segunda-feira, 18 de março de 2013

Rios e Ruas


17/03/2013 - 03h50

A cinza e árida São Paulo 'esconde' a história de 300 cursos de rios


AMANDA KAMANCHEK
DE SÃO PAULO

Quem diria que a São Paulo árida e cinza tem uma grande história sobre um rio. Uma não, 300 histórias de rio, segundo o geólogo Luiz de Campos Jr., 51, que coordena o projeto Rios e Ruas.
Segundo ele, esses cursos de água têm 3.500 km de extensão. "Não se anda mais de 200 metros na cidade sem passar por um desses cursos", diz Campos.
Vamos contar a história de um rio que tem nome de pássaro: o Saracura. Ele nasce escondido, atrás da avenida Paulista, e escorre pela avenida Nove de Julho, depois segue pelo vale do Anhangabaú, até chegar ao rio Tamanduateí, ao lado do Mercado Municipal.
Para vê-lo, somente seguindo as pistas que restaram sob prédios e rodovias. São as galerias pluviais, os bueiros e os fundos de vale que trazem essas evidências.
Na pequena rua sem saída Garcia Fernandes, atrás do hotel Maksoud, impera outro clima. Menos luz, umidade latente e temperatura amena indicam que ali nasce o Saracura.
A água é conduzida até uma galeria pluvial e segue assim até chegar ao Tamanduateí. É o que acontece com 99% desses cursos de água.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O rio Anhangabaú, que é canalizado para desviar da sua rota, deságua no poluído rio Tamanduateí
O rio Anhangabaú, que é canalizado para desviar da sua rota, deságua no poluído rio Tamanduateí
Em dias de chuva, quando transbordam os bueiros, é possível ver uma água translúcida descendo pela rua Rocha, onde fica o lavador de táxis Onofre Sabino, 81. Ele puxa por uma mangueira parte da água da nascente, que brota num terreno, para lavar carros desde 1986.
"Nunca faltou água em todos esses anos", diz Sabino. O lavador diz saber que ali há uma nascente e que ela é sua principal fonte de renda.
Dali, ele explica, a água desce pela rua Rocha até a praça 14 Bis, no Bixiga -- bairro onde viviam os negros recém-libertos, nos anos 1930, e que hoje abriga a escola de samba Vai-Vai.
"Aqui foi um brejo até os anos 1960. Quem morava na região era muito pobre", diz Fernando Penteado, 66, diretor de Harmonia da Vai-Vai. "Nadei no Saracura até o fim dos anos 1950, quando começaram a canalizar o rio", diz.

Nos períodos de chuva, o Saracura faz aparições, inundando a praça 14 Bis. "Brincamos que de vez em quando o Saracura se invoca e diz: 'tô aqui'", afirma o sambista.
Ao chegar à praça das Bandeiras, ele se junta aos rios Itororó (que vem da av. 23 de Maio) e Bixiga. Os três formam o rio Anhangabaú, que segue dali até a rua 25 de Março e deságua no poluído rio Tamanduateí, na avenida do Estado. É o fim da história do Saracura.
Editoria de arte/Folhapress

Peixes mortos na lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio


16/03/2013 - 16h21

72 toneladas de peixes mortos são retiradas de lagoa na zona sul do Rio


MAÍRA RUBIM
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Na tarde deste sábado, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) finalizou o trabalho de remoção dos peixes mortos na lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. Do local, foram retiradas 72 toneladas de peixes mortos, a maioria da espécie Savelha.
A mortandade foi registrada desde a última terça-feira (12). A suspeita é de que a forte chuva do último fim de semana tenha carregado uma grande quantidade de carga orgânica (lixo, esgoto e folhas), o que pode ter provocado a redução do oxigênio da água e a mortandade dos animais.
As mortes foram registradas após a qualidade da água atingir seu nível crítico entre as tardes de segunda-feira e terça-feira (12). As medições são feitas diariamente pela Secretaria de Meio Ambiente do Rio.
Marcelo Sayão/Efe
Milhares de peixes mortos flutuavam na Lagoa Rodrigo de Freitas, devido à contaminação da água, e o cheiro é forte
Milhares de peixes mortos flutuavam na Lagoa Rodrigo de Freitas, devido à contaminação da água, e o cheiro é forte
Para o trabalho de remoção dos peixes, foram mobilizados 194 garis que tiveram o apoio de quatro embarcações, caminhões e Kombis lava-jato. Os funcionários retiraram pequenos peixes que ficaram presos na vegetação para garantir que o problema do mau cheiro seja resolvido.
O forte odor no local atrapalhou atletas que, nos últimos dois dias, participaram da seletiva sul-americana de remo na Lagoa.

domingo, 17 de março de 2013

Green goal contra?


Secretário nomeia ex-assessores para comando de parques

Ao menos 15 áreas, a maioria na zona leste, já tiveram seus administradores substituídos pela nova gestão
Ricardo Teixeira (PV), que deve ser candidato a deputado em 2014, nega o aparelhamento da secretaria do Verde
DE SÃO PAULO
Ao menos 15 parques de São Paulo, quase todos da zona leste da cidade, já tiveram seus administradores trocados pela atual gestão.
Alguns deles se queixam de terem sido retirados do cargo sem receberem explicações da prefeitura.
Segundo funcionários dos parques ouvidos pela Folha, novos "síndicos" não têm familiaridade com o tema. Seus currículos mostram que a maioria não possui experiência em gestão ambiental.
O responsável pelo troca-troca é o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Teixeira.
Vereador licenciado pelo do PV, Teixeira nomeou para administrar os parques Santa Amélia e Benemérito Brás dois de seus ex-assessores parlamentares na Câmara.
Teixeira -que deve ser candidato a deputado estadual em 2014- nega o aparelhamento da secretaria.
"Muitos foram trocados porque não trabalhavam direito. Alguns deles nem era m encontrados com frequência em seus locais de trabalho", afirmou, sem citar nomes.
Teixeira era a segunda opção do prefeito Fernando Haddad (PT) para a pasta. O primeiro escolhido, o também vereador Roberto Trípoli (PV), desistiu antes da posse.
Teixeira e Trípoli são do mesmo partido de Eduardo Jorge, que comandou a pasta entre 2005 e 2012, nas gestões de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).
Entre os novos administradores dos parques, apenas um tem formação superior na área ambiental.
Os outros, apesar de terem curso superior, não possuem experiências no setor.
Cursos listados nos currículos dos administradores foram feitos pela internet, alguns deles com duração de cerca de 40 horas.
De acordo com a legislação em vigor, todos os administradores de parques precisam ter formação superior. Em alguns casos, dependendo do local, eles precisam ter formação específica na área ambiental.
A legislação, entretanto, é vaga, e não determina que tipo de curso na área é necessário. Os salários para o cargo variam entre R$ 2.800 a R$ 4.000. A região e o tamanho do parque é que influenciam no valor recebido.
"O nosso RH disse que são legais os cursos apresentados. Não precisa ser curso superior na área ambiental", diz Teixeira. "Vamos fazer uma boa gestão dos locais."
Até agora, Teixeira já exonerou mais de cem pessoas na Secretaria do Verde.(EDUARDO GERAQUE E EVANDRO SPINELLI)

    Juiz proíbe protestos até em rede social contra prédio na Vila Mariana


    Juiz proíbe protestos até em rede social contra prédio na Vila Mariana

    Decisão impede que ativista faça manifestação no Facebook e num raio de 1 km da construção
    Militante diz que obra é em área de proteção; empresa nega e diz que ação de ambientalista "passou dos limites"
    PEDRO IVO TOMÉCOLABORAÇÃO PARA A FOLHAVANESSA CORREADE SÃO PAULO
    O engenheiro agrônomo e advogado Ricardo Fraga Oliveira, 49, foi proibido pela Justiça de São Paulo de protestar contra a construção de um condomínio na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
    De acordo com a decisão, Oliveira está impedido de fazer qualquer manifestação, "discursos com megafones, ou em carros de som, afixação de cartazes e faixas", em um raio de 1 km ao redor do do empreendimento, que ele alega estar sendo erguido em área de proteção ambiental.
    O engenheiro também não pode publicar qualquer comentário na internet contestando a criação das três torres com 162 apartamento na rua Conselheiro Rodrigues Alves. Os imóveis estão à venda.
    Oliveira é fundador do movimento "O outro lado do muro -intervenção coletiva", responsável por protestos nos muros da construção. O movimento tem uma página no Facebook com 1.241 seguidores.
    Desde junho de 2011, ele e a Mofarrej Empreendimentos, responsável pelo futuro condomínio, estão em guerra por causa do projeto.
    A briga foi parar nos tribunais, quando a construtora pediu uma indenização por dano moral. De acordo com a Mofarrej, as manifestações "passaram do limite".
    "Ele está lá praticamente todo sábado, já contratou escola de samba e interceptava compradores, dizendo 'não compre'", diz Daniel Sanfins, advogado da Mofarrej.
    Na decisão, o juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz, da 34ª Vara Cível, diz que o ativista provoca "estardalhaço" e atrapalha a comercialização de empreendimento cuja obra está autorizada.
    O movimento e a construtora discutem a existência de um córrego no terreno, o que impediria a construção.
    No ano passado, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, na qual Oliveira trabalha, suspendeu a autorização da obra após pedido de moradores da região.
    Em fevereiro, porém, a empresa conseguiu uma liminar para voltar a construir.
    A decisão foi baseada em um parecer da Cetesb (agência de preservação ambiental do Estado), que constatou a inexistência do córrego.
    Oliveira diz que vai recorrer. "Fui alijado do direito de me manifestar."

    Dia Mundial da Água e incentiva consumo consciente


    09/03/2013 - 08h00

    Exposição marca Dia Mundial da Água e incentiva consumo consciente

    DE SÃO PAULO

    http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1241043-exposicao-marca-dia-mundial-da-agua-e-incentiva-consumo-consciente.shtml

    O consumo consciente da água é tema de exposição que abre no domingo (10) na estação Clínicas do Metrô de São Paulo. A mostra "Gotas", da artista plástica Andrea Laybauer, marcará também as comemorações do Dia Mundial da Água, em 22 de março.
    "Pretendemos com este evento levar a questão da conservação da água para o público em geral", diz a diretora da Editora Cultura Sub, Ana Carolina Xavier, responsável pela organização da mostra.
    A exposição terá 26 imagens --11 delas inéditas-- criadas pela artista por meio da macrofotografia, técnica que consiste no congelamento do exato momento do choque de uma gota d'água em uma superfície líquida e a reflexão da imagem.

    Mostra marca Dia Mundial da Água

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    Divulgação
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    Exposição no metrô Clínicas terá obras da artista Andrea Laybauer; exposição terá 26 imagens, das quais 11 são inéditas
    As obras conseguem trazer para o espectador elementos que existem, mas que não são percebidos por serem detalhes pequenos, alguns milimétricos, que acontecem em frações de segundos.
    As imagens da artista também ressaltam o objetivo da mostra: conscientizar o público sobre a escassez de água no planeta.
    "Queremos alertar a sociedade para o consumo consciente de água", afirma Béatrice de Toledo Dupuy, gerente de marketing e comunicação da Veolia Water, empresa de tratamento de água que patrocina a exposição.
    "Uma pessoa precisa, em média, de 50 litros de água por dia para viver. No Brasil, o consumo é acima desse valor, já que consumimos diariamente cerca de 180 litros", diz Béatrice.
    "Os brasileiros estão começando a usar a água de maneira consciente, mas ainda tem de melhorar porque, por exemplo, ainda tem muita gente que varre a calçada com a mangueira em vez de usar uma vassoura", ressalta a gerente. "No dia a dia são as pequenas coisas que podem se transformar em grandes prejuízos"
    Exposição Gotas. Estação Clínicas (Linha 2 - Verde do Metrô). Av. Dr. Arnaldo, 555, Pacaembu, zona oeste, São Paulo, SP. De 10/3 a 30/4. Dom. a sex.: das 4h40 às 00h18. Sáb.: das 4h40 à 1h. Entrada gratuita.
    CONFIRA ABAIXO ALGUMAS DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA
    • Tome banhos mais curtos. Um banho de 15 minutos, em uma casa, consome 135 litros de água. Um de 5 minutos, apenas 45 litros.
    • Diminua a vazão das válvulas de descarga.
    • Prefira usar regador à mangueira em jardins e hortas.
    • Não lave calçadas com água; use uma vassoura.
    • Equipamentos como o restritor de vazão, a popular "peneirinha", instalados em torneiras, reduzem, em média, 50% do consumo de água.
    • Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana.
    Fonte: Sabesp

    sábado, 16 de março de 2013

    Mais empregos ou salários menores?


    16/03/2013 - 03h00

    Brasil reconhecerá diploma de engenheiros e arquitetos portugueses

    http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1247099-brasil-reconhecera-diploma-de-engenheiros-e-arquitetos-portugueses.shtml

    FLÁVIA FOREQUE
    DE BRASÍLIA

    Engenheiros e arquitetos portugueses poderão ter o diploma reconhecido de forma quase automática no Brasil.
    A mudança, no primeiro momento, ficará restrita a um grupo de universidades federais --cabe às instituições públicas reconhecer o diploma de graduação estrangeiro. É um primeiro passo que pode repercutir em outros cursos.
    A intenção é assinar convênio entre universidades nacionais e portuguesas na próxima semana, durante visita ao Brasil do ministro de Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato. O Ministério da Educação brasileiro apoia a iniciativa.
    Na prática, a alteração será sentida "em três, quatro meses", estima o reitor da UFScar (Universidade Federal de São Carlos), Targino Araújo, presidente da comissão de Relações Internacionais da Andifes (associação de reitores). "É para facilitar esse processo. A questão da internacionalização [dos profissionais] é um fato."
    Nos anos 1990, restrições a dentistas brasileiros em Portugal criaram rusgas diplomáticas. O imbróglio levou dez anos para ser resolvido.
    A demanda para acelerar o reconhecimento de diplomas portugueses é antiga, mas ganhou força diante da crise econômica na Europa.
    A revalidação não garantirá ao profissional o direito de atuar no país: isso depende de registro profissional dado pelos conselhos regionais. O Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) diz que não fará objeção ao pedido de registro de portugueses.
    Em média, a entrega do registro acontece em três meses, independentemente da nacionalidade do profissional.
    A entidade reconhece que o ritmo de formação de engenheiros está abaixo da demanda dos próximos anos, com investimentos em Copa e Olimpíadas. Pondera, porém, que a procura por cursos de exatas tem sido cada vez maior.

    SISTEMA ONLINE
    Quando um estrangeiro quer revalidar seu diploma no Brasil, independentemente do curso, o processo cabe às universidades públicas. A Andifes quer criar um sistema online para que essas instituições tenham acesso a processos em análise em todo o país e, assim, reduzam o tempo gasto.
    Exemplo: uma universidade no AM poderá ver que outra do RS já revalidou diploma de jornalismo de uma faculdade estrangeira. Esse histórico poderá acelerar o trâmite do pedido de outro aluno da mesma instituição.
    "Se o currículo do aluno já foi analisado antes, será rapidíssimo", diz Araújo.

    Veja a lista de universidades que integrarão o acordo entre Brasil e Portugal
    Brasil
    UFScar (Universidade Federal de São Carlos)
    UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
    UFAL (Universidade Federal de Alagoas)
    UFPA (Universidade Federal do Pará)
    UFG (Universidade Federal de Goiás)
    UFPR (Universidade Federal do Paraná)

    Portugal
    Universidade de Coimbra
    Universidade de Lisboa
    Universidade do Porto
    Universidade Técnica de Lisboa
    Universidade Nova de Lisboa
    Universidade de Aveiro
    Universidade do Minho
    Universidade de Évora
    Universidade de Açores
    Universidade do Algarve
    Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
    Universidade da Beira Interior
    Universidade da Madeira
    Universidade Aberta
    Universidade Católica Portuguesa

    Obras de acessibilidade nos municípios paulistas ganham linha de crédito sem juros

    15/Março/2013

    Obras de acessibilidade nos municípios paulistas ganham linha de crédito sem juros


    http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/obras-de-acessibilidade-nos-municipios-paulistas-ganham-linha-de-credito-279388-1.asp

    Iniciativa da Desenvolve SP pretende viabilizar intervenções para inclusão social em municípios carentes


    Gustavo Jazra


    Konstantin Yolshin/Shutterstock
    Na última quinta-feira (14), a Agência de Desenvolvimento Paulista lançou uma linha de crédito sem juros para a implantação de planos de acessibilidade em prédios e espaços públicos municipais. Denominado Linha de Acessibilidade Urbana, o programa conta com juros subsidiados pelo governo estadual e prazo de até 72 meses para prefeituras e órgãos da administração municipal.
    A nova linha contempla o financiamento de projetos de acessibilidade a pessoas com deficiência visual, física, motora ou intelectual nos espaços públicos. Além de melhorias nos prédios e espaços públicos, como reformas e adequações que promovam acessibilidade, a linha prevê a implantação de sistemas de iluminação, sonorização ou comunicação visual, aquisição de máquinas e equipamentos.
    De acordo com o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, a iniciativa pretende oferecer oportunidade aos municípios que não têm condições de executar obras que proporcionam a inclusão social das pessoas com deficiência.
    A liberação do crédito depende do resultado da análise financeira e da capacidade de endividamento da prefeitura, além da aprovação da secretaria do Tesouro Nacional, usando como garantias as cotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelos municípios podem ter acesso à linha de crédito.

    sexta-feira, 15 de março de 2013

    GBC põe em prática projeto piloto para referencial de casas sustentáveis

    4/Março/2013

    GBC põe em prática projeto piloto para referencial de casas sustentáveis


    http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/gbc-poe-em-pratica-projeto-piloto-para-referencial-de-casas-278868-1.asp

    Nove habitações com diferentes sistemas construtivos serão avaliadas ao longo do ano para a criação de selo de sustentabilidade. Três obras já estão em execução


    Gustavo Jazra

    Três dos nove projetos piloto para o Referencial de Casas Sustentáveis do Green Building Council (GBC) Brasil já entraram em fase de execução, e os outros seis deverão iniciar as obras em breve. As casas devem ser entregues no final de 2013, independente dos sistemas construtivos utilizados, que variam de sistema em EPS, na Vila Maresias, em São Sebastião, a Steel Frame em Brasília, passando por estruturas de madeira, alvenaria comum e sistema de tijolo solo-cimento.

    Divulgação

    O projeto lançado em setembro do ano passado, com o objetivo de criar parâmetros nacionais de sustentabilidade para residências, deve confirmar as estimativas da organização para encarecimento de 1% a 7% no valor para casas sustentáveis, garantindo certa viabilidade econômica e conscientização dos envolvidos no setor. "Este aumento de valor depende sempre de como as equipes se organizam e quais materiais são especificados", afirma a coordenadora técnica do GBC Brasil, Maria Carolina Fujihara.
    Ainda de acordo com a coordenadora, este relativo acréscimo no orçamento das obras é revertido rapidamente durante a operação das residências, uma vez que terão consumo de água e energia mais baixos do que em casas tradicionais. "Além disso, quando o proprietário ou investidor quiser vender esta residência, ela terá um valor maior embutido por ter sido projetada e construída com princípios de sustentabilidade, ainda dispondo de um selo que ateste essa vantagem", disse.
    A iniciativa de um sistema de referência nacional na construção de casas sustentáveis surgiu a partir da alta demanda pelas avaliações de edificações que se encaixam na categoria. Com base em leis a normativas brasileiras, e projetos em três das cinco regiões, o referencial tem a pretensão de ser totalmente adaptável a qualquer clima e região do território nacional. "Ele conta não somente com a função de atender ao mercado habitacional, mas também de estimular a criação de leis e incentivos fiscais para toda construção que contenha itens de sustentabilidade", explica Fujihara sobre o fomento da indústria verde.
    Além de servir como referência para casas, o sistema vai avaliar um apartamento na cidade de São Paulo, proporcionando assim a certificação de apartamentos únicos ou até de prédios inteiros.
    O selo só valerá para novas construções ou grandes reformas, em decorrência da maior dificuldade de se avaliar casas já construídas. Apesar disso, o GBC Brasil planeja lançar um referencial que avalia operação e manutenção de construções residenciais.
    Confira os projetos escolhidos pelo Green Building Council Brasil para participar do Referencial da Casas Sustentáveis:
    Residência Sustentável de Brasília - Brasília (DF)

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    Residência Hilgert Silveira - Viamão (RS)

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    Vila Maresias - São Sebastião (SP)
    Apartamento Sustentável - São Paulo (SP)
    Casas Doke - Sumaré (SP)

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    Casa Madagascar - Brasília (DF)
    Casa da Chapada - Chapada Guimarães (MT)
    Catuçaba Ecovila - São Luiz do Paraitinga (SP)

    Divulgação

    Green Loft - São Roque (SP)

    Usina que faz o lixo desaparecer




    Por Luiz Sugimoto, do Jornal da Unicamp - Uma usina que faz o lixo da cidade simplesmente desaparecer. Pesquisa de doutorado apresentada na Unicamp analisa os aspectos econômicos e socioambientais da implantação da WPC – Waste Processing Center, ou Central de Processamento de Lixo – em municípios brasileiros. O processo permite a separação e a correta destinação dos resíduos (materiais recicláveis) hoje depositados em lixões e aterros e, mais que isso, a utilização dos rejeitos (o lixo propriamente dito)
    como matéria-prima para a geração de energia elétrica, bem como o tratamento e reuso da água extraída neste processo. O processo WPC é um desenvolvimento avançado do sistema WTE – Waste to Energy, ou Energia a partir do Lixo – que já está bem disseminado na Europa, Japão, China e Estados Unidos, ao passo que no Brasil esta opção sequer começou a ser discutida.

    “A usina é a melhor maneira de aproveitar o lixo hoje”, diz convicto o engenheiro Sérgio Augusto Lucke, que defendeu a tese na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), sob a orientação do professor Carlos Alberto Mariottoni. “A nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, homologada em 2010, traz uma revolução em termos ambientais. Os prefeitos não podem mais ficar omissos em relação ao lixo, pois se tornou obrigatória a sua coleta e proibido o seu descarte em lixões”, acrescenta o autor, sugerindo que os municípios têm nestas usinas uma ótima alternativa para cumprir as novas normas.
    Lucke afirma que a legislação faz uma clara distinção entre rejeitos (aquilo que não pode mais ser processado) e resíduos (o
    que pode ser reciclado). “Tudo estava indo para lixões, aterros controlados ou aterros sanitários, que agora devem receber apenas
    os rejeitos, enquanto os resíduos precisam ter destinação e processamento adequados. A lei também é clara quanto à inclusão
    social de milhares de pessoas que ganham a vida no lixão, através da promoção do emprego formal, com carteira assinada e demais
    benefícios. Outro grande diferencial é o incentivo à logística reversa.”

    Segundo o engenheiro, as prefeituras que descumprirem a legislação não terão acesso aos mecanismos de financiamento do governo. “Foram estabelecidos metas e prazos, cumpridos por apenas 10% dos municípios, que apresentaram inventários sobre a geração de lixo e planos de ação. Os 90% que não realizaram este trabalho passam a ser questionados pelos governos estadual e federal: se não há
    planos e inventários, para quê financiamento?”.

    Sérgio Lucke informa que 12% do lixo gerado nas mais de 5 mil cidades brasileiras deixam de ser coletados; do que é coletado, a
    metade vai para lixões e aterros controlados e outra metade para aterros sanitários. “A cidade de São Paulo gera 16 mil toneladas de
    lixo por dia; em Campinas, são mil toneladas/dia. O que estamos colocando nestes depósitos é um material valioso: recursos e
    energia. Um cálculo referendado no ano passado pelo Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] é de que o país desperdiça, com isso, aproximadamente 4 bilhões de dólares por ano, aí considerando os recicláveis.”

    O processo - Do lixo urbano que chega à WPC, conforme explica o pesquisador, são separados os resíduos para as empresas
    recicladoras, enquanto os rejeitos são processados para retirada da umidade. “O lixo urbano possui cerca de 40% do seu peso em água, que é tratada e parcialmente utilizada na própria usina, podendo ainda ser disponibilizada ao poder público e indústrias da
    vizinhança. Sobra uma massa quase seca, cuja combustão aquece a água na caldeira e produz o vapor que vai pela turbina movimentar o gerador, obtendo-se na ponta a energia elétrica que é colocada na rede. Outra opção é aproveitar o gás da combustão.”

    aterro sanitário
    Lucke calcula que Campinas, por exemplo, teria 15% a mais de energia elétrica em relação ao que consome, caso contasse com uma
    usina para incinerar suas 1.050 toneladas diárias de lixo. “Existe ainda a vantagem de ser uma geração local, pois não se está
    produzindo energia aqui para enviar a outros estados. Com isso, não se sobrecarrega tanto as linhas de transmissão, quando o governo
    diz que o problema não é gerar, mas transmitir e depois distribuir energia. Se a margem para evitar o risco de apagão é de 3% ou 4%,
    15% oferecem muita segurança.”

    Para chegar a este e tantos outros resultados, o pesquisador colheu dados dos 645 municípios do Estado de São Paulo (de 2005 a 2010), além de previsões até 2020, analisando aspectos como geração de lixo, PIB e população de cada um deles. Ao mesmo tempo, levantou os investimentos e custos de instalação de usinas de variados portes, considerando equipamentos, construção civil, logística, operação, manutenção e folha de pagamento, entre outros. “Uma usina média, com capacidade para 260 toneladas/dia, custaria ao redor de 290 milhões de reais. Ela poderia gerar 120 megawatt/dia, atendendo de 40 a 50 mil habitantes e oferecendo 120 empregos diretos, além dos indiretos e do estímulo à economia regional.”
    Consórcios - Sérgio Lucke concluiu logo de início que a maioria dos municípios paulistas não tem porte suficiente para acomodar uma usina, dando o exemplo de Borá, que mal chega a 1.000 habitantes e gera 200 gramas de lixo per capita – na Capital o índice beira 1,5 quilo. “É necessário formar consórcios para que cidades de uma região atinjam um volume de lixo comum a ser processado. Mas isso pede novos cálculos, pois se no início o custo maior é de investimento, depois passa a ser de logística: conforme aumenta o
    número de consorciados, aumenta a distância entre as cidades, advindo problemas como de transporte e mão-de-obra. É preciso
    dosar, otimizando o processo.”

    Pelas projeções do autor da tese, o ideal seria que o Estado de São Paulo implantasse usinas de forma descentralizada, sejam pequenas,
    médias ou grandes, a fim de atender a diferentes demandas de suas 15 regiões administrativas. A própria Capital precisaria de um
    mínimo de 10 usinas descentralizadas para processar o lixo gerado.

    “Fato é que precisamos resolver o problema do lixo, que em outros países já vem sendo inclusive exportado. O lixo de Nova York é
    transportado em containers embarcados em trens para um percurso de 1.000 a 2.000 quilômetros até o interior do país, onde é em parte aterrado, em parte incinerado. Os Estados Unidos gastam 26 bilhões de dólares só nesse tipo de logística, sem contar o custo do
    processamento.”

    A implantação - Lucke assegura que o Brasil detém tecnologia para implantar usinas de processamento de lixo imediatamente. E
    acrescenta que não fala como teórico, mas como um empresário que tem 40 anos no mercado, sendo 15 anos nesta área específica.
    Formado em engenharia mecânica pela Unicamp em 1973, ele partiu para três anos de especialização profissional na Alemanha, onde
    absorveu bastante de uma mentalidade sobre meio ambiente que na época já era bem avançada. Depois de duas décadas consolidando a vida empresarial, retomou contato com pesquisadores alemães e suíços, desenvolvendo trabalhos conjuntos nesta área desde 1998.

    “Estamos agregando o conhecimento dos parceiros europeus ao nosso e adequando-os ao mercado brasileiro, que apresenta enorme potencial para aplicação desta tecnologia”, observa o pesquisador. “Já desenvolvemos muitos equipamentos e podemos fabricar aqui os outros que forem necessários. Importaríamos apenas a parte de controle de emissões, mais sensível e precisa, a fim de garantir o cumprimento das normais ambientais. Seria possível começar a implantar uma usina daqui a meia hora”, assegura o pesquisador.
    Da incineração poluidora aos benefícios ambientais - O engenheiro Sérgio Lucke recorda que o Japão, enfrentando sérios problemas de espaço para depositar o lixo urbano, foi o primeiro país a incinerá-lo em caldeiras gigantescas, aterrando as cinzas em alguma ilha mais isolada – e nisso foram seguidos pelos americanos. Partiu dos alemães, ao perceberem que se estava queimando gás e óleo para queimar lixo, a idéia de recuperar a energia (WTE). Hoje existem cerca de 700 usinas de incineração com geração de energia WTE espalhadas por Europa, Japão, China e Estados Unidos.
    Entretanto, como observa o pesquisador, as primeiras instalações deixaram o estigma de que incineração é poluição, visto que a
    preocupação não era a mesma de hoje e elas não sofriam um controle rígido. “Muitos componentes das emissões só foram descobertos após a instalação das plantas, como dioxinas e furanos. Mas, nos últimos 15 anos, a evolução tecnológica tornou a incineração o processo mais seguro existente, tanto que o maior nível de emissões das usinas não chega a 20% do valor exigido pelas normas. Há usinas queimando até mil toneladas de lixo por dia, mesmo no centro de cidades como Viena, Osaka e Zurique, sem qualquer problema de odor ou poluição. Um aterro hoje polui muito mais que uma usina.”

    Na opinião de Sérgio Lucke, as centrais de processamento de lixo também ajudariam a amenizar os problemas representados pelos
    aterros, a começar pelos relacionados à saúde. “O Estado de São Paulo gasta 380 milhões de dólares por ano para atender pessoas
    afetadas por problemas de saúde oriundos do lixo, como água contaminada pelo chorume e contato direto ou indireto com os
    vetores de doenças como ratos e insetos. Na verdade, esta tecnologia pode ser aplicada inclusive para recuperar áreas de
    aterros desativados ou em operação, fazendo-se a mineração e processamento de todo o material ali depositado. Considerando que a
    cada dez toneladas de lixo perde-se um metro quadrado de terreno, ganharíamos muito espaço para fins mais nobres, como de lazer e
    habitação.”

    Publicações
    Tese: “O resíduo sólido urbano como fonte renovável para geração de energia elétrica: aspectos econômicos e sócio-ambientais”
    Autor: Sérgio Augusto Lucke
    Orientador: Carlos Alberto Mariotoni
    Unidade: Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC)

    Fotos: Antonio Scarpinetti

    quinta-feira, 14 de março de 2013

    Iluminação pública com energia solar e eólica



    canoas_baram_energia
    A prefeitura de Canoas e o Grupo Baram assinaram, na semana passada,termo de cooperação para projeto piloto e pioneiro no país na área de energia limpa. O acordo prevê a substituição de dois postes para iluminação pública da Rodovia Federal/BR-116 – o segundo mais movimentado do Brasil, que liga Canoas a capital e a cidades do interior do Estado, por dois postes híbridos (energia
    eólica e solar) com quatro luminárias LED de 100 W instaladas a 18 metros de altura; aerogerador de 3000 W e nove placas solares de 90 W, em formato circular, totalizando 810 W. Os equipamentos serão instalados em até 40 dias e, após seis meses, serão feitos testes de avaliação daeficiência energética.

    De acordo com o diretor-presidente do Grupo Baram, Josely Rosa, considerando esses parâmetros, o sistema somado irá gerar para seu próprio consumo 724 kW/mês e evitará a emissão, durante os seis meses de teste, de 4,44 ton CO? (Dióxido de carbono).
    A iluminação pública atual da BR-116, trecho Canoas tem, aproximadamente, 220 postes e consumo anual de energia elétrica em
    torno de 1.670.000 kW/ano. Considerando classe de tarifação B4 – Iluminação Pública (R$/kWh), o gasto anual gira em torno de R$
    234.000,00.

    Além de o sistema emitir na atmosfera, através de usinas de geração de energia, mais de 970 ton CO² (Dióxido de
    carbono). “Isso significa economia de energia e de recursos para o município, que poderão ser destinados para outras áreas”, destaca o prefeito Jairo Jorge, que ressalta ainda a ação inédita da cidade em todo o país. “Não existe no Brasil uma iniciativa semelhante de
    alternativa para iluminação pública nas rodovias, tema de extrema relevância e preocupação de todas as prefeituras do país”.

    O sistema somado gerará para seu próprio consumo 428.000 kW/ano, quatro vezes menos do atual. A equipe de manutenção será acionada de duas a três vezes menos devido ao longo tempo de vida útil do quipamento, eliminando custos e aumentando a disponibilidade de equipes. “Ainda podemos preservar 6130 árvores que seriam
    necessárias para compensar a emissão anual de mais 970 ton CO”, lembra Josely.

    Por que utilizar o sistema híbrido? Caso haja falta de energia elétrica a rodovia continuará iluminada, aumentando a segurança.
    Alta flexibilidade de geração de energia devido às características climáticas da região sul que são bem favoráveis ao sistema. Alta
    confiabilidade através do sistema de backup, pois o banco de baterias supre a não geração por cinco dias, podendo ser ampliado
    conforme a necessidade do projeto.

    Vantagens - luminárias LED: Tempo de vida útil maior que 50 mil horas (entre dez e quinze anos) | Muito econômicas comparadas com lâmpadas vapor de sódio |Elevada eficiência luminosa e índice de reprodução de cores; Menor atração de insetos noturnos, pois não emitem raios infravermelhos e geram muito menos calor que os sistemas existentes |Compromisso com o meio ambiente – não demanda tratamento especial em sua fabricação ou descarte. Não tem em sua composição substâncias tóxicas, nem filamentos; Efeito flash ou acendimento imediato.
    A Baram Energy é uma empresa do Grupo Baram que busca a conciliação entre a sociedade, crescimento econômico e a preservação ambiental. “Na Baram Energy acreditamos que o desenvolvimento sustentável é possível e assumimos o compromisso de orientar a nossa atividade pelos princípios de desenvolvimento sustentável do Grupo Baram”, destaca Josely.
    Grupo Baram: Novo parque industrial da empresa que será inaugurado na cidade de Sapucaia do Sul – Rio Grande do Sul- Com 12 anos de atuação no mercado da construção civil, o Grupo Baram é líder nacional na fabricação de equipamentos de acesso. Possui dois
    parques industriais no país: um em Fortaleza e outro na cidade de Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. No
    segundo semestre de 2013, uma nova unidade fabril será inaugurada em Sapucaia que, somada, dará ao Grupo o total de 30 mil m² de
    fábrica para atender a produção crescente de equipamentos, entre balancins elétricos e manuais, mini-gruas, máquina para acabamento de parede, tapume ecológico, gruas, elevadores de cremalheira, caçamba motorizada, dutos para entulhos e, agora, aerogeradores de energia.

    A matriz da empresa está localizada no município de Esteio (RS) e o Grupo mantém filiais em seis outros estados, entre eles São Paulo.
    Criada em agosto de 2000, a empresa conta com 190 funcionários em todo o Brasil. Além do Brasil, a Baram exporta para países da
    América Latina, como Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai.

    O futuro do nosso planeta...

    Marte já teve ambiente favorável para vida microbiana
    Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/03/2013
    SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Marte já teve ambiente favorável para vida microbiana. 12/03/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=marte-vida-microbiana. Capturado em 13/03/2013. 
    Marte pode ter tido ambiente favorável para vida microbiana no passado
    Reservatório do Curiosity cheio do pó produzido pela perfuração da rocha argilosa - o depósito tem 4,5 centímetros de largura. Em seguida, o pó foi colocado no laboratório de análises do robô, produzindo os resultados divulgados hoje.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS]
    Micróbios marcianos
    Análises de uma amostra de rocha coletada pelo robô Curiosity em Marte revelaram que o ambiente pode ter apresentado condições para vida microbiana no passado.
    Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono no pó que o Curiosity recolheu depois de perfurar uma rocha sedimentar perto do que se acredita ser um antigo leito aquoso.
    Embora ninguém duvidasse que esses elementos estivessem presentes em Marte, a novidade é que eles se organizam em um tipo de rocha cuja formação ocorre associada com a água.
    "Uma questão fundamental para esta missão é se Marte poderia ter suportado um ambiente habitável. Pelo que sabemos agora, a resposta é sim," disse Michael Meyer, cientista-chefe da missão.
    Os dados indicam que a área que o robô está explorando pode ser ou a foz de um antigo rio ou um lago temporário, que poderia ter suprido a energia química e outras condições favoráveis para os micróbios.
    O robô fez esta que foi sua primeira perfuração em Marte, próximo ao local onde já havia sido identificado o leito seco de um antigo rio marciano.
    Argila marciana
    A rocha é composta por minerais de argila, sulfatos e outros compostos químicos.
    Marte pode ter tido ambiente favorável para vida microbiana no passado
    Comparação das rochas encontradas pelos robôs Opportunity (esquerda) e Curiosity (direita) em dois locais diferentes de Marte. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS]
    O ambiente onde a rocha se formou, ao contrário de outros locais já estudados em Marte, não apresenta fortes condições oxidantes, ácidas, ou muito salgadas.
    "Os minerais de argila compõem, no mínimo, 20% da amostra," disse David Blake, responsável pelo instrumento CheMin do robô.
    Esses minerais de argila são um produto da reação de água relativamente fresca com minerais ígneos, tais como a olivina, também presente no sedimento.
    A reação pode ocorrer dentro de um depósito sedimentar, durante o transporte dos sedimentos ou na região da fonte do sedimento. A presença do sulfato de cálcio, juntamente com a argila, sugere que o solo era neutro ou ligeiramente alcalino.
    Os cientistas ficaram surpresos ao encontrar uma mistura de compostos oxidados, menos oxidados, e mesmo não oxidados, mostrando um gradiente de energia do tipo que muitos micróbios da Terra exploram para viver. Esta oxidação parcial ficou clara assim que o pó da rocha perfurada mostrou-se cinza em vez de vermelho.
    "A variedade de ingredientes químicos que identificamos na amostra é impressionante, sugerindo pares tais como sulfatos e sulfetos, que indicam uma possível fonte de energia química para microrganismos," disse Paul Mahaffy, outro cientista da missão.

    A China está construindo um Stargate?


    A China está construindo um Stargate?


    Olha só que coisa curiosa essa magnífica escultura gigantesca que está sendo erguida na China.
    stargate A China está construindo um Stargate?   Curiosidades
    A curiosa construção vem despertando um misto de estupefação e desconfiança no povo chinês. Alguns tabloides locais sustentam que o governo estaria (não ria!) erguendo portais interdimensionais  no centro de suas cidades. Não é de espantar que alguns abilolados pensem assim, já que essa seria uma divertida  especulação para esta estrutura de 157 metros, feita de metal e erguida a toque de caixa, na cidade de Fushun na província de Liaoning, no nordeste da China.
    A desconfiança com o estranho elemento paisagístico surgiu porque ele está sendo erguido numa das muitas “cidades fantasma” na China.
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    Pode parecer estranho pra nós, brasileiros, habituados a décadas e décadas de completa falta de planejamento e crescimento desorganizado, que um país resolva do nada construir cidades completas, sem ninguém em áreas distantes. Ocorre que a explosão de crescimento que a China viveu nas últimas duas décadas, propiciou um aumento sem precedentes da classe média. Não demorou, muitos chineses perceberam que com dinheiro no bolso iriam poder morar melhor. As grandes cidades superpopulosas já não comportavam mais prédios. Muitos chineses resolveram investir suas economias e apostar em rendimentos financeiros advindos do déficit residencial. Assim, literalmente, cidades inteiras foram construídas, e estão lá, prontinhas, apenas esperando que as pessoas se mudem pra lá. São bairros completos, com casas chiques, praças, e até, como vemos pelo “stargate”, monumentos impressionantes.
    Com a crise, a China começou a desacelerar seu ritmo de crescimento, e mais e mais “cidades fantasmas”, compostas de milhares de edifícios em liquidação ficaram pendentes.
    Na criação da estrutura do anel, o “stargate” foram gastas 3.000 toneladas de aço. Ele será iluminada à noite, através do emprego de 12.000 lâmpadas de LED.
    Funcionários do governo municipal dizem que a estrutura titânica não tem outra finalidade senão a de servir como “cartão postal” do lugar.
    Eles argumentam que será algo tão incrível olhar lá de cima como é na Torre Eiffel. A construção tem o nome oficialmente intitulado de “Anel da vida”, mas é chamado também de “círculo do céu” e “o caminho para o paraíso celestial.”
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    O “anel da vida” será usado para observação em alta altitude, e quatro elevadores conduzirão os visitantes ao topo do anel. Claro que os meios de comunicação chineses submeteram a obra a uma dura crítica. Isso não é de surpreender, já que essa coisa custou US$ 16 milhões e foi erguido num lugar onde ainda não mora quase ninguém. Foi isso que despertou a desconfiança de que talvez houvesse uma “agenda oculta” por trás do Stargate, já que a cidade chinesa carece de hospitais e outras instituições sociais.