sábado, 19 de novembro de 2011

Sustentabilidade na Casa Cor Trio 2011



Posted: 17 Nov 2011 01:32 PM PST


autoria e fonte: http://pensareco.blogspot.com/2011/11/sustentabilidade-na-casa-cor-trio-2011.html


Com a meta defazer de Casa Cor 2012 referência mundial em sustentabilidade, nos segmentos de Arquitetura de Interiores, Decoração e Paisagismo, os Grupos CASA COR e SustentaX uniram-se para disseminar os conceitos e práticas sustentáveis demodo a colocar os arquitetos, paisagistas, decoradores e designers deinteriores na vanguarda do tema. 




Assim, desde2009, Casa Cor e SustentaX atuam conjuntamente.  Os objetivos em 2009 foram introduzir e conscientizar franquias e profissionais sobre o temasustentabilidade e seus impactos e o de explicar que sustentabilidade podegerar ambientes elegantes, confortáveis e inovadores, e não rústicos,primitivos ou “efeito floresta” como parte do mercado ainda entende. Em 2010, odesafio foi colocar em prática métricas para avaliação de sustentabilidade,reconhecidas internacionalmente. 




Neste ano, a SustentaX desenvolveu uma planilha que sintetiza, de forma simples e numalinguagem coloquial, o que se espera que os profissionais incorporem em seusambientes, estabelecendo pré-requisitos que devem ser aplicados em todos osambientes, além de incentivar a adoção de outras práticas para tornar osambientes mais sustentáveis, sem perder o charme, a elegância e o bom gosto. 




Confira algunsdos itens de avaliação de sustentabilidade preparados pela SustentaX, quetambém serão utilizados pelos jurados para a identificação  do ambientemais sustentável em Casa Cor Trio 2011:




Os pré-requisitosa serem observados por todos os ambientes são:

1)      Proteção das árvoresdurante a construção doespaço                       

2)      Utilização demadeira de origem legal

3)      Sinalização dositens de sustentabilidade aplicados no ambiente para facilitar a identificaçãopelo públicovisitante                        

4)      Destinaçãocorreta de  resíduos gerados durante a montagem e desmontagem da mostra

5)      Comunicação daproibição de fumo e não uso de cinzeiros nadecoração                         

6)      Utilização debarreiras de contenção de poeira (tapetes ou capachos) nas entradas que dãopara ambientes externos 

7)      Utilização deeletrodomésticos eficientes (incluindo o ar condicionado) com Selo Procel(nível A) ou equivalente (Energy Star, por exemplo) 

8)      Proteção dosequipamentos de conforto (aquecedores, lareiras, ventiladores) para a segurança dosvisitantes             

9)      Utilização demetais e louças eficientes nos banheirospúblicos                   




Os seguintesaspectos de sustentabilidade ambiental, decorrentes da concepção e projetos dosambientes, poderão ser avaliados:

1)      Iluminação

a)      Aproveitamento dailuminação natural para gerar aprazibilidade e redução de gastos de energia 

b)      Iluminaçãoartificial composta por dispositivos eficientes

c)      Não utilizaçãode lâmpadasdicróicas                        

2)      ConfortoAmbiental

a)      Existência deentradas e saídas (“ventilação cruzada”) para permitir a renovação do ar 

b)      Coresclaras nos materiais de revestimentos externos das paredes

c)      O telhado compintura branca ou vegetação (telhadoverde)                                  

d)      Existência dedispositivos (toldos, brises, vidros especiais, películas, etc.) para diminuira incidência direta de raiossolares         

3)      Materiaisempregados

a)      Emprego demateriais dereuso            

b)      Materiaisprovenientes de reciclagem                      

c)      Utilização demateriais regionais 

d)      Uso de madeirarapidamente renovável (como eucaliptos, bambu e etc)   

e)      Uso de madeirascom Selo FSC (Forest StewardshipCouncil)        

f)       Dispositivoseficientes para controle de consumo de água (ex. torneira com temporizador,válvulas de duplo fluxo)...    

g)      Dispositivos paraaproveitamento de águas de chuva  

4)      Paisagismo

a)      Uso de plantasnativas                       

b)      Plantas com baixoconsumo de água 

c)      Água de irrigaçãocom água de reuso 

d)      A iluminação dopaisagismo sem desperdício deluz                             

5)      Acessibilidade

a)      Acesso fácil aoscadeirantes no ambiente     

b)      Os espaçosinternos e as disposições dos móveis pensados de modo acessível a cadeirantes

c)      Os banheirosadequados para pessoas com deficiência ou mobilidadereduzida                            

6)      Qualidadeambiental interna 

a)      Salubridade doAmbiente

b)      Ambiente livre decheiros fortes           

c)      Todas as entradasdos ambientes com capacho para contenção de poeira que permitam dar dois passos

d)      Pelo Menos 50%dos locais previstos para pessoas sentarem com acesso à vistaexterna        

7)      Comunicação com oPúblico

a)      O papel recicladoou proveniente de manejo sustentável para material de divulgação  

b)      Identificaçãovisual para os itens de sustentabilidade 

c)      Folhetoinformativo com destaque aos aspectos de sustentabilidade

d)     Comunicação sobre o desmonte, objetivandomáximoreaproveitamento               

8)      Inovação emSustentabilidade




A planilha estádisponível no link:  http://www.selosustentax.com.br/pdf/casa-cor-2011.pdf




Fonte: Sustentax


Palestra GRATUITA sobre Cradle to Cradle com Dr. Michael Braungart em São Paulo - 23/Nov na FIESP


        No próximo dia 23 de Novembro teremos a rara oportunidade de    conhecer de perto a revolucionária metodologia Cradle-to-Cradle    (Berço ao Berço) de desenvolvimento de produtos sustentáveis da boca    de seu co-criador, o alemão Michael Braungart, numa palestra na sede    da FIESP (em SP), como parte da programação da V Mostra FIESP de    Responsabilidade Sócio-Ambiental. 


        Pouco conhecida no Brasil, mas com amplo reconhecimento em boa    parte do mundo como uma metodologia de aplicação de amplos    principios de sustentabilidade no âmbito industrial e arquitetônico,    Cradle to Cradle (também chamada de C2C) vai além dos princípios    simples de sustentabilidade, e busca, tal qual a Permacultura, uma    forma de imprimir uma pegada positiva em seus empreendimentos -    promove a produção com impacto ambiental positivo, a criação de    ciclos distintos (técnico e biológico) de matéria-prima, que    incorpora o reuso e reciclagem ad infinitum dos elementos    técnicos como parte do processo industrial, e a integração saudável    no ambiente natural dos elementos biológicos. Valoriza a    regeneração, ao invés da simples manutenção, ou da redução do    impacto causado pela produção. 

        Além de criador de C2C, Michael é membro fundador do OIA (O    Instituto Ambiental - www.oia.org.br), ONG sediada em    Petrópolis pioneira na implantação dos biossistemas integrados no    país, e estará utilizando a experiência de mais de 20 anos do    instituto como uma referência para a ampliação do escopo da    metodologia, e para a ampliação da visão do saneamento no país.

    Atividade: Palestra "Fluxo de Materiais e Produtos Inovadores" com Michael Braungart
    Data: 23/Nov, 14hs
    Local: Auditorio da FIESP (São Paulo)
    Infos: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/

INSCRIÇÕES GRATUITAS

    Para quem estiver no Rio de Janeiro ou em Belém, Michael oferecerá    outras palestras:
    24/Nov no Rio de Janeiro (RJ): Cradle to Cradle e RIO+20
    25/Nov em Belém (PA): “XIX Congresso Nacional do Ministério Público” -      “Logística Reversa e a Alternativa Berço ao Berço”.

Outras fontes de estudo:


Waste=Food (em portugues) parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=DkWG09ZRXUk&feature=related

Waste=Food (em portugues) parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=RR-0a1MVtJs&feature=related
Introdução ao conceito de Cradle to Cradle: http://youtu.be/4jORau0V62c
    TED Amazônia: Dr. Braungart introduzindo o C2C

        Se possível, por favor repasse para suas redes e chegue junto!




Tragédias à vista!


18/11/2011 - 15h10

Relatório do IPCC, da ONU, indica que clima será mais extremo

DE REUTERS

Um aumento nas ondas de calor, chuvas mais intensas, enchentes e ciclones mais fortes, além de deslizamentos de terra e secas mais severas, devem ocorrer neste século no mundo todo, em decorrência do aquecimento do clima na Terra, disseram em Uganda cientistas da ONU nesta sexta-feira.
O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, pediu com urgência aos países que elaborem planos para uma reação a desastres, visando a adaptação ao crescente risco de eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.

Aaron Favila/Associated Press
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia

O relatório apresenta probabilidades diferentes para eventos climáticos extremos com base nos cenários das futuras emissões de carbono, mas a questão principal é que o clima extremo deve aumentar.
"É praticamente certo que aumentos na frequência e na magnitude de temperaturas diárias quentes (...) ocorrerão no século 21 em escala global", cita o IPCC. "É muito provável que a duração, frequência e/ou intensidade das fases quentes, ou ondas de calor, aumentem."
Representantes de quase 200 países se reunirão na África do Sul no próximo dia 28 para conversar sobre o clima, tendo como provável resultado um passo apenas modesto rumo a um acordo mais amplo para o corte de emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.
A ONU e a AIE (Agência Internacional de Energia) e outras entidades dizem que as promessas globais para cortar as emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa não são suficientes para impedir um aumento na temperatura do planeta em até 2 graus Celsius.
Segundo cientistas, ultrapassar esse limite geraria riscos de um clima instável em que os extremos climáticos podem se tornar mais comuns e a produção de alimentos mais difícil.
As emissões mundiais de carbono subiram para uma quantidade recorde em 2010, seguindo a recessão econômica.
De acordo com o relatório do IPCC, o aumento nos níveis dos mares é uma preocupação para pequenas ilhas-Estado, disse o relatório.
A previsão era de que secas, provavelmente a maior preocupação do mundo --considerando o aumento na população que precisará ser alimentada-- vão aumentar.
"Existe uma confiança média de que as secas irão se intensificar no século 21 (...) devido à menor precipitação e/ou um aumento na evapotranspiração". As regiões listadas são o sul da Europa e a região do Mediterrâneo, na Europa central, a região central da América do Norte, a América Central e o México, o Nordeste brasileiro e o sul da África.

Vazamento de óleo no mar: Só muda de endereço!





Rogério Santana/Divulgação Governo do Estado do RJ
<b>MAR SUJO</b> Barco tenta conter óleo que vazou de plataforma na bacia de Campos; plano contra grandes vazamentos, de 2003, não saiu do papel





Pressão em reservatório foi subestimada, diz Chevron

Petróleo vazou do fundo do poço e escapou por uma ruptura na parte superior
Empresa usou lama de perfuração que não tinha peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço


19/11/2011

PEDRO SOARES
DENISE LUNA
DO RIO
Rogério Santana/Divulgação/Governo do Estado do Rio
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos

A Chevron reconheceu que um erro no cálculo da pressão do reservatório provocou o vazamento de óleo do campo de Frade. Com base na informação incorreta, a companhia usou um tipo de lama de perfuração que não tinha o peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço e chegou à superfície.
"A pressão do reservatório foi subestimada", afirmou George Buck, presidente da Chevron Brasil.
A lama tem de ser mais pesada para evitar que o óleo retorne pela parte do poço perfurada. O problema ocorreu no dia 7 e foi informado à ANP no dia seguinte.
O óleo vazou do fundo do poço (2.279 metros desde o subsolo marinho) e escapou por meio de uma ruptura do revestimento da parte superior do poço, a uma profundidade de 560 metros.
Escorreu então para as formações rochosas ao lado (que são como uma esponja e absorvem a substância) e chegou ao fundo do mar por meio de fissuras no subsolo. Como é mais leve que a água, subiu à superfície.
O executivo afirmou que ainda está sendo investigado o que provocou a ruptura, assim como o que levou à estimativa errada da pressão do óleo.
Buck disse, porém, que não houve nenhum problema no sistema de perfuração da sonda, operada pela Transocean -a mesma companhia responsável pelo equipamento que explodiu e provocou o vazamento da BP no golfo do México.
Segundo o executivo, o vazamento foi totalmente contido no dia 13. Porém o petróleo "residual" que já tinha vazado para a rocha continuou a escapar pelas fissuras. A Chevron diz que não tem ainda uma estimativa final de volume do vazamento.
A companhia, diz, calcula "no pior dia" -14 deste mês- que a mancha de óleo na superfície tinha 882 barris. Ontem, tinha 18 barris.
SOBREVOO
Depois de sobrevoar ontem pela manhã a área afetada pelo vazamento de petróleo nas operações da Chevron no campo de Frade, na bacia de Campos, o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que ainda era possível ver borbulhas de óleo na superfície, indicando que ainda havia vazamento.
Minc sobrevoou a área ao lado de equipes do Ibama e da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O secretário disse ter visto três baleias durante o voo e que uma estava a apenas 300 metros da mancha de óleo. "A mancha ainda é grande e com certeza foi subestimada pela empresa [Chevron]", disse o secretário, que prevê uma punição forte para a petroleira norte-americana.
Em nota oficial, técnicos do Ibama informaram que a inspeção visual mostrou que a mancha de óleo está diminuindo.
Ontem era de cerca de 18 quilômetros de extensão e de 11,8 quilômetros quadrados, ante os 68 quilômetros de extensão e de cerca de 160 quilômetros quadrados de área contabilizados em imagens via satélite nos dias 12 e 14.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar. 12/11/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tsunamis-manto-invisibilidade-ondas-mar. Capturado em 18/11/2011.


Com informações da New Scientist - 12/11/2011

Adeus tsunamis: Manto da invisibilidade para ondas do mar
Como o sistema não absorve a energia das ondas, apenas as redireciona, ele pode ser usado como uma usina para extrair energia das ondas do mar. [Imagem: NewScientist]


Proteção contra ondas
Levante a mão quem acha que os mantos de invisibilidade" criados até agora ainda carecem de uma certa praticidade.
Pode abaixar a mão, mas prepare-se para uma notícia que pode começar a produzir efeitos muito práticos.
Pesquisadores chineses demonstraram na teoria e na prática que as ideias originalmente aplicadas para criar os mantos da invisibilidade podem ser usadas para blindar áreas litorâneas contra grandes ondas, incluindo tsunamis.
Segundo eles, pode ser possível criar uma zona de proteção em zonas costeiras vulneráveis onde as ondas de determinadas frequências não conseguirão chegar.
E o sistema ainda pode funcionar como uma usina para geração de eletricidade.
Metamaterial para ondas de água
Xinhua Hu e seus colegas da Universidade Fudan, em Xangai idealizaram um sistema composto por uma matriz retangular de cilindros estacionários, fixos no fundo do mar, próximo à costa ou praia que se quer proteger.
"A matriz de ressonância dos cilindros pode ser vista como uma espécie de metamaterial para ondas de água," afirma Hu.
Cada cilindro oco é dividido verticalmente em quatro seções, com fendas para o exterior, que permitem que eles se encham de água ou se esvaziem, dependendo do nível da água ao seu redor.
Embora os cilindros sejam completamente imóveis, este enchimento e descarregamento constantes é uma forma de oscilação, o que os torna análogos aos osciladores eletromagnéticos que interferem com as ondas de luz em um metamaterial tradicional.
Ajustando a largura das fendas verticais, o tamanho dos cilindros e seu espaçamento, Hu e sua equipe demonstraram que a matriz pode ser configurada para ondas de água de uma determinada frequência.
Desta forma, a estrutura vai drenar os picos, as ondas mais altas, e se esvaziar para preencher as depressões das ondas - efetivamente "desmanchando" as ondas.
Usando diversas matrizes com espaçamentos diferentes e vários tamanhos de cilindros pode ser possível bloquear ondas de diversas frequências diferentes - e eventualmente até tsunamis, afirma Hu.
Energia das ondas
É importante observar que o amortecimento criado pelo destruidor de ondas na verdade não absorve a energia das ondas - a energia é transformada em ondas de reflexão, produzidas na direção oposta.
Os pesquisadores propõem então que essa energia seja aproveitada e transformada em energia elétrica.
Para isso, tudo o que é necessário fazer é efetivamente absorver a energia das ondas usando geradores apropriados, instalados dentro dos cilindros.
Com base em um cenário ideal, no qual todas as ondas têm a mesma frequência, Hu calcula que 90 por cento da energia das ondas poderia ser refletida ou absorvida pela matriz.
A equipe demonstrou sua ideia usando simulações de computador e uma maquete experimental em escala reduzida, do tamanho de uma mesa.

Bibliografia:

Negative Effective Gravity in Water Waves by Periodic Resonator Arrays
Xinhua Hu, C. T. Chan, Kai-Ming Ho, Jian Zi
Physical Review Letters
Vol.: 106, 174501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.174501

Plásticos de milho!


Pesquisador do IQ-USP desenvolve polímero a partir do milho

http://agencia.fapesp.br/14792
18/11/2011
Por Elton Alisson









Material, resultado de parceria com cientistas dos Estados Unidos, poderá substituir o bisfenol A em resinas epóxi utilizadas em plásticos rígidos, como placas de computador, embalagens e revestimentos (Wikimedia)


Agência FAPESP – Um novo polímero, desenvolvido a partir de derivados do milho por um pesquisador brasileiro em parceria com cientistas dos Estados Unidos, pode substituir em resinas epóxi o bisfenol A, composto também utilizado em policarbonatos que gera produtos plásticos, como garrafas e mamadeiras, e que está sendo banido em diversos países, incluindo o Brasil.
A invenção rendeu ao professor Luiz Henrique Catalani, do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), e aos outros três autores da descoberta o prêmio Thomas Alva Edison Award 2011. Concedido pelo Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento de New Jersey, nos Estados Unidos, o prêmio foi entregue em 10 de novembro a 40 inventores e 13 empresas.
Em 2004, durante um pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (NJIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, Catalani se integrou a um grupo de cientistas da instituição, liderada por Michael Jaffe. Na época, os pesquisadores se dedicavam a um projeto, apoiado pelo Iowa Corn Promotion Board (ICPB), com o objetivo de agregar valor a produtos do milho.
Uma das possibilidades levantadas foi desenvolver produtos baseados em um composto derivado da glicose do milho, chamado isosorbídeo. Com base nessa substância, os cientistas deram origem a um novo polímero para compor resinas tipo epóxi, que são utilizadas em larga escala em plásticos rígidos, como placas de computador, embalagens e revestimentos.
“Esse novo polímero é importante tanto pelo fato de ser proveniente de insumos da biomassa – e, portanto, uma alternativa aos derivados de petróleo – como também por substituir o bisfenol A em resinas epóxi”, disse à Agência FAPESP.
De acordo com o pesquisador, o composto que está sendo proibido em diversos países – por ser um mimetizador de estrógenos (hormônios), entre outros efeitos – é utilizado em diversos produtos como um agente plastificante. Já em resinas epóxi a substância é a base (monômero) do polímero.
“Estamos propondo uma nova estrutura molecular correspondente ao bisfenol A para substituí-lo em resinas epóxi, que é o isosorbídeo”, disse. O novo polímero resultou em uma patente, registrada por Catalani e pelos outros três pesquisadores autores da descoberta: Anthony East, Michael Jaffe e Yi Zang, do NJIT.
Já produzido em escala comercial a partir do milho, o isosorbídeo também poderia ser obtido a partir de outras matérias-primas, como a cana-de-açúcar. “Certamente, a cana-de-açúcar seria uma alternativa para obter esse produto, porque dela se obtém glicose em grande quantidade”, explicou.
O trabalho realizado em parceria com a equipe do NJIT se integra aos desenvolvidos por Catalani no IQ da USP, voltados para a produção de poliésteres biodegradáveis e bioabsorvíveis para aplicações como biomateriais para uso em engenharia biomédica.
O pesquisador pretende utilizar o novo polímero derivado do isosorbídeo para desenvolver um suporte ao crescimento de diversos tipos de células, que representa o primeiro passo para se tentar produzir tecidos artificiais, como tecido ósseo ou para reconstituição de tímpano.
Em um projeto realizado com apoio da FAPESP, Catalani e equipe no IQ-USP desenvolveram estruturas chamadas hidrogéis.
Formados por redes de polímeros, essas estruturas que absorvem água em grandes quantidades podem atuar como “curativos inteligentes”, realizando a liberação controlada de fármacos, como antibacterianos e antifúngicos.
“Já temos três patentes depositadas no Brasil na área de hidrogéis. Mas não temos um produto final porque ainda não fechamos com nenhuma empresa interessada em produzi-lo”, disse.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Oficina de Educadores Sociais - "PÃO E BELEZA"

Oficina de Educadores Sociais - "PÃO E BELEZA"



Data : de 22 a 24.11 de 2011 (de terça a quinta, o dia todo os três dias)






Prazo para Inscrição:- até SEXTA, dia 18.11, às 15h. >> Após esse prazo,
as inscrições não serão acolhidas. As inscrições serão aceitas e






CONFIRMADAS por ordem de chegada e enquanto tivermos vagas.


INSCRIÇÃO:- exclusivamente neste e-mail gepes.sp@bb.com.br >> com TODOS os
dados solicitados.






Carga horária total: 24 horas - (8 horas em todos os 3 dias) - 08:30h às
17:30h todos os três dias.






Local : Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB SP, Rua da Quitanda 18,
centro/SP, auditório do 4º andar, esquina com a Rua Álvares Penteado,
próximo da Praça do Patriarca e da Praça da Sé. A Estação do Metrô mais
próxima do CCBB é a Estação SÉ, além de outras que também são próximas
(São Bento e Anhangabaú).






Custo:- NÃO HÁ. O curso é oferecido gratuitamente, inclusive material
didático, mas as despesas de alimentação, transporte e hospedagem ficam a
cargo do participante e/ou entidade.


ATENÇÃO: Se a sua inscrição for confirmada, por favor, NÃO FALTE. Quando o
participante desiste da vaga e não nos avisa com antecedência há um
prejuízo muito grande, pois deixamos de atender outras pessoas que têm
interesse em participar da Oficina. Isto é para sua reflexão!


IMPORTANTE:- Após a inscrição é necessário aguardar uma confirmação (ou
não) da vaga. Se não houver confirmação, por favor atenção!, orientamos
entrar em contato com os telefones indicados abaixo ANTES de vir para a
Oficina. Quem não tiver inscrição confirmada não poderá participar da
Oficina. Aguardamos seu contato/sua resposta, no máximo, até SEXTA, dia
18,às 15h. Se houver interesse, por favor, informar os dados solicitados
no início desta mensagem (nome completo, telefone com DDD/email de contato
e RG E CPF da pessoa que participará do curso e, se for o caso, o
cargo/função que exerce na entidade).


PÚBLICO-ALVO:
São público-alvo desta Oficina convidados externos: educadores populares,
mobilizadores sociais, líderes comunitários, aposentados do BB, militantes
sindicais, voluntários em atividades sociais/ambientais, agentes de
desenvolvimento rural, participantes de entidades da sociedade civil
(ongs, cooperativas, associações) etc. Além desses, também participam
funcionários do Banco do Brasil que tenham o interesse e o compromisso com
a prática pedagógica, a educação cidadã e a inclusão social.


Desempenhos Esperados:






a) Criar e/ou acompanhar Projetos e Programas Sociais, integrando ações
locais aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, à sustentabilidade
econômica, ecológica e à promoção da inclusão social;
b) Atuar junto com as lideranças naturais da comunidade;
c) Identificar as necessidades e alternativas locais e sua vinculação a
soluções macro-estruturais;
d) Assumir o compromisso social e político com a educação cidadã, com
caráter inclusivo-participativo.


Conteúdo Programático:
a) Cultura e subjetividade
b) Análise de conjuntura
c) Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e Agenda 21
d) Educação Cidadã
e) O papel do educador social
f) Planejamento e práticas político-pedagógicas voltadas para o exercício
da cidadania
g) Tecnologia Social


Material Didático: o participante recebe gratuitamente o Caderno do
Participante e o Caderno de Leitura complementar.


"PÃO E BELEZA" faz referência a um conto do escritor cubano Ornélio
Cardozo, que diz que "o ser humano tem duas grandes fomes: a de pão, que é
saciável; e a de beleza, que é infindável". Estamos à disposição para mais
informações. Até breve.


ATENÇÃO: OFERECEMOS vagas para a Oficina que acontecerá de 22 a 24/11 de
2011. As inscrições serão acolhidas por ordem de chegada e podem ser da
mesma entidade social. Se houver interesse, por favor, informar:



NOME COMPLETO:
_______________________________________________________________

TODOS OS TELEFONES COM DDD + EMAIL PARA CONTATO:
_________________________________

RG e CPF DA PESSOA QUE PARTICIPARÁ DA OFICINA:
_____________________________________

SE FOR O CASO, CARGO OU FUNÇÃO QUE EXERCE NA ENTIDADE:
____________________________

TODOS esses dados são imprescindíveis no momento da inscrição! 

Sandra Miranda
Banco do Brasil S/A - Gestão de Pessoas Regional São Paulo
Setor de Responsabilidade SocioAmbiental
Rua Álvares Penteado 131 - Centro
(11) 3111-6621 (6716 - direto)


Parque olímpico ecológico




http://pelanatureza.pt/construcao-sustentavel/noticias/parque-olimpico-ecologico-46034603



Um projeto inscrito no concurso internacional de design urbanístico WAN AWARDS, divulgado recentemente, tomou a região do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro, como base para o ambicioso projeto de Parque Olímpico ecológico, destinado a atender às Olimpíadas de 2016. O objetivo da agência WATG foi criar uma “vibrante destinação, que fundirá tradição cultural e ecologia urbana ao conceito desportivo”, segundo divulgado pelo Inhabitat.
O centro funcionará como a sede temática de cerimónias e celebrações do evento desportivo e seria composto por duas alas principais; a Cloud Bridge – ou algo como Ponte da Nuvem, na tradução livre – e o Carioca Plaza. A primeira seria uma espécie de parque temático com inspiração na natureza. A Cloud Bridge foi projetada para manter jardins com espécies vegetais representantes de ecossistemas amazónicos e da Mata Atlântica, dispostos ao longo de um caminho com diferentes rampas e relevos.
A ideia do passeio elevado para os visitantes é homenagear a topografia acidentada da cidade e facilitar visões panorâmicas do centro olímpico. Ao longo do caminho haverá displays com informações sobre ecossistemas e povos indígenas brasileiros, além de estruturas para captação de chuva que ajudariam na rega dos jardins. O coração do Parque Olímpico será o Carioca Plaza onde os grandes encontros irão acontecer.
O projeto tem como objectivo integrar atletas e visitantes, representando uma fonte de orgulho para os brasileiros e uma inspiração às equipas competidoras. Os arquitetos dizem ainda que o Parque Olímpico poderá ser um elemento transformador da cidade, por meio da celebração do desporto.
Como os Jogos Olímpicos serão Rio-2016, o prémio que interessa é que o Parque Olímpico seja o mais sustentável e receptivo possível e que seja mais uma atração para ser visitada por todos.
Parque olímpico ecológico-1
Parque olímpico ecológico-2
Parque olímpico ecológico-3
Imagens: Greenvana

Fonte: Greenvana

DIADESOL 2011- DIA INTERAMERICANO DA LIMPEZA E CIADANIA


Curso de Energia Solar Fotovoltaica


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ISO 20121 - Gestão sustentável dos eventos. Inclusive nos parques?




Profissionais da área de eventos se reúnem para criar a ISO 20121PDFImprimirE-mail
Qua, 16 de Novembro de 2011 12:35

A missão é promover uma Gestão Sustentável dos Eventos globalizada, que terá como grande exemplo as Olimpíadas Londres 2012.

Representantes de 9 países dos cinco continentes estiveram presentes no último dia 8 de novembro na Escola Municipal de Astrofísica, do Parque do Ibirapuera, para um encontro sobre sustentabilidade na gestão de eventos, o Sustainable Event Management System.

Durante quatro dias foram analisadas propostas que farão parte do texto final da norma ISO 20121. A AMPRO - Associação de Marketing Promocional, por meio da VP de Relações Institucionais, Flávia Goldenberg, foi uma das instituições representantes do Brasil no encontro, que prevê uma norma global para a indústria dos eventos.

A coordenação desse trabalho está a cargo da ABNT Brasil e da British Standards Institute do Reino Unido. A finalidade da ISO 20121 é oferecer soluções para implementar um sistema de gestão e administrar os problemas do desenvolvimento sustentável em relação à organização de eventos. “A norma será internacional e pretende integrar todas as empresas do segmento de eventos de forma global. Ela irá propor mudanças em todas as etapas do evento, desde a concepção até a entrega. A sustentabilidade é uma maneira diferente de pensar. 



Uma vez que você entende a importância e os impactos positivos que ela gera, as mudanças no processo de organização dos eventos vão acontecer naturalmente. Você irá enxergar o seu negócio sob uma lente nova”, enfatiza Ginny Stratton, da Strategin Solutions, do Canadá.

Segundo Stratton, a previsão para regulamentação da ISO 20121 é junho de 2012 e, como toda ISO, a sua aplicação será opcional. “A norma funciona como uma orientação. Cabe às empresas analisarem as questões mais importantes à sua realidade e decidir com esse olhar da sustentabilidade quais pontos precisam ser mudados. A certificação ISO 20121 será uma consequência dessa mudança de atitude, e poderá ser atestada de três maneiras: a empresa poderá ela mesma se auto declarar em conformidade com a norma prontificar dizendo que seus eventos são sustentáveis, uma segunda parte pode atestar a conformidade ou ainda uma auditoria externa independente poderá constatar o fato, mediante análise de suas ações”, explica Fiona Pelham do Reino Unido, presidente da comissão ISO 20121.

Para as empresas que desejarem se adequar às questões que o material irá propor, as vantagens serão inúmeras, não apenas economicamente, como também socialmente, com a possibilidade de cooperar efetivamente para um futuro sustentável. “Estar de acordo com a nova regra poderá até onerar os organizadores de evento, dependendo da viabilidade de soluções. Se o organizador procurar por ações inovadoras, pode haver um custo maior. Cabe a ele decidir pelas opções mais adequadas. Na verdade, o evento com orçamento menor pode vir a ser um evento muito sustentável, afinal a proposta é gerar economia, com redução de energia, transporte de resíduos e materiais reciclados. A ISO 20121 é um benefício para indústria do evento que, unindo-se para mudar, poderá deixar um importante legado na questão da sustentabilidade”, incentiva Meegan Jones, da Sustainable Event Alliance, da Australia . 

De acordo com Flávia Goldenberg, as propostas sugeridas pelos representantes do Brasil visaram beneficiar as empresas em sua totalidade e realidade. “Os esforços do Brasil neste processo de elaboração da ISO 20121 são para que a aplicação da mesma se dê em empresas de diversos tamanhos, ou seja, ela deve estar adaptada inclusive a pequenos negócios. É uma preocupação nossa também a questão com custos. A mudança não deve ser gerar grandes despesas para a empresa, para que possamos adaptar essa realidade global ao mercado brasileiro. Boa parte das nossas solicitações para a comissão foram no sentido das notas serem esclarecedoras para facilitar o entendimento de todos, inclusive para quem ainda tem pouco conhecimento sobre a sustentabilidade”, diz.

As instituições participantes, posteriormente, irão oferecer cursos e palestras para esclarecer as dúvidas e também promover uma maior conscientização sobre a sustentabilidade nos eventos. “Quando trabalhamos uma norma, temos várias associações coligadas, e serão elas as responsáveis por difundir a importância da ISO 20121 em seus países, por meio de cursos, eventos e demais ações. Ao longo do processo elas irão apresentar exemplos de boas práticas, o que será imprescindível para a tomada de consciência dos organizadores de eventos. As olimpíadas Londres 2012 serão um grande exemplo de evento sustentável”, conclui Fiona Pelham.



Tecnologia para criar metrópoles mais verdes

http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203476804576615563580926364.html

OCTOBER 6, 2011, 7:50 P.M. ET

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Telhados ajardinados ajudam o edifício a manter a temperatura interna agradável, mas podem custar caro
Será que as grandes cidades conseguem virar uma parte da solução ambiental, em vez de parte do problema?
Não se trata de uma pergunta à-tôa. Espera-se que a população urbana do mundo dispare nos próximos 20 anos, de mais de 3 bilhões atualmente para mais de 5 bilhões. Se a atual taxa de urbanização for mantida, as cidades vão responder por quase três quartos da demanda de combustíveis, inclusive para geração de energia, até 2030. A maior parte desse aumento virá de países em rápido desenvolvimento, como China e Índia; só as cidades da China terão de prover água, habitação, transporte e outros serviços para 400 milhões de novos habitantes urbanos até 2030.
Assim, não dá para as cidades só ficarem um pouco mais verdes; é preciso que elas sejam repensadas do começo ao fim. O objetivo: ambientes residenciais compactos que exijam menos recursos e extraiam o máximo da terra, água e energia que usam.
"Vai ter de haver novas formas de combustíveis, novas maneiras de distribuir energia e novas formas de infraestrutura", diz Warren Karlenzig, presidente da consultoria Common Current, especializada em cidades sustentáveis. "Tudo isso vai ser necessário para que as cidades possam operar como operam hoje."
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Coleta de lixo seletiva pneumática
Não faz muito tempo que a ideia de usar "verde" e "cidade" na mesma sentença parecia absurda. Cidades eram consideradas uma mancha no ambiente: chiqueiros de energia que vomitam poluição, verdadeiros infernos ambientais. Mas em anos recentes, elas começaram a ser vistas como modelos de virtude verde. Moradores de centros urbanos tendem a usar mais transporte coletivo, andar mais e dirigir menos do que os de pequenas cidades. Morar em apartamentos geralmente implica em menor uso de energia por residência.
A partir dessas vantagens, planejadores e construtoras estão criando soluções inovadoras para atender, agora e no futuro, às necessidades de energia, água, transporte e saneamento de habitantes urbanos.
Alguns melhoramentos são bem fáceis, como a mudança para a iluminação econômica com luminárias do tipo LED em prédios e postes de rua, ou a criação de faixas para bicicletas em ruas e avenidas e o alargamento de calçadas para estimular alternativas ao transporte automobilístico. Outras são mais ambiciosas e exigem novas obras ou até mesmo uma vasta reforma da infraestrutura urbana.
Alguns dos projetos mais ambiciosos — e as maiores fontes de ideias inovadoras — são as dezenas de projetos de "eco-cidades" que estão sendo desenvolvidas ou desenhadas em pranchetas pelo mundo afora. Projetos como o Distrito Comercial Internacional Songdo, perto de Incheon, na Coreia do Sul, estão na vanguarda, testando as últimas novidades em tecnologias verdes.
Mas as iniciativas verdes não são encontradas somente em projetos de novas cidades. A americana Chicago, por exemplo, tem cerca de 350 projetos de telhados ajardinados cobrindo mais de 400 mil metros quadrados.
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Veículo de Transporte Pessoal Rápido
É claro que muitas dessas iniciativas podem sair caro, com um custo inicial elevado. Planejadores urbanos dizem que a economia com as contas menores de eletricidade e outras coisas podem mais do que compensar as despesas extras, mas o ponto de equilíbrio pode levar anos para chegar. Mesmo assim, as cidades — diferentemente do proprietário da casa própria que pensa em instalar painéis de energia solar no teto — podem adotar uma visão de longo prazo e fazer investimentos que só terão retorno em décadas.
Assim, como poderiam as cidades — velhas e novas — levar o verde a um novo patamar? Eis algumas maneiras:
Microturbinas Eólicas As enormes fazendas de vento que já são vistas em alguns cenários rurais não servem para as cidades, onde a vibração poderia chacoalhar as janelas e o barulho seria irritante.
Por isso os planejadores estão se voltando para microturbinas. Esses pequenos geradores ficam em cima de prédios comerciais ou residenciais e são projetados para aproveitarem as características típicas do vento nas grandes cidades — muita turbulência e mudanças frequentes e repentinas de direção.
Essas turbinas são geralmente pequenas, com poder de 1 a 3 quilowatts cada. Mas quando instaladas em série e combinadas com painéis de energia solar de alta eficiência, conseguem gerar uma grande parte da quantidade de eletricidade que um prédio necessita, especialmente quando a estrutura é equipada com um conjunto completo de recursos para economizar luz.
Um pequeno grupo de empresas fornece microssistemas eólicos pelo mundo, e os aparelhos, embora mais caros por quilowatt do que sistemas maiores, foram já instalados em vários lugares, entre os quais a sede administrativa da PepsiCo Inc. em Chicago.
Armazenamento Hídrico Bombeado/Micro-hidrelétricas As energias eólica e solar são notoriamente inconstantes, produzindo mais eletricidade do que é preciso em certos momentos e menos do que é desejado em outros. Uma cidade que quer contar com essas fontes intermitentes precisa descobrir uma maneira de acumular essa energia.
Uma técnica: o armazenamento hídrico bombeado. Quando a energia eólica ou solar é abundante, a eletricidade é usada para bombear água para um reservatório superior; mais tarde, quando a eletricidade é requerida, a água é liberada para descer, alimentando turbinas no processo. (Os lagos resultantes têm a vantagem adicional de ajudar no paisagismo dos espaços externos do prédio.)
Sistema de armazenagem hídrica de grande escala estão sendo cada vez mais usados para guardar energia, e muitas cidades isoladas dependem de micro-hidrelétricas para ter eletricidade.
Acrescentar uma instalação de armazenamento hidrelétrico não é tecnicamente difícil, mas é caro, especialmente em pequena escala, e a atual tecnologia geralmente exige uma grande "queda", ou mudança de elevação, para produzir eletricidade em quantidade — mas as empresas estão desenvolvendo turbinas hidráulicas de baixo fluxo que consigam operar em ambientes com menos inclinação.
Andar a pé e de bicicleta Ao reunir pessoas, empregos e serviços em alta concentração, as metrópoles têm o potencial de estimular o uso de transporte coletivo. Embora isso seja mais factível em centros urbanos do mundo desenvolvido, metrópoles não tão ricas também têm tentado ampliar suas alternativas de serviços de ônibus e outros transportes públicos.
Os planejadores de cidades "verdes" avançam ainda mais, projetando ruas de maneira que caminhar seja seguro, conveniente e interessante, com amplas calçadas, paisagismo e muitas faixas de pedestres, além de designar faixas exclusivas para bicicletas nas ruas, além de ciclovias dedicadas.
Songdo, na Coreia, com seus 607 hectares, foi projetada de modo que a maioria das lojas, parques e pontos de ônibus possa ser alcançada em uma caminhada de menos de 15 minutos. A cidade também tem uma rede de 24 quilômetros de ciclovias.
Algumas cidades também estão experimentando o PRT, sigla em inglês para Transporte Pessoal Rápido. São véiculos que trafegam por vias específicas e podem carregar até seis pessoas cada. Não há horários ou rotas fixas, cada passageiro escolhe aonde quer ir e um computador central guia o carro sem paradas intermediárias.
Coleta de Lixo Pneumática Até mesmo as cidades mais verdes produzem montanhas de lixo, o que cria dois problemas: coletar o lixo e eliminá-lo.
Do lado da coleta de resíduos, um sistema centralizado, utilizando uma rede subterrânea de tubos pneumáticos, pode substituir as frotas de caminhões que atrapalham o trânsito, estragam a pavimentação das ruas e queimam combustíveis fósseis.
Os tubos podem recolher o lixo tanto das casas como dos latões de lixo nas ruas e levá-lo a um centro de coleta e triagem. Embora alguns sistemas recolham apenas resíduos de alimentos, outros são planejados para tratar da coleta separada de papel e outros resíduos recicláveis.
Esses sistemas são utilizados atualmente em dezenas de cidades em todo o mundo; um sistema pneumático de coleta de lixo na Ilha Roosevelt, em Nova York, está em operação desde 1975.
Transformar lixo em recursos Alcançar desperdício zero é tão importante para as cidades como alcançar o carbono zero.
Isto significa não só incentivar os moradores a reciclar. As cidades também podem implantar tecnologias que aproveitam a energia e outros recursos valiosos enterrados no lixo.
Avançados digestores anaeróbicos processam o lixo orgânico e o lodo que sobra do tratamento de águas residuais para a produção de biogás, que pode ser queimado para gerar energia. Essa tecnologia, mais comum na Europa, está começando a ser implantada nos EUA para o tratamento do lixo urbano.
Gaseificadoras por arco de plasma de alta temperatura podem consumir quase todo o fluxo de resíduos, gerando um gás sintético que é queimado para produzir eletricidade. A escória que sobra pode ser usada em materiais de construção.
Em um novo sistema em estudos no projeto PlanIT Valley, uma cidade ecológica planejada para o norte de Portugal, as latas de alumínio são processadas com água e energia, produzindo óxido de alumínio e hidrogênio, que pode então ser usado para alimentar células a combustível.
Mas como o óxido de alumínio exige tremendas quantidades de energia para fabricar alumínio, pode ser mais viável economicamente apenas reciclar as embalagens de alumínio.
Telhados verdes Os telhados, que ocupam um quinto da superfície urbana, podem ser usados para instalar painéis solares ou turbinas eólicas; mas sem ser isso, são subutilizados.
Cobrir o alto dos edifícios com gramíneas, arbustos e outras plantas pode gerar uma série de benefícios.
Embora com frequência seja mais caro do que as coberturas tradicionais, o telhado verde proporciona isolamento e reduz as necessidades de aquecimento e resfriamento de um edifício.
Ele absorve a água da chuva, reduzindo a carga dos sistemas de drenagem de águas pluviais, e filtra o restante da água que escorre, podendo assim ser usado para muitas necessidades domésticas. Esse telhado também filtra muitos poluentes do ar.
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Cidades sustentáveis


Um artigo sobre cidades sustentáveis que não pode perder

Um artigo sobre cidades sustentáveis que não pode perder
O novo distrito de negócios de Songdo, na Coreia do Sul, foi desenhado de modo a que a maioria das lojas, parques e paragens de autocarro possam ser alcançadas por uma caminhada de menos de 15 minutos. E apesar de ser projectada, sobretudo, como cidade de negócios, Songdo terá uma rede de 24 quilómetros de ciclovias.
Localizada a 64 quilómetros de Seul, capital da Coreia, e com um custo global de €29,4 mil milhões (R$70 mil milhões), esta eco-cidade é um dos exemplos dados pelo Wall Street Journal de como o planeamento das novas cidades – ou a reabilitação das actuais – está a incorporar a sustentabilidade e as tecnologias verdes.
Numa altura em que se espera que a população urbana dispare, nos próximos 20 anos, dos actuais três mil milhões para os cinco mil milhões, saiba como estão os planeadores urbanos a desenhar para o futuro das cidades.
Leia este artigo do Wall Street Journal (que até fala de Portugal e está traduzido para português) e descubra como vai viver em 2030.
Veja também o projecto da nova capital sustentável da Guiné Equatorial, Djibloho, que foi desenhado pela Ideias do Futuro, uma empresa portuguesa. Aqui e aqui.

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15.11.2011

Cerca de 70% dos fumantes dos Estados Unidos dizem querer largar o vício

Relatório do CDC aponta ainda que 52,4% dos fumantes norte-americanos tentaram parar de fumar em 2010

Foto: Divulgação/Discount Cigarette
Segundo estudo, 48,3% dos fumantes que foram atendidos por um profissional de saúde nos EUA, no ano passado, receberam conselhos para deixar de fumar e 31,7% usaram aconselhamento e/ou medicamentos no período

Segundo estudo, 48,3% dos fumantes que foram atendidos por um profissional de saúde nos EUA, no ano passado, receberam conselhos para deixar de fumar e 31,7% usaram aconselhamento e/ou medicamentos no período
A maioria dos adultos fumantes que residem nos Estados Unidos deseja parar de fumar e mais da metade tentou largar o vício em 2010, segundo relatório do Centers for Disease Control and Prevention.
O estudo aponta que 68,8% dos adultos que fumam no país atualmente desejam parar de fumar e 52,4% dos adultos fumantes tentaram parar no ano passado. O relatório diz que 48,3% dos fumantes que procuraram um profissional de saúde no ano passado lembraram-se de ter recebido conselhos para deixar de fumar e 31,7% usaram aconselhamento e/ou medicamentos no período. O uso destes tratamentos eficazes pode chegar a duplicar ou até a triplicar as chances de parar de fumar.
"Mais de dois terços dos fumantes querem parar de fumar e mais da metade tentou parar no ano passado. Os fumantes que tentam parar com seu vício podem dobrar ou triplicar suas chances de sucesso ao obter aconselhamento, remédios, ou ambos. Outras medidas que aumentam a probabilidade de se parar de fumar incluem campanhas contundentes na mídia, políticas 100% livres de fumo, e preços mais elevados para o tabaco", disse o diretor do CDC, Thomas R. Frieden.
Segundo o relatório, tornar os locais de cuidados com a saúde, bem como todos os locais de trabalho e locais públicos livres de fumo oferece aos fumantes um incentivo adicional para ajudá-los a parar. O relatório também aponta que a indústria de cuidados de saúde pode aumentar o número de tentativas bem sucedidas ao oferecer uma cobertura de seguro ampla sem franquia ou co-pagamentos para os tratamentos e serviços para cessar o tabagismo.
O uso do tabaco continua a ser a principal causa evitável de morte e de doenças que incluem o câncer, a doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças pulmonares, nos Estados Unidos. O tabagismo e a exposição à fumaça do tabaco matam cerca de 443 mil americanos por ano. Para cada morte relacionada ao fumo, mais 20 pessoas vivem com uma doença relacionada ao tabagismo. O presidente Obama e sua administração estão empenhados em ajudar os adultos a parar e prevenir as crianças de iniciarem-se no uso do tabaco.