quinta-feira, 5 de junho de 2014

GREVE SUSTENTÁVEL NO MASP, NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE!

GREVE SUSTENTÁVEL DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA PMSP NA AVENIDA PAULISTA, NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE!

5 de junho, dia mundial do meio ambiente, greve dos metroviários e da CET.

O vão do MASP estava à disposição dos quase 100 engenheiros e arquitetos que apesar da greve da categoria, demonstraram entusiasmo, solidariedade, alegria, humor e organização para protestar pacificamente na Avenida Paulista, para "transformar o limão numa limonada", devido à greve dos metroviários.

Parte dos colegas estavam panfletando na calçada do MASP e do Parque Trianon, outros entregando os folhetos aos motoristas de forma ordeira e animada.

As faixas de pedestres foram utilizadas de forma criativa com duas "barreiras humanas" e mostrar as faixas, com palavras de ordem, sincronizadas com os semáforos.

Para a nossa surpresa, os pedestres nos apoiaram e os motoristas parabenizavam a atitude sustentável da nossa greve, por não incomodar o trânsito e a vida dos paulistanos já tumultuados pelas outras greves.

Mais um sucesso e motivo de orgulho dos participantes deste evento!

Embora não tenha despertado interesse para a imprensa, com exceção da CBN e WWF, por não causarmos transtornos, a recepção de apoio do  público à nossa causa foi surpreendente.


    Crédito pela foto ao final do evento: arqtº Breno Berezovsky

Parabéns time de vencedores e como postou a nossa colega Cerise:

Olhamos nos olhos e nos encontramos em cada um de nós que colocou este objetivo como um bem maior que nossas preocupações e necessidades pessoais, eu quero dizer que isto é G R A N D I O S O dentro da sociedade em que vivemos. Como a Ceneviva disse em uma Assembléia, "deste ponto já não tem mais volta".   Cerise

Desistir, jamais!

YES, WE CAN!


Vão do MASP

O trânsito com fluxo normal


Panfletagem no MASP


Faixas fixadas e depois removidas sem poluição visual


Respeito aos pedestres e motoristas

"Os iluminados"


Av. Paulista na faixa de pedestre para o Parque Trianon

Sincronia com o semáforo, sem atrapalhar o trânsito, mas com apitaço!


Dia mundial do meio ambiente e o tem da falta de água - WWF


Distribuição de folhetos para pedestres e motoristas



Campanha salarial limpa


Nada de resíduos, tudo limpo!

5.000 panfletos distribuídos!



Quinta, 05 de Junho de 2014 às 12:42

Servidores da Prefeitura de SP em greve fazem ação na Paulista


http://www.seesp.org.br/site/imprensa/noticias/item/5505-servidores-da-prefeitura-de-sp-em-greve-fazem-ato-na-paulista.html
Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo, em greve há nove dias, fazem uma ação de esclarecimento à população em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, desde às 10h desta quinta-feira (5/6). Com faixas, apitos, cartazes e folhetos, os servidores aproveitam o sinal fechado da via para explicar aos motoristas que trafegam na região, e também transeuntes, sobre a situação das categorias. A atividade será mantida ao longo de toda a tarde.


Desde o dia 27 de maio, os trabalhadores paralisaram suas atividades no município após diversas tentativas de negociar com o Executivo reposição salarial, reformulação do plano de carreira e mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.



Outro ponto reivindicado pelos trabalhadores de nível superior é a aplicação do piso salarial de engenheiro e arquiteto, que é de 9 salários mínimos.



A ação desta quinta foi decidida em assembleia realizada na tarde de quarta, no auditório do SEESP, que contou com a presença de cerca de 500 trabalhadores. Na sexta (6) ocorre outra reunião para tratar da paralisação. Na terça (10), durante reunião do Colégio de Líderes da Câmara Municipal de S. Paulo, às 14h, deverão ser definidos os integrantes do grupo de estudo que será criado na Comisão de Administração Pública da Casa para analisar a situação salarial e da carreira das categorias.



Imprensa SEESP

05/06/2014 - Engenheiros do Metrô aderem à greve da categoria na Prefeitura de SP
Profissionais do Metrô não aprovam proposta de reajuste salarial de 8,7% da empresa e decidem paralisar suas atividades nesta quinta (5). Arquitetos e engenheiros da prefeitura fazem ação na Paulista

Em assembleia, nesta quarta-feira (4), os engenheiros do Metrô recusaram a proposta de reajuste salarial de 8,7% da empresa e decidiram paralisar suas atividades nesta quinta (5). Ratificaram, ainda, a disposição de continuar negociando em busca do reajuste de 16,5% defendido pelo SEESP. Como saída para o impasse, o Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região convocou, para esta quinta (5), às 15h30, audiência de Conciliação e Instrução. Após a reunião, os engenheiros farão assembleia, às 18h30, na sede do sindicato (Rua Genebra, 25, Bela Vista, São Paulo), para avaliar a audiência do TRT e decidir os próximos passos do movimento.
Já os engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo, em greve há nove dias, fazem uma nova ação de esclarecimento à população em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, desde às 10h desta quinta-feira (5/6). Com faixas, apitos, cartazes e folhetos, os servidores aproveitam o sinal fechado da via para explicar aos motoristas que trafegam na região, e também transeuntes, sobre a situação das categorias. A atividade, decidida em assembleia por cerca de 500 trabalhadores, na tarde de quarta (4), será mantida ao longo de toda a tarde.
Nesta sexta (6), ocorre outra reunião para tratar da paralisação. Na próxima terça (10), está programada a reunião do Colégio de Líderes da Câmara Municipal de São Paulo, às 14h, quando serão definidos os integrantes do grupo de estudo que será criado na Comissão de Administração Pública da Casa para analisar a situação salarial e da carreira das categorias.
Próximas ações
Entre as próximas ações definidas estão uma nova reunião às 10h, na sexta (6), na sede do SEESP. A próxima assembleia da categoria está marcada para a quarta-feira (11), véspera da abertura da Copa do Mundo. Segundo a comissão de servidores recebida pelos representantes da prefeitura, será enviada até sexta-feira para os trabalhadores o projeto de lei (PL) que propõe uma reestruturação de carreiras, divididas em quatro faixas de analistas do município, que iguala diversas categorias em um mesmo nível salarial com remuneração a partir de subsídios que, de acordo com os servidores, só beneficiam engenheiros e arquitetos em início de carreira (quase 40% da categoria). Cerca de 500 servidores presentes na assembleia, que representam um terço do quadro total do município, além de rejeitarem o PL nesses moldes, aceitaram fortalecer os grupos técnicos de estudos, formados nesta semana dentro do movimento grevista, para formular novas propostas para a reestruturação da carreira.
A decisão foi feita após a chegada de outro grupo, vindo de uma reunião da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal onde formalizou o pedido de criação de um grupo de estudo na comissão para analisar a política salarial e estruturas das carreiras dos servidores. Na terça-feira (3), os servidores estiveram no Colégio de Líderes pela terceira vez. Na ocasião, o presidente da Câmara, Zé Américo (PT), após recomendação do vereador Nelo Rodolfo (PMDB), da base governista, de criação de um grupo de estudo na Casa, recomendou que o mesmo fosse instituído nessa comissão. Os integrantes do grupo devem ser definidos na reunião do Colégio de Líderes que ocorre na terça (10), às 14h.
Todo vereador pode apresentar emenda de alteração, supressão ou adição de questões. No entanto, não pode interferir na competência do Executivo, que é quem define o regime salarial.
Reivindicações
Desde o dia 27 de maio, os trabalhadores paralisaram suas atividades no município após diversas tentativas de negociar com o Executivo reposição salarial, reformulação do plano de carreira e mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.
Outro ponto reivindicado pelos trabalhadores de nível superior é a aplicação do piso salarial de engenheiro e arquiteto, que é de 9 salários mínimos. De acordo com balanço parcial do SEESP e do Sindicato dos Arquitetos no Estado de S. Paulo (Sasp), estão com atividades paralisadas nos setores de engenharia e arquitetura: 40% das subprefeituras, como Vila Mariana e Parelheiros; 100% Secretaria de Segurança Urbana; 90% da Secretaria de Licenciamento e demais secretarias localizadas no Edifício Martinelli; 80% das secretarias localizadas na Galeria Olido como Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras e Secretaria da Cultura. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente também está com atividade paralisada parcialmente.  
Sobre a Federação Nacional dos Engenheiros - Fundada em 25 de fevereiro de 1964, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) tem sede em Brasília e, hoje, é composta por 18 sindicatos estaduais, aos quais estão ligados cerca de 500 mil profissionais. A entidade foi constituída com o objetivo de representar nacionalmente a categoria, atuando na coordenação, na defesa e na representação dos profissionais, por intermédio de seus sindicatos.
Atua intensamente na congregação de seus representados e luta pelos direitos dos profissionais, por melhores condições de vida e trabalho e pelo fortalecimento da democracia e suas instituições.
Bandeira fundamental da entidade é também a luta pelo desenvolvimento do País com inclusão social. Tal objetivo está presente no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em setembro de 2006, em São Paulo, durante o VI Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), e atualizado por ocasião do VII Conse, em 2009.

In Press Oficina


  ComentáriosDIÁRIO DE S.PAULO - 05/06/2014  

A greve dos engenheiros e arquitetos da PMSP continua até o dia 11 de maio!




ASSEMBLEIA DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA PMSP CONTOU COM MAIS DE 500 PESSOAS!

Recorde de participantes, mais de 500 engenheiros e arquitetos no SEESP!


Deliberação pela continuidade da greve: Não ao subsídio!


Quarta, 04 de Junho de 2014 às 16:59

Engenheiros e arquitetos mantêm greve na Prefeitura de SP


Mais uma vez, com o auditório lotado, no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo votaram pela manutenção da greve das categorias, que completa oito dias nesta quarta-feira (4/6). Para comportar a todos, foi necessário instalar caixas de som no andar térreo para que os que não conseguiram entrar pudessem acompanhar. Pouco antes da assembleia, o Executivo chamou representantes dos trabalhadores em reunião que, apesar de retomar a negociação, não ofereceu nenhuma nova proposta salarial.
Foto: Imprensa SEESP
greve pmsp nova
Assembleia decide manter greve na Prefeitura de S. Paulo
                                           


Entre as próximas ações definidas estão um protesto no vão livre do Masp, na quinta-feira (5), com concentração a partir das 10h; e uma nova reunião às 10h, na sexta (6), na sede do SEESP. A próxima assembleia da categoria está marcada para a quarta-feira (11), véspera da abertura da copa do Mundo. "Quero ver cada companheiro aqui levar pelo menos mais um no ato desta quinta", pediu o engenheiro Sérgio Souza, delegado sindical do SEESP na prefeitura. "Está rejeitado o projeto de lei nesses moldes e devemos também ficar de olho em outras duas instâncias que discutem atualmente o nosso plano de carreira e salário: no Supremo Tribunal Federal (SFT) e no Senado. Se essas instâncias acenarem positivamente já temos mais instrumentos para lutar", lembrou o engenheiro João D'Amaro, vice rpesidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo (Seam).

Segundo a comissão de servidores recebida pelos representantes da prefeitura, será enviada até sexta-feira para os trabalhadores o projeto de lei (PL) que propõe uma reestruturação de carreiras, divididas em quatro faixas de analistas do município, que iguala diversas categorias em um mesmo nível salarial com remuneração a partir de subsídios que, de acordo com os servidores, só beneficiam engenheiros e arquitetos em início de carreira (cerca e 40% da categoria).

Os cerca de 500 servidores presentes na assembleia, que representam um terço do quadro total do município, além de rejeitarem o PL nesses moldes, aceitaram fortalecer os grupos técnicos de estudos, formados nesta semana dentro do movimento grevista, para formular novas propostas para a reestruturação da carreira. Nos próximos dias os grupos deverão se reunir para aprofundar o trabalho.
A decisão foi feita após a chegada de um outro grupo, vindos de uma reunião da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal, onde formalizaram o pedido de criação de um grupo de estudo na Comissão para analisar a política salarial e estruturas das carreiras dos servidores. Ontem, os servidores estiveram no Colégio de Líderes pela terceira vez. Na ocasião, o presidente da Câmara, Zé Américo (PT), após recomendação do vereador Nelo Rodolfo (PMDB), da base governista, de criação de um grupo de estudo na Casa, recomendou que o mesmo fosse instituído nessa comissão. Os integrantes do grupo devem ser definidos na reunião do Colégio de Líderes que ocorre na terça (10), às 14h.

“Temos que fazer a construção política do que é melhor para o município, trabalhadores e sociedade. Não há como prestar bem um serviço público se não houver uma remuneração adequada. Nós estamos colaborando para a produção do conhecimento e da visão política sobre a administração pública”, ressaltou a arquiteta Laura Ceneviva, que atua na Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 

Todo vereador pode apresentar emenda de alteração, supressão ou adição de questões. No entanto, não pode interferir na competência do Executivo, que é quem define o regime salarial.

Os servidores reivindicam mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.

A Prefeitura propõe remuneração a partir de subsídios que desconsideram as especificidades das diferentes atribuições e transforma todos os profissionais em analistas, com reajuste de 30% para engenheiros e arquitetos, somente a partir de 2017 e apenas àqueles em início de carreira.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sr.Spock, é lógico?

"Vamos encontrar vida no espaço neste século"

Com informações da CORDIS - 13/05/2014

A primeira exoTerra descoberta certamente é o primeiro de uma população de milhões de planetas similares ao nosso.[Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech]

Será que estamos sozinhos no Universo? Esta é uma pergunta que sempre estimulou a imaginação humana.
E, quanto mais aprendemos, mais improvável parece que a Terra seja um milagre solitário hospedando vida em meio a galáxias de planetas mortos.
Os cientistas agora já concordam que é apenas uma questão de tempo antes que encontremos outras formas de vida no Universo.
O assunto, que outrora já foi "proibido" no meio científico, foi discutido abertamente durante um evento promovido pela Comissão Europeia.
Mas exatamente como vamos encontrar nossos vizinhos extraterrestres - se serão apenas algumas células bacterianas ou sósias perfeitos do ET - eles ainda se arriscam menos.
Quem acredita em milagres?
"Nós vamos encontrar vida no espaço neste século," disse enfaticamente o Dr. Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (SETI).
"Há 150 bilhões de galáxias além da nossa, cada uma com algumas dezenas de bilhões de planetas como a Terra. Se este é o único lugar no Universo onde alguma coisa de interessante está acontecendo, então isso é um milagre. E 500 anos de astronomia nos ensinaram que, sempre que você acredita em um milagre, você provavelmente está errado," completou Shostak.
Ele descreve a busca por vida extraterrestre como uma "corrida de três cavalos", que será provavelmente ganha ao longo dos próximos 25 anos.

Encélado, lua de Saturno, pode ter um oceano sob o gelo, enquanto Europa, lua de Júpiter, apresenta vapor de água, o que aumenta as chances de vida. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Segundo ele, nós vamos encontrar a vida extraterrestre (1) nas proximidades, de forma microbiana em Marte ou numa das luas de Júpiter; (2) ou vamos encontrar provas nos gases produzidos por processos biológicos (fotossíntese, por exemplo) nas atmosferas de planetas em torno de outras estrelas; (3) ou ele próprio e sua equipe do SETI vão captar sinais de vida inteligente através de enormes antenas.
Eu levanto a mão
A Dra. Suzanne Aigrain, da Universidade de Oxford, que estuda planetas extrassolares, ou exoplanetas, representa o cavalo número dois nessa corrida.
Com base em seus estudos, ela também aposta que não estamos sós.
"Estamos muito perto de sermos capaz de dizer com um bom grau de certeza que planetas como a Terra, o que chamamos de planetas habitáveis, são bastante comuns [no Universo ]... É por isso que, quando alguém pergunta se eu acredito que há vida em outros planetas, eu levanto a minha mão, e faço isso como uma cientista porque o balanço das probabilidades é esmagadoramente alto," disse Aigrain.
Isso sem contar as exoluas, muitas delas com potencial para vida, assim como algumas das luas de Júpiter e Saturno em nosso Sistema Solar.
Muda tudo
Mas quando encontrarmos vida em outros planetas, ou interceptar um sinal de rádio de uma civilização alienígena, quais serão as consequências?
Encontrar um micróbio que não seja um micróbio terrestre vai nos dizer muito sobre a biologia, mas mesmo isso terá enormes consequências filosóficas.
Nas palavras do Dr. Shostak, "Isto literalmente muda tudo".

Amanhã assembleia no SEESP: dom Diego, a greve continua?

Atualizado: 03/06/2014 16:08 | Por Diego Zanchetta, estadao.com.br

Grevistas bloqueiam repartições da Prefeitura no centro

Grupos fecharam entradas da Subprefeitura da Sé e da Biblioteca Mario de Andrade. Na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Centro de Zoonoses, Praça das Artes e albergues, bloqueio é parcial
Grevistas bloqueiam repartições da Prefeitura no centro
"Funcionários Municipais em greve reunidos em frente à sede da Prefeitura de São Paulo."
SÃO PAULO - Lideranças grevistas dos servidores municipais estão bloqueando as entradas e o atendimento em repartições da Prefeitura na região do centro de São Paulo desde o início da tarde desta terça-feira, 3. Com apitos, cornetas e faixas, os grevistas já fecharam as entradas da Subprefeitura da Sé, na Rua São Bento, e a Biblioteca Mario de Andrade, na Rua da Consolação. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, o Centro de Zoonoses, a Praça das Artes e albergues para moradores de rua também foram parcialmente fechados pelos líderes da paralisação.
Os grupos de lideranças grevistas pedem que os funcionários deixem seus postos de trabalho para participar de uma assembleia-geral do funcionalismo municipal por volta das 18 horas, em frente à Prefeitura. Paralelo ao movimento dos servidores da Cultura, subprefeituras, assistência social e engenheiros, os professores municipais, em greve há 42 dias, decidem se continuam paralisados em assembleia marcada para as 17h30 na frente da Câmara Municipal.
Na Subprefeitura da Sé, engenheiros grevistas fizeram um apitaço dentro da repartição, por volta das 14h30, e impediram o atendimento de cerca de 50 pessoas que aguardavam atendimento nos guichês. Os grevistas também fizeram os servidores que estavam trabalhando na Biblioteca Mário de Andrade abandonarem seus postos de trabalho, por volta das 15 horas. "Sem peleguismo gente, não é hora de trabalhar, vamos pressionar por um aumento antes da Copa", bradava na porta uma liderança grevista da área da Cultura.
Os servidores municipais querem um reajuste imediato de pelo menos 12% para encerrar o movimento, iniciado na semana passada. Eles exigem que o governo negocie de forma geral com toda a categoria, com uma proposta unificada para os 147 mil servidores da Prefeitura. Já a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) diz que aceita negociar separadamente com cada categoria. Haddad já sinalizou que deve enviar à Câmara Municipal um projeto de lei para valorizar as carreiras de arquiteto e de engenheiro, cujo piso mensal hoje não ultrapassa os R$ 3,3 mil.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Enquanto isso...a atual gestão desprestigia os engenheiros seniores da PMSP!

21/05/2014 - 11h55 Comissões - Infraestrutura - Atualizado em 21/05/2014 - 19h02

Especialistas atribuem baixa qualidade de projetos e obras a falta de engenheiros e de planejamento

Enviar notícia por e-mail Imprimir
 
Marilia Coêlho

O volume de mais de 6 mil páginas mostra, segundo Jorge Fraxe, a burocracia para uma obra
A falta de engenheiros, a complexidade do processo licitatório e a ausência de planejamento estratégico estão entre os principais motivos da deficiência de projetos e obras no país, segundo os participantes de audiência pública sobre o tema realizada nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
A audiência contou com a participação do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe, que, logo no início, mostrou um projeto de obra de engenharia com 64 volumes, somando mais de 6,5 mil páginas. O projeto é referente à restauração da ponte internacional Barão de Mauá, que liga o Brasil ao Uruguai.
— As pessoas falam, comentam, reclamam que o Dnit demora com o projeto. Projeto de engenharia rodoviária, o projeto de uma ponte, de um viaduto, é diferente do projeto de uma casa. Isso é para demonstrar o nível de complexidade de elaborar um projeto de engenharia — disse o general.
Fraxe explicou que um projeto de engenharia é multidisciplinar, chegando a envolver 25 matérias. Ele esclareceu que o órgão terceiriza a elaboração dos projetos por meio de licitação e que, portanto, a qualidade depende do mercado. O general afirmou que as empresas que não cumprem cronograma ou erram no projeto estão sendo punidas.
— Cada projeto de engenharia, quando ele é recepcionado pelos analistas do Dnit, ele é entregue com, em média, 200 inconformidades — lamentou o presidente do órgão.
Para o diretor-executivo do Dnit, Tarcísio Gomes de Freitas, existe uma razão histórica para a falta de engenheiros no país, que seria a falta de investimento em infraestrutura a partir da década de 1980, com a crise do petróleo e a fuga de capital estrangeiro.
O especialista citou cinco causas para a baixa qualidade dos projetos e das obras. Segundo Freitas, a administração não sabe estabelecer metas e não cobra prazos das empresas; as equipes de licitação são despreparadas; a contratação de consultoria por licitação resulta em consultorias de baixo nível; as consultorias são mal remuneradas; e as ferramentas de tecnologias de informação sofisticadas não são utilizadas. Ele apostou no Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o sistema de licitação simplificada criado para as obras da Copa do Mundo, como boa alternativa para resolver muitos dos problemas.
— Eu tenho acompanhado os debates do RDC aqui no Congresso, por causa da Medida Provisória 630, porque o RDC traz boas práticas que já estavam positivadas no mundo afora, é uma maneira moderna de fazer contratação e que resolve boa parte dos problemas que foram aqui falados — disse.
Mas, para o senador Wilder Morais (DEM-GO), que presidiu a reunião, o RDC pode funcionar para o Dnit, mas não seria o ideal para tudo.
— Em outros órgãos, isso é um pouco temerário. Um exemplo disso é a Copa do Mundo. Nós não temos nenhuma arena praticamente igual ao preço da outra. Então a discrepância é gigante — afirmou.
Para o ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Wilson Lang, é preciso mudar a eficiência da gestão pública e o Legislativo precisa trabalhar mais e ter autonomia para mudar a legislação.
- Não existe na história da humanidade, país que se desenvolveu sem engenharia e sem infraestrutura – ressaltou.
Valorização do engenheiro
Questionado pelo senador Wilder Morais se havia engenheiros suficientes no Dnit e se a carreira era atrativa, o general Fraxe respondeu que não. Ele disse que os engenheiros do Dnit são muito capacitados, mas são poucos para a demanda. Além disso, o salário também seria insuficiente. O general reclamou ainda da falta de profissionais específicos como topógrafos e laboratoristas de solo.
— Eu fui autorizado a fazer um concurso público e briguei por 1.200 vagas, para diminuir a dificuldade do Dnit. 117 mil candidatos se inscreveram e fizeram a prova. Apenas 800 foram aprovados. Menos de 1% foi aprovado no concurso, entre engenheiros, administradores, economistas. E teve uma grande deficiência, que foi topógrafo e laboratorista de solo — relatou.
Para o representante da Federação Nacional dos Engenheiros, Florentino  de Souza Filho, faltam engenheiros porque não há valorização do profissional nos âmbitos público e privado. Ele reclamou do descumprimento, por parte das empresas privadas, da Lei 4.950-A/66, que estabelece o piso de 9 salários mínimos para os engenheiros e da discrepância de salário entre profissionais diferentes no setor público.
— É inadmissível que o poder público remunere com R$ 20 mil o advogado e com R$ 2 mil o engenheiro do seu quadro. Isso está espalhado em todos os âmbitos do poder público — criticou.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Dia 2 de junho de 2014: Adesão à greve chega a 60%! YES, WE CAN!



CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO 



Nós, Engenheiros e Arquitetos Municipais, estamos em GREVE devido à: 

 Desvalorização crescente do nosso papel na construção e gestão pública do espaço  urbano; 
 Descumprimento das promessas do Sr. Prefeito de valorização profissional e reposição  das perdas salariais da categoria; 
 Profundo achatamento salarial decorrente da aplicação de índice de reajuste anual de  0,01% a 0,001% a.a. desde 2002, respaldado pela Lei 13.303/02; 
 Intransigência e falta de transparência por parte da Administração Pública na mesa de  negociação (SINP) com relação às propostas e questionamentos da categoria. 


É importante ressaltar que nós, Engenheiros e Arquitetos Municipais, atuamos em setores  da Cidade que afetam diretamente a vida da população, tais como: 

 Habitação popular; 
 Planejamento e projeto dos parques, edifícios e espaços públicos; 
 Licenciamentos ambientais; 
 Aprovação de edificações e Licenciamento de usos; 
 Participação na elaboração do Plano Diretor e Lei de Zoneamento da cidade; 
 Planejamento, implantação e manutenção da infraestrutura urbana; 
 Suporte técnico nas ações da Defesa Civil em situações de emergência e risco; 
 Cumprimento da legislação de acessibilidade; 
 Valorização da herança cultural e do patrimônio histórico da cidade. 



NOSSA REIVINDICAÇÃO: 

ABERTURA IMEDIATA DA NEGOCIAÇÃO SALARIAL GARANTINDO O DIÁLOGO E O RESPEITO ÀS REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA 


SÃO PAULO, JUNHO DE 2014. 


ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS



Engenheiros e arquitetos da PMSP em greve, recebem no SEESP o apoio de dois vereadores! 

Quase 300 colegas fazendo o balanço e avaliação positiva da greve

Vereador Toninho Vespoli do PSOL, apoiando a greve.

Vereador  Nelo Rodolfo do PMDB apoiando a campanha salarial da categoria.


Às 18h: Grupo técnico de voluntários redigindo o manifesto para a população e para os vereadores.


Outro grupo técnico de voluntários analisando a adequação da Lei 13.303/2002, no SEESP, às 20h!



YES, WE CAN!




Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo foram convidados oficialmente a participarem da reunião do Colégio de Líderes da Câmara Municipal nesta terça-feira (3/6), às 14h. O convite foi feito pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB), que integra a base do governo na Casa, durante reunião das categorias, que terminou por volta das 14h desta segunda-feira (2/6). De acordo com balanço divulgado, pelo menos 60% dos trabalhadores estão com atividades paralisadas. Entre as decisões está a participação no Colégio de Líderes e a formação de grupos técnicos de trabalho para estudo de formalização de nova legislação para a categoria.



Fotos: Beatriz Arruda/SEESP

assembleia PMSP 2 de junho
Servidores continuam mobilizados por reajuste salarial



“É preciso valorizar engenheiros e arquitetos do município com plano de carreira específico”, defendeu Nelo Rodolfo, que se comprometeu a lutar por uma legislação mais adequada aos servidores que, atualmente, estão submetidos à Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.



Também esteve presente na reunião, com cerca de 300 participantes, o vereador Toninho Vespoli (Psol), que também declarou solidariedade à luta unificada dos engenheiros e arquitetos.


assembleia PMSP 2 de junho nelo rodolfo
O vereador Nelo Rodolfo participa da reunião de engenheiros e arquitetos



"Nunca houve um movimento tão forte de engenheiros e arquitetos. Também há outras categorias de nível superior que estão paralisadas. Em todos os nossos encontros e assembleias vem muito profissional dar a sua contribuição, o seu testemunho", destacou. Os trabalhadores voltam a se reunir na manhã de terça (3), pouco antes de seguirem à Câmara.



Por sua vez, a Prefeitura propôs remuneração a partir de subsídios que desconsideram as especificidades das diferentes atribuições e transforma todos os profissionais em analistas, com reajuste de 30% para engenheiros e arquitetos, somente a partir de 2017 e apenas àqueles em início de carreira.



Balanço e Copa



De acordo com balanço feito pelo delegado sindical do SEESP, Sérgio Souza, pelo menos 60% dos engenheiros e arquitetos da prefeitura estão com atividades paralisadas. Já o levantamento feito nos setores separadamente tem-se: nas subprefeituras 45% não estão trabalhando; nas secretarias a adesão chega a 70%, totalizando 90% na Secretaria de Licenciamento.



“Nas subprefeituras e algumas secretarias mantemos o plantão de atendimento à população e eventuais casos emergenciais como quedas de muros e árvores. Não temos a intenção e prejudicar à população. Pressionamos o poder público”, explica Sérgio Souza.



Já o representante do SEESP, Carlos Hannickel, lembrou que a paralisação também não pretende prejudicar a realização da Copa do Mundo. “Nossa manifestação não tem nenhuma relação com a Copa do Mundo e em nada vai afetá-la. Aliás, pelo cronograma de obras da prefeitura, tudo já está pronto. Não existe mais nada que comprometa o megaevento. O que houver agora é só de responsabilidade do Executivo e comitês responsáveis por sua realização”, frisou Carlos Hannickel.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP




Segunda, 02 de Junho de 2014 às 11:21

Engenheiros e arquitetos definem ações em reunião nesta segunda



Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo em greve, desde a terça-feira (27/5), voltam a se reunir no final da manhã desta segunda-feira (2), no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), para definir as próximas ações de mobilização das categorias.
Foto: Beatriz Arruda/SEESP

assembleia PMSP 30-5 3

Assembleia de engenheiros e arquitetos na sexta-feira (30/5) decide manter greve


Os servidores reivindicam mudança na lei salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01% e está em discordância com o artigo 92 da Lei Orgânica do Município, que assegura proteção da remuneração contra os efeitos inflacionários, inclusive com a correção monetária dos pagamentos em atraso. As perdas chegam a 49,46% (INPC IBGE) desde maio de 2007, data da última reestruturação.,46%, segundo o INPC/IBGE.



Com o auditório lotado, com cerca de 500 trabalhadores, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), engenheiros e arquitetos decidiram, em assembleia, manter a greve na Prefeitura de São Paulo, no início da tarde de sexta-feira (30).



De acordo com balanço parcial do SEESP e do Sindicato dos Arquitetos no Estado de S. Paulo (Sasp), estão com atividades paralisadas nos setores de engenharia e arquitetura: 40% das subprefeituras, como Vila Mariana e Parelheiros; 100% Secretaria de Segurança Urbana; 90% da Secretaria de Licenciamento e demais secretarias localizadas no Edifício Martinelli; 80% das secretarias localizadas na Galeria Olido como Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras e Secretaria da Cultura. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente também está com atividade paralisada parcialmente.



Até o momento, o Executivo não sinalizou que irá retomar as negociações. As categorias, juntas, pretendem realizar novas ações para pressionar a administração pública. Em resposta às declarações do prefeito Fernando Haddad, aos jornais da mídia hegemônica, de que as greves em curso são oportunistas, por conta da realização da Copa do Mundo em junho, os trabalhadores lembram que a luta ocorre há muitos anos. 



A paralisação só foi deflagrada após diversas rodadas de negociação com representantes da prefeitura, que não avançaram. O Executivo propôs remuneração a partir de subsídios que desconsideram as especificidades das diferentes atribuições e transforma todos os profissionais em analistas.
Imprensa SEESP






03 de junho de 2014 • 15h16 • atualizado às 15h18
Engenheiros e arquitetos da prefeitura de São Paulo fazem balanço da greve
Foto: SEESP / Divulgação









Os engenheiros e arquitetos da prefeitura de São Paulo completam nesta terça-feira uma semana de paralisação. A adesão até o momento, de acordo com os sindicatos dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e dos Arquitetos (SASP), é de 60% das categorias. Nesta terça-feira, os grevistas participaram de reunião do colégio de líderes da Câmara Municipal. Amanhã está prevista uma assembleia geral às 10h30.
O levantamento nos setores separadamente mostra que nas subprefeituras a adesão é de 45%; nas secretarias a paralisação chega a 70%. Um dos setores mais prejudicados é a Secretaria de Licenciamento. A paralisação foi deflagrada no dia 27 de maio deste ano. Os profissionais das duas categorias solicitam mudanças na legislação que trata sobre os reajustes, que atualmente permite que a prefeitura conceda apenas 0,01% de aumento por ano, sendo que em 2013 e 2014 não houve nenhum aumento. Segundo o sindicato, desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE. 
"O movimento está ganhando força porque o descontentamento é grande. Queremos a retomada da discussão com a prefeitura e uma programação de pagamento para que possamos começar a recuperar as perdas", afirmou o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro. 
Até o momento a última proposta apresentada pela prefeitura é que a remuneração se dê a partir de subsídios que desconsideram as especificidades das diferentes atribuições. Isso transforma todos os profissionais em analistas, com reajuste de 30% para engenheiros e arquitetos, somente a partir de 2017 e apenas àqueles em início de carreira. A Prefeitura ainda não se manifestou sobre o impacto da paralisação. 


Cinema no Parque