quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pesquisa sobre sustentabilidade da cana quebra paradigmas

Pesquisa sobre sustentabilidade da cana quebra paradigmas

“Dependendo do tipo de manejo, a introdução da cana em áreas de pastagem pode compensar ou até mesmo aumentar o estoque de carbono inicial do solo”
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luke@lukefoto.com.br
Apesar do etanol de cana, ser uma fonte de energia muito defendida por ser ecologicamente correta, alguns pesquisadores, sobretudo da Europa e dos Estados Unidos, questionam a viabilidade ecológica do etanol brasileiro. Eles alegam que não é um combustível renovável tão limpo quanto o se propagava, por causa da perda de carbono do solo devido ao cultivo da cana. Porém a sua sustentabilidade já foi comprovada por um grupo de pesquisadores brasileiros, estadunidenses e franceses. O resultado da tese de Francisco Mello (doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo), foi elaborado em cooperação com mais sete pesquisadores, entre eles, o professor do Câmpus Murici do Instituto Federal de Alagoas – Ifal, Stoécio Maia, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e Carlos Cerri, pesquisador do Cena. O artigo foi publicado recentemente na revista Nature Climate Change, uma das mais respeitadas da área.

Segundo o trabalho, a perda de carbono do solo que ocorre em consequência do plantio da cana pode ser recuperada em até três anos. Carlos Cerri, coordenador do projeto, afirma que o balanço de carbono do solo de áreas de pastagem convertidas para o cultivo da cana-de-açúcar não é tão negativo quanto se estimava. “Com o passar dos anos, o solo de uma área de pastagem tem um estoque de carbono cujo volume não varia muito. Mas o preparo desse tipo de solo para cultivo de cana, faz com que parte do carbono estocado seja emitida para a atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2).Entretanto, dependendo do tipo de manejo, a introdução da cana em áreas de pastagem pode compensar ou até mesmo aumentar o estoque de carbono inicial do solo quando a matéria orgânica e os resíduos da planta penetram na terra”, lembra.
O etanol da cana acaba compensando, com o passar dos anos, as emissões de CO2 ocorridas na conversão de áreas de pastagem em plantações canavieiras. “Isso porque o biocombustível contribui para a redução da queima de combustível fóssil”, avalia Cerri.
Em tempos de procura, tanto por gestores públicos, empresários e sociedade, por fontes de energia sustentáveis, os dados apresentados trazem grandes perspectivas para o Brasil. “Essa comprovação é importante pois em mais uma área, cientificamente, o etanol de cana produzido no país se mostrou ser uma fonte limpa. Consequentemente, isso pode representar uma vantagem comercial para quem produz”, analisa o professor Stoécio Maia.
O estudo foi realizado por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/Usp) em conjunto com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/Usp). O trabalho contou ainda com pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Institut de Recherche pour le Développement, na França, e da Harvard University, da Colorado State University e do Shell Technology Centre Houston, nos Estados Unidos.

Humanidade entra no 'cheque especial' com a natureza

São José do Rio Preto, 19 de Agosto, 2014 - 15:49
Humanidade entra no 'cheque especial' com a natureza

Fábio de Castro - AE
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Meio+Ambiente/202904,,Humanidade+entra+no+cheque+especial+com+a+natureza.aspx

Divulgação
Especialistas criticam investimento em fontes de energia antigas em vez de privilegiar matrizes limpas como a energia eólica e solar


Nesta terça-feira, 19, a humanidade entrou no "cheque especial" com a natureza. Em menos de oito meses, o planeta esgotou todos os recursos naturais disponíveis para o ano, de acordo com um estudo feito pela ONG Global Footprint Network (GFN) e divulgada em parceria com a WWF. 

A data do "Dia da Sobrecarga da Terra" é calculada anualmente desde 2000 e, a cada ano, o déficit ecológico chega mais cedo. Em 2000, a humanidade "entrou no vermelho" no dia 1º de outubro. A estimativa é feita a partir de cruzamento de dados sobre a demanda de consumo de recursos naturais dos países e sua capacidade de gerar serviços ambientais. 

De acordo com a secretária-geral da WWF Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, a questão do uso dos recursos naturais acima da capacidade da Terra se tornou um dos principais desafios do século 21. "Entramos no cheque especial da natureza. A partir de hoje, pelo resto do ano, vamos manter o nosso déficit ecológico, reduzindo nossas reservas e aumentando as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera", disse ela. 

Desmatamento, escassez de água doce, erosão do solo, perda de biodiversidade e o aumento de CO² na atmosfera são os principais fatores que fazem crescer a dívida ecológica, de acordo com ela. "O planeta tem limites e é preciso levá-los em conta, mas não é isso que os governos estão fazendo" afirmou Brito. "Em um país eminentemente tropical, com uma insolação intensa, continuamos investindo em fontes de energia do século passado e retrasado - como o petróleo do pré-sal - em vez de privilegiar matrizes limpas como a energia eólica e solar", declarou. 

Segundo o estudo, 85% da população mundial vive hoje em países cuja demanda de consumo é maior que os recursos naturais que os seus ecossistemas podem renovar. Os cálculos indicam que seriam necessários 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos capazes de suportar a atual pegada ecológica mundial. 

O Brasil está bem próximo à média mundial: o modelo brasileiro consumiria recursos ecológicos equivalentes a 1,6 planeta. "Ainda assim, esse ritmo nos levaria a um consumo acima de 50% da capacidade planetária", disse Brito. 
O fato do planeta gastar seu capital natural mais rápido do que ele pode ser reposto é análogo a uma pessoa ter gastos que excedem sistematicamente sua renda. 

"Em termos planetários, o custo dessa conta no vermelho fica mais evidente a cada dia. A humanidade simplesmente está usando mais recursos do que dispõe. O orçamento não fecha", diz Brito. 

Para fazer o cálculo, a GFN utilizou a metodologia da "pegada ecológica", que correlaciona a demanda humana por recursos naturais e a capacidade regenerativa do planeta. A pegada ecológica de uma nação (ou de uma cidade, ou pessoa) corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que ela consome. 

Esse consumo é então comparado com a "biocapacidade", ou capacidade ecológica do planeta: a eficiência dos ecossistemas para produzir recursos úteis e absorver os resíduos gerados pelo ser humano. Tanto a pegada ecológica como a biocapacidade têm seus resultados expressos em hectares globais (gha), uma unidade de área de biologicamente produtiva padronizada a partir da média mundial de bioprodutividade.



Fonte: Estadao Conteudo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

EMPRESAS E CONSUMIDORES AINDA DIVERGEM EM RELAÇÃO A SUSTENTABILIDADE


Consumidores à procura de benefícios pessoais e tangíveis em produtos sustentáveis mostram divergência entre países emergentes e economias maduras. O relatório, "From Marketing to Mattering", é baseado em um levantamento de 30 mil consumidores em 20 países. O estudo foi comissionado em resposta e em conjunto para o UN Global Compact-Accenture CEO Study on Sustainability.




Apenas um terço dos consumidores analisa regularmente a sustentabilidade em suas decisões de compras, de acordo com um estudo global da Accenture (ACN: NYSE) e Havas Media RE:PURPOSE, que também revela as razões para a desconexão entre as expectativas de empresários e consumidores de produtos e serviços sustentáveis.

O relatório, "From Marketing to Mattering", é baseado em um levantamento de 30 mil consumidores em 20 países. O estudo foi comissionado em resposta e em conjunto para o UN Global Compact-Accenture CEO Study on Sustainability, publicado em 2013, no qual dois terços dos CEOs admitiram que as empresas não estavam fazendo o suficiente para enfrentar os desafios da sustentabilidade. Semelhante aos 73% dos consumidores que na última pesquisa afirmaram que as empresas estão falhando em cuidar do planeta e da sociedade.

Os dois estudos revelam que, embora os CEOs  vejam o engajamento com os consumidores como o fator mais importante para motivá-los a acelerar seus progressos em termos de sustentabilidade, eles estão, muitas vezes, fora de compasso com o que motiva os clientes a comprarem produtos e serviços neste segmento.

81% dos CEOs acreditam que a reputação de suas empresas sobre sustentabilidade é importante para os consumidores. Contudo, a nova pesquisa mostra que menos de um quarto (23%) dos consumidores relatam procurar regularmente informação sobre o desempenho ambiental das marcas consumidas.

Apenas 32% dos consumidores afirmam que 'muitas vezes' ou 'sempre' consideram o fator sustentabilidade em suas decisões de compra. No entanto, o estudo revela oportunidades para empresas preencherem esse espaço e engajarem os consumidores abordando o tema como uma oportunidade de trazer impactos tangíveis à qualidade de vida dos consumidores. E revela diferenças dramáticas no sentimento e comportamento de compra entre os clientes em mercados desenvolvidos e em desenvolvimento.

Acima de tudo, existe uma forte correlação entre os níveis de otimismo sobre o futuro, expectativas positivas de que as empresas devem melhorar diretamente a vida do consumidor e esperança de que os negócios vão melhorar o planeta e a sociedade. Importantes, estes fatores também têm conexão com a probabilidade de que as pessoas continuarão a comprar ativamente produtos e serviços produzidos de forma responsável e sustentável.

85% dos indianos entrevistados e 66% de chineses consideram que a sua qualidade de vida irá melhorar nos próximos cinco anos. 73% dos indianos e 79% dos chineses afirmam comprar ativamente de marcas responsáveis. Em comparação, 37% dos europeus ocidentais e 51% dos norte-americanos consideram que a sua vida vai melhorar ao longo do mesmo período. E apenas 49% e 44%, respectivamente, disseram que compram ativamente de marcas responsáveis.

Entre os consumidores brasileiros que participaram da pesquisa, 73% disseram que irão considerar os fatores relacionados à sustentabilidade em suas compras nos próximos 12 meses, enquanto 46% já avaliam o desempenho sustentável das empresas e 34% procuram ativamente por informações relacionadas.

"Os consumidores das economias emergentes percebem uma ligação direta entre os produtos comprados e a qualidade de suas vidas", disse Sharon Johnson, CEO da Havas RE:PURPOSE. "Eles também sofrem as consequências negativas da produção irresponsável e de corrupção, de forma mais imediata. Nas economias maduras, onde estes links são mais fracos, as marcas não podem mais ganhar os consumidores através da promoção de suas credenciais sustentáveis”.

“Para serem significativas hoje em dia, as marcas devem criar produtos e serviços que palpavelmente fazem a diferença para a vida das pessoas enquanto preenchem os critérios sustentáveis. Para todos os consumidores, o significado é o que importa. Ser uma corporação ou marca com sentido e critério não é mais baseado em como você distribui o seu dinheiro; mas sim sobre como os negócios são realizados”, finaliza Sharon.
O relatório também destaca dois segmentos de consumidores globais nos quais o sentimento é diferente:

• "Os jovens otimistas", entre 18 e 34 anos, que são os mais engajados na sustentabilidade. Dois terços ativamente compram marcas sustentáveis e quase um quarto sempre considera o social e a ética ambiental de marcas quando tomam decisões de compras. 67% recomendam marcas que agem de forma responsável;

• Similarmente, 64% das mães, que representaram um quarto do total da amostra, compram ativamente marcas sustentáveis e o mesmo percentual recomenda aqueles que se comportam de forma responsável.

O estudo sugere três áreas de ação que irão ajudar o engajamento das empresas de forma mais eficaz com os consumidores:

- As empresas devem promover um compromisso com a honestidade e a transparência em todas as operações da organização, a fim de realizar e perceber seu pleno valor. Confiança é fundamental: corrupção é vista como o principal desafio para os países, à frente da criação de postos de trabalho e o crescimento econômico. O extermínio da corrupção é visto como um dos cinco maiores desafios para as empresas. As companhias devem ser capazes de se apresentar perante os consumidores, que estão equipados com amplo acesso a informação e ferramentas de mídia social que os auxiliam a expor comportamentos corporativos tendenciosos e desleais;

- As empresas devem atender às expectativas de práticas de negócios responsáveis, proporcionando melhorias concretas para a vida do consumidor. Isso é especialmente verdade em mercados maduros, onde cada vez mais os consumidores consideram credenciais sustentáveis por parte das empresas como um dado adquirido;

- As empresas devem mudar sua comunicação com os consumidores: do foco nas credenciais sustentáveis e desempenho empresarial para uma demonstração mais clara de seus propósitos e relevância para a sociedade e o meio-ambiente. Isto é especialmente relevante em mercados emergentes em que as empresas são vistas com um papel importante na melhoria da saúde, da educação e de outros fatores de qualidade de vida fundamentais.

"Os CEOs disseram na pesquisa anterior do UN Global Compact que eles têm dificuldade para identificar o valor de negócio da sustentabilidade, embora eles saibam que os consumidores são os determinantes mais importantes em suas abordagens ao assunto”, disse Peter Lacy, da Accenture Sustainability Services, Asia-Pacific.

"É claro que muitas empresas, especialmente em economias maduras, precisam mudar da atuação do marketing de sustentabilidade para o desempenho de sustentabilidade com foco na entrega de produtos e serviços inovadores aos quais os consumidores responderão de fato. Em outras palavras, as empresas devem oferecer proposições de valores de defesa do consumidor melhorados em que sustentabilidade é inerente, e não apenas uma ferramenta de marketing”, acrescenta Peter.

"Os consumidores claramente desempenham um papel-chave para ajudar a motivar os líderes empresariais na tomada de decisões, reforçar os cases de negócio para a sustentabilidade corporativa, e afetam diretamente o core business da empresa e estratégias relacionadas”, disse Georg Kell, diretor executivo da UN Global Compact.

"Como as empresas criam e desenvolvem produtos e serviços, e comunicam ao consumidor, no entanto, serão fatores críticos no caminho rumo à sustentabilidade com base em princípios universais em todas as transações de mercado”, finaliza Georg.


domingo, 17 de agosto de 2014

Sétimo Encontro Técnico de Alto Nível: Compostagem








Secretaria de Estado do Meio Ambiente
e
               CETESB  Companhia Ambiental do Estado de São Paulo            

Convidam para o
Sétimo Encontro Técnico de Alto Nível: Compostagem
28 e 29 de agosto de 2014







SAIBA MAIS










                                                                                                                                         http://www.ambiente.sp.gov.br/eventos/2014/08/12/7-encontro-tecnico-de-alto-nivel-compostagem/

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Audiência Pública PL 312/2014: NÃO AO SUBSÍDIO MUNICIPAL! Sucesso dos camisetas pretas! Unidos, somos mais fortes!


Audiência pública em 13/08/2014: Ampla maioria no plenário, com camisas pretas são contra o subsídio municipal


Por Fred Okabayashi OAB/SP 173.250




Audiência pública da CCJ do PL 312/2014 - Subsídio na PMSP, em 13/08/2014, 10h. Após exposição desastrosa da Secretária Leda Paulani, o relator do PL 312/2014, vereador Floriano Pesaro  questionou quanto à constitucionalidade do PL. Os camisetas pretas ocuparam o plenário, deixando claro que a maioria, 99% não quer o SUBSÍDIO MUNICIPAL na PMSP! Confira!
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=Subsidio




Pronunciamento do Procurador do Município de São Paulo, Dr. Carlos Figueiredo Mourão, presidente da Associação dos Procuradores do Município de São Paulo - APMSP, na audiência pública da CCJ da Câmara Municipal de São Paulo do PL 312/2014, em 13/08/2014 CONTRA o subsídio municipal. O PL 312/2014 é INCONSTITUCIONAL!

Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade STF 3.923-7 Maranhão 16/08/2007

http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=3923&processo=3923

Ementa
MEDIDA CAUTELAR EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 8.592,
DE 30 DE ABRIL DE 2007, DO ESTADO DO MARANHÃO. FIXAÇÃO DE SUBSÍDIO PARA
OS SERVIDORES ESTADUAIS. FIXAÇÃO INDISCRIMINADA. AFRONTA AO DISPOSTO NO
ARTIGO 39, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CARACTERIZAÇÃO DO PERICULUM
IN MORA E FUMUS BONI IURIS. DEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR.
1.      O ato normativo impugnado institui a remuneração por meio de
“subsídio” a grupos de servidores públicos do Estado do Maranhão.
Aplicação indiscriminada.
2.      O subsídio de que trata o  § 4º do artigo 39 da CB/88 pode ser
estendida a outros servidores públicos, configurando contudo
pressupostos necessários à substituição de vencimentos por subsídio a
organização dos servidores em carreira configura, bem assim a
irredutibilidade da remuneração.
3.      A lei questionada não disciplina de forma clara como será
procedido
o pagamento das vantagens adquiridas por decisão judicial ou em
decorrência de decisão administrativa.
4.      Fumus boni iuris demonstrado pela circunstância de a lei
estadual
ter ultrapassado o quanto poderia alcançar em coerência com o Texto
Constitucional.
5.      O periculum in mora torna-se evidente na situação crítica
instalada
no Estado do Maranhão em conseqüência da greve dos servidores.
6.      Medida cautelar deferida para suspender os efeitos da Lei n.
8.952,
do Estado do Maranhão.



Na audiência pública da CCJ do PL 312/2014, na Câmara Municipal, em 13/08/2014, o presidente do SINDSEP, Sergio Antiqueira leu a carta a ser encaminhada ao Prefeito, para retirar o PL 312/2014. Junéia Batista da CUT fez um discurso contundente contra o subsídio municipal do PL 312/2014!





A colega engª Denise Lopes da PMSP, fez uma exposição com clareza e segurança, apontando os diversos problemas do subsídio municipal do PL 312/2014, na audiência pública da CCJ na Câmara Municipal, em 13/08/2014.



“Com o subsídio municipal, os antigos perderão o passado e os novos perderão o futuro.”
Manifestação dos colegas engºs Paulo, João e Eduardo na audiência pública da CCJ do PL 312/2014 na Câmara Municipal em 13/08/2014, contra o subsídio municipal. Unidos,somos muito mais fortes!




O presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo deu seu recado em apenas 1'23": O PL 312/2014 deve ser sumariamente rejeitado!


"Lotadaço": 99% eram camisas pretas no plenário! 






                                
                                




                                Crédito das fotos do mezanino do plenário: Claudio T. Itinoshe




UNIDOS, SOMOS MUITO MAIS FORTES!
YES, WE CAN!

Quarta, 13 de Agosto de 2014 às 15:18

Servidores demonstram unidade na luta durante audiência na Câmara de SP



Foto: Beatriz Arruda
A engenheira Denise de Sousa fala durante audiência 
A engenheira Denise de Sousa fala durante audiência
Munidos de faixas, com o plenário lotado, os servidores públicos do município de São Paulo deixaram claro ao prefeito Fernando Haddad (PT), que a grande maioria dos trabalhadores rejeita o projeto de lei 312/2014 enviado à Câmara Municipal pelo executivo, que congela os salários de todo o funcionalismo público municipal, a partir da remuneração feita por subsídio. Diversas entidades sindicais estiveram presentes na audiência pública que discutiu o PL, ocorreu nesta terça-feira (13/8), entre 10h e 12h, no Plenário 1º de Maio, entre eles o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP).


Os engenheiros e arquitetos, estes representados pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), chegaram logo cedo ao plenário e demonstraram força ao lotarem os assentos do local. Para as categorias, tanto o PL312/14, quanto o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 03/2014, que altera a Lei Orgânica do Município, para abrigar judicialmente o conceito do subsídio municipal, são inconstitucionais.



“Tem um nível de unidade muito grande das categorias, o que é bem importante. Um subproduto desse processo é unificar os trabalhadores públicos, aumentar seu nível de organização e participação política e, consequentemente, aumentar seu protagonismo na vida da cidade. É mais do que uma questão de salário, são os [servidores] que garantem a qualidade das políticas públicas na cidade”, declarou a deputada federal Luiza Erundina (PSB), que acompanhou a audiência na plateia.



Ao final, depois de ouvir os representantes dos sindicatos dos servidores, declarou: “Concordo inteiramente com as críticas feitas ao PL. Minha solidariedade [com os servidores] é total e plena”. Para Erundina, o PL 312/14 “não assegura uma política salarial, não assegura um plano de carreira e salários” e, o mais preocupante, “é o fato de mexer na constituição municipal que é a Lei Orgânica, de forma aleatória, o que não se faz dessa forma, gratuitamente, só para alterar a questão salarial. É um perigo isso. Pode dar margem para que outros governos façam o mesmo”.



Fotos: Beatriz Arruda/SEESP

erundina audiencia

Ex-prefeita Erundina acompanha audiência ao lado dos servidores


Há 23 anos, Erundina, então prefeita da cidade, fez um concurso público para engenheiros e arquitetos, o qual entre os aprovados estão a engenheira Denise Lopes de Sousa, da Secretaria de Habitação, que falou durante a audiência. Ela lembrou a justificativa dada pelo gabinete do prefeito para a adoção do subsídio que afirma pretender simplificar, dar transparência e monitorar a evolução das carreiras.


“Simplificação do quê? Tenho 23 anos de prefeitura, tenho gratificações e adicionais incorporados por conta do meu trabalho. Me dedico oito horas por dia ao serviço público, porque acredito no serviço público”, afirmou a engenheira, lembrando que o salário dos servidores tem um padrão (piso), gratificações por tempo de serviço e por cargos exercidos. “É a nossa vida, nossa experiência acumulada, que deve ser respeitada e valorizada. É justamente por conta desses adicionais por tempo de serviço que conseguimos sobreviver até hoje, por não termos reajustes salariais há anos”, completou Denise Sousa, referindo-se ao fato de que desde a aprovação da Lei Salarial 13.303, em 2002, os servidores vêm recebendo 0,01% de aumento, anual.



Inconstitucionalidade

O vereador Floriano Pesaro (PSDB), relator do PL, abriu a atividade enfatizando que é preciso “derrubar” tanto o PL 312/14, que institui o subsídio e uma carreira de “analista de generalidade”, quanto o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 03/2014, que altera a Lei Orgânica do Município para abrigar judicialmente o conceito do subsídio municipal, e outros dois projetos que alteram negativamente a carreira dos servidores.



“Se conseguirmos vencer os projetos pela inconstitucionalidade, porque são inconstitucionais, ele será devolvido para o Executivo e, assim, serão obrigados a sentar novamente na mesa de negociação para enviar um projeto mais em sintonia com o servidor público”, declarou ao SEESP, o vereador Floriano Pesaro (PSDB), relator do PL 312/14, ao final da audiência.



Pesaro, que é da base oposicionista da Câmara, fez coro com os representantes sindicais que se pronunciaram durante a audiência sobre o PL 312: “O trabalho que a secretaria de Planejamento fez, comandado pela Leda Paulani, é muito ruim”.



Uma reunião que aconteceria durante a tarde desta quarta, na Comissão de Constituição e Justiça, foi cancelada por conta da morte de Eduardo Campos (PSB), que concorria como candidato à presidência da república. Nela, Pesaro iria se manifestar contrário ao PL e ao PLO, segundo explicou: “Se o governo mantiver maioria, vai tentar aprovar e fazer o projeto tramitar [e ser aprovado] enfiando goela abaixo. O diálogo nesse governo é uma farsa. A nossa preocupação é ter uma maioria de cinco, em uma comissão de nove, porque daí a gente consegue matar os dois projetos”.




servidores em audiencia

Funcionários públicos acompanharam atentamente a audiência pública


O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (SindSep-SP), que é ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Ricardo Antiqueira, também se posicionou contrário ao PL 312/14, lembrando que após a data de 1º de maio, tida como referência nas negociações salariais dos servidores, os trabalhadores de nível universitário não viram o cumprido do compromisso do prefeito Fernando Haddad com a reposição das perdas. “Mesmo sem ter concluído as negociações, o governo encaminhou, sem a anuência do Sindsep, o PL. Para piorar, encaminhou o PLO 03 e o PL 311/14 que sequer foram apresentados às entidades sindicais. Este último cria uma espécie de elite do nível superior com salários iniciais 50% superior ao que foi oferecido aos servidores na proposta de reestruturação”, disse Antiqueira.


A servidora Junéia Martins Batista, que é da direção executiva da CUT, disse estar aliviada com a fala do presidente do Sindsep e também cobrou de Haddad o cumprimento de sua promessa de campanha. “ Hoje estou aqui para defender meus princípios de classe e dizer que Fernando Haddad, para quem trabalhei na campanha, e esteve no meu sindicato para dizer que iria primeiro regularizar a questão dos reajustes salariais, mudando a Lei Salarial. Então, aqui, eu peço que ele cumpra o que ele falou. Primeiro queremos reajuste salarial. Depois, vamos brigar pela carreira”, exclamou.



A dirigente sindical aproveitou para alfinetar a secretária Leda Paulini, que apresentou demoradamente o PL no início da audiência. “Adorei que a Leda Paulani ficou com a gente mais de cinco minutos. Porque, eu recebo informes de que não é a primeira nem a segunda vez que ela chega em uma reunião, em mesa de negociação, com a chave do carro na mão, com pressa porque tem outra reunião e não tem tempo para nos receber”, disse em alto tom, sendo bastante aplaudida.



Durante sua fala de encerramento, a secretária foi bastante vaiada e não conseguiu expôr seu ponto de vista, que é favorável ao PL. Em um gesto simbólico, boa parte dos servidores presentes ficaram de costas para ela. Diante do fato, o vereador Antonio Goulart (PSD) precisou encerrar a audiência, que teve duas horas de duração e, para muitos presentes, foi considerada curta já que nem todos os dirigentes sindicais presentes tiveram tempo para falar. Congita-se a realização de uma nova audiência para discutir o assunto.



Posicionamento

Para o delegado sindical do SEESP, Sérgio Souza, foi uma audiência "extremamente proveitosa para os engenheiros e arquitetos e todo o funcionalismo público". "Mais de 90% dos presentes na assembleia eram contra o projeto que o governo quer implementar na cidade e são Paulo, inclusive setores da CUT. É um PL permissivo para todas as categorias, e em especial a engenheiros e arquitetos por terem suas especificidades e responsabilidades com a cidade”, observou. 



O vereador Nabil Bonduke (PT), que integrou a mesa, também concorda que ficou evidente que a maioria dos servidores presentes é contrária ao PL. "Vou trabalhar para que a gente consiga construir uma alternativa que seja boa para todos e também para a prefeitura. É uma construção dificil, mas precisa ser feita porque os funcionários, novos ou mais experientes, são todos muito importantes para se ter uma boa gestão pública. Essa situação de confronto não é positiva e é preciso construir um consenso e chegar em uma proposta que atenda a grande maioria e que melhore a condição do serviço público", disse Bonduke.



Segundo justificativa encaminhada à Câmara pelo prefeito Fernando Haddad, a iniciativa propicia um “melhor controle pela população da remuneração dos agentes públicos. Demais disso, importa ressaltar que os valores da remuneração sob a forma de subsídio podem oferecer melhores condições para a atração e a retenção de mão de obra compatível com as necessidades locais, além de racionalizar as providências de gerenciamento da folha de pagamento da Prefeitura, hoje demasiadamente complexas em razão da enorme gama de rubricas e de situações funcionais peculiares e diferenciadas que foram se consolidando ao longo dos anos”.



Deborah Moreira

Imprensa SEESP


domingo, 10 de agosto de 2014

SOS Mata Atlântica lança carta a candidatos com metas para a sustentabilidade

SOS Mata Atlântica lança carta a candidatos com metas para a sustentabilidade


Planejamento se divide nos eixos das florestas, mar e cidades e é um guia para os próximos mandatos de deputado e



Any Cometti
09/08/2014 14:24 - Atualizado em 09/08/2014 12:55

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou a carta “Desenvolvimento para sempre: uma agenda para os candidatos nas eleições 2014″, que contêm 14 metas essenciais a serem atingidas durante o próximo mandato dos atuais candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e aos cargos legislativos. A carta foi apresentada na Câmara dos Deputados, em Brasília, durante o café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista. A ONG aponta que as 14 metas são essenciais para fortalecer a agenda ambiental no país. Por isso, as medidas estão divididas em três eixos: florestas, mar e cidades. 
 
A SOS Mata Atlântica considera que o ano de 2015 é o melhor momento para começar a implementar as novas metas, já que é quando o mundo começará a seguir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas. "O Brasil tem a chance de liderar pelo exemplo - se tomarmos as decisões certas no governo e na sociedade".

A entidade considera, ainda, que a agenda ambiental do país está enfraquecida, o que é visível na falta de incentivo governamental para a efetivação do desenvolvimento sustentável, e que esta agenda não traz apenas bem-estar para a sociedade, mas também é uma oportunidade para que o Brasil se firme como a primeira grande economia verde do planeta. "Mudar para melhor a qualidade de vida é muito mais do que promover o crescimento do PIB. É também garantir a manutenção dos meios de suporte ao desenvolvimento - que estão no ambiente natural compartilhado por todos os brasileiros".
 
Sobre o eixo das florestas, a ONG apresenta que 8% do território brasileiro é coberto por unidades de conservação federais e delas provém 80% da energia hidrelétrica gerada no país e 9% da água para consumo humano. Esse patrimônio está mal aproveitado, como considera, além de subfinanciado e ameaçado por iniciativas do Congresso Nacional e dos Executivos. De acordo com a SOS Mata Atlântica, essas unidades poderiam render por ano pelo menos R$ 6,3 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão apenas com visitações nos parques.
 
Esse eixo é composto por cinco metas, que são: manter o rito de criação de áreas protegidas no país e vetar qualquer iniciativa de modificação, evitando a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000 - que transfere do Executivo para o Congresso a decisão final sobre demarcações de terras indígenas, terras quilombolas e Unidades de Conservação, abrindo prerrogativa para a revisão de processos já homologados - ; abrir  50%  dos 67 parques nacionais brasileiros ao uso público até o final de 2018, priorizando a criação de um marco regulatório para estas concessões; aumentar dos atuais US$ 4,5 (aproximadamente R$ 10,26 milhões) para US$ 21 (aproximadamente R$ 47,88 milhões) por hectare o orçamento anual para áreas protegidas no Brasil, equiparando-o ao da Argentina até 2018; concluir até 2018 o processo de regularização fundiária das unidades de conservação federais e estaduais, acelerando a aplicação dos recursos da compensação ambiental; e aprovar projeto de lei com incentivos às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
 
Sobre o eixo mar, a SOS Mata Atlântica destaca que, apesar de as áreas marinhas sob jurisdição e pleiteadas pelo Brasil chegarem a 3,5 milhões e 4,2 milhões de quilômetros quadrados, e por isso serem chamadas pela Marinha do Brasil de Amazônia Azul, apenas 1,57% da área da Amazônia Azul está protegida em unidades de conservação, em oposição à Amazônia Legal. Além disso, a ONG lembra que na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, o Brasil se comprometeu a elevar essa cifra a 10% até 2020. 
 
As propostas para o eixo mar são trabalhar pela aprovação, até 2015, do Projeto de Lei nº 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e Uso Sustentável do Bioma Marinho (PNCMar); até 2018, aumentar de 30% para 60% os municípios com a cobertura de saneamento básico na zona litorânea brasileira; implementar o Plano Nacional de Contingência para grandes vazamentos de petróleo e controlar os pequenos vazamentos; e cumprir até 2018 a meta de proteger pelos menos 5% da área marinha sob jurisdição nacional e garantir que 100% das áreas protegidas marinhas tenham planos de manejo.
 
No último eixo, o eixo das cidades, a SOS Mata Atlântica alerta para os desafios das mudanças climáticas, da falta de investimentos, da poluição e do mau uso da água relacionados aos recentes problemas de escassez na região metropolitana de São Paulo e no Nordeste, além da crise de energia elétrica. "O planejamento estratégico precisa urgentemente substituir o mito da abundância, em todas as esferas de governo", afirmam.
 
As metas estabelecidas pela SOS Mata Atlântica para as cidades são instituir comitês de bacia em todo o país em 2015 e iniciar, por meio deles, a cobrança pelo uso da água a todos os usuários, em especial ao setor agrícola; universalizar o saneamento básico no Brasil e reduzir o desperdício na rede pública de águas dos atuais 40% para 20% até 2018; aprovar no Congresso e implementar até 2016 um marco regulatório para o pagamento por serviços ambientais (PSA) no Brasil; extinguir a classe 4 de rios na Resolução Conama 357, que atualmente permite a figura do rio morto, destinado a paisagem, diluição de efluentes e geração de energia; e vetar qualquer iniciativa que altere prazos e metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010.