentes e vários tamanhos de cilindros pode ser possível bloquear ondas de diversas frequências diferentes - e eventualmente até tsunamis, afirma Hu.
Energia das ondas
É importante observar que o amortecimento criado pelo destruidor de ondas na verdade não absorve a energia das ondas - a energia é transformada em ondas de reflexão, produzidas na direção oposta.
Os pesquisadores propõem então que essa energia seja aproveitada e transformada em energia elétrica.
Para isso, tudo o que é necessário fazer é efetivamente absorver a energia das ondas usando geradores apropriados, instalados dentro dos cilindros.
Com base em um cenário ideal, no qual todas as ondas têm a mesma frequência, Hu calcula que 90 por cento da energia das ondas poderia ser refletida ou absorvida pela matriz.
A equipe demonstrou sua ideia usando simulações de computador e uma maquete experimental em escala reduzida, do tamanho de uma mesa.

Bibliografia:

Negative Effective Gravity in Water Waves by Periodic Resonator Arrays
Xinhua Hu, C. T. Chan, Kai-Ming Ho, Jian Zi
Physical Review Letters
Vol.: 106, 174501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.174501