domingo, 9 de outubro de 2011

Myfuncity, a primeira rede social privada do mundo focada em cidadania

Uma rede em busca da cidadania

A Myfuncity tenta fazer com que o cidadão descubra uma maneira de atuar politicamente, sem a necessidade de agir dentro dos moldes da política tradicional

http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/uma-rede-em-busca-da-cidadania
 
Branca Nunes
Myfuncity
Em 19 de outubro, o aplicativo estará disponível para iPhones e iPads (Reprodução)
As estatísticas e o consolidado das avaliações são enviados a prefeituras, secretarias, jornais, emissoras de rádio, revistas ou qualquer outra entidade cadastrada
“Você se sente seguro na sua região?”, “As vias estão limpas?”, “O trânsito está fluindo?”, “Você está satisfeito com os parques”. Imagine opinar sobre questões como essas enquanto caminha pela cidade. Imagine se as respostas chegassem diariamente ao conhecimento do poder público. Imagine se o governo e a prefeitura passassem a levar essas informações em consideração no momento de decidir para qual direção ampliar as linhas de ônibus, onde instalar novas lixeiras ou em que lugar plantar uma árvore. É exatamente essa a proposta do Myfuncity, a primeira rede social privada do mundo focada em cidadania.
“É uma ferramenta de transformação para grandes e pequenas causas”, explica o publicitário Mauro Motoryn, um dos idealizadores do projeto, que deixou o cargo de CEO da agência 141 Soho Square para se dedicar em tempo integral à empreitada – que será exportada para os Estados Unidos e a Europa até o ano que vem. “Vamos conectar milhares de pessoas que compartilham opiniões e querem contribuir para mudar a cidade onde moram”.
A ideia é simples. Depois de se cadastrarem, os usuários são convidados a avaliar a região onde estão naquele momento. Também é possível deixar um comentário e colocar fotografias, que podem ser compartilhados via Facebook ou Twitter, de forma anônima ou abertamente. Entre os 12 temas abordados, limpeza pública, transporte, saúde, educação e lazer. Todos os dados ficam armazenados e disponíveis para serem consultados por outros usuários de internet que estejam num raio de um quilômetro daquele local. No fim do dia, as estatísticas e o consolidado das avaliações são enviados a prefeituras, secretarias, jornais, emissoras de rádio, revistas ou qualquer outra entidade cadastrada.
“É uma forma de usar a tecnologia como suporte da cidadania, a serviço da mobilização da sociedade”, acredita Oded Grajew, fundador da Rede Nossa São Paulo e um dos parceiros do projeto. “Embora o direito de se obter informação sobre a qualidade dos serviços públicos seja garantido por lei, diversos municípios brasileiros não cumprem essa determinação. Com esse aplicativo poderemos ter uma ideia melhor do que acontece na cidade sob o ponto de vista dos cidadãos”.
Outras mídias - Até agora, só é possível acessar o Myfuncity pelo Facebook. Em 19 de outubro, o aplicativo estará disponível para iPhones e iPads com um recurso de geolocalização que indicará automaticamente onde está o usuário. O dia também marca o lançamento em três cidades dos Estados Unidos. No fim do mês, será a vez dos celulares com sistema operacional Android, do Google.
O questionário tem 12 perguntas que mudam de hora em hora – a única que permanece a mesma é: “Qual é seu humor hoje”, para que se possa ter um “grau de confiabilidade” nas respostas. Até agora, foram elaboradas 96 questões. “Também será possível criar perguntas voltadas para uma cidade específica, caso alguma prefeitura tenha o interesse de saber a opinião da população sobre determinado tema”, explica Motoryn.
O objetivo principal do Myfuncity é possibilitar, através das novas tecnologias, que o cidadão descubra uma maneira de atuar politicamente, sem a necessidade de agir dentro dos moldes da política tradicional – tratada com repulsa por grande parte das novas gerações. “É hora de reinventar e inovar os moldes de ação”, acredita Alexandre Le Voci Sayad, diretor do Myfuncity. “O barateamento das tecnologias abriu caminho para uma geração de jovens antenados, com instrumentos capazes de promover uma verdadeira revolução . Embora banal, a pergunta ‘Que cidade você deseja?’ jamais foi feita ao cidadão. Nós queremos fazê-la. O Myfuncity abre um canal de expressão precioso para a construção de políticas públicas”.
O público e o privado - Além da maior interação com o poder público, a rede espera criar canais de diálogo entre os internautas, que poderão “curtir” – botão popularmente conhecido no Facebook que permite indicar um conteúdo – e “comentar” as opiniões dos usuários. “Pessoas que tenham interesses em comum poderão se comunicar e, por que não, organizar ações que efetivamente mudem a realidade daquela região da cidade”, anima-se Motoryn.
O projeto, que vem sendo desenvolvido há dois anos por Motoryn e Sayad, nasce com a parceria de mais de 700 entidades, por meio da Rede Nossa São Paulo, Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, Cidade Escola Aprendiz, Catraca Livre e do Museu da Pessoa. A fonte de receita virá de anunciantes e, até o fim de 2012, o Myfuncity pretende reunir cerca de 10 milhões de usuários no Brasil e 50 milhões no mundo.
Embora na teoria o Myfuncity funcione bem, ainda é preciso saber o que acontecerá na prática. Para dar certo, é fundamental não só a participação de um grande número de pessoas, mas o bom uso dos recursos disponíveis para que o aplicativo não se transforme em mais um dos infinitos jogos criados diariamente nas redes sociais. As ferramentas estão postas na mesa. Resta descobrir o que será feito com elas.

Um exemplo para todos os parques! Sucesso do mutirão na 18ª ECOMOBILIZAÇÃO em Mairiporã.



fotos: Parques Sustentáveis




















Programa Ciclo Reciclar participa da 18ª Ecomobilização em Mairiporã
http://www.institutoholcim.org/index.php?option=com_content&view=article&id=146&catid=3&Itemid=21








Em outubro, aconteceu a 18ª Ecomobilização - mutirão de limpeza com coleta de materiais recicláveis a ser destinado ao Programa Ciclo Reciclar e plantio de mudas no entorno da represa Paiva Castro.


Promovida pela Sabesp, Projeto Navega São Paulo, Prefeitura de Mairiporã, através da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, esta edição da Ecomobilização fez parte das comemorações do Dia Mundial da Ecologia e teve como objetivo promover o uso consciente da represa.


Durante o evento foi retirado uma tonelada de entulhos e recicláveis, destinados à Associação de Catadores pelo Programa Ciclo Reciclar.


A 18ª Ecomobilização contou com a participação do prefeito Antonio Aiacyda, representantes da Sabesp, Holcim Brasil, Schwing Stetter, Programa Ciclo Reciclar, alunos das escolas públicas de Mairiporã, entre outros. 




Escócia anuncia pequeno vazamento radioativo em usina nuclear


08 de outubro de 2011 06h53 atualizado às 06h59 

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5400528-EI8142,00.html

A Agência de Proteção do Meio Ambiente da Escócia (Sepa, na sigla em inglês) informou neste sábado de um pequeno vazamento radioativo em uma antiga usina nuclear em Caithness, no nordeste escocês.
Segundo a Sepa, a radiação não chegou a vazar para fora da instalação de Dounreay, que está em processo de desligamento avaliado em 2,6 bilhões de libras.
A empresa Dounreay Site Restoration Limited, que opera a usina, indicou que o pequeno vazamento não representa um risco para a saúde. A central foi construída há cerca de 50 anos, mas não gera eletricidade desde 1994. Segundo os especialistas, às vezes este tipo de incidente acontece quando se limpa o reator e o equipamento nucleares.

SWU

06.10.2011

Fórum Global de Sustentabilidade SWU

http://pagina22.com.br/index.php/2011/10/forum-global-de-sustentabilidade-swu/

O 2º Fórum Global de Sustentabilidade SWU, que acontece entre os dias 12 e 14 de novembro em Paulínia (SP), anuncia a participação de mais quatro palestrantes: o escritor, professor e cineasta americano M.K. Asante; a educadora Dagmar Garroux, fundadora da Casa do Zezinho; a cientista Milena Boniolo, que ganhou o Prêmio Jovem Cientista (2006) com trabalho de tratamento de efluentes radioativos; e Manoel da Cunha, presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros.
Eles se juntam a um time de palestrantes que já conta com os músicos Neil Young e Bob Geldof, a Nobel da Paz Rigoberta Menchú, a ex-ministra Marina Silva e os ambientalistas Céline Cousteau e David de Rothschild, entre outros.
Em sua segunda edição este ano, o Fórum Global de Sustentabilidade SWU promove, mais uma vez, três dias de debates e discussões em torno de ideias, experiências e propostas para a sustentabilidade, contemplando os seus três pilares (social, ambiental e econômico). O evento acontece no Theatro Municipal de Paulínia, dentro da área onde será montado o festival SWU. O objetivo do encontro é fomentar debates em torno da sustentabilidade através do exemplo e da experiência de pessoas, empresas e organizações que já contribuem para um modo de vida mais sustentável.
M. K. Asante
O americano M.K. Asante é um premiado cineasta, escritor e professor, ganhador do 2009 Award Langston Hughes. Suas obras abordam os movimentos populares, o ativismo social, o hip hop e a cultura afro-americana.
Nascido no Zimbábue e criado na Filadélfia, Asante tem divulgado seu trabalho na África, Europa, América do Sul, Caribe e Estados Unidos. Seu último livro, “It’s Bigger Than Hip Hop”, foi classificado pelo jornal Los Angeles Times como “um livro poderoso capaz de movê-lo para a ação e questionar os problemas da América”. Seus outros dois títulos, “Beautiful. And Ugly Too” e “Like Water Running Off My Back”, são de poesia, sendo o último vencedor do Academy of American Poets Jean Corrie Prize.
Asante também escreveu, dirigiu e produziu o filme “The Black Candle”, narrado por Maya Angelou e vencedor de Melhor Documentário no Festival de Cinema Documentário Mundial da África. Escreveu e produziu ainda “500 Years Later”, vencedor de cinco prêmios internacionais: o prêmio de melhor documentário no Festival de Cinema Pan Africano, no Festival de Cinema de Bridgetown, no Festival de Cinema Internacional de Harlem, assim como o título de melhor filme no Festival de Cinema de Berlim e o prêmio Breaking the Chains, das Nações Unidas.
Asante estudou na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, na Lafayette College e na UCLA School of Film and Television, em Los Angeles. É também professor de cinema e criação no Departamento de Inglês e Artes da Linguagem da Morgan State University, em Maryland.
Dagmar Garroux
Dagmar Garroux é educadora e criadora da Pedagogia do Arco Íris, uma pedagogia centrada em ideias de interesse social de pleno desenvolvimento humano para crianças e jovens da baixa renda. Em 1994, à frente de um grupo de educadores identificados com sua proposta, fundou a Casa do Zezinho em uma região de extrema violência na periferia da zona sul de São Paulo – o chamado “Triângulo da Morte”, área de entroncamento entre Capão Redondo, Jardim São Luiz e Jardim Ângela.
Desde a sua fundação, a organização não parou de crescer e hoje abriga 1800 jovens e crianças, com vários programas sociais que incluem as famílias. Com uma crença inabalável em uma educação de reciprocidade e de escuta, “Tia Dag”, como é chamada, reúne milhares de histórias nos 16 anos de existência da Casa do Zezinho.
Milena Boniolo Milena cursou Química nas Faculdades Oswaldo Cruz. Apesar da pouca idade, tem posições bastante firmes em relação ao universo acadêmico, que conhece bem de perto, e a necessidade da academia rever suas relações com a indústria, os setores produtivos e sociedade em geral. Reconhecida como pesquisadora de talento extraordinário, ganhou o Prêmio Jovem Cientista, edição 2006, na categoria graduados, com o trabalho “Uso da casca de banana para tratamento de efluentes radioativos”. Atualmente, é doutoranda em química pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista).
Manoel da Cunha
Manoel da Cunha é presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros. Nasceu no Amazonas e até os 24 anos viveu em um regime de semi-escravidão, trabalhando como seringueiro na floresta amazônica. Foi um dos ativistas pelas mudanças nas condições do trabalho na região, através do Movimento de Educação de Base (MEB). Aprendeu a ler graças à própria força de vontade e nunca estudou. Em 1997, ele e um grupo de seringueiros criaram a primeira reserva extrativista do Estado do Amazonas, no Médio Juruá. Toda a produção da reserva é vendida por meio da associação de seringueiros ou da cooperativa. A comunidade já fornece de 15 a 20 toneladas de óleo diretamente para as grandes empresas do país.
Fórum 2011
Além de M. K. Asante, Dagmar Garroux, Milena Boniolo e Manoel da Cunha, o 2º Fórum Global de Sustentabilidade terá como palestrantes os músicos Neil Young e Bob Geldof; a ex-senadora Marina Silva; o professor José Eli da Veiga (especialista em desenvolvimento sustentável); John Rose (criador da ONG Waves4Water); Virgílio Viana (diretor geral da Fundação Amazonas Sustentável); Mario Mantovani (diretor da SOS Mata Atlântica); Julia Craik (ativista e diretora do estúdio de música sustentável Premises Studios); Anna Gabriel (filha do músico Peter Gabriel e uma das criadoras do Voice Project) e seu marido, Hunter Heaney; a estilista americana Donna Karan; William McDonough e Michael Braugart, da empresa de design sustentável Cradle to Cradle; Céline Cousteau (neta do historiador marítimo Jacques Cousteau e defensora dos oceanos e do meio ambiente); David de Rothschild, que comandou uma expedição pelo Pacífico com um barco feito 100% de plástico; o cientista israelense David Cahen (chefe do Departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências de Israel); o presidente da ONG britânica SolarAid, Steve Andrews; e a cineasta Lais Bodansky, entre outros.
Sobre o SWU
O SWU (Starts With You – Começa Com Você) é um movimento que convida a repensar atitudes, trazendo o debate sobre sustentabilidade para a esfera individual de ação – demonstrando como as nossas escolhas diárias podem contribuir para um mundo mais sustentável. Idealizado pelo Grupo Totalcom, de Eduardo Fischer, o movimento teve início em junho 2010 com uma plataforma de ações de comunicação e engajamento que teve como seu primeiro grande marco de celebração o SWU Music and Arts Festival.

Serviço

Data: 12 e 14 de novembro de 2011
Local: Paulínia, SP

sábado, 8 de outubro de 2011

Permacultura é...Wetlands, banheiro ecológico seco...

http://g1.globo.com/videos/globo-news/cidades-e-solucoes/v/jardins-filtrantes-fazem-despoluicao-da-agua-na-franca/1638209/#/programas/page/1

Jardins filtrantes fazem despoluição da água na França



Controle de qualidade de água através de sistemas de Wetlands construidos

fonte: 
http://www.fbds.org.br/Apresentacoes/Controle_Qualid_Agua_Wetlands_ES_out06.pdf




Quer conhecer um aqui em São Paulo?

Visite o Parque/Praça Victor Civita:
http://pracavictorcivita.org.br/




Papel Verde Nacional: Compensação ambiental na BOVESPA?


Código Florestal pode dar incentivo econômico a quem preservar floresta

Relator da reforma do Código no Senado sugere criação de um ‘papel verde nacional’, que poderia ser comprado na Bolsa de Valores por empresas que precisam desmatar

08 de outubro de 2011 | 0h 04
Afra Balazina, de O Estado de S.Paulo
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator de duas comissões do Senado pelas quais a reforma de Código Florestal ainda será analisada, afirmou na sexta-feira, 7, que incluirá no projeto de lei incentivos econômicos para quem preservar florestas.
Reserva Terra Grande-Pracuúba (PA), onde famílias foram selecionadas para receber a bolsa verde - Wilson Pedrosa/AE - 9/8/2011
Wilson Pedrosa/AE - 9/8/2011
Reserva Terra Grande-Pracuúba (PA), onde famílias foram selecionadas para receber a bolsa verde
Em teoria, a ideia é vista com simpatia tanto por ruralistas quanto por ambientalistas. O senador disse na sexta-feira, em evento para debater o Código em São Paulo, que estuda várias sugestões de beneficiar quem mantiver as árvores em pé em suas propriedades e deu exemplos do que pode ser colocado na lei.
De acordo com Silveira, uma das sugestões, a de criar um “papel verde nacional”, partiu da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Se um estudo de impacto ambiental determinou que o projeto de uma indústria vai gerar um impacto ambiental X, essa indústria então compraria papéis verdes de um cidadão que tem uma floresta. Ou seja, transforma-se a floresta num bem econômico ou, mais simplesmente, faz a árvore em pé valer mais que a árvore cortada.”
Ele compara com a negociação de créditos de carbono. E, segundo ele, quem cortou a vegetação irregularmente e estiver sendo multado também poderia converter a multa na compra desse papel de preservação. “Esse papel é negociável em bolsa, cria-se um ativo circulante para o País. Hoje, apesar de termos a maior floresta do mundo, só obtemos 4% do seu valor econômico.”
Outra ideia em avaliação partiu do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele sugere criar um fundo a partir de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre combustíveis, dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e outras fontes tributárias para remunerar os pequenos produtores rurais.
“O eixo dessa lei, hoje, é a do comando e controle. Ela estabelece normas e procura a preservação por meio de ameaças punitivas. Vamos mudar e o eixo principal será o econômico. O homem se move pelo bolso”, afirma.
Para Raul Telles do Valle, do programa de Política Pública do Instituto Socioambiental (ISA), é fundamental diferenciar quem cumpre a lei de quem não a respeita. E ele considera muito importante premiar, dar benefícios concretos, a quem preserva a floresta.
Em sua opinião, inicialmente, num período de transição, poderiam ser beneficiados aqueles que cumprem a lei. “Na situação atual, em que uma grande parte não respeita a lei, já poderíamos premiar quem a cumpre. Depois, poderíamos passar a premiar aqueles que fazem mais do que a lei exige”, afirma. Valle considera que um dos problemas do projeto de lei já aprovado pela Câmara é que hoje o texto “faz o contrário, permite que qualquer um (que desmatou) se regularize”. “Ele está igualando todo mundo, é antipedagógico.”
Na visão de Assuero Doca Veronez, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), “há uma simpatia quase unânime pela proposta”. “Mas eu temo que seja mais um dispositivo que acabe virando letra morta lá na frente.”
A ideia pode emperrar na falta de recursos, avalia. Ou beneficiar somente os menores produtores. “Existem cerca de 94 milhões de hectares de floresta dentro das propriedades. Se pagassem R$ 200 por hectare por ano, por exemplo, precisaríamos de R$ 20 bilhões por ano. Não existe esse dinheiro.” Por causa disso, Veronez prevê que os possíveis benefícios sejam colocados no Código de uma forma genérica. Depois, o assunto deverá ser melhor trabalhado.
Imposto. O representante da CNA defende a criação de um imposto próprio para beneficiar quem protege a floresta, mas acha a ideia pouco factível no cenário atual, já que o País tem uma altíssima carga tributária.
Para ele, os produtores da Amazônia deveriam ter um tratamento diferenciado, pois precisam manter 80% da floresta dentro das propriedades. No Cerrado, a reserva legal obrigatória cai para 35% e, nos demais biomas, para 20%. Para Veronez, os proprietários que preservam nascentes e têm práticas sustentáveis, como o plantio direto na palha (que protege o solo e reduz a erosão), deveriam ser premiados.

Código Florestal não é 'jabuticaba', diz relatório


07/10/2011 - 08h34


http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/987031-codigo-florestal-nao-e-jabuticaba-diz-relatorio.shtml

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

 


Responda rápido: qual é o país do mundo que tem 69% de suas florestas preservadas e uma lei ambiental rigorosa, na qual o governo determina o que proprietários privados podem ou não podem fazer com a mata em suas terras? Sim, você acertou: a Suécia.
Um relatório divulgado ontem por organizações ambientalistas comparou a proteção florestal em 12 países e afirma que o Brasil não apenas está longe de ser a nação que mais preserva, como tampouco é o único no qual a conservação é imposta pelo governo a donos de terras.
Com 56% de sua cobertura florestal preservada, o Brasil fica atrás dos desenvolvidos Suécia e Japão (69% de florestas em pé), e não muito à frente da Indonésia.
O arquipélago asiático, segundo país do mundo com maior cobertura de floresta tropical e visto como desmatador insaciável, mantém 52% de suas matas preservadas. A taxa de devastação brasileira, porém, é maior do que a da Indonésia.
A análise foi feita pela ONG paraense de pesquisas Imazon e pela britânica Proforest, por encomenda do Greenpeace. "Queríamos saber se leis de defesa da floresta são mesmo uma 'jabuticaba', como a bancada ruralista afirmou durante a discussão do Código Florestal", afirmou Paulo Adário, diretor do Greenpeace na Amazônia.






Luciano Silva/Ibama/Divulgação





Trator usado para derrubar árvores pela raiz; Brasil tem apenas 56% de cobertura florestal preservada
Trator usado para derrubar árvores pela raiz; Brasil tem apenas 56% de cobertura florestal preservada
Parlamentares ligados ao agronegócio têm dito que só o Brasil tem tanta floresta, que os países europeus já desmataram tudo e que o Código Florestal, lei que impõe a proprietários de terras o ônus da conservação em suas próprias fazendas, é uma "jabuticaba" --ou seja, uma entidade exótica que só existe no Brasil.
O estudo do Imazon mostrou que, entre os países analisados, apenas a Holanda acabou com todas as suas matas --e mesmo assim hoje tem 11% de cobertura florestal plantada.
A França detém 29% de seu território florestado (mais do que os Estados da mata atlântica brasileira), 90% disso com matas primárias ou regeneradas naturalmente.
Os EUA, que como o Brasil são um grande produtor de alimentos, têm 33% de suas florestas preservadas, e não tiveram um palmo de desmatamento desde 1950. Na Europa, na Índia e na China, as florestas aumentaram desde aquele ano.
"Há, sim, regras fortes para a manutenção de florestas nesses países, com imposições sobre as propriedades privadas", disse Adalberto Veríssimo, do Imazon, coautor do estudo.
Na França, por exemplo, qualquer desmatamento maior o que 4 hectares precisa de licenciamento. Nos EUA, a conversão de florestas nativas é proibida.
Segundo Veríssimo, todos os países analisados seguiram uma curva na qual o desmatamento começa por razões econômicas (madeira, terras ou combustível), a cobertura florestal declina até o "fundo do poço" e a floresta começa a retornar depois.
"No Brasil, a entropia gerada com o Código Florestal permite que a curva continue ladeira abaixo", disse.
AGENDA DO BOI
Segundo o pesquisador, os 56% de florestas que sobram no Brasil hoje deveriam ser considerados o "fundo do poço", ou o limite abaixo do qual não cabe mais desmatamento. "Se o Brasil fosse para 62% [de cobertura florestal], ainda sobraria um grande estoque de terras abertas."
Isso porque o grosso do desmatamento no país foi feito para a pecuária, que tem produtividade média de apenas 1,1 cabeça por hectare.
"Existe no debate do código uma contaminação da agenda da pecuária, que se impõe sobre dois setores competitivos, o de grãos e o de florestas plantadas, que não precisam do desmatamento para se expandir", afirmou Veríssimo.
Segundo ele, é possível triplicar a produtividade da pecuária no Brasil e ainda assim manter a carne barata, liberando áreas para a agricultura e a silvicultura.
O pecuarista Assuero Veronez, vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) diz que o estudo é "simplista". "O instituto da reserva legal na propriedade sem compensação ao produtor só existe no Brasil e, de uns tempos para cá, no Paraguai", disse. "Na França as restrições são muito menores."
Veronez concorda em que é possível ampliar a produtividade da pecuária, mas diz que, em alguns lugares, como o Acre, isso implica em um custo adicional que elimina a competitividade. "Você sai do mercado."
Segundo ele, a liberação de áreas de pasto para a agricultura é possível, mas não depende só da melhora dos pastos: "Existem questões de logística e de fontes de insumos", explica. "E transformar o pecuarista em agricultor não é fácil, a menos que você esteja na União Soviética, onde o governo determina e as pessoas têm de fazer."


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Green goal que nada! A FIFA só quer as verdinhas! Nada de social!


07/10/2011 - 07h18

Meia-entrada na Copa-2014 custa US$ 100 milhões



http://www1.folha.uol.com.br/esporte/986937-meia-entrada-na-copa-2014-custa-us-100-milhoes.shtml


A meia-entrada para idosos e estudantes em ingressos de jogos da Copa do Mundo de 2014 vai causar um prejuízo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões), segundo os cálculos da Fifa. A entidade já avisou o governo brasileiro que não aceita arcar com esse ônus.
A informação está na reportagem de Natuza Nery e Filipe Coutinho, com colaboração de Maria Clara Cabral. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O preço total do ingresso é uma polêmica que tende a crescer com a proximidade da Copa. Na média, os ingressos nos últimos dois Mundiais custaram cerca de US$ 135 o valor no Brasil poderia chegar a uma média de US$ 70 com a meia-entrada.
Mas há uma ala de deputados na Câmara que afirma que, após as negociações, a Fifa pode tornar os preços mais altos e proibitivos para o torcedor brasileiro. Pelo atual texto da lei da Copa, que ainda não foi discutido pelo Congresso, a Fifa tem a palavra final para decidir quanto custará o ingresso com ou sem meia-entrada.
Procurada pela Folha, a entidade não quis comentar as negociações com o governo federal e afirmou que ainda não definiu os preços dos ingressos para o Mundial.


Quem paga?

Fifa resiste à meia-entrada em ingressos da Copa por estimar perda de receita em R$ 180 milhões, enquanto Câmara estende benefício a estudantes

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0710201113.htm



NATUZA NERY
FILIPE COUTINHO

DE BRASÍLIA
A Fifa calculou que a meia-entrada para idosos e estudantes em ingressos de jogos da Copa do Mundo de 2014 vai causar um prejuízo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões) e já avisou o governo brasileiro que não aceita arcar com esse ônus.Na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff se encontrou na Bélgica com o secretário-geral da entidade máxima do futebol, Jérôme Valcke, para discutir impasses na legislação para a organização do Mundial -a chamada Lei Geral da Copa. A meia-entrada é um ponto de desacordo com o governo.A Fifa ganhou US$ 4,1 bilhões (R$ 7,3 bilhões) nos quatro anos da Copa de 2010, realizada na África do Sul.A maior parte do dinheiro veio do evento. No Brasil, a entidade espera ter uma receita um pouco maior.A federação já fechou 17 dos 20 contratos com patrocinadores para o Mundial.Dilma disse à Fifa que não poderia interferir na concessão da meia-entrada para estudantes no Brasil por se tratar de um benefício previsto em leis estaduais, posição que tira da esfera federal a responsabilidade de achar uma solução para o impasse.Mas a Câmara dos Deputados surpreendeu o governo ao aprovar anteontem o Estatuto da Juventude, que justamente torna a meia-entrada um benefício nacional para os estudantes de 15 a 29 anos. O Estatuto do Idoso já garante descontos iguais para pessoas acima de 60 anos.O ministro do Esporte, Orlando Silva, terá de negociar, ao mesmo tempo, com a Fifa e com seu partido, o PC do B.Ligada a associações de estudantes, a legenda articulou a aprovação do Estatuto na Câmara e fará, com outras siglas, pressão para aprovar a medida em caráter definitivo.Ontem, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), reconheceu ter sido um erro abrir a possibilidade de federalizar a meia-entrada. O deputado aposta na alteração da proposta, que ainda terá de passar pelo Senado."Se der meia-entrada para todo mundo, não vai ser mais meia, vai ser integral", disse ele, lembrando que o direito também vale para os idosos.A oposição brigará pelo benefício federal. O tema divide a base de apoio ao Planalto. "Sou do movimento estudantil, não temos como lutar contra isso", disse Renan Filho (PMDB-AL), presidente da comissão especial que analisará a Lei Geral da Copa.O preço total do ingresso é uma polêmica que tende a crescer com a proximidade da Copa. Na média, os ingressos nos últimos dois Mundiais custaram cerca de US$ 135 -o valor no Brasil poderia chegar a uma média de US$ 70 com a meia-entrada.Mas há uma ala de deputados na Câmara que afirma que, após as negociações, a Fifa pode tornar os preços mais altos e proibitivos para o torcedor brasileiro.Pelo atual texto da lei da Copa, que ainda não foi discutido pelo Congresso, a Fifa tem a palavra final para decidir quanto custará o ingresso -com ou sem meia-entrada.Procurada pela Folha, a entidade não quis comentar as negociações com o governo federal e afirmou que ainda não definiu os preços dos ingressos para o Mundial.Colaborou MARIA CLARA CABRAL, de Brasília





Parque da Água Branca, em SP, conclui obras com passarela


07/10/2011 - 10h40

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/987082-parque-da-agua-branca-em-sp-conclui-obras-com-passarela.shtml

CRISTINA MORENO DE CASTRO
DE SÃO PAULO




Quem for ao parque da Água Branca (região oeste de São Paulo) neste fim de semana já não encontrará mais as máquinas e operários que compuseram a paisagem do local por mais de um ano.

Veja imagens do parque da Água Branca
A ampla reforma, que custou R$ 14 milhões ao Estado, chegou ao fim ontem. O parque tem 137 mil m² e recebe 40 mil pessoas nos fins de semana e 7.000 em dias úteis. É um dos últimos redutos rurais na cidade, com 3.800 árvores e galinhas andando soltas pelas vias.
A última etapa da obra foi a construção de uma passarela de 200 metros com mirante e a reforma dos tanques no Bosque das Palmeiras, onde há duas nascentes.
Antes, outras mudanças já tinham sido entregues. Um grupo de frequentadores, que fundou o movimento SOS Parque da Água Branca, criticou o corte de arbustos, manutenção de pisos de concreto e descaracterização da arquitetura do parque --que é tombado-- na reforma de um portão.
Alessandro Shinoda/Folhapress
Obra no Parque da Água Branca terminou com entrega de passarela; veja fotos
Obra no Parque da Água Branca terminou com entrega de passarela; veja fotos
Para o promotor Washington Luis Lincoln de Assis, nenhuma obra feita no local descaracterizou o parque. A única mudança que ele contestou na Justiça foi a reforma dos pergolados --estrutura vazada sustentada por colunas--, que custaria R$ 2,6 milhões. O governo desistiu de executar a obra.
Assis propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta para que o Estado se comprometa com a recuperação de "pontos polêmicos", como o replantio de arbustos cortados para criar a Trilha do Pau-Brasil e a criação de um conselho gestor. O Estado tem até o início de dezembro para se manifestar, mas diz que já está implementando pontos do TAC.

Shopping vazio, sem "pum": Metano sob controle!



Prefeitura revoga interdição e Center Norte reabre nesta sexta-feira

Por risco de explosão, local instalou drenos de exaustão para gás após exigência da Cetesb

06 de outubro de 2011 | 20h 19
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,prefeitura-revoga-interdicao-e-center-norte-reabre-nesta-sexta-feira,782152,0.htm



Priscila Trindade e Marcela Bourroul Gonsalves - estadão.com.br
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo informou na noite desta quinta-feira, 6, que revogou interdição ao Complexo Center Norte, fechado devido a presença de gás metano no subsolo. A administração do shopping informou que o complexo abrirá normalmente nesta sexta-feira, 7.
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Center Norte já reabre nesta sexta-feira - Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
Center Norte já reabre nesta sexta-feira
O shopping foi interditado após a exigência para a instalação de um sistema emergencial de drenos para extração de gás ser atendida. Na quarta-feira, os técnicos da companhia realizaram uma vistoria na área do shopping e constataram que o sistema de 11 drenos verticais estava operando em sua totalidade.
Nesta quinta-feira, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) anunciou a suspensão da multa diária de R$ 17.450,00 imposta, desde 19 de setembro, ao shopping. Dos 27 poços monitorados, apenas dois acusaram pressão suficiente para a migração do metano ao ambiente interno do shopping, segundo a Cetesb.
A Cetesb, porém, continua com a determinação para que o Center Norte complemente as investigações em outras áreas do empreendimento, de 300 mil metros quadrados e 331 lojas, para se verificar a necessidade de ampliação do sistema de exaustão do metano.
O centro comercial também terá que complementar as investigações nas áreas do Lar Center e supermercado Carrefour.



06/10/2011 - 20h22

Após vistorias, shopping Center Norte reabre nesta sexta




http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986819-apos-vistorias-shopping-center-norte-reabre-nesta-sexta.shtml

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO


06/10/2011 - 20h22

Atualizado às 20h44.

Após vistoria realizada por representantes da prefeitura e do governo do Estado nesta quinta-feira, o shopping Center Norte (zona norte de São Paulo) foi liberado e informou que reabre nesta sexta (7), às 10h. O Lar Center e o Carrefour, no mesmo complexo, também voltam a funcionar.

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Agora, a prefeitura quer ser informada pela Cetesb (órgão ambiental paulista) sobre o monitoramento no shopping. Por meio de nota, a administração municipal informou que "a qualquer indício de que há risco para a população tomará as medidas cabíveis". O Center Norte tem 120 dias para regularizar sua situação.
Nesta quinta-feira, a Cetesb divulgou que suspendeu a multa diária de R$ 17.450 imposta ao shopping desde 19 de setembro. A companhia diz que considera atendida a exigência de instalação de um sistema emergencial de drenos para extração do gás metano do subsolo.
Segundo o órgão, dos 27 poços monitorados ontem, "apenas dois acusaram pressão suficiente para a migração do metano ao ambiente interno do shopping". A companhia afirma ainda que "se trata de uma primeira medição, sendo necessária sua continuidade para confirmar a eficiência e a eficácia do sistema implantado".
Na quarta-feira, o shopping divulgou que havia instalado 11 drenos integrados a nove máquinas a vácuo --um a mais que o previsto no acordo com o Ministério Público.





Apu Gomes/Folhapress



Segurança caminha pelo estacionamento vazio do shopping Center Norte; reabertura ocorre nesta sexta
Segurança caminha pelo estacionamento vazio do shopping Center Norte; reabertura ocorre nesta sexta

IMPASSE
O Center Norte foi construído sobre um antigo lixão, onde há atualmente altas concentrações do gás metano, que é inflamável. Para a Cetesb, havia risco de explosão.
O fechamento do centro de compras já tinha sido determinado pela prefeitura no último dia 26, quando a prefeitura multou o centro de compras em R$ 2 milhões e ordenou o fechamento em 72 horas, caso o shopping não cumprisse as exigências da Cetesb para drenar o gás de suas dependências.
Dois dias depois, o shopping firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público, se comprometendo a instalar oito novos drenos de gás em 20 dias. A prefeitura, no entanto, afirmou que a iniciativa era "insuficiente".
Na quinta-feira (29), a Justiça concedeu liminar para manter o Center Norte aberto. Mas na sexta (30), a Cetesb (órgão ambiental paulista) decidiu manter a multa diária de R$ 17.450 ao shopping, aplicada desde o dia 19 de setembro, por ainda não ter atendido às exigências feitas para instalação e operação do sistema de drenos.
Após recurso da prefeitura, a Justiça decidiu cassar a liminar (decisão temporária) que mantinha o shopping aberto.