sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Argamassas térmicas: melhor do que ar condicionado!

http://www.leiriaeconomica.com/item7551.htm
8 Fev.
Uma equipa de investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMInho) está a criar um revestimento revolucionário para paredes e tectos que aquece/arrefece a temperatura interior das casas e escritórios. A inovação ajuda a poupar na factura eléctrica, promove um maior conforto térmico e atende à eco-sustentabilidade, revela o Ciência Hoje. Para ler na íntegra, clique aqui.

Argamassas térmicas: Melhor do que ar condicionado!

UMinho desenvolve revestimento inovador que aquece casas

2012-02-07

A argamassa é colocada em diferentes locais.
A argamassa é colocada em diferentes locais.

Uma equipa de investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMInho) está a criar um revestimento revolucionário para paredes e tectos que aquece/arrefece a temperatura interior das casas e escritórios. A inovação ajuda a poupar na factura eléctrica, a um maior conforto térmico e à eco-sustentabilidade.

A tecnologia baseia-se em microcápsulas termicamente activas, aplicadas na superfície das argamassas – o que deverá ser uma prática corrente dentro de dez anos, esclarece José Barroso de Aguiar, docente da UMinho.

Em concreto, o composto de gesso, cal, cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM (material de mudança de fase) é colocado nas paredes e tectos e esta camada serve como climatizador: transita de fase líquida para sólida, e vice-versa, em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC).

Por exemplo, ao passar de fase sólida para líquida faz descer o termómetro e reter energia do compartimento. Com estes aditivos nas argamassas consegue-se reduzir o consumo de energia (eficiência), uniformizar a solicitação à rede energética, aumentar o conforto térmico dos edifícios, evitar o gasto das não renováveis e, por efeito, minimizar o consumo de dióxido de carbono.

Patente portuguesa versus alemã
Constituição do projecto:
O projecto designado «Contribuição de Argamassas Térmicas Activas para a Eficiência Energética dos Edifícios» é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e termina em 2013. Junta cerca de 25 investigadores das universidades do Minho (promotora), Aveiro, Coimbra (através do instituto IteCons) e ainda das empresas parceiras Secil Martingança e Sival, ligadas aos ramos das argamassas de cimento, cal hidráulica e gesso. Do Departamento de Engenharia Civil da UMinho está representado o seu Centro de Território Ambiente e Construção (C-TAC), com os docentes José Barroso de Aguiar, Manuela Almeida, Luís Bragança, Miguel Ferreira, Sandra Silva e a bolseira Sandra Cunha.
A UMinho está ligada a duas patentes, que investiga desde 2004. A Alemanha começou os estudos “quase em simultâneo”. A patente portuguesa aplica o PCM na parte exterior de um reboco de duas camadas; já a patente alemã coloca o PCM em toda a espessura do reboco.

A equipa de investigação minhota diz não ter registos de uma invenção do género no resto do mundo. E, em 2012, prevê fazer um workshop para os parceiros do projecto trocarem experiências; se tudo correr bem, também irá anunciar os resultados prévios e eventuais patentes.

Além de desenvolver sistemas construtivos energeticamente mais eficientes, a presente pesquisa coordenada pela UMinho procura averiguar a viabilidade técnica da aplicação dos PCM e quantificar a redução de consumos de energia para diversos tipos de imóveis e divisórias, através da comparação com argamassas convencionais e simulação numérica.

Garantir a qualidade
No primeiro caso, quer-se garantir que a nova tecnologia não vai fissurar nem descolar da parede e, além disso, respeita as exigências europeias. No segundo, interessa saber qual a melhor compartimentação para rentabilizar a inovação, se um apartamento tipo T2 ou uma vivenda. “Acredito nesta tecnologia, é muito útil para a sociedade em geral. Dentro de dez anos, será corrente no interior dos edifícios”, nota José Barroso de Aguiar, realçando: “Vai valer a pena pagar mais quando se constrói, mas saber que esse custo inicial [no PCM] se amortiza em poucos anos, graças à poupança em electricidade”.

Lixo orgânico

Sesi oferece cursos gratuitos para trabalhadores da indústria


http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=214882

Trabalhadores da indústria e seus dependentes podem realizar cursos a distância de forma totalmente gratuita. Oferecidos pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) Paraná, os cursos são de curta duração e feitos totalmente pela internet.
São oito opções de cursos gratuitos: Alimentação Saudável e Qualidade de Vida; Comunicação Interna e Endomarketing no RH; Ética e Sustentabilidade; Inclusão Social e Diversidade; Introdução à Comunicação Empresarial; Introdução ao Plano de Negócio; Planejamento em Treinamento e Desenvolvimento; e Técnicas de Recrutamento e Seleção de Pessoal. Para ter acesso aos cursos, o trabalhador da indústria ou dependente deverá se cadastrar no portal www.sesi.org.br/ead e seguir as instruções.
Além destes, o Sesi oferece outros 55 títulos voltados aos industriários, empresários e comunidade. A lista completa está disponível no portal.Os cursos a distância fazem parte das ações de educação continuada ofertadas pelo Sesi-PR. Em 2011, foram mais de 23 mil matrículas em 62 diferentes cursos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Água de chuva na rede de esgoto em Votuporanga: É hora de aproveitar a água de chuva para usos menos nobres. Atitude sustentável: IPTU verde e não uma multa!


Meio Ambiente - Votuporanga
Saev Ambiental fiscaliza água de chuva na rede de esgoto
http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=35327
09/02/2012 - 15:54:00 - Da Redação
A partir desta sexta-feira (10/2) todas as residências de Votuporanga serão visitadas por equipes da Saev Ambiental que terão como objetivo verificar o despejo irregular de água pluvial na rede de esgoto. As tubulações devem ser independentes, ou seja, a água da chuva não pode ser lançada na mesma rede que recebe o esgoto. A prática é irregular com punição prevista pelo Código Sanitário Estadual, Código Municipal de Obras e normas da Saev Ambiental. 





De acordo com o engenheiro coordenador do trabalho, Aldo Takao Okoti, o morador que possui o imóvel em situação irregular será notificado para fazer a correção num determinado período. Após o prazo, a equipe de fiscalização voltará ao local para verificar o imóvel. O proprietário que não cumprir as determinações estará sujeito as penalidades previstas em lei. 


As visitas serão feitas sempre às sextas-feiras, das 8h às 17 horas. Os fiscais atuarão em dupla com entrada nas residências para avaliar as tubulações internas. O engenheiro Okoti observa que a equipe estará devidamente uniformizada com crachá de identificação. “Precisamos que o morador colabore com este trabalho e permita a visita, uma vez que a interligação está fora da lei e pode trazer muitos prejuízos a ele”, comenta. Dúvidas, o morador deve ligar para o 08007701950. 


Início 

A cada sexta-feira a equipe estará em uma região diferente da cidade. Nesta semana, será a vez dos bairros Jardim Santa Paula, Bela Vista, Jd Eldorado e Jd. Marim. 


Objetivo 

A iniciativa busca acabar com as interligações irregulares da canalização que despeja a água de chuva na rede de esgoto da residência, uma vez que traz diversos transtornos para o morador e também para o funcionamento da Estação de Tratamento de Esgotos “Antonio Polidoro”. De olho nisso, dentro das exigências técnicas para a construção da ETE, a Cetesb solicitou a fiscalização; a última foi feita em Votuporanga há cerca de dois anos. 


O superintendente da Saev Ambiental, Eng. Marcelo Marin Zeitune, explica que a rede coletora de esgoto é projetada apenas para descarte dos efluentes líquidos domésticos. No entanto, alguns profissionais optam por interligar a tubulação das residências, fazendo com que a chuva absorvida pelos ralos de quintais seja despejada no ramal do esgoto. “Quando isso acontece e o volume de chuva é muito grande, as redes não conseguem dar vazão a todo o material, causando retorno de esgoto em diversas casas, e não somente nas que estão irregulares. O problema também acontece na rede de esgoto das ruas, que provoca inclusive o deslocamento das tampas de bueiros e, consequentemente, acidentes de trânsito e com pedestres”, destaca.  


Na ETE, o volume excessivo da água com o esgoto sobrecarrega o sistema e prejudica a eficiência do tratamento. A rede de esgoto deve receber apenas a água dos ralos internos e, a de chuva, dos ralos externos. 
(Assessoria de Imprensa)

Perguntar não ofende: Por que São Paulo simplesmente não copia estes 4 artigos desta lei estadual de 2004 do Rio de Janeiro?




LEI Nº 4.393, DE 16 DE SETEMBRO DE 2004


DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DAS EMPRESAS PROJETISTAS E DE CONSTRUÇÃO CIVIL A PROVER OS IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS DE DISPOSITIVO PARA CAPTAÇAO DE ÁGUAS DA CHUVA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A Governadora do Estado do Rio de Janeiro, ROSINHA GAROTINHO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Ficam as empresas projetistas e de construção civil no Estado do Rio de Janeiro, obrigadas a prover coletores, caixa de armazenamento e distribuidores para água da chuva, nos projetos de empreendimentos residenciais que abriguem mais de 50 (cinqüenta) famílias ou nos de empreendimentos comerciais com mais que 50 m2 de área construída, no Estado do Rio de Janeiro.
Art. 2º - A caixa coletora de água da chuva será proporcional ao número de unidades habitacionais nos empreendimentos residenciais ou à área construída nos empreendimentos comerciais.
Parágrafo único - As caixas coletoras de água da chuva serão separadas das caixas coletoras de água potável, a utilização da água da chuva será para usos secundários como lavagem de prédios, lavagem de autos, molhação de jardins, limpeza, banheiros, etc..., não podendo ser utilizadas nas canalizações de água potável.
Art. 3º - As empresas projetistas e de construção civil terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adequarem seus projetos ao cumprimento desta Lei, após sua aprovação.
Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 2004.
ROSINHA GAROTINHO - Governadora
Projeto de Lei nº 927/2003 - Autoria SAMUEL MALAFAIA
Fonte: ALERJ / RJ

Reciclagem de água: Lei estadual que obriga captar água da chuva é declarada constitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro


Rio de Janeiro, novembro de 2.007 - Uma lei estadual que obriga a captação de água da chuva por grandes empresas e condomínios habitacionais foi declarada constitucional, nessa segunda-feira (26/11), pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal.
A Lei Estadual 4.393 foi aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e vigora desde setembro de 2004. Seu conteúdo diz que empreendimentos residenciais com mais de 50 famílias e comerciais com mais de 50 metros quadrados de área construída estão obrigados a instalar dispositivo para captação da água da chuva. O equipamento deve captar água que pode ser utilizada na lavagem de prédios, carros, para regar jardins e abastecer banheiros.
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia questionou a lei, alegando que a Alerj estaria invadindo a competência legislativa do município.
Para o desembargador Nascimento Povoas, relator do processo, “a matéria transcende a esfera de interesse do município”. “O aproveitamento racional dos recursos naturais, como a água, está sujeito à preocupação de todos”, completou. Ele também fundamentou sua decisão no artigo 24, inciso 6º, da Constituição Federal, que estabelece a competência da União, Estados e o Distrito Federal em legislar concorrentemente em defesa do meio ambiente.
Fonte: Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2.007


http://www.unigranrio.br/unidades_acad/ibc/sare/v02n01/galleries/downloads/artigos/A02N01P07.pdf

Atenção: "Guia de Sustentabilidade para Instalações Domiciliares - Água e Energia" , disponível para download!





O  “Guia de Sustentabilidade para Instalações Domiciliares – Água e Energia” da Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Departamento de educação ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo, tráta-se de uma publicação que visa orientar síndicos, condôminos e interessados sobre itens de sustentabilidade que devem ser considerados em reformas e adaptações de edificações visando à redução de seus custos de operação e impactos ambientais.
  O lançamento do guia ocorreu no dia 01 último e já se encontra disponível para download na página de SVMA.






Trata-se de uma publicação do meu amigo engº Eduardo Coelho e Mello Aulicino, o "Neymar da sustentabilidade", que fez a abertura deste blog "Parque Sustentáveis", e visa orientar síndicos, condôminos e interessados sobre itens de sustentabilidade que devem ser considerados em reformas e adaptações de edificações para  redução de seus custos de operação e impactos ambientais.

O lançamento ocorrerá no dia 01 de fevereiro às 10 horas na Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Departamento de Educação Ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, no Parque Ibirapuera.


Av. Quarto Centenário, Portão 7-A no Ibirapuera


fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/publicacoes_svma/index.php?p=37789

Nestes dias ao abrirmos os jornais, revistas ou até mesmo assistindo televisão, nos deparamos com um grande número de peças publicitárias oferecendo os novos empreendimentos imobiliários da cidade. 
O apelo ecológico, hoje, indispensável aos empreendimentos residenciais, a começar pelos nomes dos edifícios que invariavelmente adotam palavras como: verde, jardim, vila, também acompanhados de nomes de flores, árvores ou pássaros, tudo isso em idiomas distintos, sem esquecer da sempre presente frase: “Muito verde e qualidade de vida para sua família”.
Estes edifícios possuem novas tecnologias que visam propiciar ganhos econômicos e ambientais em sua operação, num contexto maior chamado de “Construção Sustentável” ou também chamado de “Construção Verde”. 
Os prédios ambientalmente corretos fazem parte de uma tendência mundial que chega aos nossos dias com algum atraso, posto que há muito, a construção civil é o destino de mais da metade dos recursos naturais do planeta. 
A sustentabilidade nas edificações é um processo que se inicia, não só no Brasil como no mundo todo, envolve muitos conceitos como o emprego de fontes de energias renováveis
como o aproveitamento da luz solar, a eficiência energética, a escolha dos materiais na preservação de recursos naturais, a redução de emissões dos gases gerados, principalmente os causadores de efeito estufa, a redução na geração de resíduos, o uso racional da água, o aproveitamento da água de chuva e outros. Neste cenário, o que nós, meros usuários do ambiente já construído, em grande parte, condôminos de edificações concebidas em outras épocas onde a preocupação se restringia a padrões de conforto e estética. O que fazemos com nossos imóveis que não se enquadram aos atuais padrões de sustentabilidade?
Visando oferecer orientação sobre estas questões, este guia que você tem em mãos, objetiva ampliar o conhecimento de administradores de condomínios e de consumidores que buscam informações práticas e de fácil compreensão que os ajudem a adequar suas edificações aos novos padrões de consumo e operação, reduzindo seus impactos no meio ambiente e de forma a não depreciar seu valor no mercado imobiliário. 

Marmitex para todos!


Especialistas discutem como alimentar população mundial de 9 bilhões em 2050

Estímulo aos pequenos produtores e combate ao desperdício foram temas tratados em evento em Genebra

08 de fevereiro de 2012 | 19h 31

Efe
 O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 bilhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com seu correspondente impacto no meio ambiente, ou da racionalização de sua produção e consumo.

Este foi o eixo do debate organizado nesta quarta-feira em Genebra pela revista "The Economist", com a participação de políticos, empresários e especialistas, para apresentar propostas e soluções perante a perspectiva de ter que alimentar 9 bilhões de pessoas dentro de 40 anos.

A potencialização dos pequenos produtores, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento, a melhora da cadeia de distribuição de alimentos e a luta contra o enorme desperdício de comida foram os assuntos discutidos durante o seminário.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, abriu a jornada lembrando que três quartos dos 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas rurais de países pobres e em desenvolvimento, e apostou por melhorar sua capacidade de produção e acesso aos alimentos para reverter esta situação.

Graziano lembrou que hoje em dia a comida à disposição de cada pessoa é 40% superior que em 1945, apesar de a população ter aumentado desde então em 4,5 bilhões de pessoas, algo que não se traduziu em uma divisão equitativa.

"A evidência de nosso fracasso coletivo é que quase 1 bilhão de pessoas estão desnutridas e que mais de 1 bilhão sofrem de sobrepeso ou obesidade", destacou.

De acordo com Graziano, o acesso aos alimentos no âmbito local tem dificuldades para ser melhorado. "Corremos o risco de ter um mundo em 2050 com suficiente comida para todos, mas ainda com milhões de pessoas desnutridas. Muito parecido com o de hoje", disse.

"Inclusive se ampliarmos nossa produção agrícola em 60% (nos próximos 40 anos), a porcentagem de desnutrição nos países em desenvolvimento estará em torno de 4% em 2050, ou seja, haverá 300 milhões de pessoas alimentadas de forma insuficiente", explicou.

O diretor-geral da FAO chamou a atenção também sobre o desperdício de comida, já que atualmente são desperdiçados ou esbanjados um terço dos alimentos produzidos, cerca de 1,3 bilhões de toneladas por ano, principalmente no mundo desenvolvido.

"Se reduzíssemos o esbanjamento e a perda de alimentos em torno de 25%, teríamos comida adicional para 500 milhões de pessoas ao ano sem ter que produzir mais", explicou.

Paul Bulcke, executivo-chefe do gigante alimentício Nestlé, advertiu que além de levar em conta que dentro de 40 anos a população terá aumentado em 2,3 bilhões de pessoas, "estaremos em um mundo mais rico, que vai comer de forma diferente".

Na sua opinião, neste contexto a produção de alimentos terá que ser incrementada entre 70 e 80%, e inclusive poderia ter que chegar a 90%, levando em conta que "nos últimos anos o crescimento do rendimento de produção por hectare foi muito mais lento que o crescimento populacional".

Bulcke, que dirige uma multinacional que emprega direta e indiretamente 25 milhões de pessoas no negócio da alimentação, destacou também a importância sociopolítica do setor, com uma crescente volatilidade dos preços que gerou em datas recentes rebeliões civis e quedas de Governos.

Ele criticou o protecionismo na produção agrícola, fazendo referência aos "bilhões de dólares investidos pelos países ricos para proteger seus produtores, provocando uma grave distorção do mercado internacional".

Bulcke alertou também sobre o impacto dos biocombustíveis no aumento dos preços e sobre um risco associado, o da falta de água, para atender às necessidades futuras: "vamos ficar sem água muito mais rápido que sem petróleo".

O diretor-geral da Organização Mundial o Comércio (OMC), Pascal Lamy, falou sobre a distorção apresentada pelo mercado, com uma excessiva concentração da produção, alguns países produzindo mais de 75% de produtos como o arroz e a soja.

Lamy apontou a África "como a peça que falta no quebra-cabeças alimentício mundial" e como a solução potencial às necessidades de comida no mundo nas próximas décadas, já que se trata do continente com maior quantidade de terra cultiváveis e com menor produção.

O exemplo é o Brasil: "o milagre brasileiro poderia ser reproduzido. Em menos de 30 anos, este país deixou de importar alimentos para ser um dos maiores celeiros do mundo. Nesse mesmo período, a África passou de um exportador a um importador", disse.

Harmattan: Tempestade de areia


Nuvem gigante de poeira causa transtornos na África ocidental

08 de fevereiro de 2012 | 12h 20

RICHARD VALDMANIS - REUTERS
Uma nuvem de pó saariana com milhares de quilômetros de extensão ofuscou o sol e impediu voos em todo o oeste da África, na pior tempestade de areia a atingir a região em dois anos.
Uma imagem por satélite da Nasa mostrou uma coluna marrom-amarelada do norte do Saara ocidental até o Mali.
Moradores da capital da Mauritânia, Nuakchott, cobriram os rostos com véus ou ficaram dentro de casa enquanto os motoristas ligavam os faróis no meio do dia para enxergar através da névoa. A tempestade, que começou em 6 de fevereiro, deixou camadas grossas de poeira nas calçadas e nas vitrines das lojas.
"Eu estou comendo areia nos últimos dois dias", disse Lea Polony, uma empresária em Nuakchott. "Os locais aonde vou trabalhar foram abandonados por funcionários e clientes".
No vizinho Senegal, o aeroporto Leopold Sedar Senghor cancelou mais de uma dezena de voos na terça-feira, depois que partículas de pó obscureceram o sol e reduziram a visibilidade para menos de 400 metros.
Um meteorologista disse que a poeira vinha na maior parte do noroeste do Saara, provocada pelo chamado Harmattan, um vento sazonal que ocorre durante o inverno no hemisfério norte.
"Esse é um fenômeno anual durante o Harmattan, mas a última vez que vimos uma nuvem de poeira como esta foi em 2010", disse Mamina Kamara, da Agência de Meteorologia do Senegal. "Esperamos que comece a levantar amanhã".
O Ministério do Meio Ambiente do Senegal disse na quarta-feira que a qualidade do ar continuava "ruim" em Dacar - um aglomerado urbano de 4 milhões de pessoas -, o que representa um risco para a saúde.
(Reportagem adicional de Laurent Prieur em Nuakchott e Diadie Ba em Dacar) 

Barulho de navios no norte do oceano Atlântico causa estresse em baleias.


08/02/2012 - 17h29

Poluição sonora nos oceanos estressa baleias, diz estudo

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1045762-poluicao-sonora-nos-oceanos-estressa-baleias-diz-estudo.shtml

DA BBC BRASIL


Pesquisadores norte-americanos afirmam que o barulho de navios no norte do oceano Atlântico causa estresse em baleias.
Segundo os cientistas do Aquário da Nova Inglaterra, em Boston, os motores de navios emitem um som na mesma frequência com que algumas delas se comunicam.
Estudos anteriores já mostravam que os cetáceos mudam padrões de linguagem quando local é mais barulhento.
Na pesquisa mais recente, após uma medição das fezes, os cientistas perceberam que o aumento do tráfego de navios eleva os níveis de hormônios relacionados ao estresse.
Os cientistas estudaram as baleias francas do Atlântico norte na região da baía de Fundy, no Canadá. Elas estão na lista de espécies ameaçadas mesmo depois de a população ter vivenciado um pequeno crescimento nos últimos anos.
No final do verão, os naimais percorrem uma área do Atlântico na costa leste da América do Norte e vão até a baía canadense para se alimentar.
Acreditava-se que a caça realizada séculos atrás teria dizimado os animais. Mas pesquisas mais recentes mostram que o declínio ocorreu muito antes, por razões desconhecidas.
Rosalind Rolland, do Aquário da Nova Inglaterra, afirmou que a população atual é de 490 baleias, um aumento em relação aos 350 registrados há uma década.

BARULHO
Cientistas estudam a baleia franca na baía canadense desde a década de 1980. Mas o último estudo, publicado na revista "Proceedings of the Royal Society Journal B", ocorreu por sorte.
Depois dos ataques de 11 de setembro de 2011 em Nova York e Washington, o tráfego de navios na baía caiu no Atlântico norte.
E os cientistas registraram uma queda de 6 decibéis na intensidade do barulho registrada debaixo d'água.
Coincidentemente, outra equipe tinha apenas iniciado um projeto de cinco anos para recolher e examinar fezes das baleias francas do Atlântico norte.
As fezes recolhidas pela pesquisa de 2011, no período de menor tráfego, mostraram um nível mais baixo de hormônios glicocorticoides (associados ao estresse) do que o registrado nas pesquisas nos verões seguintes, quando o tráfego voltou aos níveis normais.

PRIMEIRA VEZ
"Esta foi a primeira vez que foi documentado o efeito fisiológico. Afinal, estes são animais de 50 toneladas, o que faz com que seu estudo não seja muito fácil", afirmou Rolland.
"Pesquisas anteriores mostraram que [as baleias] mudam o padrão de vocalização em um ambiente barulhento, da mesma forma que nós fazemos em uma festa, mas esta é a primeira vez que o estresse foi registrado fisiologicamente", acrescentou.
Apesar dos registros, os cientistas ainda não sabem o quanto isso afeta as baleias.
O que se sabe é que o nível de barulho no oceano tem aumentado nas últimas décadas.
Uma análise mostrou que os ruídos na região nordeste do oceano Pacífico tiveram um aumento de 10 a 12 decibéis em relação aos registrados na década de 1960.

Let´s do it! acontece em Santo André em março


Data: 30/01/2012 16:20
Movimento Limpa Brasil Let´s do it! acontece em Santo André em março

Maior movimento de mobilização social do mundo pretende conscientizar a população em relação ao descarte de resíduos em seis das maiores cidades do Brasil
Autor: Redação
Fonte: Atitude Brasil
Santo André será a quinta cidade do país a receber o movimento Limpa Brasil Let´s do it!. No dia 25 de março, milhares de voluntários sairão às ruas para retirar os resíduos sólidos descartados irregularmente nas vias públicas. A iniciativa já contou com a participação de cerca de 40 mil pessoas e contribuiu para o recolhimento de mais de 650 toneladas de resíduos em 4 cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Campinas.

O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente que pretende incentivar a reflexão para a mudança de atitude do cidadão brasileiro em relação ao hábito de jogar lixo fora do lixo. A principal meta é despertar a responsabilidade individual do cidadão em relação aos resíduos que produz, incentivando o engajamento para limpar as cidades e, o que é mais importante, mantê-las limpas.

O projeto, que nasceu na Estônia e já aconteceu em outros 20 países, foi trazido ao Brasil com a colaboração da UNESCO. Aqui, devido à extensão territorial e ao hábito ainda muito enraizado de jogar lixo fora do lixo, a iniciativa é voltada principalmente à conscientização da sociedade civil, motivo pelo qual terá duração de 10 anos, com ações bienais.

A população da cidade já pode se cadastrar para participar da iniciativa. Basta acessar o site www.limpabrasil.com e fazer a inscrição para receber orientações por e-mail. O voluntário poderá retirar na semana anterior à ação, em uma agência do Banco do Brasil, um kit com luvas e sacos confeccionados com matéria-prima renovável, produzidos e cedidos pelas empresas Braskem e Embalixo.

“Muito mais do que limpeza das cidades, o movimento visa contribuir para a mudança de atitude da população com relação ao lixo jogado irregularmente no espaço público. Trata-se de um projeto de educação, valorização da cidadania e respeito ao próximo”, afirma Marta Rocha, diretora executiva da Atitude Brasil.

Após a ação, haverá ainda um show gratuito em homenagem à Terra e em agradecimento aos voluntários participantes. O local e as atrações do show serão divulgados no início de março.

Sobre o movimento Let´s do it!

Idealizado pelo ambientalista Rainer Nõlvak, o movimento Let´s do it! aconteceu pela primeira vez na Estônia, em 2008, e envolveu 50 mil voluntários, retirando 10 mil toneladas de lixo das praças, ruas e florestas em um período de apenas 5 horas. No Brasil, o projeto organizado pelaAtitude Brasil, empresa de comunicação social, cultural e ambiental em parceria com a UNESCO, será realizado a cada dois anos, nos próximos dez anos.

O projeto conta com o patrocínio da Vale, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Braskem e Oi, além do apoio do Governo Federal, Ministério das Relações Exteriores, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, Oi Futuro, Movimento Do Meu Lixo Cuido Eu, Rede Globo, Canal Futura, TV Cultura, MTV, rádios CBN, Eldorado e Estadão ESPN, revistas Istoé e Brasileiros, Editora Trip, gráfica Stilgraf, agência Leo Burnett Tailor Made, Pepper Interativa, 1dasul e Embalixo.

Sobre a Atitude Brasil

A Atitude Brasil é uma empresa de comunicação social, cultural e ambiental, especializada no desenvolvimento de programas e projetos com foco nos princípios da sustentabilidade e na democratização do conhecimento. Criada em 2005, a organização é responsável pela concepção e realização do Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade – cuja quarta edição aconteceu em 2011, entre 26 e 27 de maio - e pela organização do projeto ‘Limpa Brasil Let´s do it!’, programa que visa mobilizar a população para a limpeza das principais cidades do Brasil e conscientizar a sociedade em relação ao tratamento e descarte correto dos resíduos sólidos.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cuidado com a dengue


07/02/2012 - 19h46

Número de casos de dengue sobe mais de 40% em uma semana no RJ


PAULA BIANCHI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

O número de casos suspeitos de dengue no Rio de Janeiro passou de 2.711 para 4.681 entre os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. O aumento, de cerca de 42%, reforça a possibilidade de uma nova epidemia da doença no Estado.
Apesar do Rio não ter registrado nenhum óbito por causa da doença em 2012, as autoridades confirmam a presença do vírus tipo 4 na capital e nas cidades de Niterói e Nova Iguaçu.
No ano passado, 140 pessoas morreram em decorrência do vírus no Estado, que registrou um total de 168.242 casos de dengue, número 475% superior a 2010.

Direito animal


07/02/2012 - 12h08

Cinco orcas 'processam' parque aquático por escravidão

DA BBC BRASIL


Cinco orcas foram nomeadas como autoras de um processo na Justiça americana que argumenta que elas têm os mesmos direitos de proteção contra a escravidão que humanos.
A organização de defesa dos direitos dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores entraram com a ação contra o parque aquático SeaWorld.
Jason Collier/Associated Press
Tribunal dos EUA discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos
Tribunal dos EUA discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos

Esta seria a primeira vez que um tribunal dos Estados Unidos discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos.
A equipe jurídica do SeaWorld classifica o caso como um desperdício de tempo e dinheiro.
"As orcas e outros animais não foram incluídos no 'Nós, o povo' quando a Constituição foi adotada", disse o advogado do parque Theodore Shaw, perante a corte.
Ele argumentou que, se o caso for bem-sucedido, pode haver consequências não só para outros parques marinhos e zoológicos, mas também para o uso de cães farejadores que ajudam a polícia a encontrar drogas e explosivos, por exemplo.

CASO HISTÓRICO
A organização Peta diz que as orcas Tilikum, Katina, Kasatka, Ulises e Corky são tratadas como escravas, porque vivem em tanques e são forçadas a fazer apresentações diárias nos parques SeaWorld na Califórnia e na Flórida.
Segundo analistas, não é provável que os animais consigam a liberdade, mas os ativistas já se dizem satisfeitos com o fato de que o caso chegou aos tribunais.
A ação judicial menciona a 13ª emenda à Constituição americana, que aboliu a escravidão e a servidão involuntária no país.
"Pela primeira vez na história de nossa nação, um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos, que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos", disse Jeffrey Kerr, advogado que representa as cinco baleias.
"Escravidão não depende da espécie do escravo, assim como não depende de raça, gênero ou etnia. Coerção, degradação e submissão caracterizam escravidão, e essas orcas enfrentaram todos os três."
O juiz do caso, Jeffrey Miller, levantou dúvidas sobre o fato de os animais constarem como autores do processo e afirmou que sua decisão será anunciada em outra data, ainda não definida.
Esta não é a primeira vez que orcas do SeaWorld ganham as manchetes ao redor do mundo. Em fevereiro de 2010, Tilikum afogou sua treinadora diante de espectadores horrorizados no parque da Flórida. O mesmo animal foi relacionado a outras duas mortes.

Geotermia usa energia limpa e gratuita


Fonte é largamente usada em diversos países e inclusive no Brasil
http://www.engenhariaearquitetura.com.br/noticias/198/Geotermia-usa-energia-limpa-e-gratuita.aspx
postado em: 05/07/2011 12:09 hatualizado em: 05/07/2011 12:21 h


Centro de Cultura Max Feffer
(crédito: Arquivo NTE)
A energia geotérmica já é uma realidade em diversos países e consiste em retirar o calor natural da terra, da água subterrânea ou do ar, transferindo-o para os ambientes através de sistemas simples de tubos, no caso da água, ou dutos de ar, para fins de aquecimento ou resfriamento. A depender da situação, bombas de calor podem ser incoporadas ao sistema.
"Uma bomba de calor é um componente do sistema que necessita de energia elétrica para poder funcionar. O seu papel consiste em extrair energia térmica da terra para um edifício durante o inverno, por exemplo, e o contrário acontece durante o verão onde transfere o calor do edifico até uma zona mais fria da terra, assim mantendo-o fresco. A vantagem da geotermia é a troca de calor mais efetiva, seja através do solo ou do ar, além de ser uma energia limpa e economicamente acessível por estar gratuitamente no solo ou por ar", diz o Prof. Dr. da Poli-USP, Alberto Hernandez Neto.


Na Ecoplano o ar é captado em área sombreada, passando por tubos enterrados
(crédito: Arquivo NTE)
Porém, Hernandez explica que no Brasil os sistemas geotérmicos encontram duas grandes barreiras para aplicação: A primeira é que o Brasil não possui um levantamento ou estudos de solo para medir temperaturas, profundidades e níveis dos lençóis freáticos, e, segundo, a demanda de aquecimento não é tão forte como nos EUA e Europa.
"Sobre estudos de solo, já houve interesse em fazer esse levantamento, mas possíveis investidores, como empresas que detém tecnologia voltada à geotermia, por exemplo, esbarraram na falta de demanda, limitando-se apenas a Região Sul do Brasil".
Sobre os custos de investimento, Hernandez acrescenta que se comparado a sistemas de aquecimento com bombas de calor tradicionais, a geotermia pode ser três vezes mais cara e não justifica esse investimento, principalmente aqui no Brasil onde a maioria dos sistemas de aquecimento engloba os segmentos de água para banho e piscina. 
Hernandez cita como exemplo de aplicação, ainda em projeto, o edifício que abrigará o CECAS - Centro de Estudo de Clima e Ambientes Sustentáveis, na Universidade de São Paulo. 
O projeto nasceu da parceria entre a FAU- Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e o IAG - Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, para o desenvolvimento de um prédio que produza 100% da energia que consome, e pretende ser o primeiro ZEB - Zero Energy Building da América Latina.
O prédio será construído na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, e abrigará o Centro de Ciências da Terra e do Ambiente (Cecita), o Laboratório de Modelos para a Sustentabilidade de Construções (Labsus) e a Rede de Mudanças Climáticas (RMC).
Coordenado por Marcelo Romero, diretor da FAU, e orçado, inicialmente, em R$ 20 milhões, o projeto adotou tecnologias como energia solar fotovoltaica, sistema de resfriamento geotérmico, iluminação 100% natural ao longo do dia, entre outras.
O conforto térmico do edifício combina o resfriamento geotérmico com a ventilação natural. Para o resfriamento, um ventilador captará o ar externo, transportando-o através de dutos enterrados a 3 metros de profundidade, numa extensão de 90 metros, e insuflando-o nos ambientes. Isto é possível devido à temperatura estável do solo da Cidade Universitária, em torno de 20 ºC a 22 ºC ao longo do ano. "Haverá controle de temperatura tanto no inverno quanto no verão", explica Hernandez.
A Ecoplano, empresa sediada na capital paulista, utilizou sua própria instalação para aplicar um sistema de geotermia direta a ar, além de outros recursos voltados para a sustentabilidade da edificação.
De acordo com Vitor Paulo Ferrari, engenheiro da Ecoplano, o sistema consiste na captação natural do ar, que é insuflado no ambiente a uma temperatura de 23°C.
"O sistema foi projetado para climatizar a sala de engenharia e sala de treinamento, localizadas no térreo. Na sala de engenharia, o ar captado naturalmente é insuflado no ambiente interno por meio de 3 dutos instalados na parede, próximo ao teto. No período do verão conseguimos manter a sala climatizada em torno de 23°C naturalmente. Já na sala de treinamento, grelhas no piso foram instaladas para a insuflação do ar, e contamos ainda com um climatizador evaporativo, caso seja necessário", conta Ferrari.
A tubulação para a circulação do ar foi projetada para ficar enterrada a 3 metros de profundidade do solo, numa área que não bate muito sol e toda a extensão é coberta por um jardim para manter o terreno úmido.
"Conseguimos com este sistema de simples aplicação economizar cerca de 40% de energia consumida, uma vez que no verão não mais utilizamos o ar condicionado e sim a climatização natural", informa o engenheiro da Ecoplano.

Centro de Cultura Max Feffer
O Centro de Cultura Max Feffer, construído pelo Instituto Jatobás no município de Pardinho, interior de São Paulo, foi o primeiro centro cultural da América Latina a conquistar certificação de impacto ambiental LEED, na categoria ‘Gold', emitida pelo US GBC - Green Building Council.
Nesta edificação a geotermia também fez parte do projeto, além de outras estratégias para o conforto térmico do edifício. Como o ambiente é aberto só de um lado, foi providenciada uma tubulação de ventilação pelo piso com abertura na face externa. Para ganhar calor nos meses de inverno, foi providenciado um efeito Trombe utilizando as paredes de arrimo. O calor armazenado através dessa solução de arquitetura solar passiva é introduzido no ambiente através da tubulação. No verão este calor é barrado através de portinholas isolantes.
No andar de baixo, que agrupa os ambientes de permanência prolongada, há janela dos dois lados, totalmente com abertura manejável.

O mínimo de energia
Um exemplo de geotermia que vale ser citado é o projeto de Anthony Aarts e Tom Rand, diretor da VCI Green Funds, aplicado num edifício de 140 anos, situado no centro histórico de Toronto - Canadá. O edifício encontrava-se desativado há 10 anos. "Há outros prédios verdes na cidade, mas nós demos um passo adiante com este, pois conseguimos reduzir as emissões de carbono em 75%", diz Rand. 
Ele conta que foi cavado um buraco embaixo da College Street para captar o calor do núcleo da Terra. "Contratamos uma empresa canadense especializada em geotermia para instalar uma milha de tubulação em ziguezague, abaixo da viela ao lado do edifício. Uma mistura de glicol circula pela tubulação, buscando calor a uma profundidade de cerca de 100 metros, onde a temperatura oscila entre 14°C e 15°C. O líquido que circula pela tubulação enterrada passa através das várias bombas de calor espalhadas pelo edifício, elevando a temperatura ambiente. As bombas de calor usam uma grande quantidade de energia elétrica, mas não tanto quanto o próprio edifício gera a partir de um conjunto de painéis fotovoltaicos no telhado", diz Aarts.
O sistema permitiu que qualquer eletricidade extra gerada possa ser vendida à rede de energia por meio do "microFit program" de Ontário. Segundo estimativas de Aarts, o edifício terá uma renda entre $ 400 a $ 500 por mês vendendo eletricidade de volta à cidade, por um preço garantido de $ 0,80 por kWh. Combinado ao dinheiro economizado na conta do aquecimento, no inverno, e do resfriamento, no verão, tem-se um prédio que transforma redução de impacto ambiental em fonte de renda.
A economia de energia está em toda parte. Em torno dos canos de escoamento da água dos chuveiros, tubos de cobre capturam o calor da água quente que escorre pelo ralo. O calor é levado de volta para a tubulação de água fria, permitindo que o chuveiro use menos água quente. No telhado está outra bomba de troca de calor que recupera o vapor úmido que é exaurido dos banheiros, enviando-o de volta para o prédio. A fim de tornar este processo transparente para os hóspedes, a maioria dos equipamentos de economia de energia está visível através de paredes de vidro. "Temos medidores em cada dispositivo de aquecimento interno que soma a quantidade de energia derivada do sistema. Os hóspedes podem ver o quanto de energia está sendo recuperada a qualquer momento", diz Aarts. 
Na cobertura, um medidor de energia elétrica foi instalado acima do bar. Eles usaram todo o espaço do telhado e outros disponíveis para a produção de energia. Mesmo parte do pátio é coberto por painéis fotovoltaicos. "Quando os hóspedes estiverem sentados, bebendo algo, eles verão o quanto de energia está sendo produzida pelos painéis solares. No verão, com temperaturas em torno de 30°C, os hóspedes saberão que estarão usufruindo de uma sombra que produz eletricidade", diz ele.

Ana Paula Basile Pinheiro