terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dados mostram que Antártida e Groenlândia passam por degelo acelerado


29/11/2012 - 20h34

Dados mostram que Antártida e Groenlândia passam por degelo acelerado


RAFAEL GARCIA
EM WASHINGTON


Os mantos de gelo da Antártida e da Groenlândia estão em derretimento acelerado e perderam 4 trilhões de toneladas nas últimas duas décadas. O valor representa 20% da água que causou um aumento de 55 mm no nível dos mares nesse período.
Os números vêm de um mutirão científico que produziu um número de consenso, ao reunir dados que antes pareciam discordantes.
Ian Joughin/Divulgação/Science
Canal formado por derretimento de gelo na Groenlândia
Canal formado por derretimento de gelo na Groenlândia
Num estudo descrevendo o trabalho na revista "Science", os autores afirmam que o resultado é compatível com o cenário de aquecimento global e que o problema deve se agravar nas próximas décadas, apesar de ainda não ser possível dizer o quanto.
"Nossa estimativa é duas vezes mais precisa do que a apresentada pelo IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática] em seu ultimo relatório, graças a inclusão de mais dados de satélite", disse Andrew Shepherd, climatólogo da Universidade de Leeds (Reino Unido) que liderou o estudo.
O trabalho todo reuniu 47 cientistas de 26 laboratórios e cruzou informações coletadas por dez satélites, usando quatro técnicas diferentes.
A situação mais preocupante, segundo o estudo, é na Groenlândia, onde a redução do manto de gelo é dois terços do total global. Na Antártida, a porção oriental do continente teve um tênue aumento em seu manto, mas as perdas ocorridas no lado ocidental foram muito maiores, fazendo o saldo ficar negativo.
A perda de massas continentais de gelo ainda é um componente menor dentro dos fenômenos que contribuem para o aumento no nível do mar. O fator que mais influencia a subida da linha d'água é a expansão térmica: quando a água se aquece, ocupa maior volume. Mas isso pode, e deve, mudar.
"A Groenlândia perde massa cinco vezes mais rápido hoje do que no início dos anos 1990", diz o geocientista Erik Ivins, da Nasa, co-líder do estudo.
"A Antártida parecia estar mais ou menos constante, mas na última década aparentemente sofreu uma aceleração de 50% na taxa de perda de gelo."
Ian Joughin/Divulgação/Science
Rachaduras no gelo da Antártida, ao longo da costa Amundsen
Rachaduras no gelo da Antártida, ao longo da costa Amundsen
Em entrevista coletiva anteontem, porém, os autores do estudo se disseram incapazes de prever quão rápido isso deve acontecer.
INCERTEZAS
Simulações de computador que tentam prever o aumento total do nível do mar até 2100 em razão do aquecimento global variam radicalmente. O último relatório do IPCC trabalha com uma variação entre 20 cm e 60 cm, mas previsões recentes mais sofisticadas indicam que o nível do mar pode subir de 75 cm a 1,85 metro neste século.
Os dados publicados hoje na "Science" vão permitir a criação de modelos com menos incerteza.
Mesmo que a taxa de degelo na Antártida e na Groenlândia siga sem acelerar, há razão para preocupação.
"Com 11 mm de aumento no nível de um oceano inteiro, a massa adicional de água que pode atingir um litoral durante uma tempestade aumenta muito", diz Ivens.
"E, quando há mais massa numa onda no mar, a capacidade dessa onda de transportar energia muda. O processo é bem mais complicado."
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

Fazer esporte em meio à poluição é melhor que ficar parado, diz estudo


02/12/2012 - 03h00

Fazer esporte em meio à poluição é melhor que ficar parado, diz estudo

RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1193678-fazer-esporte-em-meio-a-poluicao-e-melhor-que-ficar-parado-diz-estudo.shtml



Quem vive em São Paulo respira fumaça de carros, ônibus e caminhões o dia todo. Sofre, aos poucos, os efeitos maléficos da poluição -ela está relacionada a problemas como hipertensão, infarto e derrame cerebral, além de alguns tipos de câncer e doenças pulmonares graves, segundo o cardiologista Nabil Ghorayeb, especialista em medicina do esporte.
Se para a população em geral os alertas à saúde já não são dos melhores, para aqueles que se exercitam ao ar livre e colocam os pulmões para funcionar com maior força as perspectivas são piores. Correto?
Não necessariamente. O raciocínio tem sua lógica e é bastante corrente entre especialistas e esportistas. Mas um grupo de pesquisadores ligados à USP, à Uninove e ao Instituto Oswaldo Cruz foi atrás de saber o que exatamente acontece com o pulmão da pessoa que pratica atividade física ao ar livre e em um ambiente poluído.
O estudo, feito em São Paulo por esse grupo e publicado na edição de julho da revista "Medicine in Science and Sports Exercise", do Colégio Americano de Medicina do Esporte, que fica em Indianápolis (EUA), detectou justamente o contrário: quem se exercita continuará tendo pulmões mais saudáveis que aqueles que ficam parados, mesmo respirando fundo um ar carregado como o de São Paulo.
"Acreditávamos que a atividade física potencializaria os efeitos nocivos, já que o atleta, enquanto corre, tem respiração mais profunda e frequente", diz o médico Rodolfo Vieira, coordenador da pesquisa. "Mas o estudo mostrou que o exercício tem um efeito protetor para os pulmões. Inibiu parcialmente a inflamação e as alterações induzidas pela poluição."
Ilustrações Estudio Polyester
Os pesquisadores acompanharam 80 camundongos, ao longo de cinco semanas, divididos em quatro grupos: um grupo de controle, sedentário, um grupo que fez exercício em condições normais, um grupo sedentário exposto à poluição e outro que fez exercício também sob poluição.
A poluição era a paulistana mesmo --extrato da fumaça expelida pelos ônibus que circulam na cidade, captado diretamente dos escapamentos pela equipe e inserido nas narinas dos animais no laboratório.
Resultado: a turma que praticou exercício exposta à poluição apresentou níveis de inflamação pulmonar bem mais baixos que os verificados nos sedentários sob a mesma poluição, e bastante próximos daqueles que trabalharam em ar limpo.
Isso não quer dizer, no entanto, que liberou geral e você pode sair por aí correndo ou pedalando nas marginais e corredores fumacentos da cidade. "Correr aumenta o sistema de defesa do corpo contra a inflamação das vias aéreas. Mas isso não é ilimitado. Quanto mais poluído o ar, mais difícil fica se defender", adverte Mauro Vaisberg, especialista em medicina do esporte e imunologia.
Para não abusar dos pulmões nem precisar abrir mão da insubstituível atividade ao ar livre, há uma série de cuidados que podem e devem ser tomados. Vão desde ações simples, como balanceamento das refeições, até outras mais mirabolantes e diretas, como o uso de máscaras.
"Há uma máscara para ciclistas, com filtro. É meio estranha, o sujeito fica parecendo o Darth Vader, mas é o mais seguro", diz Vaisberg. "Mesmo a máscara cirúrgica, de hospital, já diminui um pouco a quantidade de material particulado inalado."
Ilustrações Estudio Polyester
O presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo, Nélson Evêncio, recomenda que os praticantes devem procurar correr nas primeiras horas do dia. "É quando a quantidade de poluentes no ar está mais reduzida." Também deve se evitar avenidas de muito trânsito e fugir de caminhões e ônibus, diz.
Outra forma é proteger a saúde de modo geral, segundo o treinador Miguel Sarkis: "Alimentar-se bem, descansar bastante e cuidar da hidratação deixam a pessoa mais resistente contra doenças".
OZÔNIO: O VILÃO DO VERÃO
Poeira, monóxido de carbono, dióxido de enxofre e outros elementos exalados pelos escapamentos de veículos são os principais vilões de uma metrópole como São Paulo.
No verão, porém, quando mais chuva e uma maior circulação de ar ajudam a amenizar a concentração de fumaça, outro agente rouba a atenção: o ozônio. É ele que passa a ser o principal responsável pelos dias em que a qualidade do ar paulistano fica inadequada.
"O ozônio não é emitido por nenhuma fonte. Se forma na atmosfera, principalmente a partir dos gases que saem dos veículos. E, para se formar, precisa ter luz solar, dias quentes. Por isso, seus períodos de maior concentração são a primavera e o verão", explica Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, a agência ambiental paulista.
Por essas características, o pico do ozônio é das 11h às 17h, enquanto os outros poluentes tendem a coincidir com o trânsito. Além disso, é justamente nas áreas mais arborizadas -e com menos gases, portanto- que o ozônio se concentra. Isso acontece pois, ao mesmo tempo em que se forma a partir dos gases dos veículos, ele também reage e se destrói com eles, o que reduz sua presença no entorno.
Editoria de Arte/Folhapress
Fontes: "Anti-inflammatory Effects of Aerobic Exercise in Mice Exposed to Air Pollution" (efeitos anti-inflamatórios do exercício aeróbico em camundongos expostos a poluição do ar), em "Medicine & Science in Sports & Exercise", de julho de 2012; Cetesb; FMUSP
"Isso não quer dizer que as pessoas não possam fazer exercício nos parques", aponta Martins. "Os níveis de todos os outros poluentes são menores nesses locais." E é melhor do que correr em vias de grande movimento, respirando a fumaça do óleo diesel.
"Fazer esporte regularmente é um anti-inflamatório natural", diz Paulo Saldiva, chefe do laboratório de poluição atmosférica da Faculdade de Medicina da USP. "A poluição, nos níveis de São Paulo, tira cerca de três meses de vida, enquanto o esporte dá mais de dois anos. Os benefícios que traz superam de longe os prejuízos."
*
EXISTE ESPORTE EM SP
Alguns cuidados ajudam a se proteger da poluição
  • Evite sempre as vias de maior tráfego
  • No verão e em dias de calor, evite o horário da tarde, quando a concentração de ozônio está maior
  • Na dúvida entre a avenida, onde há muita poeira, e o parque, onde há muito ozônio,fique com o parque
  • O melhor horário é no início do dia, até as 10h, quando a poeira ainda foi pouco agitada pelos movimentos dos veículos e do ar
  • Cuidar da saúde em geral, com descanso, muita hidratação e boa alimentação
  • Se quiser, utilize máscaras; elas são a forma mais eficaz de proteção


São Paulo ganha mais 25 táxis para deficientes


03/12/2012 - 17h15

São Paulo ganha mais 25 táxis para deficientes


A frota de táxis adaptados para transportar deficientes na cidade de São Paulo ganhou mais 25 carros nesta segunda-feira. O total agora chega a 93 veículos.



A apresentação dos novos veículos foi feita pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), que lançou o serviço em fevereiro de 2009. Segundo a prefeitura, desde então já foram realizadas 60 mil corridas.
A maior parte dos veículos é da Adetax (associação dos táxis de frota), que agora tem 74 veículos adaptados e estima realizar 1.600 corridas por mês.
Os carros são adaptados conforme as normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e da Secretaria Municipal de Transportes: têm plataforma elevatória com sustentação de até 250 kg e sistema de fixação para cadeira de rodas.
Além de deficientes físicos, também são atendidos cegos, surdos, idosos, gestantes e outras pessoas com mobilidade reduzida.
A tarifa é a mesma dos táxis comuns --bandeira inicial de R$ 4,50, mais R$ 2,50 por km rodado--, mas os veículos têm pontos livres em locais com grande procura, como o aeroporto de Congonhas, o terminal rodoviário do Tietê e hospitais. Também atendem por chamada, pois todos estão vinculados a cooperativas de rádio-táxi.
Quando o programa foi lançado, a prefeitura disponibilizou 80 alvarás e mais 40 suplentes, mas a procura foi baixa por parte dos taxistas.
Eles dizem que precisam bancar sozinhos a adaptação, que custa mais de R$ 30 mil, o que eleva o custo do táxi adaptado para cerca de R$ 100 mil. Por este motivo poucos autônomos se interessaram, e o resultado foi menos opções aos usuários.
Atualmente, a frota de táxis da cidade é de 33,7 mil --o número de veículos adaptados representa cerca de 0,3% do total. (ANDRÉ MONTEIRO)

...e economicamente viável...


02/12/2012 - 05h15

Blogs ganham até R$ 80 mil por elogios


JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ganhar brindes de marcas, ser convidado para participar de eventos e receber entre R$ 500 e R$ 15 mil por uma opinião favorável a um produto estão entre as regalias de ser um blogueiro famoso.




Segundo levantamento feito pela Folha com 12 agências de publicidade que trabalham com marketing digital, um blogueiro cujo site tenha a partir de 40 mil acessos diários ganha entre R$ 15 mil e R$ 80 mil por mês fazendo publieditoriais.

Também conhecidos como publiposts, post pagos e jabás, são textos financiados por marcas e veiculados em blogs. A maioria aparece com uma discreta identificação de que se trata de publicidade -apenas uma "tag" no pé do texto, com a palavra "publipost". Outros nem isso mostram. É comum que esses avisos apareçam só no fim do texto, em tamanho pequeno.
Publipost é todo material pago veiculado em blogs como se fosse um post normal. De certo modo, corresponde aos chamados "informes publicitários", textos com aparência jornalística feitos por empresas e publicados em jornais e revistas com identificação para que o leitor não o confunda com reportagem.
Por causa do post pago, é possível ver blogueiros elogiando marcas de absorvente, roupas, celulares, restaurantes e até dermatologistas.
A propaganda, que não tem cara de publicidade, nem sempre aparece identificada como tal. Escrita em primeira pessoa, assemelha-se a uma dica de amigo.
"O grande problema é a falta de regulamentação. Cada blogueiro identifica as propagandas como quer. Alguns com uma 'tag' minúscula no fim do post, outros com selos", diz o blogueiro e publicitário Alexandre Inagaki.
Para Inagaki, o correto seria identificar como propaganda logo no título.
Neste ano, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) investigouum caso de propaganda disfarçada em blogs pela primeira vez: três blogueiras publicaram textos idênticos elogiando produtos da loja de maquiagens Sephora.
Ao final, o conselho recomendou que elas evitassem gerar desconfianças nos consumidores.
Segundo as agências de publicidade, os melhores blogs para anunciar são os de humor e os de moda, que já ganharam até uma rede para organizar os publiposts, chamada F.Hits.
A plataforma criada pela empresária Alice Ferraz reúne 24 blogs de moda e chegou a receber o título de oitava companhia mais inovadora do Brasil no ranking da americana Fast Company.
Um dos blogs de humor mais rentáveis é o "Não Salvo", feito por Maurício Cid. Ele afirma identificar suas publicidades por meio de 'tags'.

"O que o blogueiro tem de mais importante é a sua credibilidade. Além disso, meus leitores acham justo que eu ganhe dinheiro com o blog."
Zé Carlos Barretta/Folhapress
Maurício Cid, criador do blog de humor "Não Salvo", tido como um dos mais rentáveis no uso de posts patrocinados
Maurício Cid, criador do blog de humor "Não Salvo", tido como um dos mais rentáveis no uso de posts patrocinados

AGÊNCIAS
O procedimento padrão do publipost é feito por uma agência de publicidade ou setor de marketing de uma empresa. A agência entra em contato com blogueiros cujos sites tenham a ver com o produto. São acertados valores e a exposição do texto.
Há quem peça, por exemplo, que o texto fique na página principal do blog por um número determinado de dias.
O blogueiro costuma escrever o texto para que o material não seja muito diferente dos textos normais do site.
Há, porém, redatores publicitários especializados em imitar o estilo dos blogueiros. A marca aprova o material antes de ele ser publicado.
Outras ações publicitárias como vídeos, mudança do "layout" do blog e participação dos blogueiros em eventos costumam ser mais caras.
Para Daniel Oliveira, do blog "Não Intendo", não há como blogs grandes se sustentarem sem publicidade. Ele a identifica com uma tag.
"Publico uma média de 25 textos toda semana, apenas 2 ou 3 são publicidade. Um site com muitos acessos como o meu precisa de um servidor elástico, o que pode custar US$ 2.000 por mês."
Entre seus clientes, Oliveira já teve marcas de bebida, carros e lojas de roupa.
Para Ian Black, da agência New Vegas, o mercado está inflacionado: "A demanda de marcas que se interessam por esses serviços cresceu e surgiram agenciadores que sabem cobrar como agência".
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência


O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é celebrado nesta segunda-feira, 3 de dezembro. A data é promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para “mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem estar das pessoas”, além de tentar aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural.
Na Grécia, país que vive diariamente os problemas causados pela crise financeira mundial, pessoas com deficiência fizeram uma manifestação (veja galeria abaixo).
Em mensagem publicada no site oficial organização, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a importância das pessoas com deficiência para a sociedade.
“Este ano, os Jogos Paraolímpicos são uma lembrança do imenso potencial das pessoas com deficiência. Uma menina escreveu sobre um campeão paraolímpico da medalha de ouro, ‘observando como você superar as dificuldades da vida, tentando alcançar novas vitórias e novos patamares de esportes, eu ganhei força e inspiração’.
Pessoas com deficiência têm um impacto positivo significativo sobre a sociedade e suas contribuições podem ser ainda maiores quando removidos os obstáculos à sua participação. Com mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo, isso se torna mais importante do que nunca.
Nosso desafio é oferecer a todos as pessoas igualdade de acesso, para criar um mundo melhor para todos. Na ‘Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável’, foi determinado que ‘a acessibilidade é fundamental para alcançar o futuro que queremos’.
Juntos, devemos nos esforçar para alcançar os objetivos da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: para eliminar a discriminação e exclusão, e para criar sociedades que valorizam a diversidade e inclusão”.

Cidades buscam soluções para poluição hídrica


Cidades buscam soluções para poluição hídrica

Encontro internacional em SP reúne experiências de municípios que enfrentam problema com rios

03 de dezembro de 2012 | 2h 05


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo
Uma abordagem integrada para a poluição hídrica e as enchentes nas grandes cidades de países em desenvolvimento será discutida em um encontro que ocorrerá entre terça e quinta-feira, em São Paulo. O modelo, do Banco Mundial, foi adotado pela capital paulista e cidades como Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Seul (Coreia do Sul) e Nairóbi (Quênia).
O rio Tietê, em São Paulo, passa por um processo de despoluição há 21 anos - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
O rio Tietê, em São Paulo, passa por um processo de despoluição há 21 anos
A Oficina Internacional sobre Gestão Integral de Água Urbana reúne experiências obtidas por várias metrópoles cuja expansão enfrenta problemas de gerenciamento hídrico. A intenção, segundo os organizadores, é promover a troca de experiências. Carentes de planejamento, todas têm o desafio de corrigir problemas antigos, como rios poluídos e falta de abastecimento, e reduzir os impactos provocados pelo crescimento populacional.
Para Thadeu Abicallil, especialista sênior em água e saneamento do Banco Mundial, as cidades latinas são as que demandam maior planejamento. "O que a gente observou nos últimos anos foi um forte crescimento da urbanização na América Latina, que hoje tem cerca de 80% da população vivendo nas cidades", afirma Abicallil. "Falta, porém, um planejamento adequado, como política habitacional", completa.
Para o especialista, São Paulo é um dos principais exemplos. Além da poluição e da constante falta de disponibilidade hídrica, a tendência é sofrer com mais enchentes em decorrência de extremos climáticos. A saída, diz, seria pensar em ações integradas.
"A poluição não se resolve só com tratamento de esgoto. E o esgoto, por sua vez, não tem como única solução a canalização de águas pluviais. No Brasil, as ações estão dispersas em várias instituições. É preciso um novo entendimento institucional", explica.
Legislação
Além disso, outro obstáculo no País seria a complexidade federativa, em que cada município tem sua própria legislação. Uma ação bem-sucedida de reutilização de água em Porto Alegre, onde todos os edifícios são obrigados a ter reservatório para chuvas, acaba não sendo adotada por outras capitais.
No workshop que começa amanhã, uma das megacidades com mais exemplos positivos deve ser Seul. A despoluição do Rio Cheonggyecheon, que atravessa a cidade, é referência mundial e serve de modelo para o projeto semelhante que vem sendo desenvolvido no Tietê, em São Paulo, há 21 anos - por enquanto sem os mesmos resultados. 

Careca não!


Jovens nepaleses geram energia solar a partir de fios de cabelo


Postado em 26/11/2012 às 09h03
Os fios de cabelo podem ser a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. | Foto: Daily Mail
Um grupo de estudantes nepaleses fez uma pesquisa revolucionária e descobriu que os fios de cabelo podem ser utilizados na geração de energia fotovoltaica. Os jovens acreditam que esta pode ser a fonte renovável mais barata do mundo.
Nascidos em um das regiões mais pobres da Ásia, cinco adolescentes fizeram uma experiência e descobriram que a melanina, responsável pela pigmentação dos fios de cabelo humano, é uma substância fotossensível que pode ser utilizada como condutor de eletricidade.
Assim, os fios de cabelo podem ser a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. O projeto, ainda em fase de testes, começou como uma experiência, mas os jovens pesquisadores acreditam que este método de geração energética tenha ampla viabilidade comercial.
Comandados por Milan Karki, os estudos iniciaram-se em um vilarejo da zona rural do país asiático, na própria casa do estudante. “Primeiro, eu queria gerar eletricidade para a minha casa; depois, para o vilarejo. Agora, já penso que posso fornecer energia ao mundo inteiro”, afirma Karki, empolgado. Ele explica que os fios de cabelo substituem o silício utilizado nos painéis solares de alto custo. Se o material orgânico for utilizado, a energia solar poderá ser gerada por pessoas de baixa renda.
Desde adolescente, Karki desenvolve estudos em geração de energia renovável a preços acessíveis. A inspiração para desenvolver o projeto partiu da leitura de um livro escrito por Stephen Hawking, depois de fracassar em um projeto com fontes alternativas hidrelétricas. Os painéis produzidos pela equipe de jovens pesquisadores medem 15 polegadas e são capazes de gerar até 18W de eletricidade. O custo de produção de cada exemplar fica em torno de 38 dólares. Com informações do Daily Mail.
Redação CicloVivo
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Brasília testa ônibus elétrico que deve ser usado na Copa de 2014


Postado em 22/11/2012 às 15h48
O veiculo elétrico funciona a partir da combinação de baterias que são recarregadas em até três horas e proporcionam autonomia média de 150 quilômetros. | Foto: Divulgação

Um ônibus elétrico está desfilando pelas ruas de Brasília. O veículo fabricado na China será testado na capital do país nos próximos meses, sem custos para os moradores.
O ônibus atinge a velocidade máxima de 80 km/h, sendo que o mesmo tipo de veículo movido a combustíveis fósseis podem atingir até 90 Km/h, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.
O veiculo elétrico funciona a partir da combinação de baterias que são recarregadas em até três horas e proporcionam autonomia média de 150 quilômetros, isso se o ar-condicionado estiver ligado. Elas têm vida útil de cinco anos, no mínimo.
Além da população, especialistas da Universidade de Brasília testarão o modelo. A ideia é encontrar alternativas para o transporte até a Copa do Mundo de 2014. Em especial, o objetivo é estudar viabilidade da utilização de um ônibus ecológico no transporte público do Distrito Federal (DF).
Caso o elétrico seja aprovado, é possível que avancem as negociações para a abertura de uma fábrica no Brasil. A Sociedade de Transporte Coletivo (TCB) assinou um acordo, mês passado, com as Rui Hua e Alfa Bus, fabricantes do ônibus elétrico representadas no Brasil pela S4 Clean Energy. A intenção é produzir os elétricos até 2014.
“Estamos próximos de renovar toda a frota de Brasília. Mas, o grande objetivo é desenvolver o negócio no país. Inicialmente, seria uma fábrica modular, com peças que viriam do exterior”, afirma o presidente da TCB, Carlos Koch.
O projeto de implementação de ônibus elétricos e híbridos integra um acordo feito entre o Governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo de 2014. A intenção é que os novos veículos sejam usados no transporte dos torcedores do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional Mané Garrincha.
O ônibus em fase de teste possui ar condicionado e capacidade para transportar 60 pessoas, sendo 28 sentadas, 31 em pé e um espaço para cadeirante. O período de avaliação pode ser estendido por mais um trimestre. Com informações da UOL e Ideias verdes.
Redação CicloVivo

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Motoristas culpam ciclofaixas pelo trânsito em SP aos domingos


Postado em 26/11/2012 às 14h40
A principal reclamação é que as ciclofaixas estão em lugares onde normalmente já é difícil de transitar. | Foto: CicloFaixaSP
O aumento de ciclofaixas na cidade de São Paulo é motivo de alegria para quem busca formas alternativas de se locomover, porém as vias têm desagradado alguns motoristas que reclamam do trânsito intenso aos fins de semana.
Já há algum tempo o congestionamento em São Paulo não é mais limitado aos dias de semana em horário de pico. Por isso, muitas pessoas preferem aproveitar a abertura das ciclofaixas aos domingos. Entretanto, nem todos fazem esta opção e, pior, têm colocado a culpa do aumento do trânsito na quantidade de ciclistas que cresceu significativamente na cidade. A principal reclamação é que as ciclofaixas estão em lugares onde normalmente já é difícil de transitar.
No último domingo (25), por exemplo, a situação ficou complicada na região entre a Paulista e a Vergueiro. Em frente à Unip, a reportagem da Folha presenciou discussões entre ciclistas e motoristas. O local era um dos pontos onde ocorria a prova da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), o vestibular usado para selecionar os aprovados na Universidade de São Paulo (USP).
Para uma parte dos motoristas, os ciclistas estão atrapalhando. Alguns afirmam que defendem as vias, porém não onde o trânsito é intenso. A falta de estrutura da cidade para a utilização de bicicletas como transporte também é apontada como uma razão.
Até mesmo os ciclistas afirmam que há pontos mais caóticos, porém ressaltam a importância da conquista de um espaço para os ciclistas também durante a semana. "Na Paulista, fica trânsito mesmo. Mas se fosse um espaço permanente, o motorista iria se adaptar", afirmou o fotógrafo e adepto da ciclofaixa Daniel Assis à Folha.
As bicicletas, que deveriam fazer parte do conjunto de soluções para melhorar o trânsito, são apontadas como vilãs. O que se percebe é a intolerância e a falta de respeito com qualquer medida que venha a prejudicar a indústria automobilística.
Enquanto não se melhora as condições da cidade para receber as bikes e realiza-se uma campanha eficaz de conscientização do uso pacífico do espaço público, motoristas e ciclistas saem às ruas aos domingos preparados para a troca de ofensas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já é mais otimista, segundo a companhia "a utilização delas (ciclofaixas) por mais de 500 mil pessoas já demonstra uma convivência mais harmoniosa na relação bicicletas e demais veículos". Com informações da Folha.
Redação CicloVivo

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fumar «apodrece» o cérebro, conclui estudo


EM BAIXO: Tabaco
Tabaco


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fumer-apodrece-o-cerebro-tabaco-cigarros-doencas-saude-tvi24/1396288-4071.html

Prejudica a aprendizagem, a memória e o raciocínio. Leia este artigo antes de pegar no próximo cigarro

Por: Redacção / CF | 2012-11-26 11:10


Uma investigação realizada pelo Kings College de Londres, em Inglaterra, concluiu que o tabaco «apodrece» o cérebro retirando-lhe capacidades cognitivas.

O estudo, feito a 8800 com mais de 50 anos, mostra que esses fumadores apresentam a tensão arterial alta e peso acima da média.

Levado ao cabo de oito anos, o trabalho quis mostrar os estilos de vida podem prejudicar o cérebro e, por seu turno, levar a ataques cardíacos ou AVCs.

Os voluntários foram sujeitos a testes de quatro em quatro anos. Uma das provas a que foram sujeitos prendia-se com a sua capacidade de assimilar novas palavras e nomes de animais. Resultado: há uma menor capacidade cognitiva numa ligação direta com a quantidade de cigarros que fumam. Consequentemente, ao reduzir a atividade cerebral aumenta a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. 

A estas doenças acrescente-se a demência. Um dos investigadores, Simon Ridley, em declarações à BBC, explica que estas conclusões vêm reforçar os estudos já feitos a nível da doença de Alzheimer. «Uma em cada três pessoas com mais de 65 anos vai desenvolver a demência, mas há coisas que as pessoas podem fazer para reduzir seu risco». 

Está nas suas «nossas» mãos - «comer uma dieta equilibrada, manter um peso equilibrado, fazer exercício regularmente, verificar a tensão arterial e ter o colesterol controlado e não fumar pode fazer a diferença». 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Papel feito de fezes de elefante...


26/11/2012 - 08h14

Indonésia tem papel feito de fezes de elefante

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1191262-indonesia-tem-papel-feito-de-fezes-de-elefante.shtml


Um parque indonésio em Bogor, na região de Java Ocidental, começou a produção de papel reciclado a partir das fibras presentes no estrume dos elefantes que moram no local.
O parque Taman Safari Park, em Bogor, tem 40 elefantes. Os animais produzem cerca de quatro toneladas de fezes diariamente.
Segundo as autoridades do parque, os elefantes têm uma dieta baseada em fibras e consomem muita grama e outro tipo de vegetação.
Como o sistema digestivo do elefante não consegue desintegrar totalmente a vegetação, o estrume tem muito material que pode ser usado como polpa na fabricação de papel.
Parte do estrume de elefante é usado como fertilizante e o resto como material para a produção de papel.
Para a produção de papel, as fezes são lavadas em tanques para a remoção do odor. A fibra retirada do estrume é aquecida para eliminar as bactérias e, depois da remoção das fibras que não podem ser usadas, o material é levado para secagem.
Estas fibras são então desinfetadas e batidas. A polpa resultante é prensada e transformada em folhas.

Indonésia tem papel feito de fezes de elefante

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Andreas Nugroho/BBC Indonésia
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O parque indonésio Safari Park, em Bogor, tem 40 elefantes. Estes elefantes produzem cerca de quatro toneladas de fezes diariamente. As autoridades do parque afirmam que estes elefantes têm uma dieta baseada em fibras e consomem muita grama e vegetação

Plásticos descartáveis são transformados em madeira plástica

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vereadores de Camaçari repudiam envio de lixo tóxico para o município


Órgãos ambientais autorizaram a transferência de 5 mil toneladas de material para incineração na BA

23 de novembro de 2012 | 17h 23


Agência Brasil
BRASÍLIA - A Câmara de Vereadores de Camaçari, na Bahia, aprovou nesta quinta-feira, 22, uma moção de repúdio contra o envio de cerca de 5 mil toneladas de material contaminado por resíduos industriais tóxicos de Cubatão, São Paulo, para ser incinerado no município baiano.
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O texto de autoria do vereador José Marcelino de Jesus Filho (PT) destaca o risco de transportar, por 1,5 mil quilômetros, o resíduo tóxico da empresa multinacional Rhodia. A moção também cita a ameaça de que a queima do material contaminado libere no ar substâncias tóxicas como as dioxinas - risco descartado pelos órgãos ambientais paulista e baiano que autorizaram a operação.
Conforme a Agência Brasil noticiou com exclusividade na terça-feira, 20, os órgãos ambientais paulista e baiano autorizaram a Rhodia a transferir para Camaçari 760 toneladas por ano, de material contaminado por substâncias organocloradas como o pentaclorofenato de sódio (pó da china) e o hexaclorobenzeno para serem queimadas pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina, que tem incinerador instalado no Polo Petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
Segundo o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), testes de queima de amostras do material enviado pela Rhodia à Cetrel Lumina comprovaram a eficácia do incinerador para eliminar integralmente qualquer resíduo que ofereça risco à população ou ao meio ambiente.
Na moção aprovada pela Câmara municipal, Marcelino lembra que, ainda na década de 1990, outras 33 mil toneladas de solo contaminado por resíduos da Rhodia foram armazenadas em outro município paulista da Baixada Santista, São Vicente. A solução deveria ser temporária, até que todo o material fosse queimado pela própria empresa, em um incinerador instalado na fábrica da multinacional, em Cubatão. Em 1993, contudo, a Justiça determinou a interrupção da queima e a interdição de toda a fábrica que colocava em risco a saúde dos trabalhadores.
Desde então, todo o material recolhido na Baixada Santista aguarda por uma solução definitiva. Na área onde funcionava a fábrica em Cubatão, estão as cerca de 5 mil toneladas recolhidas de três locais da cidade. Já as cerca de 33 mil toneladas que estão em São Vicente são provenientes de cinco terrenos vicentinos e de outros três de Itanhaém, município do litoral paulista a cerca de 80 quilômetros de Cubatão, origem dos resíduos irregularmente descartados a partir de meados da década de 1970. O eventual envio do material de São Vicente para Camaçari depende da obtenção de novas autorizações mas, por enquanto, Rhodia, Cetesb e Secretaria de Meio Ambiente de São Vicente não discutem essa possibilidade.
A Associação de Combate aos Poluentes (ACPO) - formada por funcionários da Rhodia contaminados pelo contato com substâncias tóxicas, divulgou nota pedindo explicações sobre a destinação das cinzas resultantes da queima que, segundo a entidade, são consideradas perigosas.
"O relatório da Cetesb não esclarece para onde está sendo destinada a grande carga de cinzas tóxicas, uma vez que apenas 10% do material contendo resíduos tóxicos da Rhodia é passível de ser transformado em gases poluentes para "suposto" tratamento. Os 90% restantes [do material] permanecem [após a queima] como sólidos perigosos", diz a nota da ACPO, que promete recorrer à Justiça para tentar impedir a operação. 

Demissão na meia idade aumenta risco de enfarte, diz estudo Entre os que fumavam, as chances de ataque cardíaco cresceram quase pela metade (44%).


Demissão na meia idade aumenta risco de enfarte, diz estudo

Pessoas de 50 a 60 anos, quando demitidas, têm altas chances de sofrer parada cardíaca

21 de novembro de 2012 | 7h 12


Um estudo conduzido nos Estados Unidos revelou que pessoas entre 50 e 60 anos, quando demitidas, correm o risco de sofrer um ataque cardíaco da mesma magnitude que fumantes inveterados.

A pesquisa, feita com mais de 13 mil pessoas no país, indica que o risco de infarto cresce 25% durante o ano seguinte à perda do emprego e aumenta proporcionalmente caso o indivíduo seja demitido novamente após conseguir um novo trabalho. O levantamento foi publicado na revista científica Archives of Internal Medicine.
Especialistas acreditam que o estresse possa ser uma peça fundamental para entender o aumento do risco de parada cardíaca na meia idade. Eles acrescentam, entretanto, que são necessárias mais pesquisas para identificar o principal elo entre as demissões na meia idade e o aumento das chances de infarto.   Estudos realizados anteriormente já revelaram que um trabalho estressante pode elevar o risco de parada cardíaca. Por outro lado, a British Heart Foundation defende que o estresse em si não é uma causa direta de doença cardíaca, embora possa contribuir para aumentar as chances da fatalidade.
Tabagismo. No último estudo do gênero, que foi conduzido durante quase 20 anos, especialistas registraram mais de 1 mil enfartos entre os 13.451 participantes. Quando os pesquisadores analisaram especificamente quais indivíduos foram mais suscetíveis a sofrer a enfermidade, encontraram várias tendências distintas.
Homens e mulheres que fumavam, estavam com sobrepeso ou faziam pouca ou nenhuma atividade física eram mais propensos a sofrer um infarto. Os mais velhos ou aqueles com hipertensão ou diabetes também corriam maior risco de ter uma parada cardíaca.
Depois de analisar os fatores de risco, os pesquisadores descobriram que a perda de emprego também estava associada à doença. Infartos foram significativamente mais comuns (27%) entre os que tinham sido demitidos havia pouco tempo, independentemente do tipo de ocupação que realizavam.
O efeito também foi cumulativo: as chances de sofrer um infarto aumentou 63% entre aqueles que tinham perdido quatro ou mais empregos. Entre os que fumavam, as chances de ataque cardíaco cresceram quase pela metade (44%).
Linda George, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, responsável pelo estudo, disse: "Este é um impacto significativo e semelhante a outros fatores de risco de infarto bem conhecidos e estabelecidos, incluindo o tabagismo e a obesidade." "Achamos que o estresse de enfrentar o desemprego poderia explicar esta associação", acrescentou  "E, provavelmente, a perda de um emprego tem um efeito mais forte do que um trabalho estressante."
Já a Donna Arnett, da Associação Americana do Coração, disse: "Isto confirma outros estudos que mostram que as pressões da vida podem aumentar o risco de um ataque cardíaco." "Estar fora do trabalho pode ser muito estressante.", acrescentou. "Mas não sabemos como o estresse afeta o risco cardiovascular. Esta é uma área que necessita de mais pesquisas."
A especialista afirmou, ainda, que existem formas de gerir o estresse de maneira a minimizar seus efeitos. "Exercitar-se é uma ótima maneira de reduzir os níveis de estresse", disse Arnett.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Vídeo mostra a evolução da obra na Arena Corinthians

http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/video-mostra-evolucao-da-obra-na-arena-corinthians




23/11/2012 - 17:42
Material divulgado pela construtora Odebrecht, utilizando a técnica do time-lapse, cobre o período de um ano

Vídeo divulgado pela Odebrecht, responsável pela Arena Corinthians, mostra a evolução da obra no período de novembro de 2011 a novembro de 2012, utilizando o time-lapse. Por essa técnica, várias fotos são tiradas do mesmo lugar, em determinados intervalos de tempo. As imagens são ordenadas formando uma sequencia de vídeo e causando o efeito de “realidade acelerada”.
A Arena do Corinthians está 55% concluída. A estrutura metálica da cobertura está sendo erguida. Medindo até 75 m de comprimento e pesando 150 toneladas, cada peça é içada e montada pelo maior guindaste sobre esteiras em operação no Brasil, com uma equipe de 50 homens. O guindaste tem lança de 114 metros e capacidade para 1.500 toneladas.
Ao todo, 2.200 trabalhadores atuam no canteiro de obras, divididos em três turnos. A arena terá capacidade para 65 mil torcedores. São 48 mil assentos convencionais e 17 mil lugares retráteis, exigidos pela FIFA para a abertura, que deverão ser removidos após o Mundial. O estádio terá 120 camarotes, 40 deles especiais, com capacidade para 90 pessoas, seis mil cadeiras superiores cobertas, 10 mil cadeiras numeradas cobertas, restaurantes e 3.500 vagas no estacionamento. Além da abertura do Mundial de 2014, o estádio receberá outros cinco jogos do torneio.

ONU: acesso à internet ajuda caminho para sustentabilidade



Ajudar países em desenvolvimento a dar acesso à sua população à internet é oferecer uma ferramenta que amplia as possibilidade de essas nações seguirem no sentido do desenvolvimento econômico sustentável, de acordo com a diretora da Divisão para Administração Pública e Gestão do Desenvolvimento do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa) das Nações Unidas, Haiyan Qian.

"A Internet oferece grande potencial e oportunidades para o desenvolvimento sustentável", disse a dirigente durante o Fórum de Governança da Internet, em Baku, capital do Azerbaidjão. O tema do fórum deste ano foi Governança da Internet para o Desenvolvimento Sustentável, refletindo o papel crescente da Internet na evolução dos vários aspectos do desenvolvimento, em todos os países.

"Precisamos construir capacidades para enfrentar os desafios e implementar estratégias, não só em nossos próprios países e organizações, mas também para ajudar os outros, especialmente aqueles em desenvolvimento e os menos desenvolvidos, bem como os com economias em transição", disse Qian.