sábado, 8 de novembro de 2014

Parques serão prioridades de secretário


Saraiva diz que há projetos para criação de mais parques / Foto: Edson Martins


Vinte e três dias após assumir a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, o engenheiro ambiental André Saraiva, de 40 anos, concedeu entrevista coletiva, na manhã de ontem (5), no prédio onde funciona a Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, na Avenida João XXIII, no Socorro. Durante a conversa com a Imprensa, falou sobre seus planos de governo. Saraiva, que ocupava o cargo de diretor municipal de Licenciamento Ambiental, na época em que Romildo Campello era o secretário da Pasta, disse que pretende dar continuidade às ações que já vinham sendo elaboradas na anterior gestão. Prometeu, contudo, aperfeiçoar e melhorar o que for necessário, tendo como foco os parques da Cidade. Dentre os seus projetos está a criação de uma oficina para confecção de mobiliários urbanos feitos a partir de troncos de árvores caídas ou cortadas e até com material reciclável. Saraiva comentou ainda sobre os programas de melhorias nos parques da Cidade, como o Centenário, em César de Souza, que vai ganhar uma nova entrada, e Leon Feffer, em Braz Cubas, já visando a chegada do próximo verão, em que o público aumenta. Formado pela Universidade Braz Cubas (UBC) e especialista em Gestão de Recursos Hídricos e Manejo de Bacias Hidrográficas, o novo secretário não deixou de falar sobre a pior estiagem da história do Estado de São Paulo. Confira na entrevista a seguir:
(Maria Salas)
O que está previsto para o Parque Centenário?
A gente não pode fechar para fazer grandes reformas, pois estaremos tirando a opção de lazer. Hoje temos uma equipe especializada para a manutenção dos parques, que fica na nossa Secretaria, capaz de identificar e melhorar todos os problemas de verões passados, como brinquedos quebrados e até pequenos alagamentos. A proposta é minimizá-los na próxima temporada. Em dias de muito movimento, o Centenário recebe de três a quatro mil pessoas, por final de semana. E o número tende a aumentar em feriados e datas comemorativas, como o Dia das Crianças. Já o Leon Feffer, recebe de 2 a 3 mil pessoas, também de acordo com o fim de semana. 

O estacionamento será ampliado?
Os frequentadores podem utilizar gratuitamente o estacionamento da casa noturna Vacaloca, que nos cedeu o espaço. Mas isso será até que a Prefeitura providencie um estacionamento próprio. Vamos trabalhar com duas alternativas, uma de frente para o Centenário, na área da Petrobrás, com a abertura de 400 vagas, e outra para a Rua Adolfo Lutz, em César de Souza, onde o parque termina. Essa via vai ganhar uma nova portaria ainda neste ano. Hoje, o Centenário possui 250 vagas. Acredito que até daqui a dois meses tudo esteja resolvido para ocupar a área da Petrobrás. 

Há projetos para a criação de mais parques?
Sim. Estamos definindo a área, mas provavelmente vai ser na área urbana, ou seja, há a possibilidade que seja o Parque da Cidade, no Alto do Ipiranga, cujo projeto ainda está em fase de desenvolvimento. Não há uma data precisa para que a Cidade ganhe esse novo parque, pois depende de orçamento e projeto, mas a intenção é que até o final de 2015 ou 2016 o prefeito [Marco Bertaiolli (PSD)] entregue essa nova opção de lazer, o que viria a ser o quarto parque da Cidade.  

E o Parque Municipal?
Vamos dinamizar e facilitar ainda mais o acesso à população, sempre com visitas monitoradas, ao Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello - Chiquinho Veríssimo, na Serra do Itapeti. A Universidade Livre do Meio Ambiente (UniLivre), que está localizada lá, deve passar a oferecer suas aulas na recém-inaugurada Escola de Governo, que tem uma superestrutura para o ensino. Com isso, o parque ficará voltado às pesquisas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Parques nasceram para preservar a beleza

05/11/2014 21h50 - ECOTURISMO
Parques nasceram para preservar a beleza
http://www.jj.com.br/internas/jotinha/noticias-324-parques-nasceram-para-preservar-a-beleza--
As famosas cataratas ficam no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná














Você já ouviu falar dos Parques Nacionais? O Brasil tem uma porção deles: o de Itatiaia, de Fernando de Noronha, do Iguaçu... Parques Nacionais são áreas de proteção ambiental, criados para preservar a natureza. A ideia é bem legal: cuida-se de um cenário natural para que muitas gerações possam curtir toda essa beleza.

Pioneiros

O primeiro de que se tem notícia nasceu nos Estados Unidos: o Parque Nacional Yellowstone, em 1872 (um ‘senhor’ de 140 anos!). No Brasil, o pioneiro foi o Parque Nacional de Itatiaia, no Rio de Janeiro, criado em 1937 (há 75 anos, portanto). Logo depois, em 1939, foi o do Iguaçu, no Paraná. De lá para cá já foram criados muitos outros, e o Brasil conta hoje com 65 parques nacionais.

Mar e terra

Existem áreas marinhas protegidas, como o Parque Nacional de Fernando de Noronha, com suas 21 ilhas, no litoral de Pernambuco, a 545 km da costa. Ou o de Abrolhos, no litoral baiano, 70 km mar adentro. Abrolhos é um imenso berçário de espécies, como fragatas (aves marinhas) tartarugas e baleias jubartes.

Visitação

O ditado diz que para conservar é preciso conhecer. Os parques foram feitos para a visitação, para que as pessoas conheçam a beleza e diversidade da natureza do país e queiram cuidar dela, para que não seja destruída.

Porcolinos

Mas a visitação pode também trazer problemas. Muita gente não se toca de que natureza não rima com lixo nem com sujeira ou destruição. Tem visitante que deixa rastro de imundícies por onde passa: latinhas, sacolas plásticas, embalagens em geral... Tem também os que esmagam, quebram, depredam... E ainda tem a turma dos que não se contentam em tirar só fotografias do local: querem também tirar pedras, galhos, mudas, bichos...

Pra essa turma de destruidores é bom lembrar o princípio dos espeleólogos (o pessoal que estuda cavernas): “de uma caverna nada se deixa, a ser pegadas; nada se tira, a não ser fotos; nada se leva, a não ser lembranças”.

Livro

Para falar dessas belezas naturais, dois amigos resolveram criar um livro com desenhos e informações a respeito de 12 dessas áreas. Labirintos – Parques Nacionais. Escrito por Nurit Bensusan e ilustrado por Eloar Guazzelli, o livro da editora Peirópolis trata desses cenários, informando seu tamanho, ano de criação e os principais atrativos. O da Capivara, por exemplo, no Piauí, preserva inscrições rupestres nos paredões rochosos deixadas por humanos que teriam vivido ali há 50 mil anos. Isso é antigo demais, não? Lembre-se de que os portugueses ‘só’ chegaram ao Brasil há 512 anos...

Além de beleza, os parques nacionais também têm muita história.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Carreiras de arquiteto e engenheiro podem ser consideradas de Estado










Inclusão de engenheiro, arquiteto e agrônomo nas carreiras de Estado pode ir a sanção


Iara Guimarães Altafin | 05/11/2014, 16h18 - ATUALIZADO EM 05/11/2014, 16h34
  


Engenheiros, arquitetos e agrônomos que ocupam cargos efetivos no serviço público poderão ter suas carreiras reconhecidas como essenciais e exclusivas de Estado. É o que determina projeto da Câmara aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto recebeu oito votos a favor e seis contrários, e poderá ir a sanção presidencial se não for apresentado recurso para votação em Plenário.
O projeto (PLC 13/2013) é de autoria do deputado José Chaves (PTB-PE) e contou com o apoio do relator na CCJ, senador Romero Jucá (PMDB-RR). As carreiras típicas de Estado foram previstas na Emenda Constitucional 19, de1998, que promoveu a reforma administrativa no serviço público.
A classificação se restringiu a servidores das áreas jurídica, de auditoria e de gestão governamental. O PLC 13/2013 altera a norma que regula as profissões de engenheiro, arquiteto e agrônomo (Lei 5.194/1966) para também enquadrá-las como essenciais e exclusivas de Estado.
Em defesa do projeto, Romero Jucá argumentou que as atividades realizadas por esses profissionais em órgãos públicos, cujo ingresso se deu por concurso, são essenciais para o desenvolvimento do país e devem ser reconhecidas como essenciais.
– O atesto de uma obra pública não pode ser feito por outra pessoa a não ser por um engenheiro definido para isso. O que se está se reforçando aqui é o papel funcional, profissional de servidores que são extremamente importantes, mas que não têm o devido reconhecimento – disse Jucá.
Mesmo anunciando voto favorável, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) sugeriu que médicos servidores públicos também tenham suas carreiras classificadas como exclusivas de Estado. Como esclarecimento, Vital do Rêgo (PMDB-PB) informou que deverá ser votada ainda neste mês em Plenário a PEC 46/2013, que cria a Carreira Nacional de Médicos de Estado.

Críticas

Na avaliação do senador Pedro Taques (PDT-MT), o projeto fere o Pacto Federativo, uma vez que, ao qualificar uma função como exclusiva do Estado, tem repercussão não apenas na esfera federal, mas também na municipal e estadual.
Assim como Taques, o senador Humberto Costa (PT-PE) reconheceu a importância do trabalho realizado por engenheiros, arquitetos e agrônomos, mas disse não concordar que sejam carreiras exclusivas de Estado e apontou inconstitucionalidades da proposta.
– São profissões tipicamente concorrentes entre o setor privado e o Estado. Esse tipo de matéria, quando chega na Presidência da República, todo mundo fica com raiva, mas é flagrante a inconstitucionalidade – disse, ao prever o veto presidencial ao texto.
Ricardo Ferraço (PMDB-ES) concordou que não são atividades que só podem ser realizadas pelo Estado e disse que seu voto contrário à matéria não dizia respeito à relevância da atividade profissional exercida pelos engenheiros, arquitetos e agrônomos.
– Não estamos julgando o mérito, mas o marco constitucional dessa iniciativa – afirmou Ferraço.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)











5/11/2014
Foto: Tiago Orihuela - ACS Romero Jucá
Engenheiros e Arquitetos conseguem vitória no Senado com aprovação de relatório de Romero Jucá na CCJ
 Brasília - A carreira de funcionários públicos engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos serão exclusivas e essenciais de Estado, de acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLC) 13 de 2013 aprovado por 8 votos a 6 pelos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). "Os engenheiros e arquitetos são muito importantes para o País, que precisa de infraestrutura e logística, de ampliar seu crescimento, ter nestas carreiras técnicas uma base importante. Aprovamos e reconhecemos estas carreiras dentro do setor público, que será considerada típica de Estado. Portanto é um fortalecimento do papel dentro do setor público, o que tem impacto imediato nas condições de trabalho", explicou o senador Romero Jucá, relator da matéria na CCJ.
Aos senadores que votaram contra o projeto na Comissão, como o senador Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá deixou claro que a matéria não impõe qualquer tipo de despesa à União, estados e municípios, pois, quando houver, estas despesas terão que ser feitas por meio de leis específicas pelos respectivos entes federativos. "O projeto não é inconstitucional, o projeto é uma sinalização política e técnica que não infringe em acréscimo de salário. Os servidores concursados dessas áreas já estão atuando, mas precisam ter o papel reforçado e valorizado como ocorre com outras carreiras no serviço público".




Jucá explicou que, na prática, o projeto quer dizer que os engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos que são servidores de carreira terão tratamento como carreira de Estado, ou seja, terão prioridade nas discussões das suas atividades e nas condições de trabalho.
O senador não acredita que o projeto será vetado pela presidenta Dilma Rousseff, como insinuou o senador petista Humberto Costa, "até porque não há, como já disse, aumento de despesas para qualquer ente federado, mas, se houver veto, vamos trabalhar intensamente para derrotá-lo", garantiu Jucá. 
A matéria segue agora para sanção.  

Carreiras de arquiteto e engenheiro podem ser consideradas de Estado

05/11/2014, 13h53 - ATUALIZADO EM 05/11/2014, 18h26

  



A proposta aprovada nesta quarta-feira (5) na Comissão de Constituição e Justiça considera as carreiras de arquiteto, engenheiro e engenheiro agrônomo que trabalham para o poder público como essenciais e exclusivas de Estado (PLC 13/2013). As carreiras típicas incluem profissionais como diplomatas, juízes, policiais, militares e auditores. O relator da matéria na CCJ, senador Romero Jucá (PMDB-RR), diz que o objetivo da proposta é valorizar as categorias. Se não houver recurso para votação em Plenário, a proposta seguirá para sanção da presidente da República. Outras informações com o repórter George Cardim, da Rádio Senado.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Em breve, um projeto específico para engenheiros e arquitetos da PMSP!




http://youtu.be/HG4s89ci-Ks



Em 04/11/2014, no Colégio de Líderes, o presidente da Câmara Municipal, vereador José Américo anunciou que ele e o vereador Arselino Tatto conversaram hoje com o próprio Prefeito, que acha que o diálogo tem que se desenvolver, isso em relação aos com arquitetos e engenheiros, que é uma coisa já aceita. E o governo no momento oportuno irá se manifestar dizendo que se compromete a mandar o projeto específico para eles, mais ou menos que eles solicitaram..tratar no conjunto mais geral, completo. Então, já existe isso já bem avançado.Nós vamos bater o martelo nos próximos dias. O José Américo mencionou engenheiros e arquitetos 4(quatro) vezes durante a sua fala!




Quem diria que tudo começou no dia 18/03/2014:

"Rolezinho" dos delegados sindicais do SEESP e SASP na Câmara Municipal de São Paulo foi um sucesso!


http://parquessustentaveis.blogspot.com.br/2014/03/rolezinho-dos-delegados-sindicais-do.html




Próximas mobilizações dos camisetas pretas:


PRECISAMOS CONSERVAR O QUE É NOSSO!

Juntos somos muito mais fortes!

O governo e a Câmara Municipal reconhecem esta tenacidade, mas não podemos vacilar!

NÃO AO SUBSÍDIO!



A) COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Data: 5/11/2014
Hora: 13:00h  Mobilização às 12h no SEESP
Local: Plenário 1º de Maio - 1º andar
Endereco: Viaduto Jacareí, nº 100 - Bela Vista - CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO- PALACIO ANCHIETA

PLO 3/2014 - Autor(es): FERNANDO HADDAD 
introduz alterações nos artigos 92 e 97 da lei orgânica do
município de são paulo.





B) O calendário das audiências públicas definido pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, sobre o Projeto de Lei (PL) 467/2014, que prevê o orçamento da cidade para 2015.
9ª Audiência Pública - Temática
Data: 6/11
Horário: 10h
Local: Salão Nobre Presidente João Brasil Vita (8º andar)

Secretaria do Governo Municipal, Secretaria de Relações Governamentais, Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão, IPREM (Instituto de Previdência Municipal), Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Negócios Jurídicos, Encargos Gerais do Município, Controladoria Geral do Município, Secretaria de Relações Internacionais, Secretaria Executiva de Comunicação, SP Securitização (Companhia Paulistana de Securitização), SPDA (Companhia São Paulo de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos), SP Negócios e PRODAM (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo).


Aquecimento global: se não houver ação imediata, será tarde demais


5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças 

Climáticas mostra a urgência de medidas das nações para 

frear os efeitos

POR AGÊNCIA BRASIL


fazenda_sustentavel_aquecimento (Foto: Shutterstock)















A síntese do 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), divulgado neste domingo (2/11), em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se não houver ação imediata das nações para frear o aquecimento global, em pouco tempo, não haverá muito o que fazer. “Se as taxas de emissão de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adaptação não serão suficientes”, aponta o documento.
“Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese. Ele ressaltou que ainda há meios para frear as mudanças climáticas e construir um futuro mais próspero e sustentável, mas que a comunidade internacional precisa levar a questão a sério.
saiba mais
O relatório, elaborado com a participação de mais de 800 cientistas de 80 países, mostra que a emissão de gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, tem aumentado desde a era pré-industrial, como consequência do crescimento econômico e da população. De 2000 a 2010, indica o documento, as emissões foram as mais altas da história. “A acumulação de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera alcançaram níveis sem precedentes nos últimos 800 anos”.
Entre 2000 e 2010, a produção de energia por meio da queima de combustíveis fósseis foi responsável por 47% da emissão globais de gases de efeito estufa. A indústria respondeu por 30%, o transporte por 11% e as construções por 3%.
Pachauri enfatizou, ao longo da apresentação, que emissões continuadas tem levado a um aquecimento global contínuo, ao derretimento das geleiras e ao consequente aumento do nível do mar. Nas últimas três décadas foram registrados sucessivos aquecimentos na superfície da Terra, sem precedentes desde 1850. O período entre 1983 e 2012 foi o mais quente dos últimos 800 anos no Hemisfério Norte, de acordo com a síntese. O aquecimento médio global combinado da Terra e dos oceanos no período de 1880 a 2012 foi 0,85 grau Celsius (°C).
O derretimento das geleiras, em especial na Groelândia e na Antártida, geraram o aumento do nível do mar em 19 centímetros de 1991 a 2010. O número é maior do que os registrados nos últimos dois milênios. O relatório alerta, também, para a acidificação dos oceanos em 26% por causa da apreensão de gás carbônico da atmosfera, o que pode ter impacto grave sobre os ecossistemas marítimos.
Ao fazer projeções para o futuro, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas. “Se não frearmos as mudanças climáticas, elas ampliarão os riscos já existentes e criarão novos riscos. Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor. Eventos climáticos extremos podem levar a desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres. Há também risco de perda da biodiversidade dos ecossistemas”.
De acordo com a síntese, mesmo se houver um esforço das nações para limitar o aquecimento da Terra a 2°C, ainda assim, os efeitos continuarão a ser sentidos por um longo tempo. “Ondas de calor vão ocorrer com mais frequência e durar mais, e precipitações extremas se tornarão mais intensas e frequentes, em mais regiões. Os oceanos vão continuar a se aquecer e acidificar e o nível do mar continuará a subir”.
O relatório enfatiza que, para frear as mudanças climáticas e gerenciar os seus riscos, é preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação. “Reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas podem diminuir os riscos das mudanças climáticas e melhorar a possibilidade de adaptação efetiva às condições existentes”. Os cientistas reconhecem, entretanto, que essas reduções demandarão mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e institucionais consideráveis.
Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou da apresentação do relatório, é preciso agir imediatamente. “O tempo não está a nosso favor. Vamos trabalhar juntos para construir um mundo mais sustentável. Vamos preservar o nosso planeta Terra e promover desenvolvimento de maneira sustentável”, disse.