quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TRÁFEGO AÉREO: QUEM É O CULPADO PELAS COLISÕES?

Em dez anos, triplicam no país colisões entre aeronaves e pássaros




Em 2010, foram registrados 964 incidentes desse tipo; em 2000, eram 310 ocorrências

DE BRASÍLIA

Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2202201120.htm


Nos últimos dez anos, triplicou o número de colisões entre aeronaves e pássaros registradas no Brasil.

Em 2010, segundo dados preliminares do Cenipa (Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos), houve 964 incidentes entre aeronaves e pássaros.

Em 2000, foram registrados 310 incidentes do tipo.

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), teve o maior número de incidentes: foram 54 colisões no total. Em 2009, o campeão foi o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, com 93.

"É um número alto, mas também é preciso considerar que a quantidade de voos vem aumentando no Brasil. Logicamente que as chances de colisão também aumentam", afirma Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Snea (Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias).

A maioria dos incidentes ocorre durante o pouso ou a decolagem dos aviões.

Especialistas alertam para a importância do cumprimento da resolução que restringe a ocupação nas áreas no entorno dos aeroportos.

Segundo Adyr da Silva, ex-presidente da Infraero e professor do Centro de Formação em Transportes e Recursos Humanos da UnB (Universidade de Brasília), o problema reflete o descumprimento das políticas públicas.

"Se as autoridades urbanas tomassem conta de cumprir a legislação, esse número seria bem pequeno. É inacreditável o estrago que um pássaro pode fazer num avião", afirma Silva.



QUERO-QUERO

Um dos casos mais notórios de colisão entre aeronaves e pássaros ocorreu há dois anos nos Estados Unidos, quando o piloto precisou fazer um pouso forçado no Rio Hudson, em Nova York, pouco depois da decolagem. "Os pássaros entupiram a entrada de ar do motor, e ele ficou sem potência", lembra o professor da UnB.

No Brasil, o quero-quero é o pássaro com maior registro de incidentes, seguido por urubus. (FLÁVIA FOREQUE)







Ar limpo: CERCO AO TABACO EM HONDURAS

CERCO AO TABACO



Lei antifumo em Honduras quer limitar cigarro até em residências


DA ASSOCIATED PRESS - Acender um cigarro em casa pode atrair a visita da polícia hondurenha, se um membro da família ou até um visitante reclamar da fumaça.

Uma nova lei que passou a valer na segunda em Honduras, na América Central, bane o fumo na maioria dos locais públicos fechados.

A regra não chega a proibir o fumo em casa, mas tem uma brecha que permite fazer denúncias sobre fumo passivo em residências.

Uma violação da lei pode render de advertência verbal até prisão e multa de US$ 311 (R$ 520), o equivalente a um salário mínimo do país.

Até grupos antitabagistas suspeitam que essa parte da lei não vai funcionar.

"Parece que a intenção é educar por meio de reclamações, algo que não acho possível", diz Armando Peruga, da Iniciativa por um Mundo Livre do Tabaco, da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Peruga elogia o país por adotar uma lei antifumo abrangente, lembrando que Honduras é só a 29ª nação a adotar esse tipo de regra entre os 193 membros da OMS.

Além de vetar o cigarro em locais fechados, a lei exige que o fumante fique a pelo menos 1,8 metro de um não fumante em locais abertos.

A publicidade de cigarros também fica proibida. Os maços terão que exibir fotos de pulmões afetados pelo câncer.

Em Honduras, 30% da população fuma. Para cada dólar que a indústria de cigarros ganha por lá, o país gasta US$ 10 para combater doenças relacionadas ao fumo.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Green goal: Tecnologia será o diferencial nos estádios de 2014

Tecnologia será o diferencial nos estádios de 2014


Integração de áudio, vídeo e dados pode ampliar uso das arenas, diz especialista

Fonte: http://www.copa2014.org.br/noticias/6383/TECNOLOGIA+SERA+O+DIFERENCIAL+NOS+ESTADIOS+DE+2014.html
autoria: Da redação - São Paulo


postado em 21/02/2011 12:23 h

atualizado em 21/02/2011 16:42 h
 
A Copa de 2014 deverá transformar os velhos estádios brasileiros em modernas arenas no padrão Fifa, confortáveis, cobertas e dotadas de áreas especiais para convidados e também para eventos culturais, de negócios, religiosos, além do futebol e de outros esportes. A previsão vale para os 12 estádios que receberão os jogos de 2014, mas também para dezenas de novos equipaamentos esportivos em projeto e construção em várias cidades do país, como Aracaju, Florianópolis, Belém, Vitória, Campinas, São Paulo, Natal e Rio de Janeiro, entre várias outras localidades.


Mais do que construções imponentes, as novas arenas deverão ser espaços multimídia, dotadas dos mais avançados sistemas de som e imagem, além de dados e recursos de telefonia. Essa é a tendência mundial apontada por Alexandre Novakoski, diretor da Seal Telecom, empresa especializada em soluções de automação e interatividade para ambientes como estádios, aeroportos, metrôs, hotéis e teatros.



Ele acredita que, em termos de novidades, o que veremos não deve diferir tanto do que se viu no evento da África do Sul, que já trazia grandes avanços tecnológicos. O que já seria muito, considerando a infraestrutura atual dos estádios nacionais. A expectativa é por estádios confortáveis, seguros, equipados com sistemas que garantam som claro, boa iluminação, além de mais tecnologia, como o uso de ingressos marcados com "digital signage", a exemplo do que já existe lá fora. Novakoski avalia que "além de ser exigência da Fifa, uma nova infraestrutura para os estádios brasileiros é também - antes de mais nada - um anseio do próprio público", afirma.


Integração e interatividade

Para oferecer soluções integradas e interatividade, a Seal Telecom firmou parceria com as empresas Harman (sonorização), Biamp (processamento de áudio), Sony (câmeras, monitoramento de painéis digitais) e Barco (paineis led). A ideia é permitir pré-programar, e fazer o processamento e controle por central de sistemas de sonorização, vídeo, elétrico e de segurança, de modo a atender a vários cenários: shows, jogos, festas de formatura ou outros usos que as arenas possam ter. Isso implica um planejamento complexo e detalhado, com softwares de simulação e técnicas apuradas. "A vantagem é o uso dos equipamentos nas quantidades adequadas, com mais economia de recursos", explica Novakoski.



Novas tecnologias

Entre as novidades, os estádios da Copa de 2014 poderão contar com painéis digitais LCD e Led, LCD interativo, sistemas de proteção antivandalismo, e telas com qualidade de full HD. Os próximos anos não reservam muitas inovações na área de áudio, que está muito evoluída, diz Novakoski. Já a internet e a tevê digital, com equipamentos móveis e tecnologia 3D, se não faltarem investimentos, farão a diferença nos estádios da Copa de 2014, aposta.



Já tecnologias mais "futuristas", como a telefonia 4G e grandes projetores holográficos, por exemplo, ainda estão em desenvolvimento e devem demorar um pouco mais. "Os sistemas holográficos ainda ficariam muito caros para a realidade de qualquer país e demanda técnicas mais apuradas. Quanto à telefonia 4G, que está em testes no Japão e na Coreia, há uma possibilidade remota de sua chegada ao Brasil até 2014", revela o técnico.



A Seal Telecom está preparada para dotar os estádios de recursos como o monitoramento eletrônico de imagens, digital signage (ingressos marcados digitalmente) e a sonorização de ambientes. Para equipar um estádio de médio a grande porte, o custo médio aproximado é de R$ 30 a 50 milhões, ou, de 7 a 10% do valor da construção. "É um investimento no sentido da sustentabilidade. Porque estádios preparados com aparatos tecnológicos mais avançados abrem novas perspectivas de uso, como arenas usadas não só para o futebol, mas o entretenimento, para shows e grandes eventos", conclui Novakoski.

Iniciativa pioneira no Brasil garante subida dos peixes em Porto Velho (RO)

Iniciativa pioneira no Brasil garante subida dos peixes

Com investimento de R$ 4 milhões, equipamento servirá de modelo para a construção da estrutura definitiva na usina hidrelétrica Santo Antônio


Fonte: http://rondoniadinamica.com/ler.php?id=23399&edi=1&sub=3


Autor: José Carlos Sá - 2011-02-21 - 09:45:00 -


A Santo Antônio Energia acaba de retomar os testes no Sistema de Transposição de Peixes (STP) experimental, localizado na Cachoeira do Teotônio. A primeira bateria de experimentos foi realizada de fevereiro a abril de 2010 e permitiu o estudo de diversas espécies de peixes. Por meio deste trabalho intenso de pesquisa, engenheiros e biólogos conseguem colher informações mais precisas sobre as espécies migradoras do rio Madeira, além de traçar as condições hidráulicas mais adequadas para o STP definitivo da usina hidrelétrica Santo Antônio







“Trata-se de um dispositivo fundamental, pois é responsável por proporcionar a subida dos peixes na época da piracema após a construção da barragem, o que garante a reprodução das espécies quando a usina estiver em operação”, explica o biólogo e coordenador de Sustentabilidade do Meio Biótico da concessionária, Aloísio Ferreira.







A partir das experiências realizadas e dos resultados obtidos na Cachoeira de Teotônio, será possível construir, com maior precisão, as estruturas definitivas. “É a primeira vez que se faz em escala real, e no mesmo rio onde a usina está sendo implantada, um experimento deste porte, no qual se consegue as características de qualidade da água idênticas àquelas em que os peixes vivem na região”, acrescenta Ferreira. Para realizar este trabalho, a Santo Antônio Energia conta com a consultoria dos biólogos Alexandre Godinho, da UFMG, e Boyd Kynard e Donald Pugh, do Instituto Silvio Conte, Massachussets, EUA, e do engenheiro hidráulico Ricardo Junho, da Hidricon.







Um dos Sistemas de Transposição de Peixes definitivos da usina hidrelétrica Santo Antônio já está em construção. Os STPs estarão situados na área da Ilha do Presídio, na margem direita, e na margem esquerda. Esta segunda etapa de testes será realizada de fevereiro a abril deste ano e, após seu término, o modelo experimental na Cachoeira de Teotônio será desativado.







Mais informações: www.santoantonioenergia.com.br







Santo Antônio Energia



É a concessionária responsável pela construção e futura operação da usina hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Porto Velho (RO), e pela comercialização da energia a ser gerada. A usina tem potência instalada de 3.150,4 megawatts e capacidade para abastecer 11 milhões de residências, ou aproximadamente 40 milhões de pessoas. O empreendimento tem investimento de R$ 15,1 bilhões e é referência em construção de hidrelétricas sustentáveis, pois utiliza tecnologia de ponta para melhor eficiência energética com menor impacto ambiental. Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Eletrobras Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP). A usina hidrelétrica Santo Antônio é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.


Descarte irregular de resíduos sólidos e a Lei de Crimes Ambientais em São Paulo

Ação conjunta flagra despejo irregular de entulho na Zona Norte


21 de Fevereiro de 2011 - 13:15

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=43100


Foto: Carlos Fortner




Uma operação conjunta da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e da Secretaria de Segurança Urbana flagrou neste sábado (19/2) um caminhão que realizava descarte irregular de entulho no Jardim Devoto, Zona Norte. O veículo foi apreendido e o motorista detido por crime ambiental.





Uma operação conjunta da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Segurança Urbana flagrou neste sábado (19/2) um caminhão que realizava descarte irregular de entulho no Jardim Devoto, Zona Norte da Cidade. Após perseguição, o veículo foi apreendido e o motorista detido por crime ambiental. A multa pelo delito é de R$ 12 mil.



No início da tarde, um helicóptero a serviço da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que sobrevoava a região da Brasilândia, identificou um caminhão com duas caçambas depositando restos de construção em uma área de proteção ambiental. Uma montanha de entulho com cerca de 50 m de altura já havia se formado no local, que era um ponto recorrente de despejo clandestino. A bordo do helicóptero encontrava-se o diretor do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), Carlos Fortner, que, por telefone celular, informou a Guarda Civil Metropolitana do crime.



O motorista do veículo, ao perceber que havia sido flagrado, abandonou uma das caçambas e tentou fugir, mas a Guarda Civil Metropolitana e a Guarda Municipal Ambiental, mobilizadas, perseguiram o caminhão e o detiveram em uma rua das proximidades do local do descarte. O caminhão foi então apreendido e o motorista encaminhado para o 72º Distrito Policial. Em seguida, o veículo foi recolhido para um dos pátios da Guarda Ambiental e o motorista levado para a 1ª Delegacia Ambiental, na região central da cidade, onde foi autuado por crime ambiental. A ação policial foi toda coordenada por telefone celular pelo secretário municipal de Segurança Urbana.



O descarte ilegal de entulho vem sendo mais fortemente coibido desde julho de 2010, quando o prefeito de São Paulo sancionou lei que prevê punições mais severas para esse tipo de crime ambiental, aumentando o valor da multa de R$ 500 para R$ 12 mil. Até janeiro deste ano, a Prefeitura já aplicou 98 multas e deteve mais de 100 pessoas.



Caçambas



Quem contrata o serviço de caçambas para se desfazer de entulho precisa se certificar de que a destinação do material será feita de forma correta. Em primeiro lugar, deve verificar se a empresa contratada possui licença e permissão para o funcionamento e, além disso, exigir a documentação que comprove a destinação regular do descarte. Esse documento serve como recibo, que comprova a legalidade do trabalho realizado.



Toda empresa que presta esse tipo de serviço só obtém licença para funcionar quando cadastrada e autorizada pela Prefeitura e pela Cetesb. A lista das empresas credenciadas está disponível no site da Secretaria de Serviços. Para denunciar o descarte irregular o munícipe pode utilizar o telefone 156 ou o pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), no site da Prefeitura. Também pode se dirigir às Praças de Atendimento das Subprefeituras.





segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Caravana Copa Orgânica Brasil 2014

.Caravana Copa Orgânica Brasil 2014





Evento itinerante sobre o mercado de alimentos orgânicos e as oportunidades de negócios do setor

Dom, 20 de Fevereiro de 2011 13:56

Autoria: Márcia Britto

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=30497:caravana-copa-organica-brasil-2014&catid=47:cat-saude&Itemid=328







Caravana Copa Orgânica Brasil 2014 vai percorrer os 12 estados brasileiros onde serão realizados jogos da Copa de Futebol de 2014, em um total de 44 cidades. O objetivo do evento é a difusão de conhecimento sobre a produção e o desenvolvimento do mercado de alimentos orgânicos.



Os agricultores terão acesso a tecnologias e inovações que lhes permitirão aumentar a produção e melhorar a qualidade do produto, preparando-os para a realidade da “Copa Orgânica” e consequente tendência de crescimento de mercado de consumo de orgânicos, com a oportunidade de se relacionar com outros agricultores do mesmo segmento, fortalecendo a organização dos envolvidos.



O projeto é do Instituto BioSistêmico (IBS), com patrocínio do SEBRAE nacional e de outras empresas do setor privado, como Jasmine Alimentos Saudáveis, Surya do Brasil e a DVA-Azamax. A decisão de organizar a Copa Orgânica visa à regulamentação do setor, que atualmente fatura cerca de R$ 400 milhões por ano, valor que pode dobrar até 2014, com a maior divulgação desse tipo de produto.



"A caravana é uma ação convergente com as ações governamentais e com as propostas da Copa de 2014", explica a engenheira agrônoma do Instituto BioSistêmico, Priscila Terrazzan. Segundo ela, o governo federal pretende fazer uma ‘copa orgânica’ e com isso irão surgir diversas oportunidades para os cerca de 90 mil produtores orgânicos, a maioria da agricultura familiar.



A previsão é percorrer todas as localidades até julho deste ano. O resultado dos trabalhos será apresentado na 7ª edição da Bio Brazil Fair, grande evento do setor, que acontece de 21 a 24 de julho, em São Paulo.



A Caravana Copa Orgânica



São Paulo será palco do primeiro encontro. A primeira atividade acontece em Suzano na Grande São Paulo, dia 21, segunda-feira, com o Curso de Noções Básicas de Agricultura Orgânica para produtores, no sindicato Rural de Suzano, a partir das 13 horas. No mesmo dia haverá a Palestra "Orgânicos - Saúde, Sabor e Sustentabilidade Numa só Escolha" para Consumidores, na Loja Verde do Pão de Açucar da Vila Clementino. Já no dia seguinte, 22 de fevereiro, mais duas atividades. A primeira na cidade de São Paulo, na CNtur, com uma Palestra "Produtos Orgânicos - Diferencial Competitivo e Oportunidades de Negócios" para Empresários, a partir das 16 horas, e a segunda, no SEBRAE de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, o Curso de Noções Básicas de Agricultura Orgânica para Produtores, a partir das 17 horas.



A agenda completa, com datas, horários e endereços está disponível no site do evento: http://www.caravanacopaorganica.com.br/agenda/



IBS



O Instituto BioSistêmico - IBS – é uma entidade do terceiro setor, fundada em 2006, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável no âmbito social e ambiental . Integra a Comissão da Produção Orgânica de São Paulo (CEPORG/SP), com habilitação para projetos governamentais e a Câmara Setorial da Agricultura Ecológica do Estado de São Paulo.

http://www.caravanacopaorganica.com.br/blog/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Limpa Brasil Let’s do it- As Responsabilidades dos Donos de um País

Limpa Brasil Let’s do it- As Responsabilidades dos Donos de um País



Fonte: http://pensareco.blogspot.com/2011/02/limpa-brasil-lets-do-it-as.html

Érica Sena


“Ninguém limpa um país alugado”. Esse é o ponto de vista do colunista Thomas Friedman, do New York Times, em seu artigo a respeito da situação no Egito. O jornalista passou uma manhã recolhendo depoimentos e ouvindo histórias da população egípcia na Praça Tahrir, no Cairo. Ele relata que, entre as pessoas que se encontravam no local, havia um grupo de jovens estudantes com luvas de plástico que recolhia o lixo do chão da praça. E aponta a sensação de pertencimento como motivo dessa ação voluntária. Ou seja, aqueles jovens estavam ali limpando a praça simplesmente porque se sentem donos de seu país. Porque a relação que tem com sua terra não é postiça, mas algo para a vida toda.





O respeito ao ambiente em que se vive é uma necessidade para o futuro de toda a humanidade, mas também para o presente. Não há qualidade de vida se a sociedade não se empenha em manter limpo o espaço público. E essa atitude dos cidadãos só ocorre se eles se sentirem proprietários da nação em que vivem, e se puderem se considerar respeitados e pertencentes e se identificar com ela.





A Atitude Brasil acredita que, apesar dos elevados índices de exclusão social e da parcela de pessoas vivendo em extrema pobreza, o Brasil é um país muito acolhedor e, por possuir uma cultura que é resultado de tanta miscigenação, pertence a todos que aqui vivem e ajudam a construir, diariamente, nossa identidade nacional. Por esse motivo, crê que é responsabilidade de todos os brasileiros lutar por um país limpo e pelo crescimento sustentável do mesmo.





Com base nesse pensamento é que se decidiu trazer para cá o movimento Limpa Brasil Let’s do it!, que requer iniciativa e envolvimento dos diversos setores da sociedade, e que, sem dúvida, será benéfico para todos.



Da Equipe Atitude Brasil (publicado em www.atitudebrasil.com/blog)



Carbono & Metano: O fime.

18/02/11 17:27


Filme discute aquecimento global em linguagem simples



O documentário Carbono & Metano, voltado para o tema do aquecimento global, acaba de ser lançado pela PH Multivisão e Vídeo. Destinado preferencialmente a crianças e jovens de 10 a 15 anos de idade, aborda de forma lúdica e descontraída temas aparentemente de difícil compreensão como efeito estufa e mudanças climáticas. Incentivado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Tetra Pak, o filme tem cerca de 50 minutos e é dividido em três episódios, facilitando a utilização didática.



Carbono & Metano é um “documentário de ficção” que se desenrola em duas camadas narrativas sobrepostas ao longo da história: a parte ficcional tem como fio condutor as moléculas protagonistas e o documentário é apresentado pela simpática repórter Joyce. “Sabemos, por experiência, que um enredo ficcional bem montado ajuda a captar a atenção de nosso público e a encantá-lo, o que favorece muito a transmissão de conteúdos científicos, mesmo quando complexos”, diz Philippe Henry, responsável pelo roteiro e direção.



O filme conta a história de Carbono e Metano, interpretadas por atores, e suas tentativas de "dominar o mundo” por meio do efeito estufa e do aquecimento global. Em estilo de gibi de super-heróis, o média-metragem trata de um dos maiores problemas da atualidade: a sustentabilidade, ou seja, o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, justiça social e respeito ao meio ambiente.



Cientistas, professores, ambientalistas, pedagogos e outros especialistas participam do filme, emitindo opiniões embasadas sobre os temas abordados. Entre eles estão Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgilio Viana, da Fundação Amazônia Sustentável, e Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de conservação do WWF-Brasil.



Carbono e Metano foram humanizados e o resultado é que suas personalidades são espelhos de seus traços químicos. Carbono é mais encorpado (com maior peso atômico), enquanto Metano é mais franzino. Isolados, são afáveis e amigáveis - na origem, foram responsáveis pelo surgimento da vida. Reunidos em bandos, descontrolados, podem se tornar agressivos e antissociais, formando verdadeiras “gangues”. Representam, respectivamente, 80% e 15% das emissões de gases de efeito estufa.



O filme está disponível no Youtube, em cinco partes. A primeira parte pode ser vista abaixo, e as outras podem ser encontradas no link http://www.youtube.com/user/PHMultivision.





por WWF-Brasil

 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

As cidades que queremos

As cidades que queremos

Autor: Arnaldo Jardim





Poluição do ar, rios e córregos, trânsito caótico, enchentes, lixo acumulado, ocupações irregulares, moradores de rua, violência... Sintomas de um modelo de crescimento desordenado, causado por um processo acelerado de urbanização que nunca se pautou pelo planejamento ou gestão, tampouco pela integração sustentável entre Homem & Ambiente.





Realizei o seminário “Cidades e Metrópoles Sustentáveis”, no último dia 07/02, ocasião em que tivemos a participação do Secretário Estadual de Meio Ambiente (SEMA), Bruno Covas, além de palestras do Prof. Dr. Arlindo Philipi Jr. – Livre docente em Política e Gestão Ambiental – USP; Fabio Feldmann – Advogado Ambientalista; Andrea Vialli – jornalista de sustentabilidade do jornal O Estado de São Paulo; e de Rubens Rizek – Secretario Adjunto da SEMA.





Um discurso unissono cobrou uma enfase maior da questão urbana nos debates nacionais e internacionais, haja vista, a proximidade da reunião do C40 (Climate Leadership Group) que acontece entre os dias 31/05 a 02/06, na capital paulista, além da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece na cidade do Rio de Janeiro, em 2012.





Entre os temas que merecem destaque estão:





Mobilidade, transporte, trânsito e acessibilidade - Dispor de políticas que desestimulem o uso do veículo dentro das cidades; estimular a intermodalidade no transporte de passageiros e cargas; incentivar a implantação de ciclovias; regionalizar a gestão do trânsito.





Uso e ocupação do solo - Praticar políticas de uso e ocupação do solo que reduzam impermeabilização; criação de novas áreas de lazer; identificar e monitorar espaços verdes públicos por micro-regiões urbanas; práticas agrícolas e manejo ecológico do solo voltadas a preservação ambiental.





Gestão e Conservação da Água - Tratamento e destinação adequada de todo o esgoto industrial e residencial; recuperação da mata ciliar e despoluição dos rios e córregos; uso racional da água e combate ao desperdício.





Gestão de Resíduos Sólidos - Políticas de redução de resíduos sólidos, associada a prática da coleta seletiva em larga escala, com foco na reutilização e reciclagem; fim dos lixões a céu aberto e implantação de aterros sanitários controlados, fazendo a combustão do metano.





Consumo Sustentável - Precisamos de um padrão de consumo sustentável, por meio da sua redução e estímulo a produtos de origem sustentável, aliados ao fim do desperdício e o exercício da prática dos 4Rs.





Cidadania e conforto urbano – Implantar uma gestão pautada pelo desempenho de indicadores socioambientais: IDH, analfabetismo, longevidade, presença de doenças da pobreza (de disseminação por vetores e veiculação hídrica) dentre outros; atender as necessidades básicas como saúde, educação, lazer, segurança; buscar um desenvolvimento econômico comprometido com inclusão social e integrado com o meio ambiente.





Já existe, por exemplo, a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo - organizações apartidárias e inter-religiosas da sociedade civil – que desenvolveram a "Plataforma Cidades Sustentáveis", que apresenta um compilado de múltiplas práticas de sustentabilidade urbana em vigência em diversas cidades do mundo - http://www.cidadessustentaveis.org.br.





O desafio de estabelecermos cidades e metrópoles mais sustentáveis é urgente. Acredito que com vontade política e a participação efetiva da sociedade, exercendo plenamente a sua cidadania ambiental, podemos vislumbrar cidades sustentáveis, planejadas e modernas.



Tecnologia de ponta reduz emissão de gases de efeito estufa

Tecnologia de ponta reduz emissão de gases de efeito estufa

Autoria e fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=147095

18/02/2011 - 08:53





Springer Carrier investe em ações de sustentabilidade através de alterações nos processos de fabricação.



São Paulo – A sustentabilidade está cada vez mais presente nas empresas em todo o mundo. No último ano, a Springer Carrier, subsidiária da Carrier Corporation, líder mundial no segmento HVAC&R de alta tecnologia e parte do grupo UTC - United Technologies Corporation (NYSE:UTX), lançou no mercado brasileiro novos produtos que reforçam o compromisso da empresa com o meio ambiente. Os últimos lançamentos estão sintonizados com a questão de sustentabilidade, apresentando redução de energia que pode alcançar mais de 40%. Acompanhando o novo portfólio, a empresa também criou um novo logotipo, que carrega uma folha estilizada, representando o compromisso da companhia e a sua “expertise” em sustentabilidade.



A empresa traz a conceito de gestão ambiental não somente nos produtos, mas também nos processos dentro de suas fábricas. A fábrica da Springer Carrier, em Canoas, no Rio Grande do Sul, é um dos exemplos que mostram que a companhia realmente abraçou o compromisso com a sustentabilidade. Ao longo de dez anos, a fábrica realiza um conjunto de ações que reduz significativamente o consumo de energia, através de utilização de luz solar, com telhados de vidro e policarbonato. Já o consumo de água foi reduzido em 46% entre os anos de 2007 e 2010, devido ao uso racional e a manutenção preventiva periódica.



As cabines de secagem da pintura dos produtos foram substituídas por procedimentos de ponta, o que colaborou significativamente na diminuição da emissão de gases de efeito estufa. A companhia ainda focou em dois pontos importantes em relação à redução de gases: diminuir o consumo de energia e utilizar gás natural. Essas ações trouxeram uma redução de 23% na emissão dos gases de efeito estufa entre 2007 e 2010. Com relação a emissão de outros tipos de gases foram reduzidos em 33% entre este mesmo período, a partir da utilização de solventes a base de água.



A empresa também investiu fortemente para evitar perda de material na fabricação, redução de materiais nas embalagens e utilização de embalagens retornáveis internamente, o que representou uma redução de 53% na perda de material entre 2007 a 2010. Além dessas ações, 90% do lixo é reciclado.



Perfil-Carrier Corp é líder mundial em soluções de alta tecnologia em ar condicionado, refrigeração e aquecimento. A Carrier fornece soluções sustentáveis, integrando produtos eficientes, controles de automação predial e serviços de análise energética para os segmentos residenciais, comerciais, transportes e alimentação. Fundada pelo inventor do condicionador de ar, a Carrier melhora o mundo ao nosso redor através de engenharia inovadora e gestão ambiental. A Carrier é uma unidade da United Technologies Corp., uma das líderes no fornecimento para as indústrias aeroespacial e da construção em todo o mundo. [www.carrier.comwww.carrier.com ].



Turismo assegura sustentabilidade ao Parque Estadual do Ibitipoca (MG)

Turismo assegura sustentabilidade ao Parque Estadual do Ibitipoca (MG)


18/02 - 17:48

Autoria e fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrResolucao=&pStrLink=3,48,0,69255&IndSeguro=0


O Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, se consolidou como a única unidade de conservação estadual auto-sustentável devido ao fluxo turístico. Em 2010, o parque recebeu 51.384 visitantes, que proporcionaram uma arrecadação de R$ 526 mil, com a cobrança de entrada, taxa de camping e estacionamento



A unidade de conservação (UC) é auto-suficiente desde 2009, quando recebeu 46.877 visitantes, que geraram uma receita de R$ 415 mil. Este valor foi suficiente para pagar o salário de 13 funcionários e o consumo de gasolina e energia. "Este ano, com certeza, vamos ultrapassar R$ 600 mil", assegura o gerente do parque, João Carlos Lima de Oliveira. De 2006 a 2010 houve um crescimento de 57% na visitação.



O secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, comemora o aumento do fluxo de visitação no parque, reafirmando a vitalidade do turismo de natureza e aventura em Minas Gerais. Patrus lembrou que o Governo de Minas tem feito significativos investimentos na infra-estrutura turística do estado, na revitalização das unidades de conservação e possibilitando acesso terrestre e aéreo para todas as regiões de Minas Gerais. "A prática do turismo em áreas protegidas é uma tendência internacional. E Minas oferece a possibilidade de caminhada por nossas montanhas, em uma paisagem natural maravilhosa. Hoje afirmamos que as atividades de natureza e aventura já são um produto turístico pronto e disponível para o público nacional e estrangeiro", disse.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cientistas da USP produzem biodiesel da borra de café

Cientistas da USP produzem biodiesel da borra de café


Com informações da Agência USP - 16/02/2011

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Cientistas da USP produzem biodiesel da borra de café. 16/02/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biodiesel-borra-cafe. Capturado em 18/02/2011.



O processo consiste em extrair um óleo essencial da borra de café. Este óleo mostrou ser uma matéria-prima viável para a produção do biodiesel. [Imagem: Denise Moreira dos Santos]




Reciclagem do café




Cientistas da USP demonstraram que é possível usar a borra de café - o que resta do café em pó depois que ele é coado - para a produção de biodiesel.



O processo consiste em extrair um óleo essencial da borra de café. Este óleo mostrou ser uma matéria-prima viável para a produção do biodiesel.



A produção do biocombustível a partir do resíduo foi testada pela química Denise Moreira dos Santos, em escala laboratorial.



O estudo concluiu que a técnica é adequada para a produção do biodiesel em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas, por exemplo.



"No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em 2 a 3 xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências



Óleo essencial



"O óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado em química fina, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara", conta a professora.



A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.



O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas.



"O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente," conta Denise. "Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel."



As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade.



A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.



"No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos," aponta a professora.



Pesquisa e educação



"Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial", explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. "O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia".



Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo.



"Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas", sugere.



Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. "Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo", alerta. "O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades".



FATOR HUMANO EM ENCHENTES

Fator humano em enchentes


17/2/2011

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13469/divulgacao-cientifica/fator-humano-em-enchentes.htm


Artigos publicados na Nature destacam a influência da emissão de gases promovida pela industrialização no aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos (Nature)





Agência FAPESP – O excesso de chuva em áreas urbanizadas pode ter efeitos dramáticos para as populações locais, como se vê todo verão em alguma região do Brasil. Dois novos estudos destacam que gases estufa produzidos pela industrialização têm aumentado significativamente a probabilidade de precipitação pesada e o risco de enchentes.



As pesquisas, que reforçam a importância da contribuição humana em eventos hidrológicos extremos, tiveram seus resultados publicados na edição desta quinta-feira (17/2) da revista Nature.



Trabalhos anteriores haviam apontado que a influência antropogênica no aquecimento global podia ser responsável em parte pelo aumento nas chuvas. Entretanto, por causa da disponibilidade limitada de observações diárias, a maior parte dos estudos até hoje examinou apenas o potencial de mudanças na precipitação em comparações entre modelos climáticos.



Em um dos artigos agora publicados, Francis Zwiers, da Environment Canada, e colegas analisaram os índices de precipitação em áreas continentais no hemisfério Norte de 1951 a 1999.



De acordo com os pesquisadores, os aumentos induzidos pelo homem na emissão de gases que causam o efeito estufa contribuíram para o aumento nos eventos de precipitação pesada observados em cerca de dois terços das áreas analisadas.



Os resultados foram baseados na comparação de mudanças observadas e simuladas em modelos da precipitação extrema na última metade do século 20. Mudanças na precipitação projetadas pelos modelos – e, consequentemente, os impactos de mudanças futuras na precipitação extrema – podem ter sido subestimadas porque os modelos aparentemente subestimam o aumento observado na precipitação por causa do aquecimento”, destacaram os autores.



No outro estudo, Pardeep Pall, da Universidade Oxford, e colegas centraram nas enchentes ocorridas no Reino Unido em outubro e novembro de 2000, o outono mais úmido na Inglaterra e no País de Gales desde 1766, quando os registros começaram a ser feitos.



Os cientistas produziram milhares de simulações em computador para como deveria ter sido o tempo no período em questão, tanto em condições realísticas como caso não tivesse ocorrido qualquer emissão de gás estufa.



O resultado é que, de cada três casos, em dois as simulações indicaram que as emissões antropogênicas no século 20 aumentaram o risco de enchentes nos dois países em mais de 90%.



Entretanto, os pesquisadores ressaltam que ainda não se conhece com exatidão a magnitude da contribuição humana aos eventos extremos e que mais estudos são necessários para aumentar o conhecimento no tema.



Os artigos Human contribution to more-intense precipitation extremes (doi:10.1038/nature09763), de Seung-Ki Min e outros, e Anthropogenic greenhouse gas contribution to flood risk in England and Wales in autumn 2000 (doi:10.1038/nature09762), de Pardeep Pall e outros, podem ser lidos por assinantes da Nature em www.nature.com.





POLUIÇÃO INDUZ MUTAÇÃO...COMEÇA COM OS PEIXES...

Poluição induz mutação


18/2/2011

Autoria e fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13476/poluicao-induz-mutacao.htm



Estudo na Science destaca a primeira demonstração de um mecanismo de mutação e adaptação a poluentes em vertebrados. Peixes mutantes proliferaram no rio Hudson (divulgação)





Agência FAPESP – Durante três décadas, de 1947 a 1976, duas fábricas de uma multinacional jogaram um total estimado de 600 mil quilos de bifenilas policloradas (PCB), compostos organoclorados sintéticos considerados entre os poluentes com maior biotoxicidade, no rio Hudson, em Nova York.



O resultado foi o acúmulo do composto cancerígeno em um peixe local, o Microgadus tomcod, da família do bacalhau, em níveis nunca vistos em populações naturais. O surpreendente é que o peixe não sumiu da área afetada, mas proliferou a ponto de hoje ser encontrado em grandes populações.



O motivo é que o excesso de PCB induziu a um tipo de mutação que levou o peixe a evoluir para poder resistir à grande quantidade de toxinas presente na água, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (18/2) no site da revista Science.



Esse tipo de resposta é conhecido em insetos, que desenvolvem resistência a certos pesticidas, e em bactérias, que passam a resistir a antibióticos. “Mas essa é a primeira demonstração de um mecanismo de resistência em uma população de vertebrados”, disse Isaac Wirgin, do Departamento de Medicina Ambiental da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, que liderou o estudo.



Como Wirgin e colegas sabiam que o receptor de arilhidrocarbono (AHR2) regula os efeitos tóxicos do PCB em peixes, eles analisaram exemplares do M. tomcod para observar de que forma o receptor havia sido afetado.



O grupo verificou que esses peixes do rio Hudson e de áreas próximas tinham quatro mutações distintas no gene AHR2 que não eram comuns em outras populações da mesma espécie em áreas não contaminadas.



Segundo os pesquisadores, essas mutações parecem prejudicar a capacidade da AHR2 de se ligar a certas substâncias tóxicas presentes na água.



Os cientistas sugerem que os peixes no rio Hudson passaram por uma rápida evolução, alterando a AHR2 em um período curto de tempo, de modo a desenvolver resistência aos PCBs que infestaram seu habitat.



Embora o peixe tenha superado a poluição no rio, o resultado não foi tão bom para seus predadores ou o homem. “O M. tomcod sobreviveu, mas ele ainda acumula PCB em seu corpo e passa a substância para qualquer outro que o coma”, disse Mark Hahm, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, outro autor do estudo. Ou seja, apesar de o peixe ter resistido e proliferado, a pesca está fora de questão.



O artigo Mechanistic Basis of Resistance to PCBs in Atlantic Tomcod from the Hudson River (doi: 10.1126/science.1197296), de Isaac Wirgin e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencexpress.org.





COPA 2014 & PARQUES

Concessão Turística terá minuta de Edital até março de 2011



Qui, 17 de Fevereiro de 2011 18:30
 
 
Autoria e fonte: http://manoreporter.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4006:concessao-turistica-tera-minuta-de-edital-ate-marco-de-2011&catid=55:diet-fitness&Itemid=414
 
 
O documento estará disponível ate o final do mês de março no site dos dois órgãos recebendo as contribuições da sociedade em geral. A ação vai permitir que empreendedores invistam na infraestrutura dos Parques Estaduais, com o objetivo de estruturar as áreas protegidas para receber os turistas na Copa de 2014. A titular da SDS, Nádia Ferreira, e o diretor executivo da Amazonastur, Nicholas Carvalho, assinaram o documento durante a realização do Fórum Estadual de Turismo. O GT tem o desafio de no prazo de 40 dias apresentar a minuta do edital.





“É uma iniciativa inédita no Estado, dada a condição do amadurecimento das ações ambientais locais. Estamos alinhados dentro da política pública do Governo Federal, que também está adaptando seus parques para a Copa de 2014. Todo o processo tem uma série critérios, avaliação de atrativos, que já possuem um segmento turístico até informal”, declara a titular da SDS, Nádia Ferreira.







Desde 2009, a SDS por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), em parceria com a Amazonastur, já trabalha com foco em incentivar o turismo em Unidades de Conservação. Inicialmente, prevêem-se adequação em quatro unidades de conservação localizadas no Rio Negro: Parque Estadual do Rio Negro (Setor Norte e Sul), Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Esquerda do Rio Negro. Outras unidades também já foram definidas: APA Tarumã Mirim/Tarumã Açu, Parque Estadual Sumaúma, APA Caverna do Maroaga e Floresta Rio Urubu.







Foram utilizados para escolha das áreas os seguintes critérios: as comunidades já envolvidas com visitação pública; a existência de infraestrutura de visitação; atratividade turística da comunidade; e a existência de projetos de parceria entre comunidade e instituição governamental ou não governamental.



Estudo Green City Index, Siemens: Singapura é a cidade mais verde da Ásia

Estudo Green City Index, Siemens: Singapura é a cidade mais verde da Ásia

Publicado em 17 de February de 2011.

http://www.greensavers.pt/2011/02/17/estudo-green-city-index-siemens-singapura-e-a-cidade-mais-verde-da-asia/
 
 
A cidade de Singapura é a mais verde de toda a Ásia, de acordo com o Green City Index, estudo desenvolvido pelo Economist Intelligence Unit para a Siemens.



O estudo analisou a sustentabilidade ambiental de 22 das principais cidades asiáticas e concluiu que a cidade de Singapura se destaca nos ambiciosos objectivos ambientais e a sua eficiência em atingi-los.



“Noutras cidades asiáticas, por outro lado, a notoriedade ambiental e a iniciativas de protecção climática estão a ter um papel cada vez mais importante”, afirma o estudo.



Bem classificadas no estudo ficaram também Hong Kong, Osaka, Seul, Taipe, Tóquio e Yokohama.



Num terceiro nível intermédio encontramos as cidades de Pequim, Banguecoque, Nova Deli, Jacarta, Guangzhou, Kuala Lumpur, Nanjing, Wuhan e Xangai.



Numa perspectiva menos sustentável aparecem as cidades de Bangalore, Kolkata, Hanói, Manila e Bombaim, sendo que Carachi fecha o ranking.



Tal como os restantes Green City Index, o asiático examina a performance ambiental das 22 maiores cidades asiáticas em oito categorias: energia e CO2, utilização de solo e edifícios, transportes, resíduos, água, saneamento, qualidade do ar e governance ambiental.



Entre as conclusões positivas do estudo estão aspectos como o aumento da atenção para com temas relacionados com o ambiente, emissões anuais de CO2 menores que as europeias, por exemplo, e uma menor produção de resíduos (375 quilos per capita/ano, contra 465 kgs na América Latina e 511 na Europa).



Ainda assim, as metrópoles asiáticas ainda têm muito que fazer para acompanhar as suas congéneres sul-americanas, por exemplo, no que toca às energias renováveis. Assim, apenas 11% do total de electricidade gerada nestas 22 cidades provém de renováveis – na América Latina esta percentagem é de 64%.



Saiba tudo sobre o Green City Index neste link.



Os maiores desafios do continente asiático vêm da crescente urbanização, que terá um impacto substancial nas infra-estruturas: mais habitantes significa mais energia, água potável, transportes e casas energeticamente eficientes.



De acordo com o Banco de Desenvolvimento Asiático, para responder a esta tendência as cidades asiáticas terão de construir 20 mil novas casas, 250 quilómetros de estradas, novas infra-estruturas para transportes e garantir seis milhões de litros de água potável adicional. Tudo numa base diária!



“A batalha contra as mudanças climáticas será decidida nas cidades. Isto aplica-se à Ásia mais do que a qualquer outra parte do globo. Mas apenas nas cidades verdes valerá a pena viver no longo prazo”, explicou Barbara Kux, chief sustainability officer da Siemens.



O Green City Index arrancou em 2009, com o estudo sobre a sustentabilidade urbana na Europa, onde saiu vencedora a cidade de Copenhaga, na Dinamarca.



No ano passado o estudo chegou à América Latina e galardoou Curitiba, no Brasil. De acordo com a Siemens, o estudo vai agora “visitar” outras partes do globo.


Confirmados estão já um estudo que analisará as cidades africanas e outro que terá como ponto de partida as cidades alemãs.



Abav e Sebrae têm 200 vagas para educação à distância - gratuitas

Abav e Sebrae têm 200 vagas para educação à distância


Publicada em 17/2/2011 12:40:00

Fonte: http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/agencias-de-viagens/abav-e-sebrae-tem-200-vagas-para-educacao-a-distancia_65564.html


A partir de amanhã, dia 18, o Proagência – um convênio da Abav com o Sebrae Nacional – oferece vagas para os cursos de Educação à Distância “Gestão de Roteiros no Turismo Receptivo” e “Gestão de Empresas de Agenciamento e Operações Turísticas”.



O curso “Gestão de Roteiros no Turismo Receptivo” visa consolidar os profissionais como operadores de Receptivo tendo como foco a criação de roteiros turísticos locais, individuais ou em grupos. Também vai mostrar aos participantes formas de valorizar os atrativos turísticos do local e zelar pelas questões relacionadas à sustentabilidade do destino. É direcionado a operadores e agentes de viagens e será ministrado pelo consultor Carlos Silvério ao longo de três semanas, com carga horária de 20h.



Já o “Gestão de Empresas de Agenciamento e Operações Turísticas” irá ensinar como gerenciar a empresa de maneira eficiente, adequando-se aos desafios do mercado de maneira otimizada, direcionando objetivamente a estratégia de vendas da empresa e garantindo sustentabilidade econômica, mantendo-se dentro do planejamento financeiro anual. É direcionado a gestores de agências de viagens, ministrado pelo tutor Victor Lamas, com carga horária de 35h desenvolvidas ao longo de cinco semanas.



Para este ano já estão previstas cinco novas turmas, duas em março e três em abril. Para participar do método de Educação à Distância, é necessário que o aluno possua disponibilidade de dedicação diária de uma a duas horas e tenha internet banda larga. As atividades são disponibilizadas através de plataformas de estudos onde o aluno acessa o conteúdo programático e pode participar de chats e bate-papo com o professor e outros alunos.



Após o processo de seleção, que inclui critérios como ser agente de viagens, um agente de viagens por empresa em cada turma e 50% das vagas reservadas para abavianos, todos os alunos inscritos serão comunicados sobre o início das turmas, ambas previstas para começar em 21 de março.



As inscrições são gratuitas e ocorrem de 18 de fevereiro a 04 de março no Portal da ABAV (www.abav.com.br).

Chile: Grupo de arquitetos projeta prédio que purifica água de rio poluído e parques suspensos.

Grupo de arquitetos projeta prédio que purifica água de rio poluído


Postado em 17/02/2011 ás 11h52

Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2041
 
 
 
O arranha-céu não apenas fornece espaço para empreendimentos habitacionais e comerciais, mas filtra a água do rio Mapocho que flui através de seus níveis mais baixos. (Imagem:Divulgação)


O arranha-céu projetado por Víctor Alegría Corona, Enzo Córdova Rivano, Alejandro Cortés Abrigo, Thomas Fell Rubio, e Javier Moya Ortiz, pretende filtrar as águas poluídas do Rio Mapocho no Chile. A intenção é colocar o arranha-céu diretamente no rio, que flui através de Santiago.



Os cinco estudantes de arquitetura da Universidade do Chile projetaram uma estrutura moderna, parecida com um favo de mel que, não apenas fornece espaço para empreendimentos habitacionais e comerciais, mas filtra a água que flui através de seus níveis mais baixos.



O projeto foi inscrito no concurso internacional Skycraper Competition 2010, realizado pela revista Evolo. Apesar de não terem ganho a competição, os estudantes compartilharam-na com a “Plataforma Arquitetura” que quis valorizar o trabalho realizado por eles, através do desenho ousado, inovador e a ideia de purificar as águas do rio.



Mapocho é um elemento geográfico estruturador da cidade, presente na memória dos habitantes como o rio mais importante de Santiago, desenvolvendo lugares emblemáticos ao longo de suas margens. No entanto, em suas épocas de cheias, no inverno, ocorrem problemas de alagamento e inundações das quais vêm diminuindo ao longo dos anos em um processo contínuo de habitação de seus bancos e obras de mitigação.



A poluição do rio sujo manifesta problemas em toda a capital, conforme analisado pelos estudantes. Assim, quando o tenebroso rio atinge o arranha-céu, redes de filamentos microscópicos captam, retêm e limpam a água por capilaridade, e a estrutura continua horizontalmente criando um gigante "L", com formas poligonais para manter a vegetação; então a área funciona como uma lagoa. Esta zona úmida artificial completa o processo de decantação e fitorremediação, fazendo a limpeza do rio e da cidade simultaneamente.


Os arquitetos pretendem construir um parque para comemorar o ambiente restaurado, com as águas do rio purificadas. Isto permitiria revitalizá-lo como elemento fundamental da geografia e paisagem da cidade, proporcionando novos espaços de lazer aos habitantes. O local também será usado para atividades educacionais como agricultura urbana, reciclagem e compostagem.



O edifício inteiro é uma soma de células individuais, o que permite uma melhor ventilação e cria um espaço para admirar o rio limpo e os arredores de Santiago em uma espécie de mirante. A posição do prédio em um rio com novas zonas úmidas adjacentes oferece o benefício adicional de um clima agradável para os moradores. A estrutura permite a passagem de água pela construção, proporcionando novas perspectivas de espaço e cria uma simbiose entre o rio e o edifício, trazendo o verde para o vertical e definindo novos paradigmas entre o natural e o construído.



A água cria lagoas horizontais e verticais que permitem refrescar a atmosfera e gerar microclimas em todo o edifício, permitindo também o crescimento da flora nativa e o desenvolvimento de pequenos animais.



De acordo com os estudantes, isso trarátoda uma nova dinâmica para os arranha-céus do centro da cidade. Por limpar continuamente o recurso mais precioso da cidade, esta estrutura servirá à comunidade ao longo de sua vida.



Redação CicloVivo




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vigilância em parques de Porto Alegre é reforçada com 25 novas câmeras

Vigilância em parques da Capital é reforçada com 25 novas câmeras

Prefeitura concluiu instalação de equipamentos nesta quinta-feira


 
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana concluiu nesta quinta-feira a instalação de 25 câmeras de monitoramento que farão a vigilância em praças e parques de Porto Alegre, além da orla do Guaíba. A previsão é de que elas sejam colocadas em funcionamento dentro de 15 dias, conforme o secretário Nereu D’Avila.



O sistema de videomonitoramento, que será operado pela Guarda Municipal, tem como objetivo inibir furtos e roubos em nove locais da cidade, além de coibir pichações.



— Instalamos uma das câmeras na área da Usina do Gasômetro onde havia um ponto cego. Ali, o monitoramento poderia ter evitado, por exemplo, a ação de pichadores que atacaram a chaminé da Usina recentemente — afirma D'Avila.



No Laçador, na entrada da Capital, a câmera já opera de forma experimental. As outras 24 serão entrarão em funcionamento assim que a sala de monitoramento for ativada. Segundo o secretário, ainda falta estabelecer a ligação com a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa), responsável por gerar as imagens.



Transmitidas por redes de fibra óptica, as imagens das câmeras serão enviadas em tempo real para a nova sede da secretaria e da Guarda Municipal, na Avenida Padre Cacique. O Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) da Brigada Militar, que funciona na Secretaria da Segurança Pública, na Rua Voluntários da Pátria, também terá acesso ao sistema.



Cada câmera custou cerca de R$ 7 mil. No total, segundo D'Avila, foram gastos no projeto cerca de R$ 600 mil, investidos pela prefeitura, com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal.



ZERO HORA








NENHUM A MENOS

Nenhum a menos



Autor: Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho


16/02/2011


Filme feito recentemente na China mostra a persistência de uma professora camponesa em apoiar o crescimento pessoal de cada um de seus pequenos alunos. Cada um, nenhum a menos, e para isto ela usa as alavancas que tem para mover o seu mundinho na aldeia e nos locais mais distantes onde julga poder ajudá-los.



É este o estado de espírito que devem ter aqueles que no executivo, judiciário, legislativo e em posições da sociedade civil podem agir/ colaborar para enfrentar/ superar as dificuldades do dia-a-dia dos habitantes de uma cidade.



Isto é particularmente complexo quando uma cidade é ao mesmo tempo um país, coexistindo em vasos comunicantes com o conjunto da nação e até do mundo. Quero falar de São Paulo e dos nossos problemas com eventos climáticos extremos, chuvas, inundações e desabamentos.



Mesmo um comentário breve sobre isto é obrigado a tratar de aquecimento global, obras e outras políticas públicas para áreas de risco. Em relação às mudanças climáticas, é certo que não se pode ligar os temporais dos últimos anos mecanicamente ao aquecimento global, mas é certo também que eventos deste tipo serão cada vez mais freqüentes com a atual tendência de subida da temperatura.



São Paulo está agindo desde 2005 como uma cidade consciente de suas obrigações neste drama. Já iniciou o seu processo de redução de emissões de gases de efeito estufa (energia, transporte, lixo). Teve a primeira lei climática aprovada no País em junho de 2009. Tem seu comitê climático ativo e está consciente de que é preciso atuar também no capitulo adaptação para preparar a cidade para possíveis desastres climáticos.



Em relação a obras e outras políticas públicas mais diretamente ligadas à drenagem e ao combate às enchentes, também é possível ver que a administração municipal está ativa. Trabalhando com o governo estadual em obras estruturais demaior vulto nos principais rios, na construção e na manutenção dos reservatórios artificiais, na ampliação de rede de saneamento básico.



Também com a Sabesp, 100 dos 400 córregos da cidade foram saneados pelo Programa Córrego Limpo. A Operação Defesa das Águas desde 2005 sistematicamente tem impedido novas ocupações em áreas de mananciais, de risco e em Áreas de Proteção Permanente (APPs) e desenvolvido programas habitacionais que compensem as 6.000 invasões novas que foram removidas neste período.



Iniciado em 2007, o Programa de Parques Lineares está atuando em 30 áreas de várzeas. Dez delas já estão em uso pela população e outras vinte em andamento vão colaborar no combate às enchentes e oferecer novas áreas de lazer no entorno. Os parques resgatam o papel dos fundos de vale como parte do sistema de drenagem natural acrescentando-lhes função social.



O programa de dotar a cidade de 100 parques municipais até o ano de 2012 (eram 34 em 2004 e hoje já são 77 distribuídos de forma mais equilibrada pela cidade), o programa de arborização (já são 1 milhão de novas árvores plantadas), a exigência de implantação de calçadas verdes e a preservação de 20% de área natural nas novas obras públicas e privadas promovem o aumento da permeabilidade na cidade.



Programas habitacionais como a urbanização de favelas seguem um ritmo acelerado. A manutenção de famílias com um auxilio social de aluguel já apoiou mais de 20.000 delas neste período.



O importante conceito da cidade compacta foi adotado pelo planejamento urbano municipal e está orientando as novas Operações Urbanas de forma que a população, os mais pobres ou classe média, volte a ocupar de forma sustentável o centro e o centro expandido, deixando assim de pressionar as áreas frágeis ambientais da periferia urbana (mananciais, Cantareira, várzeas etc).



De todas estas políticas se destaca a retomada da implantação do Parque Linear das Várzeas do Tietê, obrigação ambiental pela reforma nas avenidas/estradas marginais, daquele rio. Será o maior parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 quilômetros quadrados de área, acompanhando o traçado do Rio Tietê desde sua nascente, em Salesópolis, até a barragem da Penha, em São Paulo. É hoje o maior projeto de adaptação e combate às enchentes em andamento no País. O primeiro núcleo do parque, localizado na cidade de São Paulo, já está implantado.



Porém, o mais urgente não é nada disto, que dará frutos muito mais em médio e longo prazo. Neste momento, o decisivo é tratar as áreas de risco de desabamentos e enchentes que ameaçam as vidas das pessoas que moram nestes locais. Esta é a prioridade zero.



A cidade está se movendo. A Operação Defesa das Águas na prevenção, os programas habitacionais na correção. No total mais de 30.000 famílias já foram atendidas neste período.



Agora, porém, temos um novo estudo, pela primeira vez feito em toda cidade, de mapeamento das áreas de risco, que foram classificadas como de baixo, médio, alto e muito alto riscos. É aí que a Prefeitura, com ajuda de todos, deve se concentrar. É claro que alagamentos na Av. 23 de Maio ou nas Marginais dos Rios Pinheiros ou Tietê são prejuízos econômicos e sociais para a cidade que devem ser eliminados em médio e longo prazos, porém nosso foco, nossa obrigação no momento, é não deixar que morram pessoas em enchentes ou desabamentos. Este deve ser nosso indicador máximo no momento. Quantos morreram em 2009, 2010? Quantos são os óbitos em 2011? Nossa luta deve ser para tentar zerar estas perdas.



As enchentes talvez sejam resolvidas em médio prazo corrigindo erros do passado e do presente na nossa urbanização. As vidas perdidas são definitivas e não devemos nos conformar com nenhuma vida a menos por este motivo na nossa cidade.



Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, é Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.
Filiado ao Partido Verde desde 2003, Eduardo Jorge, 55 anos, é médico sanitarista da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Nascido em Salvador, Bahia, é casado e pai de seis filhos. É co-autor da legislação constitucional da área da seguridade social (previdência, assistência social e saúde) e autor ou co-autor de leis federais, como a de regulamentação do planejamento familiar e da esterilização voluntária; da produção de medicamentos genéricos; da lei orgânica da assistência social; da vinculação de recursos orçamentários para o SUS e da restrição ao uso do amianto. Deixou, ainda, outros projetos em tramitação no Congresso, como a emenda constitucional que propõe o regime parlamentarista para o Brasil.


Principais cargos:

- Secretário de saúde do município de São Paulo no governo de Luiza Erundina, de 1989 a 1990, e no início da Prefeitura de Marta Suplicy, de 2001 a 2002.

- Deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1987 a 2002.

- Deputado estadual, eleito pelo Partido dos Trabalhadores, de 1982 a 1986.