quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lançada a cartilha “Roteiros” para promover a sustentabilidade do sector mobiliário

Lançada a cartilha “Roteiros” para promover a sustentabilidade do sector mobiliário

Folha da Europa

 

Autoria: Ana Ganhão (20-04-11)
No âmbito do Projecto Planet Design foi produzida a cartilha ''Roteiros'' (Roadmaps) para apoiar as empresas do sector mobiliário a alcançar os objectivos da eco-inovação.



Como resultado da segunda fase de pesquisa do projecto Planet Design, que envolve uma parceria de entidades Portuguesas (através da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários), Espanholas e Italianas foi produzida a cartilha Roteiros (Roadmaps) para empresas do sector mobiliário para alcançar os objectivos da eco-inovação.



O Planet Design tem o objectivo de revitalizar e potenciar a indústria do mobiliário através da inovação, estética e sustentabilidade ambiental.



A cartilha mostra diferentes direcções estratégicas que podem ser empreendedoras para as empresas de modo a alcançar os objectivos empresariais e ambientais em conjunto, para melhorar a competitividade obtendo sustentabilidade.



Com base em abordagens de eco-inovação (como os promovidos pelo OECD/2009 e pela UE Programa para a Competitividade e Inovação, 2007-2013), foram identificados seis roteiros diferentes de inovação, tais como:



• Selecção de materiais eco-inovadores

• Adoptar princípios de concepção ecológica

• Melhorar a sustentabilidade da unidade de produção

• Apresentação de estratégias orientadas para o mercado de rotulagem ecológica

• Em rede e parceria para a eco-inovação

• Re-oferta do serviço de elaboração do produto (Re-pensar o mercado)



Este livro contém uma descrição sintética de cada roteiro e as principais linhas de acção que podem ser activadas, incluindo estudos de casos e exemplos de boas práticas, bem como as ferramentas disponíveis e referências.



As empresas interessadas em receber a versão em Inglês da cartilha e nas actividades do projecto pode preencher o formulário de contacto no site do Planet Design e pedir os materiais.



As empresas interessadas em receber a versão em Inglês do livro poderão solicitá-lo à ANJE através do site do Projecto Planet Design, nesta página: http://www.planetdesignproject.org/pt/contact



Os interessados poderão aceder a informação adicional sobre esta iniciativa aqui http://www.planetdesignproject.org/pt








terça-feira, 19 de abril de 2011

Desafios e mudanças estão a caminho para o MDL

Desafios e mudanças estão a caminho para o MDL



18/4/2011 - 09h03


FONTE: http://envolverde.com.br/economia/desenvolvimento/desafios-e-mudancas-estao-a-caminho-para-o-mdl/
Autoria: por Fernanda B. Muller*, do CarbonoBrasil






O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo provavelmente terá um papel no período pós-2012, porém seu escopo deve ser reduzido e outras abordagens devem trazer oportunidades para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono.



Que muita coisa vai mudar no cenário internacional de créditos de carbono para projetos em países em desenvolvimento após 2012, com o término do período de compromisso do Protocolo de Kyoto e mudanças na aceitação dos créditos sob o esquema europeu de comércio de emissões (EU ETS), ninguém tem dúvida.



Porém, existem algumas certezas, sendo que a principal delas diz respeito aos tipos de projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo que não serão mais elegíveis durante a terceira fase do EU ETS, como os que envolvem os gases industriais HFC-23 e N2O de ácido adípico. Além disso, algumas restrições podem ser aplicadas de acordo com o país anfitrião do projeto.



Se um novo acordo internacional pós-2012 não for alcançado, apenas projetos de MDL registrados antes de 2013, implementados em países menos desenvolvidos ou nos países que tiverem acordo bilateral com a União Europeia (UE), devem ser elegíveis após 2013 no EU ETS, explicou o gerente regional da empresa First Climate, Joachim Sell, durante o evento Carbon Market Americas.



Sell acredita que as restrições devem segurar os preços das Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) mais altos por algum tempo, até que o limite de importação de RCEs para o EU ETS seja saturado e haja um excesso delas.



Muito se fala que desenvolvedores de projetos sob o MDL estão em uma corrida contra o tempo para registrar suas empreitadas antes do término de 2012, temendo uma restrição muito grande na elegibilidade dos projetos. Como o período de registro dos projetos sob o mecanismo é de cerca de um ano e meio, a janela de tempo é curta.



Um problema sério levantado pelos desenvolvedores se refere aos contratos para a venda de créditos de carbono pós-2012. Eles alegam que alguns compradores exigem cláusulas de elegibilidade, não se responsabilizando se determinados projetos não forem mais aceitos sob o MDL. Isto estaria inviabilizando a elaboração de muitas iniciativas que gerariam créditos a partir de 2013.



Compradores como a Gazprom, empresa russa que é a maior exportadora de gás natural do mundo, alegam que os contratos pós-2012 têm cláusulas de elegibilidade, porém determinam um preço fixo pago, mesmo se o projeto não for mais elegível. Este valor é definido dependendo do projeto e seu risco inerente.



Philip Hauser, vice-presidente de mercados de carbono na América Latina da GDF Suez, comentou que, em um caso similar, a empresa tem como piso € 8/tonelada de CO2e.



Preferência dos compradores



Quem busca créditos MDL atualmente tem uma série de preocupações relacionadas a todo este panorama de incertezas pós-2012.



Núbia Perez, originadora de projetos de energias limpas da Gazprom comentou que o volume de RCEs geradas por um projeto é um critério muito importante.



Ela argumenta que o fechamento de um contrato, chamado ERPA (Emissions Reduction Purchase Agreenment), é extremamente demorado, portanto quanto maior o volume de RCEs, melhor.



A data (ou expectativa) de registro, tipo e país dos projetos, aumento, ou não, da meta de redução das emissões da UE, destino da energia nuclear, recuperação econômica, meta de eficiência energética da UE, demanda japonesa e o tipo de mecanismo a ser adotado a partir de 2013 são elementos fundamentais considerados pelos compradores que têm metas compulsórias a cumprir, segundo Francisco Grajales Craviotto, gerente regional da companhia holandesa Vattelfall Energy Trading.



Tudo se resume à quantidade de risco embutida em um projeto, seja referente a sua elegibilidade pós-2012 por tipo de projeto ou país anfitrião, ou ainda às inúmeras questões de demanda em nível internacional, que pode aumentar ou diminuir, dependendo das políticas de países como o Japão, Estados Unidos e Austrália.



O cenário mais provável para a União Europeia é uma meta de 25% de redução das emissões, o que resultaria em uma demanda de três gigatoneladas em créditos de compensação (RCEs e ERUs) até 2020 versus a oferta de 2,8 Gt, segundo estimativas da Point Carbon.



A consultoria prevê preços em média 25% menores do que os valores das EUAs, com as RCEs secundárias podendo alcançar € 20 em 2014 e € 25 em 2020.



Bola de cristal



A impressão geral é que é difícil prever o que acontecerá com o MDL após 2012. Entretanto, projetos de sucesso envolvendo uma economia mais limpa em países em desenvolvimento devem ter um cenário favorável depois de 2012, mesmo com a restrição do MDL.



Nelson Sam, diretor global de serviços de consultoria da Point Carbon acredita que o futuro do MDL envolve projetos de eficiência energética, renováveis e resíduos.



“Temos que aprender com o MDL, mas precisamos de algo novo”, disse Philip Hauser da GDF Suez durante o Carbon Market Americas, evento realizado em São Paulo, entre 4 e 7 de abril.



“O MDL levantou muito interesse, as pessoas olharam para projetos que nunca considerariam, além de atrair as empresas para tentar e criar infraestrutura, o que torna difícil é o enorme risco regulatório”, completou Hauser.



Dentre os mecanismos que devem trabalhar em conjunto com o MDL, suprindo a demanda por investimentos nos países em desenvolvimento, estão dois importantes caminhos em discussão no âmbito internacional: a abordagem setorial e a implementação das NAMAs.



A abordagem setorial, que evoluiu nas negociações para fazer parte do debate mais amplo das NAMAs, estabeleceria linhas de base padronizadas para as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) por setores econômicos, como a aviação internacional ou o transporte marítimo.



As NAMAs, na sigla em inglês, são as Ações Nacionais de Mitigação Apropriadas às realidades Nacionais. Definidas no parágrafo 1(b) (ii) do Plano de Ação de Bali, são um conjunto de medidas de caráter político, regulatório ou financeiro que devem ser definidas por países em desenvolvimento com o objetivo de mitigar as mudanças climáticas de maneira consistente com as circunstâncias nacionais e com as responsabilidades históricas. Elas devem ser mensuráveis, reportáveis e verificáveis por outros países.



Existem três tipos de NAMAs em discussão, unilateral (ações dos próprios países em desenvolvimento), com auxílio dos países do Anexo I, e uma abordagem setorial que geraria créditos. As duas primeiras visam ao corte de emissões de modo que não possam ser utilizadas na forma de compensação de carbono por países do Anexo I (do Protocolo de Kyoto), como ocorre atualmente com o MDL, onde os créditos de emissão podem ser comercializados no mercado.



Entre os diversos tipos de ações apoiadas pelas NAMAs está o desenvolvimento de pesquisas e projetos-piloto, a definição, implantação e imposição de regulamentações, capacitação, incentivos financeiros e campanhas de conscientização.



As NAMAs diretamente apoiadas por países desenvolvidos devem ter um papel significativo tanto dentro quanto fora do processo da ONU, evoluindo no futuro para NAMAs com mecanismos de creditação na opinião de Nelson Sam.



A creditação setorial provavelmente terá um papel mais significativo em ações bilaterais, não tanto dentro do processo da ONU devido à demanda limitada e às complexidades na implantação, acredita Sam.



“A mensagem constante é que seja criado um quadro regulatório local”, explica Sam, onde as empresas trabalhem em conjunto com o governo, definindo a melhor abordagem para avançar e preencher o buraco de recursos financeiros.



O próximo passo “é iniciar pilotos bilaterais fast track de novos tipos de ações, apoio, mensuração, relato e verificação para auxiliar as negociações internacionais”, completou.



No momento, não existem NAMAs estabelecidas para tomar como foco e as oportunidades para o setor privado surgem com a identificação das necessidades individuais de cada esquema novo emergente. No caso das NAMAs do México, se percebeu um déficit financeiro e tecnológico que então pôde ser atendido pela iniciativa privada, comentou Sam.



As NAMAs mexicanas focam muito em programas de eficiência energética nas residências para controlar as emissões face a uma população crescente, explicou ele.



Em dezembro de 2009, o governo brasileiro lançou uma comunicação referente às suas NAMAs voluntárias sob a Convenção do Clima, estabelecendo uma meta de redução das emissões de GEEs entre 36,1% e 38,9% em comparação com as projeções para 2020.



As NAMAs brasileiras que determinam a meta de emissões são do tipo unilaterais, porém parte da sua estratégia também está condicionada ao apoio de países do Anexo I.



Para garantir a mitigação efetiva das emissões de GEEs, Philip Hauser sugere que seja garantida uma interação harmônica entre as NAMAs e um MDL expandido e revisado. Isto poderia oferecer incentivos imediatos, recuperar a credibilidade e eficiência do MDL e construir a confiança e experiência em relação aos mecanismos de mercado.



* Publicado originalmente pelo Instituto Carbono Brasil.



(CarbonoBrasil)

VIRADA CULTURAL SUSTENTÁVEL

VIRADA CULTURAL SUSTENTÁVEL



3.300 pessoas trabalharam no recolhimento do lixo



http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1


Prefeito parabeniza população por colaborar para o sucesso da 7ª edição da Virada Cultural


19 de Abril de 2011 - 10:35

Autoria e fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=43980


O prefeito de São Paulo destacou a grande participação popular, onde mais de 4 milhões de expectadores prestigiaram as atrações oferecidas durante as 24 horas ininterruptas de atrações. O prefeito também ressaltou a mobilização da população que contribuiu para manter a cidade limpa.




O prefeito de São Paulo fez nesta segunda-feira (18/4)hoje um balanço positivo sobre a 7ª edição da Virada Cultural, encerrada no último domingo (17/4). Nesta segunda-feira, o chefe do Executivo Municipal destacou a grande participação popular, onde mais de 4 milhões de expectadores prestigiaram as atrações oferecidas durante as 24 horas ininterruptas de atrações. O prefeito também ressaltou a mobilização da população que contribuiu para manter a cidade limpa e colaborou com a operação especial de zeladoria que foi montada, com 4.900 lixeiras espalhadas pelas ruas da Região Central.



“A edição de 2011 da Virada foi maravilhosa. Novamente, ela se superou. Mais de 4 milhões de pessoas compareceram aos shows. Elas participaram ativamente da Virada ao corresponder com nossos apelos com relação à limpeza. A população contribuiu para o sucesso do evento. Por tudo isso, queria cumprimentá-la”, disse o prefeito.



A Virada Cultural deste ano, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, contou com o apoio das Secretarias Municipais de Coordenação das Subprefeituras, de Serviços, de Segurança Urbana, de Transportes, de Educação e também da Polícia Militar, para a realização de serviços especiais de fiscalização, limpeza e segurança.



O evento reuniu artistas de diversos gêneros e público igualmente heterogêneo. A abertura aconteceu na noite de sábado, 16, com apresentações como a do mexicano Armando Manzanero no palco São João, Rita Lee na Praça Julio Prestes e o Balé da Cidade de São Paulo no palco da Estação da Luz. Alguns locais registraram durante todo o evento grande público em todas as apresentações, como o da República e São João. A apresentação que marca o retorno da banda dos anos 80 RPM teve mais de 70 mil pessoas no Palco Julio Prestes e encerrou as atividades daquele palco.



O palco da República recebeu, às 22h, Fred Wesley and The New JBs e na sequência, Toni Tornado e Dom Salvador, uma das dobradinhas com maior público do evento. Os jamaicanos do Skatalites apresentaram o reggae de raiz às 23h, sendo ovacionado pelo público presente. Erasmo Carlos, no Largo do Arouche e o show de Paulinho da Viola, no palco da República, encerraram a festa com estilos bastante diferentes e a plateia lotada.



Zeladoria



De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços, das 18 horas de sábado (16/4) às 6 horas de segunda (18), foram recolhidas 300 toneladas de lixo - das quais 10 toneladas de material reciclável - nos cerca de 15 quilômetros de vias onde as atividades foram realizadas. As equipes de varrição colheram 190 toneladas, enquanto 100 toneladas foram recolhidas por comerciantes e barracas credenciadas.



“Esses números demonstram a clara diferença entre a Virada deste ano com relação a edições anteriores, mostrando o quanto foi importante a participação da população”, destacou o prefeito, que já vislumbra a próxima edição. “A partir de agora, vamos começar a se preparar para a oitava edição da Virada, no ano que vem”.



Infrações e multas



Nas diversas ações de fiscalização e limpeza durante o período da Virada, foram feitas mais de 3.100 apreensões de mercadorias de ambulantes ilegais, com aproximadamente 31 toneladas. Neste ano a Subprefeitura Sé recebeu o reforço de equipes de fiscalização (agentes vistores e agentes de apoio) das Subprefeituras Vila Mariana, Pinheiros, Santana e Butantã, atuando em conjunto com mais de 1.500 guardas civis metropolitanos (GCMs).



Foram fechados 23 estabelecimentos por desvirtuamento da licença de funcionamento, por estarem vendendo bebidas alcoólicas e mais dois locais por distribuição e abastecimento clandestinos de bebidas alcoólicas. Além disso, duas bancas de jornais, nas proximidades da Praça da República, foram flagradas vendendo bebidas alcoólicas. Pelo mesmo motivo foram apreendidos também três veículos - duas kombis e um caminhão.



Já o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) aplicou 14 multas durante a Virada: cinco por conta de despejo de resíduos fora de horário de coleta; quatro por descarte irregular em via pública; três por lixo em local inadequado; e duas a grandes geradores em condição irregular.



Virada Sem Lixo



Uma equipe de 3.300 pessoas trabalhou no recolhimento do lixo, utilizando 40 contêineres e 299 caminhões e equipamentos. A campanha conquistou a colaboração da população também com adesivos educativos, com cartazes fixados nas 155 barracas de alimentos e com mensagens sonoras veiculadas nos intervalos dos shows e apresentações. Até mesmo os artistas ajudaram na conscientização por uma Virada mais limpa.

O público de mais de 4 milhões de pessoas colaborou com a operação de coleta




Das 4.900 lixeiras instaladas, 1.300 são permanentes e foram fixadas nos postes, 2.500 de papelão e 800 de arame. Amarrados aos postes, 300 carrinhos daqueles utilizados pelos garis também serviram de coletor. Toda a operação de coleta e limpeza mobilizou 40 contêineres de 1.200 litros, 76 caminhões carroceria, 30 caminhões compactadores, 66 caminhões antares, 60 caminhões pipa, seis caminhões gaiola, 11 coletores Iveco e 10 mini coletores.



Alimentação



Mais de 140 vagas foram disponibilizadas para comerciantes de salgados, yakisoba, caldo de cana, coco, tapioca, saladas de frutas e pastéis. As barracas de pastéis contaram com a participação dos finalistas e vencedores da última edição do concurso "Melhor Pastel de São Paulo", de 2010, sendo dois representantes por região.



As maiores praças de alimentação de foram instaladas na Praça da República, no Largo do Arouche, Vale do Anhangabaú e na Praça Princesa Isabel. A seleção dos comerciantes autorizados a comercializar produtos durante a Virada Cultural foi feita através de edital de chamamento público (nº 001/SMSP/ABAST/2001), para feirantes e permissionários dos mercados e sacolões municipais.









Itaquerão e green goal

Convênio entre Prefeitura e Estado concede R$ 478 milhões para obras estruturais na Zona Leste




 
O acordo firmado entre a Prefeitura e o Governo Estadual prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e o Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera. As obras beneficiarão a população local e os visitantes durante a Copa do Mundo de 2014, uma vez que o futuro estádio do Corinthians será construído no local.





A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado firmaram na manhã desta segunda-feira (18/4), no Palácio dos Bandeirantes, o convênio que prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e o Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera. As obras, idealizadas pelo Plano Municipal de Desenvolvimento da Zona Leste, beneficiarão a população local e os visitantes durante a Copa do Mundo de 2014, uma vez que o futuro estádio do Corinthians - a alternativa paulistana para receber a abertura do Mundial - será construído no local.



O prefeito de São Paulo destacou a importância da parceria e dos benefícios que ela trará para a Zona Leste. “Esse é um importante momento para a Cidade e o Estado. A Prefeitura e o Governo do Estado estão trabalhando juntos. Teremos a oportunidade de oferecer à Fifa o que há de melhor no Brasil. Queremos realizar uma excelente festa de abertura no futuro estádio de Itaquera, o estádio do Corinthians, na Zona Leste", explicou o prefeito.



Após a assinatura do convênio, começam a ser elaborados os projetos para as intervenções. O prazo para conclusão é junho de 2013, antes do início da Copa das Confederações. Estão envolvidos no programa as secretarias estaduais de Planejamento e Desenvolvimento Regional, de Logística e Transportes; e as secretarias municipais de Planejamento, Orçamento e Gestão, de Desenvolvimento Urbano, de Infra-Estrutura Urbana e Obras, de Transportes e de Verde e Meio Ambiente.



O valor estimado das obras é de aproximadamente R$ 478 milhões - cerca de R$ 346 milhões investidos pelo Estado e em torno de R$ 132 milhões de responsabilidade da Prefeitura. “Todo esse investimento anunciado hoje é fundamental para a continuidade do desenvolvimento da Zona Leste e também ajudará a viabilizar a infra-estrutura no entorno do futuro estádio do Corinthians”, disse o prefeito, ressaltando que as intervenções não estão sendo feitas devido à construção da arena. “Essas obras já estavam nos nossos planos antes da escolha do Brasil como sede da Copa”.



Estão inseridas no plano as seguintes obras: novas alças de ligação no cruzamento das avenidas Jacu Pêssego e José Pinheiro Borges (Nova Radial); nova avenida de ligação Norte-Sul, no trecho entre a Avenida Itaquera e a Nova Radial, incluindo as transposições em desnível sobre as linhas do Metrô e da CPTM; avenida articulando a ligação Norte-Sul com a Avenida Miguel Inácio Curi; passagem em desnível na Rua Dr. Luis Aires (Radial Leste), no trecho em frente às estações do Metrô e da CPTM; e adequação viária no cruzamento das avenidas Miguel Inácio Curi e Engenheiro Adervan Machado.



Diante das diversas intervenções, o governador Geraldo Alckmin acredita num amplo desenvolvimento da região de Itaquera. “O convênio é um passo super importante para a Zona Leste. Um investimento de quase meio bilhão de reais que vai beneficiar a Cidade. São obras definitivas e permanentes para uma região que possui uma população de 4 milhões, maior do que a existente no Uruguai. E o Pólo Institucional será importante para a Cidade e a Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou.



Já o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, teceu elogios ao plano realizado pela Administração Municipal. “A região de Itaquera deve ser incentivada através do plano de desenvolvimento estratégico elaborado pela Prefeitura. O prefeito apresentou a proposta, o Governo do Estado topou, e assinamos esse convênio para que nós possamos sediar a abertura da Copa de 2014 no estádio de Itaquera”.



O Pólo Institucional de Itaquera



Um dos grandes projetos da Prefeitura para a Zona Leste é a implantação do Pólo Institucional Itaquera. A área conta com grande oferta de glebas públicas desocupadas, em área de privilegiada acessibilidade. Está sendo desenvolvido programa para implantação de equipamentos públicos, para atendimento direto às demandas da região, a serem viabilizadas por meio de parcerias com instituições públicas e privadas. Seu principal objetivo é constituir um pólo educacional voltado à formação e capacitação profissional, além de prever outros equipamentos complementares, que irão estimular ainda mais a geração de empregos e a atividade econômica da região.



O projeto também contempla a adequação do sistema viário do entorno, compatibilizando elementos de escala local, regional e metropolitana, buscando promover uma ocupação confortável para o pedestre e priorizando a acessibilidade por transporte público coletivo de massa (Metrô e CPTM). Equipamentos previstos: Fórum Judiciário; Rodoviária; Fatec / Etec; SENAI; Incubadora e Laboratórios; Centro de Convenções e Eventos; Polícia Militar e Bombeiros; Obra Social Dom Bosco; Parque Linear Rio Verde.



Encontro com dirigentes de futebol



Antes da assinatura do convênio que prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e do Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera, o prefeito e o governador se reuniram com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, e representantes dos 20 clubes que disputam o Campeonato Paulista de Futebol da Série A-1. O encontro visou estreitar as relações entre o Poder Público e a entidade máxima do futebol estadual.







I Congresso de Áreas Verdes: 27, 28 e 29 de Outubro de 2011

I Congresso de Áreas Verdes



Florestas Urbanas



27, 28 e 29 de Outubro de 2011.



Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente 







INSCRIÇÕES ABERTAS PARA ENTREGA DOS TRABALHOS







PÚBLICO ALVO:



A apresentação dos trabalhos á aberta a qualquer pessoa atuante na área temática do Congresso.







TEMAS:



A Floresta Urbana enquanto Patrimônio



Gestão da Floresta Urbana



Floresta Urbana e Sociedade







MODALIDADES DE APRESENTAÇÃO:



Comunicação Oral



Oficina



Painel







CRONOGRAMA:



Data de entrega dos trabalhos, em formato artigo, juntamente com a ficha de inscrição:



de 18/abril a 17/junho de 2011, até às 16:00 horas.



Divulgação dos inscritos: a partir de 25/junho de 2011.



Divulgação dos selecionados: a partir de 12 de agosto de 2011.







LOCAL DO EVENTO: Parque Ibirapuera, Porão das Artes, Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Bienal, Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 3.







INSCRIÇÕES GRATUITAS:



Para maiores informações vide Edital completo publicado no DOC de 13/04/2011, páginas 29 e 30.


http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1


http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1













COMISSÃO ORGANIZADORA DO I CONGRESSO DE ÁREAS VERDES.



Instituída através da Portaria n. ° 34/SVMA.G. /2011.

1o Inventario de Emissoes Antropicas de Gases de Efeito Estufa Diretos e Indiretos do Estado de Sao Paulo: Período 1990 a 2008

segunda-feira, 18 de abril de 2011

NOVA LUZ NO IBIRAPUERA - ILUMINAÇÃO LED

NOVA LUZ NO IBIRAPUERA



São Paulo, sábado, 16 de abril de 2011

Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1604201128.htm


O parque Ibirapuera, na zona sul, vai ganhar nova iluminação noturna ainda neste ano.

As obras para a mudança dos postes já começaram -os atuais têm de 10 a 20 m de altura e serão trocados por outros mais baixos, com até 7 m.

As lâmpadas serão de LED, que consomem 50% menos e distribuem melhor a energia.

Segundo o Departamento de Iluminação Pública, a vida útil dessa lâmpada é maior, o que diminui a manutenção.

O custo da mudança é superior a R$ 3 milhões, bancado pela AES Eletropaulo -faz parte de contrapartida referente a acordo de pagamento de dívida com a prefeitura.

O Ibirapuera fica aberto das 5h à meia-noite.


IBIRAPUERA 2


A revitalização da ciclovia do Ibirapuera, que começou em outubro, foi concluída.

Além do recapeamento da via, de 3.000 metros quadrados, houve readequação de sarjetas e da drenagem e pintura e sinalização horizontal.

Foram implantados jatos d'água refrescantes e os chamados "bike fresh", com ar pressurizado. A obra foi custeada pela Volkswagen. No total, a reforma da ciclovia e das vias laterais custou cerca de R$ 4 milhões.



Superplásticos naturais: 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente

Superplásticos naturais

13/4/2011

Pesquisadores da Unesp desenvolvem nova geração de plásticos a partir de fibras naturais extraídas de resíduos agroindustriais. Trabalho atrai a atenção da indústria automobilística




Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13725/superplasticos-naturais.htm

Autoria: Por Elton Alisson



Agência FAPESP – De resíduos agroindustriais saem fibras que poderão dar origem a uma nova geração de superplásticos. Mais leves, resistentes e ecologicamente corretos do que os polímeros convencionais utilizados industrialmente, as alternativas vêm sendo pesquisadas pelo grupo coordenado pelo professor Alcides Lopes Leão na Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu.



Obtidas de resíduos de cultivares como o curauá (Ananas erectifolius) – planta amazônica da mesma família do abacaxi –, além da banana, casca de coco, sisal, o próprio abacaxi, madeira e resíduos da fabricação de celulose, as fibras naturais começaram a ser estudadas em escalas de centímetros e milímetros pelo professor Lopes Leão e colegas no início da década de 1990.



Ao testá-las nos últimos dois anos em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro), os pesquisadores descobriram que as fibras apresentam resistência similar às fibras de carbono e de vidro. E, por isso, podem substituí-las como matérias-primas para a fabricação de plásticos. O resultado são materiais mais fortes e duráveis e com a vantagem de, diferentemente dos plásticos convencionais originados do petróleo e de gás natural, serem totalmente renováveis.



“As propriedades mecânicas dessas fibras em escala nanométrica aumentam enormemente. A peça feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente”, disse Lopes Leão à Agência FAPESP.



Em testes realizados pelo grupo por meio de um acordo de pesquisa com a Braskem, em que foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno fabricado pela empresa, o material apresentou aumento de resistência de mais de 50%.



Já em ensaios realizados com plástico injetável utilizado na fabricação de para-choques, painéis internos e laterais e protetor de cárter de automóveis, em que foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, as peças apresentaram maior resistência e leveza do que as encontradas no mercado atualmente, segundo o cientista.



“Em todas as peças utilizadas pela indústria automobilística à base de polipropileno injetado nós substituímos a fibra de vidro pela nanocelulose e obtivemos melhora das propriedades”, afirmou.



Além do aumento na segurança, os plásticos feitos de nanofibras possibilitam reduzir o peso do veículo e aumentar a economia de combustível. Também apresentam maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.



“Por enquanto, estamos focando a aplicação das nanofibras na substituição dos plásticos automotivos. Mas, no futuro, poderemos substituir peças que hoje são feitas de aço ou alumínio por esses materiais”, disse Lopes Leão.



Por meio de um projeto apoiado por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, a fibra de curauá passou a ser utilizada no teto, na parte interna das portas e na tampa de compartimento da bagagem dos automóveis Fox e Polo, fabricados pela Volkswagen.



Outras indústrias automobilísticas já manifestaram interesse pela tecnologia, segundo Lopes Leão. Entre elas está uma empresa indiana, cujo nome não foi revelado, que tomou conhecimento da pesquisa após ela ser apresentada no 241º Encontro e Exposição Nacional da Sociedade Norte-Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), que ocorreu no final de março em Anaheim, nos Estados Unidos.



Fibras mais promissoras



Segundo o coordenador da pesquisa, além da indústria automobilística as nanofibras podem ser aplicadas em outros setores, como o de materiais médicos e odontológicos.



Em um projeto realizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, os pesquisadores pretendem substituir o titânio utilizado na fabricação de pinos metálicos para implantes dentários pelas nanofibras.



Em outro projeto desenvolvido com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, o grupo utiliza as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal.



Em testes de biocompatibilidade in vivo, realizados com ratos, os animais sobreviveram por seis meses com o material. “Nenhuma pesquisa do tipo tinha conseguido atingir, até então, esse resultado”, afirmou Lopes Leão.



Por meio de outros projetos financiados pela FAPESP, o grupo da Unesp também está estudando a utilização de fibras naturais para o desenvolvimento de compósitos reforçados e para o tratamento de águas poluídas por óleo.



De acordo com o coordenador, entre as fibras de plantas, as do abacaxi são as que apresentam maior resistência e vocação para serem utilizadas na fabricação de bioplásticos.



Dos materiais, o mais promissor é o lodo da celulose de papel, um resíduo do processo de fabricação que as indústrias costumam descartar em enormes quantidades e com grandes custos financeiros e ambientais em aterros sanitários.



Para utilizar esse resíduo como fonte de nanofibras, Lopes Leão pretende iniciar um projeto de pesquisa com a fabricante de papel Fibria em que o lodo da celulose produzido pela empresa seria transformado em um produto comercial. “É muito mais simples extrair as nanofibras desse material do que da madeira, porque ele já está limpo e tratado pelas fábricas de papel”, disse.



Para preparar as nanofibras, os cientistas desenvolveram um método em que colocam as folhas e caules de abacaxi ou das demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão.



O “molho” resultado dessa mistura é formado por um conjunto de compostos químicos e o cozimento é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Um quilograma do material pode produzir 100 quilogramas de plásticos leves e super-reforçados.





Tecnologias limpas: AIE quer políticas mais agressivas

Tecnologias limpas: AIE quer políticas mais agressivas


http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/04/tecnologias-limpas-aie-quer-politicas-mais-agressivas/10774




Da Agência Ambiente Energia - Da Agência Ambiente Energia – O Relatório de Progresso de Energia Limpa (Clean Energy), publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) neste mês de abril, traz uma mensagem bem direta: é preciso ser mais agressivo na adoção de políticas e incentivos para o aumento das tecnologias limpas na matriz energética mundial. Segundo a agência, apesar da evolução destas fontes, nos últimos anos a demanda por combustíveis fósseis ofuscou este crescimento. Por exemplo, o carvão atendeu 47% da demanda por eletricidade global na última década, superando os esforços para implantação de fontes renováveis de energia e projetos de eficiência energética.



Para o embaixador Richard Jones, vice-diretor executivo da IEA, a dependência mundial de combustíveis fósseis ameaça a sustentabilidade ambiental. “Vários países têm demonstrado que é possível a rápida transição para as tecnologias limpas, e que isso pode ser feito de baixo para cima. É preciso políticas efetivas que respondam aos sinais do mercado”, comentou o executivo.



O Clean Energy Relatório apresenta um panorama da evolução das políticas, dos gastos públicos em pesquisa, desenvolvimento e implantação de tecnologias limpas, incluindo as energias renováveis, eficiência energética, veículos elétricos, a energia nuclear, biocombustíveis e captação e armazenamento de CO2 (CCS). O documento destaca que o apoio político levou ao aumento do uso das tecnologias limpas.



O relatório cita a energia solar e eólica como duas áreas em que notáveis ​​desenvolvimentos foram feitos. “No caso da energia solar, pelo menos dez países agora têm grandes mercados domésticos, contra apenas três em 2000″, aponta a publicação. “A energia eólica também experimentou crescimento significativo na última década, chegando a uma capacidade instalada no final de 2010 de cerca de 194 gigawatts, mais de dez vezes os 17 gigawatts do final de 2000″, acrescenta.



Segundo a publicação, a geração de eletricidade renovável desde 1990 cresceu, em média, 2,7% ao ano, contra evolução de 3% verificada na geração de eletricidade total. Ainda de acordo com a IEA, para alcançar a meta de reduzir pela metade as emissões globais de CO2 até 2050 será necessária a duplicação do consumo total de geração renovável em 2020, a partir do nível de hoje

domingo, 17 de abril de 2011

Dia 14 de abril - Dia Internacional do Café






Dia Internacional do Café: Cooperação internacional está presente nas pesquisas em café




Qui, 14 de Abril de 2011 15:23

Autoria e fonte: http://www.sapc.embrapa.br/index.php/principal/dia-internacional-do-cafe-cooperacao-internacional-esta-presente-nas-pesquisas-em-cafe



Dia 14 de abril é o Dia Internacional do Café. A Embrapa Café, coordenadora do Programa de Pesquisa Café, comemora a data fazendo um apanhado dos principais projetos em andamento que têm parcerias estratégicas com países em todo o mundo.



“O Programa Pesquisa Café, executado pelo Consórcio Pesquisa Café que reúne instituições de pesquisa, desenvolvimento, ensino e extensão brasileiras, nasceu genuinamente brasileiro. Intacta em sua natureza nacional, o programa hoje possui vários trabalhos em colaboração com instituições na África, Europa e América Latina. Além disso, os pesquisadores de café brasileiros têm visitado e recebido delegações de vários países, como Timor Leste, Zimbábue, Equador, El Salvador e Angola, para troca de conhecimentos mútuo e agregação de valor à cafeicultura”, informa a gerente geral da Embrapa Café, Mirian Eira.



Esse é o caso do projeto da Embrapa Café de cooperação internacional com a Venezuela. Já foram realizadas ações de prospecção e diagnóstico da cafeicultura local prevista no projeto “Produção de Mudas e Beneficiamento Ecológico de Café”. O projeto é parte do Acordo Básico de Cooperação Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, assinado em 2007, que contempla ainda outras culturas. A coordenação é da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa – SRI e o financiamento da Agência Brasileira de Cooperação – ABC. O objetivo é contribuir para a organização de comunidades cafeicultoras por meio do uso de tecnologias agroecológicas para a produção de mudas de variedades melhoradas e do beneficiamento ecológico em pequena escala.



Entre as primeiras ações previstas, estão a transferência de material genético e a capacitação de multiplicadores em propagação e técnicas de boas práticas agroecológicas para manejo da lavoura e pós-colheita, tratos culturais e controle de pragas e doenças. A Embrapa Café também vai auxiliar no planejamento experimental para verificar quais variedades são mais adequadas para gerar alternativas tecnológicas que melhorem o quadro da cafeicultura local. Outra ação prevista é a sensibilização de produtores e técnicos para percepção da qualidade em café, um bem precioso hoje em dia para a sustentabilidade do negócio café em qualquer lugar do mundo.



Para a Embrapa, o projeto traz como benefícios o fortalecimento das relações internacionais Brasil-Venezuela e a troca de material genético, variedades de café adaptadas ao sistema produtivo sombreado orgânico/agroecológico. Segundo Paulo César Afonso Junior, gerente adjunto técnico da Embrapa Café, essa troca poderá contribuir para o desenvolvimento de novas cultivares tolerantes a temperaturas mais elevadas e à deficiência hídrica.



Ainda são exemplos de pesquisas realizadas em parcerias internacionais no âmbito do Programa Pesquisa Café o projeto em conjunto com Portugal e França, países com trabalhos reconhecidos na área do café.



O pesquisador da Embrapa Café, Carlos Henrique de Carvalho, participou de um projeto de pesquisa em conjunto com o Centro Internacional da Ferrugem do Cafeeiro (CIFC). Foram estudadas as raças de ferrugem que vinham atacando plantações de café no sul de Minas. Segundo o pesquisador, “o trabalho trouxe muitas contribuições para a pesquisa brasileira, uma vez que a instituição portuguesa é especialista na pesquisa da doença”.



Em Portugal, a pesquisa da ferrugem enfrenta menos dificuldades, pois a região não é produtora, portanto, o estudo da doença não representa riscos para o País, como representaria para o Brasil, com vastas plantações em diferentes estados. “Nós coletávamos o material contaminado e mandávamos para que eles fizessem a análise, identificando as raças de ferrugem, se eram as já existentes ou novas espécies. As descobertas ajudaram bastante na geração de mais conhecimento sobre a doença. Essa parceria da Embrapa Café pode ser um trabalho contínuo, aproveitando a especialidade dos portugueses na área e a necessidade de cuidado constante com as plantações brasileiras”, detalha Carlos Henrique.



A parceria com o CIFC vem trazendo excelentes resultados também para os trabalhos de melhoramento genético e biotecnologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), de acordo com os pesquisadores da Embrapa Café Antonio Carlos Baião de Oliveira e Eveline Teixeira. Os estudos da interação entre o patógeno causador da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastratrix) e a planta de café levaram ao desenvolvimento de cultivares resistentes a essa doença.



A Embrapa Café mantém parceria estabelecida há três anos com a Fundação Procafé e com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, trata do desenvolvimento de um protocolo para produção em larga escala de mudas clonais do Coffea arabica. O pesquisador Carlos Henrique Carvalho ressalta os bons resultados alcançados. “O protocolo desenvolvido já vem sendo testado com sucesso”.



Em parceria com o Cirad da França, o pesquisador Luiz Filipe Protásio Pereira inicia, este ano, outro projeto de pesquisa. O pesquisador conta que esta não é a primeira vez que uma parceria entre a Embrapa Café, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, e o Cirad ocorre. “Vários projetos e publicações nos últimos dez anos foram frutos dessa parceria”, diz. Só Luiz Filipe já contabiliza cerca de sete publicações científicas de relevância na área resultado dessa parceria com o centro de pesquisa francês. “São trabalhos técnicos e científicos que geram conhecimento e tecnologias para o agronegócio café brasileiro”, enfatiza.



O novo projeto, iniciado este ano, prevê viagens de cooperação técnica e envio de bolsistas entre Brasil e França com o objetivo de promover esforços para analisar a diversidade e a estrutura de recursos genéticos de Coffea arabica oriundos da Etiópia, para fornecer subsídios aos programas de melhoramento do cafeeiro.



Já o projeto dos pesquisadores da Embrapa Café Aymbiré Fonseca e Maria Amélia Ferrão, realizado em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e com a Nestlé, desde 2004, se concentra na análise da qualidade de variedades clonais do café conilon no Espírito Santo. Em sua segunda fase, está buscando aumentar a qualidade das variedades utilizadas pela indústria de café solúvel.



A partir de cinco variedades clonais, foram definidos os materiais de melhor qualidade para a produção de café solúvel. Dessa forma, a produção de conilon no estado teria quantidade agregada à qualidade do produto. “A pesquisa começou a partir de dúvidas sobre a qualidade do café conilon. Hoje sabemos que todas as variedades têm qualidade, mas observamos que umas variedades continham alguns materiais mais interessantes para a produção do que outros”, explica o pesquisador Aymbiré Fonseca. Um dos resultados dessa pesquisa, segundo ele, é demonstrado pelo aumento de mais de 200% da produtividade do conilon no estado desde 1993.



A maior integração com países produtores e consumidores de café no âmbito da Organização Internacional do Café – OIC, também tem aberto novas oportunidades de pesquisa integrada. “A perspectiva do mundo atual é de ajuda mútua entre as regiões e países do globo, o que só tende a aumentar nos próximos anos. Percebemos que a parceria é a melhor forma de convívio para garantir a sustentabilidade do planeta e das relações entre as pessoas, além da construção coletiva do conhecimento e a qualidade de vida para a maior parte da população”, conclui Mirian Eira.





Área de Comunicação & Negócios da Embrapa Café

Texto: Flávia Bessa (MTb 4469/DF) e Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)

Site: http://www.embrapa.br/cafe

Fone: (61) 3448-4566

Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br/




Casca do café também é fonte de energia




Com informações do CNPq - 13/04/2011



SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Casca do café também é fonte de energia. 13/04/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=casca-cafe-fonte-energia-biomassa. Capturado em 17/04/2011.






Há mais no café do que o seu sabor, famoso mundialmente: o processamento dos grãos gera um resíduo que pode ser utilizado como fonte de energia, diminuindo custos e reduzindo a poluição ambiental.



Potencial energético do café



Durante o cultivo do café, aproximadamente dois milhões de toneladas de cascas de grãos são produzidas por ano no Brasil.



Esse subproduto normalmente vai para o lixo ou é usado para a forração dos terrenos dos cafezais, restituindo parte dos fertilizantes retirados pela planta.



Mas a casca do café tem um potencial energético que pode, em alguns casos, torná-la substituta da lenha, sendo uma opção mais barata e ecologicamente correta para empresas que usam a madeira na geração de energia.



Suprir as necessidades desse mercado significa cortar menos árvores e contribuir para a redução do desmatamento.



Eletricidade da biomassa



Para otimizar esse potencial, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), liderados pelo engenheiro florestal Ailton Teixeira do Vale, fizeram um estudo para demonstrar a importância dos resíduos agroflorestais como fonte de energia, tanto para indústrias quanto em comunidades rurais.



"A casca do café, assim como outras biomassas, pode gerar eletricidade em termoelétricas, a partir da combustão em fornalhas, gerando energia na forma de calor, utilizado para a produção de vapor, que por sua vez é utilizado para a produção de energia elétrica e, em cogeração, outras energias como a mecânica", explica Vale.



Quando usada como combustível, a casca do café, assim como outros resíduos agroflorestais, tem inúmeras vantagens em relação aos combustíveis fósseis.



"Em primeiro lugar, é um combustível renovável, e os compostos liberados na sua combustão são sequestrados pelos novos plantios, fechando o ciclo do carbono, e, portanto, não contribuindo com o efeito estufa. Outra vantagem é a possibilidade de agregar valor a um resíduo que geralmente é descartado e, com isso, gerar emprego, renda e desenvolvimento social nas regiões onde a cultura do café é uma prática", explica o pesquisador.



Combustão, gaseificação e carvão



Espera-se que os dados obtidos a partir desse estudo possam ser utilizados para melhorar a gestão dos resíduos provenientes de biomassa e que isso possa abrir a possibilidade de uso na produção de energia em pequenas comunidades rurais e nas agroindústrias, a partir da combustão, da gaseificação ou da transformação em carvão vegetal, assim aumentando sua participação na Matriz Energética Brasileira.



A agregação de valor ao resíduo, gerando um novo produto, é bem-vinda ao diminuir a poluição do meio ambiente e possibilitar uma qualidade de vida melhor para as pessoas envolvidas no processo ou moradoras da região



"Além de agregar valor ao resíduo, [o uso dessa biomassa] demandará mão-de-obra, equipamentos, capitais, empresas de serviços e toda uma infraestrutura administrativa, industrial e comercial, elevando o nível econômico e beneficiando a sociedade", afirma Vale.



Substituição do petróleo por biomassa



O Brasil é referência internacional na substituição do petróleo por biomassa, embora o assunto esteja repleto de controvérsias.



O maior exemplo é o uso do etanol como combustível para veículos de passeio e de carga - que tem impactos sobre as terras agricultáveis e desbalanceamento do ciclo de nitrogênio, além de consumir água demais.



Na siderurgia, o uso de carvão vegetal na produção de ferro gusa é uma realidade há décadas - com constantes denúncias de uso de vegetação não-plantada, principalmente do cerrado.



Outra frente que tem crescido é a produção de energia elétrica em termoelétricas, principalmente nas usinas de açúcar e álcool e nas fábricas de celulose e papel, a partir de resíduos, com unidades movidas a bagaço de cana-de-açúcar, licor negro, restos de madeira, casca de arroz, biogás e carvão vegetal.



Cascas de café secas foram avaliadas como potenciais adsorventes para remoção de metais pesados em solução aquosa.
 
 
 
Autoria e fonte: http://www.feq.unicamp.br/~cobeqic/tEa04.pdf
 
 
 
 
Borra de café e alevinos de lambari no combate à dengue em Brasília




16 de abril de 2011 // 15h36 (Agência Brasil)

Autoria e fonte: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=316477&modulo=964




Uma parceria entre moradores, administradores e comerciantes de um bairro da capital federal permitiu hoje (16) a aplicação de borra de café em focos potenciais do mosquito Aedes aegypti. A estratégia tem o aval de pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) para o combate à dengue.



O local escolhido foi um canteiro de obras no Lago Norte, área nobre de Brasília. Weymer Quintas, moradora do bairro há mais de 20 anos, conseguiu recolher, com a ajuda de parentes e amigos, entre 5 e 6 quilos de borra de café.



“Como cidadãos, a gente tem que dividir e aprender, um com o outro, a se preocupar com o vizinho, com o próximo. Todo mundo fala que é uma obrigação [combater a dengue], mas eu acho que é uma conscientização de cada um, para evitar que o problema se agrave”, explicou.



Weymer Quintas não conhece ninguém que tenha sido vítima do mosquito, mas teme que a situação, grave em estados como o Rio de Janeiro, possa se estender para outras partes do país. “É um engano achar que não acontece comigo”, disse.



Para o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, o morador deve estar consciente de que precisa não apenas abrir as portas de casa para os agentes de vigilância ambiental, mas, também, agir por conta própria.



“A solução do café tem amparo científico, foi testada e precisa ser divulgada. Uma vez por semana, se a pessoa colocar a borra no vaso de planta, ela resolve o problema da dengue na casa dela”, ressaltou. “É algo que não tem custo algum – pelo contrário, é uma solução extremamente prática.”



Outra estratégia adotada pela administração do bairro é a soltura de alevinos de lambaris em lagoas artificiais formadas em decorrência de construções ilegais. Os locais sobrevivem à seca e são potenciais focos do mosquito transmissor da dengue, em razão da ausência de peixes que comem as larvas. Ao todo, 2 mil alevinos foram soltos hoje em três lagoas artificiais na região.



--------------------------------------------------------------------------------

Não é impossível: Cidade suéca não tem resíduos sólidos

 Cidade suéca não tem resíduos sólidos

Autoria e fonte: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/04/cidade-sueca-nao-tem-residuos-solidos/





A cidade de Boras, Suécia, recicla a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela poluição dos seus 64 mil habitantes. A poluição é tratada biologicamente ou transformada em biogás, para abastecer casas, estabelecimentos comerciais e uma frota de 59 ônibus da frota municipal.





Boras consegue ter o descarte de lixo quase nulo por conta de seus avanços na área de biogás.



“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, explicou o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, num encontro internacional de acadêmicos na cidade de São Paulo.



O professor contou que o modelo atual de gestão de resíduos sólidos começou a ser adotado em meados de 1995 e ganhou mais força em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.



“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirma o otimista professor.



Aqui, em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro. Sua meta é erradicar os lixões do país até 2015. Sabemos que metas não são o forte de nosso país, mas a gente espera um comprometimento ainda maior para o caso dos lixões.



Relatório de Sustentabilidade 2010 foi o tema da 26ª Audiência de Sustentabilidade da SABESP




Acesse RS2009 da SABESP: http://site.sabesp.com.br/uploads/file/sociedade_meioamb/RS_2009_Portugues.pdf


26ª Audiência de Sustentabilidade

"Painel de Engajamento com a Sociedade para Discussão do Novo Relatório de Sustentabilidade"


Foto: Parques Sustentáveis


No dia 15 de abril, sexta-feira, a Sabesp realizou mais uma audiência para abordar estratégias com a sociedade para o novo relatório de sustentabilidade RS2010.



O evento aconteceu no auditório Tauzer Quinderé - Rua Nicolau Gagliardi, 313 - Pinheiros.



Dentre as discussões estão o Programa de Responsabilidade Social da Sabesp, a Evolução da Gestão Ambiental, Dimensão Econômico - Financeira, Governança e Sustentabilidade além de um debate sobre o próximo relatório de sustentabilidade.





A hora de relatar






Respostas concretas são o aspecto essencial do relatório




O relatório de sustentabilidade é a principal ferramenta voluntária de comunicação do desempenho ambiental e social, complementados as informações econômicas, normalmente apresentadas no Relatório Anual, das organizações, sejam elas privadas, públicas ou não-governamentais (ONG). O Relatórios também servem como divulgação dos princípios de boa governança. A maioria das empresas que optam pela produção desses relatórios optam pelos critérios da Global Reporting Initiative (GRI), Organização Não Governamental Internacional, com sede em Amsterdã, na Holanda, que trabalha em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente na validação de projetos de sustentabilidade. O trabalho da GRI também está alinhado ao Pacto Global das Nações Unidas, iniciativa da ONU que procura fomentar boas práticas de sustentabilidade em organizações privadas, o Relatório de Sustentabilidade com base nas diretrizes da GRI é considerado compatível com os princípios do Pacto e exclui a necessidade de elaboração de outras ferramentas para Comunicação de Progresso, obrigatória as empresas signatárias.



Criado com o objetivo de elevá-los ao nível dos relatórios financeiros em importância estratégica para as empresas, o modelo GRI transformou-se na principal referência mundial para se avaliar e comparar o desempenho social, ambiental e econômico das organizações, ao conferir periodicidade e legitimidade às informações.



Na prática, porém, poucas organizações compreendem que o relatório de sustentabilidade é um testemunho da gestão e um mecanismo de transparência , dos critérios de sustentabilidade incorporados à estratégia organizacional. Ou seja, as empresas coletam dados, investem na impressão de relatórios, mas nem sempre conseguem perceber que possuem uma ferramenta de gestão em suas, na prática, é gerenciar riscos e oportunidades de forma adequada – um conjunto de tarefas que precisam ser adequadamente comunicadas ao público.



Após a definição dos indicadores, deve-se estruturar o método de coleta, acompanhamento e mensuração dos dados para tornar efetiva a real função de um relatório de sustentabilidade: contribuir não apenas como ferramenta de comunicação, mas para a evolução das práticas de gestão. Caso esses objetivos sejam frustrados, o relatório será apenas mais uma publicação a descansar na prateleira dos escritórios.



Poucas empresas analisam os dados compilados, observando, por exemplo, que suas taxas de acidentes são as maiores do setor ou que, ano após ano, as taxas crescem, sem exercitar a comparabilidade que os indicadores da GRI fornecem, e muito menos o exercício de reflexão que a coleta dos dados oferecem. Em resumo: dados são coletados, gasta-se com a impressão de relatórios e, tudo posto, não percebem os problemas de gestão a serem resolvidos. Sustentabilidade, na prática, é gerenciar riscos e oportunidades de forma adequada, sendo o relatório um instrumento fundamental nesta missão.



A elaboração de relatórios tendo como objetivo melhorar a imagem da corporação perante o público interno e aos stakeholders, ocasionam uma peça de comunicação e não de gestão, pressionadas por áreas preocupadas apenas com a imagem e não a sua reputação as empresas decidem por esse caminho, optando pela elaboração dos textos sem ter em mãos dados consistentes e compilados em conformidade com as diretrizes do GRI. Além disso, as empresas não contam com maturidade e autocrítica para interpretar os resultados apresentados no documento, bem como os recursos e a determinação para enfrentar os dilemas neles indicados. Exemplo: ao produzir o relatório, uma empresa X pode ter a indicação, em números, do quanto suas ações socioambientais estão aquém dos padrões estabelecidos pelo Benchmark do setor. Por isso essa postura é fundamental para que as ações concretas sejam desenhadas para superar a situação, mas nem sempre as empresas levam adiante essa etapa do processo.



De nada adianta seguir o protocolo da GRI para definir os indicadores materiais e determinar o equilíbrio da informação se a empresa não consegue olhar para esse relatório e interpretá-lo de acordo com suas práticas internas, com os interesses estratégicos e as necessidades de seus stakeholders. Assim, o primeiro passo para uma empresa que deseja fazer um relatório de sustentabilidade efetivo é definir quais são os principais temas a partir de seu corebusiness e de suas práticas de gestão. A partir daí, surgem os principais dilemas realmente materiais e a busca por ações para solucioná-los. Respostas concretas são o aspecto essencial dos relatórios de sustentabilidade efetivos.



Acompanhando esse processo de evolução e percebendo que as empresas estão mais preocupadas com o Marketing do que efetivamente com a melhoria da gestão, a GRI, a partir desse ano, adotou algumas mudanças no processo para utilização do selo com o nível de aplicação da GRI.

Agora, as empresas podem declarar que o relatório equivale a um relatório A, B ou C, mas não utilizar os famosos selos, que são visualmente bonitos e chamam atenção como um troféu ou uma premiação.



Para utilizar os selos, as empresas devem obrigatoriamente encaminhar o relatório para verificação da GRI e determinação do nível de aplicação. Essa mudança ocorre principalmente para forçar as empresas a utilizar as diretrizes da GRI em sua plena essência, como uma ferramenta de gestão e não como uma peça de Marketing e auto promoção.



Outra recomendação significativa é a declaração dos indicadores respondidos parcialmente, muitas empresas continuam respondendo por vários anos alguns indicadores de forma parcial e não demonstram o seu compromisso com a evolução do processo de gestão. Ao submeter o relatório para a GRI as empresas precisam agora, demonstrar esse compromisso, assumindo prazos para relatar os indicadores parciais de forma integral. Criando assim um histórico do relato e conseqüentemente de seus compromissos.



Um relatório de Sustentabilidade cumprirá efetivamente sua real função, no momento em que a alta direção das organizações fará dele uma ferramenta estratégica de dialogo procurando dessa maneira, observar os principais riscos e oportunidades a serem enfrentados assim como a definição clara do seu posicionamento perante aos seus diferentes públicos.



*Marcos Torres é consultor da Unidade de Negócios de Sustentabilidade da Keyassociados (mtorres@keyassociados.com.br).



(Keyassociados)