quinta-feira, 26 de julho de 2012

Células solares transparentes viabilizam janelas que geram energia


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Células solares transparentes viabilizam janelas que geram energia. 23/07/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celulas-solares-transparentes. Capturado em 24/07/2012. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/07/2012

Novos condutores elétricos transparentes permitiram a substituição quase total dos compostos ITO, mantendo a elevada transparência da célula solar. [Imagem: ACS Nano]




Janelas inteligentes
Uma nova célula solar transparente poderá permitir que as janelas dos edifícios e casas gerem energia, como vem sendo proposto há algum tempo, mas sem perderem a característica essencial de permitir que as pessoas vejam do lado de fora.
Trata-se de uma célula solar polimérica - de plástico - que produz eletricidade absorvendo a luz infravermelha, e não a luz visível.
Isso permite que célula solar de plástico alcance uma transparência de quase 70%.
"Isso abre a possibilidade de usar as células solares de polímeros transparentes como componentes que poderão ser adicionados a equipamentos eletrônicos portáteis, janelas inteligentes, painéis fotovoltaicos incorporados em edifícios e várias outras aplicações," disse o Dr. Yang Yang, coordenador da pesquisa.
O Dr. Yang é um dos pioneiros nesse campo, tendo criado algumas das primeiras células solares de plástico feitas de "materiais comuns", passíveis de fabricação em larga escala.

Células solares poliméricas
Têm sido feitas várias tentativas no sentido de dar transparência às células solares PSC ("Polymer Solar Cells").
Essas demonstrações, contudo, têm resultado em baixa transparência ou em perda de eficiência da célula solar porque os materiais fotovoltaicos poliméricos e os materiais condutores dos eletrodos - usados para transferir a eletricidade para fora da célula - não podem ser alocados de forma otimizada.
A equipe do professor Yang encontrou literalmente uma solução, uma forma de misturar os componentes fotovoltaicos em forma líquida, aplicando-os sobre o plástico por um sistema de impressão de alta qualidade.
Usando apenas elementos fotoativos sensíveis à luz infravermelha, preservou-se quase totalmente a transparência do plástico que serve de base para a célula solar.

Fios transparentes
Outro avanço foi a construção de elementos condutores transparentes compostos de uma mistura de nanofios de prata e nanopartículas de dióxido de titânio, em substituição aos eletrodos metálicos usados até agora, que não são transparentes.
Com essa combinação, obteve-se uma eficiência na conversão da radiação solar em eletricidade de 4% - muito bom para o segmento das células solares orgânicas.
Esses fios condutores transparentes são muito mais baratos do que, por exemplo, os compostos ITO, usados em telas sensíveis ao toque - que puderam ser substituídos quase totalmente. Isso vai na direção proposta pelo pesquisador de trabalhar com materiais menos exóticos.
Mas se ele conseguir encontrar um substituto para a prata poderá tornar suas células solares de plástico, além de transparentes e eficientes, também mais baratas.

Bibliografia:


Visibly Transparent Polymer Solar Cells Produced by Solution Processing

Chun-Chao Chen, Letian Dou, Rui Zhu, Choong-Heui Chung, Tze-Bin Song, Yue Bing Zheng, Steve Hawks, Gang Li, Paul S. Weiss, Yang Yang
ACS Nano
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nn3029327

Queimar dinheiro...até aprender!


24/07/2012 - 20h34

Procuradoria pede indenização de R$ 25 milhões por queima de cana


DE RIBEIRÃO PRETO

O Ministério Público Federal moveu uma ação civil pública pedindo que usinas sucroalcooleiras e grandes produtores de cana da região de Piracicaba (160 km de SP) sejam condenados a pagar ao menos R$ 25 milhões em indenizações por danos provocados pela queima de canaviais.
Segundo nota divulgada no site da Procuradoria, são réus no processo as usinas Costa Pinto e Santa Helena (ambas do grupo Cosan), São José, São Martinho, entre outras.
Ao todo, as empresas e produtores de cana citados na ação foram responsáveis pela média de 43,73% da queima autorizada em Piracicaba do ano 2007 ao 2011, conforme dados da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) incluídos no processo.
Para o Ministério Público Federal, os réus têm de ser responsabilizados por terem provocado poluição, mesmo a queima da palha tendo sido autorizada.
A Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), que representa o setor, informou que ainda não foi notificada oficialmente pela Procuradoria ou pela Justiça sobre o assunto.

20/07/2012 - 19h30

43 cidades paulistas têm queima de cana vetada pela Justiça



Quarenta e três cidades paulistas estão proibidas por decisões da Justiça de realizar queimada da palha de cana-de-açúcar. É o que diz o site da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
A última proibição, divulgada nesta semana, inclui um grupo de 20 municípios da região de Piracicaba (147 km de SP). Há também decisões contra a queima em Araraquara, Araras e Americana.
O número total de cidades com veto da Justiça é flutuante, já que os processos das ações civis estão em andamento e recursos podem reverter as decisões.
A região de Marília, por exemplo, chegou a ter proibições, mas a sistemática para conceder autorizações para as queimadas foi reestabelecida recentemente, também segundo a Cetesb.
Além das sentenças, em todo o Estado a Secretaria do Meio Ambiente suspendeu as queimas entre 6h e 20h, sendo permitida a prática somente no período noturno.
Em municípios onde for registrado que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%, a queima está proibida pela secretaria também à noite. A regra vale até 30 de novembro.

Brasil ocupa oitavo lugar em políticas de incentivo a energia renovável


http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5227


Postado em 23/07/2012 às 11h44

Foram relacionados 12 tipos de contribuições concedidas, divididas em três categorias: políticas regulatórias; incentivos fiscais; e financiamento público. l Foto: Secov/Gov/Ba

Um estudo feito pela KPMG International colocou o Brasil em oitavo lugar entre os 23 países do mundo que mais adotam políticas de incentivos à geração de energia renovável. O relatório apontou que o país possui quatro delas, uma a mais do que a última pesquisada feita pela KPMG sobre o assunto.
Foram relacionados 12 tipos de contribuições concedidas, divididas em três categorias: políticas regulatórias; incentivos fiscais; e financiamento público. O estudo aborda ainda as tendências globais em energias renováveis e a produção de energia aplicada nos cinco principais países.
O relatório traz a lista dos países que mais oferecem incentivos para investimentos em energia renovável e detalhes sobre os incentivos implantados por eles. Entre as políticas apresentadas estão: feed-in-tariff (mecanismo de estímulo à produção de energia renovável); cota obrigatória de concessionária de energia elétrica; medição da rede; medição líquida (créditos gerados pelo balanço de consumo entre fontes próprias de energia renovável do consumidor e as fontes tradicionais utilizadas); obrigatoriedade de uso do biodiesel (biodiesel obligation); obrigatoriedade do uso de biomassa para geração de calor (heat obligation); certificados comercializáveis de energia renovável (tradable REC); subsídio de capital e descontos; investimento e créditos fiscais de produção; redução de impostos, taxas ou IVA sobre a comercialização de energia; pagamento de energia ou geração de créditos fiscais; investimentos públicos, empréstimos e financiamentos; e licitações públicas.
Comparado com os 83 países de 2009, atualmente pelo menos 96 países já têm algum tipo de meta ou política de promoção da geração de energia renovável. Mais da metade desses países é de economia emergente. O relatório apontou que, no primeiro semestre de 2012, a incerteza econômica e as políticas de alguns governos levaram à redução de incentivos para geração de energia limpa em vários países, especialmente na União Europeia. No entanto, a regulamentação que visa à redução das emissões de carbono e à segurança energética permaneceu, e os governos continuam a oferecer uma grande variedade de incentivos fiscais de apoio ao investimento em energia renovável.
O relatório afirma que, no Brasil, os novos investimentos tiveram queda de 5%, chegando a US$ 7 bilhões em 2010. Esse desempenho pode ser explicado por um forte foco na consolidação do setor de biocombustíveis, onde houve grande movimentação de fusões e aquisições.
“O país tem uma particularidade que é o regime fiscal especial destinado a produtores e importadores de biodiesel: o PIS (Programa de Integração Social) e o Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). Ambos oferecem reduções significativas para apoiar o desenvolvimento deste setor. Isso explica o interesse dos investidores por este segmento”, afirma Roberto Haddad, sócio da KPMG e líder global de tributos para Energia.
Os investidores no país contam ainda com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que oferece uma variedade de programas de financiamento para estimular a produção de energia renovável. Em 2002, o governo brasileiro também criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica) para apoiar a produção elétrica a partir de biomassa, geração eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), além de promover a diversidade da Matriz Energética Brasileira.
O estudo “Tributos e incentivos para geração de energia renovável 2012” (do original em inglês, Taxes and incentives for renewable energy 2012) pode ser acessado aqui.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Grande Extinção e o aquecimento



São Paulo, domingo, 22 de julho de 2012Ciência + Saúde

Marcelo Gleiser

Obviamente não estamos no período Permiano, mas a lição do passado sobre a mudança ambiental é clara

A extinção em massa mais famosa da história do nosso planeta é, sem dúvida, a que acabou com os dinossauros e cerca de 50% da vida na Terra, em torno de 65 milhões de anos atrás. O principal culpado, ao que tudo indica, foi um asteroide de 10 km de diâmetro que caiu na península de Yucatán, no México.
Mas essa catástrofe mal se compara à Grande Extinção, que ocorreu cerca de 252 milhões de anos atrás, no final do Permiano.
Cientistas estimam que cerca de 95% de todas as espécies marinhas, e uma fração desconhecida -mas provavelmente comparável- das espécies terrestres encontraram o seu fim em alguns milhões de anos, o que não passa de um piscar de olhos em termos geológicos.
Embora outro impacto de um objeto vindo do espaço tenha sido proposto como causa, pesquisa recente sugere que a mortandade se deveu à falta de oxigênio na água, acoplada a um excesso de gás carbônico, que aumentou a acidez e a temperatura do oceano. (Só havia um oceano na época.) Uma amplificação não linear desses efeitos aumentou os danos; esponjas e corais foram devastados.
Em um artigo recente para a revista científica "Annual Reviews of Earth and Planetary Sciences", Jonathan Payne, da Universidade Stanford, e Matthew Clapham, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, propõem que a catástrofe coincidiu com uma das maiores erupções vulcânicas da história e consequente dilúvio de basalto, que formou grande parte da Sibéria. Essa erupção lançou quantidades enormes de gases na atmosfera, comprometendo a química oceânica e causando uma mudança climática global incluindo, possivelmente, a destruição da camada de ozônio, o que explicaria a extinção das espécies terrestres. No estudo das mudanças climáticas do passado ou na que ocorre atualmente, a ligação entre a dinâmica dos oceanos e a da atmosfera é essencial.
Essa extinção serve de laboratório para o que anda ocorrendo hoje, quando quantidades muito elevadas de gás carbônico vêm sendo lançadas na atmosfera, causando a rápida acidificação e aquecimento dos oceanos. Em 1996, Andrew Knoll, um geólogo da Universidade de Harvard, sugeriu que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera teve consequências severas para a vida marinha no período Permiano. "Hoje, nós humanos somos tão ou mais eficazes do que os vulcões permianos no ato de despejar gás carbônico na atmosfera", disse Knoll à repórter Alanna Mitchell, do "New York Times".
Obviamente, não estamos no período Permiano, quando a Terra era muito diferente do que é hoje. Por exemplo, existia apenas um continente, Pangeia, e a química oceânica era bem diferente. Porém, a lição é bastante clara, para aqueles que se dispõem a escutá-la: o aumento da concentração de CO2 na atmosfera causa a acidificação dos oceanos, tendo severas consequências para a vida marinha.
A grande diferença é que, agora, somos nós os culpados principais dessa transformação global. E somos nós, também, os únicos que têm a possibilidade de fazer algo para atenuar as mudanças que já ocorrem no nosso planeta. Ignorar as lições da história nos leva a repetir os erros do passado.
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Facebook: goo.gl/93dHI

Comida só para astronautas?


17/07/2012 - 12h22

Nasa começa a preparar cardápio de viagem a Marte



Em meio a um labirinto de corredores de um prédio construído na década de 1950 e que abrigou pesquisas do início da exploração espacial americana, um grupo de cientistas vestidos de jaleco branco cozinha, mistura, mede e, mais importante, experimenta o resultado dessa culinária.
A missão deles: elaborar um cardápio para uma possível viagem a Marte, planejada para os idos de 2030.
O menu deve alimentar entre seis e oito astronautas, mantendo o grupo saudável e feliz, além de também oferecer uma ampla variedade de alimentos. Uma tarefa que não é simples, considerando que a missão levará seis meses só para chegar ao planeta vermelho.
Michael Stravato/Associated Press
A cienitsta Maya Cooper mostra uma pizza vegetariana deselvolvida pela equipe, uma das opções de alimentação proposta à Nasa para os astronautas viajando a Marte
A cienitsta Maya Cooper mostra uma pizza vegetariana deselvolvida pela equipe, uma das opções de alimentação proposta à Nasa para os astronautas viajando a Marte
Depois, os astronautas ainda devem ficar mais 18 meses por lá, antes de, finalmente, encararem os seis meses da viagem de retorno à Terra.
O tamanho do desafio? É só imaginar uma família tendo que fazer todas as suas compras de alimentação de uma vez só, tendo o suficiente para preparar todas as suas refeições para um período de três anos.
"Marte é diferente disso apenas porque está muito longe", disse Maya Cooper, pesquisadora sênior do Lockheed Martin que está conduzindo os esforços para criar o cardápio.
"Nós não temos a opção de enviar um veículo com mais comida a cada seis meses, como nós fazemos na Estação Espacial internacional), diz ela.
Os astronautas que viajam à ISS tem uma grande variedade de alimentos disponíveis. São mais de cem opções diferentes. Quase tudo é pré-cozido e liofilizado (uma técnica especial de desidratação), tendo uma vida útil de pelo menos dois anos. E, apesar da tripulação poder experimentar e aprovar a comida ainda na Terra, a microgravidade faz com que a percepção de cheiro e sabor fique prejudicada. ou seja, a comida é sem graça.
Em Marte, no entanto, há um pouco de gravidade, permitindo à Nasa considerar mudanças significativas no atual cardápio espacial. E é aí que a equipe de Cooper entra,
Viajar a Marte abre a possibilidade de que os astronautas consigam fazer coisas como cortar vegetais e até cozinhar um pouco por conta própria. Muito embora os níveis de pressão sejam diferentes dos da Terra, os cientistas acreditam que será possível até ferver a água em uma panela de pressão.
Uma das opções que Cooper e seus companheiros estão considerando é que os astronautas cuidem de uma "estufa marciana". Eles teriam uma variedade de frutas e vegetais --desde cenouras a pimentões-- em uma solução hidropônica, significando que as plantas seriam cultivadas em uma solução nutritiva de água, e não em vasinhos com terra.
A tripulação iria cuidar desse jardim e então usar esses ingredientes, combinados a outros --como castanhas e temperos levados da Terra-- para fazer suas próprias refeições.
"Esse cardápio é positivo porque permite que os astronautas realmente tenham plantas vivas e cultivadas, o que permite uma entrega de nutrientes otimizada com frutas frescas e vegetais. E isso permite que eles tenham liberdade de escolha sobre o que eles cozinharão para se alimentar, porque a comida não está pré-cozida em uma receita específica", disse Cooper.
A maior prioridade é garantir que os astronautas consigam a quantidade correta de nutrientes, calorias minerais para manter a a saúde física e sua capacidade de performance na missão, avalia a cientista.
O cardápio também deve garantir a saúde psicológica do grupo, considerando que estudos demonstraram que o consumo de certos alimentos --como bolo de carne com purê de batatas ou peru no dia de Ação de Graças-- melhora o humor das pessoas e lhes dá satisfação.
Essa "conexão com o lar" será crucial para os astronautas na missão para Marte, e já existem dois estudos acadêmicos em andamento querendo analisar mais fundo a conexão entre humor e a comida. Além disso, diz Cooper, a deficiência de certas vitaminas e minerais também pode prejudicar o cérebro.
O time da cientista já desenvolveu cerca de cem receitas, todas vegetarianas, uma vez que os astronautas não terão leite ou carne à disposição. Não é possível preservar esse produtos por tempo suficiente para a viagem à Marte. "E levar uma vaca na nave não é uma opção", brinca a cientista.
Michael Stravato/Associated Press
A comida desidratata que atualmente é usada para as missões de seis messes na Estação Espacial Internacional
A comida desidratata que atualmente é usada para as missões de seis messes na Estação Espacial Internacional
Para garantir que a dieta vegetariana contenha a quantidade certa de proteínas, os pesquisadores estão elaborando uma variedade de pratos que incluem tofu e castanhas, incluindo uma pizza tailandesa, que não tem queijo, mas é coberta com cenouras, pimentões vermelhos, cogumelos, cebolinha, amendoim e um molho caseiro que tem um toque apimentado.
Para manter o cardápio funcionando, e tirar o maior proveito de qualquer pesquisa sobre a sustentabilidade da alimentação em Marte, é possível que a Nasa escolha apenas um astronauta para se dedicar à preparação dos alimentos.
O tempo que as pessoas no planejamento da missão vão querer que seja gasto na preparação dos alimentos, porém, permanece incerto. E, por isso, Cooper está preparando um cardápio alternativo, com refeições pré-embaladas, como já é feito para as missões de seis meses na ISS, mas com uma vida útil de cinco anos.
A ideia é combinar ambas as opções.
Um dos maiores obstáculos no momento são os possíveis cortes orçamentários. O presidente Barack Obama cortou, no orçamento proposto em fevereiro, uma missão robótica a Marte conjunta entre os EUA e a Europa. O restante do orçamento da Nasa também foi reduzido.
Michele Perchonok, cientista de alimentação da Nasa, afirma que cerca de US$ 1 milhão é gasto por ano, em média, na pesquisa e elaboração do cardápio da missão a Marte.
A viagem ao planeta vermelho é importante porque fará aos cientistas a chance de realizar pesquisas únicas em todos os aspectos. Desde procurar novas formas de vida até buscar as origens da vida na Terra. Ela também permitirá que os cientista da alimentação examinem questões como a sustentabilidade. "Como nós sustentamos uma tripulação reciclando 100% de tudo por dois anos e meio?", pergunta Perchonok,
Mas, antes de tudo: nada disso acontecerá sem comida.

Maior parte dos municípios brasileiros não tem Plano de Gestão de Resíduos Sólidos



Postado em 23/07/2012 às 09h02

São necessários R$ 70 bilhões para transformar todos os lixões em aterro sanitário até 2014. | Foto: Agência Brasil
A maior parte dos estados e municípios brasileiros ainda não elaborou seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, apesar de o prazo para concluir o projeto – que deve indicar como será feito o manejo do lixo em cada localidade – estar próximo do fim. A partir de dois de agosto, a cidade que não tiver o planejamento fica impedida de solicitar recursos federais para limpeza urbana. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até o momento houve apenas 47 pedidos de verba para construção dos planos, entre solicitações de administrações municipais e estaduais.
Como não é obrigatório pedir auxílio da União para elaborar os planejamentos, pode haver projetos em curso dos quais o ministério não tenha ciência. Mas a avaliação do órgão é a de que o interesse pela criação dos planos de gestão é baixo, mesmo que se leve em conta estados e municípios atuando por conta própria. “O pessoal tinha outras demandas e foi deixando de lado. Agora o prazo está se esgotando e a maioria não elaborou [o projeto]”, diz Saburo Takahashi, gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.
As cidades e unidades da Federação tiveram dois anos para construir seus planos de manejo de resíduos, cuja criação está prevista na Lei n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As consequências do pouco comprometimento com a exigência federal poderão ser sentidas cedo por estados e municípios. “De acordo com a legislação, até 2014 devem ser eliminados todos os lixões do Brasil. Para isso, será preciso implantar aterros sanitários, o que não se faz da noite para o dia. As cidades e estados que não tiverem plano de gestão não vão poder solicitar recursos para fazer isso”, destaca Takahashi.
O represente do ministério reconhece, porém, que a verba disponível para ajudar municípios e unidades da Federação a elaborar os planos é escassa. No ano passado, houve destinação de R$ 42 milhões para essa finalidade, dos quais R$ 36 milhões foram usados. Este ano não foi disponibilizado dinheiro, e o governo federal limitou-se a liberar os R$ 6 milhões que não haviam sido executados em 2011.
Saburo Takahashi ressalta, no entanto, que o ministério redigiu um manual de orientação para ajudar prefeitos e governadores na elaboração do plano, disponível no site do órgão. Além disso, a pasta firmou convênio com a e-Clay, instituição de educação a distância que pode treinar gratuitamente gestores para a criação do plano de manejo.
A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), considera positiva a capacitação a distância, mas acredita que para tornar a gestão de resíduos uma realidade é preciso mais divulgação desse instrumento, além da conscientização sobre a importância do manejo do lixo. “Tem que haver propaganda, um incentivo para as pessoas fazerem isso [o curso]”, opina. Elaine acredita que a dificuldade para introdução de políticas de manejo – como reciclagem e criação de aterros sanitários – atinge sobretudo os municípios pequenos, com até 20 mil habitantes. “Faltam recursos e contingente técnico nas pequenas prefeituras”, destaca.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), João Zianesi Netto, também avalia que faltou capacitação e conscientização. “Alguns [Não criaram o plano] por ignorância, outros por desconhecimento técnico. Em muitos municípios de pequeno e médio porte, a destinação dos resíduos é gerenciada por pessoas que não têm a formação adequada. Além disso, há uma preocupação de que quando você começa a melhorar a questão ambiental você aumenta os custos”, afirma.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziluldoski, reclama da falta de auxílio financeiro para que as prefeituras cumpram as determinações da Lei n°12.305. Segundo ele, são necessários R$ 70 bilhões para transformar todos os lixões em aterro sanitário, até 2014. “Isso equivale à arrecadação conjunta de todos os municípios do país. Quando acabar o prazo, os prefeitos estarão sujeitos a serem processados pelo Ministério Público por não terem cumprido a lei”, disse. De acordo com ele, a estimativa da CNM é que mais de 50% das cidades brasileiras ainda não elaboraram os planos de gestão de resíduos.
Por Mariana Branco - Agência Brasil
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Quadras de parques têm piso desgastado e trave sem rede


23/07/2012

http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u1124249.shtml

Paula Felix
do Agora

As quadras poliesportivas dos parques municipais lotam nos finais de semana e são uma opção de passeio para o período de férias, mas a maioria delas não está com a manutenção em dia.
Entre segunda e quarta-feira da semana passada, o Vigilante Agora visitou quadras de 16 parques das cinco regiões da cidade e encontrou problemas como pintura desgastada, traves sem rede, tabelas de basquete sem aro e piso áspero.
Uma das duas quadras do parque Raul Seixas, em Itaquera (zona leste de SP), está interditada.
Ela está com o piso bastante desgastado, sofre com buracos e metade da quadra está sem pintura.

Resposta
A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou que os problemas apontados pela reportagem já estão na "agenda de atendimento do setor de manutenção" e que todos os parques passam por manutenções periódicas.
Sobre a quadra interditada no parque Raul Seixas, em Itaquera (zona leste de SP), a pasta disse que a reforma está em processo de licitação, mas não informou o prazo de conclusão das obras.
Em relação à informação disponível no site de que o parque linear Itaim, também na zona leste, tinha quadras poliesportivas, quando, na verdade, ele tem quadras de saibro, a secretaria informou que as quadras são de saibro e que "a informação já foi corrigida no site".
A pasta disse ainda que a atenção das equipes de segurança é reforçada pela administração dos parques para evitar vandalismo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Frequentadores de parques viram alvos de bandidos


http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/frequentadores-de-parques-viram-alvos-de-bandidos/

  • 20 de julho de 2012 |
  • 23h06 |
CAMILLA HADDAD

Pelo menos 51 casos de roubos e furtos na região dos parques do Ibirapuera e da Aclimação, na zona sul, e da Juventude, na zona norte, foram registrados pela polícia nos últimos 45 dias. Alguns desses crimes foram praticados dentro das próprias áreas verdes. Foi o que ocorreu também com mãe e filha no estacionamento do Villa-Lobos.
Elas foram vítimas de sequestro relâmpago no dia 9 ao entrarem no carro. As duas tinham acabado de passear com seus cães. Três pessoas foram detidas pela PM. Entre abril e julho, a Polícia Civil recebeu 11 queixas de sequestros praticados nas imediações do parque. Após o crime, a direção do parque disse que a segurança estava reforçada havia cerca de dois meses.
Na região do Ibirapuera, a maior parte das 23 ocorrências apuradas pela reportagem foi registrada nas Avenidas Pedro Álvares Cabral e Quarto Centenário. Os carros foram os mais visados pelos ladrões, mas houve episódios de pedestres assaltados no caminho até o veículo.
No começo de junho, um autônomo de 28 anos foi cercado quando estava parado no carro, na Quarto Centenário. Ladrões exigiram que ele entregasse a carteira, o celular e uma máquina digital. O assalto foi às 20h, em um local pouco iluminado, uma das queixas mais comuns dos frequentadores do parque. No mês anterior, uma mulher teve o carro arrombado no estacionamento do Ibirapuera nesse mesmo horário.

Acostumada a praticar esporte no parque, uma dona de casa de 20 anos, que não quis se identificar, comenta já reclamou para a Prefeitura sobre a falta de luz no parque. Segundo ela, o portão 7 está às escuras há dois meses.
Na zona norte, onde fica o Parque da Juventude, quem está na parte interna da área sente tranquilidade.

Mas, do lado de fora, é preciso atenção. Endereços como as Avenidas Zaki Narchi e Ataliba Leonel tiveram, juntos, 25 casos de furto e roubo nos últimos 45 dias. A comerciante Adelaide Patroni Vasques, de 36 anos, faz um alerta. “Tem de tomar cuidado e prestar atenção. Não dá para andar nas nuvens, né?”

Aclimação
Fora do período de 45 dias dos números de roubos obtidos pela reportagem, também houve casos com uso de violência. Como o que aconteceu com a atendente de 36 anos que levou até socos de um ladrão que roubou seu celular no Parque da Aclimação, às 21h do dia 25 de março. A vítima fazia uma caminhada quando foi abordada.

Um suspeito foi preso. Um mês antes, no mesmo parque, uma psicóloga ficou sem o iPod depois que foi cercada por um homem enquanto caminhava. Não houve prisão. A Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, que responde pelo Parque da Juventude, não comentou os casos.
A Secretaria do Verde e Meio Ambiente diz que guardas metropolitanos e empresas de segurança garantem a tranquilidade das áreas verdes.
Colaborou Cristiane Bomfim

Bike que brilha no escuro traz mais segurança ao ciclista noturno



Postado em 13/07/2012 às 14h30

A bicicleta “Puma glow-in-the-dark”, ou bicicleta que brilha no escuro, é ideal para quem quer pedalar à noite pela cidade, mas não abre mão da segurança. | Imagem: Highsnobiety
A bicicleta “Puma glow-in-the-dark”, ou bicicleta que brilha no escuro, é ideal para quem quer pedalar à noite pela cidade, mas não abre mão da segurança. Ela foi criada pela empresa alemã Puma e já é comercializada em muitos países.
A bike é a terceira versão da linha Urban Mobility, uma coleção criada de acordo com as necessidades de um morador da cidade. Isso inclui vestuário, acessórios e calçados. Mesmo assim, esta é a primeira feita com um quadro que brilha.
A "Puma glow-in-the-dark" é ideal para passeios na cidade. Ela tem uma engrenagem simples, inclui um sistema de bloqueio integrado, fio de segurança que pode ser retirado evitando furtos, freios a disco, rodas em liga de prata e uma corrente de aço carbono.
As características adicionais da bike são os pneus robustos e um mecanismo semi-dobrável rápido e fácil, para uma maior comodidade. Este projeto fácil de dobrar torna a bike uma companheira de viagem perfeita e permite que os passageiros tenham fácil acesso dentro e fora dos transportes públicos, carros ou elevadores. Este elemento oferece todos os benefícios de uma bicicleta dobrável, sem comprometer o estilo.
Disponível em duas opções de cores, creme que se transforma em verde brilhante (no escuro) e laranja que fica dourada, todo mundo na rua vai ser capaz de vê-lo chegando. Ela brilha especialmente se for deixada exposta à luz do sol durante todo o dia, assim à noite o brilho dura por várias horas.
Com este quadro peculiar o motorista ficará mais seguro, especialmente quando for combinada com uma cabeça regular e luzes traseiras. Com uma aparência única externa, os viajantes urbanos podem expressar seu estilo pessoal e se sentir seguro ao mesmo tempo, além de contribuir para o meio ambiente e para sua saúde.
As bikes estão disponíveis nas lojas PUMA selecionadas em todo o globo, e o preço é superior a US$ 1600.

Redação CicloVivo
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Iluminação com LED e a normatização no Brasil

Termos e definições para LEDs e os módulos de LED de iluminação geral

http://www.abntonline.com.br/consultanacional/projetodet.aspx?ProjetoID=10224




Número : Projeto 03:034.01-119 (IEC/TS62504:2011)
Título : Termos e definições para LEDs e os módulos de LED de iluminação geral
Comitê : ABNT/CB-03 - Eletricidade
Data Limite : 15/08/2012
Restrito : Consulta aberta         

Teste mostra se brasileiro faz a reciclagem de lixo corretamente


Edição do dia 23/06/2012
23/06/2012 21h02 - Atualizado em 23/06/2012 21h02

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/teste-mostra-se-brasileiro-faz-reciclagem-de-lixo-corretamente.html


O JN instalou duas lixeiras em um local de São Paulo: uma verde, para lixo reciclável, e outra cinza, para não reciclável.


No fim de uma semana em que se falou tanto de meio ambiente, o JN fez um teste. O brasileiro está preparado para fazer a reciclagem? A equipe de reportagem foi às ruas de São Paulo verificar.
O cenário é o Largo 13, ponto movimentado da Zona Sul de São Paulo. Em um local, há uma caçamba para lixo eletrônico, onde as pessoas podem depositar celular, bateria e computador. Dentro, só não tem eletrônico. Tem água de coco, resto de comida, maço de cigarro e até bilhete da megasena. Perto dali, a reportagem instalou duas lixeiras: verde para lixo reciclável, cinza para não reciclável.
Na cidade onde só há lixeiras comuns e poucos pontos de coleta seletiva, elas chamam a atenção. Uma especialista em reciclagem assiste às imagens. Tem gente que acerta, mas uma mulher joga o maço de cigarro na lixeira não reciclável. Ele cai no chão e ela vai embora. Cascas de fruta vão parar no lixo reciclável. Comida é material orgânico, deve ir para o lixo não reciclável. O copo plástico e o guardanapo usado vão para a mesma lixeira.
“O guardanapo deveria ir para o lixo orgânico, porque ele já está engordurado”, esclarece Delaine Romano, do Fórum do Lixo de São Paulo. “O que não é reciclável: é o que a gente não quer. O que é sujo, guardanapo, as fraldas descartáveis. E o reciclável são as garrafas, as latas, o papel, papelão.”
A reportagem levou as lixeiras para uma cooperativa de reciclagem. E, quando foi aberta...
“O copinho de refrigerante que veio cheio e todo líquido esvazia em cima do material reciclável. E contamina”, alerta Delaine.
O descarte incorreto atrapalha o trabalho dos funcionários da cooperativa, que perdem tempo selecionando um material que não vai ser reaproveitado.
“O que falta são campanhas de educação ambiental, informações ao munícipe, que ele saiba o que ele tem que descartar em cada lixeira. Vai mudar muito o comportamento do brasileiro de um modo geral”, conclui Delaine.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vaso sanitário de Cingapura transforma dejetos em combustível

19/07/2012 08h12 - Atualizado em 19/07/2012 09h44

 http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/07/vaso-sanitario-de-cingapura-transforma-dejetos-em-combustivel.html

 

Sistema também economiza até 90% de água, dizem cientistas.
No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 em universidade.

Da EFE
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Um grupo de cientistas de Cingapura criou um vaso sanitário ecológico que transforma a urina e as fezes em adubo e combustível através de um sistema que ainda economiza até 90% de água.
Os pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang anunciaram que o protótipo do No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição acadêmica de Cingapura, um dos países mais desenvolvidos da Ásia.
"A Universidade está produzindo seu próprio vaso sanitário para o ano que vem. Várias companhias, incluindo imobiliárias e até um parque temático já mostraram interesse no sistema de evacuação desde que foi anunciado (no final de junho)", contou à Agência Efe Lester Kok, do Departamento de Comunicação do centro.
Protótipo do No-Mix Vacuum (Foto: Reprodução) 
Protótipo do No-Mix Vacuum (Foto: Reprodução)
O vaso ecológico é equipado com dois recipientes que recolhem separadamente os dejetos líquidos e sólidos, além de um sistema de sucção similar ao utilizado em aviões.
A urina é transportada a uma câmara onde se decompõe em nitrogênio, fósforo e potássio, utilizados como adubo, enquanto os excrementos chegam a um biorreator que os processa e transforma em biocombustível de metano.
O gás metano é inodoro e pode ser utilizado para substituir o gás natural no fogão e ainda pode ser empregado como gerador de eletricidade.
"O sistema No-Mix Vacuum não exige que o vaso sanitário esteja conectado aos encanamentos da rede de hidráulica e ao esgoto", explicou Kok.
O vaso sanitário usa apenas 200 ml de água para evacuar a urina e um litro para os dejetos, o que representa 90% de economia em relação ao sistema convencional, que utiliza de quatro a seis litros a cada vez.
Com uma média de cem usos por dia, o banheiro idealizado pelos pesquisadores de Cingapura utiliza 160 mil litros a menos em um ano, suficiente para encher uma piscina de 160 metros cúbicos.
O professor Wang Jing-Yuan, diretor do projeto, afirma que o sistema que leva o material, que também transforma as sobras de comida e outros resíduos orgânicos em fertilizante e energia, representa um método de reciclagem mais eficiente e barato, já que realiza esse processo de forma automática.
"Separando os dejetos humanos domésticos e processando-os in situ, economizaremos a verba dos processos tradicionais de reciclagem, já que o sistema inovador utiliza um método mais simples e barato para produzir fertilizantes e combustível", defende Wang, doutor em tecnologia ambiental pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos).
A universidade singapuriana negocia agora com as autoridades da cidade-Estado a instalação de protótipos nas casas de uma área residencial que se planeja construir e acredita que cidadãos de outros países possam adotar os banheiros ecológicos nos próximos três anos.
Segundo os pesquisadores, o sistema também foi pensado para hotéis e construções afastadas que não contam com rede hidráulica e saneamento e precisam de certa autonomia.
O dispositivo No-Mix Vacuum faz parte de um programa iniciado há dois anos com um financiamento de dez milhões de dólares singapurianos, (cerca de US$ 7,8 milhões), concedido pela Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura.
A Universidade Tecnológica de Nanyang apresentou o projeto na feira de ciência e tecnologia WasteMet Asia 2012 em 4 de julho em Cingapura e assinou um acordo de colaboração com o Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia (Estados Unidos).

domingo, 22 de julho de 2012

Canal é despoluído com técnica de Exército em Santos (SP)


22/07/2012 - 03h30

Canal é despoluído com técnica de Exército em Santos (SP)


EDUARDO GERAQUE
ENVIADO ESPECIAL A SANTOS

Uma técnica de engenharia estudada há décadas pelo corpo de especialistas do Exército americano está ajudando a despoluir parte do canal do porto de Santos.
Apesar de bastante usado no mundo, o método que consiste em rechear com solo marinho gigantescos travesseiros feitos de uma lona super-resistente está tendo, agora, uma nova aplicação.
No Brasil, é a primeira vez que os geotubos, como eles são chamados, são usados em larga escala para confinar material contaminado.
O material sujo, ainda molhado, é puxado do fundo do mar para os grandes tubos. A água vai escorrer pelos poros da lona, mas o solo ficará preso ali para sempre.

Terminal Embraport

Marcelo Justo/Folhapress


Operários trabalham na limpeza dos sacos Geotubos usados na descontaminação
MISTÉRIO
A tóxica poluição por metais pesados (como cádmio e mercúrio) era desconhecida dos construtores, quando, há mais de quatro anos, as obras desse terminal marítimo de cargas, que será o maior da América Latina, começaram.
Em frente ao gigantesco terreno, sob as águas, a poucos metros de profundidade, havia 580 mil metros cúbicos de material contaminado.
Ninguém sabe de onde aquilo vem. Ou se o material foi jogado ao mar santista em uma outra época, quando o descaso ambiental era maior do que é hoje.
Sem a retirada, a licença ambiental não sairia.
O método tradicional --retirar todo o sedimento, colocá-lo em caminhões e jogá-lo em aterros-- iria atrasar o cronograma de entrega em pelo menos dois anos.
Em um projeto que custa R$ 2,3 bilhões, qualquer atraso resulta em prejuízo.
"Com as geobags [termo também usado para se referir à técnica] adiantamos a entrega da obra entre 24 e 36 meses", afirma Henrique Marchesi, da construtora Odebrecht Infraestrutura.
"A retirada por caminhões sairia até mais barato, mas optamos por essa outra alternativa", diz o engenheiro, que não revelou o gasto com todo o processo.
FURACÕES
No exterior, os chamados geotubos foram usados pelo próprio Exército americano para reconstruir, em meses, parte da costa de New Orleans, destruída por furacões entre 2005 e 2008.
As estruturas eram enchidas de areia e empilhadas, para formar diques.
Adaptar os geotubos para um processo de descontaminação é relativamente simples.
Os geotubos têm 17 metros de largura por 65 de comprimento. Cheios, podem chegar a 2,5 metros de altura.
No caso de Santos, o material dragado vai encher 169 bolsas gigantes.

O terminal, que receberá três navios ao mesmo tempo, será construído sobre os geotubos. Eles foram instalados atrás de um dique para não serem arrastados pelo mar.
De acordo com Marchesi, o BID, um dos financiadores da obra ao lado do BNDES, não queria colocar dinheiro em um projeto que seria erguido sobre os geotubos.
"Nós os convencemos", diz o engenheiro brasileiro. Frase que também vale para a aprovação do Ibama, órgão responsável por dar o aval ambiental à construção.

Água distribuída de graça na Naníbia?


21/07/2012 - 05h00

Geocientistas acham reservatório natural de água limpa na Namíbia



Descoberto no subsolo do norte da Namíbia, fronteira com Angola, um aquífero de 2.800 km² poderá suprir essa região do país africano por 400 anos mesmo com as taxas de consumo atuais, informa a rede britânica BBC.
Batizado de Ohangwena 2, o novo reservatório natural possui águas com 10 mil anos que são tão limpas quanto as fontes atuais.
A alta pressão das águas vai facilitar e baratear a extração. Isso pode ter grande impacto no desenvolvimento do país -o mais seco da África ao sul do Saara- e no combate às mudanças do clima.

Skatistas têm 13 parques públicos, maioria na periferia


22/07/2012 - 05h30




DE NOVA YORK

RAUL JUSTE LORES

Skatistas adolescentes mergulhados em drogas e sexo casual causaram certo escândalo no filme "Kids", do diretor e fotógrafo norte-americano Larry Clark.
Em 1995, filmado na Washington Square, praça do Village, o filme reafirmou um certo clichê de marginalidade ligado ao skate.
Hoje, a violência em Nova York caiu tanto que se aproxima das estatísticas de pacatas capitais europeias e a Washington Square virou ponto nobre.
"O skate não enfrenta mais tanto preconceito, atinge todas as classes, mas começou na rua e era discriminado, como várias outras manifestações populares", diz Steve Rodriguez, presidente da Associação de Skatistas de Nova York e "pai" do "skate-park" do Lower East Side.
Nos conturbados anos 1970 e 1980, quando havia um toque de recolher informal em diversas áreas da cidade (época retratada nos violentos "Taxi Driver" e "After Hours", do cineasta Martin Scorsese), Nova York começou a abrir quadras de basquete públicas e ao ar livre nas áreas de maior violência, dando entretenimento e ocupação a milhares de adolescentes e jovens. Hoje, há cerca de 400 dessas quadras públicas.
O skate ainda está muito atrás. Há 13 parques públicos para skatistas em Nova York, a maioria (nove) nos distritos mais periféricos de Queens e Bronx. No verão, como agora, têm horário ampliado e ficam abertos até as 21h.
Em vários deles, os usuários ou seus responsáveis precisam assinar um termo de compromisso isentando a Prefeitura de Nova York de responsabilidade por acidentes causados pelas manobras mais radicais. (RAUL JUSTE LORES)


22/07/2012 - 05h30

Pista de skate assume lugar de lixão em Nova York


RAUL JUSTE LORES
DE NOVA YORK

Sob calor de 34ºC do verão nova-iorquino, cerca de 300 garotos e algumas poucas garotas fazem acrobacias com skates e até mesmo patins no mais novo "skate-park" da metrópole.
Com 2.000 metros quadrados, praticamente o vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), há obstáculos de concreto e rampas de metal demandando acrobacias dos mais corajosos.
Eles literalmente estão embaixo da ponte, a gigante Manhattan Bridge, que liga a ilha de Manhattan ao Brooklyn, por onde passam trens do metrô nas alturas.
HISPÂNICOS E NEGROS
O local já foi parecido com a base de qualquer viaduto paulistano. Além de sem-tetos e dependentes químicos, trombadinhas e um minilixão ocupavam a área.
Mas o piso de concreto também atraía os skatistas, muitos deles moradores dos conjuntos habitacionais vizinhos, no limite entre os bairros de Lower East Side e Chinatown.
Uma das poucas áreas de Manhattan que não foi transformada pela especulação imobiliária e pela chegada de moradores mais abonados. Apenas 28% da população da área é branca. A maioria é de imigrantes hispânicos, asiáticos e negros.
Além da ponte e do barulho dos trens, a apenas um quarteirão passa a via expressa Franklin Delano Roosevelt, uma das marginais de Manhattan, que deixou a cidade de costas para o rio.
REMODELAGEM
Uma parceria público-privada patrocinou o "skate-park". Um programa de bolsas da Nike premiou o líder da Associação de Skatistas de Nova York, Steve Rodriguez, com uma verba de US$ 250 mil para remodelar as pistas.
A ONG Architecture for Humanity (arquitetura para a humanidade) fez um concurso entre cinco escritórios locais de arquitetura para reinventar o espaço.
O Departamento de Parques e Recreação da Prefeitura de Nova York se responsabilizou pela manutenção, que ainda conta com doações de outras duas fundações.
Depois de 13 semanas de obras, o parque foi aberto oficialmente no início deste mês de julho, o que coincide com o período de férias escolares nos EUA --e do verão no hemisfério Norte.
O arquiteto Preeti Sodhi trabalhou com especialistas para equilibrar obstáculos mais ousados para os profissionais e outros, mais modestos, para quem quiser usar o parque só para brincar, ou para praticar.
Há uma pirâmide de concreto, bem no meio do parque, para aquelas acrobacias mais arriscadas.