quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Curso gratuito em maio: "Quanta Energia!" no SESC Itaquera. Restam poucas vagas.

Curso "QUANTA ENERGIA!"  Também em maio, o 2º curso!




Em maio o Núcleo Integrado de Educação e Gestão Ambiental  -Programação - SESC Itaquera estará promovendo o curso  "Quanta Energia!".


Este curso é voltado para professores do Ensino Fundamental II e Médio com o intuito de capacitá-los a trabalhar o tema "Energia" com seus alunos de maneira bem ampla, trazendo reflexões sobre hábitos e impactos.

Serão apresentados experimentos, dinâmicas e outras formas de abordagem do tema , haverá um momento para auxiliar o educador na elaboração de projetos.




Local: SESC Itaquera (Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000)

Horário: das 10h às 17h.

Inscrições gratuitas: Central de atendimento (2523-9326 ou 2523-9309)



O "Quanta Energia!" é uma capacitação para educadores que discutirá o tema Energia fomentando a curiosidade, a investigação e a exploração de uma série de possibilidades teóricas e práticas de abordagem transversal deste tema. Tem por objetivo envolver professores e alunos na construção de uma nova cultura de relacionamento com o meio e auxiliar a elaboração de projetos.




Datas: 14, 21 e 28 de maio das 10h às 17h na Sala dos Benfeitores da Natureza - SESC Itaquera.



A participação é gratuita, e nós emitimos um certificado que é validado pela prefeitura de São Paulo.



Os interessados podem se inscrever através do meu e-mail ( caroline@itaquera.sescsp.org.br), enviando o nome completo, telefone, RG e endereço e e-mail.

Ou então podem fazer a pré-inscrição pelo site www.sescsp.org.br .



Maiores informações:

Caroline Almeida

Núcleo Integrado de Educação e Gestão Ambiental

Programação - SESC Itaquera

e-mail: caroline@itaquera.sescsp.org.br

( (11) 2523-9324; Fax (11) 2523-9306

+ Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Itaquera -SP Cep: 08265-045

Itália: Ponte abandonada recebe projecto de edifício sustentável

Itália: Ponte abandonada recebe projecto de edifício sustentável

 Publicado em 16 de February de 2011.



Autoria e fonte: http://www.greensavers.pt/2011/02/16/italia-ponte-abandonada-recebe-projecto-de-edificio-sustentavel/


Um projecto arquitectónico da dupla francesa Phillippe Rizzotti e da Off Architecture quer transformar uma ponte que será brevemente desactivada, em Reggio Calabria, Itália, num condomínio sustentável.



O projecto foi desenvolvido para um concurso internacional de ideias promovido pela própria província italiana, que desafiou os designers a reimaginar uma nova solução sustentável para a ponte.



De acordo com o Inhabitat, a proposta transforma a ponte num condomínio vertical, injectando uma comunidade sustentável numa zona rural e sem o respectivo impacto ambiental. “Um excelente design e a verticalidade das casas permite ter privacidade e uma grande vista”, explica o site.



O júri considerou a inovação, estética, impacto social, económico e ambiental da proposta e escolheu a proposta francesa, que arrecadou 20 mil euros pelo conceito.



Paralelamente, todo o projecto se auto-sustenta: um projecto de energia geotérmica e um gerador irão providenciar electricidade limpa e local, enquanto a água da chuva será recolhida em tanques e filtrada para suprir as necessidades domésticas, através de um sistema de distribuição centralizado e aquecido. Finalmente, também as águas cinzentas serão filtradas e reutilizadas.



O concurso Solar Park South tem como objectivo encontrar estratégias de design verde inovadoras, radicais na sua abordagem e ambientalmente correctas.



Veja mais fotos do projecto no site Inhabitat.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Força tarefa para parques sustentáveis...em Nova York

New York City’s “Greenest” Launches New Sustainable Parks Task Force

Volume XXV, Number 5349
Monday, Feb 14, 2011
The Daily Plant



New Yorkers are fond of superlatives. It’s commonly said that the Police Department is New York City’s “finest”, the Fire Department is New York’s “bravest,” and the Sanitation Department is the “strongest.” At the Parks Department, we are quickly earning our reputation as New York City’s “greenest.”



We have pushed high performance urban park design and construction to new heights with our publication of the High Performance Landscape Guidelines, created innovative management techniques for our natural resources, and are engaging in cutting-edge practices to reduce our fuel and energy consumption.



The ideas and inspiration for going green have come from thousands of employees across the agency, from park designers to maintenance and operations staff. This widespread enthusiasm and commitment to the environment has led to the creation of a new agency division called Sustainable Parks.



The Sustainable Parks Task Force was formed in 2010 to bring together employees across the New York City Parks Department to advance green initiatives related to 21st century park design and construction, innovative natural resource management, and the reduction of fuel, energy, and materials consumption. Through agency-wide education programs and the quarterly release of a sustainability plan, Sustainable Parks will reduce the agency’s carbon footprint and enhance the current and future livability of New York City.



What is sustainability? Sustainability can be defined in several ways. It includes a commitment to social, economic and environmental factors that help ensure long-term survival and a sustained quality of life. Most importantly, it means to think about the impact our actions have on the environment, on the economy and on future generations.



Many Parks employees from across the agency have already contributed to the Sustainable Parks Task Force. Several Parkies submitted names for the task force (the task force ultimately voted on Sustainable Parks as the winning name – Kudos to Vickie Karp and Susan Kornacki, co-creators of the name). Other Parkies have volunteered to take time out of their daily work routines to participate in one of the task force’s six working groups: metrics, training and education, capital, public recycling, leaf composting and communications. The working groups are open to all employees interested in getting involved. Sustainable Parks encourages all Parks employees to contact the working group co-chairs to join a group, offer green ideas, or find out more information. You can also e-mail any sustainability questions to sustainableparks@parks.nyc.gov.



Metrics Working Group:

Jackie Lu, Forestry and Horticulture

Mike Mintz, Management and Budget

Jun Lee, Operations and Management Planning

James Greenan, Information Technology

1) Develop indicators related to Water, Material resources, Fuel/Energy, and Green Partnerships to measure existing and new initiatives.



Training and Education Working Group:

Bonnie McGuire, Urban Park Rangers

Sara Levine, Personnel

Annette Ben-Habib, 5-Boro Technical Services

1) Develop and implement comprehensive sustainability training programs for all employees.

2) Identify the agency’s internal and external resources to develop training curriculums.

3) Identifying point people at facilities and in districts across the agency to support Sustainable Parks initiatives and provide education.



Public Recycling Working Group:

Julie Raskin, Management and Budget

Mahanth Joishy, Citywide Operations

Jill Weber, Rockaway Park Administrator

1) Expand public recycling to 200 sites by 2013.

2) Expand event recycling.

3) Incorporate recycling bins into Capital procurement.



Capital Working Group:

Nette Compton, Senior Project Manager

Jeremy Barrick, Capital Arborist

1) Document and compile sustainable specs and details.

2) Create sustainable design checklist.

3) Analyze Capital process to identify obstacles and solutions.



Leaf Composting Working Group:

Ronnit Bendavid-Val, Horticulture

1) Install an O2 composter in each borough, to produce approx. 300 cubic yards annually, which will provide the boroughs with an on-hand supply year-round.

2) Create a system for horticulture staff (Gardeners & Assistant Gardeners) to have ongoing communication to encourage and support their smaller on-site composting.



Communications Working Group:

David Barker, Sustainability Initiatives

Jesslyn Moser/Trish Bertuccio, Press Office

1) Promotion/Reminders/Guidance about going green through bulletins and competitions.

2) Launch Green Pledges campaign for all employees to commit to “one thing that’s green.”

3) Release first version of the Sustainable Parks plan by late spring/summer 2011.





QUOTATION FOR THE DAY



“When you have seen as much of life as I have,

you will not underestimate the power of obsessive love.”

Harry Potter and the Half-Blood Prince





Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade

Grupo cria Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade


Autor: Publicado por Marcos Pili Palácios
em 15 de fevereiro, 2011
Além de proporcionar a troca de conhecimento e capacitar pessoas, um dos primeiros projetos é fazer o levantamento de cargos e níveis salariais dos profissionais, em parceria com uma grande consultoria



Com o objetivo de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa, cidadania corporativa, investimento social privado, entre outras denominações, acaba de nascer a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

“A entidade vai levar sempre em conta a articulação intersetorial que promova a troca de experiências entre os profissionais, a contribuição na formação do profissional e a disseminação de conhecimento sobre a área, na área ou em áreas afins”, diz Marcus Nakagawa, consultor em educação para sustentabilidade e gestão para o terceiro setor que, com os inputs de seus colegas, idealizou da Associação.



Com base nessas premissas, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade tem como visão ser referência como um movimento de pessoas que influenciam decisivamente na promoção de condições justas, inclusivas e sustentáveis nas relações dos seres humanos com o meio em que estão inseridos, sempre baseados na ética, respeito, coerência, comprometimento e equilíbrio, complementa o grupo.



Hoje a Associação possui um grupo gestor de 20 pessoas que voluntariamente desenvolvem atividades compartilhadas. Dentro deste, há outros três Grupos de Trabalho. O Grupo de Trabalho de estruturação e planejamento organizacional facilitou a criação da missão, visão e objetivos da Associação. Este grupo também está trabalhando na estruturação funcional da organização.



O Grupo de Trabalho focado em Gestão do Conhecimento desenvolverá ações visando o compartilhamento e a produção de conhecimento entre os profissionais. O conhecimento será organizado, sistematizado e divulgado entre as pessoas. O evento de lançamento da Associação por meio do debate, por exemplo, já é uma iniciativa que visa compartilhar e estimular a troca e desenvolvimento de conhecimento que, mais adiante, deve ser disponibilizado para todos os associados. Outro projeto deste grupo é uma pesquisa salarial dos profissionais que será realizada em parceria com uma grande consultoria.



Já o Grupo de Trabalho de Comunicação visa à mobilização e o trabalho em redes dos associados. Hoje, a Associação tem um grupo no Linkedin, com o Título Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade






De acordo com os integrantes da Associação, o setor ainda não está bem estruturado. Os grupos organizacionais estão experimentando um momento intenso de mudanças que, dependendo da cultura, valoriza mais ou menos o profissional que atua em sustentabilidade. Hoje, muitas empresas que contratam executivos desta área têm dificuldades de nomenclatura e descrição de cargos e os valores dos salários são muito desiguais e sem base comparativa. Dessa forma, a Associação vem ao encontro dos interesses desses profissionais, que poderão fortalecer ainda mais o mercado em que atuam.



Para o lançamento, será promovido o debate Quem é o Profissional da Sustentabilidade?, que contará com a presença de Maria Luiza Pinto (Santander) e Martin Bernard (Panelli Motta Cabrera & Associados) e terá como mediadora a jornalista Ana Luiza Herzog, responsável pelo Guia Exame de Sustentabilidade. As vagas são limitadas.



Primeira creche sustentável de São Paulo

Primeira creche sustentável de São Paulo


Economia e aprendizado numa tacada só. Essa é a idéia da primeira creche sustentável de São Paulo.
Com uso de materiais reciclados, o novo espaço público busca ensinar às crianças que quem respeita o meio ambiente sempre sai ganhando... Inclusive no bolso!

Fonte: Jornal daTV Gazeta
Repórter: Sabrina Pires



http://www.youtube.com/watch?v=8SGU5zV9rtU




"Greenovate": inovação sustentável. As melhores ideias são verdes

As melhores ideias são verdes



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Fonte: http://www.amanha.com.br/home-internas/1486-as-melhores-ideias-sao-verdes

Autor: Pedro Pereira




A busca de produtos e serviços sustentáveis está se tornando um poderoso gatilho de inovação corporativa, avisa especialista

 


A sustentabilidade é a nova fronteira da inovação. Cada vez mais, as empresas encontrarão oportunidades no desenvolvimento de produtos e serviços que geram não só resultados financeiros, mas também benefícios sociais e ambientais. Essa foi a mensagem deixada pelo indo-americano Hitendra Patel, diretor do Center of Innovation, Excellence and Leadership (IXL Center), da Universidade de Cambridge, durante o evento de premiação das empresas que se destacaram no ranking “Campeãs de Inovação”, realizado na noite desta terça-feira, em Porto Alegre.



Durante a palestra “Greenovate”, Patel destacou que muitas companhias ao redor do mundo estão buscando oportunidades de inovação no atendimento de demandas relacionadas à sustentabilidade. Mas fez um alerta: “Vemos muitas empresas tentando parecer verdes, lançando campanhas onde dizem que estão reciclando, quando na verdade estão praticando greenwashing”, disse ele, referindo-se às empresas que lançam campanhas de marketing com grande alarde em torno de pequenos avanços ambientais. “Algumas delas querem diminuir seu lixo, mas não desenvolvem produtos perecíveis ou que possam ser reciclados. Há produtos que duram três ou seis meses”, apontou o pesquisador.



Segundo ele, as empresas estão se tornando globais em países como China e Índia. “No Brasil também. Mas, para se tornar global de fato, o Brasil terá de competir com empresas globais. É necessário jogar a Copa do Mundo, e não mais futebol em nível regional”, comparou. Patel também salientou que as ideias de nada adiantam se não derem o retorno que as empresas esperam. “Se você não gerar lucros, a empresa não vai aceitar sua ideia porque não estará ganhando dinheiro. Se o dinheiro não aparecer, o programa é cortado”, completou.



Patel fez questionamentos sobre hábitos comuns em qualquer país do mundo, como andar de carro e climatizar prédios. “Há lugares em que até sete pessoas utilizam o mesmo telefone celular. Em outros, várias casas usam a mesma tubulação”, relatou.



Patel afirma, ainda, que alcançar a inovação sustentável é um objetivo viável. Para demonstrar isso, cita o McDonald’s, que nos anos 90 aboliu o uso de isopor em suas embalagens, e o Carrefour, que determinou uma redução de 20% em todas as embalagens de seus produtos. A empresa de fast-food não comprometeu suas vendas e ainda pressionou concorrentes a tomarem medidas semelhantes. Já a rede de supermercados reduziu custos de transporte e otimizou o uso de suas prateleiras.





Após a palestra, as empresas mais inovadoras do sul do país foram agraciadas com o prêmio “Campeãs da Inovação”, desenvolvido pela Revista AMANHÃ em parceria com a consultoria Edusys.



Entre as 50 premiadas, dez se destacaram e ocuparam as primeiras posições no ranking:



1ª – Embraco (SC)

2ª – O Boticário (PR)

3ª – Intecnial (RS)

4ª – Semeato (RS)

5ª – Lactec (PR)

6ª – ALL (PR)

7ª – Altero (RS)

8ª – Grendene (RS)

9ª – Grupo Randon (RS)

10ª – Springer Carrier (RS)



O que une o Cairo, Davos e Dacar?

O que une o Cairo, Davos e Dacar?


Texto publicado em 15 de Fevereiro de 2011 - 16h40

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=40787

Por Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos





Não alcançaremos a sustentabilidade se olharmos apenas para as questões ambientais, sem nos preocuparmos com as dimensões política e social.



No cotidiano das empresas e do país, observa-se o risco de um olhar mais voltado para as questões ambientais. Chega-se muitas vezes a reduzir o conceito “sustentabilidade” a sinônimo de ações em favor do meio ambiente. Assim, é preciso reafirmar constantemente a certeza de que não alcançaremos a sustentabilidade de uma sociedade se não olharmos também para as dimensões política e social. O desafio que se coloca para governos, empresas e a sociedade civil é integrar e equilibrar ações nas áreas política, social e ambiental. Será um erro se houver a prevalência de uma dessas áreas sobre as demais.



Na verdade, as políticas de mitigação das mudanças climáticas devem estar integradas com a geração de emprego e com a redução da pobreza e da desigualdade social, evidenciando-se, ao mesmo tempo, a necessária participação política da sociedade, de maneira a aprimorar a democracia.



Por exemplo: de nada adiantaria o Egito tornar-se um modelo em ações ambientais quando abriga um regime autoritário e sem liberdade de expressão e mantém seus cidadãos numa condição social deplorável, com altas taxas de desemprego e elevado custo de vida, dificultando sua sobrevivência e a esperança de melhoria para as gerações futuras.



Por isso é importante que espaços de debate como Davos e Dacar, os quais têm por objetivo a construção de uma visão de futuro da sociedade, estejam cada vez mais atentos a essa abordagem integrada.



O encontro de Davos acabou no outro fim de semana (30/1). Lá, o foco esteve dirigido para as questões econômicas e, ao final, passou-se a mensagem de um certo alívio para 2011, graças à perspectiva de recuperação da economia americana e à pujança dos países emergentes. Caso não se incluam nesse cenário considerações de natureza social e ambiental, muitos governos e empresas poderão tomar decisões erradas, por desconsiderarem seus efeitos na sociedade.



Se quisermos limitar a análise a uma ótica puramente econômica, podemos afirmar que os problemas sociais e ambientais são responsáveis cada vez mais por demandar crescentes fatias do PIB dos países.



Qual é o custo gerado pelos problemas sociais que vive hoje o Egito? O aumento do petróleo, o impacto na economia de vários países, a redução do turismo e o intangível sofrimento das pessoas, que é o maior dos problemas.



Qual é o custo dos problemas ambientais para cada país? Há estudos que apontam para o investimento de recursos da ordem de 10% do PIB.



Qual é o custo da crise política gerada por uma ditadura? O ambiente de guerra civil que o Egito está vivendo hoje, por exemplo.



Qual é o custo de uma crise financeira? A de 2008 mudou a vida de muitos países e pessoas por causa das recessões que provocou. A economia mundial deixou de crescer por dois anos!



Davos acabou no outro fim de semana e, neste domingo (6/2), teve início seu contraponto: o Fórum Social Mundial (FSM), que ocorre em Dacar, no Senegal. O desafio ali é propor modelos de organização da sociedade que tenham como objetivo central o atendimento das necessidades humanas. A partir dessa premissa, o FSM tem levantado uma série de propostas para os governos, as empresas e a sociedade que podem contribuir para evitar alguns dos problemas que temos vivido. Vejamos algumas dessas propostas.



Na área financeira, retomou-se a ideia de se criar um imposto sobre transações financeiras globais, que ficou conhecido como Taxa Tobin. Além de possibilitar o estabelecimento de um grande fundo para soluções de problemas sociais, esse imposto permitiria um mapeamento da movimentação financeira mundial, o qual poderia ter evitado a especulação que deu origem à crise de 2008.



Na dimensão política, as ditaduras são sempre objeto de protestos e propostas de ações que induzam seu fim. Quanto à governança global, a idéia de um maior equilíbrio político entre os países ocupa sempre grande espaço da agenda do FSM. E na questão ambiental têm surgido assuntos instigantes, como a revolução azul (no mar), a revolução verde (na terra) e as novas formas de geração de energia.



O importante é podermos extrair desses fóruns, o de Davos e o de Dacar, o que de melhor eles oferecem. Precisamos estar abertos às suas provocações e tratar sem preconceitos as idéias que ali surgem. Elas podem servir como inspiração para que governos, empresas e a sociedade civil previnam e evitem problemas como os que temos vivenciado.







(Envolverde/Instituto Ethos)



Estudo do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada trata de geração de energia com sustentabilidade

Estudo do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
trata de geração de energia com sustentabilidade




Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011


Autoria e fonte: http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRVVONlUspFVTxmVhN2aKVVVB1TP


Comunicado mostra que cerca de metade da energia do país é proveniente de fontes poluentes


O Ipea divulgou na manhã desta terça-feira (15), o Comunicado do Ipea nº 77. Este é o primeiro de uma série dedicada ao meio ambiente, intitulada Sustentabilidade Ambiental no Brasil: biodiversidade, economia e bem-estar humano. O comunicado, com o tema Energia e Meio Ambiente, foi apresentado pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos, Antenor Lopes Filho e Albino Rodrigues.



Ao abrir o evento, Albino Rodrigues enfatizou o esforço do Ipea em se dedicar à pesquisas sobre o tema ambiental. “A sustentabilidade ambiental se mostra mais como uma oportunidade do que como uma restrição ao desenvolvimento”, disse o técnico. Quanto à pesquisa sobre energia e meio ambiente, Albino destaca sua importância para “ter subsídios para influir no debate que é inevitável e está nas mesas dos gestores”.



Em seguida, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa iniciou sua apresentação abordando o tema da oferta interna de energia do Brasil. Gesmar afirmou que a preocupação com o consumo sempre foi a prioridade dos governos, sendo a sustentabilidade ambiental uma preocupação que ganhou força nas últimas décadas.



“A melhor forma de se conciliar geração de energia e sustentabilidade ambiental é a gestão e a eficiência energética”, disse Gesmar. Por meio de gráficos, o técnico do Ipea demonstrou as diferentes fontes da oferta interna de energia, como petróleo, hidrelétricas e produtos da cana, entre outros. O petróleo e seus derivados respondem por cerca de 50% da oferta interna de energia no Brasil.



Os investimentos necessários em energia no Brasil para o período de 2010 a 2019 também foram apresentados. O estudo aponta que deve haver um investimento de cerca de 214 bilhões de reais em energia elétrica, cerca de 672 bilhões de reais em petróleo e gás e cerca de 66 bilhões de reais em energia proveniente de biocombustíveis líquidos.



“Como grande parte dos investimentos em energia no Brasil é feito com dinheiro público e a partir de empréstimos de bancos como o BNDES, espera-se que uma instituição como esta deva exigir que os investimentos estejam de acordo com uma maior eficiência energética e com a sustentabilidade ambiental”, concluiu Gesmar.



Energia eólica e solar



O técnico Antenor Lopes Filho apresentou, em seguida, a matriz energética brasileira, considerando as estruturas geradoras de energia em operação, em construção e a previsão da geração total futura.



Antenor destacou a energia eólica no Brasil como um tipo de geração que tem crescido muito no País. “Há dez anos, a energia eólica era uma coisa fora da realidade do País, era considerada muito cara e pouco eficiente. Porém, nos últimos anos, estamos vendo o surgimento de parques eólicos no Ceará e há projetos no Rio Grande do Sul e Bahia”, disse.



Em relação à energia solar, o técnico diz que seu uso é praticamente desprezível no Brasil. Porém Antenor destaca que é muito alto o custo ainda dessa tecnologia. “É curioso, mas no caso da energia solar, os custos sempre foram colocados como entraves à utilização dessa tecnologia, pois se pensava sempre no aspecto econômico”, afirma Antenor. Mas, o técnico do Ipea destaca que a exemplo da energia eólica, a tendência é que essa tecnologia seja mais utilizada no Brasil.



Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 77: Energia e meio ambiente no Brasil




Veja os gráficos da apresentação do Comunicado do Ipea nº 77




Próximos comunicados da série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano



17/2 – Biodiversidade (Brasília)



22/2 – Comércio internacional (Brasília)



23/2 – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL (Rio de Janeiro)



24/2 – Direito ambiental (São Paulo)







IPEA - EcoAgência


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Use água para recarregar seu celular com o PowerTrekk


Fonte: http://eco4planet.com/blog/2011/02/use-agua-para-recarregar-seu-celular-com-o-powertrekk/

Baterias de celulares acabam cada vez mais rápido. Andar sempre com o carregador (no carro, em casa, no trabalho) é uma alternativa que gasta ainda mais energia. Existem alternativas pra isso e agora acabamos de ganhar mais uma: o PowerTrekk.

Uma combinação de bateria com célula combustível e com funcionamento a base de água, isso é o PowerTrekk. Com uma colher de sopa de H2O, o carregador tira o hidrogênio da água e a utiliza em conjunto com o pacote de combustível “PowerPukk”, gerando a eletricidade necessária para carregar seus gadgets.


Ele ainda ainda gera dúvidas quanto ao que seriam esse combustível “Power Pukk” e se eles são recicláveis ou se viram lixo eletônico depois do uso. Também não foi informado a autonomia total da carga que cada célula oferece. Então ainda não podemos fazer comparações de relação custo/benefício com os carregadores convencionais.



O fabricante diz que o PowerTrekk será compatível com uma grande variedade de aparelhos celulares. O anúncio oficial do produto será feito durante o Mobile World Congress de Barcelona, que está acontecendo durante essa semana.



POWERTREKK from Strip Digital on Vimeo.



Generosidade, o valor fundamental para a sustentabilidade da Granja Viana, em Cotia - SP

"Generosidade, o valor fundamental para a sustentabilidade da Granja Viana"


Dom, 16 de Janeiro de 2011 12:39 .


Fonte: http://www.portalviva.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4012:generosidade-o-valor-fundamental-para-a-sustentabilidade-da-granja-viana-&catid=115:rogerio-ruschel&Itemid=277

Autor: Rogerio Ruschel




Já não restam dúvidas científicas de que o desenvolvimento sustentável é o único modelo capaz de evitar a degradação das condições de vida e finalmente a inevitável extinção de várias espécies de flora e fauna do planeta, entre as quais provavelmente a do Homo Sapiens - isto é, eu, você e nossos descendentes.



Temos que nos preocupar com isso, é claro, mas para salvar o planeta precisamos começar salvando o ambiente em que vivemos, o local onde habitamos. Então o que fazer? Quais são os valores necessários para termos uma Granja Viana Sustentável, que preserve não só o meio ambiente do bairro, mas também nossa herança afetiva - identificada por pesquisa do Rotary Clube Granja Viana em 2008 que tive a alegria de coordenar - e a qualidade de vida do granjeiro, que se auto-define como simples, amante do verde, “caipira”, educado, bom garfo e que aprecia os amigos?



Não tenho todas as respostas, mas suspeito de algumas. Para buscar a sustentabilidade uma comunidade deve adotar como padrão de comportamento ser ambientalmente correta, socialmente justa e econômicamente viável – o conhecido triple bottom line. Mas entendo que na construção de uma Granja Viana mais sustentável (ou menos “selvagem” como está se tornando), temos que acrescentar uma qualidade humana em risco de extinção chamada Generosidade – e que a Generosidade é o quarto elemento do triple bottom line.

Generosidade é a qualidade do que é generoso, pródigo, do que perdoa fácilmente, nobre, leal - a virtude de quem acrescenta algo ao próximo. Generosas são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir algo com mais pessoas porque isso as fará bem, tanto quanto aquelas pessoas que dividirão bens tangíveis ou intangíveis com outros, sem a necessidade de receber algo em troca. É o contrário da Ganância.



No conceito “socialmente justo” da sustentabilidade estão incluídos aspectos de fundamental importância como o combate à corrupção, a construção de valores humanistas, o respeito a direitos e deveres, a valorização da ética, a exclusão do analfabetismo, a redução das diferenças sociais, etc. Mas se quisermos ter uma Granja Viana Sustentável, teremos que incluir outros aspectos socialmente desejáveis que requerem o exercício da Generosidade, tais como a educação de não buzinar, a gentileza de ceder espaço, o respeito com os animais, pedir licença e agradecer, a nobreza de cuidar também do “verde” comunitário, a elegância de saber ser simples, a finesse de evitar o exibicionismo, o esforço para fazer e manter amigos, o compartilhamento de valores comunitários e outros. Porque estes aspectos de comportamento individual são os que, de fato, caracterizam os granjeiros.



No livro “Princípios de Filosofia” René Descartes apresenta a Generosidade como “uma despertadora do real valor do Eu”. É filosófico, claro, mas é simples: a Generosidade é uma qualidade de quem coloca os interesses de terceiros no mesmo plano dos seus interesses pessoais se isto for necessário para resolver um problema ou dilema que aflige a todos, a busca pelo entendimento. Não é exatamente disto que nossa Granja Viana Sustentável necessita?



Na constituição brasileira isto se chama “interesses difusos” - aqueles de interesse do conjunto da sociedade – e são inalienáveis. Ou seja: talvez até mesmo em respeito à Constituição, a Generosidade deveria ser preservada como um dos fundamentos da comunidade granjeira, e a Ganância deveria ser execrada porque ofende nosso direito coletivo “histórico’ e cultural de sermos simples, amantes do verde, “caipiras”, educados, bons garfos e apreciadores das amizades – nossa identidade comunitária.



Por isto a construção de uma Granja Viana Sustentável - ambientalmente correta, socialmente justa e econômicamente viável – requer o altruísmo individual da Generosidade como valor de interesse coletivo. Requer dos granjeiros compreenderem, receberem com paciência e “re-educarem” os novos moradores que chegam estressados de São Paulo, aos magotes imobiliários. Temos que invocar os valores que os pioneiros trouxeram no tempo das ruas sem asfalto e solidáriamente compartilhá-los com os recém-chegados – até porque se não o fizermos, poderá acontecer o contrário, vamos todos virar “paulistanos estressados”.



Então, todos aqueles que se consideram “granjeiros da gema” têm que dar o exemplo de nossos valores para os novos moradores nessa era da invasão imobiliária. Devemos mostrar o que é ser um “granjeiro” através de pequenas atitudes como continuar evitando “asfaltar” jardins mesmo que dê trabalho para varrer, participando de campanhas e movimentos de interesse comunitário mesmo sendo pessoas muito ocupadas, denunciando devastadores ambientais mesmo que sejam pessoas importantes, prestigiando o comércio local para que tenham preços e produtos cada vez mais competitivos, incentivando boas práticas mesmo que não sejam de pessoas conhecidas e, é claro, convidando novos moradores para um dedo de prosa e vinho.



Mais do que isso, poderíamos mostrar para eles nosso sentido de união comunitária, um gesto de altruismo generoso. Uma sugestão bem atual: porque não paramos de só reclamar do trânsito da Raposo Tavares (a qual ocupamos com uma pessoa em cada veículo) e tomamos uma atitude concreta para minimizar este problema, através de um programa “granjeiro” de carona seletiva? Será que não podemos fazer nada enquanto o “governo” não decidir nos abençoar com uma solução (“salvadora”?) de 2 bilhões de Reais com a construção de um monorail ou assemelhado? Aliás, o governador Alckmin acaba de anunciar investimentos em transporte na Região Metropolitana e nós ficamos de for a, de novo…



Teríamos forças para invocar nossos mais profundos valores de convivência amigável, romper a preguiça e a inércia e implantar um sistema de carona solidária? Será que precisaremos de uma lei que nos obrigue a ter bom senso? Será que os condomínios, que se justificam por prestar serviços para facilitar a vida dos moradores, não poderiam ter a generosidade inteligente de tomar esta iniciativa?



Pois é, estimado(a) leitor ou leitora. Se você ainda não percebeu a importância da Generosidade como parte da essência de uma vida sustentável na Granja Viana para a preservação dos valores que cultuamos, basta pensar no seu oposto, a Ganância, tomando conta de tudo por aqui. Com certeza você vai concordar comigo que a Generosidade realmente é uma das coisas que a Granja Viana Sustentável necessita, o quarto elemento do triple bottom line granjeiro.



Rogerio Ruschel



É granjeiro há 22 anos, rotariano, consultor em sustentabilidade socioambiental, um idealista feliz, talvez um sonhador. E quer continuar sendo.






 

Artigo: "Sustentabilidade, valor intangível", por Rogério Ruschel.


Qui, 27 de Janeiro de 2011 12:03 .


Fonte: http://www.portalviva.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4088:artigo-sustentabilidade-valor-intangivel&catid=115:rogerio-ruschel&Itemid=277



Frequentemente ouço empresários dizerem que a busca por sustentabilidade socioambiental por uma empresa atrapalha sua necessária busca por lucro; que meio ambiente atrapalha o desenvolvimento – a chamada “Síndrome do Bush”; que a sustentabilidade socioambiental de uma empresa é um valor intangível que não dá lucro.



Estão todos equivocados – e perdendo dinheiro, muito dinheiro.



Na verdade ainda existem pessoas que não dão valor a valores intangíveis. Para situá-los, lembraria o livro “The Business Case for Corporate Citizenship” (Arthur D. Little, 2002), que informa que em 1981 o valor das companhias relacionado a intangíveis era de 17%, e que este valor saltou para impressionantes 71% em 1998 - e deve ser ainda mais elevado neste princípio de Século XXI porque em muitas empresas a marca ou a sua cultura empresarial é seu maior patrimônio.



Intangivel é algo no qual não podemos tocar, como solidariedade, alegria e “o jeito de ser” de uma pessoa. Do ponto de vista da Cultura, a experiência acumulada de valores como esses, impressa no DNA de uma sociedade que constitui uma Nação, é um bem intangível. E isto vale dinheiro? Sim, até mesmo no Brasil: o Ministro Gilberto Gil propôs o tombamento de intangibilidades da cultura brasileira como bens sobre os quais será possivel aplicar legislação de incentivo fiscal, como uma obra de arte, um filme e a publicação de um livro, bens tangíveis, nos quais se pode tocar.

Credibilidade, confiança, honestidade e reputação também são valores intangíveis. Mas podem ser valorados? Sim: a preferência de uma pessoa – no papel de cidadão, eleitor ou consumidor - por uma proposta, um candidato ou empresa que demonstrem ou ofereçam estes valores é fácilmente tangibilizada em números. Alguns exemplos: os quase 100.000 sócios da Fundação SOS Mata Atlântica ou ainda a preferência pela compra de produtos mais caros de uma empresa “conhecida” significam valor econômico.



Ou seja: valores intangiveis podem se transformar fácilmente em vantagem competitiva para pessoas e para empresas e o mundo dos negócios oferece exemplos concretos – o mais conhecido é o preço que uma marca pode alcançar, mesmo quando todo mundo sabe que este valor não corresponde a ativos mensuráveis como um equipamento, um prédio ou um caminhão.

A lógica de mercado

Investidores já descobriram isto: ações de empresas com reputação de sustentabilidade socioambiental têm alcançado valorização superior em até 12% em relação às ações de empresas sem este valor intangível. Em 2011 o patrimônio dos fundos baseados no ISE da Bovespa atingiu R$ 910 bilhões. E se você quiser saber porque leia um artigo de Celso Bacarji na revista Razão Contábil de janeiro/2011 que também explica a “fila de espera” por empresas brasileiras que desejam participar do ISE.

Outro exemplo? O IFC – International Finance Corporation, braço financeiro do Banco Mundial, ofereceu autonomia ao antigo Banco Real/ABN-AMRO na análise de risco de empréstimos do produto Financiamento Socioambiental IFC a empresas. Certamente além de prestigio, esta exclusividade se transformou em um grande diferencial competitivo, reduzindo custos e permitindo agilidade.

Esta valorização significa também uma vantagem competitiva para as empresas, e um exemplo claro é que as taxas de financiamento dos grandes bancos – e até mesmo do estatal BNDES – têm índices menores para empresas com reputação (e prática) de sustentabilidade socioambiental.



Tudo isto está perfeitamente de acordo com a lógica do mercado, porque emprestar dinheiro para empresas que têm equipamentos modernos (com menor risco de acidentes e multas), funcionários motivados (com menos processos trabalhistas, menor custo de atração e manutenção de talentos) e programas de redução de consumo de energia e matéria-primas (que reduzem custos operacionais) é mais barato. E empresas sustentáveis têm menor probabilidade de apresentar passivos ocultos.



Investir na intangibilidade dos fornecedores também melhora a tangibilidade dos lucros: como a legislação prevê a co-responsabilidade em relação a problemas apresentados por produtos no mercado, empresas que investem ou incentivam a qualificação socioambiental de seus fornecedores ou clientes também têm vantagens fácilmente contabilizáveis. Isto é óbvio: ao diminuir o risco de meu “sócio na legislação” de oferecer um produto com problemas potenciais de saúde ou segurança, o meu risco também diminui. As montadoras de automóveis, frequentemente obrigadas a fazer recalls que o digam: só em 2010 foram trcadas peças em mais de 1,2 milhões de veiculos no Brasil.



Inovação e sustentabilidade



Outro valor que resulta da adoção de políticas de sustentabilidade socioambiental por uma empresa é a inovação. A inovação – que alguns consideram um valor intangivel - também é fácilmente tangibilizável e é frequentemente apontada como um dos fatores determinantes da competitividade no atual mundo globalizado. O sucesso de empresas que adotam a inovação como valor corporativo, como as badaladas GE e Apple, é considerado benchmark de mercado.



Mas fiquemos com um exemplo mais próximo e totalmente cartesiano: a Incubadora de Fundos Inovar, criada pela FINEP para estimular a criação de fundos de venture capital no Brasil já possuia R$ 600 milhões em 13 fundos, que juntos investiram em cerca de 50 empresas inovadoras, em 2010. E com que resultados? Em apenas 4 anos a FINEP recebeu mais de tres vezes o valor investido, com uma Taxa Interna de Retorno de 42,68% anuais.

E quando a inovação está “casada” com sustentabilidade socioambiental, o retorno pode ser otimizado. Esta potencialidade tem chamado a atenção de organizações como o Programa New Ventures Brasil, parceria do World Resources Institute com o GVces - Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas de São Paulo e de players de mercado, como o fundo Stratus VC III.



Valores intangiveis – alguns considerados até mesmo “filosóficos” - podem ser dimensionados por ferramentas como os Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial ou as Diretrizes para Relatórios de Sustentabilidade GRI, da Global Reporting Initiative, e medidos por pesquisas de perfil econômico ou metodologias mais complexas.



A pesquisa “Responsabilidade social das empresas – percepção do consumidor brasileiro”, realizada pelos Institutos e Ethos, é um exemplo de medição. O Balanced Score Card é outro método. Idealizado por Robert S. Kaplan, da Harvard Business Review em 1996, o BSC se propõe a medir valor nas organizações, estabelecendo uma métrica tangibilizável. É complexo por natureza e exige alta qualificação de aplicadores e disciplina da organização.



O valor da sustentabilidade



Valores intangíveis derivados da busca pela sustentabilidade elevam a lucratividade de uma empresa no longo prazo. Algumas pessoas ainda não acreditam nisso, mas superado o período de investimento nos “intangíveis filosóficos” da sustentabilidade, o lucro é líquido e certo.



A mais completa pesquisa sobre tangibilização de valores intangiveis da sustentabilidade que conheço foi realizada por Bob Willard, ex-vice-presidente da IBM canadense e diretor da The Natural Step naquele país. Publicada no livro “The Sustainability Advantage”, de 2002 e apresentada no Brasil em março de 2005 no seminário “Global Mindchange Forum”, faz uma mensuração dos benefícios de uma empresa ao adotar os principios de sustentabilidade socioambiental: um aumento potencial do lucro de 38% e um pontencial benefício de aumento de produtividade de 8%.



Com a ajuda de profissionais cartesianos das maiores empresas canadenses, Willard contabilizou benefícios em 7 grupos:



redução dos custos de produção (como energia, água, matérias-primas)

redução das despesas na administração (como energia e materiais de consumo)

aumento no rendimento (que pode levar a empresa a diminuir a margem e aumentar o share)

redução de riscos (que proporciona menores taxas de financiamento e leasing)

redução do aumento dos custos (desacelera espirais de aumento ao inserir fornecedores no processo)

redução dos custos de atrito (como multas por infrações ambientais, processos trabalhistas, TACs – Termos de Ajuste de Conduta – e no Brasil, custos para subornar fiscais…)

e aumento na produtividade dos empregados (baseado em menores custos de captação, manutenção e treinamento e em maiores facilidades em atrair talentos, entre outros). (O livro de Bob Willard não está disponivel em portugues, mas pode ser conhecido no site www.sustainabilityadvantage.com).



Se uma empresa, ao adotar valores intangíveis de sustentabilidade socioambiental tem potencial para aumentar seu valor de mercado em até 12%, o lucro em até 38% e a produtividade em até 8%, parece claro que valores intangíveis podem realmente ser o bem mais valioso desta empresa.



Mas o potencial é maior ainda. Se você quiser saber o quanto, leia a reportagem de capa da edição 7 da revista eletrônica “Business do Bem” que apresenta 30 benefícios de uma empresa que adota os valores socioambientais – o link é http://www.ruscheleassociados.com.br/revista/interface.html.



Rogerio Ruschel

Autor e/ou editor de 16 livros e estudos sobre o tema, Presidente da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e jornalista especializado.

Email: rogerio@ruscheleassociados.com.br




BIODIVERSIDADE NOS PARQUES URBANOS DE SÃO PAULO

Parques de São Paulo têm lacraias, tarântulas e moluscos raros



11/02/2011 - 09h34


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/874064-parques-de-sao-paulo-tem-lacraias-tarantulas-e-moluscos-raros.shtml



Autoria: CRISTINA MORENO DE CASTRO

DE SÃO PAULO



No parque que você frequenta pode haver um molusco de 15 cm envolto numa concha marrom, raro em São Paulo e ameaçado de extinção, conhecido popularmente como saboneteira.



Também podem ser encontradas lagartas-de-fogo, tarântulas, mamangavas, marias-fedidas, escorpiões-marrons, aruás e lacraias.



Todos esses invertebrados sempre existiram em São Paulo, mas ainda não tinham sido catalogados. Desde anteontem, entraram no inventário da fauna da cidade, que agora tem 761 espécies.



"Estamos sempre colhendo novas amostras, é um trabalho de formiguinha", afirma Vilma Geraldi, diretora da Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre (da prefeitura).



Por falar em formigas, seis novas espécies delas foram encontradas nos parques municipais da cidade: saúvas, quenquéns, lava-pés, formigas-loucas, carpinteiras e legionárias.



Cada uma com características próprias --as legionárias, por exemplo, são nômades, nunca se fixam em uma só colônia.



Foram registradas 43 espécies de artrópodes, entre vespas, lagartas, mosquitos, pernilongos e besouros. Também foram acrescentadas à lista 18 novas espécies de moluscos, como caramujos terrestres e aquáticos e a saboneteira.



"Antigamente a saboneteira era encontrada com frequência em rios e lagos, mas fico surpreso que tenham encontrado em São Paulo, porque ela é muito afetada pela poluição", diz Flávio Passos, professor da Unicamp especialista em moluscos.



Editoria de Arte/Folhapress







Pomáceas e desova. Não são apenas alimentos das aves, corrigem o pH da água para neutro (7).






AJUDA À SAÚDE



O inventário pode ser útil para intervenções das equipes de saúde, segundo a bióloga Elisabeth Gonçalves.



O mapeamento registrou, por exemplo, a existência de Aedes aegypti (mosquito da dengue) em cinco parques: Ibirapuera, Aclimação, Rodrigo de Gásperi, Luís Carlos Prestes e Trianon. "O que não significa que estejam infectados com o vírus", ressalva.



Também foram encontrados caramujos transmissores da esquistossomose no parque da Luz, no Shangrilá e no viveiro do Ibirapuera.



Para André Freitas, professor do Departamento de Biologia Animal da Unicamp, o levantamento ainda é um primeiro passo, mas, no futuro, se for feito de forma contínua, será possível usá-lo para medir a saúde da cidade.



"Quanto maior a biodiversidade, maior a qualidade de vida das pessoas", diz.



O último inventário, com 700 espécies, foi divulgado em maio do ano passado. Tinha até onça-parda e um raríssimo muriqui-do-sul.


Ecoturismo lança edital para capacitar gestores e funcionários dos Parques Estaduais


Ecoturismo lança edital para capacitar gestores e funcionários dos Parques Estaduais



14/02/2011 - 17:18






O objetivo é incentivar que as atividades voltadas ao turismo de aventura busquem a padronização segundo as normas da ABNT



A Secretaria do Meio Ambiente, por meio do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Mata Atlântica, lança edital para contratação de serviço especializado na capacitação dos gestores dos parques estaduais e dos funcionários envolvidos com a gestão de visitação nas UC´s - Unidades de Conservação.



Segundo a gerente de Ecoturismo, Anna Carolina Lobo, o objetivo é capacitar e qualificar os funcionários com as normas e critérios da ABNT para turismo de aventura. “É uma iniciativa nossa e inovadora, queremos incentivar que as atividades voltadas ao turismo de aventura busquem a padronização em segurança e qualidade dos serviços segundo as normas brasileiras desenvolvidas pela ABNT, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura - ABETA” afirmou Anna Carolina.



Os investimentos do Projeto de Ecoturismo devem potencializar a atratividade dos parques e promover a qualidade da experiência dos visitantes. Por esse motivo, os investimentos totais incluirão não apenas equipamentos para a prática de atividades (trilhas, mirantes, centros de visitantes, etc.), mas, também, a melhoria e/ou ampliação de meios de hospedagem e comercialização de alimentos e bebidas, artesanatos e outros serviços turísticos que poderão ser concessionados ao setor privado.



A iniciativa fortalece a gestão pública, incluindo uma nova política para a visitação nos parques focada nas diretrizes básicas para a implementação do ecoturismo e turismo de aventura, contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.



O edital está disponível no site do projeto Ecoturismo na Mata Atlântica





Os cem parques ou os sem-parque?

Os cem parques ou os sem-parque?


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Fonte: http://conversasustentavel.blogspot.com/2011/02/os-cem-parques-ou-os-sem-parque.html


Autor: Carlos Bocuhy - O Estado de S.Paulo

A criação de parques e áreas verdes para São Paulo é imprescindível. Mas há questões de essência a serem respeitadas. Os parques devem integrar uma política ambiental para a sustentabilidade da cidade, com a proteção de fundos de vale, aumento das áreas de drenagem, atenuação das ilhas de calor, melhoria da qualidade do ar, proteção dos corpos d"água, manutenção da biodiversidade, criação de espaços e equipamentos públicos de qualidade e estímulo ao espírito comunitário.



Ná lógica da qualidade ambiental, há alguns requisitos. Um exemplo é a recuperação de córregos, que não devem ser tamponados. Também não se pode admitir a construção de parques à custa do aterramento ou assoreamento de reservatórios. Não haverá sustentabilidade nenhuma se isso ocorrer. Haverá sim mais impactos ambientais, o que é, no mínimo, uma contradição.

Além disso, parques planejados para a periferia devem ter os mesmos critérios aplicados, por exemplo, ao do Ibirapuera, sob pena de discriminação das comunidades menos abastadas. É imprescindível que tais espaços de convivência sejam um exemplo educativo de respeito ao meio ambiente. São espaços culturais, mais naturais, que têm como função sensibilizar e motivar a mudança de comportamento da comunidade. Construir esses espaços de forma eficiente e com respeito ao meio ambiente será a melhor contribuição educativa a ser dada pelo setor público.

Parques são indicadores da política de meio ambiente e da qualidade da gestão ambiental. Sem a participação da comunidade no planejamento e implementação, não há exigência social - nem condições para promover sustentabilidade. Aí incorreremos em conhecidos riscos da administração ineficiente: imediatismo, "mandracaria" das maquetes inauguradas e, no final, apenas o "faz de conta" característico do marketing verde.

INTEGRANTE DO CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Britânico cria bicicleta mais sustentável e resistente

Britânico cria bicicleta mais sustentável e resistente


Postado em 14/02/2011 ás 10h53




VIA - a bicicleta urbana possui um dínamo que gera energia para alimentar três luzes e oferecer uma viagem segura. (Imagem:Divulgação)

O designer britânico James Bourne aproveitou um meio de transporte ecologicamente correto para deixá-lo ainda mais sustentável. A bicicleta conceito, criada por ele, possui um quadro grande e uma roda dianteira feita principalmente de polipropileno reciclável.



Apelidada de "VIA", a bicicleta urbana possui forte estrutura interna, enquanto a estrutura externa garante um acabamento de qualidade à armação. O alumínio é utilizado para reforçar os componentes mais finos, tais como roda traseira, selim e guidão. Em boa parte da estrutura a bicicleta usa o plástico para eliminar a ferrugem.



A bicicleta possui lâmpadas de três cores espalhadas por sua estrutura para proporcionar maior seguranças ao ciclista. Na parte da frente a luz é azul; na traseira, vermelha e nos pedais em amarelo. A melhor parte dessa iluminação é o fato de que as lâmpadas são alimentadas pela energia fornecida por um dínamo embutido nas rodas traseiras. Acima delas, há um sensor para detectar as condições de luz ao redor, portanto, as lâmpadas acendem automaticamente quando está escuro. O quadro da bicicleta, feito em grandes dimensões, e as rodas da frente, são feitos em propileno reciclável que fornecem durabilidade à bike.



O formato da bicicleta criada por Bourne foi pensado de maneira a acomodar mais de um piloto com facilidade. Ela muda de marcha automaticamente para garantir uma viagem confortável. O cuidado com cada detalhe é perceptível, tanto que o criador colocou os cabos de freio da frente por dentro do quadro e o de trás por dentro do rolamento. A bike VIA apresenta também uma série de acessórios, incluindo cadeiras de bebê e anexos reboque, para tornar o passeio para simples.



Redação CicloVivo



Relatório Estádios Solares Opção Sustentável para a Copa 2014 no Brasil

Relatório Estádios Solares Opção Sustentável para a Copa 2014 no Brasil

14 de fevereiro de 2011


Fontes: http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/02/estadios-solares-o-brasil-entra-no-jogo/9391

http://www.matrizlimpa.com.br/index.php/2011/02/relatorio-estadios-solares-opcao-sustentavel-para-copa-2014-brasil/2396

O relatório, elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto para o Desenvolvimento das Energias Alternativas na América Latina (Ideal), reúne informações atualizadas em relação ao projeto Estádios Solares, fornecendo estimativas de potência instalada e de custos de instalação de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFCR) integrados à arquitetura da cobertura dos estádios da Copa 2014 e do Estádio de Pituaçu (Salvador-BA). O Estádio de Pituaçu foi incluído porque o projeto para instalação de um SFCR em sua cobertura já foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e já conta com orçamento garantido por parte da COELBA. O objetivo é fundamentar a defesa do projeto Estádios Solares junto aos tomadores de decisão do Brasil e de outros países.




Veja mais no site Relatório Estádios Solares Opção Sustentável para a Copa 2014 no Brasil
Matriz Limpa