terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Declare sua sustentabilidade ou explique-se à sociedade




As empresas listadas em bolsa estão sendo convocadas pela BM&F Bovespa a fazer relatórios de sustentabilidade, explicitando seu desempenho e suas políticas nessa área, ou a explicar porque não o fazem.

Por Sérgio Mindlin, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos


A BM&F Bovespa acaba de dar um importante incentivo às boas práticas de gestão nos negócios para promoção da sustentabilidade ao lançar, no final do ano passado, a medida “Relate ou Explique”, por meio da qual as empresas de capital aberto devem informar, no formulário que encaminham à bolsa, se publicam relatório de sustentabilidade ou documento similar e onde ele está disponível. Caso não publiquem tal relatório, as empresas devem explicar por que não o fazem. 

A medida certamente estimulará as empresas a adotar cada vez mais a prática de reportar a seus investidores e outros stakeholders informações e resultados relacionados às dimensões social, ambiental e de governança corporativa, ampliando assim seu grau de transparência. 

O relatório de sustentabilidade permite medir e divulgar os impactos socioambientais causados pelas atividades cotidianas de determinada organização, seja uma empresa, uma ONG ou uma entidade governamental, por exemplo. É uma forma comprovadamente eficaz de engajar os stakeholders na gestão da empresa e de avaliar riscos. Para a sociedade, é a oportunidade de influir na gestão da organização e na escolha de suas prioridades. 

O processo é voluntário e a organização pode elaborar seu próprio modelo de relatório de sustentabilidade ou optar por algum já conhecido e utilizado. O modelo sugerido no “Relate ou Explique” é o que foi desenvolvido pela Global Reporting Initiative (GRI), organização não governamental sediada na Holanda, responsável pelas diretrizes mais utilizadas em todo o mundo para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. A própria BM&F Bovespa foi a segunda bolsa no mundo e a primeira no continente americano a utilizar o modelo GRI em seu relatório anual. 

A adoção desse modelo pela empresa significa basicamente que ela precisa seguir um conjunto de regras internacionalmente aceitas para detalhar suas atividades em diversas áreas, como responsabilidade social, cuidados com o meio ambiente, ações de incentivo à equidade de gênero e outras que mostrem o quanto a organização está comprometida com padrões éticos e de respeito a um equilíbrio de suas ações nos campos social, ambiental e econômico. 

Para facilitar a adoção dessa medida pelas empresas pouco familiarizadas com a prática de produzir relatórios que vão além dos aspectos financeiros, a BM&F Bovespa está promovendo uma série de oficinas de capacitação, em parceria com a GRI. As empresas estão respondendo bem a esse chamado. A busca tem sido tão grande que novas turmas já estão sendo abertas. 

A publicação de relatórios de sustentabilidade ou similares por empresas de capital aberto foi adotada como critério de listagem, em 2010, pela Bolsa de Johannesburgo, na África do Sul. É também obrigatória para companhias listadas em bolsa na França e na Dinamarca, bem como para empresas de controle estatal na Suécia. Além disso, a Comunidade Europeia estuda essa regulamentação para que todos os Estados-membros passem a colocá-la em prática já em 2012. Essa tendência de transparência tem uma forte relação com a implantação de mecanismos de gestão capazes de reduzir o risco de grandes crises, como a que vem assolando as finanças mundiais desde 2008. 

No caso das empresas sediadas no Brasil, não são muitas as que reportam regularmente suas ações em sustentabilidade com base em parâmetros do GRI, um procedimento voluntário. Mas as que o fazem já perceberam o valor que isso agrega à sua marca e a seus produtos, na medida em que seus processos e sua conduta passam a ser conhecidos pela sociedade e, em especial, por seus principais stakeholders

Será de grande valor se as empresas listadas em bolsa adotarem esse procedimento como norma. E isso deveria valer também para aquelas que, embora não tenham seu capital aberto, são de grande porte e exercem atividades que podem resultar em profundos impactos sociais e ambientais. 


Programa Cidades Sustentáveis 


A prefeitura do Rio de Janeiro foi o primeiro órgão de gestão pública no Brasil que se propôs a fazer um relato de suas atividades dentro dos padrões da GRI. O modelo apresenta indicadores que permitem não apenas avaliar o desempenho do governo, mas também compará-lo ao de outras cidades que adotem as diretrizes da GRI. 

Aliás, a criação de indicadores para avaliar o desempenho dos gestores municipais e compará-lo com as melhores práticas em todo o mundo é a proposta do Programa Cidades Sustentáveis, desenvolvido pelo Instituto Ethos em parceria com a Rede Nossa São Paulo e a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis para atuar, junto a administrações municipais e gestores públicos, na defesa de valores da sustentabilidade baseados em planejamento, compromisso ético e valores focados em qualidade de vida para os cidadãos. Essa iniciativa já conta com o apoio explícito de vários partidos políticos e é uma referência importante para candidatos a cargos públicos nas próximas eleições municipais, em outubro próximo. 

O programa atua em grandes eixos estruturados em governança, mobilidade, consumo responsável, economia local, educação para a sustentabilidade, planejamento e desenho urbano, cultura de patrimônios comuns, entre outros valores que tornam as cidades lugares mais adequados para o pleno desenvolvimento humano. 


Indicadores Ethos – 3ª. Geração


Justamente buscando uma convergência entre os valores éticos e de governança necessários para a boa gestão das organizações privadas e as boas práticas na gestão pública, o Instituto Ethos está trabalhando no desenvolvimento da 3ª. Geração dos Indicadores Ethos, um conjunto de diretrizes que ajuda as empresas a realizar um diagnóstico de suas ações em sustentabilidade. Para isso, o Ethos e a GRI fizeram um memorando de entendimento para estabelecer como as duas organizações podem trabalhar para que os Indicadores Ethos e as diretrizes GRI se complementem. 

É uma maneira de tornar o trabalho das empresas e organizações mais fácil por meio de um padrão aceito globalmente e, mais do que isso, tornar as ações comparáveis entre as empresas através de parâmetros comuns de relato. 

Num ano em que o Brasil será sede da Rio+20, a mais importante conferência internacional sobre desenvolvimento, a qual terá foco em governança global e economia verde, ano também em que vamos realizar eleições municipais em mais de 5.500 municípios, escolhendo milhares de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, é um momento importante para a reflexão sobre gestão ética, seja pública ou privada. E também para buscar compreender que as transformações são possíveis e que há instrumentos e experiências que mostram que a ética e o planejamento podem ajudar a tornar nosso país um lugar com qualidade de vida, com empresas focadas no desenvolvimento da sociedade em que estão inseridas e com uma gestão pública capaz de oferecer, com muita qualidade, serviços de educação, saúde, mobilidade e tudo o mais que uma sociedade demanda.     

Sete em cada dez projetos de habitação popular não saem do papel

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,sete-em-cada-dez-projetos-de-habitacao-popular-nao-saem-do-papel,100974,0.htm?utm_source=estadao&utm_medium=newsletter&utm_campaign=economia


Auditoria da CGU indica que 74% do investimento de R$ 12,5 bilhões previsto para projetos da SNH estão apenas na promessa

29 de janeiro de 2012 | 23h 00

Edna Simão, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Por trás do recorde de contratações feitas por programas oficiais de habitação popular nos últimos anos há também um expressivo número de obras paralisadas, atrasadas ou que simplesmente não foram iniciadas.
De cada dez contratos firmados na área da habitação pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do Ministério das Cidades, envolvendo o repasse de recursos da União para Estados e municípios, pelo menos sete não saíram do papel. É o que aponta auditoria feita pela Controladoria Geral da União (CGU) nos contratos assinados entre 2004 e abril de 2011.
Segundo o levantamento da CGU, até abril do ano passado existiam 4.243 contratos na carteira da SNH, o que corresponde a R$ 12,5 bilhões em investimentos. Deste total, 74% estão apenas na promessa, sendo que uma parcela considerável se refere a contratos antigos.
"Esse fato implica na inexecução das ações do governo e nas sucessivas prorrogações de restos a pagar", destaca o relatório.
Os contratos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas tratam especificamente de casas ou melhorias em conjuntos habitacionais ou favelas. Uma técnica do Ministério das Cidades faz questão de destacar que não está incluída nesta lista da CGU os contratos firmados no Programa Minha Casa, Minha Vida.
A CGU informa ainda, em sua auditoria, que os indicadores de gestão dos programas e ações da secretaria não espelham os seus resultados reais. "A SNH continua a considerar que o simples empenho orçamentário já configura uma unidade efetiva executada, ‘família beneficiada’, por exemplo. Essa conduta não permite a avaliação adequada dos resultados realmente obtidos", ressalta o documento.
Favelas. A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, reconhece que o número de obras problemáticas é alto e reforçou que se concentram nas obras em favelas, sobretudo contratos mais antigos. Para ela, muitos dos projetos executados por Estados e municípios, com recursos do orçamento da União, demoram para ser finalizados por causa da necessidade de licitações públicas, emissão de licença ambiental, regularização de terras e de infraestrutura dos governos locais envolvidos.
"Não é incomum um município ter apenas um engenheiro para cuidar de todas as obras feitas na cidade", exemplifica Inês. "A execução tem relação com a complexidade de se fazer urbanização de favelas", acrescenta.
Apesar de ainda não ter um balanço fechado de 2011, ela informa que os números apresentaram melhora no ano passado. Segundo a secretária, uma obra de urbanização de favelas, por se tratar de ação integrada de saneamento, infraestrutura, recuperação ambiental e produção habitacional, agrega maior complexidade. Inês ressalta ainda que a melhoria da gestão é um dos desafios e prioridade do governo da presidente Dilma Rousseff.

Minha Casa, Minha Vida. O relatório da CGU informa apenas que, no último ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as operações de financiamento executadas pela Caixa Econômica Federal superaram as metas previstas. O desempenho positivo do programa foi utilizado na campanha eleitoral que elegeu a presidente Dilma.
Apesar da auditoria não tratar dos resultados referentes a 2011, balanços recentes divulgados pelo próprio governo mostram que o programa travou no ano passado. A regulamentação só ficou pronta em setembro, comprometendo as contratações para as famílias que têm renda mensal de até R$ 1,6 mil. A expectativa é de que o programa deslanche nessa faixa de renda a partir deste ano.
No ano passado, o governo pagou R$ 7,5 bilhões referentes ao Minha Casa, Minha Vida. O grosso - R$ 6,9 bilhões - está relacionado a compromissos firmados em anos anteriores e quitados em 2011. Se considerado apenas o orçamento de R$ 12,65 bilhões destinado ao programa no ano passado, R$ 10,979 bilhões foram empenhados e apenas R$ 598,9 milhões foram pagos.
De acordo com o balanço da Caixa, até o dia 31 de dezembro foram contratados 1,462 milhão de unidades nas duas etapas do programa Minha Casa, Minha Vida, sendo que as obras de 719.522 moradias já foram concluídas e 540.883 habitações foram entregues.


‘Minha Casa’ está inviável, alertam empresários

Setor da construção civil pede que o governo aumente o valor das unidades atendidas pelo programa habitacional


29 de janeiro de 2012 | 23h 00

Lu Aiko Otta, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O programa Minha Casa Minha Vida praticamente não existiu em 2011 para as famílias de baixa renda e seguirá o mesmo destino em 2012 se o governo não elevar os valores das unidades atendidas. A avaliação é do empresário Eduardo Aroeira Almeida, sócio-diretor da Apex Engenharia, que atua no segmento popular no Distrito Federal. "Acho que essa é a avaliação geral, pelo que tenho conversado com empresários de outros Estados."
Para empresários da construção civil, a alta dos preços dos imóveis, associada ao aumento das exigências como adequações para idosos e deficientes físicos inviabiliza a construção de unidades. Paradoxalmente, segundo Almeida, o próprio lançamento do Minha Casa Minha Vida provocou a especulação imobiliária. "Apartamento que eu vendia por R$ 90 mil no início hoje está por R$ 170 mil." O preço médio da moradia destinada a esse público subiu de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil. Nos municípios da região metropolitana do Estado de São Paulo e Distrito Federal, o limite é de R$ 65 mil.
No caso da capital federal, em particular, o preço dos terrenos é tão elevado que não foi construída nenhuma unidade destinada às famílias com renda de até três salários mínimos. "O Distrito Federal é limitado na oferta de terrenos, pois há grande dificuldade na legalização de terras", explica o vice-presidente do Sinduscon-DF, Paulo Muniz.
Um microempresário que não quis ser identificado conta que construiu três unidades na periferia de Formosa, já fora dos limites do DF, em Goiás, com o intuito de vendê-las por meio do programa. Não teve sucesso porque a rua não era asfaltada, como exige a Caixa Econômica Federal. Depois disso, desistiu da carreira de empreiteiro. "Hoje, um lote em área não muito boa aqui em Formosa não sai por menos de R$ 80 mil, então não dá para enquadrar", explica.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, concorda que construir para o Minha Casa Minha Vida tornou-se inviável em alguns locais. "Mas depende da região", diz. "Em algumas cidades, os limites do Minha Casa Minha Vida são suficientes." Ele informa que o aumento do valor das unidades está em discussão com o Ministério das Cidades, responsável pelo programa.
"Mas não dá para ficar 100% em cima do governo federal", defende. "Os Estados e as prefeituras têm de entrar." Isso já ocorreu em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff assinaram este mês um convênio no valor de R$ 8 bilhões para construir em parceria 97 mil casas e apartamentos para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.
O governo paulista vai doar R$ 20 mil por unidade, em adição aos R$ 65 mil alocados pela União, de forma a viabilizar a construção dessas habitações. Segundo Simão, processo semelhante ocorre em Belo Horizonte (MG), onde a prefeitura vai entrar com os terrenos.
A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, informa que não há, no momento, discussão para novo reajuste no preço de imóvel ou redução de tributo para a indústria da construção. "Não dá para o valor final mudar sempre. O município pode estabelecer zonas especiais para assegurar um melhor preço do terreno e as empresas melhorarem o processo industrial para ganharem eficiência", frisa.
Crescimento. Em meados do ano, Dilma poderá elevar a meta de construção do Minha Casa Minha Vida, dos atuais 2 milhões de unidades para 2,6 milhões até o fim de 2014. O programa é uma das principais apostas para manter a economia aquecida em ano de crise internacional. A presidente quer uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 5%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta 3% e o mercado financeiro estima 3,27%. "Neste ano, o programa será um dos grandes instrumentos para aumento do investimento e para geração de empregos", diz Inês Magalhães.
É justamente por causa da importância do programa para a estratégia de crescimento econômico que o empresário Almeida acredita em um reajuste nos valores das habitações. "Eles contam com a construção civil para atravessar a crise, mas para isso o Ministério das Cidades vai ter de ser mais ousado na definição das faixas", aposta. "Se ficar como está, o Minha Casa Minha Vida vai parar no DF."
(Colaborou Edna Simão)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gabiões para contenção de margem de curso d'água


 Gabiões


Saiba como aplicá-los na contenção de margem de curso d'água



http://www.infraestruturaurbana.com.br//solucoes-tecnicas/1/artigo192212-1.asp

A flexibilidade dos gabiões em admitir deformações sem perder suas características é um dos fatores principais que explica o uso recorrente da tecnologia para contenção de margens de cursos d'água. "Essa propriedade permite à estrutura acompanhar recalques do solo com baixa capacidade de apoio, comum nesse tipo de situação", observa o engenheiro André Jonas Tafarelo, coordenador comercial da Maccaferri.

A permeabilidade em torno de 30% dos gabiões é outro fator relevante para aplicação da tecnologia em contenção de encostas, já que, associada ao uso de mantas geotêxteis, a solução permite construir estruturas monolíticas altamente drenantes. Veja as melhores práticas da execução:

1. Drenagem

Com porosidade que atinge até 30%, estruturas com gabiões dispensam sistemas drenantes, assim como cuidados especiais quanto ao empuxo hidrostático.

2. Manta

Para evitar a fuga de finos do solo, é necessário utilizar filtro de material geôtextil não tecido entre o solo e o gabião. Devido à sua textura porosa e permeável, esse elemento permite rápida percolação da água e geralmente é fornecido em bobinas com 2,30 x 100 m ou 4,60 x 100 m.

Fotos: Marcelo Scandaroli
3. Gabião caixa

O gabião do tipo caixa - que consiste em uma gaiola formada por redes de aço zincado preenchida por pedras ou britas - é muito recomendado para contenção de encostas de córregos por permitir a construção das laterais do curso d'água, na forma de muros, associando resistência hidráulica à estabilidade geotécnica das margens. A depender das especificações de projeto, podem atingir grandes alturas. São feitos de arames resistentes à corrosão e o sistema é executado a seco. São fornecidos com as seguintes dimensões:


4. Brita

Para preenchimento dos gabiões é possível utilizar brita local. No entanto, uma vez que a malha do gabião tem abertura de 8 x 10 cm, é preciso utilizar pedra rachão com diâmetro médio entre 1,2 e 1,5 cm. Além disso, as pedras devem apresentar elevado peso específico (superior a 22 KN) e resistência mecânica. Os tipos mais comuns são basalto, granito, calcário compacto, traquito, arenito, calcário mole e pedra porosa. O uso de estruturas de madeira na face externa, removidas após a conclusão dos trabalhos, auxilia a manter a regularidade da estrutura.

5. Acabamento superficial

Embora dispensável, a superfície externa dos gabiões pode ser revestida com PVC ou por argamassamento, o que diminui a rugosidade e protege a malha metálica de corrosão.

Guia de Comunicação e Sustentabilidade do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

‘Pecuária verde’ começa a ser implantada em Apuí, no interior do Amazonas


Foram investidos R$ 180 mil para a implementação das quatro UDs iniciais. O recurso foi desembolsado em parceria entre o Idesam e os fazendeiros.
[ i ]Quatro fazendas participam do experimento de menor impacto ambiental em Apuí. Foto: Karina Miotto/ DivulgaçãoQuatro fazendas participam do experimento de menor impacto ambiental em Apuí.
Manaus - Tradicional vilã na preservação da Amazônia, a pecuária começa a ser tingida de verde. Em Apuí, terceiro município mais desmatado do Estado, pesquisadores e pecuaristas formaram parceria para experimentar a criação de gado com menor impacto ambiental. A expectativa é alcançar maior produtividade, mais lucro e evitar a degradação da área.
O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) iniciou na primeira semana de janeiro o manejo rotacional semi-intensivo em quatro fazendas do município, chamadas de Unidades Demonstrativas (UDs). O coordenador do projeto Semeando Sustentabilidade em Apuí, Gabriel Carrero, afirma que o sistema de rotatividade do pasto garante que o gado coma o capim no tempo certo, quando há maior teor de proteína.
“No modelo tradicional de pecuária extensiva o produtor muda de pasto a cada cinco ou seis anos, quando o solo fica fraco e o capim não oferece mais os nutrientes necessários. Isso motiva a abertura de novos pastos e aumenta o desmatamento. Já o manejo contribui para o uso permanente da área, o que estimula a preservação”, explica.
As UDs possuem entre 15 e 23 hectares e são subdivididas em seis partes de tamanhos iguais. O gado pasta de seis a sete dias em cada piquete, rotativamente. Quando completa um ciclo, os animais voltam para o subpasto original. É a rotatividade, que batiza o sistema, que permite o rebrotamento do pasto e possibilidade de manejo.
Foram investidos R$ 180 mil para a implementação das quatro UDs iniciais. O recurso foi desembolsado em parceria entre o Idesam e os fazendeiros. Carrero destaca que o lucro com o aumento da produtividade ficará integralmente com os pecuaristas. “É importante que o Estado fomente linhas de crédito para que outros produtores possam aderir ao sistema”, disse. O primeiro ‘teste’ sobre a eficiência do experimento será aferido em março, por meio de um estudo de viabilidade econômica. O resultado final do projeto será conhecido em dezembro deste ano.
O agropecuarista Robson Marmentini, 34, proprietário de uma das UDs, já planeja aumentar a área rotacionada de seu pasto com o lucro desta primeira experiência. Ele calcula que poderá triplicar a produção se expandir o manejo para todas as suas cabeças de gado. “Acredito que as experiências práticas vão facilitar a aceitação da novidade por toda sociedade pecuarista”, disse.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ministra: PEC do Trabalho Escravo é prioridade



Maria do Rosário afirma que aprovação de Emenda Constitucional precisa sair do Congresso este ano


LUANA LOURENÇO/AGÊNCIA BRASIL



A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse neste sábado (28) que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, será a prioridade da articulação da pasta no Congresso Nacional este ano.

“Temos que fazer dessa a principal agenda política de direitos humanos no Congresso. A presidenta Dilma Rousseff determinou à secretaria, que, assim como demos prioridade à articulação legislativa para aprovar a Comissão da Verdade em 2011, façamos da PEC a prioridade agora”, disse Maria do Rosário durante debate sobre trabalho escravo no Fórum Social Temático (FST).

Segundo a ministra, o aumento de incidência de trabalho escravo em áreas urbanas – geralmente no setor têxtil e na construção civil – e da entrada de imigrantes vindos de países mais pobres são novos desafios para as políticas de enfrentamento da escravidão contemporânea no Brasil.

“A agenda do trabalho escravo cada vez mais se confunde com a questão da migração, e pode se agravar diante do fenômeno da vinda de trabalhadores que vivenciam situações dramáticas em seus países e vêm procurar no Brasil melhores condições de vida, como os bolivianos e agora os haitianos”.

Maria do Rosário disse que é preciso garantir a esses trabalhadores o direito à denúncia, para que não sejam submetidos ao trabalho degradante. “Hoje, o trabalhador estrangeiro que está no Brasil, sendo explorado em condições análogas à escravidão e que denuncia essa condição é punido, é deportado. Precisamos produzir acordos que incentivem esses trabalhadores a denunciarem, criar um sistema de direitos para eles”.

Além da indefinição sobre a PEC do Trabalho Escravo, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ameaça um dos principais instrumentos de combate à escravidão no Brasil, a chamada Lista do Trabalho Escravo, um cadastro que reúne propriedades em que houve flagrante e libertação de trabalhadores.

Criada em 2004, a lista tem atualmente 294 empresas e pessoas físicas. A maioria dos infratores está ligada à agropecuária e à produção de carvão, mas há também madeireiras e construtoras. Quem tem nome incluído na lista não pode obter empréstimo em bancos públicos e fica sujeito a sanções comerciais.

Na ação, que deve ser julgada em breve pelo Supremo Tribunal Federal (SFT), a CNA argumenta que o cadastro não poderia ter sido criado por portaria ministerial, mas por lei, o que dependeria de aprovação pelo Congresso Nacional.

O diretor da organização não governamental Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, disse que a tentativa de derrubar a Lista Suja do Trabalho Escravo pode ser um tiro no pé para os produtores rurais. “Se derrubarem a lista, o pior vai ser para o produtor. Hoje a lista é um cadastro de 294 nomes num universo de milhares de propriedades fiscalizadas. Se a lista cai, a sugestão ao setor produtivo deverá ser 'não compre de quem foi fiscalizado'. Se eu fosse produtor rural nesse momento defender a lista suja com unhas e dentes”.

Na abertura do debate, os fiscais do trabalho assassinados em Unaí, em 2004, foram homenageados com um minuto de silêncio. Desde o crime, o 28 de janeiro é lembrado como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

o problema também é gerado por casas que têm o esgoto disponível, mas não quiseram se conectar à rede: Lei de Crimes Ambientais neles!

Esgoto de 31 mil casas do litoral vão parar no mar


São Paulo, domingo, 29 de janeiro de 2012Cotidiano

Nas praias da região norte, 30% dos imóveis não têm rede coletora da Sabesp
Folha percorreu cinco rios de Ilhabela e São Sebastião, todos tinham cheiro de esgoto ou canos jogando dejetos


EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
TALITA BEDINELLI
DANIEL MARENCO
ENVIADOS ESPECIAIS A ILHABELA

Após um passeio de lancha e uma caminhada pela areia, a empresária Mariana Atti, 27, lava os pés em um rio que deságua entre as praias de Barra Velha e Perequê, em Ilhabela, litoral norte de SP.
A poucos metros dali, uma casa despejara esgoto sem tratamento no rio. "Vou chegar em casa, lavar o pé e desinfetar com álcool", diz.
A cena é comum no litoral de São Paulo. Até mesmo em municípios mais nobres, córregos e rios servem de "depósito" de esgoto e os dejetos acabam no mar.
No litoral norte, 30% dos imóveis não têm rede coletora da Sabesp. Mas o problema também é gerado por casas que têm o esgoto disponível, mas não quiseram se conectar à rede.
Dados obtidos pela Folha mostram que em Ilhabela quase metade das residências que tem rede coletora da Sabesp não está conectada.
Em todo o litoral paulista, são mais de 31 mil moradias (muitas delas de alto padrão) que estão nessa situação.
É responsabilidade do morador fazer a ligação entre sua casa e a rede. O procedimento tem custo que depende do tipo de obra, segundo José de Oliveira Paulo, 53, gerente da Sabesp em Ilhabela. O valor varia de R$ 100 a R$ 4.000.
Depois da ligação, a moradia também passa a pagar pelo tratamento de esgoto. A não execução do serviço pode gerar multas.
Estimativas da companhia mostram que a clandestinidade no litoral faz que 17,7 milhões de litros diários de esgoto (o que encheria o tanque de 354 mil carros populares) deixem de seguir para o tratamento adequado.
Neste verão, a Folha percorreu parte de cinco rios e córregos de Ilhabela e São Sebastião a partir do mar, onde eles deságuam. Em todos, havia canos despejando dejetos ou cheiro forte de esgoto.

...entupimento de bueiros por plástico ter sido identificado como o fator responsável por uma inundação...


29/01/2012 - 08h15

Limitar sacolinha é tendência mundial



O fim da distribuição de sacolinhas pelos supermercados de São Paulo, que começou a vigorar na quarta-feira passada, segue uma tendência que ganha fôlego em várias partes do mundo, informa reportagem de Érica Fraga na Folha deste domingo.


Embora o fornecimento das sacolas plásticas pelo varejo ainda seja liberado em vários países, como a vizinha Argentina e o distante Irã, um número crescente de nações ou cidades tem adotado alguma forma de restrição.
Bangladesh, na Ásia, tem uma das histórias mais antigas de proibição, que vigora desde 2002, depois de o entupimento de bueiros por plástico ter sido identificado como o fator responsável por uma inundação que devastou o país em 1998.

Limitar sacolinha é tendência mundial


Campanha paulista eleva onda restritiva que ganhou adeptos na Ásia, na África, na Europa e nos EUA nos últimos anos

Especialista critica o acordo supermercadista de SP em razão de não ter sido precedido por pesquisa de opinião

ÉRICA DE FRAGA
DE SÃO PAULO

O fim da distribuição de sacolinhas pelos supermercados de São Paulo, que começou a vigorar na quarta-feira passada, segue uma tendência que ganha fôlego em várias partes do mundo.
Embora o fornecimento das sacolas plásticas pelo varejo ainda seja liberado em vários países, como a vizinha Argentina e o distante Irã, um número crescente de nações ou cidades tem adotado alguma forma de restrição.
Bangladesh, na Ásia, tem uma das histórias mais antigas de proibição, que vigora desde 2002, depois de o entupimento de bueiros por plástico ter sido identificado como o fator responsável por uma inundação que devastou o país em 1998.
Em diversos países africanos (como Ruanda, Quênia, Uganda e Somália), o varejo também é proibido de distribuir as sacolinhas.
Na China, o varejo de todo o país é obrigado a cobrar pelas sacolas desde 2008. Um estudo da Universidade de Gotemburgo (Suécia), divulgado em 2010, indicou queda de 50% no consumo das sacolinhas no país depois da adoção da medida.

EUA E EUROPA
Nos EUA, não existe uma regra nacional sobre o tema. San Francisco é considerada a cidade pioneira do país na decisão de proibir o fornecimento de sacolas plásticas, a partir de 2007.
Em Washington, a distribuição não é proibida, mas os supermercados são obrigados a cobrar por elas. Em Nova York, não há restrições.
Medidas restritivas são comuns na Europa, embora as regras variem de um país para o outro. No Reino Unido, por exemplo, as sacolinhas não são proibidas, mas há um compromisso das grandes redes de reduzir o consumo.
O acordo ajudou a diminuir em 40% o uso de sacolas no país entre 2006 e 2009, mas em 2010 o consumo aumentou, provocando reação do governo. Na Irlanda, é cobrada uma taxa pelo uso de sacolinhas desde 2002, e em países como a Itália a distribuição é proibida.
Em 2011, a União Europeia promoveu uma pesquisa de opinião sobre o uso das sacolinhas, respondida por 15 mil pessoas: 70% se manifestaram a favor da proibição da distribuição das sacolinhas.
Depois do resultado, organizações não governamentais pressionaram as autoridades europeias para banir o fornecimento de sacolas no bloco.
O especialista Roberto Nascimento de Oliveira critica o fato de que o acordo para a proibição das sacolas em São Paulo não tenha sido precedido de uma pesquisa de opinião sobre o tema.
"Era fundamental consultar o consumidor antes para só então decidir que medida implantar e como implantar", diz Oliveira, professor do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
O presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi, diz não ter informações sobre os detalhes dos projetos para restrição do uso de sacolinhas implementados em outros países, mas acredita que "os consumidores vão, aos poucos, mudando de hábitos quando a causa é justa".

Colaboraram LUCIANA COELHO, de Washington, RODRIGO RUSSO, de Londres, SAMY ADGHIRNI, de Teerã, SYLVIA COLOMBO, de Buenos Aires, e VERENA FORNETTI, de Nova York

Sistemas de aquecimento solar de água

Coletores solares

Veja os detalhes de instalação dos coletores solares em telhados


Os sistemas de aquecimento solar de água por termossifão são comumente utilizados em residências unifamiliares e estão ganhando espaço nas construções para o segmento popular. Para que o sistema tenha um desempenho adequado, a disposição dos coletores, caixa d'água e reservatório térmico nos telhados exige alguns cuidados e a orientação de projetistas. Confira, na primeira ilustração, uma visão geral dos componentes do sistema de aquecimento solar; e, na segunda ilustração, as principais orientações para disposição dos componentes.



Detalhe 5-A

Suportes de alumínio ou aço confeccionados em conformidade com a particularidade da telha e estrutura de telhado.
Detalhe 5-B

Uso de amarril em cobre - arame de cobre nu -, que fixa os coletores aos caibros e vigas do telhado. Essa solução é a mais utilizada por conta da maleabilidade dos fios e resistência às intempéries. (A alternativa, no entanto, só é viável em telhados com inclinação entre 25% e 50%.)

1 Inclinação

As tubulações internas dos coletores devem ficar sempre em paralelo à inclinação do telhado.

2 Desnível

É indicado que o lado superior dos coletores fique 30 cm abaixo do fundo do reservatório térmico. Caso não seja possível, o desnível mínimo é de 10 cm, para que haja pressão.

3 Interligação

A interligação entre os painéis coletores e o reservatório deve ter a menor distância possível para evitar perdas de calor, não devendo ultrapassar os 7 m.

4 Altura da caixa

Para adequar a pressão à capacidade do sistema, é necessário verificar a pressão máxima suportada informada no manual do produto. É com essa informação que será possível determinar a altura máxima que o topo da caixa d'água pode ficar em relação ao fundo do reservatório térmico. Geralmente, a pressão é expressa em mca (metros de coluna d'água) ou em kgf/cm² , sendo 1 mca = 0,1 kgf/cm².

5 Fixação

Ao fixar os coletores, utilize vedantes de borracha de silicone nos pontos em que as telhas forem furadas para evitar infiltrações. Há duas possibilidades de fixação, ambas pelas uniões de cobre existentes entre os painéis, conforme os desenhos 5-A e 5-B.

Torre aumenta pressão
Nos casos em que for possível construir torre acima do telhado para abrigar reservatório térmico e caixa d'água, obtém-se mais pressão de água durante o consumo. É preciso, no entanto, contar com reservatório térmico compatível à pressão.

Carnaval Ecológico de Chapada dos Guimarães - Festival Carnaxapz com banheiros secos!

Festival Carnaxapz


Acampamento Ecológico de Chapada dos Guimarães acontece entre os dias 17 e 22/02 e celebra a vida com música, dança, palestras etc


Ariane Laura
Da Redação



Para quem quer fugir da folia, das micaretas e dos blocos carnavalescos e prefere o contato com a natureza, uma alternativa é o Acampamento Ecológico de Chapada dos Guimarães (Carnaxapz). O festival, que acontece entre os dias 17 e 22 de fevereiro, é uma celebração a vida regado com muita música, dança, palestras e apresentações culturais em meio a natura, no Vale da Bocaina, próximo a pousada dos Ipês, em Chapada dos Guimarães. 

Em sua quinta edição, o tema do evento será a Nova Era Paralela, que preconiza e valoriza uma relação de mais compreensão entre as pessoas. Para este ano, o núcleo Tranceculture, responsável pela organização do festival, promete criar um ambiente inesquecível para que cada participante aproveite o momento para desfrutar o feriado de carnaval de uma forma diferente. 

A programação do evento conta com palestras sobre temas de cunho ambiental, turístico e social. Entre as apresentações já confirmadas temos artistas locais como a banda de reggae Negramina, o grupo de percussão Batuquenauá, as bandas de rock Branco ou Tinto e Engenho de Dentro, além dos DJs Biancardi, que traz o projeto Cocho mágico (viola de cocho com música eletrônica), DJ Alexandre Zanella (Rondonópolis), DJ Sena (Rondonópolis), DJ Frico (Cuiabá), entre outros. 

A expectativa é de que neste ano recebamos um público recorde, pelo reconhecimento que o festival adquiriu ao longo dos anos. Para esta edição, parceiras de peso com gravadoras e produtoras foram firmadas, entre elas a Vagalume Records, que organiza o festival Universo Paralelo, a ZN Produções (Goiânia), responsável pelos festivais Terra Mundi e EarthDance, e produtora Gota Picante. Graças a essas parcerias o evento contará com artistas nacionais e internacionais. Paralelamente, serão realizadas ao longo do evento várias ações que envolvem o bem estar e a responsabilidade ambiental. 

“A ideia é realizar um festival multicultural, abrir as portas para artistas locais, nacionais e internacionais. Porém, não é só festa e diversão. O diferencial do festival é uma particularidade importante: a conscientização ambiental. A proposta do festival é unir o homem, a cultura e a práticas sustentáveis em defesa do meio ambiente. Antes e após o evento, o espaço será estruturado com algumas melhorias feitas para criar a estrutura antes mesmo do próprio festival, como chuveiros, banheiros secos, hortas orgânicas, composteiras, entre outras”, afirma Daniel Rosa, que faz parte da organização do evento. 

O festival pretende alavancar o mercado turístico e artístico do estado; estimular o mercado proporcionando uma maior movimentação por meio do turismo de evento, criando novos produtos, novos investimentos, e a geração de empregos; fomentar a cultura de eventos na cidade, promovendo e valorizando o turismo e a música regional e divulgar o trabalho a nível internacional dos parceiros e dos apoiadores. Mais informações pelos telefones 30540222 ou 99842056. 

HISTÓRICO 

Há exatos cinco anos, um grupo de jovens amigos com ideias e pensamentos em comum resolveu colocar em prática aqueles sonhos que compartilhavam juntos. Nasceu ali o núcleo Tranceculture, uma grande família do tempo presente que busca, cada vez mais, agregar novos valores, expressões e visões de um futuro coletivo consciente que almeja a harmonia e respeito - com os próximos e o meio ambiente que nos rodeia. 

Naquele mesmo ano, como resultado dos esforços coletivos de cada um, foi realizado o Carnaval Ecológico de Chapada dos Guimarães (Carnaxapz) e, desde então, ano após ano, o evento vem crescendo, inserindo a cidade no roteiro dos grandes festivais de cultura alternativa do Brasil, atraindo aventureiros de toda parte. 


Subprefeituras completam dez anos

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1039823-subprefeituras-completam-dez-anos-com-menos-poder-e-salarios-altos-veja-video.shtml


29/01/2012 - 09h38

Subprefeituras completam dez anos com menos poder e salários altos; veja vídeo

ELVIS PEREIRA
NATÁLIA ZONTA
DE SÃO PAULO


A edição deste domingo (29) da revista sãopaulo traz uma reportagem sobre as 31 subprefeituras da cidade. As unidades, que completam dez anos em 2012, ao longo do tempo, perderam autonomia e funções. Atualmente, elas são responsáveis por serviços de zeladoria nos bairros, como a conservação de vias e a poda de árvores.
íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
Segundo levantamento da reportagem, apesar de terem perdido atribuições, as subprefeituras são caras: em média, 47% do orçamento total de cada uma é destinado para pagar sua própria administração, o que inclui a folha de pagamento.
Rogerio Canella/Folhapress
Passagem na Lapa, que deveria ter sido reformada pela subprefeitura; prefeitura diz que não havia verba para a obra
Passagem na Lapa, que deveria ter sido reformada pela subprefeitura; prefeitura diz que não havia verba para a obra
Em dezembro do ano passado, os subprefeitos receberem um aumento de 193%. O rendimento passou de R$ 6.573 para R$19.294. O número de funcionários também foi de 2 mil, em 2002, para 8.344, no fim de 2011.
O comando das subprefeituras também foi alvo de mudanças na gestão Gilberto Kassab (PSD). Antes chefiadas por vereadores, ex-prefeitos de cidades do interior e candidatos derrotados, agora são lideradas, em sua maioria, por coronéis da reserva da Polícia Militar. Atualmente, apenas uma subprefeitura é comandada por um civil.

Piso intertravado para calçadas




Conheça as especificações técnicas da pavimentação intertravada com blocos modulares de concreto, e seus detalhes construtivos



A pavimentação de calçadas com blocos pré-moldados é de rápida execução, possui vida útil longa, baixa manutenção e alta capacidade de drenagem das águas das chuvas. Neste sistema, blocos modulares pré-moldados em concreto, com diversas formas, cores e texturas, são justapostos e se mantêm fixos por conta do atrito da área lateral das peças em relação às outras adjacentes. Com o travamento, a transferência de carga entre os blocos alivia as pressões sobre o subleito e a base, reduzindo as possibilidades de deformações da pavimentação. As peças são assentadas sobre uma camada de areia ou pó de pedra espalhada sobre o solo previamente compactado. Por ser assentado sobre o solo, o sistema de pavimentação intertravada possibilita melhor drenagem, com poucas camadas de interferência. Confira os detalhes da pavimentação:



Contenção lateral
2 Areia de rejuntamento
3 Peças pré-moldadas de concreto
4 Areia de assentamento ou pó de pedra
5 Base
Sub-base
Subleito

Ilustrações: Daniel Beneventi
Preparação do solo
O solo (subleito e sub-base) é compactado com a ajuda de um rolo compactador e/ou um equipamento vibratório. Em seguida, verifica-se a altura da caixa (contenção lateral) para receber a estrutura do pavimento, normalmente feita com bica corrida - material usado como base de pavimentação de ruas e pistas de concreto. A altura da contenção varia conforme a altura do bloco utilizado. Depois, a bica corrida também é compactada e, então, avalia-se o caimento mínimo para coleta das águas (recomenda-se 1,5% de caimento). Como a pressão exercida em calçadas é considerada baixa, é possível obter um bom desempenho dos blocos de concreto apenas por meio de seu assentamento sobre um colchão de areia, aplicado sobre um subleito adequadamente regularizado e compactado, sendo dispensável a execução de uma camada de reforço da fundação.

Assentamento
Para assentamento dos blocos intertravados, espalha-se uma camada de pó de pedra ou areia sobre a bica corrida. Para uma camada uniforme e com espessura constante, utilizam-se réguas sobre tubos de aço com diâmetro de 3 a 5 cm. É necessária a utilização de linha para assentamento dos pisos para garantir os esquadros e desenhos da obra. Os recortes nos blocos, para emendas e arremates, são feitos com serra mármore ou policorte. Para finalizar o assentamento, usa-se o equipamento vibratório sobre o piso para nivelá-lo. Espalha-se, então, o pó de pedra ou areia sobre o piso com uma vassoura e utiliza-se novamente o equipamento vibratório para que o pó penetre nas juntas. Após a colocação das peças é necessário compactá-las, em geral, em dois ciclos de compactação. O primeiro ciclo compacta a areia de assentamento e provoca a ascensão desse material pelas juntas, que podem variar de 5 a 25 mm de espessura, dependendo do tipo de areia. Depois dessa etapa, uma areia mais fina é vassourada para dentro das juntas, promovendo o rejuntamento.

Drenagem
Para garantir a perfeita drenagem em sistemas de piso intertravado, indica-se o cuidado com as inclinações longitudinais e com os caimentos transversais de pavimentos intertravados. Para calçada, recomenda-se caimentos transversais de 2%, com caimento transversal máximo de 4%. Os pavimentos também devem prever interrupções como poços de visita, caixas de passagem, hidrantes, trilhos e padrões de luz. O detalhe de uma caixa de passagem pode ser simplificado preenchendo-se o entorno da interrupção com concreto de 30 MPa.

Conservação
Os blocos pré-moldados de concreto podem ser retirados e recolocados, o que permite consertos subterrâneos, como vazamentos de canalização e de eventuais recalques do subleito, sem remendos. A capacidade de drenagem da pavimentação intertravada também evita despesas com operações tapa-buracos, recapeamento e selagens de trincas.

Formatos mais comuns, resistência e normas
Os formatos mais comuns de blocos intertravados, entre diversos fabricantes, são: retangular, "raquete", 16 faces e sextavado. Para calçadas, usa-se, em geral, blocos com espessura de 6 cm, conforme definição em projeto. A resistência da pavimentação intertravada costuma variar entre 35 e 50 MPa. Esse tipo de pavimento está normatizado na ABNT, pelas normas referentes às Peças de Concreto para Pavimentação NBR 9780 ("Determinação da Resistência à Compressão") e NBR 9781 ("Especificação").



Colaboração: Blocos Renger