sábado, 2 de março de 2013

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012


02/03/2013 - 05h00

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012



ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

João Puerro Neto, 37, ficou sem bicicleta há três meses, no Ibirapuera, porque o cadeado que usou para prender sua magrela a uma árvore foi rompido com "alicate que corta corrente que nem manteiga".
A descrição que o professor de fisioterapia escutou sobre a eficácia do corte feito por um ladrão que levou embora sua Trek Navigator, de R$ 2.550, saiu da boca de um guarda municipal do parque.
A GCM (Guarda Civil Metropolitana), responsável pela segurança do Ibirapuera, na zonal sul de São Paulo, nunca registrou tantos casos como o de Puerro Neto como agora.
Editoria de arte/Folhapress
Em 2012, o número de registros de furtos de bike no parque feitos pela guarda civil foi de 31, contra apenas três do ano anterior. De 2006 a 2011, a média de crimes do tipo no local era de apenas três por ano.
Os índices continuam preocupantes e já fazem do Ibirapuera um dos mais inseguros pontos para amarrar uma bicicleta. Só em janeiro deste ano, já foram 15 furtos --a metade de todo o ano passado.
Os números foram conseguidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação --e, na realidade, podem ser maiores, pois há vítimas que não buscam ajuda.
Eduardo de Siqueira Bias, comandante-geral da GCM, diz que o hábito de se silenciar após o furto tem mudado: os ciclistas cada vez mais procuram a guarda para registrar o crime, o que explica, segundo ele, a alta do número em 2012.
Bias afirma que o aumento dos frequentadores do parque (que tem recebido 150 mil pessoas nos fins de semana) e a especialização dos criminosos, com o uso de alicates que cortam as correntes em poucos segundos, também ajudaram a elevar o índice de furtos.

Furto de bicicletas no Ibirapuera

Silva Junior/Folhapress


O ciclista João Puerro teve sua bicicleta furtada no parque do Ibirapuera
Para combatê-los, a GCM aumentou seu efetivo de 140 para 165 homens no parque e conta com 11 câmeras de segurança. Uma delas flagrou no último sábado (23/2) a ação de um criminoso, que, acobertado por outro homem, sacou o alicate da mochila, cortou o cadeado e levou a magrela. Os guardas foram avisados do crime, mas não conseguiram prender o ladrão, que agiu perto do portão seis.
O comandante da guarda diz que há a previsão de inauguração, daqui a um mês, de um bicicletário no Ibirapuera, com um guarda controlando a entrada e a saída das bikes. A medida ainda está sendo discutida com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA
A GCM orienta as vítimas de furto a procurar uma delegacia para fazer um BO, o que ajuda a mapear as áreas de maior vulnerabilidade. O professor Puerro Neto não o fez.
Sem esperanças de reencontrar sua bicicleta, que tinha acabado de ser paga e foi furtada entre as 14h e as 16h de 9 de dezembro, período que passou dentro da Bienal aproveitando o último dia da exposição, ele já comprou outra. Precisava dela para trabalhar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

19ª FEICON BATIMAT






http://www.feicon.com.br/Visitar/Credenciamento/


Credenciamento

Feicon Batimat é o maior e mais conceituado salão da construção da América Latina. Com 21 anos de existência, surpreendendo a cada ano seus milhares de visitantes, apresentando em primeira mão os principais lançamentos e tendências para todo o setor da construção civil.

É o evento mais completo da área, pois só ele reúne todos os grandes líderes do segmento em uma exclusiva exposição de produtos e serviços para todos os setores do ramo.


Saiba como Visitar!


Credenciamento Online - Entrada Gratuita para visitar a feira disponível até 08/03/2013

Os profissionais do setor podem efetuar seu credenciamento online gratuito, através do site www.feicon.com.br, informando um e-mail e senha. O credenciamento é confirmado por e-mail, onde o profissional encontrará seu código de registro. Basta digitar esse código nos totens de autoatendimento no local do evento e retirar sua credencial. Entrada gratuita para os profissionais que efetuarem o credenciamento online antecipado.

Clique aqui e credencie-se agora!

Central de Atendimento
11 2129-6303 - Horário Comercial
credenciamento@credenciamentoweb.com.br

Convite Impresso do expositor - Entrada Gratuita para visitar a feira

Os profissionais do setor que receberam convite impresso do evento, podem efetuar seu credenciamento online gratuito ou dirigir-se ao local do evento com o convite e o cartão profissional em mãos, para a retirada da credencial. A entrada é gratuita para os profissionais que apresentarem o convite impresso da Feicon Batimat 2013.


Inscrições no Local para visitar a feira

Os profissionais do setor que desejarem visitar a Feicon Batimat podem credenciar-se diretamente no local do evento, informando seus dados profissionais nos guichês de atendimento. Para inscrições no local, a entrada custará R$ 55,00*.
*Formas de pagamento: dinheiro ou cartão de débito.


Estudantes

Estudantes podem visitar a feira por meio de grupos organizados (mínimo de 15 pessoas) pela instituição de ensino e monitorados por um coordenador do curso. Solicite ao coordenador que faça a inscrição dos estudantes através do link abaixo.

Importante! O credenciamento de estudantes é exclusivo para as escolas técnicas ou faculdades do setor, mediante comprovação da disciplina no ato da retirada das credenciais. Atenção, vagas limitadas para visitação. As credenciais geradas por meio do site, deverão ser retiradas diretamente no local do evento. A entrada é gratuita para os estudantes que se pré-credenciarem no evento.

Caso sejam esgotadas as vagas para o dia solicitado e o credenciamento online não tenha sido feito, será cobrada entrada no local do evento, no valor de R$ 55,00* por pessoa.
*Formas de pagamento: dinheiro ou cartão de débito.

Expositores
Os expositores podem solicitar as credenciais de acesso ao evento por meio do Portal do Expositor no site da Feicon Batimat, fazendo o acesso com seu login e senha (caso você não possua um login e senha, contate-nos pelo telefone (11) 3060-4717. Nesse espaço estão disponíveis todas as informações e formulários necessários para sua participação no evento.


Imprensa

Os profissionais de comunicação (jornalistas e assessores de imprensa) possuem um credenciamento exclusivo no site www.feicon.com.br, onde basta informar os dados profissionais para adquirir a credencial. As informações serão avaliadas e a aprovação será comunicada por e-mail, bem como detalhes sobre a retirada da credencial.


Como Chegar

Pavilhão de Exposições do Anhembi

Av. Olavo Fontoura, 1.209 | Santana - São Paulo/SP
CEP: 02012-021
Telefone: (11) 2226-0400

Terminal de Ônibus Barra Funda

Metrô até a estação Sé, troque para a Linha 1 - Azul, metrô sentido Tucuruvi, desça na estação Tietê.

Transporte Gratuito

Disponibilizamos ônibus circulares de ida e volta ao Anhembi na saída da estação-Shopping do Terminal Rodoviário/Metrô Portuguesa/Tietê (Linha 1 - Azul). Os embarques terão início 1 hora antes da abertura até 1 hora após o fechamento da feira.

Aeroporto de Congonhas

De táxi especial - aproximadamente R$ 70,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum - aproximadamente R$ 55,00* até o Parque Anhembi.
* Os preços acima estão sujeito a alteração e não são de responsabilidade da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Aeroporto de Cumbica - Guarulhos

De táxi especial - aproximadamente R$ 95,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum - aproximadamente R$ 90,00* até o Parque Anhembi.
* Os preços acima estão sujeito a alteração e não são de responsabilidade da Reed Exhibitions Alcantara Machado.





China admite que poluição criou “vilas de câncer”


China admite que poluição criou “vilas de câncer”


gigantesca nuvem tóxica que cobriu a China por semanas gerou forte pressão da população para que o governo aprove medidas de controle da poluição. Na última semana, a pressão teve resultado, e pela primeira vez Pequim admitiu que a crise ambiental no país produziu as chamadas “vilas de câncer”. “Nos últimos anos, a poluição causou muitos desastres ambientais, como a contaminação de fontes de água potável, e sérios problemas sociais e de saúde, incluindo a existência de vilas de câncer”, diz documento divulgado na última semana pelo ministério do Meio Ambiente da China.
A teoria das “vilas de câncer” chinesas foi criada pelo jornalista e ativista Deng Fei em 2009. Ele fez um levantamento e criou um mapa, usando o Google Maps, para mostrar todas as cidades, aldeias e vilarejos que tinham índices anormais de incidência de câncer. No seu primeiro levantamento, foram encontradas 100 cidades com altos índices da doença. Atualmente, revisões propostas por pesquisadores e outros ativistas elevam o número a pelo menos 400 vilas de câncer.
Apesar do ar poluído ser o foco das manchetes quando se fala em poluição na China, um dos principais problemas no país é a contaminação da água. Grande parte dos casos de câncer são resultado de poluentes químicos que são despejados por indústrias em rios e lagos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente da China, quase a metade (43%) das fontes de água monitoradas está contaminada. Uma das medidas propostas pelo governo é investir US$ 850 bilhões na limpeza de rios e fontes de água potável nos próximos cinco anos.
Mais surpreendente, o plano também propõe, pela primeira vez, a criação de uma taxa de carbono. Segundo a agência Xinhua, a ideia é aumentar os impostos dos setores mais poluentes da economia, especialmente a indústria do carvão. Ainda há dúvidas sobre a efetividade da proposta. O projeto não foi divulgado e os valores especulados, de 10 yuans por tonelada de carbono emitida, são considerados baixos para que a taxa realmente seja uma medida ambiental – e não apenas mais uma forma de o governo coletar impostos da população. Ainda assim, o anúncio pode indicar uma guinada na forma como o governo chinês lida com seus problemas ambientais.
Foto: Reprodução do mapa das “vilas de câncer” no Google Maps.
(Bruno Calixto)

Florestas urbanas deixam São Paulo mais verde


Florestas urbanas deixam São Paulo mais verde

Redação em 06/02/13

Quem passa pelo metrô Sumaré, em Pinheiros,  já se familiarizou com uma instalação verde na parede cinza de uma das rampas de entrada da estação. Trata-se do Jardim da Alegria, um dos projetos daONG Floresta Urbana.
Apesar do design semelhante ao das caras  ”paredes verdes”, moda em casas de bairros de elite, os Jardins da Alegria são feitos com garrafas PET, arame e telhas. Trata-se de uma solução bonita, barata e sustentável, perfeita para colocar mais natureza em bairros sem espaço para praças e parques.
DivulgaçãoDivulgação
Cuidar do jardim virou rotina para quem passa no local
A experiência do jardim na estação de metrô trouxe surpresas positivas para a presidente da ONG, Thelma Spangenberg. “Deixamos o borrifador preso apenas com um barbante, qualquer um podia pegar e levar embora. Viajamos e, quando voltamos, depois de um mês, ele ainda estava lá”, conta. Já virou hábito de quem passa no local contribuir para a manutenção do jardim. “Enchemos todos os dias e no fim da tarde está vazio”, diz Thelma.
A Floresta Urbana tem como objetivo difundir, efetivar a consciência e realizar ações socio-ambientais em metrópoles. Além dos Jardins da Alegria, no site da ONG, é possível encontrar projetos como Então Faço Eu, de compostagem urbana; e as Caçambas Verdes, um projeto que une arte e natureza em caçambas que, ao invés de lixo, possuem plantas.
DivulgaçãoDivulgação
Intervenção troca lixo por plantas em caçambas
A ONG nasceu da tese de doutorado de seu diretor técnico, Jörg Spangenberg, “Natureza em Megacidades – São Paulo um Caso de Estudo”na universidade Bauhaus, na Alemanha. Ele estudou e apontou os benefícios não apenas ecológicos, mas também financeiros, do aumento de áreas verdes em metrópoles como São Paulo.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

China investe em educação para atingir desenvolvimento sustentável


China investe em educação para atingir desenvolvimento sustentável


27/02/2013
Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro


Problemas como baixos salários dos trabalhadores estão intimamente ligados à educação no país, aponta a economista Lingxu Zhang, que coordena um programa de educação em áreas rurais (fotos:W.Castilhos e Banco Mundial)


Agência FAPESP – Enquanto não resolve seus maiores desafios – tais como emissões de gases, degradação ambiental e envelhecimento populacional (até 2050 mais de 25% terão acima de 65 anos) –, a China investe na educação para alcançar o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.
Nas regiões mais pobres, como a zona rural do noroeste do país, a evasão escolar chega a alcançar os 40%. Para investigar as causas do fenômeno e criar possíveis soluções, o governo chinês tem investido em projetos de intervenção.
Um exemplo é o Rural Education Action Project (REAP), coordenado pela economista Lingxu Zhang, professora e diretora adjunta do Centro de Política Agrícola Chinesa.
“Quando constatamos que os estudantes de áreas rurais pobres estavam abandonando a escola, buscamos investigar os possíveis fatos que os estariam levando a isso”, disse Zhang na 7ª Conferência e Assembleia Geral da Rede Global de Academias de Ciências (IAP), evento organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) no Rio de Janeiro.
Em princípio, o projeto passou a subsidiar recursos para os pais manterem filhos na escola. Observou-se que a taxa de abandono escolar dos alunos que recebiam o auxílio – embora se mantivesse – era menor do que daqueles que não recebiam o benefício. O principal motivo para a evasão, segundo Zhang, era a pressão econômica.
“Vimos que o problema era a área na qual as famílias moravam”, disse Lingxu Zhang à Agência FAPESP. “As famílias de agricultores tiravam seus filhos da escola para trabalhar nas fazendas. Hoje em dia, na China, 60% das pessoas que vivem nas zonas rurais trabalham em áreas de pequenos cultivos, onde a produção é manual e em pequenas extensões de terra.”
O país, segundo ela, precisa melhorar sua produtividade agrícola. “A ciência agrária precisa ser mais bem desenvolvida. Se não melhorarmos a educação, não conseguiremos desenvolver tecnologia agrícola. A China não alcançará o desenvolvimento sustentável se não tiver pessoas bem educadas”, disse a economista, lembrando que cerca de 20% da população no país vive abaixo da linha da pobreza.
Outro dado verificado no projeto: um terço dos alunos das 30 escolas pesquisadas sofria de anemia, decorrente de uma merenda escolar baseada somente em grãos ou em noodles, composta de poucos vegetais ou carne. Ou seja, sem vitaminas ou proteínas.
“Convidamos médicos para examinar as crianças e descobrimos que a incidência de anemia entre elas era alta, o que fazia com que seu rendimento escolar fosse baixo. Passamos então a fornecer suplementos multivitamínicos”, contou Zhang, também pesquisadora do Instituto de Ciências Geográficas e Pesquisas de Recursos Naturais e membro da Academia Chinesa de Ciências, afiliada à IAP.
Depois de implantado o programa de nutrição, a situação se reverteu. “Foi a primeira intervenção antianemia do país. Vimos qual era o impacto das vitaminas sobre os alunos, por meio da melhora no rendimento escolar. Quanto melhor a educação, maiores serão as chances de conseguirem melhores empregos e salários”, disse.
Conhecida como terra dos baixos salários, sendo assim atraente para indústrias estrangeiras, a situação da China parece estar mudando, depois de uma sucessão de conflitos trabalhistas que atingiram grandes companhias multinacionais instaladas no país (algumas se mudando para outros países, como Índia e Vietnã) e resultou no aumento da remuneração dos empregados, segundo Zhang.
Em relação à oferta de mão de obra, também existe diferença entre os jovens migrantes rurais que entraram no mercado de trabalho recentemente e as gerações anteriores. Mais bem educados e informados, eles exigem melhores condições de trabalho e salários mais elevados.
Tudo isso tem desencadeado um debate que divide opiniões: de um lado os que acreditam no fim da era da mão de obra barata e, de outro, os que sustentam que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que a China perca a fama de país de empregados mal pagos.
De acordo com Zhang, está chegando ao fim a era dos salários baixos na China, embora lembre que a mão de obra menos qualificada ainda recebe menos que US$ 1,2 a hora.
“Para fazer a hora trabalhada chegar a uma média de US$ 10, por exemplo, tem de haver um implemento na educação. Ao lado da questão climática e ambiental, esse é um dos nossos maiores desafios. Mas a China pode superá-lo”, disse.
Fortalecimento das ações das academias
A 7ª Conferência e Assembleia da IAP, que tem como tema "Ciência para a Erradicação da Pobreza e o Desenvolvimento Sustentável", reuniu mais de 130 cientistas de diversos países no Rio Othon Palace Hotel, em Copacabana, nos dias 25 e 26 de fevereiro.
O objetivo do evento, realizado a cada três anos e que ocorre pela primeira vez na América do Sul, é mostrar como a ciência pode contribuir para enfrentar os desafios globais.
No dia 23, a FAPESP recebeu a visita de uma delegação de membros de um comitê consultivo da IAP e do InterAcademy Council (IAC) chamado Development Advisory Committee (DAC).
O DAC tem dois co-chairs: Francisco Ayala, da Universidade da Califórnia em Irvine, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, que presidiu a reunião.
"O objetivo do DAC é auxiliar IAC e IAP a montarem uma estratégia de arrecadação de fundos para as atividades das entidades, que são atividades de aconselhamento baseado em ciência para questões de relevância internacional", disse Brito Cruz. 

UFA!

 26/02/2013 - 13h08

Prefeitura do Rio inaugura primeiro mictório UFA! na Central do Brasil



DO RIO

Diante da estação de trens Central do Brasil, a Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta terça-feira um modelo de mictório público, que pode ser instalado em outras calçadas pela cidade.
Batizado de UFA! (Unidade Fornecedora de Alívio), o equipamento foi doado à prefeitura por uma empresa de mobiliário urbano interessada em virar fornecedora do município.
"Se esta experiência der certo, vamos implantar pela cidade", afirmou Marcus Belchior, secretário de Conservação e Serviços Públicos, que foi ao local para cortar a faixa de inauguração do mictório. "Faremos uma licitação para escolher a empresa que vai produzir os banheiros."
O prefeito Eduardo Paes cogitou ir à Central do Brasil para inaugurar o mictório, mas acabou desistindo da ideia. O primeiro usuário da UFA foi o padeiro pernambucano Josafar Gomes da Silva, 35, que passava pela Central e resolveu estrear o equipamento.
"Estava procurando um lugar para ir ao banheiro e vi que abriu isso aqui. Estou até mais leve", disse o padeiro, que não se intimidou pela visibilidade parcial do equipamento.
O modelo do mictório, com capacidade para uma pessoa, garante privacidade ao redor do usuário.
Entretanto, quem passa pela calçada consegue ver os pés do usuário. Além disso, pequenas aberturas, em forma de quadrados, decoram a parte superior do equipamento, e possibilitam uma visão parcial do rosto da pessoa que vai urinar sem lavar as mãos depois. A UFA! não tem pia.
Divulgação
Primeira UFA!, protótipo de um novo mictório público em aço inoxidável na estação Central do Brasil, no centro do Rio
Primeira UFA!, protótipo de um novo mictório público em aço inoxidável na estação Central do Brasil, no centro do Rio

Americanos temem que clima quente gere invasão de piranhas


Americanos temem que clima quente gere invasão de piranhas


O Departamento de Recursos Naturais do estado da Carolina do Sul dos Estados Unidos encomendou a um grupo de pesquisadores um estudo sobre cenários em um mundo mais quente. O relatório final do estudo alerta para o risco da invasão de espécies exóticas perigosas como piranhas e enguias. Também alerta para riscos de inundação, doenças tropicais e desaparecimento dos pântanos.
O estudo está gerando polêmica nos EUA porque, apesar do conteúdo preocupante, foi mantido em segredo desde novembro de 2011 por autoridades estaduais. Ele vazou nesta semana graças a uma investigação do jornal americano The State.
A revelação faz parte de um novo cenário americano. Nos últimos meses, o público vem ganhando mais consciência dos riscos associados às mudanças climáticas.
O estudo avalia o que pode acontecer diante de um aumento de 1,5 grau centígrado nos próximos 70 anos. Hoje, a Carolina do Sul já está mais quente do que nos últimos 40 anos. Uma das consequências é a decadência da pesca de camarão. Aparentemente, ele busca águas mais geladas.
Os pesquisadores detalham o risco da invasão de espécies estranhas à região. Uma delas são as piranhas. Alguns exemplares já foram encontrados em rios americanos. Mas foram casos isolados. A maioria dos peixes da espécie não sobrevive aos meses de inverno. Com o avanço do calor, teme-se que populações da espécie proliferem na América do Norte.
As principais consequências do aquecimento para a Carolina do Sul incluem:
- redução na pesca por causa de alteração no plânton derivadas do aquecimento das águas;
- risco para a população de tartarugas marinhas, por causa do aquecimento da areia da praia;
- redução na taxa de oxigênio de partes do mar, gerando zonas mortas para a pesca;
- avanço da água salobra, afetando o suprimento de água.
Esses perigos não são exclusivos da Carolina do Norte nem mesmo do sul dos EUA. Embora alguns rios brasileiros já tenham piranhas, o estudo também mostra como um aquecimento aparentemente pequeno – de 1,5 grau – pode trazer grandes consequências. Cientistas de algumas organizações de peso como a Royal Society britânica ou o Banco Mundial já falam num aumento de pelo menos 4 graus ao longo do século.
No Brasil, casos de ataques de piranhas são frequentes, principalmente na região Norte. Nos EUA, as piranhas fazem parte do imaginário do terror. Inspiraram uma série de filmes de qualidade duvidosa. No último, Piranha 3D, variedades pré-históricas do peixe voraz escapam em um lago do Arizona, depois de um terremoto. Os peixes fósseis trazem medo, morte e destruição. No caso atual, menos absurdo, são os combustíveis fósseis que mudam o clima da Terra e abrem espaço para a expansão de espécies invasoras de áreas tropicais.
(Alexandre Mansur)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cientistas chineses descobrem vínculo entre demência e o cigarro

Cientistas chineses descobrem vínculo entre demência e o cigarro
  2013-02-21 22:00:58  cri
  http://portuguese.cri.cn/561/2013/02/21/1s162811.htm

     Uma equipe de pesquisa liderada por cientistas chineses relacionaram a fumaça do cigarro a riscos mais altos de demência, segundo noticiou nesta quinta-feira o Health News, um jornal nacional concentrado em saúde.
  Os resultados da pesquisa, publicados no jornal britânico Occupational and Environmental Medicine, concluiu que a fumaça ambiental do tabaco (ETS, na sigla em inglês), incluindo fumo voluntário e involuntário, deve ser considerada um fator de alto risco em síndromes severas de demência.
  A pesquisa foi conduzida por uma equipe da Universidade de Medicina de Anhui, em cooperação com cientistas britânicos e norte-americanos.
  A equipe entrevistou 5.921 pessoas de 60 anos ou mais em cinco províncias na China de 2007 a 2009. Eles usaram modelos científicos para calcular o risco relativo de demência severa e moderada entre entrevistados afetados pela ETS.
  De acordo com os resultados, 626 participantes, ou 10,6% do total, sofrem de demência severa, e 869 pessoas, ou 14,7%, de síndromes moderadas.
  Entre eles, 292 fumantes ou fumantes passivos, ou 13,6% dos participantes expostos à ETS, têm demência severa, uma proporção maior que os 8,9% entre o grupo de não afetados pela ETS.
  O estudo ainda revelou que entre os expostos à ETS por mais de 40 anos, o risco de demência severa aumentou para 19,3%, mostrando uma relação positiva entre a intensidade da exposição à ETS e a taxa de demência severa.
  A pesquisa não descobriu a correlação entre a exposição à ETS e a demência moderada.
  O Occupational and Environmental Medicine é um jornal internacional conhecido no setor sobre desenvolvimentos na saúde occupational e ambiental em todo o mundo. Fim
(por Xinhua)

Veja as 9 tendências de inovação para a sustentabilidade em 2013


Veja as 9 tendências de inovação para a sustentabilidade em 2013


21 de fevereiro de 2013 
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Leia abaixo as principais tendências de inovação e desafios para a sustentabilidade identificadas pela Revista Sustentabilidade. Alguns, como energia solar, foram previstos em 2011 em publicação especial sobre energia, outros são continuação de debates ainda não concluídos enquanto, alguns, são movimentos que vêm se firmando silenciosamente.
Você concorda com eles? Participe de nossa enquete sobre as inovações para a sustentabilidade em 2013.
1. ENERGIA SOLAR DE GRANDE PORTE – Este ano, começam a sair do papel novas usinas de energia solar fotovoltaica. De um lado, a chamada da Aneel estimulou projetos de P&D da elétricas do setor, do outro o barateamento da tecnologia abrirá espaço para empresas contratarem esta energia no mercado livre para atingir metas de redução de emissões, principalmente em um ano quando deverá crescer a geração de energia pelas térmicas.
2. MICROGERAÇÃO DISTRIBUÍDA – A partir da regulamentação da Aneel, residências e empresas podem instalar seus próprios sistemas de geração (solar, eólico, biodigestores etc) para gerar energia, cujo excedente pode ser vendido para as distribuidoras. Empresas estrangeiras já estão posicionadas para abocanhar a maior parte deste mercado. Grande potencial nas áreas rurais começarão a ser desenvolvidos.
3. NOVAS TECNOLOGIAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS – Aqui incluem-se também logística reversa. Mais de 2 mil municípios terão que correr para acabar com lixões. Para isso acontecer, será necessário inovação nos contratos com empresas de limpeza pública, introdução de tecnologias de reciclagem para reduzir a quantidade de resíduos enviados para os aterros e monitoramento remoto do transporte dos resíduos, entre outras tecnologias.
4. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – Apesar do barateamento das contas, as empresas e edifícios continuarão a apostar na maior eficiência. Em parte, o governo fará seu papel se implementar o Plano Nacional de Eficiência Energética. Novos meios de controlar remotamente o uso da energia em edifícios comerciais e residenciais serão facilitados pela instalação de relógios inteligentes, prevendo o Smart Grid Brasileiro.
5. COMPOSTAGEM E HORTAS URBANAS – Há um movimento silencioso nos grandes centros de hortas urbanas. Aliado atividades de compostagem e com a crise no sistema industrial de produção e alimento, esta tendência começa a firmar. Não se espera grandes avanços este ano, pois ainda é bastante experimental e os gestores públicos ainda não se atentaram para esta oportunidade. No entanto, restaurantes, praças de alimentação, lanchonetes, supermercados e condomínios já entendem que há oportunidades na compostagem de seus resíduos que inclui o plantio de alimentos.
6. CÓDIGO FLORESTAL – O debate continuará. Ninguém está satisfeito, muito menos os ambientalistas. Qual será o resultado? Não se sabe, vai depender do poder de mobilização dos grupos interessados.
7. MOBILIDADE URBANA – Haverá uma grande discussão teórica em torno desta questão, principalmente dominada pelos eixos urbanos RJ-SP. Prefeitos que tomaram posse em todo o país tem recebido esta missão. Vão procurar integrar diferentes modais de transporte (incluindo a bicicleta) aliados a Apps em aparelhos móveis que possa facilitar esta integração.
8. MERCADO DE CARBONO – Vai o não vai? As incertezas sobre as políticas na Europa, o ceticismo nos EUA e a insegurança das empresas, estão afetando este mercado que, aliado a mecanismo de desenvolvimento limpo, poderiam incentivar tecnologias menos emissões. Controverso por excelência – pois é visto como ‘permissão para poluir’ – este mercado é um indicador de quanto o setor produtivo e financeiro se interessa pelo aquecimento global.
9. SISTEMAS DE MONITORAMENTO E PREVENÇÃO DE DESASTRES NATURAIS – Este ano serão reforçados no Brasil e no mundo sistemas mais eficazes para monitorar e avisar sobre desastres naturais e eventos climáticos radicais. São Paulo e Rio de Janeiro já vem trabalhando neste sentido, enquanto o governo federal tem reforçado as atividades de pesquisa nesta área, com apoio aos municípios.

Enquete:
Quais serão as principais tendências de inovações para a sustentabilidade em 2013
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Referência (ABNT):



SPATUZZA A. Veja as 9 tendências de inovação para a sustentabilidade em 2013, 21 fev. 2013. Disponível em: <http://revistasustentabilidade.com.br/veja-as-9-tendencias-de-inovacao-para-a-sustentabilidade-em-2013/>. Acesso em: 24 fev. 2013.