quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brasil vira o maior consumidor de biodiesel do mundo


26/10/2011 - 07h15

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/996626-brasil-vira-o-maior-consumidor-de-biodiesel-do-mundo.shtml


MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

 O Brasil vai terminar o ano como o maior mercado consumidor de biodiesel do mundo, passando a Alemanha.
Segundo projeções da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil), o país vai produzir e consumir 2,8 bilhões de litros do combustível, 17% a mais do que no ano passado.
No país europeu, o consumo deve passar de 2,4 bilhões de litros para 2,6 bilhões de litros. A Alemanha também perderá a posição de maior produtor, mas para a Argentina. A produção argentina vai saltar de 2,1 bilhões de litros para 3,2 bilhões de litros.
"Temos capacidade ociosa, mas não conseguimos ser o maior produtor", diz o presidente da Aprobio, Erasmo Battistella, que também preside a BSBios, empresa que se associou recentemente a Petrobras Biocombustível.
Segundo Battistella, os principais entraves são o tamanho do mercado doméstico Ða mistura do biodiesel ao diesel é limitada a 5%Ð e a falta de competitividade para exportar (devido a tributos, câmbio e outros custos).
O setor defende a adoção de um novo plano nacional de biodiesel, com um aumento gradual da participação do produto renovável na mistura final do diesel, para 20% até 2020.
"O ideal seria aumentarmos 1,5 ponto percentual por ano", diz Battistella.
"O setor já está maduro e em condições de atender um aumento de demanda pois estamos trabalhando com 50% de capacidade ociosa."
Desde o lançamento do plano nacional de biodiesel no governo Lula, em dezembro de 2004, o setor investiu US$ 4 bilhões, atingindo uma capacidade de processar 6,1 bilhões de litros neste ano.
A previsão inicial do programa era chegar a 2013 com uma participação de 5% de mistura de biodiesel. "O governo antecipou a medida para 2010, para diminuir a importação de diesel", afirma Battistella.
A Aprobio estima que a ampliação da mistura para 20% poderá levar o setor a investir R$ 28 bilhões até 2020.
"Precisamos de uma sinalização do governo para planejarmos o investimento", diz Battistella, que participou da articulação para a criação, na semana passada em Brasília, da Frente Parlamentar em Defesa do Biodiesel, com a participação de 280 parlamentares.

Além do aumento do mercado doméstico, o setor quer a adoção de uma política de exportação, com redução de impostos, e uma política para estimular novas fontes de matéria-prima.
Atualmente, 85% da produção é feita a partir da soja.

Por conta de incentivos previstos no programa, 109 mil famílias de agricultores fornecem grãos para a indústria brasileira. A previsão é que esse número passe para 531 mil até 2020.

País faz mapeamento de águas subterrâneas


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pais-faz-mapeamento-de-aguas-subterraneas-,790652,0.htm

26 de outubro de 2011 | 3h 07

KARINA NINNI - O Estado de S.Paulo
Mais da metade dos municípios brasileiros utiliza águas subterrâneas para abastecer a população - e pouco se sabe sobre elas. Para mapear esse tesouro sob o solo, a Agência Nacional de Águas (ANA) está coordenando o monitoramento dessas grandes reservas subterrâneas de águas, chamadas de aquíferos. O objetivo é criar uma agenda nacional para a gestão integrada dos recursos hídricos subterrâneos e de superfície.
Veja também:
link 'Em dez anos faltará água no litoral do Nordeste'


Na mira estão os Aquíferos Açu, Urucuia, Jandaíra e as águas subterrâneas da Amazônia. O Aquífero Guarani, o mais estudado, tem um plano específico voltado para as áreas metropolitanas, sob as quais ele se encontra.
Segundo a ANA, 39% dos municípios brasileiros - ou 2.153 cidades - são integralmente abastecidos por águas subterrâneas, enquanto 14% também usam águas superficiais. O restante depende das superficiais, mas a pressão sobre elas aumenta a importância das que estão no subsolo.

Os aquíferos são formações rochosas que permitem que a água se infiltre e se movimente em seu interior. A ANA contabiliza no Brasil 27 sistemas aquíferos importantes, tanto para abastecimento público como para a agricultura, que usa na irrigação parte da água subterrânea disponível no País.

"Os aquíferos são reservas estratégicas", afirma Paulo Varella, diretor da ANA. "Sabemos, de antemão, que há problemas ao redor das grandes cidades, principalmente ligados à falta de saneamento", afirma.
Entre as principais preocupações dos especialistas está a capacidade de preservação da qualidade dos recursos encontrados entre as rochas, no subsolo. Urbanização desordenada, uso intensivo de pesticidas nas lavouras, reflorestamento, salinização e outros estão levando autoridades e estudiosos a pensar sobre a gestão dessas reservas.
Os aquíferos possuem as chamadas "áreas de recarga", locais por onde a água da chuva se infiltra e recarrega o sistema. Nessas áreas há maior vulnerabilidade da contaminação vinda da superfície. Elas geralmente correspondem a afloramentos e locais onde a "capa" protetora, que pode ser uma rocha, é fraturada ou apresenta "janelas" (descontinuidades).
Em São Paulo, que usa 80% do total retirado anualmente pelos quatro países que têm recursos do Aquífero Guarani (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a Secretaria de Meio Ambiente já discute a criação de lei que institua uma área de proteção e recuperação de mananciais específica para o afloramento do Guarani.
Vulnerabilidade. De acordo com levantamento coordenado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado ao governo paulista, cerca de 4 mil km² da região de proteção proposta são considerados altamente vulneráveis à contaminação (mais informações nesta página).
Além de levar em consideração a proteção natural que os aquíferos têm, os especialistas observam a persistência e a mobilidade dos contaminantes que a reserva pode estar recebendo.
"Quando há quantidade o suficiente, é só uma questão de tempo até os contaminantes chegarem às águas subterrâneas, pela persistência. Agora, há contaminantes que se degradam ou que não chegam mesmo", explica Ricardo Hirata, professor do Instituto de Geociências da USP.
"Metais pesados, por exemplo, se movem pouco e ficam presos. Já os nitratos são muito móveis e persistentes", diz Hirata.
Ele afirma que os fertilizantes nitrogenados, aterros e lixões, redes de esgoto com vazamentos e locais de estoque de matéria-prima industrial são as fontes de contaminantes que mais preocupam os especialistas.
É consenso que a qualidade das águas do Guarani é ainda muito boa. Mas há preocupação com o excesso de exploração e o rebaixamento dos níveis de água nas cidades que mais utilizam os recursos.
Recentemente, um estudo financiado pelo Banco Mundial revelou que o Guarani não tinha tanta água assim como se pensava. "As pessoas diziam que era uma reserva de 30 mil km³ de água. Isso é irreal. Porque nós não temos acesso a toda essa água. Temos acesso, na área confinada, a cerca de 2,1 mil km³ - mais os 40 km³ de recarga anual", explica o geólogo Ricardo Hirata, da USP.
Segundo ele, usamos anualmente cerca de 1 km³ de água do Guarani: 94 % no Brasil, 3% no Uruguai, 2% no Paraguai e 1% na Argentina. Cerca de 80% do total é usado para abastecimento público e 15%, para processos industriais.
Se a disponibilidade de uma reserva que atrai atenção e investimentos ainda não é consenso, o potencial de aquíferos recém-descobertos, como o Alter do Chão, na Região Norte, é totalmente desconhecido. No ano passado, uma equipe da Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou a descoberta de uma reserva entre Pará, Amazonas e Amapá que seria bem maior do que o Guarani.
"Ainda não sabemos nada sobre ela. Temos de fazer mapas de fluxo hídrico subterrâneo para saber quais as regiões de recarga e transformá-las em área de proteção ambiental", explica Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Alter do Chão abastece 100% de Santarém (PA) e quase toda Manaus (AM). "Não sabemos, por exemplo, as consequências do plantio de soja em Santarém. E como não conhecemos as áreas de recarga, não podemos medir as dimensões do problema", diz Matta. Por essa razão, a ANA destinou R$ 4,5 milhões para um mapeamento da hidrodinâmica das águas subterrâneas da Amazônia. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

II FESTIVAL DA PRIMAVERA NO PARQUE ANHANGUERA

SP2040 — A Cidade que Queremos

Melhoria Ambiental




Horto Florestal — Foto: Wanderlei Celestino / SPTuris

Historicamente, os processos de industrialização e de urbanização impactaram negativamente os componentes básicos dos ecossistemas, a saber: água, ar e solo. Esse foi o caso da cidade de São Paulo e de sua região metropolitana, os quais vivenciaram processos extremamente rápidos e intensos de industrialização e urbanização, ancorados em um explosivo crescimento populacional. Tais processos estão na base de uma miríade de desequilíbrios estruturais, sendo que dentre tais desequilíbrios destacam-se os ambientais.



Nesse sentido, a principal meta ambiental para São Paulo em 2040 é integrar o tecido urbano com os componentes básicos dos ecossistemas, de tal forma a tornar a vida dos seus cidadãos mais aprazível, saudável e segura ao mesmo tempo em que permitir maior equilíbrio entre meio ambiente e todos impactos decorrentes das ações humanas na cidade. Isso significa controlar a poluição ambiental e respeitar a capacidade de assimilação do meio ambiente, tanto local como globalmente. Pretende-se que as ações previstas na cidade que interfiram com o ambiente ocorram sempre no sentido de buscar a sua sustentabilidade com o meio.



Coordenado pelo professor Mário Thadeu Lemes de Barros (POLI-USP) e também conta com a participação dos Professores José Goldemberg (IEE-USP), Marco Antônio Palermo (POLI-USP), Maria Cecília Loschiavo (FAU-USP), Monica Ferreira do Amaral Porto (POLI-USP) e Oswaldo Lucon (IEE-USP).



SP2040 — A Cidade que Queremos



O SP2040 é um plano de longo prazo que pretende orientar uma ampla transformação da cidade nas próximas décadas, apontando para formas de organização social, econômica, urbana e ambiental que assegurem o uso inteligente dos seus recursos e promovam melhores condições de vida para a população. Grandes metrópoles do mundo vêm utilizando esse tipo de plano para integrar as decisões tomadas diariamente na gestão da cidade. São Paulo começa agora a sua jornada, fazendo a pergunta vital a todos que aqui vivem, trabalham, estudam ou estão a passeio: “Qual é a cidade que queremos”?




Como é a Cidade que Você Quer?





Sua opinião é fundamental para construir “A Cidade que queremos” em 2040. No questionário, você vai encontrar dez perguntas sobre as características de uma cidade ideal e as prioridades de ação, ou seja, por onde devemos começar a transformar a cidade. As questões são de múltipla escolha e você vai gastar cerca de 15 minutos para responder.


Como é a Cidade que Você Quer?





Sua opinião é fundamental para construir “A Cidade que queremos” em 2040. No questionário, você vai encontrar dez perguntas sobre as características de uma cidade ideal e as prioridades de ação, ou seja, por onde devemos começar a transformar a cidade. As questões são de múltipla escolha e você vai gastar cerca de 15 minutos para responder.



Quer dar sua opinião? Clique aqui e responda à Consulta Pública.



Para fazer sugestões ou comentários, convidamos a que participe do fórum de debates do site do SP 2040. Participe e ajude a construir a Cidade que Queremos!



Quer dar sua opinião? Clique aqui e responda à Consulta Pública.

http://www.questionpro.com//a/jsp/run/iframe.jsp?url=http%3A%2F%2Fquestionpro.com%2Ft%2FABO1TZLqbW

Para fazer sugestões ou comentários, convidamos a que participe do fórum de debates do site do SP 2040. Participe e ajude a construir a Cidade que Queremos!
http://sp2040.net.br/participe/

Participe




Corrida de São Silvestre — Foto: Alexandre Diniz / SPTuris

O Plano SP 2040 será desenvolvido em conjunto com a sociedade, e para isso disponibiliza diversos mecanismos participativos. Pelo website, você pode contribuir de duas maneiras:



A primeira delas é através da Consulta Pública, na qual você contribui respondendo a um questionário pré-elaborado.

Clique aqui para responder à Consulta Pública »



Alternativamente, se tiver com dificuldades no link acima, Clique aqui para responder à Consulta Pública »



A outra forma de participação é discutir temas e idéias em nossos fóruns. Você pode dar sugestões e discutir as propostas de outros visitantes.

Clique aqui para participar dos fóruns ».



Para saber se a sua Subprefeitura já tem dia e horário da Oficina Pública confirmados. Clique Aqui.



Participe!







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sustentabilidade na Indústria de Papel e Celulose


 

 

http://agencia.fapesp.br/14674
24/10/2011
Agência FAPESP – No dia 27 de outubro, a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) realizará a palestra Sustentabilidade na Indústria de Papel e Celulose, ministrada por Umberto Caldeira Cinque, diretor de planejamento estratégico e sustentabilidade da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABCT).
O encontro faz parte do ciclo de palestras promovido pela instituição em comemoração ao Ano Internacional da Química e é destinado a estudantes, professores, empresários, pesquisadores e profissionais das áreas de engenharia química, química, papel e celulose, meio ambiente e energia.
Na palestra serão abordados os aspectos ambientais, econômicos e sociais inerentes à sustentabilidade da cadeia produtiva da indústria de papel e celulose, além da importância da ecoeficiência no uso racional dos recursos naturais e no aumento da durabilidade dos produtos.
No encontro será enfatizada a contribuição do engenheiro químico e do profissional da área de meio ambiente para a melhoria do setor de papel e celulose.
A palestra terá início às 19h30 e ocorrerá no auditório 2, do prédio 3 da Faap, localizado na R. Alagoas, nº 903, Higienópolis, São Paulo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Código Florestal sem fronteiras!


21/10/2011 15h32 - Atualizado em 21/10/2011 15h33

Presidente boliviano cancela projeto de estrada que cortaria Amazônia

Decisão ocorre após protestos de indígenas contra implantação de rodovia.
Rota que ligaria oceanos Pacífico e Atlântico seria financiada pelo Brasil.

 

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/presidente-boliviano-cancela-projeto-de-estrada-que-cortaria-amazonia.html 

Da France Presse
O presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou nesta sexta-feira (21) a construção de uma estrada financiada pelo Brasil que atravessaria a reserva ecológica Tipnis, na região amazônica, a qual declarou patrimônio intangível, atendendo um pedido de indígenas amazônicos que protestaram em uma marcha que durou 65 dias.
O cancelamento da obra está indicado em uma emenda enviada ao Congresso, de maioria governista, e que deve ser votada ainda nesta sexta-feira. "Foi disposto que a estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos ou qualquer outra não atravessará o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis)", disse Morales em coletiva de imprensa.
"Portanto, o tema Tipnis foi resolvido", afirmou o presidente, após explicar que as emendas sugeridas ao Congresso atendem as demandas dos indígenas amazônicos. "Isso é governar obedecendo o povo", disse Morales.
O presidente fez o anúncio pouco antes de se reunir com os manifestantes indígenas, que chegaram na quarta-feira a La Paz e aguardavam em frente ao Palácio de Governo para iniciar um diálogo com o presidente, frustrado na quinta-feira em três ocasiões.
Milhares demonstraram apoio aos indígenas nas ruas de La Paz (Foto: Reuters)Milhares demonstraram apoio aos indígenas nas
ruas de La Paz (Foto: Reuters)
Reivindicações
A decisão presidencial abre caminho para outras 15 demandas indígenas, pois soluciona o principal tema que motivou uma marcha de 65 dias que percorreu 600 km até chegar à sede de governo.
O Parlamento havia aprovado uma lei que suspendia a construção de um trecho da estrada, dispondo a realização de um processo de consulta nas regiões envolvidas, mas após a decisão de Morales tudo isso também se anula.
Além disso, "o Tipnis foi declarado zona intangível", disse o presidente, o que reforça sua qualidade de área protegida, onde não poderão ser realizados outros projetos econômicos.
Morales declarou que qualquer "assentamento ou ocupação" dessa área protegida "será passível de expulsão com intervenção da força pública".
A decisão de Morales ocorre após um forte conflito que durou mais de dois meses, nos quais os indígenas receberam um forte apoio popular, especialmente após ter sofrido uma violenta repressão em 25 de setembro após uma tentativa falha da polícia de dispersá-los.

Microplásticos nos peixes...


21/10/2011 19h17 - Atualizado em 21/10/2011 19h17

Estudo identifica máquinas de lavar como poluidoras dos oceanos

Pesquisadores notaram que elas são fontes de 'microplásticos'.
Partículas de poliéster e acrílico são ingeridas pelos peixes.

 

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/estudo-identifica-maquinas-de-lavar-como-poluidoras-dos-oceanos.html
Do Globo Natureza, em São Paulo
Exemplo de microplásticos. (Foto: Nasa/Divulgação)Exemplo de microplásticos. (Foto:Nasa/Divulgação)
Máquinas de lavar roupa podem ser uma importante fonte de poluição dos oceanos, segundo estudo publicado na revista “Environmental Science & Technology”.
Esses aparelhos foram identificados como liberadores de “microplásticos”, pequenos pedaços de poliéster e acrílico que vêm sendo detectados em grandes quantidades nas faixas costeiras de todo o mundo.
Os autores do estudo notaram que a concentração desse material é especialmente alta nas praias mais populosas. Uma única peça de roupa pode soltar até 1.900 fibras plásticas em uma lavagem, e elas se parecem muito com os microplásticos encontrados no mar.
Os autores das pesquisas sugerem que os fabricantes de máquinas de lavar e de roupas pensem em meios de reduzir a liberação dessas fibras no esgoto. Os microplásticos são nocivos para os seres vivos marinhos e também para o ser humano.
Os microplásticos são nocivos para os seres vivos marinhos e também para o ser humano. Peixes ingerem esse material e podem ter irritações no sistema digestivo, bem como enfrentar desnutrição porque ficam com o estômago cheio. O homem, por sua vez, acaba se alimentando dos peixes contaminados, ficando também com as pequenas fibras de plástico em seu corpo.

Todos para o buraco...


21/10/2011 - 16h56

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994554-buraco-na-camada-de-ozonio-chega-a-nivel-maximo-nesta-temporada.shtml


O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.

Rio+20


21/10/2011 - 17h20

Seminário defende agenda comum para os Brics na Rio+20

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994580-seminario-defende-agenda-comum-para-os-brics-na-rio20.shtml

RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO


Uma certa exaustão do sistema multilateral de consenso das Nações Unidas e interesses comuns como a erradicação da pobreza e a necessidade de transitar para a economia verde deveriam unir os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em torno de uma agenda comum na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), no ano que vem.
Essa é uma das conclusões do seminário "Agenda dos Brics para a Rio+20: perspectivas brasileiras", realizado nesta sexta-feira pelo Centro de Estudos e Pesquisas Brics, no Rio.
O evento constituiu-se de três mesas de debates: a primeira, mais geral, sobre agendas comuns aos Brics para a conferência do ano que vem; e as outras duas sobre os dois subtemas principais da Rio+20: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e combate à pobreza e arquitetura internacional do desenvolvimento sustentável.
Os debates tiveram participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal do Rio, da academia e da sociedade civil, além do embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi.
"Os Brics têm o poder não só de ajudar a definir a agenda conceitual, como o de avançar nessa agenda de maneira mais concreta. Os Brics são um grupamento heterogêneo, mas que apesar das divergências têm muitos interesses em comum: reforma da governança global, manutenção das taxas de crescimento, novas estratégias de combate à pobreza", disse a coordenadora-geral do Centro de Estudos e Pesquisas Brics, Adriana Erthal Abdenur.
A subsecretária estadual de Economia Verde do Rio, Suzana Kahn, propôs que os Brics desenvolvam "uma metodologia comum, um entendimento comum do que seja uma economia verde e indicadores para que nós possamos nos monitorar mutuamente".
Kahn e outros representantes do governo do Estado e da Prefeitura do Rio defenderam ainda a descentralização das iniciativas para promover o desenvolvimento sustentável, com governos regionais e grandes cidades dos Brics se articulando entre si na troca de iniciativas de sucesso.
"Uma coalizão entre governos regionais, de baixo para cima, é mais fácil do que ir de cima para baixo. À medida que consigamos construir clusters de soluções, teremos mais facilidade para promover acordos globais", disse a subsecretária.
O professor de relações internacionais da Universidade de Brasília Eduardo Viola disse que um papel dos Brics pode ser reconhecer a exaustão do atual modelo de tomada de decisões das Nações Unidas.
"Os consensos se criam, mas os resultados são limitados, então há uma exaustão de cúpulas. Há um fracasso crescente da ONU em todas as áreas. Um papel no qual os Brics podem atuar é reconhecer esse fracasso com todas as letras, reconhecer a importância do G20, porque este é um mundo de poder, não um mundo democrático de 180 países."
Representante do governo federal, o assessor extraordinário do Ministério do Meio Ambiente para a Rio+20, Fernando Lyrio, reconheceu, porém, que essa articulação entre os Brics ainda engatinha.
"Os Brics têm muitas coisas em comum, mas têm grandes diferenças. Países como os Brics têm a capacidade de ter uma postura mais pró-ativa, mas hoje isso não existe."
CHINA
Apesar de ser uma das maiores poluidoras do mundo, a China foi citada como exemplo para o Brasil de país que está investindo para ter uma economia mais verde, enquanto o Brasil só se preocuparia em reduzir o desmatamento da Amazônia.
"Mudança climática no Brasil ficou associada à redução do desmatamento. Isso fez com que se criasse um gap entre a questão de mitigação e a discussão da transição para economia verde. As políticas industriais brasileiras mal tomaram conhecimento desse assunto. Isso ficou visível na reação brasileira a crise de 2008, que foi pró-carbono. O grande incentivado foi a indústria automobilística, sem qualquer contrapartida ambiental", queixou-se Pedro da Mota Veiga, diretor do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento.
Viola ecoou suas preocupações. "Estou impressionadíssimo com essa coisa inercial do petróleo, das commodities. O Brasil não enxerga o que a China está fazendo."
Rodrigo Rosa, assessor especial da Prefeitura do Rio, disse que "o Brasil precisa encontrar seu caminho na economia verde". "Os painéis fotovoltaicos são hoje todos importados da China, que tem o maior investimento em pesquisa e desenvolvimento em energia renovável", afirmou.
"Essa pesquisa não é suficiente para suprir a necessidade de uma economia que cresce a 9% ao ano. É como estancar uma hemorragia com band-aid", contestou a organizadora do debate, Adriana Erthal Abdenur.
O embaixador da China, Qiu Xiaoqi, pediu compreensão para as especificidades do seu país. "A China ainda é um país em desenvolvimento, com um PIB per capita de um décimo das nações desenvolvidas, desigualdades regionais, 150 milhões abaixo da linha da pobreza. Precisamos da compreensão internacional para conciliar tarefas árduas como erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico e redução das emissões de carbono".
Qiu defendeu respeito "às escolhas independentes dos países", afirmando que "não existe um modelo universal de desenvolvimento sustentável".

Fundo do Clima Verde


21/10/2011 - 17h28

Modelo de fundo climático verde está pronto, diz ONU

DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994585-modelo-de-fundo-climatico-verde-esta-pronto-diz-onu.shtml 

Um comitê da ONU concluiu o esboço de um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática, o que permitirá o seu lançamento em 2013, disse nesta sexta-feira a principal dirigente da ONU para questões climáticas.
Países de todo o mundo decidiram no ano passado criar o Fundo do Clima Verde de modo a canalizar até 2020 em torno de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 117 bilhões) por ano para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática global.
Um comitê internacional encarregado de moldar o fundo se reuniu nesta semana na África do Sul, mas algumas organizações acusaram os Estados Unidos e a Arábia Saudita de atrapalharem o processo.
Negociadores de todo o mundo vão discutir e eventualmente aprovar o modelo em uma cúpula climática no mês que vem em Durban --na qual praticamente não há mais chance de que seja selado um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, para vigorar a partir de 2013 no lugar do Protocolo de Kyoto.
"O comitê encerrou seu trabalho submetendo à consideração e à aprovação em Durban tanto um esboço de instrumento para o Fundo do Clima Verde quanto recomendações sobre os acordos transitórios para que ele seja lançado", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Quadro da ONU para a Mudança Climática, em declaração transmitida por email à Reuters.
A proposta, segundo ela, "inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas".
"Uma vez aprovada em Durban, [as recomendações] permitirão que o fundo cresça bem rapidamente, especialmente com a melhora do ambiente financeiro, e estaria aberto o caminho para um estabelecimento bastante rápido do fundo em 2012, e para operações iniciais plenas em 2013," acrescentou ela.

Logística reversa


23/10/2011 - 05h36

Satélite alemão entra na atmosfera, mas se ignora local de queda

DA EFE

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/995208-satelite-alemao-entra-na-atmosfera-mas-se-ignora-local-de-queda.shtml 


O satélite de raios "X" alemão Rosat, fora de serviço desde 1999, entrou neste domingo na atmosfera terrestre, embora se desconheça se, após se desintegrar, alguma de suas partes tenha caído sobre a Terra e o local onde eventualmente aconteceu o impacto.
O DLR (Centro Aeroespacial Alemão) informou que o satélite entrou na atmosfera da Terra entre 23h45 de sábado e 0h15 de domingo (horários de Brasília), onde deve ter se desintegrado a maior parte do objeto de 2,5 toneladas de peso.
Pouco antes, o DLR ter descartado de sua central em Colônia, no oeste da Alemanha, que os restos do satélite pudessem cair sobre a Europa, África ou Austrália.
Nos últimos dias os técnicos do Centro Aeroespacial Alemão tinham insistido também que as possibilidades de que algum componente do satélite chegasse a produzir danos ao cair na Terra eram mínimas.
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seminário gratuito "Ambiências Urbanas: aplicabilidade da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Município de São Paulo" no dia 24/10/2011



SMPP abre inscrições para a 2ª turma do Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade




19/10/2011 00h00

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/participacao_parceria/coordenadorias/incubadora/noticias/?p=34132

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) abre as inscrições para a nova turma do Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade que acontecerá nos dias 22 e 29 de outubro, 05, 12 e 19 de novembro.

O curso, organizado pela Incubadora de Projetos Sociais, da SMPP, objetiva formar pessoas com consciência crítica e olhar sistêmico, capacitadas em identificar, avaliar e propor alternativas e práticas sustentáveis no controle de impactos negativos no meio socioambiental.
As aulas acontecem sempre aos sábados e serão divididas em temas específicos como cidadania, nova visão de mundo, integração e introspecção de grupo, resíduos sólidos, recursos hídricos, planejamento urbano e técnicas de permacultura.
O curso será ministrado pelo gestor socioambiental, Marcos Roberto Domingues de Oliveira, da MRDO Assessoria e Consultoria Ambiental que executa trabalhos visando a proteção, preservação e prevenção dos recursos naturais, assim como a responsabilidade socioambiental.
O curso é gratuito e será ministrado na Incubadora de Projetos Sociais, situada no bairro do Cambuci. Os interessados devem fazer a inscrição pelo telefones 3208-2399 (ramais 211 e 213).


Serviço:
Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade

Quando: 22 e 29 de outubro, 05, 12 e 19 de novembro
Onde: Incubadora de Projetos Sociais – Rua Otto de Alencar, 270
Horário: 9h às 12h Inscrições: 3208-2399 (ramais 211 e 213)

Erramos?


20/10/2011 - 10h01

Painel do clima da ONU errou ao prever degelo no Ártico

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/993721-painel-do-clima-da-onu-errou-ao-prever-degelo-no-artico.shtml

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA


Um novo estudo de cientistas dos EUA e da França sugere que o IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, errou feio em suas previsões sobre o degelo do Ártico. No caso, errou para baixo: o derretimento observado é quatro vezes maior do que apontam os modelos.
O grupo de pesquisadores liderados por Pierre Rampal, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), publicou seus dados na edição desta semana do periódigo "Journal of Geophysical Research".
Eles uniram dados de modelagem com observações de satélites, navios e até submarinos para estimar que o mar congelado que recobre o oceano Ártico está afinando a uma taxa de 16% por década. Os modelos que alimentaram o relatório do IPCC, publicado em 2007, estimam essa taxa em 4%.
Segundo Rampal e seus colegas, os modelos climáticos computacionais que estimaram um polo Norte sem gelo no verão em 2100 estão atrasados 40 anos em relação às observações. Da mesma forma, o papel da chamada "amplificação ártica" --como é conhecido o efeito de aumento da temperatura devido à perda do gelo marinho e à maior absorção de radiação solar pelo oceano-- provavelmente foi subestimado.
Isso se deve principalmente ao fato de que os modelos não conseguiram reproduzir o aumento de velocidade que ocorre quando o gelo fica mais fino.
O mar congelado do Ártico está em permanente movimento, seguindo as correntes. Todo verão, elas empurram enormes quantidades de gelo para fora do oceano Ártico, pelo chamado estreito de Fram, entre a Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, diminuindo a área do mar congelado.
Acontece que, com a água mais quente, as placas de gelo ficam mais finas (a média entre 1980 e 2008 é de 1,65 metro de afinamento no verão) e se rompem mais. Isso consequentemente aumenta a velocidade de "exportação" do gelo e, por consequência, amplia a redução de área da banquisa.
Em agosto deste ano, a Folha teve oportunidade de experimentar essa alta velocidade do gelo no estreito de Fram a bordo do navio Arctic Sunrise, da ONG Greenpeace. A amarrado a uma placa de gelo de mais de 200 m de comprimento, o navio derivou cerca de 80 km em dois dias.
Rampal afirma que os modelos falham em capturar essa relação entre deformação e velocidade. Aplicando a metodologia usada no novo estudo aos modelos, eles conseguiram resolver quase todas as diferenças entre modelos e observações --o que pode ajudar a estimar com maior precisão o papel do Ártico no clima futuro da Terra.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Governo estuda privatizar parques nacionais. Estados e municípios...


20/10/2011 - 13h08

Governo estuda privatizar parques nacionais

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

 


Depois dos aeroportos, o governo Dilma Rousseff estuda conceder à iniciativa privada também alguns parques nacionais. As ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) assinaram ontem um acordo para a "modernização da gestão" de unidades de conservação do país, o que inclui de concessões de serviços até parcerias público-privadas para a administração dos parques.
Segundo Izabella, uma avaliação do modelo de concessão deve estar pronta no primeiro semestre do ano que vem. Os primeiros parques nacionais a participarem da experiência serão os de Jericoacoara e Ubajara, no Ceará, e os de Sete Cidades e da Serra das Confusões, no Piauí.
Mas outros parques com grande potencial de visitação, como Fernando de Noronha (PE), Anavilhanas (AM) e Lençóis Maranhenses (MA), também estão na mira do governo.
A ideia é que os parques sob concessão tenham um aumento de visitação e dupliquem seu orçamento por hectare. O Brasil é um dos países megadiversos que investem menos por hectare de unidade de conservação: cerca de US$ 4, contra US$ 15 da Argentina. "Queremos chegar a US$ 10", disse Izabella Teixeira.
As concessões de serviços já funcionam em parques como o do Iguaçu (PR), que gera para o município de Foz do Iguaçu R$ 120 milhões por ano, segundo a ministra.
O Instituto Chico Mendes, que gerencia as áreas protegidas, tem um orçamento anual na casa dos R$ 300 milhões.

BNDES deve financiar R$ 8 bi para eólicas

20/10/2011 - 07h30


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/993567-bndes-deve-financiar-r-8-bi-para-eolicas.shtml
 
Os investimentos em energia eólica no país estão em franca expansão. Um dos termômetros desse comportamento, a carteira de pedidos de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), disparou neste ano e atingiu R$ 8 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra na Folha desta quinta-feira.




A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).



Os desembolsos do banco para parques eólicos em 2011 devem chegar a R$ 4,5 bilhões, segundo estimativa da chefe do departamento de energia elétrica do banco, Márcia Leal. A carteira representa os pedidos de empréstimo, enquanto os desembolsos são os recursos efetivamente liberados.



Editoria de Arte/Folhapress