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Parques sustentáveis com enfoque na sustentabilidade; socioambiental; saúde; longividade; qualidade de vida; Feng Shui; terapia holística e afins.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A sustentabilidade corporativa ainda é uma escolha?
quarta-feira, 2 de maio de 2012
http://www.sustentabilidadecorporativa.com/2012/05/sustentabilidade-corporativa-ainda-e.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+sustentabilidadecorporativa%2FCsrj+%28Um+olhar+sustent%C3%A1vel+sobre+o+mundo+empresarial%29
Muitas empresas, a maioria, eu diria, associa a sustentabilidade a custos; mais um item para ser considerado na hora de formação do preço e que pode coomprometer a estratégia comercial de uma companhia. Sim, isto realmente pode acontecer. No entanto, a questão vai depender muito mais como as empresas lidam com o tema do que com o montante de dinheiro disponível.
Se para a empresa sustentabilidade significa apenas projetos sociais/ambientais como resposta a demandas da sociedade e dos stakeholdersem geral, sim, será um custo. Necessário, porém custo. No entanto, se ela encarar a sustentabilidade como um agente catalisador de mudança em seus processos e busca por eficiência operacional, o custo se transforma em investimento, que é pago ao longo do tempo.
Em um mundo que caminha para o esgotamento de recursos naturais, ao mesmo tempo em que a demanda por eles cresce exponencialmente, adotar a sustentabilidade é uma alternativa para garantir a perenidade do negócio em médio e longo prazo. É um sinal que as empresas dão aos seus investidores de que elas estão trabalhando para que questões como mudanças climáticas, racionamento de água ou mobilidade geográfica não comprometerão sua performance operacional e financeira.
Assim como foi com a qualidade décadas atrás, a sustentabilidade nada mais é que um novo modelo de gestão. Um modelo que proporciona uma série de ganhos. Um modelo que ainda é pouquíssimo praticado pelas empresas, que, em uma visão rasa, basicamente enxergam nela a possibilidade de retorno de imagem e reputação.
A grande dificuldade para que a sustentabilidade seja efetivamente praticada pelas companhias é mudança de valores e comportamento pela qual elas precisarão passar. É preciso engajar, é preciso capacitar, é preciso cobrar dos colaboradores uma postura sustentável. E o maior desafio é formar profissionais que tenham essa visão não apenas no trabalho, mas na vida.
Aliado ao engajamento e à formação, é preciso planejar em longo prazo e ter consciência de que os resultados nem sempre serão alcançados rapidamente. E é justamente essa relação entre tempo e retorno que pauta uma gestão sustentável. Com uma proposta de resultados que transcende as cifras, muitas vezes a implantação da sustentabilidade encontra resistência nas empresas que vivem no modelo de máximo lucro o mais rápido possível.
No entanto, este modelo capitalista vigente desde o século passado, e grande responsável pela crise que vem assolando Europa e Estados Unidos desde 2008, deixa claro que o esgotamento de matérias-primas e o colapso nas relações com stakeholders são apenas uma questão de tempo. Pouco tempo, eu diria.
Por conta disso, temas que há pouco tempo pautavam a agenda de trabalho de gerentes médios (e que muitas vezes acumulavam funções, como, por exemplo, saúde segurança e meio ambiente ou então comunicação e responsabilidade social), hoje chega ao topo da hierarquia corporativa. Mesmo que ainda estejam pisando em cacos de vidro, as empresas acordaram para a necessidade de se trabalhar a sustentabilidade de forma mais estratégica e menos reativa.
A jornada ainda está no começo e algumas empresas largaram na frente, ainda que não seja possível dizer que haja, sequer, uma 100% sustentável. Todas possuem um grande passivo que é o resultado de anos e anos de gestão focada apenas no lucro excessivo. Mas antes de resolver o que está lá atrás, precisamos assegurar que o daqui para frente seja diferente. E essa decisão tem de ser feita já. Porque hoje sustentabilidade não é mais uma questão de escolha.
E não se esqueçam:
Curso de TI Verde no Rio de Janeiro dia 15 de maio
Curso de Introdução à Sustentabilidade em Recife dias 22 e 23 de maio
Mais informações sobre os cursos:http://migre.me/8RcjQ
- Julianna Antunes
- Jornalista (com diploma), corredora de alto rendimento físico e baixo rendimento financeiro (ou seja, só gasto dinheiro!), especializada em planejamento estratégico para a sustentabilidade, diretora da Agência de Sustentabilidade.
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O Greenpeace e o meio ambiente na Rússia
A Rússia precisa mudar a sua abordagem política do assunto
O Greenpeace foi fundado na Rússia em 1991, num momento muito importante para o país. Exatamente naquela época, devido às grandes transformações pelas quais o país estava passando, muitos danos ao meio ambiente poderiam ter acontecido, o que só não ocorreu devido às ações determinantes do Greenpeace.
Nos últimos vinte anos, ou seja, o mesmo período que decorreu desde a Conferência Rio Eco-92, aconteceram várias mudanças na Rússia, relacionadas ao meio ambiente. Mas, infelizmente, nestas mudanças, a Rússia não conseguiu nada de positivo.
A Rússia tem muitos problemas nas questões ecológicas, tanto na emissão de gases estufa quanto no campo da poluição ambiental. O consumo de energia na Rússia ultrapassa cerca de duas vezes e meia o consumo médio de energia no mundo inteiro, e em três vezes e meia o consumo de energia nos países desenvolvidos.
É muito difícil falar da busca de petróleo na Rússia. Todos os anos, cerca de cinco milhões de toneladas de petróleo são jogadas para a superfície durante a sua extração, ou seja, cerca de sete vezes o volume do que foi derramado no golfo do México. Segundo informações oficiais, estão sendo transportados, da Rússia para o oceano Glacial Ártico, em torno de meio milhão de produtos petrolíferos. A mesma poluição se verifica em três rios da Sibéria que desembocam no Ártico: Lena, Ob e Enisey. Portanto, estamos enfrentando na Rússia os mesmos problemas que tivemos nos anos 90.
Analisando o relatório que está sendo preparado pelo governo russo para a Conferência Sobre Meio Ambiente Rio+20, podemos reparar que a Rússia está indo na direção errada. Diante dos problemas mundiais sérios, como mudanças climáticas, a Rússia prioriza a questão de recebimento de capital ao invés de modernizar os processos industriais e de extração de hidrocarbonetos. Os problemas ambientais sérios da Rússia começaram no período 2000-2001 com as grandes reformas relacionadas à chegada de Vladimir Putin ao poder.
Neste momento, o Greenpeace desempenha um papel muito importante na Rússia. Nós conseguimos chegar até os líderes do pais. Em março, conversei sobre esses problemas com o Presidente Dmitri Medvedev, e no mês de abril, com o Primeiro-Ministro Vladimir Putin. Disse a eles que a Rússia precisa mudar a sua abordagem política, porque, do contrário, só restará ao Greenpeace promover manifestações diante do governo, seja no Kremlin, do Presidente Medvedev, ou na Casa Branca, do Primeiro-Ministro Putin.
Fabricantes deveriam colocar esta mensagem nos seus produtos...
Recicle óleo de cozinha e conserve a casa e o meio ambiente
Ao acabar de fazer aquela porção deliciosa de batatas fritas, muita gente se depara com o dilema: o que fazer com o óleo? Não são poucos os que simplesmente o despejam pelos ralos ou jogam na privada. Quem faz isso geralmente não sabe que está plantando as sementes de um grande problema futuro. O resíduo líquido da fritura pode causar graves entupimentos nos encanamentos do prédio, cujos custos de reparo são altos. De maneira menos perceptível, mas tão grave quanto, o óleo usado é, também, um agente poluente que colocamos de volta no meio ambiente. Em vez disso, ele poderia virar sabão, tinta, verniz e biodiesel.
Foi a questão de o que fazer com os resíduos da fritura que levou a aposentada Cláudia Iramaia a procurar o síndico do seu prédio e propor uma solução. Ela já havia tido contato com a reciclagem de óleo, que é feita onde seu filho mora. Já no condomínio de Cláudia não havia esse tipo de serviço. Ela chegou a conversar com alguns moradores, que descartavam o resíduo pelas tubulações e nunca tinham pensado no problema. A administração do prédio acabou encontrando uma empresa que faz a coleta. Foi colocado um tambor na garagem do edifício no qual as pessoas colocam garrafas PET ou potes de vidro em que armazenam o óleo usado. Quando o recipiente está cheio, a empresa o esvazia.
Cláudia encontrou vizinhos dispostos a fazer a reciclagem, mas se não tivesse, poderia contar com a ajuda da Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível, conhecida também como Ecóleo. O interessado pode procurar a entidade, que fornecerá material de sensibilização para ser distribuído, como folhetos e cartazes. Ela conta com uma rede de associados espalhada em vários pontos do Brasil, e que fazem o trabalho de coleta do material.
As empresas costumam trabalhar com volumes mínimos de 50 litros. Algumas pagam de 20 a 30 centavos por litro, valor que pode ser negociado entre o coletor e o condomínio. Célia Marcondes, presidente da Ecóleo, diz que há soluções também para quem quer reciclar pequenas quantidades. "A associação conta com um grupo de catadores credenciados, que passam nas residências pegando os resíduos e levando para um ecoponto, que são centros de coleta de materiais recicláveis em geral. A Ecóleo tem, em seu site, o endereço de ecopontos no Brasil todo", afirma ela.
Para se ter ideia do impacto da coleta, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou, em 2007, um programa pioneiro no bairro paulistano de Cerqueira César. O resultado foi a diminuição em 26% dos problemas de entupimento de canos na região. Os moradores continuaram cozinhando, mas sem gerar o que Marcondes chama de "colesterol da tubulação".
PrimaPagina
Especial para o Terra
Crescimento do lixo eletrônico ameaça a saúde da população e o meio ambiente
Data:02/05/2012 - 08:41
Cidade:Regional
O resíduo desse tipo de materiais contém substâncias perigosas, que podem impactar o meio ambiente e ameaçar a saúde da população. A estimativa é que cada brasileiro descarta cerca de 0,50 quilo de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos por ano.
O superintendente de Resíduos Sólidos da secretaria, Jorge Pinheiro, disse à Agência Brasil que em razão das substâncias perigosas contidas nesse tipo de aparelhos, é necessário organizar uma logística reversa no estado que acompanhe as discussões dos acordos setoriais, previstos na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caberá ao grupo de trabalho técnico, constituído em Brasília, definir o acordo setorial, que dará as diretrizes para implementação da logística reversa dos eletroeletrônicos, disse.
Pinheiro avaliou que às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, a adequação dos empreendimentos à nova lei de resíduos sólidos será de vital importância. Segundo ele, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, as novas práticas entre fornecedores e clientes precisarão ser adequadas, visando ao compartilhamento de responsabilidades.
“Atualmente, existem ações pontuais de fabricantes que coletam os resíduos de seus equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final”, declarou.
É o caso, de acordo com Pinheiro, da Fábrica Verde, projeto da SEA, que recebe doações de computadores e periféricos para reutilização, capacitando jovens do Complexo do Alemão, na Penha, bairro da zona norte da cidade, para a atividade de manutenção e montagem de computadores.
Os novos aparelhos montados são destinados a entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos instalados nas comunidades, declarou o superintendente. Ele ressaltou que novas empresas de remanufatura de resíduos eletroeletrônicos estão entre os negócios promissores para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O superintendente observou, por outro lado, que os equipamentos descartados têm valor econômico, pois contém materiais valiosos e raros. O seu descarte correto é importante porque muitos elementos apresentam elevado teor de toxicidade, e também pelo fato de que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de lixo tecnológico todos os anos.
Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre os quais ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns, como o cádmio, são agentes cancerígenos. Outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso, lembrou Pinheiro.
Nas duas campanhas de esclarecimento e conscientização dos consumidores para o descarte correto do lixo eletrônico, promovidas pela secretaria, foram coletadas quase 12 toneladas de resíduos eletroeletrônicos, “sem contar os computadores que são reaproveitados na Fábrica Verde,no Complexo do Alemão”.
Pinheiro ressaltou que a cadeia de reciclagem ainda não se acha estruturada para o fluxo desses resíduos e reforçou a necessidade de participação do setor produtivo para a viabilidade da logística reversa.
Segundo o superintendente da SEA, mesmo antes das definições dos acordos setoriais previstos no decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a secretaria já vem trabalhando a questão de valorização dos resíduos dentro do Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está em elaboração.
Em relação aos cuidados que a população deve ter em relação a esses materiais, o superintendente recomendou que devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais. Outra alternativa, disse, “é guardar em casa até a montagem de uma logística reversa ou entrar em contato com o fabricante do produto e saber se ele tem uma solução”.
Os consumidores devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais.
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Economia de Baixo Carbono até 2050 na União Européia e no resto do planeta?
Chris Davies e a economia hipocarbónica: "Estipular objetivos conduz à mudança"
Ambiente − 15-03-2012 - 11:21http://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/content/20120309STO40298/html/Chris-Davies-e-a-economia-hipocarb%C3%B3nica-Estipular-objetivos-conduz-%C3%A0-mudan%C3%A7a
O receio de que as unidades de produção sejam relocalizadas na sequência da entrada em vigor do Roteiro de transição para uma economia hipocarbónica competitiva em 2050 está a forçar alguns Estados-Membros como a Polónia a questionar o documento. O eurodeputado britânico Chris Davies (ADLE), relator parlamentar sobre a matéria, explica em entrevista a que se devem estes receios.
Quais as características de uma economia hipocarbónica?
CD: Na semana passada visitei o estaleiro de construção de um novo supermercado em Carlisle, onde estavam a ser feitas perfurações com 56 metros de profundidade, nas quais vão ser instaladas bombas de extração de água que será aquecida naturalmente, dada a temperatura da terra àquela profundidade. É um sistema muito simples que permitirá aquecer o supermercado e economizar mais de 100.000 euros por ano. O investimento paga-se a si próprio em cinco anos! Trata-se de um belo exemplo da aplicação dos princípios da Economia Hipocarbónica.
No seu relatório defende que a Europa deve desenvolver um sentimento de urgência, sob pena de vir a perder a sua competitividade económica. Quais são as suas principais sugestões?
CD: No caso europeu, é uma questão complicada. Somos compostos por uma série de democracias avançadas que promovem a participação pública, o que torna o processo de tomada de decisões mais lento. Na China, por exemplo, o governo estabeleceu uma série de objetivos de redução do consumo energético por parte das unidades fabris e as empresas que não cumpram as exigências são obrigadas a interromper a atividade. Nós não dispomos deste tipo de sistema de controlo e daí ser crucial criar um sentimento de urgência.
Qual é o impacto da atual crise e das medidas de austeridade no empenho dos países em alcançar os objetivos de baixo carbono?
CD: As questões relacionadas com o clima não são uma grande prioridade neste momento e isso acarreta perigos. Para conseguirmos alcançar os objetivos estipulados para 2050, temos de começar a planear agora. Os investidores necessitam de conhecer o enquadramento que os irá reger a longo prazo. O governo polaco apresentou há dias argumentos válidos, uma vez que a redução das nossas emissões em mais de 20% até 2020 será alcançada através da exportação de unidades fabris mas nós continuaremos a importar os produtos, o que na prática e em termos globais terá o mesmo efeito ambiental. No entanto, estipular objetivos conduz à mudança.
REF. : 20120309STO40298
Roteiro de transição para uma economia de baixo carbono em 2050
Ambiente − 09-02-2012 - 18:34
À medida que as reservas de combustíveis fósseis se vão esgotando e tendo em vista a redução das emissões com efeitos de estufa, a União Europeia está a delinear um roteiro de transição para uma economia de baixo carbono em 2050. No dia 7 de fevereiro, os membros da comissão parlamentar do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar apelaram a uma melhoria do sistema de comércio de emissões que permita reduzir, em pelo menos 80%, as emissões de dióxido de carbono até 2050.
O relatório não legislativo, elaborado pelo eurodeputado britânico Chris Davies (Aliança dos Liberais e Democratas), apoia a proposta da Comissão Europeia mas alerta para a necessidade de aumentar o investimento em tecnologias verdes.
O relatório não legislativo, elaborado pelo eurodeputado britânico Chris Davies (Aliança dos Liberais e Democratas), apoia a proposta da Comissão Europeia mas alerta para a necessidade de aumentar o investimento em tecnologias verdes.
REF. : 20120126STO36324
Calçada acessível
29/04/2012 - 20h30
Barbara Gancia fiscaliza condições das calçadas de São Paulo; veja vídeo
DE SÃO PAULO
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1083141-barbara-gancia-fiscaliza-condicoes-das-calcadas-de-sao-paulo-veja-video.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1083141-barbara-gancia-fiscaliza-condicoes-das-calcadas-de-sao-paulo-veja-video.shtml
A nova regulamentação das calçadas de São Paulo motivou a colunistaBarbara Gancia a percorrer as ruas da cidade para fiscalizar as condições nas quais se encontram os passeios.
O vídeo a seguir, exibido neste domingo no programa "TV Folha" (Cultura), também traz comentário do colunista Jairo Marques sobre o assunto. O jornalista vê como boa medida para cadeirantes, por exemplo, pisos de concreto adotados em algumas calçadas da capital.
Já a nova regulamentação estabelece que a responsabilidade pela construção, conservação, reforma e manutenção das calçadas, que antes era apenas do proprietário do imóvel, cabe agora também ao locatário, seja em imóvel comercial ou residencial.
Outra novidade é a definição de largura mínima de 1,20 metro para a passagem de pedestres em calçadas, que antes era estabelecida em 90 cm.
O desrespeito à nova legislação será penalizado com multa no valor de R$ 300 por metro linear. Pela regulamentação anterior, o valor variava entre R$ 102,02 e R$ 510,01, de acordo com a área danificada.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Melhor que GPS!
01/05/2012 - 05h48
Carro com material radioativo é encontrado no Rio de Janeiro
Policiais militares localizaram na madrugada desta terça-feira o carro que carregava o material radioativo selênio-75, na Cidade Alta, em Cordovil, zona norte do Rio de Janeiro. Os policiais chegaram ao local após receber uma denúncia anônima e encontraram o carro trancado e abandonado.
Segundo a polícia, estiveram no local os bombeiros do GOPP (Grupamento de Operações com Produtos Perigosos), técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da empresa Arctest que transportava o selênio-75. Após todos os procedimentos de segurança, eles constataram que a caixa com o material radioativo estava intacta.
O carro que carregava o material radioativo foi roubado por volta da meia-noite de sábado (28), próximo ao Trevo das Missões, na rodovia Washington Luís, na altura de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Cinco homens armados abordaram o carro e renderam dois funcionários da empresa que viajavam no veículo, que transportava a substância.
Efeito ventilador gigante?
30/04/2012 - 09h22
Fazendas eólicas 'aquecem' temperatura local, diz estudo
DA BBC BRASIL
Fazendas eólicas podem afetar as condições meteorológicas das regiões em que se situam, provocando a elevação de temperaturas durante a noite.
Essa foi a conclusão de um estudo realizado no Estado americano do Texas. Os pesquisadores usaram informações de satélites e observaram que áreas situadas perto de turbinas eólicas tendem a esquentar mais do que as que não contam com fazendas eólicas nas imediações.
A pesquisa, publicada na revista especializada Nature Climate Change, confirmou as conclusões de um estudo anterior, datado de 2010, também realizado em uma região específica dos Estados Unidos e que utilizou modelos criados por computador para mostrar que fazendas eólicas podem provocar aquecimento regional.
Os cientistas acreditam que o aquecimento é provocado pelas turbinas das usinas, que liberam ar quente ao nível do solo.
A área em que foi feita o estudo, localizada no centro-oeste do Texas, registrou um crescimento no número de programas de construção de turbinas, em meados da década passada, passando de 111 em 2003 para 2325 apenas seis anos depois.
SENSORES DE INCÊNDIOS
Pesquisadores utilizaram informações geradas pelos sensores Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (Modis), contidos nos satélites Aqua e Terra, da Nasa, que são capazes de medir radiações infravermelhas emitidas por incêndios na superfície do planeta.
As informações geradas pelos Modis podem ser transformadas rapidamente em ''mapas ativos de incêndios'', que permitem localizar focos de incêndios florestais e avaliar para onde eles estão se movendo. Essas informações costumam ser usadas por corpos de bombeiros.
As informações dos sensores Modis foram usadas para medir as temperaturas na região estudada no começo e ao final do boom de construção de usinas - respectivamente os períodos que vão de 2003 a 2005 e de 2009 a 2011.
Ao longo desse período, a região centro-oeste do Texas como um todo observou um aumento de temperatura - e de forma mais acentuada nas áreas próximas a fazendas eólicas.
Mas os pesquisadores avaliaram que outros fatores podem ter influído nos resultados, como mudanças de vegetação, mas afirmaram que tais fatores ocorreram em escala muito pequena.
As mudanças não ocorreram de forma idêntica em todas as áreas próximas a fazendas eólicas. De acordo com os cientistas, o aquecimento observado foi de cerca de 0.72ºC por década.
O pesquisador-sênior Liming Zhou advertiu que a experiência não representa um sinal de que as temperaturas seguem aumentando. ''A tendência de aquecimento se aplica apenas à região e ao período estudados e não deve ser estendida de forma linear para outras regiões por períodos mais longos''.
RESULTADOS CONSISTENTES
O especialista diz que à noite o ar acima do nível do solo costuma ser mais quente do que o ar no nível do solo. Mas Zhou e seus colegas acreditam que as lâminas das turbinas eólicas estão simplesmente agitando o ar, misturando ar quente e ar frio e fazendo com que parte do calor chegue ao nível do solo.
''Os resultados dessa pesquisa me parecem bem consistentes'', diz Steven Sherwood, do Centro de Pesquisas de Mudanças Climáticas, da University of New South Wales, da Austrália.
De acordo com Sherwood, a estratégia de provocar um aquecimento artificial costuma ser usada por produtores de frutas que sobrevoam seus pomares de helicóptero para combater geadas matinais".
"Essa pequisa é o primeiro passo na potencial exploração de informações satelitais para quantificar os possíveis impactos de grandes fazendas eólicas sobre o clima e as condições meteorológicas'', afirmou Zhou, da Universidade Estadual de Nova York em Albany, à BBC.
Ele conta que ele e sua equipe de pesquisadores estão agora ampliando seu estudo para outras fazendas eólicas e construindo novos modelos para melhor entender os processos físicos do aquecimento que estaria sendo provocado pelas usinas eólicas.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Casa container?
Tecverde lança casa conceito com sustentabilidade aplicada
Cocoon está exposta em loja de Curitiba e deve estar a venda em 2013
Por Gisele Eberspacher às 11h25 de 27/04/2012
A Tecverde lançou a casa conceito Cocoon, uma solução sustentável de moradia em apenas 18 metros quadrados. Nesse espaço, é possível ter sala, cozinha, quarto, escritório, lavanderia e banheiro, com isolamento térmico e acústico integral, iluminação LED, painéis solares para aquecimento de água, paredes em tecnologia woodframe e até um teto verde.
O projeto foi coordenado pelo arquiteto Pedro Moreira, que procurou usar ferramentas para diminuir a pegada de carbono da casa. “Utilizamos materiais sustentáveis e o máximo de aproveitamento de espaço, mas procuramos nos diferenciar dos containers usados no exterior. As dimensões são maiores e o material diferenciado”, explica.
Outra funcionalidade do projeto é o sistema de segurança com automação de câmeras, sistema de segurança e iluminação por celular. Ainda segundo a empresa, é possível instalar um sistema de reaproveitamento da água da chuva e tratamento de esgoto local (em casos em que não há conexão com a rede). A casa conceito que está exposta foi revestida ainda com a obra do artista plástico André Mendes.
“O objetivo é levar uma proposta para vilas universitárias, vilas de obras de grande porte, casas de praia ou de campo”, conta o diretor geral da Tecverde, Caio Bonatto.
Tecverde lança casa conceito com sustentabilidade aplicada
Cocoon está exposta em loja de Curitiba e deve estar a venda em 2013
Por Gisele Eberspacher às 11h25 de 27/04/2012
Leia também:
domingo, 29 de abril de 2012
Lixo eletrônico ameaça a saúde e o meio ambiente
29/04/2012 14:11
O resíduo desse tipo de materiais, que está crescendo no Brasil, contém muitas substâncias perigosas
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/20161/Lixo+eletronico+ameaca+a+saude+e+o+meio+ambiente
ALANA GANDRA/AGÊNCIA BRASIL
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/20161/Lixo+eletronico+ameaca+a+saude+e+o+meio+ambiente
ALANA GANDRA/AGÊNCIA BRASIL
O crescimento significativo do lixo eletrônico (e-lixo) no Brasil vem preocupando os técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA). O resíduo desse tipo de materiais contém substâncias perigosas, que podem impactar o meio ambiente e ameaçar a saúde da população. A estimativa é que cada brasileiro descarta cerca de 0,50 quilo de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos por ano.
O superintendente de Resíduos Sólidos da secretaria, Jorge Pinheiro, disse à Agência Brasil que em razão das substâncias perigosas contidas nesse tipo de aparelhos, é necessário organizar uma logística reversa no estado que acompanhe as discussões dos acordos setoriais, previstos na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caberá ao grupo de trabalho técnico, constituído em Brasília, definir o acordo setorial, que dará as diretrizes para implementação da logística reversa dos eletroeletrônicos, disse.
Pinheiro avaliou que às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, a adequação dos empreendimentos à nova lei de resíduos sólidos será de vital importância. Segundo ele, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, as novas práticas entre fornecedores e clientes precisarão ser adequadas, visando ao compartilhamento de responsabilidades.
“Atualmente, existem ações pontuais de fabricantes que coletam os resíduos de seus equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final”, declarou.
É o caso, de acordo com Pinheiro, da Fábrica Verde, projeto da SEA, que recebe doações de computadores e periféricos para reutilização, capacitando jovens do Complexo do Alemão, na Penha, bairro da zona norte da cidade, para a atividade de manutenção e montagem de computadores.
Os novos aparelhos montados são destinados a entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos instalados nas comunidades, declarou o superintendente. Ele ressaltou que novas empresas de remanufatura de resíduos eletroeletrônicos estão entre os negócios promissores para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O superintendente observou, por outro lado, que os equipamentos descartados têm valor econômico, pois contém materiais valiosos e raros. O seu descarte correto é importante porque muitos elementos apresentam elevado teor de toxicidade, e também pelo fato de que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de lixo tecnológico todos os anos.
Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre os quais ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns, como o cádmio, são agentes cancerígenos. Outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso, lembrou Pinheiro.
Nas duas campanhas de esclarecimento e conscientização dos consumidores para o descarte correto do lixo eletrônico, promovidas pela secretaria, foram coletadas quase 12 toneladas de resíduos eletroeletrônicos, “sem contar os computadores que são reaproveitados na Fábrica Verde,no Complexo do Alemão”.
Pinheiro ressaltou que a cadeia de reciclagem ainda não se acha estruturada para o fluxo desses resíduos e reforçou a necessidade de participação do setor produtivo para a viabilidade da logística reversa.
Segundo o superintendente da SEA, mesmo antes das definições dos acordos setoriais previstos no decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a secretaria já vem trabalhando a questão de valorização dos resíduos dentro do Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está em elaboração.
Em relação aos cuidados que a população deve ter em relação a esses materiais, o superintendente recomendou que devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais. Outra alternativa, disse, “é guardar em casa até a montagem de uma logística reversa ou entrar em contato com o fabricante do produto e saber se ele tem uma solução”.
Anistia para o infrator...
Dilma deve vetar anistia a desmatador
Promessa de campanha pode fazer com que a presidente vete parcialmente artigos que liberam produtores de recuperar parte de áreas desmatadas
27 de abril de 2012 | 3h 02
Marta Salomon, Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff analisa vetar parcialmente o Código Florestal aprovado anteontem na Câmara para impedir que produtores rurais deixem de recuperar parte da área desmatada, sobretudo às margens de rios. Trata-se de um compromisso assumido na campanha ao Planalto, reiterado ontem por interlocutores.
Veja também:
Menor recuperação da mata pode estimular desmatamento
Dos votos contra o governo, só 18% foram da oposição
Ed Ferreira/AE
Deputada Rosanne Ferreira (PV-PR) levanta cartaz contra o resultado da votação do Código Florestal
"Como nos é dado o direito do veto, a presidenta vai analisar com serenidade, sem animosidade, sem adiantar nenhuma solução", disse o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um dia após a vitória dos ruralistas e a derrota do governo na Câmara. "Qualquer questão que possa ser interpretada ou na prática signifique anistia tem grandes chances de veto", corroborou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
A decisão da presidente será anunciada até meados de maio. O Planalto avalia que os ruralistas não detêm os 257 votos na Câmara e os 41 no Senado para derrubar um veto de Dilma. A maior preocupação da presidente é garantir regras claras para a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), consideradas estratégicas para a segurança de abastecimento de água do próprio agronegócio.
Após conversar com Dilma, o secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse acreditar no veto. "Passaram uma motosserra no Código. Fica a ideia de que o crime compensa."
A Câmara derrubou a exigência de recuperação das margens de rios com mais de 10 metros de largura, que deveriam recompor entre 15 e 100 m de vegetação do que foi desmatado. Só permaneceu a exigência de os produtores recuperarem 15 metros às margens de rios mais estreitos. Apesar de contar com ampla maioria de votos, os ruralistas foram impedidos, regimentalmente, de derrubar essa parte do texto.
O principal resultado da decisão é a insegurança jurídica, que prejudica pequenos proprietários. Eles podem ser obrigados a recuperar até 500 metros da vegetação nativa, se seus imóveis estiverem à margem de rios mais largos, como o São Francisco.
Estratégia. Antes mesmo de a Câmara encerrar a votação do Código, uma alternativa à derrota do governo começava a tramitar. Anteontem, os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Luiz Henrique (PMDB-RS) protocolaram projeto de lei com regras para recuperar áreas de proteção já desmatadas. O PL também limita a expansão da produção de camarão em parte dos manguezais.
O projeto recupera os termos do acordo fechado no Senado, em dezembro, e apoiado por Dilma. A apresentação do texto anteontem faz parte da estratégia para impedir que a Câmara, onde os ruralistas são maioria, comandem nova rodada de debate.
Insatisfeitos com a exigência de recuperação de 15 metros de vegetação nas margens de rios até 10 metros, os ruralistas preparam um projeto para reduzir as exigências feitas aos desmatadores. Eles vão propor faixas menores, entre 5 e 15 metros.
O veto total ao Código, como querem ambientalistas, está descartado. Para o Planalto, os problemas se concentram na recuperação do passivo ambiental./ COLABOROU CLARISSA THOMÉ
Depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900%
Depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900%
BRUNO PAES MANSO - O Estado de S.Paulo
Em 1980, os moradores do Residencial dos Lagos, à beira da Represa Billings, na zona sul de São Paulo, precisavam mentir o endereço do lugar onde moravam para ter alguma chance de serem contratados nas entrevistas de emprego. O mesmo ocorria em Paraisópolis e em Heliópolis, as duas maiores favelas de São Paulo, também na zona sul, e no Jardim São Francisco, na zona leste, cujos barracos de madeira, iluminados por gatos que roubavam a luz dos postes, cortados por ruas de terra sem rede de esgoto, eram cenários de um ambiente violento, com taxas elevadas de assassinatos.
As melhorias decorrentes das lutas sociais das décadas passadas, que se transformaram em investimentos em infraestrutura, ajudaram não somente a amenizar o preconceito contra os moradores das favelas como também serviram para valorizar fortemente o preço dos terrenos nas comunidades que receberam investimentos públicos. "Barracos" viraram "imóveis" e os preços dispararam até 900%.
No Residencial dos Lagos, que começou o processo de urbanização em 2008, uma casa de três quartos, sala e banheiro, que anteriormente era alugada por R$ 200, hoje custa R$ 700. É difícil encontrar aluguel nas favelas por menos de R$ 400 - valor do bolsa-aluguel pago pela Prefeitura para aqueles que são removidos de barracos em área de risco.
Mas o preço para a compra dos imóveis também disparou, chegando a se multiplicar por dez. Casas de quatro a cinco cômodos, que antes da urbanização eram vendidas por R$ 15 mil a R$ 20 mil no Residencial dos Lagos, hoje não são vendidas por menos de R$ 100 mil, podendo chegar a R$ 150 mil. "E mesmo assim é difícil encontrar quem queira vender porque ninguém vai querer sair daqui", diz a líder comunitária Vera Lucia Basália, integrante do comitê gestor do processo de urbanização local.
Sem medo. Em Heliópolis, a valorização segue a tendência de alta. Um imóvel de dois quartos, sala e cozinha, que em 2002 era alugado por R$ 280, atualmente sai por R$ 800. O preço de venda passou de R$ 20 mil para R$ 100 mil. "As pessoas tinham medo de entrar aqui e o estigma de favelado era muito forte e prejudicial. Hoje Paraisópolis está inserida na cidade", diz Paulo Henrique da Silva, que mora no bairro há 28 anos e estuda Contabilidade na FMU do Itaim-Bibi. Quando ele mudou para lá, Paraisópolis tinha 3 escolas. Hoje, são 15. "Ontem, na universidade, uma colega me perguntou se eu morava na favela. Se fosse no passado, eu ficaria constrangido. Hoje sinto orgulho e sei que qualquer estranheza é desconhecimento por parte dela."
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