terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Material aborda práticas agroecológicas em linguagem acessível...permacultura?

Material aborda práticas agroecológicas em linguagem acessível

Sustentabilidade

Série de cartilhas com o passo a passo de técnicas empregadas pela agroecologia será distribuída pelo Insa/MCTI
por Portal BrasilPublicado: 18/02/2014 17:44Última modificação: 18/02/2014 17:56
A maioria dos programas de difusão enfrenta o desafio de transformar em realidade os resultados das pesquisas científicas. Para amenizar este problema um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dedicou-se na construção de uma Cesta Metodológica, composta por uma série de cartilhas didáticas, que explicam o passo a passo de várias técnicas empregadas pela agroecologia para atenuar problemas cotidianos de pequenas propriedades no Semiárido brasileiro. 
O lançamento da Cesta Metodológica acontecerá no dia 26 de fevereiro, quarta-feira, no auditório da sede do Insa, em Campina Grande (PB), às 14h, em evento aberto ao público. Naquela oportunidade o grupo de pesquisadores responsáveis pela elaboração da Cesta Metodológica falará sobre o esforço para convergir em um material didático de fácil compreensão o conhecimento popular e acadêmico e, desta maneira, torná-lo acessível ao agricultor.
As práticas agroecológicas e as dinâmicas de sensibilização são apresentadas na Cesta Metodológica com inúmeras ilustrações com a intenção de facilitar a compreensão do leitor e também a reprodução das técnicas ensinadas.
O Insa, em seu trabalho de divulgação dos conhecimentos científicos, tem a constante preocupação de elaborar materiais didáticos que possam ser usados como base de intervenções na realidade para melhorar as condições de vida das populações do Semiárido.
Várias associações de pequenos agricultores e de assentamentos rurais foram convidadas para participarem do lançamento da Cesta Metodológica, e naquela oportunidade seus associados receberão o material didático.
Para Aldrin Pérez, Coordenador de Pesquisa do Insa, “há muitas publicações técnico-científicas sobre os assuntos abordados pelas cartilhas, porém existe pouco material didático em linguagem de fácil compreensão para o agricultor”. Pérez ainda afirma que a ciência tem um grande desafio: tornar-se compreensível para aqueles situados na ponta do sistema produtivo, que em última análise são os que mais utilizam as inovações tecnológicas para manter suas pequenas propriedades e negócios rurais.
As práticas agroecológicas, em sua maior parte, são ações simples e de rápida eficácia. Elas são acessíveis para qualquer agricultor, que muitas vezes não as aplicam apenas por falta de conhecimento sobre como o fazer. As técnicas apresentadas pela Cesta Metodológica elaborada pelos pesquisadores do Insa podem ser replicadas tanto no Semiárido brasileiro, quanto em outras partes do Brasil, e até mesmo em outros países.
Na primeira edição da Cesta Metodológica serão apresentadas ao público 21 cartilhas de temas variados. Conheça os títulos das cartilhas:  A bola, A cadeia Ambiental, A construção do pé de galinha ou Aparato, A construção de Valas e Terraços, A memória do Agricultor, A rampa, A textura do solo, A barreira, Cobertura morta, Conhecendo nosso solo, Construção de diques, Compostagem, Manutenção de obras em conservação, O equilíbrio: retenção de água e matéria orgânica, Sistemas Agroflorestais no Semiárido Brasileiro, O problema: Como encontrar soluções, Os benefícios da enxertia, O que é orgânico?, O tesouro, Reconhecendo o terreno, Traçando uma curva de nível.  
Fonte: 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

INSCRIÇÕES ABERTAS PRÊMIO VON MARTIUS DE SUSTENTABILIDADE 2014

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  Site da Câmara Brasil-Alemanha
São Paulo, 24 de fevereiro 2014
 
INSCRIÇÕES ABERTAS PRÊMIO VON MARTIUS DE SUSTENTABILIDADE 2014
 
A Câmara Brasil-Alemanha por meio de seu Depto de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Eficiência Energética, abre as inscrições para a edição 2014 do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, que reconhece o mérito de iniciativas de empresas, do poder público, de indivíduos e da sociedade civil, as quais promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural no contexto do desenvolvimento sustentável.
Tema
Prêmio von Martius de Sustentabilidade
Data
Serão aceitos projetos de 24 de fevereiro a 23 de junho de 2014 (data de postagem)
Cerimônia
Data: 05 de agosto de 2014 das 08:30 às 12:00
Local: Club Transatlântico - Rua José Guerra, 130 Chácara Sto Antônio
 
    Investimento e Inscrições
Associado: R$100,00 - Não associado: R$100,00
Mais informações acesse www.premiovonmartius.com.br
     
 
 
     
     
 
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São Paulo busca sustentabilidade com ônibus a bateria

21/02/2014 - 16:51hs

São Paulo busca sustentabilidade com ônibus a bateria


Projeto pioneiro no mundo foi desenvolvido em parceria por empresas do Japão e do Brasil. Objetivo é reduzir emissão de poluentes no meio ambiente.



Edson Lopes Jr.


Estado vai verificar viabilidade econômica do projeto
São Paulo – O estado de São Paulo está testando o primeiro ônibus movido totalmente a baterias do mundo. O objetivo do novo veículo é reduzir a emissão de poluentes no meio ambiente. Os testes com passageiros começaram na quinta-feira (20), com a participação do governador Geraldo Alckmin.


Os custos do projeto foram bancados pelas empresas Mitsubishi Heavy Industries (MHI) e Mitsubishi Corporation (MC), do Japão, e pela concessionária brasileira Metra (Sistema Metropolitano de Transportes). Já o desenvolvimento da tecnologia foi feito pela MHI e pela brasileira Eletra Industrial.



“A montagem do conjunto foi feito pela Eletra Industrial. O ônibus é quase todo brasileiro, o chassi, a carroceria, o motor. Só a bateria e o carregador são japoneses”, conta Ivan Regina, gerente de Planejamento e Projetos da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), órgão estadual que fiscaliza e regulamenta o transporte na região metropolitana de São Paulo.



Segundo informações da EMTU, as baterias são compostas por íons de lítio recarregáveis, como as utilizadas em equipamentos eletrônicos portáteis, capazes de armazenar muito mais energia do que as baterias de tração usadas mais comumente. Os ônibus a bateria também dispensam o uso dos cabos que ligam os tradicionais trólebus à rede elétrica da cidade.



Durante seis meses, o veículo, que tem 18 metros e capacidade para 124 passageiros, vai ficar rodando em sistema de testes no trecho de 11 quilômetros entre o Terminal Metropolitano Diadema e a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).



De acordo com a EMTU, a operação foi planejada para permitir quatro recargas rápidas ao longo do dia, cada uma com duração de quatro minutos, no Terminal Diadema, totalizando 160 km de rodagem por dia, incluindo deslocamentos entre a garagem e o terminal. O ônibus receberá também cargas lentas, com duração de duas a três horas, na garagem da Concessionária Metra durante a noite e em horários de baixa demanda de passageiros.



Nesta fase de testes, a EMTU vai avaliar a viabilidade financeira do projeto para verificar se vale a pena implementá-lo na frota paulista. “O objetivo é saber quanto custa. Nessa mesma linha, vai rodar este ônibus (a bateria) e o ônibus sombra (a diesel) para comparar o custo do diesel com a bateria”, explica Ivan.



“Teoricamente, o custo do elétrico é menor do que o diesel, mas temos uma certificadora do processo que vai verificar o gasto de energia”, diz o executivo. A empresa que vai fazer a verificação dos custos é a paulistana Netz, de engenharia automotiva.



Ivan lembra, no entanto, que a principal meta do projeto é ambiental. Segundo ele, um ônibus a diesel gasta 3,5 mil litros de combustível por mês e emite nove toneladas de gás carbônico. “O ônibus a bateria é mais silencioso que o normal, já as condições de conforto são tão boas quanto as dos outros. Para o usuário é indiferente, a diferença é para o meio ambiente”, afirma.



Ele ressalta que não há dinheiro do governo do estado envolvido no projeto e que ainda não é possível saber quanto as concessionárias poderão economizar na operação e manutenção de suas frotas, caso o novo ônibus venha a ser aprovado para uso regular.



“O ônibus [a bateria] tem toda a flexibilidade do diesel e não emite gás que causa o efeito estufa. É um sonho de ônibus. Se a parte econômica for atendida, a sociedade ficará muito satisfeita”, diz Ivan. De acordo com o gerente da EMTU, não há previsão de aumentos das tarifas para os usuários caso o novo ônibus venha a ser adotado.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

China prevê que medidas anti-tabaco

China prevê que medidas anti-tabaco evitarão 13 milhões de mortes até 2050
http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/02/19/interna_internacional,499861/china-medidas-anti-tabaco-evitarao-13-milhoes-de-mortes-ate-2050.shtml


AFP - Agence France-Presse
Publicação: 19/02/2014 01:16 Atualização: 19/02/2014 07:38


A aplicação por parte da China de medidas de luta contra o tabagismo, recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), permitirá evitar pelo menos 13 milhões de mortes até 2050, de acordo com estudo publicado no British Medical Journal (BMJ) nesta quarta-feira. A China conta com cerca de 300 milhões de fumantes, ou seja, quase um terço do estimado em todo o mundo.


Atualmente, o cigarro mata mais de um milhão de pessoas por ano no gigante asiático - 939 mil homens e 79 mil mulheres. Esse número pode triplicar até 2030, alertam especialistas de saúde chineses e estrangeiros.



Até agora, Pequim havia tomado muito poucas medidas para conter essa verdadeira epidemia, limitando-se a proibir que se fume nos transportes públicos. Também se aumentou os impostos sobre o cigarro em 2009, mas a medida praticamente não teve repercussão entre os fumantes.



No estudo do BMJ, pesquisadores ocidentais afirmam que, se forem mantidas as condições atuais, milhões de pessoas podem morrer na China nas próximas três décadas e meia.



Se forem aplicadas as recomendações da OMS para a luta anti-tabaco, em vigor desde 2005, a situação pode melhorar sensivelmente. Taxar o maço de cigarro em 75% pode evitar na China, por exemplo, 3,5 milhões de mortes até 2050.

Tecnologia brasileira reduz tempo de combate a incêndios

Tecnologia brasileira reduz tempo de combate a incêndios


Com informações da Coppe/UFRJ - 19/02/2014
Tecnologia brasileira reduz tempo de combate a incêndios
O caminhão tem capacidade para transportar 12 toneladas de CO2. [Imagem: Coppe/UFRJ]


Gás liquefeito
Uma tecnologia inédita desenvolvida pelo instituto de engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete reduzir substancialmente o tempo de combate a incêndios.
O novo sistema, baseado no uso de jatos de CO2 vaporizado, foi instalado em um caminhão que foi entregue ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
O caminhão servirá como banco de testes da nova tecnologia, que será avaliada em situações reais de combate a incêndio na cidade.
A tecnologia é fruto de 16 anos de trabalho do Grupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental da Coppe/UFRJ, e será comercializada pela Cdiox Engenharia, uma empresa nascida e incubada na universidade.
A tecnologia, batizada de Sistema de Descarga Baseado em Gás Liquefeito, caracteriza-se pela descarga massiva de dióxido de carbono (CO2) em estado líquido, a baixa temperatura (entre -72 e -60 graus Celsius) e sob alta pressão.
Os pesquisadores conseguiram desenvolver um sistema pelo qual o CO2, que é armazenado em estado líquido, é lançado nas chamas sob forma de vapor sem se solidificar - ou seja, o CO2 não congela a linha por onde é lançado.
Usado como agente extintor, o CO2 diminui a concentração de oxigênio, abafando as chamas. Como é lançado em baixa temperatura, ele dificulta o aparecimento de novos focos de incêndio e quebra a reação em cadeia da combustão.
Primeiros do mundo
A inovação já rendeu pedidos de patentes para a tecnologia no Brasil e nos Estados Unidos. "Vamos ser os primeiros do mundo nessa tecnologia", afirma o coordenador técnico do projeto, Moacyr Duarte.
A nova tecnologia começará a ser testada nos próximos dias, servindo inicialmente como um treinamento para os bombeiros. De acordo com Duarte, o caminhão deverá estar nas ruas em três meses.
Somente ao final dos ensaios é que será possível afirmar com precisão em quanto o tempo de combate ao fogo será reduzido com o uso do CO2 no lugar da água.
As avaliações iniciais indicam que o caminhão, com capacidade para transportar 12 toneladas de CO2, consiga debelar chamas em uma área de 100 metros quadrados em apenas 4 minutos.
Comparando o uso da água com a nova tecnologia, o tempo-resposta a um incêndio, do início do combate às chamas até o rescaldo final, deverá cair de 4 horas para cerca de 20 minutos.

Consulta pública: Panorama dos resíduos sólidos do Estado de São Paulo


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Indústria do coco cresce, mas alto desperdício gera desafio tecnológico

Indústria do coco cresce, mas alto desperdício gera desafio tecnológico


Com informações da BBC - 18/02/2014
Indústria do coco cresce, mas alto desperdício gera desafio tecnológico
Empresários dizem que reciclagem é cara, mas tem potencial - os subprodutos do coco é que ainda são pouco conhecidos.[Imagem: BBC/Fibraztech/Divulgação]




Segundo Francisco Porto, presidente do Sindcoco, o Brasil produz anualmente 2 bilhões de cocos - 1 bilhão de cocos verdes, para extração da água, e 1 bilhão de cocos secos, matéria-prima do coco ralado e do leite de coco.

Apenas 10% desse total é reciclado. O restante vai para o lixo.
Produtores e empresas afirmam que a reciclagem tende a ser cara e trabalhosa. Esforços para reaproveitar o coco estão parados em algumas cidades.
MDF de coco e nanocelulose
Por outro lado, crescem as iniciativas - e as pesquisas - em busca de usos cada vez mais inovadores e ecologicamente corretos do material.
Na linha de frente das pesquisas está a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que estuda uma forma de transformar os resíduos do coco verde em um material prensado semelhante ao MDF (compensado de madeira). A ideia é que, no futuro, o produto final seja uma alternativa à madeira na produção de móveis.
"Nossa pesquisa já está em fase final, avaliando a resistência do material", explica Fernando Abreu. "O que falta é um investidor, uma empresa que tenha interesse em passar um período aqui dentro (da Embrapa) para a transferência dessa tecnologia."
Seu colega Adriano Mattos cita também estudos para obter, a partir da casca, resinas e nanocristais de celulose, que possam ser usados para aumentar a resistência de materiais plásticos.
Enquanto isso, recicladores de coco tentam difundir o uso de produtos reciclados que já são mais conhecidos.
Um exemplo é o pó do coco triturado, que gera um substrato com alta capacidade de absorção de água. Por isso, é usado como adubo na agricultura - por exemplo, na plantação de cana-de-açúcar, de flores ou mesmo dos próprios cocos.
Os resíduos também podem ser processados para gerar energia por meio da queima. E a fibra da casca é usada em vasos, como substituto de xaxins, para compor estofados de assentos de veículos, para isolantes térmicos e para fazer mantas biológicas usadas na contenção de encostas, evitando deslizamentos.

Tabagismo é doença

Enviado em 18/02/2014 às 21h53, última atualização: 19/02/2014 às 10h22.

Tabagismo é doença

Pesquisa mostra que número de fumantes caiu, mas ainda é alta a incidência de usuários do tabaco
DIÁRIO DA MANHÃ
APARECIDA ANDRADE
O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a epidemia do tabagismo mostra que no mundo existem aproximadamente 1,2 bilhões de fumantes. Só no Brasil, eles são mais de 38 milhões. O vício, apesar de não ter restrições legais, é doença e está por trás de muitos casos de infarto, derrame, enfisema de pulmão e tumores. Em agosto de 2012, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde revelou a queda de 20% no índice de fumantes em seis anos. Isso se deve a campanhas oficiais ou não de combate ao tabagismo. O MS, por exemplo, possui o telefone 0800611997, para orientar e encaminhar viciados ao tratamento. Fumante há 52, o administrador Carlos Luiz de Oliveira, 63 anos, é um desses pacientes que pretende conseguir apoio do SUS, mas reclama da burocracia para conseguir o atendimento.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Carlos Luiz começou a fumar quando tinha 11 anos e desde então nunca mais parou. Recentemente, após ter que passar por uma cirurgia para a colocação de um Stent, uma endoprótese expansível inserida em um conduto do corpo para impedir o estreitamento do fluxo no local por entupimento das artérias, ele resolveu procurar ajuda para parar de fumar. “Eu nunca me preocupei de deixar de fumar, até que eu tive esse problema de saúde”, reconhece.
Na tentativa de deixar o vício, Carlos buscou ajuda no Sistema Único de Saúde (SUS) ligando no Disque Saúde, 0800611997, número divulgado na própria carteira do cigarro. Mas para sua surpresa, houve demora no atendimento e quando foi atendido, pouco foi feito. “A coisa só funciona é bonito no papel”, diz, se referindo as campanhas de combate ao tabagismo, feitas com o objetivo de alertar as pessoas para os riscos que o cigarro traz à vida e o apoio que se prestam dar a sociedade. Que de acordo com ele, só existem no papel que de fato, não são visíveis.
Segundo ele, o processo é muito burocrático. Carlos explica que, ao ligar, o SUS o encaminhou para a Secretaria Municipal de Saúde, em Goiânia, que passou para ele vários números de telefones, de postos de saúde próximo a casa dele, para que fosse verificado qual deles estavam cadastrados no programa de combate ao tabagismo. “Eles te passam vários números e você vai ligando e não encontra ninguém para te dar apoio”, lamenta.
Luiz resolveu recorrer ao Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Craspi), na tentativa de dar início ao tratamento do vício que o acompanha há 52 anos. Mas, mais uma vez foi surpreendido com a falta de organização da instituição. “Gentilmente me disseram que não havia vaga no momento, e está previsto abrir uma turma para o segundo semestre de 2014. Por que o Disque Saúde não funciona? Por que não existe uma coisa mais concreta?”, protesta.
Segundo informações fornecidas pelos SUS, quando a pessoa liga para o Disque Saúde em busca de ajuda para combater o vício, aguarda no máximo um minuto para ser atendida e em seguida são passadas orientações do que a pessoa deve fazer para adquirir o tratamento.
A primeira orientação é que a pessoa deve ligar para a Secretaria de Saúde do município para saber quais são os postos de saúde que fazem o tratamento ou oferecem palestras, psicólogos, reuniões, material com informações. Além de consultas com clínicos para verificar se o paciente deve ou não aderir ao tratamento com medicamentos, seja ele via oral, goma de mascar ou base de nicotina e o adesivo.
Como Luiz não obteve sucesso nesse procedimento depois de recorrer ao sistema de saúde pública, ele chega a uma conclusão: “Para mim existe um problema na administração, uma espécie de desinteresse pela causa, eu preciso de ajuda onde ela está”, acredita. Conta que faz um mês que procura ajuda sem obter resultados positivos. “Vou partir para o campo do particular”, acredita ser a única opção.
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), em 2012, 15,6% da população brasileira declarou ser fumante, enquanto o índice do primeiro levantamento, feito em 2006, era de 19,3%.  Embora o número de fumantes tenha diminuído a pesquisa também mostra que entre os que continuam consumindo tabaco, o hábito se intensificou. A média de consumo diário de cigarros em 2006 era de 12,9 para 14,1 em 2012. Para o oncologista José Carlos de Oliveira, as doenças relacionadas ao cigarro podem demorar mais de 20 anos para se manifestar, explicando, em parte, por que muitos fumantes simplesmente não querem parar.

Mais 3 no "hall da má fama" do serviço público...

20/02/2014 19h31 - Atualizado em 20/02/2014 22h20

Fiscais da Semmas são suspeitos de cobrar propina de R$ 20 mil, no AM

Dois foram presos por corrupção passiva e um terceiro está foragido.
Eles foram detidos em flagrante quando vítima ia entregar dinheiro.

Leandro Tapajós*Do G1 AM
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Dois fiscais serão encaminhados para a cadeia pública, em Manaus (Foto: Rômulo de Sousa/G1 AM)Dois fiscais serão encaminhados para a cadeia pública, em Manaus (Foto: Rômulo de Sousa/G1 AM)
Dois servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) foram presos, nesta quinta-feira (20), suspeitos de corrupção passiva. Segundo informações da polícia, os homens presos, e um terceiro suspeito, teriam cobrado R$ 20 mil em propina aos responsáveis por um terreno, na Zona Sul de Manaus. Eles teriam ameaçado autuar os donos do local caso o valor não fosse pago. As prisões ocorreram após denúncia. Segundo a pasta, os servidores envolvidos serão afastados das funções que exercem.
Segundo a polícia, na última segunda-feira (17),  durante a limpeza de um terreno baldio localizado no bairro Educandos, na Zona Sul, os três fiscais abordaram os funcionários que trabalhavam no local e informaram que a atividade seria irregular. Os fiscais teriam alegado que o uso de retro-escavadeiras não seria permitido sem uma licença e que os proprietários do terreno seriam multados pela Semmas. 
Os responsáveis pelo terreno foram contatados e conversaram com os fiscais na terça (18).  Eles teriam negociado com os fiscais e combinado o pagamento de R$ 15 mil nesta quinta-feira, no estacionamento de um supermercado na Zona Sul. Os responsáveis pelo terreno procuraram a polícia e relataram o ocorrido. Policiais da Delegacia Especializada em Combate ao Crime Especializado acompanharam a entrega do dinheiro e prenderam a dupla em flagrante. Os detidos serão encaminhados à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.
Os dois servidores presos foram apresentados à imprensa na tarde desta quinta-feira. Segundo o delegado adjunto, Mário Júnior, a polícia busca pelo terceiro suspeito que acompanhou as negociações, mas não acompanhou a entrega do dinheiro. "O terceiro envolvido foi indiciado também pelo crime de corrupção passiva, e também poderá ser preso e pegar de dois a 12 anos de prisão", disse.
A Semmas informou, por meio de nota, que aguardará o encaminhamento do inquérito por parte da Polícia Civil para tomar as providências cabíveis no caso envolvendo os fiscais presos em flagrante na manhã desta quinta-feira, 20.
Segundo a pasta, o inquérito será encaminhado para a Comissão Permanente de Regime Disciplinar da Prefeitura de Manaus, para que sejam instaurados os devidos processos administrativos disciplinares. O órgão informa ainda que soube da prisão dos servidores por meio da Imprensa e que dará total apoio ao trabalho de investigação da Polícia Civil sobre denúncias relacionadas à prática de ilícitos cometidos por agentes fiscais. Informa ainda que os servidores envolvidos serão afastados imediatamente do exercício das suas funções enquanto tramitarem os procedimentos de apuração.
*Colaborou Rômulo de Sousa.