domingo, 17 de junho de 2012

Padrões de construção verde


http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=1132

Por Flávia Saad


O green building se refere a empreendimentos verdes, que adotam medidas sustentáveis em sua concepção, construção, operação e manutenção. Normas de construção verde se concentram em fazer edifícios residenciais e comerciais saudáveis para seus ocupantes e para o meio ambiente.


Muitos construtores e projetistas estão implementando padrões de construção verde em seus projetos para criar prédios que utilizam materiais ecológicos, e são altamente eficientes em termos energéticos e têm excelente qualidade de ar.



As mais importantes normas do Green Building Council, órgão global que rege as construções sustentáveis, seguem os seguintes cinco valores principais:

Sustentabilidade: um edifício deve fazer uso de recursos e tecnologia sustentáveis.

Equidade: o projeto deve mostrar respeito para com a comunidade e as culturas co-existentes nele. Os planos devem ser feitos com todos os níveis socioeconômicos em mente.

Inclusão: o green building incentiva o envolvimento da comunidade no projeto do edifício e de sua manutenção.

Progresso: o design deve ter resultados mensuráveis de impacto de um edifício sobre o meio ambiente, comunidade e economia da área.

Conectividade: o projeto do edifício verde deve respeitar a relação entre o homem e a natureza e reconhecer a sua liderança sobre ele.


Responsabilidade, transparência, liderança, inovação e integridade são os principais pilares das normas de construção verde. Em agosto de 1998, o GBC estabeleceu o padrão Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED), um sistema para a concepção e implementação de normas de construção verde.

O LEED define padrões uniformes de voluntários, que levam o projeto do edifício todo em consideração. Usando um sistema de pontuação, que premia os construtores cuja inovação traz avanços no campo da construção verde. O objetivo é fazer com que os padrões de construção sejam uma forma viável de construção aceito pelo mainstream, não apenas pelos ambientalistas. 

Existem cinco áreas em que um prédio é avaliado pelo LEED: localização sustentável, a eficiência de água, energia e atmosfera, materiais e recursos e qualidade ambiental interna. Os níveis de certificação começam em Certified e progridem para Silver, Gold e Platinum, que é o mais elevado.

Muitos pensam que os padrões de construção verde são de custo proibitivo. Embora não haja um claro aumento no custo da construção, os proponentes da construção verde citam estudos que comprovam economia a longo prazo. A economia de energia de que gozam os proprietários de prédios verdes se traduz em custos mais baixos, além da capacidade de alugar o espaço residencial e comercial para os inquilinos mais saudáveis e satisfeitos.

De acordo com um relatório, um investimento inicial extra de 2% no projeto de construção verde representa uma economia de 20% sobre o custo total de construção ao longo da vida do edifício.

Os benefícios são quantificáveis em saúde e produtividade, custo de operação e manutenção, economia de utilidades e de economia nas emissões. Edifícios construídos com padrões de construção verdes mostram um aumento de dois para 16% em produtividade do trabalhador. 

Alguns edifícios que aderem a padrões de construção verdes utilizam aquecimento geotérmico e sistemas de refrigeração, sistemas de reciclagem de água, claraboias ou iluminação natural, energia solar ou eólica, aumento da ventilação, produtos de madeira sustentáveis e ar duplamente filtrado. Restos de construção são, muitas vezes, reciclados por outros construtores para usar em projetos futuros. 

Globalmente, há vários projetos que são registrados pelo LEED, usando padrões de construção verde em 24 países.




Fonte:www.manutencaoesuprimentos.com.br




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16/06/2012 10:52:38

"Não sairá nenhum documento a favor do planeta", projeta Cúpula dos Povos



Agência Brasil


Os representantes da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) iniciado na sexta-feira, 15 de junho, não acreditam na elaboração de um documento concreto por parte dos negociadores dos países que integram o evento oficial, realizado no Riocentro, na Zona Oeste da cidade.
Em entrevista concedida na sexta-feira (15), no Aterro do Flamengo (local da Cúpula dos Povos), o dirigente da Via Campesina, Luiz Zarref, afirmou que o grupo vem acompanhando com atenção o desenrolar das negociações no Riocentro, mas que não alimenta expectativas de que haja acordos concretos e consensuais em prol da definição de uma política de sustentabilidade.
“Até agora, as nossas expectativas são que não sairá nenhum documento a favor dos povos, do planeta e do meio ambiente. Ao contrário, o que está saindo é uma nova engenharia de um sistema capitalista que está em crise no seu centro principal (a Europa e a América do Norte) e que está tentando descobrir novas ferramentas para se apropriar dos territórios dos países do Sul, países que possuem povos e comunidades em espaços que não foram ainda totalmente dominados pelo capital”.
Na avaliação dos representantes da Cúpula dos Povos, os documentos do processo oficial já não inspiram confiança, o que leva ao avanço cada vez maior da leitura de que não sairá nada de positivo da cúpula oficial. “Se, na Rio-92 [Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento], nós tínhamos disputa por posições distintas, uma vez que tinham países que ainda se preocupavam com a solidariedade dos povos, com o bem da humanidade, nesta cúpula isso já não ocorre. Há, sim, um ou outro país que ainda tem defendido a sua posição mais favorável aos povos, mas que ainda está em uma posição bastante isolada”, acrescentou Zarref, sem, no entanto, citar o nome de países nessa situação.
Para Cindy Wiesner, do Grassroot Global Justice Alliance (GGJ), ativista dos Estados Unidos, está cada vez mais claro que o que está ocorrendo no Rio é o confronto simultâneo entre duas ideologias que, basicamente, vão ditar o futuro da humanidade e do planeta. “O que temos que ter claro é que esses dois pensamentos, essas duas filosofias, são práticas muito diferentes. Uma fala diretamente sobre as causas estruturais e as raízes dos problemas – não se atendo basicamente a soluções temporárias”.
Segundo Cindy Wiesner, enquanto na Cúpula dos Povos ocorre um processo que envolve discussões que englobam mais de 800 atividades autogestionadas, com plenárias em que se discutem soluções para as mudanças climáticas e os temas sociais, no encontro oficial, procura-se utilizar o tema do desenvolvimento sustentado como forma de justificar e salvar o capital.
Para o Grupo de Articulação, segundo ela, o que está claro é a total falta de confiança nos resultados do encontro entre os governantes. “Uma vez que os entraves ao desenvolvimento sustentável e a busca de uma solução real são exatamente os obstáculos colocados pelas empresas transnacionais e os governos que nada mais fazem do que defender os interesses dos capitalistas”.
Na entrevista, a moçambicana Graça Samo denunciou o avanço maciço do capital privado sobre as riquezas de Moçambique. “É um país que está sofrendo muito com os grandes investimentos e a influência cada vez maior das multinacionais. Eles estão invadindo a vida particular das comunidades e criando muito sofrimento entre as pessoas ao expropriarem as suas propriedades e, com isso, retirando o sustento das famílias, que provém basicamente da agricultura”.
De acordo com ela, esta “invasão” capitalista está se dando sem que haja qualquer diálogo ou busca de alternativas de sobrevivência para as comunidades. “O fato é que há uma revolta muito grande por parte das populações afetadas, totalmente afastadas das suas terras e zonas de residência, muitas vezes para regiões onde não há condições básicas de sobrevivência – seja do ponto de vista do saneamento básico ou de condições adequadas de moradia”.
(Agência Brasil)



15/06/2012 - 16h44

ONGs perderam monopólio das decisões ambientais, diz Kátia Abreu

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1105342-ongs-perderam-monopolio-das-decisoes-ambientais-diz-katia-abreu.shtml

Da BBC BRASIL


Uma das principais lideranças da bancada ruralista, grupo parlamentar acusado por ambientalistas de patrocinar o desmatamento no país, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) defende os produtores rurais das críticas e diz que o agronegócio nacional exibirá na Rio+20 práticas sustentáveis.
"Temos motivos de sobra para nos orgulhar: produzimos uma das melhores e maiores agriculturas do planeta em 27% do território (brasileiro), preservando 61% dos nosso biomas", afirma Abreu, que desde 2009 preside a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Ela própria uma pecuarista - em 1987, assumiu a fazenda do marido, morto em acidente de avião -, Abreu diz que o Código Florestal recentemente assinado pela presidente Dilma Rousseff trouxe dois grandes benefícios ao setor: deu segurança jurídica aos produtores e "tirou a hegemonia das ONGs, que faziam mudanças (na legislação ambiental) através do Ministério do Meio Ambiente, via decretos".
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista da senadora à BBC Brasil:
BBC Brasil - O agronegócio é apontado por ambientalistas e outros setores da sociedade brasileira como um dos principais patrocinadores do desmatamento no país. O que o setor tem a dizer na Rio+20?
Kátia Abreu - Temos motivos de sobra para nos orgulhar. Produzimos uma das melhores e maiores agriculturas do planeta em 27% do território, preservando 61% dos nosso biomas. E com a menor taxa de desmatamento dos últimos 40 anos, talvez. Não temos do que nos envergonhar.
É primeira vez que uma conferência ambiental incorpora a questão alimentar. Estamos muito felizes com isso. Queremos mostrar a todos os nossos projetos na área ambiental, nossas técnicas de produção de agricultura de baixo carbono, que ninguém no mundo está fazendo.
Tenho percorrido o mundo todo e visto as pessoas impressionadíssimas com o potencial brasileiro de produção de alimentos.
O agronegócio é um dos setores mais lucrativos da economia brasileira, e o crescimento da população está estabilizando. É preciso continuar aumentando a produção?
Sim, precisamos, inclusive para atender à recomendação da FAO (Agência da ONU para Agricultura e Segurança Alimentar) de que em 2050 o Brasil precisará ter aumentado sua produção em 40%. Mas podemos aumentar no mesmo espaço de chão que temos hoje.
Sem ampliar as terras de plantio?
Sim. Hoje muito poucos produtores têm interesse em desmatar, mesmo o legalmente permitido. Já estão nos seus limites. O interesse deles é produzir mais, aumentar a produtividade.
Mas os ruralistas não têm defendido diminuir os percentuais de proteção obrigatória (Reserva Legal) das propriedades, que variam conforme o bioma e chegam a 80% na Amazônia?
Não, na Amazônia, defendemos um percentual de 50% (de preservação) para as propriedades que já tiverem desmatado e estiverem produzindo alimentos nessas áreas. Nas restantes, poderiam deixar os 80% preservados.
Há um número muito importante que vale registro: 84% das terras da Amazônia são propriedades da União, e apenas 26% são propriedade privada. Nesses 26%, temos que deixar entre 50% e 80% preservados. É muito pouco (desmatamento).
Hoje muito poucos produtores têm interesse em desmatar, mesmo o legalmente permitido.
Ficou satisfeita com o Código Florestal assinado pela presidente Dilma?
Tivemos muitos avanços, que foram compensadores. A maior recompensa de todas é que veio uma segurança jurídica para os produtores e que se tirou a hegemonia das ONGs que faziam mudanças (na legislação ambiental) pelo Ministério do Meio Ambiente, via decretos.
Acabou o tempo do monopólio das ONGs sobre o assunto. Qualquer assunto de meio ambiente agora vai ser votado no Congresso Nacional.
Quais os pontos centrais do código que agora os ruralistas pretendem modificar no Congresso?
Com relação à APP (Área de Preservação Permanente), sabemos da importância das matas ciliares (vegetação ribeirinha), mas queríamos que os Estados pudessem definir como e quanto recompor o que já foi aberto.
Isso não deixaria a regulamentação muito sujeita ao poder do agronegócio em alguns Estados?
Estamos falando de áreas que já foram desmatadas, e não de áreas novas para desmate. O Ibama nasceu para ser fiscalizador, temos o Ministério Público, os Conselhos de Meio Ambiente dos Estados, que só têm ambientalistas. Não há risco.
Assim como a saúde e a educação são governadas nos Estados, por que o meio ambiente não poderia ser? Já imaginou se de repente aprovássemos uma lei na Europa dizendo que a partir de hoje todos os rios têm de deixar 30 metros (preservados)? O que dizer a esses produtores? Acha que iriam cumprir?
Onde há pessoas, existem direitos, existem conflitos que precisam ser solucionados. E talvez nos Estados pudesse ser mais fácil resolvê-los.
A bancada ruralista defende a soberania nacional ao criticar a influência exercida por ONGs estrangeiras no debate sobre o meio ambiente no Brasil, mas os parlamentares do grupo têm defendido diminuir as restrições à compra de terras por estrangeiros. Não há incoerência?
O que tem a ver compra de terras por estrangeiros com o meio ambiente? Não vejo nenhuma ligação. Vivemos em mundo globalizado: qualquer país que venha comprar terras no Brasil terá de seguir a legislação brasileira. A livre iniciativa, o livre mercado, o mundo globalizado não permitem essas restrições.
Por que os ruralistas querem tirar do Poder Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas?
Porque hoje essa decisão está totalmente nas mãos da Funai (Fundação Nacional do Índio). Não se discute no Congresso, não se ouvem governadores, deputados estaduais, vereadores. São decisões monocráticas, unilaterais. O Congresso é a representação da sociedade, o que for feito aqui dentro tem participação do povo.
Mas a demarcação de terras não exige a competência de um órgão específico? Não há uma dívida histórica com os índios que justificaria um tratamento especial?
Não vamos deixar o descumprimento de leis trabalhistas ser confundido com escravidão.
Não estou discutindo se deve ou não haver tratamento especial. O governo faz o que achar com as políticas públicas, mas o Estado de Direto tem de ser respeitado. Segundo a Constituição, as terras indígenas não podem ser ampliadas. Áreas indígenas são as que estavam ocupadas em 5 de outubro de 1988 (data da promulgação da Constituição), e não as que já foram ocupadas ou que serão ocupadas.
Mas se quiserem desapropriar e indenizar propriedades, se quiserem dar 50% do país aos índios, não temos nada contra.
E nos casos em que os índios foram expulsos de suas terras antes da Constituição de 1988?
Não posso responder sobre esses casos, só sobre a lei existente. Esses casos têm de ser investigados pela Justiça.
Os ruralistas também têm se oposto à Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo. O grupo não teme ser associado a um conservadorismo arcaico?
Você conhece bem a lei do trabalho escravo? O que mais chama atenção lá? A expropriação de propriedades onde for encontrado trabalho escravo. Sou super a favor que se exproprie, que se dê prisão perpétua a quem tem trabalho escravo. O grande problema da lei é que não tem definição clara do que é (trabalho) degradante e do que é jornada exaustiva. É o que faremos no Senado.
Não vamos deixar o descumprimento de leis trabalhistas ser confundido com escravidão, para tomar fazendas dos outros e fazer reforma agrária de graça.





Atitude nada sustentável na Rio+20: Ganância!


15 de junho de 2012, às 12h28min

Rio+20: sorvete pode custar até R$ 40 e há indícios de cartel na venda de água e refrigerantes

http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/rio-20-sorvete-pode-custar-ate-r-40-e-ha-indicios-de-cartel-na-venda-de-agua-e-refrigerantes/56198/

Sem opção de escolha, porque o Riocentro está localizado em uma região isolada da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, quem participa da Rio+20 acaba sendo levado a submeter-se aos elevados preços cobrados nos estabelecimentos que estão na área da convenção

Por Renata Giraldi e Carolina Gonçalves , Agência Brasil

No Riocentro, onde ocorrem as discussões políticas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, há um universo paralelo. É o Pavilhão 2, no qual estão instalados 13 pequenos restaurantes, cinco quiosques e um supermercado. Nesse espaço, os serviços têm como base moedas estrangeiras – o dólar e o euro –, fazendo com que os preços dos alimentos e bebidas sejam superiores aos cobrado nas ruas das principais cidades do país.
Sem opção de escolha, porque o Riocentro está localizado em uma região isolada da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, quem participa da Rio+20 acaba sendo levado a submeter-se aos elevados preços cobrados nos estabelecimentos que estão na área da convenção.
O sorvete pode chegar a custar R$ 40. Segundo a placa informativa sobre preços, a taça é completa e tem vários sabores. Um simples cafezinho tem o valor cobrado em euro ou dólar – com direito à placa informativa indicando a cotação do dia.
Caso a fome aperte, as opções de massas rápidas, feitas no estilo fast food, e saladas ficam em torno de R$ 30. Uma fatia de pizza sai a R$ 10. Há ainda um cartel informal para a cobrança dos preços de refrigerantes e sucos em lata, assim como garrafas de 300 mililitros de água sem gás. Todos esses produtos custam R$ 5.
Para os que quiserem tentar uma opção mais em conta, a possibilidade é entrar no único restaurante que há no pavilhão. No mercado, os valores também estão acima dos praticados no comércio convencional. No entanto, é possível comprar um sanduíche natural por R$ 3,99 e uma maçã e pera a R$ 1.

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sábado, 16 de junho de 2012

SEHAB consegue o primeiro Selo Casa Azul do Programa de Construção Sustentável da CEF para o Projeto de Urbanização de Paraisópolis. Agora, tem!

fonte: 
15/Junho/2012




Projeto de habitação social em Paraisópolis recebe selo de sustentabilidade

http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/projeto-de-habitacao-social-em-paraisopolis-recebe-selo-de-sustentabilidade-260937-1.asp




Condomínios G e E foram os primeiros projetos de Habitação de Interesse Social a ter o selo da Caixa



Aline Rocha




A Caixa Econômica Federal concedeu na última quarta-feira (15) o Selo Casa Azul para o Projeto de Urbanização de Paraisópolis, em São Paulo. Os condomínios G e E foram os primeiros projetos de Habitação de Interesse Social (HIS) a ganhar o selo do Programa de Construção Sustentável da Caixa, ligado a sustentabilidade.
Fernando Pereira/Prefeitura de São Paulo
Condomínio G

Dos 53 critérios estabelecidos (19 obrigatórios e 34 opcionais) a obra da Secretaria Municipal de Habitação cumpriu 39, o que possibilitou a entrega da categoria ouro do selo. As categorias analisadas são: qualidade urbana, projeto, conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, gestão de água e práticas sociais.
Entre as alterações necessárias para conseguir o selo, foram instaladas lâmpadas econômicas e vasos sanitários com alternância no fluxo de água. Para a qualidade urbana, por exemplo, o projeto foi inserido em uma área com acesso fácil a escolas, transporte público, áreas de lazer, saúde e segurança. Também foram realizadas obras no entorno, com a recuperação de áreas ambientalmente degradadas.
Para o projeto e conforto, adotou-se materiais que fornecem condições favoráveis de insolação e ventilação, além de um projeto de paisagismo que possui local para coleta seletiva. No critério de eficiência energética, além das lâmpadas econômicas, foram instalados dispositivos economizadores de energia nas áreas comuns e medição individual de gás.
No quesito conservação dos recursos materiais, foi utilizada a coordenação modular para evitar o desperdício de materiais de construção. A medição individual de água e a utilização de bacia sanitária com duplo acionamento também foram adotadas, além de arejadores nas torneiras e reguladores de vazão.
Os condomínios premiados possuem 171 unidades habitacionais divididas em sete blocos e fazem parte da 3ª fase de obras na comunidade. Em abril deste ano, o projeto recebeu o segundo lugar na premiação de sustentabilidade do Holcim Awards, em Zurique, na Suíça.

Fernando Pereira/Prefeitura de São Paulo
Condomínio E



Saiba mais sobre Sustentabilidade - Manuais de Sustentabilidade da Caixa Econômica Federal




http://www1.caixa.gov.br/rio+20/mapa.html

http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/projetos/Selo_Casa_Azul_CAIXA_versao_web.pdf


http://www1.caixa.gov.br/download/asp/download.asp


http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Eficiencia_Energetica_Habitacoes_Interesse_Social.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Guia_caixa_para_sustentabilidade_ambiental.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Caderno_Licenciamento_Ambiental.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Sistema_Aquecimento_Solar.pdf

http://www1.caixa.gov.br/download/asp/download.asp



Será?


Brasil é quarto no mundo em construções sustentáveis

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Brasil é quarto no mundo em construções sustentáveis. 22/05/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=brasil-construcoes-sustentaveis. Capturado em 16/06/2012. 

Com informações da Agência Brasil - 22/05/2012

Construções sustentáveis

O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (GBC, conselho de construções verdes, em tradução livre).
O Brasil "começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos", disse à Agência Brasil o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no GBC.
Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim deste ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.
O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767.

Prédios verdes

Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico.
Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil.
"A gente está caminhando para isso. Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil," afirmou.
Mas há benefícios claros para moradores dos prédios sustentáveis, como uma redução média de 30% no consumo de energia e entre 30% e 50% no consumo de água.
Com isto, o custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional.
Por outro lado, isso acaba resultando em apartamentos mais caros: "A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro".

Verde popular

O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares.
Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. "Isso acaba
A construção de unidades habitacionais com aquecedor solar em todas as regiões do país, em empreendimentos que atendem a famílias com renda inferior a R$ 1,6 mil, é também um dos parâmetros adotados pelo Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.
Esses critérios atendem aos aspectos econômico, social e ambiental definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho próximo, no Rio de Janeiro.
O programa governamental de habitação irá procurar ainda fazer a arborização dos empreendimentos na proporção de uma árvore por casa nos empreendimentos horizontais, e uma árvore por apartamento nos empreendimentos verticais.

Materiais insustentáveis

A Caixa Econômica Federal tem outro instrumento voltado à sustentabilidade, o Selo Casa Azul, que é voluntário, com 53 ideias sustentáveis que podem ser incorporadas ao projeto.
Mas quando o assunto é material sustentável, todo cuidado é pouco, alerta o gerente de Meio Ambiente da Caixa, Jean Rodrigues Benevides.
"É preciso considerar a durabilidade, a qualidade e o desempenho do material para a aplicação ao qual se destina. Muitas amostras de materiais chamados sustentáveis que recebemos nem sempre atendem aos requisitos mínimos básicos exigidos para garantir a qualidade e durabilidade da construção," advertiu.

Cupula dos Povos rejeita negociação de governos


Sergio Moraes/Reuters

15/06/2012 - 19h01

Cupula dos Povos rejeita negociação de governos



O comitê organizador da Cúpula dos Povos declarou na tarde desta sexta-feira que rejeita as negociações conduzidas por chefes de Estado na Rio+20. Na avaliação do grupo, a economia verde discutida na conferências atende aos interesses das empresas transnacionais, e não do meio ambiente.




A cúpula realizará cinco plenárias e três assembleias nas quais vai discutir e fazer proposições para mudanças que evitem o aquecimento e as mudanças climática.
"Estamos aqui para desmascarar a mentira das falsas soluções, da economia verde. O sistema capitalista tenta se ressuscitar pintando-se de verde. Eles estão defendendo os interesses dos bancos, de Wall Street, das transnacionais e das indústrias petroleiras. Eles são os obstáculos. Precisamos de uma mudança radical da economia", disse a norte-americana Cindy Wiesner, do Grassroots Global Justice Alliance.
Ela afirmou que os chefes de Estado reunidos no Riocentro representam o "1%, os capitalistas e os governos", em referência ao lema do movimento Ocupe Wall Street.
"Será uma cúpula de demarcação clara contra o capitalismo verde que se traduz no encontro oficial. (Do encontro da ONU) Não sairá nenhum documento a favor dos povos e do meio ambiente. O que está saindo é uma nova engenharia do sistema capitalista que está em crise no seu centro, a Europa e América do Norte, e tenta nova ferramenta para se apropriar dos recursos dos países do sul", disse Luiz Zarref, da Via Campesina.
Na análise da moçambicana Graça Samo, membro da Marcha Mundial das Mulheres, são necessárias mudanças radicais no sistema econômico para que o mundo consiga mitigar os impactos ambientais.
"Estamos num mundo extremamente consumista, e o capitalismo nos estimula a consumir cada vez mais. Se estamos conscientes de que com os recursos que nós temos não vamos nos manter nem a médio, nem a longo prazo, não tem como pensr uma possibilidade de mundo sem essa transformação", disse Samo.

"Ela pode fazer as críticas. Eu não faço críticas; eu trabalho"


5/06/2012 - 21h09

Ministra critica conservadorismo do Congresso e alfineta Marina Silva



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, criticou nesta sexta-feira o que classificou como "conservadorismo" do Congresso Nacional. Ela também alfinetou a ex-ministra Marina Silva, que tem tecido críticas à política ambiental do governo.




As declarações foram dadas durante encontro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Solar da Imperatriz, zona sul do Rio. Após ouvir especialistas reclamarem do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados, depois vetado parcialmente pela presidente Dilma Rousseff, a ministra disse que isso é fruto da democracia.
"Elejam os ambientalistas e nós talvez teremos um mundo um pouco mais sustentável. Elejam os mais conservadores e nós teremos isso que estamos vivendo hoje, uma predominância de uma visão muito mais conservadora em relação às questões de fronteira que foram rompidas há 20 anos", disse Teixeira.
Para a ministra, há no mundo "uma onda conservadora absurdamente expressiva", que ela atribuiu à ausência de líderes políticos. Ela também disse que, no caso do Brasil, "a sociedade está avançando mais largamente do que as instituições políticas estão preparadas para lidar".
Ainda referindo-se ao Código Florestal, a ministra afirmou que a sociedade "apontava para um lado, e o Congresso insistiu em ir para outro".
"A grande verdade é que, em algum momento, as forças conservadoras cresceram e estão postas aí para crescer em outros assuntos. Nós estamos segurando porque a sociedade está sinalizando que tem que segurar", disse.
No discurso, Teixeira também afirmou que, ao assumir o cargo, encontrou "trabalho para burro que estava incompleto". Ela também criticou a estrutura do ministério.
"Eu respeito o legado completamente, mas eu não posso ter no Ministério do Meio Ambiente cinco áreas que falam de florestas", disse, sem citar que áreas são essas.
Questionada pela reportagem se as declarações eram um recado para a ex-ministra Marina Silva, que tem criticado publicamente o governo por "retrocessos" na área ambiental, Teixeira negou, mas acabou dando uma alfinetada na antecessora. "Ela pode fazer as críticas. Eu não faço críticas; eu trabalho", respondeu.

Forte de Copacabana tem programação especial para a Rio+20


http://vejario.abril.com.br/especial/humanidade-2012-forte-copacabana-688244.shtml

Em tenda com 18 metros de altura, evento Humanidade 2012 conta com mostra interativa, palestras e conferências e faz parte da programação da Rio+20

por Ernesto Neves | 11 de Junho de 2012
Sala Diversidade HumanaA cenógrafa Bia Lessa projetou um ambiente em que chão e teto são cobertos por espelhos. No teto ficam pendurados 300 cubos iluminados presos por finos cabos de aço. Eles servem de suporte a 1800 fotografias de diversos brasileiros
Um dos principais eventos da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, o Humanidade 2012 abre suas portas nesta segunda (11). Dentro da enorme estrutura com 170 metros de comprimento armada no Forte de Copacabana foram organizadas 10 salas, que vão receber desde mostras expositivas sobre meio ambiente até o C40, encontro de prefeitos de grandes metrópoles do planeta. Com assinatura de Bia Lessa, a cenografia utiliza materiais recicláveis, que serão reutilizados após o fim da programação.

Na exposição será possível visitar uma recriação da mata atlântica e da floresta amazônica com exemplares oriundos desses ambientes. Já a sala Capela terá 10.000 livros indicados por 120 personalidades como Caetano Veloso e Marina Silva para consulta pública. Quem subir ao terraço poderá contemplar toda a orla de Copacabana com a ajuda de lunetas. Além das mostras, a grade de eventos também teve início nesta segunda, com as palestras do TEDx (saiba mais aqui). Feitas para durar no máximo 18 minutos, tiveram entre os participantes a senadora Marina Silva e o bloco de carnaval Sargento Pimenta. Todos os eventos podem ser conferidos ao vivo.
Onde: Forte de Copacabana, de 12 a 22 de junho. 10h às 21h (última entrada do público às 19h30). Grátis.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Green goal no Itaquerão: Quem vai estrear?


Parquessustentáveis pesquisou na internet para se ter uma ideia e...é isso mesmo?

Se não for este modelo, pede 1000 desculpas aos corintianos pelo equívoco!

Vaso sanitário high tech do Japão


http://www.youtube.com/watch?v=mZlrAERMTHs




Enviado por em 24/06/2010
Vaso sanitário high-tech do Japao. Cidade de Sapporo 24/06/2010.



15/06/2012-07h44

Banheiro do Itaquerão deve trocar papel higiênico por jatos de água e ar quente

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1105054-banheiro-do-itaquerao-deve-trocar-papel-higienico-por-jatos-de-agua-e-ar-quente.shtml

Os banheiros do Itaquerão, futuro estádio corintiano, terão uma alta tecnologia. Os vasos sanitários serão importados de Japão ou Suíça.
No caso do modelo japonês, a higiene acontece sem uso de papel higiênico, pois um dispositivo promove a limpeza com jato de água e secagem por ar quente. Cada vaso, para garantir a vazão, só é aprovado para sair da fábrica após um teste com uma dúzia de bolas de tênis.




fonte: 7128tenis.jpg

As informações estão na coluna Painel FC, assinada por Eduardo Ohata e Bernardo Itri, publicada nesta sexta-feira.
O Itaquerão é o local escolhido para abrir a Copa do Mundo de 2014. O estádio está orçado em R$ 820 milhões. A conclusão da arena corintiana está prevista para dezembro de 2013.

Pequeno Guia de Consumo em Um Mundo Pequeno: "Águas engarrafadas são em média 10 mil vezes mais caras que as da torneira e essa indústria coloca em risco as nascentes"...

15/06/2012-13h31

Guia ensina práticas de consumo mais sustentáveis

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1105220-guia-ensina-praticas-de-consumo-mais-sustentaveis.shtml

LUCAS VETTORAZZO
DO RIO

Atualizado às 15h36.
Consumir é uma das necessidades básicas do ser humano, mas o consumismo, que é quando as pessoas adquirem produtos que vão além de suas reais demandas, é uma das principais causas para a insustentabilidade no mundo.
Com o intuito de educar a população para um prática de consumo mais responsável, o WWF Brasil criou o Pequeno Guia de Consumo em Um Mundo Pequeno, livrinho de bolso com 37 páginas de dicas simples que podem fazer a diferença.
Leia mais no Especial Rio+20
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"Decidimos criar esse guia porque vimos que a maioria dos programas incentivavam a reciclagem de materiais. Nossa intenção é atentar para a necessidade de se reduzir a quantidade de materiais em circulação. Isso não quer dizer redução de consumo, mas sim um consumo mais eficiente, no qual o consumidor cobra do fabricante mais responsabilidade em seus processos e adota práticas mais limpas em seu dia-a-dia", afirmou Fábio Cidrin, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis, da WWF-Brasil.
O guia pode ser lido via internet (www.wwf.org.br) ou fisicamente. A organização imprimiu 17 mil guias em português e outros 3 mil em inglês e espanhol para distribuição na Rio+20.
A Folha separou 15 dicas para seus leitores:
Cartas fora do baralho:
Cancele o envio de correspondência que não lhe interessa, como malas diretas, propagandas e extratos impressos.
Quem está no comando?
A TV ou você? Assuma o controle da TV e aprenda, serenamente, a desligá-la com mais frequência. Os canais são financiados por propagandas pró-consumo. Quando o produto é realmente necessário, não precisa de propaganda. ("Você já viu propaganda de banana?", provoca o guia).
Brinquedo ou brincadeira?
Brinquedos com pilha brincam sozinhos. Bons brinquedos são aqueles que instigam o raciocínio, a curiosidade e permitem interação. O melhor brinquedo para os seus filhos é você.
Renove a carga:
Pilhas precisam de muita energia para serem fabricadas e nos devolvem pouca. Quando descartadas, podem contaminar o solo e os recursos hídricos. Opte por pilhas recarregáveis e consulte o fabricante para saber onde descartá-las.
Descondicione-se:
No trabalho, que tal instituir o dia sem terno e gravata? Ter água fresca à mão e consumir produtos menos calóricos nos dias mais quentes pode ser uma das formas para evitar recorrer ao uso do ar-condicionado.
Dê folga à motosserra:
Revise os documentos na tela antes de imprimir. Use apenas a quantidade de papel necessária. Imprima frente e verso.
Você não está tão sujo assim:
Quantos minutos --e quantos litros d'água -- você realmente precisa para tomar banho? Que tal fechar a torneira enquanto se ensaboar e lavar a cabeça? Aproveite para cantar enquanto estiver se vestindo.
Limpeza ou perfume:
Se você lava o seu corpo com água e sabonete, por que precisa desinfetar e higienizar sua casa com tantos produtos tóxicos? Cuidado com o exagero.
Toda a água é mineral:
Portanto, tome água "torneiral". Exija do seu governo que a água que chega à sua residência é potável. Águas engarrafadas são em média 10 mil vezes mais caras que as da torneira e essa indústria coloca em risco as nascentes.
Você consegue:
Tente ser vegetariano uma vez por semana. Você vai perceber que não precisa de muita carne, cuja produção gera grande impacto ambiental.
Conhecimento da vó:
De que adianta evitar comprar alimentos com muita embalagem e depois guardar as sobras em papel alumínio, isopor ou em filme plásticos? Substitua estes embrulhos descartáveis por potes com tampas.
Fique perto da sua comida:
Do mundo ao prato, nosso alimento percorre grande distâncias. Dê preferência aos produtos cultivados em sua região.
Bruxaria ecológica:
Há séculos, sem nenhum apelo de marketing, a vassoura é a melhor opção para limpar o chão. Com ela é possível fazer mágica na casa, no quintal, na calçada, sem usar mangueira e gastar tanta água.
Mexa e remexa sem demolir:
Evite reformas meramente estéticas em sua casa. Elas promovem muito lixo e entulho. Promova benfeitorias que deixarão seu imóvel mais sustentável.
Mais comida, menos lixo:
Escolha estabelecimentos que empreguem utensílios duráveis. Aos amantes de comida japonesa, por exemplo, por que não evitar de usar os pausinhos (hashis) descartáveis? Habitue-se a levar o seu. Certeza que o canudo é indispensável? Mexa seu suco com uma colher. Cobre dos restaurantes que não usem sacos para embrulhar os talheres ou bandejas forradas com papel.

Cúpula dos Povos

15/06/2012-13h58

Cúpula dos Povos começa com cacique Raoni, poluição e sumiço de mudas

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1105229-cupula-dos-povos-comeca-com-cacique-raoni-poluicao-e-sumico-de-mudas.shtml

ITALO NOGUEIRA
DO RIO

A Cúpula dos Povos começou sua programação na manhã desta sexta-feira com concorrido discurso do cacique Raoni, carros trafegando em ciclovias do Aterro do Flamengo e o sumiço de mudas recém-plantadas no parque.
Visitantes tentavam se encontrar nas dezenas de tendas espalhadas pelos 1,2 milhão de metros quadrados do aterro.
Mapas improvisados foram colados em painéis espalhados pelo parque, mas, embora coloridos, não tinham legenda nem indicavam o ponto em que estava localizado (o famoso "você está aqui").
A programação oferecia debates sobre políticas para mulheres, jovens, atos contra a energia nuclear, apresentação de hare krishna, mas os indígenas de diferentes tribos atraíram mais plateia.
A palestra mais concorrida foi do cacique caiapó Raoni, 82, que criticou o desmatamento, a construção de barragens para hidrelétricas e a mineração em terras indígenas "Estou aqui para dizer que estou vivo e lutando", disse, para uma plateia de cerca de 150 pessoas.
Fora da tenda, diversas tribos comercializavam colares, brincos e cocares com preços que variavam entre R$ 5 e R$ 50.
A indígena guajajara Ana Cleide, do Maranhão, cobrava R$10 para fazer pinturas com tema de sua tribo nas pernas e nos rostos dos visitantes. Usava uma tinta preta produzida com semente de genipapo. "Isso valoriza a nossa cultura", disse ela.
Uma das que decidiram receber pinturas guajajara foi a estudante Kamila de Souza, 22. "Temos que lutar para reservar isso. Não podemos perder essa diversidade. É muito Brasil. Estou me sentindo ainda mais brasileira", disse ela, que veio de Paulatina (PR).
O deslocamento pelo aterro pelos visitante é feito a pé, por bicicleta ou carros elétricos, que não emitem gases poluentes. Mas todos tinham que disputar espaços com carros particulares que trafegam pela ciclovia, o que não é permitido em dias normais.
Segundo os motoristas, os veículos automotores são usados para levar material para apresentações nas tendas.
"Acho que isso tinha que ser melhor distribuído. É uma falha na organização", disse o engenheiro João Picanço, 29, que tentava trafegar com sua bicicleta entre os carros.
Um dos veículos que causaram congestionamento era o carro oficial do prefeito de Tanguá, Carlos Pereira (PP), que participou de um encontro sobre Agenda 21. O veículo permaneceu ligado quando estacionado, emitindo gases poluentes.
Algumas tendas foram instaladas onde antes estavam mudas plantadas para recompor os jardins tombados de Burle Marx. Elas não foram vistas no local.

O insustentável peso social do cigarro

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1265102

Publicado em 14/06/2012 | Marcos Moraes



Sustentabilidade é a palavra do momento. Às vésperas da conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio+20, esse conceito ganha grande destaque. Diretamente relacionada à responsabilidade social e à preservação do meio ambiente, a palavra pode confundir e servir apenas como marketing para produtos e companhias que de sustentáveis têm pouco, ou quase nada. O cigarro, cujos malefícios são amplamente comprovados, está dando o seu jeito de também se tornar “sustentável”.

Valendo-se de algumas práticas de economia de água e recolhimento de resíduos, as empresas de tabaco correm pelas beiradas, explorando cada iniciativa em relatórios de sustentabilidade e prêmios concedidos pela imprensa e por organizações não governamentais. Mas como premiar empresas cujos produtos são altamente tóxicos, causam dependência e só no século 20 exterminaram 100 milhões de pessoas?
Além disso, são cerca de 1,2 bilhão de fumantes no planeta consumindo milhões de cigarros todos os dias e jogando gases tóxicos, como monóxido de carbono, nos ambientes internos e na atmosfera. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem cerca de 600 mil não fumantes no mundo devido ao tabagismo passivo.
Será que todos sabem que as folhas de tabaco usadas na fabricação de cigarros passam por um processo de secagem em estufas alimentadas a lenha? No Brasil, só entre 1990 e 1998, a produção de fumo consumiu 300 milhões de árvores na região Sul do Brasil. Não por acaso a Advocacia-Geral da União no Rio Grande do Sul promoveu, no ano passado, a assinatura de termos de compromisso entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) para criar um sistema de monitoramento de áreas utilizadas para plantação de fumo e recuperar terras devastadas por essa atividade. No portfólio de insustentabilidade dessas companhias, a maioria delas transnacionais, constam ainda práticas nada éticas na sua relação com cerca de 200 mil famílias de pequenos agricultores inseridos na cadeia produtiva de fumo no Brasil.
É evidente a contradição entre o negócio do tabaco e o desenvolvimento sustentável, expressão formalizada pela primeira vez no Relatório Brudtland das Nações Unidas, durante a Eco 92, também no Rio. A doutora Gro Brudtland, responsável pelo relatório que leva seu nome, foi a mesma que viabilizou, enquanto diretora da OMS, a negociação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, tratado internacional para regular as práticas da indústria do tabaco, reconhecida como o vetor da epidemia de tabagismo e dos milhões de mortes anuais resultantes. Ratificada pelo Brasil e por mais 173 signatários, essa convenção, embora tenha feito a diferença em vários países, ainda não conseguiu deter o poder expansionista das empresas transnacionais de tabaco, cujos esforços concentram-se em países mais pobres.
No Brasil, têm sido frutíferos os esforços para reduzir o tabagismo e suas consequências. Mas ainda são tímidas as iniciativas para resgatar os pequenos agricultores dos grilhões da dependência econômica da cadeia produtiva do fumo. É fundamental que a Rio+20 inclua o tema na sua agenda e registre que produção e consumo de produtos de tabaco não combinam com sustentabilidade.
Marcos Moraes é presidente do Conselho de Curadores da Fundação do Câncer.

Rio anuncia criação de parque e unidades de polícia ambiental

http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/rio20/noticias/0,,OI5835268-EI20323,00-Rio+anuncia+criacao+de+parque+e+unidades+de+policia+ambiental.html


13 de junho de 2012 • 21h34 




O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quarta-feira a criação do Parque da Pedra Selada, na região do Médio Paraíba, e a implementação de unidades de Policiamento Ambiental (Upams) para atuar nos parques e florestas do Rio, evitando ações de desmatamento e construções irregulares em áreas de Mata Atlântica.


De acordo com Minc, os decretos que criam o parque e as Upams serão assinados pelo governador Sérgio Cabral durante a Rio+20, no pavilhão do governo do Estado, no Parque dos Atletas.
"O Parque Estadual da Serra Pelada, na área da Serra da Mantiqueira, vai unir a Pedra Selada ao Parque Nacional de Itatiaia. Isso vai reforçar o ecoturismo na região. A criação das unidades de Policiamento Ambiental nos nossos parques estaduais, em parceria com a Secretaria de Segurança, também vai incrementar o ecoturismo", avaliou.
Minc disse que o governador também vai assinar o decreto que institui metas de redução das emissões de carbono por setores econômicos do Rio de Janeiro. "Vamos mostrar que o Rio de Janeiro tem metas de redução das emissões de carbono. A gente quer que o planeta tenha pelo menos 30% de energia renovável. Temos que influir para que saia daqui (da Rio+20) uma declaração sólida em prol do meio ambiente".
O secretário anunciou ainda mais duas iniciativas no Estado na área ambiental: a Bolsa de Ativos Ambientais do Rio de Janeiro (BV-Rio) e o Polo Verde. O polo será construído na extensão do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, e vai reunir empresas de ponta e um centro de pesquisas para estimular negócios sustentáveis. A BV-Rio é uma plataforma de negócios para promover o mercado de ativos verdes no Rio de Janeiro.

Rio+20
Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Composta por três momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco principal na discussão entre representantes governamentais sobre os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. A partir do dia 16 e até 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.
Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.

O "cigarro ambiental" e o ambientalista fumante (ou fumante ambientalista?)...


Dano igual a fumar um cigarro e meio por dia

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/06/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1272246-poluicao-em-vitoria-dano-igual-a-fumar-um-cigarro-e-meio-por-dia.html

Afirmação é de pesquisador da USP, autoridade no assunto

13/06/2012 - 21h43 - Atualizado em 13/06/2012 - 21h43
A Gazeta



Elton Lyrio
emorati@redegazeta.com.br

A poluição em Vitória equivale a fumar um cigarro e meio por dia. É o que afirma o professor e médico Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e uma das maiores autoridades no país sobre o assunto. Em outras cidades brasileiras, como em São Paulo, esse indíce varia entre dois e três cigarros.

Segundo ele, entre os principais poluentes presentes nas grandes cidades brasileiras, estão os gases como o ozônio e as chamadas particulas inaláveis. O grande problema apontado pelo especialista, é que, ao contrário do tabaco, não é possível apagar o "cigarro ambiental". "Infelizmente não há como minimizar. O cigarro você decide quando vai acender, já a poluição ambiental, não", pontua.

Saldiva aponta como os principais contribuintes para a poluição em Vitória a área industrial de Tubarão e as emissões geradas pela frota de veículos, que cresce a cada dia. "Há uma heterogeneidade da exposição que acaba afetando mais as pessoas mais pobres, por passarem mais tempo no ponto de ônibus, ou no trânsito. Profissões como controladores de tráfego, ou taxistas também acabam se expondo mais, ao passo que quem tem melhores condições, nem tanto", diz.

No entanto, o professor esclarece, que embora os efeitos possam ser semelhantes, o dano do cigarro ainda é maior. Segundo ele, quem fuma tem 16 vezes mais chances de desenvolver câncer, ao passo que a poluição a aumenta em 40%. "O problema é que o cigarro é usado por parte da população, enquanto a poluição atinge a todos", frisou.

Sobre o famoso pó preto, alvo de reclamações por muitos capixabas, Paulo Saldiva relata que ainda não há tantas evidências de seus efeitos nocivos à saúde. "Não é que não haja esses efeitos, mas há poucos estudos que os comprove", ponderou o especialista. 



Doenças



A pneumologista Ana Maria Casati também afirmou que a poluição está diretamente relacionada a doenças respiratórias. "A gente não consegue ter sucesso no tratamento de quem tem sinusite hoje na Grande Vitória porque o paciente acaba exposto a essas particulas, e a inflamação continua", diz.

Segundo ela, entre as particulas inaláveis, as chamadas PM10 prejudicam a proteção das vias áereas, enquanto as mais finas, conhecidas como PM2,5 são ainda mais prejudiciais porque conseguem entrar na circulação e causar doenças pulmonares e até cardiovasculares.

foto: Edson Chagas
ES - VitÃ?ria - Caminhâ??o libera fumaÁa pela descarga do motor ao passar pela avenida JerÃ?nimo Monteiro, Centro - Editoria: Cidade - Foto: Edson Chagas
Emissões geradas por veículos contribuem para a poluição nas grandes cidades



Empresas investem em mecanismos de controle



A área industrial de Tubarão é apontada pelo especialista como uma das principais contribuidoras das emissões. No entanto, as empresas que lá atuam afirmam que investem em mecanismos para garantir a qualidade do ar. 

Segundo o gerente de desenvolvimento sustentável da Vale, Romildo Fracalossi, entre 2008 e 2011, a empresa investiu R$ 600 milhões em mecanismos de controle, . Ele acrescentou que todo o trabalho é acompanhado por uma comissão que envolve o Ministério Público e o Instituto estadual do Meio Ambiente, além de representantes das comunidades do entorno. "A qualidade do ar envolve poeiras que vêm de várias fontes", pontuou.

Já a Arcelor Mittal Tubarão, disse, por meio de nota, que também mantém dispositivos de controle, entre eles um cinturão verde tem como função principal ser uma barreira natural no entorno da usina. A empresa também informou que monitora as emissões 24 horas por dia e que os resultados são auditados pelos órgãos fiscalizadores.

A empresa também afirmou que investiu em um sistema para reduzir as emissões de enxofre, em seu processo industrial e que possui uma política ambiental que atende as condicionantes, na qual afirma ter investido US$ 750 milhões. 



Iema quer debate sobre limites para poluição



O diretor técnico do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema), Fernando Aquinoga Mello, afirmou que o Espírito Santo pode rever seus limites para a poluição e, se for o caso, implantar até parâmetros mais rígidos de emissões antes mesmo de uma revisão da resolução federal sobre o assunto.

"É um debate que precisa ter uma amplitude maior. Temos que trazer à reflexão, chamar os atores desse cenário e ver o que a sociedade capixaba quer a respeito disso", disse.

Mello acrescentou que os limites atuais - variáveis de acordo com cada poluente - são definidos por uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente, datada de 1990. Segundo ele, esses padrões raramente são descumpridos pelas indústrias que atuam no Estado.

Mello também afirmou que o Iema mantém nove estações de monitoramento do ar na Grande Vitória. Ele disse que dentro dos atuais padrões, a qualidade do ar da Grande Vitória é considerada boa. 

O diretor ressaltou ainda que o órgão, ao analisar os pedidos de licenças ambientais de novos empreendimentos, também leva em conta o impacto que eles terão sobre a qualidade do ar. "Não existe intervenção humana sem impacto, o que se busca é o equilíbrio", aponta.