Empresas estão investindo mais em capacitação técnica e comportamental para seus estagiários
São Paulo – A ideia de que o estagiário nada mais é do que mão-de-obra barata mudou. E com ela, deve mudar também a maneira como os jovens deveriam encarar estes primeiros passos profissionais.
Com o desafio de reter bons profissionais em seus quadros de funcionários, as empresas têm enxergado nos programas de estágio a porta de entrada para jovens talentos e, por isso, têm investido mais neles. O crescimento no número de oportunidades neste ano explica este interesse.
De acordo com dados da Cia de Talentos, no ano passado, foram abertas 2.372 oportunidades para estagiários, sendo 1.808 vagas por meio de programas de estágio e 564 por meio de processos seletivos pontuais.
Neste ano, já foram criadas 2.740 oportunidades em programas de estágio e 519 vagas em seleções pontuais, chegando-se a um total de 3.259. O crescimento já é da ordem de 37%, faltando ainda pouco menos de 2 meses para o fim do ano.
Além da alta no número de oportunidades, confira outras razões, de acordo com Sandra Cabral, diretora de negócios do Grupo DMRH, para você levar o seu estágio mais a sério:
1 Os programas estão mais estruturados
“As empresas estão cuidando mais do estágio e oferecendo aos jovens programas com treinamentos que extrapolam a questão técnica”, diz Sandra.
Segundo ela, além da questão prática, o desenvolvimento comportamental ganhou destaque. “Estão investindo em coaching, por exemplo”, diz Sandra.
Grupos de aprendizado, programas de mentoring, assessment e e-learning também são algumas inciativas identificadas pela Cia de Talentos e usadas pelas empresas acelerar o desenvolvimento dos jovens profissionais.
“Hoje já se sabe que o estagiário quer contribuir para a empresa e quer aprender também. Ele entra com a sua contribuição e espera a contrapartida da empresa que é o aprendizado", diz Sandra.
2 A formação é vista como diferencial
Passar por um programa de estágio estruturado que proporcione além de qualificação técnica, capacitações comportamentais é uma questão importante que deve ser levada em conta pelo jovem, na opinião da especialista.
“É uma oportunidade de entrar na organização de forma mais assistida e começar a ter uma formação que pode ser um diferencial lá na frente”, diz Sandra.
Na BRQ IT Services, do ramo de tecnologia da informação, que está com inscrições abertas para o Programa de Estágio, os selecionados passam por capacitação técnica e treinamentos comportamentais, antes mesmo de começarem a estagiar na empresa.
A experiência e o aprendizado proporcionado pela participação em um programa de estágio pode ajudá-lo a conseguir outras oportunidades de trabalho, seja estágio ou mesmo vagas efetivas após a conclusão de graduação.
3 Há mais chances de efetivação
O fantasma da efetivação, que assombrava muitos estagiários, não é mais tão assustador assim. Se as empresas estão investindo mais nos estagiários, sem dúvida, não querem perdê-los após toda essa maratona de formação e qualificação.
Por isso, as chances de um estagiário continuar na empresa após conquistar o diploma cresceram, diz Sandra. “As empresas hoje em dia estão mais preocupadas em manter esse profissional que está sendo desenvolvido”, explica a especialista.
Na Danone, por exemplo, o estagiário passa por um processo de integração para que possa conhecer a empresa e o seu papel dentro dela. Durante o estágio, o participante é preparado para crescer dentro da empresa e, no futuro, assumir uma posição de destaque na organização. Ou seja, o programa tem o objetivo de terminar com a efetivação do estagiário.
4 Chance de começar na carreira com o “pé direito”
Ter sucesso em um programa de estágio é o primeiro passo de uma carreira vitoriosa, lembra Sandra. “A entrada no mundo corporativo pressupõe o início da construção da imagem profissional e o estagiário precisa levar essa questão a sério”, diz a especialista.
A pergunta que precisa ser respondida, segundo Sandra, é: “como quer ser lembrado nos lugares pelos quais você passou?” Se você quer marcar sua presença na empresa com o seu comprometimento comece a prestar atenção à postura como estagiário. Lembre-se que um ex-chefe pode ser alguém que vai fornecer sua referência a um potencial empregador.
5 Oportunidade de criar rede de relacionamentos
Uma das dificuldades de profissional em início de carreira é justamente o networking. Sem experiência a agenda de contatos é ainda bastante diminuta.
Por isso, participar de programas de estágio é grande chance de começar a investir na rede de relacionamentos profissionais ainda matriculado na faculdade. “O estagiário cria uma rede de relacionamentos dentro da empresa, e hoje o mercado funciona com essas redes", diz.
Fazer um estágio é a melhor maneira de colocar em prática o que você estuda na faculdade. Mas será que ele é bom para você?
Por Universia
SÃO PAULO - Fazer um estágio é a melhor maneira de colocar em prática o que você estuda na faculdade. Mas será que ele é bom para você? Confira 5 maneiras de analisar se a experiência está sendo positiva, sem estar atrapalhando seus estudos e ajudando você a subir na carreira.
1. Educação, não exploração
Infelizmente, algumas empresas exploram seus estagiários ou não lhes oferecem boas oportunidades de aprendizado. Antes de aceitar um estágio, verifique quais serão suas responsabilidades no trabalho, para que você não se desmotive ao se ver obrigado a fazer o que não gosta ou ao se ver sendo explorado ou realizando funções supérfluas.
2. Relevante para seu curso
Se você tiver encontrado um estágio fora da sua área, considere se realmente vale a pena fazê-lo. Pode ser mais vantajoso aproveitar os órgãos laboratoriais da faculdade para enriquecer seu currículo a fim de finalmente contratado para um estágio na sua área.
3. Variedade de experiências
Um bom estágio é aquele que coloca todas as suas competências à prova. Por exemplo, aquele que contempla o máximo de matérias estudadas na faculdade. Além disso, aquele que ofereça oportunidades de aprender o que você ainda não viu na faculdade ou o que nunca vá ver.
4. Oportunidade de efetivação
Também é necessário verificar se você tem chances concretas de ser efetivado. Se não, tudo o que você tiver feito terá sido em vão, porque, mesmo que seu chefe ache você alguém capacitado, não poderá recompensar seu esforço com uma contratação.
5. Vale o seu tempo?
Será que o que você está fazendo vale o tempo que você está perdendo para enriquecer seu currículo? Afinal, sabe-se que a universidade oferece várias formas de aprendizado prático na área que interessa a você.
Menos de 10% das prefeituras entregaram planos de gestão do lixo; prefeitos reclamam de falta de recursos e de prazo curto
18 de novembro de 2012 | 2h 04
MATEUS COUTINHO , ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo
A baixa adesão dos municípios à elaboração dos planos locais de gestão dos resíduos sólidos - que tinha como prazo agosto deste ano - está fazendo o governo cogitar a possibilidade de adiar as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
A lei, sancionada no final de 2010, prevê, entre outras coisas, o fim dos lixões e a instauração da coleta seletiva e da reciclagem em todos os municípios brasileiros até 2014.
"Já há projetos de adiamento do prazo, para que possamos prorrogar as ações dos planos e ajudar os municípios", admitiu o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson.
Contrariando o que pede a lei, menos de 10% das cidades entregaram seus planos - o que torna ainda mais difícil que elas cumpram as metas, visto que o governo vincula o repasse de verba à existência do plano.
Aliado a isso, dados da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros de 2011, divulgada pelo IBGE na terça-feira, mostram que apenas 32,3% das cidades brasileiras possuem alguma iniciativa de coleta seletiva em atividade.
Fracasso. A perspectiva de adiamento dos prazos previstos para 2014 é considerada um fracasso para especialistas e entidades ligadas ao setor.
O diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, (Abrelpe), Carlos Silva, lembra que os lixões são proibidos no País desde 1981. "Está mais que na hora de tornar o tema presente nas agendas municipais. O encaminhamento da lei é plenamente possível, já que ela prevê vários elementos, até de sustentabilidade econômica para os municípios", ressalta.
"Toda dilatação de prazo gera um desconforto. Qual compromisso os municípios vão assumir ao serem agraciados com essa prorrogação?", concorda o vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), João Gianesi Netto. No ano passado, a entidade criou e distribuiu para mais de mil municípios uma cartilha explicando como os municípios deveriam se planejar para cumprir as metas da PNRS.
Queixas. Os prefeitos reclamam da falta de recursos do governo e de que o prazo estabelecido pela lei foi curto. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que os gastos para construir os aterros em todas as cidades chegariam a R$ 65 bilhões.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, as metas ainda estão longe de serem alcançadas. "Somente 10% dos prefeitos devem ter noção da situação dessas metas. A maioria só se dá conta quando assume e aí não sabe o que fazer", diz.
Com a política do governo de renúncia fiscal para estimular a economia, os orçamentos municipais devem sofrer impacto ainda maior: 22,5% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda é destinado ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que transfere recursos para as cidades de acordo com o tamanho da população. Somente neste ano as renúncias reduziram a arrecadação do FPM em R$ 1,8 bilhão.
"É um elemento agravante para os municípios, que já têm pouca capacidade de gestão, planejamento e financiamento", avalia o professor e economia da FGV Gesner de Oliveira.
Uma empresa de Barretos, no interior de São Paulo, criou um equipamento que pode dar um destino nobre ao lixo orgânico doméstico que atualmente vai parar em lixões e aterros.
O processo faz do resíduo um pó que pode ser usado como fertilizante ou até mesmo na fabricação de tijolos.
A tecnologia, cujo pedido de patente foi feito ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), é a aposta da Gold Press Máquinas e Reciclagem para crescer.
De acordo com o dono da empresa, Jerônimo Flausino de Paula, que também é o criador do equipamento, o processo de pesquisa e desenvolvimento da técnica levou cerca de três anos e consumiu R$ 400 mil.
A microempresa, hoje com seis funcionários e um faturamento anual de R$ 50 mil, já fazia máquinas usadas em reciclagem de resíduos como plástico, alumínio e papelão -menos lixo orgânico, como restos de alimentos.
"Em 27 anos trabalhando com reciclagem, sempre pensei em buscar algo para aproveitar o lixo orgânico."
O lixo orgânico é a maior parte do total de resíduos domésticos coletados no país, mas o uso desse material ocorre em pequena escala.
No equipamento criado por Flausino de Paula, o lixo orgânico -como restos de alimentos ou mesmo material vegetal proveniente de limpeza pública- passa por um reator que transforma tudo numa massa que, depois de seca, é triturada e vira pó.
Dois reagentes químicos, cuja fórmula o empresário não revela por questão de segredo industrial, são os responsáveis por remover os contaminantes do material.
Laudo técnico emitido pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal atesta que o pó tem potencial para ser usado na agricultura como fonte de cálcio e corretivo de acidez do solo.
Outra destinação, segundo a empresa, é o uso do pó misturado ao concreto na fabricação de tijolos -ensaios mostraram que a mistura dá mais resistência aos blocos.
O empresário diz que o investimento para colocar uma usina em prática varia de acordo com a necessidade.
ALTERNATIVA
O alvo do negócio de Flausino de Paula são principalmente as prefeituras.
O objetivo é dar aos municípios uma alternativa aos aterros, que estão cada vez com menos espaço e cujo potencial de impacto ambiental é grande.
Segundo o Inpi, o pedido de patente apresentado por Flausino de Paula em 2011 está na fase inicial, quando o processo é mantido em sigilo. Só depois deve passar pela etapa de exame.
A conclusão do processo pode levar em torno de cinco anos.
Objetivo da pesquisa bioenergética é desenvolver a cana-energia, uma planta mais resistente à seca e menos dependente de fertilizantes e defensivos
13 de novembro de 2012 | 10h 15
Agência Fapesp
Dentro de uma década, a cana-de-açúcar poderá ser uma planta muito diferente. Mais resistente à seca e menos dependente de fertilizantes e defensivos. Com maior teor de fibras e uma parede celular mais fácil de ser rompida para favorecer a obtenção de etanol também do bagaço. Teor de sacarose maior ou menor, de acordo com a necessidade de uso. No que depender dos projetos de melhoramento conduzidos no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), em cerca de dez anos a planta terá de mudar seu nome para "cana-energia".
Agência Fapesp
Uma das metas é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível
"Nosso objetivo maior é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível. E isso inclui o adequado uso da terra, da água e redução das emissões de poluentes", disse Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da coordenação do BIOEN.
Nos dias 6 e 7 de novembro, durante o "Workshop BIOEN de Pesquisa", Souza e outros pesquisadores que integram o programa apresentaram um panorama dos principais resultados alcançados nos últimos quatro anos.
Desde 2008, quando o BIOEN foi criado, 89 auxílios à pesquisa foram conduzidos ou iniciados, favorecendo em torno de 300 cientistas brasileiros e colaboradores internacionais de 15 países.
Segundo Souza, isso resultou em, até o momento, 427 artigos publicados em revistas internacionais, 53 teses de doutorado e 109 dissertações de mestrado defendidas, além de 17 patentes e um software que deverá facilitar a compreensão do complexo genoma da cana.
Atualmente, o programa conta com 83 projetos em andamento. Além dos esforços de melhoramento assistido por ferramentas moleculares, há grupos dedicados a encontrar microrganismos mais eficientes para fermentar a biomassa. Outros buscam a melhor forma de pré-tratar o bagaço e prepará-lo para a produção do etanol celulósico.
Também há pesquisadores dedicados a diminuir os impactos ambientais e sociais da produção de biocombustíveis. Uma das divisões do BIOEN trabalha no desenvolvimento de motores flex mais eficientes.
Há ainda projetos que buscam a obtenção de biocombustíveis a partir de óleos vegetais e propõem usar os resíduos do processo para fabricar produtos químicos de alto valor agregado, como glicerol."O BIOEN tem um escopo amplo. Há expertise de muitas áreas diferentes tentando resolver os problemas da bioenergia", disse Souza à Agência Fapesp. Segundo ela, a área de biotecnologia é uma das mais avançadas. "Temos os marcadores e a estatística genética. Toda a plataforma desenvolvida para achar e testar os genes está dando resultados", disse.
Embora já seja possível criar em laboratório uma cana transgênica, com mais sacarose ou menos lignina - material estrutural que envolve a celulose e dificulta sua fermentação -, ainda é preciso transformar essa planta em um cultivar que mantenha as características agronômicas desejadas pelo setor produtivo.
"É preciso avaliar tudo de novo. Para ver se os genes modificados não vão alterar características desejáveis da planta ou diminuir a resistência a pragas, por exemplo. São projetos de médio e longo prazo, pois antes do BIOEN não existiam ferramentas biotecnológicas para melhoramento da cana", disse Souza.
Desafios. Para Paul Moore, pesquisador do Centro de Pesquisa em Agricultura do Havaí, nos Estados Unidos, e membro do Conselho Consultivo Internacional do BIOEN, alguns dos resultados apresentados no workshop estão de fato na fronteira do conhecimento.
"Estou muito orgulhoso pelo que os brasileiros alcançaram em tão pouco tempo. Todo o esforço feito para desvendar e alterar a estrutura da parede celular da cana, descobrir enzimas e microrganismos capazes de converter a biomassa em energia. Isso é muito excitante e não existe em outro lugar do mundo", destacou.
O grande desafio para os pesquisadores do programa, na avaliação de Moore, será conectar a ciência fundamental à ciência aplicada e criar uma ponte que permita transferir esse conhecimento para uso industrial. Essa também é a opinião de Patricia Osseweijer, professora da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, e integrante do Conselho Consultivo Internacional do BIOEN.
"Fiquei realmente impressionada com os trabalhos de pré-tratamento do bagaço para produção de etanol de segunda geração. Mas ainda não temos uma metodologia vencedora", disse Osseweijer.
Segundo a cientista, para que o Brasil assegure sua posição de liderança, tanto na área científica quanto na produção de etanol, será preciso investir em projetos para demonstrar que a tecnologia desenvolvida em laboratório também funciona em grande escala.
"Criar pilotos é a parte mais custosa do processo de transformação do conhecimento científico em tecnologia. Nem mesmo a indústria, muitas vezes, consegue arcar sozinha. É preciso pensar em uma maneira de unir diversas empresas e universidades para dividir os riscos e os investimentos", disse Osseweijer.
De acordo com os dados apresentados por Souza durante o workshop, há oito projetos sendo conduzidos no âmbito do BIOEN em parceria com empresas como Vale, Oxiteno, Braskem, Boeing e Microsoft. "Há diversos projetos começando por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP. Talvez seja uma questão de tempo para mostrar que essas tecnologias realmente funcionam", disse.
Souza também acredita que o BIOEN está no momento de transformar os conhecimentos em processos de alto desempenho. "Se não oferecer menor consumo de energia e de água e menor emissão de poluentes, não vai adiantar. Também não adianta ser altamente tecnológico e difícil de implantar em um país em desenvolvimento", ponderou.
Educação e comunicação. Osseweijer destacou o grande investimento do programa na formação de novos pesquisadores e o crescimento da colaboração internacional nos últimos anos. "Se o Brasil quiser manter sua liderança na área, precisa treinar pessoas", disse.
Para ela, no entanto, também é fundamental investir em projetos no campo da educação e da comunicação. "É preciso fazer os estudantes se interessarem desde cedo pela área, além de conhecer a atitude dos setores estratégicos da sociedade em relação à bioenergia e criar estratégia para engajar esses públicos", disse. Moore, por sua vez, sugere a expansão dos programas de fenotipagem de alto rendimento para identificar de maneira rápida as alterações no fenótipo da cana resultantes da modulação ou da eliminação de genes. "A biologia molecular avança rapidamente, mas o mundo real da biologia é lento.
Precisamos buscar meios para acelerá-lo", afirmou.
Segundo Souza, uma das metas do BIOEN é transferir todo o conhecimento obtido por meio do programa para a sociedade e oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que permitam a expansão do uso de biocombustíveis de maneira sustentável.
"Em parceria com pesquisadores dos programas BIOTA e Mudanças Climáticas Globais - ambos da Fapesp - e com o Comitê Científico sobre Problemas do Meio Ambiente (Scope) - órgão ligado à Unesco - estamos elaborando sugestões de políticas para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente", contou Souza.
Se o mundo ficar de braços cruzados, um aumento de até 4º C na temperatura média do planeta pode ocorrer até o ano de 2060, afirma um novo relatório encomendado pelo Banco Mundial.
Segundo o estudo, mesmo que as reduções de gases do efeito estufa definidas nas recentes cúpulas do clima sejam implementadas, há cerca de 20% de chance de que esse aumento de temperatura ocorra até o fim do século.
O levantamento, divulgado ontem, foi coordenado por uma equipe do Instituto de Pesquisa sobre Impactos Climáticos de Potsdam (Alemanha), um dos grupos mais importantes da área no mundo.
Admitindo as incertezas desse tipo de previsão, o estudo procura mostrar os possíveis efeitos de tal aumento de temperatura para o planeta e, principalmente, para os países em desenvolvimento, os mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Editoria de Arte/Folhapress
PROBABILIDADE
O risco dos possíveis impactos é definido como o "impacto multiplicado pela probabilidade", ou seja, um evento com pouca probabilidade pode ter alto risco se ele trouxer consequências sérias.
A concentração de dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa, vem aumentando substancialmente a acidez dos oceanos. Segundo relatório, o aumento previsto de 4º C na temperatura implicaria um aumento de 150% na acidez dos mares.
Isso poderia levar a sérios danos aos recifes de corais, muito sensíveis a mudanças do tipo, e teria fortes consequências para as várias espécies dependentes deles e para as populações que exploram o turismo nessas áreas.
A temperatura prevista em 2100 pode acarretar o aumento de até um metro no nível do oceano. Além dos riscos mais óbvios, como a inundação de áreas costeiras, isso traria mudanças nas correntes marítimas e nos padrões dos ventos, com um aumento de ciclones tropicais e outros eventos climáticos.
Haveria também uma tendência maior ao clima extremo, com mais seca no sul da Europa e em partes das Américas do Sul e do Norte, entre outras áreas, bem como grande umidade nas altas latitudes do hemisfério Norte.
Na Amazônia, um aumento de cerca de 2º C até 2050 poderia dobrar o número de incêndios na floresta. "De fato, num planeta 4º C mais quente, a mudança climática pode se tornar a força motriz das mudanças nos ecossistemas, ultrapassando a destruição de habitats como grande ameaça à biodiversidade", afirma o relatório.
"A mudança climática e o aumento da concentração de de CO2 pode levar os ecossistemas da Terra a um estado desconhecido na experiência humana", completa.
'AMEDRONTADA'
"O objetivo desse e de muitos relatórios semelhantes é manter a população amedrontada por uma ameaça irreal, manter os cientistas na sua posição de destaque na sociedade, manter os governos elaborando leis e arrecadando impostos envolvendo o clima, manter ONGs ambientalistas arrebanhando adeptos", critica Daniela Onça, da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Daniela foi uma das signatárias de uma carta aberta à presidente Dilma negando o aquecimento global.
Ela diz que a projeção catastrofista do aumento da temperatura "não é uma previsão, é um cenário, uma possibilidade que tem tanto valor quanto qualquer outra".
"É fato que o homem afeta o clima em escala local, mas não tem a capacidade de alterar os fluxos de matéria e energia em escala planetária", completa.
Propostas deverão requalificar um terreno localizado na zona Leste de Teresina. Inscrições seguem abertas até 4 de dezembro
Gustavo Jazra
O Instituto dos Arquitetos do Brasil - Departamento do Piauí (IAB-PI) lançou na última semana o concurso de ideias Teresina Sustentável, destinado a estudantes de arquitetura e urbanismo. O objetivo é elaborar um estudo preliminar sobre a requalificação do terreno Parque das Mangabeiras, localizado na Avenida Cajuína, zona Leste da capital do estado.
O projeto deve considerar requisitos de sustentabilidade. Os participantes vão entregar um memorial justificativo, bem como plantas, implantação, cortes e elevações/modelos tridimensionais que estejam de acordo com os estudos preliminares. Ao todo, serão quatro pranchas em tamanho A2.
Os membros da comissão julgadora, todos profissionais da área de arquitetura e urbanismo, serão divulgados no dia 6 de dezembro, quando se inicia o julgamento. O projeto vencedor será divulgado no final do concurso, que será precedido por um Ato Solene, no evento Teresina Sustentável, dia 7 do próximo mês.
Os três primeiros classificados serão indicados, mas apenas um único vencedor será proclamado. Este receberá como prêmio uma passagem aérea para qualquer destino nacional.
As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas até o dia 4 de dezembro por meio do preenchimento de uma ficha de identificação na entrega do envelope na sede do IAB-PI ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí (CAU-PI).
Moradores da Vila Brasilândia, na Zona Norte, reivindicam que uma área verde no bairro com quase 455 mil metros quadrados se transforme em um espaço de lazer, o Parque Trianon Brasilândia. A área, porém, é particular e está ocupada atualmente por cerca de 150 famílias sem-teto. A vizinhança teme que a ocupação impeça a transformação do local em parque.
O projeto de lei que propõe a criação do parque foi proposto pelo vereador Claudio Fonseca (PPS). O texto já foi aprovado por três comissões da Câmara (Política Urbana, Administração Pública e Finanças e Orçamento), mas ainda será votado pelo plenário da Câmara.
A área verde fica entre as avenidas Deputado Cantídio Sampaio e Elísio Teixeira Leite. Segundo Eugênio Luiz Pinezzi, de 50 anos, o futuro parque começou a ser invadido em 2000. “Há 12 anos lutamos para transformar essa área em um parque”, garante o garçon e líder comunitário da Vila Brasilândia.
A dona de casa Marinalva Ribeiro de Lima, de 40 anos, invadiu o terreno há quatro meses. Ela conta que ficou desempregada e foi despejada. “Moram seis crianças no meu barraco. Sabemos que isso não é condição para ninguém, mas não tenho outra saída”, afirma. Jefferson dos Santos, de 23 anos, garante que mora no parque há um ano. “Minha mulher ficou grávida e o que eu ganhava não dava para sustentar minha família e pagar aluguel”, declara o ajudante.
estrutura/ Em área de risco e sem infraestrutura adequada, os mais 150 barracos ficam às margens de um córrego. De acordo com o desempregado Osvaldo Nei, de 34 anos, as cheias são a maior preocupação. “Por causa da proximidade do córrego, o risco das cheias destruírem os barracos é grande”, afirma.
Projeto de lei ainda não foi votado por vereadores
Além de criar o Parque Trianon da Brasilândia, o Projeto de Lei 01-00 55/2010, do vereador Cláudio Fonseca (PPS), determina que a Prefeitura desaproprie a área verde.
455
mil m² de mata atlântica tem o futuro parque
Fase de desapropriação do parque está em andamento
Mesmo sem votação, segundo a SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente), ligada à Prefeitura, as áreas que receberão a implantação do parque já estão em fase de desapropriação.
A Secretaria de Energia assinará nesta semana uma ordem de serviço de R$ 13,3 milhões para a construção da primeira usina solar ligada à rede elétrica de São Paulo. O projeto, desenvolvido pela USP e pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), será implantado no Parque Villa Lobos e pretende testar a capacidade de geração de energia fotovoltaica da capital.
Em uma área de 10 mil metros quadrados que será anexada ao Parque, serão instalados 2.500 painéis solares fixos para a criação da miniusina. O empreendimento, com capacidade de 500 quilowatts, ajudará os pesquisadores a formar uma base de dados mais apurada sobre o potencial de irradiação e a produção deste tipo de energia na cidade.
"A ideia é que estas informações fiquem à disposição de pesquisadores que fazem estudos neste área. Além disso, será possível avaliar com mais precisão como a energia solar se integra à rede normal de energia elétrica", afirma o engenheiro Rafael Herrero Alonso, do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI).
Responsável pela formatação do projeto, que terá duração de três anos, Alonso afirma que, com a usina, será possível ampliar o conhecimento já existente a partir do Atlas Solarimétrico do Brasil, divulgado em 2000. A usina estará interligada à rede pelo sistema Smart Grid, operado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que faz uma compensação automatizada de energia conforme a demanda.
Os painéis no Parques Villa Lobos fazem parte das 18 propostas de empresas do setor elétrico aprovadas no ano passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o objetivo de tornar a energia solar economicamente viável no País, em investimentos que chegam a quase R$ 400 milhões. A intenção é de reduzir a um terço o custo de R$ 300 por megawatt/hora atuais da energia de origem fotovoltaica - a R$ 100, estaria no mesmo patamar da energia eólica.
Visibilidade
Além da miniusina, que será construída em uma terreno desativado anexo, o projeto prevê uma microrrede de geração de energia solar para o próprio parque, com captadores visíveis ao público. Utilizando uma tecnologia desenvolvida por Alonso, seis postes serão espalhados para o fornecimento de internet Wi-Fi a partir de eletricidade solar. Outros painéis solares fixos serão instalados no pórtico principal do parque e no prédio da administração.
A experiência com nove painéis do tipo seguidor solar, no entanto, terão maior impacto visual. Segundo os idealizadores, a ideia de instalar estas placas de 5x2 metros, com capacidade de 50 quilowatts, em meio ao espaço de circulação é também aproximar o público dos mecanismos de energia renovável.
Dia 22 de novembro, o ComKids fica coberto de verde. Com o objetivo de debater os temas relacionados ao meio ambiente, o evento cria um espaço para a apresentação de cases, projetos e “work in progress” de iniciativas multiplataformas, em uma combinação criativa de comunicação, cultura e arte para crianças.
Na programação do ComKids Green, profissionais e especialistas da área da infância apresentam seus trabalhos e pesquisas para inspirar a reflexão, a criação e a abordagens inovadoras para a infância, buscando caminhos para a mídia potencializar – com abordagens positivas – o interesse das crianças pelo meio ambiente. Entre os temas estão: a relação natural da infância com a natureza, o potencial de criação (e “colheita”) de histórias e narrativas, mitologia, formatos eletrônicos e o cuidado com sua abordagem editorial, entre outros.
Com uma programação voltada principalmente para produtores de mídia, cultura, arte, educadores, agentes e outros profissionais da área social e ambiental, o evento conta com um dia inteiro de programação, em que profissionais especialistas em infância apresentam seus trabalhos em 4 mesas.
A mesa 1:“Colheitas e achados: meio-ambiente sobre a perspectiva infantil” reúne representantes de projetos que atuam no ambiente das crianças, vendo-o como um hábitat para o seu desenvolvimento. A ideia é que as diversas realidades infantis se vejam representadas por meio de cada uma das abordagens. Para compor este grupo estão:Tatiane Klein doPIB-Mirim (Instituto Sócioambiental), Gabriela Romeu, jornalista, documentarista e idealizadora do Projeto Infâncias, Marisa Villi, do Instituto Paulo Montenegro e Simone Molitor do Goethe-Institut que falará sobre a série latino-americana de TV “Senha Verde”, com envolvimento efetivo da TV Brasil. A mediação desta mesa ficará a cargo da Rita Mendonça, do Instituto Romã de Vivências com a Natureza.
A mesa 2: “Formação de público e iniciativas de meio ambiente”, trata de discutir experiências de audiovisual, cultura e meio-ambiente na perspectiva de formação de público. Os participantes são: Luiza Lins (Mostra Internacional de Cinema Infantil de Florianópolis), Chico Guariba (Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental), Aida Queiroz (Anima Mundi) e Denise Baenada Gerência de Programas Socioeducativos (GEPSE) do SESC em São Paulo, que falará sobre os projetos da área. A moderação será de Fábio Luiz Vanconcelos, da mesma gerência.
Já a mesa 3 discute o “Meio ambiente na tela: produções audiovisuais para a infância”, trazendo algumas das mais importantes experiências em produção audiovisual infanto-juvenil que tem relação editorial com o meio-ambiente. A mesa tem presença confirmada de Célia Catunda, criadora da série “Peixonauta” (ganhadora do Prix Jeunesse Iberoamericano 2009); Paula Taborda, gerente de programação do Canal Gloob, Rosane Svartman, diretora do filme Tainá 3 e do Glauber Piva, da ANCINE. A mediação fica sob responsabilidade do André Mermelstein, jornalista e editor da revista Tela Viva.
Na quarta mesa, sob a moderação de Beth Carmona, Daniel Munduruku (escritor indígena, Diretor-Presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais), Heloísa Prieto (escritora de literatura infantil) e Ilan Brenman (escritor de livros infantis) tratam do tema “Como encantar as crianças para temas de meio-ambiente?”, levantando caminhos de encantamento por meio das narrativas e das personagens.
Em destaque, o ComKids Green também conta com a participação de Cesar Obeid(contador de histórias) e ainda exibe o curta de animação “Rising Hope”, do ZDF, canal de televisão alemão.
ComKids Green
dia 22 de novembro de 2012, quinta-feira, das 10 às 18h30
De que forma abordar o tema infância na telona? Como potencializar o interesse das crianças pelo meio ambiente? Essas são algumas das perguntas em debate no ComKids Green, que será realizado dia 22/11, em São Paulo.
O evento é uma iniciativa iniciativa do Midiativa (Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e adolescentes) e se volta principalmente para produtores de mídia, cultura, arte, educadores, agentes e outros profissionais da área social e ambiental.
No dia 22, a partir das 10h, profissionais e especialistas em infância vão apresentar seus trabalhos, "cases", projetos e trabalhos em andamento sobre os temas do encontro.
As apresentações acontecem em quatro mesas diferentes.
A mesa 1 tem como assunto "Colheitas e achados: meio ambiente sobre a perspectiva infantil" e reúne nomes como Gabriela Romeu, jornalista, documentarista e idealizadora do Projeto Infâncias, e Simone Molitor, do Goethe-Institut que falará sobre a série latino-americana de TV "Senha Verde".
A mesa 2, "Formação de público e iniciativas de meio ambiente", trata de discutir experiências de audiovisual, cultura e meio-ambiente na perspectiva de formação de público. Entre os convidados, Aida Queiroz, do Anima Mundi.
A mesa 3 discute o "Meio ambiente na tela: produções audiovisuais para a infância" e traz experiências em produção audiovisual infantojuvenil relacionadas a meio ambiente.
A quarta mesa tem coordenação de Beth Carmona, do Midiativa, e participação de Daniel Munduruku (escritor indígena), Heloísa Prieto (escritora de literatura infantil) e Ilan Brenman (escritor de livros infantis). Eles vão falar de "Como encantar as crianças para temas de meio ambiente?".
ComKids Green QUANDO: 22/11, das 10h às 18h30 ONDE: Sesc Vila Mariana (r. Pelotas, 141, Vila Mariana; tel. 0/xx/11/5080-3000 e 0800-118220) QUANTO:grátis
O químico Antônio Patrocínio tem apenas 29 anos, mas já se dedica há dez ao desenvolvimento de materiais para conversão de energia solar. Essa década de trabalho foi agora reconhecida pelo governo alemão com o "Green Talents 2012", que premiou 25 jovens cientistas do mundo todo que pesquisam diferentes aspectos do desenvolvimento sustentável.
"Na minha pesquisa, tenho buscado preparar materiais com propriedades químicas e físicas adequadas para serem integrados em dispositivos para a conversão de energia solar", diz Patrocínio, professor da Universidade Federal de Uberlândia.
Atualmente, o químico tem dirigido seus esforços a dois temas de ponta da pesquisa energética: células solares sensibilizadas por corantes e dispositivos para fotossíntese artificial.
Nas células solares convencionais, uma placa de silício é responsável pela absorção da luz e pelo transporte dos elétrons gerados por esse processo, responsáveis pela energia. Para que isso ocorra de maneira eficiente, é necessário que o silício seja de altíssima pureza, o que requer processos caros.
Editoria de arte/Folhapress
POR DENTRO DA "CÉLULA SANDUíCHE" Como funciona o aparelho de fotossíntese artificial
As células sensibilizadas por corantes são pesquisadas há cerca de 20 anos e algumas empresas estrangeiras já produzem produtos baseados nessa tecnologia.
Nelas, a absorção de luz e o transporte de cargas são feitos por componentes diferentes.
"Essa divisão de funções é inspirada nos organismos fotossintéticos [os que usam naturalmente a energia solar, como as plantas] e exclui a necessidade de processos de purificação energeticamente custosos", diz Patrocínio.
As duas células também são diferentes em seu funcionamento. Nas que utilizam corantes, a eletricidade é gerada por uma reação química. Ao final do processo, seus componentes internos não são consumidos, num ciclo que permite que o dispositivo funcione por longos períodos de tempo.
Cientistas tentam agora aplicar conceitos desenvolvidos para as células solares com corantes em dispositivos capazes de produzir combustíveis a partir de luz solar e compostos abundantes na Terra, como a água.
É a chamada fotossíntese artificial, em que se busca converter e armazenar a imensa quantidade de energia disponibilizada diariamente pelo Sol em combustíveis como o oxigênio, o hidrogênio e o metano.
"Nosso maior desafio é mimetizar os organismos fotossintéticos sem a necessidade de reproduzir o ambiente de suas células, extremamente complexo e auto-organizado. Em uma analogia simples, queremos produzir uma folha em laboratório", explica o químico.
Segundo Patrocínio, a pesquisa nesse campo tem sido intensa e concentrada no desenvolvimento de novos catalisadores, responsáveis pelas reações químicas envolvidas na conversão de luz e água em combustíveis.
Após encontrar o catalisador ideal, é necessário ainda integrá-lo a um dispositivo que possa ser produzido em larga escala. Por enquanto, os testes estão apenas em nível laboratorial.
Patrocínio diz que, além do reconhecimento internacional pelos trabalhos já desenvolvidos, o prêmio recebido na Alemanha permitiu o estabelecimento de contatos e relações com diferentes pesquisadores e instituições alemãs, o que possibilita troca de informações, realização de experimentos conjuntos e intercâmbio de alunos.
"Além do mais, como parte da premiação, terei a possibilidade de retornar à Alemanha em 2013 para um estágio de até três meses em uma instituição de minha escolha", completa.
Divulgação Albergue ecossustentável Hostel do Porto - 2014 é construído com contêineres
Rio de Janeiro – Os visitantes que passarem pelo Espaço Sebrae na mostra Morar Mais por Menos no Rio de Janeiro conhecerão o Hostel do Porto - 2014, um albergue ecossustentável construído com contêineres.
A combinação das caixas usadas para transportar cargas permitiu a criação de dois quartos – com um beliche e uma mesa de apoio em cada um, banheiro e recepção. Móveis de madeira de demolição, revestimento de bambu e azulejos com sobras de sacos plásticos são exemplos de materiais sustentáveis utilizados no projeto. Na decoração, referências à Copa do Mundo da FIFA 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 misturados com ícones da cidade como o Corcovado e o calçadão de Copacabana.
Com preço bem mais em conta que a construção em alvenaria – entre 27 a 37% mais barato – , a estrutura modular permite flexibilidade de montagem e transporte. No hostel, também são encontradas referências a projetos desenvolvidos pelo Sebrae no Rio de Janeiro para a inclusão produtiva de empreendedores por meio de soluções inovadoras aplicadas na região portuária.
“A proposta é mostrar uma alternativa sustentável e inovadora capaz de atender a demandas pontuais como a dos grandes eventos esportivos que acontecerão no país. O projeto também é muito criativo, e por isso combina com a cidade", assinala o gerente de Desenvolvimento Industrial do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi.
Designers e estilistas do Polo de Moda da Cidade do Rio de Janeiro também participam do evento como as marcas NucleUm Moda. No Espaço Loja Sebrae estão sendo comercializados roupas, bolsas e acessórios das empresas Atelier Branchée, Dayrell, Dona de Quê, Duna, Guinza, Longhi, Luluca, Spariam, Tai Dai, Thereza e Paula Lino e Zóia.
A Mostra Morar Mais por Menos acontece até 4 de novembro na Avenida Epitácio Pessoa, 4.866 – Lagoa . Horário de Funcionamento: Terça a Sábado: 12h as 22h. Aos domingos, das 12h às 21h. Mais informações no site oficial do evento.
Estudo aponta Salvador como a segunda capital com menos fumantes
O aumento do preço do cigarro é o principal motivo para a redução em quase 50% no número de fumantes no Brasil. É o que apontam pesquisadores do Centro de Câncer Lombardi Comprehensive, da Universidade Georgetown, em Washington, Estados Unidos, e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O estudo foi publicado no final de outubro, na edição mensal da revista científica PLOS Medicine, e mostrou que, de 1989 a 2010, a proporção de fumantes na população adulta brasileira caiu de 35,4% para 16,8%.
A coordenadora de pesquisas do Instituto Nacional de Câncer, Liz Maria de Almeida, afirma que o enfrentamento mais efetivo ao tabagismo no mundo é o aumento dos preços e das taxas ligadas ao setor do fumo. Os pesquisadores utilizaram o modelo matemático SimSmoke, desenvolvido pelo americano e coautor do estudo David Levy.
Eles descobriram que quase metade dessa redução de fumantes (46%) veio do aumento de preços, 14% das leis antifumo, 14% das restrições de propaganda, 8% das advertências à saúde, 6% das campanhas antitabagismo promovidas na mídia e 12% dos programas de tratamentos que ajudam o paciente a deixar o fumo.
Capitais - Outra pesquisa, do Ministério da Saúde e realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mostrou que Salvador é a segunda capital do País com o menor número de fumantes. Apenas 9% da população soteropolitana adulta é fumante. A pesquisa entrevistou 54.144 pessoas nas 26 capitais brasileiras em 2011. O resultado foi divulgado em abril deste ano. A capital com maior percentual de fumantes é Porto Alegre (22,6%), seguida por Curitiba (20%), e São Paulo (19%).
Para o cardiologista Ricardo Sansetti, ambas as pesquisas mostram um avanço no Brasil das campanhas antitabaco do Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais do setor. "A tendência é que o número de mortes causadas em decorrência do cigarro diminua consideravelmente no País", opina Sansetti.
O coordenador do Programa Municipal de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Pablo Leal, atribui a diminuição à lei antifumo (Lei Municipal 7.651/2009), que proíbe o hábito de fumar em ambientes fechados, junto com o serviço de atendimento do programa da secretaria. "A SMS, por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, desenvolve ações educativas contínuas e em eventos pontuais, abordando temas relacionados aos efeitos danosos do tabagismo para a saúde e apresentando alternativas para uma melhor qualidade de vida", informa.
Ainda conforme Leal, dos 753 pacientes assistidos pelo serviço em 2011, 346 pararam de fumar, o que representa um índice superior a 45%. Este ano, dados até 30 de junho da secretaria mostram que, dos 364 atendidos, 163 largaram o vício. "As cidades com um clima mais favorável à prática de atividades físicas e ao lazer favorecem o abandono do vício", afirma.
Cobrança - O consultor comercial Bruno Borba parou de fumar em dezembro passado, após dez anos no vício: "Não aguentava mais a cobrança dos amigos. Eu era o único fumante na minha família. Tinha medo de parar e engordar. Vivia muito fatigado".
Uma truta tinha 11.400 becquerel de césio por quilo, mais de 100 vezes o limite estabelecido no Japão
Agência EFE
Japão - Um estudo do Ministério do Meio Ambiente japonês revelou a presença de peixes com altos níveis de césio radioativo em rios e açudes de Fukushima, província que abriga a acidentada usina nuclear de mesmo nome, informou neste sábado a agência "Kyodo".
O exemplar com o maior nível de material contaminante foi uma truta que tinha 11.400 becquerel de césio por quilo, mais de 100 vezes o limite estabelecido no Japão.
A truta foi capturada no rio Niida, na cidade de Minamisoma, situada 20 quilômetros ao norte da usina de Fukushima Daiichi, o que faz dessa região uma das mais afetadas pela crise nuclear.
A detecção, no ano passado, de arroz e carne de boi contaminados após o acidente nuclear desencadeado pelo tsunami de 2011 fez com que o Governo reduzisse em abril de 500 para 100 becquerel por quilo o limite para frutas, verduras, cereais, pescados, mariscos e carne.
Também foi reduzido de 200 para 50 becquerel de césio por quilo o limite para leite e alimentos destinados a crianças e de 200 para 10 em relação à água.
Trata-se da segunda análise deste tipo feito pelo Ministério do Meio Ambiente, quase um ano depois da primeira.
"Como no estudo anterior, a concentração (de césio radioativo) tendeu a ser mais alta nos rios e lagos do que no mar. Queremos captar o alcance da contaminação mediante a realização contínua destes testes", explicou um representante do Ministério à agência "Kyodo".
O acidente na central de Fukushima Daiichi, provocado pelo devastador tsunami que em março de 2011 arrasou o nordeste do Japão, foi o pior desde o de Chernobyl e mantém 52 mil pessoas evacuadas em um raio de 20 quilômetros.
Cidade tem cerca de 75 mil árvores de 430 espécies diferentes. Multa por corte irregular é de R$ 500.
Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Todos os meses, a Prefeitura de Sorocaba (SP) recebe pelo menos 200 pedidos para o corte de árvores. Porém, cerca de 70% dos casos são negados pela Secretaria de Meio Ambiente. Incomodados, alguns moradores acabam podando as plantas por contra própria, mas essa medida pode prejudicar as árvores e trazer riscos para os moradores da vizinhança, além de dar multa de R$ 500.
Na cidade, são cerca de 75 mil árvores de 430 espécies diferentes. Elas ajudam a regular o clima, a filtrar a poluição do ar e até a evitar ruídos sonoros. Porém, dependendo da maneira como foram plantadas ou podadas, elas podem gerar prejuízos e oferecer riscos à população.
Recentemente, uma árvore antiga e gigante tombou na Avenida Afonso Vergueiro, no centro de Sorocaba, e interditou uma das pistas da via. O tráfego no local ficou lento até a retirada dos galhos. Porém, nem sempre a idade avançada das árvores determina o comprometimento estrutural.
Jussara Lima, secretária do Meio Ambiente, diz que, antes de cortar uma árvore, um técnico vai até o local preencher um relatório detalhado sobre a situação da árvore e, só depois da análise, uma decisão é tomada.
A área urbana da cidade tem menos de 5% de arborização. Por isso, para cortar uma árvore é preciso ter bons motivos, segundo Sara Amorim, bióloga da prefeitura. Quem poda ou corta sem autorização desrespeita a lei e pode pagar multa de R$ 500.
Para evitar problemas, quem quiser plantar uma árvore na calçada deve procurar a Secretaria do Meio Ambiente, que vai orientar sobre a espécie mais indicada