terça-feira, 18 de setembro de 2012

Banheiros de tonéis


PA: 'banheiros de tonéis' viram solução ecológica na Ilha de Marajó




http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6154742-EI8139,00-PA+banheiros+de+toneis+viram+solucao+ecologica+na+Ilha+de+Marajo.html 
16 de setembro de 2012  11h03





O psicólogo Rodrigo Braga iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar dinheiro para as construções. Foto: Rodrigo Braga/Divulgação
O psicólogo Rodrigo Braga iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar dinheiro para as construções

Foto: Rodrigo Braga/Divulgação



LAILA GARRONI
Em um lugar onde pontes são calçadas e frequentes inundações engolem tudo que tem pela frente, o simples ato de ir ao banheiro pode se tornar um desafio. Antes mesmo de ficar doente em uma de suas passagens pela parte mais alagadiça da Ilha de Marajó, em São Sebastião da Boa Vista (PA), e perceber o grave problema de saneamento básico na região, o psicólogo social Rodrigo Braga iniciou uma campanha pela construção de uma alternativa que fosse viável para o local. Sem acesso a encanamentos, fossas ou qualquer outro sistema de esgoto, Braga e o permacultor Fernando Normando intalaram "banheiros secos ecológicos". Com a ajuda financeira de amigos e familiares, eles instalaram, desde julho deste ano, dez sanitários. O produto é artesanal, elaborado com tonéis de plástico e a prova d'água. Além de evitar o contato direto das fezes com o rio - usado para banho e pesca dos moradores da região -, o banheiro de tonel transforma todo o resíduo em adubo.
"É justamente a mesma reação que tem na floresta. Quando um animal faz cocô, caem as folhas por cima, a areia cobre e aquilo vira adubo depois de um tempo. Essa mesma reação que tem na floresta, a gente reproduz dentro do tonel", explicou Braga, que se divide entre a ilha, onde passa a semana trabalhando em um projeto social com adolescentes, e a capital Belém, onde mora, distantes nove horas de barco uma da outra. Ao invés de dar a descarga, o usuário desse tipo de banheiro deposita caroços de açaí, folhas secas e farelos de madeira dentro dos toneis, que demoram de seis a oito meses para encher. Ao chegar no limite, o recipiente fica mais seis meses tampado e condicionado no sol.
Com apoio logístico da Secretaria Municipal de Assistência Social, que pagou passagens de barco para os dois, o primeiro banheiro nasceu de uma iniciativa pessoal do psicólogo. Após custearem a primeira construção com dinheiro de seus próprios bolsos, Braga e Normando fizeram uma campanha no Facebook que arrecadou cerca de R$ 2 mil, verba suficiente para mais dez banheiros. "Muita gente ajudou, famílias, amigos. Quando não ajudavam com o valor total do banheiro, que é de R$ 170, eles contribuíam com o que podiam, R$ 20, R$ 50. Teve um amiga que, por exemplo, me avisou que tinha depositado um valor e eu perguntei quanto, ela disse: 'R$ 1.020'. Eu não acreditei. Ela disse que tinha juntado a família e todo mundo doou um pouquinho e, no total, deu isso", disse Braga.
O psicólogo relatou que a maioria dos moradores usa um tipo de banheiro que, de certa forma, também é seco, já que não envolve água como descarga, mas acaba envolvendo o rio porque onde está instalado - geralmente, no mato - a água invade e leva as fezes. "O costume aqui é o seguinte, atrás (da casa) fica o banheiro, onde você faz suas necessidades, e, na frente, fica o rio onde se toma banho. Não se tem chuveiro. Eu faço até uma brincadeira com eles, falo: 'atrás, vocês tiram de vocês e, na frente, vocês colocam de novo para dentro'. Não pode.", ressaltou Braga.
Mesmo que baseado na preocupação com a saúde da própria população, o projeto ainda encontra resistência por parte dos moradores. "Para eles começarem a utilizar o banheiro do tonel, existe um pouco de resistência também. Então, nós estamos em um processo que não é só instalar. É toda uma atividade de educação ambiental que gira em torno disso também."
Para o morador Cezário Gomes Ferreira, 52 anos, foi essa assistência que fez toda a diferença. "A gente não teve dificuldade (de adaptação). Para gente isso foi bom para evitar a poluição da água. Dificuldade a gente teria se eles não tivessem explicado nada para gente. Mas eles explicaram tudo como é. Que se joga um pouco de folha seca, um pouco de caroço, que aí faz o adubo. A gente tem aqui açaizeiro, limoeiro. A gente planta cupuaçu. Então para gente isso é bom, para dar sustança nessas plantas aí", disse o agricultor, que mora com a mulher e nove filhos.
Com a segunda campanha lançada no Facebook, Braga espera arrecadar dinheiro suficiente para mais dez banheiros. Mesmo movido por certa "indignação", ele fala sobre a dificuldade de se desenvolver um trabalho desse tipo. "No dia a dia aqui, o trabalho é grosso. Não é fácil ter que instalar dez banheiro, conversar com todo mundo, falar o mesmo assunto dez vezes. É um suor danado na verdade."

Vou de helicóptero!


Bicicleta só perde para helicóptero no trânsito

  • 13 de setembro de 2012 |
  • 22h56 |

BRUNO RIBEIRO

Com um tempo de 22 minutos e 22 segundos, o helicóptero se mostrou o meio de transporte mais rápido da cidade de São Paulo. Mas a vantagem é de apenas dois minutos em relação à bicicleta, que ficou em segundo lugar. O teste ocorreu nesta quinta-feira, na 7.ª edição do Desafio Intermodal, evento que se propõe a discutir as alternativas de transportes da cidade e antecede o Dia Mundial Sem Carro, no dia 22.


O carro fez o mesmo percurso em 1h41 e perdeu para quase tudo: patins, skate, ônibus, trens e metrôs e para o corredor. Venceu só um dos competidores, que foi caminhando. Mas foi quase: um minuto de vantagem.
Como nos anos anteriores, o desafio teve largada na Praça Gentil Falcão, na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul, e chegada na sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, região central, numa distância de 14 quilômetros. Competiram 14 modalidades.

O competidor do helicóptero foi o âncora Marcos Lauro, da Rádio Eldorado, do Grupo Estado. Logo depois de cruzar a chegada, ele disse que esperava não conseguir realizar o voo, com receio de não haver teto para a decolagem. “Foi tudo tranquilo. Tinha expectativa de não voar, mas chegamos aqui, contando elevador, escada rolante e autorização para voo, em 22 minutos.”
Além de helicóptero e bicicleta, teve competidor que cruzou o percurso de carro, de ônibus, de handbike (uma bicicleta pedalada com as mãos) e combinações de transporte público, como ônibus e metrô, ônibus e trem, e até bicicleta dobrável e ônibus.
Em um dia como esta quinta, em que a cidade registrou, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 175 quilômetros de congestionamento, até os patins se mostraram alternativa mais rápida do que o transporte público. O competidor com patins fez o percurso em 31 minutos e 4 segundos, enquanto quem usou trem e ônibus demorou 1h06.
O quarto colocado só andou sobre trilhos. O competidor Rodrigo Vicente, que usou trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e metrô, chegou apenas 4 segundos atrás dos patins. “O difícil foi a lotação. Tive dificuldade para entrar nos trens e em todos os momentos me senti esmagado.”
A saída da Berrini ocorreu pontualmente às 18 horas. O último competidor chegou às 19h42. Ele estava a pé. O jornalista Flávio Gomes, da Estadão/ESPN, de carro, só conseguiu ultrapassar o rapaz que caminhava. Ele chegou às 19h41 e perdeu até para quem correu, que chegou às 19h07. “É um trânsito pesado e você não tem como fugir de certos corredores, como 9 de Julho e Faria Lima. Fora isso, perdi 20 minutos só para fazer o contorno da 9 de julho para a Prefeitura”, disse Gomes. O competidor da moto ficou em terceiro, com 26 minutos e 20 segundos. Neste ano o desafio teve apoio da Rádio Estadão/ESPN.

Aneel define em novembro quanto tarifa de energia vai cair


Preços | 17/09/2012 15:50

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/energia/noticias/aneel-define-em-novembro-quanto-tarifa-de-energia-vai-cair

A presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada pacote de medidas para reduzir a conta de luz no país a partir de 2013

Pedro Peduzzi, da

Getty Images
Torre de transmissão de energia elétrica
Torre de transmissão de energia elétrica: caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a definição do percentual de redução da tarifa
Brasília - As concessionárias de geração e transmissão de energia têm até 1º de novembro para assinar os requerimentos de prorrogação das concessões, documento que definirá os preços da tarifa e os valores de indenização às empresas. O prazo consta da regulamentação da medida provisória que trata das concessões - e da redução dos encargos aplicados ao setor – publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União.
A presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada pacote de medidas para reduzir a conta de luz no país a partir de 2013. De acordo com o governo, as reduções variarão de 16,2% a 28% para consumidores individuais e industriais, respectivamente.
Caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a definição do percentual de redução da tarifa e dos valores de indenizações. As concessionárias de geração deverão apresentar garantias de que o fornecimentos de energia e de potência das usinas hidrelétricas serão disponibilizados para contratação em regime de cotas (para diferentes tipos de consumidores, como indústrias e individuais).
As empresas que decidirem continuar como concessionárias terão de assinar um contrato ou um termo aditivo garantindo que cumprirão as condições previstas no prazo de 30 dias, contados a partir da convocação pelo governo federal. O não cumprimento do prazo resultará na impossibilidade de prorrogação da concessão “a qualquer tempo”.

Errata: Vale da Morte registrou em 1913 o recorde de calor de 56,7ºC...


Recorde de calor na terra é cancelado

Cientistas concluíram que temperatura de 58°C auferida na Líbia, em 1922, estava incorreta

14 de setembro de 2012 | 10h 11


JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo



Por quase um século, cientistas consideraram que o local mais quente da Terra era a cidade de El Azizia, a 50 quilômetros do Mar Mediterrâneo, na Líbia. Em 1922, os termômetros teriam marcado 58°C num dia de verão, no que era a base militar italiana no norte da África. Mas, ontem, data em que seriam comemorados os 90 anos da marca em Azizia, o recorde foi invalidado. Agora, o índice pertence a Greenland Ranch, no Vale da Morte, na Califórnia, que registrou 56,7°C em 1913.
A investigação que levou ao cancelamento do recorde começou em março de 2010, com a designação de uma equipe pela Organização Mundial de Meteorologia. Mas o diretor do Centro Meteorológico Líbio e líder na investigação, Khalid El Fadii, desapareceu por oito meses, após escapar de Trípoli em meio à revolução que derrubaria meses depois seu chefe supremo, Muamar Kadafi. Após a queda do regime, o cientista completou seu levantamento ao lado de especialistas britânicos e americanos, que ontem foi revelado em Genebra.
As dúvidas começaram quando os registros de 1922 mostravam que estações de observação próximas ao local do recorde não repetiam os números incríveis que eram registrados em Azizia.
O grupo chegou a duas conclusões. A primeira, de que a temperatura estava sendo medida perto do asfalto, o que aumentaria o calor. O segundo problema é que a pessoa responsável provavelmente não tinha experiência, interpretou mal o que os equipamentos mostravam e registrou números errados. Para completar, os instrumentos usados eram obsoletos para a época.
Arqueologia. A iniciativa de investigar o dado faz parte de uma tendência entre uma parcela de cientistas que, graças a tecnologias mais modernas, está escavando e encontrando materiais usados por cientistas no passado.
"Nos últimos dez anos, temos visto muito desse fenômeno da arqueologia de dados, ou seja, a descoberta de antigos manuscritos e uma tentativa de avaliá-los. Não para desmenti-los, mas para garantir que o mundo tenha hoje as melhores informações possíveis", disse o cientista David Parker. "A importância de ter dados corretos não é apenas para fazer justiça à ciência, mas também por causa da mudança climática. Precisamos de dados exatos sobre eventos extremos justamente para poder nos preparar para eles."

Fabricantes de cigarros deveriam pagar o caixão...


Pará


Domingo, 16/09/2012, 09h13

Tabagismo mata 200 mil por ano no Brasil



O histórico de doença respiratória na família fez com que o funcionário público Adriano Hermes, 46, parasse de fumar 60 cigarros por dia. Ele fumou durante 22 anos e há dez anos não sabe o que é colocar um cigarro na boca. Hermes vivenciou de perto as consequências provocadas pelo vício. O pai morreu em virtude de um câncer no pulmão – associado em 90% dos casos ao consumo de tabaco. O Pará registrou 41,7% dos casos da neoplasia em toda a Região Norte. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que este ano, 170 novos diagnósticos sejam realizados na capital paraense. Segundo o Hospital Ophir Loyola, 99 casos foram registrados em 2008, sendo 70 em homens e 29 em mulheres.

O número elevado dessa especificidade oncológica no Pará pode ser justificado pelas notificações da doença, quase que inexistente nos demais estados da Região Norte. O Estado possui menos de dez cirurgiões torácicos. A quantidade ainda é insuficiente em relação à população, porém, é a maior dentre os estados da Região. “Só Belém e Manaus têm profissionais que residem nos estados. Nos outros, eles têm que vir de fora e em alguns estados, nem isso”, compara o oncologista torácico Antonio Bomfim.

O câncer de pulmão não tem tido decréscimo na mortalidade. “Aproximadamente 80% dos pacientes são diagnosticados quando a doença já está localmente avançada ou em estágio metastático, quando já está espalhado”, afirma o oncologista. A chance de estar vivo em cinco anos é de 17 a 20% quando a doença está localmente avançada e de apenas 5% na fase metastática. Quando diagnosticado na fase inicial, as chances chegam a 90 e 95%.

Entretanto, o diagnóstico precoce está longe de ser uma realidade. Primeiro: as pessoas não têm o hábito de fazer exames que possam revelar a doença. “Os check-ups mais comuns são os cardiológicos, neurológicos e ginecológicos. Apesar de ser o câncer que mais mata, os exames que preveem câncer de pulmão quase não são procurados, a não ser por quem tem histórico na família”, considera Bomfim. Segundo: a doença não apresenta sintomas na fase inicial. Terceiro: “Todo fumante tem medo e prefere não ficar sabendo”, afirma um fumante de 29 anos que não quis se identificar.

Aos 14 anos o cigarro entrou na vida de Adriano Hermes. Os pais e grande parte da família fumavam. Foi um cancerologista membro da família que desconfiou dos sintomas apresentados pelo pai de Adriano, e constatou que o patriarca da família Hermes estava com câncer de pulmão. “Depois de descoberta a doença, o meu pai viveu somente três meses”, lembra.

Nesse período, Adriano já tinha parado de fumar. “Uma vez senti falta de ar e me deu um nervosismo muito grande. Fui ao hospital e fiz aerossol. Mas voltei desse aerossol fumando. Daí pensei: isso aqui não vai me matar. Então joguei o cigarro fora e a partir daí, nunca mais fumei”, conta. Largar o vício não foi fácil. “Antes disso eu já tinha tentado parar uma vez, mas tive problema de depressão forte e esse problema só veio melhorar depois que eu voltei a fumar”, afirma. Na segunda tentativa, ele foi eficaz e venceu o vício. “Eu parei sozinho. Chupava menta, bombom. Só com muita força de vontade. Vontade de viver”, diz.



Cigarros com sabor sairão do mercado

Hoje, ele comemora a mudança de vida, mesmo tendo engordado quase 40 quilos depois de largar o cigarro – fato que atribui ao sabor da comida, que passou a ser bem mais gostoso ao não ser mais misturado com a nicotina. “Não sinto falta nenhuma”, diz enfático. “Pelo contrário, quando eu vejo as pessoas fumando, me afasto. Não pela vontade de fumar, mas por ter nojo do cheiro da fumaça”. Ele lamenta que o restante dos familiares não tenham tido o mesmo êxito ao tentar parar de fumar. Até hoje a mãe dele, de 70 anos, fuma aproximadamente uma ou uma e meia carteira de cigarro. Adriano lembra que começou a fumar, entre outras coisas, por status. “A própria publicidade era atrativa, só tinha esportista fumando e eu via aquilo e achava muito interessante”.

Desde o ano 2000, a propaganda de cigarro é proibida em qualquer mídia no Brasil. Em todas as carteiras de cigarro vendidas no país, há imagens que retratam as consequências do fumo. Para uns, chocantes. Para outros, nem tanto. “A imagem não chega a influenciar tanto. Chega o tempo em que aquilo não te abala mais. Quando tu acendes o cigarro, esquece”, acredita um fumante que preferiu não se identificar.

Outra “jogada de mestre” do ramo do tabaco foi a criação de cigarros com sabor. No entanto, a retirada desse produto do mercado brasileiro foi aprovada pela Agência Vigilância Sanitária (Anvisa), em março desse ano. A retirada deve ocorrer em 2014. Segundo dados da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz – em estudo realizado com mais de 17 mil estudantes de 13 capitais brasileiras, entre os anos de 2005 e 2009 – 30,4% dos meninos e 36,5% das meninas entrevistadas afirmaram que já tinham experimentado cigarro em algum momento da vida. Entre eles, 58,2% dos meninos e 52,9% das meninas declararam preferência pelo cigarro com sabor.



HISTÓRICO DE REGULAMENTAÇÃO DO CIGARRO

1988 – A frase: “O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde” passa a ser obrigatória nas embalagens dos produtos derivados do tabaco.



1990 – Obrigatoriedade de frases de alerta em propagandas de rádio e televisão.



1996 – Comerciais de produtos derivados do tabaco só podem ser veiculados entre 21h e 06h. Além disso, fumar em locais fechados passa a ser proibido (exceto em fumódromos)



2000 – Criação da Gerência de Produtos Derivados do Tabaco, na Anvisa. Brasil é primeiro país do mundo a ter uma agência reguladora que trata do assunto.



2000- É proibida a propaganda de produtos derivados de tabaco em revistas, jornais, outdoors, televisão e rádios. Patrocínio de eventos culturais e esportivos e associar o fumo à praticas esportivas também passa a ser proíbo.

2001 - Anvisa determina teores máximos para alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Imagens de advertência passam a ser obrigatórias em material de propaganda e embalagens de produtos fumígenos.



2002 – É proibida a produção, comercialização, distribuição e propaganda de alimentos na forma de produtos derivados do tabaco.



2003 – Passa a ser obrigatória o uso das frases: “Venda proibida a menores de 18 anos” e “Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”



2003 - É adotada pela Assembléia Mundial da Saúde a Convenção Quadro de Controle do Tabaco, primeiro tratado mundial de saúde pública, do qual o Brasil é signatário.



2005 – Entra em vigor a Convenção Quadro de Controle do Tabaco



2006 - Assinado decreto presidencial de ratificação da Convenção Quadro de Controle do Tabaco



2008 - Novas imagens de advertência, mais agressivas, passam a ser introduzidas nos rótulos de produtos derivados do tabaco.



2010 - Anvisa publica duas consultas públicas sobre produtos derivados do tabaco: uma prevê o fim do uso de aditivos e a outra regulamenta a propaganda desses produtos, bem como, exposição nos pontos de venda e prevê nova frase de advertências nas embalagens.



2011 – Lei Federal proíbe fumar em locais fechados e Anvisa proíbe o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco.



Fonte: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)



EM NÚMEROS

Entre 2007 e 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarros com sabor, cadastradas na Anvisa.

75%

Dos entrevistados em pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, em 2011, foram favoráveis à proibição de aditivos para reduzir a atratividade de produtos para fumar.

200 mil

Pessoas morrem todos os anos no Brasil, em virtude do tabagismo.

25 milhões

De fumantes e 26 milhões de ex-fumantes em nosso país, atualmente.
(Diário do Pará)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Reserva de gás gera disputa entre a China e Japão...a história se repete?


Governo chinês luta para conter protesto contra Japão

16/9/2012 10:41, Por Redação, com Reuters - de Pequim




A polícia chinesa usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo e canhões de água para conter um protesto contra o Japão no sul da China neste domingo, enquanto os manifestantes tomavam as ruas em várias cidades em todo o país em uma rixa de longa data por causa de um grupo de ilhas.
Diaoyuera
Chineses reclamam pela soberania da ilha Diaoyu

Os protestos em Pequim e em várias outras cidades no sábado começaram quando os manifestantes cercaram a embaixada japonesa, atirando pedras, ovos e garrafas e testando os cordões policiais, forçando o primeiro-ministro japonês a pedir a Pequim para garantir a proteção de seu pessoal e de sua propriedade.
No maior ataque de domingo, a polícia disparou cerca de 20 bombas de gás lacrimogêneo e usou canhões de água e spray de pimenta para repelir os milhares de manifestantes que ocupavam as ruas na cidade de Shenzhen, no sul do país, perto de Hong Kong.
Os manifestantes saquearam lojas e atacaram carros e restaurantes japoneses em pelo menos cinco cidades chinesas. Eles também invadiram uma dezena de fábricas dirigidas por japoneses no leste de Qingdao no sábado, segundo a emissora japonesa NHK. Ela acrescentou que os protestos haviam se espalhado para pelo menos 72 cidades.
- Infelizmente, este é um problema relativo à segurança de cidadãos japoneses e de empresas afiliadas ao Japão – disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, em um talk-show na NHK. “Gostaria de pedir ao governo chinês que protegesse a segurança deles”.
Os protestos seguiram-se à decisão do Japão na terça-feira de comprar de um proprietário privado japonês as disputadas ilhas, que Tóquio chama de Senkaku e Pequim de Diaoyu, e que conteriam valiosas reservas de gás.




Protestos contra o Japão se intensificam na China

Empresas japonesas interrompem operações temporariamente no país 


por Redação Made in Japan
17.09.2012
http://madeinjapan.uol.com.br/2012/09/17/protestos-contra-o-japao-se-intensificam-na-china/


Protestos contra o Japão se intensificaram na China após o anúncio, na semana passada, de que o governo japonês comprara um arquipélago que é objeto de disputa entre os países. O conjunto de ilhas é chamado Senkaku no Japão e Diaoyu na China.
Na Embaixada do Japão em Pequim, centenas de pessoas protestaram, sendo necessário o reforço da segurança no local. A Embaixada, ainda, publicou nota em seu site com recomendações para japoneses na China, tais como evitar sair sozinho à noite, evitar aglomerações, não agir de modo que possa ser considerado provocativo e evitar pegar táxi sozinho.
A situação começa a afetar empresas japonesas na China. De acordo com a NHK, Lion, Mitsubishi, Panasonic e Canon, entre outras decidiram interromper suas operações temporariamente.
Segundo o Yomiuri Shimbun, a Honda retirou-se de um evento do setor automotivo na província de Shandong, assim como revendedores locais da Suzuki.
Taiwan também reivindica soberania sobre as ilhas. Porém, o presidente Ma Ying-jeou sinaliza, de acordo com o Asahi Shimbun, um entendimento próximo, desde que “as operações de pesca na área não seja afetada no futuro”.

Vídeo: Efe

Direitos e deveres da vida em condomínio


Ex-moradores dos morros do Bumba e do Céu aprendem direitos e deveres da vida em condomínio

13/9/2012 11:48, Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro

http://correiodobrasil.com.br/ex-moradores-dos-morros-do-bumba-aprendem-direitos-e-deveres-da-vida-em-condominio/514893/





O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos

Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos promoveu capacitação sobre os direitos e os deveres da vida em condomínio para os antigos moradores dos morros do Bumba e do Céu. O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos, que será inaugurado pelo Governo do Estado em menos de um mês. A obra custou R$ 14,24 milhões, com recursos da União e do Estado.
O sorteio das unidades aconteceu no dia 25 de agosto, na sede da secretaria, no Centro do Rio. Cada apartamento, com 36,1 m2, tem sala, dois quartos, copa cozinha, banheiro e área de serviços, que já vem com piso. Seis, das 180 unidades, são destinadas a portadores de deficiência física. Todos os apartamentos já vêm com chuveiro elétrico instalado, e os proprietários terão direito à tarifa social da Ampla.
O conjunto tem conquistas inéditas como, por exemplo, a colocação, em cada unidade, de hidrômetro individualizado, assim como os relógios de luz – afirmou a engenheira da Secretaria de Obras, Susane Herschörfer.

O aposentado Norival dos Santos, 72 anos, comemora o novo lar e faz questão de levar a sua bandeira do Vasco. “Como não vou poder pendurá-la na janela, porque iria contra as regras do condomínio, vou colocá-la na parede”, disse Norival.
A moradora Valéria Rosa, de 37 anos, que será a proprietária de um apartamento, está emocionada. Não posso dizer com exatidão o que estou sentindo. A verdade é que a ficha ainda não caiu, afirmou Valéria.




Enerland - The Power of Fun (Terra da Energia - O Poder da Diversão)


Rio Grande do Norte pode ganhar complexo com 5 parques temáticos

15/09 - 12:20
http://www.mercadoeeventos.com.br/site/Noticias/view/88558

Um consórcio formado por empresas espanholas, alemãs, árabes e brasileiras, representado pela espanhola Alondra, confirmou ontem que pretende dar entrada nas licenças ambientais do primeiro parque temático de energias renováveis do mundo - projetado para o Rio Grande do Norte - ainda este ano. O projeto executivo deve ser finalizado até dezembro. O local - que segundo divulgou a Folha de São Paulo seria a cidade de Touros - ainda não foi escolhido. Três terrenos estariam no radar do consórcio. O projeto, batizado Enerland - The Power of Fun (Terra da Energia - O Poder da Diversão), prevê a instalação de parques eólicos e hotéis, num investimento de 3 bilhões de euros.
As áreas já estão sendo mapeadas para facilitar a escolha, mas as localizações não foram divulgadas "para evitar especulação". 

A informação foi divulgada pela Tribuna do Norte depois de ouvir o coordenador do projeto no Brasil, Rodrigo Silva. Ele se reunirá com o governo do estado na próxima semana. O projeto, que começou a ser elaborado há quatro anos e já foi apresentado ao governo do estado (na semana passada), ao Ministério do Turismo, ao da Integração e ao de Minas e Energia, está orçado em 3 bilhões de euros (cerca de 7,7 bilhões de reais). Ele contempla cinco parques temáticos, um centro comercial, 15 montanhas russas e sete resorts com capacidade para 35 mil pessoas. O complexo também funcionará como laboratório para novas tecnologias em energias renováveis. 

O consórcio espera inaugurar a primeira parte do empreendimento - o equivalente a 40% do projeto - antes da Copa de 2014. Setenta por cento do projeto deve ser concluído até as Olimpíadas de 2016. Segundo previsão do consórcio, o empreendimento estará pronto em 2019, quando poderá receber até 12 milhões de pessoas por ano, mais do que o dobro do que o Brasil recebe (cerca de 5 milhões). Os estrangeiros serão o público alvo. O parque - que seguirá os moldes da Disney e também terá atrações norte-americanas e espanholas - será autossustentável. "Será uma cidade inteligente totalmente controlada por sistemas automatizados e sustentável no que se refere a água, ar, solo e energia, sendo esta última 100% produzida através de energias renováveis instaladas no próprio parque: energia eólica, solar, biomassa, biogás, hidráulica, geotérmica, térmica, entre outras", esclareceu por e-mail o diretor geral da Alondra, Manuel Rojas Saume. 

Embora a Europa, continente de origem de algumas das empresas integrantes do consórcio, enfrente uma das crises econômicas mais severas dos últimos anos, Rodrigo Silva, CEO do parque no Brasil, acredita que recursos não serão problema. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), segundo informou Adonis Oliveira, coordenador geral de Estudos e Pesquisas de Desenvolvimento do órgão, poderá financiar entre 20% e 30% do projeto. "Porque nem tudo o que está previsto no projeto, como os parques eólicos, pode ser financiado pela Sudene", esclareceu. O restante poderá ser financiado por bancos como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ou fundos de investimentos nacionais e estrangeiros. O próprio consórcio colocará dinheiro do próprio bolso no empreendimento. 

Só na primeira fase - que inclui elaboração de estudos e projetos e instalação da filial no Rio Grande do Norte - consumirá cerca de 300 milhões de reais. A execução do projeto será acompanhada de perto pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama; do Turismo, Renato Fernandes; do Planejamento, Obery Rodrigues; e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Gilberto Jales, informou a governadora Rosalba Ciarlini, que vê o parque temático como impulsionador do turismo local. 



Tribuna do Norte

domingo, 16 de setembro de 2012

Incêndios atingem 3 parques nacionais



Áreas da Chapada dos Guimarães, Xingu e da Serra da Canastra sofrem com fogo

15 de setembro de 2012 | 3h 03


ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, FÁTIMA LESSA, CORRESPONDENTE / CUIABÁ - O Estado de S.Paulo
Incêndios consomem os parques nacionais da Canastra, do Xingu e Chapada dos Guimarães e o Pantanal, em Mato Grosso. A situação é mais grave na Canastra, no sudoeste de Minas, onde o fogo já queimou cerca de 50 mil hectares - o equivalente a 50 mil campos de futebol - e está fora de controle, segundo o chefe do parque, Darlan de Pádua.
Incêndio atinge terra indígena em MT e destrói vegetação próxima ao Parque Nacional do Xingu - Sandro Vieira
Sandro Vieira
Incêndio atinge terra indígena em MT e destrói vegetação próxima ao Parque Nacional do Xingu
"As equipes estão exaustas. Tudo dificulta o combate ao incêndio, o vento, o relevo, o tempo seco", disse Pádua. Segundo ele, o fogo chegou ontem à região do Alto da Cascad'anta, onde está a primeira cachoeira do parque. A nascente de um dos principais rios brasileiros, o São Francisco, está preservada.
O parque tem área total de 70 mil hectares, onde estão cachoeiras com quedas d'água que variam de 100 a 300 metros de altura e uma rica fauna e espécies características da fauna brasileira, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o veado campeiro, ema e pato-mergulhão.
Mato Grosso. O incêndio que atinge o Parque Nacional do Xingu começou em Querência, a 912 km de Cuiabá, e já consumiu 5 mil hectares de vegetação nativa da Terra Indígena Wawi, dentro do perímetro do parque. Segundo o coordenador do PrevFogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Cendi Ribas, há perigo do fogo se alastrar e atingir outras aldeias vizinhas.
No Parque Nacional Chapada de Guimarães já foram consumidos um total de 10 mil hectares. Segundo o coordenador de Proteção do parque, Sandro Benevides do Carmo, o fogo começou no dia 7 de setembro em uma área próxima e, por causa das altas temperaturas e a umidade baixa do ar, se alastrou. Ele acredita que o fogo está controlado.
Já no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, alguns pontos turísticos do Circuito das Cachoeiras foram fechados, segundo coordenador Cecílio Pinheiro. No local estão brigadistas e soldados do Corpo de Bombeiro, além de voluntários que combatem o fogo.
Uma extensa área na região do Pantanal entre os municípios de Santo Antonio do Leverger e Barão de Melgaço, ainda não dimensionada pelos bombeiros, arde em fogo há dois dias. Na tarde de ontem, policiais fizeram um voo na região para ter um diagnóstico mais preciso e estudar quais medidas adotar. O fogo consome áreas de pastagem e a mata nativa às margens do Rio Aricazinho, afluente do Rio Cuiabá.
Proibição. Em Mato Grosso foi prorrogado o período proibitivo de queimadas, que deveria acabar hoje. A decisão foi tomada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) após reunião com representantes do Comitê Gestão do Fogo, Bombeiros e Defesa Civil. Além da prorrogação, a reunião serviu para debater as direções no combate aos focos de incêndio que já atingiram o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, Pantanal, áreas indígenas no Parque Nacional do Xingu. A medida visa a diminuir os riscos provocados pelo fogo nesta época do ano.
Desde que começou o período proibitivo, Mato Grosso registrou 14.832 focos de calor, segundo o satélite Aqua, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2011 foram registrados no mesmo período 5.871 focos. Os cinco municípios com maiores índices de focos são: Feliz Natal, Paranatinga, Colniza, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia.

Forças Armadas e meio ambiente


Quarta, 12 Setembro 2012 14:26 Última modificação em Quinta, 13 Setembro 2012 15:10|
Paulo de Araújo/MMA
Izabella, na ESG: elogios na defesa da Amazônia e das fronteiras do país

Izabella, na ESG: elogios na defesa da Amazônia e das fronteiras do país

Ministra destaca importância da área militar para o desenvolvimento sustentável e o crescimento do país

Lucas Tolentino

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a importância das Forças Armadas nas ações de proteção dos recursos naturais do país. Durante palestra realizada nesta quarta-feira (12/09) para o Curso Superior de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra (ESG), a ministra ressaltou, ainda, a conciliação entre preservação ambiental e economia verde para o desenvolvimento sustentável e o crescimento do país. 

A cooperação entre as diversas esferas do governo federal é, segundo a ministra, uma das formas de garantir o sucesso das iniciativas voltadas para a proteção do meio ambiente. “Temos condições de construir uma política com a participação de todos”, disse. “O Ministério da Defesa é parte desse projeto e executa um trabalho essencial na Amazônia e nas fronteiras de país”. 

Os projetos coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), como o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram citados pela ministra como os principais mecanismos de preservação dos recursos naturais. “Somos o primeiro país em termos de políticas ambientais e temos de definir bem o papel do Brasil em relação ao restante do planeta”, afirmou.

ESTRATÉGIA

Entre as alternativas para fomentar a preservação dos recursos naturais do país, a ministra destacou a reciclagem do lixo como uma oportunidade de aliar consciência ambiental e movimentação financeira. “A gestão de resíduos sólidos no país tem um potencial importante para a economia”, explicou. 
“É preciso ter uma visão estratégica dessa política”. 

A integração da dimensão ambiental na estratégia de desenvolvimento, no entanto, é vista como um desafio. “O mais importante é conciliar proteção e crescimento com inclusão social”, ressaltou. “As relações geopolíticas e econômicas vão modelar a agenda ambiental do país e do mundo nos próximos anos.”


Virada "verde" do governo francês para enfrentar a crise! Ousadia?


França / Meio ambiente -
Artigo publicado em 15 de Setembro de 2012 - Atualizado em 15 de Setembro de 2012

Jornais comentam medidas ecológicas anunciadas por François Hollande


O presidente François Hollande é parabenizado pelo deputado europeu ecologista José Bové após seu discurso na conferência anual sobre o meio ambiente em Paris, nesta sexta-feira.
O presidente François Hollande é parabenizado pelo deputado europeu ecologista José Bové após seu discurso na conferência anual sobre o meio ambiente em Paris, nesta sexta-feira.
Reuters

RFI
Os jornais franceses deste sábado dedicam suas manchetes à nova política energética do governo de François Hollande, anunciada na sexta-feira. Entre outras medidas, a central nuclear de Fessenheim será fechada e a extração do gás de xisto não será permitida durante seu mandato.

Segundo Le Figaro, a postura do presidente é "ecologicamente correta", mas "economicamente incoerente". O jornal conservador afirma que Hollande adotou essas medidas para contentar seus aliados ecologistas, às vésperas de uma difícil negociação sobre a aprovação do pacto orçamentário europeu.
Em seu editorial, Le Figaro afirma que a energia nuclear e a exploração do gás de xisto favoreceriam a independência energética da França e garantiriam eletricidade a preços moderados. "François Hollande sacrifica o interesse geral em favor da coesão governamental", escreve o jornal.
Le Monde avalia que a conferência sobre o meio ambiente iniciada nesta sexta-feira em Paris marca uma virada "verde" do governo. O diário afirma que as ongs ambientalistas aplaudiram o discurso do presidente François Hollande sobre o tema, mas aponta que os sindicatos e as empresas estão preocupados com o impacto social e econômico das medidas anunciadas.
Além das decisões sobre a energia nuclear e o gás de xisto, François Hollande defendeu o projeto de um imposto ecológico sobre os produtos produzidos fora da União Europeia e lançou a ideia de criar uma Comunidade Europeia da energia, para favorecer a cooperação entre as empresas do bloco engajadas na transição energética.
"A cultura a pão seco", diz a manchete de Libération. O jornal de esquerda detalha os cortes no orçamento do ministério da cultura e os projetos que serão abandonados por serem julgados caros demais. Em editorial, Libération critica essas economias e lembra que a cultura é uma economia "potencialmente dinâmica" e um grande fator de atratividade para a França.

Sustentabilidade gera maiores lucros


15/09/2012 - 17:26
Gabeira: sustentabilidade gera maiores lucros


Por Cássia Santana

Jornalista elogia Bolsa Família e matriz energética brasileira

Gabeira em Aracaju: Brasil não é mais o vilão em questões ambientais (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)
Ex-deputado federal e ativista contra a ditadura militar e na defesa do meio ambiente, o jornalista e escritor Fernando Gabeira está em Aracaju participando de evento promovido pela Fundação Verde Herbert Daniel, que já percorreu oito cidades brasileiras em quatro Estados para defender um discurso único em torno de um projeto sustentável para os candidatos que disputam as eleições municipais pelo Partido Verde.

Em Aracaju, neste sábado, 15, Gabeira conversou com a reportagem do Portal Infonet, momento em que reconheceu avanços significativos na política ambiental e elogiou o programa Bolsa Família. Mas não deixou de ressaltar que ambientalistas brasileiros enfrentarão novos embates nas discussões em torno do novo Código Florestal a partir dos vetos da presidente Dilma Rousseff àquele projeto elaborado no Congresso Nacional.

Gabeira considera que não há mais espaço para “brigas” entre ambientalistas e capitalistas em se tratando de preservação do meio ambiente. Na ótica do jornalista, o desenvolvimento sustentável é também uma forma lucrativa. “Os consumidores internacionais estão cada vez mais exigentes e não vão consumir produtos fabricados em circunstâncias ecologicamente incorretas”, opina o ex-deputado federal.

Gabeira entende que, usando a madeira certificada, por exemplo, a lucratividade será maior em função da elevação do preço no mercado. “Se o produto é feito com todas as preocupações ambientais, ele também tem o certificado verde no mercado e os consumidores no mundo inteiro privilegiam e favorecem este tipo de produto”, analisa. “É mostrar a eles [os empreendedores] que, uma produção insustentável para quem, como o agro business brasileiro, tem o mundo como referência, não tem futuro, tem que ser uma produção sustentável”.

O jornalista encontra fatores positivos na produção nacional no que tange a sustentabilidade. “Do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, temos uma matriz hidroelétrica que é muito interessante, temos uma matriz energética que é muito menos destruidora que nos outros países e isto é muito positivo”, analisa. “Temos também nossas florestas, temos uma proteção relativamente grande ainda das nossas florestas tropicais e, no campo social, temos o Bolsa Família, que é uma experiência internacionalmente reconhecida”, avalia. “O Brasil, da década de 80 pra cá, deixou de ser o vilão ambiental para ser um dos países líderes no processo de preservação do meio ambiente”.


Legislação

Para Gabeira, o tema da legislação ambiental mais importante é a redação do novo Código Florestal e é justamente neste aspecto onde está o gargalo. “Estamos em um certo impasse”, considera o jornalista. “O Código Florestal foi aprovado, a presidente Dilma fez uma série de vetos e estes vetos estão sendo analisados pela Câmara dos Deputados e, certamente, haverá um novo confronto”, comenta.

Frnando Gabeira lembra de boatos que indicam acordo entre o Governo e ruralistas para a aprovação do novo Código Florestal. “Mas a própria presidente Dilma disse que não estava informada sobre este acordo, então a gente não está sabendo como o Governo está nesta história e a posição do PV sempre foi contrário a vários aspectos deste novo Código Florestal porque acha que vai abrir possibilidade de uma exploração mais intensa e, inclusive, de um processo de destruição ambiental mais rápido”, diz.

Os ambientalistas, segundo Gabeira, continuam atentos realizando movimentos de resistência, apesar de reconhecer conquistas interessantes ocorridas nos últimos anos em favor do meio ambiente. A maior conquista, na ótica do jornalista, está na Lei dos Resíduos Sólidos. “Esta lei obriga cada cidade a ter o seu aterro sanitário, a realizar uma logística reversa, ou seja, empresas que produzem materiais perigosos que elas recebam para a reciclagem e cuidem do destino final desse material”, explica. “Então, a lei dos resíduos sólidos, para as grandes cidades brasileiras, por tratar do destino do lixo, é o aspecto mais importante. E o Código Florestal, mais importante para o campo”.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Perigo invisível....


Movimento antinuclear protesta contra falta de informações sobre materiais radioativos no País

Organização quer exigir inventários dos depósitos de lixo atômico e detalhes dos planos emergenciais em caso de acidentes; data de hoje, 13, marca os 25 anos do acidente com césio-137

13 de setembro de 2012 | 16h 29



Bruno Deiro
Na data que marca os 25 anos do acidente radioativo com césio-137 em Goiânia, a Coalizão Por Um Brasil Livre de Usinas Nucleares protestou nesta quinta-feira, 13, contra a falta de informações sobre a situação dos materiais radioativos no País. O movimento antinuclear, com base em São Paulo, anunciou que vai usar a Lei de Acesso a Informação para exigir dados como o inventário de dos depósitos de lixo atômico e detalhes sobre planos emergenciais em caso de acidentes.
Veja também:

Usinas nucleares em Angra dos Reis, RJ - Reprodução
Reprodução
Usinas nucleares em Angra dos Reis, RJ
Célio Berman, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, diz que há muitos anos tem solicitado, sem sucesso, informações sobre planejamento de emergência nas Usinas Angra I e II, no Rio. "É uma região sujeita a deslizamentos que podem interromper o fornecimento de energia para o resfriamento das usinas. Gostaria de saber, por exemplo, por quanto tempo os geradores a diesel suportariam", diz Berman. "Além disso, o raio de evacuação é de 3 a 5 quilômetros, enquanto que no acidente em Fukushima, no Japão, o isolamento foi de 30 quilômetros."
Segundo Fernanda Giannasi, engenheira de Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho, São Paulo possui pontos de armazenamento de rejeitos radioativos que são pouco conhecidos. "A sociedade só se mobiliza quando há grandes catástrofes. Mas precisamos monitorar melhor este lixo, pelo qual seremos responsáveis por centenas de anos", afirma. A coalizão é formada por 28 entidades - entre elas, a Associação das Vítimas do Césio-137.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

E agora Brasil? Como fica as licitações sustentáveis?


Países cortam taxas de produto ambiental

21 nações fecham acordo para baratear importação de bens como painéis solares e turbinas eólicas; decisão contraria o Brasil

10 de setembro de 2012 | 3h 06


BASILEIA - O Estado de S.Paulo
Algumas das maiores economias do mundo fecharam um acordo para cortar de forma drástica impostos de importação sobre bens ambientais, projeto que a Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassou em concluir após mais de uma década de negociações. A decisão isola o Brasil e outras economias que rejeitavam um acordo dessa natureza no âmbito multilateral.
A partir de 2015, produtos ambientais terão tarifa máxima de 5% entre os países da Ásia e Pacífico que fecharam o acordo. A meta é permitir maior fluxo de bens como painéis solares, turbinas de vento, instrumentos para controlar a qualidade da água e do ar, etc. O acordo inclui China, Rússia, Estados Unidos, México, Austrália, Japão e outros 15 países. Serão 54 produtos nesse pacote.
"O mesmo procedimento levou mais de dez anos para ser negociado na OMC (Organização Mundial do Comércio), sem resultados. Nós conseguimos em apenas alguns meses", declarou o presidente russo, Vladimir Putin, que servia de anfitrião para a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), responsável por 44% do comércio mundial.
Na OMC, o debate está estagnado há anos. Em 2008, o Brasil tentou incluir o etanol na lista de produtos que poderiam ter sua tarifa de importação reduzida. Mas a ideia foi rejeitada por Estados Unidos e Europa, que insistiam que a lista deveria ser apenas de produtos de tecnologia. O Itamaraty e outros governos acusaram americanos e europeus de tentar montar uma lista de bens que apenas eles exportariam.
Para observadores, o acordo muda a lógica das negociações na OMC. A Apec, ao estabelecer um novo patamar, poderá forçar países como Brasil a ceder para não ficar de fora do lucrativo mercado. / JAMIL CHADE

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros


11/09/2012 - 19h23

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1151937-em-lista-de-animais-mais-ameacados-de-extincao-cinco-sao-brasileiros.shtml


Atualizado às 20h42.
Pela primeira vez, uma rede de 8000 pesquisadores ligados à União Internacional de Conservação da Natureza, compilou uma lista das 100 espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo.
Nesta lista constam cinco espécies de animais brasileiros:
O soldadinho-do-Araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes. É encontrado apenas numa área de 28 km2, na Chapada do Araripe, no Ceará.
A Preá "Cavia intermedia", considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas Ilhas Moleques do Sul, arquipélago próximo a Florianópolis, em Santa Catarina.
O Muriqui-do-Norte, o maior primata das Américas, só existe na Mata Atlântica. Estima-se que existem menos de 1000 deles.
A borboleta "Actinote zikani", espécie que habita áreas próximas à serra do mar, na Mata Atlântica.
A borboleta "Parides burchellanus", espécie encontrada no Cerrado. População estimada de menos de 100.
Ciro Albano/France Presse
Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará
Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará
Luciano Candisani
O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.
O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.

"água negra"


11/09/2012 - 19h40

Graça Foster nega despejo de resíduos tóxicos no Rio pela Petrobras


GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

A presidente da Petrobras, Graça Foster, negou nesta terça-feira (11) que a empresa tenha despejado resíduos tóxicos da extração de petróleo de plataformas marítimas no Rio de Janeiro.
Foster disse que a estatal atende a "todas as resoluções" do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), com regras rígidas de preservação ambiental. "Estamos dentro das regras, não reconhecemos essa informação de que a Petrobras esteja infringindo as orientações do Conama e outras mais."
A presidente disse que a empresa tem normas "tão exigentes como as regras para tratamento de água nos Estados Unidos e Europa". "Desconhecemos que estejamos infringindo, não concordamos com essa informação."
Reportagem da revista Época mostrou que a PF (Polícia Federal), por meio de inquérito da Divisão de Crimes Ambientais no Rio de Janeiro, vê indícios de que a empresa não respeita a legislação sobre o tratamento e o descarte da água tóxica --chamada de "água de produção" ou "água negra"--, que se mistura ao óleo prospectado nas unidades marítimas de produção.
As investigações teriam começado há dez meses, para apurar a suspeita de descarte de poluentes da Reduc (Refinaria de Duque de Caxias), a quarta maior da Petrobras.

COMBUSTÍVEIS
Foster não descartou o reajuste de combustíveis, mas reiterou que a empresa trabalha pela "convergência de preços". "Não há data, dia e hora para aumento de combustível. Mas trabalhamos pela convergência. Não posso afirmar nem que sim, nem que não".
A presidente da Petrobras participou hoje de audiência nas comissões de assuntos econômicos e infraestrutura do Senado.