quinta-feira, 11 de março de 2010

Propostas de critérios/parâmetros de um parque sustentável.

SELO VERDE: A UTILIZAÇÃO DE UM INSTRUMENTO BALIZADOR MAIS SUSTENTÁVEL PARA OS PARQUES DE SÃO PAULO




Pouco mais de duas décadas atrás, as Nações Unidas encarregaram-se de formar uma comissão internacional presidida pela ex-Primeira Ministra da Noruega, Sra. Gro Harlem Brundtland, para efetuar amplo estudo a respeito dos problemas globais de meio ambiente e desenvolvimento, tendo como resultado, a publicação, o “Nosso Futuro Comum” (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1991) mais conhecido por Relatório Brundtland. Este Relatório, no qual foi caracterizado o conceito de desenvolvimento sustentável e inserido definitivamente o termo na agenda política internacional, conceituou como sustentável, o modelo de desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.



Majoritariamente, os problemas atuais do desenvolvimento, aliados à questão ambiental, encontram-se disseminados por todo o mundo, como o acelerado processo de urbanização, a escassez de água doce e o adequado saneamento ambiental, seus reflexos na saúde, a perda de biodiversidade, o desmatamento acelerado, a crescente poluição, a exploração exacerbada dos recursos naturais, o aumento de catástrofes naturais e as mudanças climáticas globais. Diante desta evolução, o município de São Paulo, atualmente a maior e uma das principais cidades do Brasil e da América do Sul, não poderia estar fora deste processo, a cidade enfrenta problemas socioambientais superlativos e tenta, a elevados custos, mitigar os impactos negativos deste crescimento.



No que se refere a uma política pública de desenvolvimento ambiental, a atual gestão administrativa tem a missão de entregar à população áreas mais saudáveis e de maior qualidade ambiental através da implantação de parques municipais, os quais requalificam a ocupação do solo na cidade, potencializando os serviços ambientais oferecidos por estes espaços.



Ainda que a adoção destas práticas seja de grande valia para a geração de espaços verdes com maior qualidade tanto para a cidade quanto a seus usuários, é fundamental, para a implementação desta política ambiental, a adoção de instrumentos voluntários de gestão ambiental no que se refere a critérios mais sustentáveis, os chamados SELOS VERDES ou SUSTENTÁVEIS para os parques municipais. Estes critérios ou diretrizes devem contemplar aspectos sociais, econômicos e ambientais direcionados a criação dos parques no município de São Paulo em prol de um avanço contínuo da gestão pública ambiental.



Em face a esta discussão, alinhando qualificação do espaço público, práticas de operação das áreas verdes e funções exercidas por esses ecossistemas de forma mais saudável, é essencial acreditarmos que, através destes instrumentos a serem definidos desde a concepção do parque, da sua construção, da escolha de materiais e soluções mais eficientes e de menor impacto ao meio ambiente, da operação e práticas de manutenção dos parques, iremos aprimorar condições de eficiência energética, desempenho ambiental e melhor funcionamento das áreas verdes da cidade.



Portanto, a adoção de uma metodologia de certificação verde para os parques de São Paulo é vital, tanto como uma força motriz para a readequação do segmento da indústria da construção civil a novos conceitos mais eficientes de materiais quanto ao incentivo de outros órgãos municipais pela adoção da certificação verde de suas construções.



Marcelo Caloi Neves

Marcelo Caloi Neves é arquiteto urbanista, funcionário da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, trabalha no Depave 1 junto a equipe do Centro-Oeste na elaboração de novos parques para a região. Em 2008 conclui sua especialização no Instituto de Pesquisas Tecnológicas com o tema de pesquisa Alcances e limites dos instrumentos de avaliação e controle ambiental para o município de São Paulo. Trabalhou anteriormente a SVMA no ICLEI – Sustainability for Local Governments na elaboração de políticas públicas urbanas, Fórum de Mudanças Climáticas e Fábio Feldman Consultoria Ambiental.











A importância da análise da água das fontes alternativas

É preciso examinar e monitorar a qualidade da água para seu uso

Iniciamos com a parceria da equipe da Vigilância em Saúde Ambiental- VIGIAGUA, a análise da água das fontes alternativas (menos dos lagos) nos parques para definir quanto ao seu uso adequado: consumo humano, descarga de sanitários, irrigação, tanques com peixes, lavagem de piso...


Veja o Manual para Orientação - Análise de Água no Instituto Adolfo Lutz http://biblioteca.ial.sp.gov.br/index.php?option=com_remository&Itemid=27&func=startdown&id=314

quarta-feira, 10 de março de 2010

Decidir pelo Uso Racional da Água foi decorrência da reengenharia na questão da economia de água nos parques.

Decidir pelo Uso Racional da Água foi decorrência da reengenharia na questão da economia de água nos parques.



Reengenharia é o ato de repensar e reprojetar de forma radical a estrutura existente. O estudo inicial foi realizado em 2009, e adotei como ferramenta estratégica, o método da curva ABC para identificar os 10(dez) parques que mais consumiam água nos últimos 3 (três)anos, e constatei que representavam entre 70 a 80% do total de gastos de todos os parques. Analisando as contas, verifiquei que não se tratava apenas de consumo de água (esgoto), decorrente de possíveis vazamentos nas instalações hidro-sanitárias como se imaginava, mas havia necessidade de negociar a tarifa diferenciada (desconto de 25%) como grandes consumidores e aderir ao Programa de Uso Racional de Água-PURA da SABESP para substituir aparelhos convencionais por aparelhos modernos com economizadores de água. Notei que há uma defasagem entre a leitura do hidrômetro manual e o vencimento da conta de água de quase dois meses e meio, que dificulta qualquer ação para adotar providencias imediatas para eliminar possíveis vazamentos ou desperdícios. Portanto, para redução de gastos, foi inevitável propor a elaboração de programa de gerenciamento de informações dos parques que possibilite a integração dos dados de todos os setores desde a verificação da leitura dos hidrômetros (telemetria) para calcular o consumo médio real, pagamento de contas (orçamento programa), manutenção, projetos, obras e serviços, educação ambiental, A3P , principalmente, adotar uma atitude sustentável e inovadora sobre o uso racional de água através de fontes alternativas de água disponíveis nos parques para uso menos nobre. Daí a reengenharia para solução do problema não só do consumo de água, mas para redução dos gastos com pagamento de conta de água/esgoto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Parques sustentáveis

Parques sustentáveis



Até o início da década de setenta, na cidade de São Paulo os parques se integravam à paisagem urbana como uma extensão da própria via pública.

Não havia barreiras ou fronteiras que delimitassem o perímetro dos parques, era muito comum a presença de carros dentro dos parques em passeios ou até mesmo em rotas de caminhos alternativos, trenzinhos estilizados faziam a alegria da garotada nos fins de semana.

A ocupação dos parques por automóveis também se dava em importantes eventos da cidade como: Feira da bondade, Feira do Verde do Ibirapuera, parque que abrigou por um bom tempo, até uma casa noturna de shows de samba do sambista Sargentelli.

Nas tardes de sábado, junto à marquise, havia uma concentração de motociclistas, bugueiros que promoviam pegas e shows de pilotagem assistidos por centenas de jovens que faziam dali seu ponto de encontro.

A partir da metade da década de setenta, tendo como principal justificativa, o aumento da criminalidade e o mau uso destes espaços públicos, principalmente durante o período noturno, os parques da cidade passaram a ser isolados através de grades, acesso controlado e mais tarde a instituição de horários de funcionamento.

Com este preâmbulo fica fácil entender a implantação arquitetônica da maioria dos parques da cidade. Neste contexto, era necessário que os projetos dos parques contemplassem com muita ênfase, o acesso de automóveis em seu interior, daí, o motivo dos seus usuários, hoje, caminharem sobre vias largas, asfaltadas, delimitadas por guias e sarjetas de concreto, iluminadas por postes de mais de oito metros de altura.



Sempre que tenho oportunidade de me pronunciar sobre o perfil que se deve adotar na implantação e readequação dos nossos parques, defendo que o parque deva ser apresentado como equipamento diferenciado, com características próprias e distintas dos outros espaços públicos.

Como seus caminhos e alamedas internas são destinadas à movimentação de pessoas a pé, não existe mais a necessidade de guias e calçadas em desnível, a via toda pode ser um grande passeio, como não andamos sobre rodas, suas curvas também não necessitam de grandes raios de giração.

Sobre os materiais empregados devemos priorizar aqueles que em seus ciclos de vida causam o menor impacto ambiental, como a madeira.

Com o aproveitamento da madeira proveniente de corte e poda das árvores dos próprios parques e vias públicas, de forma a não contribuir para a sua deposição em aterros, é possível suprir demandas de produtos como: postes, piquetes, orlas para caminhos, bolachas para pisos, peças para cercamentos, alambrados, arrimos, degraus e espelhos de pequenas escadas e acessos, guarda-corpos, caramanchões, madeira picada para pisos de trilhas, placas para comunicação visual, lixeiras, tutores e protetores para árvores, bancos, mesas para pic-nic, jogos, cavaletes, brinquedos para playground e equipamentos esportivos.

A madeira de origem legal e não predatória é alternativa ecológica à materiais como: metais, plásticos, compostos de cimento e outros que em sua produção utilizam como fonte de energia, a própria madeira e em seus ciclos de vida, acarretam incomparáveis impactos ambientais.

Longe de representar um retrocesso à construções de baixa qualidade, ao contrário, a idéia é promover o uso da madeira de forma engenheirada e moderna.

Para os pisos de passeios, ciclovias e outros, a pavimentação destes deve ser exemplar, contemplando em sua formulação, o agregado reciclado da construção civil, material já normatizado pela ABNT. Estima-se que somente na região metropolitana são geradas 15mil toneladas /dia de entulho provenientes de obras de construção e reforma.

Em seu cotidiano, o paulistano já convive em demasia com aço, concreto e subprodutos de petróleo. O parque pode se contrapor ao ambiente construído da cidade e servir de modelo para implantação de políticas públicas para:

- Uso racional de água: aproveitamento de águas subterrâneas - a água de chuva que cai sobre a área do parque deve ser infiltrada no solo ou aproveitada para usos não potáveis, da mesma forma os efluentes líquidos de todo o esgoto gerado após ser biodigerido em mini estações de tratamento. Assim se promove a recarga de aquíferos, evita-se a saturação das redes públicas de águas pluviais e esgotos da cidade, minimiza-se o consumo de água tratada e, principalmente, se reduz o potencial de enchentes em regiões mais baixas;

- Eficiência energética: a energia elétrica num parque é essencialmente consumida em sua iluminação - as luminárias instaladas em alturas inferiores a 4 metros têm maior rendimento e não prejudicam a ambientação da fauna;

Lâmpadas econômicas alimentadas por um sistema de coletores solares, posicionados acima das copas das árvores dispensam quilômetros de redes de cabos elétricos.

- Arborização: plantio de arvores em vias públicas e implantação de calçadas verdes no entorno do parque, plantio em ruas adjacentes, promovendo a ligação entre áreas verdes próximas como: parques, reservas, unidades de conservação, praças, etc... que no futuro viessem a se consolidar numa teia de linhas verdes dentro da paisagem urbana;

Emprego de técnicas de permacultura, com manejo de resíduos vegetais em leiras, plantio de espécies frutíferas nativas da região, resgate de consumo de frutas não comercializadas: pitanga, abricó, jenipapo, jambo e outras menos conhecidas pela maioria da população;

- Alimentação saudável: critérios de sustentabilidade e alimentação saudável para a concessão de pontos de vendas de alimentos e bebidas no interior dos parques;

- Incentivo ao Transporte Coletivo: instalação de portões de acesso aos parques o mais próximo de estações de embarque, pontos de parada, corredores de ônibus e outros modais;

- Incentivo ao uso bicicletas: instalação de bicicletários para guarda e locação de bicicletas;

- Separação de resíduos: disposição de resíduos por parte do usuário em lixeiras específicas;

- Incentivo à prática de caminhadas: implantação de “calçadões” no perímetro externo dos parques promovendo uma maior integração do parque com seu entorno.



Por fim, num momento em que se questiona sobre a ocorrência de fenômenos naturais e mudanças climáticas como consequências da atividade humana no planeta, numa cidade como São Paulo os parques, alem do lazer e integração das pessoas com a natureza, podem desempenhar a importante função de modelo para a indução de boas práticas e um modo de vida mais sustentável no ambiente urbano.



Eduardo Coelho e Mello Aulicino




Eduardo Coelho e Mello Aulicino é engenheiro civil, funcionário da Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz da Secretaria do Meio Ambiente do Município de São Paulo, atua na área de Ecoeconomia com ações em: Compras Públicas Sustentáveis, Energias Renováveis e Construção Sustentável.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PARQUES URBANOS SUSTENTÁVEIS: PARÂMETROS PARA A CIDADE DE SÃO PAULO (parameters for a Sustainable Urban Parks). Conceitos dos Estados Unidos, Colombia, Portugal...




Conceitos:


  • Buscamos o conceito de parque no Decreto Municipal nº 49.346, de 27 de março de 2008: “é o logradouro delimitado por vias de circulação e/ou por imóveis circunvizinhos, com grandes dimensões e implantado com o propósito de propiciar a existência de espaços abertos, ajardinados e arborizados, edificados ou não, visando primordialmente ao lazer, à recreação comunitária e à preservação ambiental, além de conter equipamentos destinados à cultura e à prática de esportes, dentre outros”.


  • Parque urbano é a área pública de uso sustentável integrante do Sistema de Áreas Verdes do Município. O Sistema de Áreas Verdes do Município é constituído pelo conjunto de espaços significativos ajardinados e arborizados, de propriedade pública ou privada, necessários à manutenção da qualidade ambiental urbana tendo por objetivo a preservação, proteção, recuperação e ampliação desses. (Lei Municipal nº 13.430, de 13 de setembro de 2002 – Plano Diretor Estratégico).


  • Um dos objetivos da política ambiental do Município é pesquisar, desenvolver e fomentar a aplicação de tecnologias orientadas ao uso racional e à proteção dos recursos naturais (Lei Municipal nº 13.430, de 13 de setembro de 2002 – Plano Diretor Estratégico).

Do art. 2º da Lei Federal nº 9.985, de18 de junho de 2000:



• III - diversidade biológica: a variedade de organismo vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies; entre espécies e de ecossistemas;

• IV - recurso ambiental: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora;

• V - preservação: conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem a proteção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistema além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a simplificação dos sistemas naturais;

• VI - proteção integral: manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana, admitindo apenas o uso indireto dos seus atributos naturais;

• VII - conservação in situ : conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características;

• VIII - manejo: todo e qualquer procedimento que vise assegurar a conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas;

• IX - uso indireto: aqueles que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais;

• X - uso direto: aquele que envolve coleta e uso, comercial ou não, dos recursos naturais;

• XI - uso sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo o biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável;

• XII - extrativismo: sistema de exploração baseado na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis;

• XIII - recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original;

• XIV - restauração: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original;

• XVI - zoneamento: definição de setores ou zonas em uma unidade de conservação com objetivos de manejo e normas específicas, com o propósito de proporcionar os meios e as condições para que todos os objetivos da unidade possam ser alcançados de forma harmônica e eficaz;

• XVII - plano de manejo: documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas fiscais necessárias à gestão da unidade;

• XVIII - zona de amortecimento: o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade; e

• XIX - corredores ecológicos: porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais.




  •      E o conceito de Parques  Urbanos Sustentáveis? Vamos buscar!              28/02/2010



Vamos dar início, com os seguintes eixos temáticos:




I) Tecnologias limpas e técnicas sustentáveis da permacultura: Experiências e propostas



A) Fonte alternativa de água: Parques com lagos, espelhos d’água, nascentes, poços semi-artesianos, cacimbas, captação de águas de chuva, água de reuso para utilização em descarga de sanitários, irrigação, fauna aquática e lavagem de pisos.

B) Parques que não possuem rede de esgoto da SABESP: técnicas da permacultura.
B.1) Banheiro ecológico seco, com minhocultura e adubação dos viveiros: uma alternativa.


sanitario seco Saniverte


fonte: http://www.youtube.com/watch?v=CC8ecKAT5og&feature=related









fonte: http://www.youtube.com/watch?v=rZXqidWnCYs

Produção: Fernando Angeoletto e do Cepagro - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo

As fezes e a urina das pessoas também podem ser aproveitadas de outra forma. Os chamados banheiros secos não utilizam água na descarga e sim matéria orgânica seca, como serragem. Os dejetos, após serem tratados, podem ser utilizados como adubo para as plantas.O Outro Olhar mostra como funciona esta Tecnologia Social.




B.2) Solução para tratamento dos efluentes dos sanitários com pouca manutenção: fossa séptica biodigestora. Outras tecnologias como o sistema de WETLANDS construido.

C) Redução do consumo de água. Aparelhos economizadores de água - uso racional de água - sua manutenção.

C.1) Mictório seco que economiza 100.000 litros de água por ano, são feitas de um material de alta tecnologia (molde injetado de Policarbonato/Makrolon) e são produzidos num processo de CO² neutro. A superfície livre de poros previne o depósito e desenvolvimento de odores. Substituir mictório tipo cocho representa economia de escala. Vamos testar se realmente funciona, sem odor. Parques, escolas,amas...





D) Iluminação pública externa com células fotovoltáicas e lâmpadas LED. Economia com consumo de energia elétrica, solução para furto de fiação elétrica e pouca manutenção em áreas de difícil acesso. Possíveis problemas.

E) Reuso da água da limpeza de caixa d'água e de piscinas para uso em outros locais (logística) como lavagem de pisos(após feiras livres), abastecer espelhos d'água, descarga de sanitários, etc.

F) Outras soluções.

G) Não cobramos "jabá". Este blog não irá omitir logotipos, marcas e modelos dos aparelhos instalados nos parques. O objetivo é constatar a eficiência, durabilidade do produto e garantia de acordo com Código de Defesa do Consumidor, principalmente de produtos ainda não normatizados pela ABNT. Se tudo estiver a contento, divulgamos. Caso contrário, retiramos do blog e denunciaremos no site http://www.reclameaqui.com.br/ e no PROCON-SP.





II) Propostas de critérios/parâmetros para um parque urbano sustentável ( ocorrerão mudanças/atualizações constantes neste tópico):


1. Proteção do ambiente natural – biodiversidade - parque natural


• Flora: espécies e quantidade dd árvores;

• Fauna: espécies e quantidade;





2. Conservação e restauração de ecossistemas, "corredores verdes" em torno de um córrego ou rio – parque linear

• Flora: espécies e quantidade de árvores;

• Fauna: espécies e quantidade;



3. Conservação de ecossistemas, natureza e biodiversidade – parque urbano e sustentável

3.1 -Flora: espécies e quantidade de árvores;

3.2 -Fauna: espécies e quantidade;

3.3 -Água:

a) Conservação das nascentes e potabilidade;
b) Classificação da qualidade da água dos lagos nos termos do art. 4º da Resolução CONAMA 357/2005
c) Espelhos d'água e tanques para piscicultura;
d) Desassoreamento de lagos

3.4- Conforto térmico em ambientes externos:
  • Pavimentação de ruas e calçadas com superfícies frias (não asfálticas)
  • Telhados verdes


4. Uso sustentável da terra:


• Viveiros
• Permacultura


5. Uso sustentável de recursos:



• valorização de recursos que ainda não haviam sido incorporados à atividade econômica. Por exemplo, gas metano da fossa  septica biodigestora. Ou humus sapiens.

• Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P - é um programa que visa implementar a gestão socioambiental sustentável das atividades administrativas e operacionais do Governo. A A3P tem como princípios a inserção dos critérios ambientais; que vão desde uma mudança nos investimentos, compras e contratação de serviços pelo governo; até uma gestão adequada dos resíduos gerados e dos recursos naturais utilizados tendo como principal objetivo a melhoria na qualidade de vida no ambiente de trabalho.

• Reciclagem de resíduos



6. Prevenção da poluição:



• Inexistência de rede de esgoto. Tratamento do efluente sanitário para lançamento no solo/lençol freático: sustentabilidade e saúde publica;

• Tratamento dos córregos poluidos por flotação antes de abastecer os lagos como no Parque do Ibirapuera e Aclimação;



7. Energia - eficiência energética



• Energia solar para aquecimento de água dos chuveiros e torneiras (elétricas);

• Postes ou iluminação pública com células fotovoltáicas com lâmpadas LED;

• Iluminação interna com lâmpadas LED;





8. Água - Redução no uso. Fontes alternativas e uso racional

• Aproveitamento de água dos lagos ou espelho d’água, após descarte, no vertedouro;



• Aproveitamento de água de nascentes/minas;



• Aproveitamento de água dos córregos;



• Aproveitamento de água de represa;



• Poços rasos – cacimbas;



• Poços profundos (“artesianos”).

  • utilizar bombas d'água com energia solar




9. Mitigação e adaptação às mudanças climáticas – como evitar enchentes


  • Utilizando a água "descartada" dos lagos, diminui o volume de água lançado para  o sistema de águas pluviais e rios;

  • Utilizando a água "descartada" das nascentes, diminui o volume de água lançado para o sistema de águas pluviais e rios;

  • Através da educação ambiental disciplinar e conscientizar sobre o correto descarte de resíduos, para evitar a poluição e obstrução das bocas-de-lobo, dificultando o escoamento das águas pluviais, causando as enchentes;

  • Construção de pisos permeáveis para cooper, ciclovias  e calçadas permeáveis verdes  para melhorar o sistema de drenagem da cidade.



10. Tombamento de um parque pelo patrimônio histórico – desafios para adequar a sustentabilidade com limitações/restrições legais existentes.





11. Arquitetura sustentável do parque existente - reforma



  • bioengenharia de solos ou engenharia natural/verde

• Pisos, pista de cooper, vias e ciclovias permeáveis;

• Calçadas verdes;

• Redução de ilhas de calor:Telhados verdes;

• Telhados com PET





12. A falta de manutenção preventiva e corretiva das instalações elétricas, hidro-sanitárias e aparelhos acabam desperdiçando recursos e deixa de ser sustentável.
  •  Caçavazamentos- Sucesso no Parque do Cemucam em Cotia;



13. Desenvolvimento social:




• Envolvimento comunitário: A implantação da educação ambiental no parque com o conselho gestor do parque, voltadas principalmente para as crianças ( inclusive cartazes, cartilhas ou gibis sobre boas práticas de sustentabilidade nos parques).

• Acessibilidade;

• Respeito ao idoso;

  • Não fumar nos parques

• Turismo
  • Cultura
  • Esportes, lazer e recreação
  • Transporte alternativo - acesso ao transporte público
  • Transporte alternativo - ciclovias e bicicletário
  • Transporte alternativo - veículos de baixa emissão ou elétrico
  • Transporte - área de estacionamento







14. Outros parâmetros e idéias


Se o campo for insuficiente para comentários ou caso queira encaminhar anexos ou um artigo de sua autoria ou sugestões de links interessantes, por favor, direcione para o e-mail  parquessustentaveis@gmail.com

Obrigado.

Fred


15. Definindo o parque sustentável. "Defining the Sustainable Park: A Fifth Model for Urban Parks"




Fonte: http://lj.uwpress.org/cgi/content/abstract/23/2/102

Landscape Jrnl. 23(2):102-120 (2004); doi:10.3368/lj.23.2.102



Galen Cranz and Michael Boland
How can parks contribute to the overarching project of helping cities become more ecologically sustainable? The history of urban parks in America reveals more concern with social problems than with ecological sustainability. Four types of city parks have been identified—the Pleasure Ground, the Reform Park, the Recreation Facility, and the Open Space System—and each of them respond to social issues, not ecological ones. Yet today, ecological problems are becoming one of our biggest social concerns, so a new urban park type focused on social solutions to ecological problems would be consistent with this pattern. Using the same social and physical criteria that described the previous four models, Part I describes a fifth model, the Sustainable Park, which began to emerge in the late 1990s. Part II postulates three general attributes of this new kind of park: (1) self-sufficiency in regard to material resources and maintenance, (2) solving larger urban problems outside of park boundaries, and (3) creating new standards for aesthetics and landscape management in parks and other urban landscapes. It also explores policy implications of these attributes regarding park design and management, the practice of landscape architecture, citizen participation, and ecological education.

16. "Del parque urbano al parque sostenible. Bases conceptuales y analíticas para la evaluación de la sustentabilidad de parques urbanos1"



Luis Aníbal Vélez Restrepo2


2 Escuela de Planeación Urbano-Regional, Universidad Nacional de Colombia (Colombia). E-mail: luveler@unalmed.edu.co


Revista de geografía Norte Grande


versión On-line ISSN 0718-3402

Rev. geogr. Norte Gd. n.43 Santiago sep. 2009

doi: 10.4067/S0718-34022009000200002

Revista de Geografía Norte Grande, 43: 31-49 (2009)










Aproximaciones conceptuales y analíticas en torno a la sustentabilidad de parques y áreas verdes urbanas



17. Manual completo para projeto e construção de PARQUES SUSTENTÁVEIS e espaços abertos para a cidade de Nova York.



http://parquessustentaveis.blogspot.com/2011/02/atencao-novissimo-manual-de-construcao.html



19. Manual de boas práticas em espaços verdes

http://bibliotecadigital.ipb.pt/handle/10198/2929

20. Sustainable Parks

http://www.nycgovparks.org/sub_about/sustainable_parks/

Welcome to Sustainable Parks!


Proud to be known as “New York City’s Greenest,” Parks and the people that make up this agency are leading New York City in its effort to be more sustainable. The Sustainable Parks section of our website shows what Parks is doing to reduce its carbon footprint across the five boroughs. You can view our agency’s key green accomplishments and see how we continue to plan, manage, and grow the City’s green spaces in an eco-friendly way.



What is Sustainability?

Sustainability is a commitment to social, economic and environmental factors that promote long-term survival, a capacity to endure and a sustained quality of life. Most important, it means to think about the impact our actions have on the environment, on the economy and on future generations.



Sustainable Parks Task Force

The Sustainable Parks Task Force was formed in 2010 to bring together employees across Parks to advance green initiatives related to 21st century park design and construction, innovative natural resource management, and the reduction of fuel, energy, and materials consumption. Through agency-wide education programs and the quarterly release of a sustainability plan, Sustainable Parks will reduce the agency’s carbon footprint and enhance the current and future livability of New York City. For more information, contact sustainableparks@parks.nyc.gov.



We hope the features in this section will inspire you to get involved in this important movement. To make New York City the greenest it can be, we need everyone to pitch in. Together, let's prove we're able to be sustainable.