segunda-feira, 9 de abril de 2012

Berlim constrói primeira casa sustentável


Berlim constrói primeira casa sustentável

Residência construída com materiais recicláveis produz toda a energia que consome e gera um excedente para abastecer carros elétricos

08 de abril de 2012 | 3h 04


RENATA MIRANDA, ENVIADA ESPECIAL / BERLIM - O Estado de S.Paulo
O design moderno e os amplos espaços da casa situada no número 87 da Fasanenstrasse, em Berlim, destoam das construções históricas do tradicional bairro de Charlottenburg, na capital alemã. Semelhante a um bloco de vidro, a residência, que abriga desde o começo do mês uma família de quatro pessoas, é o mais novo projeto do governo alemão para tentar aliar construção civil e mobilidade a um estilo de vida mais sustentável.
Casa Eficiente Plus possui um painel que controla o uso de energia - Divulgação
Divulgação
Casa Eficiente Plus possui um painel que controla o uso de energia
A Casa Eficiente Plus com Eletromobilidade - como foi batizada - foi concebida para produzir toda a energia que consome e ainda gerar um excedente que pode ser usado para abastecer carros elétricos ou ser devolvido à rede energética da cidade. A casa também foi construída apenas com materiais que podem ser reciclados, caso sua estrutura precise ser modificada.
"A gestão responsável dos recursos e a proteção do meio ambiente estão, sem dúvida, entre as missões mais importantes da política e da sociedade, sendo a questão da eficiência energética um ponto determinante", afirmou o ministro Peter Ramsauer, do Ministério dos Transportes, Obras e Planejamento Urbano da Alemanha, órgão responsável pelo projeto.
De acordo com o governo alemão, a construção e o transporte desempenham um papel fundamental neste cenário, na medida em que estes dois setores são, conjuntamente, responsáveis por cerca de 70% do consumo final de energia e por aproximadamente 40% da totalidade das emissões de CO2.

"No setor da construção, a manutenção de edifícios novos de impacto neutro no ambiente já deverá ser possível a partir de 2019", explicou Ramsauer. "Queremos criar possibilidades de combinação de edifícios eficientes com a eletromobilidade. A Casa Eficiente consegue tornar essa determinação em realidade de uma forma exemplar."
Diretriz. O projeto do governo alemão atende a uma reformulação da diretiva comunitária para o desempenho energético dos edifícios da União Europeia que exige que, a partir de 2021, as casas só consumam energias que possam ser produzidas com base em materiais energéticos renováveis.
"Os padrões para consumo energético na Alemanha são renovados a cada três anos, sempre exigindo um consumo menor de energia por parte dos cidadãos", explicou aoEstado o arquiteto Dieter Blome, do Centro para Energia, Construção, Arquitetura e Meio-Ambiente (Zebau, na sigla em alemão), em Hamburgo. "Acredito que daqui dez anos teremos a Casa Eficiente Plus como padrão para as construções residenciais na Alemanha."
Segundo ele, o projeto da casa também faz parte da estratégia do governo alemão de desligar todas as suas usinas nucleares até 2022. Em maio do ano passado, a chanceler Angela Merkel disse que esperava que a Alemanha se tornasse um "exemplo internacional", sendo possivelmente a primeira nação industrial a passar da era nuclear à era das energias renováveis. "É uma maneira de pensarmos na produção de energia fora do âmbito nuclear", afirmou Blome.
Futuro. Mais de 130 famílias alemãs se inscreveram para morar durante 15 meses na casa sustentável de Berlim. A família vencedora foi escolhida no fim de dezembro por meio de sorteio feito pelo governo. "Os valores e o comportamento da sociedade alemã estão mudando", disse Blome. "Hoje as pessoas ficam com peso na consciência se estão escovando os dentes e esqueceram a torneira ligada. Estamos vivenciando uma mudança no estilo de vida alemão."
A casa ficou aberta para visitação do público de 8 de dezembro a 29 de fevereiro para ver como a população interagiria com esse novo tipo de tecnologia. "É uma oportunidade para vermos se conseguimos nos adaptar a esse estilo de vida", disse a estudante de Planejamento Urbano, Malin Praktiknjo, de 23 anos, que conduzia visitas guiadas pelo projeto. "Temos o dever de reduzir nossa necessidade de consumo energético e, se as legislações necessárias forem aprovadas, o universo apresentado nesta casa pode ser o nosso futuro."

domingo, 8 de abril de 2012

Decreto criará regras e instituindo um percentual obrigatório mínimo de compra de "produtos verdes" nas licitações públicas


08/04/2012 - 08h06

Licitações vão ter regras para 'produtos verdes'

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1073040-licitacoes-vao-ter-regras-para-produtos-verdes.shtml


O governo Dilma Rousseff prepara um decreto criando regras e instituindo um percentual obrigatório mínimo de compra de "produtos verdes" nas licitações públicas, informa reportagem de Toni Sciarretta e Claudia Rollina Folha deste domingo.
íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Será valorizada nas licitações a contratação de produtos e serviços que gerem menos resíduos e que tenham menor consumo de água, matérias-primas e energia em sua fabricação.
A iniciativa faz parte de uma agenda de propostas que o governo quer levar para discussão na Rio+20, a conferência de desenvolvimento sustentável da ONU que ocorre em junho no Rio de Janeiro.
Na conferência, o governo quer "dar o exemplo" e obter o compromisso público de alguns dos maiores consumidores do planeta --empresas, escolas, hotéis, hospitais, shoppings, setor público e outros-- de adotarem cotas mínimas de compra de "produtos verdes" que agridam menos o ambiente.
Editoria de arte/Folhapress


RIO +20
Decreto regulará 'compra verde' do governo

São Paulo, domingo, 08 de abril de 2012Mercado

Setor público quer estimular indústria a fabricar produtos sustentáveis, barateando preços para demais consumidores
Na Rio+20, governo vai defender que empresas também adotem percentual mínimo de compras sustentáveis

TONI SCIARRETTA
CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

O governo Dilma Rousseff prepara um decreto criando regras e instituindo um percentual obrigatório mínimo de compra de "produtos verdes" nas licitações públicas.
Será valorizada nas licitações a contratação de produtos e serviços que gerem menos resíduos e que tenham menor consumo de água, matérias-primas e energia em sua fabricação.
A iniciativa faz parte de uma agenda de propostas que o governo quer levar para discussão na Rio+20, a conferência de desenvolvimento sustentável da ONU que ocorre em junho no Rio de Janeiro.
Na conferência, o governo quer "dar o exemplo" e obter o compromisso público de alguns dos maiores consumidores do planeta -empresas, escolas, hotéis, hospitais, shoppings, setor público e outros- de adotarem cotas mínimas de compra de "produtos verdes" que agridam menos o ambiente.
O objetivo é criar escala de produção para esses produtos, que hoje custam mais caro por conta da demanda ainda muito restrita.
"Como o ente público é um grande comprador, ele induz todo o mercado. Nossa ideia é incentivar o setor privado a fazer o mesmo dentro de seus programas", afirma Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional do Ministério do Meio Ambiente.

INDÚSTRIA NACIONAL
Além de colocar o Brasil como protagonista do "consumo verde" global, a avaliação do governo é que a proposta beneficia o agronegócio e a indústria nacional que, entre outras vantagens, utiliza energia limpa das hidrelétricas e saiu na frente em tecnologias renováveis como álcool e biodiesel.
No ano passado, só 0,07% das compras governamentais foram de produtos considerados sustentáveis. Segundo o Ministério do Planejamento, o governo já fez R$ 22,2 milhões em compras de produtos sustentáveis em 1.546 processos licitatórios desde 2010.
O Programa de Contratações Públicas Sustentáveis tem 548 produtos considerados "verdes" no catálogo de materiais do Comprasnet.
Os ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente ainda discutem qual percentual de "compras verdes" deve ser adotado, sem tornar os gastos do governo significativamente maiores.
A primeira fase de implementação focará os produtos de almoxarifado, como itens de papelaria, embalagens e insumos do dia a dia das repartições públicas.
Em seguida, deve se estender para a compra de eletroeletrônicos, como ar-condicionado e computadores que gastem menos energia e não tenham materiais tóxicos.

DESAFIOS
A terceira etapa envolverá produtos de limpeza, instituindo a compra de detergentes e produtos biodegradáveis, um dos itens que mais poluem esgoto e mananciais.
"É uma visão alinhada com o que a indústria quer e com iniciativas já em desenvolvimento", diz Maria Eugenia Proença Saldanha, presidente-executiva da Abipla, associação que reúne as indústrias de produtos de limpeza.
Um dos maiores desafios do setor de produtos de limpeza, formado 95% por empresas de pequeno e micro portes, é desenvolver o consumo consciente.
"Como há muita informalidade, nossa meta é a regularização das empresas para evitar despejo irregular e o desenvolvimento de produtos adequados", disse.
Estima-se que 55% da água sanitária usada do país seja de fábricas informais.

sábado, 7 de abril de 2012

Brasil tem pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção


06/04/2012 - 09h26

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1072491-brasil-tem-pelo-menos-250-novas-especies-ameacadas-de-extincao.shtml


O Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas na última década. Os dados, ainda preliminares, são da lista da fauna em risco que o ICMBio (Instituto Chico Mendes) prepara para o fim de 2014.
A nova lista é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em uma década.
A anterior, publicada em 2004 pelo Ibama, indicava que 627 das cerca de 1.300 espécies avaliadas de anfíbios, répteis, peixes, aves, mamíferos e invertebrados estava sob algum grau de ameaça.
O status de ameaça de extinção é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
São elas "vulnerável", "em perigo", "criticamente em perigo", "extinto na natureza" e "extinta", de acordo com diversas medições do tamanho das populações e do grau de fragmentação dos habitats.
Editoria de arte/Folhapress
FAUNA EM PERIGO O que muda na próxima lista de espécies ameaçadas do Brasil
FAUNA EM PERIGO O que muda na próxima lista de espécies ameaçadas do Brasil
MUDANÇA
Uma instrução normativa publicada na última segunda-feira (3/4) no "Diário Oficial da União" determina uma mudança de estratégia na elaboração da próxima lista: a anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial.
"As listas eram encomendas à Biodiversitas com um prazo de desenvolvimento previamente estabelecido e nunca superior a 12-24 meses e com orçamento limitado", diz Gláucia Drummond, superintendente da fundação. "Nessas condições, não era possível avaliar todas as espécies de um dado grupo."
"Isso era tendencioso, porque a gente já sabe que vai ter vulnerabilidade", disse à Folha Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes.
SALTO
A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça.
Isso fará com que o número de espécies avaliadas salte de 1.300 para 10 mil. Até agora só se avaliou 28% desse total. Daí a queda aparente na proporção de ameaçadas (de 50% para 15%).
Vercillo diz, porém, que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano.
"O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas", afirma.
Um caso que o ICMBio considera preocupante é o dos tubarões. Das 169 espécies brasileiras, duas são consideradas "regionalmente extintas" e 60 estão sob ameaça.
Outro motivo de preocupação é o impacto do aumento da construção de hidrelétricas sobre os peixes.
"Existe [hoje] uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos", diz Vercillo.
Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria.
Outras tiveram seu grau de ameaça reduzido, como a arara-azul-de-lear, caso citado por Drummond.
Segundo a bióloga, esforços de conservação no norte da Bahia, habitat da ave, aumentaram o número de indivíduos na natureza. "É provável que sua categoria seja reavaliada, passando de 'criticamente em perigo' para 'em perigo'", diz Drummond. Um alívio. Saiba mais em www.icmbio.gov.br(www.icmbio.gov.br)

França contém vazamento de água radioativa em central nuclear


06/04/2012 - 07h28


DA FRANCE PRESSE, EM PARIS


Um vazamento de água radioativa registrado em um circuito de resfriamento da central nuclear de Penly, na região oeste da França, foi contido na madrugada desta sexta-feira, anunciou a empresa EDF, que descartou qualquer impacto negativo para o meio ambiente.
De acordo com a empresa, o retorno à normalidade no circuito de resfriamento permitiu suspender o plano de mobilização dos funcionários.
A Electricité de France (EDF) havia anunciado o vazamento na quinta-feira. De acordo com a empresa, a água radioativa foi "recolhida em depósitos previstos para tal efeito, sem nenhuma consequência para o meio ambiente".
O incidente aconteceu depois de dois princípios de incêndio no edifício do reator, controlados no início da tarde de quinta-feira pelos bombeiros, depois da ativação do alarme que provocou a paralisação automática de um dos reatores.

Eficiência energética – Conceitos e definições – MME


http://www.nanotechdobrasil.com.br/eficiencia-energetica-conceitos-e-definicoes-mme/

O termo “eficiência” descreve, segundo Hordeski (2005), a capacidade de equipamentos que operam em ciclos ou processos produzirem os resultados esperados. Em uma visão física, o conceito de “eficiência” estaria limitado aos processos em que há conversão de energia e em que as formas inicial e final são visíveis ou perceptíveis – energia cinética, potencial, elétrica.
O conceito apresentado pela International Energy Agency (IEA, 2007) – de que eficiência energética é a obtenção de serviços energéticos, como produção, transporte e calor, por unidade de energia utilizada, como gás natural, carvão ou eletricidade – é análogo ao apresentado por Raskin et al. (2002), que utiliza o termo “atividade” para relacionar o uso de energia, ou melhor, a necessidade de sua redução.
Aqui, será adotado uma definição geral que resume esses conceitos: eficiência energética é a relação entre e a quantidade de energia final utilizada e de um bem produzido ou
serviço realizado.
Dentro dessa conceituação, eficiência está associada à quantidade efetiva de energia
utilizada e não à quantidade mínima teoricamente necessária para realizar um serviço,
conceito que se aproximaria do potencial de eficiência. Além disso, observe-se que o conceito adotado é aplicável tanto à manufatura, em que há um bem físico cujo conteúdo energético pode ser delimitado, quanto para serviços, em que o conteúdo energético não é por vezes tão claramente definido, embora neste caso seja mais pertinente considerar a energia requerida para prestação do serviço.
A despeito do questionamento sobre sua conveniência ou atualização, serão utilizadas neste trabalho expressões como “energia conservada” ou “conservação de energia” como sinônimos de consumo evitado ou reduzido. Embora não se trate aqui da conservação de energia (no sentido físico da expressão), mas sim a redução efetiva do consumo, tendo em vista sua larga aplicação na literatura expressões como “conservação de energia” e “energia conservada” serão utilizadas para indicar o processo (conservação) ou resultados de redução no consumo final de energia.
Patterson (1996) destaca o entendimento de “eficiência energética” como um processo
associado a um menor uso de energia por cada unidade de produção. Assim, mais relevante é a apuração de indicadores que expressem a variação na eficiência energética. Esses indicadores são em geral agrupados em quatro categorias principais, a saber:

  • Termodinâmicos: baseados inteiramente na ciência da termodinâmica, indicam a relação entre o processo real e o ideal quanto à necessidade de uso de energia;
  •   Físicos-termodinâmicos: consideram a quantidade de energia requerida em unidades termodinâmicas, mas as saídas (produtos) são expressas em unidades físicas;
  •   Econômicos-termodinâmicos: têm como referência a energia requerida em unidadestermodinâmicas, mas os produtos são expressos em unidades econômicas (valores monetários);
  •   Econômicos: tanto a energia requerida como os produtos são expressos em grandezas econômicas.
Ao longo deste trabalho, a eficiência energética estará referida tanto a indicadores
específicos de consumo de energia por produto (termodinâmicos), quanto ao processo de
redução deste consumo para uma mesma quantidade de produto (físico-termodinâmicos).
Adicionalmente, a eficiência energética será expressa com utilização de indicadores sócio-
econômicos, como o consumo por residência ou habitante.
Os valores de eficiência energética no horizonte decenal (2010-2019) aqui apresentados
indicam a diferença entre a projeção do consumo final de energia2
, que incorpora esses ganhos de eficiência, e a projeção desse consumo na hipótese de serem os padrões tecnológicos e de uso da energia observados para o ano base. Esta é uma premissa relevante para a correta compreensão e contextualização dos resultados aqui apresentados e significam que:

  •   A quantificação apresentada considera um mesmo volume de saídas – produção física de bens industriais, prestação de serviços e conforto – sendo variável apenas a quantidade de energia necessária à sua produção ou realização;
  • Não são consideradas mudanças de hábitos ou regime de operação de equipamentos, mas apenas ganhos associados ao consumo específico de cada equipamento ou processo avaliado.
Indicadores de eficiência energética 
Seguindo-se a estruturação proposta por Patterson (1996), os critérios possíveis para
expressão da eficiência energética se associam aos setores ou atividades econômicas. Para
Schipper et al. (2001), indicadores energéticos descrevem as relações entre o uso de energia
e atividade econômica de forma desagregada, representando medições do consumo de energia e permitindo identificar os fatores que o afetam. Tolmasquim et al.(1998) destacam,
ainda, que os indicadores globais prestam-se a avaliar a eficiência energética de um país
como um todo, possibilitando a comparação com outros países e o acompanhamento da
evolução da eficiência ao longo do tempo.
Uma extensa lista de indicadores é apresentada em IAEA (2005), dentre os quais foram
selecionados como mais relevantes os apresentados na Tabela 2.
Conceitos e definições - Eficiência Energética
A terminologia utilizada neste trabalho para os indicadores globais que se aplicam na análise
das projeções de demanda realizadas no âmbito do planejamento da expansão da oferta de
energia no Brasil é, em geral:
Conceitos e definições - Eficiência Energética

NOTA TÉCNICA DEA 14/10
Avaliação da
Eficiência energética
na indústria e nas residências
no horizonte decenal (2010-2019)




sexta-feira, 6 de abril de 2012

Materiais: união da estética, eficiência e economia


A avaliação do potencial e a consequente escolha baseada em critérios sustentáveis pode ser uma tarefa complexa que exige o desdobramento de todo o ciclo de produção, aplicação e uso do material de construção.
materiais-uniao-estetica-01
Para efeito de análise, os critérios de avaliação de materiais sustentáveis podem ser reunidos em sete categorias: natureza do insumo, impacto ambiental direto, energia incorporada, ciclo de vida, função social, custos e propriedades bioclimáticas.
materiais-uniao-estetica-02-P
Uma maneira prática de se obter uma avaliação criteriosa da escolha do material para a aplicação no projeto sustentável é por intermédio de uma matriz de avaliação de materiais.

Matriz de avaliação de materiais

Uma matriz é uma representação gráfica bidimensional que auxilia na avaliação quantitativa de qualquer fenômeno e nela são relacionados os elementos e suas propriedades. Na avaliação da matriz, são estabelecidos os quesitos que são os itens a serem avaliados, que podem ser os itens ambientais ou outros de escolha do avaliador. Para a avaliação, são estabelecidos dois critérios: a pontuação e o peso. O valor final da avaliação é o somatório de todos os valores dos quesitos (após a multiplicação da pontuação pelo peso) e dá a posição relativa do material em comparação aos outros materiais estudados.

Fonte:

Cartilha “Edifícios Públicos Sustentáveis” – Programa Senado Verde do Senado Federal

ECOBAG dá carona a bactérias e fungos...


05/04/2012 - 09h29

Alternativa às sacolinhas, ecobag contém bactérias e fungos

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "SAÚDE"

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1072000-alternativa-as-sacolinhas-ecobag-contem-bacterias-e-fungos.shtml


Bactérias e fungos podem pegar carona, junto com as compras do mês, nas sacolas retornáveis usadas para transportar as compras de supermercado.
Um teste encomendado pela Folha ao laboratório de análises biológicas SFDK, em São Paulo, obteve a contagem de micro-organismos e, entre eles, bolores, coliformes e salmonela, em cem sacolas de consumidores de São Paulo. Eles foram contatados pelo Datafolha, que pediu a cada um a sacola mais usada para transportar as compras.
Segundo Mario Killner, especialista em análises microbiológicas e responsável técnico pelo laboratório, todas as sacolas, que chegaram ao laboratório lacradas em embalagens plásticas, foram abertas e manuseadas em câmaras de fluxo laminar, sistema de controle de ar que evita a entrada de contaminantes externos.
Uma gaze embebida em um líquido especial foi passada na superfície interna de cada uma, para que os micro-organismos presentes fossem capturados para a análise.
Editoria de Arte/Folhapress
Amostras do material retirado das ecobags foram transferidas para meios de cultura. Os micróbios formaram colônias, que foram contadas para determinar a concentração em cada sacola.
O processo revelou que a maioria delas (88 das 100) tinha micro-organismos capazes de formar colônias e algumas tinham grande concentração deles. Em quatro delas, a metade da superfície interna analisada tinha mais de 1 milhão de micróbios.
Killner diz que esses números elevados são sinal de que as ecobags podem conter bactérias que causam doenças. A contagem de coliformes totais, achados em sete das sacolas, também as causam.
A salmonela, tipo de bactéria que pode causar gastroenterite, no entanto, não foi achada em nenhuma delas.
Bolores foram detectados em 59 das 100 sacolas, a maioria em baixas concentrações em relação à superfície. "O mofo em geral não causa doenças, mas reduz a durabilidade dos alimentos."
Editoria de Arte/Folhapress
Killner afirma que os consumidores terão de se acostumar a higienizar as ecobags com frequência. "Talvez pudesse ter havido uma campanha para esclarecer os consumidores sobre isso antes da adoção das ecobags."
Marcelo Litvoc, infectologista do Hospital das Clínicas, concorda que é necessário lavar as sacolas, mas diz que a presença das bactérias não resulta em risco imediato de doenças.
"Todos os nossos objetos pessoais têm bactérias. O carro tem; nossas mãos, também. A gente não precisa viver numa bolha. O mais importante é a higiene na hora de manipular os alimentos."

Coberturas verdes: frescor e alimento


A cobertura verde é uma solução para o plantio no fechamento superior das edificações (lajes e telhados). Essa solução é extremamente benéfica aos grandes centros urbanos que enfrentam os problemas das ilhas de calor, poluição ambiental e enchentes causadas pelo ineficiente escoamento das águas pluviais. Para a instalação de coberturas verdes, duas tecnologias principais estão disponíveis:

Instalação in loco

Os componentes são instalados no local, por meio de camadas fixas que permitem o perfeito desempenho do conjunto. Uma instalação in locco básica possui as camadas de impermeabilização da laje, drenagem e captação da água, manta geotêxtil, camada de estabilização das raízes, colmeia com substrato, camada de cobertura com substrato e plantas forrageiras.
coberturas-verdes-frescor-alimento-1

Instalação Modular

Os componentes são instalados em módulos mediante estruturas especiais, possibilitando a criação de um colchão de ar entre as placas de plantio e a laje impermeabilizada. Nesse sistema, os módulos podem ser retirados para manutenção e substituição.
coberturas-verdes-frescor-alimento-2

Você sabia?

A cobertura verde:

1) Ameniza a incidência das ilhas de calor no meio urbano devido às propriedades ambientais da vegetação, tais como: a retenção de umidade e o sequestro de CO2;
2) Retarda e cria uma reserva de água da chuva para o aproveitamento;
3) Reduz a quantidade e velocidade das águas liberadas nas calçadas, reduzindo as enchentes;
4) É um excelente recurso para a climatização natural dos edifícios; e
5) É uma alternativa para a produção de alimentos no ambiente urbano (VIGGIANO, 2008).

Telhados Ecologicos

telhados-ecologicos-01Os telhados ecológicos e os jardins nos telhados existem há milhares de anos, lembra dos jardins suspensos da Babilônia (uma das sete maravilhas do mundo)? Usavam um elaborado sistema de irrigação para criar um jardim paradisíaco com terraço ao lado de fora da atual Bagdá. Europeus do norte já escolheram telhados tradicionais de grama para isolar as casas. Hoje em dia, os telhados ecológicos são predominantes ou obrigatórios em algumas partes da Europa. Na Alemanha, 14% de todos os telhados são ecológicos. Uma vista aérea da maioria das áreas urbanas apresenta uma variedade de coberturas de asfalto, alcatrão preto e cascalho. O calor irradia de telhados escuros e a água passa pelas superfícies duras e, de preferência, impermeáveis. Existe uma nova tendência que quebra a monotonia dos telhados comuns: as coberturas ecológicas. Há muito tempo populares na Europa, elas começaram a atrair a atenção de proprietários de imóveis, comércios e, até mesmo, de cidades como uma maneira interessante de promover o ambientalismo enquanto resolvem os problemas dos telhados convencionais.
Por que usar telhados ecológicos? 1.Por que eles substituem uma infra-estrutura pesada por uma que não só é mais eficiente como também é mais bonita e útil; 2. As coberturas ecológicas servem de refúgio para as pessoas que trabalham em escritórios, e são lugares para plantar jardins ou para que as pessoas que moram em prédios possam relaxar; 3. Mesmo onde eles não são acessíveis, criam belas vistas aéreas para os vizinhos ao redor e são lugares isolados e seguros para animais selvagens; 4. Reduzem os custos de energia com isolamento natural; 5. Absorvem a água da chuva, diminuindo a necessidade de sistemas de drenagem complexos e caros: 6. Aumentam a qualidade do ar (numa escala mais alta) e ajudam a reduzir o efeito da Ilha de Calor Urbana (um fenómeno em que o crescimento das cidades e dos subúrbios faz que o calor seja absorvido e armazenado); 7. Esses telhados duram mais do que os convencionais.
As camadas de um telhado ecológico precisam, como as de qualquer outro telhado, favorecer a drenagem e proteger a construção dos elementos da natureza por meio de uma membrana à prova d’água. Elas também precisam, no entanto, criar uma área de crescimento e oferecer apoio, irrigação e barreiras para a proteção das raízes, ao mesmo tempo que se mantêm o mais leve possível.

Existem dois tipos de telhados ecológicos:

1. Intensivos são basicamente parques elevados. Conseguem sustentar arbustos, árvores, passagens e bancos com suas camadas para suporte estrutural complexo, irrigação, drenagem e proteção das raízes. Existem apenas por seus benefícios ambientais e não funcionam como jardins de cobertura acessíveis. A média de crescimento de 0,31 m, ou mais, é necessária para um telhado ecológico intensivo cria um peso de 36 a 68 kg por 0,09 m²;
2. Extensivos são relativamente leves, com o peso de 7 a 23 kg por 0,09 m². Sustentam uma cobertura de solo nativo forte que exige pouca manutenção.
Não é novidade, cada dia as cidades ficam mais quentes, o planeta passa por um aquecimento, as mudanças climáticas, arquitetura e impermeabilização do solo causam a ICU (Ilha de Calor Urbana). O fenômeno cria uma ilha térmica onde a temperatura pode variar até +10 graus Celsius, nas cidade de clima frio esse fenômeno se torna benéfico, pois as ilhas de calor se formam a noite, reduzindo a necessidade de sistemas de aquecimento. Entretanto em regiões tropicais a ICU se forma durante o dia, o que não é bom, pois aumenta e muito a necessidade de ar-condicionado nas casas ou prédios.
telhados-ecologicos-02
A instalação de um telhado ecológico começa em U$ 88,00/m², infelizmente bem superior aos U$ 13,00/m² do telhado convencional, mas deixando de lado os fatores económicos os benefícios são enormes.
Os telhados ecológicos, são uma ótima solução para reduzir a temperatura interna, um telhado convencional pode ter em sua superfície 32 graus Celsius ACIMA da temperatura do ar, ao passo que os telhados ecológicos podem ficar até mais frios. Depois de preparar o telhado ou laje, são fixados os módulos que necessitam de irrigação manual ou as lâminas que garantem um suprimento de água ao telhado.
Telhados ecológicos como estes nas Ilhas Faroe podem durar duas vezes mais do que os convencionaisTelhados ecológicos como estes nas Ilhas Faroe podem durar duas vezes mais do que os convencionais
Os benefícios dos telhados ecológicos estão encorajando proprietários de imóveis, comércios e cidades preocupadas com o meio ambiente a construírem coberturas ecológicas. Esses telhados evitam que a água escoe e que o esgoto transborde. A vegetação e o solo agem como esponjas, absorvendo e filtrando a água que normalmente formaria goteiras e encheria ruas poluídas e sistemas de esgoto sobrecarregados. As plantas do telhado ecológico removem as partículas do ar, produzem oxigênio e oferecem sombra. Usam energia calorífica durante a evapotranspiração, processo natural que resfria o ar à medida que a água evapora das folhas da planta. A evapotranspiração e a sombra produzidas pelas plantas ajudam a eliminar o efeito da Ilha de Calor Urbana criado pelo excesso de superfícies reflexivas e impermeáveis nas cidades e nos subúrbios. Se os telhados ecológicos se tornarem uma iniciativa comum nas construções, as cidades podem reduzir os efeitos incômodos das Ilhas de Calor Urbanas.
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Uma das coberturas ecológicas mais famosas dos EUA, City Hall de Chicago, ajuda a resfriar o prédio e a minimizar o escoamento de água. Reúne sistemas extensivos, intensivos e intermediários semi-intensivos em um telhado reformado. Complementa a vegetação tradicional sem atrapalhar a infra-estrutura urbana – pega um espaço abandonado e o torna útil. O programa piloto City Hall do Deptº de Meio Ambiente da cidade de Chicago promoveu o esforço da cidade inteira para apoiar os sistemas de cobertura ecológica, com incentivos e doações.

Fonte:

Cartilha “Edifícios Públicos Sustentáveis” – Programa Senado Verde do Senado Federal