sábado, 9 de novembro de 2013

Zona Verde (Parklet)

06/11/2013

Zona Verde (Parklet) Estaciona na X Bienal de Arquitetura de São Paulo


O Instituto Mobilidade Verde,  co-realização  do grupo Design Ok , Patrocínio Vitacon, apoio da Concresteel, Nomen , NeoRex,  Florestas Urbanas, X Bienal de Arquitetura, Gentilezas Urbanas do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e Summit  querem promover a segunda etapa do  diálogo com a sociedade brasileira sobre modos de fazer e usar a cidade,   e ainda  levantar questões acerca dos espaços públicos e o uso do solo por meio das “Zonas Verdes”.
As "Zonas Verdes” foram inspiradas nos "parklets" criados em São Francisco, nos Estados Unidos, e surgem como forma de converter o espaço de estacionamento de automóvel na via pública em área recreativa temporária. O objetivo central do projeto é estimular a discussão das cidades para as pessoas e o uso do solo com equidade.
Este conceito inclui instalar áreas de lazer e convívio entre as pessoas em espaços anteriormente ocupados por carros, bem como em áreas que podem ativar determinadas ruas, bairros ou cidades.
Pesquisa realizada com cerca de 1.000 usuários durante a primeira etapa, realizada durante o Design Weekend em Agosto de 2013 em dois endereços: Rua  Amauri – Itaim e Rua Maria Antônia na Vila Buarque – Centro de São Paulo revelou a importância do desenvolvimento de áreas permanentes para o pedestre. O projeto teve 100% de aceitação tanto para pedestres , quanto para motoristas.
A cidade de São Paulo possui 37 mil vagas de zonas azuis, sendo que 32 mil são destinadas exclusivamente para automóveis particulares sem prioridade, o número de automóveis registrados no Detran-SP superam a casa dos 7 milhões de unidades, atualmente cerca de 1.500 carros zeros são incorporados diariamente na frota circulante de São Paulo, ou seja, o número de vagas é insuficiente para atender uma demanda de automóveis  na cidade de São Paulo, o  que teoricamente poderia ser negativo para a intervenção, porém o resultado   mostrou-se bastante positivo na prática, os motoristas tem a exata noção de que mesmo que dobrasse  o número de estacionamentos, ainda assim eles seriam insuficientes para atender a demanda crescente de estacionamentos. O número de pessoas com respostas contra a criação de novos estacionamentos de carro é praticamente o mesmo entre motoristas e pedestres, 88% para  quem não tem carro e 77% de quem possui carro ( são contra a criação de mais estacionamentos zonas azuis). Apenas 5% de quem tem carro e 2% de quem não tem foram favoráveis  da ampliação dos estacionamentos de zonas azuis na cidade.  No entanto para  100%  das pessoas consultadas sobre  o uso de zonas azuis, foram favoráveis  para criação de “Zonas Verdes” permanentes  no espaço de dois automóveis, todos eles  consideraram Excelente ou Boa a iniciativa.
A pesquisa também identificou que na faixa ETÁRIA dos  26 a 31 anos, contem  o grupo com maior motorização ( 98% de proprietários de carro) , no entanto é o grupo que menos utiliza o carro, com cerca de 78% utilizando o carro apenas uma vez por semana e 22 % utilizando  2 ou mais vezes por semana. Isso demonstra que os mais jovens tem uma percepção diferente de cidade e faz o uso mais racional do carro.
2ª Etapa do Projeto
A segunda etapa do projeto visa estimular a ocupação do espaço pela comunidade do entorno, comércio, trabalhadores e moradores,  além do desenvolvimento de atividades que possam debater a importância da criação de áreas de refúgio para o pedestre, acessibilidade , mobiliário urbano que estimulem  o descanso,  leitura e  a interatividade.  O objetivo que possamos ter  informações  e debates suficientes para criação de políticas públicas que favoreçam a criação de espaços permanentes para o pedestres e infraestrutura para ciclistas na cidade
 Local: Rua Padre João Manuel, esquina com a av. Paulista
A partir do dia 8/11
Lançamento oficial : dia 11/11 as 10 h

Zonas Verdes em São Paulo
Em contraponto às áreas de Zona Azul – estacionamento rotativo pago, em áreas públicas –, estamos propondo para a cidade de São Paulo a criação das Zonas Verdes, que são pequenas áreas de lazer instaladas em espaços destinados ao estacionamento de carros e, assim, transformá-las em locais para os pedestres. Desta maneira, ruas e bairros ficarão mais humanos e amigáveis e se transformarão em locais de convívio e apreço do comércio local.

Com as Zonas Verdes, os promotores pretendem criar um canal de diálogo com a sociedade, a fim de debater questões ligadas à ocupação dos espaços públicos pelas pessoas e, dessa forma, transformar a cidade em um lugar melhor e mais gentil para a convivência de todos.

O projeto “Zonas Verdes a reinvenção do espaço público” tem os objetivos de:
1. Debater com a sociedade e  dialogar  com o poder público as condições dos espaços urbanos, seus modos de uso e ocupação;
2. Estimular o desenvolvimento de políticas públicas que permitam a  implantação permanente das Zonas Verdes, tornando as ruas mais seguras, equitativas e humanas;
3. Discutir amplamente o papel da cidade voltada para as pessoas e os pedestres, bem como o uso do solo com equidade; 
4. Aumentar o espaço público por pessoa na cidade, tornando ruas e  bairros mais humanos e amigáveis, ativando o convívio e o comércio local;
5. Discutir o espaço dos automóveis na cidade;
6. Estabelecer um canal de diálogo com a  sociedade para debater a forma de ocupação dos espaços e descobrir qual a maneira mais adequada de transformar a cidade em um espaço melhor, mais humano e gentil para todos.
Projeto Zonas Verdes  está organizada em três etapas:
A primeira  consistiu  na  apresentaçnao do projeto durante o Festival de Design DW!, evento de quatro dias onde os cidadãos puderam conhecer o conceito das Zonas Verdes e experimentar uma maior igualdade do espaço na cidade (pedestres X automóveis).
A segunda etapa será durante a 10ª Bienal de Arquitetura, ocasião em que a Zona Verde ficará montada durante um mês. Neste período, o grupo irá convidar a sociedade, os institutos e o poder público para debater questões relevantes sobre mobilidade urbana e a possível implantação das Zonas Verdes na cidade. Será apresentado um estudo desenvolvido pelo Instituto Mobilidade Verde com dados sobre o monitoramento das Zonas Verdes e a participação da sociedade. Este estudo será compartilhado com os cidadãos e o poder público da cidade de São Paulo.
O intuito do projeto é que a Prefeitura de São Paulo, após estas duas experiências, adote as Zonas Verdes como políticas públicas para a cidade, culminando assim na terceira etapa do projeto.
REALIZADORES DAS ZONAS VERDES
Instituto Mobilidade Verde: O Instituto Mobilidade Verde é uma ONG sem fins lucrativos que trabalha com a Mobilidade Urbana e a ocupação do solo como meio de desenvolvimento social, através de atividades  que ajudam a colocar as pessoas em contato com seu meio ambiente urbano e com a sua comunidade  com o objetivo de preencher as  lacunas sociais e geográficas, criando  espaços para as cidades  descobrirem-se.
Grupo Design Ok: Formado por alguns dos mais importantes e criativos designers brasileiros, o grupo design Ok nasceu em 2008 com o objetivo principal de fomentar o design autoral pelo desenvolvimento de ações que deem visibilidade ao trabalho de criação em design.  
Por Lincoln Paiva às 21h07

Bilhões de planetas do tamanho da Terra podem ser habitáveis

Bilhões de planetas do tamanho da Terra podem ser habitáveis


Bilhões de planetas do tamanho da Terra e em órbita de estrelas semelhantes ao Sol em nossa galáxia podem ser habitáveis, revelaram astrônomos nesta segunda-feira.
Uma em cada cinco estrelas parecidas ao Sol na Via Láctea, que tem 55 bilhões de estrelas, pode ter um planeta do tamanho da Terra em sua órbita, e se este não estiver muito longe ou muito perto do seu astro, há possibilidade de abrigar água líquida e vida.
O estudo se baseia em uma nova análise de três anos de descobertas do Observatório Espacial Kepler, da Nasa.
"Isto significa que, entre as milhares de estrelas que observamos no céu durante a noite, a mais próxima, similar ao Sol e com um planeta em sua órbita, está, provavelmente, a apenas 12 anos luz (cada ano luz equivale a 9,461 bilhões de quilômetros) e é visível a olho nu", assinalou o astrônomo Erick Petigura, da Universidade de Berkeley, na Califórnia.
A pesquisa, publicada nas Atas da Academia Nacional da Ciência, foi apresentada durante a conferência sobre o Kepler em Moffett Field, Califórnia.
"Estes resultados permitem pensar que planetas como a Terra são relativamente frequentes em toda Via Láctea", destacou Andrew Howard, astrônomo do instituto de Astronomia do Avaí e coautor do estudo.
Baseados nos três primeiros anos de dados obtidos por Kepler, os pesquisadores detectaram 3.538 potenciais exoplanetas, dos quais 833 foram confirmados. Entre estes, 647 são do tamanho da Terra e 104 se encontram na distância do Sol habitável, e 10 são rochosos como a Terra, disse Jason Rowe, do instituto SETI, durante a coletiva.
Buscar sinais de vida
O fato de um planeta com massa comparável a da Terra se encontrar em uma zona onde poderia ser habitável não o faz, por si só, propício à vida, observaram os cientistas.
"Alguns poderiam, por exemplo, ter atmosferas muito densas, o que tornaria as temperaturas na superfície muito elevadas para organismos vivos", explicou Geoffrey Marcy. "Na realidade, desconhecemos a variedade dos tipos de planetas e as características sob as quais poderiam haver vida".
"A abundância de planetas como a Terra, em órbita de estrelas relativamente próximas, simplificará as futuras missões da Nasa para estudá-los detalhadamente", destacou Andrew Howard.
Segundo Natalie Batalha, cientista da missão Kepler, "dentro de 50 anos seremos capazes de observar as características da atmosfera destes exoplanetas e o objetivo seguinte será obter imagens de boa qualidade de sua superfície, ver a topografia e buscar sinais de vida".
A missão Kepler, lançada em 2009, se ocupa da busca de planetas fora do sistema solar que podem orbitar a uma distância de suas estrelas que permita a existência de vida.
"Temos muitas missões a considerar no futuro. Penso que algumas delas, que já estão impulsionando a tecnologia, poderiam ser postas em marcha por nossos filhos ou netos", disse Bill Borucki, um dos principais pesquisadores do Kepler.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E-book gratuito sobre Pagamento por Serviços Ambientais é lançado

E-book gratuito sobre Pagamento por Serviços Ambientais é lançado

31/10/2013     -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Planeta Verde

Publicação traz artigos sobre os desafios que ainda cercam as iniciativas de remuneração de proprietários de terras que de alguma forma garantam a preservação da biodiversidade e dos benefícios que a natureza nos proporciona



http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/documentos/DIREITO%20e%20%20%20%20%20%20MUDANcAS%20CLIMATICAS%206.pdf

Existem muitas dúvidas sobre os chamados Pagamentos por Seviços Ambientais (PSA), mecanismo que tem tudo para ser bastante relevante em um país rico em biodiversidade e tão dependente de sua agricultura como o Brasil.

Para ajudar a esclarecer algumas dessas questões, foi publicado nesta semana o e-book "Sistemas estaduais de PSA: diagnóstico, lições aprendidas e desafios para a futura legislação".
Contendo quatro artigos acadêmicos, a publicação aborda a questão do Direito Ambiental, mudanças climáticas e PSA sob diversos aspectos. O e-book faz parte da série de livros eletrônicos sobre direito e mudanças climáticas que o Instituto O Direito por Um Planeta Verde vem publicando desde 2010. 
 O artigo de destaque da publicação é o da professora da Universidade de São Paulo (USP) e diretora do Planeta Verde, Ana Maria de Oliveira Nusdeo. No texto "Pagamento por serviços ambientais: do debate de política ambiental à implementação jurídica", a autora discute os desafios do PSA com o objetivo de ajudar a solucionar certos impasses que ainda existem no âmbito jurídico.
 Para ela, uma das grandes questões dos esquemas de PSA é a da equidade social. Ana reflete sobre a necessidade de se inserir os pequenos grupos aos sistemas de PSA, assim como o desafio de se pensar qual o tipo de participação que os grandes proprietários de terra terão nesses esquemas.  Uma possível solução apontada pela professora é a de se estabelecer requisitos prioritários de aderência aos grupos mais fracos, enquanto limites máximos de pagamento por propriedade.
 PSA e Mudanças Climáticas
 O artigo "Os Sistemas de pagamento por serviços ambientais como ferramenta de gestão dos riscos decorrentes das mudanças do clima" também compõe o e-book e é do autor é Guillermo Tejeiro, coordenador técnico do Projeto.
 No texto, ele faz um apanhado teórico das publicações sobre biodiversidade, serviços ambientais e mudanças climáticas dos órgãos internacionais da área ambiental. O mestre em Direito Ambiental evidência a relação existente entre a preservação dos ecossistemas e a mitigação e adaptação ao aquecimento global.
 O Pagamento por Serviços Ambientais, segundo o autor, pode ser uma ferramenta eficaz na gestão de riscos das mudanças climáticas. "As iniciativas de PSA demonstram o seu potencial como ferramenta de mitigação e de adaptação às mudanças do clima, posto que promovem a gestão sustentável dos ecossistemas e, consequentemente, dos serviços ecossistêmicos relacionados com a mitigação e a adaptação deste fenômeno", aponta.

 Direito e serviços ecossistêmicos
 Márcia Stanton faz considerações sobre a função do direito na promoção dos serviços ecossistêmicos, no artigo "O papel do direito na proteção dos serviços ecossistêmicos". A autora discute como o direito pode proporcionar incentivos positivos a comportamentos adequados à sociedade, como a preservação ambiental, indo além dos mecanismos de comando e controle, que promovem punições a comportamentos inadequados.
 A advogada aborda alguns aspectos principais do PSA, como a condicionalidade e voluntariedade. Além disso, reflete sobre o papel do direito como normatizador de políticas públicas. "O PSA apresenta grande potencial para induzir comportamentos e exercer uma função persuasiva e premonitiva", coloca. Para ela, é fundamental estudos sobre as normativas de PSA já em vigor no país a fim de se instituir leis que rejam uma política nacional sobre o tema.

 PSA na Costa Rica
 O professor de Direito Ambiental da Faculdade de Direito da Universidade da Costa Rica, Mario Peña Chacón, traz para a publicação um detalhamento sobre como funciona o sistema nacional de Pagamento por Serviços Ambientais em seu país, que comporta uma grande biodiversidade. Chacón também aborda essa questão relacionada ao aquecimento global e aos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).
 Para o autor, o PSA na Costa Rica se efetivou como um mecanismo de sucesso no país, desde sua criação na década de 90. "El marco jurídico y económico del programa de pago de servicios ambientales, debe de servir a la comunidad internacional como un claro ejemplo, de la factibilidad y sustentabilidad de esta clase de proyectos, los cuales crean beneficios no solo a la sociedad", coloca.

Elevação do nível do mar deve afetar os sistemas de abastecimento d’água e de esgoto do Recife


Elevação do nível do mar deve afetar os sistemas de abastecimento d’água e de esgoto do Recife




Em dias de marés muito altas, ruas do Recife são inundadas. Foto: Alexandre Gondim/DP/D.A.Press
Em dias de marés muito altas, algumas ruas do Recife são inundadas. Foto: Alexandre Gondim/DP/D.A.Press
O aquecimento global deve provocar, segundo relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), alterações profundas nas cidades litorâneas do país.
Sob esse risco, encontra-se o Recife.
As alterações serão provocadas pela elevação do nível do mar.
O estudo indica que o aumento do nível do mar pode levar a colapsos do sistema de abastamento d’água e esgotamento sanitário.
Um dos problemas será o retorno de esgoto para as residências em um caso de transbordo dos sistemas de tratamento.
Devido a esses problemas, o lençol freático será afetado.
O aquecimento global ameaça também reduzir a pesca marítima brasileira em até 10% nos próximos 40 anos.
Isso porque o aumento da temperatura da água e a mudança na salinidade levará algumas espécies a buscar regiões mais frias.
O relatório do painel, que reúne 345 especialistas de universidades e institutos de pesquisa brasileiras, foi publicado na semana passada.
Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Reciclagem de óleo é isso?

'Óleo de sarjeta’ se espalha na comida de rua da China



Comer frituras em algumas barracas de rua na China é um hábito dos moradores e atrai muitos turistas. O que muitos desconhecem é o ‘mercado negro do óleo’, que serão vendidos para os cozinheiros das ruas. Os operários do esquema vão em lixeiras, calhas e esgotos para encontrar lixo (sólido ou líquido) que tenham gordura usada.

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Com isto, o material é processado, que é transformado em óleo de cozinha. Vendido mais barato para os comerciantes, que não cobram muito pelas comidas nas ruas chinesas. A Radio Free Asia mostra em vídeo como um casal de vendedores de óleo trabalha. Apesar da prática ser ilegal, o óleo é muito difundido entre os comerciantes.

O óleo de sarjeta contém diversas substâncias cancerígenas, mas as autoridades chinesas não conseguem conter o esquema que está bem distribuído pelo país.

Tratamento do tabagismo para as próximas gerações

Tratamento do tabagismo para as próximas gerações
Novas medidas adotadas pelo governo reduzem gradativamente o número de fumantes no país; cenário é visto com otimismo por especialistas da área

 Postada em: 04/11/2013 ás 12:50:44






A proibição de campanhas publicitárias, a nova lei antifumo, o aumento no preço mínimo do cigarro e o uso de imagens de advertência sobre os riscos do tabagismo nas embalagens de cigarro são exemplos de iniciativas que vêm sendo tomadas visando diminuir o número de fumantes e também evitar que novos apareçam. Com estas medidas, especialistas apostam na redução do uso de tabaco nas próximas gerações.

Prova disso é o fato da prevalência do tabagismo vir diminuindo gradativamente nos últimos anos: de acordo com dados do Ministério da Saúde, a população fumante caiu 20% nos últimos seis anos. Outra pesquisa, realizada pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostra que, em 2012, 12% dos brasileiros eram fumantes; em 2006, o índice era de 15%. 

Os números mostram que as ações de prevenção e controle, além da oferta de tratamento para os fumantes, têm sido eficientes na luta antifumo, avalia a presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), dra. Maria Vera Castellano, que acredita que, nas próximas gerações,deve haver uma queda ainda maior no número de fumantes, bem como manutenção nos índices de prevalência do tabagismo, apesar de ainda ser alta a taxa de iniciação por parte dos jovens.

“Os tratamentos como o uso de repositores de nicotina (adesivos e chicletes) e o uso de antidepressivos ou de drogas específicas (vareniclina) continuarão sendo eficientes nas próximas gerações, mas a grande novidade para o futuro pode ser uma vacina que vem sendo desenvolvida por pesquisadores para pessoas que desejam parar de fumar. Esta vacina cria anticorpos que fazem com que o fumante não sinta nenhuma sensação de prazer ao fumar, tornando o ato ‘sem graça’ e reduzindo as chances de recaída. Porém, a vacina ainda não foi lançada no mercado, mas promete ser um método eficiente”, revela a especialista.

Outra boa notícia é que em 2013, o acesso a tratamento para fumantes foi ampliado. A medida faz parte do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), do Ministério da Saúde, e permitirá a ampliação em até 10 vezes do número de unidades e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem tratamento para pessoas que pretendem abandonar o uso do tabaco.

O governo ainda pretende lançar campanhas contra o tabaco com o objetivo de que a população fumante brasileira não passe de 9% até 2022. Essa ação faz parte de um Plano do Ministério da Saúde que inclui ações de prevenção e cura do tabagismo, adequação de leis, aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco, além de reforçar as ações educativas voltadas para a prevenção e redução do uso de tabaco através do Programa Saúde na Escola (PSE).
Foto: Acontece Comunicação e NotíciasFonte: Acontece Comunicação e NotíciasPostador: Chris Rodrigues




Perspectivas do meio ambiente no Brasil

GEO BRASIL
Perspectivas do meio ambiente no Brasil


Páginas Iniciais
Capítulo 1.  Introdução
Capítulo 2 . O estado do meio ambiente no Brasil
Dinâmicas Territoriais
Biodiversidade
Solos
Subsolos
Recursos Hídricos
Florestas
Atmosfera
Ambientes Marinhos
Pesca
Desastres
Áreas Urbanas
Saúde e Meio Ambiente
Capítulo 3.  Respostas de políticas
Capítulo 4.  Cenários para Gestão Ambiental
Capítulo 5.  Recomendações
Anexo 1. Estatísticas e dados - IBGE
Anexo 2. Principais conexões econômicas e ambientais - IPEA
Anexo 3. Biodiversidade
Anexo 4. Compilação da legislação
Colaboradores e Bibliografia

Brasileiros finalmente debatem testes em animais

Brasileiros finalmente debatem testes em animais

30/10/2013   -   Autor: Fernanda B. Müller   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

País parece ter acordado para a questão do uso de animais para o desenvolvimento de remédios, cosméticos e no treinamento de profissionais da saúde



O caso da invasão do Instituto Royal, em São Roque, São Paulo, por ativistas buscando "libertar" Beagles na semana passada trouxe à tona um tema que estava distante das rodas de conversas: os testes em animais.

Utilizados na indústria farmacêutica, de cosméticos e na academia – em faculdades como Medicina, Biologia e Veterinária –, os testes em animais costumam ser defendidos por pesquisadores, médicos e empreendedores como necessários para garantir que os efeitos de determinadas substâncias sobre os humanos não sejam prejudiciais e no treinamento acadêmico de profissionais.
Porém, muitas pessoas acabam por questionar a necessidade desse procedimento e o conhecimento que é gerado por ele. Elas argumentam que os testes não são válidos, usam extrema crueldade e que o ser humano não tem o direito de causar sofrimento a outros animais.
Vídeos e relatos dessas cenas estão por toda a parte, e seria impossível dizer que não há abuso em vários casos.
No caso do documentário ‘Não Matarás’, do Instituto Nina Rosa, a situação se mostra realmente chocante – como em testes de toxicidade em que 50% dos animais morrem em 24 horas ou em outros em que cosméticos são testados nos olhos de um coelho – e diversos especialistas argumentam sobre a quantidade de informações divergentes da alegação de que não há alternativas e de que não seria crueldade. 
Uma das práticas mais combatidas é a vivissecção, quando são realizadas intervenções em animais vivos com propósitos científicos, como por exemplo a observação de fenômenos fisiológicos ou comportamentais a partir da administração de substâncias químicas.

Em ‘Não Matarás’, um estudante descreve um inesquecível episódio em que, para demonstrar o efeito da estricnina, um rato foi aberto (vivissecção) e ao ser injetada em seu estômago, a substância provocou uma forte convulsão no animal. Após procedimentos como este, os animais geralmente são mortos e descartados.
Segundo a ONG PETA, anualmente mais de 100 milhões de animais (ratos, camundongos, sapos, cães, gatos, coelhos, macacos, porcos, aves) são mortos apenas nos laboratórios dos Estados Unidos para lições de biologia, medicina, experimentações e testes farmacêuticos e de cosméticos.
Mas, de pouco em pouco, parece que cenário tende a mudar. Além do reconhecimento da senciência – capacidade de sentir dor física e psíquica – dos animais, em meados de 2007 neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas têm consciência. Ou seja, possuem a noção de si mesmos, do ambiente que os cerca e do outro, de sua espécie ou de espécie diferentes.
Ao ser perguntado por jornalistas se as conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento, o renomado neurocientista canadense Philip Low respondeu: "Acho que vou virar vegano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento." (Leia a entrevista) 
"O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade", lamentou Low.
Legislação
A prática de testes em animais é permitida de acordo com a lei nº 11.794, editada em 2008 pelo deputado Sérgio Arouca, sendo chamada de Lei Arouca. Ela permite o uso de animais para ensino e pesquisa, desde que respeitadas acomodações, regras sanitárias e que não haja crueldade.
De acordo com a lei, os testes em animais são regulamentados pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), um órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI).  O conselho deve estabelecer procedimentos para instalação e funcionamento de centros de criação e laboratórios onde há experimentação animal.
Para que o credenciamento ocorra no Concea, é necessário que a instituição crie sua própria Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). No caso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a única cadeira da CEUA ocupada por uma entidade civil é da Associação Catarinense de Proteção aos Animais (ACAPRA).
E, infelizmente, o que a ONG denuncia é que a aplicação dos protocolos aprovados da CEUA não é fiscalizada.
Além da ausência de monitoramento das atividades, a Advogada Renata Fortes, especialista na proteção judicial dos animais, ressalta que a Lei Arouca é inconstitucional diante do sistema legal de proteção à fauna – ponto reforçado pela liminar concedida pelo Juiz Marcelo Krás Borges, da Comarca de Florianópolis, na Ação Civil Pública 009684-86.2013.404.7200/SC contra a UFSC.
Ela argumenta que a legislação nacional, desde 1934, possui normas legais de proteção aos animais, colocando-os como sujeitos de direito, e que isso foi reforçado a partir da Constituição Federal de 1988, "já que a ordem democrática baseia-se em regras de natureza ética, onde o direito à vida é privilegiado em todas as relações".
“Eticamente, não é certo usarmos os animais como meio para atingirmos finalidades que somente a nós interessam, vivemos em uma democracia que repudia a exploração de qualquer ser pelo uso da força. Animais, comprovadamente, possuem o mesmo interesse em viver que nós”, nota.
“Além disso, eles não têm a propensão de se revoltar pela condição de confinamento ou tortura. Da mesma forma que respeitamos idosos ou crianças, devemos fazer com os animais” continua a advogada.
Nesta linha, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais (ONU, 1978), da qual o Brasil é signatário, coloca que “todos os animais nascem iguais perante a vida e possuem o mesmo direito à existência”.
Fortes explica que apenas lendo a Constituição Federal é possível notar o quanto a Lei Arouca é equivocada.
Por exemplo, o Artigo 225, discorre que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida” e que para assegurar a efetividade desse direito, o Poder Público deve “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade”.
“Nesse artigo, a Constituição Federal prevê o direito fundamental dos animais ao tratamento livre de crueldade, e para nós o poder público tem o dever de garanti-lo,” ressalta Fortes.
A CF também traz em seu artigo 3º como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil “construir uma sociedade livre, justa e solidária” e “promover o bem de todos”.
O Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98) define penas para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” – ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
Ou seja, quando para determinado experimento houver um método substitutivo, o animal não poderá ser utilizado.
“Mas, mesmo que haja essa previsão de crime pelo uso de animais quando houver um método substitutivo, pela leitura da Constituição Federal não há como interpretar de forma diversa: qualquer teste em animal significa uma prática cruel, mesmo com o uso de anestesia, ou seja, viola-se a norma constitucional. É fácil percebermos isso, basta trocarmos um animal por uma criança, não seria crueldade?”, pondera a advogada.
No âmbito governamental, a questão começou a ganhar foco com a criação da Rede Nacional de Métodos Alternativos (RENAMA) ao uso de animais, através da portaria nº 491 de 03.07.2012 do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 
O órgão ainda está sendo implementado, porém é importante ficar claro que há o reconhecimento da validade dos métodos alternativos já que o Ministério da Educação (MEC) homologa os diplomas de universidades que os aplicam.
No caso da UFSC – onde a universidade teve que suspender temporariamente o uso de animais –, citando duas decisões de Tribunais superiores sobre a proibição de animais em circo, o juiz Marcelo Krás Borges afirmou que a retaliação de animais para fins cirúrgicos constitui tratamento ainda mais cruel do que a utilização de animais em circos.
Numa das decisões, o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, relator do Recurso Especial 1.115.916, diz na ementa: ‘‘A condenação dos atos cruéis não possui origem na necessidade de equilíbrio ambiental, mas sim no reconhecimento de que são dotados de estrutura orgânica que lhes permite sofrer e sentir dor.’’ 
Ensino

O uso dos animais no ensino ainda é extremamente disseminado no Brasil, e também altamente criticado.

Há denúncias que mostram o medo dos estudantes em expressar sua rejeição a esses métodos, já que são notoriamente repreendidos por professores e colegas. A “dessensibilização” dos alunos, para afastar qualquer desconforto, começa com o animal sendo rotulado com termos como “peça”, “modelo”, “material de estudo” e com argumentos como que ele estaria ali para isso.
"O uso de animais expõe o estudante muita vezes a contradições, como a de matar para salvar, ou desrespeitar para respeitar. Impõe a muitos estudantes a decisão de cumprir com a tarefa e deixar para trás seus princípios éticos e/ou minimizar suas condições emocionais", critica Thales Tréz, coordenador da Interniche Brasil e professor da Universidade Federal de Alfenas, Minas Gerais, no livro 'Alternativas ao uso de animais vivos na educação'. 
A publicação é de autoria de Sérgio Greif, Biólogo, mestre em Alimentos e Nutrição e um dos principais ativistas pelos direitos animais no Brasil.
"Desconsiderar as diferenças relacionadas à resistência tecidual, coeficiente de sangramento, disposição e tamanhos dos órgãos, reação a anestésicos e outros aspectos fundamentais não pode garantir que estudantes que obtenham sucesso através do treinamento em quadrúpedes o tenham quando o apliquem em seres humanos", ressalta Trés.
Um exemplo da aplicação de métodos alternativos, no caso do ensino, é o da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAMED/UFRGS), que em abril de 2007 tornou-se a primeira faculdade de medicina do Brasil a abolir totalmente o uso de animais na graduação, no que foi seguida logo depois pela Faculdade de Medicina do ABC (SP).
A mudança na UFRGS resultou na implantação de um Laboratório de Técnica Operatória, que funciona apenas com réplicas artificiais das partes do corpo humano, explica o diretor. O projeto todo, com reforma de instalações e aquisição dos modelos, importados, custou cerca de R$ 300 mil, contrapondo o argumento de que seria inviável financeiramente a transição.
“Abolimos o uso de animais porque hoje não se precisa mais disso”, destaca o diretor da FAMED, o médico endocrinologista Mauro Antônio Czepielewski (Leia mais na Ecoagência). 
A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo também não utiliza mais animais vivos, apesar de isso se restringir às disciplinas de técnica cirúrgica e ortopedia.
A professora Júlia M. Matera coloca, no documentário ‘Não Matarás’, que antes da decisão ela utilizaria uma média de 260 a 300 cães ou coelhos por ano e agora a média é de 50 cadáveres.
Nos Estados Unidos, cerca de 90% das faculdades de medicina não usam mais animais, a exemplo das Universidades de Harvard, Princeton e Yale.
A escola de veterinária da Western University of Heath Sciences, nos Estados Unidos, foi criada em 1998 sob o princípio de reverência à vida e com o comprometimento de nunca utilizar animais vivos no ensino. 
Pesquisas
No caso das pesquisas, o problema parece ser ainda mais complexo, e a resistência a mudanças, mais arraigada.
Em uma declaração posterior ao caso dos Beagles, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP lançou uma nota: "Atualmente, não existem alternativas viáveis para a substituição de todos os testes em animais. Em algumas áreas e dependendo da finalidade da pesquisa, há a possibilidade de realizar procedimentos in vitro".
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) declarou que, "nas condições atuais, a ciência não pode prescindir do uso de animais em experimentação". Em 2012 A Fiocruz e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criaram o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), que atuará em conjunto com a Renama.
De acordo com José Mauro Granjeiro, membro do Concea, a Rede prioriza, em sua etapa inicial, a implementação dos métodos validados e recomendados pela Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD, na sigla em inglês).
“A implantação desses métodos permitirá capacitar pessoal para realizá-los e disseminá-los no país, contribuindo para a maior oferta de laboratórios aptos a fazer os testes para as empresas”, informou ao Jornal da Ciência. 
Ainda que no Brasil as alternativas não sejam bem disseminadas, universidades do mundo todo estão trabalhando em novos processos.
O Insituto Wyss de Engenharia Inspirada Biologicamente, da Universidade de Harvard, está desenvolvendo tecidos que imitam funções biológicas de órgãos como o coração, pulmão e intestino para melhorar a forma como se testam novos fármacos.
"Há uma necessidade enorme de métodos alternativos para substituir modelos tradicionais usando animais, já que esses testes nem sempre preveem acuradamente como humanos reagirão à nova medicação", declarou o Instituto. 
Ativistas dos direitos animais defendem que, mesmo com algumas deficiências na área de pesquisa, a transição para métodos sem o uso de animais seria gradativa e, contando com maior apoio financeiro, poderia evoluir rapidamente. Com uma regulamentação mais rígida, as empresas também seriam pressionadas a buscar alternativas.
Por exemplo, a União Europeia proibiu no início de 2013 a venda de novos cosméticos testados em animais. A decisão se aplica a todos os novos produtos e seus ingredientes vendidos no bloco de 27 membros, independentemente do local no mundo onde o teste é realizado. 
Dentro da Europa, o teste de produtos cosméticos como perfume, pasta de dente e xampu em animais já havia sido proibido desde 2004, porém por pressão das empresas apenas agora a decisão foi ampliada.
Efetividade
Além dos questionamentos éticos, regulatórios e práticos, a real aplicabilidade dos testes em animais também é colocada na berlinda por muitos cientistas e ativistas.
Em um artigo publicado no ‘The Journal of the American Medical Association’, pesquisadores concluíram que tratamentos médicos desenvolvidos em animais raramente se traduziam aos humanos e alertaram que deveria haver cautela ao extrapolar as descobertas provenientes de pesquisas com animais para tratar doenças humanas. 
Um caso que ficou conhecido ao redor do mundo foi a administração da Talidomida, introduzida no final dos anos 1950 no Brasil em gestantes – responsável por deformidades em recém-nascidos.
Porém, o escândalo não foi o único desastre verificado em medicamentos que foram exaustivamente testados em animais. A filósofa Sônia Felipe traz em sua obra ‘Ética e Experimentação Animal’ uma lista com mais de 20 substâncias que causaram malefícios aos seres humanos e foram retiradas de circulação.
Felipe informa, ainda, que pelo menos 124 remédios foram retirados do mercado, entre 1968 e 1993, depois de terem recebido certificado público de segurança fornecido pelos laboratórios, ou seja, após terem sido testados em animais.

Crédito imagem: Peta.org