sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Projeto de ciclovia




Com 51 km de extensão de vias quase totalmente interligadas, malha cicloviária de Aracaju ostenta o posto de uma das mais bem estruturadas do País. Veja detalhes do projeto, o orçamento detalhado das obras e as soluções de construção e contratação

http://www.infraestruturaurbana.com.br//solucoes-tecnicas/1/artigo192199-1.asp


Por Lilian Burgardt



Divulgacao: SMTT
Uma capital de pequeno porte construídaquase que totalmente em terreno plano, e com um fluxo intenso de bicicletas. Essas foram as características que motivaram a prefeitura de Aracaju, em Sergipe, a colocar a cidade no mapa brasileiro das maiores e mais bem estruturadas ciclovias do Brasil. Desde 2001, quando começaram os primeiros investimentos em corredores para tráfego de ciclistas no munícipio, cerca de R$ 11 milhões já foram investidos, com recursos despendidos integralmente pela prefeitura local.

Resultado: hoje Aracaju se desenvolve economicamente de bicicleta e possui a maior malha cicloviária do Nordeste e a terceira do País. De acordo com Fabrício Lacerda, coordenador de ciclomobilidade da SMTT (Superintendência de Transporte e Trânsito), a capital sergipana conta com 51 km de ciclovias implantadas e em funcionamento, atendendo uma média de 40 mil ciclistas. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cidade possui 520.303 mil habitantes em seus 181, 8 km².

As obras de expansão de ciclovias começaram efetivamente em 2004; até então a prefeitura mantinha não mais do que 12 km de vias para ciclistas e, ainda assim, sem sinalização. “Com a concepção do novo projeto começamos a implantar a ciclovia nos principais corredores e também sinalização adequada onde não havia”, lembra Sheila Thereza Vieira Santos, assessora técnica especial da diretoria de planejamento da SMTT.

Projeto

O projeto cicloviário de Aracaju pressupôs a inserção das ciclovias não só em vias reservadas para o lazer e esporte, mas também em meio ao trânsito pesado do dia-a-dia. Isso porque o transporte via bicicletas, embora não infraestruturado, já era, mesmo antes da implantação do projeto, uma opção real de locomoção dos trabalhadores na capital sergipana. Prova disso é que até 2004 o trânsito no horário de pico (encerramento do expediente) era marcado por um tráfego intenso de bicicletas em conjunto a automóveis. “Precisávamos oferecer segurança para quem já era usuário desse meio de transporte, já que o risco para o ciclista era muito evidente. A implantação da ciclovia mudou a cara das avenidas, estabelecendo espaço de cada um”, explica Sheila.


Soluções

O projeto cicloviário da cidade de Aracaju previu quatro tipos distintos de ciclovias:

Tipo I

Tipo I mostra a extensão pela Avenida Tiradentes. Detalhe para os tachões refletivos (dispositivos com retrorrefletores), utilizados em sinalização viária horizontal.

Fonte: SMTT (Superintendência de Transporte e Trân
Tipo II bidirecional

As ciclovias Tipo II bidirecional com 3 mm de largura foram executadas sobre canteiro, podendo ou não facear com os meios-fios da pista de veículos. Na interseção das avenidas, como mostrado no modelo esquemático, o rebaixamento da tubulação existente teve de ser rebaixado e toda a vegetação do talude foi recuperada por meio da plantação de gramas.



Tipo III unidirecionais

Pavimentadas em concreto pigmentado, as ciclovias do Tipo III unidirecionais têm 1,50 m de largura e foram executadas faceando uma das suas laterais – os meios-fios da pista. Em todas as áreas da ciclovia em que há passagem de pedestres foram executadas rampas nas extremidades opostas à passagem (do outro lado de cada pista). Em cada lado da pista, contornando a rampa, foi executada uma calçada com pelo menos 1 m para cada lado da rampa. Cada passagem teve largura do canteiro e um comprimento de 3 m.

Tipo IV unidirecionais

Como mostra a seção transversal do projeto de tipo IV, em casos em que a lateral da ciclovia não facea o meio-fio, foi preciso executar rebaixo de no mínimo 0,10 m x 0,10 m, devidamente concretado, conforme detalhe da seção tipo.




Assim, na definição do mapa cicloviário, a SMTT considerou os principais corredores da cidade destinados ao fluxo de ciclistas. As extensões, que incluíram trajetos específicos para as bicicletas, coincidiam justamente com as áreas de maior volume de tráfego de automóveis.

As obras foram divididas em etapas, chamadas pela SMTT de “trechos da ciclovia”. A Secretaria também definiu quatro tipos de projetos cicloviários, como pode ser visto na página anterior. “Atualmente há ciclovias planejadas para 20 avenidas; 15 já foram implantadas. Ainda vamos fazer a complementação, algumas serão como uma espécie de continuação das já existentes e outras serão novos trechos”, explica.

As pistas foram executadas em concreto simples pigmentado, com fck mínimo de 21 MPa e na espessura mínima de 0,07 m; já os pisos nas passagens de pedestres, em concreto de 15 MPa e espessura mínima de 0,07 m com cimento, areia e brita. O acabamento da superfície do piso é camurçado e todo o piso apresenta um caimento em torno de 2%. A pintura sobre o pavimento foi realizada com tinta para uso em superfície betuminosa ou de concreto de cimento nas cores amarela, branca e vermelha.

Contratação e projeto

Abaixo, detalhe da ciclovia da Av. Augusto Franco, em Aracaju (SE), e, acima, a mesma avenida depois das obras de melhoria


Fotos: Divulgacao SMTT
A elaboração e contratação do projeto cicloviário de Aracaju seguiu um caminho incomum às gestões públicas brasileiras. O engenheiro José Resende Goes, até então sem qualquer vínculo com a prefeitura, fez o planejamento cicloviário da cidade como tema de seu mestrado na Universidade. Interessada, a SMTT contratou o profissional e fez, de seu projeto de mestrado, a documentação básica para a elaboração do projeto executivo da obra, desenvolvido por empresa contratada a partir de especificações técnicas da Secretaria.

O projeto de sinalização ficou a cargo da própria equipe da SMTT, “composta pelo diretor da Secretaria, o coordenador, três assistentes e uma engenheira, sem contar os envolvidos no acompanhamento do projeto executivo”, explica Sheila.

Fonte: SMTT (Superintendência de Transporte e Trân
A prefeitura local arcou integralmente com os custos da obra, dividindo-a em trechos, licitados um a um. Veja à parte o orçamento de R$ 659.173,80 da construção da 2a etapa das ciclovias da Avenida Tancredo Neves e da Avenida Tiradentes. “Fomos licitando de acordo com o recurso disponível, mas mantivemos as mesmas especificações da execução para todas as licitações”, conta Sheila. “Nosso projeto é ampliar a malha em mais 25 km”, reforça.

A capital sergipana ainda vem priorizando outras ações estratégicas, como a extensão da malha cicloviária em 25 km e a criação de bicicletários. Em setembro de 2009, dois bicicletários foram instalados nas praças Fausto Cardoso e General Valadão, no Centro da cidade. Ambos têm, juntos, 40 vagas e seguem os padrões adotados mundialmente, sendo equipados com paraciclos duplos (barras de ferro onde as bicicletas ficam presas por correias), gradil de proteção e placas sinalizadoras. O benefício será estendido às praças, praias e outros locais estratégicos.

Em 2005, o Sistema Cicloviário de Aracaju recebeu da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos) e Abradibi (Associação Brasileira dos Fabricantes, Distribuidores, Exportadores e Importadores de Bicicletas, Peças e Acessórios) o prêmio ABNT-Abradibi entregue anualmente no Salão Duas Rodas, em reconhecimento à melhor política de urbanismo.




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Telhas termoisolantes




Cobertura isolante minimiza trocas térmicas e economiza energia elétrica

http://www.infraestruturaurbana.com.br/solucoes-tecnicas/8/artigo239377-1.asp 

Por Juliana Nakamura



As telhas termoisolantes são indicadas para diferentes edificações, sempre que for necessário minimizar trocas térmicas, condicionar temperaturas internas (no caso de climatização) e reduzir o consumo de energia elétrica com sistemas de ar-condicionado. A cobertura também pode ser utilizada em regiões com elevada concentração de umidade no ar, para evitar o gotejamento que ocorre com a condensação da umidade interna quando em contato com as coberturas aquecidas pela ação do sol. Inicialmente desenvolvida para cobrir grandes áreas, as telhas termoisolantes ganharam recentemente mais uma aplicação: com um acabamento de menor custo, passaram a ser empregadas também em habitações populares.

Daniel Beneventi
Clique aqui para ver infográfico

1) Características técnicas
Tipo sanduíche (telha + isolante + telha), o sistema é composto por duas chapas de aço ou alumínio e um material isolante, que pode ser poliuretano, poliestireno expandido ou lãs de rocha ou de vidro. O núcleo isolante minimiza as trocas térmicas, ou seja, o ar frio não se dispersa e o ar quente tem sua ação diminuída no interior da edificação. Em geral, os sistemas têm como características o baixo peso, agilidade e facilidade de montagem, além de dispensar a execução de forros ou de lajes adicionais.
2) Barreira térmica
As soluções disponíveis no mercado se diferenciam de acordo com o tipo de isolante empregado, as espessuras do material (que proporcionam diferentes classes de conforto térmico e acústico) e a chapa metálica. Para se ter uma ideia, quando utilizado em placas com densidade de 13 kg/m³, o poliestireno gera coeficiente de condutividade térmica k=0.029 kcal/mhºC. O mesmo material, com densidade de 20 kg/m³, apresenta coeficiente de condutividade térmica k=0.026 kcal/mhºC. De melhor desempenho termoacústico, o poliuretano com densidade de 39 kg/m³ possui K=0.016 kcal/mhºC. O coeficiente de condutividade térmica (K) é o fluxo de calor por metro quadrado que atravessa uma parede de 1 m de espessura do material homogêneo para um grau centígrado de diferença de temperatura entre suas duas faces.
3) Especificação
As coberturas termoisolantes podem ser encontradas também com telhas de diferentes formatos. Em geral, os produtos que possuem perfis ondulados ou trapezoidais são recomendados para coberturas em forma de arco ou que exigem sobrecargas concentradas. Já para cobertura de forma curva aconselha-se usar telha metálica ondulada com lã de vidro. Os acabamentos também são variados: as telhas podem também ser produzidas com aço pintado, filme de polietileno, dispensando acabamento interno.
4) Instalação
As telhas termoacústicas são montadas sobre terças metálicas ou de concreto com parafuso autobrocante. A fixação é feita sempre na onda alta da telha. Em função da leveza do telhado e da resistência estrutural das telhas é possível economizar no número de terças, eliminando 100% das ripas. A fixação das telhas é feita com parafuso autobrocante. Pesando apenas 10 kg/m² em média, as telhas podem ser manuseadas sem o uso de equipamentos e fixadas com ferramentas convencionais. Cumeeira e perfis de acabamento são fixados na sequência com parafusos de fixação e de costura.

Normatização

Ainda não há normas técnicas específicas que orientem a fabricação de telhas metálicas termoisolantes. Mas existem normas para os materiais que compõem o sistema, tais como as chapas de alumínio (NBR 7823:2007) e as telhas de aço revestido de seção trapezoidal (NBR 14514:2008).
Fontes: Danica, Isoeste e Eucatex.

Conferência Rio+20, que acontece no Brasil de 20 a 22 de junho deste ano


26/01/2012 - 08h48

Intelectuais preveem fracasso no evento Rio+20



BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Intelectuais de esquerda e ambientalistas que participam do Fórum Social Temático fazem previsões de fracasso para a conferência Rio+20, que reunirá líderes mundiais em junho para discutir o futuro do planeta.
O clima de pessimismo dominou ontem o primeiro dia de debates do encontro, em Porto Alegre.

"Do ponto de vista de chefes de Estado, temo que vai ser um fracasso", afirmou o escritor Frei Betto. "O G8 não está minimamente interessado em fechar compromissos ambientais."
Os participantes criticaram o documento divulgado pelas Nações Unidas como esboço de resolução a ser votada na conferência.
O empresário Oded Grajew, um dos organizadores do fórum, disse que o texto está "muito abaixo da expectativa" e não prevê ações concretas para reduzir as emissões de gases poluentes.
"Se a sociedade não pressionar, vai acontecer pouca coisa, como tem acontecido nas COPs", disse, referindo-se às conferências sobre mudanças climáticas.
O ambientalista Tasso Azevedo, ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro, afirmou que o documento será inócuo. "É um texto certinho. Existindo ou não, não fará diferença alguma."
"O documento já nasceu velho, do século 19. Como está, não leva a nenhuma conclusão. São só conclamações idealistas, sem mostrar a sociedade que queremos", disse o teólogo Leonardo Boff.
Outros participantes apontaram riscos de os países desenvolvidos usarem o discurso do meio ambiente para bloquear o crescimento de nações emergentes, como Brasil, China e Índia.
"Eles não querem impor metas para si mesmos, só para os emergentes. Não aceitaremos que congelem nosso desenvolvimento por decisão dos países ricos", afirmou Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT.

MARINA
A ex-senadora Marina Silva fez nova cobrança à presidente Dilma Rousseff, que discursa hoje no fórum, para que ela vete as mudanças no Código Florestal aprovadas pelo Congresso.
Ela disse que Dilma se comprometeu a vetar projetos que aumentem o desmatamento quando buscava seu apoio nas eleições de 2010.
"Peço a Deus e ao povo brasileiro que a gente se mobilize para dar sustentabilidade à presidente Dilma para que ela possa honrar isso."

25/01/2012 - 19h24

ONU começa reunião para elaboração de documento final da Rio+20

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1039500-onu-comeca-reuniao-para-elaboracao-de-documento-final-da-rio20.shtml


Começou nesta quarta-feira na sede da ONU em Nova York a primeira rodada de discussões para a elaboração do documento final a ser apresentado na conferência Rio+20, que acontece no Brasil de 20 a 22 de junho deste ano.
O encontro tem duração prevista de três dias e é o primeiro de uma série de quatro reuniões informais dos comissnários das Nações Unidas que vão definir as propostas de comprometimento político a ser apresentadas aos líderes mundiais presentes à conferência.
Na abertura da reunião desta quarta, o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, disse que os objetivos a serem defendidos na conferência devem ser dirigidos aos governos e também à sociedade civil. "Quando os líderes mundiais se reúnirem no Rio em cinco meses, é preciso lhes apresentar uma proposta ambiciosa e prática, equivalente à magnitude dos desafios de hoje".
As propostas a serem incluídas no documento serão baseadas em mais de 6.000 páginas de sugestões feitas por represenantes dos Estados membros da ONU, organizações internacionais e grupos organizados da sociedade civil.
"A erradicação da pobreza e a construção de sociedades socialmente justa e inclusivas enquanto protegemos nossos frágeis eco-sistemas permanecem como o desafio que define o século 21" disse Sha. Ele destacou ainda que "as múltiplas crises -alimentar, energética, climática, financeira, e de emprego- formam as diferentes facetas deste desafio".





Planos sobre SP nem sempre se tornaram realidade


25/01/2012 - 10h36

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1039116-planos-sobre-sp-nem-sempre-se-tornaram-realidade.shtml

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
LEONARDO RODRIGUES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


SP 458 anosDiz-se que São Paulo cresceu sem planejamento. Não é verdade. Planos não faltaram. E a cidade que temos hoje, com suas virtudes e seus defeitos, é resultado desses planos. Como o Código Arthur Saboya, de 1929.
Ou o plano de avenidas do prefeito Francisco Prestes Maia, na década de 1930. E a retificação dos rios Pinheiros e Tietê.
Outras obras pontuais também ajudaram a moldar a São Paulo de hoje e do futuro.
Como o viaduto do Chá, que abriu caminho para um "centro novo" do outro lado do Anhangabaú. Ou a ponte das Bandeiras, que acelerou o desenvolvimento da zona norte.
E mesmo o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, de 1970, obra de trânsito que acabou por gerar degradação de parte do centro de São Paulo.
Não é por falta de planejamento que São Paulo se tornou o que ela é hoje. "O problema é a falta de implantação do planejamento", afirma o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.

Projeto de sanitários com acessibilidade universal

Sanitários públicos para cadeirantes

Sanitários com acessibilidade universal contam com barras de apoio e áreas adequadas para circulação e transferência

Por Rodnei Corsini



Para permitir o acesso irrestrito de cadeirantes e pessoas com deficiência física, os sanitários precisam seguir normas de acessibilidade quanto à instalação de bacia, lavatório, barras de apoio e outros acessórios. Além disso, são necessárias áreas adequadas para circulação e transferência do cadeirante e entradas independentes. Em um banheiro de uso comum, os boxes sanitários acessíveis devem estar próximos à área de circulação principal, além de serem devidamente sinalizados. Segundo a norma NBR 9050, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), 5% da capacidade dos sanitários deve atender aos deficientes. A mesma proporção se aplica a cada uma das peças (espelhos, pias etc.), ou seja, 5% do total de cada item deve ser voltado às especificidades de atendimento a cadeirantes. Essa porcentagem pode variar conforme as leis de acessibilidade municipais, mas segundo a lei federal 10.098/2000 "os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques, praças, jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor, pelo menos, de um sanitário e um lavatório que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT". Confira detalhes de um projeto de sanitário acessível.



1 Vaso sanitário
Os boxes para o vaso sanitário devem garantir as áreas para transferência diagonal, lateral e perpendicular, além da área de manobra para rotação de 180o da cadeira de rodas. Os vasos devem estar a uma altura entre 0,43 m e 0,45 m do piso (medição entre a borda superior da bacia ao piso). Com o assento, essa altura deve ser de no máximo 0,46 m. Para atingir a altura, sugere-se o uso de bacia suspensa ou de plataforma sob a base , contanto que a plataforma não ultrapasse 5 cm do contorno da base da bacia. O acionamento da descarga de leve pressão deve estar a uma altura de 1 m. É recomendado ainda que a papeleira esteja ao alcance da pessoa sentada no vaso e que, no caso de existência de bacia com caixa acoplada, a distância mínima entre a barra do fundo e a tampa da caixa acoplada seja de 0,15 m.

2 Barras de apoio
Todas as barras de apoio utilizadas em sanitários e vestiários devem ter diâmetro entre 3 cm e 4,5 cm, e estar firmemente fixadas em paredes ou divisórias a uma distância mínima destas de 4 cm da face interna da barra. As barras também devem estar devidamente instaladas nas portas das cabines de sanitários.

3 Lavatórios
Os lavatórios devem ser suspensos, sem colunas ou gabinetes, e com a borda superior a uma altura entre 0,78 m e 0,8 m do piso, e garantir a aproximação frontal para usuários em cadeiras de rodas. É importante que haja uma altura livre mínima de 0,73 m na sua parte inferior frontal - não devem ser utilizadas colunas até o piso ou gabinetes. As torneiras devem ter acionamento por meio de alavanca, sensor eletrônico (célula fotoelétrica) ou do tipo monocomando. O comando da torneira deve estar a no máximo 0,5 m da face frontal do lavatório.
Se o espelho for instalado na posição vertical, a altura da borda inferior deve ser de, no máximo, 0,9 m. E a da borda superior de, no mínimo, 1,8 m do piso. Se o espelho for inclinado em 10o em relação ao plano vertical, a altura da borda inferior deve ser de, no máximo, 1,1 m e a da borda superior de, no mínimo, 1,8 m do piso.

Acessibilidade é leiO decreto-lei 5.296/2004, que regulamenta as leis 10.048, de 8 de novembro de 2000, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece: Art. 22: A construção, ampliação ou reforma de edificações de uso público ou de uso coletivo devem dispor de sanitários acessíveis destinados ao uso por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.
§ 1o Nas edificações de uso público a serem construídas, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida serão distribuídos na razão de, no mínimo, uma cabine para cada sexo em cada pavimento da edificação, com entrada independente dos sanitários coletivos, obedecendo às normas técnicas de acessibilidade da ABNT.
§ 3o Nas edificações de uso coletivo a serem construídas, ampliadas ou reformadas, onde devem existir banheiros de uso público, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência deverão ter entrada independente dos demais e obedecer às normas técnicas de acessibilidade da ABNT.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vende-se água doce no oceano Ártico...


23/01/2012 - 14h35

Satélites europeus encontram reserva de água doce no Ártico


DA REUTERS

Satélites da ESA (Agencia Espacial Europeia) localizaram um reservatório de água doce no oceano Ártico que está se expandindo e pode baixar a temperatura na Europa.
A descoberta, descrita na publicação científica "Nature Geoscience" de domingo (22), é importante pois significa que toda a água doce do oceano Ártico aumentou cerca de 10%, o equivalente a 8.000 quilômetros cúbicos.
Desde 2002, essa reserva que fica a oeste do Ártico subiu cerca de 15 centímetros. A elevação pode ter ocorrido pela ação dos ventos árticos que interferem na corrente oceânica Beaufort Gyre e que pode fazer com que o nível do mar se eleve.
A Beaufort Gyre é uma das correntes oceânicas menos compreendidas do planeta. Alguns cientistas acreditam ela possa sofrer influências do aquecimento global, com o risco de complicações na circulação do oceano e no aumento do nível do mar.

Planos sobre SP nem sempre se tornaram realidade


25/01/2012 - 10h36

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1039116-planos-sobre-sp-nem-sempre-se-tornaram-realidade.shtml


EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
LEONARDO RODRIGUES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

SP 458 anos
Diz-se que São Paulo cresceu sem planejamento. Não é verdade. Planos não faltaram. E a cidade que temos hoje, com suas virtudes e seus defeitos, é resultado desses planos. Como o Código Arthur Saboya, de 1929.
Ou o plano de avenidas do prefeito Francisco Prestes Maia, na década de 1930. E a retificação dos rios Pinheiros e Tietê.
Outras obras pontuais também ajudaram a moldar a São Paulo de hoje e do futuro.
Como o viaduto do Chá, que abriu caminho para um "centro novo" do outro lado do Anhangabaú. Ou a ponte das Bandeiras, que acelerou o desenvolvimento da zona norte.
E mesmo o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, de 1970, obra de trânsito que acabou por gerar degradação de parte do centro de São Paulo.
Não é por falta de planejamento que São Paulo se tornou o que ela é hoje. "O problema é a falta de implantação do planejamento", afirma o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.

Supermercados de SP param de fornecer sacola hoje


25/01/2012 - 07h00


Os consumidores de São Paulo que forem a supermercados a partir desta quarta-feira (25) deverão levar suas próprias sacolas para carregar as compras. As redes não irão mais fornecer as sacolas plásticas derivadas de petróleo.
A medida é fruto de um acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o governo do Estado; não tem força de lei, participa quem quer. Se algum furar não acontece nada.


Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão terá de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira.
Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19 --alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercado por um simples "não compre e leve sua ecobag".
Os críticos dizem que essa sacola não resolve o problema porque não há compostagem, capaz de degradar lixo orgânico, no país.
A nova sacolinha pode se desfazer em até 180 dias em usinas de compostagem. O problema, entretanto, é que ainda há poucas dessas usinas atualmente no país. Nos aterros, essas sacolas se decompõem em até dois anos, contra mais de 100 anos das tradicionais.
A estimativa é que funcionem cerca de 300 usinas de compostagem no Brasil, a maioria ligadas a laboratórios e projetos pilotos de universidades. Segundo o IBGE, menos de 2% do lixo orgânico brasileiro passa por um processo de tratamento de compostagem.

Captação de água de chuva


3 Reaproveitamento de água da chuva


O passo a passo da instalação de reservatórios para decantação e filtragem de água de reúso em edificações



Fontes: Fabio Pimenta, diretor da Projetar Projetos de Sistemas; revista Equipe de Obra, edição 40. 
Daniel Beneventi
Clique aqui para ver infográfico




A instalação de sistemas que viabilizem o reaproveitamento de água de chuva em edificações começa a ser exigida em editais de obras públicas. A tecnologia, simples e de baixo custo, tem demonstrado índices expressivos na redução do consumo de água. Quando reaproveitada na descarga de bacias sanitárias, por exemplo, viabiliza economia de 50% no consumo de água potável. Seu uso também é indicado para irrigação de áreas verdes, rega de jardins, lavagem de áreas comuns, entre outros. Conheça detalhes da solução.
1) Coleta e decantação
A água da chuva é conduzida das calhas da edificação até um reservatório de acumulação de águas pluviais, onde passa pelo processo de decantação (por gravidade) de partículas sólidas. Neste reservatório que deve ser limpo regularmente, grelhas de sucção flutuantes e ligadas a uma bomba funcionam como filtros e evitam a passagem, ao fundo, das partículas.
2) Filtragem
A água decantada no primeiro reservatório é, então, bombeada até o sistema de filtragem e cloração. Nele, um filtro de areia, lavado periodicamente, retém as partículas sólidas finas que não foram decantadas na primeira etapa. Depois da filtragem, a água é desinfetada com cloro.
3) Reservatório de armazenamento
Depois de tratada, a água da chuva é bombeada para o reservatório de água reaproveitada, de onde saem as tubulações para abastecimento aos pontos de consumo. É fundamental que o reservatório de água de reúso seja localizado abaixo do reservatório de água potável. Assim, caso o estoque de água reaproveitada se esgote, em períodos de estiagem por exemplo, o abastecimento aos pontos de consumo passa a ser feito com a água que chega pela rede pública.
4) Cuidados com a água potável
Na torre de reservatórios é crucial que o recipiente de armazenamento de água potável seja o mais elevado de todos. Do contrário, qualquer vazamento do reservatório de água não potável causará contaminação à água própria ao consumo humano. Outra medida fundamental de segurança trata da instalação de uma válvula especial nos reservatórios de água de reúso para evitar o refluxo e a contaminação da água potável.
5) Casa de bombas
A água potável que chega pela rede pública é acondicionada em reservatório inferior, sendo depois conduzida ao reservatório de armazenamento por sistema de bombas próprio, que não se mistura ao da água reaproveitada, sob pena de contaminação.